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26.2.03

O Tiago deixou um comentário muito simpático pedindo dicas de rodas de samba aqui no Rio.

Tenho freqüentado esses ambientes bem menos do que gostaria, mas não posso deixar na mão alguém que vem visitar minha cidade. Vou falar do que conheço, principalmente na minha vizinhança. Quem souber de outras dicas, por favor, colabore aí nos comentários.

Gosto muito de um bar chamado Estephânio´s. Fica ali na Rua dos Artistas, num lugar que já foi chamado de Aldeia Campista, mas que foi incorporado à Grande Tijuca. Além de chope de primeira e ótimos petiscos, toca por ali o grupo Roda de Saia, que era constituído apenas por mulheres, mas já vi meninos tocando com elas (não sei se elas resolveram tirar a barreira do gênero ou se eles só estavam dando canja). É pagode tradicional e samba de raiz. Por ali aparecem figurinhas interessantes famosas ou anônimas do mundo do samba. Ano passado a Beth Carvalho estava batendo ponto por lá quase toda semana, já que era enredo do bloco deles. Este ano o homenageado é o Martinho da Vila.

Por falar em Martinho, outro lugar aonde eu gosto muito de ir é o Butiquim do Martinho. Tem música ao vivo todos os dias, com exceção de sábado, incluindo choro, pagode, samba de raiz. Fica no Shopping Iguatemi, em Vila Isabel. Programa para quem gosta de dormir cedo. Ótimo chope. Petiscos honestos.

Também tem muita coisa acontecendo na Lapa. Há boas casas de samba por lá. É só ir chegando e assuntar com o pessoal que tem lotado as ruas do bairro, sob os Arcos, o que de melhor acontece na noite que você estiver por lá.

Sou analfabeta de samba na Zona Sul.

A cabecinha criativa da Rossana não pára de funcionar e ela está inventando uma nova forma de ajudar o Lucas.

Eu dou um alô daqui, você dá um alô daí e a gente ajuda um pouquinho também...

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No capítulo de ontem de Mulheres Apaixonadas as personagens de Susana Vieira e da filha do Manoel Carlos (nunca sei o nome desta atriz) comentaram os absurdos incidentes de anteontem e mesmo do início da manhã de ontem aqui no Rio.

Será que a novela vai ser toda assim com comentários em cima do lance sobre os acontecimento mais importantes gravados no mesmo dia em que a novela vai ao ar? Achei a idéia muito interessante principalmente numa novela que se propõe a ser contemporânea e tem o Rio (especialmente o Leblon) como um de seus personagens.

Gosto dessa nova novela, como costumo gostar de todas desse autor, embora eu seja cada vez menos fiel na tarefa de acompanhar capítulos e mais capítulos. Mas acho muito gostosa a forma como ele reproduz conversas que já mantive ou já ouvi. São aqueles comentários que a gente solta numa fila ou para preencher um papo com amigos.

Talvez o encanto seja mais para bichinhos urbanos e cariocas como eu. A maioria das situações (com exceção sempre da grande história da trama, como a mãe-Helena trocando seu próprio filho pelo neto morto, a mãe-Helena entregando o namorado pra filha ou a mãe-Helena que na verdade é tia) já aconteceram com a gente, com alguém que a gente conhece, ou simplesmente poderiam perfeitamente ter acontecido. Este é o encanto.

25.2.03

Vou-me embora pra Passárgada
(Manuel Bandeira)

Vou-me embora pra Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada

Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar históricas
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada

Em Passárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada


Shangrilá
(Rita Lee - Roberto de Carvalho)

De repente eu me vejo
Amarelada, bodeada, sem ninguém
Nessas horas aparece a preguiça
A vontade de sumir... de vez

Se me der na telha sou capaz
De enlouquecer
E mandar tudo pr´aquele lugar
E fugir com você pra Shangrilá
E me deixar levar
Por um beijo eterno
Por seu corpo envolvente
Mais quente que o inferno


Xanadu
(Olivia Newton-John)

A place where nobody dared to go,
the love that we came to know
They call it Xanadu

And now, open your eyes and see,
what we have made is real
We are in Xanadu

A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally

Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu
Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu

Xanadu, your neon lights will shine for you, Xanadu

The love, the echoes of long ago,
you needed the world to know
They are in Xanadu

The dream that came through a million years
That lived on through all the tears, it came to Xanadu

A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally

Now that I'm here, now that you're near in Xanadu
Now that I'm here, now that you're near in Xanadu, Xanadu



Maracangalha
(Dorival Caymmi)

Eu vou pra Maracangalha eu vou
Eu vou de uniforme branco eu vou
Eu vou de chapéu de palha eu vou
Eu vou convidar Anália eu vou

Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Sem Anália mas eu vou

Papapara papaia papá
Papaparapapaia papá


O Raphael comenta o "editorial" da Veja.

Assino embaixo.
Pena que não há muito o que possamos fazer daqui...


24.2.03

Sabe quando você perde a capacidade de decepcionar-se com uma pessoa porque ela está cometendo o mesmo "errinho" pela trigésima vez, então aquilo passa a ser exatamente o que você espera dela? E quando você já conversou diversas vezes com ela sobre este exato ponto e ela jura de pés junto que aquilo não se repete só para dali a uma semana fazer igualzinho?

Quero ouvir sua opinião, por favor.

23.2.03

A idéia era ficar o dia inteiro de papo pro ar, devorando revistas, jornais e um ou outro filminho.

Mas não. Fazer o que se moro na Cidade Maravilhosa, se o dia amanheceu ensolarado e se uma brisa gostosa espanta de leve o calor?

Já era tarde para pensar em praia com criança. Sim, finalmente consegui acordar num horário bacana. Por vício dos últimos dias abri os olhos às 6:30, mas foi enorme a satisfação de simplesmente virar as costas para o relógio ao procurar uma posição mais confortável no travesseiro e curtir a cama por algumas horinhas mais.

Foi ele quem viu que ainda de manhã ia haver um bailinho de Carnaval. Eu topo na hora pro diversos motivos.

Faz tempo que não trabalho no Centro e raramente tenho assuntos para resolver por lá. Sou freqüentadora do Teatro Rival, mas uma quadra numa metrópole pode ser absurdamente diferente de dia e de noite. Então me sinto meio turista na Cinelândia diurna.

Ainda não tinha visto o enorme (e vazio, pelo menos no domingo) estacionamento criado sob a Praça Mahatma Gandhi. Nem a praça depois da retirada dos tapumes. O espanto estava ali, atrás das grades que protegem o novo espaço. Eu, que trabalhei ali no Edifício Serrador na época em que estagiava na Petrobrás, nunca reparei a vastidão da vista a partir daquela calçada, emoldurada por prédios antigos: Monumento aos Pracinhas, Pão de Açúcar... Não lembro se antes havia alguma coisa que obstruísse a visão ou se eram só as calçadas lotadas dos dias de semana, os camelôs, os meninos de rua, a correria que não me deixavam ver direito...

E ali estavámos eu e eles mais uma vez desbundando diante da cidade.

Nunca tinha entrado no Odeon depois que o velho cinema agregou a sigla BR em seu nome e se transformou em espaço cultural. O lugar é lindo, lindo. E nem vou contar que uma certa criatura sentada ao meu lado quase não segurou a onda ao ouvir tocar o sinal e ver as cortinas vermelhas se abrindo, como os cinemas de sua infância.

Adoro tudo sobre Menino Maluquinho, o filme. E gosto mais a cada vez que vejo. Pedro recita a fala dos personagens ao meu lado.

Depois da sessão, palhaços e uma banda nos aguardavam à porta. As melhores marchinhas carnavalescas de todos os tempo animavam o início de tarde cercadas pela Biblioteca Nacional, pelo Theatro Municipal, pelo Obelisco e pelo Amarelinho. Eu bem que vi o Museu de Belas Artes esticando o pescoço para conferir o que se passava.

Aos poucos foram chegando o casal de pernas-de-pau, as palhacinhas que desciam da sacada por tecidos encarnados, o malabarista...

Um menino de rua me esticou a mão imunda num cumprimento. Eu estiquei a minha também. Ela foi amparada por um sorriso triste porque Carnaval também tem pierrô.

A caçarola que meu filho levava à cabeça como fantasia em homenagem ao mais famoso personagem infantil do Ziraldo logo virou receptáculao para toda sorte de bugiganga que ele ia recolhendo: máscaras baratas de saci, animais recortados em E.V.A. que foram jogados como confetes, spray de espuma carnavalesca...

Tudo isso pela módica quantia de R$2,00 (sim, dois reais!) por cabeça. O estacionamento tem desconto com a validação da bilheteria.

Depois almoço no Nova Capela e outra surpresa. Foi inaugurado um anexo ao célebre restaurante. Longe dos padrões do espaço anterior, que ainda está lá firme e forte (e lotadíssimo a qualquer hora do dia ou da noite), ele foge do estilo brega português-suburbano com suas paredes azulejadas para o estilo brega Barra-norte-americano. O cabrito com arroz e brócolis com porção extra de alho continua dos deuses. E é sempre divertida a caça às celebridades, já que o lugar de repente virou modinha (sou freqüentadora com histórico por lá, levada pelas mãos de um praticamente sócio fundador). Hoje avistei o Ivo Meireles, com seus cabelos esticados crescidos e tingidos de uma cor entre abóbora e carmim e suas unhas manicuradas em negro.

Descanso dominical? Pois sim...

