RIO SESC INSTRUMENTAL 2002
Idealização e Produção Artística - Marcos Souza & Driká Loureiro - Atelier Cultural
Realização SESC RIO DE JANEIRO
Carlos Malta e seu convidado Márcio Montarroyos sobem ao palco do Espaço Copacabana abrindo o 2º semestre do projeto Rio Sesc Instrumental 2002 com o tema ?Sopro Brasil?. Mais três encontros com nomes de fôlego musical apurado se apresentam em cada semana.
E em outubro, um marco inédito, músicos de São Paulo, Belo Horizonte e Rio representando 13 gravadoras de música instrumental brasileira, fazem parte do tema ?Selos Independentes?. Do violão de Turíbio Santos ao piano de Benjamim Taubkin, mesclado aos sons de Curupira, Gilvan de Oliveira, Marcus Santurys, Quito Pedrosa, entre muitos outros, ouviremos a cada semana a diversidade da música brasileira com mais de um show num só espetáculo!
A música instrumental está no ar!
Setembro/Outubro ? Espaço Copacabana
Novembro ? Sesc Campos, São Gonçalo, Madureira, Engenho de Dentro,
Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Barra Mansa.
RIO SESC INSTRUMENTAL 2002
Toda TERÇA-FEIRA - 19:30hs
Espaço COPACABANA
Rua Domingos Ferreira 160 ? Copacabana / Tel: 25470156
Ingressos R$ 10,00 / R$ 5,00 (comerciários, estudantes e maiores de 65 anos)
Em Setembro um festival com os melhores músicos do Sopro Brasil!
Em Outubro Selos Independentes que gravam, divulgam e
distribuem a música instrumental realizarão uma mostra de seus artistas.
SETEMBRO ? Sopro Brasil
03/9/2002: CARLOS MALTA(sax,flauta)
Convida MÁRCIO MONTARROYOS(trompete)
10/9/2002: LEO GANDELMAN(sax)
Convida SERGINHO DO TROMBONE
17/9/2002: NIVALDO ORNELAS(sax,flauta)
Convida PAULINHO TROMPETE
24/9/2002: VÍTTOR SANTOS(trombone)
Convida MARCELO MARTINS(sax)
OUTUBRO ? Selos Independentes
01/10/2002: ROB DIGITAL, CPC Umes e Selo MEC
Turíbio Santos(Rob Digital)
Ricardo Amado & Flávio Augusto(CPC)
Chapéu de Palha(MEC)
08/10/2002: NÚCLEO CONTEMPORÂNEO & PAU BRASIL
Benjamim Taubkin, Teco Cardoso(Núcleo)
Rodolfo Stroeter(Pau Brasil)
15/10/2002: VISOM, BISCOITO FINO & KUARUP
Cristina Braga & Ricardo Medeiros (Visom)
Quito Pedrosa(Biscoito Fino)
& Paulo Sérgio Santos e Caio Márcio(Kuarup)
22/10/2002: LUA DISCOS, YB & JAM MUSIC
Carlinhos Antunes(Lua Discos)
Bolão(YB)
Curupira(JAM ? participou do Free Jazz 2001)
29/10/2002: KARMIM, MEC & MCD
Gilvan de Oliveira(Karmim)
Marcus Santurys(MCD)
28.8.02
27.8.02
O PULSO
Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer /Tony Bellotto
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Peste bubonica câncer pneumonia
Raiva rubéola tuberculose anemia
Rancor cisticircose caxumba difteria
Encefalite faringite gripe leucemia
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Hepatite escarlatina estupidez paralisia
Toxoplasmose sarampo esquizofrenia
Úlcera trombose conqueluche hipocondria
Sífilis ciúmes asma cleptomania
O corpo ainda é pouco
O corpo ainda é pouco
Reumatismo raquitismo cistite disritmia
Hérnia pediculose tétano hipocrisia
Brucelose febre tifóide arteriosclerose miopia
Catapora culpa cárie cãimbra lepra afasia
O pulso ainda pulsa
O corpo ainda é pouco
Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer /Tony Bellotto
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Peste bubonica câncer pneumonia
Raiva rubéola tuberculose anemia
Rancor cisticircose caxumba difteria
Encefalite faringite gripe leucemia
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Hepatite escarlatina estupidez paralisia
Toxoplasmose sarampo esquizofrenia
Úlcera trombose conqueluche hipocondria
Sífilis ciúmes asma cleptomania
O corpo ainda é pouco
O corpo ainda é pouco
Reumatismo raquitismo cistite disritmia
Hérnia pediculose tétano hipocrisia
Brucelose febre tifóide arteriosclerose miopia
Catapora culpa cárie cãimbra lepra afasia
O pulso ainda pulsa
O corpo ainda é pouco
Volta e meia leio, ouço e vejo referências à decadência cultural da velha urbe que até o início dos 60 foi a capital desta nação. Pois bem, o que eu observo é que há cada vez mais coisas para se ver e fazer na flechada São Sebastião do Rio de Janeiro. E, se você não for fissurado no circuitão de peças e shows, muita coisa barata. (o restante do papo está aqui)
As reações sobre o maldito artigo no Washington Times que diz que o Brasil está formando um eixo do mal que deve ser combatido pelos EUA (veja abaixo) está provocando diversas reações. Veja nos posts a seguir algumas cartas enviadas ao autor do artigo e ao jornal que teve a cara de pau de publicar tamanho absurdo.
Se você tiver alguma coisa a dizer sobre o assunto e quiser também manifestar seu repúdio, aqui estão os e-mails do autor e do jornal:
Mr. Menges: menges@hudsondc.org ou (202)-974-2410 ou (202)-223-7770
Editor of Washington Times: letters@washingtontimes.com
Quero agradecer à Leila e ao seu marido Peter (as cartas deles também estão incluídas abaixo) por ter participado da indignação e ajudado a acabar com esse absurdo.
Se você tiver alguma coisa a dizer sobre o assunto e quiser também manifestar seu repúdio, aqui estão os e-mails do autor e do jornal:
Mr. Menges: menges@hudsondc.org ou (202)-974-2410 ou (202)-223-7770
Editor of Washington Times: letters@washingtontimes.com
Quero agradecer à Leila e ao seu marido Peter (as cartas deles também estão incluídas abaixo) por ter participado da indignação e ajudado a acabar com esse absurdo.
SOME LETTERS TO THE EDITOR (WASH. TIMES)
August 19, 2002
Next stop for war on terror: Brazil?
Constantine C. Menges' column "Blocking a new axis of evil" (Commentary, Aug. 7) is an outrage to all Brazilian people.
First, I do not sympathize with presidential candidate Luiz Inacio Lula da Silva because I don't think he's really prepared for that office. Even so, I cannot imagine all the unnamable horrors predicted by Mr. Menges would happen if Mr. da Silva were elected. Indeed, Mr. Menges' column is like a jigsaw puzzle with no matching pieces: lots of old and inaccurate information (such as Mr. da Silva's connections to Cuban leader Fidel Castro) rearranged to make Brazil look like a potential terrorist threat to America.
Brazil has its own problems battling narcotics traffic, so tell me one good reason why would it help the Colombian terrorist outfit FARC (Revolutionary Armed Forces of Colombia), which is financed with drug money? Also, Mr. Menges' speculation about Brazil developing nuclear weapons is ludicrous; we hardly have a decently working nuclear power plant.
If this column was meant to turn Brazil into an enemy in your readers' eyes, it seems as if reverse propaganda has occurred. If more Brazilians are thinking like me at this moment, they are thinking that the United States has been behaving in a paranoid manner since last September, seeing terrorist threats everywhere.
PEDRO GIGLIO
Rio de Janeiro
It is bad enough that the international financial community has seen fit to punish Brazilians for expressing dissatisfaction at the polls. Now neo-Cold Warriors such as Constantine C. Menges are playing the terrorism card to discredit one of Latin America's most distinguished champions of democracy, Luiz Inacio Lula da Silva.
Mr. da Silva gained notoriety on the front lines of the democracy movement in the late 1970s and was pivotal in the dismantling of Brazil's military rule. People may disagree with his policies, but there is no doubt about his commitment to democratic principles. He is no Hugo Chavez of Venezuela or Fidel Castro.
His party leaders have proved themselves skilled managers of Brazil's largest cities, and they have promised to clean up Brazil's notoriously corrupt government. Even current President Fernando Henrique Cardoso respects Mr. da Silva and his Labor Party and has
vowed to endorse him in a runoff election against the populist Ciro Gomes.
The people we should fear in Brazil are Mr. da Silva's enemies. Armed with an ideology of fear, they may overthrow the government and remilitarize Brazil. Mr. Menges' essay plays into the hands of the real enemy, an enemy that is far more dangerous than Mr. da Silva
ever could be.
MARK ANDREWS
Student
Graduate School of International Relations and Pacific Studies
University of California in San Diego
San Diego
August 19, 2002
Next stop for war on terror: Brazil?
Constantine C. Menges' column "Blocking a new axis of evil" (Commentary, Aug. 7) is an outrage to all Brazilian people.
First, I do not sympathize with presidential candidate Luiz Inacio Lula da Silva because I don't think he's really prepared for that office. Even so, I cannot imagine all the unnamable horrors predicted by Mr. Menges would happen if Mr. da Silva were elected. Indeed, Mr. Menges' column is like a jigsaw puzzle with no matching pieces: lots of old and inaccurate information (such as Mr. da Silva's connections to Cuban leader Fidel Castro) rearranged to make Brazil look like a potential terrorist threat to America.
Brazil has its own problems battling narcotics traffic, so tell me one good reason why would it help the Colombian terrorist outfit FARC (Revolutionary Armed Forces of Colombia), which is financed with drug money? Also, Mr. Menges' speculation about Brazil developing nuclear weapons is ludicrous; we hardly have a decently working nuclear power plant.
If this column was meant to turn Brazil into an enemy in your readers' eyes, it seems as if reverse propaganda has occurred. If more Brazilians are thinking like me at this moment, they are thinking that the United States has been behaving in a paranoid manner since last September, seeing terrorist threats everywhere.
PEDRO GIGLIO
Rio de Janeiro
It is bad enough that the international financial community has seen fit to punish Brazilians for expressing dissatisfaction at the polls. Now neo-Cold Warriors such as Constantine C. Menges are playing the terrorism card to discredit one of Latin America's most distinguished champions of democracy, Luiz Inacio Lula da Silva.
Mr. da Silva gained notoriety on the front lines of the democracy movement in the late 1970s and was pivotal in the dismantling of Brazil's military rule. People may disagree with his policies, but there is no doubt about his commitment to democratic principles. He is no Hugo Chavez of Venezuela or Fidel Castro.
His party leaders have proved themselves skilled managers of Brazil's largest cities, and they have promised to clean up Brazil's notoriously corrupt government. Even current President Fernando Henrique Cardoso respects Mr. da Silva and his Labor Party and has
vowed to endorse him in a runoff election against the populist Ciro Gomes.
The people we should fear in Brazil are Mr. da Silva's enemies. Armed with an ideology of fear, they may overthrow the government and remilitarize Brazil. Mr. Menges' essay plays into the hands of the real enemy, an enemy that is far more dangerous than Mr. da Silva
ever could be.
MARK ANDREWS
Student
Graduate School of International Relations and Pacific Studies
University of California in San Diego
San Diego
Reply to Prof. Menges,
I appreciate your prompt reply and the polite tone of your note, Professor Menges, but the strength of my beliefs and the absolute abhorrence I have for your absurd positions do not allow me to reciprocate so kindly. You say that you have always been a strong opponent of dictatorships: Am I to understand that you spoke out as vociferously against the military dictatorships in Brazil that proceeded their transition to "democracy"? Somehow I doubt that. After all, those were "our boys." It seems you're just another anti-left hypocrite, hiding behind the cloak of " pro-democracy" and fighting a futile battle against events and processes of which you have very little true grasp.
I'm sorry, professor, but your alarmist views simply aren't based in reality. I lived in Brazil under Cardoso for three years, I'm married to a politically astute Brazilian, and I know what the typical Brazilian thinks; there is no way Brazilians are going to tolerate a return to dictatorship, unless, of course, the U.S.--as it has done so many times in the past in Latin America, and always with counterproductive results--isolates the country and effectively sows the seeds for the type of scenario you warn against. Various representatives of the banking community just held talks w/ Lula and came away reassured; that alone questions the validity of your views. The best policy for the U.S. is to start preparing for the
possibility of a Lula victory and do whatever it can to ensure mutually productive relations between the two nations. In other words, the U.S. should exert its influence in a positive, not
negative, way--for once. Co-option, not confrontation, is the way to ensure that Brazil stays on a reasonably straight path. (I, for one, fear that too many Brazilians, already hypersensitive about the fragile state of their economy, will at the last minute have knee-
jerk reactions to all this foreign-generated crap being heaped on Lula--then they will vote for the "safe" candidate, the one that will not bring them change but will simply continue to bleed them dry with continued corruption, ineptitude, and inaction.)
You say it is your view that "the future of Brazil is up to the citizens of Brazil." Then why don't you leave it up to the citizens of Brazil? If the Brazilian electorate chooses their candidate
democratically, what right do you have to subvert that choice from afar? I am forwarding your article, message, and "strategic warning" to all my Brazilian friends here in the U.S. and in Brazil; I will also post them on various Brazilian forums that my wife and I participate in. (One response I have already received, from my very close friend who works for KPMG Consultants in Rio, is telling: Fucking lies!" she writes). I have yet to hear from a Brazilian who is not absolutely disgusted and alarmed with your views. And don't hand me that tired old "freedom of speech" line--I'm not saying you aren't entitled to your views. But disseminating agenda-driven misinformation is not something that should be taken lying down; it should be met with a loud and passionate objection. And I'm sure that you will be hearing those objections very soon via e-mail, phone calls, etc.
You say, "I hope that Brazil maintains its political freedom and has more social justice." First of all, this current state of affairs may very well represent a defining moment in Brazilian history, where Brazilians are finally exercising their political freedom to the maximum extent! And why do you think people are leaning toward Lula? Because those neo-liberal bozos that have held the reigns of power for the past several years have failed, like so many Brazilian governments before them, to deliver ANY real progress in social justice and stability.
After forty years of service, perhaps it's time for you to hang up your spurs (along w/ that dinosaur thinking of yours) and make way for some new blood that demonstrates more contemporary ideas and doesn't rely on divisive and exclusionary scare tactics. Forty years
of wrongs do not make a right (although, in your case, it has most assuredly made you "Right"!). People like you have done a hell of a job promoting misguided, damaging, and ultimately counterproductive foreign policies vis-a-vis Latin America. Your work is doing
absolutely no good for the citizens of this country or for those living outsider our borders. Despite what you and that cowboy in the White House might think, the Golden Age of commie/liberal-bashing is OVER! The "radical threat", you say? Christ, man, it's not the
1950s anymore. Do the world a favor and retire before you do any more damage.
Peter Castles
I appreciate your prompt reply and the polite tone of your note, Professor Menges, but the strength of my beliefs and the absolute abhorrence I have for your absurd positions do not allow me to reciprocate so kindly. You say that you have always been a strong opponent of dictatorships: Am I to understand that you spoke out as vociferously against the military dictatorships in Brazil that proceeded their transition to "democracy"? Somehow I doubt that. After all, those were "our boys." It seems you're just another anti-left hypocrite, hiding behind the cloak of " pro-democracy" and fighting a futile battle against events and processes of which you have very little true grasp.
I'm sorry, professor, but your alarmist views simply aren't based in reality. I lived in Brazil under Cardoso for three years, I'm married to a politically astute Brazilian, and I know what the typical Brazilian thinks; there is no way Brazilians are going to tolerate a return to dictatorship, unless, of course, the U.S.--as it has done so many times in the past in Latin America, and always with counterproductive results--isolates the country and effectively sows the seeds for the type of scenario you warn against. Various representatives of the banking community just held talks w/ Lula and came away reassured; that alone questions the validity of your views. The best policy for the U.S. is to start preparing for the
possibility of a Lula victory and do whatever it can to ensure mutually productive relations between the two nations. In other words, the U.S. should exert its influence in a positive, not
negative, way--for once. Co-option, not confrontation, is the way to ensure that Brazil stays on a reasonably straight path. (I, for one, fear that too many Brazilians, already hypersensitive about the fragile state of their economy, will at the last minute have knee-
jerk reactions to all this foreign-generated crap being heaped on Lula--then they will vote for the "safe" candidate, the one that will not bring them change but will simply continue to bleed them dry with continued corruption, ineptitude, and inaction.)
You say it is your view that "the future of Brazil is up to the citizens of Brazil." Then why don't you leave it up to the citizens of Brazil? If the Brazilian electorate chooses their candidate
democratically, what right do you have to subvert that choice from afar? I am forwarding your article, message, and "strategic warning" to all my Brazilian friends here in the U.S. and in Brazil; I will also post them on various Brazilian forums that my wife and I participate in. (One response I have already received, from my very close friend who works for KPMG Consultants in Rio, is telling: Fucking lies!" she writes). I have yet to hear from a Brazilian who is not absolutely disgusted and alarmed with your views. And don't hand me that tired old "freedom of speech" line--I'm not saying you aren't entitled to your views. But disseminating agenda-driven misinformation is not something that should be taken lying down; it should be met with a loud and passionate objection. And I'm sure that you will be hearing those objections very soon via e-mail, phone calls, etc.
