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30.9.02

Dado que não houve qualquer motivo para que o tráfico resolvesse mostrar seu poder de fogo justo a uma semana das eleições;

dado que nenhuma favela foi invadida, nenhum grande líder do tráfico morreu para que se decretasse o fechamento dos estabelecimentos comerciais por toda a cidade e região metropolitana;

dado que o passado condena as pessoas que seriam beneficiadas por uma farsa desta envergadura;

dado que a possibilidade de Benedita da Silva, atual governadora do Estado do Rio de Janeiro (leia-se responsável pela segurança pública do estado) e candidata a permanecer no cargo, chegar ao segundo turno com Rosinha Garotinho tira definitivamente Solange Amaral, candidata do prefeito César Maia do páreo;

publico aqui trecho de uma reportagem da revista Época e um texto que escrevi em 25/05/2001 e na mesma época publicado na Crônica do Dia, descrevendo caso semelhante já ocorrido, posterior ao citado no tal livro.

Por favor, como cidadãos, leiam e tirem suas próprias conclusões:

***


Admitidos como prática política, os rumores dispõem de propagadores de plantão no cenário nacional. Com as lorotas que conta sobre a própria biografia, Anthony Garotinho já pode ser definido como o autoboato. Outro profissional muito aplicado desse mercado negro, que não demonstra o menor constrangimento em valer-se de informações falsas para tentar iludir a população e colher benefícios, o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), revela no livro Política É Ciência como inventou um burburinho para prejudicar a candidatura de Sérgio Cabral, adversário de seu seguidor Luiz Paulo Conde nas eleições de 1996. O prefeito diz que ordenou a um assessor de campanha: ?Pegue o celular e mande colocar 150 pessoas em botequins tomando cafezinho e dizendo: ?Eu soube que Sérgio Cabral vai renunciar...? Dali a três dias alguém veio me dizer: ?Serginho vai renunciar, vai renunciar...?? No dia 4 de março, Maia aplicou esse golpe mais uma vez, num esforço para tirar do noticiário o R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo encontrados na empresa de Roseana Sarney e de seu marido, Jorge Murad. ?Foi uma manipulação PF-PSDB-ÉPOCA?, mentiu o prefeito.
(retirado daqui)

***


POLÍTICA DE BOTEQUIM
(Carla Cintia Conteiro)


- O Salgueiro vai descer.
- Me disseram que o Turano também.
- Por que que aquele povo tá correndo?
- Sei lá, mas não vou ficar aqui esperando para saber.

As lojas da Praça Saens Peña e adjacências baixaram as portas. Todo mundo sabia: o morro ia descer. Pânico! Mães foram buscar os filhos mais cedo na escola. Pelo telefone, parentes e amigos recomendavam que a Tijuca fosse evitada a qualquer custo. O zunzunzum alastrava-se como fogo pela cidade. O policiamento da área foi reforçado, mas os comerciantes, temendo o pior mantiveram seus estabelecimentos fechados. Quem não tinha outro jeito passava pela Rua Conde de Bonfim agarrado à carteira e à bolsa e com olhos na nuca, preparado para atirar-se ao chão ou sair em disparada mediante qualquer ruído ou movimento suspeito. Nunca num só dia tantas pessoas arranharam joelhos e mãos ao som do motor de um fusca velho.

A tarde do apocalipse acabou, vieram a noite e a madrugada, o dia amanheceu e a Igreja de Santo Afonso ainda assistiu a passos, ouvidos e olhos desconfiados desfilando pela vizinhança, apesar de nada, absolutamente nada além de pequenos sustos, terem acontecido na véspera. Os policiais continuavam de plantão. Surpresa: paz!

As investigações comprovaram que um enorme boato tinha acontecido. Só mesmo uma população receptiva a tragédias e calamidades levaria a sério a história de que uma comunidade pacífica como a do Salgueiro ia tomar o asfalto de assalto. Apenas quem não entende nada de política de tráfico pensaria que os chefões deixariam um evento destas proporções acontecer e atrapalhar seus negócios.

- Eu sabia que só podia ser balela. Só liguei prá Glorinha e fui prá casa mais cedo porque nunca se sabe, né?
- Eu também. Mas a gente nunca sabe direito o que se passa na cabeça dessa gente... Ficam lá em cima só fazendo filho e pensando besteira... Mas ainda bem que foi só história... Vamos ali tomar um cafezinho?
- Claro! E você, hein? Já escolheu seu candidato?
- Eu ia votar no Conde, mas depois do susto que passei ontem... O César Maia é meio doido, mas, sei lá...

Discretamente, os jornais publicaram um trecho de um livro do prefeito que sairia das urnas logo depois. Lá ele ensinava a arte do boato. Bastava plantar em pontos estratégicos da cidade _ nos botequins, é claro _ indivíduos pagos pelo mentor do rumor, que divulgariam a história, recheando com citações de fontes seguríssimas.

- Olha... (pausa... uma olhada discreta para os dois lados... braço do interlocutor entre os dedos...) Meu primo trabalha na PM, tá sabendo? Sabe o que mais? Tão reforçando o policiamento aqui por essas bandas... Descobriram um plano dos traficantes, xará... O morro desce hoje. Éééé, mermão... Eles querem mostrar quem é que manda. Tá me entendendo? Isso aqui vai virar uma praça de guerra, cumpadi. Se eu fosse tu, fazia que nem eu: tomava a saideira e sartava fora.
- Ô, Zé! Põe um pingado aqui prá mim rapidinho, que eu não tô a fim de dar bobeira por essas bandas hoje não. Tu não sabia? Tão falando que o Salgueiro vai descer. Vai ser um auê dos bons...

Sempre fui fascinada por botequins. Cada um tem seu espírito, sua identidade, sua própria dinâmica e porcaria. Não são apenas fontes de boatos ou local barato de lazer. São, antes de tudo, bom termômetro do ânimo da sociedade. Parar e ouvir o que se passa nestes redutos de carioquice é tema de arte e entretenimento.

Junto com o maço de cigarro hoje no balcão, peguei uma das melhores análises sobre o problema energético e demais questões que envolvem o governo atualmente. O cabra nordestino que dirige a bodega foi se entusiasmando com o meu interesse, as veias do pescoço crescendo e a cara ficando vermelha. Dava gosto de se ver. Foi lá no rádio e quase tirou a voz do Falamansa. A cozinheira veio ver o que se passava com o chefe e também palpitou duro. O cara que estava fazendo hora numa das mesas da calçada espichou o ouvido, cuspiu o palito que vadiava no canto da boca e soltou o verbo. O outro não tirou o olho do copo de cerveja quente, mas assentia martelando com a cabeça. De repente, já não se podia distinguir o que se falava, tamanha era a vontade e a necessidade de todos e de cada um daqueles indivíduos de expressar a sua revolta . Tempo quente num Rio abaixo de 20º C.

E ainda tem quem defenda a tese de povo inconsciente e alienado... Pois sim! Será que ninguém reparou que nas últimas eleições, quando os escândalos ainda não tinham tomado estas proporções que vemos nos últimos tempos, nem tinham atingido direta e claramente o orçamento doméstico, as urnas já mostravam a insatisfação popular com o governo?

Pena que o tempo dos grandes líderes tenha se acabado. Os botecos da Cidade Maravilhosa já estariam prontos para sair às ruas com suas tropas rotas, bêbadas e vadias.

26.9.02

Sou definitivamente uma pervertida. Tive um sonho erótico com meu próprio marido.
Eu tinha uns 16 anos quando o anti-galã entrou na minha vida. Meus ídolos até então eram bonitinhos. Ele não, mas tinha muita coisa para oferecer. Era divertido, inteligente e muito talentoso e de muitas maneiras falava a minha língua. Devo ter batido o record de audição de Passo do Lui.

Ricardo diz que seu amor pelo Flamengo é um amor puríssimo, que não espera nada em troca. Assim também é meu amor pelo Paralamas, como também foi pela Legião Urbana e alguns outros que fizeram parte da minha vida adolescente, me viram crescer e ajudaram a fazer meu mundo interior melhor.

Chorei no dia em que Renato morreu como se tivesse perdido um irmão. Fiquei triste durante muito tempo. Quando Herbert sofreu o acidente eu também fiquei desesperada a ponto do meu filho ficar preocupado comigo. Essas pessoas fazem parte da minha família afetiva, caramba! Eles me ajudaram a me construir, me inspiraram, me alegraram, compreendiam minhas angústias, fizeram fundo musical para todo tipo de coisa pela qual passei nas últimas décadas.

E agora vejo o Herbert fênix. Estou muito feliz por tê-lo de volta. Escuto o que ele tem a dizer e ele continua lindo como sempre, brilhante, iluminado. E é uma sensação maravilhosa saber que ele está aí de novo. E é difícil demais falar dessas coisas sem ser piegas e melosa.

Este post é só para dar um beijo virtual no meu irmão Herbert Vianna...

25.9.02

What happened to those filmes inteligentes que a gente via descontraidamente e no final sabia reproduzir com exatidão a história que acabou de testemunhar?
Depois de procurar Do Cóccix até o Pescoço até na Modern Sound e não encontrar ameacei entrar em pânico. Se o que você está procurando não tem por lá é possível que não encontre em lugar algum. Mas fui salva por uma lojinha no shopping aqui pertinho.

E cá estou dando continuidade ao prazer de que desfrutei no show de Elza Soares no Rival na última sexta-feira. Para quem ainda não foi conferir, a boa notícia é que no próximo final de semana também tem. Mas é bom comprar logo os ingressos porque o show está concorridíssimo.

Portanto, confirmo que quando a temporariamente ausenteMeg insiste em chamar a atenção sobre alguma coisa é bom ficar atento.

Mas por lá mesmo na Modern Sound fizemos umas comprinhas básicas. Achei alguns CD´s preciosos. Estou alternando Elza Soares com Novos Baianos. Estou me sentindo de volta à infância :-)))

E também tinha uma estante comprida e fininha que - dizem - suporta até 240 CD´s. Como diria Seu Creysson: "Nossus pobrema se acabarum-se!" Infelizmente não tem muito tempo que compramos outra estante que também seria a "solução definitiva". Além dos CD's que ganhamos por motivos e motivações profissionais, nossos amigos, que sabem de nosso lar musical, contribuem e ainda tem essas excursões às lojas de disco. Quem dera todos os problemas do mundo fossem desse tipo...

24.9.02

Quem me acompanha nessa?

Uma verdadeira viagem no tempo, com direito a delícias servidas em pratos que imitam as louças da época do Império, é um dos atrativos do chá completo servido toda última quinta-feira do mês [como a próxima, dia 26] no Museu do Primeiro Reinado. O programa inclui uma visita guiada por todos os salões da Casa da Marquesa de Santos. O chá é servido no Salão Oval, com portas e janelas envidraçados que se abrem para o jardim do museu. No menu, pães, tortas e chás para todos os gostos justificam o preço salgado. No final, você pode levar para casa a xícara que usou. "É uma delícia. Pouca gente conhece e isso torna o lugar ainda mais charmoso. O chá tem quitutes deliciosos, fresquinhos, diz a estilista Gabriela Saldanha.

Casa da Marquesa de Santos
Av. Pedro II, 293
São Cristóvão
2589-9627
Anote esse nome:

A CAMARILHA
Quinteto de violões

André Poyart
Artur de Freitas Gouvêa
Celso Garcia Ramalho
Eduardo Gatto
Guilherme Milagres


O quinteto de violões A Camarilha foi criado em 1996 por André Poyart, Artur de Freitas Gouvêa, Celso Garcia Ramalho, Eduardo Gatto e Guilherme Milagres, violonistas formados pela Escola de Música da UFRJ, e vem, desde então, realizando concertos e workshops por várias salas e teatros no Brasil.

