Estou em falta com amigos, visitantes, correspondentes...
Meu vidro de acetona entornou e preciso pedir/ir à farmácia comprar ouro (há restos de esmalte nas minhas unhas)...
Uma amiga fez aniversário e fui visitá-la de mãos abanando porque não tive tempo de comprar nem uma lembrancinha para ela...
Preciso ir ao banco...
Tenho que pagar a academia...
Tenho que comprar presentes para alguns aniversariantes infantis...
Preciso arrumar uma bolsa de coisas que preciso levar para a casa da minha mãe no domingo...
Correio...
Um passeio que prometi ao filho...
etc...
Ah, sim! Trabalho, trabalho, trabalho...
24.10.02
22.10.02
Conheço uma mulher cujo grande orgulho é conseguir amarrar seus seios um no outro com um nó. Com alguma insistência e munido de algumas cervejas, pode-se conseguir que ela apresente seu show de horror. Ela tem uma opinião forte e não muito simpática a meu respeito. Você deve imaginar (ou saber) que não tenho muito controle sobre a forma como minhas sensações e meus sentimentos passam para o meu rosto.
Era pouco mais de meio-dia. Já havia trocado e-mails com a Carol em Aman e já havia falado com Manu em Paris. Tenho que tomar muito cuidado com quem comento este tipo de coisa. É freqüentemente necessário optar entre o clamor da felicidade de ter amigos que entram em contato com você não importando a que distância no globo estão de você e a manutenção de uma imagem de modéstia. Adivinha qual é a minha opção! É por isso, gente, é por isso...
Outra conhecida dispensa o álcool ou a insistência. Em qualquer cozinha de festa, sob qualquer pretexto ou ausência dele, ela levanta a blusa para mostrar os peitos achatados e as cicatrizes de uma cirurgia plástica, na minha opinião, mal-sucedida. Esta também parece não ter gostado da minha reação (semi)involuntrária quando começou a falar de sua (suposta) educação esmerada.
****
Era pouco mais de meio-dia. Já havia trocado e-mails com a Carol em Aman e já havia falado com Manu em Paris. Tenho que tomar muito cuidado com quem comento este tipo de coisa. É freqüentemente necessário optar entre o clamor da felicidade de ter amigos que entram em contato com você não importando a que distância no globo estão de você e a manutenção de uma imagem de modéstia. Adivinha qual é a minha opção! É por isso, gente, é por isso...
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Outra conhecida dispensa o álcool ou a insistência. Em qualquer cozinha de festa, sob qualquer pretexto ou ausência dele, ela levanta a blusa para mostrar os peitos achatados e as cicatrizes de uma cirurgia plástica, na minha opinião, mal-sucedida. Esta também parece não ter gostado da minha reação (semi)involuntrária quando começou a falar de sua (suposta) educação esmerada.
Mulher afirma que Spielberg controla sua mente com microchip
Terça, 22 de outubro de 2002, 07h43
O diretor de cinema Steven Spielberg obteve uma ordem judicial de proteção contra uma mulher que o assediava afirmando que o cineasta implantou um microchip em seu cérebro.
A ordem foi emitida na quinta-feira passada pelo Tribunal Superior de Los Angeles (Califórnia) contra Diana Napolis, de 47 anos, que acusava Spielberg de usar o microchip para controlar sua mente.
A equipe de segurança de Spielberg teme que a mulher sofra de algum problema mental e represente "um sério risco de confrontação violenta".
Diana escreveu um panfleto, que distribuiu na estréia do filme The Tuxedo e na entrega do Grammy Latino, onde acusa Spielberg e sua esposa, a atriz Kate Capshaw, de pertenecer a um culto satânico que lhe implantou um microchip no cérebro denominado "receptor de almas", com o qual a controlam.
Segundo a mulher, o culto satânico opera a partir do sótão da casa de Spielberg. O diretor de Tubarão e Indiana Jones qualificou as ações de Diana Napolis de "alarmantes e ameaçadoras". "Estou preocupado com minha saúde, minha segurança, a segurança de toda a minha família e das pessoas que me rodeiam".
"Para afirmar o óbvio, não estou envolvido em qualquer forma de manipulação da mente ou corpo da senhora Napolis, mediante controle remoto ou qualquer outra tecnologia", disse Spielberg.
Retirado daqui
21.10.02
17.10.02
16.10.02
REGINA DUARTE TEM MEDO DO QUE?
Cara Regina,
Surpreendeu-me sua participação, hoje, no programa gratuito eleitoral do candidato Serra, pregando o medo. Sua tentativa em dividir o seu medo com a Nação brasileira chega a ser patético. O seu medo de que Lula venha a ganhar as eleições, no próximo dia 27, é cômico se não fosse sério, parodiando Dürremath. Cômico, na medida em que imagina que a vida da maioria dos brasileiros seja tal qual a sua. Lamentavelmente, não é. A notoriedade da
qual você, por mérito, desfruta não é vivenciada pela maioria da população brasileira. O que tem sido um terror para você (a vitória do Lula) para muita gente, quem sabe, seja a salvação. 39 milhões de pessoas depositaram em Lula a esperança de dias melhores; e isso não é pouco.
Sério, porque há justo 27 anos, numa semana qualquer de outubro de 1975, você, com outros atores, participou de uma leitura de uma peça teatral, onde o que se via era acima de tudo coragem. Estou falando do Concerto nº 1 para Piano e Orquestra (teatro Paiol, segunda quinzena daquele outubro maldito). Numa sexta-feira à meia-noite, como uma nesga de esperança, atores como João José Pompeu, Madalena Nicol, Maria Ylma, entre outros, davam prova de que alternativa não havia, a não ser enfrentar com coragem a ditadura militar. Enfretamento que fazíamos com as únicas armas de que dispúnhamos, a nossa profissão, ainda que improvisados. O texto, escrito por João Ribeiro Chaves, cunhado de Vladimir Herzog, sacudiu a todos e nos encheu de esperança, não de medo. Na semana seguinte, ou no dia seguinte (existe uma divergência entre este que escreve e Sergio Mamberti, também diretor daquela leitura), Vlado foi morto nas dependências
do DOI-CODI. Vlado esteve naquela meia-noite de sexta-feira assistindo a segunda leitura que falava de esperança, embora debaixo de pancada. Você, demonstrando ainda maior coragem quando tomou a frente e meses depois veio a montar a mesma peça, comercialmente, mantendo grande parte daquele elenco.
Surpreendo-me, sinceramente, que nesse momento você lance dúvidas a respeito da idoneidade e importância histórica do ex-metalúrgico e hoje político mais importante do Brasil. A notoriedade de Lula foi conseguida com trabalho e seriedade, a mesma seriedade com que você pacientemente construiu seu prestígio, ao longo dos anos de sua carreira.
Lula representa esperança e não retrocesso, o caos. Caos e medo é o que grande parte dos que nele votaram, dentre eles eu, têm vivido. Ele significa a mudança, a mesma mudança que um dia você ajudou a construir. Destaco você, ao lado de Lélia Abramo, Fernanda Montenegro, Camila Pitanga, Regina Case, Fernanda Abreu, Lilia Cabral, como um patrimônio cultural brasileiro que não pode ser destruído. Da mesma forma não é correto, com todo o respeito, que tente transformar uma pessoa como Lula, ao qual muitos de nós brasileiros devemos, num causador de caos maior. Até porque ele teve a coragem de enfrentar os militares, junto com seus companheiros metalúrgicos do ABC. Naquela época o combustível da vida era a busca da liberdade que hoje você desfruta e todos nós também desfrutamos. Hoje o combustível da vida é a luta pela igualdade de oportunidades que Lula também representa.
Você fala que ele mudou, que não é mais o homem que você conheceu. A qual Lula você se refere? Aquele que mobilizou seus companheiros para votar em FHC para senador, em 78? Ou o Lula que comandou as greves contra o regime militar, nos anos seguintes? Nota-se que você conhece tudo de teatro e pouco de política. Permita-me, ele é o mesmo homem generoso com seus companheiros e com o destino da Nação Brasileira. Lula não renega seu passado, muito menos o que escreveu, até porque tudo o que escreveu o fez com a própria vida.
Acho que apesar da tristeza que deverá cair sobre seu coração sensível - uma possível derrota de Serra no dia 27, você deve votar, sim, nele. É o seu direito. Acho mais, espero que nos próximos dias tenha a oportunidade de dizer o quanto ele, Serra, pode fazer pelo Brasil, como economista, por exemplo. Só lamento que nesses anos todos o seu partido do coração, governando o Brasil, não tenha usado seu candidato como economista. Sei que ele é muito competente como tal, porém, não foi capaz de evitar a situação que as notícias dos jornais diários não nos deixam esquecer. A crise econômica em que nos meteram.
Acho ainda, para finalizar, que você despreza a inteligência dos eleitores, apelando para o coração sofrido de quem, em situação outra, poderia embarcar no seu medo.
Regina, sua contribuição ao teatro, tevê, cinema e à cultura brasileira, enfim, não será esquecida. O seu gesto de hoje, eu espero que sim. Para o bem de todos nós!
Respeitosamente,
Jair Alves - Dramaturgo - São Paulo
09/10/02
Cara Regina,
Surpreendeu-me sua participação, hoje, no programa gratuito eleitoral do candidato Serra, pregando o medo. Sua tentativa em dividir o seu medo com a Nação brasileira chega a ser patético. O seu medo de que Lula venha a ganhar as eleições, no próximo dia 27, é cômico se não fosse sério, parodiando Dürremath. Cômico, na medida em que imagina que a vida da maioria dos brasileiros seja tal qual a sua. Lamentavelmente, não é. A notoriedade da
qual você, por mérito, desfruta não é vivenciada pela maioria da população brasileira. O que tem sido um terror para você (a vitória do Lula) para muita gente, quem sabe, seja a salvação. 39 milhões de pessoas depositaram em Lula a esperança de dias melhores; e isso não é pouco.
Sério, porque há justo 27 anos, numa semana qualquer de outubro de 1975, você, com outros atores, participou de uma leitura de uma peça teatral, onde o que se via era acima de tudo coragem. Estou falando do Concerto nº 1 para Piano e Orquestra (teatro Paiol, segunda quinzena daquele outubro maldito). Numa sexta-feira à meia-noite, como uma nesga de esperança, atores como João José Pompeu, Madalena Nicol, Maria Ylma, entre outros, davam prova de que alternativa não havia, a não ser enfrentar com coragem a ditadura militar. Enfretamento que fazíamos com as únicas armas de que dispúnhamos, a nossa profissão, ainda que improvisados. O texto, escrito por João Ribeiro Chaves, cunhado de Vladimir Herzog, sacudiu a todos e nos encheu de esperança, não de medo. Na semana seguinte, ou no dia seguinte (existe uma divergência entre este que escreve e Sergio Mamberti, também diretor daquela leitura), Vlado foi morto nas dependências
do DOI-CODI. Vlado esteve naquela meia-noite de sexta-feira assistindo a segunda leitura que falava de esperança, embora debaixo de pancada. Você, demonstrando ainda maior coragem quando tomou a frente e meses depois veio a montar a mesma peça, comercialmente, mantendo grande parte daquele elenco.
Surpreendo-me, sinceramente, que nesse momento você lance dúvidas a respeito da idoneidade e importância histórica do ex-metalúrgico e hoje político mais importante do Brasil. A notoriedade de Lula foi conseguida com trabalho e seriedade, a mesma seriedade com que você pacientemente construiu seu prestígio, ao longo dos anos de sua carreira.
Lula representa esperança e não retrocesso, o caos. Caos e medo é o que grande parte dos que nele votaram, dentre eles eu, têm vivido. Ele significa a mudança, a mesma mudança que um dia você ajudou a construir. Destaco você, ao lado de Lélia Abramo, Fernanda Montenegro, Camila Pitanga, Regina Case, Fernanda Abreu, Lilia Cabral, como um patrimônio cultural brasileiro que não pode ser destruído. Da mesma forma não é correto, com todo o respeito, que tente transformar uma pessoa como Lula, ao qual muitos de nós brasileiros devemos, num causador de caos maior. Até porque ele teve a coragem de enfrentar os militares, junto com seus companheiros metalúrgicos do ABC. Naquela época o combustível da vida era a busca da liberdade que hoje você desfruta e todos nós também desfrutamos. Hoje o combustível da vida é a luta pela igualdade de oportunidades que Lula também representa.
Você fala que ele mudou, que não é mais o homem que você conheceu. A qual Lula você se refere? Aquele que mobilizou seus companheiros para votar em FHC para senador, em 78? Ou o Lula que comandou as greves contra o regime militar, nos anos seguintes? Nota-se que você conhece tudo de teatro e pouco de política. Permita-me, ele é o mesmo homem generoso com seus companheiros e com o destino da Nação Brasileira. Lula não renega seu passado, muito menos o que escreveu, até porque tudo o que escreveu o fez com a própria vida.
Acho que apesar da tristeza que deverá cair sobre seu coração sensível - uma possível derrota de Serra no dia 27, você deve votar, sim, nele. É o seu direito. Acho mais, espero que nos próximos dias tenha a oportunidade de dizer o quanto ele, Serra, pode fazer pelo Brasil, como economista, por exemplo. Só lamento que nesses anos todos o seu partido do coração, governando o Brasil, não tenha usado seu candidato como economista. Sei que ele é muito competente como tal, porém, não foi capaz de evitar a situação que as notícias dos jornais diários não nos deixam esquecer. A crise econômica em que nos meteram.
Acho ainda, para finalizar, que você despreza a inteligência dos eleitores, apelando para o coração sofrido de quem, em situação outra, poderia embarcar no seu medo.
Regina, sua contribuição ao teatro, tevê, cinema e à cultura brasileira, enfim, não será esquecida. O seu gesto de hoje, eu espero que sim. Para o bem de todos nós!
Respeitosamente,
Jair Alves - Dramaturgo - São Paulo
09/10/02
A audácia!
L. F. Veríssimo (O Globo, 15/10/2002)
Quem o Lula pensa que é, tomando Romanée-Conti? Gente! O que é isso? Onde é
que estamos? Romanée- iiiiiiiiiiiiiii Conti não é pro teu bico não, ó
retirante. Vê se te enxerga, ó pau-de-arara. O teu negócio é cachaça. O teu
negócio é prato-feito, cerveja e olhe lá. A audácia do Lula!
Hoje tomam Romanée-Conti, amanhã vão querer o quê? No mínimo se achar iguais
a nós. Pedir os mesmos direitos. Viver como a gente, que tem berço, que tem
classe, que tem bom gosto e portanto merece o melhor. E nós sabemos como isso
acaba. Logo, logo vão estar querendo subir pelo elevador social.
O Lula tomando Romanée-Conti... Ora faça-me o favor. Que coisa grotesca. Que
coisa ridícula. Que acinte. Que escândalo. E que desperdício. Vai ver ele não
sabe nem pronunciar o nome, quanto mais apreciar o sabor. Vai ver derramou um
pouco pro santo, na toalha. Romanée-Conti não é pra gentinha, não, Lula. As
coisas boas da vida são para as pessoas finas do mundo, não pra pé-rapado que
bota gravata e acha que é doutor. Muito menos pra pé-rapado brasileiro.
Está bom, foi só um gole. Mas é assim que começa. Hoje tomam um gole de
Romanée-Conti, amanhã estão com delírio de grandeza, pedindo saneamento
básico, habitação decente, oportunidade de trabalho e até - gentinha metida a
grande coisa não sabe quando parar - mais saúde pública, mais igualdade e
caviar. Enfim, essas coisas que intelectual comunista põe na cabeça deles.
Sim, porque a índole natural da nossa gentinha, em geral, é boa. Se pudessem
escolher, escolheriam angu aguado e vinho Boca Negra, coisas autênticas, às
vezes mortais, mas pitorescas. Como eles, que até hoje nunca tinham
incomodado ninguém, que até hoje conheciam o seu lugar. Agora, depois da
gentinha provar Romanée-Conti, ninguém sabe o que pode acontecer neste país.
Deram álcool para os índios! Nenhum branco está mais seguro.
O Lula tomando Romanée-Conti... É o cúmulo. É uma inversão completa dos
valores sob os quais nos criamos, segundo os quais se Deus quisesse que os
pobres tomassem vinho de rico daria uma ajuda de custo. É o fim de qualquer
hierarquia social, portanto o caos. Ainda bem que ainda existem patriotas
alertas para denunciar o ridículo, o acinte, o escândalo, e chamar o Lula de
volta à humildade. Para mandar o Lula se enxergar.
Sim, porque hoje é Romanée-Conti e amanhã pode ser até a Presidência da
República. Gentinha que não conhece o seu lugar é capaz de tudo.
Na íntegra, carta da CUT para a atriz Regina Duarte:
À Regina Duarte
O direito de defender os próprios pontos de vista é inalienável. Acreditar que seu candidato, por suposto José Serra, é o melhor, é direito seu e que ninguém questiona.
Também está no campo da total inquestionabilidade seu direito de fazer campanha para qualquer candidato que você queira, o que, aliás, é um direito de qualquer cidadão numa sociedade democrática.
Mas já transcende não só o direito, mas até a dignidade, prestar-se ao papel de terrorista e/ou patrulheira do voto dos que querem mudança, dos milhões de brasileiros prejudicados (o que felizmente não é o seu caso) por um modelo econômico excludente e perverso.
Lula, por sua história e por seu presente, merece respeito; o mesmo respeito, ao menos, com que trata seus adversários.
Você, Regina, é uma figura pública, até então merecedora de todo nosso respeito, mas para que ele continue, você também deve dar-se a ele.
João Antonio Felício
Presidente Nacional
Central Única dos Trabalhadores
(Uma central sindical que te admira mas que se sente indignada com o papel que você desempenhou na noite de 14/10/2002)
À Regina Duarte
O direito de defender os próprios pontos de vista é inalienável. Acreditar que seu candidato, por suposto José Serra, é o melhor, é direito seu e que ninguém questiona.
Também está no campo da total inquestionabilidade seu direito de fazer campanha para qualquer candidato que você queira, o que, aliás, é um direito de qualquer cidadão numa sociedade democrática.
Mas já transcende não só o direito, mas até a dignidade, prestar-se ao papel de terrorista e/ou patrulheira do voto dos que querem mudança, dos milhões de brasileiros prejudicados (o que felizmente não é o seu caso) por um modelo econômico excludente e perverso.
Lula, por sua história e por seu presente, merece respeito; o mesmo respeito, ao menos, com que trata seus adversários.
Você, Regina, é uma figura pública, até então merecedora de todo nosso respeito, mas para que ele continue, você também deve dar-se a ele.
João Antonio Felício
Presidente Nacional
Central Única dos Trabalhadores
(Uma central sindical que te admira mas que se sente indignada com o papel que você desempenhou na noite de 14/10/2002)
14.10.02
10.10.02
Se você tem alguma dúvida sobre o que há na cabeça dos fãs e dos pais de fãs de Sandy & Júnior, leve em consideração os seguintes dados:
- a cidade de Rio de Janeiro passa por uma terrível onda de calor;
- o bairro do Maracanã costuma marcar as mais altas temperaturas da cidade;
- o calor acumula sobre o cimento, atingindo temperaturas elevadíssimas no meio da tarde;
- não há sombra à tarde próximo à bilheteria que está vendendo ingressos para o show da dupla no dia das crianças;
- a fila só cresce desde o início da manhã;
- uma garrafinha de água mineral (da bica) custa R$1,20.
Mas o ponto definitivo para que você possa fechar seu diagnóstico ou veredicto é o seguinte:
- há um 0800 vendendo os ingressos com entrega em domicílio!
Quer mais?
- há centenas de atividades mais interessantes, educativas e inteligentes programadas para o mesmo dia na Cidade Maravilhosa. Muitas delas gratuitas.
- a cidade de Rio de Janeiro passa por uma terrível onda de calor;
- o bairro do Maracanã costuma marcar as mais altas temperaturas da cidade;
- o calor acumula sobre o cimento, atingindo temperaturas elevadíssimas no meio da tarde;
- não há sombra à tarde próximo à bilheteria que está vendendo ingressos para o show da dupla no dia das crianças;
- a fila só cresce desde o início da manhã;
- uma garrafinha de água mineral (da bica) custa R$1,20.
