7.8.02
caetano sempre in-vulgar
caetano não é só um artista invulgar com a invenção na medula é também in-vulgar por mais simples por mais qualquer coisa que ele se queira ou deixe ser entrejóias por mais consumível ele nunca é vulgar leo ou léu por isso se equivocam os que buscam pinçar deslizes em sua elegância ou entre ver declínio em sua invenção a finura a sofisticação o requinte jamais estiveram ausentes de sua obra de brobar ric ao rock o tempo o confirmou como um intérprete privilegiado que está sempre revelando faces ocultas da nossa poesia e so nosso cancioneiro belezas raras que a sua comunicabilidade torna comunicáveis belezas brutas que a sua alquimia metamorfoseia em belezas puras ele já disse até prefere interpretar canções dos outros às próprias modéstia tática é o que caetano entendeu muito cedo o modo operacional da tradução criativa crítica "via" interpretação in-vulgar também aqui ele traduz introduz e sempre luz
augusto campos (1992)
[este, como todos os outros textos desta pequena homenagem, foram retirados daqui]
7 de agosto de 1942 Nasce Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso, o quinto dos sete filhos de José Telles Velloso, funcionário público do Departamento de Correios e Telégrafos, e de Claudionor Vianna Telles Velloso. Em Santo Amaro da Purificação, pequena cidade do Recôncavo Baiano, próxima de Salvador.
Peço licença para viver
Meu humor não varia, estou sempre alegre, embora quem me conheça diga que tenho aparência de um triste. Sou tímido: não tenho força para chamar o garção, me atrapalho quando falo pelo telefone, não furo fila, tenho medo de magoar as pessoas. Peço licença para viver. Mas posso ser terrível se me agridem ou, principalmente, se me sinto injustiçado. Sou nostálgico: o lugar onde nasci e cresci, as pessoas, as paredes de lá, canções de velhos tempos, tudo me comove profundamente. Sou magro, quero engordar. Mas não me acho feio, absolutamente, como muitos dizem. Isso eu considero um equívoco, o mesmo que existe em relação a Bethânia, minha irmã, que julgo uma das mulheres mais bonitas do Brasil. Nunca brigo, ou quase nunca, com meus colegas, amigos e conhecidos. Nunca tive nem um leve atrito com meus colegas de televisão. Saí da Record de São Paulo porque quis e sem brigar com o Paulinho. Gosto do meu público e mesmo me orgulho dele. Acho que uma menina que gosta de Tropicália sem pedir explicação, e tem de discutir na mesa sobre isso com os mais velhos, é uma boa figura humana. Na verdade, ela é o que pretendo ser quando escrevo as canções e deve ser por isso que ela gosta de mim. Admiro muito alguns colegas e respeito outros. Sou fã do Roberto Carlos e do Chico Buarque de Hollanda. Não tenho televisão em casa, mas sempre que vejo um deles no vídeo, me interesso e me emociono. Não sei se eles acreditam nisso. Adoro Jorge Ben. Acho Chacrinha genial.
Caetano Veloso
02/09/1968
"Mas a gente pode cantar jóias da música popular brasileira acima do Ben e do Mautner."
Caetano Veloso - Pasquim - 1970
6.8.02
Outro dia estava comentando lá no blog da Carol sobre o Dusek e hoje li uma notícia preciosa no jornal.
A Universal Music está lançando o projeto Estréia, que vai levar para CD (alguns pela primeira vez neste formato) os primeiros discos de uma turma muito boa e mais outras coisinhas interessantes.
Sobre o Dusek, especificamente:
[citação]
Saltando para 1981, chega-se a Eduardo Dusek, revelado um ano antes [do lançamento do LP] no festival MPB Shell com Nostradamus, que ele cantou vestido de anjo. A apocalíptica música reaparece em seu disco de estréia, Olhar brasileiro, irreverente mas muito musical. A justificar o título, estão lá o samba-choro Injuriado, o maxixe Iracema Brasil e a marcha Folias no matagal, sucesso com Ney Matogrosso. Mas também tem o "roque" A Coitadinha e o tango A deputada caiu. Artista de talento, até hoje não inteiramente reconhecido, Dusek (agora Dussek) merecia que se reeditassem também seus LPs Cantando no banheiro (1982), Brega chique (1984) e Dusek na sua (1986).[/citação]
(Abrindo as portas do passado, S.E., Jornal do Brasil, Caderno B, 06/08/2002)
O que mais vem aí?
- Joyce (1968) - Joyce
- Taiguara! (1965) - Taiguara
- Para iluminar a cidade (1972) - Jorge Mautner
- Quinteto Violado (1972) - Quinteto Violado
- A farra da terra - Asdrubal Trouxe o Trombone
- Fonte da vida - Zé Renato
- Nana (1967) - Nana Caymmi
- Egberto Gismonti (1969) - Egberto Gismonti
- A voz do samba (1975) - Alcione
- Tamba tajá (1976) - Fafá de Belém
- Os Mutantes - Os Mutantes
- Build Up - Rita Lee
- Tim Maia - Tim Maia
- Pérola Negra - Luiz Melodia
Cada disco desses tem seus brilhantes, como a participação no disco do Asdrubal de um certo Pedro Luís :-)
A Universal Music está lançando o projeto Estréia, que vai levar para CD (alguns pela primeira vez neste formato) os primeiros discos de uma turma muito boa e mais outras coisinhas interessantes.
Sobre o Dusek, especificamente:
[citação]
Saltando para 1981, chega-se a Eduardo Dusek, revelado um ano antes [do lançamento do LP] no festival MPB Shell com Nostradamus, que ele cantou vestido de anjo. A apocalíptica música reaparece em seu disco de estréia, Olhar brasileiro, irreverente mas muito musical. A justificar o título, estão lá o samba-choro Injuriado, o maxixe Iracema Brasil e a marcha Folias no matagal, sucesso com Ney Matogrosso. Mas também tem o "roque" A Coitadinha e o tango A deputada caiu. Artista de talento, até hoje não inteiramente reconhecido, Dusek (agora Dussek) merecia que se reeditassem também seus LPs Cantando no banheiro (1982), Brega chique (1984) e Dusek na sua (1986).[/citação]
(Abrindo as portas do passado, S.E., Jornal do Brasil, Caderno B, 06/08/2002)
O que mais vem aí?
- Joyce (1968) - Joyce
- Taiguara! (1965) - Taiguara
- Para iluminar a cidade (1972) - Jorge Mautner
- Quinteto Violado (1972) - Quinteto Violado
- A farra da terra - Asdrubal Trouxe o Trombone
- Fonte da vida - Zé Renato
- Nana (1967) - Nana Caymmi
- Egberto Gismonti (1969) - Egberto Gismonti
- A voz do samba (1975) - Alcione
- Tamba tajá (1976) - Fafá de Belém
- Os Mutantes - Os Mutantes
- Build Up - Rita Lee
- Tim Maia - Tim Maia
- Pérola Negra - Luiz Melodia
Cada disco desses tem seus brilhantes, como a participação no disco do Asdrubal de um certo Pedro Luís :-)
Respondendo para a Lu:
[citação]
LENINE (Osvaldo Lenine Macedo Pimentel). Cant., violon., comp. Recife PE 2/2/1959-.
Entusiasta do rock até os 17 anos, passou a se interessar pela MPB quando ouviu o disco Clube da Esquina e assistiu a um show de Gilberto Gil. Por essa época, estudou música no Conservatório Pernambucano, mas abandonou o curso antes de terminá-lo. Mudou-se em 1980 para o Rio de Janeiro RJ, onde participou do festival MPB 81, promovido pela Rede Globo, com sua composição Prova de fogo, lançada em seu primeiro disco, um compacto pela Polydor/Polygram em 1981. Seu primeiro LP foi Baque solto, em dupla com Lula Queiroga (Polygram, 1982), e seu segundo disco solo é o compacto Baque da era (Polygram, 1983). Em 1990 conheceu o percussionista Marcos Suzano, ao vê-lo tocar com o grupo Nó em Pingo d'Água; ambos contribuíram com um tema para a novela Ana Raio e Zé Trovão, da TV Manchete, e gravaram para o selo Velas o CD Olho de peixe (1993), que chegou a ser um dos cem CDs mais vendidos no Japão. Uma das faixas desse disco, Acredite ou não (com Bráulio Tavares), foi regravada por João Marcelo Boscoli. Aclamado como um dos melhores compositores brasileiros da década de 1990, com músicas gravadas por Danilo Caymmi (Nada a perder, parceria com Dudu Falcão, 1994), Zizi Possi (Olho de peixe, 1996), Gilberto Gil, o grupo Batacotô (Quilombos, 1993), a norte-americana Dionne Warwick (Virou areia, parceria com Bráulio Tavares e a própria Dionne, 1994), Tim Maia, Sérgio Mendes e outros. O disco O dia em que faremos contato foi lançado em 1997 em Recife PE, na ponte Maurício de Nassau, com presença de grande público. [/citação]
(fonte: Enciclopédia da Música Brasileira Popular, Erudita e Folclórica - 2ª edição revista e atualizada - 1998 - PubliFolha)
[citação]
LENINE (Osvaldo Lenine Macedo Pimentel). Cant., violon., comp. Recife PE 2/2/1959-.
Entusiasta do rock até os 17 anos, passou a se interessar pela MPB quando ouviu o disco Clube da Esquina e assistiu a um show de Gilberto Gil. Por essa época, estudou música no Conservatório Pernambucano, mas abandonou o curso antes de terminá-lo. Mudou-se em 1980 para o Rio de Janeiro RJ, onde participou do festival MPB 81, promovido pela Rede Globo, com sua composição Prova de fogo, lançada em seu primeiro disco, um compacto pela Polydor/Polygram em 1981. Seu primeiro LP foi Baque solto, em dupla com Lula Queiroga (Polygram, 1982), e seu segundo disco solo é o compacto Baque da era (Polygram, 1983). Em 1990 conheceu o percussionista Marcos Suzano, ao vê-lo tocar com o grupo Nó em Pingo d'Água; ambos contribuíram com um tema para a novela Ana Raio e Zé Trovão, da TV Manchete, e gravaram para o selo Velas o CD Olho de peixe (1993), que chegou a ser um dos cem CDs mais vendidos no Japão. Uma das faixas desse disco, Acredite ou não (com Bráulio Tavares), foi regravada por João Marcelo Boscoli. Aclamado como um dos melhores compositores brasileiros da década de 1990, com músicas gravadas por Danilo Caymmi (Nada a perder, parceria com Dudu Falcão, 1994), Zizi Possi (Olho de peixe, 1996), Gilberto Gil, o grupo Batacotô (Quilombos, 1993), a norte-americana Dionne Warwick (Virou areia, parceria com Bráulio Tavares e a própria Dionne, 1994), Tim Maia, Sérgio Mendes e outros. O disco O dia em que faremos contato foi lançado em 1997 em Recife PE, na ponte Maurício de Nassau, com presença de grande público. [/citação]
(fonte: Enciclopédia da Música Brasileira Popular, Erudita e Folclórica - 2ª edição revista e atualizada - 1998 - PubliFolha)
5.8.02
- Hoje à noite você vai ver um filme com o comediante que eu mais gostava quando eu era criança.
- É? Como é o nome dele?
- Jerry Lewis.
- Ah! Sabe qual é meu favorito?
- Não. Qual é?
- Xa Xapolim.
- Ah, de Chaves e Chapolim eu não gosto não.