You say, "I hope that Brazil maintains its political freedom and has more social justice." First of all, this current state of affairs may very well represent a defining moment in Brazilian history, where Brazilians are finally exercising their political freedom to the maximum extent! And why do you think people are leaning toward Lula? Because those neo-liberal bozos that have held the reigns of power for the past several years have failed, like so many Brazilian governments before them, to deliver ANY real progress in social justice and stability.
After forty years of service, perhaps it's time for you to hang up your spurs (along w/ that dinosaur thinking of yours) and make way for some new blood that demonstrates more contemporary ideas and doesn't rely on divisive and exclusionary scare tactics. Forty years
of wrongs do not make a right (although, in your case, it has most assuredly made you "Right"!). People like you have done a hell of a job promoting misguided, damaging, and ultimately counterproductive foreign policies vis-a-vis Latin America. Your work is doing
absolutely no good for the citizens of this country or for those living outsider our borders. Despite what you and that cowboy in the White House might think, the Golden Age of commie/liberal-bashing is OVER! The "radical threat", you say? Christ, man, it's not the
1950s anymore. Do the world a favor and retire before you do any more damage.
Peter Castles
Dear Dr. Menges,
I am Mr. Castles' wife and he sent me a copy of your prompt response to his e-mail regarding your article published on The Washington Times, which is wreaking havoc among Brazilians all over world via Internet.
Please pardon some of my grammar mistakes since English is my second language, but I did want to write to you in order to give you a Brazilian's point of view of Lula and the left-wing movements in Brazil.
As a Brazilian journalist who witnessed several so-called left-wing meetings with international
attendants in Brazil, I can assure you that it is very common in this kind of forum that parties and organizations that deeply disagree with one another will gather with one common objective -- be it to demonstrate against world neoliberalism, be it to protest against the Area of Free Trade of the Americas, which they consider a bad deal for every country except the US. Like with the Social Forum of Porto Alegre and other meetings, any international
organization is free to attend and they will not be denied participation. Usually the atmosphere in this meetings is festive, democratic and pacific, and the most radical organizations are looked upon as a curiosity rathen than taken seriously. These events
are usually sponsored by several non-governmental organizations, and not by one party only. Political parties prefer not to be involved in these events' organization, even though their militants and some of their polititians will be present, depending on the prestige or visibility (for the public or press) of the event.
Now, regarding Luís Inácio Lula da Silva and the Workers Party (Partido dos Trabalhadores-PT), you have no reason to be afraid. Both Lula and PT have come a
long way since the party was founded in 1980. The ideologic naiveté and administrative inexperience has given place to a much more mature program of ideas and administration proposals and experiences that are receiving compliments from all segments of society,
including international bankers that met with Lula earlier this week. The Workers Party's constituents range from grassroots unionists to enterpreneurs, professionals and intelectuals. PT has had several members elected governors and mayors all over the
country in the last 15 years, and they pretty much stuck to the orthodox ways of management, with conservative budgets and all. It was NEVER in the PT
program the idea of revolution, armed violence or the like. By the way, the Brazilian people have the most absolute aversion to violent radicalism, guerrilla-like movements, etc. Most Brazilians would rather stay poor for the rest of their lives than having to fight with arms to change their political situation. They will try to improve the economy by voting for the candidate they consider the most promising, and every once in a while take part in
pacific street demonstrations, period. Brazilians love their happy-go-lucky lifestyle too much to jeopardize it by engaging in war games. Therefore, rest assured that Brazilians will NEVER be doctrinated to become terrorists, as you state in your article.
PT has even deleted the word "socialism" from their programs and principles statements. PT is for a capitalist society that is capable of promoting better income distribution, through moderate changes in the taxing system, incentive to industrial production and employment, etc. PT and Lula are even supporting the current Government's agreement with the IMF.
If Lula ever showed afinity with Castro or Chavez, it was only regarding some of their policies that were directed to improve the poor population healthcare, education, or to guarantee national sovereignty, etc. Lula does not support the antidemocratic way those men rule their countries, but he does want to make the point that there are some positive aspects in their administrations that should be noted. It's as if an American radical Republican who hated Clinton would recognize that at least he did a great job with the
economy. But anyway, Lula would never try to emulate Castro's or Chavez's government style in Brazil, because the Workers Party is a very ethic and democracy-oriented party, and so are their voters. Populism is definetly not the PT style.
Anyway, since you are a Portuguese speaker I would suggest that you should read the Brazilian newspapers coverage of the presidential elections, so you would have a more accurate scenario of our political situation. Good websites of Brazilian news are:
www.uol.com.br/folha
oglobo.globo.com
www.jb.com.br
I would rather rely on the daily coverage of the election facts and the analysis of competent Brazilian political columnist's articles (such as the ones at Folha On Line "Pensata" and Jornal do Brasil's Dora Kramer) than on the opinion of other scholars that might not be really up-to-date with recent Brazilian history.
Thank you for your attention.
Leila Costa
I am Mr. Castles' wife and he sent me a copy of your prompt response to his e-mail regarding your article published on The Washington Times, which is wreaking havoc among Brazilians all over world via Internet.
Please pardon some of my grammar mistakes since English is my second language, but I did want to write to you in order to give you a Brazilian's point of view of Lula and the left-wing movements in Brazil.
As a Brazilian journalist who witnessed several so-called left-wing meetings with international
attendants in Brazil, I can assure you that it is very common in this kind of forum that parties and organizations that deeply disagree with one another will gather with one common objective -- be it to demonstrate against world neoliberalism, be it to protest against the Area of Free Trade of the Americas, which they consider a bad deal for every country except the US. Like with the Social Forum of Porto Alegre and other meetings, any international
organization is free to attend and they will not be denied participation. Usually the atmosphere in this meetings is festive, democratic and pacific, and the most radical organizations are looked upon as a curiosity rathen than taken seriously. These events
are usually sponsored by several non-governmental organizations, and not by one party only. Political parties prefer not to be involved in these events' organization, even though their militants and some of their polititians will be present, depending on the prestige or visibility (for the public or press) of the event.
Now, regarding Luís Inácio Lula da Silva and the Workers Party (Partido dos Trabalhadores-PT), you have no reason to be afraid. Both Lula and PT have come a
long way since the party was founded in 1980. The ideologic naiveté and administrative inexperience has given place to a much more mature program of ideas and administration proposals and experiences that are receiving compliments from all segments of society,
including international bankers that met with Lula earlier this week. The Workers Party's constituents range from grassroots unionists to enterpreneurs, professionals and intelectuals. PT has had several members elected governors and mayors all over the
country in the last 15 years, and they pretty much stuck to the orthodox ways of management, with conservative budgets and all. It was NEVER in the PT
program the idea of revolution, armed violence or the like. By the way, the Brazilian people have the most absolute aversion to violent radicalism, guerrilla-like movements, etc. Most Brazilians would rather stay poor for the rest of their lives than having to fight with arms to change their political situation. They will try to improve the economy by voting for the candidate they consider the most promising, and every once in a while take part in
pacific street demonstrations, period. Brazilians love their happy-go-lucky lifestyle too much to jeopardize it by engaging in war games. Therefore, rest assured that Brazilians will NEVER be doctrinated to become terrorists, as you state in your article.
PT has even deleted the word "socialism" from their programs and principles statements. PT is for a capitalist society that is capable of promoting better income distribution, through moderate changes in the taxing system, incentive to industrial production and employment, etc. PT and Lula are even supporting the current Government's agreement with the IMF.
If Lula ever showed afinity with Castro or Chavez, it was only regarding some of their policies that were directed to improve the poor population healthcare, education, or to guarantee national sovereignty, etc. Lula does not support the antidemocratic way those men rule their countries, but he does want to make the point that there are some positive aspects in their administrations that should be noted. It's as if an American radical Republican who hated Clinton would recognize that at least he did a great job with the
economy. But anyway, Lula would never try to emulate Castro's or Chavez's government style in Brazil, because the Workers Party is a very ethic and democracy-oriented party, and so are their voters. Populism is definetly not the PT style.
Anyway, since you are a Portuguese speaker I would suggest that you should read the Brazilian newspapers coverage of the presidential elections, so you would have a more accurate scenario of our political situation. Good websites of Brazilian news are:
www.uol.com.br/folha
oglobo.globo.com
www.jb.com.br
I would rather rely on the daily coverage of the election facts and the analysis of competent Brazilian political columnist's articles (such as the ones at Folha On Line "Pensata" and Jornal do Brasil's Dora Kramer) than on the opinion of other scholars that might not be really up-to-date with recent Brazilian history.
Thank you for your attention.
Leila Costa
26.8.02
22.8.02
Essa é para a turma de brasileiros que apóia as doideiras e paranóias norte-americanas achando que de alguma forma o nosso país está excluído do que eles chamam de "eixo do mal". De acordo com o artigo abaixo este conceito pode ser bastante elástico, de acordo com os interesses em pauta no momento. Qualquer dia desses acabamos com uma bomba atômica explodindo sobre nossas cabeças apenas porque ousamos exercer nosso direito democrático e um desses loucos delirou a ponto de achar que o mundo inteiro é tão belicoso quanto eles.
Ah, sim, e para quem gosta sempre de perguntar de onde se tirou a informação, adivinhando alguma espécie de deturpação típica da Internet, informo que trata-se de artigo do Washington Times.
Não acreditem em mim. Por favor, leiam.
************
Blocking a new axis of evil
Constantine C. Menges
A new terrorist and nuclear weapons/ballistic missile threat may well come from an axis including Cuba's Fidel Castro, the Chavez regime in Venezuela and a newly elected radical president of Brazil, all with links to Iraq, Iran and China. Visiting Iran last year. Mr. Castro said: "Iran and Cuba can bring America to its knees," while Chavez expressed his admiration for Saddam Hussein during a visit to Iraq.
The new axis is still preventable, but if the pro-Castro candidate is elected president of Brazil, the results could include a radical regime in Brazil re-establishing its nuclear weapon and ballistic missile programs, developing close links to state sponsors of terrorism such as Cuba, Iraq and Iran, and participating in the destabilization of fragile neighboring democracies. This could lead to 300 million people in six countries coming under the control of radical anti-U.S. regimes and the possibility that thousands of newly indoctrinated terrorists might try to attack the United States from Latin America. Yet, the administration in Washington seems to be paying little attention.
Brazilians will hold presidential elections in October, and if current polling is any guide the winner could be a pro-Castro radical with extensive ties to international terrorism. His name is Luis Inacio da Silva, the presidential candidate of the Workers Party who is currently at about 40 percent in the polls. The Communist candidate is second with 25 percent and the pro-democratic contender is at about 14 percent.
Mr. da Silva makes no secret of his sympathies. He has been an ally of Mr. Castro for more than 25 years. With Mr. Castro's support, Mr.da Silva founded the Sao Paulo Forum in 1990 as an annual meeting of communist and other radical terrorist and political organizations from Latin America, Europe and the Middle East. This has been used to coordinate and plan terrorist and political activities around the world and against the United States. The last meeting was held in Havana, Cuba in December 2001. It involved terrorists from Latin America, Europe and the Middle East, and sharply condemned the Bush administration and its actions against international terrorism.
Like Mr. Castro, Mr. da Silva blames the United States and "neo-liberalism" for all the real social and economic problems still facing Brazil and Latin America. Mr. Da Silva has called the Free Trade Area of the Americas a plot by the United States to "annex" Brazil, and he has said that the international lenders who seek repayment of their $250 billion in loans are "economic terrorists." He has also said that those who are moving their money out of Brazil because they fear his regime are "economic terrorists." This gives a hint about the kind of "war against terrorism" his regime will conduct.
Brazil is a vast, richly endowed country, nearly the size of the United States with a population of about 180 million and the world's eighth largest economy (with a GDP of more than $1.1 trillion). It could soon become one of the world's nuclear armed powers as well. Between 1965 and 1994, the military actively worked to develop nuclear weapons, it successfully designed two atomic bombs and was reportedly on the verge of testing one nuclear device when a newly elected democratic government and a Brazilian congressional investigation caused the program to be shut down.
That investigation revealed, however, that the military had sold eight tons of uranium to Iraq in 1981. It is also reported that after Brazil's successful ballistic missile program was ended, the general and 24 of the scientists working on it went to work for Iraq. There are reports that with financing from Iraq, a nuclear weapons capability has been covertly maintained contrary to directives from the civilian democratic leaders.
Mr. da Silva has said Brazil should have nuclear weapons and move closer to China, which has been actively courting the Brazilian military. China has sold Brazil enriched uranium and has invested in the Brazilian aerospace industry, resulting in a joint imagery/reconnaissance satellite.
Brazil shares common borders with 10 other countries in South America. This would help da Silva to emulate ? as he has said he would ? the foreign policy of the pro-Castro and pro-Iraq Chavez regime in Venezuela, which has provided support to the communist narco-terrorist FARC in Colombia as well as other anti-democratic groups in other South American countries. Hugo Chavez worked with Mr. Castro to temporarily destabilize the fragile democracy in Ecuador two years ago. Now both support the radical socialist leader of the cocaine growers, Evo Morales, who hopes to become president of Bolivia this August.
Along with helping the communist guerrillas take power in the embattled democracy in Colombia, a da Silva regime in Brazil would be well situated to aide communists, narco-terrorists and other anti-democratic groups in destabilizing the fragile democracies of Bolivia, Ecuador and Peru, as well as to exploit the deep economic crisis in Argentina and Paraguay.
Further, a da Silva regime is likely to default on its debt, causing a sharp economic downturn in all of Latin America, thereby increasing the vulnerability of its democracies. This could also trigger a second phase of economic downturn in the United Staes as export markets contracted.
A Castro-Chavez-da Silva axis would mean linking 43 years of Fidel Castro's political warfare against the United States with the oil wealth of Venezuela and the nuclear weapons/ ballistic missile and economic potential of Brazil.
Come our own elections in November 2004, Americans may ask: Who lost South America? The United States was politically passive during the Clinton administration, when it ignored the pleas of Venezuela's democratic leaders for help in opposing the anti-constitutional and illegal actions of Mr. Chavez and also ignored his public alliances with state sponsors of terrorism. Why can't the Bush administration act before 20 years of democratic gains in Latin America were allowed to be reversed? Why can't anything be done before a vast new southern flank is opened up in the terrorist threat and our nation menaced by one more radical anti-American regime intent on acquiring nuclear weapons and ballistic missiles?
This disaster for U.S. national security and for the people of Latin America must and can be averted if our policy makers act quickly and decisively, but they must do so now. Timely political attention and actions by the United States and other democracies should include encouragement for the pro-democratic parties in Brazil to unify behind an honest, capable political leader who can represent the hopes of the majority of Brazilians for genuine democracy and who has the resources to mount an effective national campaign.
Constantine C. Menges, a senior fellow with the Hudson Institute, is a former National Security Council member.
Ah, sim, e para quem gosta sempre de perguntar de onde se tirou a informação, adivinhando alguma espécie de deturpação típica da Internet, informo que trata-se de artigo do Washington Times.
Não acreditem em mim. Por favor, leiam.
************
Blocking a new axis of evil
Constantine C. Menges
A new terrorist and nuclear weapons/ballistic missile threat may well come from an axis including Cuba's Fidel Castro, the Chavez regime in Venezuela and a newly elected radical president of Brazil, all with links to Iraq, Iran and China. Visiting Iran last year. Mr. Castro said: "Iran and Cuba can bring America to its knees," while Chavez expressed his admiration for Saddam Hussein during a visit to Iraq.
The new axis is still preventable, but if the pro-Castro candidate is elected president of Brazil, the results could include a radical regime in Brazil re-establishing its nuclear weapon and ballistic missile programs, developing close links to state sponsors of terrorism such as Cuba, Iraq and Iran, and participating in the destabilization of fragile neighboring democracies. This could lead to 300 million people in six countries coming under the control of radical anti-U.S. regimes and the possibility that thousands of newly indoctrinated terrorists might try to attack the United States from Latin America. Yet, the administration in Washington seems to be paying little attention.
Brazilians will hold presidential elections in October, and if current polling is any guide the winner could be a pro-Castro radical with extensive ties to international terrorism. His name is Luis Inacio da Silva, the presidential candidate of the Workers Party who is currently at about 40 percent in the polls. The Communist candidate is second with 25 percent and the pro-democratic contender is at about 14 percent.
Mr. da Silva makes no secret of his sympathies. He has been an ally of Mr. Castro for more than 25 years. With Mr. Castro's support, Mr.da Silva founded the Sao Paulo Forum in 1990 as an annual meeting of communist and other radical terrorist and political organizations from Latin America, Europe and the Middle East. This has been used to coordinate and plan terrorist and political activities around the world and against the United States. The last meeting was held in Havana, Cuba in December 2001. It involved terrorists from Latin America, Europe and the Middle East, and sharply condemned the Bush administration and its actions against international terrorism.
Like Mr. Castro, Mr. da Silva blames the United States and "neo-liberalism" for all the real social and economic problems still facing Brazil and Latin America. Mr. Da Silva has called the Free Trade Area of the Americas a plot by the United States to "annex" Brazil, and he has said that the international lenders who seek repayment of their $250 billion in loans are "economic terrorists." He has also said that those who are moving their money out of Brazil because they fear his regime are "economic terrorists." This gives a hint about the kind of "war against terrorism" his regime will conduct.
Brazil is a vast, richly endowed country, nearly the size of the United States with a population of about 180 million and the world's eighth largest economy (with a GDP of more than $1.1 trillion). It could soon become one of the world's nuclear armed powers as well. Between 1965 and 1994, the military actively worked to develop nuclear weapons, it successfully designed two atomic bombs and was reportedly on the verge of testing one nuclear device when a newly elected democratic government and a Brazilian congressional investigation caused the program to be shut down.