Mas o ponto definitivo para que você possa fechar seu diagnóstico ou veredicto é o seguinte:
- há um 0800 vendendo os ingressos com entrega em domicílio!
Quer mais?
- há centenas de atividades mais interessantes, educativas e inteligentes programadas para o mesmo dia na Cidade Maravilhosa. Muitas delas gratuitas.
8.10.02
Agora que parei de fumar e faço de conta que foi porque fui catequizada por aquela história de danação eterna e inferno para os fumantes, estou quase me convertendo a outra daquelas verdades que se você questionar encontra a perdição.
Deve mesmo ter havido uma Lilith e eu sou descendente dela. Não consigo atinar em outro motivo para uma LPM (Larica Pré-Menstrual) justo agora que eu tinha conseguido me livrar de 2,5 Kg mesmo sem voltar aos diabólicos cigarros.
Ah, sim. Talvez eu deva alguma explicação por um silêncio tão longo.
- Trabaio, misifio, muitcho trabaio...
... e vontade nenhuma de falar sobre a maldição que se abateu sobre o estado do Rio de Janeiro vinda das urnas do interior e da Baixada Fluminense.
Talvez eu devesse olhar o copo meio cheio. Certo, certo... Então imaginem que estou acenando com um lenço branco em direção à cova do esquecimento:
- Adeus Maluf, Brizola, Collor, Quércia... Vão atazanar o diabo que os carregue!
E, como se dizia nos velhos tempos, a luta continua, companheiro!
Quero Lula lá mais que nunca!
Deve mesmo ter havido uma Lilith e eu sou descendente dela. Não consigo atinar em outro motivo para uma LPM (Larica Pré-Menstrual) justo agora que eu tinha conseguido me livrar de 2,5 Kg mesmo sem voltar aos diabólicos cigarros.
Ah, sim. Talvez eu deva alguma explicação por um silêncio tão longo.
- Trabaio, misifio, muitcho trabaio...
... e vontade nenhuma de falar sobre a maldição que se abateu sobre o estado do Rio de Janeiro vinda das urnas do interior e da Baixada Fluminense.
Talvez eu devesse olhar o copo meio cheio. Certo, certo... Então imaginem que estou acenando com um lenço branco em direção à cova do esquecimento:
- Adeus Maluf, Brizola, Collor, Quércia... Vão atazanar o diabo que os carregue!
E, como se dizia nos velhos tempos, a luta continua, companheiro!
Quero Lula lá mais que nunca!
30.9.02
Dado que não houve qualquer motivo para que o tráfico resolvesse mostrar seu poder de fogo justo a uma semana das eleições;
dado que nenhuma favela foi invadida, nenhum grande líder do tráfico morreu para que se decretasse o fechamento dos estabelecimentos comerciais por toda a cidade e região metropolitana;
dado que o passado condena as pessoas que seriam beneficiadas por uma farsa desta envergadura;
dado que a possibilidade de Benedita da Silva, atual governadora do Estado do Rio de Janeiro (leia-se responsável pela segurança pública do estado) e candidata a permanecer no cargo, chegar ao segundo turno com Rosinha Garotinho tira definitivamente Solange Amaral, candidata do prefeito César Maia do páreo;
publico aqui trecho de uma reportagem da revista Época e um texto que escrevi em 25/05/2001 e na mesma época publicado na Crônica do Dia, descrevendo caso semelhante já ocorrido, posterior ao citado no tal livro.
Por favor, como cidadãos, leiam e tirem suas próprias conclusões:
Admitidos como prática política, os rumores dispõem de propagadores de plantão no cenário nacional. Com as lorotas que conta sobre a própria biografia, Anthony Garotinho já pode ser definido como o autoboato. Outro profissional muito aplicado desse mercado negro, que não demonstra o menor constrangimento em valer-se de informações falsas para tentar iludir a população e colher benefícios, o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), revela no livro Política É Ciência como inventou um burburinho para prejudicar a candidatura de Sérgio Cabral, adversário de seu seguidor Luiz Paulo Conde nas eleições de 1996. O prefeito diz que ordenou a um assessor de campanha: ?Pegue o celular e mande colocar 150 pessoas em botequins tomando cafezinho e dizendo: ?Eu soube que Sérgio Cabral vai renunciar...? Dali a três dias alguém veio me dizer: ?Serginho vai renunciar, vai renunciar...?? No dia 4 de março, Maia aplicou esse golpe mais uma vez, num esforço para tirar do noticiário o R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo encontrados na empresa de Roseana Sarney e de seu marido, Jorge Murad. ?Foi uma manipulação PF-PSDB-ÉPOCA?, mentiu o prefeito.
(retirado daqui)
- O Salgueiro vai descer.
- Me disseram que o Turano também.
- Por que que aquele povo tá correndo?
- Sei lá, mas não vou ficar aqui esperando para saber.
As lojas da Praça Saens Peña e adjacências baixaram as portas. Todo mundo sabia: o morro ia descer. Pânico! Mães foram buscar os filhos mais cedo na escola. Pelo telefone, parentes e amigos recomendavam que a Tijuca fosse evitada a qualquer custo. O zunzunzum alastrava-se como fogo pela cidade. O policiamento da área foi reforçado, mas os comerciantes, temendo o pior mantiveram seus estabelecimentos fechados. Quem não tinha outro jeito passava pela Rua Conde de Bonfim agarrado à carteira e à bolsa e com olhos na nuca, preparado para atirar-se ao chão ou sair em disparada mediante qualquer ruído ou movimento suspeito. Nunca num só dia tantas pessoas arranharam joelhos e mãos ao som do motor de um fusca velho.
A tarde do apocalipse acabou, vieram a noite e a madrugada, o dia amanheceu e a Igreja de Santo Afonso ainda assistiu a passos, ouvidos e olhos desconfiados desfilando pela vizinhança, apesar de nada, absolutamente nada além de pequenos sustos, terem acontecido na véspera. Os policiais continuavam de plantão. Surpresa: paz!
As investigações comprovaram que um enorme boato tinha acontecido. Só mesmo uma população receptiva a tragédias e calamidades levaria a sério a história de que uma comunidade pacífica como a do Salgueiro ia tomar o asfalto de assalto. Apenas quem não entende nada de política de tráfico pensaria que os chefões deixariam um evento destas proporções acontecer e atrapalhar seus negócios.
- Eu sabia que só podia ser balela. Só liguei prá Glorinha e fui prá casa mais cedo porque nunca se sabe, né?
- Eu também. Mas a gente nunca sabe direito o que se passa na cabeça dessa gente... Ficam lá em cima só fazendo filho e pensando besteira... Mas ainda bem que foi só história... Vamos ali tomar um cafezinho?
- Claro! E você, hein? Já escolheu seu candidato?
- Eu ia votar no Conde, mas depois do susto que passei ontem... O César Maia é meio doido, mas, sei lá...
Discretamente, os jornais publicaram um trecho de um livro do prefeito que sairia das urnas logo depois. Lá ele ensinava a arte do boato. Bastava plantar em pontos estratégicos da cidade _ nos botequins, é claro _ indivíduos pagos pelo mentor do rumor, que divulgariam a história, recheando com citações de fontes seguríssimas.
- Olha... (pausa... uma olhada discreta para os dois lados... braço do interlocutor entre os dedos...) Meu primo trabalha na PM, tá sabendo? Sabe o que mais? Tão reforçando o policiamento aqui por essas bandas... Descobriram um plano dos traficantes, xará... O morro desce hoje. Éééé, mermão... Eles querem mostrar quem é que manda. Tá me entendendo? Isso aqui vai virar uma praça de guerra, cumpadi. Se eu fosse tu, fazia que nem eu: tomava a saideira e sartava fora.
- Ô, Zé! Põe um pingado aqui prá mim rapidinho, que eu não tô a fim de dar bobeira por essas bandas hoje não. Tu não sabia? Tão falando que o Salgueiro vai descer. Vai ser um auê dos bons...
Sempre fui fascinada por botequins. Cada um tem seu espírito, sua identidade, sua própria dinâmica e porcaria. Não são apenas fontes de boatos ou local barato de lazer. São, antes de tudo, bom termômetro do ânimo da sociedade. Parar e ouvir o que se passa nestes redutos de carioquice é tema de arte e entretenimento.
Junto com o maço de cigarro hoje no balcão, peguei uma das melhores análises sobre o problema energético e demais questões que envolvem o governo atualmente. O cabra nordestino que dirige a bodega foi se entusiasmando com o meu interesse, as veias do pescoço crescendo e a cara ficando vermelha. Dava gosto de se ver. Foi lá no rádio e quase tirou a voz do Falamansa. A cozinheira veio ver o que se passava com o chefe e também palpitou duro. O cara que estava fazendo hora numa das mesas da calçada espichou o ouvido, cuspiu o palito que vadiava no canto da boca e soltou o verbo. O outro não tirou o olho do copo de cerveja quente, mas assentia martelando com a cabeça. De repente, já não se podia distinguir o que se falava, tamanha era a vontade e a necessidade de todos e de cada um daqueles indivíduos de expressar a sua revolta . Tempo quente num Rio abaixo de 20º C.
E ainda tem quem defenda a tese de povo inconsciente e alienado... Pois sim! Será que ninguém reparou que nas últimas eleições, quando os escândalos ainda não tinham tomado estas proporções que vemos nos últimos tempos, nem tinham atingido direta e claramente o orçamento doméstico, as urnas já mostravam a insatisfação popular com o governo?
Pena que o tempo dos grandes líderes tenha se acabado. Os botecos da Cidade Maravilhosa já estariam prontos para sair às ruas com suas tropas rotas, bêbadas e vadias.
dado que nenhuma favela foi invadida, nenhum grande líder do tráfico morreu para que se decretasse o fechamento dos estabelecimentos comerciais por toda a cidade e região metropolitana;
dado que o passado condena as pessoas que seriam beneficiadas por uma farsa desta envergadura;
dado que a possibilidade de Benedita da Silva, atual governadora do Estado do Rio de Janeiro (leia-se responsável pela segurança pública do estado) e candidata a permanecer no cargo, chegar ao segundo turno com Rosinha Garotinho tira definitivamente Solange Amaral, candidata do prefeito César Maia do páreo;
publico aqui trecho de uma reportagem da revista Época e um texto que escrevi em 25/05/2001 e na mesma época publicado na Crônica do Dia, descrevendo caso semelhante já ocorrido, posterior ao citado no tal livro.
Por favor, como cidadãos, leiam e tirem suas próprias conclusões:
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Admitidos como prática política, os rumores dispõem de propagadores de plantão no cenário nacional. Com as lorotas que conta sobre a própria biografia, Anthony Garotinho já pode ser definido como o autoboato. Outro profissional muito aplicado desse mercado negro, que não demonstra o menor constrangimento em valer-se de informações falsas para tentar iludir a população e colher benefícios, o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), revela no livro Política É Ciência como inventou um burburinho para prejudicar a candidatura de Sérgio Cabral, adversário de seu seguidor Luiz Paulo Conde nas eleições de 1996. O prefeito diz que ordenou a um assessor de campanha: ?Pegue o celular e mande colocar 150 pessoas em botequins tomando cafezinho e dizendo: ?Eu soube que Sérgio Cabral vai renunciar...? Dali a três dias alguém veio me dizer: ?Serginho vai renunciar, vai renunciar...?? No dia 4 de março, Maia aplicou esse golpe mais uma vez, num esforço para tirar do noticiário o R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo encontrados na empresa de Roseana Sarney e de seu marido, Jorge Murad. ?Foi uma manipulação PF-PSDB-ÉPOCA?, mentiu o prefeito.
(retirado daqui)
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POLÍTICA DE BOTEQUIM
(Carla Cintia Conteiro)
(Carla Cintia Conteiro)
- O Salgueiro vai descer.
- Me disseram que o Turano também.
- Por que que aquele povo tá correndo?
- Sei lá, mas não vou ficar aqui esperando para saber.
As lojas da Praça Saens Peña e adjacências baixaram as portas. Todo mundo sabia: o morro ia descer. Pânico! Mães foram buscar os filhos mais cedo na escola. Pelo telefone, parentes e amigos recomendavam que a Tijuca fosse evitada a qualquer custo. O zunzunzum alastrava-se como fogo pela cidade. O policiamento da área foi reforçado, mas os comerciantes, temendo o pior mantiveram seus estabelecimentos fechados. Quem não tinha outro jeito passava pela Rua Conde de Bonfim agarrado à carteira e à bolsa e com olhos na nuca, preparado para atirar-se ao chão ou sair em disparada mediante qualquer ruído ou movimento suspeito. Nunca num só dia tantas pessoas arranharam joelhos e mãos ao som do motor de um fusca velho.
A tarde do apocalipse acabou, vieram a noite e a madrugada, o dia amanheceu e a Igreja de Santo Afonso ainda assistiu a passos, ouvidos e olhos desconfiados desfilando pela vizinhança, apesar de nada, absolutamente nada além de pequenos sustos, terem acontecido na véspera. Os policiais continuavam de plantão. Surpresa: paz!
As investigações comprovaram que um enorme boato tinha acontecido. Só mesmo uma população receptiva a tragédias e calamidades levaria a sério a história de que uma comunidade pacífica como a do Salgueiro ia tomar o asfalto de assalto. Apenas quem não entende nada de política de tráfico pensaria que os chefões deixariam um evento destas proporções acontecer e atrapalhar seus negócios.
- Eu sabia que só podia ser balela. Só liguei prá Glorinha e fui prá casa mais cedo porque nunca se sabe, né?
- Eu também. Mas a gente nunca sabe direito o que se passa na cabeça dessa gente... Ficam lá em cima só fazendo filho e pensando besteira... Mas ainda bem que foi só história... Vamos ali tomar um cafezinho?
- Claro! E você, hein? Já escolheu seu candidato?
- Eu ia votar no Conde, mas depois do susto que passei ontem... O César Maia é meio doido, mas, sei lá...
Discretamente, os jornais publicaram um trecho de um livro do prefeito que sairia das urnas logo depois. Lá ele ensinava a arte do boato. Bastava plantar em pontos estratégicos da cidade _ nos botequins, é claro _ indivíduos pagos pelo mentor do rumor, que divulgariam a história, recheando com citações de fontes seguríssimas.
- Olha... (pausa... uma olhada discreta para os dois lados... braço do interlocutor entre os dedos...) Meu primo trabalha na PM, tá sabendo? Sabe o que mais? Tão reforçando o policiamento aqui por essas bandas... Descobriram um plano dos traficantes, xará... O morro desce hoje. Éééé, mermão... Eles querem mostrar quem é que manda. Tá me entendendo? Isso aqui vai virar uma praça de guerra, cumpadi. Se eu fosse tu, fazia que nem eu: tomava a saideira e sartava fora.
- Ô, Zé! Põe um pingado aqui prá mim rapidinho, que eu não tô a fim de dar bobeira por essas bandas hoje não. Tu não sabia? Tão falando que o Salgueiro vai descer. Vai ser um auê dos bons...
Sempre fui fascinada por botequins. Cada um tem seu espírito, sua identidade, sua própria dinâmica e porcaria. Não são apenas fontes de boatos ou local barato de lazer. São, antes de tudo, bom termômetro do ânimo da sociedade. Parar e ouvir o que se passa nestes redutos de carioquice é tema de arte e entretenimento.
Junto com o maço de cigarro hoje no balcão, peguei uma das melhores análises sobre o problema energético e demais questões que envolvem o governo atualmente. O cabra nordestino que dirige a bodega foi se entusiasmando com o meu interesse, as veias do pescoço crescendo e a cara ficando vermelha. Dava gosto de se ver. Foi lá no rádio e quase tirou a voz do Falamansa. A cozinheira veio ver o que se passava com o chefe e também palpitou duro. O cara que estava fazendo hora numa das mesas da calçada espichou o ouvido, cuspiu o palito que vadiava no canto da boca e soltou o verbo. O outro não tirou o olho do copo de cerveja quente, mas assentia martelando com a cabeça. De repente, já não se podia distinguir o que se falava, tamanha era a vontade e a necessidade de todos e de cada um daqueles indivíduos de expressar a sua revolta . Tempo quente num Rio abaixo de 20º C.
E ainda tem quem defenda a tese de povo inconsciente e alienado... Pois sim! Será que ninguém reparou que nas últimas eleições, quando os escândalos ainda não tinham tomado estas proporções que vemos nos últimos tempos, nem tinham atingido direta e claramente o orçamento doméstico, as urnas já mostravam a insatisfação popular com o governo?
Pena que o tempo dos grandes líderes tenha se acabado. Os botecos da Cidade Maravilhosa já estariam prontos para sair às ruas com suas tropas rotas, bêbadas e vadias.
26.9.02
Eu tinha uns 16 anos quando o anti-galã entrou na minha vida. Meus ídolos até então eram bonitinhos. Ele não, mas tinha muita coisa para oferecer. Era divertido, inteligente e muito talentoso e de muitas maneiras falava a minha língua. Devo ter batido o record de audição de Passo do Lui.
Ricardo diz que seu amor pelo Flamengo é um amor puríssimo, que não espera nada em troca. Assim também é meu amor pelo Paralamas, como também foi pela Legião Urbana e alguns outros que fizeram parte da minha vida adolescente, me viram crescer e ajudaram a fazer meu mundo interior melhor.
Chorei no dia em que Renato morreu como se tivesse perdido um irmão. Fiquei triste durante muito tempo. Quando Herbert sofreu o acidente eu também fiquei desesperada a ponto do meu filho ficar preocupado comigo. Essas pessoas fazem parte da minha família afetiva, caramba! Eles me ajudaram a me construir, me inspiraram, me alegraram, compreendiam minhas angústias, fizeram fundo musical para todo tipo de coisa pela qual passei nas últimas décadas.
E agora vejo o Herbert fênix. Estou muito feliz por tê-lo de volta. Escuto o que ele tem a dizer e ele continua lindo como sempre, brilhante, iluminado. E é uma sensação maravilhosa saber que ele está aí de novo. E é difícil demais falar dessas coisas sem ser piegas e melosa.
Este post é só para dar um beijo virtual no meu irmão Herbert Vianna...
Ricardo diz que seu amor pelo Flamengo é um amor puríssimo, que não espera nada em troca. Assim também é meu amor pelo Paralamas, como também foi pela Legião Urbana e alguns outros que fizeram parte da minha vida adolescente, me viram crescer e ajudaram a fazer meu mundo interior melhor.
Chorei no dia em que Renato morreu como se tivesse perdido um irmão. Fiquei triste durante muito tempo. Quando Herbert sofreu o acidente eu também fiquei desesperada a ponto do meu filho ficar preocupado comigo. Essas pessoas fazem parte da minha família afetiva, caramba! Eles me ajudaram a me construir, me inspiraram, me alegraram, compreendiam minhas angústias, fizeram fundo musical para todo tipo de coisa pela qual passei nas últimas décadas.
E agora vejo o Herbert fênix. Estou muito feliz por tê-lo de volta. Escuto o que ele tem a dizer e ele continua lindo como sempre, brilhante, iluminado. E é uma sensação maravilhosa saber que ele está aí de novo. E é difícil demais falar dessas coisas sem ser piegas e melosa.
Este post é só para dar um beijo virtual no meu irmão Herbert Vianna...
25.9.02
Depois de procurar Do Cóccix até o Pescoço até na Modern Sound e não encontrar ameacei entrar em pânico. Se o que você está procurando não tem por lá é possível que não encontre em lugar algum. Mas fui salva por uma lojinha no shopping aqui pertinho.
E cá estou dando continuidade ao prazer de que desfrutei no show de Elza Soares no Rival na última sexta-feira. Para quem ainda não foi conferir, a boa notícia é que no próximo final de semana também tem. Mas é bom comprar logo os ingressos porque o show está concorridíssimo.