- E quem falou Chaves e Chapolim, mãe? Tá surda? Eu falei Chale Chapolim, aquele daquela coleção de filme velhos, bem velhos, em preto e branco, que minha avó me deu. Aquele que tem um filme com um garoto, sabe?
- É? Como é o nome dele?
- Jerry Lewis.
- Ah! Sabe qual é meu favorito?
- Não. Qual é?
- Xa Xapolim.
- Ah, de Chaves e Chapolim eu não gosto não.
- E quem falou Chaves e Chapolim, mãe? Tá surda? Eu falei Chale Chapolim, aquele daquela coleção de filme velhos, bem velhos, em preto e branco, que minha avó me deu. Aquele que tem um filme com um garoto, sabe?
LENINE
Existe um enorme abismo entre o que a crítica admira e o que o público gosta e raramente ambos encontram-se nesse Vale da Expectativa.
Mimada pelo Teatro Rival BR, já reservo uma certa má vontade para com shows no Canecão com sua difícil visibilidade do palco (o mínimo que você espera de um lugar chamado de balcão nobre a R$35,00 por cabeça é conseguir ver algum trecho do palco ao invés de ser obrigada a acompanhar o show pelo telão, certo?). Mas não foi isso que fez com que o show no Lenine não caísse no meu gosto.
A crítica ulula surpreendida por um Lenine roqueiro e eletrônico. Muita gente que já vai para o show com o texto pronto (falando mal sempre, é claro) teve trabalho para refazer tudo. O público, boquiaberto e um tanto apático não pode usar as letras de música que trouxe na ponta da língua e sente-se traído e meio ludibriado. A maioria pagou ingresso para ver e ouvir o Lenine que conhecem das trilhas sonoras da Rede Globo. Estes voltaram para casa de ouvidos abanando, sem alguns de seus hits.
Eu só achei chato. Não gosto de wah, wah nem de microfonia metida a moderna. Lenine é um tremendo talento, compositor estupendo, mas quer desvencilhar-se a todo custo do rótulo de nordestino. Ele quer ser visto como cosmopolita e universal. Mesmo que para isso tenha que extrapolar para o outro lado.
Os críticos foram realmente pegos de assalto? Talvez se a imprensa brasileira não fosse tão focada na desgraça e no negativo, no ano de 2000 tivesse sido dado destaque, além dos escândalos da exposição em Hannover, a um enorme festival de cultura brasileira que aconteceu em Paris na mesma ocasião. Teriam sabido que no Festival de Latitudes Villettte/Brésil o galego pernambucano aprontou coisa parecida.
Na primeira apresentação no festival, numa sala de ótima acústica (Cité de la Musique), com público sentado e bem comportado, ele apresentou-se com Carlos Malta e Pife Muderno e participações muito mais que especiais. Foi um show com forte acento regional. No dia seguinte, os jornais de Paris, onde arrisco dizer que Lenine é muito mais reconhecido que aqui, o apresentavam como o herdeiro e novo representante do nordeste brasileiro. Mas havia outro show por vir.
A Grande Halle, também no Parc de la Villette é um galpão onde foi montado um grande palco. Espaço para um público de umas 5 mil pessoas. E foi lá, no dia seguinte, que o parceiro de Bráulio Tavares, Lula Queiroga e Paulo César Pinheiro mostrou que podia apresentar ainda mais e mostrou praticamente o mesmo repertório do show anterior em leitura roqueira, com direito a cabeleira balançando à heavy metal.
Este tipo de coisa faz a genialidade de homem que foi batizado ao gosto do pai comunista. E ele é muito bom assim ou assado.
Só que eu prefiro MPB ao rock.
Cinefilia é uma delícia de blog e você já deve saber disso, mas o que quero comentar hoje é um achado da Fer.
Sempre houve um problema na hora de escrever para indicar que determinado trecho é irônico. Não raro a ironia escrita gera mal-entendidos mais ou menos graves.
Pois, assim como quem não quer nada, Fer mostra a solução: tags. Nada de aspas, itálico ou outra marcação que poderia ser também confundida e mal-interpretada. Simplesmente coloca-se [ironia] para começar o trecho irônico e [/ironia] para indicar seu final.
Adorei!
Sempre houve um problema na hora de escrever para indicar que determinado trecho é irônico. Não raro a ironia escrita gera mal-entendidos mais ou menos graves.
Pois, assim como quem não quer nada, Fer mostra a solução: tags. Nada de aspas, itálico ou outra marcação que poderia ser também confundida e mal-interpretada. Simplesmente coloca-se [ironia] para começar o trecho irônico e [/ironia] para indicar seu final.
Adorei!
4.8.02
3.8.02
Já que a Meg tocou no assunto:
Basquiat
(Otto)
Onde é que o coco rola
coco rola na ladeira
onde é que o coco rola
coco rola a noite inteira
De manhã, de tarde, à noite
meu coco não pode para
a di neva avenida
avenida a di neva
arretado o da terra
taí u q saB Basquiat
(Otto)
Onde é que o coco rola
coco rola na ladeira
onde é que o coco rola
coco rola a noite inteira
De manhã, de tarde, à noite
meu coco não pode para
a di neva avenida
avenida a di neva
arretado o da terra
taí u q saB Basquiat
2.8.02
1.8.02
Claro, Paula!
Afinal, ainda hoje só tenho que:
-terminar a revisão das letras do DVD*;
- preparar uma newsletter;
-pegar aquela criança enfurnada em casa desde segunda-feira de férias e com bronquite e levar para dar uma volta na rua;
-enquanto isso, não esquecer de deixar o filme gravando em casa;
-não esquecer de nenhum horário de medicamento e nebulização;
-determinar o que será servido no jantar e deixar tudo encaminhado;
-estabelecer novas estratégias de divulgação do negócio;
- providenciar uma sessão de depilação;
- desenhar, confeccionar e imprimir novos cartões de visita;
-iniciar remodelagem daquele velho site;
-ligar para aquela amiga e confirmar o encontro de hoje à noite que já foi vergonhosamente adiado por mim ou por ela por vezes demais nos últimos meses; **
-se confirmado, deixar Vertigo gravando para ver sabe Deus quando e ficar com uma aparência apresentável para sair; ***
-rir ou chorar um pouco com ela.
Atualização às 22:00
* Ficou faltando um pedacinho.
** Ela está com faringite
*** Está começando o filme enquanto escrevo
Afinal, ainda hoje só tenho que:
-
- preparar uma newsletter;
-
-
-
-
-
- providenciar uma sessão de depilação;
- desenhar, confeccionar e imprimir novos cartões de visita;
-
-
-
-
Atualização às 22:00
* Ficou faltando um pedacinho.
** Ela está com faringite
*** Está começando o filme enquanto escrevo
Hoje tem Quero Ser Grande na Sessão da Tarde!
Hoje tem Vertigo no Telecine Classic!
De 5 a 18 de agosto tem Jerry Lewis no Telecine Happy!
Larilará...
(reticências: um vício que saboreio agora lembrando da Joyce)
Hoje tem Vertigo no Telecine Classic!
De 5 a 18 de agosto tem Jerry Lewis no Telecine Happy!
Larilará...
(reticências: um vício que saboreio agora lembrando da Joyce)
Sem vergonha na cara
A gente arreganha o peito
Assume sua tara
É sim, a gente não tem mais jeito
Sem os falsos pudores
Não se aceita tola cegonha
Ao assumir amores
A gente se mostra sem-vergonha
Sem temer ser indecente
A gente não se faz de capado
Por aqui não se mente
A gente não é assexuado
Sem sal chamar de louca
Quem não esconde sua libido
É bom beijo na boca
O mau humor por terra
O tesão vem por cada sentido
O olho que se cerra
Vontade de tirar o vestido
A gente arreganha o peito
Assume sua tara
É sim, a gente não tem mais jeito
Sem os falsos pudores
Não se aceita tola cegonha
Ao assumir amores
A gente se mostra sem-vergonha
Sem temer ser indecente
A gente não se faz de capado
Por aqui não se mente
A gente não é assexuado
Sem sal chamar de louca
Quem não esconde sua libido
É bom beijo na boca
O mau humor por terra
O tesão vem por cada sentido
O olho que se cerra
Vontade de tirar o vestido
31.7.02
30.7.02
De um lado:
- e-mails a responder
- comentários a considerar
- posts a escrever
- notícias para contar
De outro:
- trabalho, trabalho, trabalho (repita comigo: foco, foco, foco)
- filho de férias, com bronquite
- despensa vazia (visitar o supermercado)
- carteira às moscas (visitar o caixa eletrônico)
- telefonemas (receber e fazer)
- visitas (receber e fazer)
- encontros (participar)
Então, permaneço por algum tempo ainda majoritariamente no mundo dos átomos.
- e-mails a responder
- comentários a considerar
- posts a escrever
- notícias para contar
De outro:
- trabalho, trabalho, trabalho (repita comigo: foco, foco, foco)
- filho de férias, com bronquite
- despensa vazia (visitar o supermercado)
- carteira às moscas (visitar o caixa eletrônico)
- telefonemas (receber e fazer)
- visitas (receber e fazer)
- encontros (participar)
Então, permaneço por algum tempo ainda majoritariamente no mundo dos átomos.
26.7.02
Felicidade é encontrar o jeans com a lavagem que você queria, na cor que você queria, com a cintura no lugar que você queria, cobrindo toda a extensão de suas pernas de um metro cada como você queria e no tamanho que você queria porque se recusa a vestir mais que 42.
Gente! Encontrei a loja perfeita para as balzaquianas. Eles roubam na modelagem a nosso favor!
E que ninguém me venha falar hoje de criancinha passando fome na Somália, que eu estou muito ocupada desopilando o fígado.
Gente! Encontrei a loja perfeita para as balzaquianas. Eles roubam na modelagem a nosso favor!
E que ninguém me venha falar hoje de criancinha passando fome na Somália, que eu estou muito ocupada desopilando o fígado.
25.7.02
Participo de uma lista sobre doação de sangue e a partir de agora vou divulgar por aqui as solicitações que forem confirmadas por lá:
DOAÇÃO PARA SÃO PAULO - SP
Transplante de fígado
Amélia vai doar parte do figado para a mãe dela. Sendo assim, serão necessários 60 doadores para a mãe e 60 pessoas para a Amélia e até agora só conseguiram 18 doadores. Quem puder colaborar com a doação, deverá encaminhar-se ao Hospital das Clínicas, Prédio Amarelo (fica em frente da Incor), 1ºandar.
Apresentar o nome da Sra. Teruko Kato Kazikava nº de registro: 3101538D.
Horário de Atendimento: 2º a 6º das 7 as 19h; Sábado, domingo e feriado das 8 as 18h.
Quem preferir, pode marcar hora para a doação, assim não será necessário aguardar na fila: 0800-55-0300
Estacionamento grátis para doadores: Rua Doutor Mello Alves, 55 (Garden Special Residence)
Requisitos Básicos para a Doação:
* estar em boas condições de saúde;
* ter entre 18 e 60 anos;
* pesar no mínimo 50 kg;
* Não estar em jejum. Evitar alimentação gordurosa antes da doação;
* apresentar documento de identidade com foto;
* dormir pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas que antecedem a doação;
Impedimentos Temporários:
* gripe ou febre;
* gravidez;
* 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
* ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
* tatuagem e acupuntura nos últimos 12 meses
Impedimentos permanentes:
* ter contraído a doença de Chagas ou malária;
* ter tido hepatite após os 10 anos de idade;
* comportamento de risco para Aids.
