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Iraque versus Monty Python
O humorista Terry Jones encarna George Bush e quer destruir a rua em que mora
tradução: Helena Nacinovic
[24/02/2003] Estou realmente animado com a mais recente razão de George Bush para bombardear o Iraque: a paciência dele está acabando.
E a minha também! Há algum tempo tenho ficado realmente irritado com o Sr. Johnson, que mora na minha rua. Bem, ele e o Sr. Patel, dono da loja de comida natural. Os dois
me olham esquisito e tenho certeza de que o Sr. Johnson está planejando algo ruim
para mim, mas até agora não pude descobrir o que é. Já passei pela casa dele algumas
vezes para ver o que ele estava fazendo, mas ele sabe esconder bem as coisas.
Ele é enganoso assim. Quanto ao Sr. Patel, não me pergunte como eu sei, eu simplesmente sei [de fontes excelentes] que ele é um assassino em massa. Já panfletei para a rua inteira dizendo que, se não agirmos antes, ele vai nos atacar um a um.
Alguns dos meus vizinhos dizem que se eu tenho alguma prova, por que não vou à polícia? Mas isso é simplesmente ridículo. A polícia vai dizer que eles precisam de provas de um crime para acusar meus vizinhos. Eles vão inventar todo tipo de desculpas e começar a enrolar com os erros e acertos de prisões preventivas enquanto o Sr. Johnson vai finalizar seus planos para fazer coisas terríveis comigo e o Sr. Patel vai assassinar secretamente as pessoas.
Já que sou o único na rua com uma quantidade razoável de armas de fogo automáticas,
concluo que é minha função manter a paz. Mas até pouco tempo isso tem sido um pouco difícil.
Agora, no entanto, George W. Bush deixou claro que a única coisa que
preciso fazer é perder a paciência e depois posso fazer o que quiser!
E, encaremos, a cuidadosa política do Sr. Bush em relação ao Iraque é a única forma
de concretizar a paz e segurança internacional.
A única forma certa de impedir que os terroristas suicidas muçulmanos fundamentalistas
ataquem os EUA e o Reino Unido é bombardear alguns países muçulmanos que nunca nos ameaçaram. É por isso que quero explodir a garagem do Sr. Johnson e matar a mulher e os filhos dele.
Atacar primeiro!
Isso vai ensiná-lo uma lição. Depois ele vai nos deixar em paz e parar de me olhar de
forma esquisita totalmente inaceitável. O Sr. Bush deixou claro que tudo que ele
precisa saber antes de bombardear o Iraque é que Saddam é um cara muito, muito mau e que ele tem armas de destruição em massa, apesar de ninguém conseguir encontrá-las. Tenho certeza de que tenho tanta justificativa quanto ele para matar a mulher e os filhos do Sr. Johnson quando o Sr. Bush tem para bombardear o Iraque. O objetivo em longo prazo do Sr. Bush é tornar o mundo um lugar mais seguro, eliminando 'países ilegítimos' e 'terrorismo'. É um objetivo tão esperto! Pois como podemos saber quando o atingimos?
Como o Sr. Bush vai saber que exterminou todos os terroristas? Quando todos os
terroristas estiverem mortos? Mas um terrorista só é um terrorista depois de cometer
um ato de terrorismo. E os futuros terroristas?
São esses que é preciso eliminar realmente, já que a maioria dos terroristas conhecidos,
sendo suicidas, já se auto-eliminaram. Talvez o Sr. Bush precise eliminar todas as
pessoas que teriam alguma possibilidade de vir a ser um futuro terrorista? Talvez
ele não possa ter certeza de que atingiu seu objetivo até todos os muçulmanos
fundamentalistas estarem mortos?
Mas aí alguns muçulmanos moderados podem se converter para o fundamentalismo.
Talvez a única coisa segura a fazer seja eliminar todos os muçulmanos?
É a mesma coisa na minha rua. Sr. Johnson e Sr. Patel são apenas a ponta do iceberg. Existem dezenas de pessoas na rua de quem eu não gosto e que, sinceramente, me olham estranho. Ninguém vai estar realmente a salvo até eu ter eliminado todos. Minha esposa diz que eu estou indo longe demais, mas eu respondo a ela que simplesmente uso a mesma lógica que o presidente dos EUA.
Isso cala a boca dela.
Como o Sr. Bush, minha paciência acabou e, se isso é uma razão boa o suficiente para
o presidente, é boa para mim também. Eu vou dar à rua inteira duas semanas - não,
dez dias - para revelar e entregar todos os aliens e seqüestradores interplanetários,
criminosos galácticos e gênios terroristas interestrelares. Se eles não os entregarem de boa vontade e agradecerem, vou mandar a rua inteira para os ares.
É uma medida tão sã quanto a que George W. Bush está propondo e, em contraste com o que ele pretende, minha política vai destruir apenas uma rua.
Texto de Terry Jones, ex-membro do Monty Phyton, publicado no jornal London Observer em 26/01/2003.
28.2.03
Nesta época de Carnaval é mais importante que nunca doar sangue. Independente dos acidentes que possam acontecer duirante as folias de Momo, acabo de receber duas solicitações de doação: uma para o Rio e outra para Porto Alegre. Se alguém puder ajudar vai ser ótimo.
No Rio de Janeiro:
O pai da Juçara, que tem 79 anos, está internado no Hospital Copa D'Or há mais de 1 mês. A família já doou, amigos e conhecidos, eles não têm mais para quem pedir. Estão contando com a boa vontade de desconhecidos generosos.
* Armando Bentes Lopes
* Hematologistas Associados
R. Conde de Irajá, 201
Botafogo (Atrás da COBAL)
2537-7440
* 4 doadores - sangue O+
* solicitado em 28/02/2003
Em Porto Alegre:
A esposa do Valdeci vai fazer uma cirurgia e os familiares não podem, por questão de problemas de saúde (diabetes, hepatite, idade...), doar sangue.
A cirurgia vai ser realizada no hospital de clínicas de Porto Alegre.
O nome da paciente é Heloísa Castro Neves.
Até o dia 09/03/03.
Se alguém precisar de mais alguma informação é só ligar para o Valdeci (me escreve que passo o número por e-mail).
No Rio de Janeiro:
O pai da Juçara, que tem 79 anos, está internado no Hospital Copa D'Or há mais de 1 mês. A família já doou, amigos e conhecidos, eles não têm mais para quem pedir. Estão contando com a boa vontade de desconhecidos generosos.
* Armando Bentes Lopes
* Hematologistas Associados
R. Conde de Irajá, 201
Botafogo (Atrás da COBAL)
2537-7440
* 4 doadores - sangue O+
* solicitado em 28/02/2003
Em Porto Alegre:
A esposa do Valdeci vai fazer uma cirurgia e os familiares não podem, por questão de problemas de saúde (diabetes, hepatite, idade...), doar sangue.
A cirurgia vai ser realizada no hospital de clínicas de Porto Alegre.
O nome da paciente é Heloísa Castro Neves.
Até o dia 09/03/03.
Se alguém precisar de mais alguma informação é só ligar para o Valdeci (me escreve que passo o número por e-mail).
"Deslize, e o mundo deslizará com você. Faça força, e puxará sozinho."
"Nunca fique de pé se puder sentar-se; não caminhe quando puder ir de carro; nada de Esforço quando houver bom Pistolão."