Portanto, confirmo que quando a temporariamente ausenteMeg insiste em chamar a atenção sobre alguma coisa é bom ficar atento.
Mas por lá mesmo na Modern Sound fizemos umas comprinhas básicas. Achei alguns CD´s preciosos. Estou alternando Elza Soares com Novos Baianos. Estou me sentindo de volta à infância :-)))
E também tinha uma estante comprida e fininha que - dizem - suporta até 240 CD´s. Como diria Seu Creysson: "Nossus pobrema se acabarum-se!" Infelizmente não tem muito tempo que compramos outra estante que também seria a "solução definitiva". Além dos CD's que ganhamos por motivos e motivações profissionais, nossos amigos, que sabem de nosso lar musical, contribuem e ainda tem essas excursões às lojas de disco. Quem dera todos os problemas do mundo fossem desse tipo...
E cá estou dando continuidade ao prazer de que desfrutei no show de Elza Soares no Rival na última sexta-feira. Para quem ainda não foi conferir, a boa notícia é que no próximo final de semana também tem. Mas é bom comprar logo os ingressos porque o show está concorridíssimo.
Portanto, confirmo que quando a temporariamente ausenteMeg insiste em chamar a atenção sobre alguma coisa é bom ficar atento.
Mas por lá mesmo na Modern Sound fizemos umas comprinhas básicas. Achei alguns CD´s preciosos. Estou alternando Elza Soares com Novos Baianos. Estou me sentindo de volta à infância :-)))
E também tinha uma estante comprida e fininha que - dizem - suporta até 240 CD´s. Como diria Seu Creysson: "Nossus pobrema se acabarum-se!" Infelizmente não tem muito tempo que compramos outra estante que também seria a "solução definitiva". Além dos CD's que ganhamos por motivos e motivações profissionais, nossos amigos, que sabem de nosso lar musical, contribuem e ainda tem essas excursões às lojas de disco. Quem dera todos os problemas do mundo fossem desse tipo...
24.9.02
Quem me acompanha nessa?
Uma verdadeira viagem no tempo, com direito a delícias servidas em pratos que imitam as louças da época do Império, é um dos atrativos do chá completo servido toda última quinta-feira do mês [como a próxima, dia 26] no Museu do Primeiro Reinado. O programa inclui uma visita guiada por todos os salões da Casa da Marquesa de Santos. O chá é servido no Salão Oval, com portas e janelas envidraçados que se abrem para o jardim do museu. No menu, pães, tortas e chás para todos os gostos justificam o preço salgado. No final, você pode levar para casa a xícara que usou. "É uma delícia. Pouca gente conhece e isso torna o lugar ainda mais charmoso. O chá tem quitutes deliciosos, fresquinhos, diz a estilista Gabriela Saldanha.
Casa da Marquesa de Santos
Av. Pedro II, 293
São Cristóvão
2589-9627
Uma verdadeira viagem no tempo, com direito a delícias servidas em pratos que imitam as louças da época do Império, é um dos atrativos do chá completo servido toda última quinta-feira do mês [como a próxima, dia 26] no Museu do Primeiro Reinado. O programa inclui uma visita guiada por todos os salões da Casa da Marquesa de Santos. O chá é servido no Salão Oval, com portas e janelas envidraçados que se abrem para o jardim do museu. No menu, pães, tortas e chás para todos os gostos justificam o preço salgado. No final, você pode levar para casa a xícara que usou. "É uma delícia. Pouca gente conhece e isso torna o lugar ainda mais charmoso. O chá tem quitutes deliciosos, fresquinhos, diz a estilista Gabriela Saldanha.
Casa da Marquesa de Santos
Av. Pedro II, 293
São Cristóvão
2589-9627
Anote esse nome:
O quinteto de violões A Camarilha foi criado em 1996 por André Poyart, Artur de Freitas Gouvêa, Celso Garcia Ramalho, Eduardo Gatto e Guilherme Milagres, violonistas formados pela Escola de Música da UFRJ, e vem, desde então, realizando concertos e workshops por várias salas e teatros no Brasil.
Com um estilo próprio de interpretação, o grupo coquistou prêmios importantes, como o 2º lugar no I Concurso Internacional Honorina Barra de Música de Câmara em Curitiba, e participou de projetos culturais como a Cartografia Musical Brasileira, realizado pelo programa Rumos Itaú Cultural Música, representando o estado do Rio de Janeiro numa coletânea de 10 CDs abrangendo todas as regiões do país.
O trabalho da Camarilha é direcionado aos instrumentos de cordas, fazendo uso, além do tradicional violão de seis cordas, de intrumentos como requinto, viola caipira, vilão de oito cordas e violão tenor. A ênfase num trabalho de composição e arranjos próprios fazem o estilo do grupo ter uma característica única, determinada pela soma das influências musicais de cada integrante, criando uma identidade própria a partir das diferenças.
Atualmnete, A Camarilha está gravando seu primeiro CD, contendo além de composições próprias arranjos para música de compositores distintos, como Villa-Lobos, Capiba ou Leandro Braga, sob a produção do violonista Marco Pereira.
A CAMARILHA
Quinteto de violões
André Poyart
Artur de Freitas Gouvêa
Celso Garcia Ramalho
Eduardo Gatto
Guilherme Milagres
Quinteto de violões
André Poyart
Artur de Freitas Gouvêa
Celso Garcia Ramalho
Eduardo Gatto
Guilherme Milagres
O quinteto de violões A Camarilha foi criado em 1996 por André Poyart, Artur de Freitas Gouvêa, Celso Garcia Ramalho, Eduardo Gatto e Guilherme Milagres, violonistas formados pela Escola de Música da UFRJ, e vem, desde então, realizando concertos e workshops por várias salas e teatros no Brasil.
Com um estilo próprio de interpretação, o grupo coquistou prêmios importantes, como o 2º lugar no I Concurso Internacional Honorina Barra de Música de Câmara em Curitiba, e participou de projetos culturais como a Cartografia Musical Brasileira, realizado pelo programa Rumos Itaú Cultural Música, representando o estado do Rio de Janeiro numa coletânea de 10 CDs abrangendo todas as regiões do país.
O trabalho da Camarilha é direcionado aos instrumentos de cordas, fazendo uso, além do tradicional violão de seis cordas, de intrumentos como requinto, viola caipira, vilão de oito cordas e violão tenor. A ênfase num trabalho de composição e arranjos próprios fazem o estilo do grupo ter uma característica única, determinada pela soma das influências musicais de cada integrante, criando uma identidade própria a partir das diferenças.
Atualmnete, A Camarilha está gravando seu primeiro CD, contendo além de composições próprias arranjos para música de compositores distintos, como Villa-Lobos, Capiba ou Leandro Braga, sob a produção do violonista Marco Pereira.
É hoje!
Corre que dá tempo:
Corre que dá tempo:
O Diretório Acadêmico Lima Barreto apresenta
E AGORA, DRUMMOND
Teatro Noel Rosa - UERJ
24 de setembro de 2002, às 19h30
Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã
Texto: Carlos Drummond de Andrade
Direção: Maria Lucya de Lima
Com: Maria Pompeu, Amaury de Lima, Laura Arantes e Kiko Chaves
Garanta seu lugar. Leve 1 Kg de alimento não perecível e retire sua senha a partir das 18:30.
E AGORA, DRUMMOND
Teatro Noel Rosa - UERJ
24 de setembro de 2002, às 19h30
Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã
Texto: Carlos Drummond de Andrade
Direção: Maria Lucya de Lima
Com: Maria Pompeu, Amaury de Lima, Laura Arantes e Kiko Chaves
Garanta seu lugar. Leve 1 Kg de alimento não perecível e retire sua senha a partir das 18:30.
Peralá!
Não tinha uma história aí de que o frio era no inverno e que na primavera o tempo começava a esquentar e apareciam as flores? Cadê os meus dias lindos de setembro (imbatíveis junto com os dias de abril)? Qualé São Xará de Meu Filho? Tá dormindo no ponto? Vamos desligar a torneira e o ar condicionado aí em cima, hein, ô?
Se continuar assim eu me recuso. Só saio de debaixo do edredon quando o sol voltar a brilhar. Tá ouvindo aí?
Humpft!
Não tinha uma história aí de que o frio era no inverno e que na primavera o tempo começava a esquentar e apareciam as flores? Cadê os meus dias lindos de setembro (imbatíveis junto com os dias de abril)? Qualé São Xará de Meu Filho? Tá dormindo no ponto? Vamos desligar a torneira e o ar condicionado aí em cima, hein, ô?
Se continuar assim eu me recuso. Só saio de debaixo do edredon quando o sol voltar a brilhar. Tá ouvindo aí?
Humpft!
23.9.02
Como é mesmo o nome daquela flor carnuda e vermelha? Eu quero.
Você sabe como se chama aquele prato que é servido bem quente e tem um gosto adocicado? Traz um prá mim.
Lembra daquela música que tocou naquela noite e a gente dançou até não agüentar mais? Põe prá tocar.
Sabe aquele lugar aonde a gente ia quando queria sentir cheiro de mato e silêncio? Vambora.
Sim, hoje estou meio tristonha. Nada grave. Amanhã ou depois quando o sol bater no mar não vou sequer lembrar. Se eu esqueço detalhes, como nomes, das coisas realmente importantes, por que não haveria de esquecer dos pequenos espinhos que o próprio pé trata de expelir.
Eu fiz o teste e descobri que o problema é mais ou menos o que eu supunha. Agora tenho dois problemas: não repetir os erros e tentar consertar o que der.
Às vezes acho que estou muito idosa e de vez em quando ajo como criança. Não sei se as lágrimas que ando vertendo em abundância são da velha ou da garotinha. Só sei que não são sempre de tristeza e desespero. Beleza, alegria, emoção gostosa não dá também vontade de chorar?
Tenho alguns tesouros. Alguns são daqueles tipos que as pessoas normais chamariam de lixo. E deve haver um bom motivo para eu ter colocado pessoas normais e lixo na mesma frase.
Jamais aprenderei a patinar, esquiar ou andar de skate.
Quero uma dose de curaçau.
Hoje não é um bom dia para ouvir esta música triste. Chove.
Quero esquecer que certas pessoas existem.
Ainda vou passar uma temporada na Grécia. Qualquer dia eu te ligo: - Estou indo.
Quero um jantar completo no Zazá Bistrô Tropical.
Não gosto de andar sob chuva fina, só de correr sob chuva grossa.
Quero um passeio de gôndola até a Lua.
Detesto apatia e boas maneiras que não venham em consideração ao próximo, mas para auto-promoção.
Quando eu for a Grande Sacerdotisa do Universo, não haverá mais segunda-feira chuvosa.
Você sabe como se chama aquele prato que é servido bem quente e tem um gosto adocicado? Traz um prá mim.
Lembra daquela música que tocou naquela noite e a gente dançou até não agüentar mais? Põe prá tocar.
Sabe aquele lugar aonde a gente ia quando queria sentir cheiro de mato e silêncio? Vambora.
Sim, hoje estou meio tristonha. Nada grave. Amanhã ou depois quando o sol bater no mar não vou sequer lembrar. Se eu esqueço detalhes, como nomes, das coisas realmente importantes, por que não haveria de esquecer dos pequenos espinhos que o próprio pé trata de expelir.
Eu fiz o teste e descobri que o problema é mais ou menos o que eu supunha. Agora tenho dois problemas: não repetir os erros e tentar consertar o que der.
Às vezes acho que estou muito idosa e de vez em quando ajo como criança. Não sei se as lágrimas que ando vertendo em abundância são da velha ou da garotinha. Só sei que não são sempre de tristeza e desespero. Beleza, alegria, emoção gostosa não dá também vontade de chorar?
Tenho alguns tesouros. Alguns são daqueles tipos que as pessoas normais chamariam de lixo. E deve haver um bom motivo para eu ter colocado pessoas normais e lixo na mesma frase.
Jamais aprenderei a patinar, esquiar ou andar de skate.
Quero uma dose de curaçau.
Hoje não é um bom dia para ouvir esta música triste. Chove.
Quero esquecer que certas pessoas existem.
Ainda vou passar uma temporada na Grécia. Qualquer dia eu te ligo: - Estou indo.
Quero um jantar completo no Zazá Bistrô Tropical.
Não gosto de andar sob chuva fina, só de correr sob chuva grossa.
Quero um passeio de gôndola até a Lua.
Detesto apatia e boas maneiras que não venham em consideração ao próximo, mas para auto-promoção.
Quando eu for a Grande Sacerdotisa do Universo, não haverá mais segunda-feira chuvosa.
20.9.02
Você não saberá o que é o verdadeiro amor romântico até que esteja tentando se entender com um site japonês (escrito em língua nativa) por causa do homem da sua vida.
Sim, The Brazilian Sound by meu amo e senhor chegou ao Japão!
Não, não vou colocar o link para o site japonês a partir de onde o livro pode ser encomendado porque de louca aqui basta eu.
Sim, The Brazilian Sound by meu amo e senhor chegou ao Japão!
Não, não vou colocar o link para o site japonês a partir de onde o livro pode ser encomendado porque de louca aqui basta eu.
19.9.02
Minha gineco divide o consultório com o marido que também é médico. Não sei direito qual é a especialidade dele, mas seus pacientes são, na maioria, idosos.
Uma delas, uma vez começou a puxar aqueles assuntos típicos de consultório e de pessoas idosas infelizes. Ela falava sobre sua taxa de triglicerídios, sobre colesterol e eu não sabia exatamente sobre o que ela estava falando.
Depois li uma crônica sobre exatamente isso (acho que de Luís Fernando Veríssimo): como somos felizes enquanto não precisamos saber muita coisa sobre fisiologia.
Pois bem, dia desses tomei consciência de que já sei o que é metabolismo.
Uma delas, uma vez começou a puxar aqueles assuntos típicos de consultório e de pessoas idosas infelizes. Ela falava sobre sua taxa de triglicerídios, sobre colesterol e eu não sabia exatamente sobre o que ela estava falando.
Depois li uma crônica sobre exatamente isso (acho que de Luís Fernando Veríssimo): como somos felizes enquanto não precisamos saber muita coisa sobre fisiologia.
Pois bem, dia desses tomei consciência de que já sei o que é metabolismo.
Ando tão distante dos blogs, tenho visitado tão pouco os vizinhos ultimamente, mal sei o que acontece na casa do pessoal que linko. E às vezes passo batida por uma coisa que me acende a vontade de comentar e não dá tempo, mas eu fico com aquilo martelando na cabeça.
Há alguns dias vi um post refletindo sobre letras de música em blogs. Juro que não me lembro mais onde vi isso (me ajudem, por favor). Mas era alguma coisa como "será que alguém gosta de visitar um blog e encontrar uma letra de música".
Bom, não me sinto especialmente estimulada ao encontrar, num blog, uma letra de música ao invés de uma opinião, texto, idéia original. Da mesma forma me sinto quando encontro uma poesia de outro autor, uma máxima de um pensador que morreu há tempos, uma imagem...
Claro que é muito melhor encontrar alguma coisa pessoal, mas também acho que estes outros recursos falam muito sobre o humor e o foco de quem escreve um blog em determinado instante. Pelo menos é isso o que pretendo quando coloco por aqui uma letra de música. Ou quero dividir com as outras pessoas algo que achei bonito, ou quero falar sobre como tenho andado, usando um pouco da inspiração alheia - talvez por não querer reinventar a roda, talvez por não querer me expor demais desnecessariamente. Só sabe quando é um caso ou outro quem está realmente perto e presente.
E é muito gostoso quando percebo quem está em sintonia, quem está cantando junto, quem está se afinando comigo...
Há alguns dias vi um post refletindo sobre letras de música em blogs. Juro que não me lembro mais onde vi isso (me ajudem, por favor). Mas era alguma coisa como "será que alguém gosta de visitar um blog e encontrar uma letra de música".
Bom, não me sinto especialmente estimulada ao encontrar, num blog, uma letra de música ao invés de uma opinião, texto, idéia original. Da mesma forma me sinto quando encontro uma poesia de outro autor, uma máxima de um pensador que morreu há tempos, uma imagem...
Claro que é muito melhor encontrar alguma coisa pessoal, mas também acho que estes outros recursos falam muito sobre o humor e o foco de quem escreve um blog em determinado instante. Pelo menos é isso o que pretendo quando coloco por aqui uma letra de música. Ou quero dividir com as outras pessoas algo que achei bonito, ou quero falar sobre como tenho andado, usando um pouco da inspiração alheia - talvez por não querer reinventar a roda, talvez por não querer me expor demais desnecessariamente. Só sabe quando é um caso ou outro quem está realmente perto e presente.
E é muito gostoso quando percebo quem está em sintonia, quem está cantando junto, quem está se afinando comigo...
Uma das coisas boas de terminar um trabalho duro e absorvente é que a gente pode dar uma relaxada e gastar algum tempo com coisa bobas e divertidas.
COMO REZAM OS NATIVOS EM:
ÁRIES: "Querido Deus! Dê-me PACIÊNCIA, e eu a quero AGORA!!!!!!"
TOURO: "Deus, por favor, ajude-me a aceitar MUDANÇAS em minha vida, mas NÃO AGORA."
GÊMEOS: "Ei Deus...Ou será deusa?... Quem é você?.... O que é você?.....Onde está você?..... Quantos de você há? Eu não posso te imaginar!"
CÂNCER: "Querido Papaizinho, sei que eu não deveria depender tanto de você, mas você é a única pessoa com quem eu posso sempre contar, enquanto meu seguro cobertor está sendo lavado."
LEÃO: "Oi, Papi! Eu posso apostar como você está realmente orgulhoso em ter a mim como seu filho!"
VIRGEM: "Querido Deus, por favor faça do mundo um lugar melhor, e não o destrua como você fez da última vez."
LIBRA: "Querido Deus, eu sei que eu deveria tomar minhas decisões sozinho. Mas, por outro lado, o que VOCÊ acha?"
ESCORPIÃO: "Querido Deus, ajude-me a perdoar meus inimigos, mesmo que os crápulas não mereçam."
SAGITÁRIO: "Oh onipotente, onisciente, todo amoroso, todo poderoso, onipresente, eterno Deus, se eu lhe peço uma vez, estou pedindo centenas de vezes, ajude-me a parar de exagerar!"
CAPRICÓRNIO: "Querido Pai, eu estava indo rezar, mas acho que devo descobrir as coisas por mim mesmo. Obrigado de qualquer forma."
AQUÁRIO: "Oi, Deus! Alguns dizem que você é homem. Outros dizem que você é mulher. Eu digo que todos nós somos DEUS. Então, por que rezar? Vamos fazer uma festa!"
PEIXES: "Pai Celestial, enquanto eu me preparo para consumir este último quinto de scotch para esquecer minha dor e meu sofrimento, possa minha embriaguez servir para aumentar sua Honra e Glória."
COMO REZAM OS NATIVOS EM:
ÁRIES: "Querido Deus! Dê-me PACIÊNCIA, e eu a quero AGORA!!!!!!"
TOURO: "Deus, por favor, ajude-me a aceitar MUDANÇAS em minha vida, mas NÃO AGORA."
GÊMEOS: "Ei Deus...Ou será deusa?... Quem é você?.... O que é você?.....Onde está você?..... Quantos de você há? Eu não posso te imaginar!"
CÂNCER: "Querido Papaizinho, sei que eu não deveria depender tanto de você, mas você é a única pessoa com quem eu posso sempre contar, enquanto meu seguro cobertor está sendo lavado."
LEÃO: "Oi, Papi! Eu posso apostar como você está realmente orgulhoso em ter a mim como seu filho!"
VIRGEM: "Querido Deus, por favor faça do mundo um lugar melhor, e não o destrua como você fez da última vez."
LIBRA: "Querido Deus, eu sei que eu deveria tomar minhas decisões sozinho. Mas, por outro lado, o que VOCÊ acha?"
ESCORPIÃO: "Querido Deus, ajude-me a perdoar meus inimigos, mesmo que os crápulas não mereçam."