That investigation revealed, however, that the military had sold eight tons of uranium to Iraq in 1981. It is also reported that after Brazil's successful ballistic missile program was ended, the general and 24 of the scientists working on it went to work for Iraq. There are reports that with financing from Iraq, a nuclear weapons capability has been covertly maintained contrary to directives from the civilian democratic leaders.
Mr. da Silva has said Brazil should have nuclear weapons and move closer to China, which has been actively courting the Brazilian military. China has sold Brazil enriched uranium and has invested in the Brazilian aerospace industry, resulting in a joint imagery/reconnaissance satellite.
Brazil shares common borders with 10 other countries in South America. This would help da Silva to emulate ? as he has said he would ? the foreign policy of the pro-Castro and pro-Iraq Chavez regime in Venezuela, which has provided support to the communist narco-terrorist FARC in Colombia as well as other anti-democratic groups in other South American countries. Hugo Chavez worked with Mr. Castro to temporarily destabilize the fragile democracy in Ecuador two years ago. Now both support the radical socialist leader of the cocaine growers, Evo Morales, who hopes to become president of Bolivia this August.
Along with helping the communist guerrillas take power in the embattled democracy in Colombia, a da Silva regime in Brazil would be well situated to aide communists, narco-terrorists and other anti-democratic groups in destabilizing the fragile democracies of Bolivia, Ecuador and Peru, as well as to exploit the deep economic crisis in Argentina and Paraguay.
Further, a da Silva regime is likely to default on its debt, causing a sharp economic downturn in all of Latin America, thereby increasing the vulnerability of its democracies. This could also trigger a second phase of economic downturn in the United Staes as export markets contracted.
A Castro-Chavez-da Silva axis would mean linking 43 years of Fidel Castro's political warfare against the United States with the oil wealth of Venezuela and the nuclear weapons/ ballistic missile and economic potential of Brazil.
Come our own elections in November 2004, Americans may ask: Who lost South America? The United States was politically passive during the Clinton administration, when it ignored the pleas of Venezuela's democratic leaders for help in opposing the anti-constitutional and illegal actions of Mr. Chavez and also ignored his public alliances with state sponsors of terrorism. Why can't the Bush administration act before 20 years of democratic gains in Latin America were allowed to be reversed? Why can't anything be done before a vast new southern flank is opened up in the terrorist threat and our nation menaced by one more radical anti-American regime intent on acquiring nuclear weapons and ballistic missiles?
This disaster for U.S. national security and for the people of Latin America must and can be averted if our policy makers act quickly and decisively, but they must do so now. Timely political attention and actions by the United States and other democracies should include encouragement for the pro-democratic parties in Brazil to unify behind an honest, capable political leader who can represent the hopes of the majority of Brazilians for genuine democracy and who has the resources to mount an effective national campaign.
Constantine C. Menges, a senior fellow with the Hudson Institute, is a former National Security Council member.
Todo e qualquer ser humano tem cultura. A cultura vai se formando nas relações e experiências que mantemos com o mundo desde que nascemos. Alguns fatores que agem diretamente ou indiretamente na construção da cultura individual são: família, grupos sociais a que pertencemos, o conhecimento que adquirimos da cutura científica, tecnológica, artística, literária, etc, religião, meio ambiente, lembrançcas do passado, trabalho, estudo, o sistema político, contexto econômico, além de outros.
O fato é que esses fatores nunca agem isoladamente. Eles dependem uns dos outros, convivem e formam uma rede de relações na qual somos inseridos. Ao mesmo tempo que recebemos a herança cultural, agimos e produzimos cultura de forma que nos tornamos co-participantes dessa rede. Dessa teia de relações extraímos os valores em que acreditamos, como solidariedade, afeto, respeito, violência. Esse conjunto de valores transmitidos por nosso grupo social é sua identidade.
O Brasil apresenta grande diversidade no campo cultural. Seu folclore é riquíssimo. Nesse contexto entram, entre outros, as festas religiosas, o artesanato e a medicina popular, danças, canções e os "causos" contados pelo Brasil afora.
O Brasil não é só o país do futebol e do carnaval. Isso seria restringir demais nossa capacidade de enxergar e expressar o mundo em que vivemos.
O Folclore é uma das formas de representar e expressar a identidade de uma comunidade e através da interação com esse tipo de conhecimento ampliamos e enriquecemos mais o nosso próprio.
Dentro do vasto campo do folclore, encontram-se as lendas, passadas de geração em geração e que precisam ser culivadas para que não se percam. São histórias representativas do imaginário de comunidades diversas. Entrar no campo das lendas é viajar pela história humana tomando outro tipo de condução. É sair de nosso mundo e conhecer o do outro, entendê-lo e ampliar horizontes anteriormente não imaginados. É poder sentar e contar uma história que tem um pouco de cada um que já a tenha contado. É poder levar a criança e ao jovem a possibilidade de crescer com uma atividade culturalmente enriquecedora.
(Texto retirado daqui)
Bibliografia infantil
Bibliografia adulta
Muito interessante
Também vale a pena
QUINTA NO BNDES
Entrada franca - 18:30
Auditório do BNDES
Av. Chile, 100
(próximo ao Metrô Carioca)
Entrada franca - 18:30
Auditório do BNDES
Av. Chile, 100
(próximo ao Metrô Carioca)
Dia 22 (hoje)
Dobrando a Esquina
Ângelo Vito (participação especial) / Paulinho Dias percussão
Luciane Menezes voz / cavaquinho
Marcelo Menezes violão
Lenildo Gomes bandolim / cavaquinho
Participações especiais de Cristina Buarque, do jongo Tia Maria da Grota e das coreografias da Cia Folclórica do Rio.
Dobrando a Esquina
Ângelo Vito (participação especial) / Paulinho Dias percussão
Luciane Menezes voz / cavaquinho
Marcelo Menezes violão
Lenildo Gomes bandolim / cavaquinho
Participações especiais de Cristina Buarque, do jongo Tia Maria da Grota e das coreografias da Cia Folclórica do Rio.
Dia 29
Nó em Pingo d'Água
Celsinho Silva pandeiro / percussão
Mário Séve sax / flauta
Papito baixo
Rodrigo Lessa bandolim / bandarra
Rogério Souza violão
A partit do choro, samba e da música carioca, o Nó em Pindo d'Água realiza inusitada fusão de estilos musicais num trabalho único de arranjos e composições. Criado em 1979, com cinco álbuns próprios, o quinteto acumula prêmios - Sharp, Playboy, Festival de Choro/RJ - e mantém carreira internacional com turnês aos EUA, à Dinamarca, à Alemanha, à Holanda e ao Chile, tendo atuado em projetos, shows e gravações com artistas como Moraes MOreira, Sivuca, Paulinho da Viola e Turíbio Santos.
Nó em Pingo d'Água
Celsinho Silva pandeiro / percussão
Mário Séve sax / flauta
Papito baixo
Rodrigo Lessa bandolim / bandarra
Rogério Souza violão
A partit do choro, samba e da música carioca, o Nó em Pindo d'Água realiza inusitada fusão de estilos musicais num trabalho único de arranjos e composições. Criado em 1979, com cinco álbuns próprios, o quinteto acumula prêmios - Sharp, Playboy, Festival de Choro/RJ - e mantém carreira internacional com turnês aos EUA, à Dinamarca, à Alemanha, à Holanda e ao Chile, tendo atuado em projetos, shows e gravações com artistas como Moraes MOreira, Sivuca, Paulinho da Viola e Turíbio Santos.
Recadinho para o pessoal de Sampa:
Desconsiderem a opinião dos críticos e vão correndo para o Masp para ver a exposição Paris 1900 na coleção do Petit Palais.
É verdade que os quadros de Renoir expostos estão longe da classificação de obra-prima, e também é verdade que seus conceitos não serão radicalmente mudados com a exposição.
Entretanto a beleza das peças, o clima da virada do século XIX para o século XX, o charme de uma Paris que habita o inconsciente coletivo estão lá. Há jóias belíssimas, roupas da época, Rodin, art nouveau... Para sair sonhando e flutuando em beleza.
Os detratores argumentam que a exposição é inconsistente, que trata-se apenas de entretenimento. OK, e daí?
Desconsiderem a opinião dos críticos e vão correndo para o Masp para ver a exposição Paris 1900 na coleção do Petit Palais.
É verdade que os quadros de Renoir expostos estão longe da classificação de obra-prima, e também é verdade que seus conceitos não serão radicalmente mudados com a exposição.
Entretanto a beleza das peças, o clima da virada do século XIX para o século XX, o charme de uma Paris que habita o inconsciente coletivo estão lá. Há jóias belíssimas, roupas da época, Rodin, art nouveau... Para sair sonhando e flutuando em beleza.
Os detratores argumentam que a exposição é inconsistente, que trata-se apenas de entretenimento. OK, e daí?
21.8.02
Eu disse para meu amo e senhor que esta foto do Rodrigo Santoro aparece aqui porque ele está para fechar um contrato para trabalhar na continuação de As Panteras com Demi Moore, Drew Barrymore e Cameron Diaz.
Qualquer coisa você confirma, tá?
(Foto retirada daqui. Obrigada pela dica, Debby.)
E por falar em Yuca (2)...
(Este é outro daqueles posts engasgados)
Já vi essa palavra escrita de diversas formas e nunca sei se estão se referido à mesma coisa. Iúca, Yuca, Yucca... Sei lá... Depois do inhame, do aipim, do Marcelo, agora aparece a árvore.
A história abaixo ilustra bem uma idéia que eu alinhavava há tempos. E às vezes é mesmo assim, a gente tem uma idéia martelando na cabeça e de repente lê em algum lugar toda a teoria prontinha.
PRINCÍPIO DA IÚCA
(...)Mas, em primeiro lugar, gostaria de contar uma pequena história que me fez perceber a importância de se poder dar nome às coisas, já que a nomeação desses princípios é a chave para controlá-los.
Há muitos anos recebi um livro de identificação de árvores como presente de Natal. Estava na casa de meus pais e depois que todos os presentes haviam sido abertos decidi sair e identificar as árvores da vizinhança. Antes de sair, li uma parte do livro. A primeira árvore do livro era a iúca, pois, para identificá-la, só eram necessárias duas pistas. Ora, a iúca tem uma aparência realmente estranha. Olhei para a foto e pensei: "Mas este tipo de árvore não existe no norte da Califórnia. Ela é diferente. Eu saberia se já tivesse visto uma árvore assim e nunca vi uma antes." Peguei meu livro e saí. Meus pais viviam em um condomínio fechado de seis casas. Dessas seis, quatro tinham iúcas em seus jardins. Vivi naquela casa durante 13 anos e nunca havia visto aquelas árvores. Caminhei pelo quarteirão e imaginei que na época em que os proprietários estavam fazendo os jardins de suas casas, deve ter havido alguma liquidação: pelo menos 80% das casas tinham iúcas. E eu nunca havia visto uma antes! Quando me conscientizei da existência da árvore, quando pude classificá-la, passei a vê-la em todos os lugares. Esse é o x da questão; é onde eu queria chegar: o fato de podermos dar nome a algo significa que estamos conscientes deste algo... temos poder sobre ele... nós o possuímos e estamos no comando.
(Design para quem não é designer - Robin Williams - Callis Editora)
A mesma linha de raciocínio sobre só conseguir enxergar apropriadamente depois de dominar o conhecimento aparece no CD-ROM da Ruth Rocha chamado O Menino que aprendeu a ver sobre um garoto em fase de alfabetização. E a possibilidade de apenas conseguir dominar um conceito ao nomeá-lo está em 1984 de George Orwell (deve haver alguma explicação psicológica importantíssima para o fato de eu citar tanto esse livro). E mais, se não me engano, foi com a Meg que discutia sobre o porquê da frase de Caetano na música Língua (olha a Elza Soares aí novamente) "está provado que só é possível filosofar em alemão". E posso ficar aqui fazendo associações infinitas, passando novamente pela Alegoria da Caverna de Platão.
Para ilustrar, conto que logo depois de ler esse texto e ainda rumiando essas idéias que não devem ser nem um pouco originais, vi no Fantástico uma suposta matéria jornalística que na verdade era um anúncio sobre uma peça de teatro do Jô Soares. Ele falava sobre Jane Eyre. O nome era novo para mim, mas por algum motivo, ficou ali na memória volátil. Recebo, via e-mail, uma palavra em inglês por dia. Pois naquela segunda-feira, dia em que normalmente leio a correspondência que chega no final de semana, ali estava:
The Word of the Day for August 10 is:
ambrosia \am-BROH-zhuh or am-BROH-zhee-uh\ (noun)
*1 a : the food of the Greek and Roman gods b : the ointment or perfume of the gods
2 : something extremely pleasing to taste or smell
3 : a dessert made of oranges and shredded coconut
Example sentence:
"We feasted that evening as on nectar and ambrosia; and not the least delight of the entertainment was the smile of gratification with which our hostess regarded us . . ."
(Charlotte Bronte, _Jane Eyre_)
Claro que num post do Mothern na mesma semana as meninas também falaram de Jane Eyre.
Isso talvez não tenha a ver com o que está no ar, no inconsciente coletivo e é captado e moldado pelas "antenas" dos artistas de verdade. Talvez não tenha a ver também com afinidades entre pessoas que se querem bem. Mas de alguma forma achei que se encaixa aqui a tradução de uma idéia que me ronda há tempos sobre a questão do cigarro e da alimentação dos norte-americanos que vi traduzida perfeitamente no blog da Eliane sem que eu jamais tenha conversado com ela sobre isso.
E depois de tudo surgiu uma nova indagação: a gente só vê a resposta que sempre esteve ali quando retira mais um véu da frente dos olhos ou apenas recebe a resposta quando enfim consegue formular a pergunta?
(Este é outro daqueles posts engasgados)
Já vi essa palavra escrita de diversas formas e nunca sei se estão se referido à mesma coisa. Iúca, Yuca, Yucca... Sei lá... Depois do inhame, do aipim, do Marcelo, agora aparece a árvore.
A história abaixo ilustra bem uma idéia que eu alinhavava há tempos. E às vezes é mesmo assim, a gente tem uma idéia martelando na cabeça e de repente lê em algum lugar toda a teoria prontinha.
PRINCÍPIO DA IÚCA
(...)Mas, em primeiro lugar, gostaria de contar uma pequena história que me fez perceber a importância de se poder dar nome às coisas, já que a nomeação desses princípios é a chave para controlá-los.
Há muitos anos recebi um livro de identificação de árvores como presente de Natal. Estava na casa de meus pais e depois que todos os presentes haviam sido abertos decidi sair e identificar as árvores da vizinhança. Antes de sair, li uma parte do livro. A primeira árvore do livro era a iúca, pois, para identificá-la, só eram necessárias duas pistas. Ora, a iúca tem uma aparência realmente estranha. Olhei para a foto e pensei: "Mas este tipo de árvore não existe no norte da Califórnia. Ela é diferente. Eu saberia se já tivesse visto uma árvore assim e nunca vi uma antes." Peguei meu livro e saí. Meus pais viviam em um condomínio fechado de seis casas. Dessas seis, quatro tinham iúcas em seus jardins. Vivi naquela casa durante 13 anos e nunca havia visto aquelas árvores. Caminhei pelo quarteirão e imaginei que na época em que os proprietários estavam fazendo os jardins de suas casas, deve ter havido alguma liquidação: pelo menos 80% das casas tinham iúcas. E eu nunca havia visto uma antes! Quando me conscientizei da existência da árvore, quando pude classificá-la, passei a vê-la em todos os lugares. Esse é o x da questão; é onde eu queria chegar: o fato de podermos dar nome a algo significa que estamos conscientes deste algo... temos poder sobre ele... nós o possuímos e estamos no comando.
(Design para quem não é designer - Robin Williams - Callis Editora)
A mesma linha de raciocínio sobre só conseguir enxergar apropriadamente depois de dominar o conhecimento aparece no CD-ROM da Ruth Rocha chamado O Menino que aprendeu a ver sobre um garoto em fase de alfabetização. E a possibilidade de apenas conseguir dominar um conceito ao nomeá-lo está em 1984 de George Orwell (deve haver alguma explicação psicológica importantíssima para o fato de eu citar tanto esse livro). E mais, se não me engano, foi com a Meg que discutia sobre o porquê da frase de Caetano na música Língua (olha a Elza Soares aí novamente) "está provado que só é possível filosofar em alemão". E posso ficar aqui fazendo associações infinitas, passando novamente pela Alegoria da Caverna de Platão.
Para ilustrar, conto que logo depois de ler esse texto e ainda rumiando essas idéias que não devem ser nem um pouco originais, vi no Fantástico uma suposta matéria jornalística que na verdade era um anúncio sobre uma peça de teatro do Jô Soares. Ele falava sobre Jane Eyre. O nome era novo para mim, mas por algum motivo, ficou ali na memória volátil. Recebo, via e-mail, uma palavra em inglês por dia. Pois naquela segunda-feira, dia em que normalmente leio a correspondência que chega no final de semana, ali estava:
The Word of the Day for August 10 is:
ambrosia \am-BROH-zhuh or am-BROH-zhee-uh\ (noun)
*1 a : the food of the Greek and Roman gods b : the ointment or perfume of the gods
2 : something extremely pleasing to taste or smell
3 : a dessert made of oranges and shredded coconut
Example sentence:
"We feasted that evening as on nectar and ambrosia; and not the least delight of the entertainment was the smile of gratification with which our hostess regarded us . . ."