"Incompetência mais incompetência igual a incompetência."
(Todo Mundo é Incompetente Inclusive Você - Laurence J. Peter & Raymond Hull - Livraria José Olympio Editora)
"Nunca fique de pé se puder sentar-se; não caminhe quando puder ir de carro; nada de Esforço quando houver bom Pistolão."
"Incompetência mais incompetência igual a incompetência."
(Todo Mundo é Incompetente Inclusive Você - Laurence J. Peter & Raymond Hull - Livraria José Olympio Editora)
27.2.03
Pérolas aos Povos
(Isla Jay)
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite.
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite.
nem só de linho vive o homem
nem só de linha vive o trem
depende muito de quem come
depende muito de quem tem
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
nem só de vinho vive o pão
nem só de carne o espírito
depende muito do ladrão
depende muito do veredito
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
pérolas aos povos virão
pérolas aos povos
como lei, como lei,
como lei, como lei
como lei
como
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
*****
(Isla Jay)
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite.
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite.
nem só de linho vive o homem
nem só de linha vive o trem
depende muito de quem come
depende muito de quem tem
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
nem só de vinho vive o pão
nem só de carne o espírito
depende muito do ladrão
depende muito do veredito
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
pérolas aos povos virão
pérolas aos povos
como lei, como lei,
como lei, como lei
como lei
como
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
*****
A ingestão precoce de pérolas de sabedoria e sensibilidade, por organismos ainda não amadurecidos, levarão a exoneração diarréica e perda de tempo útil. Além disso as pérolas serão pisoteadas pelos pés (vide parábola dos porcos) dos organismos que as receberem.
26.2.03
Li este texto durante as férias e pensei no quanto gostaria de tê-lo por aqui. Cheguei a guardar o jornal onde ele estava, mas ficou em algum ponto do tira e põe coisas na mala. A impressão que as informações que ele traz ficaram em mim, mas depois que voltei, acabei encontrando outras coisas e deixei prá lá. Só que certas coisas precisam ser de conhecimento do maior número de pessoas possível, então ele acabou caindo na minha caixa postal e agora divido com você.
A MUNIÇÃO SUJA DE MR. BUSH
Texto de Fritz Utzeri - Jornal do Brasil 19/01/03
Caderno B - Fls. B1 e B10
Saddam Hussein é um mau defunto pra se queimar vela, mas o seu inimigo George W. Bush não fica muito longe dele. É impossível comparar a biografia de um e de outro. Saddam é um assassino, mas é possível dizer que, na História e no contexto político e social dos EUA, Bush Filho é a coisa mais próxima de Saddam. Foi eleito num pleito discutível e desde os atentados de 11 de setembro tem procurado rasgar liberdades civis que são a marca e a razão da existência da nação norte-americana.
De que é acusado Saddam? De fabricar e esconder armas de destruição em massa. Saddam usou esse tipo de armas não contra os americanos na Guerra do Golfo, mas contra os curdos ao norte do país, que foram impiedosamente massacrados com gás letal. Agora, os inspetores da ONU acharam velhas ogivas capazes de conter gases venenosos. Segundo os iraquianos, as ogivas foram compradas há muitos anos e estão obsoletas, esquecidas.
Verdade ou mentira, o fato é que Saddam foi armado (inclusive com gases letais e antrax) por americanos e soviéticos e seu programa nuclear teve ajuda francesa até ser detonado por Israel. Até o Brasil esteve implicado no desenvolvimento de seus mísseis Scud. Mais recentemente, fomos acusados de contrabandear material radioativo para o Iraque, mas a venda foi feita quando Saddam ainda era o queridinho do Ocidente, o inimigo mortal dos Aiatolás. Para achar esse tipo de armamento no Iraque, armas selvagens que deveriam ser proibidas pela Convenção de Genebra, basta dar uma olhada no arsenal americano. Poder-se-ia alegar que os americanos são responsáveis, mas isso não é verdade. A começar pelas bombas atômicas, os EUA têm, consistentemente, usado todas as armas de que dispõem. Em Hamburgo, na Segunda Guerra Mundial, onde era fácil distinguir os mocinhos dos bandidos, os americanos bombardearam a cidade com bombas de fósforo. Os civis atingidos pegavam fogo e corriam para o rio e o mar. Dentro d água o efeito cessava, mas, assim que emergiam para respirar, as vítimas tornavam a pegar fogo, até morrer.
No Iraque a ação desse tipo de arma é mais insidiosa e ainda mais duradoura e devastadora. A mais sinistra e covarde arma dos americanos é o urânio empobrecido, ou urânio 238, resíduo da fabricação de bombas atômicas. Durante a Guerra do Golfo, George Bush (pai) autorizou o uso de urânio empobrecido contra a população civil iraquiana. Essa substância leva ao câncer terminal 99,5% dos atingidos por sua ação, num período entre cinco e 40 anos. Ela foi usada também na ex-Iugoslávia, no Kossovo e na Bósnia. Depositado nos pulmões ou nos rins, o urânio 238 e os produtos de sua degradação (tório 234, protactínio e outros isótopos de urânio) emitem radiações alfa e beta que causam, ao longo dos anos, câncer nos indivíduos expostos e anomalias genéticas em seus filhos e netos. Nos 110 mil ataques aéreos contra o Iraque, desde a Guerra do Golfo, os aviões A-10, dos EUA, dispararam 940 mil projéteis sujos, revestidos com urânio. Na ofensiva terrestre da Guerra do Golfo, os tanques americanos dispararam 4 mil projéteis revestidos de urânio. Estima-se que na área dos bombardeios haja 300 toneladas métricas de detritos radioativos, que já podem ter contaminado cerca de 250 mil iraquianos.
Além de continuar bombardeando o país durante os governos Clinton e George W. Bush, os americanos proibiram os países da comunidade internacional de ceder ou vender ao Iraque os equipamentos necessários para limpar a água, o solo e o ar desses contaminantes radioativos.
Os norte-americanos vêm usando urânio para revestir sua munição convencional na artilharia, em tanques, mísseis e aviões desde 1977. O urânio é altamente radioativo e deveria ser guardado em depósitos seguros para evitar a contaminação. A vida média desse urânio é de 4.500 anos. Ou seja, ele permanecerá ativo, matando e aleijando até o ano 6.500, em pleno século 25! O uso desses materiais em armamentos foi recomendado para cortar custos. Os depósitos americanos estão cheios de urânio empobrecido e os departamentos de Defesa e de Energia cedem esse material a fabricantes de armas dos EUA, Reino Unido, França, Canadá, Israel, Taiwan, Coréia do Sul, Paquistão e Japão, que produzem munição com esse material.
Quando uma bala ou bomba suja atinge o seu alvo, 70% de seu revestimento de urânio queima e se volatiliza em partículas altamente radioativas. Essas partículas podem ficar depositadas no solo, ser carregadas pelo vento e contaminar gente, mananciais e se integrar na cadeia alimentar, causando estragos imensos durante milênios.
Só para dar uma idéia, a Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calcula que na década de 90, como conseqüência da Guerra do Golfo, a incidência de câncer em crianças quintuplicou no Iraque. Sinistramente, ao mesmo tempo em que denuncia o problema, a ONU impede o Iraque de importar medicamentos, no caso radioisótopos, material nuclear usado para as radioterapias no tratamento de certos tumores, sob o pretexto de que Saddam poderá fabricar armas a partir dos remédios! Assim, em conseqüência dessa política cruel, a guerra e o embargo já mataram pelo menos 500 mil crianças. Ainda hoje morrem entre 4 e 5 mil crianças todos os meses devido a males causados pelo conflito, incluindo o urânio 238.