SAGITÁRIO: "Oh onipotente, onisciente, todo amoroso, todo poderoso, onipresente, eterno Deus, se eu lhe peço uma vez, estou pedindo centenas de vezes, ajude-me a parar de exagerar!"
CAPRICÓRNIO: "Querido Pai, eu estava indo rezar, mas acho que devo descobrir as coisas por mim mesmo. Obrigado de qualquer forma."
AQUÁRIO: "Oi, Deus! Alguns dizem que você é homem. Outros dizem que você é mulher. Eu digo que todos nós somos DEUS. Então, por que rezar? Vamos fazer uma festa!"
PEIXES: "Pai Celestial, enquanto eu me preparo para consumir este último quinto de scotch para esquecer minha dor e meu sofrimento, possa minha embriaguez servir para aumentar sua Honra e Glória."
Esta também foi recebida por e-mail. Será que é verdade? Algumas coisas fizeram enorme sentido para mim, mas será que estas regras se aplicam à humanidade inteira? O que você acha?
DESPERTAR das 7 às 8h
Quem gosta de acordar tarde já começa o dia em desvantagem.
A partir das 6h, o corpo produz um hormônio que faz acordar, o cortisol. Entre 7h e 8h, a taxa de cortisol no corpo atinge a concentração máxima. Essa faixa de horário é ideal para acordar com facilidade e com o pé direito.
ATENÇÃO:
Voltar a dormir é um erro; por volta das 9h o corpo começa a produzir endorfinas (analgésicos naturais) que encorajam um sono pesado do qual será difícil sair sem dor de cabeça ou mau-humor.
PRAZER das 9h às 10h
A hora certa para as folias amorosas, já que a taxa de serotonina (neuro-transmissor ligado ao prazer) está em seu apogeu. O prazer experimentado só será aumentado. Por outro lado, também é a hora de marcar uma consulta ao dentista: as endorfinas, que também
estão em alta nesse horário, funcionam como anestésicos naturais.
TRABALHO das 10h às 12h
O estado de vigilância atinge o seu pico e a memória de curto prazo (que guarda coisas como um número de telefone que olha na lista, é retido por alguns segundos e esquecido
na seqüência) está mais ativa. Depois que as endorfinas presentes entre 9h e 10h desaparecem, o organismo atinge a sua velocidade ideal. É o momento certo para refletir, discutir idéias e encontrar inspiração.
DESCANSO das 13h às 14 h
A moleza que dá depois do almoço não se deve unicamente à digestão, mas também a uma queda de adrenalina que acelera o ritmo cardíaco. Para retomar a disposição, basta uma sesta de 20 min.
MOVIMENTO das 15h às 16h
A forma física encontra o seu apogeu no meio da tarde, ao mesmo tempo em que a capacidade intelectual diminui. Como não há produção de hormônios específicos nesse horário, os cronobiologistas ainda não encontraram uma explicação para o fato.
RUSH das 18h às 19h
A partir das 18h, o organismo fica particularmente vulnerável à poluição e ao monóxido de carbono. Convém então limitar o consumo de cigarros e evitar se possível, os engarrafamentos. Também é nesse horário que a atividade intelectual e o estado de vigilância atingem um novo pico - hora certa de mandar as crianças fazerem a lição de casa, por exemplo.
PILEQUE das 20h às 21h
Se esse horário costuma coincidir com o aperitivo de antes do jantar é bom saber que é também o momento em que as enzimas do fígado estão menos ativas, o que faz com que se fique bêbado bem mais rápido.
SONO a partir das 20h
A melatonina (hormônio do sono) invade progressivamente o corpo a partir das 18h. Mas é as 20h que aparece o primeiro momento ideal para dormir, sucedido por outros iguais a cada duas horas. Para ajudar a cair no sono, fazer amor é uma excelente idéia: o prazer sexual desencadeia a secreção de endorfinas no cérebro, favorecendo o adormecimento.
REGENERAÇÃO das 21h à 1h
Esta fase do sono é muito importante porque coincide com o pico da produção do hormônio do crescimento, indispensável para a renovação das células e a recuperação física. Esse hormônio permite que os conhecimentos adquiridos na véspera sejam armazenados no cérebro.
(Fonte: Yvan Touitou, Cronobiologista da Faculdade de Medicina Pité-Salpêtrière)
SAIBA A HORA CERTA PARA FAZER AS COISAS
DESPERTAR das 7 às 8h
Quem gosta de acordar tarde já começa o dia em desvantagem.
A partir das 6h, o corpo produz um hormônio que faz acordar, o cortisol. Entre 7h e 8h, a taxa de cortisol no corpo atinge a concentração máxima. Essa faixa de horário é ideal para acordar com facilidade e com o pé direito.
ATENÇÃO:
Voltar a dormir é um erro; por volta das 9h o corpo começa a produzir endorfinas (analgésicos naturais) que encorajam um sono pesado do qual será difícil sair sem dor de cabeça ou mau-humor.
PRAZER das 9h às 10h
A hora certa para as folias amorosas, já que a taxa de serotonina (neuro-transmissor ligado ao prazer) está em seu apogeu. O prazer experimentado só será aumentado. Por outro lado, também é a hora de marcar uma consulta ao dentista: as endorfinas, que também
estão em alta nesse horário, funcionam como anestésicos naturais.
TRABALHO das 10h às 12h
O estado de vigilância atinge o seu pico e a memória de curto prazo (que guarda coisas como um número de telefone que olha na lista, é retido por alguns segundos e esquecido
na seqüência) está mais ativa. Depois que as endorfinas presentes entre 9h e 10h desaparecem, o organismo atinge a sua velocidade ideal. É o momento certo para refletir, discutir idéias e encontrar inspiração.
DESCANSO das 13h às 14 h
A moleza que dá depois do almoço não se deve unicamente à digestão, mas também a uma queda de adrenalina que acelera o ritmo cardíaco. Para retomar a disposição, basta uma sesta de 20 min.
MOVIMENTO das 15h às 16h
A forma física encontra o seu apogeu no meio da tarde, ao mesmo tempo em que a capacidade intelectual diminui. Como não há produção de hormônios específicos nesse horário, os cronobiologistas ainda não encontraram uma explicação para o fato.
RUSH das 18h às 19h
A partir das 18h, o organismo fica particularmente vulnerável à poluição e ao monóxido de carbono. Convém então limitar o consumo de cigarros e evitar se possível, os engarrafamentos. Também é nesse horário que a atividade intelectual e o estado de vigilância atingem um novo pico - hora certa de mandar as crianças fazerem a lição de casa, por exemplo.
PILEQUE das 20h às 21h
Se esse horário costuma coincidir com o aperitivo de antes do jantar é bom saber que é também o momento em que as enzimas do fígado estão menos ativas, o que faz com que se fique bêbado bem mais rápido.
SONO a partir das 20h
A melatonina (hormônio do sono) invade progressivamente o corpo a partir das 18h. Mas é as 20h que aparece o primeiro momento ideal para dormir, sucedido por outros iguais a cada duas horas. Para ajudar a cair no sono, fazer amor é uma excelente idéia: o prazer sexual desencadeia a secreção de endorfinas no cérebro, favorecendo o adormecimento.
REGENERAÇÃO das 21h à 1h
Esta fase do sono é muito importante porque coincide com o pico da produção do hormônio do crescimento, indispensável para a renovação das células e a recuperação física. Esse hormônio permite que os conhecimentos adquiridos na véspera sejam armazenados no cérebro.
(Fonte: Yvan Touitou, Cronobiologista da Faculdade de Medicina Pité-Salpêtrière)
Doação de sangue para São Paulo:
Mauro esteve internado há quinze dias na UTI do Hospital São Luiz com hemorragia, e como conseqüência teve que tomar tranfusão de sangue. São necessários 8 doadores, até agora só conseguiram 3 pessoas. A família está pedindo a ajuda de doadores de sangue de qualquer tipo.
Nome do paciente: Mauro Nunes Chiabotto
Hospital São Luiz
Local para a doação: Centro Hematologico São Paulo - Av. Brasil, 1640/1658 - São Paulo/SP
Solicitação recebida por e-mail via grupo Doadores de Vida.
Os pedidos podem também ser enviados por não membros do grupo.
Para assinar:
Para enviar pedidos:
Por favor, ao fazer seu pedido, inclua seu nome completo, telefone e endereço. Eles não serão divulgados. Serão utilizados apenas para verificação.
18.9.02
Respondendo ao comentário da Debby sobre a questão de como a violência é noticiada:
A minha proposta não é deixar de noticiar a rebelião no presídio ou os assassinatos, as ousadias do tráfico, etc. A idéia é suprimir a identidade dos bandidos. Para que dar nome o rosto ao fulano que já está preso. Refira-se a ele por seu número de matrícula na penitenciária, por exemplo. Não exponha seu rosto, como um astro pop em todos os jornais e revista.
Depois atribuir super-poderes a um marginal não resolve problema de ninguém. Isso nem é denúncia. Denúncia é divulgar a notícia. Sensacionalismo para vender jornal é atribuir títulos e adjetivos em profusão.
E continuo achando que um serviço melhor à sociedade seria prestado se ao invés de falar sobre o poder desses caras, mostrassem mais como é viver dentro de uma cadeia, como é péssimo ter o contato diário com filhos, esposas, amigos e familiares cortado, como é ruim não poder ir aonde se quer, o inferno que é ficar encarcerado. Mostre-se também com mais destaque qual é expectativa de vida de um moleque que se mete com o tráfico. Quantos são mortos antes de chegarem à maioridade?
Aí sim, estariamos tirando o glamour da bandidagem e mostrando a realidade, eliminando o risco de inversão total de valores.
A minha proposta não é deixar de noticiar a rebelião no presídio ou os assassinatos, as ousadias do tráfico, etc. A idéia é suprimir a identidade dos bandidos. Para que dar nome o rosto ao fulano que já está preso. Refira-se a ele por seu número de matrícula na penitenciária, por exemplo. Não exponha seu rosto, como um astro pop em todos os jornais e revista.
Depois atribuir super-poderes a um marginal não resolve problema de ninguém. Isso nem é denúncia. Denúncia é divulgar a notícia. Sensacionalismo para vender jornal é atribuir títulos e adjetivos em profusão.
E continuo achando que um serviço melhor à sociedade seria prestado se ao invés de falar sobre o poder desses caras, mostrassem mais como é viver dentro de uma cadeia, como é péssimo ter o contato diário com filhos, esposas, amigos e familiares cortado, como é ruim não poder ir aonde se quer, o inferno que é ficar encarcerado. Mostre-se também com mais destaque qual é expectativa de vida de um moleque que se mete com o tráfico. Quantos são mortos antes de chegarem à maioridade?
Aí sim, estariamos tirando o glamour da bandidagem e mostrando a realidade, eliminando o risco de inversão total de valores.
17.9.02
Marina falou:
Ego reluzente O sempre sorridente traficante F.B.M. deve estar bastante satisfeito com a mídia impressa que colocou sua foto na primeira página de todos os jornais. Vaidoso, celebridade que ultrapassa os 15 minutos, com certeza se sentiu radiante, como essa singela homenagem dos jornalistas.
Outro dia eu também estava pensando sobre isso. Soube que os jornais sérios não publicam notícias de suicídio porque sabem que este tipo de nota incentiva outras ocorrências.
Numa época de culto à celebridade pela celebridade, acho que deveríamos repensar a forma de noticiar determinados assuntos. Um sujeito que está na primeira página de todos os jornais, que é capa das principais revistas do Brasil é forte candidato a tornar-se herói para uma geração um tanto desorientada.
Tenho visto gente inteligente, bem informada e culta referindo-se a este sujeito como o novo rei do pedaço, obviamente incentivado pela mídia que o tem colocado em um pedestal, usando expressões fortes e poderosas para referir-se ao crime no estado do Rio de Janeiro. Talvez fosse a hora de enfatizar o que tem sido feito para mudar a situação. Quem sabe, devêssemos falar de quem foi preso e morto, para enfatizar a idéia de que o crime não compensa ao invés de endeusarmos e revestirmos estes marginais de poderes que eles definitivamente não tem. Pelo menos ainda.
A primeira página de um grande jornal no domingo trazia uma manchete assustadora. Quem ficasse apenas com as primeiras linhas do texto chegaria a conclusões absolutamente equivocadas. Isso porque a matéria falava de hipóteses, especulações, deduções, projeções e achismos, mas a manchete estava lá, ameaçadora, como se aquilo fosse realidade.
Não estou propondo censura (cruz credo, mangalô três vezes), apenas bom senso e responsabilidade na hora de tratar de assuntos tão graves.
Ego reluzente O sempre sorridente traficante F.B.M. deve estar bastante satisfeito com a mídia impressa que colocou sua foto na primeira página de todos os jornais. Vaidoso, celebridade que ultrapassa os 15 minutos, com certeza se sentiu radiante, como essa singela homenagem dos jornalistas.
Outro dia eu também estava pensando sobre isso. Soube que os jornais sérios não publicam notícias de suicídio porque sabem que este tipo de nota incentiva outras ocorrências.
Numa época de culto à celebridade pela celebridade, acho que deveríamos repensar a forma de noticiar determinados assuntos. Um sujeito que está na primeira página de todos os jornais, que é capa das principais revistas do Brasil é forte candidato a tornar-se herói para uma geração um tanto desorientada.
Tenho visto gente inteligente, bem informada e culta referindo-se a este sujeito como o novo rei do pedaço, obviamente incentivado pela mídia que o tem colocado em um pedestal, usando expressões fortes e poderosas para referir-se ao crime no estado do Rio de Janeiro. Talvez fosse a hora de enfatizar o que tem sido feito para mudar a situação. Quem sabe, devêssemos falar de quem foi preso e morto, para enfatizar a idéia de que o crime não compensa ao invés de endeusarmos e revestirmos estes marginais de poderes que eles definitivamente não tem. Pelo menos ainda.
A primeira página de um grande jornal no domingo trazia uma manchete assustadora. Quem ficasse apenas com as primeiras linhas do texto chegaria a conclusões absolutamente equivocadas. Isso porque a matéria falava de hipóteses, especulações, deduções, projeções e achismos, mas a manchete estava lá, ameaçadora, como se aquilo fosse realidade.
Não estou propondo censura (cruz credo, mangalô três vezes), apenas bom senso e responsabilidade na hora de tratar de assuntos tão graves.
TRABALHADOR:
Esta é a relação dos deputados federais que durante a Copa do Mundo desta ano, aprovaram, sorrateiramente, na Câmara dos Deputados, o projeto de flexibilização da CLT, do deputado FRANCISCO DORNELLES, que irá mexer nas férias, 13º salário, salário maternidade, etc., que poderão ser pagos em até 10 vezes pelas empresas.
Aqui e aqui, a lista de deputados de outros Estados.
RUBEM MEDINA - PFL 2501
RODRIGO MAIA - PFL 2587
LAURA CARNEIRO - PFL 2525
ALDIR CABRAL - PFL 2507
AROLDE DE OLIVEIRA - PFL 2502
JOÃO MENDES PFL - 2515
CARLOS NADER - PFL 2510
JOSÉ EGYDIO - PFL
PAULO DE ALMEIDA - PFL 2580
IEDIO ROSA - PFL 2530
RONALDO SANTOS - PSDB 4504
PAULO FEIJÓ - PSDB 4520
MARCIO FORTES - PSDB 4550
LUIZ RIBEIRO - PSDB/PMDB 1565
ITAMAR SERPA - PSDB 4569
DR. HELENO - PSDB 4567
CANDINHO MATTO - PSDB
ROBERTO JEFFERSON - PTB 1484
JORGE WILSON - PMDB/PSDB 4590
JAIR BOLSONARO - PPB 1120
EURICO MIRANDA - PPB 1199
DINO FERNANDES - PPB 1123
Reproduza e passe para seus familiares, amigos e colegas.
A reeleição desse pessoal é um grande perigo para as conquistas dos trabalhadores.
Não se esqueça, dê o troco no dia 6 de outubro. Vamos banir esses amigos da onça.
Esta é a relação dos deputados federais que durante a Copa do Mundo desta ano, aprovaram, sorrateiramente, na Câmara dos Deputados, o projeto de flexibilização da CLT, do deputado FRANCISCO DORNELLES, que irá mexer nas férias, 13º salário, salário maternidade, etc., que poderão ser pagos em até 10 vezes pelas empresas.
Aqui e aqui, a lista de deputados de outros Estados.
RUBEM MEDINA - PFL 2501
RODRIGO MAIA - PFL 2587
LAURA CARNEIRO - PFL 2525
ALDIR CABRAL - PFL 2507
AROLDE DE OLIVEIRA - PFL 2502
JOÃO MENDES PFL - 2515
CARLOS NADER - PFL 2510
JOSÉ EGYDIO - PFL
PAULO DE ALMEIDA - PFL 2580
IEDIO ROSA - PFL 2530
RONALDO SANTOS - PSDB 4504
PAULO FEIJÓ - PSDB 4520
MARCIO FORTES - PSDB 4550
LUIZ RIBEIRO - PSDB/PMDB 1565
ITAMAR SERPA - PSDB 4569
DR. HELENO - PSDB 4567
CANDINHO MATTO - PSDB
ROBERTO JEFFERSON - PTB 1484
JORGE WILSON - PMDB/PSDB 4590
JAIR BOLSONARO - PPB 1120
EURICO MIRANDA - PPB 1199
DINO FERNANDES - PPB 1123
Reproduza e passe para seus familiares, amigos e colegas.
A reeleição desse pessoal é um grande perigo para as conquistas dos trabalhadores.
Não se esqueça, dê o troco no dia 6 de outubro. Vamos banir esses amigos da onça.
A gente estava ouvindo muito o CD do Carlos Malta. Foi assim que Ricardo começou a cantarolar Upa Neguinho. E eu, a quintessência do mimetismo, logo logo estava fazendo o mesmo. Logicamente uma mente humana de sete anos de idade, submetida a um som em estéreo advindo das duas figuras mais importantes de sua vida (Deus conserve por ainda alguns anos assim), encheu-se de curiosidade.
Poucas coisas são mais excitantes para meu amo e senhor do que a oportunidade de mostrar e colocar para tocar os seus discos, do que falar sobre música. E ele foi mostrando ao moleque todas as gravações de Upa Neguinho que tínhamos em casa, da tradicional, com Elis, até aquela com um grupo chamado U.F.O. (United Future Organization).
Eu quis ouvir um pouco mais deste último e descobri que gostava do trabalho deles. É assim mesmo. Ricardo ouve muita coisa estranha e eu geralmente torço o nariz. Ele diz que é preciso atenção, que não são coisas para se ouvir enquanto se dedica a outras atividades. É preciso parar e ouvir. Acho que foi isso. Era final de semana, eu estava disposta a ouvir e gostei do U.F.O.
Lá pelo meio do disco tem uma faixa chamada Poetry and All That Jazz. O grupo musicou um texto do Jack Kerouac.
Fiquei me lembrando de viagem a São Francisco e Ricardo me apontando lugares importantes para a geração beatnik e como eu senti que aquilo não tinha nada a ver comigo. Li On the Road quando comecei a namorar Ricardo. Eu estava naquela fase da paixão em que se quer saber tudo sobre a vítima do nosso afeto. Nem assim eu consegui gostar.
É que eu não sei gostar com a cabeça, só consigo gostar com o coração. Não adianta saber que este movimento foi o início de uma série de eventos que permitiram que hoje eu viva como eu vivo, via hippies, revolução sexual, etc. O que eu sei fica em mim num departamento diferente do que o que eu sinto. Para que eu goste de alguma coisa é preciso haver um elo, um ponto de contato com o emocional.
E foi assim que cheguei à conclusão de que talvez tenha chegado a hora de (re)conhecer Jack Kerouac, através de U.F.O., de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri e Carlos Malta.
Poucas coisas são mais excitantes para meu amo e senhor do que a oportunidade de mostrar e colocar para tocar os seus discos, do que falar sobre música. E ele foi mostrando ao moleque todas as gravações de Upa Neguinho que tínhamos em casa, da tradicional, com Elis, até aquela com um grupo chamado U.F.O. (United Future Organization).