Com um estilo próprio de interpretação, o grupo coquistou prêmios importantes, como o 2º lugar no I Concurso Internacional Honorina Barra de Música de Câmara em Curitiba, e participou de projetos culturais como a Cartografia Musical Brasileira, realizado pelo programa Rumos Itaú Cultural Música, representando o estado do Rio de Janeiro numa coletânea de 10 CDs abrangendo todas as regiões do país.

O trabalho da Camarilha é direcionado aos instrumentos de cordas, fazendo uso, além do tradicional violão de seis cordas, de intrumentos como requinto, viola caipira, vilão de oito cordas e violão tenor. A ênfase num trabalho de composição e arranjos próprios fazem o estilo do grupo ter uma característica única, determinada pela soma das influências musicais de cada integrante, criando uma identidade própria a partir das diferenças.

Atualmnete, A Camarilha está gravando seu primeiro CD, contendo além de composições próprias arranjos para música de compositores distintos, como Villa-Lobos, Capiba ou Leandro Braga, sob a produção do violonista Marco Pereira.
É hoje!

Corre que dá tempo:

O Diretório Acadêmico Lima Barreto apresenta

E AGORA, DRUMMOND


Teatro Noel Rosa - UERJ
24 de setembro de 2002, às 19h30
Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã

Texto: Carlos Drummond de Andrade
Direção: Maria Lucya de Lima
Com: Maria Pompeu, Amaury de Lima, Laura Arantes e Kiko Chaves

Garanta seu lugar. Leve 1 Kg de alimento não perecível e retire sua senha a partir das 18:30.
Para Casa:

Diana Krall (All for You)
Novos Baianos (Acabou Chorare)
Orishas (a lo cubano)
Cassiano (Cedo ou Tarde)
BossaCucaNova & Roberto Menescal (Brasilidade)
Peralá!

Não tinha uma história aí de que o frio era no inverno e que na primavera o tempo começava a esquentar e apareciam as flores? Cadê os meus dias lindos de setembro (imbatíveis junto com os dias de abril)? Qualé São Xará de Meu Filho? Tá dormindo no ponto? Vamos desligar a torneira e o ar condicionado aí em cima, hein, ô?

Se continuar assim eu me recuso. Só saio de debaixo do edredon quando o sol voltar a brilhar. Tá ouvindo aí?

Humpft!

23.9.02

Como é mesmo o nome daquela flor carnuda e vermelha? Eu quero.

Você sabe como se chama aquele prato que é servido bem quente e tem um gosto adocicado? Traz um prá mim.

Lembra daquela música que tocou naquela noite e a gente dançou até não agüentar mais? Põe prá tocar.

Sabe aquele lugar aonde a gente ia quando queria sentir cheiro de mato e silêncio? Vambora.

Sim, hoje estou meio tristonha. Nada grave. Amanhã ou depois quando o sol bater no mar não vou sequer lembrar. Se eu esqueço detalhes, como nomes, das coisas realmente importantes, por que não haveria de esquecer dos pequenos espinhos que o próprio pé trata de expelir.

Eu fiz o teste e descobri que o problema é mais ou menos o que eu supunha. Agora tenho dois problemas: não repetir os erros e tentar consertar o que der.

Às vezes acho que estou muito idosa e de vez em quando ajo como criança. Não sei se as lágrimas que ando vertendo em abundância são da velha ou da garotinha. Só sei que não são sempre de tristeza e desespero. Beleza, alegria, emoção gostosa não dá também vontade de chorar?

Tenho alguns tesouros. Alguns são daqueles tipos que as pessoas normais chamariam de lixo. E deve haver um bom motivo para eu ter colocado pessoas normais e lixo na mesma frase.

Jamais aprenderei a patinar, esquiar ou andar de skate.

Quero uma dose de curaçau.

Hoje não é um bom dia para ouvir esta música triste. Chove.

Quero esquecer que certas pessoas existem.

Ainda vou passar uma temporada na Grécia. Qualquer dia eu te ligo: - Estou indo.

Quero um jantar completo no Zazá Bistrô Tropical.

Não gosto de andar sob chuva fina, só de correr sob chuva grossa.

Quero um passeio de gôndola até a Lua.

Detesto apatia e boas maneiras que não venham em consideração ao próximo, mas para auto-promoção.

Quando eu for a Grande Sacerdotisa do Universo, não haverá mais segunda-feira chuvosa.

20.9.02

Você não saberá o que é o verdadeiro amor romântico até que esteja tentando se entender com um site japonês (escrito em língua nativa) por causa do homem da sua vida.

Sim, The Brazilian Sound by meu amo e senhor chegou ao Japão!

Não, não vou colocar o link para o site japonês a partir de onde o livro pode ser encomendado porque de louca aqui basta eu.

19.9.02

Eu quero saber (e principalmente ver) mais sobre a Casa de Noca da Sílvia de Bossens. Você sabe onde posso encontrar isso?
Minha gineco divide o consultório com o marido que também é médico. Não sei direito qual é a especialidade dele, mas seus pacientes são, na maioria, idosos.

Uma delas, uma vez começou a puxar aqueles assuntos típicos de consultório e de pessoas idosas infelizes. Ela falava sobre sua taxa de triglicerídios, sobre colesterol e eu não sabia exatamente sobre o que ela estava falando.

Depois li uma crônica sobre exatamente isso (acho que de Luís Fernando Veríssimo): como somos felizes enquanto não precisamos saber muita coisa sobre fisiologia.

Pois bem, dia desses tomei consciência de que já sei o que é metabolismo.
De novo e mais

O que há de comum entre:

- Como ser Legal
- Clube da Luta
- Matrix
- Beleza Americana

?????????????????

Você também enxergou pontos de contato? Fale pra mim...
Ando tão distante dos blogs, tenho visitado tão pouco os vizinhos ultimamente, mal sei o que acontece na casa do pessoal que linko. E às vezes passo batida por uma coisa que me acende a vontade de comentar e não dá tempo, mas eu fico com aquilo martelando na cabeça.

Há alguns dias vi um post refletindo sobre letras de música em blogs. Juro que não me lembro mais onde vi isso (me ajudem, por favor). Mas era alguma coisa como "será que alguém gosta de visitar um blog e encontrar uma letra de música".

Bom, não me sinto especialmente estimulada ao encontrar, num blog, uma letra de música ao invés de uma opinião, texto, idéia original. Da mesma forma me sinto quando encontro uma poesia de outro autor, uma máxima de um pensador que morreu há tempos, uma imagem...

Claro que é muito melhor encontrar alguma coisa pessoal, mas também acho que estes outros recursos falam muito sobre o humor e o foco de quem escreve um blog em determinado instante. Pelo menos é isso o que pretendo quando coloco por aqui uma letra de música. Ou quero dividir com as outras pessoas algo que achei bonito, ou quero falar sobre como tenho andado, usando um pouco da inspiração alheia - talvez por não querer reinventar a roda, talvez por não querer me expor demais desnecessariamente. Só sabe quando é um caso ou outro quem está realmente perto e presente.

E é muito gostoso quando percebo quem está em sintonia, quem está cantando junto, quem está se afinando comigo...
Uma das coisas boas de terminar um trabalho duro e absorvente é que a gente pode dar uma relaxada e gastar algum tempo com coisa bobas e divertidas.

COMO REZAM OS NATIVOS EM:

ÁRIES: "Querido Deus! Dê-me PACIÊNCIA, e eu a quero AGORA!!!!!!"

TOURO: "Deus, por favor, ajude-me a aceitar MUDANÇAS em minha vida, mas NÃO AGORA."

GÊMEOS: "Ei Deus...Ou será deusa?... Quem é você?.... O que é você?.....Onde está você?..... Quantos de você há? Eu não posso te imaginar!"

CÂNCER: "Querido Papaizinho, sei que eu não deveria depender tanto de você, mas você é a única pessoa com quem eu posso sempre contar, enquanto meu seguro cobertor está sendo lavado."

LEÃO: "Oi, Papi! Eu posso apostar como você está realmente orgulhoso em ter a mim como seu filho!"

VIRGEM: "Querido Deus, por favor faça do mundo um lugar melhor, e não o destrua como você fez da última vez."

LIBRA: "Querido Deus, eu sei que eu deveria tomar minhas decisões sozinho. Mas, por outro lado, o que VOCÊ acha?"

ESCORPIÃO: "Querido Deus, ajude-me a perdoar meus inimigos, mesmo que os crápulas não mereçam."

SAGITÁRIO: "Oh onipotente, onisciente, todo amoroso, todo poderoso, onipresente, eterno Deus, se eu lhe peço uma vez, estou pedindo centenas de vezes, ajude-me a parar de exagerar!"

CAPRICÓRNIO: "Querido Pai, eu estava indo rezar, mas acho que devo descobrir as coisas por mim mesmo. Obrigado de qualquer forma."

AQUÁRIO: "Oi, Deus! Alguns dizem que você é homem. Outros dizem que você é mulher. Eu digo que todos nós somos DEUS. Então, por que rezar? Vamos fazer uma festa!"

PEIXES: "Pai Celestial, enquanto eu me preparo para consumir este último quinto de scotch para esquecer minha dor e meu sofrimento, possa minha embriaguez servir para aumentar sua Honra e Glória."








Esta também foi recebida por e-mail. Será que é verdade? Algumas coisas fizeram enorme sentido para mim, mas será que estas regras se aplicam à humanidade inteira? O que você acha?


SAIBA A HORA CERTA PARA FAZER AS COISAS



DESPERTAR das 7 às 8h

Quem gosta de acordar tarde já começa o dia em desvantagem.
A partir das 6h, o corpo produz um hormônio que faz acordar, o cortisol. Entre 7h e 8h, a taxa de cortisol no corpo atinge a concentração máxima. Essa faixa de horário é ideal para acordar com facilidade e com o pé direito.

ATENÇÃO:
Voltar a dormir é um erro; por volta das 9h o corpo começa a produzir endorfinas (analgésicos naturais) que encorajam um sono pesado do qual será difícil sair sem dor de cabeça ou mau-humor.


PRAZER das 9h às 10h

A hora certa para as folias amorosas, já que a taxa de serotonina (neuro-transmissor ligado ao prazer) está em seu apogeu. O prazer experimentado só será aumentado. Por outro lado, também é a hora de marcar uma consulta ao dentista: as endorfinas, que também
estão em alta nesse horário, funcionam como anestésicos naturais.


TRABALHO das 10h às 12h

O estado de vigilância atinge o seu pico e a memória de curto prazo (que guarda coisas como um número de telefone que olha na lista, é retido por alguns segundos e esquecido
na seqüência) está mais ativa. Depois que as endorfinas presentes entre 9h e 10h desaparecem, o organismo atinge a sua velocidade ideal. É o momento certo para refletir, discutir idéias e encontrar inspiração.


DESCANSO das 13h às 14 h

A moleza que dá depois do almoço não se deve unicamente à digestão, mas também a uma queda de adrenalina que acelera o ritmo cardíaco. Para retomar a disposição, basta uma sesta de 20 min.


MOVIMENTO das 15h às 16h

A forma física encontra o seu apogeu no meio da tarde, ao mesmo tempo em que a capacidade intelectual diminui. Como não há produção de hormônios específicos nesse horário, os cronobiologistas ainda não encontraram uma explicação para o fato.