(Charlotte Bronte, _Jane Eyre_)
Claro que num post do Mothern na mesma semana as meninas também falaram de Jane Eyre.
Isso talvez não tenha a ver com o que está no ar, no inconsciente coletivo e é captado e moldado pelas "antenas" dos artistas de verdade. Talvez não tenha a ver também com afinidades entre pessoas que se querem bem. Mas de alguma forma achei que se encaixa aqui a tradução de uma idéia que me ronda há tempos sobre a questão do cigarro e da alimentação dos norte-americanos que vi traduzida perfeitamente no blog da Eliane sem que eu jamais tenha conversado com ela sobre isso.
E depois de tudo surgiu uma nova indagação: a gente só vê a resposta que sempre esteve ali quando retira mais um véu da frente dos olhos ou apenas recebe a resposta quando enfim consegue formular a pergunta?
E por falar em Yuca (1)...
(este é um daqueles posts que estavam encalacrados há dias)
Nem me lembro se já comentei isso por aqui, mas um post da Fer de alguns dias atrás reavivou uma velha discussão aqui em casa. Ela dizia que descobrira finalmente como falar inhame (viu, Lu?) em inglês: yuca.
Ricardo diz que yuca é também aipim em inglês. Eu lembro vagamente de ter lido manioc flour em rótulos de farinha. Ele diz que é isso mesmo: que mandioca é a raiz venenosa, que só serve para fazer farinha e que aipim é a raiz que a gente come com carne seca (ai, que fome!). Rebato que no nordeste a planta é conhecida como macaxeira. Ele diz que macaxeira é aipim, que mandioca é venenosa. Eu digo que em Minas, por exemplo, já me serviram o que eu chamo de aipim como mandioca. Ele teima.
Em matéria de teimosia, fui professora na escola em que ele se formou. Como geralmente acontece nesses casos, peço socorro ao meu pai, o Aurélio:
aipim sm. Bras. V. mandioca
mandioca sf. Bras. 1. Planta de tubérculos alimentícios, da qual há espécies venenosas, de que se faz farinha de mesa; aipim, macaxeira. 2. O tubérculo dessa planta.
macaxeira ou macaxera (ê) sf. N. e N.E. V. mandioca (1).
Portanto, meu bem, os três são sinônimos e falam de um mesmo tubérculo que tem algumas espécies venenosas.
E agora, num surto de achismo, afirmo que manioc é o nome em inglês e que yuca é emprestado do espanhol.
Compravada assim a tese de eu estou sempre certa, dou a discussão como encerrada.
E tenho dito!
(É nessa hora que eu me divirto imaginando a cara de quem não conhece o casal.)
(este é um daqueles posts que estavam encalacrados há dias)
Nem me lembro se já comentei isso por aqui, mas um post da Fer de alguns dias atrás reavivou uma velha discussão aqui em casa. Ela dizia que descobrira finalmente como falar inhame (viu, Lu?) em inglês: yuca.
Ricardo diz que yuca é também aipim em inglês. Eu lembro vagamente de ter lido manioc flour em rótulos de farinha. Ele diz que é isso mesmo: que mandioca é a raiz venenosa, que só serve para fazer farinha e que aipim é a raiz que a gente come com carne seca (ai, que fome!). Rebato que no nordeste a planta é conhecida como macaxeira. Ele diz que macaxeira é aipim, que mandioca é venenosa. Eu digo que em Minas, por exemplo, já me serviram o que eu chamo de aipim como mandioca. Ele teima.
Em matéria de teimosia, fui professora na escola em que ele se formou. Como geralmente acontece nesses casos, peço socorro ao meu pai, o Aurélio:
aipim sm. Bras. V. mandioca
mandioca sf. Bras. 1. Planta de tubérculos alimentícios, da qual há espécies venenosas, de que se faz farinha de mesa; aipim, macaxeira. 2. O tubérculo dessa planta.
macaxeira ou macaxera (ê) sf. N. e N.E. V. mandioca (1).
Portanto, meu bem, os três são sinônimos e falam de um mesmo tubérculo que tem algumas espécies venenosas.
E agora, num surto de achismo, afirmo que manioc é o nome em inglês e que yuca é emprestado do espanhol.
Compravada assim a tese de eu estou sempre certa, dou a discussão como encerrada.
E tenho dito!
(É nessa hora que eu me divirto imaginando a cara de quem não conhece o casal.)
E por falar em Seu Jorge...
Quem leu suplementos ou cadernos de cultura do último final de semana, deve ter também tomado uma overdose de Elza Soares.
Não que ela não mereça, com aquela voz maravilhosa, esse reconhecimento, mesmo que tardio. O que me invoca é a quantidade de histórias em torno dela. A última que roda na cidade já me chegou aos ouvidos vinda de diversas fontes. A primeira vez que ouvi fiquei realmente espantada, depois, com outras versões, começo a achar que o enredo com a Ivete Sangalo é mais uma lenda urbana. O interessante é que a ex-lavadeira conseguiu convencer Kátia Lund e João Moreira Salles a filmarem, em um documentário sobre sua vida, o suposto episódio em que um OVNI se aproxima para acompanhar um de seus shows. Bem, depois de Marcinho VP, a gente fica mesmo com a impressão que o João engole mesmo qualquer história. [Por falar nisso que micagem prenderem um traficante condenado na pré-estreia só para convidados de Cidade de Deus, hein?]
E Elza está com crédito. Ela pode quase tudo.
Ainda não ouvi o novo CD, a não ser por um aperitivo com a Meg tocando para mim por telefone. Minhas amigas de gosto finíssimo adoraram. A crítica aplaude em uníssono. Estou curiosa.
Além das inéditas de Chico, Caetano e Benjor, uma das faixas mais comentadas é A Carne. Conheço a música de um disco de 1998 do Farofa Carioca (Moro no Brasil). E esse meu raciocínio todo torto e cheio de associações doidas me colocou para tocar a antiga turma do Seu Jorge hoje. É, eu gosto mesmo deles.
E eu quero Do Cóccix até o Pescoço.
Quem leu suplementos ou cadernos de cultura do último final de semana, deve ter também tomado uma overdose de Elza Soares.
Não que ela não mereça, com aquela voz maravilhosa, esse reconhecimento, mesmo que tardio. O que me invoca é a quantidade de histórias em torno dela. A última que roda na cidade já me chegou aos ouvidos vinda de diversas fontes. A primeira vez que ouvi fiquei realmente espantada, depois, com outras versões, começo a achar que o enredo com a Ivete Sangalo é mais uma lenda urbana. O interessante é que a ex-lavadeira conseguiu convencer Kátia Lund e João Moreira Salles a filmarem, em um documentário sobre sua vida, o suposto episódio em que um OVNI se aproxima para acompanhar um de seus shows. Bem, depois de Marcinho VP, a gente fica mesmo com a impressão que o João engole mesmo qualquer história. [Por falar nisso que micagem prenderem um traficante condenado na pré-estreia só para convidados de Cidade de Deus, hein?]
E Elza está com crédito. Ela pode quase tudo.
Ainda não ouvi o novo CD, a não ser por um aperitivo com a Meg tocando para mim por telefone. Minhas amigas de gosto finíssimo adoraram. A crítica aplaude em uníssono. Estou curiosa.
Além das inéditas de Chico, Caetano e Benjor, uma das faixas mais comentadas é A Carne. Conheço a música de um disco de 1998 do Farofa Carioca (Moro no Brasil). E esse meu raciocínio todo torto e cheio de associações doidas me colocou para tocar a antiga turma do Seu Jorge hoje. É, eu gosto mesmo deles.
E eu quero Do Cóccix até o Pescoço.
A CARNE
(Seu Jorge / Marcelo Yuca / Ulisses Cappelletti)
A carne mais barata do mercado
É a carne negra!
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
E vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
A carne mais barata do mercado
É a carne negra!
Que fez a faz história pra caralho
Segurando esse país no braço (meu irmão)
O gado aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país vai deixando
Todo mundo preto e o cabelo esticado
E mesmo assim
Ainda guarda o direito
De algum antepassado da cor
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, bravamente, por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar por justiça e respeito
De algum antepassado da cor
Brigar
Carne Negra!!!
(Seu Jorge / Marcelo Yuca / Ulisses Cappelletti)
A carne mais barata do mercado
É a carne negra!
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
E vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
A carne mais barata do mercado
É a carne negra!
Que fez a faz história pra caralho
Segurando esse país no braço (meu irmão)
O gado aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país vai deixando
Todo mundo preto e o cabelo esticado
E mesmo assim
Ainda guarda o direito
De algum antepassado da cor
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, bravamente, por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar por justiça e respeito
De algum antepassado da cor
Brigar
Carne Negra!!!
20.8.02
Toda solidariedade à tragédia ocorrida ontem com as madeixas da Fátima Bernardes. Parece que a jornalista e apresentadora de telejornal, atendeu às exigências da empresa que acha que só é esteticamente aceitável cabelo escorrido.
Sim, estou falando daquela empresa que quando não manda tosar os cabelos, deixa todo mundo queimado de chapinha, com cara de boi lambeu e anda transformando negras lindas em arremedo de índias.
Cantemos, pois!
Ah, e se vocês ainda não ouviram esse novo CD do Max de Castro, estão perdendo muita coisa boa.
Sim, estou falando daquela empresa que quando não manda tosar os cabelos, deixa todo mundo queimado de chapinha, com cara de boi lambeu e anda transformando negras lindas em arremedo de índias.
Cantemos, pois!
O NEGO DO CABELO BOM
(Max de Castro / Seu Jorge)
muita gente implica com meu pixaim
mas o que implica é que o cabelo é bom
quando isso me irrita, vai ter briga, sim
porque eu não aceito discriminação
quando eu vou à praia, alguém sempre diz
seu cabelo é duro e não entra água não
se é impermeável, isso é problema meu
na verdade o que é duro é seu coração
alisa ele, não
é o que minha nega sempre diz pra mim
alisa ele, não
você é meu nego do cabelo bom
alisa ele, não
você que dita a moda em paris
não sou vaselina e não vacile, não
(Max de Castro / Seu Jorge)
muita gente implica com meu pixaim
mas o que implica é que o cabelo é bom
quando isso me irrita, vai ter briga, sim
porque eu não aceito discriminação
quando eu vou à praia, alguém sempre diz
seu cabelo é duro e não entra água não
se é impermeável, isso é problema meu
na verdade o que é duro é seu coração
alisa ele, não
é o que minha nega sempre diz pra mim
alisa ele, não
você é meu nego do cabelo bom
alisa ele, não
você que dita a moda em paris
não sou vaselina e não vacile, não
Ah, e se vocês ainda não ouviram esse novo CD do Max de Castro, estão perdendo muita coisa boa.
19.8.02
SEGUNDA-FEIRA
Hidroginástica
Vantagens
- Melhora dos níveis de força e desenvolvimento dos principais grupos musculares.
- Aumento da circulação sangüínea e da resistência do sistema cárdio-respiratório.
- Tonifica os músculos, torneando braços, pernas e bumbum.
- Quem faz hidroginástica melhora a flexibilidade das articulações.
Riscos
- Desde que você tenha feito uma consulta médica anterior, não há nenhum tipo de problema.
- Como a hidroginástica é uma atividade particada com a água no nível do ombro, o peso do corpo diminui 90%. Isso quase que elimina os impactos muscular e das articulações.
- Quanto mais baixo o nível da água, maior será o impacto.
Observação: para calcular a sua freqüência cardíaca ideal, os médicos costumam recomendar usar a fórmula: 220 - idade = freqüência cardíaca máxima (100%). Na dúvida, consulte um médico.
Período mínimo para fazer efeito
- Para se perceber os benefícios da hidroginástica é preciso praticá-la, pelo menos, 3 vezes por semana, 45 minutos por dia, durante 3 meses.
- Para um melhor desempenho cardiovascular, a freqüência desejada é entre 70% e 85%. Para queimar gordura e perder peso, a freqüência cardíaca ideal é entre 55% e 70%.
Gasto calórico médio
- De 260 a 400 kcal/hora
Quem deve fazer
- A hidroginástica é uma das únicas atividades indicadas para quem tem pouco ou nenhum condicionamento físico. Apesar disso, pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento podem praticá-la.
- Atletas lesionados fazem hidroginástica porque ela fortalece a musculatura, protegendo as articulações. Pela mesma razão, muitos idosos procuram essa atividade para aumentar a força muscular.
- Indicado também para quem tem problemas de coluna e para gestantes, já que previni dores lombares e cervicais, aumenta a circulação nas pernas, facilitando o parto e sua posterior recuperação.
Dicas do especialista
Sempre encaixar o quadril e manter a postura ereta. Equanto estiver se exercitando, manter todo o pé apoiado no chão e contrair o abdômem. Além disso, é essencial que se mantenha a respiração contínua, sem bloqueá-la. Aumente a intensidade de acordo com o seu ritmo e evite comer uma hora antes de iniciar o exercício.
(mais aqui)
*****************
Os ingredientes naturais e integrais presentes nos Biscoitos Integrais de Girassol Vitao, proporcionam uma boa dose de nutrientes essenciais ao organismo, colaborando para uma alimentação saudável.
Ingredientes: farinha de trigo integral, sementes de girassol, açúcar mascavo, sal marinho, óleo de milho, mel, cravo e canela em pó e essência natural de limão.
*****************
O resto é segredo. Só posso contar por e-mail.
18.8.02
17.8.02
Tadinha, tão normalzinha.
Ela pintas as unhas ouvindo música. É final de semana. Daqui a pouco tem churrasco. Mais tarde, festa de aniversário da filha caçula da prima do marido. Ela tem que se esforçar para lembrar quem são essas pessoas que ela raramente vê.
Normose...
Mas chegue mais perto.
O que é que essa maluca mal contida sob essa pele de cordeiro está ouvindo?
Manu Chao!
Ela pintas as unhas ouvindo música. É final de semana. Daqui a pouco tem churrasco. Mais tarde, festa de aniversário da filha caçula da prima do marido. Ela tem que se esforçar para lembrar quem são essas pessoas que ela raramente vê.
Normose...
Mas chegue mais perto.
O que é que essa maluca mal contida sob essa pele de cordeiro está ouvindo?
Manu Chao!
CAIXA DE GUERRA
GUERRA DA PAIXON
Portunhol connection
Lixo atomico
Piranha e jacare
Xtudo e mac podrao
GUERRA DA PAIXON
Portunhol connection
Lixo atomico
Piranha e jacare
Xtudo e mac podrao
Tadinha, tão normalzinha.
Ela pintas as unhas ouvindo música. É final de semana. Daqui a pouco tem churrasco. Mais tarde, festa de aniversário da filha caçula da prima do marido. Ela tem que se esforçar para lembrar quem são essas pessoas que ela raramente vê.
Normose...
Mas chegue mais perto.
O que é que essa maluca mal contida sob essa pele de cordeiro está ouvindo?
Manu Chao!
Ela pintas as unhas ouvindo música. É final de semana. Daqui a pouco tem churrasco. Mais tarde, festa de aniversário da filha caçula da prima do marido. Ela tem que se esforçar para lembrar quem são essas pessoas que ela raramente vê.
Normose...
Mas chegue mais perto.
O que é que essa maluca mal contida sob essa pele de cordeiro está ouvindo?
Manu Chao!
CAIXA DE GUERRA
GUERRA DA PAIXON
Portunhol connection
Lixo atomico
Piranha e jacare
Xtudo e mac podrao
GUERRA DA PAIXON
Portunhol connection
Lixo atomico
Piranha e jacare
Xtudo e mac podrao
16.8.02
Uma conhecida me conta do falecimento do pai.
A filha dela estava passando a noite na casa dos avós e presenciou o momento em que o corpo foi encontrado. A menina pergunta sem parar se avô está mesmo morto. Por dias. A irmã mais nova escuta atenta todas as explicações. Ela entende direitinho que agora o vovô está descansando, que já não precisa mais de cadeira de rodas, nem de balões de oxigênio, que ele está num lugar muito bonito e em paz. Ela sorri e parece satisfeita porque o vovô está bem. Ato contínuo pergunta quando ele volta.
A mãe tem um olhar triste. Parece cansada demais até para se desesperar. Reclama, um pouco tomada pela culpa, que não agüenta mais ter que lidar com as questões práticas, apoiar a mãe emocionalmente, ajudar as crianças na digestão da primeira morte de alguém muito querido delas.
A primogênita implica com alguma coisa na escola e firma pé que não quer mais freqüentar aquele estabelecimento. A mãe compreende o sentimento da filha. Ela também tem tido fantasias sobre meter a mão na maçaneta, ganhar o mundo e só voltar no ano que vem.
Além de suas lágrimas no ombro da blusa, fiquei com a maçaneta retumbante.
Poema de Sete Faces
(Carlos Drummond de Andrade)
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Para que disfarçar colocando meu nome no masculino?
A filha dela estava passando a noite na casa dos avós e presenciou o momento em que o corpo foi encontrado. A menina pergunta sem parar se avô está mesmo morto. Por dias. A irmã mais nova escuta atenta todas as explicações. Ela entende direitinho que agora o vovô está descansando, que já não precisa mais de cadeira de rodas, nem de balões de oxigênio, que ele está num lugar muito bonito e em paz. Ela sorri e parece satisfeita porque o vovô está bem. Ato contínuo pergunta quando ele volta.