Segundo a Anistia Internacional, morrem 12 crianças por hora no Iraque. Até hoje os hospitais estão cheios de pacientes e não têm condição sequer de estocar vacinas, pois a geração e a distribuição de eletricidade é precária e o embargo não permite a importação de equipamento para normalizar o fornecimento de energia elétrica e água, com o argumento de que o Iraque poderá usar essa energia para fabricar armas. Mas não são apenas os iraquianos que sofrem. Os americanos veteranos da guerra vêm sendo vítimas de doenças de diagnóstico difícil, tais como imunodeficiências semelhantes à Aids. Tanto entre os iraquianos como entre os veteranos americanos e ingleses, registram-se sintomas de um mal conhecido como Síndrome da Guerra do Golfo. O câncer e o nascimento de crianças com deformações físicas são cada vez mais numerosos. Os mesmos sintomas afetam mais de mil crianças na antiga Iugoslávia, onde os aviões da OTAN jogaram bombas sujas com urânio. Convém lembrar que a Iugoslávia fica na Europa. Imaginem os armamentos que Bush Filho vai usar na guerra que vem aí. Ele precisa:
1) modernizar seus arsenais;
2) renovar as encomendas à indústria bélica dos EUA, da qual depende grande parte de sua economia e;
3) testar novos armamentos.
A guerra será ganha rapidamente, o petróleo será controlado e os americanos dizem que vão democratizar o país em 18 meses. Seria bom, nesses momentos, pensar como um árabe e islâmico antes de agir. Eles estão se vendo invadidos pelos infiéis em outra cruzada (Bush Filho já escorregou ao usar o termo). O ódio dos árabes ao Ocidente tornará o mundo cada vez mais inseguro, até que o terrorismo não oficial comece a usar as mesmas bombas e balas sujas que os terroristas americanos usam contra os civis iraquianos em nome do combate ao terrorismo. Só quando as crianças afetadas forem americanas ou inglesas, ou seja, brancas, o mundo acordará em comoção e lágrimas e falará em selvageria, pois, como já está provado, nem todos os seres humanos são iguais.
A MUNIÇÃO SUJA DE MR. BUSH
Texto de Fritz Utzeri - Jornal do Brasil 19/01/03
Caderno B - Fls. B1 e B10
Saddam Hussein é um mau defunto pra se queimar vela, mas o seu inimigo George W. Bush não fica muito longe dele. É impossível comparar a biografia de um e de outro. Saddam é um assassino, mas é possível dizer que, na História e no contexto político e social dos EUA, Bush Filho é a coisa mais próxima de Saddam. Foi eleito num pleito discutível e desde os atentados de 11 de setembro tem procurado rasgar liberdades civis que são a marca e a razão da existência da nação norte-americana.
De que é acusado Saddam? De fabricar e esconder armas de destruição em massa. Saddam usou esse tipo de armas não contra os americanos na Guerra do Golfo, mas contra os curdos ao norte do país, que foram impiedosamente massacrados com gás letal. Agora, os inspetores da ONU acharam velhas ogivas capazes de conter gases venenosos. Segundo os iraquianos, as ogivas foram compradas há muitos anos e estão obsoletas, esquecidas.
Verdade ou mentira, o fato é que Saddam foi armado (inclusive com gases letais e antrax) por americanos e soviéticos e seu programa nuclear teve ajuda francesa até ser detonado por Israel. Até o Brasil esteve implicado no desenvolvimento de seus mísseis Scud. Mais recentemente, fomos acusados de contrabandear material radioativo para o Iraque, mas a venda foi feita quando Saddam ainda era o queridinho do Ocidente, o inimigo mortal dos Aiatolás. Para achar esse tipo de armamento no Iraque, armas selvagens que deveriam ser proibidas pela Convenção de Genebra, basta dar uma olhada no arsenal americano. Poder-se-ia alegar que os americanos são responsáveis, mas isso não é verdade. A começar pelas bombas atômicas, os EUA têm, consistentemente, usado todas as armas de que dispõem. Em Hamburgo, na Segunda Guerra Mundial, onde era fácil distinguir os mocinhos dos bandidos, os americanos bombardearam a cidade com bombas de fósforo. Os civis atingidos pegavam fogo e corriam para o rio e o mar. Dentro d água o efeito cessava, mas, assim que emergiam para respirar, as vítimas tornavam a pegar fogo, até morrer.
No Iraque a ação desse tipo de arma é mais insidiosa e ainda mais duradoura e devastadora. A mais sinistra e covarde arma dos americanos é o urânio empobrecido, ou urânio 238, resíduo da fabricação de bombas atômicas. Durante a Guerra do Golfo, George Bush (pai) autorizou o uso de urânio empobrecido contra a população civil iraquiana. Essa substância leva ao câncer terminal 99,5% dos atingidos por sua ação, num período entre cinco e 40 anos. Ela foi usada também na ex-Iugoslávia, no Kossovo e na Bósnia. Depositado nos pulmões ou nos rins, o urânio 238 e os produtos de sua degradação (tório 234, protactínio e outros isótopos de urânio) emitem radiações alfa e beta que causam, ao longo dos anos, câncer nos indivíduos expostos e anomalias genéticas em seus filhos e netos. Nos 110 mil ataques aéreos contra o Iraque, desde a Guerra do Golfo, os aviões A-10, dos EUA, dispararam 940 mil projéteis sujos, revestidos com urânio. Na ofensiva terrestre da Guerra do Golfo, os tanques americanos dispararam 4 mil projéteis revestidos de urânio. Estima-se que na área dos bombardeios haja 300 toneladas métricas de detritos radioativos, que já podem ter contaminado cerca de 250 mil iraquianos.
Além de continuar bombardeando o país durante os governos Clinton e George W. Bush, os americanos proibiram os países da comunidade internacional de ceder ou vender ao Iraque os equipamentos necessários para limpar a água, o solo e o ar desses contaminantes radioativos.
Os norte-americanos vêm usando urânio para revestir sua munição convencional na artilharia, em tanques, mísseis e aviões desde 1977. O urânio é altamente radioativo e deveria ser guardado em depósitos seguros para evitar a contaminação. A vida média desse urânio é de 4.500 anos. Ou seja, ele permanecerá ativo, matando e aleijando até o ano 6.500, em pleno século 25! O uso desses materiais em armamentos foi recomendado para cortar custos. Os depósitos americanos estão cheios de urânio empobrecido e os departamentos de Defesa e de Energia cedem esse material a fabricantes de armas dos EUA, Reino Unido, França, Canadá, Israel, Taiwan, Coréia do Sul, Paquistão e Japão, que produzem munição com esse material.
Quando uma bala ou bomba suja atinge o seu alvo, 70% de seu revestimento de urânio queima e se volatiliza em partículas altamente radioativas. Essas partículas podem ficar depositadas no solo, ser carregadas pelo vento e contaminar gente, mananciais e se integrar na cadeia alimentar, causando estragos imensos durante milênios.