RUSH das 18h às 19h

A partir das 18h, o organismo fica particularmente vulnerável à poluição e ao monóxido de carbono. Convém então limitar o consumo de cigarros e evitar se possível, os engarrafamentos. Também é nesse horário que a atividade intelectual e o estado de vigilância atingem um novo pico - hora certa de mandar as crianças fazerem a lição de casa, por exemplo.


PILEQUE das 20h às 21h

Se esse horário costuma coincidir com o aperitivo de antes do jantar é bom saber que é também o momento em que as enzimas do fígado estão menos ativas, o que faz com que se fique bêbado bem mais rápido.


SONO a partir das 20h

A melatonina (hormônio do sono) invade progressivamente o corpo a partir das 18h. Mas é as 20h que aparece o primeiro momento ideal para dormir, sucedido por outros iguais a cada duas horas. Para ajudar a cair no sono, fazer amor é uma excelente idéia: o prazer sexual desencadeia a secreção de endorfinas no cérebro, favorecendo o adormecimento.


REGENERAÇÃO das 21h à 1h

Esta fase do sono é muito importante porque coincide com o pico da produção do hormônio do crescimento, indispensável para a renovação das células e a recuperação física. Esse hormônio permite que os conhecimentos adquiridos na véspera sejam armazenados no cérebro.


(Fonte: Yvan Touitou, Cronobiologista da Faculdade de Medicina Pité-Salpêtrière)



Doação de sangue para São Paulo:


Mauro esteve internado há quinze dias na UTI do Hospital São Luiz com hemorragia, e como conseqüência teve que tomar tranfusão de sangue. São necessários 8 doadores, até agora só conseguiram 3 pessoas. A família está pedindo a ajuda de doadores de sangue de qualquer tipo.

Nome do paciente: Mauro Nunes Chiabotto
Hospital São Luiz
Local para a doação: Centro Hematologico São Paulo - Av. Brasil, 1640/1658 - São Paulo/SP



Solicitação recebida por e-mail via grupo Doadores de Vida.
Os pedidos podem também ser enviados por não membros do grupo.
Para assinar:
Para enviar pedidos:
Por favor, ao fazer seu pedido, inclua seu nome completo, telefone e endereço. Eles não serão divulgados. Serão utilizados apenas para verificação.
Poder paralelo porra nenhuma!

Faltava neste estado um governo de verdade.

Não falta mais.

Parabéns Benedita e equipe!

18.9.02

Respondendo ao comentário da Debby sobre a questão de como a violência é noticiada:

A minha proposta não é deixar de noticiar a rebelião no presídio ou os assassinatos, as ousadias do tráfico, etc. A idéia é suprimir a identidade dos bandidos. Para que dar nome o rosto ao fulano que já está preso. Refira-se a ele por seu número de matrícula na penitenciária, por exemplo. Não exponha seu rosto, como um astro pop em todos os jornais e revista.

Depois atribuir super-poderes a um marginal não resolve problema de ninguém. Isso nem é denúncia. Denúncia é divulgar a notícia. Sensacionalismo para vender jornal é atribuir títulos e adjetivos em profusão.

E continuo achando que um serviço melhor à sociedade seria prestado se ao invés de falar sobre o poder desses caras, mostrassem mais como é viver dentro de uma cadeia, como é péssimo ter o contato diário com filhos, esposas, amigos e familiares cortado, como é ruim não poder ir aonde se quer, o inferno que é ficar encarcerado. Mostre-se também com mais destaque qual é expectativa de vida de um moleque que se mete com o tráfico. Quantos são mortos antes de chegarem à maioridade?

Aí sim, estariamos tirando o glamour da bandidagem e mostrando a realidade, eliminando o risco de inversão total de valores.

17.9.02

Aliás, existe um pedido de extradição dos EUA para o tal fulano. Por que não?
Marina falou:

Ego reluzente O sempre sorridente traficante F.B.M. deve estar bastante satisfeito com a mídia impressa que colocou sua foto na primeira página de todos os jornais. Vaidoso, celebridade que ultrapassa os 15 minutos, com certeza se sentiu radiante, como essa singela homenagem dos jornalistas.

Outro dia eu também estava pensando sobre isso. Soube que os jornais sérios não publicam notícias de suicídio porque sabem que este tipo de nota incentiva outras ocorrências.

Numa época de culto à celebridade pela celebridade, acho que deveríamos repensar a forma de noticiar determinados assuntos. Um sujeito que está na primeira página de todos os jornais, que é capa das principais revistas do Brasil é forte candidato a tornar-se herói para uma geração um tanto desorientada.

Tenho visto gente inteligente, bem informada e culta referindo-se a este sujeito como o novo rei do pedaço, obviamente incentivado pela mídia que o tem colocado em um pedestal, usando expressões fortes e poderosas para referir-se ao crime no estado do Rio de Janeiro. Talvez fosse a hora de enfatizar o que tem sido feito para mudar a situação. Quem sabe, devêssemos falar de quem foi preso e morto, para enfatizar a idéia de que o crime não compensa ao invés de endeusarmos e revestirmos estes marginais de poderes que eles definitivamente não tem. Pelo menos ainda.

A primeira página de um grande jornal no domingo trazia uma manchete assustadora. Quem ficasse apenas com as primeiras linhas do texto chegaria a conclusões absolutamente equivocadas. Isso porque a matéria falava de hipóteses, especulações, deduções, projeções e achismos, mas a manchete estava lá, ameaçadora, como se aquilo fosse realidade.

Não estou propondo censura (cruz credo, mangalô três vezes), apenas bom senso e responsabilidade na hora de tratar de assuntos tão graves.
TRABALHADOR:


Esta é a relação dos deputados federais que durante a Copa do Mundo desta ano, aprovaram, sorrateiramente, na Câmara dos Deputados, o projeto de flexibilização da CLT, do deputado FRANCISCO DORNELLES, que irá mexer nas férias, 13º salário, salário maternidade, etc., que poderão ser pagos em até 10 vezes pelas empresas.

Aqui e aqui, a lista de deputados de outros Estados.

RUBEM MEDINA - PFL 2501
RODRIGO MAIA - PFL 2587
LAURA CARNEIRO - PFL 2525
ALDIR CABRAL - PFL 2507
AROLDE DE OLIVEIRA - PFL 2502
JOÃO MENDES PFL - 2515
CARLOS NADER - PFL 2510
JOSÉ EGYDIO - PFL
PAULO DE ALMEIDA - PFL 2580
IEDIO ROSA - PFL 2530
RONALDO SANTOS - PSDB 4504
PAULO FEIJÓ - PSDB 4520
MARCIO FORTES - PSDB 4550
LUIZ RIBEIRO - PSDB/PMDB 1565
ITAMAR SERPA - PSDB 4569
DR. HELENO - PSDB 4567
CANDINHO MATTO - PSDB
ROBERTO JEFFERSON - PTB 1484
JORGE WILSON - PMDB/PSDB 4590
JAIR BOLSONARO - PPB 1120
EURICO MIRANDA - PPB 1199
DINO FERNANDES - PPB 1123

Reproduza e passe para seus familiares, amigos e colegas.

A reeleição desse pessoal é um grande perigo para as conquistas dos trabalhadores.

Não se esqueça, dê o troco no dia 6 de outubro. Vamos banir esses amigos da onça.
A gente estava ouvindo muito o CD do Carlos Malta. Foi assim que Ricardo começou a cantarolar Upa Neguinho. E eu, a quintessência do mimetismo, logo logo estava fazendo o mesmo. Logicamente uma mente humana de sete anos de idade, submetida a um som em estéreo advindo das duas figuras mais importantes de sua vida (Deus conserve por ainda alguns anos assim), encheu-se de curiosidade.

Poucas coisas são mais excitantes para meu amo e senhor do que a oportunidade de mostrar e colocar para tocar os seus discos, do que falar sobre música. E ele foi mostrando ao moleque todas as gravações de Upa Neguinho que tínhamos em casa, da tradicional, com Elis, até aquela com um grupo chamado U.F.O. (United Future Organization).

Eu quis ouvir um pouco mais deste último e descobri que gostava do trabalho deles. É assim mesmo. Ricardo ouve muita coisa estranha e eu geralmente torço o nariz. Ele diz que é preciso atenção, que não são coisas para se ouvir enquanto se dedica a outras atividades. É preciso parar e ouvir. Acho que foi isso. Era final de semana, eu estava disposta a ouvir e gostei do U.F.O.

Lá pelo meio do disco tem uma faixa chamada Poetry and All That Jazz. O grupo musicou um texto do Jack Kerouac.

Fiquei me lembrando de viagem a São Francisco e Ricardo me apontando lugares importantes para a geração beatnik e como eu senti que aquilo não tinha nada a ver comigo. Li On the Road quando comecei a namorar Ricardo. Eu estava naquela fase da paixão em que se quer saber tudo sobre a vítima do nosso afeto. Nem assim eu consegui gostar.

É que eu não sei gostar com a cabeça, só consigo gostar com o coração. Não adianta saber que este movimento foi o início de uma série de eventos que permitiram que hoje eu viva como eu vivo, via hippies, revolução sexual, etc. O que eu sei fica em mim num departamento diferente do que o que eu sinto. Para que eu goste de alguma coisa é preciso haver um elo, um ponto de contato com o emocional.

E foi assim que cheguei à conclusão de que talvez tenha chegado a hora de (re)conhecer Jack Kerouac, através de U.F.O., de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri e Carlos Malta.


16.9.02

Batendo um tambor rápido:

- Zélia Duncan (trabalho urgente);
- toldo;
- dieta rigorosa (agora é sério, viu? pode tirar esse risinho da cara! humpft!);
- hidroginástica às segundas, quartas e sextas;
- localizada às terças, quintas e sábados (juro!);
- Decifrar Pessoas, Jo-Ellan Dimitrius e Mark Mazzarella;
- Slow Motion Bossa Nova, Celso Fonseca e Ronaldo Bastos (tem aquela música que toca no anúncio da sandália da Gisele, a Ipanema) [mais lounge só parando, mas é legal];
- roncologista;
- minúsculas piranhas de margarida nos cabelos;
- Retratos de uma Obsessão, com Robin Williams (ou o personagem foi mal construído, ou ele não soube interpretar, a verdade é que o tal papel para sumir com a imagem de bom moço do gajo suscita simpatia demais);
- arrumação definitiva no quarto do filhote;
- cliping;
- e ainda esta semana: Deborah Colker na UERJ, Pedro Luís no SESC Tijuca e Elza Soares no Rival.

Entendeu porque não tenho blogado?

13.9.02

Ela escreveu: O terrorismo é aqui - e tão banalizado - que nem faz aniversário.

Eu concordo. Aliás já concordava antes de ler isso.

Acho também um horror acontecer o que aconteceu, armas entrando na carceragem, assassinato dentro do presídio, o risinho sacana do mal encarnado depois que tudo acabou. É uma merda mesmo.

Mas daí a dizer que a cidade foi tomada pelos bandidos vai muita coisa. O que eu realmente vi foi um monte de gente se ligando e avisando para não passar aqui ou ali. Eu tinha que sair e precisava saber se estaria segura. É tão fácil entrar na paranóia da boataria...