Eu quis ouvir um pouco mais deste último e descobri que gostava do trabalho deles. É assim mesmo. Ricardo ouve muita coisa estranha e eu geralmente torço o nariz. Ele diz que é preciso atenção, que não são coisas para se ouvir enquanto se dedica a outras atividades. É preciso parar e ouvir. Acho que foi isso. Era final de semana, eu estava disposta a ouvir e gostei do U.F.O.
Lá pelo meio do disco tem uma faixa chamada Poetry and All That Jazz. O grupo musicou um texto do Jack Kerouac.
Fiquei me lembrando de viagem a São Francisco e Ricardo me apontando lugares importantes para a geração beatnik e como eu senti que aquilo não tinha nada a ver comigo. Li On the Road quando comecei a namorar Ricardo. Eu estava naquela fase da paixão em que se quer saber tudo sobre a vítima do nosso afeto. Nem assim eu consegui gostar.
É que eu não sei gostar com a cabeça, só consigo gostar com o coração. Não adianta saber que este movimento foi o início de uma série de eventos que permitiram que hoje eu viva como eu vivo, via hippies, revolução sexual, etc. O que eu sei fica em mim num departamento diferente do que o que eu sinto. Para que eu goste de alguma coisa é preciso haver um elo, um ponto de contato com o emocional.
E foi assim que cheguei à conclusão de que talvez tenha chegado a hora de (re)conhecer Jack Kerouac, através de U.F.O., de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri e Carlos Malta.
16.9.02
Batendo um tambor rápido:
- Zélia Duncan (trabalho urgente);
- toldo;
- dieta rigorosa (agora é sério, viu? pode tirar esse risinho da cara! humpft!);
- hidroginástica às segundas, quartas e sextas;
- localizada às terças, quintas e sábados (juro!);
- Decifrar Pessoas, Jo-Ellan Dimitrius e Mark Mazzarella;
- Slow Motion Bossa Nova, Celso Fonseca e Ronaldo Bastos (tem aquela música que toca no anúncio da sandália da Gisele, a Ipanema) [mais lounge só parando, mas é legal];
- roncologista;
- minúsculas piranhas de margarida nos cabelos;
- Retratos de uma Obsessão, com Robin Williams (ou o personagem foi mal construído, ou ele não soube interpretar, a verdade é que o tal papel para sumir com a imagem de bom moço do gajo suscita simpatia demais);
- arrumação definitiva no quarto do filhote;
- cliping;
- e ainda esta semana: Deborah Colker na UERJ, Pedro Luís no SESC Tijuca e Elza Soares no Rival.
Entendeu porque não tenho blogado?
- Zélia Duncan (trabalho urgente);
- toldo;
- dieta rigorosa (agora é sério, viu? pode tirar esse risinho da cara! humpft!);
- hidroginástica às segundas, quartas e sextas;
- localizada às terças, quintas e sábados (juro!);
- Decifrar Pessoas, Jo-Ellan Dimitrius e Mark Mazzarella;
- Slow Motion Bossa Nova, Celso Fonseca e Ronaldo Bastos (tem aquela música que toca no anúncio da sandália da Gisele, a Ipanema) [mais lounge só parando, mas é legal];
- roncologista;
- minúsculas piranhas de margarida nos cabelos;
- Retratos de uma Obsessão, com Robin Williams (ou o personagem foi mal construído, ou ele não soube interpretar, a verdade é que o tal papel para sumir com a imagem de bom moço do gajo suscita simpatia demais);
- arrumação definitiva no quarto do filhote;
- cliping;
- e ainda esta semana: Deborah Colker na UERJ, Pedro Luís no SESC Tijuca e Elza Soares no Rival.
Entendeu porque não tenho blogado?
13.9.02
Ela escreveu: O terrorismo é aqui - e tão banalizado - que nem faz aniversário.
Eu concordo. Aliás já concordava antes de ler isso.
Acho também um horror acontecer o que aconteceu, armas entrando na carceragem, assassinato dentro do presídio, o risinho sacana do mal encarnado depois que tudo acabou. É uma merda mesmo.
Mas daí a dizer que a cidade foi tomada pelos bandidos vai muita coisa. O que eu realmente vi foi um monte de gente se ligando e avisando para não passar aqui ou ali. Eu tinha que sair e precisava saber se estaria segura. É tão fácil entrar na paranóia da boataria...
Nas emissoras de TV aberta programação normal (por muito menos, uma passeata na Av. Presidente Vargas, havia chamadas hoje ao vivo o tempo todo; se a cidade estivesse sendo tomada não teríamos flashes escandalosos?). Num deles falavam do cerco a um criminoso na periferia de São Paulo. (Porque não mostravam a cidade do Rio de Janeiro sitiada?) Todo mundo voando para casa, mães buscando filhos mais cedo na escola... Cadê os fatos? O que foi que aconteceu? Globo News mostra ao vivo a cerimônia pelos mortos nos atentados de um anos atrás nos EUA. Terrorismo no Rio de Janeiro? Os bandidos tomam a cidade? Cadê?
Vou ao Terra News: "Comércio da Tijuca é obrigado a fechar suas portas". Caramba! Meu compromisso é na Saens Pena. Ligo para confirmar. Fixo e celular na secretária eletrônica, como normalmente acontece quando ela está em atendimento (está sem atendente).
Arriscamos. Do Maracanã à Praça Saens Pena todo o comércio está aberto, movimento normal na rua para o horário. Policiamento reforçado como tem sido nos últimos tempos.
Sinto vergonha por ter me deixado levar pela boataria. Fico pensando de onde saem determindas notícias.
É uma pena que sejamos reféns da mídia dependendo dela para saber o que acontece no nosso quintal. Se colocássemos a cabeça para fora da janela e verificássemos a realidade com nossos próprios sentidos talvez não nos estivéssemos tão acuados. Se ousássemos questionar de vez em quando as informações que nos chegam, talvez fossemos mais felizes e menos medrosos.
É bom tentar. Pelo menos neste momento em que tantos interesses políticos querem nos fazer acreditar que estamos no inferno.
E este é o terrorismo que temos aqui.
E cadê meus arquivos que comprovam que eu já dizia que coisas assim iam acontecer agora?
Eu concordo. Aliás já concordava antes de ler isso.
Acho também um horror acontecer o que aconteceu, armas entrando na carceragem, assassinato dentro do presídio, o risinho sacana do mal encarnado depois que tudo acabou. É uma merda mesmo.
Mas daí a dizer que a cidade foi tomada pelos bandidos vai muita coisa. O que eu realmente vi foi um monte de gente se ligando e avisando para não passar aqui ou ali. Eu tinha que sair e precisava saber se estaria segura. É tão fácil entrar na paranóia da boataria...
Nas emissoras de TV aberta programação normal (por muito menos, uma passeata na Av. Presidente Vargas, havia chamadas hoje ao vivo o tempo todo; se a cidade estivesse sendo tomada não teríamos flashes escandalosos?). Num deles falavam do cerco a um criminoso na periferia de São Paulo. (Porque não mostravam a cidade do Rio de Janeiro sitiada?) Todo mundo voando para casa, mães buscando filhos mais cedo na escola... Cadê os fatos? O que foi que aconteceu? Globo News mostra ao vivo a cerimônia pelos mortos nos atentados de um anos atrás nos EUA. Terrorismo no Rio de Janeiro? Os bandidos tomam a cidade? Cadê?
Vou ao Terra News: "Comércio da Tijuca é obrigado a fechar suas portas". Caramba! Meu compromisso é na Saens Pena. Ligo para confirmar. Fixo e celular na secretária eletrônica, como normalmente acontece quando ela está em atendimento (está sem atendente).
Arriscamos. Do Maracanã à Praça Saens Pena todo o comércio está aberto, movimento normal na rua para o horário. Policiamento reforçado como tem sido nos últimos tempos.
Sinto vergonha por ter me deixado levar pela boataria. Fico pensando de onde saem determindas notícias.
É uma pena que sejamos reféns da mídia dependendo dela para saber o que acontece no nosso quintal. Se colocássemos a cabeça para fora da janela e verificássemos a realidade com nossos próprios sentidos talvez não nos estivéssemos tão acuados. Se ousássemos questionar de vez em quando as informações que nos chegam, talvez fossemos mais felizes e menos medrosos.
É bom tentar. Pelo menos neste momento em que tantos interesses políticos querem nos fazer acreditar que estamos no inferno.
E este é o terrorismo que temos aqui.
E cadê meus arquivos que comprovam que eu já dizia que coisas assim iam acontecer agora?
12.9.02
Da série assinando embaixo.
Pelé é o maior patrimônio vivo do Brasil. Talvez em toda a história brasileira ninguém tenha conseguido demonstrar de forma mais universal o gênio nacional. Por isso, choca ouvir o símbolo de nosso êxito afirmar que tem vergonha do seu país.
Ao dizer isso, ele mostrou o sentimento de envergonhada indignação diante da pobreza, da violência, da corrupção na vida brasileira, especialmente entre os políticos e os que conduzem os destinos do país.
Maior ainda é a vergonha de perceber que Pelé, envergonhado como está com os destinos do Brasil, provavelmente votará, outra vez, escolhendo os mesmos que fazem o Brasil que o envergonha. Porque a elite brasileira prefere viver na vergonha a arriscar a perda dos seus privilégios.
Não é apenas ele. Em um de seus programas recentes, a grande apresentadora Hebe Camargo disse que, se fosse colocar os nomes dos corruptos um sobre o outro, a altura do auditório do SBT não seria suficiente. Ela falava lembrando o caso específico de São Paulo, onde sempre votou nos que agora a envergonham. E aos quais certamente vai preferir, para não votar em nomes que representem um novo do qual ela tem medo.
A elite brasileira está descontente com o Brasil, mas nas eleições prefere que ele continue como está, a mudar ameaçando qualquer dos seus interesses e privilégios.
Quando a elite basileira declarou a independência, preferiu manter um imperador, filho do rei da metrópole, para não correr o risco de um presidencialismo que poderia escolher algum plebeu.
Quando libertou os escravos, não lhes deu terras, nem lhes permitiu freqüentar escolas, com medo de um Brasil onde os negros tivessem força.
Proclamou uma república, mas não deixou que ela fosse construída por meio da educação universal e de qualidade dos filhos do povo. Fez uma república aristocrática, com doutores e excelências no lugar dos condes e barões.
Fez um desenvolvimento sem distribuir o resultado. E cada vez que alguma liderança propunha mudança de rumo, a elite envergonhada com a pobreza ao redor não tinha vergonha de dar um golpe militar para que a pobreza não fosse eliminada às custas de qualquer dos seus privilégios.
Em 1989, ofereceu-se a possibilidade de arriscar um presidente com proposta alternativa, mas a elite preferiu não arriscar.
Não aceitou o risco de eleger um operário que nenhuma culpa tinha com o passado que envergonha. Preferiu um dos seus, apesar do passado de envolvimento nas vergonhas nacionais.
Arrependeu-se envergonhada, mas quatro anos depois repetiu o voto nos mesmos partidos e políticos, ao redor de Fernando Henrique Cardoso, que há décadas constróem a vergonha que ela diz sentir.
Eles mudaram o nome do candidato, para nada mais mudar. Agora, como Pelé, a elite manifesta indignação, vergonha, mas certamente vai repetir o voto. Votará naqueles de quem diz ter vergonha.
Isso até poderia ser justificado, se as opções em vista representassem revoluções radicais. Mas todas são moderadas. Propõe-se construir um país decente, com uma democracia republicana, que respeite o povo, onde os direitos à justiça, à segurança e a uma parte digna do produto nacional sejam assegurados a todos. Um país com escola para todas as crianças, sistema de saúde assegurado a todas as famílias, todo adulto com direito a um emprego.
Isso exige mudança de postura, inversão nas prioridades, eliminação de privilégios cada dia mais difíceis de manter.
Em troca, oferece o orgulho de viver em um país decente. Todos querem isso. Mas Pelé e o resto da elite não vão correr qualquer risco. Vão votar em um deles, que não represente mudanças.
E daqui a anos voltarão a dizer que sentem vergonha. Sinto um profundo orgulho de meu país, de um povo que é capaz de suportar tanto sofrimento, sem desesperar, de um país que tem um Pelé; sinto vergonha da vergonha que a elite diz sentir, e até sente, preferindo nela continuar, por medo de perder qualquer um de seus privilégios.
Sinto vergonha de quem sente vergonha mas nada faz para eliminar as causas de sua vergonha.
(Cristovam Buarque, ex-governador do DF e professor da UnB)
Vergonha da vergonha
Pelé é o maior patrimônio vivo do Brasil. Talvez em toda a história brasileira ninguém tenha conseguido demonstrar de forma mais universal o gênio nacional. Por isso, choca ouvir o símbolo de nosso êxito afirmar que tem vergonha do seu país.
Ao dizer isso, ele mostrou o sentimento de envergonhada indignação diante da pobreza, da violência, da corrupção na vida brasileira, especialmente entre os políticos e os que conduzem os destinos do país.
Maior ainda é a vergonha de perceber que Pelé, envergonhado como está com os destinos do Brasil, provavelmente votará, outra vez, escolhendo os mesmos que fazem o Brasil que o envergonha. Porque a elite brasileira prefere viver na vergonha a arriscar a perda dos seus privilégios.
Não é apenas ele. Em um de seus programas recentes, a grande apresentadora Hebe Camargo disse que, se fosse colocar os nomes dos corruptos um sobre o outro, a altura do auditório do SBT não seria suficiente. Ela falava lembrando o caso específico de São Paulo, onde sempre votou nos que agora a envergonham. E aos quais certamente vai preferir, para não votar em nomes que representem um novo do qual ela tem medo.
A elite brasileira está descontente com o Brasil, mas nas eleições prefere que ele continue como está, a mudar ameaçando qualquer dos seus interesses e privilégios.
Quando a elite basileira declarou a independência, preferiu manter um imperador, filho do rei da metrópole, para não correr o risco de um presidencialismo que poderia escolher algum plebeu.
Quando libertou os escravos, não lhes deu terras, nem lhes permitiu freqüentar escolas, com medo de um Brasil onde os negros tivessem força.
Proclamou uma república, mas não deixou que ela fosse construída por meio da educação universal e de qualidade dos filhos do povo. Fez uma república aristocrática, com doutores e excelências no lugar dos condes e barões.
Fez um desenvolvimento sem distribuir o resultado. E cada vez que alguma liderança propunha mudança de rumo, a elite envergonhada com a pobreza ao redor não tinha vergonha de dar um golpe militar para que a pobreza não fosse eliminada às custas de qualquer dos seus privilégios.
Em 1989, ofereceu-se a possibilidade de arriscar um presidente com proposta alternativa, mas a elite preferiu não arriscar.
Não aceitou o risco de eleger um operário que nenhuma culpa tinha com o passado que envergonha. Preferiu um dos seus, apesar do passado de envolvimento nas vergonhas nacionais.
Arrependeu-se envergonhada, mas quatro anos depois repetiu o voto nos mesmos partidos e políticos, ao redor de Fernando Henrique Cardoso, que há décadas constróem a vergonha que ela diz sentir.
Eles mudaram o nome do candidato, para nada mais mudar. Agora, como Pelé, a elite manifesta indignação, vergonha, mas certamente vai repetir o voto. Votará naqueles de quem diz ter vergonha.
Isso até poderia ser justificado, se as opções em vista representassem revoluções radicais. Mas todas são moderadas. Propõe-se construir um país decente, com uma democracia republicana, que respeite o povo, onde os direitos à justiça, à segurança e a uma parte digna do produto nacional sejam assegurados a todos. Um país com escola para todas as crianças, sistema de saúde assegurado a todas as famílias, todo adulto com direito a um emprego.
Isso exige mudança de postura, inversão nas prioridades, eliminação de privilégios cada dia mais difíceis de manter.
Em troca, oferece o orgulho de viver em um país decente. Todos querem isso. Mas Pelé e o resto da elite não vão correr qualquer risco. Vão votar em um deles, que não represente mudanças.
E daqui a anos voltarão a dizer que sentem vergonha. Sinto um profundo orgulho de meu país, de um povo que é capaz de suportar tanto sofrimento, sem desesperar, de um país que tem um Pelé; sinto vergonha da vergonha que a elite diz sentir, e até sente, preferindo nela continuar, por medo de perder qualquer um de seus privilégios.
Sinto vergonha de quem sente vergonha mas nada faz para eliminar as causas de sua vergonha.
(Cristovam Buarque, ex-governador do DF e professor da UnB)
10.9.02
Quem me acompanha?
Depois de fazer a estréia nacional do novo show "Do cóccix até o pescoço" em São Paulo, Elza Soares chega à sua cidade natal para uma temporada de duas semanas no Teatro Rival BR, de 18 a 21/09 e de 25 a 28/09 (quarta a sábado). Neste mês, Elza foi eleita como "melhor cantora" no primeiro Prêmio Rival BR de Música. Lançado em julho pelo selo Maianga Discos, o novo CD de Elza traz de volta a nossa maior intérprete com canções inéditas compostas especialmente para ela por Chico Buarque, Caetano Veloso e Arnaldo Antunes.
Acompanhada por José Paulo Becker (violão), Chiquinho Chagas (teclados), Edson Menezes (baixo), Victor Motta (sopros), Carlos César (bateria) e Zama (percussão), Elza apresenta o seu novo repertório que inclui "Dura na queda" (Chico Buarque), "A carne" (Marcelo Yuka/Seu Jorge/Wilson Cappellette), "A cigarra" (Elza Soares/Letícia Sabatella) e "Eu vou ficar aqui" (Arnaldo Antunes). No show, não vão faltar, é claro, clássicos da carreira de Elza, como "Devagar com a louça" (Haroldo Barbosa/Luiz Reis) e "Beija-me" (Roberto Martins/Mário Rossi).
Com direção e cenário de Gringo Cardia e colaboração de Rita Lee na direção do espetáculo, Elza Soares vai mostrar no palco do Teatro Rival BR porque "Do cóccix até o pescoço" já está sendo apontado pela crítica de todo o país como o melhor disco do ano.
Ficha Técnica
Direção e Cenário: Gringo Cardia
Direção Musical: José Paulo Becker e Chiquinho Chagas
Figurinos: Marco Maia e Luciano Canale (Santa Ephigênia)
Iluminação: Guilherme Bonfante
Produzido por José Gonzaga Araújo
Apoio: Eletrobrás
Local: Teatro Rival BR
Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33 - Cinelândia - tels: 2240 4469/2532 4192
Datas: 18 a 21/09 e 25 a 28/09 (quarta a sábado)
Horários: 19h30m (quarta e quinta) e 20h30m (sexta e sábado)
Preços: R$ 32,00 (inteira). Promoção até 400 pagantes: R$ 16,00 (quarta), R$ 20,00 (quinta) e R$ 22,00 (sexta e sábado)
Capacidade: 450 pessoas
Duração: 75 minutos
(release retirado daqui)
Elza Soares
apresenta "Do cóccix até o pescoço" no Teatro Rival BR
apresenta "Do cóccix até o pescoço" no Teatro Rival BR
Depois de fazer a estréia nacional do novo show "Do cóccix até o pescoço" em São Paulo, Elza Soares chega à sua cidade natal para uma temporada de duas semanas no Teatro Rival BR, de 18 a 21/09 e de 25 a 28/09 (quarta a sábado). Neste mês, Elza foi eleita como "melhor cantora" no primeiro Prêmio Rival BR de Música. Lançado em julho pelo selo Maianga Discos, o novo CD de Elza traz de volta a nossa maior intérprete com canções inéditas compostas especialmente para ela por Chico Buarque, Caetano Veloso e Arnaldo Antunes.
Acompanhada por José Paulo Becker (violão), Chiquinho Chagas (teclados), Edson Menezes (baixo), Victor Motta (sopros), Carlos César (bateria) e Zama (percussão), Elza apresenta o seu novo repertório que inclui "Dura na queda" (Chico Buarque), "A carne" (Marcelo Yuka/Seu Jorge/Wilson Cappellette), "A cigarra" (Elza Soares/Letícia Sabatella) e "Eu vou ficar aqui" (Arnaldo Antunes). No show, não vão faltar, é claro, clássicos da carreira de Elza, como "Devagar com a louça" (Haroldo Barbosa/Luiz Reis) e "Beija-me" (Roberto Martins/Mário Rossi).