Só para dar uma idéia, a Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calcula que na década de 90, como conseqüência da Guerra do Golfo, a incidência de câncer em crianças quintuplicou no Iraque. Sinistramente, ao mesmo tempo em que denuncia o problema, a ONU impede o Iraque de importar medicamentos, no caso radioisótopos, material nuclear usado para as radioterapias no tratamento de certos tumores, sob o pretexto de que Saddam poderá fabricar armas a partir dos remédios! Assim, em conseqüência dessa política cruel, a guerra e o embargo já mataram pelo menos 500 mil crianças. Ainda hoje morrem entre 4 e 5 mil crianças todos os meses devido a males causados pelo conflito, incluindo o urânio 238.
Segundo a Anistia Internacional, morrem 12 crianças por hora no Iraque. Até hoje os hospitais estão cheios de pacientes e não têm condição sequer de estocar vacinas, pois a geração e a distribuição de eletricidade é precária e o embargo não permite a importação de equipamento para normalizar o fornecimento de energia elétrica e água, com o argumento de que o Iraque poderá usar essa energia para fabricar armas. Mas não são apenas os iraquianos que sofrem. Os americanos veteranos da guerra vêm sendo vítimas de doenças de diagnóstico difícil, tais como imunodeficiências semelhantes à Aids. Tanto entre os iraquianos como entre os veteranos americanos e ingleses, registram-se sintomas de um mal conhecido como Síndrome da Guerra do Golfo. O câncer e o nascimento de crianças com deformações físicas são cada vez mais numerosos. Os mesmos sintomas afetam mais de mil crianças na antiga Iugoslávia, onde os aviões da OTAN jogaram bombas sujas com urânio. Convém lembrar que a Iugoslávia fica na Europa. Imaginem os armamentos que Bush Filho vai usar na guerra que vem aí. Ele precisa:
1) modernizar seus arsenais;
2) renovar as encomendas à indústria bélica dos EUA, da qual depende grande parte de sua economia e;
3) testar novos armamentos.
A guerra será ganha rapidamente, o petróleo será controlado e os americanos dizem que vão democratizar o país em 18 meses. Seria bom, nesses momentos, pensar como um árabe e islâmico antes de agir. Eles estão se vendo invadidos pelos infiéis em outra cruzada (Bush Filho já escorregou ao usar o termo). O ódio dos árabes ao Ocidente tornará o mundo cada vez mais inseguro, até que o terrorismo não oficial comece a usar as mesmas bombas e balas sujas que os terroristas americanos usam contra os civis iraquianos em nome do combate ao terrorismo. Só quando as crianças afetadas forem americanas ou inglesas, ou seja, brancas, o mundo acordará em comoção e lágrimas e falará em selvageria, pois, como já está provado, nem todos os seres humanos são iguais.
Você vai passar o Carnaval em Salvador?
Acabei de receber um tambor da terra do Senhor do Bonfim.
Meu amigo Eric, o americano mais brasileiro do mundo convida para uma visita ao seu novo empreendimento. Trata-se de um bar/café/restaurante soteropolitano com sabor caribenho.
Como a Bahia não está no meu roteiro momesco deste ano, peço uma gentileza para quem for para aqueles lados: leve um alô para o adorável "baixinho" em meu nome.
Acabei de receber um tambor da terra do Senhor do Bonfim.
Meu amigo Eric, o americano mais brasileiro do mundo convida para uma visita ao seu novo empreendimento. Trata-se de um bar/café/restaurante soteropolitano com sabor caribenho.
Como a Bahia não está no meu roteiro momesco deste ano, peço uma gentileza para quem for para aqueles lados: leve um alô para o adorável "baixinho" em meu nome.
Porto de Encontro Café e Arte
Rua César Zama, 41, Porto da Barra
(Entre a Praça dos Tamarineros & Av. Sete de Setembro)
Salvador - BA
Informações: (71) 267-2355
Rua César Zama, 41, Porto da Barra
(Entre a Praça dos Tamarineros & Av. Sete de Setembro)
Salvador - BA
Informações: (71) 267-2355
O Tiago deixou um comentário muito simpático pedindo dicas de rodas de samba aqui no Rio.
Tenho freqüentado esses ambientes bem menos do que gostaria, mas não posso deixar na mão alguém que vem visitar minha cidade. Vou falar do que conheço, principalmente na minha vizinhança. Quem souber de outras dicas, por favor, colabore aí nos comentários.
Gosto muito de um bar chamado Estephânio´s. Fica ali na Rua dos Artistas, num lugar que já foi chamado de Aldeia Campista, mas que foi incorporado à Grande Tijuca. Além de chope de primeira e ótimos petiscos, toca por ali o grupo Roda de Saia, que era constituído apenas por mulheres, mas já vi meninos tocando com elas (não sei se elas resolveram tirar a barreira do gênero ou se eles só estavam dando canja). É pagode tradicional e samba de raiz. Por ali aparecem figurinhas interessantes famosas ou anônimas do mundo do samba. Ano passado a Beth Carvalho estava batendo ponto por lá quase toda semana, já que era enredo do bloco deles. Este ano o homenageado é o Martinho da Vila.
Por falar em Martinho, outro lugar aonde eu gosto muito de ir é o Butiquim do Martinho. Tem música ao vivo todos os dias, com exceção de sábado, incluindo choro, pagode, samba de raiz. Fica no Shopping Iguatemi, em Vila Isabel. Programa para quem gosta de dormir cedo. Ótimo chope. Petiscos honestos.
Também tem muita coisa acontecendo na Lapa. Há boas casas de samba por lá. É só ir chegando e assuntar com o pessoal que tem lotado as ruas do bairro, sob os Arcos, o que de melhor acontece na noite que você estiver por lá.
Sou analfabeta de samba na Zona Sul.
Tenho freqüentado esses ambientes bem menos do que gostaria, mas não posso deixar na mão alguém que vem visitar minha cidade. Vou falar do que conheço, principalmente na minha vizinhança. Quem souber de outras dicas, por favor, colabore aí nos comentários.
Gosto muito de um bar chamado Estephânio´s. Fica ali na Rua dos Artistas, num lugar que já foi chamado de Aldeia Campista, mas que foi incorporado à Grande Tijuca. Além de chope de primeira e ótimos petiscos, toca por ali o grupo Roda de Saia, que era constituído apenas por mulheres, mas já vi meninos tocando com elas (não sei se elas resolveram tirar a barreira do gênero ou se eles só estavam dando canja). É pagode tradicional e samba de raiz. Por ali aparecem figurinhas interessantes famosas ou anônimas do mundo do samba. Ano passado a Beth Carvalho estava batendo ponto por lá quase toda semana, já que era enredo do bloco deles. Este ano o homenageado é o Martinho da Vila.
Por falar em Martinho, outro lugar aonde eu gosto muito de ir é o Butiquim do Martinho. Tem música ao vivo todos os dias, com exceção de sábado, incluindo choro, pagode, samba de raiz. Fica no Shopping Iguatemi, em Vila Isabel. Programa para quem gosta de dormir cedo. Ótimo chope. Petiscos honestos.
Também tem muita coisa acontecendo na Lapa. Há boas casas de samba por lá. É só ir chegando e assuntar com o pessoal que tem lotado as ruas do bairro, sob os Arcos, o que de melhor acontece na noite que você estiver por lá.
Sou analfabeta de samba na Zona Sul.