21.2.03

REcebido por e-mail:

Recebido por e-mail:


Os belicistas

Já sei bombardear
(W. Bush, Collin Powell)


Já sei bombardear,
Já sei armar o míssil agora só me falta atirar

Já sei invadir
Já sei peitar a ONU agora só me falta explodir

Não tenho paciência pra negociação
Eu tenho é mania de perseguição
Não ouço ninguém, acuso todo mundo
o Bin Laden e o Hussein
Não livro ninguém, exploro todo mundo
acho que o mundo é meu também

Já sei derrubar
Já sei jogar a bomba na tua base militar
Eu sou o juíz, e não tô nem aí pra tantas vidas de civis

Peguei experiência com o Afeganistão
Se antes eu falhei, agora num erro não.
Não ouço ninguém, até o Collin Powell
Tá igual a mim também
Não livro ninguém, primeiro o petróleo
Depois Amazônia também

Eu tô querendo, Sadan Hussein
Eu tô querendo, tudo o que tiver
Tô te querendo, não tem pra ninguém
Tô te querendo, petróleo do Hussein...

20.2.03

Obra eterna é como Acontece do Cartola.

Só de ler a letra da música, fico toda arrepiada e meus olhos se enchem d'água...
Hoje tive que ser dura com uma pessoa de quem eu gosto muito, mas que vinha me incomodando com determinado comportamento.

Admito, sutileza não é uma virtude abundante em mim. Sabendo disso, quando estou lidando com pessoas queridas tomo especial cuidado. E falho.

O problema é que é difícil para algumas pessoas entenderem que o fato de você estar me casa não significa que você está disponível para um papinho de uma hora e meia ao telefone ou uma visita surpresa que tome toda a tarde. Esta é uma das grandes desvantagens de não ter um espaço físico fora da própria residência para cumprir expediente. As vantagens são grandes e eu vou ficando.

A gente aprende a lidar com esse tipo de interrupção. Geralmente a insinuação de que há uma pilha de tarefas esperando é suficiente para acordar a glândula produtora de simancol do interlocutor. Entretanto, em condições especiais de temperatura e pressão, aquela pessoa que você adora, que acompanha de perto a sua luta cotidiana, ataca. Ela deixa passar a primeira dica. Você fica mais direta e diz claramente, com todos os esses e erres, que precisa desligar porque tem muito trabalho a fazer e não pode conversar naquele momento. Se você ouvir como resposta que a pessoa sente muito, que sabe o quanto você é ocupada, mas que tem só mais uma coisinha para dizer, prepare-se. Dê a ela a chance de falar mais essa coisinha em cinco minutos. Mas antes que você precise repetir o recado e ela tenha uma crise súbita de carência e desperte em você toda a culpa cristã do mundo, aja. Ignore que está em um telefone fixo e diga que está entrando em um túnel e que a ligação vai cair. Desligue. Deixe uma mensagem carinhosa na sua própria secretátia eletrônica avisando que liga assim que puder.

Amigos de verdade _ aquelas pessoas seguras, bem resolvidas e com vida própria das quais você tomou o cuidado de se cercar _ entenderão.

19.2.03

Dica simples para ser feliz e evitar estresse: só liberar meus bichos criativos depois do meu aniversário.

Com inferno astral não se brinca...

18.2.03

Isso é que dá ficar fora do ar, assim meio ausente do que acontece no mundo dos blog. Só agora fiquei sabendo dessa linda iniciativa:

17.2.03


Tem umas coisas estranhas sobre mim.

Adoro músicas de fossa que contem histórias de, digamos, profissionais do sexo ou similares. Folhetim, Ronda, Sob Medida, Negue... É esse tipo de música que canto sob o chuveiro e com que ameaço os amigos depois de uns copinhos a mais (mas só os grandes amigos e quando estou de ótimo humor).

Deve haver explicação pra isso...

16.2.03

Agora que ninguém mais que disponha de boa (in)formação apóia as investidas belicistas dos EUA, é mais importante que nunca que tudo esteja muito às claras. Saber todos os porquês é fundamental. É muito mais que um cowboy louco, inconseqüente e mimado com um monte de brinquedinhos perigosos nas mãos.

Acorde!

As manifestações de protesto pipocam por todo canto.


14.2.03

Sei que estou fora do meu normal. Fora do meu ritmo, fora do meu astral, fora da minha forma. Por isso tenho sido mais chata do que eu mesma consigo suportar.

O lado bom é que tenho descoberto um monte de coisas. Sabe aquelas coisas que a gente até sabe de certa forma mais só consegue elaborar corretamente quando a jiripoca pia? Pois é.

Por exemplo, tenho pensado muito em responsabilidades e em como é confortável simplesmente acomodar-se ou sair distribuindo culpas. Talvez até por ter acabado de ler um livro sobre negociação que ganhei de presente (acho que nunca compraria um livro desse tipo), comecei a pensar sobre o quanto podemos alterar até o que parece irremediavelmente estagnado se simplesmente tomarmos as responsabilidades e as rédeas em nossas mãos.

E seguindo este caminho começou a acender uma luzinha dentro de mim que me mostrou que havia muita coisa que acontecia de errado na minha vida simplesmente porque eu permitia, não estava tão atenta quanto era necessário, não cobrava o devido, confiava e de certa forma me deixei convencer de que se me davam pouco era porque pouco eu merecia.

Sou uma pessoa intensa. E foi enorme a minha fúria quando esta ficha finalmente caiu. Ainda estou furiosa comigo mesma e com mais uma penca de pessoas e situações. Mas passa porque é assim que eu funciono. Daqui a pouco eu vou acoplar esta nova percepção ao meu dia-a-dia, vou perdoar quem merece perdão (inclusive a mim mesma), mas não vou esquecer. Eu nunca esqueço certas coisas.

Uma amiga minha dizia que a consciência é foda, ou seja, a partir do momento em que alguém se torna consciente de determinada coisa é impossível retornar ao ponto onde se estava. É preciso seguir, ir adiante, dar os passos necessários. Não adianta querer se agarrar à sombra da ignorância. Mesmo que ela fosse uma sombrinha tranqüila e gostosa.

*********

Por favor, dê algum sinal. Não me deixe desanimar de escrever por aqui. Faça com que eu sinta que alguém ainda me lê.

11.2.03

Voltei!

Pensei que voltaria bem, mas, depois de um período em que realmente consegui relaxar nas férias, o retorno me colocou nos ombros o mesmo peso que estava antes e mais alguns quilinhos.

Além das encalacradelas que continuam no mesmo ponto que deixei ou se complicaram um pouquinho, teve a morte do Fábio, que abalou toda a família. Está todo mundo de teto baixo e ainda tem a complicação do inquérito policial.

Graças a Deus o trabalho também começou a carga total, o que ocupa a cabeça e distrai um pouco dos aborrecimentos e tristezas.

Então, tamos aí.

5.2.03

Talvez você veja em algum telejornal local ou leia amanhã nas páginas policiais que foi assassinado na noite de hoje com um tiro na testa nas Avenidas das Américas um professor de Educação Física. E esta não é apenas mais uma notícia triste nos jornais porque além de engrossar uma estatística estúpida, o professor Fábio Maranhão era meu amigo.

Fábio estudou na Universidade Rural com minha irmã do meio. Apesar de meu pai ter restrições severas quanto a amizade das suas três filhas com rapazes, tanto ele quanto minha mãe logo se encantaram com aquele garotão magricela, falante e carismático. Todos nós góstavamos dele imensamente. Um dia ele trouxe para sua costumeira visita o irmão mais novo. O irmão caçula dele casou-se com minha irmã mais nova. Éramos então da mesma família.

Tenho grandes lembranças com ele, aventuras, festas, bagunças, algumas tristezas profundas que dividimos...

No último aniversário do nosso sobrinho (filho do irmão dele e da minha irmã) ele me deu carona até em casa. Cruzamos praticamente toda a Avenida Brasil falando sobre a vida, viagens, amores, planos para o futuro... Foi quase ontem...

Fazia tempo que ele não era o garoto magricela. Era um rapaz bonito, forte como exigia a profissão, moderno, inteligente, esperto e uma das poucas pessoas neste mundo que ignorava meu 1,78m e me chamava de Carlinha.

Meu amigo morreu estupidamente hoje.

Desculpem se o blog anda ciclotímico.

3.2.03

Sei que você vai perdoar minha ausência e meu silêncio quando eu contar que da janela deste cybercafé vejo coqueiros dançando ao vento marítimo, algumas contruções centenárias e muitos barquinhos.

Minha cor faz jus aos meus genes africanos e se já tive problemas alguma vez na vida, esqueci.

Agora vou tomar mais uma cerveja e curtir a brisa noturna.

Mas volto quando você menos esperar e antes do que eu gostaria.

Aguarde-me porque cabeça vazia é oficina do demo e ele anda me assoprando uma idéias bem legais.

26.1.03

Tô viva.
Já volto.
Não deixe de conferir o show Som e Luz nos Jardins do Museu Imperial em Petrópolis. Faça rapel e arvorismo. Coma trutas. Descanse num lugar bem bonito.
Aí você vai entender porque andei meio sumida.
Mas ainda não é hora de retomar a rotina.
Até já.

16.1.03

Na terça fui assistir ao elogiadíssimo Separações.

Gostei muitíssimo. Excelentes diálogos, tiradas engraçadas e inteligentes, comovente sem ser piegas, metalinguagem esperta e com o Rio de Janeiro como moldura.

Foi a primeira vez que fui ao Estação Ipanema. Também gostei de lá.