Com direção e cenário de Gringo Cardia e colaboração de Rita Lee na direção do espetáculo, Elza Soares vai mostrar no palco do Teatro Rival BR porque "Do cóccix até o pescoço" já está sendo apontado pela crítica de todo o país como o melhor disco do ano.
Ficha Técnica
Direção e Cenário: Gringo Cardia
Direção Musical: José Paulo Becker e Chiquinho Chagas
Figurinos: Marco Maia e Luciano Canale (Santa Ephigênia)
Iluminação: Guilherme Bonfante
Produzido por José Gonzaga Araújo
Apoio: Eletrobrás
Local: Teatro Rival BR
Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33 - Cinelândia - tels: 2240 4469/2532 4192
Datas: 18 a 21/09 e 25 a 28/09 (quarta a sábado)
Horários: 19h30m (quarta e quinta) e 20h30m (sexta e sábado)
Preços: R$ 32,00 (inteira). Promoção até 400 pagantes: R$ 16,00 (quarta), R$ 20,00 (quinta) e R$ 22,00 (sexta e sábado)
Capacidade: 450 pessoas
Duração: 75 minutos
(release retirado daqui)
Lista de compras
(sem ordem de prioridade ou definição de data para efetivar-se)
(sem ordem de prioridade ou definição de data para efetivar-se)
E atenção: como somos humildes, aceitamos doações de artigos não usados previamente!
- tamancos anatômicos italianos com solado de borracha antiderrapante da Home Supplies, Shopping da Gávea (tamanho 41).
- sandália Birkenstock (pode ser similar
- o CD novo da Elza Soares
- um mouse
- uns 2 ou 3 tupperwares grandes (podem ser também aqueles pirex com tampa azul)
- um balde de gelo
- 2 rolos papel alumínio
- um rapadura pequena
- um mix e um batedor de mão
- uma espátula de silicone para cozinha
- um biquini selvagem numa modelagem cujo tamanho 42 caiba em mim
- uma saia cingana branca
- um par de brincos da barraquinha da Valéria na Feira hippie de Ipanema
- um ralador de legumes decente que rale e que não oxide
- um chinois
- uma super faca de cozinha que picote os alimentos e não minha paciência
E eu sonhei que era amanhã e que vários atentados aconteciam em NY para marcar a passagem do primeiro aniversário do 11/09.
Uma das explosões atingia o prédio em que morava Woody Allen e sua oriental esposa. Os dois morriam.
Até sei porque sonhei uma coisa detestável como essa e tem a ver com a imagem deprimente de Jerry Lewis que apareceu na TV outro dia e com as notícias de que ele andou cancelando um show para arrecadar fundos para a caridade em Londres.
Imagino que a ligação de um cineata com outro só aconteça mesmo no meu coração.
Uma das explosões atingia o prédio em que morava Woody Allen e sua oriental esposa. Os dois morriam.
Até sei porque sonhei uma coisa detestável como essa e tem a ver com a imagem deprimente de Jerry Lewis que apareceu na TV outro dia e com as notícias de que ele andou cancelando um show para arrecadar fundos para a caridade em Londres.
Imagino que a ligação de um cineata com outro só aconteça mesmo no meu coração.
9.9.02
O que cai na minha mão e acho legal eu divulgo:
Marcus Souza
Guia especializado em atrativos naturais com registro na Embratur
O Projeto Ecotribo tem por objetivo principal proporcionar uma integração do ser humano com a natureza através de passeios ecológicos e trilhas em áreas naturais como florestas, grutas, cavernas, cachoeiras, picos de montanhas com belas vistas, etc... Além de proporcionar lazer, diversão, informação e atividade física em ambiente natural, há o estímulo a consciência ecológica e atitudes de preservação e respeito à natureza.
A programação é voltada para pessoas de diversas idades e níveis de condicionamento físico, respeitando critérios de segurança e condutas de mínimo impacto ao meio ambiente.
A equipe do projeto é formada por guias especializados com registro na Embratur e coordenada por Marcus Souza, guia especializado em atrativos turísticos naturais.
SETEMBRO
Domingo - dia 8
Ruínas do Vale Mocke (Parque Nacional da Tijuca)
Caminhada moderada pela ruínas da Fazenda do Holandês Van Mocke, grande cafeicultor do Brasil entre 1819 e 1821.
Duração aproximada: 3 horas
Domingo - dia 15
Pedra do Sino (Parque Nacional da Serra dos Órgãos - Teresópolis)
Caminhada longa e pesada (21Km), neste parque com linda trilha até o topo desta pedra a 2.200m de altitude com formação semelhante a um sino. Banho de cachoeira opcional na volta.
Duração aproximada: 8 horas
Domingo - dia 22
Trilha da Cova da Onça (Floresta da Tijuca)
Caminhada leve passando por linda ponte suspensa. Local onde foi registrado último aparecimento deste animal na Floresta da Tijuca, na década de 70. Ideal para iniciantes, crianças e idosos.
Duração aproximada: 3 horas
Domingo - dia 29
Ilhas Cagarras
Lindo passeio de saveiro até o conjunto dessas famosas ilhas, finalizando com um lindo pôr do sol na Baía de Guanabara
Duração aproximada: 6 horas
OUTUBRO
Domingo - dia 13
Pico da Pedra Branca (Jacarepaguá)
Caminhada pesada dentro do Parque da Pedra Branca, até o ponto mais alto da cidade do Rio de Janeiro, 1024 m, com belo visual de Marambaia, Guaratiba, Recreio aos seus pés.
Duração aproximada: 6 horas
Sábado - dia 19
Atividade Gratuita com o Grupo "Terra Limpa"
Mutirão de reflorestamento, limpeza das trilhas e atividades de Educação Ambiental (Doação de alimentos não perecíveis à instituições beneficientes).
Domingo - dia 20
Rapel Cachoeira do Véu da Noiva (Petrópolis)
LInda caminhada no Vale do Bonfim (1.200m), até esta cachoeira com 40m de queda d'água, ideal para a prática do rapel (descida com corda), almoço e hospedagem opcionais na bela Pousada do Açu.
Saída do Rio às 7:00 - Chegada aproximada ao Rio às 19:00.
Sábado - dia 26
Pedra do Conde (Floresta da Tijuca)
Trilha histórica no local onde se fixou a primeira fazenda da região (1810) pelo conde francês Gestas. Chegada até o platô de 821 m de altitude, com vista para Baía de Guanabara e Pico da Tijuca. Caminhada leve.
Duração aproximada: 4 horas.
Reservas: (21) 9923-4448 ou ecotribo@zipmail.com.br (Marcus Souza)
PROJETO ECOTRIBO
Caminhadas Ecológicas
Ecoturismo Cultura e Lazer
Caminhadas Ecológicas
Ecoturismo Cultura e Lazer
Marcus Souza
Guia especializado em atrativos naturais com registro na Embratur
O Projeto Ecotribo tem por objetivo principal proporcionar uma integração do ser humano com a natureza através de passeios ecológicos e trilhas em áreas naturais como florestas, grutas, cavernas, cachoeiras, picos de montanhas com belas vistas, etc... Além de proporcionar lazer, diversão, informação e atividade física em ambiente natural, há o estímulo a consciência ecológica e atitudes de preservação e respeito à natureza.
A programação é voltada para pessoas de diversas idades e níveis de condicionamento físico, respeitando critérios de segurança e condutas de mínimo impacto ao meio ambiente.
A equipe do projeto é formada por guias especializados com registro na Embratur e coordenada por Marcus Souza, guia especializado em atrativos turísticos naturais.
SETEMBRO
Domingo - dia 8
Ruínas do Vale Mocke (Parque Nacional da Tijuca)
Caminhada moderada pela ruínas da Fazenda do Holandês Van Mocke, grande cafeicultor do Brasil entre 1819 e 1821.
Duração aproximada: 3 horas
Domingo - dia 15
Pedra do Sino (Parque Nacional da Serra dos Órgãos - Teresópolis)
Caminhada longa e pesada (21Km), neste parque com linda trilha até o topo desta pedra a 2.200m de altitude com formação semelhante a um sino. Banho de cachoeira opcional na volta.
Duração aproximada: 8 horas
Domingo - dia 22
Trilha da Cova da Onça (Floresta da Tijuca)
Caminhada leve passando por linda ponte suspensa. Local onde foi registrado último aparecimento deste animal na Floresta da Tijuca, na década de 70. Ideal para iniciantes, crianças e idosos.
Duração aproximada: 3 horas
Domingo - dia 29
Ilhas Cagarras
Lindo passeio de saveiro até o conjunto dessas famosas ilhas, finalizando com um lindo pôr do sol na Baía de Guanabara
Duração aproximada: 6 horas
OUTUBRO
Domingo - dia 13
Pico da Pedra Branca (Jacarepaguá)
Caminhada pesada dentro do Parque da Pedra Branca, até o ponto mais alto da cidade do Rio de Janeiro, 1024 m, com belo visual de Marambaia, Guaratiba, Recreio aos seus pés.
Duração aproximada: 6 horas
Sábado - dia 19
Atividade Gratuita com o Grupo "Terra Limpa"
Mutirão de reflorestamento, limpeza das trilhas e atividades de Educação Ambiental (Doação de alimentos não perecíveis à instituições beneficientes).
Domingo - dia 20
Rapel Cachoeira do Véu da Noiva (Petrópolis)
LInda caminhada no Vale do Bonfim (1.200m), até esta cachoeira com 40m de queda d'água, ideal para a prática do rapel (descida com corda), almoço e hospedagem opcionais na bela Pousada do Açu.
Saída do Rio às 7:00 - Chegada aproximada ao Rio às 19:00.
Sábado - dia 26
Pedra do Conde (Floresta da Tijuca)
Trilha histórica no local onde se fixou a primeira fazenda da região (1810) pelo conde francês Gestas. Chegada até o platô de 821 m de altitude, com vista para Baía de Guanabara e Pico da Tijuca. Caminhada leve.
Duração aproximada: 4 horas.
Reservas: (21) 9923-4448 ou ecotribo@zipmail.com.br (Marcus Souza)
Obsessão
Não tenho a mínima idéia de que língua é essa (se você souber, por favor, instrua-me), mas as fotos são das mais bonitas sobre o tema que já vi na rede.
Não tenho a mínima idéia de que língua é essa (se você souber, por favor, instrua-me), mas as fotos são das mais bonitas sobre o tema que já vi na rede.
E ainda tem gente que não quer ver:
8 de setembro, 2002
Às 1:57 PM hora de Brasília (1657 GMT)
BAGDAD (CNN) -- O ex-inspetor-chefe de armas das Nações Unidas Scott Ritter, em discurso proferido neste domingo na Assembléia Nacional do Iraque, disse que seu país, os Estados Unidos, "parecem estar à beira de cometer um erro histórico" em seus apelos para derrubar o presidente iraquiano Saddam Hussein.
Ritter, um ex-funcionário do serviço de informações do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, está em Bagdad em visita particular para manifestar suas críticas à ameaça norte-americana de ação militar contra o Iraque.
O ex-inspetor investigou a possível existência de armas de destruição em massa no Iraque entre 1991 e 1998, quando foi chamado de volta pelos Estados Unidos, dois dias antes de um bombardeio aéreo anglo-norte-americano a instalações iraquianas.
Ritter disse que o Iraque não é uma ameaça para os Estados Unidos.
"O Iraque não é patrocinador do tipo de terror perpetrado contra os Estados Unidos em 11 de setembro (do ano passado), e é, de fato, ativo na supressão do tipo de extremismo fundamentalista que caracteriza aqueles que atacaram os Estados Unidos naquele dia horrível", declarou Ritter.
O presidente George W. Bush está tentando reunir apoio internacional para uma ação militar contra Saddam Hussein, a quem acusa de estocar armas de destruição em massa e de pretender usá-las.
Bush deve divulgar um ultimato ao presidente iraquiano - ou permita acesso incondicional de inspetores de armas ou enfrente conseqüências não especificadas - quando discursar, na próxima quinta-feira, na Assembléia Geral da ONU, em Nova York.
Em seu pronunciamento deste domingo, Ritter negou que o Iraque possuísse quaisquer armas de destruição em massa, mas admitiu que existem preocupações em relação aos programas iraquianos de armas.
"Essas preocupações são quase exclusivamente de natureza técnica e não supera a realidade de que o Iraque, durante quase sete anos de contínua atividade de inspeção pelas Nações Unidas, foi certificado de ter sido desarmado em 90 a 95 por cento", acrescentou.
O ex-inspetor disse ainda que os Estados Unidos, se lançaram unilateralmente qualquer ação militar contra o Iraque, "mudariam para sempre a dinâmica política que governou o mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, principalmente a fundação do direito internacional como estabelecido na carta das Nações Unidas, que pede a resolução pacífica de problemas entre nações".
Ritter renunciou como inspetor-chefe em agosto de 1998, alegando que tanto o Conselho de Segurança da ONU como o governo norte-americano minaram fatalmente as tentativas de sua equipe de localizar e eliminar armas iraquianas de destruição em massa.
Ele alegou que agentes secretos dos EUA usaram a missão da ONU como uma cobertura para espionar, destruindo a credibilidade da equipe de inspeção.
Antes do discurso, Ritter disse à CNN que o Governo Bush estaria "usando as inspeções de armas como uma desculpa" para travar uma guerra contra o Iraque.
Um dos problemas de o presidente Bush divulgar esse tipo de ultimato é que ele não tem credibilidade", acrescentou. "Membros de seu governo já disseram que as inspeções não importam; membros de seu governo já disseram que, mesmo se os inspetores conseguirem voltar ao Iraque e obtiverem sucesso no desarmamento do Iraque, ainda assim vão continuar buscando a remoção do regime".
"Pílula de suicídio"
Em uma entrevista exclusiva, depois do discurso, Ritter negou as alegações de que os iraquianos interferiram no processo de inspeções até 1998.
"Isso é absolutamente falso", respondeu. "Os inspetores foram capazes de executar sua tarefa de desarmar o Iraque sem qualquer obstrução do Iraque".
Ritter disse ainda à CNN que Saddam Hussein não estaria buscando munir o Iraque de armas de destruição em massa porque ele "está muito interessado na continuada sobrevivência de Saddam Hussein".
"Eu acredito que ele reconhece que qualquer esforço, dele ou de seu governo, para readquirir qualquer aspecto de armas de destruição em massa, para não falar em armas nucleares, seria o equivalente a tomar uma pílula de suicídio", acrescentou. "Isso convidaria a imediata e dura resposta da comunidade internacional e resultaria no seu fim".
Um ataque preventivo contra o Iraque seria "o caos" e mudaria a forma como o mundo responderia "a situações desse tipo".
"O que impediria a Índia de ir para a guerra com o Paquistão, ou a China de intervir em Taiwan?", disse. "Isso é uma realidade. Uma arma nuclear iraquiana, a essa altura, é mera especulação".
Respondendo às críticas de que seus comentários - e sua visita ao Iraque - seriam desleais, Ritter disse que estava agindo como "um patriota fervoroso que ama seu país".
"Como um cidadão norte-americano, eu tenho uma obrigação de criticar quando sinto que meu governo está agindo de uma maneira que é inconsistente com os princípios dos nossos pais fundadores", completou. "É a coisa mais patriótica que eu posso fazer".
8 de setembro, 2002
Às 1:57 PM hora de Brasília (1657 GMT)
BAGDAD (CNN) -- O ex-inspetor-chefe de armas das Nações Unidas Scott Ritter, em discurso proferido neste domingo na Assembléia Nacional do Iraque, disse que seu país, os Estados Unidos, "parecem estar à beira de cometer um erro histórico" em seus apelos para derrubar o presidente iraquiano Saddam Hussein.
Ritter, um ex-funcionário do serviço de informações do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, está em Bagdad em visita particular para manifestar suas críticas à ameaça norte-americana de ação militar contra o Iraque.
O ex-inspetor investigou a possível existência de armas de destruição em massa no Iraque entre 1991 e 1998, quando foi chamado de volta pelos Estados Unidos, dois dias antes de um bombardeio aéreo anglo-norte-americano a instalações iraquianas.
Ritter disse que o Iraque não é uma ameaça para os Estados Unidos.
"O Iraque não é patrocinador do tipo de terror perpetrado contra os Estados Unidos em 11 de setembro (do ano passado), e é, de fato, ativo na supressão do tipo de extremismo fundamentalista que caracteriza aqueles que atacaram os Estados Unidos naquele dia horrível", declarou Ritter.
O presidente George W. Bush está tentando reunir apoio internacional para uma ação militar contra Saddam Hussein, a quem acusa de estocar armas de destruição em massa e de pretender usá-las.
Bush deve divulgar um ultimato ao presidente iraquiano - ou permita acesso incondicional de inspetores de armas ou enfrente conseqüências não especificadas - quando discursar, na próxima quinta-feira, na Assembléia Geral da ONU, em Nova York.
Em seu pronunciamento deste domingo, Ritter negou que o Iraque possuísse quaisquer armas de destruição em massa, mas admitiu que existem preocupações em relação aos programas iraquianos de armas.
"Essas preocupações são quase exclusivamente de natureza técnica e não supera a realidade de que o Iraque, durante quase sete anos de contínua atividade de inspeção pelas Nações Unidas, foi certificado de ter sido desarmado em 90 a 95 por cento", acrescentou.
O ex-inspetor disse ainda que os Estados Unidos, se lançaram unilateralmente qualquer ação militar contra o Iraque, "mudariam para sempre a dinâmica política que governou o mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, principalmente a fundação do direito internacional como estabelecido na carta das Nações Unidas, que pede a resolução pacífica de problemas entre nações".
Ritter renunciou como inspetor-chefe em agosto de 1998, alegando que tanto o Conselho de Segurança da ONU como o governo norte-americano minaram fatalmente as tentativas de sua equipe de localizar e eliminar armas iraquianas de destruição em massa.
Ele alegou que agentes secretos dos EUA usaram a missão da ONU como uma cobertura para espionar, destruindo a credibilidade da equipe de inspeção.
Antes do discurso, Ritter disse à CNN que o Governo Bush estaria "usando as inspeções de armas como uma desculpa" para travar uma guerra contra o Iraque.
Um dos problemas de o presidente Bush divulgar esse tipo de ultimato é que ele não tem credibilidade", acrescentou. "Membros de seu governo já disseram que as inspeções não importam; membros de seu governo já disseram que, mesmo se os inspetores conseguirem voltar ao Iraque e obtiverem sucesso no desarmamento do Iraque, ainda assim vão continuar buscando a remoção do regime".
"Pílula de suicídio"
Em uma entrevista exclusiva, depois do discurso, Ritter negou as alegações de que os iraquianos interferiram no processo de inspeções até 1998.
"Isso é absolutamente falso", respondeu. "Os inspetores foram capazes de executar sua tarefa de desarmar o Iraque sem qualquer obstrução do Iraque".
Ritter disse ainda à CNN que Saddam Hussein não estaria buscando munir o Iraque de armas de destruição em massa porque ele "está muito interessado na continuada sobrevivência de Saddam Hussein".
"Eu acredito que ele reconhece que qualquer esforço, dele ou de seu governo, para readquirir qualquer aspecto de armas de destruição em massa, para não falar em armas nucleares, seria o equivalente a tomar uma pílula de suicídio", acrescentou. "Isso convidaria a imediata e dura resposta da comunidade internacional e resultaria no seu fim".
Um ataque preventivo contra o Iraque seria "o caos" e mudaria a forma como o mundo responderia "a situações desse tipo".
"O que impediria a Índia de ir para a guerra com o Paquistão, ou a China de intervir em Taiwan?", disse. "Isso é uma realidade. Uma arma nuclear iraquiana, a essa altura, é mera especulação".