A cabecinha criativa da Rossana não pára de funcionar e ela está inventando uma nova forma de ajudar o Lucas.
Eu dou um alô daqui, você dá um alô daí e a gente ajuda um pouquinho também...
Eu dou um alô daqui, você dá um alô daí e a gente ajuda um pouquinho também...
Quer entrar para o mundo dos blogs
de maneira inesquecível?
Um blog 0km está sendo leiloado!
clique na imagem para saber mais
clique no link para ver o "Não Discuto"
http://www.naodiscuto.blogger.com.br/
No capítulo de ontem de Mulheres Apaixonadas as personagens de Susana Vieira e da filha do Manoel Carlos (nunca sei o nome desta atriz) comentaram os absurdos incidentes de anteontem e mesmo do início da manhã de ontem aqui no Rio.
Será que a novela vai ser toda assim com comentários em cima do lance sobre os acontecimento mais importantes gravados no mesmo dia em que a novela vai ao ar? Achei a idéia muito interessante principalmente numa novela que se propõe a ser contemporânea e tem o Rio (especialmente o Leblon) como um de seus personagens.
Gosto dessa nova novela, como costumo gostar de todas desse autor, embora eu seja cada vez menos fiel na tarefa de acompanhar capítulos e mais capítulos. Mas acho muito gostosa a forma como ele reproduz conversas que já mantive ou já ouvi. São aqueles comentários que a gente solta numa fila ou para preencher um papo com amigos.
Talvez o encanto seja mais para bichinhos urbanos e cariocas como eu. A maioria das situações (com exceção sempre da grande história da trama, como a mãe-Helena trocando seu próprio filho pelo neto morto, a mãe-Helena entregando o namorado pra filha ou a mãe-Helena que na verdade é tia) já aconteceram com a gente, com alguém que a gente conhece, ou simplesmente poderiam perfeitamente ter acontecido. Este é o encanto.
Será que a novela vai ser toda assim com comentários em cima do lance sobre os acontecimento mais importantes gravados no mesmo dia em que a novela vai ao ar? Achei a idéia muito interessante principalmente numa novela que se propõe a ser contemporânea e tem o Rio (especialmente o Leblon) como um de seus personagens.
Gosto dessa nova novela, como costumo gostar de todas desse autor, embora eu seja cada vez menos fiel na tarefa de acompanhar capítulos e mais capítulos. Mas acho muito gostosa a forma como ele reproduz conversas que já mantive ou já ouvi. São aqueles comentários que a gente solta numa fila ou para preencher um papo com amigos.
Talvez o encanto seja mais para bichinhos urbanos e cariocas como eu. A maioria das situações (com exceção sempre da grande história da trama, como a mãe-Helena trocando seu próprio filho pelo neto morto, a mãe-Helena entregando o namorado pra filha ou a mãe-Helena que na verdade é tia) já aconteceram com a gente, com alguém que a gente conhece, ou simplesmente poderiam perfeitamente ter acontecido. Este é o encanto.
25.2.03
Vou-me embora pra Passárgada
(Manuel Bandeira)
Vou-me embora pra Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar históricas
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada
Em Passárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Shangrilá
(Rita Lee - Roberto de Carvalho)
De repente eu me vejo
Amarelada, bodeada, sem ninguém
Nessas horas aparece a preguiça
A vontade de sumir... de vez
Se me der na telha sou capaz
De enlouquecer
E mandar tudo pr´aquele lugar
E fugir com você pra Shangrilá
E me deixar levar
Por um beijo eterno
Por seu corpo envolvente
Mais quente que o inferno
Xanadu
(Olivia Newton-John)
A place where nobody dared to go,
the love that we came to know
They call it Xanadu
And now, open your eyes and see,
what we have made is real
We are in Xanadu
A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally
Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu
Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu
Xanadu, your neon lights will shine for you, Xanadu
The love, the echoes of long ago,
you needed the world to know
They are in Xanadu
The dream that came through a million years
That lived on through all the tears, it came to Xanadu
A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally
Now that I'm here, now that you're near in Xanadu
Now that I'm here, now that you're near in Xanadu, Xanadu
Maracangalha
(Dorival Caymmi)
Eu vou pra Maracangalha eu vou
Eu vou de uniforme branco eu vou
Eu vou de chapéu de palha eu vou
Eu vou convidar Anália eu vou
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Sem Anália mas eu vou
Papapara papaia papá
Papaparapapaia papá
(Manuel Bandeira)
Vou-me embora pra Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar históricas
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada
Em Passárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Shangrilá
(Rita Lee - Roberto de Carvalho)
De repente eu me vejo
Amarelada, bodeada, sem ninguém
Nessas horas aparece a preguiça
A vontade de sumir... de vez
Se me der na telha sou capaz
De enlouquecer
E mandar tudo pr´aquele lugar
E fugir com você pra Shangrilá
E me deixar levar
Por um beijo eterno
Por seu corpo envolvente
Mais quente que o inferno
Xanadu
(Olivia Newton-John)
A place where nobody dared to go,
the love that we came to know
They call it Xanadu
And now, open your eyes and see,
what we have made is real
We are in Xanadu
A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally
Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu
Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu
Xanadu, your neon lights will shine for you, Xanadu
The love, the echoes of long ago,
you needed the world to know
They are in Xanadu
The dream that came through a million years
That lived on through all the tears, it came to Xanadu
A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally
Now that I'm here, now that you're near in Xanadu
Now that I'm here, now that you're near in Xanadu, Xanadu
Maracangalha
(Dorival Caymmi)
Eu vou pra Maracangalha eu vou
Eu vou de uniforme branco eu vou
Eu vou de chapéu de palha eu vou
Eu vou convidar Anália eu vou
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Sem Anália mas eu vou
Papapara papaia papá
Papaparapapaia papá
24.2.03
Sabe quando você perde a capacidade de decepcionar-se com uma pessoa porque ela está cometendo o mesmo "errinho" pela trigésima vez, então aquilo passa a ser exatamente o que você espera dela? E quando você já conversou diversas vezes com ela sobre este exato ponto e ela jura de pés junto que aquilo não se repete só para dali a uma semana fazer igualzinho?
Quero ouvir sua opinião, por favor.
Quero ouvir sua opinião, por favor.
23.2.03
A idéia era ficar o dia inteiro de papo pro ar, devorando revistas, jornais e um ou outro filminho.
Mas não. Fazer o que se moro na Cidade Maravilhosa, se o dia amanheceu ensolarado e se uma brisa gostosa espanta de leve o calor?
Já era tarde para pensar em praia com criança. Sim, finalmente consegui acordar num horário bacana. Por vício dos últimos dias abri os olhos às 6:30, mas foi enorme a satisfação de simplesmente virar as costas para o relógio ao procurar uma posição mais confortável no travesseiro e curtir a cama por algumas horinhas mais.
Foi ele quem viu que ainda de manhã ia haver um bailinho de Carnaval. Eu topo na hora pro diversos motivos.
Faz tempo que não trabalho no Centro e raramente tenho assuntos para resolver por lá. Sou freqüentadora do Teatro Rival, mas uma quadra numa metrópole pode ser absurdamente diferente de dia e de noite. Então me sinto meio turista na Cinelândia diurna.