Depois, embalados pelo filme, fomos para o Baixo Leblon (vocês vão entender porque quando forem ver também).

Acho que todo mundo sai da sessão reconhecendo um quê de Woody Allen e já ouvi gente falando em Truffaut.

Eu quis porque quis o texto sobre o Homem Lúcido que o Domingos Oliveira lê na última cena, porque depois de tantos anos me achando louca, descobri que sou uma Mulher Lúcida. Trata-se de um texto descoberto em uma pesquisa arqueológica com uma tremenda atualidade. A expressão homem lúcido entra aqui, porque na língua original é simbolizada pela mesma palavra usada para designar os sacerdotes.

Hoje de manhã, ao abrir minha caixa postal, vejo que meu amigo Marcelo Batalha tinha conseguido o texto pra mim. Um daqueles pequenos milagres, advindos de coisas que nos chegam as mãos no momento em que mais precisamos delas da forma como menos esperamos, porque o motivo que me fez amar o texto na terça-feira é completamente diverso do de hoje.

Divido com vocês:

O Homem Lúcido

O homem lúcido sabe que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que nunca se entusiasma com ela, assim como não teme a morte. O homem lúcido sabe que viver e morrer são o mesmo em matéria de valor, posto que a Vida contém tantos sofrimentos que a sua cessação não pode ser considerada um mal.

O homem lúcido sabe que é o equilibrista na corda bamba da existência. Sabe que, por opção ou acidente, é possível cair no abismo, a qualquer momento, interrompendo a sessão do circo.

Pode também o homem lúcido optar pela Vida. Aí então, ele esgotará todas as suas possibilidades. Passeará por seu campo aberto e por suas vielas floridas. Saberá ver a beleza em tudo. Terá amantes, amigos, ideais. Urdirá planos e os realizará. Resistirá aos infortúnios e até às doenças. E, se atingido por algum desses emissários, saberá
suportá-los com coragem e mansidão.

Morrerá o homem lúcido de causas naturais e em idade avançada, cercado por filhos e netos que seguirão sua magnífica aventura. Pairará então, sobre sua memória uma aura de bondade. Dir-se-á: aquele amou muito e fez bem às pessoas.

A justa lei máxima da natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem iguale-se sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis. O homem lúcido que optou pela Vida, com o consentimento dos Deuses, tem o poder magno de alterar esta lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis estarão sempre em maioria.

Esta é uma cortesia que a Natureza faz com os homens lúcidos.


texto Caldaico (pertencente ou relativo à Caldéia, antiga região da Ásia) do VI século a.C. citado no filme Separações de Domingos Oliveira

Dica: Todas as Mulheres do Mundo, um clássico brasileiro de 1967 escrito e dirigido por Domingos Oliveira e estrelado por Paulo José e Leila Diniz está de volta. A partir de amanhã (17) até o dia 23, no Odeon, sempre às 13h. Não é "digrátis", mas é quase: R$2,00!!!
Da série Aqui Pertinho: Fábrica do Samba

Fábrica do Samba é um festival de música dedicado ao gênero que abriu as inscrições em outubro passado. Entre os autores dos 2153 sambas inscritos estão revelações, bambas e anônimos. Destes foram selecionados 57 que, a partir de hoje às 20 horas no Maracanãzinho, disputam a primeira de seis eliminatórias (16,17, 23, 24, 30 e 31 de janeiro). Depois acontecem duas semi-finais (6 e 7 de fevereiro) e a finalíssima (8 de fevereiro) com doze sambas. O sexto colocado levará 20.000 reais e os prêmios vão crescendo até os R$100.000 do primeiro colocado, que também levará o troféu João Nogueira. Os premiados gravarão um CD pelo selo Biscoito Fino.

Alguns dos classificados: Pedro Hollanda e Nilze Carvalho, Dona Ivone Lara, Monarco, Tantinho, Noca da Portela e Camunguelo.

Além das apresentações dos concorrentes, haverá shows contando a história do samba, passando por vertentes como samba-canção, samba de gafieira, afro-samba, samba de raiz e os sambas de enredo.

Agenda dos shows:

16/1: (Homenagem a Clementina de Jesus) Jongo da Serrinha, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, velhas-guardas do Império, da Mangueira e da Portela
17/1: (Homenagem a Tom Jobim) Emílio Santiago, Ivan Lins e Zé Renato
23/1: Jamelão, Alcione, Elza Soares
24/1: Sandra de Sá, Lecy Brandão, Seu Jorge
30/1: Martinho da Vila, Paulinho Mocidade, Dominguinhos do Estácio, Neguinho da Beija-Flor
31/1: Zélia Duncan, Miltinho, MPB-4, Quarteto em Cy
6/2: Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Luiz Carlos da Vila
7/2: Zeca Pagodinho, Dudu Nobre
8/2: Beth Carvalho, Grupo Fundo de Quintal

Preços:

eliminatórias (16, 17, 23, 24, 30 e 31/1): R$10,00
semi-finais (6 e 7/2): R$15,00
final (8/2): R$20,00

Meu sobrinho, filho único da minha irmã caçula, que é diabética desde os seis anos de idade e já perdeu dois filhos, está internado num hospital desde ontem com uma doença que ninguém ainda conseguiu diagnosticar.

Eu sei que esta é uma terra de prova e expiação, mas será que não daria para aliviar a mão só um pouquinho por um tempo.

14.1.03

Meio cheio

Quando eu fico chateada, fico enjoada. Se a chateação durar muito, acabo adoecendo. Quando fico realmente doente chego a perder 1 Kg por dia.

Viu como tudo tem um lado positivo?

13.1.03

Da série Aqui Pertinho: Maracanã

Desde o dia 16 de junho de 1950, o Rio de Janeiro nunca mais foi o mesmo. Estava sendo inaugurado o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, resultado da paixão dos brasileiros pela arte do futebol. Num projeto único para a época, o Estádio impressiona até hoje pela sua grandeza. São 195.600 m2, contando com o Maracanãzinho, a pista do Célio Barros e o complexo aquático Julio Delamare.

Os autores do projeto foram os arquitetos Rafael Galvão, Pedro Paulo Bastos, Orlando Azevedo e Antônio Dias Carneiro. O início da construção se deu no dia 2 de agosto de 1948, envolvendo muito trabalho, dedicação e, principalmente muita expectativa por todo o país. Uma das intenções do projeto era abrigar a Copa do Mundo de 1950. E assim foi. Perdemos a Copa para o Uruguai, mas ganhamos um estádio único no mundo, que ultrapassa fronteiras desde o dia de sua inauguração. Vários eventos já puderam testemunhar a grandeza do Maracanã: O Papa João Paulo II, em 1980, cantores como Frank Sinatra, Tina Turner, Paul McCartney, Rolling Stones, sem contar com grandes jogos, demonstrando o imenso potencial do futebol brasileiro.

O Maracanã foi inicialmente construído para comportar 166.369 pessoas, entre a geral, arquibancadas, cadeiras comuns, cadeiras especiais, camarotes e tribunas.

No dia 31 de agosto de 1969, nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, o jogo Brasil e Paraguai recebeu 183.341 torcedores! Foi um jogo que entrou pra história do Maracanã.

O pontapé inicial para a construção do Maracanã foi dado pelo jornalista Célio de Barros, em 1938, quando sugeriu a Jules Rimet que o Brasil fosse sede da Copa de 1942. A SEgunda Guerra Mundial acabou cancelando as Copas de 1942 e 1946 e adiando a de 1949 para o ano de 1950.

Dessa forma, o Brasil acabou sendo escolhido, mas precisava de um estádio de porte para a final. Foi uma luta convencer a todos da importância do projeto. As pessoas alegavam a necessidade de mais hospitais. Nomes como Mário Filho, Ari Barroso, Vargas Netto, lutaram e conseguiram transformar o sonho em realidade. A cidade do Rio de Janeiro merecia um estádio à altura do seu futebol. Assim, no dia da inauguração, o Maracanã pôde comprovar porque tinha sido construído. Milhares de torcedores vibraram, se emocionaram e viram, como nunca, a magia do futebol falar mais alto. Estava dado o primeiro passo para que o mundo se rendesse ao Brasil. E o Brasil se rendesse ao futebol.

E hoje, já pentacampeões mundiais, tem-se a certeza de que sem os encantos do Maracanã nada teria o mesmo brilho. Nem o mesmo sabor. O país do futebol tem seu monumento. O Maracanã é o maior do mundo. Um templo inquestionável, que continua recebendo os belos espetáculos da bola.
O Zamorim confessou que usa pochete e me deu vontade de escrever sobre uma observação que tenho feito nos últimos tempos.

Onde colocar as quinquilharias que os adultos do sexo masculino são obrigados a carregar? Carteira, celular (nem pensar em pendurar no cinto!), frente do rádio do carro, chaves (casa, carro, alarme), agenda eletrônica...

Alguém decretou que é deselegante usar pochete. Sim, elas realmente não são bonitas, mas são práticas. Pior ainda é andar com os bolsos estofados, formando volumes estranhos aqui e ali. Quando o compromisso é profissional, uma pasta executiva resolve. Se é uma atividade esportiva, dá para atacar de mochila. Mas e para ir ao cinema, ao teatro, a um bar ou restaurante?

Andei fazendo uma pesquisa informal com as amigas casadas e descobri que são elas que carregam os pertences dos maridos em suas bolsas. Assim, além de nossos próprios bagulhos (que não são poucos, nem leves), brinquedinhos e outras distrações (e toda sorte de material de emergência) para os filhos, ainda carregamos o extra do companheiro.