DOAÇÃO PARA SÃO PAULO - SP
Transplante de fígado
Amélia vai doar parte do figado para a mãe dela. Sendo assim, serão necessários 60 doadores para a mãe e 60 pessoas para a Amélia e até agora só conseguiram 18 doadores. Quem puder colaborar com a doação, deverá encaminhar-se ao Hospital das Clínicas, Prédio Amarelo (fica em frente da Incor), 1ºandar.
Apresentar o nome da Sra. Teruko Kato Kazikava nº de registro: 3101538D.
Horário de Atendimento: 2º a 6º das 7 as 19h; Sábado, domingo e feriado das 8 as 18h.
Quem preferir, pode marcar hora para a doação, assim não será necessário aguardar na fila: 0800-55-0300
Estacionamento grátis para doadores: Rua Doutor Mello Alves, 55 (Garden Special Residence)
Requisitos Básicos para a Doação:
* estar em boas condições de saúde;
* ter entre 18 e 60 anos;
* pesar no mínimo 50 kg;
* Não estar em jejum. Evitar alimentação gordurosa antes da doação;
* apresentar documento de identidade com foto;
* dormir pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas que antecedem a doação;
Impedimentos Temporários:
* gripe ou febre;
* gravidez;
* 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
* ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
* tatuagem e acupuntura nos últimos 12 meses
Impedimentos permanentes:
* ter contraído a doença de Chagas ou malária;
* ter tido hepatite após os 10 anos de idade;
* comportamento de risco para Aids.
24.7.02
23.7.02
Para não dizerem que ando muito ranzinza (né, Eliane? :-)), também é preciso falar de coisas que experimentei e gostei.
Pela primeira vez fui ao Spé, o Spa do Pé e descobri que é uma delícia. Além de sair com os pés lindos, limpos e macios, é ótimo para uma relaxada. O efeito do toque humano num pé cansado é sublinhado por música suave, inclinação certa da cadeira (que acompanha o processo de relaxamento inclinando-se progressivamente) iluminação adequada e aromas agradáveis.
Vou voltar e recomendo esse mimo para todo mundo que se ama.
Pela primeira vez fui ao Spé, o Spa do Pé e descobri que é uma delícia. Além de sair com os pés lindos, limpos e macios, é ótimo para uma relaxada. O efeito do toque humano num pé cansado é sublinhado por música suave, inclinação certa da cadeira (que acompanha o processo de relaxamento inclinando-se progressivamente) iluminação adequada e aromas agradáveis.
Vou voltar e recomendo esse mimo para todo mundo que se ama.
Importante e fundamental a questão sobre sapatos de salto alto para crianças levantada lá no Mothern. Participe!
Devo ser muito burra!
Imagina que estou por aí batendo cabeça, ralando pelo pão nosso de cada dia e vejo numa revista que alguém está vendendo baldes como peças de design. Sim, aqueles baldes de metal vagabundo com que a gente esbarra em qualquer loja de material de construção ou mercearia receberam uma almofada por cima e assim passaram a ser considerados bancos descoladíssimos. E o melhor da história: o menor sai por R$395 e o maior por R$485. Estou ou não marcando touca?
Mas já resolvi. Vou entrar no negócio. Ao invés do tampo de lona feito artesanalmente na França, vou usar pinturas mais modernas. Como meu filho já está ficando meio grandinho para produzir ao gosto do que se convencionou chamar arte contemporânea, vou ter que apelar para a minha sobrinha. Com poucos meses de vida sua pintura sobre tecido ainda vai me servir por uns cinco anos.
Depois é só descobrir quem são osotários consumidores deste tipo de merd..., digo, mercadoria. Talvez eu tenha que ser mais cool para convencê-los a comprar meus produtos. Penso em parar com esta bobagem de cuidados pessoais e deixar o cabelo igual ao daquele cara da propaganda do novo celular, que diz que você deve criar uma ONG para defender a si mesmo. Depois largo mão de vez desta futilidade que é o ato de comer e fico mais parecida com as meninas que ganham 500 dólares por cada passo nas passarelas de São Paulo (na semana passada) e do Rio (esta semana). O resto é fácil: boca de nojo, nariz de fedor e roupas jogadas sobre o corpo como as do mendigo aqui da esquina, só que um pouquinho mais rasgadas e esbeiçadas. Se não conseguir reproduzir o olhar me-dá-um-prato-de-feijão-pelo-amor-de-deus ou tem-algum-aí-com-você sempre posso apelar para os óculos de besouro.
Também deve ajudar conhecer as pessoas certas. Alguém aí conseguiu convites para a festa do Accioly? Se você conseguiu, a partir de hoje é minha amizade eterna de infância, até que uma capa da Caras nos separe.
E então à contabilidade, que esta coisa, assim, sei lá, de bom senso não é nada fashion. Com certeza.
Imagina que estou por aí batendo cabeça, ralando pelo pão nosso de cada dia e vejo numa revista que alguém está vendendo baldes como peças de design. Sim, aqueles baldes de metal vagabundo com que a gente esbarra em qualquer loja de material de construção ou mercearia receberam uma almofada por cima e assim passaram a ser considerados bancos descoladíssimos. E o melhor da história: o menor sai por R$395 e o maior por R$485. Estou ou não marcando touca?
Mas já resolvi. Vou entrar no negócio. Ao invés do tampo de lona feito artesanalmente na França, vou usar pinturas mais modernas. Como meu filho já está ficando meio grandinho para produzir ao gosto do que se convencionou chamar arte contemporânea, vou ter que apelar para a minha sobrinha. Com poucos meses de vida sua pintura sobre tecido ainda vai me servir por uns cinco anos.
Depois é só descobrir quem são os
Também deve ajudar conhecer as pessoas certas. Alguém aí conseguiu convites para a festa do Accioly? Se você conseguiu, a partir de hoje é minha amizade eterna de infância, até que uma capa da Caras nos separe.
E então à contabilidade, que esta coisa, assim, sei lá, de bom senso não é nada fashion. Com certeza.
22.7.02
E se, ao tentarem explicar para você determinado conceito, jogassem sobre a mesa, de uma vez só, as seguintes expressões:
"Tabula rasa";
"ab ovo";
"a posteriori";
"deus ex machina";
"ex cathedra";
"mea culpa";
"terra firma";
"vox populi";
"ad hominem";
"sub rosa"
Oh, céus! Trinta e cinco anos de cultura ocidental não me ajudam a compreender a necessidade humana de complicar para se fazer especial. Ainda bem que a Meg já tinha explicado direitinho o que significava o nome do site dela e algumas outras coisinhas fui acumulando aqui e ali. Mas vou te contar, hein!
"Tabula rasa";
"ab ovo";
"a posteriori";
"deus ex machina";
"ex cathedra";
"mea culpa";
"terra firma";
"vox populi";
"ad hominem";
"sub rosa"
Oh, céus! Trinta e cinco anos de cultura ocidental não me ajudam a compreender a necessidade humana de complicar para se fazer especial. Ainda bem que a Meg já tinha explicado direitinho o que significava o nome do site dela e algumas outras coisinhas fui acumulando aqui e ali. Mas vou te contar, hein!
19.7.02
As perguntas eram:
- Qual foi o resultado daquela biópsia?
- Aquela pessoa parou de te incomodar?
- Como vão os novos projetos?
- Já conseguiu digerir aquela situação?
Mas para essas perguntas pudessem ser formuladas era preciso que aquela conversa, aquele telefonema e aquele encontro tivessem acontecido. E, afinal, no meu momento casulo, também sou responsável pelo isolamento.
Além disso, só escrevi o post-carência aí embaixo porque estava no auge da TPM.
Já passou.
- Qual foi o resultado daquela biópsia?
- Aquela pessoa parou de te incomodar?
- Como vão os novos projetos?
- Já conseguiu digerir aquela situação?
Mas para essas perguntas pudessem ser formuladas era preciso que aquela conversa, aquele telefonema e aquele encontro tivessem acontecido. E, afinal, no meu momento casulo, também sou responsável pelo isolamento.
Além disso, só escrevi o post-carência aí embaixo porque estava no auge da TPM.
Já passou.
17.7.02
Ela tem 11 anos, é francesa e está passando férias no Brasil, terra de sua mãe.
Ele tem 7 anos, é carioca e está em recesso escolar.
Ela é loira, tem pele clara e olhos azuis.
Ele tem cabelo de anjinho, nariz de batatinha e boca de me beija. Tudo em tons de marrom.
São primos.
Vivem de lados opostos do Oceano Atlântico, mas gostam basicamente das mesmas coisas.
Brigam.
Fazem as pazes.
Adoram as Meninas Super-Poderosas e ficam excitadíssimos com a perspectiva de uma sessão de cinema em que suas musas seriam as estrelas.
Uma mãe/prima torta abnegada com ar blasé calculado para disfarçar que também adora as filhas do elemento X oferece a companhia para a aventura vespertina.
Julho, três da tarde, shopping da Zona Sul.
Crianças correm e gritam para desespero de mães e avós.
Velhos rabugentos resmungam esquecendo-se que eles é que estão no lugar errado naquele momento.
Faltam 50 minutos para o início da próxima sessão.
Ingressos esgotados.
Próxima opção: Spirit.
Pipoca, refrigerante, salgadinho.
Banheiro?
Não, não estou com vontade.
Risos, bagunça, caretas.
Luzes apagadas.
Começa a sessão.
Querro irr ao banheiro.
E eu quero ver o filme.
Você fica aqui quietinho.
Você vem comigo.
Últimas cenas.
Choro e sorriso.
Ele já está esperando.
Terraço com vista para o Pão de Açúcar.
Pizza.
No Brasil é assim, na França é assado.
Muitos sorrisos, muitos risos, algumas gargalhadas.
Pirulito.
Engarrafamento.
Um abraço extra.
Querro irr ao cinema com você semprre que você quiserr me convidarr.
Ainda temos que assistir às Meninas Super-Poderosas.
Ele tem 7 anos, é carioca e está em recesso escolar.
Ela é loira, tem pele clara e olhos azuis.
Ele tem cabelo de anjinho, nariz de batatinha e boca de me beija. Tudo em tons de marrom.
São primos.
Vivem de lados opostos do Oceano Atlântico, mas gostam basicamente das mesmas coisas.
Brigam.
Fazem as pazes.
Adoram as Meninas Super-Poderosas e ficam excitadíssimos com a perspectiva de uma sessão de cinema em que suas musas seriam as estrelas.
Uma mãe/prima torta abnegada com ar blasé calculado para disfarçar que também adora as filhas do elemento X oferece a companhia para a aventura vespertina.
Julho, três da tarde, shopping da Zona Sul.
Crianças correm e gritam para desespero de mães e avós.
Velhos rabugentos resmungam esquecendo-se que eles é que estão no lugar errado naquele momento.
Faltam 50 minutos para o início da próxima sessão.
Ingressos esgotados.
Próxima opção: Spirit.
Pipoca, refrigerante, salgadinho.
Banheiro?
Não, não estou com vontade.
Risos, bagunça, caretas.
Luzes apagadas.
Começa a sessão.
Querro irr ao banheiro.
E eu quero ver o filme.
Você fica aqui quietinho.
Você vem comigo.
Últimas cenas.
Choro e sorriso.
Ele já está esperando.
Terraço com vista para o Pão de Açúcar.
Pizza.
No Brasil é assim, na França é assado.
Muitos sorrisos, muitos risos, algumas gargalhadas.
Pirulito.
Engarrafamento.
Um abraço extra.
Querro irr ao cinema com você semprre que você quiserr me convidarr.
Ainda temos que assistir às Meninas Super-Poderosas.