Ainda não tinha visto o enorme (e vazio, pelo menos no domingo) estacionamento criado sob a Praça Mahatma Gandhi. Nem a praça depois da retirada dos tapumes. O espanto estava ali, atrás das grades que protegem o novo espaço. Eu, que trabalhei ali no Edifício Serrador na época em que estagiava na Petrobrás, nunca reparei a vastidão da vista a partir daquela calçada, emoldurada por prédios antigos: Monumento aos Pracinhas, Pão de Açúcar... Não lembro se antes havia alguma coisa que obstruísse a visão ou se eram só as calçadas lotadas dos dias de semana, os camelôs, os meninos de rua, a correria que não me deixavam ver direito...
E ali estavámos eu e eles mais uma vez desbundando diante da cidade.
Nunca tinha entrado no Odeon depois que o velho cinema agregou a sigla BR em seu nome e se transformou em espaço cultural. O lugar é lindo, lindo. E nem vou contar que uma certa criatura sentada ao meu lado quase não segurou a onda ao ouvir tocar o sinal e ver as cortinas vermelhas se abrindo, como os cinemas de sua infância.
Adoro tudo sobre Menino Maluquinho, o filme. E gosto mais a cada vez que vejo. Pedro recita a fala dos personagens ao meu lado.
Depois da sessão, palhaços e uma banda nos aguardavam à porta. As melhores marchinhas carnavalescas de todos os tempo animavam o início de tarde cercadas pela Biblioteca Nacional, pelo Theatro Municipal, pelo Obelisco e pelo Amarelinho. Eu bem que vi o Museu de Belas Artes esticando o pescoço para conferir o que se passava.
Aos poucos foram chegando o casal de pernas-de-pau, as palhacinhas que desciam da sacada por tecidos encarnados, o malabarista...
Um menino de rua me esticou a mão imunda num cumprimento. Eu estiquei a minha também. Ela foi amparada por um sorriso triste porque Carnaval também tem pierrô.
A caçarola que meu filho levava à cabeça como fantasia em homenagem ao mais famoso personagem infantil do Ziraldo logo virou receptáculao para toda sorte de bugiganga que ele ia recolhendo: máscaras baratas de saci, animais recortados em E.V.A. que foram jogados como confetes, spray de espuma carnavalesca...
Tudo isso pela módica quantia de R$2,00 (sim, dois reais!) por cabeça. O estacionamento tem desconto com a validação da bilheteria.
Depois almoço no Nova Capela e outra surpresa. Foi inaugurado um anexo ao célebre restaurante. Longe dos padrões do espaço anterior, que ainda está lá firme e forte (e lotadíssimo a qualquer hora do dia ou da noite), ele foge do estilo brega português-suburbano com suas paredes azulejadas para o estilo brega Barra-norte-americano. O cabrito com arroz e brócolis com porção extra de alho continua dos deuses. E é sempre divertida a caça às celebridades, já que o lugar de repente virou modinha (sou freqüentadora com histórico por lá, levada pelas mãos de um praticamente sócio fundador). Hoje avistei o Ivo Meireles, com seus cabelos esticados crescidos e tingidos de uma cor entre abóbora e carmim e suas unhas manicuradas em negro.
Descanso dominical? Pois sim...
Mas não. Fazer o que se moro na Cidade Maravilhosa, se o dia amanheceu ensolarado e se uma brisa gostosa espanta de leve o calor?
Já era tarde para pensar em praia com criança. Sim, finalmente consegui acordar num horário bacana. Por vício dos últimos dias abri os olhos às 6:30, mas foi enorme a satisfação de simplesmente virar as costas para o relógio ao procurar uma posição mais confortável no travesseiro e curtir a cama por algumas horinhas mais.
Foi ele quem viu que ainda de manhã ia haver um bailinho de Carnaval. Eu topo na hora pro diversos motivos.
Faz tempo que não trabalho no Centro e raramente tenho assuntos para resolver por lá. Sou freqüentadora do Teatro Rival, mas uma quadra numa metrópole pode ser absurdamente diferente de dia e de noite. Então me sinto meio turista na Cinelândia diurna.
Ainda não tinha visto o enorme (e vazio, pelo menos no domingo) estacionamento criado sob a Praça Mahatma Gandhi. Nem a praça depois da retirada dos tapumes. O espanto estava ali, atrás das grades que protegem o novo espaço. Eu, que trabalhei ali no Edifício Serrador na época em que estagiava na Petrobrás, nunca reparei a vastidão da vista a partir daquela calçada, emoldurada por prédios antigos: Monumento aos Pracinhas, Pão de Açúcar... Não lembro se antes havia alguma coisa que obstruísse a visão ou se eram só as calçadas lotadas dos dias de semana, os camelôs, os meninos de rua, a correria que não me deixavam ver direito...
E ali estavámos eu e eles mais uma vez desbundando diante da cidade.
Nunca tinha entrado no Odeon depois que o velho cinema agregou a sigla BR em seu nome e se transformou em espaço cultural. O lugar é lindo, lindo. E nem vou contar que uma certa criatura sentada ao meu lado quase não segurou a onda ao ouvir tocar o sinal e ver as cortinas vermelhas se abrindo, como os cinemas de sua infância.
Adoro tudo sobre Menino Maluquinho, o filme. E gosto mais a cada vez que vejo. Pedro recita a fala dos personagens ao meu lado.
Depois da sessão, palhaços e uma banda nos aguardavam à porta. As melhores marchinhas carnavalescas de todos os tempo animavam o início de tarde cercadas pela Biblioteca Nacional, pelo Theatro Municipal, pelo Obelisco e pelo Amarelinho. Eu bem que vi o Museu de Belas Artes esticando o pescoço para conferir o que se passava.
Aos poucos foram chegando o casal de pernas-de-pau, as palhacinhas que desciam da sacada por tecidos encarnados, o malabarista...
Um menino de rua me esticou a mão imunda num cumprimento. Eu estiquei a minha também. Ela foi amparada por um sorriso triste porque Carnaval também tem pierrô.
A caçarola que meu filho levava à cabeça como fantasia em homenagem ao mais famoso personagem infantil do Ziraldo logo virou receptáculao para toda sorte de bugiganga que ele ia recolhendo: máscaras baratas de saci, animais recortados em E.V.A. que foram jogados como confetes, spray de espuma carnavalesca...
Tudo isso pela módica quantia de R$2,00 (sim, dois reais!) por cabeça. O estacionamento tem desconto com a validação da bilheteria.
Depois almoço no Nova Capela e outra surpresa. Foi inaugurado um anexo ao célebre restaurante. Longe dos padrões do espaço anterior, que ainda está lá firme e forte (e lotadíssimo a qualquer hora do dia ou da noite), ele foge do estilo brega português-suburbano com suas paredes azulejadas para o estilo brega Barra-norte-americano. O cabrito com arroz e brócolis com porção extra de alho continua dos deuses. E é sempre divertida a caça às celebridades, já que o lugar de repente virou modinha (sou freqüentadora com histórico por lá, levada pelas mãos de um praticamente sócio fundador). Hoje avistei o Ivo Meireles, com seus cabelos esticados crescidos e tingidos de uma cor entre abóbora e carmim e suas unhas manicuradas em negro.
Descanso dominical? Pois sim...