Respondendo às críticas de que seus comentários - e sua visita ao Iraque - seriam desleais, Ritter disse que estava agindo como "um patriota fervoroso que ama seu país".
"Como um cidadão norte-americano, eu tenho uma obrigação de criticar quando sinto que meu governo está agindo de uma maneira que é inconsistente com os princípios dos nossos pais fundadores", completou. "É a coisa mais patriótica que eu posso fazer".
Por que Lula?
Eis as respostas de alguns artistas e intelectuais presentes no encontro do Rio de Janeiro:
Porque eu voto no Brasil.
Jards Macalé, compositor
Sempre fui Lula, desde 1989. É Lula e pronto. Nem quero falar mais para não atrapalhar.
Chico Buarque de Holanda, compositor
Por três razões: a primeira é o Serra; a segunda, o Garotinho e a terceira, aquele nervosinho, o Ciro.
Leandro Konder, filósofo
Porque acredito no Brasil e acredito em nós.
Bete Mendes, atriz
Lula sempre; hoje mais que nunca.
Maria Nazaré, professora da USP
É a solução social e a solução brasileira.
Aldo Lins e Silva, jurista
Porque representa a ruptura, o novo, o povo. O que veio de baixo.
Leonardo Boff, teólogo
Por tudo que significa: luta e esperança.
Fernando Morais, jornalista e escritor
Pelo acumulo político que o PT reúne. Porque ele é o nome emblemático dessa trajetória.
Chico de Oliveira, economista
Por sua tradição de luta, para ampliar os direitos neste país.
Lúcio Kowarick, sociólogo
Por compaixão ao povo brasileiro.
Augusto Boal, teatrólogo
História, história, história. Lula tem e faz história.
Ênio Candotti, ex-presidene da SBPC
Vai trilhar os caminhos que a gente precisa.
Marcos Winter, ator
Pela mudança. Para fazer uma varredura, porque o povo não agüenta mais.
Nelson Sargento, compositor da Portela
Porque Lula tem a verdade nos olhos e vai tirar o país do caos.
Mozart Noronha, pastor
Lula é sinônimo de esperança. E dela precisamos muito.
Nilcéia Freire, reitora da UERJ
Porque o Brasil precisa de um novo projeto de desenvolvimento nacional.
Márcio Thomas Bastos, jurista
Pelas suas raízes, pelo seu preparo, pela sua crítica ao Brasil arcaico.
Adauto Novaes, professor e produtor cultural
É a chama da renovação.
Fernando Gabeira, deputado federal
É o mais preparado: reúne liderança, conhecimento e determinação.
Maurício Tolmasquim, físico, professor da URFJ
Porque chegou a hora.
Chico Diaz, ator
Porque Lula tem partido, é um homem de idéias e de partido.
Midani, produtor fonográfico
Ele tem um projeto de transformação do Brasil.
Tetê Moraes, cineasta
É um contraponto aos doutores da Sorbonne que quebraram o Brasil, estrangularam a pesquisa e o ensino público.
Marcus Barros, diretor do Inpa
É a melhor opção para responder à crise social brasileira.
Paulo Gadelha, vice-presidente da Fiocruz
Lula está na sua melhor fase. Me dá esperança, paz e certeza.
Carla Camurati, cineasta
É o mais preparado porque formou-se pela universidade chamada Brasil.
José Leite Lopes, físico
Porque o país não agüenta mais do mesmo.
Camila Pitanga, atriz
É o único para tirar o Brasil dessa situação sufocante.
Nelson Rodrigues Filho, cineasta
Porque ele finalmente está preparado para renovar este país.
Paula e Lucy Barreto, cineastas
É o grande prato da gastronomia política brasileira.
Geraldinho Carneiro, músico
Tem chances reais de ganhar e mudar nossa história.
Wagner Tiso, músico
Porque é a hora dele; é o melhor e dessa vez ninguém tira.
Claudia Ohana, atriz
Esgotou-se o ciclo neoliberal. É como se tivéssemos regredido dez anos. O país precisa de um projeto nacional e Lula aponta para isso.
José Luis Fiori, cientista político
É Lula, é Lula, é Lula!
Janaína Diniz, atriz
Porque é a esperança de futuro.
Maria Rita Khel, psicanalista
É hora de ajudar o povo sofrido. Nunca votei nele, mas agora é Lula.Vamos lá!
Zeca Pagodinho, sambista
Porque fui mal acostumado: cresci em Porto Alegre, na ótima administração do PT. Aprendi o que é cidadania. Quero o mesmo para todo o país.
Yamandu Costa, violonista
Lula foi formado pelas experiências de luta de todos estes anos. É a expressão disso que o país reivindica e precisa. É a ponte para nossos sonhos de uma sociedade melhor.
Letícia Sabatella, atriz
Para colocar no poder um filho do povo.
Ariano Suassuna, escritor (por escrito)
Lula tem idéias e propostas que se identificam com nossa trajetória de vida.
Celso Furtado, economista
Tem que mudar, tem que mudar. Há 500 anos eles mandam e não resolvem. É hora de Lula.
Ziraldo, cartunista
Eis as respostas de alguns artistas e intelectuais presentes no encontro do Rio de Janeiro:
Porque eu voto no Brasil.
Jards Macalé, compositor
Sempre fui Lula, desde 1989. É Lula e pronto. Nem quero falar mais para não atrapalhar.
Chico Buarque de Holanda, compositor
Por três razões: a primeira é o Serra; a segunda, o Garotinho e a terceira, aquele nervosinho, o Ciro.
Leandro Konder, filósofo
Porque acredito no Brasil e acredito em nós.
Bete Mendes, atriz
Lula sempre; hoje mais que nunca.
Maria Nazaré, professora da USP
É a solução social e a solução brasileira.
Aldo Lins e Silva, jurista
Porque representa a ruptura, o novo, o povo. O que veio de baixo.
Leonardo Boff, teólogo
Por tudo que significa: luta e esperança.
Fernando Morais, jornalista e escritor
Pelo acumulo político que o PT reúne. Porque ele é o nome emblemático dessa trajetória.
Chico de Oliveira, economista
Por sua tradição de luta, para ampliar os direitos neste país.
Lúcio Kowarick, sociólogo
Por compaixão ao povo brasileiro.
Augusto Boal, teatrólogo
História, história, história. Lula tem e faz história.
Ênio Candotti, ex-presidene da SBPC
Vai trilhar os caminhos que a gente precisa.
Marcos Winter, ator
Pela mudança. Para fazer uma varredura, porque o povo não agüenta mais.
Nelson Sargento, compositor da Portela
Porque Lula tem a verdade nos olhos e vai tirar o país do caos.
Mozart Noronha, pastor
Lula é sinônimo de esperança. E dela precisamos muito.
Nilcéia Freire, reitora da UERJ
Porque o Brasil precisa de um novo projeto de desenvolvimento nacional.
Márcio Thomas Bastos, jurista
Pelas suas raízes, pelo seu preparo, pela sua crítica ao Brasil arcaico.
Adauto Novaes, professor e produtor cultural
É a chama da renovação.
Fernando Gabeira, deputado federal
É o mais preparado: reúne liderança, conhecimento e determinação.
Maurício Tolmasquim, físico, professor da URFJ
Porque chegou a hora.
Chico Diaz, ator
Porque Lula tem partido, é um homem de idéias e de partido.
Midani, produtor fonográfico
Ele tem um projeto de transformação do Brasil.
Tetê Moraes, cineasta
É um contraponto aos doutores da Sorbonne que quebraram o Brasil, estrangularam a pesquisa e o ensino público.
Marcus Barros, diretor do Inpa
É a melhor opção para responder à crise social brasileira.
Paulo Gadelha, vice-presidente da Fiocruz
Lula está na sua melhor fase. Me dá esperança, paz e certeza.
Carla Camurati, cineasta
É o mais preparado porque formou-se pela universidade chamada Brasil.
José Leite Lopes, físico
Porque o país não agüenta mais do mesmo.
Camila Pitanga, atriz
É o único para tirar o Brasil dessa situação sufocante.
Nelson Rodrigues Filho, cineasta
Porque ele finalmente está preparado para renovar este país.
Paula e Lucy Barreto, cineastas
É o grande prato da gastronomia política brasileira.
Geraldinho Carneiro, músico
Tem chances reais de ganhar e mudar nossa história.
Wagner Tiso, músico
Porque é a hora dele; é o melhor e dessa vez ninguém tira.
Claudia Ohana, atriz
Esgotou-se o ciclo neoliberal. É como se tivéssemos regredido dez anos. O país precisa de um projeto nacional e Lula aponta para isso.
José Luis Fiori, cientista político
É Lula, é Lula, é Lula!
Janaína Diniz, atriz
Porque é a esperança de futuro.
Maria Rita Khel, psicanalista
É hora de ajudar o povo sofrido. Nunca votei nele, mas agora é Lula.Vamos lá!
Zeca Pagodinho, sambista
Porque fui mal acostumado: cresci em Porto Alegre, na ótima administração do PT. Aprendi o que é cidadania. Quero o mesmo para todo o país.
Yamandu Costa, violonista
Lula foi formado pelas experiências de luta de todos estes anos. É a expressão disso que o país reivindica e precisa. É a ponte para nossos sonhos de uma sociedade melhor.
Letícia Sabatella, atriz
Para colocar no poder um filho do povo.
Ariano Suassuna, escritor (por escrito)
Lula tem idéias e propostas que se identificam com nossa trajetória de vida.
Celso Furtado, economista
Tem que mudar, tem que mudar. Há 500 anos eles mandam e não resolvem. É hora de Lula.
Ziraldo, cartunista
5.9.02
Gustav Klimt
Porque essa imagem faz parte da nossa história.
Porque eu sou louca e acho que o casal se parece conosco.
Porque eu acho o quadro lindo.
Porque as cores são quentes e alegres.
Porque esse beijo é arrepiante.
Porque eu vejo amor e paixão transbordando dessa imagem.
Porque eu queria alguma coisa que resumisse tudo.
Feliz aniversário, meu amor!
4.9.02
Da série Gente que Pensa Grande: Zamorim
O texto não é do Marcus, mas a idéia de refletir sobre isso e colocar todo mundo como agente da mudança é muito legal. Estou aderindo. Vou colocar só um trechinho e depois vocês conferem o resto aqui.
Alguma vez você parou para conversar com o gari que varre a sua rua ou com o pedreiro que trabalha na reforma da casa de seu irmão, ou ainda com aquela pessoa que lhe aborda e faz um comentário esperando a sua "opinião"? Estaremos então sendo omissos?
O texto não é do Marcus, mas a idéia de refletir sobre isso e colocar todo mundo como agente da mudança é muito legal. Estou aderindo. Vou colocar só um trechinho e depois vocês conferem o resto aqui.
Alguma vez você parou para conversar com o gari que varre a sua rua ou com o pedreiro que trabalha na reforma da casa de seu irmão, ou ainda com aquela pessoa que lhe aborda e faz um comentário esperando a sua "opinião"? Estaremos então sendo omissos?
Sei que não é do seu interesse se eu estou cumprindo meu planejamento cultural semanal, mas eu conto assim mesmo.
Já vi todos os filmes que o Canal Brasil está exibindo esta semana, exceto Garrincha, alegria do Povo, então, como o tempo é curto e a vida é bela, estou deliberadamente deixando a re-visão desses filmes de lado. Mas o compromisso de sexta-feira é sério.
Ontem fomos eu, Ricardo e mais três amigos dele ver Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana. O primeiro impacto foi a nova configuração da sala. Sempre gostei daquele lugar, com sua boa acústica, seu palco circular e a proximidade com os artistas. O único senão era o desconforto dos assentos em forma de arquibancada. Eu disse era. Agora como Espaço Copacabana, o Sesc tem cadeiras muito confortáveis e bonitas, fazendo com que o que era bom fique ótimo.
Quanto ao show, vou falar o quê? Basta ver o nome dos músicos para a gente começar a babar. Quem não conhece, deve procurar conhecer o mais rápido possível. A dica é não se restringir nos domínios ".br". Sim, foi um show maravilhoso.
E a programação para o mês de setembro está um escândalo de boa. Já andei publicando por aqui o que vai rolar no Rio Sesc Instrumental - Sopro Brasil, todas as terças as 19:30 (10 - Leo Gandelman + Serginho do Trombone; 17 - Nivaldo Ornelas + Paulinho Trumpete; 24 - Vittor Santos + Marcelo Martins), mas há outras atrações fantásticas. Algumas, como o ciclo de vídeos com a Marilyn Monroe, grátis. Se alguém se interessar, é só falar comigo que eu passo a programação completa.
Mas acabamos comprando mais dois CDs que vão inchar minha lista de pretensões auditivas semanal. Pimenta, que é o CD onde Carlos Malta faz sua homenagem ao repertório da Elis Regina (o show a que assistimos ontem) e Pife Muderno, cujo show eu já tinha visto, mas não tinha ainda a gravação.
Estou adorando Como Ser Legar de Nick Hornby. Tenho muito a comentar sobre ele, o que farei em breve.
Devo dizer que quanto aos CDs a questão não é simplesmente colocar para tocar e deixar rolando enquanto faço outras coisas. Trata-se de ouvir. E para cada um deles tenho uma explicação para a necessidade de ouvi-lo. O Beijo do Vampiro, por exemplo, me fez querer ouvir com outros ouvidos a versão de Blue Moon com a Billie Holiday.
Como amanhã é aniversário de meu amo e senhor, vou deixar os programas de televisão que eu quero assistir e vão passar nesse dia aos cuidados do aparelho de vídeo-cassete.
Já vi todos os filmes que o Canal Brasil está exibindo esta semana, exceto Garrincha, alegria do Povo, então, como o tempo é curto e a vida é bela, estou deliberadamente deixando a re-visão desses filmes de lado. Mas o compromisso de sexta-feira é sério.
Ontem fomos eu, Ricardo e mais três amigos dele ver Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana. O primeiro impacto foi a nova configuração da sala. Sempre gostei daquele lugar, com sua boa acústica, seu palco circular e a proximidade com os artistas. O único senão era o desconforto dos assentos em forma de arquibancada. Eu disse era. Agora como Espaço Copacabana, o Sesc tem cadeiras muito confortáveis e bonitas, fazendo com que o que era bom fique ótimo.
Quanto ao show, vou falar o quê? Basta ver o nome dos músicos para a gente começar a babar. Quem não conhece, deve procurar conhecer o mais rápido possível. A dica é não se restringir nos domínios ".br". Sim, foi um show maravilhoso.
E a programação para o mês de setembro está um escândalo de boa. Já andei publicando por aqui o que vai rolar no Rio Sesc Instrumental - Sopro Brasil, todas as terças as 19:30 (10 - Leo Gandelman + Serginho do Trombone; 17 - Nivaldo Ornelas + Paulinho Trumpete; 24 - Vittor Santos + Marcelo Martins), mas há outras atrações fantásticas. Algumas, como o ciclo de vídeos com a Marilyn Monroe, grátis. Se alguém se interessar, é só falar comigo que eu passo a programação completa.
Mas acabamos comprando mais dois CDs que vão inchar minha lista de pretensões auditivas semanal. Pimenta, que é o CD onde Carlos Malta faz sua homenagem ao repertório da Elis Regina (o show a que assistimos ontem) e Pife Muderno, cujo show eu já tinha visto, mas não tinha ainda a gravação.
Estou adorando Como Ser Legar de Nick Hornby. Tenho muito a comentar sobre ele, o que farei em breve.
Devo dizer que quanto aos CDs a questão não é simplesmente colocar para tocar e deixar rolando enquanto faço outras coisas. Trata-se de ouvir. E para cada um deles tenho uma explicação para a necessidade de ouvi-lo. O Beijo do Vampiro, por exemplo, me fez querer ouvir com outros ouvidos a versão de Blue Moon com a Billie Holiday.
Como amanhã é aniversário de meu amo e senhor, vou deixar os programas de televisão que eu quero assistir e vão passar nesse dia aos cuidados do aparelho de vídeo-cassete.
Sex. 6 e sáb. 7 - Grupo Chapéu de Palha
Liderado por Valdir Sete Cordas (cavaquinho), e integrado por Fred da Flauta, Pedro do Clarinete, Chia do Violão e Luiz Carlos da Portela (pandeiro), o Grupo Chapéu de Palha traz para o público, como fala Hermínio Belo de Carvalho, "o melhor do som que pode ser
tirado debaixo de mangueiras e jaqueiras frondosas, regado à batidinha de limão e cervejinha gelada", servindo como acepipes aos improvisos que nascem da música.
Claro que também tem "aquele feijãozinho para não se colocar defeito": o torresminho sequinho, a couve cortada fininha, a farofa na manteiga e o "arroz soltinho fumegando nas panelas. Depois, vem um cochilo na varanda", que ninguém é de ferro, até a hora do fôlego voltar e encher o quintal para mais uma rodada. É o espírito da sonoridade carioca mais
vivo do que nunca, graças a quem ainda acredita na poesia da festa do subúrbio, aquela com gente feliz em volta, fundamentais, é claro, para quem está vivo!
Sala Funarte Sidney Miller (250 lugares)
Ingressos: sexta e sábado: R$10,00
e R$5,00 (estudantes e maiores de 65 anos)
SEMPRE ÀS 18h30
Rua da Imprensa, 16 - Térreo - Centro - RJ
(próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa)
tel.: (21) 2279 8105 / 2279 8088
e-mail: salafunart@funarte.gov.br
Porque a Nana da m-musica faz um trabalho porreta e o mínimo que a gente pode fazer em nome da cultura da cidade é agradecer muito e divulgar:
80 anos de rádio no Brasil e 66 anos da Rádio MEC.
"O rádio é a escola dos que não têm escola. É o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças, o consolador dos enfermos e o guia dos sãos - desde que o realizem com espírito altruísta e elevado." Com estas palavras, Edgard Roquette-Pinto, ao lado do amigo
Henrique Morize, na época Presidente da Academia Brasileira de Ciências, iniciava com pioneirismo o que mais tarde viria a se transformar no maior veículo de massa do país. Treze anos depois, num prédio na Rua da Carioca, o então Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, acompanhado de seu chefe de gabinete Carlos Drummond de
Andrade, recebia de Roquette-Pinto a Rádio que continuaria a honrar os compromissos e os ideais de seu pioneiro. O dia era 7 de setembro de 1936. A frase solene: - "Entrego esta rádio com a mesma emoção com que se casa uma filha!". Nascia a Rádio Ministério da Educação.
Começava uma nova saga. Um prédio na Praça da República recebia uma rádio "com tudo que havia dentro": instalações, equipamento, biblioteca, laboratório de ensaios científicos, discoteca, instrumentos musicais, partituras, arquivo, móveis e utensílios, além, é óbvio, da
estação transmissora em perfeito estado de funcionamento, com seus canais de ondas médias e curtas, e um quadro completo de locutores e técnicos, descreve Ruy Castro em seu texto "Roquette-Pinto: O homem multidão".
A rádio podia manter orquestras como a sinfônica, a de câmara, a de sopros e a afro-brasileira; um quarteto vocal e um de cordas, um coral, um trio, um conjunto de música antiga e um fabuloso quadro de solistas e regentes como: Eleazar de Carvalho, Alceo Bocchino, Radamés Gnatalli, Guerra Peixe, Francisco Mignone, Iberê Gomes Grosso, Abigail Gomes Moura, entre muitos outros. Nos estúdios Cecília Meireles, Manoel
Bandeira, Murilo Mendes e o próprio Drummond recitavam seus versos junto com a descontração musical de músicos do porte de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Altamiro Carrilho e da técnica privilegiada de Heitor Villa-Lobos.
Hoje, 66 anos depois, a Rádio MEC possui um dos mais importantes acervos sobre a história do Rádio no Brasil. Mais de 40.000 títulos de séries e programas temáticos continuam preservados. São títulos como a "Antologia do Choro", a "Antologia do Humor" , "Quadrante", "História do Jazz", "Humor na História da Música", além de um riquíssimo acervo musical entre discos e fitas com gravações inéditas de grandes momentos
da música brasileira.