Não sei se já aconteceu com vocês, mas já houve vezes comigo em que eu passava a semana toda escolhendo a bolsa certa para combinar com aquele vestido naquela festa e estudava meticulosamente o que poderia/deveria ou não levar para que tudo ficasse perfeito e então, já na porta, saindo, o dono do meu coração, com aquele ar de inocência típico dos machos pergunta: "Baby, dá pra por minha carteira na sua bolsa?". Oh, céus!

E fico me perguntando como é que os homens solteiros se arranjam hoje em dia? Preciso conhecer esse segredo pela saúde do meu casamento e da minha coluna, tão sofrida depois de carregar tanto peso. Também preciso descobrir, um dia, como uma mulher normal, principalmente se for casada e tiver filhos pequenos, consegue sair de casa carregando apenas uma bolsa tipo baguete. Por favor, se você conhecer as respostas, não me deixe na ignorância.
Repassando o recado

O Wumanity mudou de endereço e agora está em www.wumanity.com
Por favor anotem o novo endereço.
Feliz aniversário, meninas!

10.1.03

De, repente, na rua eu vi uma mulher assim:

- sombrinha japonesa;
- óculos à Jackie O;
- blusa de alcinha estampada com a bandeira de Pernambuco;
- saia levíssima da Indonésia;
- sandália de couro branca com aplicações de pedrinhas azuis, baixa e de dedo.

Era eu, a globalizada, refletida em uma vitrine, depois de cair dentro do armário desesperada por um modelito que me desse chances de sobreviver andando na rua sob sol a pino inclemente de hoje.
Sol de maçarico...

9.1.03

Meu filho está de casa nova, cara nova e agora pode também mostrar por lá seus desenhos. Quer conferir?
Terrir

É guerra: Gavião israelense é morto após atacar galinheiro libanês.
Por que, Senhor?

Tenho duas úvulas palatinas e só um clitóris.

8.1.03

Da série Aqui Pertinho: Meu Recanto

Antiga propriedade do Barão de Mesquita, ficou conhecida como Alto do Mesquita, mesmo após ter sido comprada pelo Conselheiro Mayrink. Era o antigo local de secagem de grãos no período do Barão de Mesquita. Esse recanto possui um lago represado pelas águas do Rio Archer, alimentado por canais, ostentando rico paisagismo, constituído por espécies exóticas decorativas, helicônicas, palmitos, palmeiras-bambuns e lírios-do-brejo, introduzidos por Glaziou.

Neste local, Castro Maya instalou, em 1944, um Campo de Esportes contendo uma pista hípica já desativada.

O Meu Recanto, que também já foi conhecido em 1960, no governo Negrão de Lima, como Recanto dos Pintores, é uma área de lazer e recreação, constituída por várias áreas - algumas com acesso pela romântica Ponte dos Suspiros - e que dispõe de estacionamento, bancos, mesas para almoço e piqueniques, churrasqueiras, sanitário, lixeira e telefone público.

O local é cortado pela estrada do Imperador e funciona como um ponto divisor e/ou bifurcação para dois roteiros ou circuitos diferentes. Seguindo em frente, alcançamos o barracão. Seguindo à esquerda, pela Estrada Princesa Isabel, chegamos ao Jardim dos Manacás e ao restaurante Os Esquilos. Bem em frente ao Meu Recanto, do outro lado da estrada, após a passagem de uma ponte sobre o Rio Tijuca, encontra-se o Centro de Visitantes.

Essa é uma obra recente, com projeto do arquiteto Paulo Leal. No centro serão repassados dados voltados para o atendimento ao ecoturismo. Abrigará uma biblioteca, Núcleo de Educação Ambiental, exposição permanente e exposições temporárias. Também há um espaço destinado a cursos e seminários, loja, lanchonete, além de telefone público. Será, portanto, um local onde os visitantes encontrarão guias e informações relativas ao Parque Nacional da Tijuca.

Na Estrada do Imperador, entre o Meu Ecanto e o Barracão, no lado esquerdo, há uma escultura cognominada Aion, doada a Floresta em 1998 por sua autora, Lia do Rio. É constituída de árvore (o maior eucalipto da floresta) e a frase em cimento "O tempo não passa". Essa escultura integra natureza, arte e religiosidade, uma vez que utiliza elementos naturais e criados pelo homem, e que vem sendo reverenciada por alguns freqüentadores do Parque, que depositam cinzas de seus entes queridos junto à obra.

(fotos)
Hoje estréio por aqui uma nova série: aqui pertinho. Espero que vocês gostem de ler assim como eu estou gostando de imaginar e realizar.
Abulia

I must have a prodigious quantity of mind; it takes me as much as a week, sometimes, to make it up.
(Mark Twain)
Talvez, quem sabe, vamos ver, quiçá, pode ser, às vezes, por ventura...

Tem coisa mais angustiante que uma situação mal parada?

7.1.03

Acontece que dentro de mim mora uma belezaria que não sei expressar, uns pensamentos e umas idéias que não sei dizer e umas ternuras que não sei comunicar.

Preciso virar criança de novo.

Quero uma vida de laços, sem nós.

6.1.03

Eu transei com Gisele Bündchen
Recebi presentes lindos.

O primeiro da Cristina Portela, designer de primeira (não é por ser minha amiga, não, o senhor Ministro da Cultura também é fã do trabalho dela) e minha madrinha de casamento:



O segundo é daqueles carinhos que os amigos fazem e a gente fica babando. João estava me escrevendo um e-mail e sentiu o cheio da rainha-da-noite que desbrochava no jardim. Foi lá, colheu uma, passou no scanner e me mandou:



É. Sou feliz.
Eles estão de volta:

Pensamento
(Cidade Negra)


Você precisa saber
O que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
A força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer

Pensamento é um momento
Que nos leva a emoção
Pensamento positivo
Que faz bem ao coração
O mal não
O mal não

Sempre que para você chegar
Terá que atravessar
A fronteira do pensar
A fronteira do pensar

E o pensamento é o fundamento
Eu ganho o mundo sem sair do lugar
Eu fui para o Japão
Com a força do pensar
Passei pelas ruínas
E parei no Canadá
Subi o Imalaia
Pra no alto cantar
Com a imaginação que faz
Você viajar, todo mundo

Estou sem lenço e o documento
Meu passaporte é visto em todo lugar
Acorda meu Brasil com o lado bom de pensar
Detone o pesadelo pois o bom
Ainda virá

Você precisa saber
O que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
A força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer

Custe o tempo que custar
Que esse dia virá
Nunca pense em desistir, não
Te aconselho a prosseguir

O tempo voa rapaz.
Pegue seu sonho rapaz
A melhor hora e o momento
É você quem faz
Recitem
Poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
Recitem poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
EPIFANIA



Adoração dos Reis Magos
Vicente do Rego Monteiro
óleo s/ tela - 1925


FOLIA DE REIS


Folia de Reis é uma festa cristã, que lembra a visita dos três reis magos ? Gaspar, Melchior e Baltasar ? ao Menino Jesus, em Belém, quando levam ouro, incenso e mirra, que representam as dimensões de Cristo: sua realeza, divindade e humanidade (o óleo de mirra era usado para embalsamar os mortos).
No Brasil, a festa foi trazida pelos portugueses na época colonial e tem por origem a Festa do Sol Invencível, comemorada pelos romanos e depois adotada pelos egípcios na Antigüidade. A festa romana acontecia em 25 de dezembro (calendário gregoriano) e a egípcia dia 6 de janeiro. No século III, em virtude da celebração da manifestação da luz, dia 25 de dezembro foi instituído como o do nascimento de Cristo e o dia 6 de janeiro como o dia de Reis.
Essa festa tem início dia 24 de dezembro, véspera de Natal e prossegue até o dia 2 de fevereiro, festa de Nossa Senhora das Candeias, quando é realizada uma ceia.
Um grupo festivo de pessoas, com homens representando os três magos, vão de porta em porta nas casas, cantando acompanhados de violão, cavaquinho, pandeiro, pistão e tantã, representando pequenas peças teatrais em troca de pequenas refeições e esmolas, que é utilizada na Festa de Reis, no dia 6 de janeiro.
O chefe do grupo é denominado alferes da folia de Reis e quando percorre sítios e fazendas é chamada de caixa de folia de reis e quando percorre apenas a zona urbana é denominada de banda de folia de reis ou música de folia de reis.
Geralmente o grupo anda à noite e cantam às portas das casas, acordando seus moradores para que eles os recebam, oferecendo-lhes comida, bebida e esmolas.
Bastante conhecida, é realizada no interior de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Goiás.
Em muitas casas, é costume, no Dia de Reis, escrever o nome dos três reis magos em um pedaço de papel e colocá-lo na porta de entrada para que durante o ano haja fartura, saúde e alegria.
O Dia de Reis é considerado Dia de Gratidão.

Instrumentos:Os instrumentos utilizados são:viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos.

Personagens: Os personagens somam doze pessoas, todos os integrantes do grupo, trajam roupas bastante coloridas.sendo eles: mestre,contra-mestre,3 Reis Magos,palhaço,foliões

1.O Mestre e Contra-mestre: dono de conhecimentos sobre a manifestação, é quem comanda os foliões.

2.O Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à performance.Representando o mal,usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca adiantando-se à "bandeira". Apesar de seu simbolismo é personagem alegre que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.