A mãe tem um olhar triste. Parece cansada demais até para se desesperar. Reclama, um pouco tomada pela culpa, que não agüenta mais ter que lidar com as questões práticas, apoiar a mãe emocionalmente, ajudar as crianças na digestão da primeira morte de alguém muito querido delas.
A primogênita implica com alguma coisa na escola e firma pé que não quer mais freqüentar aquele estabelecimento. A mãe compreende o sentimento da filha. Ela também tem tido fantasias sobre meter a mão na maçaneta, ganhar o mundo e só voltar no ano que vem.
Além de suas lágrimas no ombro da blusa, fiquei com a maçaneta retumbante.
Poema de Sete Faces
(Carlos Drummond de Andrade)
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Para que disfarçar colocando meu nome no masculino?
15.8.02
Só consegui dormir de verdade depois das 5 da manhã. Levantei às oito e meia. Deve ser por isso que não estou conjuminando*.
Será que é ambição demais querer silêncio e sossego para dormir?
*O verbo me veio a cabeça e me apareceu clara na lembrança a imagem de D., que o adorava, pronunciando-o. Fui correndo ver se isso existia mesmo ou se era mais uma de suas invenções. Está dicionarizado como alteraçaõ popular de congeminar. D. tem pouquíssimo estudo e lança mão de exotismos para disfarçar sua ignorância. Anda sempre empertigado e se você pergunta a opinião dele sobre qualquer assunto, imposta a voz e lasca sua resposta padrão ensaiada: Não me sinto habilitado a opinar. Se seu disfarce é engraçado, tudo fica patético quando ele relaxa e numa discussão mais acalorada insulta seu adversário: Nem o cebro de mil vaca é fraco que nem o teu.
D. é pessoa confiável. Pau prá toda obra. Amigo dos momentos mais difíceis. Aquele que segura alça de caixões e fuma contigo um charuto na sala de espera da maternidade. Sim, D. é do tempo em que se podia fumar em paz.
A mulher de D. nunca pôde trabalhar fora. Mulher de D. não se dá a esse tipo de desfrute. D. gosta de honrar as calças que veste. Sou provedor, sim senhor. Ela começou a vender seus produtos quando D. saia para o trabalho. Os conhecidos foram misericordiosos o suficiente para não contar nem sobre isso nem sobre seus passeios vespertinos. No dia seguinte ao casamento da filha caçula ela foi embora.
D. filosofa: pois é, cumadre, pois é... Até hoje o cebro de D. quase funde em conjuminância.
Será que é ambição demais querer silêncio e sossego para dormir?
*O verbo me veio a cabeça e me apareceu clara na lembrança a imagem de D., que o adorava, pronunciando-o. Fui correndo ver se isso existia mesmo ou se era mais uma de suas invenções. Está dicionarizado como alteraçaõ popular de congeminar. D. tem pouquíssimo estudo e lança mão de exotismos para disfarçar sua ignorância. Anda sempre empertigado e se você pergunta a opinião dele sobre qualquer assunto, imposta a voz e lasca sua resposta padrão ensaiada: Não me sinto habilitado a opinar. Se seu disfarce é engraçado, tudo fica patético quando ele relaxa e numa discussão mais acalorada insulta seu adversário: Nem o cebro de mil vaca é fraco que nem o teu.
D. é pessoa confiável. Pau prá toda obra. Amigo dos momentos mais difíceis. Aquele que segura alça de caixões e fuma contigo um charuto na sala de espera da maternidade. Sim, D. é do tempo em que se podia fumar em paz.
A mulher de D. nunca pôde trabalhar fora. Mulher de D. não se dá a esse tipo de desfrute. D. gosta de honrar as calças que veste. Sou provedor, sim senhor. Ela começou a vender seus produtos quando D. saia para o trabalho. Os conhecidos foram misericordiosos o suficiente para não contar nem sobre isso nem sobre seus passeios vespertinos. No dia seguinte ao casamento da filha caçula ela foi embora.
D. filosofa: pois é, cumadre, pois é... Até hoje o cebro de D. quase funde em conjuminância.
14.8.02
MISÉRIA NO JAPÃO
(Pedro Luis)
(Pedro Luis)
Somos tios da pobreza social
Somos todos pára-brisas do futuro nacional
Eu sou tio, ela é tia
O pavio tá aceso, aqui é quente
País é quente
O mundo é quente
E quem te disse que miséria é só aqui
Quem foi que disse que a miséria não ri
Quem tá pensando que não se chora miséria no Japão
Quem tá falando que não existem tesouros na favela
A vida é bela
Tá tudo estranho
É tudo caro
Mundo é tamanho
Não tem medida
O amor em certos casos
O ódio atinge generais
Soldados rasos
Estou com alguns post encalacrados na cabeça há dias e não consigo parar para desembuchar.
Achei muito estranho quando recebi o recado que ela havia ligado porque estava com saudades. É chato estar tantas vezes certa. Era a continuação do mesmo assunto maçante que eu já não agüento mais.
Quero fazer uma grande faxina nas minhas relações.
Estou lendo um livro que me revela coisas que estou careca de saber, mas que alguém precisa nos lembrar de vez em quando para a gente não cair nas velhas armadilhas.
Minha opção é a pureza. Tentar adivinhar quanta sordidez existe sob palavras aparentemente inocentes cansa minha beleza. Então está combinado: quem quiser que gaste seu tempo elaborando frases para dizer sem falar que eu vou ali ser feliz um pouquinho e já volto, tá?
Hoje eu acordei com um bem-te-vi cantando para mim. Café, hidroginástica, beijo e abraço de filho, sol. E foi só meia manhã. Como é que vou acreditar em quem quer me convencer que a vida não é boa?
Achei muito estranho quando recebi o recado que ela havia ligado porque estava com saudades. É chato estar tantas vezes certa. Era a continuação do mesmo assunto maçante que eu já não agüento mais.
Quero fazer uma grande faxina nas minhas relações.
Estou lendo um livro que me revela coisas que estou careca de saber, mas que alguém precisa nos lembrar de vez em quando para a gente não cair nas velhas armadilhas.
Minha opção é a pureza. Tentar adivinhar quanta sordidez existe sob palavras aparentemente inocentes cansa minha beleza. Então está combinado: quem quiser que gaste seu tempo elaborando frases para dizer sem falar que eu vou ali ser feliz um pouquinho e já volto, tá?
Hoje eu acordei com um bem-te-vi cantando para mim. Café, hidroginástica, beijo e abraço de filho, sol. E foi só meia manhã. Como é que vou acreditar em quem quer me convencer que a vida não é boa?
Programinha bom e barato
Sex. 16 e Sáb. 17
Sex. 23 e Sáb. 24
Guinga e Toninho Horta
Guinga, carioca, Toninho Horta, mineiro. Ambos embarcaram no universo da música intuitivamente quando adolescentes, um mais tocado pelo jazz, o outro pelo clássico. Se os
rios eram distintos, no fim, foi o mar da música popular brasileira que os abraçou. Ambos violonistas e compositores gravados por muita gente importante da música popular.
Toninho morou no Rio nos anos 70 e consolidou uma carreira internacional nos anos 90, quando quase não parou no Brasil. Guinga consolidou sua carreira no Brasil nos anos 90, teve elogios apaixonados da crítica musical brasileira nestes anos e começou então sua performance internacional. Guinga, como instrumentista, acompanhou Clara Nunes, Beth Carvalho e Cartola. Toninho acompanhou Gal Costa, Nana Caymmi e Milton nascimento, citando apenas alguns. Um apresenta mais sua face de compositor e o outro a de instrumentista. Um é admirador do trabalho do outro.
Em dois finais de semana eles estam juntos na Sala Funarte comemorando o lançamento do disco "Clube da Esquina I". O show é inédito e os artistas aceitaram o convite feito pela
própria Sala para este espetáculo.
Sempre às 18h30
Sala Funarte Sidney Miller
Rua da Imprensa, 16
(esquina com a rua Araújo Porto Alegre)
Próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa
tel.: (21) 2279.8087 / 2279.8105 / 2279.8088
e-mail: salafunart@funarte.gov.br
Ingressos: sextas e sábados R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudantes, idosos e músicos)
12.8.02
Amamentei meu filho no peito até 1 ano e oito meses e sou daquelas que fazem campanha ferrenha pelo aleitamento materno.
Mas também sou daquelas que defendem uma coisa chamada liberdade de decisão, mesmo que a decisão tomada não seja a mais sábia. Se não estou enganada, há um tópico na Declaração Universal dos Direitos Humanos que determina que ninguém pode decidir a forma como alguém deve criar seus filhos.
Além disso, o que acontece se, não podendo divulgar os produtos que produzem, os fabicantes de mamadeira e leites especiais forem à falência? Quando houver um impedimento real para a a amamentação (HIV positivo, por exemplo, ou, como no caso da minha irmã, o leite secar devido a um forte trauma emocional) vamos depender de produtos importados caríssimos?
Educação é tudo. Campanhas educativas incentivando o aleitamento materno e alertas nas embalagens e peças promocionais dos produtos me parecem suficientes.
Impedir uma empresa de divulgar seu produto é uma medida gravíssima. No caso dos fabricantes de cigarro, pode ser considerado para muitos como um ganho. Mas fico pensando no meu sobrinho já sem o peito da mãe também privado de mamadeira. Apela-se para o método passarinho?
Mas também sou daquelas que defendem uma coisa chamada liberdade de decisão, mesmo que a decisão tomada não seja a mais sábia. Se não estou enganada, há um tópico na Declaração Universal dos Direitos Humanos que determina que ninguém pode decidir a forma como alguém deve criar seus filhos.
Além disso, o que acontece se, não podendo divulgar os produtos que produzem, os fabicantes de mamadeira e leites especiais forem à falência? Quando houver um impedimento real para a a amamentação (HIV positivo, por exemplo, ou, como no caso da minha irmã, o leite secar devido a um forte trauma emocional) vamos depender de produtos importados caríssimos?
Educação é tudo. Campanhas educativas incentivando o aleitamento materno e alertas nas embalagens e peças promocionais dos produtos me parecem suficientes.
Impedir uma empresa de divulgar seu produto é uma medida gravíssima. No caso dos fabricantes de cigarro, pode ser considerado para muitos como um ganho. Mas fico pensando no meu sobrinho já sem o peito da mãe também privado de mamadeira. Apela-se para o método passarinho?
7 de agosto, 2002
Às 6:28 PM hora de Brasília (2128 GMT)
BRASÍLIA (CNN) -- O Ministério da Saúde brasileiro proibiu, por meio de portaria publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União, qualquer propaganda em meios de comunicação -- jornais, revistas, Internet, TV e rádio -- de mamadeiras e chupetas.
Também não serão permitidas estratégias promocionais para induzir vendas no varejo desses produtos, assim como exposições, cupons de desconto, prêmios e brindes.
O ministério explicou que a norma atende a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e é parte dos esforços "na defesa da proteção, da promoção e do apoio ao aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida".
O rótulo dos produtos também deverá conter informações como o nome do fabricante, o importador ou distribuidor e o lote de fabricação.
Além disso, serão obrigatórias as instruções para uso correto e seguro, incluindo as seguintes orientações: "Antes do uso, ferver a chupeta ou bico por, pelo menos, cinco minutos", "examinar se o produto tem algum rasgo ou perfuração", "não mergulhar a chupeta em doces para prevenir cáries".
Se as instruções não estiverem na embalagem por limitação de espaço, deverá ser informado por meio da frase: "ver instruções de uso".
Também foi proibida a utilização de expressões, ilustrações e fotos de crianças e personagens infantis que estejam usando mamadeiras, bicos ou chupetas.
A inclusão de frases ou expressões que possam colocar em dúvida a capacidade de amamentação das mães e informações que identifiquem o produto como apropriado para uso infantil, como "baby" e similares também foi vetada.
A alegação de vantagem ou segurança pelo uso do produto também não será permitida.
A norma prevê 180 dias para os fabricantes se adequarem às determinações e as empresas que estiveram em desacordo com a legislação terão o produto interditado e poderão receber notificação e multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Leite industrializado
Outra medida do Ministério da Saúde foi dar um prazo de seis meses aos fabricantes de leite industrializado para que frases ou imagens de crianças em rótulos e propagandas que induzam mães a substituírem o leite materno por outros alimentos sejam retiradas das embalagens.
A legislação estabelece critérios para evitar abusos na promoção de alimentos, regulamentando, pela primeira vez, a propaganda e o marketing desses produtos.
O objetivo é investir no incentivo ao aleitamento materno e na promoção de práticas saudáveis relacionadas à alimentação de crianças lactentes (até um ano de idade) e na primeira infância (de 12 meses a três anos de idade).
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão ligado ao Ministério da Saúde, anunciou que proibirá fotos e desenhos que não sejam os que vão ilustrar métodos de preparação ou uso do produto.
A marca do produto ou logomarca não poderá ser acompanhada por imagens de bebês, personagens infantis, figuras de frutas, legumes, animais ou flores que possam induzir o uso por crianças da faixa etária de até três anos.
Expressões ou frases como "leite humanizado", "leite maternizado", "substituto do leite materno" ou similares, usadas com o objetivo de sugerir forte semelhança do produto com o leite materno, serão abolidas.
O mesmo ocorrerá com frases ou expressões que possam pôr em dúvida a capacidade das mães de amamentarem seus filhos.
(Com informações da Agência Brasil)
(fonte)
Você pode com isso? Eu não posso!
Às 6:28 PM hora de Brasília (2128 GMT)
BRASÍLIA (CNN) -- O Ministério da Saúde brasileiro proibiu, por meio de portaria publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União, qualquer propaganda em meios de comunicação -- jornais, revistas, Internet, TV e rádio -- de mamadeiras e chupetas.
Também não serão permitidas estratégias promocionais para induzir vendas no varejo desses produtos, assim como exposições, cupons de desconto, prêmios e brindes.
O ministério explicou que a norma atende a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e é parte dos esforços "na defesa da proteção, da promoção e do apoio ao aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida".
O rótulo dos produtos também deverá conter informações como o nome do fabricante, o importador ou distribuidor e o lote de fabricação.
Além disso, serão obrigatórias as instruções para uso correto e seguro, incluindo as seguintes orientações: "Antes do uso, ferver a chupeta ou bico por, pelo menos, cinco minutos", "examinar se o produto tem algum rasgo ou perfuração", "não mergulhar a chupeta em doces para prevenir cáries".
Se as instruções não estiverem na embalagem por limitação de espaço, deverá ser informado por meio da frase: "ver instruções de uso".
Também foi proibida a utilização de expressões, ilustrações e fotos de crianças e personagens infantis que estejam usando mamadeiras, bicos ou chupetas.
A inclusão de frases ou expressões que possam colocar em dúvida a capacidade de amamentação das mães e informações que identifiquem o produto como apropriado para uso infantil, como "baby" e similares também foi vetada.
A alegação de vantagem ou segurança pelo uso do produto também não será permitida.
A norma prevê 180 dias para os fabricantes se adequarem às determinações e as empresas que estiveram em desacordo com a legislação terão o produto interditado e poderão receber notificação e multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Leite industrializado
Outra medida do Ministério da Saúde foi dar um prazo de seis meses aos fabricantes de leite industrializado para que frases ou imagens de crianças em rótulos e propagandas que induzam mães a substituírem o leite materno por outros alimentos sejam retiradas das embalagens.
A legislação estabelece critérios para evitar abusos na promoção de alimentos, regulamentando, pela primeira vez, a propaganda e o marketing desses produtos.
O objetivo é investir no incentivo ao aleitamento materno e na promoção de práticas saudáveis relacionadas à alimentação de crianças lactentes (até um ano de idade) e na primeira infância (de 12 meses a três anos de idade).
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão ligado ao Ministério da Saúde, anunciou que proibirá fotos e desenhos que não sejam os que vão ilustrar métodos de preparação ou uso do produto.
A marca do produto ou logomarca não poderá ser acompanhada por imagens de bebês, personagens infantis, figuras de frutas, legumes, animais ou flores que possam induzir o uso por crianças da faixa etária de até três anos.
Expressões ou frases como "leite humanizado", "leite maternizado", "substituto do leite materno" ou similares, usadas com o objetivo de sugerir forte semelhança do produto com o leite materno, serão abolidas.
O mesmo ocorrerá com frases ou expressões que possam pôr em dúvida a capacidade das mães de amamentarem seus filhos.
(Com informações da Agência Brasil)
(fonte)
Você pode com isso? Eu não posso!
Bem, agora que eles proibiram as propagandas de mamadeiras para incentivar o aleitamento materno, que tal proibir as propagandas de restaurantes fast food para incentivar uma alimentação mais saudável ou, quem sabe, proibir a veivculação de anúncios de motel para incentivar relacionamentos monogâmicas ou ainda abolir propaganda das obras de Paulo Coelho para fomentar leituras mais saudáveis.
Sou só eu que vejo absurdo nessa notícia?
Sou só eu que vejo absurdo nessa notícia?
10.8.02
A Fer postou uma foto do Robert Johnson e lembrei de outras histórias.
A gente tem a mesma foto pregada na cortiça do Ricardo em um selo. Aliás é uma fila de selos. Tem, além de Robert Johnson, Muddy Waters, Billie Holiday, Jimmy Rushing, Howlin' Wolf e Bessie Smith.
Mas o que chamou a atenção dele quando viu a ilustração lá (ele contou que é sobre a única foto existente do cara) é que ela não foi "mutilada" como no selo. Sim, a onda do politicamente correto deletou o cigarro da ilustração que temos.