Nas emissoras de TV aberta programação normal (por muito menos, uma passeata na Av. Presidente Vargas, havia chamadas hoje ao vivo o tempo todo; se a cidade estivesse sendo tomada não teríamos flashes escandalosos?). Num deles falavam do cerco a um criminoso na periferia de São Paulo. (Porque não mostravam a cidade do Rio de Janeiro sitiada?) Todo mundo voando para casa, mães buscando filhos mais cedo na escola... Cadê os fatos? O que foi que aconteceu? Globo News mostra ao vivo a cerimônia pelos mortos nos atentados de um anos atrás nos EUA. Terrorismo no Rio de Janeiro? Os bandidos tomam a cidade? Cadê?

Vou ao Terra News: "Comércio da Tijuca é obrigado a fechar suas portas". Caramba! Meu compromisso é na Saens Pena. Ligo para confirmar. Fixo e celular na secretária eletrônica, como normalmente acontece quando ela está em atendimento (está sem atendente).

Arriscamos. Do Maracanã à Praça Saens Pena todo o comércio está aberto, movimento normal na rua para o horário. Policiamento reforçado como tem sido nos últimos tempos.

Sinto vergonha por ter me deixado levar pela boataria. Fico pensando de onde saem determindas notícias.

É uma pena que sejamos reféns da mídia dependendo dela para saber o que acontece no nosso quintal. Se colocássemos a cabeça para fora da janela e verificássemos a realidade com nossos próprios sentidos talvez não nos estivéssemos tão acuados. Se ousássemos questionar de vez em quando as informações que nos chegam, talvez fossemos mais felizes e menos medrosos.

É bom tentar. Pelo menos neste momento em que tantos interesses políticos querem nos fazer acreditar que estamos no inferno.

E este é o terrorismo que temos aqui.

E cadê meus arquivos que comprovam que eu já dizia que coisas assim iam acontecer agora?
Você também acha que há pontos de contato entre Matrix, Clube da Luta e Como Ser Legal?

12.9.02

E se...
E se...
Da série assinando embaixo.

Vergonha da vergonha


Pelé é o maior patrimônio vivo do Brasil. Talvez em toda a história brasileira ninguém tenha conseguido demonstrar de forma mais universal o gênio nacional. Por isso, choca ouvir o símbolo de nosso êxito afirmar que tem vergonha do seu país.

Ao dizer isso, ele mostrou o sentimento de envergonhada indignação diante da pobreza, da violência, da corrupção na vida brasileira, especialmente entre os políticos e os que conduzem os destinos do país.

Maior ainda é a vergonha de perceber que Pelé, envergonhado como está com os destinos do Brasil, provavelmente votará, outra vez, escolhendo os mesmos que fazem o Brasil que o envergonha. Porque a elite brasileira prefere viver na vergonha a arriscar a perda dos seus privilégios.

Não é apenas ele. Em um de seus programas recentes, a grande apresentadora Hebe Camargo disse que, se fosse colocar os nomes dos corruptos um sobre o outro, a altura do auditório do SBT não seria suficiente. Ela falava lembrando o caso específico de São Paulo, onde sempre votou nos que agora a envergonham. E aos quais certamente vai preferir, para não votar em nomes que representem um novo do qual ela tem medo.

A elite brasileira está descontente com o Brasil, mas nas eleições prefere que ele continue como está, a mudar ameaçando qualquer dos seus interesses e privilégios.

Quando a elite basileira declarou a independência, preferiu manter um imperador, filho do rei da metrópole, para não correr o risco de um presidencialismo que poderia escolher algum plebeu.

Quando libertou os escravos, não lhes deu terras, nem lhes permitiu freqüentar escolas, com medo de um Brasil onde os negros tivessem força.

Proclamou uma república, mas não deixou que ela fosse construída por meio da educação universal e de qualidade dos filhos do povo. Fez uma república aristocrática, com doutores e excelências no lugar dos condes e barões.

Fez um desenvolvimento sem distribuir o resultado. E cada vez que alguma liderança propunha mudança de rumo, a elite envergonhada com a pobreza ao redor não tinha vergonha de dar um golpe militar para que a pobreza não fosse eliminada às custas de qualquer dos seus privilégios.

Em 1989, ofereceu-se a possibilidade de arriscar um presidente com proposta alternativa, mas a elite preferiu não arriscar.

Não aceitou o risco de eleger um operário que nenhuma culpa tinha com o passado que envergonha. Preferiu um dos seus, apesar do passado de envolvimento nas vergonhas nacionais.

Arrependeu-se envergonhada, mas quatro anos depois repetiu o voto nos mesmos partidos e políticos, ao redor de Fernando Henrique Cardoso, que há décadas constróem a vergonha que ela diz sentir.

Eles mudaram o nome do candidato, para nada mais mudar. Agora, como Pelé, a elite manifesta indignação, vergonha, mas certamente vai repetir o voto. Votará naqueles de quem diz ter vergonha.

Isso até poderia ser justificado, se as opções em vista representassem revoluções radicais. Mas todas são moderadas. Propõe-se construir um país decente, com uma democracia republicana, que respeite o povo, onde os direitos à justiça, à segurança e a uma parte digna do produto nacional sejam assegurados a todos. Um país com escola para todas as crianças, sistema de saúde assegurado a todas as famílias, todo adulto com direito a um emprego.

Isso exige mudança de postura, inversão nas prioridades, eliminação de privilégios cada dia mais difíceis de manter.

Em troca, oferece o orgulho de viver em um país decente. Todos querem isso. Mas Pelé e o resto da elite não vão correr qualquer risco. Vão votar em um deles, que não represente mudanças.

E daqui a anos voltarão a dizer que sentem vergonha. Sinto um profundo orgulho de meu país, de um povo que é capaz de suportar tanto sofrimento, sem desesperar, de um país que tem um Pelé; sinto vergonha da vergonha que a elite diz sentir, e até sente, preferindo nela continuar, por medo de perder qualquer um de seus privilégios.

Sinto vergonha de quem sente vergonha mas nada faz para eliminar as causas de sua vergonha.


(Cristovam Buarque, ex-governador do DF e professor da UnB)

10.9.02

Quem me acompanha?

Elza Soares

apresenta "Do cóccix até o pescoço" no Teatro Rival BR


Depois de fazer a estréia nacional do novo show "Do cóccix até o pescoço" em São Paulo, Elza Soares chega à sua cidade natal para uma temporada de duas semanas no Teatro Rival BR, de 18 a 21/09 e de 25 a 28/09 (quarta a sábado). Neste mês, Elza foi eleita como "melhor cantora" no primeiro Prêmio Rival BR de Música. Lançado em julho pelo selo Maianga Discos, o novo CD de Elza traz de volta a nossa maior intérprete com canções inéditas compostas especialmente para ela por Chico Buarque, Caetano Veloso e Arnaldo Antunes.

Acompanhada por José Paulo Becker (violão), Chiquinho Chagas (teclados), Edson Menezes (baixo), Victor Motta (sopros), Carlos César (bateria) e Zama (percussão), Elza apresenta o seu novo repertório que inclui "Dura na queda" (Chico Buarque), "A carne" (Marcelo Yuka/Seu Jorge/Wilson Cappellette), "A cigarra" (Elza Soares/Letícia Sabatella) e "Eu vou ficar aqui" (Arnaldo Antunes). No show, não vão faltar, é claro, clássicos da carreira de Elza, como "Devagar com a louça" (Haroldo Barbosa/Luiz Reis) e "Beija-me" (Roberto Martins/Mário Rossi).

Com direção e cenário de Gringo Cardia e colaboração de Rita Lee na direção do espetáculo, Elza Soares vai mostrar no palco do Teatro Rival BR porque "Do cóccix até o pescoço" já está sendo apontado pela crítica de todo o país como o melhor disco do ano.


Ficha Técnica
Direção e Cenário: Gringo Cardia
Direção Musical: José Paulo Becker e Chiquinho Chagas
Figurinos: Marco Maia e Luciano Canale (Santa Ephigênia)
Iluminação: Guilherme Bonfante
Produzido por José Gonzaga Araújo
Apoio: Eletrobrás



Local: Teatro Rival BR
Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33 - Cinelândia - tels: 2240 4469/2532 4192
Datas: 18 a 21/09 e 25 a 28/09 (quarta a sábado)
Horários: 19h30m (quarta e quinta) e 20h30m (sexta e sábado)
Preços: R$ 32,00 (inteira). Promoção até 400 pagantes: R$ 16,00 (quarta), R$ 20,00 (quinta) e R$ 22,00 (sexta e sábado)
Capacidade: 450 pessoas
Duração: 75 minutos

(release retirado daqui)
Lista de compras
(sem ordem de prioridade ou definição de data para efetivar-se)


E atenção: como somos humildes, aceitamos doações de artigos não usados previamente!

- tamancos anatômicos italianos com solado de borracha antiderrapante da Home Supplies, Shopping da Gávea (tamanho 41).
- sandália Birkenstock (pode ser similar da Mr. Cat (não tem meu nº) ou da Wölner (tamanho 41).
- o CD novo da Elza Soares
- um mouse
- uns 2 ou 3 tupperwares grandes (podem ser também aqueles pirex com tampa azul)
- um balde de gelo
- 2 rolos papel alumínio
- um rapadura pequena
- um mix e um batedor de mão
- uma espátula de silicone para cozinha
- um biquini selvagem numa modelagem cujo tamanho 42 caiba em mim
- uma saia cingana branca
- um par de brincos da barraquinha da Valéria na Feira hippie de Ipanema
- um ralador de legumes decente que rale e que não oxide
- um chinois
- uma super faca de cozinha que picote os alimentos e não minha paciência
E eu sonhei que era amanhã e que vários atentados aconteciam em NY para marcar a passagem do primeiro aniversário do 11/09.

Uma das explosões atingia o prédio em que morava Woody Allen e sua oriental esposa. Os dois morriam.

Até sei porque sonhei uma coisa detestável como essa e tem a ver com a imagem deprimente de Jerry Lewis que apareceu na TV outro dia e com as notícias de que ele andou cancelando um show para arrecadar fundos para a caridade em Londres.

Imagino que a ligação de um cineata com outro só aconteça mesmo no meu coração.

9.9.02

O que cai na minha mão e acho legal eu divulgo:

PROJETO ECOTRIBO
Caminhadas Ecológicas

Ecoturismo Cultura e Lazer


Marcus Souza

Guia especializado em atrativos naturais com registro na Embratur

O Projeto Ecotribo tem por objetivo principal proporcionar uma integração do ser humano com a natureza através de passeios ecológicos e trilhas em áreas naturais como florestas, grutas, cavernas, cachoeiras, picos de montanhas com belas vistas, etc... Além de proporcionar lazer, diversão, informação e atividade física em ambiente natural, há o estímulo a consciência ecológica e atitudes de preservação e respeito à natureza.

A programação é voltada para pessoas de diversas idades e níveis de condicionamento físico, respeitando critérios de segurança e condutas de mínimo impacto ao meio ambiente.

A equipe do projeto é formada por guias especializados com registro na Embratur e coordenada por Marcus Souza, guia especializado em atrativos turísticos naturais.