16.7.02
Uma companhia aérea instituiu que obesos têm que comprar dois assentos. Mas ninguém explicou o que acontece se na hora do check in, o obeso não consegue dois assentos anexos. Em que outro país isso poderia acontecer?
Só nos EUA mesmo! [aqui]
Aliás, com a epidemia norte-americana de obesidade e com as empresas aéreas tendo prejuízos sucessivos, essa medida é um achado para dobrar rapidamente o faturamento.
Só nos EUA mesmo! [aqui]
Aliás, com a epidemia norte-americana de obesidade e com as empresas aéreas tendo prejuízos sucessivos, essa medida é um achado para dobrar rapidamente o faturamento.
13.7.02
Uma mulher não deseja engravidar. Tenta marcar uma consulta com o ginecologista para saber que pílula anticoncepcional usar e só consegue marcar para setembro. Até lá arrisca no improviso ou prepara-se para aumentar a família. Em que outro país isso poderia acontecer?
Só na Suécia mesmo!
(aqui)
Só na Suécia mesmo!
(aqui)
11.7.02
Não sei quem gostou mais do livro Mania de Explicação da Adriana Falcão, eu ou ele. Mas sei que fiquei com uma vontade grande de estar lá quando a autora visitou a escola na culminância de todo o trabalho que desenvolveram sobre o livro.
Ontem foi a reunião de pais para a conclusão do segundo bimestre letivo. Recebemos os relatórios, avaliações e trabalhinhos realizados no período. Entre tudo isso estava um dicionário preparado na aula de informática. É baseado no Mania de Explicação, só que com as idéias dos pimpolhos. A versão do moleque já está online. Claro que desta vez tive que dar uma mãozinha com a (re)digitação. Mas foi só um pouquinho. E não mexi nem uma letra na criação dele.
Minhas definições favoritas são para "alarme", "fundo" e "hoje". Você quer escolher a sua?
Ontem foi a reunião de pais para a conclusão do segundo bimestre letivo. Recebemos os relatórios, avaliações e trabalhinhos realizados no período. Entre tudo isso estava um dicionário preparado na aula de informática. É baseado no Mania de Explicação, só que com as idéias dos pimpolhos. A versão do moleque já está online. Claro que desta vez tive que dar uma mãozinha com a (re)digitação. Mas foi só um pouquinho. E não mexi nem uma letra na criação dele.
Minhas definições favoritas são para "alarme", "fundo" e "hoje". Você quer escolher a sua?
Ontem foi por uma boa causa que me meti a preparar a receita de pizza de batata. Foi uma delícia receber gente tão boa.
O problema foi que misturei pizza, cerveja, muitos belisqueites e coca-cola. Resultado: hoje tive uma tremenda ressaca moral. Para me arrasar de vez me obriguei a subir na balança.
Decidido: tenho que perder 5 Kg! Retiro de sobre os ombros dos míticos 63 Kg a carga de serem minha meta. A partir de hoje ocuparão a posição de doce - não doce não!, afetuosa - lembrança da juventude.
Hoje depois de uma carona caída do céu até a primeira parada, fui andar um pouco na rua aproveitando o raro frio nesta cidade. O pessoal que vem de fora deve achar muito exótica e sexy a forma como nos vestimos por aqui no calor. Pois acho muito charmoso todo mundo enrolado em casacos. A beleza deve estar mesmo no extraordinário.
Então foi assim, depois de cumprir uma tarefa de mãe, fui cumprir uma de esposa e comprei o presente para a afilhada do meu amo e senhor. Claro que aproveitei para olhar outras vitrines. E acabei sendo mãe de novo e comprei o presente para o aniversário de uma amiguinha do filho. Meu lado mulher teve que pastar, isto é, o almoço foi uma salada.
A profissional recebeu boas notícias. Saiu parte daquele pagamento que estava custando a sair. Amanhã, novidades em outro front que a gente tem que ir abrindo caminho em diversos flancos.
Anoto mentalmente que tenho que contactar a colônia de férias se não quiser enlouquecer na próxima quinzena. E lembro que preciso de uma resposta. Terreno minado. É duro ser mãe, esposa e eu ao mesmo tempo.
A mulher ouviu uma declaração sem estar esperando e isso é sempre muito bom. [Não esquecer que aqueles seres estranhos chamam de gostosura o que o espelho insiste em apontar como excesso de peso.]
A serotonina vai bem, obrigada.
O problema foi que misturei pizza, cerveja, muitos belisqueites e coca-cola. Resultado: hoje tive uma tremenda ressaca moral. Para me arrasar de vez me obriguei a subir na balança.
Decidido: tenho que perder 5 Kg! Retiro de sobre os ombros dos míticos 63 Kg a carga de serem minha meta. A partir de hoje ocuparão a posição de doce - não doce não!, afetuosa - lembrança da juventude.
Hoje depois de uma carona caída do céu até a primeira parada, fui andar um pouco na rua aproveitando o raro frio nesta cidade. O pessoal que vem de fora deve achar muito exótica e sexy a forma como nos vestimos por aqui no calor. Pois acho muito charmoso todo mundo enrolado em casacos. A beleza deve estar mesmo no extraordinário.
Então foi assim, depois de cumprir uma tarefa de mãe, fui cumprir uma de esposa e comprei o presente para a afilhada do meu amo e senhor. Claro que aproveitei para olhar outras vitrines. E acabei sendo mãe de novo e comprei o presente para o aniversário de uma amiguinha do filho. Meu lado mulher teve que pastar, isto é, o almoço foi uma salada.
A profissional recebeu boas notícias. Saiu parte daquele pagamento que estava custando a sair. Amanhã, novidades em outro front que a gente tem que ir abrindo caminho em diversos flancos.
Anoto mentalmente que tenho que contactar a colônia de férias se não quiser enlouquecer na próxima quinzena. E lembro que preciso de uma resposta. Terreno minado. É duro ser mãe, esposa e eu ao mesmo tempo.
A mulher ouviu uma declaração sem estar esperando e isso é sempre muito bom. [Não esquecer que aqueles seres estranhos chamam de gostosura o que o espelho insiste em apontar como excesso de peso.]
A serotonina vai bem, obrigada.
9.7.02
Para começar, um escracho: eu vejo novela. Às vezes a TV só fica ali, ligada enquanto termino de ler o jornal, brinco com meu filho ou simplesmente relaxo um pouco, pensando no nada. Na época em que andava muito triste assistia àquelas séries norte-americanas que passam na Sony e na Warner. Ô Cride, fala prá mãe...
Foi assim que comecei a pensar num recurso comum da teledramaturgia que algumas vezes já vi acontecer diante de mim sem a intermediação dos raios catódicos (a arte imita a vida ou vice versa?). É comum a mocinha ter por perto uma confidente. Para ela conta tudo e ela sempre está por perto para auxiliar a protagonista. Assim ficamos sabendo o que se passa na cabeça e no coração da personagem principal sem que se precise recorrer às fantasmagóricas vozes em off. Geralmente pouco sabemos dessa segunda personagem, já que ela só está ali como escada. Ela não interessa. E parece que algumas pessoas pensam assim: que só sua existência importa.
São como a personagem da (argh, puf, puf!) Regina Duarte em Desejos de Mulher. Ela perde tudo, carreira, marido, dinheiro, casa, tudo, tudo, tudo. Alguns de seus antigos empregados permanecem com ela. Acho que são uma secretária, o motorista e a copeira. Todos são extremamente dedicados a ela. Todos se propõem a trabalhar de graça para ajudá-la a reerger-se. Todos oferecem seus ombros para seus soluços. Claro que todos também ficaram desempregados, mas isso é detalhe. De repente, a ex-copeira trai a ama, digo, amiga. Ela se justifica dizendo que precisava de dinheiro para cuidar do filho doente. Claro que é justamente execrada.
Eu disse justamente? Pois a grande amiga sequer sabia a outra tinha um filho, muito menos que estava doente. Que piorara e estava à beira da morte? Nem pensar!
É só um exemplo da lógica televisiva, absurda e parcial como deve ser ali. Mas e quando acontece bem aqui? O fulano cobra, cobra e cobra dos amigos. E onde está a amizade dele? Em que situação ele perguntou ao outro como se sentia, o que se passava com ele? Quando foi que deixou claro que se podia contar com ele? (Lá de onde vim, diria-se "só venha a nós, do vosso reino nada".) Talvez a personagem de La Duarte respondesse que sempre deu seus sapatos usados para moça, que no Natal oferecia uma cesta com arroz quebradinho e vinho sangue de boi. Faz parte da maneira particular de raciocinar das heroínas dos folhetins.
Agora se nem em novelinha das sete eu tenho paciência para complexo de diva...
Foi assim que comecei a pensar num recurso comum da teledramaturgia que algumas vezes já vi acontecer diante de mim sem a intermediação dos raios catódicos (a arte imita a vida ou vice versa?). É comum a mocinha ter por perto uma confidente. Para ela conta tudo e ela sempre está por perto para auxiliar a protagonista. Assim ficamos sabendo o que se passa na cabeça e no coração da personagem principal sem que se precise recorrer às fantasmagóricas vozes em off. Geralmente pouco sabemos dessa segunda personagem, já que ela só está ali como escada. Ela não interessa. E parece que algumas pessoas pensam assim: que só sua existência importa.
São como a personagem da (argh, puf, puf!) Regina Duarte em Desejos de Mulher. Ela perde tudo, carreira, marido, dinheiro, casa, tudo, tudo, tudo. Alguns de seus antigos empregados permanecem com ela. Acho que são uma secretária, o motorista e a copeira. Todos são extremamente dedicados a ela. Todos se propõem a trabalhar de graça para ajudá-la a reerger-se. Todos oferecem seus ombros para seus soluços. Claro que todos também ficaram desempregados, mas isso é detalhe. De repente, a ex-copeira trai a ama, digo, amiga. Ela se justifica dizendo que precisava de dinheiro para cuidar do filho doente. Claro que é justamente execrada.
Eu disse justamente? Pois a grande amiga sequer sabia a outra tinha um filho, muito menos que estava doente. Que piorara e estava à beira da morte? Nem pensar!
É só um exemplo da lógica televisiva, absurda e parcial como deve ser ali. Mas e quando acontece bem aqui? O fulano cobra, cobra e cobra dos amigos. E onde está a amizade dele? Em que situação ele perguntou ao outro como se sentia, o que se passava com ele? Quando foi que deixou claro que se podia contar com ele? (Lá de onde vim, diria-se "só venha a nós, do vosso reino nada".) Talvez a personagem de La Duarte respondesse que sempre deu seus sapatos usados para moça, que no Natal oferecia uma cesta com arroz quebradinho e vinho sangue de boi. Faz parte da maneira particular de raciocinar das heroínas dos folhetins.
Agora se nem em novelinha das sete eu tenho paciência para complexo de diva...
Porque não tenho vocação para vítima:
1 - Ao dar de cara novamente com o idiota do rottweiler à porta da escola, reportei-me imediatamente à direção da qual passo a exigir a partir de hoje providências enérgicas quanto ao assunto. Já tenho montado o plano B, caso isso não seja solucionado na diplomacia e na conversa.
2 - As cortinas permanecem fechadas e já estou cansada de ouvir palavras de baixo calão à minha janela. Mas não vou ficar aqui reclamando da vida. Reduzi drasticamente a lista das coisas a fazer em casa hoje e estou de saída. Volto quando acabar o expediente dos peões.
3 - Como as implosões estavam causando insônia, taquicardia, queda de pressão e piriri, volto ao esquema de sempre: bateu, levou.