A prática é comum em outros cantos. Para o material de divulgação do festival de Paris foi escolhida uma linda foto feita por Pierre Verger de um mulato com um charuto na boca. Só que a divulgação ficaria restrita (não poderiam colocar cartazes no metrô, por exemplo) se as peças mostrassem alguém fumando. E assim todos os folders, cartazes e cia. saíram com uma foto adulterada do grande fotógrafo e pai de santo francês.
A gente tem a mesma foto pregada na cortiça do Ricardo em um selo. Aliás é uma fila de selos. Tem, além de Robert Johnson, Muddy Waters, Billie Holiday, Jimmy Rushing, Howlin' Wolf e Bessie Smith.
Mas o que chamou a atenção dele quando viu a ilustração lá (ele contou que é sobre a única foto existente do cara) é que ela não foi "mutilada" como no selo. Sim, a onda do politicamente correto deletou o cigarro da ilustração que temos.
A prática é comum em outros cantos. Para o material de divulgação do festival de Paris foi escolhida uma linda foto feita por Pierre Verger de um mulato com um charuto na boca. Só que a divulgação ficaria restrita (não poderiam colocar cartazes no metrô, por exemplo) se as peças mostrassem alguém fumando. E assim todos os folders, cartazes e cia. saíram com uma foto adulterada do grande fotógrafo e pai de santo francês.
Você sabe do que estou falando?
Pépé Kallé - Zaire
Ricardo Lemvo - Congo
Papa Wemba - Zaire
Geoffrey Oryema - Uganda
Youssou N'Dour - Senegal
Johnny Clegg & Juluka - África do Sul
Salif Keita - Nigéria
Doudou N'Diayne Rose - Senegal
Nusrat Faeth Ali Khan - Paquistão
Ladysimth Black Mambazo - África do Sul
Orchestre National de Barbes - Marrocos, Tunísia e Argélia
Cheb Khaled - Marrocos
Cheb Mami - Marrocos
Nação Hausa - Nigéria
Pépé Kallé - Zaire
Ricardo Lemvo - Congo
Papa Wemba - Zaire
Geoffrey Oryema - Uganda
Youssou N'Dour - Senegal
Johnny Clegg & Juluka - África do Sul
Salif Keita - Nigéria
Doudou N'Diayne Rose - Senegal
Nusrat Faeth Ali Khan - Paquistão
Ladysimth Black Mambazo - África do Sul
Orchestre National de Barbes - Marrocos, Tunísia e Argélia
Cheb Khaled - Marrocos
Cheb Mami - Marrocos
Nação Hausa - Nigéria
8.8.02
Oh, céus!
Meu próprio marido desconhece a cama a qual me referi no post abaixo.
Será que sou uma louca num surto neológico?
Será que a esclerose toma conta dele?
Será o nome ou a brincadeira regional demais?
Será que me tornei um ser tão hermético que nem aquele que compartilha mesa e leito comigo é capaz de compreender a mais pueril frase que profiro?
Consumida por todas essas questões, como último recurso, recorro ao meu pai, o Aurélio.
Constato, entre aliviada e encabulada, que me escaparam os hífens.
Fora isso, o sol venceu a nebulosidade e brilha sobre a Cidade Maravilhosa.
Só por hoje não vou devorar um Toblerone.
Meu próprio marido desconhece a cama a qual me referi no post abaixo.
Será que sou uma louca num surto neológico?
Será que a esclerose toma conta dele?
Será o nome ou a brincadeira regional demais?
Será que me tornei um ser tão hermético que nem aquele que compartilha mesa e leito comigo é capaz de compreender a mais pueril frase que profiro?
Consumida por todas essas questões, como último recurso, recorro ao meu pai, o Aurélio.
Constato, entre aliviada e encabulada, que me escaparam os hífens.
Fora isso, o sol venceu a nebulosidade e brilha sobre a Cidade Maravilhosa.
**********
Só por hoje não vou devorar um Toblerone.
7.8.02
caetano sempre in-vulgar
caetano não é só um artista invulgar com a invenção na medula é também in-vulgar por mais simples por mais qualquer coisa que ele se queira ou deixe ser entrejóias por mais consumível ele nunca é vulgar leo ou léu por isso se equivocam os que buscam pinçar deslizes em sua elegância ou entre ver declínio em sua invenção a finura a sofisticação o requinte jamais estiveram ausentes de sua obra de brobar ric ao rock o tempo o confirmou como um intérprete privilegiado que está sempre revelando faces ocultas da nossa poesia e so nosso cancioneiro belezas raras que a sua comunicabilidade torna comunicáveis belezas brutas que a sua alquimia metamorfoseia em belezas puras ele já disse até prefere interpretar canções dos outros às próprias modéstia tática é o que caetano entendeu muito cedo o modo operacional da tradução criativa crítica "via" interpretação in-vulgar também aqui ele traduz introduz e sempre luz
augusto campos (1992)
[este, como todos os outros textos desta pequena homenagem, foram retirados daqui]
7 de agosto de 1942 Nasce Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso, o quinto dos sete filhos de José Telles Velloso, funcionário público do Departamento de Correios e Telégrafos, e de Claudionor Vianna Telles Velloso. Em Santo Amaro da Purificação, pequena cidade do Recôncavo Baiano, próxima de Salvador.
Peço licença para viver
Meu humor não varia, estou sempre alegre, embora quem me conheça diga que tenho aparência de um triste. Sou tímido: não tenho força para chamar o garção, me atrapalho quando falo pelo telefone, não furo fila, tenho medo de magoar as pessoas. Peço licença para viver. Mas posso ser terrível se me agridem ou, principalmente, se me sinto injustiçado. Sou nostálgico: o lugar onde nasci e cresci, as pessoas, as paredes de lá, canções de velhos tempos, tudo me comove profundamente. Sou magro, quero engordar. Mas não me acho feio, absolutamente, como muitos dizem. Isso eu considero um equívoco, o mesmo que existe em relação a Bethânia, minha irmã, que julgo uma das mulheres mais bonitas do Brasil. Nunca brigo, ou quase nunca, com meus colegas, amigos e conhecidos. Nunca tive nem um leve atrito com meus colegas de televisão. Saí da Record de São Paulo porque quis e sem brigar com o Paulinho. Gosto do meu público e mesmo me orgulho dele. Acho que uma menina que gosta de Tropicália sem pedir explicação, e tem de discutir na mesa sobre isso com os mais velhos, é uma boa figura humana. Na verdade, ela é o que pretendo ser quando escrevo as canções e deve ser por isso que ela gosta de mim. Admiro muito alguns colegas e respeito outros. Sou fã do Roberto Carlos e do Chico Buarque de Hollanda. Não tenho televisão em casa, mas sempre que vejo um deles no vídeo, me interesso e me emociono. Não sei se eles acreditam nisso. Adoro Jorge Ben. Acho Chacrinha genial.
Caetano Veloso
02/09/1968
"Mas a gente pode cantar jóias da música popular brasileira acima do Ben e do Mautner."
Caetano Veloso - Pasquim - 1970
6.8.02
Outro dia estava comentando lá no blog da Carol sobre o Dusek e hoje li uma notícia preciosa no jornal.
A Universal Music está lançando o projeto Estréia, que vai levar para CD (alguns pela primeira vez neste formato) os primeiros discos de uma turma muito boa e mais outras coisinhas interessantes.
Sobre o Dusek, especificamente:
[citação]
Saltando para 1981, chega-se a Eduardo Dusek, revelado um ano antes [do lançamento do LP] no festival MPB Shell com Nostradamus, que ele cantou vestido de anjo. A apocalíptica música reaparece em seu disco de estréia, Olhar brasileiro, irreverente mas muito musical. A justificar o título, estão lá o samba-choro Injuriado, o maxixe Iracema Brasil e a marcha Folias no matagal, sucesso com Ney Matogrosso. Mas também tem o "roque" A Coitadinha e o tango A deputada caiu. Artista de talento, até hoje não inteiramente reconhecido, Dusek (agora Dussek) merecia que se reeditassem também seus LPs Cantando no banheiro (1982), Brega chique (1984) e Dusek na sua (1986).[/citação]
(Abrindo as portas do passado, S.E., Jornal do Brasil, Caderno B, 06/08/2002)
O que mais vem aí?
- Joyce (1968) - Joyce
- Taiguara! (1965) - Taiguara
- Para iluminar a cidade (1972) - Jorge Mautner
- Quinteto Violado (1972) - Quinteto Violado
- A farra da terra - Asdrubal Trouxe o Trombone
- Fonte da vida - Zé Renato
- Nana (1967) - Nana Caymmi
- Egberto Gismonti (1969) - Egberto Gismonti
- A voz do samba (1975) - Alcione
- Tamba tajá (1976) - Fafá de Belém
- Os Mutantes - Os Mutantes
- Build Up - Rita Lee
- Tim Maia - Tim Maia
- Pérola Negra - Luiz Melodia
Cada disco desses tem seus brilhantes, como a participação no disco do Asdrubal de um certo Pedro Luís :-)
A Universal Music está lançando o projeto Estréia, que vai levar para CD (alguns pela primeira vez neste formato) os primeiros discos de uma turma muito boa e mais outras coisinhas interessantes.
Sobre o Dusek, especificamente:
[citação]
Saltando para 1981, chega-se a Eduardo Dusek, revelado um ano antes [do lançamento do LP] no festival MPB Shell com Nostradamus, que ele cantou vestido de anjo. A apocalíptica música reaparece em seu disco de estréia, Olhar brasileiro, irreverente mas muito musical. A justificar o título, estão lá o samba-choro Injuriado, o maxixe Iracema Brasil e a marcha Folias no matagal, sucesso com Ney Matogrosso. Mas também tem o "roque" A Coitadinha e o tango A deputada caiu. Artista de talento, até hoje não inteiramente reconhecido, Dusek (agora Dussek) merecia que se reeditassem também seus LPs Cantando no banheiro (1982), Brega chique (1984) e Dusek na sua (1986).[/citação]
(Abrindo as portas do passado, S.E., Jornal do Brasil, Caderno B, 06/08/2002)
O que mais vem aí?
- Joyce (1968) - Joyce
- Taiguara! (1965) - Taiguara
- Para iluminar a cidade (1972) - Jorge Mautner
- Quinteto Violado (1972) - Quinteto Violado
- A farra da terra - Asdrubal Trouxe o Trombone
- Fonte da vida - Zé Renato
- Nana (1967) - Nana Caymmi
- Egberto Gismonti (1969) - Egberto Gismonti
- A voz do samba (1975) - Alcione
- Tamba tajá (1976) - Fafá de Belém
- Os Mutantes - Os Mutantes
- Build Up - Rita Lee
- Tim Maia - Tim Maia
- Pérola Negra - Luiz Melodia
Cada disco desses tem seus brilhantes, como a participação no disco do Asdrubal de um certo Pedro Luís :-)
Respondendo para a Lu:
[citação]
LENINE (Osvaldo Lenine Macedo Pimentel). Cant., violon., comp. Recife PE 2/2/1959-.
Entusiasta do rock até os 17 anos, passou a se interessar pela MPB quando ouviu o disco Clube da Esquina e assistiu a um show de Gilberto Gil. Por essa época, estudou música no Conservatório Pernambucano, mas abandonou o curso antes de terminá-lo. Mudou-se em 1980 para o Rio de Janeiro RJ, onde participou do festival MPB 81, promovido pela Rede Globo, com sua composição Prova de fogo, lançada em seu primeiro disco, um compacto pela Polydor/Polygram em 1981. Seu primeiro LP foi Baque solto, em dupla com Lula Queiroga (Polygram, 1982), e seu segundo disco solo é o compacto Baque da era (Polygram, 1983). Em 1990 conheceu o percussionista Marcos Suzano, ao vê-lo tocar com o grupo Nó em Pingo d'Água; ambos contribuíram com um tema para a novela Ana Raio e Zé Trovão, da TV Manchete, e gravaram para o selo Velas o CD Olho de peixe (1993), que chegou a ser um dos cem CDs mais vendidos no Japão. Uma das faixas desse disco, Acredite ou não (com Bráulio Tavares), foi regravada por João Marcelo Boscoli. Aclamado como um dos melhores compositores brasileiros da década de 1990, com músicas gravadas por Danilo Caymmi (Nada a perder, parceria com Dudu Falcão, 1994), Zizi Possi (Olho de peixe, 1996), Gilberto Gil, o grupo Batacotô (Quilombos, 1993), a norte-americana Dionne Warwick (Virou areia, parceria com Bráulio Tavares e a própria Dionne, 1994), Tim Maia, Sérgio Mendes e outros. O disco O dia em que faremos contato foi lançado em 1997 em Recife PE, na ponte Maurício de Nassau, com presença de grande público. [/citação]
(fonte: Enciclopédia da Música Brasileira Popular, Erudita e Folclórica - 2ª edição revista e atualizada - 1998 - PubliFolha)
[citação]
LENINE (Osvaldo Lenine Macedo Pimentel). Cant., violon., comp. Recife PE 2/2/1959-.
Entusiasta do rock até os 17 anos, passou a se interessar pela MPB quando ouviu o disco Clube da Esquina e assistiu a um show de Gilberto Gil. Por essa época, estudou música no Conservatório Pernambucano, mas abandonou o curso antes de terminá-lo. Mudou-se em 1980 para o Rio de Janeiro RJ, onde participou do festival MPB 81, promovido pela Rede Globo, com sua composição Prova de fogo, lançada em seu primeiro disco, um compacto pela Polydor/Polygram em 1981. Seu primeiro LP foi Baque solto, em dupla com Lula Queiroga (Polygram, 1982), e seu segundo disco solo é o compacto Baque da era (Polygram, 1983). Em 1990 conheceu o percussionista Marcos Suzano, ao vê-lo tocar com o grupo Nó em Pingo d'Água; ambos contribuíram com um tema para a novela Ana Raio e Zé Trovão, da TV Manchete, e gravaram para o selo Velas o CD Olho de peixe (1993), que chegou a ser um dos cem CDs mais vendidos no Japão. Uma das faixas desse disco, Acredite ou não (com Bráulio Tavares), foi regravada por João Marcelo Boscoli. Aclamado como um dos melhores compositores brasileiros da década de 1990, com músicas gravadas por Danilo Caymmi (Nada a perder, parceria com Dudu Falcão, 1994), Zizi Possi (Olho de peixe, 1996), Gilberto Gil, o grupo Batacotô (Quilombos, 1993), a norte-americana Dionne Warwick (Virou areia, parceria com Bráulio Tavares e a própria Dionne, 1994), Tim Maia, Sérgio Mendes e outros. O disco O dia em que faremos contato foi lançado em 1997 em Recife PE, na ponte Maurício de Nassau, com presença de grande público. [/citação]
(fonte: Enciclopédia da Música Brasileira Popular, Erudita e Folclórica - 2ª edição revista e atualizada - 1998 - PubliFolha)
5.8.02
- Hoje à noite você vai ver um filme com o comediante que eu mais gostava quando eu era criança.
- É? Como é o nome dele?
- Jerry Lewis.
- Ah! Sabe qual é meu favorito?
- Não. Qual é?
- Xa Xapolim.
- Ah, de Chaves e Chapolim eu não gosto não.
- E quem falou Chaves e Chapolim, mãe? Tá surda? Eu falei Chale Chapolim, aquele daquela coleção de filme velhos, bem velhos, em preto e branco, que minha avó me deu. Aquele que tem um filme com um garoto, sabe?
- É? Como é o nome dele?
- Jerry Lewis.
- Ah! Sabe qual é meu favorito?
- Não. Qual é?
- Xa Xapolim.
- Ah, de Chaves e Chapolim eu não gosto não.
- E quem falou Chaves e Chapolim, mãe? Tá surda? Eu falei Chale Chapolim, aquele daquela coleção de filme velhos, bem velhos, em preto e branco, que minha avó me deu. Aquele que tem um filme com um garoto, sabe?
LENINE
Existe um enorme abismo entre o que a crítica admira e o que o público gosta e raramente ambos encontram-se nesse Vale da Expectativa.
Mimada pelo Teatro Rival BR, já reservo uma certa má vontade para com shows no Canecão com sua difícil visibilidade do palco (o mínimo que você espera de um lugar chamado de balcão nobre a R$35,00 por cabeça é conseguir ver algum trecho do palco ao invés de ser obrigada a acompanhar o show pelo telão, certo?). Mas não foi isso que fez com que o show no Lenine não caísse no meu gosto.
A crítica ulula surpreendida por um Lenine roqueiro e eletrônico. Muita gente que já vai para o show com o texto pronto (falando mal sempre, é claro) teve trabalho para refazer tudo. O público, boquiaberto e um tanto apático não pode usar as letras de música que trouxe na ponta da língua e sente-se traído e meio ludibriado. A maioria pagou ingresso para ver e ouvir o Lenine que conhecem das trilhas sonoras da Rede Globo. Estes voltaram para casa de ouvidos abanando, sem alguns de seus hits.
Eu só achei chato. Não gosto de wah, wah nem de microfonia metida a moderna. Lenine é um tremendo talento, compositor estupendo, mas quer desvencilhar-se a todo custo do rótulo de nordestino. Ele quer ser visto como cosmopolita e universal. Mesmo que para isso tenha que extrapolar para o outro lado.