21.2.03
Recebido por e-mail:
Os belicistas
Os belicistas
Já sei bombardear
(W. Bush, Collin Powell)
Já sei bombardear,
Já sei armar o míssil agora só me falta atirar
Já sei invadir
Já sei peitar a ONU agora só me falta explodir
Não tenho paciência pra negociação
Eu tenho é mania de perseguição
Não ouço ninguém, acuso todo mundo
o Bin Laden e o Hussein
Não livro ninguém, exploro todo mundo
acho que o mundo é meu também
Já sei derrubar
Já sei jogar a bomba na tua base militar
Eu sou o juíz, e não tô nem aí pra tantas vidas de civis
Peguei experiência com o Afeganistão
Se antes eu falhei, agora num erro não.
Não ouço ninguém, até o Collin Powell
Tá igual a mim também
Não livro ninguém, primeiro o petróleo
Depois Amazônia também
Eu tô querendo, Sadan Hussein
Eu tô querendo, tudo o que tiver
Tô te querendo, não tem pra ninguém
Tô te querendo, petróleo do Hussein...
(W. Bush, Collin Powell)
Já sei bombardear,
Já sei armar o míssil agora só me falta atirar
Já sei invadir
Já sei peitar a ONU agora só me falta explodir
Não tenho paciência pra negociação
Eu tenho é mania de perseguição
Não ouço ninguém, acuso todo mundo
o Bin Laden e o Hussein
Não livro ninguém, exploro todo mundo
acho que o mundo é meu também
Já sei derrubar
Já sei jogar a bomba na tua base militar
Eu sou o juíz, e não tô nem aí pra tantas vidas de civis
Peguei experiência com o Afeganistão
Se antes eu falhei, agora num erro não.
Não ouço ninguém, até o Collin Powell
Tá igual a mim também
Não livro ninguém, primeiro o petróleo
Depois Amazônia também
Eu tô querendo, Sadan Hussein
Eu tô querendo, tudo o que tiver
Tô te querendo, não tem pra ninguém
Tô te querendo, petróleo do Hussein...
20.2.03
Hoje tive que ser dura com uma pessoa de quem eu gosto muito, mas que vinha me incomodando com determinado comportamento.
Admito, sutileza não é uma virtude abundante em mim. Sabendo disso, quando estou lidando com pessoas queridas tomo especial cuidado. E falho.
O problema é que é difícil para algumas pessoas entenderem que o fato de você estar me casa não significa que você está disponível para um papinho de uma hora e meia ao telefone ou uma visita surpresa que tome toda a tarde. Esta é uma das grandes desvantagens de não ter um espaço físico fora da própria residência para cumprir expediente. As vantagens são grandes e eu vou ficando.
A gente aprende a lidar com esse tipo de interrupção. Geralmente a insinuação de que há uma pilha de tarefas esperando é suficiente para acordar a glândula produtora de simancol do interlocutor. Entretanto, em condições especiais de temperatura e pressão, aquela pessoa que você adora, que acompanha de perto a sua luta cotidiana, ataca. Ela deixa passar a primeira dica. Você fica mais direta e diz claramente, com todos os esses e erres, que precisa desligar porque tem muito trabalho a fazer e não pode conversar naquele momento. Se você ouvir como resposta que a pessoa sente muito, que sabe o quanto você é ocupada, mas que tem só mais uma coisinha para dizer, prepare-se. Dê a ela a chance de falar mais essa coisinha em cinco minutos. Mas antes que você precise repetir o recado e ela tenha uma crise súbita de carência e desperte em você toda a culpa cristã do mundo, aja. Ignore que está em um telefone fixo e diga que está entrando em um túnel e que a ligação vai cair. Desligue. Deixe uma mensagem carinhosa na sua própria secretátia eletrônica avisando que liga assim que puder.
Amigos de verdade _ aquelas pessoas seguras, bem resolvidas e com vida própria das quais você tomou o cuidado de se cercar _ entenderão.
Admito, sutileza não é uma virtude abundante em mim. Sabendo disso, quando estou lidando com pessoas queridas tomo especial cuidado. E falho.
O problema é que é difícil para algumas pessoas entenderem que o fato de você estar me casa não significa que você está disponível para um papinho de uma hora e meia ao telefone ou uma visita surpresa que tome toda a tarde. Esta é uma das grandes desvantagens de não ter um espaço físico fora da própria residência para cumprir expediente. As vantagens são grandes e eu vou ficando.
A gente aprende a lidar com esse tipo de interrupção. Geralmente a insinuação de que há uma pilha de tarefas esperando é suficiente para acordar a glândula produtora de simancol do interlocutor. Entretanto, em condições especiais de temperatura e pressão, aquela pessoa que você adora, que acompanha de perto a sua luta cotidiana, ataca. Ela deixa passar a primeira dica. Você fica mais direta e diz claramente, com todos os esses e erres, que precisa desligar porque tem muito trabalho a fazer e não pode conversar naquele momento. Se você ouvir como resposta que a pessoa sente muito, que sabe o quanto você é ocupada, mas que tem só mais uma coisinha para dizer, prepare-se. Dê a ela a chance de falar mais essa coisinha em cinco minutos. Mas antes que você precise repetir o recado e ela tenha uma crise súbita de carência e desperte em você toda a culpa cristã do mundo, aja. Ignore que está em um telefone fixo e diga que está entrando em um túnel e que a ligação vai cair. Desligue. Deixe uma mensagem carinhosa na sua própria secretátia eletrônica avisando que liga assim que puder.
Amigos de verdade _ aquelas pessoas seguras, bem resolvidas e com vida própria das quais você tomou o cuidado de se cercar _ entenderão.
19.2.03
18.2.03
17.2.03
Tem umas coisas estranhas sobre mim.
Adoro músicas de fossa que contem histórias de, digamos, profissionais do sexo ou similares. Folhetim, Ronda, Sob Medida, Negue... É esse tipo de música que canto sob o chuveiro e com que ameaço os amigos depois de uns copinhos a mais (mas só os grandes amigos e quando estou de ótimo humor).
Deve haver explicação pra isso...
Adoro músicas de fossa que contem histórias de, digamos, profissionais do sexo ou similares. Folhetim, Ronda, Sob Medida, Negue... É esse tipo de música que canto sob o chuveiro e com que ameaço os amigos depois de uns copinhos a mais (mas só os grandes amigos e quando estou de ótimo humor).
Deve haver explicação pra isso...
16.2.03
Agora que ninguém mais que disponha de boa (in)formação apóia as investidas belicistas dos EUA, é mais importante que nunca que tudo esteja muito às claras. Saber todos os porquês é fundamental. É muito mais que um cowboy louco, inconseqüente e mimado com um monte de brinquedinhos perigosos nas mãos.
Acorde!
As manifestações de protesto pipocam por todo canto.
Acorde!
As manifestações de protesto pipocam por todo canto.
14.2.03
Sei que estou fora do meu normal. Fora do meu ritmo, fora do meu astral, fora da minha forma. Por isso tenho sido mais chata do que eu mesma consigo suportar.
O lado bom é que tenho descoberto um monte de coisas. Sabe aquelas coisas que a gente até sabe de certa forma mais só consegue elaborar corretamente quando a jiripoca pia? Pois é.
Por exemplo, tenho pensado muito em responsabilidades e em como é confortável simplesmente acomodar-se ou sair distribuindo culpas. Talvez até por ter acabado de ler um livro sobre negociação que ganhei de presente (acho que nunca compraria um livro desse tipo), comecei a pensar sobre o quanto podemos alterar até o que parece irremediavelmente estagnado se simplesmente tomarmos as responsabilidades e as rédeas em nossas mãos.