4 - Só me tem quem me merece.
1 - Ao dar de cara novamente com o idiota do rottweiler à porta da escola, reportei-me imediatamente à direção da qual passo a exigir a partir de hoje providências enérgicas quanto ao assunto. Já tenho montado o plano B, caso isso não seja solucionado na diplomacia e na conversa.
2 - As cortinas permanecem fechadas e já estou cansada de ouvir palavras de baixo calão à minha janela. Mas não vou ficar aqui reclamando da vida. Reduzi drasticamente a lista das coisas a fazer em casa hoje e estou de saída. Volto quando acabar o expediente dos peões.
3 - Como as implosões estavam causando insônia, taquicardia, queda de pressão e piriri, volto ao esquema de sempre: bateu, levou.
4 - Só me tem quem me merece.
8.7.02
Da série adoro ser feliz: Claudinho
Quer ser mais feliz com sua amada? Dê-lhe muito mais que amor, dê-lhe o encantamento. Viva inteiro - corpo e mente - para ela. Seja dela sem medo. Faça-a acreditar que em nenhum espelho a imagem dela é mais perfeita que em seus olhos. E, quando ela quiser brincar sozinha no carrossel, deixe-a ir, mas não desgrude os seus dos olhos dela, e esteja pronto para correr ao encontro dela, depois da última volta, braços abertos, como se fosse a primeira, a vez mais importante. Escove os cabelos dela com seus dedos, com seus pensamentos.
Quem ama de verdade se entrega, sem receio de se perder. Quem se preserva decreta a extinção do amor.
Não se arrisque a matar o amor de sede, de fome, de insuficiência de atenção.
Experimente o amor brincante, brinque, dance para ela. Seja homem-criança por ela, só com ela, dentro dela. Mas não seja irresponsável, que não tem nada a ver com ser criança...
Quer ser mais feliz com sua amada? Dê-lhe muito mais que amor, dê-lhe o encantamento. Viva inteiro - corpo e mente - para ela. Seja dela sem medo. Faça-a acreditar que em nenhum espelho a imagem dela é mais perfeita que em seus olhos. E, quando ela quiser brincar sozinha no carrossel, deixe-a ir, mas não desgrude os seus dos olhos dela, e esteja pronto para correr ao encontro dela, depois da última volta, braços abertos, como se fosse a primeira, a vez mais importante. Escove os cabelos dela com seus dedos, com seus pensamentos.
Quem ama de verdade se entrega, sem receio de se perder. Quem se preserva decreta a extinção do amor.
Não se arrisque a matar o amor de sede, de fome, de insuficiência de atenção.
Experimente o amor brincante, brinque, dance para ela. Seja homem-criança por ela, só com ela, dentro dela. Mas não seja irresponsável, que não tem nada a ver com ser criança...
6.7.02
5.7.02
BRASILEIRICES
Uma festa de rua que homenageia a Cultura Popular Brasileira
Realização:
Conheça mais aqui.
Uma festa de rua que homenageia a Cultura Popular Brasileira
Danças folclóricas, oficinas de barro, de circo, de música, de brinquedos populares, de jogos e brincadeiras, contadores de histórias, pé-de-livro, exposições e muito mais...
Participações especiais do Núcleo de Cultura Popular Céu na Terra com a apresentação "O auto do Boi Estrela" e dos adolescentes do Projeto Ciranda Brasileira.
Participações especiais do Núcleo de Cultura Popular Céu na Terra com a apresentação "O auto do Boi Estrela" e dos adolescentes do Projeto Ciranda Brasileira.
Dia 21 de julho - domingo
de 10 às 14 h
Rua Carmela Dutra - Tijuca
(Se chover será adiada para o dia 28 - domingo)
GRÁTIS
de 10 às 14 h
Rua Carmela Dutra - Tijuca
(Se chover será adiada para o dia 28 - domingo)
GRÁTIS
Realização:
Conheça mais aqui.
Da série notícias que quero ouvir:
Revista Época, Edição 215 01/07/2002, "O guardião da sala de aula", de Tiago Cordeiro.
Eu vi aqui.
Revista Época, Edição 215 01/07/2002, "O guardião da sala de aula", de Tiago Cordeiro.
Eu vi aqui.
O cara parou na frente da escola, no início da tarde, bem naquele horário em que o primeiro turno está saindo e o segundo está entrando. Junto dele um cachorrão cuja coleira ele segurava tão displicentemente que não conseguiu controlar quando o bicho antipatizou com um indivíduo e atacou. Tenho medo de cachorro grande, preto e feio, mas não tenho medo de homem mal-encarado e idiota, então o chamei de irresponsável e ele me respondeu torto e eu não deixei barato e ele foi saindo de fininho. Eu queria mais, porque o sangue já estava em ebulição, mas estava na porta da escola do meu filho, ia dar uma encrenca danada parar em delegacia com tanta coisa para fazer... Implodi.
Preparei um mimo com todo o carinho e ofereci crente que estava abafando. Fui tão mal interpretada que sequer tive vontade de tentar me explicar. Implodi pela segunda vez na mesma tarde.
Um jeito mais áspero aqui, uma má vontade ali, um faz-de-conta que nunca se conversou sobre isso e quase que arraso o quarteirão. Na verdade algumas fagulhas acabaram escapando. Mas sou de circo e um dia arrumo emprego de engolidora de fogo. Bum para dentro de novo.
Amica, olha só... Eu te-tes-to secretária eletrônica, entao fou falar pem rapitinho, tá?
Fiquei sapendo que focê tá com proplemas. Eu só queria dicer que tou aqui to teu lato pro que tér e vier, tá?
Eu sei que toto munto acha que eu sou meio popinha. Téve ser esse meu xeitinho, meio te menininha. As pessoas se encanam com as aparências, sape? Eu tenho profuntitate sim. Sabia que eu xá li todos os lifros do Paulo Coelho e da Mônica Ponfiglio? É por isso que eu te tico que te consitero tanto mesmo te conhecento há tao pouco tempo. Sapia que alma xêmea nao é só namorato? Pote ser com amico tampém e potem ser fárias. Tenho certessa que focê é uma das minhas almas xêmeas. A nossa licaçao fem te outras encarnaçoes...
Eu acho uma verconha alguém como focê sofrento. Focê é tao humana. Cara, focê é xente pacas. Tanta xente ruim aí no pem pom...
Mas eu tô aqui, fiu? Focê pote contar comico. Te vertate, tá?
Pom, entao é isso, amica. Me lica prá xente confersar, prá focê dessapafar...
Tchaucinho e um peixo no coraçao.
Fiquei sapendo que focê tá com proplemas. Eu só queria dicer que tou aqui to teu lato pro que tér e vier, tá?
Eu sei que toto munto acha que eu sou meio popinha. Téve ser esse meu xeitinho, meio te menininha. As pessoas se encanam com as aparências, sape? Eu tenho profuntitate sim. Sabia que eu xá li todos os lifros do Paulo Coelho e da Mônica Ponfiglio? É por isso que eu te tico que te consitero tanto mesmo te conhecento há tao pouco tempo. Sapia que alma xêmea nao é só namorato? Pote ser com amico tampém e potem ser fárias. Tenho certessa que focê é uma das minhas almas xêmeas. A nossa licaçao fem te outras encarnaçoes...
Eu acho uma verconha alguém como focê sofrento. Focê é tao humana. Cara, focê é xente pacas. Tanta xente ruim aí no pem pom...
Mas eu tô aqui, fiu? Focê pote contar comico. Te vertate, tá?
Pom, entao é isso, amica. Me lica prá xente confersar, prá focê dessapafar...
Tchaucinho e um peixo no coraçao.
4.7.02
Da série gente pensando grande: Flávia Durante
"Em Copa do Mundo aparecem milhões de fãs de futebol de ocasião, assim como eu.
Por outro lado, também aparecem com toda força os fiscais da cidadania de ocasião.
Chamam o povão de alienado, ignorante e olham feio pra quem está apenas se divertindo.
Só que essa mesma turma não é vista batendo panela na porta do Sr. FHC nos outros três anos...
Papel de cidadão a gente tem que exercer 365 dias por anos, 24 horas por dia.
Torcedor de Copa, só de 4 em 4 anos."
"Em Copa do Mundo aparecem milhões de fãs de futebol de ocasião, assim como eu.
Por outro lado, também aparecem com toda força os fiscais da cidadania de ocasião.
Chamam o povão de alienado, ignorante e olham feio pra quem está apenas se divertindo.
Só que essa mesma turma não é vista batendo panela na porta do Sr. FHC nos outros três anos...
Papel de cidadão a gente tem que exercer 365 dias por anos, 24 horas por dia.
Torcedor de Copa, só de 4 em 4 anos."
Da série gente pensando grande: Hefestus de Lemnos
"(...)E o que ele faz no seu momento de maior glória, de maior brilho, impulsionado pelo seu próprio talento e pela própria perseverança? Não, não falo da ridicularia de subir na tribuna, não seja tão pequeno. Ele escreve na camiseta uma mensagem para sua vila, Jardim Irene.
Demagogia? talvez.
Isso diminui o número de homicídios? Não.
Então por que eu estou catilinando esta merda?
Porque no momento em que todo o mundo está voltado para ele, Cafu pôs sua comunidade natal, pobre e sofrida, na mídia. E agora eu aqui em Porto Alegre, o torcedor em Natal, o sujeito em Goiás, todos sabemos de Jardim Irene, e as obrigatórias reportagens sobre o assunto vão trazer os dados que eu transcrevi ali em cima. E ISSO deve nos alertar para a situação daquela gente.
Num momento único em sua vida, Cafu trouxe sua comunidade para brilhar com ele. Ele é um só, e mesmo assim fez o que estava ali ao seu alcance naquele momento.
Percebem aonde eu quero chegar?
Cada um de nós faz o que é possível quando é possível, ou deveria fazer. Um pouco, um gesto, algo simbólico, e poderíamos construir algo, nós aqui.(...)"
"(...)E o que ele faz no seu momento de maior glória, de maior brilho, impulsionado pelo seu próprio talento e pela própria perseverança? Não, não falo da ridicularia de subir na tribuna, não seja tão pequeno. Ele escreve na camiseta uma mensagem para sua vila, Jardim Irene.
Demagogia? talvez.
Isso diminui o número de homicídios? Não.
Então por que eu estou catilinando esta merda?
Porque no momento em que todo o mundo está voltado para ele, Cafu pôs sua comunidade natal, pobre e sofrida, na mídia. E agora eu aqui em Porto Alegre, o torcedor em Natal, o sujeito em Goiás, todos sabemos de Jardim Irene, e as obrigatórias reportagens sobre o assunto vão trazer os dados que eu transcrevi ali em cima. E ISSO deve nos alertar para a situação daquela gente.
Num momento único em sua vida, Cafu trouxe sua comunidade para brilhar com ele. Ele é um só, e mesmo assim fez o que estava ali ao seu alcance naquele momento.
Percebem aonde eu quero chegar?
Cada um de nós faz o que é possível quando é possível, ou deveria fazer. Um pouco, um gesto, algo simbólico, e poderíamos construir algo, nós aqui.(...)"
3.7.02
Boa noite!
Meu nome é Lulu e sou a professora de dança.
Espero que tenham explicado para vocês lá na secretaria que o objetivo aqui não é aprender a dançar. Se é isso que vocês querem, peço desculpas por terem sido mal orientadas. Temos outros horários com professores excelentes em diversas modalidades, incluindo dança de salão, dança do ventre e dança afro.