SETEMBRO

Domingo - dia 8
Ruínas do Vale Mocke (Parque Nacional da Tijuca)

Caminhada moderada pela ruínas da Fazenda do Holandês Van Mocke, grande cafeicultor do Brasil entre 1819 e 1821.
Duração aproximada: 3 horas

Domingo - dia 15
Pedra do Sino (Parque Nacional da Serra dos Órgãos - Teresópolis)

Caminhada longa e pesada (21Km), neste parque com linda trilha até o topo desta pedra a 2.200m de altitude com formação semelhante a um sino. Banho de cachoeira opcional na volta.
Duração aproximada: 8 horas

Domingo - dia 22
Trilha da Cova da Onça (Floresta da Tijuca)

Caminhada leve passando por linda ponte suspensa. Local onde foi registrado último aparecimento deste animal na Floresta da Tijuca, na década de 70. Ideal para iniciantes, crianças e idosos.
Duração aproximada: 3 horas

Domingo - dia 29
Ilhas Cagarras

Lindo passeio de saveiro até o conjunto dessas famosas ilhas, finalizando com um lindo pôr do sol na Baía de Guanabara
Duração aproximada: 6 horas

OUTUBRO

Domingo - dia 13
Pico da Pedra Branca (Jacarepaguá)

Caminhada pesada dentro do Parque da Pedra Branca, até o ponto mais alto da cidade do Rio de Janeiro, 1024 m, com belo visual de Marambaia, Guaratiba, Recreio aos seus pés.
Duração aproximada: 6 horas

Sábado - dia 19
Atividade Gratuita com o Grupo "Terra Limpa"

Mutirão de reflorestamento, limpeza das trilhas e atividades de Educação Ambiental (Doação de alimentos não perecíveis à instituições beneficientes).

Domingo - dia 20
Rapel Cachoeira do Véu da Noiva (Petrópolis)

LInda caminhada no Vale do Bonfim (1.200m), até esta cachoeira com 40m de queda d'água, ideal para a prática do rapel (descida com corda), almoço e hospedagem opcionais na bela Pousada do Açu.
Saída do Rio às 7:00 - Chegada aproximada ao Rio às 19:00.

Sábado - dia 26
Pedra do Conde (Floresta da Tijuca)

Trilha histórica no local onde se fixou a primeira fazenda da região (1810) pelo conde francês Gestas. Chegada até o platô de 821 m de altitude, com vista para Baía de Guanabara e Pico da Tijuca. Caminhada leve.
Duração aproximada: 4 horas.

Reservas: (21) 9923-4448 ou ecotribo@zipmail.com.br (Marcus Souza)
Obsessão

Não tenho a mínima idéia de que língua é essa (se você souber, por favor, instrua-me), mas as fotos são das mais bonitas sobre o tema que já vi na rede.

O que gente faz quando recebe o convite abaixo?

FESTA CASTELLERA GAUDÍ 2002
Temple de la Sagrada Família
Dissabte 21 de setembre a les 18h


(retirado daqui)
Ô, Marina, tem certeza que a Romy Schneider não é a Carol?
E ainda tem gente que não quer ver:

8 de setembro, 2002
Às 1:57 PM hora de Brasília (1657 GMT)

BAGDAD (CNN) -- O ex-inspetor-chefe de armas das Nações Unidas Scott Ritter, em discurso proferido neste domingo na Assembléia Nacional do Iraque, disse que seu país, os Estados Unidos, "parecem estar à beira de cometer um erro histórico" em seus apelos para derrubar o presidente iraquiano Saddam Hussein.

Ritter, um ex-funcionário do serviço de informações do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, está em Bagdad em visita particular para manifestar suas críticas à ameaça norte-americana de ação militar contra o Iraque.

O ex-inspetor investigou a possível existência de armas de destruição em massa no Iraque entre 1991 e 1998, quando foi chamado de volta pelos Estados Unidos, dois dias antes de um bombardeio aéreo anglo-norte-americano a instalações iraquianas.

Ritter disse que o Iraque não é uma ameaça para os Estados Unidos.

"O Iraque não é patrocinador do tipo de terror perpetrado contra os Estados Unidos em 11 de setembro (do ano passado), e é, de fato, ativo na supressão do tipo de extremismo fundamentalista que caracteriza aqueles que atacaram os Estados Unidos naquele dia horrível", declarou Ritter.

O presidente George W. Bush está tentando reunir apoio internacional para uma ação militar contra Saddam Hussein, a quem acusa de estocar armas de destruição em massa e de pretender usá-las.

Bush deve divulgar um ultimato ao presidente iraquiano - ou permita acesso incondicional de inspetores de armas ou enfrente conseqüências não especificadas - quando discursar, na próxima quinta-feira, na Assembléia Geral da ONU, em Nova York.

Em seu pronunciamento deste domingo, Ritter negou que o Iraque possuísse quaisquer armas de destruição em massa, mas admitiu que existem preocupações em relação aos programas iraquianos de armas.

"Essas preocupações são quase exclusivamente de natureza técnica e não supera a realidade de que o Iraque, durante quase sete anos de contínua atividade de inspeção pelas Nações Unidas, foi certificado de ter sido desarmado em 90 a 95 por cento", acrescentou.

O ex-inspetor disse ainda que os Estados Unidos, se lançaram unilateralmente qualquer ação militar contra o Iraque, "mudariam para sempre a dinâmica política que governou o mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, principalmente a fundação do direito internacional como estabelecido na carta das Nações Unidas, que pede a resolução pacífica de problemas entre nações".

Ritter renunciou como inspetor-chefe em agosto de 1998, alegando que tanto o Conselho de Segurança da ONU como o governo norte-americano minaram fatalmente as tentativas de sua equipe de localizar e eliminar armas iraquianas de destruição em massa.

Ele alegou que agentes secretos dos EUA usaram a missão da ONU como uma cobertura para espionar, destruindo a credibilidade da equipe de inspeção.

Antes do discurso, Ritter disse à CNN que o Governo Bush estaria "usando as inspeções de armas como uma desculpa" para travar uma guerra contra o Iraque.

Um dos problemas de o presidente Bush divulgar esse tipo de ultimato é que ele não tem credibilidade", acrescentou. "Membros de seu governo já disseram que as inspeções não importam; membros de seu governo já disseram que, mesmo se os inspetores conseguirem voltar ao Iraque e obtiverem sucesso no desarmamento do Iraque, ainda assim vão continuar buscando a remoção do regime".

"Pílula de suicídio"
Em uma entrevista exclusiva, depois do discurso, Ritter negou as alegações de que os iraquianos interferiram no processo de inspeções até 1998.

"Isso é absolutamente falso", respondeu. "Os inspetores foram capazes de executar sua tarefa de desarmar o Iraque sem qualquer obstrução do Iraque".

Ritter disse ainda à CNN que Saddam Hussein não estaria buscando munir o Iraque de armas de destruição em massa porque ele "está muito interessado na continuada sobrevivência de Saddam Hussein".

"Eu acredito que ele reconhece que qualquer esforço, dele ou de seu governo, para readquirir qualquer aspecto de armas de destruição em massa, para não falar em armas nucleares, seria o equivalente a tomar uma pílula de suicídio", acrescentou. "Isso convidaria a imediata e dura resposta da comunidade internacional e resultaria no seu fim".

Um ataque preventivo contra o Iraque seria "o caos" e mudaria a forma como o mundo responderia "a situações desse tipo".

"O que impediria a Índia de ir para a guerra com o Paquistão, ou a China de intervir em Taiwan?", disse. "Isso é uma realidade. Uma arma nuclear iraquiana, a essa altura, é mera especulação".

Respondendo às críticas de que seus comentários - e sua visita ao Iraque - seriam desleais, Ritter disse que estava agindo como "um patriota fervoroso que ama seu país".

"Como um cidadão norte-americano, eu tenho uma obrigação de criticar quando sinto que meu governo está agindo de uma maneira que é inconsistente com os princípios dos nossos pais fundadores", completou. "É a coisa mais patriótica que eu posso fazer".
Para Rosane Correa, caso ela me dê a honra de sua visita:

"No one can make you feel inferior without your consent." (Eleanor Roosevelt)
Por que Lula?

Eis as respostas de alguns artistas e intelectuais presentes no encontro do Rio de Janeiro:

Porque eu voto no Brasil.
Jards Macalé, compositor

Sempre fui Lula, desde 1989. É Lula e pronto. Nem quero falar mais para não atrapalhar.
Chico Buarque de Holanda, compositor

Por três razões: a primeira é o Serra; a segunda, o Garotinho e a terceira, aquele nervosinho, o Ciro.
Leandro Konder, filósofo

Porque acredito no Brasil e acredito em nós.
Bete Mendes, atriz

Lula sempre; hoje mais que nunca.
Maria Nazaré, professora da USP

É a solução social e a solução brasileira.
Aldo Lins e Silva, jurista

Porque representa a ruptura, o novo, o povo. O que veio de baixo.
Leonardo Boff, teólogo

Por tudo que significa: luta e esperança.
Fernando Morais, jornalista e escritor

Pelo acumulo político que o PT reúne. Porque ele é o nome emblemático dessa trajetória.
Chico de Oliveira, economista

Por sua tradição de luta, para ampliar os direitos neste país.
Lúcio Kowarick, sociólogo

Por compaixão ao povo brasileiro.
Augusto Boal, teatrólogo

História, história, história. Lula tem e faz história.
Ênio Candotti, ex-presidene da SBPC

Vai trilhar os caminhos que a gente precisa.
Marcos Winter, ator

Pela mudança. Para fazer uma varredura, porque o povo não agüenta mais.
Nelson Sargento, compositor da Portela

Porque Lula tem a verdade nos olhos e vai tirar o país do caos.
Mozart Noronha, pastor

Lula é sinônimo de esperança. E dela precisamos muito.
Nilcéia Freire, reitora da UERJ

Porque o Brasil precisa de um novo projeto de desenvolvimento nacional.
Márcio Thomas Bastos, jurista

Pelas suas raízes, pelo seu preparo, pela sua crítica ao Brasil arcaico.
Adauto Novaes, professor e produtor cultural

É a chama da renovação.
Fernando Gabeira, deputado federal

É o mais preparado: reúne liderança, conhecimento e determinação.
Maurício Tolmasquim, físico, professor da URFJ

Porque chegou a hora.
Chico Diaz, ator

Porque Lula tem partido, é um homem de idéias e de partido.
Midani, produtor fonográfico

Ele tem um projeto de transformação do Brasil.
Tetê Moraes, cineasta

É um contraponto aos doutores da Sorbonne que quebraram o Brasil, estrangularam a pesquisa e o ensino público.
Marcus Barros, diretor do Inpa

É a melhor opção para responder à crise social brasileira.
Paulo Gadelha, vice-presidente da Fiocruz

Lula está na sua melhor fase. Me dá esperança, paz e certeza.
Carla Camurati, cineasta

É o mais preparado porque formou-se pela universidade chamada Brasil.
José Leite Lopes, físico

Porque o país não agüenta mais do mesmo.
Camila Pitanga, atriz

É o único para tirar o Brasil dessa situação sufocante.
Nelson Rodrigues Filho, cineasta

Porque ele finalmente está preparado para renovar este país.
Paula e Lucy Barreto, cineastas

É o grande prato da gastronomia política brasileira.
Geraldinho Carneiro, músico

Tem chances reais de ganhar e mudar nossa história.
Wagner Tiso, músico

Porque é a hora dele; é o melhor e dessa vez ninguém tira.
Claudia Ohana, atriz

Esgotou-se o ciclo neoliberal. É como se tivéssemos regredido dez anos. O país precisa de um projeto nacional e Lula aponta para isso.
José Luis Fiori, cientista político

É Lula, é Lula, é Lula!
Janaína Diniz, atriz

Porque é a esperança de futuro.
Maria Rita Khel, psicanalista

É hora de ajudar o povo sofrido. Nunca votei nele, mas agora é Lula.Vamos lá!
Zeca Pagodinho, sambista

Porque fui mal acostumado: cresci em Porto Alegre, na ótima administração do PT. Aprendi o que é cidadania. Quero o mesmo para todo o país.
Yamandu Costa, violonista

Lula foi formado pelas experiências de luta de todos estes anos. É a expressão disso que o país reivindica e precisa. É a ponte para nossos sonhos de uma sociedade melhor.
Letícia Sabatella, atriz

Para colocar no poder um filho do povo.
Ariano Suassuna, escritor (por escrito)

Lula tem idéias e propostas que se identificam com nossa trajetória de vida.
Celso Furtado, economista

Tem que mudar, tem que mudar. Há 500 anos eles mandam e não resolvem. É hora de Lula.
Ziraldo, cartunista






5.9.02

Parece que o problema hoje é com o weblogger.
Ela conta sobre a Jordânia.
Ele colocou no seu blog: Hoje faço 47. Caramba! Time flies.