Os críticos foram realmente pegos de assalto? Talvez se a imprensa brasileira não fosse tão focada na desgraça e no negativo, no ano de 2000 tivesse sido dado destaque, além dos escândalos da exposição em Hannover, a um enorme festival de cultura brasileira que aconteceu em Paris na mesma ocasião. Teriam sabido que no Festival de Latitudes Villettte/Brésil o galego pernambucano aprontou coisa parecida.
Na primeira apresentação no festival, numa sala de ótima acústica (Cité de la Musique), com público sentado e bem comportado, ele apresentou-se com Carlos Malta e Pife Muderno e participações muito mais que especiais. Foi um show com forte acento regional. No dia seguinte, os jornais de Paris, onde arrisco dizer que Lenine é muito mais reconhecido que aqui, o apresentavam como o herdeiro e novo representante do nordeste brasileiro. Mas havia outro show por vir.
A Grande Halle, também no Parc de la Villette é um galpão onde foi montado um grande palco. Espaço para um público de umas 5 mil pessoas. E foi lá, no dia seguinte, que o parceiro de Bráulio Tavares, Lula Queiroga e Paulo César Pinheiro mostrou que podia apresentar ainda mais e mostrou praticamente o mesmo repertório do show anterior em leitura roqueira, com direito a cabeleira balançando à heavy metal.
Este tipo de coisa faz a genialidade de homem que foi batizado ao gosto do pai comunista. E ele é muito bom assim ou assado.
Só que eu prefiro MPB ao rock.
Cinefilia é uma delícia de blog e você já deve saber disso, mas o que quero comentar hoje é um achado da Fer.
Sempre houve um problema na hora de escrever para indicar que determinado trecho é irônico. Não raro a ironia escrita gera mal-entendidos mais ou menos graves.
Pois, assim como quem não quer nada, Fer mostra a solução: tags. Nada de aspas, itálico ou outra marcação que poderia ser também confundida e mal-interpretada. Simplesmente coloca-se [ironia] para começar o trecho irônico e [/ironia] para indicar seu final.
Adorei!
Sempre houve um problema na hora de escrever para indicar que determinado trecho é irônico. Não raro a ironia escrita gera mal-entendidos mais ou menos graves.
Pois, assim como quem não quer nada, Fer mostra a solução: tags. Nada de aspas, itálico ou outra marcação que poderia ser também confundida e mal-interpretada. Simplesmente coloca-se [ironia] para começar o trecho irônico e [/ironia] para indicar seu final.
Adorei!
4.8.02
3.8.02
Já que a Meg tocou no assunto:
Basquiat
(Otto)
Onde é que o coco rola
coco rola na ladeira
onde é que o coco rola
coco rola a noite inteira
De manhã, de tarde, à noite
meu coco não pode para
a di neva avenida
avenida a di neva
arretado o da terra
taí u q saB Basquiat
(Otto)
Onde é que o coco rola
coco rola na ladeira
onde é que o coco rola
coco rola a noite inteira
De manhã, de tarde, à noite
meu coco não pode para
a di neva avenida
avenida a di neva
arretado o da terra
taí u q saB Basquiat
2.8.02
1.8.02
Claro, Paula!
Afinal, ainda hoje só tenho que:
-terminar a revisão das letras do DVD*;
- preparar uma newsletter;
-pegar aquela criança enfurnada em casa desde segunda-feira de férias e com bronquite e levar para dar uma volta na rua;
-enquanto isso, não esquecer de deixar o filme gravando em casa;
-não esquecer de nenhum horário de medicamento e nebulização;
-determinar o que será servido no jantar e deixar tudo encaminhado;
-estabelecer novas estratégias de divulgação do negócio;
- providenciar uma sessão de depilação;
- desenhar, confeccionar e imprimir novos cartões de visita;
-iniciar remodelagem daquele velho site;
-ligar para aquela amiga e confirmar o encontro de hoje à noite que já foi vergonhosamente adiado por mim ou por ela por vezes demais nos últimos meses; **
-se confirmado, deixar Vertigo gravando para ver sabe Deus quando e ficar com uma aparência apresentável para sair; ***
-rir ou chorar um pouco com ela.
Atualização às 22:00
* Ficou faltando um pedacinho.
** Ela está com faringite
*** Está começando o filme enquanto escrevo
Afinal, ainda hoje só tenho que:
-
- preparar uma newsletter;
-
-
-
-
-
- providenciar uma sessão de depilação;
- desenhar, confeccionar e imprimir novos cartões de visita;
-
-
-
-
Atualização às 22:00
* Ficou faltando um pedacinho.
** Ela está com faringite
*** Está começando o filme enquanto escrevo
Hoje tem Quero Ser Grande na Sessão da Tarde!
Hoje tem Vertigo no Telecine Classic!
De 5 a 18 de agosto tem Jerry Lewis no Telecine Happy!
Larilará...
(reticências: um vício que saboreio agora lembrando da Joyce)
Hoje tem Vertigo no Telecine Classic!
De 5 a 18 de agosto tem Jerry Lewis no Telecine Happy!
Larilará...
(reticências: um vício que saboreio agora lembrando da Joyce)
Sem vergonha na cara
A gente arreganha o peito
Assume sua tara
É sim, a gente não tem mais jeito
Sem os falsos pudores
Não se aceita tola cegonha
Ao assumir amores
A gente se mostra sem-vergonha
Sem temer ser indecente
A gente não se faz de capado
Por aqui não se mente
A gente não é assexuado
Sem sal chamar de louca
Quem não esconde sua libido
É bom beijo na boca
O mau humor por terra
O tesão vem por cada sentido
O olho que se cerra
Vontade de tirar o vestido
A gente arreganha o peito
Assume sua tara
É sim, a gente não tem mais jeito
Sem os falsos pudores
Não se aceita tola cegonha
Ao assumir amores
A gente se mostra sem-vergonha
Sem temer ser indecente
A gente não se faz de capado
Por aqui não se mente
A gente não é assexuado
Sem sal chamar de louca
Quem não esconde sua libido
É bom beijo na boca
O mau humor por terra
O tesão vem por cada sentido
O olho que se cerra
Vontade de tirar o vestido
31.7.02
30.7.02
De um lado:
- e-mails a responder
- comentários a considerar
- posts a escrever
- notícias para contar
De outro:
- trabalho, trabalho, trabalho (repita comigo: foco, foco, foco)
- filho de férias, com bronquite
- despensa vazia (visitar o supermercado)
- carteira às moscas (visitar o caixa eletrônico)
- telefonemas (receber e fazer)
- visitas (receber e fazer)
- encontros (participar)
Então, permaneço por algum tempo ainda majoritariamente no mundo dos átomos.
- e-mails a responder
- comentários a considerar
- posts a escrever
- notícias para contar
De outro:
- trabalho, trabalho, trabalho (repita comigo: foco, foco, foco)
- filho de férias, com bronquite
- despensa vazia (visitar o supermercado)
- carteira às moscas (visitar o caixa eletrônico)
- telefonemas (receber e fazer)
- visitas (receber e fazer)
- encontros (participar)
Então, permaneço por algum tempo ainda majoritariamente no mundo dos átomos.
26.7.02
Felicidade é encontrar o jeans com a lavagem que você queria, na cor que você queria, com a cintura no lugar que você queria, cobrindo toda a extensão de suas pernas de um metro cada como você queria e no tamanho que você queria porque se recusa a vestir mais que 42.
Gente! Encontrei a loja perfeita para as balzaquianas. Eles roubam na modelagem a nosso favor!
E que ninguém me venha falar hoje de criancinha passando fome na Somália, que eu estou muito ocupada desopilando o fígado.
Gente! Encontrei a loja perfeita para as balzaquianas. Eles roubam na modelagem a nosso favor!
E que ninguém me venha falar hoje de criancinha passando fome na Somália, que eu estou muito ocupada desopilando o fígado.
25.7.02
Participo de uma lista sobre doação de sangue e a partir de agora vou divulgar por aqui as solicitações que forem confirmadas por lá:
DOAÇÃO PARA SÃO PAULO - SP
Transplante de fígado
Amélia vai doar parte do figado para a mãe dela. Sendo assim, serão necessários 60 doadores para a mãe e 60 pessoas para a Amélia e até agora só conseguiram 18 doadores. Quem puder colaborar com a doação, deverá encaminhar-se ao Hospital das Clínicas, Prédio Amarelo (fica em frente da Incor), 1ºandar.
Apresentar o nome da Sra. Teruko Kato Kazikava nº de registro: 3101538D.
Horário de Atendimento: 2º a 6º das 7 as 19h; Sábado, domingo e feriado das 8 as 18h.
Quem preferir, pode marcar hora para a doação, assim não será necessário aguardar na fila: 0800-55-0300
Estacionamento grátis para doadores: Rua Doutor Mello Alves, 55 (Garden Special Residence)
Requisitos Básicos para a Doação:
* estar em boas condições de saúde;
* ter entre 18 e 60 anos;
* pesar no mínimo 50 kg;
* Não estar em jejum. Evitar alimentação gordurosa antes da doação;
* apresentar documento de identidade com foto;
* dormir pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas que antecedem a doação;
Impedimentos Temporários:
* gripe ou febre;
* gravidez;
* 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
* ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
* tatuagem e acupuntura nos últimos 12 meses
Impedimentos permanentes:
* ter contraído a doença de Chagas ou malária;
* ter tido hepatite após os 10 anos de idade;
* comportamento de risco para Aids.
DOAÇÃO PARA SÃO PAULO - SP
Transplante de fígado
Amélia vai doar parte do figado para a mãe dela. Sendo assim, serão necessários 60 doadores para a mãe e 60 pessoas para a Amélia e até agora só conseguiram 18 doadores. Quem puder colaborar com a doação, deverá encaminhar-se ao Hospital das Clínicas, Prédio Amarelo (fica em frente da Incor), 1ºandar.
Apresentar o nome da Sra. Teruko Kato Kazikava nº de registro: 3101538D.
Horário de Atendimento: 2º a 6º das 7 as 19h; Sábado, domingo e feriado das 8 as 18h.
Quem preferir, pode marcar hora para a doação, assim não será necessário aguardar na fila: 0800-55-0300
Estacionamento grátis para doadores: Rua Doutor Mello Alves, 55 (Garden Special Residence)
Requisitos Básicos para a Doação:
* estar em boas condições de saúde;
* ter entre 18 e 60 anos;
* pesar no mínimo 50 kg;
* Não estar em jejum. Evitar alimentação gordurosa antes da doação;
* apresentar documento de identidade com foto;
* dormir pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas que antecedem a doação;
Impedimentos Temporários:
* gripe ou febre;
* gravidez;
* 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
* ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
* tatuagem e acupuntura nos últimos 12 meses
Impedimentos permanentes:
* ter contraído a doença de Chagas ou malária;
* ter tido hepatite após os 10 anos de idade;
* comportamento de risco para Aids.
24.7.02
23.7.02
Para não dizerem que ando muito ranzinza (né, Eliane? :-)), também é preciso falar de coisas que experimentei e gostei.
Pela primeira vez fui ao Spé, o Spa do Pé e descobri que é uma delícia. Além de sair com os pés lindos, limpos e macios, é ótimo para uma relaxada. O efeito do toque humano num pé cansado é sublinhado por música suave, inclinação certa da cadeira (que acompanha o processo de relaxamento inclinando-se progressivamente) iluminação adequada e aromas agradáveis.
Vou voltar e recomendo esse mimo para todo mundo que se ama.
Pela primeira vez fui ao Spé, o Spa do Pé e descobri que é uma delícia. Além de sair com os pés lindos, limpos e macios, é ótimo para uma relaxada. O efeito do toque humano num pé cansado é sublinhado por música suave, inclinação certa da cadeira (que acompanha o processo de relaxamento inclinando-se progressivamente) iluminação adequada e aromas agradáveis.
Vou voltar e recomendo esse mimo para todo mundo que se ama.
Importante e fundamental a questão sobre sapatos de salto alto para crianças levantada lá no Mothern. Participe!
Devo ser muito burra!
Imagina que estou por aí batendo cabeça, ralando pelo pão nosso de cada dia e vejo numa revista que alguém está vendendo baldes como peças de design. Sim, aqueles baldes de metal vagabundo com que a gente esbarra em qualquer loja de material de construção ou mercearia receberam uma almofada por cima e assim passaram a ser considerados bancos descoladíssimos. E o melhor da história: o menor sai por R$395 e o maior por R$485. Estou ou não marcando touca?
Mas já resolvi. Vou entrar no negócio. Ao invés do tampo de lona feito artesanalmente na França, vou usar pinturas mais modernas. Como meu filho já está ficando meio grandinho para produzir ao gosto do que se convencionou chamar arte contemporânea, vou ter que apelar para a minha sobrinha. Com poucos meses de vida sua pintura sobre tecido ainda vai me servir por uns cinco anos.
Depois é só descobrir quem são osotários consumidores deste tipo de merd..., digo, mercadoria. Talvez eu tenha que ser mais cool para convencê-los a comprar meus produtos. Penso em parar com esta bobagem de cuidados pessoais e deixar o cabelo igual ao daquele cara da propaganda do novo celular, que diz que você deve criar uma ONG para defender a si mesmo. Depois largo mão de vez desta futilidade que é o ato de comer e fico mais parecida com as meninas que ganham 500 dólares por cada passo nas passarelas de São Paulo (na semana passada) e do Rio (esta semana). O resto é fácil: boca de nojo, nariz de fedor e roupas jogadas sobre o corpo como as do mendigo aqui da esquina, só que um pouquinho mais rasgadas e esbeiçadas. Se não conseguir reproduzir o olhar me-dá-um-prato-de-feijão-pelo-amor-de-deus ou tem-algum-aí-com-você sempre posso apelar para os óculos de besouro.
Também deve ajudar conhecer as pessoas certas. Alguém aí conseguiu convites para a festa do Accioly? Se você conseguiu, a partir de hoje é minha amizade eterna de infância, até que uma capa da Caras nos separe.
E então à contabilidade, que esta coisa, assim, sei lá, de bom senso não é nada fashion. Com certeza.
Imagina que estou por aí batendo cabeça, ralando pelo pão nosso de cada dia e vejo numa revista que alguém está vendendo baldes como peças de design. Sim, aqueles baldes de metal vagabundo com que a gente esbarra em qualquer loja de material de construção ou mercearia receberam uma almofada por cima e assim passaram a ser considerados bancos descoladíssimos. E o melhor da história: o menor sai por R$395 e o maior por R$485. Estou ou não marcando touca?
Mas já resolvi. Vou entrar no negócio. Ao invés do tampo de lona feito artesanalmente na França, vou usar pinturas mais modernas. Como meu filho já está ficando meio grandinho para produzir ao gosto do que se convencionou chamar arte contemporânea, vou ter que apelar para a minha sobrinha. Com poucos meses de vida sua pintura sobre tecido ainda vai me servir por uns cinco anos.
Depois é só descobrir quem são os
Também deve ajudar conhecer as pessoas certas. Alguém aí conseguiu convites para a festa do Accioly? Se você conseguiu, a partir de hoje é minha amizade eterna de infância, até que uma capa da Caras nos separe.
E então à contabilidade, que esta coisa, assim, sei lá, de bom senso não é nada fashion. Com certeza.
22.7.02
E se, ao tentarem explicar para você determinado conceito, jogassem sobre a mesa, de uma vez só, as seguintes expressões:
"Tabula rasa";
"ab ovo";
"a posteriori";
"deus ex machina";
"ex cathedra";
"mea culpa";
"terra firma";
"vox populi";
"ad hominem";
"sub rosa"
Oh, céus! Trinta e cinco anos de cultura ocidental não me ajudam a compreender a necessidade humana de complicar para se fazer especial. Ainda bem que a Meg já tinha explicado direitinho o que significava o nome do site dela e algumas outras coisinhas fui acumulando aqui e ali. Mas vou te contar, hein!
"Tabula rasa";
"ab ovo";
"a posteriori";
"deus ex machina";
"ex cathedra";
"mea culpa";
"terra firma";
"vox populi";
"ad hominem";
"sub rosa"
Oh, céus! Trinta e cinco anos de cultura ocidental não me ajudam a compreender a necessidade humana de complicar para se fazer especial. Ainda bem que a Meg já tinha explicado direitinho o que significava o nome do site dela e algumas outras coisinhas fui acumulando aqui e ali. Mas vou te contar, hein!
19.7.02
As perguntas eram:
- Qual foi o resultado daquela biópsia?
- Aquela pessoa parou de te incomodar?
- Como vão os novos projetos?
- Já conseguiu digerir aquela situação?
Mas para essas perguntas pudessem ser formuladas era preciso que aquela conversa, aquele telefonema e aquele encontro tivessem acontecido. E, afinal, no meu momento casulo, também sou responsável pelo isolamento.
Além disso, só escrevi o post-carência aí embaixo porque estava no auge da TPM.
Já passou.
- Qual foi o resultado daquela biópsia?
- Aquela pessoa parou de te incomodar?
- Como vão os novos projetos?
- Já conseguiu digerir aquela situação?
Mas para essas perguntas pudessem ser formuladas era preciso que aquela conversa, aquele telefonema e aquele encontro tivessem acontecido. E, afinal, no meu momento casulo, também sou responsável pelo isolamento.
Além disso, só escrevi o post-carência aí embaixo porque estava no auge da TPM.
Já passou.
17.7.02
Ela tem 11 anos, é francesa e está passando férias no Brasil, terra de sua mãe.
Ele tem 7 anos, é carioca e está em recesso escolar.
Ela é loira, tem pele clara e olhos azuis.