A nossa aula é de dança para a night. É para aquelas que querem aprender como se mexer numa pista de dança de uma boate, numa rave. Quem já foi sabe que aquilo não tem nada a ver com dança. Quem procura aulas sobre isso precisa de orientação em outras coisas. Sou até capaz de apostar que a grande maioria aqui acabou de terminar um relacionamento longo e sufocante e está querendo se enturmar de novo. E as outras são tímidas demais. Acertei? E você? Você nem precisa falar. Eu sabia...
Então, além de ensinar como mover os braços como se estivesse se afogando e a pular como se estivesse andando sobre os restos de uma erupção vulcânica, também vou distribuir umas dicas sobre como ser popular e estar sempre pronta para um agito. E umazinha, é claro.
Algumas coisas são básicas. Por exemplo, você está Rio, então depilação sempre - eu disse sempre - em dia. Mesmo que a intenção não seja transar de repente, nunca se sabe quando pode surgir a oportunidade de uma praia. Até em dia de semana. Já viu o sol que ainda está brilhando quando você sai do escritório? Se você está avançada nesta matéria, terá enroladinhos na bolsa (ou, se tiver um carro, no porta-malas) um bikini, uma canga, um chinelo...
Por isso o primeiro capítulo será bolsa. Arranje uma enorme. Se fizer o tipo esportivo, pode ser uma mochila. Você também vai precisar de diversas nécessaires para organizar tudo. Nem pense em simplesmente jogar tudo lá dentro. Você nunca vai encontrar quando precisar.
É nessa hora que eu gosto de olhar para a turma e ver as carinhas de apavoradas. Afinal, aposto que vocês estão pensando, o que tem a ver dança com bikini e com a bolsa? É simples. Você está no trabalho e alguém liga chamando para sair. Se você está aqui é porque não é naturalmente animada. Numa cidade grande como a nossa, se resolver passar em casa para tomar banho e trocar de roupa, provavelmente acabará desistindo de sair depois de enfrentar trânsito, distância e ser tentada pela televisão e pelo sofá. Então é preciso ter tudo à mão. E a partir de hoje a TV é declarada nossa maior inimiga.
Descubra um local próximo ao trabalho que tenha um banheiro onde você tenha espaço para se trocar e fazer a transformação de uma profissional em uma notívaga. Porque não no local de trabalho? Ora, porque ninguém precisa saber da sua vida. Vou passar uma listinha completa para vocês, mas já aviso que não podem faltar lencinhos umedecidos, batom, delineador, rímel, hidratante, desodorante, perfume e brilho. Vou explicar também como escolher acessórios especiais que ocupam pouco espaço na bendita bolsa e fazem a maior diferença.
Depois a gente vai evoluindo e vou explicando como estar pronta para tudo. A lista vai aumentando e vai começar a ficar realmente divertido. Vocês vão começar a me trazer sugestões, aposto. E quando estiverem realmente craques, vão lembrar de, além de colocar uma calcinha extra no pacote, também incluírem uma muda de roupa para o trabalho no dia seguinte. Afinal não dá para pagar o mico de ir trabalhar dois dias seguidos do mesmo jeito. Mas tem que fazer isso sem ficar carregando mudança. Tudo tem que ser prático e compacto.
Mas isso são detalhes que vamos aprender com o tempo.
Vocês sabiam que as modelos e manequins (as de verdade, não aquelas que só aparecem na Marquês de Sapucaí e na Casa dos Artistas) têm que aprender muito além de desfilar e posar? Elas aprendem etiqueta, história da moda, como se vestir... Vocês também vão aprender muitas coisas além de dançar. Como saber sobre o que conversar, como dizer não ou sim, onde e quando pode ou não pode. E mais tarde podem até esquecer todas as regrinhas que a titia aqui vai ensinar, mas vão saber exatamente o que estão fazendo.
Vocês vão ter que se acostumar com as minhas listinhas. Na próxima aula, além da lista básica para a primeira nécessaire, vamos conhecer e discutir a lista do que é terminantemente proibido. Nessa lista tem, por exemplo, unha roída.
E a idéia é se divertir. Quem estiver a fim de procurar e agarrar o amor de sua vida, relacionamento sério, essas coisas, errou de endereço.
Alguma pergunta?
Meu nome é Lulu e sou a professora de dança.
Espero que tenham explicado para vocês lá na secretaria que o objetivo aqui não é aprender a dançar. Se é isso que vocês querem, peço desculpas por terem sido mal orientadas. Temos outros horários com professores excelentes em diversas modalidades, incluindo dança de salão, dança do ventre e dança afro.
A nossa aula é de dança para a night. É para aquelas que querem aprender como se mexer numa pista de dança de uma boate, numa rave. Quem já foi sabe que aquilo não tem nada a ver com dança. Quem procura aulas sobre isso precisa de orientação em outras coisas. Sou até capaz de apostar que a grande maioria aqui acabou de terminar um relacionamento longo e sufocante e está querendo se enturmar de novo. E as outras são tímidas demais. Acertei? E você? Você nem precisa falar. Eu sabia...
Então, além de ensinar como mover os braços como se estivesse se afogando e a pular como se estivesse andando sobre os restos de uma erupção vulcânica, também vou distribuir umas dicas sobre como ser popular e estar sempre pronta para um agito. E umazinha, é claro.
Algumas coisas são básicas. Por exemplo, você está Rio, então depilação sempre - eu disse sempre - em dia. Mesmo que a intenção não seja transar de repente, nunca se sabe quando pode surgir a oportunidade de uma praia. Até em dia de semana. Já viu o sol que ainda está brilhando quando você sai do escritório? Se você está avançada nesta matéria, terá enroladinhos na bolsa (ou, se tiver um carro, no porta-malas) um bikini, uma canga, um chinelo...
Por isso o primeiro capítulo será bolsa. Arranje uma enorme. Se fizer o tipo esportivo, pode ser uma mochila. Você também vai precisar de diversas nécessaires para organizar tudo. Nem pense em simplesmente jogar tudo lá dentro. Você nunca vai encontrar quando precisar.
É nessa hora que eu gosto de olhar para a turma e ver as carinhas de apavoradas. Afinal, aposto que vocês estão pensando, o que tem a ver dança com bikini e com a bolsa? É simples. Você está no trabalho e alguém liga chamando para sair. Se você está aqui é porque não é naturalmente animada. Numa cidade grande como a nossa, se resolver passar em casa para tomar banho e trocar de roupa, provavelmente acabará desistindo de sair depois de enfrentar trânsito, distância e ser tentada pela televisão e pelo sofá. Então é preciso ter tudo à mão. E a partir de hoje a TV é declarada nossa maior inimiga.
Descubra um local próximo ao trabalho que tenha um banheiro onde você tenha espaço para se trocar e fazer a transformação de uma profissional em uma notívaga. Porque não no local de trabalho? Ora, porque ninguém precisa saber da sua vida. Vou passar uma listinha completa para vocês, mas já aviso que não podem faltar lencinhos umedecidos, batom, delineador, rímel, hidratante, desodorante, perfume e brilho. Vou explicar também como escolher acessórios especiais que ocupam pouco espaço na bendita bolsa e fazem a maior diferença.
Depois a gente vai evoluindo e vou explicando como estar pronta para tudo. A lista vai aumentando e vai começar a ficar realmente divertido. Vocês vão começar a me trazer sugestões, aposto. E quando estiverem realmente craques, vão lembrar de, além de colocar uma calcinha extra no pacote, também incluírem uma muda de roupa para o trabalho no dia seguinte. Afinal não dá para pagar o mico de ir trabalhar dois dias seguidos do mesmo jeito. Mas tem que fazer isso sem ficar carregando mudança. Tudo tem que ser prático e compacto.
Mas isso são detalhes que vamos aprender com o tempo.
Vocês sabiam que as modelos e manequins (as de verdade, não aquelas que só aparecem na Marquês de Sapucaí e na Casa dos Artistas) têm que aprender muito além de desfilar e posar? Elas aprendem etiqueta, história da moda, como se vestir... Vocês também vão aprender muitas coisas além de dançar. Como saber sobre o que conversar, como dizer não ou sim, onde e quando pode ou não pode. E mais tarde podem até esquecer todas as regrinhas que a titia aqui vai ensinar, mas vão saber exatamente o que estão fazendo.
Vocês vão ter que se acostumar com as minhas listinhas. Na próxima aula, além da lista básica para a primeira nécessaire, vamos conhecer e discutir a lista do que é terminantemente proibido. Nessa lista tem, por exemplo, unha roída.
E a idéia é se divertir. Quem estiver a fim de procurar e agarrar o amor de sua vida, relacionamento sério, essas coisas, errou de endereço.
Alguma pergunta?
Adoro cheiro de banho recém tomado. É muito gostoso sentir a lembrança leve do shampoo no cabelo ou um resto do frescor da loção após barba no abraço de volta ao lar ao final do dia. Perfume é uma delícia. Algumas gotas estrategicamente aplicadas podem ser mágicas.
Mas meus sentidos entram em alerta quando percebo alguém excessivamente perfumado. Aliás, alguém excessivamente ereto, arrumado, penteado me passa a sensação de desconforto extremo consigo próprio que tenta se mascarar pela aparência irrepreensível. Uma pessoa muito perfumada deve ter algum problema: falta de olfato, desconforto com o próprio odor corporal, necessidade de passar uma imagem que não corresponde à verdade.
É como uma casa organizada e arrumada demais. Alguém está gastando energia com coisas desimportantes para não pensar no que realmente incomoda. Um ambiente asséptico e impessoal me diz muito mais sobre os donos de uma casa do que eles gostariam que eu soube.
Sou uma amante da higiene e da limpeza, mas abomino os excessos.
Em algum canto de uma casa deve haver espaço para uma pequena amostragem de caos.
Gente que abraça demais quem acaba de conhecer...
Mas meus sentidos entram em alerta quando percebo alguém excessivamente perfumado. Aliás, alguém excessivamente ereto, arrumado, penteado me passa a sensação de desconforto extremo consigo próprio que tenta se mascarar pela aparência irrepreensível. Uma pessoa muito perfumada deve ter algum problema: falta de olfato, desconforto com o próprio odor corporal, necessidade de passar uma imagem que não corresponde à verdade.
É como uma casa organizada e arrumada demais. Alguém está gastando energia com coisas desimportantes para não pensar no que realmente incomoda. Um ambiente asséptico e impessoal me diz muito mais sobre os donos de uma casa do que eles gostariam que eu soube.
Sou uma amante da higiene e da limpeza, mas abomino os excessos.
Em algum canto de uma casa deve haver espaço para uma pequena amostragem de caos.
Gente que abraça demais quem acaba de conhecer...
1.7.02
VOCÊ SABE DE ONDE VENHO?
. . .Venho do verde mais belo
Do mais doirado amarelo
Do azul mais cheio de luz
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham, deslumbradas
Fazendo o Sinal da Cruz
Venho do morro, do engenho
Das selvas, dos cafezais
Da boa terra do coco
Da choupana onde um é pouco
Dois é bom, três é demais
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas
do pampa, do seringal
das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
da minha terra natal!
Quem eu sou?
Eu não sou paulista,
Da resistência pujante,
De uma força altruísta,
Que nasceu bandeirante.
Eu não sou carioca,
Da beleza solsticial,
Cuja alma invoca,
Um alegre carnaval.
Eu não sou mineiro,
Da preciosa pedra,
Do perfil matreiro,
Que nunca se entrega.