3.Os Foliões: composta de homens simples, geralmente de origem rural, são os participantes da festa, dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.

4.Reis Magos: São 3 Reis Magos,fazem viagem de esperança, certos de encontrarem sua estrela. .

A Festa: Até há pouco, podia-se ouvir ao longe ou, com sorte, encontrar, vindo de bairro distante,um grupo especial de músicos e cantadores trajando fardamento colorido, entoando versos que anunciam o nascimento do menino Jesus e homenageiam os Reis Magos. Trata-se, naturalmente, da Folia de Reis que no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, dia de Reis, peregrina por ruas à procura de acolhida ou em direção a algum presépio.

Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levam a "bandeira" ( estandarte de madeira ornado com motivos religiosos ) a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos - São os puxadores do canto.

Os foliões cumprem promessa de por sete anos consecutivos saírem com a Folia e arrecadam em suas andanças donativos para realizarem anualmente no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas.

Durante a caminhada é carregada a "bandeira" do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos. O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram. Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada.

3.1.03

Um casamento cancelado na porta da igreja...
Uma gravidez dupla...
Um assassinato...
Cenas de ciúmes...

Parece novela mexicana? Pois não é.
Deu na coluna do Boechat:

O laboratório gaúcho Jobim entregou a um tradutor automático a tarefa de verter para o inglês as embalagens de remédios que está exportando para os EUA.
Resultado: a cidade em que se localiza virou "They are Gabriel - RS".

2.1.03

Ah, sim! Os planos!
Um deles é arrumar esta casa aqui, que está cheia de teia de aranha pelos cantos.
Com a agilidade que tenho andado para este tipo de coisa, quem sabe lá pelas comemorações de São João, né?
O dia 31 foi estranho. Depois de recusar convites para Guaratiba e Magaratiba esperando a confirmação de uma festa que eu tinha combinado em outubro, mas não sabia onde era, recebi o aguardado telefonema. Infelizmente, por uma série de reviravoltas, acabei não me encontrando com quem eu esperava. Assim, mesmo com tantas possibilidades de festas, às 19:00 concluímos que seríamos mesmo só nós três.

Fomos para a Lagoa. Confesso que não estava especialmente animada. Mas algo aconteceu, algo sempre acontece à zero hora do dia primeiro de janeiro. Foi o espelho d'água, foi a linda árvore, foram os fogos, foi a animação infantil e o beijo do meu filho, foi o esforço sobrehumano para me agradar e beijo do meu marido, fui eu, sei lá... Mas no primeiro minuto do novo ano já havia feito as pazes com o sorriso. E ele veio por entre uma enxurrada de lágrimas. Elas sempre aparecem no réveillon, para lavar os males do ano que se encerra ou para lubrificar as engrenagens do que se inicia.

Havia uma festa acontecendo e eu dancei muito com meus dois pares.

O dia acordou preguiçoso. Finalmente encontrei meus amigos que vinham do outro lado do mundo sabe-se lá com quantas escalas. A gente ri, se abraça, se beija e retoma o papo como se ele tivesse sido interrompido no dia anterior. Com eles, vi Copacabana de uma perspectiva que ainda não conhecia. Ali, daquela varanda junto a piscina de um hotel fiquei tentando me imaginar na pele de um turista que chega a minha cidade e tem aquela visão. Deus, obrigada por eu ser aqui.

O almoço foi interrompido pela comoção. No restaurante muitos se levantaram em respeito ao Hino Nacional durante a posse do novo presidente. Eu não. Com as pernas bambas de emoção, não consegui me erguer. Pela televisão e no rosto de cada anônimo vizinho de mesa, vi o futuro chegando através de uma cortina de lágrimas. Que muitas bênçãos se derramem sobre o Brasil, o país do presente.

Depois de uma rápida sesta, era hora de deixar de vez qualquer ranço de 2002 e não há melhor forma de fazer isso do que entregando-se aos cuidados das águas do mar. À margem da Lagoa Rodigo de Freitas, ainda na noite anterior, conheci uma sergipana que vem todos os anos passar a virada do ano no Rio. Segundo ela, a experiência faz com que, diante de qualquer dificuldade, ela saiba que sempre haverá um 31/12-01/01 e siga em frente com força e esperança. Um pôr-do-sol no Arpoador também é beleza para alimentar qualquer um por um ano inteiro. Mas, felizmente, posso repetir o programa com maior freqüência, esteja ou não precisando de uma dose extra de energia.

Na praia estava FR, aquele que não se importou em sacrificar algumas vidas humanas, a cultura da pesca de subsistência, alguns ecossistemas pelo país afora em homenagem ao todo-poderoso deus lucro. Estava inconformado porque seu tempo acabou. Ele faleceu para os holofotes um pouco antes da era FHC e por isso afundava (como uma plataforma de petróleo), ali na areia, em puro despeito. A princípio fiquei irritada, depois me lembrei que a ele - coitado - não restava outra coisa a fazer. Não há mal que dure para sempre.

Nasce um novo ano, um novo país, uma nova disposição nos espíritos. E alguma coisa aqui dentro sinaliza que é muito mais que esperança.
O avô de um colega de trabalho do meu marido está com problemas de saúde e precisou fazer uma transfusão de sangue.

Para repor o sangue que já foi utilizado, são necessários 15 doadores. Qualquer tipo de sangue serve.

Local: Hospital Ordem 3º da Penitência - Tijuca - Rua Conde de Bonfim 1036
Horário: Sábado: 8:00h às 16:00h - Seg/Sexta: 07:00h às 16:00h

No momento da doação é importante dizer que a doação é para repor do paciente Fernando Dias Aguiar.

Podem doar pessoas que tenham entre 18 e 59 anos e pesem acima de 50Kg.
MMIII
O FUTURO CHEGOU!


La Nacion:
Asumió Lula y prometió un cambio "sin atropellos"

El Pais:
Lula promete transformar Brasil y erradicar el hambre

Le Monde:
Lula investi de l'espoir du Brésil

The Washington Post:
Lula Holds Out Hope in Brazil

Corriere della Sera:
La festa di Lula a Brasilia

Clarín
Lula: fiesta y firme apoyo al Mercosur

29.12.02

Enquanto isso, pesco na coluna Língua Viva do Sérgio Rodrigues:

"Em inglês, o sujeito plays at a recital and recites at a play. Em português, a gente 'calça uma bota e bota uma calça'."
Um dos assuntos que me jogam em discussões animadas e apaixonadas é quando a música brasileira e seus rumos aparece na roda. Fico especialmente motivada quando alguém surge com a ladainha de que não há novos nomes, que o mercado está ruim e outros lamentos congêneres.

Costumo bater na tecla de que os maiores reclamões precisam mesmo é de maiores informações, ler mais os cadernos culturais, ir a mais shows, conversar com as pessoas certas, freqüentar boas lojas de discos...

O artigo do Tárik de Souza hoje no JB está um primor. Trata-se, como é de se esperar nesta época do ano, de um apanhado de tudo ou pelo menos sobre o que de mais importante aconteceu na música brasileira nos últimos 360 e poucos dias. É uma ótima oportunidade para os chorosos ficarem por dentro do que perderam, do que acontecia enquanto eles se afogavam em lamúrias. Talvez até se animem e ergam suas parabólicas. Ou talvez sigam sintonizando o programa do Gugu e afirmando que não há nada de culturalmente interessante acontecendo no país.

27.12.02

Você tem mais de trinta?







Se eu pudesse...
Se o meu dinheiro desse...
Mas, de certa forma, também estarei .
Seita anuncia nascimento de 1º clone humano

O pior é que como eles não forneceram nenhum detalhe não como comprovar se a notícia é ou não verdadeira. Quero a minha mãe. Urgh!

26.12.02

O homem bateu
Em minha porta
E eu abri
Senhoras e senhores
Ponha a mão no chão
Senhoras e senhores
Pule de um pé só
Senhoras e senhores
Dê uma rodadinha
E vá pro olho da rua
Anna Luísa tem dois anos e meio e foi batizada por um padre em regime de emergência. Ela está internada no Hospital Copa D'Or desde a véspera de Natal. O diagnóstico é leucemia. Ela precisa de doadores de sangue O+.

Ainda estão sendo feitos exames para saber o tipo de leucemia que ela tem e consequentemente qual o tratamento a ser feito. Estamos torcendo para que seja uma com alto índice de cura. Mesmo assim o tratamento é longo e penoso. A família está arrasada.

Ela vai precisar de doações ao longo do tratamento quimioterápico (mais ou menos um ano). As doações são de plaquetas, pois a doença baixa muito o nível de plaquetas no sangue e as plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue. Não se pode deixar as plaquetas baixarem de um certo limite sob o risco da pessoa morrer de
hemorragia. É necessário que se faça um exame de compatibilidade, pois nem todo mundo que for O+ vai ser compatível com ela, por isso é preciso um número grande de doadores. Se um não for compatível ou não estiver disponível quando for necessário, outro pode ir doar. Com um certo número de doadores, há como revezar as doações, sem incomodar nem atrapalhar muito a vida de ninguém, e ajudar a salvar a vida de uma
criança.

As doações devem ser feitas no:

CENTRO DE HEMATOLOGIA RIO DE JANEIRO
RUA CONDE DE IRAJÁ, 183 - BOTAFOGO
RIO DE JANEIRO - RJ
DAS 7:30 ÀS 16:00
EM NOME DE ANNA LUÍSA CHAVES MENEZES FELIPPE DE SOUZA
INTERNADA NO COPA D´OR COM LEUCEMIA (QUARTO 508)

23.12.02


Feliz aniversário pra você!