O que me faz lembrar que temos outro aniversariante hoje.

Parabéns, Mosca!


Gustav Klimt

Porque essa imagem faz parte da nossa história.
Porque eu sou louca e acho que o casal se parece conosco.
Porque eu acho o quadro lindo.
Porque as cores são quentes e alegres.
Porque esse beijo é arrepiante.
Porque eu vejo amor e paixão transbordando dessa imagem.
Porque eu queria alguma coisa que resumisse tudo.
Feliz aniversário, meu amor!

4.9.02

Tô tão chata assim pra todo mundo me deixar falando sozinha?
Da série Gente que Pensa Grande: Zamorim

O texto não é do Marcus, mas a idéia de refletir sobre isso e colocar todo mundo como agente da mudança é muito legal. Estou aderindo. Vou colocar só um trechinho e depois vocês conferem o resto aqui.

Alguma vez você parou para conversar com o gari que varre a sua rua ou com o pedreiro que trabalha na reforma da casa de seu irmão, ou ainda com aquela pessoa que lhe aborda e faz um comentário esperando a sua "opinião"? Estaremos então sendo omissos?


Aqui só gente graúda apita.
Sei que não é do seu interesse se eu estou cumprindo meu planejamento cultural semanal, mas eu conto assim mesmo.

Já vi todos os filmes que o Canal Brasil está exibindo esta semana, exceto Garrincha, alegria do Povo, então, como o tempo é curto e a vida é bela, estou deliberadamente deixando a re-visão desses filmes de lado. Mas o compromisso de sexta-feira é sério.

Ontem fomos eu, Ricardo e mais três amigos dele ver Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana. O primeiro impacto foi a nova configuração da sala. Sempre gostei daquele lugar, com sua boa acústica, seu palco circular e a proximidade com os artistas. O único senão era o desconforto dos assentos em forma de arquibancada. Eu disse era. Agora como Espaço Copacabana, o Sesc tem cadeiras muito confortáveis e bonitas, fazendo com que o que era bom fique ótimo.

Quanto ao show, vou falar o quê? Basta ver o nome dos músicos para a gente começar a babar. Quem não conhece, deve procurar conhecer o mais rápido possível. A dica é não se restringir nos domínios ".br". Sim, foi um show maravilhoso.

E a programação para o mês de setembro está um escândalo de boa. Já andei publicando por aqui o que vai rolar no Rio Sesc Instrumental - Sopro Brasil, todas as terças as 19:30 (10 - Leo Gandelman + Serginho do Trombone; 17 - Nivaldo Ornelas + Paulinho Trumpete; 24 - Vittor Santos + Marcelo Martins), mas há outras atrações fantásticas. Algumas, como o ciclo de vídeos com a Marilyn Monroe, grátis. Se alguém se interessar, é só falar comigo que eu passo a programação completa.

Mas acabamos comprando mais dois CDs que vão inchar minha lista de pretensões auditivas semanal. Pimenta, que é o CD onde Carlos Malta faz sua homenagem ao repertório da Elis Regina (o show a que assistimos ontem) e Pife Muderno, cujo show eu já tinha visto, mas não tinha ainda a gravação.

Estou adorando Como Ser Legar de Nick Hornby. Tenho muito a comentar sobre ele, o que farei em breve.

Devo dizer que quanto aos CDs a questão não é simplesmente colocar para tocar e deixar rolando enquanto faço outras coisas. Trata-se de ouvir. E para cada um deles tenho uma explicação para a necessidade de ouvi-lo. O Beijo do Vampiro, por exemplo, me fez querer ouvir com outros ouvidos a versão de Blue Moon com a Billie Holiday.

Como amanhã é aniversário de meu amo e senhor, vou deixar os programas de televisão que eu quero assistir e vão passar nesse dia aos cuidados do aparelho de vídeo-cassete.
Sex. 6 e sáb. 7 - Grupo Chapéu de Palha


Liderado por Valdir Sete Cordas (cavaquinho), e integrado por Fred da Flauta, Pedro do Clarinete, Chia do Violão e Luiz Carlos da Portela (pandeiro), o Grupo Chapéu de Palha traz para o público, como fala Hermínio Belo de Carvalho, "o melhor do som que pode ser
tirado debaixo de mangueiras e jaqueiras frondosas, regado à batidinha de limão e cervejinha gelada", servindo como acepipes aos improvisos que nascem da música.

Claro que também tem "aquele feijãozinho para não se colocar defeito": o torresminho sequinho, a couve cortada fininha, a farofa na manteiga e o "arroz soltinho fumegando nas panelas. Depois, vem um cochilo na varanda", que ninguém é de ferro, até a hora do fôlego voltar e encher o quintal para mais uma rodada. É o espírito da sonoridade carioca mais
vivo do que nunca, graças a quem ainda acredita na poesia da festa do subúrbio, aquela com gente feliz em volta, fundamentais, é claro, para quem está vivo!

Sala Funarte Sidney Miller (250 lugares)

Ingressos: sexta e sábado: R$10,00
e R$5,00 (estudantes e maiores de 65 anos)

SEMPRE ÀS 18h30

Rua da Imprensa, 16 - Térreo - Centro - RJ
(próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa)
tel.: (21) 2279 8105 / 2279 8088
e-mail: salafunart@funarte.gov.br



Porque a Nana da m-musica faz um trabalho porreta e o mínimo que a gente pode fazer em nome da cultura da cidade é agradecer muito e divulgar:

Sala Funarte
PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO
"Nas Ondas do Rádio"


80 anos de rádio no Brasil e 66 anos da Rádio MEC.

"O rádio é a escola dos que não têm escola. É o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças, o consolador dos enfermos e o guia dos sãos - desde que o realizem com espírito altruísta e elevado." Com estas palavras, Edgard Roquette-Pinto, ao lado do amigo
Henrique Morize, na época Presidente da Academia Brasileira de Ciências, iniciava com pioneirismo o que mais tarde viria a se transformar no maior veículo de massa do país. Treze anos depois, num prédio na Rua da Carioca, o então Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, acompanhado de seu chefe de gabinete Carlos Drummond de
Andrade, recebia de Roquette-Pinto a Rádio que continuaria a honrar os compromissos e os ideais de seu pioneiro. O dia era 7 de setembro de 1936. A frase solene: - "Entrego esta rádio com a mesma emoção com que se casa uma filha!". Nascia a Rádio Ministério da Educação.

Começava uma nova saga. Um prédio na Praça da República recebia uma rádio "com tudo que havia dentro": instalações, equipamento, biblioteca, laboratório de ensaios científicos, discoteca, instrumentos musicais, partituras, arquivo, móveis e utensílios, além, é óbvio, da
estação transmissora em perfeito estado de funcionamento, com seus canais de ondas médias e curtas, e um quadro completo de locutores e técnicos, descreve Ruy Castro em seu texto "Roquette-Pinto: O homem multidão".

A rádio podia manter orquestras como a sinfônica, a de câmara, a de sopros e a afro-brasileira; um quarteto vocal e um de cordas, um coral, um trio, um conjunto de música antiga e um fabuloso quadro de solistas e regentes como: Eleazar de Carvalho, Alceo Bocchino, Radamés Gnatalli, Guerra Peixe, Francisco Mignone, Iberê Gomes Grosso, Abigail Gomes Moura, entre muitos outros. Nos estúdios Cecília Meireles, Manoel
Bandeira, Murilo Mendes e o próprio Drummond recitavam seus versos junto com a descontração musical de músicos do porte de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Altamiro Carrilho e da técnica privilegiada de Heitor Villa-Lobos.

Hoje, 66 anos depois, a Rádio MEC possui um dos mais importantes acervos sobre a história do Rádio no Brasil. Mais de 40.000 títulos de séries e programas temáticos continuam preservados. São títulos como a "Antologia do Choro", a "Antologia do Humor" , "Quadrante", "História do Jazz", "Humor na História da Música", além de um riquíssimo acervo musical entre discos e fitas com gravações inéditas de grandes momentos
da música brasileira.

Mantendo o compromisso com a Música, a Educação e a Cultura, ela continua a transmitir com dois sinais voltados a um mesmo objetivo: atender a seus ouvintes que sabem o que é bom gosto e exigem qualidade. Na MEC 800 AM se toca e se fala de Brasil; música de raiz, a fina flor do samba, a poesia do instrumental e o melhor da produção contemporânea. Toda a beleza dos sons da nossa terra. Pela MEC 98,9 FM se entra em conexão direta com o universo da música erudita, as sinfonias, as óperas, os concertos. A história e o mundo dos acordes, partituras, interpretações e regências, o prazer de ouvir e conhecer as
fronteiras do que é clássico. É assim a Rádio MEC. A qualidade da escuta, a ousadia do som.

Programação de setembro da Sala Funarte

Seg. 2 e ter. 3 - Áurea Martins e Fernando Costa (Arte Sem Barreiras)
Sex. 6 e sáb. 7 - Grupo Chapéu de Palha
Seg. 9 e sáb. 10 - Sincronia Carioca
Sex. 13 e sáb. 14 - Dianna Pequeno
Seg. 16 e sáb. 17 - Fred Martins
Sex. 20 e sáb. 21 - Wilson Moreira
Seg. 23 e ter. 24 - Telma Tavares
Sex. 27 e sáb. 28 - Lucina
Seg 30 e ter. 01/10 - Plínio Araújo e Orquestra Tabajara


Sala Funarte Sidney Miller (250 lugares)
Ingressos:
Segunda: R$5,00
Terça, sexta e sábado: R$10,00 e R$5,00 (estudantes e maiores de 65 anos)

SEMPRE ÀS 18h30

Rua da Imprensa, 16 - Térreo - Centro - RJ
(próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa)
tel.: (21) 2279 8105 / 2279 8088
e-mail: salafunart@funarte.gov.br




3.9.02

Alguém tem, por favor, um pacotinho vip de uns dois meses para as Ilhas Gregas com tudo incluído para me ceder?

Tá bom, tá bom, tô aceitando também um final de semana numa pousadinha em Itaipava.
Quando Minority Report foi lançado nos EUA chegaram até aqui duas impressões bem diversas. Primeiro li no jornal uma defesa entusiasmada do Gerald Thomas e depois li a Fer no Cinefilia não tão animada. Comentei por lá que aquele contraste estava me deixando curiosa.

Além disso, o ex-marido da Fernanda Torres usava adjetivos como genial e referia-se ao filme como obra-prima. Se ele gostava tanto a possibilidade de eu detestar era enorme.