Eu não sou gaúcho,
Dos pampas celeiros,
Que sacrificou seu tudo,
Por um ideal guerreiro.
Eu não sou nordestino,
Do trabalho sofrido,
Suor de homem e sorriso menino,
Sobrevivendo na seca com seu tino.
Eu não sou do Planalto Central,
Da riqueza perdida no pasto,
Da terra do Pantanal,
Cuja beleza é seu lastro.
Eu não sou da terra roxa,
Do infinito cafezal,
Minha alma não é coxa,
Minha beleza sem igual.
Eu não sou nortista,
Dos verdes bosques de vida,
Como uma raça alquimista,
No silêncio da Amazônia perdida.
Eu não sou imigrante,
Nas raízes profundas do Sul,
Do mundo trazido distante,
Miscigenado na terra com sangue azul.
A minha pele não tem cor,
O meu sangue é companheiro,
Guardo no meu esplendor,
O orgulho de ser BRASILEIRO.
Eu venho do BRASIL . . .
Sou BRASILEIRO...
Óchente, Uai, tche, !!!O poema BRASILEIRO de José Brites Neto
Contendo trechos da "Canção do Expedicionário"
. . .Venho do verde mais belo
Do mais doirado amarelo
Do azul mais cheio de luz
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham, deslumbradas
Fazendo o Sinal da Cruz
Venho do morro, do engenho
Das selvas, dos cafezais
Da boa terra do coco
Da choupana onde um é pouco
Dois é bom, três é demais
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas
do pampa, do seringal
das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
da minha terra natal!
Quem eu sou?
Eu não sou paulista,
Da resistência pujante,
De uma força altruísta,
Que nasceu bandeirante.
Eu não sou carioca,
Da beleza solsticial,
Cuja alma invoca,
Um alegre carnaval.
Eu não sou mineiro,
Da preciosa pedra,
Do perfil matreiro,
Que nunca se entrega.
Eu não sou gaúcho,
Dos pampas celeiros,
Que sacrificou seu tudo,
Por um ideal guerreiro.
Eu não sou nordestino,
Do trabalho sofrido,
Suor de homem e sorriso menino,
Sobrevivendo na seca com seu tino.
Eu não sou do Planalto Central,
Da riqueza perdida no pasto,
Da terra do Pantanal,
Cuja beleza é seu lastro.
Eu não sou da terra roxa,
Do infinito cafezal,
Minha alma não é coxa,
Minha beleza sem igual.
Eu não sou nortista,
Dos verdes bosques de vida,
Como uma raça alquimista,
No silêncio da Amazônia perdida.
Eu não sou imigrante,
Nas raízes profundas do Sul,
Do mundo trazido distante,
Miscigenado na terra com sangue azul.
A minha pele não tem cor,
O meu sangue é companheiro,
Guardo no meu esplendor,
O orgulho de ser BRASILEIRO.
Eu venho do BRASIL . . .
Sou BRASILEIRO...
Óchente, Uai, tche, !!!O poema BRASILEIRO de José Brites Neto
Contendo trechos da "Canção do Expedicionário"
29.6.02
27.6.02
24.6.02
FESTAS JUNINAS
Festa Junina - Yole Travassos
As comemorações de São João (24 de junho) fazem parte de um ciclo festivo que passou a ser conhecido como festas juninas e homenageia, além desse, outros santos reverenciados em junho: Santo Antônio (dia 13) e São Pedro e São Paulo (dia 29).
A origem dessas festividades remontam a um tempo antigo, anterior ao surgimento da era cristã. O mês de junho, tempo do solstício de verão (no dia 21 ou 23 de junho o Sol, ao meio-dia, atinge seu ponto mais alto no céu e tem-se o dia mais longo e a noite mais curta do ano) no Hemisfério Norte, era a época do ano em que diversos povos - celtas, bretões, bascos, sardenhos, egípcios, persas, sírios, sumérios - faziam rituais de invocação de fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, promover a fartura nas colheitas e trazer chuvas.
Na Europa, os festejos do solstício de verão foram adaptados à cultura local, de modo que em Portugal foi incluída a festa de Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, em 13 de junho. E a tradição cristã completou o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, em 29 de junho.
Quando os portugueses chegaram por aqui, a partir de 1500, introduziram este costume, acendendo fogueiras que atraiam grandemente os índios.
Mesmo que no Brasil essa época marcasse o início do inverno, ela coincidia com a realização dos rituais mais importantes para os povos que aqui viviam, referentes à preparação dos novos plantios e às colheitas. Sendo em muitas regiões a época de seca, os rios estão baixos e o solo pronto para enfrentar o plantio.
Nessa época os roçados velhos, do ano anterior, ainda estão em pleno vigor, repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, banana, abóbora, abacaxi, e a colheita de milho, feijão e amendoim ainda se encontra em período de consumo. Esse é um tempo bom para pescar e caçar. Uma série ritual, que dura todo o período, inclui um conjunto muito variado de festas que congregam as comunidades indígenas em danças, cantos, rezas e muita fartura de comida. Deve-se agradecer à abundância, reforçar os laços de parentesco (as festas são uma ótima ocasião para alianças matrimoniais), reverenciar as divindades aliadas e rezar forte para que os espíritos malignos não impeçam a fertilidade. O fato de atear fogo para limpar o mato, além de fertilizar o solo, serve principalmente para afastar esses espíritos malignos.
Houve, portanto, uma certa coincidência entre o propósito católico de atrair os índios ao convívio missionário catequético e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras de São João. Talvez seja por causa disso que os festejos juninos tenham tomado as proporções e a importância que adquiriram no calendário das festas juninas.
Festa Junina - Ladário Ribeiro Teles
Hoje as festas juninas possuem cor local. De acordo com a região do país, variam os tipos de dança, indumentária e comida. A tônica é a fogueira, o foguetório, o milho, a pinga, o mastro e as rezas dos santos.
SÃO JOÃO
João Batista nasceu no dia 24 de junho, alguns anos ates de seu primo Jesus Cristo, e morreu em 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Herodes Antipas a pedido de sua enteada Salomé, pois a pregação do filho de Santa Isabel e São Zacarias incomodava a moral da época. Antes mesmo de Jesus, João Batista já pregava publicamente às margens do Rio Jordão. Ele instituiu, pela prática de purificação através da imersão na água, o batismo, tendo inclusive batizado o próprio Cristo nas águas desse rio.
LENDAS
A fogueira
Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista. Nossa Senhora então perguntou:
_ Como poderei saber do nascimento dessa criança?
_ Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.
Santa Isabel cumpriu a promessa . Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista.
As bombinhas
Antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste por não ter filhos. Certa vez, um anjo de asas coloridas, envolto em uma luz misteriosa, apareceu à frente de Zacarias e anunciou que ele seria pai.
A alegria de Zacarias foi tão grande que ele perdeu a voz desse momento em diante. No dia o nascimento do filho, perguntaram a Zacarias como a criança se chamaria. Fazendo um enorme esforço, ele respondeu "João" e a partir daí recuperou a voz. Todos fizeram um barulhão enorme. Foram vivas para todos os lados.
Vem daí o costume de as bombinhas, tão apreciadas pelas crianças, fazerem parte dos festejos juninos.
CASAMENTO NA ROÇA
QUADRILHA

QUADRILHA
Esse tipo de dança (quadrille) surgiu em Paris no século XVIII, tendo como origem a contredanse française, que por sua vez é uma adaptação da country dance inglesa.
A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziu outras, alterando inclusive a música.
A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola e o violão.
O marcador, ou "marcante", da quadrilha desempenha papel fundamental, pois é ele que dá a voz de comando, em francês não muito correto misturado com o português, e dirige as evoluções da dança.
* Olha pro céu, meu amor (Luiz Gonzaga e José Fernandes)
* Derramendo o gai (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)
* Cai, Cai, Balão
* Capelinha de Melão (João de Barro e Adalberto Ribeiro)
* Pedro, Antônio e João (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago)
* Isto é lá com Santo Antônio (Lamartine Babo)
* Chegou a hora da fogueira (Lamartine Babo)
* Sonho de Papel (Carlos Braga e Alberto Ribeiro)
* Pula a fogueira (João B. Filho)
PRÁ CUMÊ
* arroz doce
* bolo de batata-doce
* bolo de fubá
* bolo de aipim
* bolo de milho
* broa de fubá
* canjica
* curau
* cuscuz
* pamonha
* pé-de-moleque
* pipoca
* sopa de milho verde
* tapioca
* batata-doce assada na fogueira
PRÁ BEBÊ
* quentão
* vinho quente
(Fonte: Festas juninas, festas de São João: origens, tradições e história / Lúcia Helena Vitalli Rangel)
21.6.02
Neste inverno de araque, continuo tendo aquelas sensações de mal-estar típicas do calorão.
Andando pela rua com Pedro sinto que não estou bem e peço para ele andar rápido para chegar logo em casa.
- O que foi, mãe?
- Nada. Só estou um pouquinho tonta.
- Ok. Fique tranqüila. Se chegar no túnel fique longe da luz.
Andando pela rua com Pedro sinto que não estou bem e peço para ele andar rápido para chegar logo em casa.
- O que foi, mãe?
- Nada. Só estou um pouquinho tonta.
- Ok. Fique tranqüila. Se chegar no túnel fique longe da luz.
20.6.02
Antes que minha cabeça encontre novamente o travesseiro:
-bater e assar um bolo de milho;
-pregar apliques coloridos na calça jeans para imitar remendos;
-preparar uma newsletter;
-deixar prontas pelo menos duas páginas do novo site;
- colocar correspondência em dia;
-buscar o moleque na escola;
-levar o moleque para a natação (levar sunga, touca, óculos, chinelo, roupão);
-acompanhar o moleque à festa junina (levar bolo de milho, camisa quadriculada, lenço vermelho, caixa de fósforo, delineador, calça jeans com remendos, chapéu de palha, tênis e meia);
(- desenvolver projeto para criação de um serviço de carregadores e mensageiros exclusivos para mães;)
- festa de aniversário adulta no Jardim Botânico;
-ver jogo do Brasil.
(primeira atualização às 17:15)
(última atualização às 12:21 do dia seguinte)
Depois da catuaba, do quentão e da cerveja, achei melhor deixar não ir ao aniversáriop e concentrar forças para a torcida. Parece que fiz o certo.:-)
Querer colocar a correspondência em dia também era demais, né?
-
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- colocar correspondência em dia;
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(- desenvolver projeto para criação de um serviço de carregadores e mensageiros exclusivos para mães;)
- festa de aniversário adulta no Jardim Botânico;
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(primeira atualização às 17:15)
(última atualização às 12:21 do dia seguinte)
Depois da catuaba, do quentão e da cerveja, achei melhor deixar não ir ao aniversáriop e concentrar forças para a torcida. Parece que fiz o certo.:-)
Querer colocar a correspondência em dia também era demais, né?
18.6.02
Já devo ter comentado por aqui porque é uma característica brasileira que me chama a atenção. As pessoas adoram falar mal do nosso país. Fazem campanha contra mesmo. Outro dia ouvi alguém dizendo (acho que foi o Jabor) que brasileiro gosta de torcer contra para se surpreender positivamente depois. Pode ser, mas algumas vezes me dá agonia ver o povo metendo o pau no Brasil mesmo quando não tem a mínima noção do que está dizendo.
Também já devo ter dito que acho que isso é um ranço da ditadura, em que torcia-se contra o país porque o alvo era o governo militar. Questionável, mas plenamente justificável. E agora? O que acontece? O Brasil jogava, neguinho torcia contra porque o Médici receberia louros. Se agora a CBF planeja evitar a visita ao presidente no retorno caso o Seleção brasileira seja campeã, em que a vitória ajudaria FHC para legitimar (ainda que remotamente) a postura espírito de porco?