Amor, paz, harmonia, luz, saúde física e mental para todos nós.

Amém.
Eu posso não ser responsável pelo que fizeram de mim, mas sou responsável pelo que eu faço com aquilo que fizeram de mim

Sartre

Doadores de Vida
Não é porque certas coisa são difíceis que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis !

Sêneca (filósofo romano, 4AC-65DC)
Sim, 2002, principalmente nestes últimos meses e em especial nestes últimos dias, tem sido de grandes provações.

Para mim, veio na forma de exercícios para a paciência, para o domínio da ira e para a tolerância, coisas que são dificílimas para mim. E, sinceramente não sei se vou passar direto em todas as matérias. Sou forte e marrenta, mas sou uma só para carregar tudo de uma vez ao mesmo tempo agora.

De qualquer forma, o fato de a pior bomba ter explodido justo nos últimos dias do ano, abre a possibilidade da ilusão da mudança no calendário, que sempre traz esperança, se não de soluções, pelo menos de acomodações menos dolorosas.

Quando as coisas ficam muito carregadas e difíceis, é a hora de manter as vibrações lá no alto, associar-se a quem tem o bom e o bonito como meio e fim e, principalmente, manter intacta a fé (em tudo e no Todo). Tenho me encantado com o poder da Vida e de suas marés.

O ano novo promete ainda mais dificuldades e eu estou com muito medo. Por outro lado, a cada vez que passo por reveses e reafirmo que consigo sempre me reerguer, lambendo minhas próprias feridas e me sarando apenas com o tesouro que tenho aqui dentro, mais me fortaleço. Estou com medo porque sempre dói. Entretanto sou e posso. Sou ariana, baby. Gente de uma raça aguerrida que, se é forte na paz, cresce ainda mais na adversidade.

20.12.02

Você sabe que reproduzo aqui estes pedidos porque participo de um grupo que tem justamente a finalidade de divulgar estas solicitações. Se aparece por aqui é porque já foi verificado.

O Sr. Armando Dile precisou operar o coração de emergência no Barra D'or no último domingo dia 15/12 . Ele precisou fazer transfusão de sangue durante a operação e agora no CTI ainda está recebendo sangue. De domingo até hoje foram 42 bolsas de sangue. Cada pessoa só pode doar uma bolsa de sangue a cada três meses.

A ajuda de todos que puderem doar é bem-vinda, não só com o mesmo tipo sanguíneo como qualquer outro. O Barra D'or está com o estoque quase vazio. O tipo de sangue do Sr. Armando é A positivo.

Local de Coleta: Hospital Barra D'or, Av. Ayrton Senna, 2541 - Barra da Tijuca, Rio, RJ
TEL: 2430-3780 de segunda a sexta
das 08:00 às 16:00 horas no Serviço de Hemoterapia.


Quem Pode Doar:
18 - 60 anos
Mais de 50Kg

Nunca ter tido:
Hepatite
Qualquer icterícia
Malária
Sífilis
Epilepsia ( convulsões )
Hipertireodismo
Diabetes
Aids
Doença de Chagas
Câncer

No dia da Doação
Gozar de Boa Saúde

Não estar:
resfriado
com qualquer infecção
com herpes em atividade
com manifestações alérgica
grávida
amamentando
cirurgia há menos de 06 meses
parto há menos de 06 meses.
Quando a gente fica triste, confusa, doente, preocupada (ou já ocupada), um afago é sempre muito bom.



Obrigada, Eliane.

18.12.02

A coisa vai indo mais ou menos; o que não está bem parece que vai se ajeitar; você não pode se queixar da vida, embora acabe sempre achando um ou outro motivo pra isso; a saúde como Deus manda, nada que algum repouso e uma semana de antibiótico não resolva...

Então, naquela época do ano em que tudo deve se paz, amor e harmonia, estoura a bomba em cima da sua cabecinha.

BUM!

De repente a frase pede um ponto de interrogação e fica assim:

Feliz Natal e próspero ano novo?

17.12.02

Parabéns, Gil!
Parabéns, Brasil!
Desabafo de uma cidadã

Não ia comentar porque não gosto de ficar escarafunchando em sujeira, mas duas coisas me fizeram perceber que eu tinha a obrigação moral de colocar em palavras os meus sentimentos. Talvez por ter a esperança de não ser a única a sentir tanto asco, o programa de televisão no domingo e a manchete do jornal hoje me impeliram a escrever.

Há alguns dias o Brasil ficou boquiaberto com a sentença de inocente que receberam os policiais que assassinaram o seqüestrador do ônibus 174. Conhecendo a precariedade de um código penal que necessita urgentemente ser revisto e ainda contado com a possibilidade de muitas mutretas que poderiam aliviar a pena dos policiais exatamente por serem policiais, ainda assim me senti ultrajada ao saber do veredicto de inocência. Inocência, caramba! Não é trabalho comunitário, nada de sursis, não é apelação a um tribunal superior. Os caras mataram um homem e foram considerados inocentes. Eu vi, você viu, o mundo inteiro viu, Sandro, o seqüestrador entrou vivinho no camburão e apareceu morto do outro lado. Não há qualquer dúvida sobre quem, onde, como ou porquê. Todo mundo sabe, todo mundo viu! Inocentes? O cacete!

Mas foi pior. Foi júri e não um membro do sistema judiciário que decretou que os policiais podem matar pessoas rendidas e desarmadas. Foram cidadãos como eu e você que consideraram que policiais podem julgar e executar. Foi uma gente que não sei como consegue dormir ou encarar os próprios filhos que disse apoiar o retorno à barbárie, a abolição da lei, que aceita que qualquer um se equipare a um assassino, tornando-se assassino também, só que inocentado perante a lei.

Pois quem concorda com o discurso do advogado Clóvis Sahione, notório defensor dos indefensáveis, que afirma que ele mesmo seria capaz de matar uma sujeito que matasse uma filha dele, talvez não tenha reparado no paradoxo criado. Se os policiais são inocentes porque mataram Sandro, já que ele era um marginal, um assassino, um seqüestrador, Sandro também teve razão em atirar contra a sociedade que negou a ele a cidadania, atentou contra sua vida em uma chacina quando ele ainda era criança, esfaqueou e matou sua mãe diante dele quando ele tinha seis anos.

Não, Sandro não é santo, não é mártir, não é herói. Os policiais que mataram Sandro também não são inocentes.

Minha tristeza é profunda. É sabido que o ser humano pode dar errado e ter o caráter corrompido e pode tornar-se um bandido, um seqüestrador e um assassino. E a gente também sabe que pode acontecer de brotar, dentro da corporação policial, profissionais despreparados que podem se transformar, eventualmente, em uma ameaça à sociedade. O que pessoas de bem esperam é que tanto uns quanto outros sejam julgados e condenados por seus crimes. É assustador pensar que, dentro de nossa malha social, pessoas acreditem que há outras formas de se fazer justiça.

Acredito que as pessoas que concordam com este veredicto absurdo e nojento sejam as mesmas que vivem afirmando que este país é uma merda e/ou que sentem vergonha de serem brasileiros. Se tomam todos os brasileiros por sua própria hierarquia de valores, têm mesmo muito do que se envergonhar. Ao final do julgamento, ao ver-se obrigada a liberar os policiais assassinos, a juíza, melancólica e acertadamente lembrou que cada sociedade tem a justiça que merece. Pois eu gostaria de acreditar que os revoltados como eu neste momento formam a maioria. Quero, de todo o meu coração, crer que aqueles jurados não representam a forma de pensar do meu país.

Hoje a machete do jornal fala do envolvimento de deputados, juizes e ministro com o tráfico de drogas. Que seja. Agora quero ver estas pessoas sendo exemplarmente punidas. Não aceito que, diante de todas as evidências, mais uma vez tenhamos que aceitar criminosos como inocentes.
Às vezes acho que sou louca. Mas na maior parte do tempo estou certa disso, o que, paradoxalmente, atesta que ainda me resta alguma lucidez.

16.12.02

Às vezes acho que sou louca. Mas na maior parte do tempo estou certa disso, o que, paradoxalmente, atesta que ainda me resta alguma lucidez.
Às vezes acho que sou louca. Mas na maior parte do tempo estou certa disso, o que, paradoxalmente, atesta que ainda me resta alguma lucidez.

14.12.02

A foto da grávida com seu companheiro rendeu comentários bastante significativos, que transcrevo aqui para destacar e para comentar:

Achei essa foto muito feia. As roupas estendidas, os pneus no chao...Nao gostei de nada. A unica coisa bonitinha e o beijinho na barriga.

Zulma

Foto linda... mas o cara tem cara de safado!
Desculpe aí se é parente.. só comentei a foto!! a FOTO!!!


Disa.
*********

Bem, Zulma, e o senhor que aparece na foto ainda tem a audácia de dizer que vai mandar desinfetar a casa para onde vai se mudar quando a atual moradora se retirar. Será que é isto que ele chama de lar salubre?

Pois é, Disa, pra você ver. Para pessoas sensíveis o caráter transparece até em fotos antigas e mal tiradas.

Para quem não reconheceu, devo informar que o casal na foto abaixo é formado por Rosinha e Anthony Garotinho, ainda nos tempos de Campos.

10.12.02

Tesouros recebidos por e-mail:

"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores."
(Cora Coralina)

"O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça".
(Coco Chanel)

"Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo: há menos competição lá".
(Indira Gandhi)

"Você não pode escolher como vai morrer ou quando. Você só pode decidir como vai viver agora."
(Joan Baez)

"A idade não protege contra o amor. Mas o amor, em certa medida, protege contra a idade".