Mantendo o compromisso com a Música, a Educação e a Cultura, ela continua a transmitir com dois sinais voltados a um mesmo objetivo: atender a seus ouvintes que sabem o que é bom gosto e exigem qualidade. Na MEC 800 AM se toca e se fala de Brasil; música de raiz, a fina flor do samba, a poesia do instrumental e o melhor da produção contemporânea. Toda a beleza dos sons da nossa terra. Pela MEC 98,9 FM se entra em conexão direta com o universo da música erudita, as sinfonias, as óperas, os concertos. A história e o mundo dos acordes, partituras, interpretações e regências, o prazer de ouvir e conhecer as
fronteiras do que é clássico. É assim a Rádio MEC. A qualidade da escuta, a ousadia do som.
Programação de setembro da Sala Funarte
Seg. 2 e ter. 3 - Áurea Martins e Fernando Costa (Arte Sem Barreiras)
Sex. 6 e sáb. 7 - Grupo Chapéu de Palha
Seg. 9 e sáb. 10 - Sincronia Carioca
Sex. 13 e sáb. 14 - Dianna Pequeno
Seg. 16 e sáb. 17 - Fred Martins
Sex. 20 e sáb. 21 - Wilson Moreira
Seg. 23 e ter. 24 - Telma Tavares
Sex. 27 e sáb. 28 - Lucina
Seg 30 e ter. 01/10 - Plínio Araújo e Orquestra Tabajara
Sala Funarte Sidney Miller (250 lugares)
Ingressos:
Segunda: R$5,00
Terça, sexta e sábado: R$10,00 e R$5,00 (estudantes e maiores de 65 anos)
SEMPRE ÀS 18h30
Rua da Imprensa, 16 - Térreo - Centro - RJ
(próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa)
tel.: (21) 2279 8105 / 2279 8088
e-mail: salafunart@funarte.gov.br
Sala Funarte
PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO
"Nas Ondas do Rádio"
PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO
"Nas Ondas do Rádio"
80 anos de rádio no Brasil e 66 anos da Rádio MEC.
"O rádio é a escola dos que não têm escola. É o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças, o consolador dos enfermos e o guia dos sãos - desde que o realizem com espírito altruísta e elevado." Com estas palavras, Edgard Roquette-Pinto, ao lado do amigo
Henrique Morize, na época Presidente da Academia Brasileira de Ciências, iniciava com pioneirismo o que mais tarde viria a se transformar no maior veículo de massa do país. Treze anos depois, num prédio na Rua da Carioca, o então Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, acompanhado de seu chefe de gabinete Carlos Drummond de
Andrade, recebia de Roquette-Pinto a Rádio que continuaria a honrar os compromissos e os ideais de seu pioneiro. O dia era 7 de setembro de 1936. A frase solene: - "Entrego esta rádio com a mesma emoção com que se casa uma filha!". Nascia a Rádio Ministério da Educação.
Começava uma nova saga. Um prédio na Praça da República recebia uma rádio "com tudo que havia dentro": instalações, equipamento, biblioteca, laboratório de ensaios científicos, discoteca, instrumentos musicais, partituras, arquivo, móveis e utensílios, além, é óbvio, da
estação transmissora em perfeito estado de funcionamento, com seus canais de ondas médias e curtas, e um quadro completo de locutores e técnicos, descreve Ruy Castro em seu texto "Roquette-Pinto: O homem multidão".
A rádio podia manter orquestras como a sinfônica, a de câmara, a de sopros e a afro-brasileira; um quarteto vocal e um de cordas, um coral, um trio, um conjunto de música antiga e um fabuloso quadro de solistas e regentes como: Eleazar de Carvalho, Alceo Bocchino, Radamés Gnatalli, Guerra Peixe, Francisco Mignone, Iberê Gomes Grosso, Abigail Gomes Moura, entre muitos outros. Nos estúdios Cecília Meireles, Manoel
Bandeira, Murilo Mendes e o próprio Drummond recitavam seus versos junto com a descontração musical de músicos do porte de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Altamiro Carrilho e da técnica privilegiada de Heitor Villa-Lobos.
Hoje, 66 anos depois, a Rádio MEC possui um dos mais importantes acervos sobre a história do Rádio no Brasil. Mais de 40.000 títulos de séries e programas temáticos continuam preservados. São títulos como a "Antologia do Choro", a "Antologia do Humor" , "Quadrante", "História do Jazz", "Humor na História da Música", além de um riquíssimo acervo musical entre discos e fitas com gravações inéditas de grandes momentos
da música brasileira.
Mantendo o compromisso com a Música, a Educação e a Cultura, ela continua a transmitir com dois sinais voltados a um mesmo objetivo: atender a seus ouvintes que sabem o que é bom gosto e exigem qualidade. Na MEC 800 AM se toca e se fala de Brasil; música de raiz, a fina flor do samba, a poesia do instrumental e o melhor da produção contemporânea. Toda a beleza dos sons da nossa terra. Pela MEC 98,9 FM se entra em conexão direta com o universo da música erudita, as sinfonias, as óperas, os concertos. A história e o mundo dos acordes, partituras, interpretações e regências, o prazer de ouvir e conhecer as
fronteiras do que é clássico. É assim a Rádio MEC. A qualidade da escuta, a ousadia do som.
Programação de setembro da Sala Funarte
Seg. 2 e ter. 3 - Áurea Martins e Fernando Costa (Arte Sem Barreiras)
Sex. 6 e sáb. 7 - Grupo Chapéu de Palha
Seg. 9 e sáb. 10 - Sincronia Carioca
Sex. 13 e sáb. 14 - Dianna Pequeno
Seg. 16 e sáb. 17 - Fred Martins
Sex. 20 e sáb. 21 - Wilson Moreira
Seg. 23 e ter. 24 - Telma Tavares
Sex. 27 e sáb. 28 - Lucina
Seg 30 e ter. 01/10 - Plínio Araújo e Orquestra Tabajara
Sala Funarte Sidney Miller (250 lugares)
Ingressos:
Segunda: R$5,00
Terça, sexta e sábado: R$10,00 e R$5,00 (estudantes e maiores de 65 anos)
SEMPRE ÀS 18h30
Rua da Imprensa, 16 - Térreo - Centro - RJ
(próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa)
tel.: (21) 2279 8105 / 2279 8088
e-mail: salafunart@funarte.gov.br
3.9.02
Quando Minority Report foi lançado nos EUA chegaram até aqui duas impressões bem diversas. Primeiro li no jornal uma defesa entusiasmada do Gerald Thomas e depois li a Fer no Cinefilia não tão animada. Comentei por lá que aquele contraste estava me deixando curiosa.
Além disso, o ex-marido da Fernanda Torres usava adjetivos como genial e referia-se ao filme como obra-prima. Se ele gostava tanto a possibilidade de eu detestar era enorme.
O filme estreou em terras tupiniquins e por motivos que não vêm ao caso, acabei adiando essa minha ida ao cinema. Mas meu encontro com Spielberg e Tom Cruise aconteceu neste último final de semana.
Hoje lendo (por que será que insisto?) a coluna do Thomas me deparo com: Fico triste quando vejo que Minority Report, do Spielberg, está definhando por pura falta de cultura daqueles que fazem crítica de cinema. Ignoram o mosaico que Spielberg monta, homenageando a arte moderna americana e recriando o paradoxo futurista que Burgess e Kubrick já haviam montado, em Laranja Mecânica. Spielberg, assim, como Picasso, pintou com extrema perfeição a mais deliberada imperfeição.
Penso no por quê de o que é para mim uma seqüência insuportável de déjà vu parecer genial para alguém. O filme é uma enorme bobagem, aos meus olhos, com seqüências e idéias chupadas de milhares de filmes que a gente já enjoou de ver. Quando se é uma alma generosa ou se está querendo aparecer simplesmente discordando da opinião geral, a falta de imaginação pode ser chamada de citação, homenagem, colagem, revisão, o escambau... Ainda que seja necessário ignorar furos enormes no roteiro, a sempre dispensável escatologia e a banalidade da conclusão.
Voltei para casa achando que tinha perdido meu tempo e meu dinheiro. Ricardo concorda com Gerald Thomas. Mas a gente geralmente discorda no departamento de artes.
Além disso, o ex-marido da Fernanda Torres usava adjetivos como genial e referia-se ao filme como obra-prima. Se ele gostava tanto a possibilidade de eu detestar era enorme.
O filme estreou em terras tupiniquins e por motivos que não vêm ao caso, acabei adiando essa minha ida ao cinema. Mas meu encontro com Spielberg e Tom Cruise aconteceu neste último final de semana.
Hoje lendo (por que será que insisto?) a coluna do Thomas me deparo com: Fico triste quando vejo que Minority Report, do Spielberg, está definhando por pura falta de cultura daqueles que fazem crítica de cinema. Ignoram o mosaico que Spielberg monta, homenageando a arte moderna americana e recriando o paradoxo futurista que Burgess e Kubrick já haviam montado, em Laranja Mecânica. Spielberg, assim, como Picasso, pintou com extrema perfeição a mais deliberada imperfeição.
Penso no por quê de o que é para mim uma seqüência insuportável de déjà vu parecer genial para alguém. O filme é uma enorme bobagem, aos meus olhos, com seqüências e idéias chupadas de milhares de filmes que a gente já enjoou de ver. Quando se é uma alma generosa ou se está querendo aparecer simplesmente discordando da opinião geral, a falta de imaginação pode ser chamada de citação, homenagem, colagem, revisão, o escambau... Ainda que seja necessário ignorar furos enormes no roteiro, a sempre dispensável escatologia e a banalidade da conclusão.
Voltei para casa achando que tinha perdido meu tempo e meu dinheiro. Ricardo concorda com Gerald Thomas. Mas a gente geralmente discorda no departamento de artes.
2.9.02
Planejamento semanal básico (sujeito a alterações, inclusões e exclusões, conforme a maré e condições de temperatura e pressão):
Todos os dias desta semana no Canal Brasil (Net): Favoritos do Público
segunda: Amor & cia
terça: Como ser Solteiro
quarta: Villa-Lobos, uma vida de paixão
quinta: Mauá, o imperador e o rei
sexta: Garrincha, alegria do povo
(sempre às 21:00)
03/09/2002, terça:
Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana, às 19:30 (R$10,00)
05/09/2002, quinta:
Monk, filme que deu origem à série, USA (Net) 21:00
80 hits dos anos 80, Multishow, 23:15
Como Ser Legal
Nick Hornby
Billie Holiday
Love for Sale
Joan Manuel Serrat
En Directo
Estácio & Flamengo - 100 anos de samba e amor
diversos
(com dedicatória especialíssima da Meg)
Björk
Vespertine
Manu Chao
Esperanza
Max de Castro
Orchestra Klaxon
Todos os dias desta semana no Canal Brasil (Net): Favoritos do Público
segunda: Amor & cia
terça: Como ser Solteiro
quarta: Villa-Lobos, uma vida de paixão
quinta: Mauá, o imperador e o rei
sexta: Garrincha, alegria do povo
(sempre às 21:00)
03/09/2002, terça:
Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana, às 19:30 (R$10,00)
05/09/2002, quinta:
Monk, filme que deu origem à série, USA (Net) 21:00
80 hits dos anos 80, Multishow, 23:15
Como Ser Legal
Nick Hornby
Billie Holiday
Love for Sale
Joan Manuel Serrat
En Directo
Estácio & Flamengo - 100 anos de samba e amor
diversos
(com dedicatória especialíssima da Meg)
Björk
Vespertine
Manu Chao
Esperanza
Max de Castro
Orchestra Klaxon
31.8.02
De algum lugar no mundo, ela vai dar um pulinho aqui e ver que eu lembrei do aniversário dela e firmei pensamentos auspiciosos na felicidade (muita) que ela merece.
Para o novo amigo João Teixeira a quem andei causando preocupações vãs:
TUDO PELA METADE
(Marisa Monte - Nando Reis)
Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo
Eu trago lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade
Eu não percebo
Eu falo muito palavrão
Eu falo muito mal
Eu falo muito
Eu falo mesmo
Eu falo sem saber o que estou falando
Eu falo muito bem
Eu minto
TUDO PELA METADE
(Marisa Monte - Nando Reis)
Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo
Eu trago lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade
Eu não percebo
Eu falo muito palavrão
Eu falo muito mal
Eu falo muito
Eu falo mesmo
Eu falo sem saber o que estou falando
Eu falo muito bem
Eu minto
30.8.02
Carolzinha já deve estar em solo jordaniano. Nunca pensei que fosse conhecer alguém que morasse, mesmo que temporariamente, em Aman. Fiquei tão impressionada que sonhei com minha amiguinha à noite.
Ela, com sua classe e elegância de sempre, aquela de verdade, bem simples e nada esnobe, convidava para um tipo de reunião que só poderia sair mesmo de meu subconsciente doentio. Além de servir drinks e petiscos, muitas de suas amigas estavam reunidas em uma belíssima sala de banho para que lhes fossem servidos diversos cosméticos. Assim, suas convivas se deliciavam experimentando mil creminhos, podendo aproveitar as pequenas banheiras individuais com óleos de banho exóticos e outros pequenos luxos maravilhosos. Todas podres de chic em seus roupões brancos, turbantes feito de tolha e biquinis coloridos.
Estávamos todas esperando por um hair stylist que depois cuidaria das cabeleiras de todas as belas e mais um maquiador. Obviamente a "festa" acabaria na night, porque não tem graça se produzir para ficar em casa, sozinha, olhando para as paredes.
Mas o bom desse sonho era que eu estava perto da minha amiga e a gente se divertia muito.
Saudade é coisa doida.
Ela, com sua classe e elegância de sempre, aquela de verdade, bem simples e nada esnobe, convidava para um tipo de reunião que só poderia sair mesmo de meu subconsciente doentio. Além de servir drinks e petiscos, muitas de suas amigas estavam reunidas em uma belíssima sala de banho para que lhes fossem servidos diversos cosméticos. Assim, suas convivas se deliciavam experimentando mil creminhos, podendo aproveitar as pequenas banheiras individuais com óleos de banho exóticos e outros pequenos luxos maravilhosos. Todas podres de chic em seus roupões brancos, turbantes feito de tolha e biquinis coloridos.
Estávamos todas esperando por um hair stylist que depois cuidaria das cabeleiras de todas as belas e mais um maquiador. Obviamente a "festa" acabaria na night, porque não tem graça se produzir para ficar em casa, sozinha, olhando para as paredes.
Mas o bom desse sonho era que eu estava perto da minha amiga e a gente se divertia muito.
Saudade é coisa doida.
Desconheço sensação mais angustiante do aquela que dá quando seu marido sai cedinho para uma pequena viagem de avião e você ouve que aconteceu um acidente aéreo mas não consegue chegar a tempo para ouvir detalhes da notícia.
Evidentemente nessa hora ele não atende ao celular (claro, ora, ele está dentro de um avião, afinal). Nenhuma outra emissora de rádio ou TV fala sobre o assunto, especialmente no momento em que você a está sintonizando.
Demora muito tempo até que ele ligue só para dizer alô. Você fica quieta e não fala nada sobre sua paranóia delirante, porque ele ainda tem que pegar o vôo de volta.
Necessidade urgente de terapia, amor ou falta de um bom tanque de roupa para lavar?
Evidentemente nessa hora ele não atende ao celular (claro, ora, ele está dentro de um avião, afinal). Nenhuma outra emissora de rádio ou TV fala sobre o assunto, especialmente no momento em que você a está sintonizando.
Demora muito tempo até que ele ligue só para dizer alô. Você fica quieta e não fala nada sobre sua paranóia delirante, porque ele ainda tem que pegar o vôo de volta.
Necessidade urgente de terapia, amor ou falta de um bom tanque de roupa para lavar?
29.8.02
Ela olha sua cara pela manhã. Chorou a noite inteira e agora está terrivelmente inchada. Aquele horror de imagem piora ainda mais sua percepção do mundo que já estava péssima.
É preciso fazer aquele telefonema hoje, apesar de tudo. Todos os seus temores se confirmam. Não demora para que a conversa que começou amistosa recaia sobre o mesmo tema infeliz. Não fosse a promessa feita a um moribundo ela já teria mandado a outra enfiar tudo no cu.
Sim, hoje ela fala palavrão. Ao menos pensa neles. Seus pensamentos hoje são violentos. Ela pensa em malas. Talvez precise simular um suicídio para que as pessoas parem de varrer suas declarações definitivas para debaixo de um tapete rubro-negro. Ou não. Talvez fosse suficiente parar de engolir sapos e palavras e tentar ser feliz bem longe dali.
Ela procura o botão do foda-se. É difícil encontrá-lo sob o dever de casa do filho, as providências para o jantar, aquele trabalho chato que já deveria estar pronto há uma semana.
Quanto será que custa a hospedagem num apart-hotel?
Não, ela não está gorda, nem é chata, nem é louca, ansiosa, histérica e burra. Ele apenas enjoou. Acontece, ué. Pronto! O jeito é deixar ele babando pela loirinha do escritório recém saída da adolescência e seguir com um dos outros que acham que ela é o máximo. Ou só.
Só resta torcer para que um dia o filho entenda.
Mas antes é preciso recorrer ao mesmo expediente que usou depois daquela tentativa de estupro, daquele aborto, daquela outra separação, daquela gravidez de solidão e tumulto, daquela descoberta de traição...
Cadê o batom?
É preciso fazer aquele telefonema hoje, apesar de tudo. Todos os seus temores se confirmam. Não demora para que a conversa que começou amistosa recaia sobre o mesmo tema infeliz. Não fosse a promessa feita a um moribundo ela já teria mandado a outra enfiar tudo no cu.
Sim, hoje ela fala palavrão. Ao menos pensa neles. Seus pensamentos hoje são violentos. Ela pensa em malas. Talvez precise simular um suicídio para que as pessoas parem de varrer suas declarações definitivas para debaixo de um tapete rubro-negro. Ou não. Talvez fosse suficiente parar de engolir sapos e palavras e tentar ser feliz bem longe dali.
Ela procura o botão do foda-se. É difícil encontrá-lo sob o dever de casa do filho, as providências para o jantar, aquele trabalho chato que já deveria estar pronto há uma semana.
Quanto será que custa a hospedagem num apart-hotel?
Não, ela não está gorda, nem é chata, nem é louca, ansiosa, histérica e burra. Ele apenas enjoou. Acontece, ué. Pronto! O jeito é deixar ele babando pela loirinha do escritório recém saída da adolescência e seguir com um dos outros que acham que ela é o máximo. Ou só.
Só resta torcer para que um dia o filho entenda.
Mas antes é preciso recorrer ao mesmo expediente que usou depois daquela tentativa de estupro, daquele aborto, daquela outra separação, daquela gravidez de solidão e tumulto, daquela descoberta de traição...
Cadê o batom?
28.8.02
Socorro!
Comecei a receber de repente umas coisas esquisitas por e-mail. Claro que spam é sempre uma merda, mas agora estou começando a ficar com medo.
Primeiro foi um convite para ingressar em uma pirâmide formada por evangélico. Não sou evangélica nem otária, queridos.
Agora um tal padre de Anápolis me escreve denunciando um projeto que tramita na Câmara dos Deputados incluindo a "opção sexual" entre os "direitos natos, absolutos, ilimitados, imprescritíveis" etc., e abrindo as portas ao "casamento homossexual". Caro Padre Lodi, sabe o que significa GLS? Pois é, eu sou o "S".
Comecei a receber de repente umas coisas esquisitas por e-mail. Claro que spam é sempre uma merda, mas agora estou começando a ficar com medo.
Primeiro foi um convite para ingressar em uma pirâmide formada por evangélico. Não sou evangélica nem otária, queridos.
Agora um tal padre de Anápolis me escreve denunciando um projeto que tramita na Câmara dos Deputados incluindo a "opção sexual" entre os "direitos natos, absolutos, ilimitados, imprescritíveis" etc., e abrindo as portas ao "casamento homossexual". Caro Padre Lodi, sabe o que significa GLS? Pois é, eu sou o "S".
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