O filme estreou em terras tupiniquins e por motivos que não vêm ao caso, acabei adiando essa minha ida ao cinema. Mas meu encontro com Spielberg e Tom Cruise aconteceu neste último final de semana.

Hoje lendo (por que será que insisto?) a coluna do Thomas me deparo com: Fico triste quando vejo que Minority Report, do Spielberg, está definhando por pura falta de cultura daqueles que fazem crítica de cinema. Ignoram o mosaico que Spielberg monta, homenageando a arte moderna americana e recriando o paradoxo futurista que Burgess e Kubrick já haviam montado, em Laranja Mecânica. Spielberg, assim, como Picasso, pintou com extrema perfeição a mais deliberada imperfeição.

Penso no por quê de o que é para mim uma seqüência insuportável de déjà vu parecer genial para alguém. O filme é uma enorme bobagem, aos meus olhos, com seqüências e idéias chupadas de milhares de filmes que a gente já enjoou de ver. Quando se é uma alma generosa ou se está querendo aparecer simplesmente discordando da opinião geral, a falta de imaginação pode ser chamada de citação, homenagem, colagem, revisão, o escambau... Ainda que seja necessário ignorar furos enormes no roteiro, a sempre dispensável escatologia e a banalidade da conclusão.

Voltei para casa achando que tinha perdido meu tempo e meu dinheiro. Ricardo concorda com Gerald Thomas. Mas a gente geralmente discorda no departamento de artes.

2.9.02

Planejamento semanal básico (sujeito a alterações, inclusões e exclusões, conforme a maré e condições de temperatura e pressão):

Todos os dias desta semana no Canal Brasil (Net): Favoritos do Público
segunda: Amor & cia
terça: Como ser Solteiro
quarta: Villa-Lobos, uma vida de paixão
quinta: Mauá, o imperador e o rei
sexta: Garrincha, alegria do povo
(sempre às 21:00)

03/09/2002, terça:
Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana, às 19:30 (R$10,00)

05/09/2002, quinta:
Monk, filme que deu origem à série, USA (Net) 21:00
80 hits dos anos 80, Multishow, 23:15

Como Ser Legal
Nick Hornby

Billie Holiday
Love for Sale

Joan Manuel Serrat
En Directo

Estácio & Flamengo - 100 anos de samba e amor
diversos
(com dedicatória especialíssima da Meg)

Björk
Vespertine

Manu Chao
Esperanza

Max de Castro
Orchestra Klaxon
Pedro está com sorriso 1001.
Sono, preguiça, um certo mau humor...

Segunda-feira, com certeza...

31.8.02

VIDEO MUSIC AWARD

Que tal se eu usasse esse cabelinho?


E esse modelito?


Biita!!


Ele, o motivo dos meus tormentos nos últimos dias, o Demo em pessoa:
De algum lugar no mundo, ela vai dar um pulinho aqui e ver que eu lembrei do aniversário dela e firmei pensamentos auspiciosos na felicidade (muita) que ela merece.

Para o novo amigo João Teixeira a quem andei causando preocupações vãs:

TUDO PELA METADE
(Marisa Monte - Nando Reis)

Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo
Eu trago lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade
Eu não percebo
Eu falo muito palavrão
Eu falo muito mal
Eu falo muito
Eu falo mesmo
Eu falo sem saber o que estou falando
Eu falo muito bem
Eu minto

30.8.02

Carolzinha já deve estar em solo jordaniano. Nunca pensei que fosse conhecer alguém que morasse, mesmo que temporariamente, em Aman. Fiquei tão impressionada que sonhei com minha amiguinha à noite.

Ela, com sua classe e elegância de sempre, aquela de verdade, bem simples e nada esnobe, convidava para um tipo de reunião que só poderia sair mesmo de meu subconsciente doentio. Além de servir drinks e petiscos, muitas de suas amigas estavam reunidas em uma belíssima sala de banho para que lhes fossem servidos diversos cosméticos. Assim, suas convivas se deliciavam experimentando mil creminhos, podendo aproveitar as pequenas banheiras individuais com óleos de banho exóticos e outros pequenos luxos maravilhosos. Todas podres de chic em seus roupões brancos, turbantes feito de tolha e biquinis coloridos.

Estávamos todas esperando por um hair stylist que depois cuidaria das cabeleiras de todas as belas e mais um maquiador. Obviamente a "festa" acabaria na night, porque não tem graça se produzir para ficar em casa, sozinha, olhando para as paredes.

Mas o bom desse sonho era que eu estava perto da minha amiga e a gente se divertia muito.

Saudade é coisa doida.

Desconheço sensação mais angustiante do aquela que dá quando seu marido sai cedinho para uma pequena viagem de avião e você ouve que aconteceu um acidente aéreo mas não consegue chegar a tempo para ouvir detalhes da notícia.

Evidentemente nessa hora ele não atende ao celular (claro, ora, ele está dentro de um avião, afinal). Nenhuma outra emissora de rádio ou TV fala sobre o assunto, especialmente no momento em que você a está sintonizando.

Demora muito tempo até que ele ligue só para dizer alô. Você fica quieta e não fala nada sobre sua paranóia delirante, porque ele ainda tem que pegar o vôo de volta.

Necessidade urgente de terapia, amor ou falta de um bom tanque de roupa para lavar?

29.8.02

Ela olha sua cara pela manhã. Chorou a noite inteira e agora está terrivelmente inchada. Aquele horror de imagem piora ainda mais sua percepção do mundo que já estava péssima.

É preciso fazer aquele telefonema hoje, apesar de tudo. Todos os seus temores se confirmam. Não demora para que a conversa que começou amistosa recaia sobre o mesmo tema infeliz. Não fosse a promessa feita a um moribundo ela já teria mandado a outra enfiar tudo no cu.

Sim, hoje ela fala palavrão. Ao menos pensa neles. Seus pensamentos hoje são violentos. Ela pensa em malas. Talvez precise simular um suicídio para que as pessoas parem de varrer suas declarações definitivas para debaixo de um tapete rubro-negro. Ou não. Talvez fosse suficiente parar de engolir sapos e palavras e tentar ser feliz bem longe dali.

Ela procura o botão do foda-se. É difícil encontrá-lo sob o dever de casa do filho, as providências para o jantar, aquele trabalho chato que já deveria estar pronto há uma semana.

Quanto será que custa a hospedagem num apart-hotel?

Não, ela não está gorda, nem é chata, nem é louca, ansiosa, histérica e burra. Ele apenas enjoou. Acontece, ué. Pronto! O jeito é deixar ele babando pela loirinha do escritório recém saída da adolescência e seguir com um dos outros que acham que ela é o máximo. Ou só.

Só resta torcer para que um dia o filho entenda.

Mas antes é preciso recorrer ao mesmo expediente que usou depois daquela tentativa de estupro, daquele aborto, daquela outra separação, daquela gravidez de solidão e tumulto, daquela descoberta de traição...

Cadê o batom?

28.8.02

Socorro!

Comecei a receber de repente umas coisas esquisitas por e-mail. Claro que spam é sempre uma merda, mas agora estou começando a ficar com medo.

Primeiro foi um convite para ingressar em uma pirâmide formada por evangélico. Não sou evangélica nem otária, queridos.

Agora um tal padre de Anápolis me escreve denunciando um projeto que tramita na Câmara dos Deputados incluindo a "opção sexual" entre os "direitos natos, absolutos, ilimitados, imprescritíveis" etc., e abrindo as portas ao "casamento homossexual". Caro Padre Lodi, sabe o que significa GLS? Pois é, eu sou o "S".
RIO SESC INSTRUMENTAL 2002
Idealização e Produção Artística - Marcos Souza & Driká Loureiro - Atelier Cultural
Realização SESC RIO DE JANEIRO


Carlos Malta e seu convidado Márcio Montarroyos sobem ao palco do Espaço Copacabana abrindo o 2º semestre do projeto Rio Sesc Instrumental 2002 com o tema ?Sopro Brasil?. Mais três encontros com nomes de fôlego musical apurado se apresentam em cada semana.

E em outubro, um marco inédito, músicos de São Paulo, Belo Horizonte e Rio representando 13 gravadoras de música instrumental brasileira, fazem parte do tema ?Selos Independentes?. Do violão de Turíbio Santos ao piano de Benjamim Taubkin, mesclado aos sons de Curupira, Gilvan de Oliveira, Marcus Santurys, Quito Pedrosa, entre muitos outros, ouviremos a cada semana a diversidade da música brasileira com mais de um show num só espetáculo!

A música instrumental está no ar!

Setembro/Outubro ? Espaço Copacabana
Novembro ? Sesc Campos, São Gonçalo, Madureira, Engenho de Dentro,
Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Barra Mansa.

RIO SESC INSTRUMENTAL 2002
Toda TERÇA-FEIRA - 19:30hs
Espaço COPACABANA
Rua Domingos Ferreira 160 ? Copacabana / Tel: 25470156
Ingressos R$ 10,00 / R$ 5,00 (comerciários, estudantes e maiores de 65 anos)


Em Setembro um festival com os melhores músicos do Sopro Brasil!

Em Outubro Selos Independentes que gravam, divulgam e
distribuem a música instrumental realizarão uma mostra de seus artistas.


SETEMBRO ? Sopro Brasil

03/9/2002: CARLOS MALTA(sax,flauta)
Convida MÁRCIO MONTARROYOS(trompete)

10/9/2002: LEO GANDELMAN(sax)
Convida SERGINHO DO TROMBONE

17/9/2002: NIVALDO ORNELAS(sax,flauta)
Convida PAULINHO TROMPETE

24/9/2002: VÍTTOR SANTOS(trombone)
Convida MARCELO MARTINS(sax)



OUTUBRO ? Selos Independentes

01/10/2002: ROB DIGITAL, CPC Umes e Selo MEC

Turíbio Santos(Rob Digital)
Ricardo Amado & Flávio Augusto(CPC)
Chapéu de Palha(MEC)


08/10/2002: NÚCLEO CONTEMPORÂNEO & PAU BRASIL

Benjamim Taubkin, Teco Cardoso(Núcleo)
Rodolfo Stroeter(Pau Brasil)


15/10/2002: VISOM, BISCOITO FINO & KUARUP

Cristina Braga & Ricardo Medeiros (Visom)
Quito Pedrosa(Biscoito Fino)
& Paulo Sérgio Santos e Caio Márcio(Kuarup)


22/10/2002: LUA DISCOS, YB & JAM MUSIC

Carlinhos Antunes(Lua Discos)
Bolão(YB)
Curupira(JAM ? participou do Free Jazz 2001)


29/10/2002: KARMIM, MEC & MCD

Gilvan de Oliveira(Karmim)
Marcus Santurys(MCD)

27.8.02

O PULSO
Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer /Tony Bellotto


O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Peste bubonica câncer pneumonia
Raiva rubéola tuberculose anemia
Rancor cisticircose caxumba difteria
Encefalite faringite gripe leucemia
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Hepatite escarlatina estupidez paralisia
Toxoplasmose sarampo esquizofrenia
Úlcera trombose conqueluche hipocondria
Sífilis ciúmes asma cleptomania
O corpo ainda é pouco
O corpo ainda é pouco
Reumatismo raquitismo cistite disritmia
Hérnia pediculose tétano hipocrisia
Brucelose febre tifóide arteriosclerose miopia
Catapora culpa cárie cãimbra lepra afasia
O pulso ainda pulsa
O corpo ainda é pouco
Você já chegou naquele ponto que considera irrelevante qualquer assunto sobre o qual não consiga informações adicionais em uma busca rápida pela internet?
Volta e meia leio, ouço e vejo referências à decadência cultural da velha urbe que até o início dos 60 foi a capital desta nação. Pois bem, o que eu observo é que há cada vez mais coisas para se ver e fazer na flechada São Sebastião do Rio de Janeiro. E, se você não for fissurado no circuitão de peças e shows, muita coisa barata. (o restante do papo está aqui)
As reações sobre o maldito artigo no Washington Times que diz que o Brasil está formando um eixo do mal que deve ser combatido pelos EUA (veja abaixo) está provocando diversas reações. Veja nos posts a seguir algumas cartas enviadas ao autor do artigo e ao jornal que teve a cara de pau de publicar tamanho absurdo.