(Jeanne Moreau)
É essa aí que anda processando jornalistas que falam da chapinha japonesa dela?



Tsc, tsc, tsc...
Você sabe se existe um equivalente em português para a palavra doppelganger ou se é essa mesma que se usa em nossa língua?

Hoje Cássia Eller faria 40 anos.

Tem um especial sobre isso hoje na Rádio Cidade a partir das 21h.

Trechos do CD 10 de dezembro (comemorando a data), produzido por seu amigo, o ex-titã Nando Reis e sendo lançado agora com um trabalho caprichado sobre gravações inéditas, ao vivo e sobras de estúdio aqui.

9.12.02

Para mim é dramático ter que conviver com pessoas melindrosas. Sou de natureza agressiva e, mesmo quando tento domar minhas feras, aflora aquela minha outra terrível faceta: sou desastrada.

Assim, quando tenho por perto aquele tipo de pessoa que a cada palavra torta, mesmo que involuntária, amarra a cara por três dias sem nem ter a delicadeza de informar onde, como e quando você tropeçou, está armada a discórdia. Aliás, discórdia, não, que brigar é feio, basta uma cara de nojo, um certo jeito magnânimo de quem é superior a essas fraquezas dos bárbaros que demonstram sentimentos e emoções em estado bruto.

E os dias bons tendem a zero, já que quando vencer o prazo de três dias para a remoção do bico, existe uma chance enorme de que eu já tenha aprontado mais uma. Três dias inteirinhos sem uma aspereza, sem uma rata, sem um senão em meu comportamento? É melhor procurar outra carla cintia. Ou terei eu que me acostumar com amuamento e ares de desprezo eternos.

Ou não.
É bom voltar do final de semana e encontrar um belo presente.



Valeu, Tchela! Adorei!
Aldir Blanc, Poeta da MPB, não escreve mais às quintas no jornal O Dia porque ousou falar mal de Garotinho e de sua esposa.

(Leia o artigo que desencadeou a fúria demissionária)
É sempre assim. Vivo mergulhada em ignorância tão profunda que nem desconfio da existência do que ignoro. Até que um dia uma janelinha se abre. Mas ela não se escancara, que o gostoso da vida é a descoberta, o encontro.

Aconteceu mais uma vez. Reunida com amigas da antiga, pessoas muito amadas, uma delas me conta que dia de montar árvore de Natal é dia 6 de dezembro. Eu já sabia que o dia certo para desmontar a árvore era 6 de janeiro, Dia de Reis, mas sempre fiquei na dúvida sobre quando montar e seguia o coração ou, mais recentemente, a ansiedade pré-natalina do rebento.

Mas por que 6 de dezembro? Minha amiga não soube responder e eu fiquei achando que aquela tradição ela tinha tirado de de uma história parecida com a do peixe. E, mais uma vez, lancei a pergunta ao universo. E mais uma vez a resposta chegou.

Está - não poderia ser diferente, ora - dia 6 de dezembro é dia de São Nicolau, aquele que rendeu a lenda do Papai Noel.
Eu ia contar que fui a Babilônia Feira Hype, que vi muita coisa esquisita, muita coisa legal, muita coisa bonita. Ia dizer que comi acarajé e que fiquei vendo os cavalinhos do Jockey correndo com a árvore da Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo. Ia falar que voltei cheia de idéias para incrementar uma ou outra coisinha no meu guarda-roupa e em casa.

Mas antes li esta notícia e fiquei assim, assim, porque passei por eles umas duas vezes enquanto estava lá e depois não os vi mais. Perdi o rebolado.



Na última quinta-feira aconteceu na Sala Funarte Sidney Miller aqui no Rio um show muito bom promovido pela M-MÚSICA. Além da qualidade dos artistas que se apresentaram e a alegria do encontro de pessoas que deixavam de ser "desconhecidos íntimos" (coisa normal em uma lista de discussão da Internet), era visível a emoção que os unia por esta bela causa: NATAL SEM FOME.

Agora, chega a hora do pessoal de Fortaleza e de São Paulo conferir e colaborar.


"M-MÚSICA DESAFINA A FOME"

A M-MÚSICA, um dos grupos de discussão sobre música mais ativos na Internet, sai do virtual e entra na campanha NATAL SEM FOME, organizada pela Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida.

Os espetáculos contam com as apresentações de artistas, produção e divulgação de integrantes do grupo e convidados.


Em Fortaleza

Apresentando Danilo Jatobá, Grupo Syntagma, Heriberto Porto, Marimbanda, Mirella Cavalcanti, Quinteto de Sopros da ORCEC, Rebecca Lima, etc.
Ingresso: 1 quilo de alimento não perecível E R$ 2,00.
Teatro José de Alencar - Dia 09/12/2002, segunda-feira, às 20h.
Produção Local: Heriberto Porto


Em São Paulo

Apresentando Adolar Marin, Amídalas Cantantes, Ana Lee, Celso Viáfora, Flor Amorosa, Gutenberg Guarabyra, Keko Brandão, Lucila Novaes, Luís Nassif, Madan, Reynaldo Bessa, Salada Mística, Tato Fischer, Terramérica, Taza, Trovadores Urbanos, Vicente Barreto, Zé Rodrix, etc.
Ingresso: 1 quilo de alimento não perecível OU R$ 3,00.
Teatro Itália - Dia 16/12/2002, segunda-feira, às 19h30h.
Produção Local: Marília de Lima

Coordenação Geral:
Nana Valente Soutinho


7.12.02

Agrada aos meus ouvidos, desagrada aos meus olhos:

jelly belly

Agrada ao meu paladar, desagrada ao meu olfato:

queijo

Você quer continuar?
Alô!
Amã?
Paris?
São Paulo?
Alô!?

5.12.02

De qualquer modo, há que se distinguir o bom do mau emprego gerundial. "O problema consiste em saber se de fato o uso do gerúndio traz vantagem estilística sobre os outros processos" (Rodrigues Lapa, em Estilística da Língua Portuguesa (1959:178)). Vale dizer que ele é muito apropriado nos casos em que se necessita transmitir a idéia de movimento, de progressão, duração, continuidade.


É correto, então, nestes exemplos (reais):

1) Em virtude do atraso, estaremos recebendo o pagamento em conta corrente nos dias 27 e 28.

2) _ Podemos nos encontrar no fim-de-semana?

_ Infelizmente não, pois vou estar viajando. [ou: estarei viajando]

3) Em outros artigos ela estará dando maior atenção a cada um desses temas.

4) Ela deve estar fazendo as tarefas de casa agora.



É abusivo _ gerundismo _ nos seguintes casos:



5) Vou aproveitar o 13º para estar pagando tudo. [devemos trocar por: para pagar]

6) Concomitantemente, temos que estar discutindo e reconstruindo um currículo escolar que venha a ser um instrumento de formação integral. [temos que discutir e reconstruir]

7) Estes temas devem servir para estarmos aprofundando as discussões. [para aprofundarmos]

8) Nossos atendentes vão estar efetuando a cobrança somente em maio. [vão efetuar = efetuarão]



(...) Evita-se o gerundismo ao fazer a troca da locução verbal ESTAR + GERÚNDIO por um simples INFINITIVO (flexionado ou não), desde que não se trate efetivamente de uma ação durativa, como nos exemplos 1 a 4.





*Maria Tereza de Queiroz Piacentini, autora dos livros "Só Vírgula" e "Só Palavras Compostas", é diretora do Instituto Euclides da Cunha.

(Reprodução parcial da coluna "Não Tropece na Língua" nº 145, intitulada "GERUNDISMO E ENDORRÉIA" sob autorização expressa)



4.12.02

Especial para tias e tios corujas de plantão:

A mamãe coruja de plantão informa que o moleque que habita o quarto aqui ao lado, além de conseguir medalha de ouro na disputa de natação da última segunda-feira, hoje foi promovido no exame de faixa do judô.

Dá licença que vou ali me abanar e já volto.
Em 2003 pretendo ter:

- air bags
- cintura
- noites perfeitas de sono
- banheiro de rainha
- cozinha de gourmet

Portanto, neste Natal, quem era de presente que se contente com lembrancinha; quem era de lembrancinha terá meu caloroso abraço e desejos de boas festas e próspero ano novo (inclusive para mim). Bom, quem já tinha o abraço pode continuar contando com ele.

E, filho, Papai Noel mandou dizer que Max Steel Super Força com controle remoto a R$300,00 só quando você receber seu primeiro salário, tá? Ele ainda está pesquisando para ver se no restante da lista tem pelo menos um item que reflita a atual situação do país. Mas, como ele acredita que é de pequenino que se torce o pepino, está começando a achar que o presente mais indicado prá você é uma bela cartela de Simancol.

3.12.02

Antes da enchente de ontem, fui a uma competição de natação de que participaram meu amor e meu amor.

Os dois conseguiram subir ao ponto mais alto do pódio em suas respectivas categorias.






(roupas da Coopa Roca, fotos retiradas do Terra)

Muita gente descobre que pagar caro por uma roupa onipresente de uma grife famosa é o oposto do cool.