Ele tem cabelo de anjinho, nariz de batatinha e boca de me beija. Tudo em tons de marrom.
São primos.
Vivem de lados opostos do Oceano Atlântico, mas gostam basicamente das mesmas coisas.
Brigam.
Fazem as pazes.
Adoram as Meninas Super-Poderosas e ficam excitadíssimos com a perspectiva de uma sessão de cinema em que suas musas seriam as estrelas.
Uma mãe/prima torta abnegada com ar blasé calculado para disfarçar que também adora as filhas do elemento X oferece a companhia para a aventura vespertina.
Julho, três da tarde, shopping da Zona Sul.
Crianças correm e gritam para desespero de mães e avós.
Velhos rabugentos resmungam esquecendo-se que eles é que estão no lugar errado naquele momento.
Faltam 50 minutos para o início da próxima sessão.
Ingressos esgotados.
Próxima opção: Spirit.
Pipoca, refrigerante, salgadinho.
Banheiro?
Não, não estou com vontade.
Risos, bagunça, caretas.
Luzes apagadas.
Começa a sessão.
Querro irr ao banheiro.
E eu quero ver o filme.
Você fica aqui quietinho.
Você vem comigo.
Últimas cenas.
Choro e sorriso.
Ele já está esperando.
Terraço com vista para o Pão de Açúcar.
Pizza.
No Brasil é assim, na França é assado.
Muitos sorrisos, muitos risos, algumas gargalhadas.
Pirulito.
Engarrafamento.
Um abraço extra.
Querro irr ao cinema com você semprre que você quiserr me convidarr.
Ainda temos que assistir às Meninas Super-Poderosas.
Ele tem 7 anos, é carioca e está em recesso escolar.
Ela é loira, tem pele clara e olhos azuis.
Ele tem cabelo de anjinho, nariz de batatinha e boca de me beija. Tudo em tons de marrom.
São primos.
Vivem de lados opostos do Oceano Atlântico, mas gostam basicamente das mesmas coisas.
Brigam.
Fazem as pazes.
Adoram as Meninas Super-Poderosas e ficam excitadíssimos com a perspectiva de uma sessão de cinema em que suas musas seriam as estrelas.
Uma mãe/prima torta abnegada com ar blasé calculado para disfarçar que também adora as filhas do elemento X oferece a companhia para a aventura vespertina.
Julho, três da tarde, shopping da Zona Sul.
Crianças correm e gritam para desespero de mães e avós.
Velhos rabugentos resmungam esquecendo-se que eles é que estão no lugar errado naquele momento.
Faltam 50 minutos para o início da próxima sessão.
Ingressos esgotados.
Próxima opção: Spirit.
Pipoca, refrigerante, salgadinho.
Banheiro?
Não, não estou com vontade.
Risos, bagunça, caretas.
Luzes apagadas.
Começa a sessão.
Querro irr ao banheiro.
E eu quero ver o filme.
Você fica aqui quietinho.
Você vem comigo.
Últimas cenas.
Choro e sorriso.
Ele já está esperando.
Terraço com vista para o Pão de Açúcar.
Pizza.
No Brasil é assim, na França é assado.
Muitos sorrisos, muitos risos, algumas gargalhadas.
Pirulito.
Engarrafamento.
Um abraço extra.
Querro irr ao cinema com você semprre que você quiserr me convidarr.
Ainda temos que assistir às Meninas Super-Poderosas.
16.7.02
Uma companhia aérea instituiu que obesos têm que comprar dois assentos. Mas ninguém explicou o que acontece se na hora do check in, o obeso não consegue dois assentos anexos. Em que outro país isso poderia acontecer?
Só nos EUA mesmo! [aqui]
Aliás, com a epidemia norte-americana de obesidade e com as empresas aéreas tendo prejuízos sucessivos, essa medida é um achado para dobrar rapidamente o faturamento.
Só nos EUA mesmo! [aqui]
Aliás, com a epidemia norte-americana de obesidade e com as empresas aéreas tendo prejuízos sucessivos, essa medida é um achado para dobrar rapidamente o faturamento.
13.7.02
Uma mulher não deseja engravidar. Tenta marcar uma consulta com o ginecologista para saber que pílula anticoncepcional usar e só consegue marcar para setembro. Até lá arrisca no improviso ou prepara-se para aumentar a família. Em que outro país isso poderia acontecer?
Só na Suécia mesmo!
(aqui)
Só na Suécia mesmo!
(aqui)
11.7.02
Não sei quem gostou mais do livro Mania de Explicação da Adriana Falcão, eu ou ele. Mas sei que fiquei com uma vontade grande de estar lá quando a autora visitou a escola na culminância de todo o trabalho que desenvolveram sobre o livro.
Ontem foi a reunião de pais para a conclusão do segundo bimestre letivo. Recebemos os relatórios, avaliações e trabalhinhos realizados no período. Entre tudo isso estava um dicionário preparado na aula de informática. É baseado no Mania de Explicação, só que com as idéias dos pimpolhos. A versão do moleque já está online. Claro que desta vez tive que dar uma mãozinha com a (re)digitação. Mas foi só um pouquinho. E não mexi nem uma letra na criação dele.
Minhas definições favoritas são para "alarme", "fundo" e "hoje". Você quer escolher a sua?
Ontem foi a reunião de pais para a conclusão do segundo bimestre letivo. Recebemos os relatórios, avaliações e trabalhinhos realizados no período. Entre tudo isso estava um dicionário preparado na aula de informática. É baseado no Mania de Explicação, só que com as idéias dos pimpolhos. A versão do moleque já está online. Claro que desta vez tive que dar uma mãozinha com a (re)digitação. Mas foi só um pouquinho. E não mexi nem uma letra na criação dele.
Minhas definições favoritas são para "alarme", "fundo" e "hoje". Você quer escolher a sua?
Ontem foi por uma boa causa que me meti a preparar a receita de pizza de batata. Foi uma delícia receber gente tão boa.
O problema foi que misturei pizza, cerveja, muitos belisqueites e coca-cola. Resultado: hoje tive uma tremenda ressaca moral. Para me arrasar de vez me obriguei a subir na balança.
Decidido: tenho que perder 5 Kg! Retiro de sobre os ombros dos míticos 63 Kg a carga de serem minha meta. A partir de hoje ocuparão a posição de doce - não doce não!, afetuosa - lembrança da juventude.
Hoje depois de uma carona caída do céu até a primeira parada, fui andar um pouco na rua aproveitando o raro frio nesta cidade. O pessoal que vem de fora deve achar muito exótica e sexy a forma como nos vestimos por aqui no calor. Pois acho muito charmoso todo mundo enrolado em casacos. A beleza deve estar mesmo no extraordinário.
Então foi assim, depois de cumprir uma tarefa de mãe, fui cumprir uma de esposa e comprei o presente para a afilhada do meu amo e senhor. Claro que aproveitei para olhar outras vitrines. E acabei sendo mãe de novo e comprei o presente para o aniversário de uma amiguinha do filho. Meu lado mulher teve que pastar, isto é, o almoço foi uma salada.
A profissional recebeu boas notícias. Saiu parte daquele pagamento que estava custando a sair. Amanhã, novidades em outro front que a gente tem que ir abrindo caminho em diversos flancos.
Anoto mentalmente que tenho que contactar a colônia de férias se não quiser enlouquecer na próxima quinzena. E lembro que preciso de uma resposta. Terreno minado. É duro ser mãe, esposa e eu ao mesmo tempo.
A mulher ouviu uma declaração sem estar esperando e isso é sempre muito bom. [Não esquecer que aqueles seres estranhos chamam de gostosura o que o espelho insiste em apontar como excesso de peso.]
A serotonina vai bem, obrigada.
O problema foi que misturei pizza, cerveja, muitos belisqueites e coca-cola. Resultado: hoje tive uma tremenda ressaca moral. Para me arrasar de vez me obriguei a subir na balança.
Decidido: tenho que perder 5 Kg! Retiro de sobre os ombros dos míticos 63 Kg a carga de serem minha meta. A partir de hoje ocuparão a posição de doce - não doce não!, afetuosa - lembrança da juventude.
Hoje depois de uma carona caída do céu até a primeira parada, fui andar um pouco na rua aproveitando o raro frio nesta cidade. O pessoal que vem de fora deve achar muito exótica e sexy a forma como nos vestimos por aqui no calor. Pois acho muito charmoso todo mundo enrolado em casacos. A beleza deve estar mesmo no extraordinário.
Então foi assim, depois de cumprir uma tarefa de mãe, fui cumprir uma de esposa e comprei o presente para a afilhada do meu amo e senhor. Claro que aproveitei para olhar outras vitrines. E acabei sendo mãe de novo e comprei o presente para o aniversário de uma amiguinha do filho. Meu lado mulher teve que pastar, isto é, o almoço foi uma salada.
A profissional recebeu boas notícias. Saiu parte daquele pagamento que estava custando a sair. Amanhã, novidades em outro front que a gente tem que ir abrindo caminho em diversos flancos.
Anoto mentalmente que tenho que contactar a colônia de férias se não quiser enlouquecer na próxima quinzena. E lembro que preciso de uma resposta. Terreno minado. É duro ser mãe, esposa e eu ao mesmo tempo.
A mulher ouviu uma declaração sem estar esperando e isso é sempre muito bom. [Não esquecer que aqueles seres estranhos chamam de gostosura o que o espelho insiste em apontar como excesso de peso.]
A serotonina vai bem, obrigada.
9.7.02
Para começar, um escracho: eu vejo novela. Às vezes a TV só fica ali, ligada enquanto termino de ler o jornal, brinco com meu filho ou simplesmente relaxo um pouco, pensando no nada. Na época em que andava muito triste assistia àquelas séries norte-americanas que passam na Sony e na Warner. Ô Cride, fala prá mãe...
Foi assim que comecei a pensar num recurso comum da teledramaturgia que algumas vezes já vi acontecer diante de mim sem a intermediação dos raios catódicos (a arte imita a vida ou vice versa?). É comum a mocinha ter por perto uma confidente. Para ela conta tudo e ela sempre está por perto para auxiliar a protagonista. Assim ficamos sabendo o que se passa na cabeça e no coração da personagem principal sem que se precise recorrer às fantasmagóricas vozes em off. Geralmente pouco sabemos dessa segunda personagem, já que ela só está ali como escada. Ela não interessa. E parece que algumas pessoas pensam assim: que só sua existência importa.
São como a personagem da (argh, puf, puf!) Regina Duarte em Desejos de Mulher. Ela perde tudo, carreira, marido, dinheiro, casa, tudo, tudo, tudo. Alguns de seus antigos empregados permanecem com ela. Acho que são uma secretária, o motorista e a copeira. Todos são extremamente dedicados a ela. Todos se propõem a trabalhar de graça para ajudá-la a reerger-se. Todos oferecem seus ombros para seus soluços. Claro que todos também ficaram desempregados, mas isso é detalhe. De repente, a ex-copeira trai a ama, digo, amiga. Ela se justifica dizendo que precisava de dinheiro para cuidar do filho doente. Claro que é justamente execrada.
Eu disse justamente? Pois a grande amiga sequer sabia a outra tinha um filho, muito menos que estava doente. Que piorara e estava à beira da morte? Nem pensar!
É só um exemplo da lógica televisiva, absurda e parcial como deve ser ali. Mas e quando acontece bem aqui? O fulano cobra, cobra e cobra dos amigos. E onde está a amizade dele? Em que situação ele perguntou ao outro como se sentia, o que se passava com ele? Quando foi que deixou claro que se podia contar com ele? (Lá de onde vim, diria-se "só venha a nós, do vosso reino nada".) Talvez a personagem de La Duarte respondesse que sempre deu seus sapatos usados para moça, que no Natal oferecia uma cesta com arroz quebradinho e vinho sangue de boi. Faz parte da maneira particular de raciocinar das heroínas dos folhetins.
Agora se nem em novelinha das sete eu tenho paciência para complexo de diva...
Foi assim que comecei a pensar num recurso comum da teledramaturgia que algumas vezes já vi acontecer diante de mim sem a intermediação dos raios catódicos (a arte imita a vida ou vice versa?). É comum a mocinha ter por perto uma confidente. Para ela conta tudo e ela sempre está por perto para auxiliar a protagonista. Assim ficamos sabendo o que se passa na cabeça e no coração da personagem principal sem que se precise recorrer às fantasmagóricas vozes em off. Geralmente pouco sabemos dessa segunda personagem, já que ela só está ali como escada. Ela não interessa. E parece que algumas pessoas pensam assim: que só sua existência importa.
São como a personagem da (argh, puf, puf!) Regina Duarte em Desejos de Mulher. Ela perde tudo, carreira, marido, dinheiro, casa, tudo, tudo, tudo. Alguns de seus antigos empregados permanecem com ela. Acho que são uma secretária, o motorista e a copeira. Todos são extremamente dedicados a ela. Todos se propõem a trabalhar de graça para ajudá-la a reerger-se. Todos oferecem seus ombros para seus soluços. Claro que todos também ficaram desempregados, mas isso é detalhe. De repente, a ex-copeira trai a ama, digo, amiga. Ela se justifica dizendo que precisava de dinheiro para cuidar do filho doente. Claro que é justamente execrada.
Eu disse justamente? Pois a grande amiga sequer sabia a outra tinha um filho, muito menos que estava doente. Que piorara e estava à beira da morte? Nem pensar!
É só um exemplo da lógica televisiva, absurda e parcial como deve ser ali. Mas e quando acontece bem aqui? O fulano cobra, cobra e cobra dos amigos. E onde está a amizade dele? Em que situação ele perguntou ao outro como se sentia, o que se passava com ele? Quando foi que deixou claro que se podia contar com ele? (Lá de onde vim, diria-se "só venha a nós, do vosso reino nada".) Talvez a personagem de La Duarte respondesse que sempre deu seus sapatos usados para moça, que no Natal oferecia uma cesta com arroz quebradinho e vinho sangue de boi. Faz parte da maneira particular de raciocinar das heroínas dos folhetins.
Agora se nem em novelinha das sete eu tenho paciência para complexo de diva...
Porque não tenho vocação para vítima:
1 - Ao dar de cara novamente com o idiota do rottweiler à porta da escola, reportei-me imediatamente à direção da qual passo a exigir a partir de hoje providências enérgicas quanto ao assunto. Já tenho montado o plano B, caso isso não seja solucionado na diplomacia e na conversa.
2 - As cortinas permanecem fechadas e já estou cansada de ouvir palavras de baixo calão à minha janela. Mas não vou ficar aqui reclamando da vida. Reduzi drasticamente a lista das coisas a fazer em casa hoje e estou de saída. Volto quando acabar o expediente dos peões.
3 - Como as implosões estavam causando insônia, taquicardia, queda de pressão e piriri, volto ao esquema de sempre: bateu, levou.
4 - Só me tem quem me merece.
1 - Ao dar de cara novamente com o idiota do rottweiler à porta da escola, reportei-me imediatamente à direção da qual passo a exigir a partir de hoje providências enérgicas quanto ao assunto. Já tenho montado o plano B, caso isso não seja solucionado na diplomacia e na conversa.
2 - As cortinas permanecem fechadas e já estou cansada de ouvir palavras de baixo calão à minha janela. Mas não vou ficar aqui reclamando da vida. Reduzi drasticamente a lista das coisas a fazer em casa hoje e estou de saída. Volto quando acabar o expediente dos peões.
3 - Como as implosões estavam causando insônia, taquicardia, queda de pressão e piriri, volto ao esquema de sempre: bateu, levou.
4 - Só me tem quem me merece.
8.7.02
Da série adoro ser feliz: Claudinho
Quer ser mais feliz com sua amada? Dê-lhe muito mais que amor, dê-lhe o encantamento. Viva inteiro - corpo e mente - para ela. Seja dela sem medo. Faça-a acreditar que em nenhum espelho a imagem dela é mais perfeita que em seus olhos. E, quando ela quiser brincar sozinha no carrossel, deixe-a ir, mas não desgrude os seus dos olhos dela, e esteja pronto para correr ao encontro dela, depois da última volta, braços abertos, como se fosse a primeira, a vez mais importante. Escove os cabelos dela com seus dedos, com seus pensamentos.
Quem ama de verdade se entrega, sem receio de se perder. Quem se preserva decreta a extinção do amor.
Não se arrisque a matar o amor de sede, de fome, de insuficiência de atenção.
Experimente o amor brincante, brinque, dance para ela. Seja homem-criança por ela, só com ela, dentro dela. Mas não seja irresponsável, que não tem nada a ver com ser criança...
Quer ser mais feliz com sua amada? Dê-lhe muito mais que amor, dê-lhe o encantamento. Viva inteiro - corpo e mente - para ela. Seja dela sem medo. Faça-a acreditar que em nenhum espelho a imagem dela é mais perfeita que em seus olhos. E, quando ela quiser brincar sozinha no carrossel, deixe-a ir, mas não desgrude os seus dos olhos dela, e esteja pronto para correr ao encontro dela, depois da última volta, braços abertos, como se fosse a primeira, a vez mais importante. Escove os cabelos dela com seus dedos, com seus pensamentos.
Quem ama de verdade se entrega, sem receio de se perder. Quem se preserva decreta a extinção do amor.
Não se arrisque a matar o amor de sede, de fome, de insuficiência de atenção.
Experimente o amor brincante, brinque, dance para ela. Seja homem-criança por ela, só com ela, dentro dela. Mas não seja irresponsável, que não tem nada a ver com ser criança...
Assinar:
Postagens (Atom)