Se você tiver alguma coisa a dizer sobre o assunto e quiser também manifestar seu repúdio, aqui estão os e-mails do autor e do jornal:

Mr. Menges: menges@hudsondc.org ou (202)-974-2410 ou (202)-223-7770

Editor of Washington Times: letters@washingtontimes.com

Quero agradecer à Leila e ao seu marido Peter (as cartas deles também estão incluídas abaixo) por ter participado da indignação e ajudado a acabar com esse absurdo.



SOME LETTERS TO THE EDITOR (WASH. TIMES)
August 19, 2002

Next stop for war on terror: Brazil?
Constantine C. Menges' column "Blocking a new axis of evil" (Commentary, Aug. 7) is an outrage to all Brazilian people.
First, I do not sympathize with presidential candidate Luiz Inacio Lula da Silva because I don't think he's really prepared for that office. Even so, I cannot imagine all the unnamable horrors predicted by Mr. Menges would happen if Mr. da Silva were elected. Indeed, Mr. Menges' column is like a jigsaw puzzle with no matching pieces: lots of old and inaccurate information (such as Mr. da Silva's connections to Cuban leader Fidel Castro) rearranged to make Brazil look like a potential terrorist threat to America.
Brazil has its own problems battling narcotics traffic, so tell me one good reason why would it help the Colombian terrorist outfit FARC (Revolutionary Armed Forces of Colombia), which is financed with drug money? Also, Mr. Menges' speculation about Brazil developing nuclear weapons is ludicrous; we hardly have a decently working nuclear power plant.
If this column was meant to turn Brazil into an enemy in your readers' eyes, it seems as if reverse propaganda has occurred. If more Brazilians are thinking like me at this moment, they are thinking that the United States has been behaving in a paranoid manner since last September, seeing terrorist threats everywhere.

PEDRO GIGLIO
Rio de Janeiro


It is bad enough that the international financial community has seen fit to punish Brazilians for expressing dissatisfaction at the polls. Now neo-Cold Warriors such as Constantine C. Menges are playing the terrorism card to discredit one of Latin America's most distinguished champions of democracy, Luiz Inacio Lula da Silva.
Mr. da Silva gained notoriety on the front lines of the democracy movement in the late 1970s and was pivotal in the dismantling of Brazil's military rule. People may disagree with his policies, but there is no doubt about his commitment to democratic principles. He is no Hugo Chavez of Venezuela or Fidel Castro.
His party leaders have proved themselves skilled managers of Brazil's largest cities, and they have promised to clean up Brazil's notoriously corrupt government. Even current President Fernando Henrique Cardoso respects Mr. da Silva and his Labor Party and has
vowed to endorse him in a runoff election against the populist Ciro Gomes.
The people we should fear in Brazil are Mr. da Silva's enemies. Armed with an ideology of fear, they may overthrow the government and remilitarize Brazil. Mr. Menges' essay plays into the hands of the real enemy, an enemy that is far more dangerous than Mr. da Silva
ever could be.

MARK ANDREWS
Student
Graduate School of International Relations and Pacific Studies
University of California in San Diego
San Diego
Reply to Prof. Menges,

I appreciate your prompt reply and the polite tone of your note, Professor Menges, but the strength of my beliefs and the absolute abhorrence I have for your absurd positions do not allow me to reciprocate so kindly. You say that you have always been a strong opponent of dictatorships: Am I to understand that you spoke out as vociferously against the military dictatorships in Brazil that proceeded their transition to "democracy"? Somehow I doubt that. After all, those were "our boys." It seems you're just another anti-left hypocrite, hiding behind the cloak of " pro-democracy" and fighting a futile battle against events and processes of which you have very little true grasp.

I'm sorry, professor, but your alarmist views simply aren't based in reality. I lived in Brazil under Cardoso for three years, I'm married to a politically astute Brazilian, and I know what the typical Brazilian thinks; there is no way Brazilians are going to tolerate a return to dictatorship, unless, of course, the U.S.--as it has done so many times in the past in Latin America, and always with counterproductive results--isolates the country and effectively sows the seeds for the type of scenario you warn against. Various representatives of the banking community just held talks w/ Lula and came away reassured; that alone questions the validity of your views. The best policy for the U.S. is to start preparing for the
possibility of a Lula victory and do whatever it can to ensure mutually productive relations between the two nations. In other words, the U.S. should exert its influence in a positive, not
negative, way--for once. Co-option, not confrontation, is the way to ensure that Brazil stays on a reasonably straight path. (I, for one, fear that too many Brazilians, already hypersensitive about the fragile state of their economy, will at the last minute have knee-
jerk reactions to all this foreign-generated crap being heaped on Lula--then they will vote for the "safe" candidate, the one that will not bring them change but will simply continue to bleed them dry with continued corruption, ineptitude, and inaction.)

You say it is your view that "the future of Brazil is up to the citizens of Brazil." Then why don't you leave it up to the citizens of Brazil? If the Brazilian electorate chooses their candidate
democratically, what right do you have to subvert that choice from afar? I am forwarding your article, message, and "strategic warning" to all my Brazilian friends here in the U.S. and in Brazil; I will also post them on various Brazilian forums that my wife and I participate in. (One response I have already received, from my very close friend who works for KPMG Consultants in Rio, is telling: Fucking lies!" she writes). I have yet to hear from a Brazilian who is not absolutely disgusted and alarmed with your views. And don't hand me that tired old "freedom of speech" line--I'm not saying you aren't entitled to your views. But disseminating agenda-driven misinformation is not something that should be taken lying down; it should be met with a loud and passionate objection. And I'm sure that you will be hearing those objections very soon via e-mail, phone calls, etc.

You say, "I hope that Brazil maintains its political freedom and has more social justice." First of all, this current state of affairs may very well represent a defining moment in Brazilian history, where Brazilians are finally exercising their political freedom to the maximum extent! And why do you think people are leaning toward Lula? Because those neo-liberal bozos that have held the reigns of power for the past several years have failed, like so many Brazilian governments before them, to deliver ANY real progress in social justice and stability.

After forty years of service, perhaps it's time for you to hang up your spurs (along w/ that dinosaur thinking of yours) and make way for some new blood that demonstrates more contemporary ideas and doesn't rely on divisive and exclusionary scare tactics. Forty years
of wrongs do not make a right (although, in your case, it has most assuredly made you "Right"!). People like you have done a hell of a job promoting misguided, damaging, and ultimately counterproductive foreign policies vis-a-vis Latin America. Your work is doing
absolutely no good for the citizens of this country or for those living outsider our borders. Despite what you and that cowboy in the White House might think, the Golden Age of commie/liberal-bashing is OVER! The "radical threat", you say? Christ, man, it's not the
1950s anymore. Do the world a favor and retire before you do any more damage.

Peter Castles


Dear Dr. Menges,

I am Mr. Castles' wife and he sent me a copy of your prompt response to his e-mail regarding your article published on The Washington Times, which is wreaking havoc among Brazilians all over world via Internet.

Please pardon some of my grammar mistakes since English is my second language, but I did want to write to you in order to give you a Brazilian's point of view of Lula and the left-wing movements in Brazil.

As a Brazilian journalist who witnessed several so-called left-wing meetings with international
attendants in Brazil, I can assure you that it is very common in this kind of forum that parties and organizations that deeply disagree with one another will gather with one common objective -- be it to demonstrate against world neoliberalism, be it to protest against the Area of Free Trade of the Americas, which they consider a bad deal for every country except the US. Like with the Social Forum of Porto Alegre and other meetings, any international
organization is free to attend and they will not be denied participation. Usually the atmosphere in this meetings is festive, democratic and pacific, and the most radical organizations are looked upon as a curiosity rathen than taken seriously. These events
are usually sponsored by several non-governmental organizations, and not by one party only. Political parties prefer not to be involved in these events' organization, even though their militants and some of their polititians will be present, depending on the prestige or visibility (for the public or press) of the event.

Now, regarding Luís Inácio Lula da Silva and the Workers Party (Partido dos Trabalhadores-PT), you have no reason to be afraid. Both Lula and PT have come a
long way since the party was founded in 1980. The ideologic naiveté and administrative inexperience has given place to a much more mature program of ideas and administration proposals and experiences that are receiving compliments from all segments of society,
including international bankers that met with Lula earlier this week. The Workers Party's constituents range from grassroots unionists to enterpreneurs, professionals and intelectuals. PT has had several members elected governors and mayors all over the
country in the last 15 years, and they pretty much stuck to the orthodox ways of management, with conservative budgets and all. It was NEVER in the PT
program the idea of revolution, armed violence or the like. By the way, the Brazilian people have the most absolute aversion to violent radicalism, guerrilla-like movements, etc. Most Brazilians would rather stay poor for the rest of their lives than having to fight with arms to change their political situation. They will try to improve the economy by voting for the candidate they consider the most promising, and every once in a while take part in
pacific street demonstrations, period. Brazilians love their happy-go-lucky lifestyle too much to jeopardize it by engaging in war games. Therefore, rest assured that Brazilians will NEVER be doctrinated to become terrorists, as you state in your article.

PT has even deleted the word "socialism" from their programs and principles statements. PT is for a capitalist society that is capable of promoting better income distribution, through moderate changes in the taxing system, incentive to industrial production and employment, etc. PT and Lula are even supporting the current Government's agreement with the IMF.

If Lula ever showed afinity with Castro or Chavez, it was only regarding some of their policies that were directed to improve the poor population healthcare, education, or to guarantee national sovereignty, etc. Lula does not support the antidemocratic way those men rule their countries, but he does want to make the point that there are some positive aspects in their administrations that should be noted. It's as if an American radical Republican who hated Clinton would recognize that at least he did a great job with the
economy. But anyway, Lula would never try to emulate Castro's or Chavez's government style in Brazil, because the Workers Party is a very ethic and democracy-oriented party, and so are their voters. Populism is definetly not the PT style.

Anyway, since you are a Portuguese speaker I would suggest that you should read the Brazilian newspapers coverage of the presidential elections, so you would have a more accurate scenario of our political situation. Good websites of Brazilian news are:

www.uol.com.br/folha

oglobo.globo.com

www.jb.com.br

I would rather rely on the daily coverage of the election facts and the analysis of competent Brazilian political columnist's articles (such as the ones at Folha On Line "Pensata" and Jornal do Brasil's Dora Kramer) than on the opinion of other scholars that might not be really up-to-date with recent Brazilian history.

Thank you for your attention.

Leila Costa


26.8.02

No início, fiquei na dúvida se ela estava trocando meu nome o tempo todo porque é mesmo muito limitada intelectualmente ou se ela estava tentando me irritar já que em nenhum momento dei chance para ela dizer a que veio.

Fiquei com a opção óbvia: a primeira.