(tudo mais)

E por falar em moda, um viva pelo falecimento da moda da cabeça raspada e do cabelo cortado à máquina para os homens. Viva!
Estou em ótima companhia:

(...)sei que sou antipática e não posso fazer nada. Eu só falo de mim porque nem sei o modo de abordar você.
(Clarice Lispector em uma carta de 1944, citada por marina w)
A vida só pode ser assim chamada entre os 15ºC e os 30ºC.
A vida só pode ser assim chamada entre os 15ºC e os 30ºC.
A vida só pode ser assim chamada entre os 15ºC e os 30ºC.

2.12.02

Nunca ouvi a FM O Dia, mas o pessoal dessa rádio resolveu fazer uma promoção aqui em frente de casa, no outro dia, bem na hora em que eu voltava da hidroginástica. O povo que escuta a rádio vinha chegando correndo e eu lá, disputando uma entrada grátis para o cinema, numa débil tentativa de fila. Quando chegou minha vez, é claro que as entradas haviam acabado. Mas não fiquei triste em levar para cima um bonezinho para o moleque que faz coleção.

Quando cheguei em casa: surpresa! Minha sogra, que tinha trazido meu tesouro de umas voltinhas pouco antes, conseguiu pegar os convites. E meu herdeiro e eu fomos ontem, como convidados, assistir à pré-estréia de Stuart Little 2. Nas palavras de meu acompanhante, "um filme excepcional". Na minha opinião, poucas novidades para quem viu o primeiro, este sim surpreendeu com a qualidade dos efeitos especiais. Mas o importante é que ele agradou em cheio a quem tinha que agradar.

Também como mãe e acompanhante, fui passear pela floresta no sábado. A culminância do projeto do quarto e último bimestre na escola do pimpolho nos levou a nos embrenhar pela selva. Exageros à parte, foi uma manhã bem agradável na Floresta da Tijuca, com direito a um café da manhã caprichado em mesas muito bem postas que nos aguardavam num local chamado Meu Recanto. O único senão ficou por conta da bióloga que serviu de guia. Parece que foi parar lá por indicação de algum cacique e talvez ninguém tenha se preocupado em verificar como a tal pessoa se expressava. Entre milhares de pequenos erros de concordância ela cometeu o erro que uma bióloga não pode cometer. Ela ia começar a falar da flora dos animais quando foi eficiente e prontamente interrompida por uma atenta coordenadora.

E como uma cidade como o Rio não se cansa de expor possibilidades e belezas, à noite fomos assistir a Fale com Ela (finalmente!) num shopping quase deserto que desde a semana passada foi alçado ao posto de um dos meus favoritos. Além de estacionamento fácil, nada de adolescentes atochando corredores, bons filmes em cartaz (nenhum blockbuster sanguinolento), num lugar quase secreto, abrem-se restaurantes para um pedaço d'água que não conseguimos saber se era um canal, uma lagoa ou um braço de mar, a Pedra da Gávea, montanhas verdes. Com boa comida, boa bebida e boa companhia, o local fica muito próximo ao que pode chamar-se perfeição. (Da próxima vez levo o repelente para mosquitos)

Ainda devo uma visita à árvore de Natal na Lagoa Rodrigo de Freitas e preciso de uma praia para uniformizar meu bronzeado que está um tanto bagunçado depois de trocar com tanta freqüência o modelito de mergulho.

E para arrematar o formato querido diário, conto que fui a uma festa que foi ao mesmo tempo chá de bebê e bota-fora de uma amiga. Corajosa, ela muda-se logo depois do parto de volta para sua terra natal para compartilhar os banquetes de final de ano com seus familiares. Na saída, despedi-me dela como se fôssemos nos encontrar novamente na próxima semana. Talvez eu vá visitar o bebê quando ele nascer. Talvez eu guarde por muitos anos a imagem de seu rosto ainda mais arredondado pela gravidez, sorriso arrematado por profundas covinhas, as pernas pra cima para amenizar o inchaço próprio de seu estado e agravado pelo calor insuportável dos últimos dias, mas principalmente vou lembrar daquela aura de felicidade que envolve aqueles que acreditam que o futuro vai ser bem melhor e que ele já está aí.
Anota aí:

Na cadência do samba e do choro

Programação de dezembro da Sala Funarte Sidney Miller

Seg. 02 e Ter. 03 - Um Natal Especial - Projeto Arte Sem Barreiras
Qui. 05 - "M-Música desafina a fome"
Sex. 06 e Sáb. 07 - José Menezes e Liesbeth Nunes
Seg. 09 e Ter. 10 - Pedro Holanda
Sex. 13 e Sáb. 14 - Maria Teresa Madeira e Nicolas Krassik
Seg. 16 e Sáb. 17 - Feitio de Oração
Sex. 20 e Sáb. 21 - Rita Ribeiro


Como saideira do ano, temos uma programação que evoca a nobre alma popular de nossa cidade, valendo-se do samba e do choro. Será fácil notar também essa alma carioca pela presença rotineira dos músicos do mês nas rodas de samba e choro da Lapa. No palco da Sala estarão músicos como José Menezes (60 anos dedicados ao choro e ao samba); a pianista Maria Teresa Madeira (que inaugura agora uma parceria com o violinista francês Nicolas Krassik, e já teve áureos momentos na companhia de chorões como Altamiro Carrilho, Pedro Amorim e Paulo Sérgio Santos); o grupo Feitio de Oração (versado no samba e no choro, que tem entre seus integrantes o conhecido chorão Marco de Pina); e, representando a nova safra de músicos que se dedicam e
brilham na defesa destes rítmos, o compositor Pedro Holanda (apresentando seu próprio trabalho), assim como o cavaquinista Alessandro Valente (que integra tanto o grupo Rabo de Lagartixa quanto o Feitio de Oração). Essa programação é uma boa mostra do vigor e vitalidade que encontramos, mesmo após a virada do século, nesses dois ritmos essenciais da música popular brasileira.

Ainda neste mês, em seu primeiro evento, temos a tríplice apresentação dos Corais Desconcertando e Mãos em Canto com a dupla Miriam Esteves (piano) e Magda Bellotti (cantora) e a "saideira da saideira" será com a cantora maranhense Rita Ribeiro lançando seu CD "Comigo", no último programa do ano, dias 20 e 21 de dezembro.

Como programação extra, temos um grande evento no dia 05, uma quinta-feira: o projeto "M-Música desafina a fome", uma parceria do grupo M-Música com a Sala Funarte, promovendo um especial de Natal, com a presença de diversos artistas (entre eles, Arthur Verocai, Cláudia Telees, Cláudio Jorge, Fernando Leporace, Simone Guimarães e Sueli Costa), para o recolhimento de alimentos não perecíveis e contribuições diversas a serem encaminhados à Ação da Cidadania contra a fome, a miséria e pela Vida.

Em 2003, estaremos comemorando os 25 anos da Sala Funarte Sidney Miller, o teatro carioca da música, que durante esse percurso teve como meta o compromisso histórico com a música brasileira de qualidade. O público que freqüenta a Sala é também dono dessa história, porque ajudou a construí-la. Público especialíssimo que dá sentido a todo esforço que fazemos. Bom espetáculo, volte sempre, a Sala é sua!


Em dezembro sintonize a Rádio MEC (AM 800 - FM 98,9).
A Sala Funarte Sidney Miller estará lá!

Sala Funarte Sidney Miller
Rua da Imprensa, 16 (esquina com a rua Araújo Porto Alegre)
Próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa
tel.: (21) 2279.8087 / 2279.8107 / 2262.0481
e-mail: salafunart@funarte.gov.br
Ingressos: Segunda R$ 5,00 (preço único)
Terça, sexta e sábado R$10,00 (inteira)
e R$ 5,00 (estudantes, idosos e músicos)
Quinta, projeto "M-Música deesafina a fome"
-> 1 quilo de alimento não perecível OU R$ 3,00





29.11.02

só testando
Minha irmã caçula faz aniversário hoje e não vou vê-la.
Isso é uma prova de que definitivamente minha vida virou de cabeça para baixo nos últimos anos.
Não sou mais a mesma pessoa. Ou talvez seja, talvez apenas uma pequena mutação, talvez o tempo, talvez a conjuntura, talvez o clima, talvez a vida, talvez a roda viva, talvez a vista e os ouvidos tenham melhorado, talvez eu tenha ficado míope e mouca...
As grandes mudanças acontecem sem que a gente se dê conta.

28.11.02

Os bem-te-vis da vizinhança entraram em surto e me denunciam alucinadamente. Eles também devem estar assando, derretendo, murchando...
Para mim, as imagens e os sons vão sumindo na distância.
Nem ouso investigar se a pressão está muito baixa ou muito alta.
Os refluxos de uma peça teatral de quatro horas assombram ainda minha mesa de trabalho.
Não há chibata, apenas um zunido forte no ouvido que vem de dentro de mim mesma.
Nada me apetece. Já não suporto alface e frango grelhado.
Suo.
Penso seriamente em me inscrever no Guiness Book of Records na categoria maior número de banhos tomados num único dia.
Desisto. Vai dar muito trabalho.
Os dias nos dois últimos meses do ano deveriam dobrar de tamanho para que a gente não se sentisse tão incapaz de realizar tudo o que aparece para ser feito. E o que aparece não é apenas o imprevisto, mas tudo aquilo que você jurou, no final do ano passado, entre listas e sacolas sem fim, que deixaria concluído antes do final de outubro.
Acho que vou me mudar para dentro da geladeira.
Olho para todo o trabalho doméstico, familiar, profissional, social, maternal e o escambau a ser ainda feito e penso que o pior é que sonhada e impossível praia é um dos poucos remédios que conheço para curar novembrite.