Os absurdos abundam porque muita gente se acha inteligente e questionadora por simplesmente pichar e ser do contra.
Quanto discurso bem-intencionado e inflamado eu já tive que interromper para esclarecer que o fato de o livro escrito por meu marido ainda não ter sido publicado no Brasil nada tem a ver com vergonha nacional, mercantilismo e falta de qualidade editorial.
Ainda há pouco alguém reclamou - juro! - porque as crianças de hoje em dia não teriam acesso às músicas compostas para os personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo. Claro que ninguém é obrigado a saber o que se passa na maior emissora de TV aberta do país no final da manhã, nem que índices de audiência este programa tem, nem qual os números de venda do CD com a trilha sonora, nem acompanhar a cobertura da imprensa a respeito, nem conhecer o belíssimo artigo da Ana Maria Machado. Mas seria prudente fazer o dever de casa antes de iniciar a ladainha da preocupação com a ignorância que assola nossa pobre terra, que apenas visa a simpatia do coro dos descontentes ao engrossá-lo.
Sérgio Rodrigues, que é um cara que eu admiro grandemente, no último domingo em sua coluna Mascando Clichê da Revista de Domingo comenta que "é um equívoco o viés pacifista que até hoje tem presidido a mobilização da sociedade contra esse inferno [a violência na cidade]" e ainda que "quando estamos lidando com assassinos, psicopatas e fascínoras, falar em paz seja o supra-sumo da covardia", para concluir que "sacudir lenços brancos para eles ao som de Imagine é simplesmente ridículo". E eu fico pensando se ele realmente acha que é para os criminosos e assasinos que essas pessoas acenam ou se quer apenas conquistar os leitores céticos e desiludidos. Porque para mim é difícil acreditar que alguém com Q.I. acima de 70 considere a possibilidade das manifestações terem outro alvo além de legisladores, juízes, candidatos em ano eleitoral ou cidadãos comuns que querem e podem fazer a sua parte.
Geralmente tenho paciência para explicar porque é que não ver as coisas boas não significa que elas não existam. Num dia mais inspirado posso até apontar onde elas estão. Mas dá um cansaço às vezes.
Também já devo ter dito que acho que isso é um ranço da ditadura, em que torcia-se contra o país porque o alvo era o governo militar. Questionável, mas plenamente justificável. E agora? O que acontece? O Brasil jogava, neguinho torcia contra porque o Médici receberia louros. Se agora a CBF planeja evitar a visita ao presidente no retorno caso o Seleção brasileira seja campeã, em que a vitória ajudaria FHC para legitimar (ainda que remotamente) a postura espírito de porco?
Os absurdos abundam porque muita gente se acha inteligente e questionadora por simplesmente pichar e ser do contra.
Quanto discurso bem-intencionado e inflamado eu já tive que interromper para esclarecer que o fato de o livro escrito por meu marido ainda não ter sido publicado no Brasil nada tem a ver com vergonha nacional, mercantilismo e falta de qualidade editorial.
Ainda há pouco alguém reclamou - juro! - porque as crianças de hoje em dia não teriam acesso às músicas compostas para os personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo. Claro que ninguém é obrigado a saber o que se passa na maior emissora de TV aberta do país no final da manhã, nem que índices de audiência este programa tem, nem qual os números de venda do CD com a trilha sonora, nem acompanhar a cobertura da imprensa a respeito, nem conhecer o belíssimo artigo da Ana Maria Machado. Mas seria prudente fazer o dever de casa antes de iniciar a ladainha da preocupação com a ignorância que assola nossa pobre terra, que apenas visa a simpatia do coro dos descontentes ao engrossá-lo.
Sérgio Rodrigues, que é um cara que eu admiro grandemente, no último domingo em sua coluna Mascando Clichê da Revista de Domingo comenta que "é um equívoco o viés pacifista que até hoje tem presidido a mobilização da sociedade contra esse inferno [a violência na cidade]" e ainda que "quando estamos lidando com assassinos, psicopatas e fascínoras, falar em paz seja o supra-sumo da covardia", para concluir que "sacudir lenços brancos para eles ao som de Imagine é simplesmente ridículo". E eu fico pensando se ele realmente acha que é para os criminosos e assasinos que essas pessoas acenam ou se quer apenas conquistar os leitores céticos e desiludidos. Porque para mim é difícil acreditar que alguém com Q.I. acima de 70 considere a possibilidade das manifestações terem outro alvo além de legisladores, juízes, candidatos em ano eleitoral ou cidadãos comuns que querem e podem fazer a sua parte.
Geralmente tenho paciência para explicar porque é que não ver as coisas boas não significa que elas não existam. Num dia mais inspirado posso até apontar onde elas estão. Mas dá um cansaço às vezes.
Hoje tem Arthur Maia na melhor casa do Rio na atualidade (excelentes atrações, bons preços, atendimento cordial e eficiente, horário razoável para quem trabalha, tem filhos pequenos ou simplesmente quer curtir a noite um pouco mais cedo).
Foi na época em que trabalhava com livros e quadros personalizados que tomei consciência do tamanho do fascínio que ver o próprio nome impresso exerce sobre as pessoas.
Claro que é mais gostoso quando o nome está ali, preto no branco, em um jornal de grande circulação, mas também tem seu encanto chegar em casa com um regalo em que o presenteado vê o som mais doce - aquele ofertado na pia batismal, no cartório ou inventado por amigos criativos (ou seja lá como se chama este povo que adora inventar apelidos) - gravado no papel. O encanto é maior nas crianças. Ou talvez elas reprimam menos a sensação de deslumbramento. Sim, porque nós, os adultos maduros, discretos e modestos, nos comportamos como bons moços: muito bobamente.
Gostei muito de ter recebido a visita, o destaque e a mensagem do Gravatá. Além do prazer infantil, a visibilidade proporcionada faz com que novos amigos em potencial cheguem por aqui. Sejam bem-vindos.
Tem sido divertido. Um amigo sacana me escreve: "Parabéns pelo sucesso. Espero que ele não suba à cabeça. Por favor, não deixe de nos convidar, a mim e a A., para aquele cineminha de sábado, o churrasco no terraço etc, etc.". Outras gentes levam mais a sério. Muitas aproveitam para distribuir o carinho de sempre. Mamãe corre para conseguir uma edição impressa de O Globo e mostra com as canjicas arreganhadas para a vizinhança. E vou resistir à tentação de citar Andy Warhol e à armadilha de me enveredar por análises birabolantes.
E devo contar que por causa desta breve referência aportou por aqui um amigo do meu marido dos tempos de faculdade e o contato está sendo retomado. E ainda tem gente achando que a Internet entristece e isola as pessoas...
Claro que é mais gostoso quando o nome está ali, preto no branco, em um jornal de grande circulação, mas também tem seu encanto chegar em casa com um regalo em que o presenteado vê o som mais doce - aquele ofertado na pia batismal, no cartório ou inventado por amigos criativos (ou seja lá como se chama este povo que adora inventar apelidos) - gravado no papel. O encanto é maior nas crianças. Ou talvez elas reprimam menos a sensação de deslumbramento. Sim, porque nós, os adultos maduros, discretos e modestos, nos comportamos como bons moços: muito bobamente.
Gostei muito de ter recebido a visita, o destaque e a mensagem do Gravatá. Além do prazer infantil, a visibilidade proporcionada faz com que novos amigos em potencial cheguem por aqui. Sejam bem-vindos.
Tem sido divertido. Um amigo sacana me escreve: "Parabéns pelo sucesso. Espero que ele não suba à cabeça. Por favor, não deixe de nos convidar, a mim e a A., para aquele cineminha de sábado, o churrasco no terraço etc, etc.". Outras gentes levam mais a sério. Muitas aproveitam para distribuir o carinho de sempre. Mamãe corre para conseguir uma edição impressa de O Globo e mostra com as canjicas arreganhadas para a vizinhança. E vou resistir à tentação de citar Andy Warhol e à armadilha de me enveredar por análises birabolantes.
E devo contar que por causa desta breve referência aportou por aqui um amigo do meu marido dos tempos de faculdade e o contato está sendo retomado. E ainda tem gente achando que a Internet entristece e isola as pessoas...
17.6.02
Cadê esta criatura safada que não escreve mais em blog, não responde e-mail, tem o topete de deixar passar diversos comentários?
Ando mergulhada na vida real ou indo por outros caminhos aqui mesmo. Como uma voyage autour de ma table.
Ando mergulhada na vida real ou indo por outros caminhos aqui mesmo. Como uma voyage autour de ma table.
12.6.02
Você não vai lembrar. Para falar a verdade nem sei se percebeu. Porque este também é um de seus encantos: fazer magia sem sequer se dar conta.
Era uma destas festas infantis em que os animadores insistem para que os convidados adultos também brinquem. E quem está de bem com a vida, geralmente faz um doce, finge certa contrariedade, mas cai na farra e se diverte.
Havia uma plataforma de madeira no chão onde as crianças aprontavam. Uns 12 metros quadrados talvez. Mas não havia ninguém com menos de 16 anos por ali. Apenas casais. Alguns formados ali naquele momento para a brincadeira, outros namorados, noivos, amásios, casados...
O jogo consistia em separar os pares e cada um tinha que dançar para longe do parceiro. As animadoras ficavam ali pelo meio para garantir a distância regulamentar. Quando a música parasse, um tinha que ir na direção do outro e abraçá-lo. O casal que se unisse por último em cada rodada era retirado do jogo. Era preciso manter a concentração e a sintonia com o parceiro. Olho no olho era fundamental.
Assim saíram imediatamente os casais formados para a ocasião, depois os namoricadores, foram-se os pares em atrito... E estávamos, por fim, eu e meu cavalheiro e os avós maternos da aniversariante sobre o tablado. E por me dar conta do que aquilo representava e porque era mesmo para ser assim, a música parou e eu não estava tão atenta. O outro casal se abraçou primeiro e comemoraram a vitória com beijinhos e risinhos. E eu fiquei olhando meio abobalhada porque apenas 30 anos de um casamento feliz e cúmplice tinha conseguido abater nossa dupla. E eu vi o carinho transbordando na comemoração de nossos adversários e pensei que se apenas aqueles dois tinham conseguido superar nossa harmonia, havia algo realmente significativo e especial entre nós.
E talvez pouquíssima gente entenda esta história.
FELIZ DIA DOS NAMORADOS!
Era uma destas festas infantis em que os animadores insistem para que os convidados adultos também brinquem. E quem está de bem com a vida, geralmente faz um doce, finge certa contrariedade, mas cai na farra e se diverte.
Havia uma plataforma de madeira no chão onde as crianças aprontavam. Uns 12 metros quadrados talvez. Mas não havia ninguém com menos de 16 anos por ali. Apenas casais. Alguns formados ali naquele momento para a brincadeira, outros namorados, noivos, amásios, casados...
O jogo consistia em separar os pares e cada um tinha que dançar para longe do parceiro. As animadoras ficavam ali pelo meio para garantir a distância regulamentar. Quando a música parasse, um tinha que ir na direção do outro e abraçá-lo. O casal que se unisse por último em cada rodada era retirado do jogo. Era preciso manter a concentração e a sintonia com o parceiro. Olho no olho era fundamental.
E talvez pouquíssima gente entenda esta história.
FELIZ DIA DOS NAMORADOS!
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