E seguindo este caminho começou a acender uma luzinha dentro de mim que me mostrou que havia muita coisa que acontecia de errado na minha vida simplesmente porque eu permitia, não estava tão atenta quanto era necessário, não cobrava o devido, confiava e de certa forma me deixei convencer de que se me davam pouco era porque pouco eu merecia.
Sou uma pessoa intensa. E foi enorme a minha fúria quando esta ficha finalmente caiu. Ainda estou furiosa comigo mesma e com mais uma penca de pessoas e situações. Mas passa porque é assim que eu funciono. Daqui a pouco eu vou acoplar esta nova percepção ao meu dia-a-dia, vou perdoar quem merece perdão (inclusive a mim mesma), mas não vou esquecer. Eu nunca esqueço certas coisas.
Uma amiga minha dizia que a consciência é foda, ou seja, a partir do momento em que alguém se torna consciente de determinada coisa é impossível retornar ao ponto onde se estava. É preciso seguir, ir adiante, dar os passos necessários. Não adianta querer se agarrar à sombra da ignorância. Mesmo que ela fosse uma sombrinha tranqüila e gostosa.
Por favor, dê algum sinal. Não me deixe desanimar de escrever por aqui. Faça com que eu sinta que alguém ainda me lê.
O lado bom é que tenho descoberto um monte de coisas. Sabe aquelas coisas que a gente até sabe de certa forma mais só consegue elaborar corretamente quando a jiripoca pia? Pois é.
Por exemplo, tenho pensado muito em responsabilidades e em como é confortável simplesmente acomodar-se ou sair distribuindo culpas. Talvez até por ter acabado de ler um livro sobre negociação que ganhei de presente (acho que nunca compraria um livro desse tipo), comecei a pensar sobre o quanto podemos alterar até o que parece irremediavelmente estagnado se simplesmente tomarmos as responsabilidades e as rédeas em nossas mãos.
E seguindo este caminho começou a acender uma luzinha dentro de mim que me mostrou que havia muita coisa que acontecia de errado na minha vida simplesmente porque eu permitia, não estava tão atenta quanto era necessário, não cobrava o devido, confiava e de certa forma me deixei convencer de que se me davam pouco era porque pouco eu merecia.
Sou uma pessoa intensa. E foi enorme a minha fúria quando esta ficha finalmente caiu. Ainda estou furiosa comigo mesma e com mais uma penca de pessoas e situações. Mas passa porque é assim que eu funciono. Daqui a pouco eu vou acoplar esta nova percepção ao meu dia-a-dia, vou perdoar quem merece perdão (inclusive a mim mesma), mas não vou esquecer. Eu nunca esqueço certas coisas.
Uma amiga minha dizia que a consciência é foda, ou seja, a partir do momento em que alguém se torna consciente de determinada coisa é impossível retornar ao ponto onde se estava. É preciso seguir, ir adiante, dar os passos necessários. Não adianta querer se agarrar à sombra da ignorância. Mesmo que ela fosse uma sombrinha tranqüila e gostosa.
*********
Por favor, dê algum sinal. Não me deixe desanimar de escrever por aqui. Faça com que eu sinta que alguém ainda me lê.
11.2.03
Voltei!
Pensei que voltaria bem, mas, depois de um período em que realmente consegui relaxar nas férias, o retorno me colocou nos ombros o mesmo peso que estava antes e mais alguns quilinhos.
Além das encalacradelas que continuam no mesmo ponto que deixei ou se complicaram um pouquinho, teve a morte do Fábio, que abalou toda a família. Está todo mundo de teto baixo e ainda tem a complicação do inquérito policial.
Graças a Deus o trabalho também começou a carga total, o que ocupa a cabeça e distrai um pouco dos aborrecimentos e tristezas.
Então, tamos aí.
Pensei que voltaria bem, mas, depois de um período em que realmente consegui relaxar nas férias, o retorno me colocou nos ombros o mesmo peso que estava antes e mais alguns quilinhos.
Além das encalacradelas que continuam no mesmo ponto que deixei ou se complicaram um pouquinho, teve a morte do Fábio, que abalou toda a família. Está todo mundo de teto baixo e ainda tem a complicação do inquérito policial.
Graças a Deus o trabalho também começou a carga total, o que ocupa a cabeça e distrai um pouco dos aborrecimentos e tristezas.
Então, tamos aí.
5.2.03
Talvez você veja em algum telejornal local ou leia amanhã nas páginas policiais que foi assassinado na noite de hoje com um tiro na testa nas Avenidas das Américas um professor de Educação Física. E esta não é apenas mais uma notícia triste nos jornais porque além de engrossar uma estatística estúpida, o professor Fábio Maranhão era meu amigo.
Fábio estudou na Universidade Rural com minha irmã do meio. Apesar de meu pai ter restrições severas quanto a amizade das suas três filhas com rapazes, tanto ele quanto minha mãe logo se encantaram com aquele garotão magricela, falante e carismático. Todos nós góstavamos dele imensamente. Um dia ele trouxe para sua costumeira visita o irmão mais novo. O irmão caçula dele casou-se com minha irmã mais nova. Éramos então da mesma família.
Tenho grandes lembranças com ele, aventuras, festas, bagunças, algumas tristezas profundas que dividimos...
No último aniversário do nosso sobrinho (filho do irmão dele e da minha irmã) ele me deu carona até em casa. Cruzamos praticamente toda a Avenida Brasil falando sobre a vida, viagens, amores, planos para o futuro... Foi quase ontem...
Fazia tempo que ele não era o garoto magricela. Era um rapaz bonito, forte como exigia a profissão, moderno, inteligente, esperto e uma das poucas pessoas neste mundo que ignorava meu 1,78m e me chamava de Carlinha.
Meu amigo morreu estupidamente hoje.
Desculpem se o blog anda ciclotímico.
Fábio estudou na Universidade Rural com minha irmã do meio. Apesar de meu pai ter restrições severas quanto a amizade das suas três filhas com rapazes, tanto ele quanto minha mãe logo se encantaram com aquele garotão magricela, falante e carismático. Todos nós góstavamos dele imensamente. Um dia ele trouxe para sua costumeira visita o irmão mais novo. O irmão caçula dele casou-se com minha irmã mais nova. Éramos então da mesma família.
Tenho grandes lembranças com ele, aventuras, festas, bagunças, algumas tristezas profundas que dividimos...
No último aniversário do nosso sobrinho (filho do irmão dele e da minha irmã) ele me deu carona até em casa. Cruzamos praticamente toda a Avenida Brasil falando sobre a vida, viagens, amores, planos para o futuro... Foi quase ontem...
Fazia tempo que ele não era o garoto magricela. Era um rapaz bonito, forte como exigia a profissão, moderno, inteligente, esperto e uma das poucas pessoas neste mundo que ignorava meu 1,78m e me chamava de Carlinha.
Meu amigo morreu estupidamente hoje.
Desculpem se o blog anda ciclotímico.
3.2.03
Sei que você vai perdoar minha ausência e meu silêncio quando eu contar que da janela deste cybercafé vejo coqueiros dançando ao vento marítimo, algumas contruções centenárias e muitos barquinhos.
Minha cor faz jus aos meus genes africanos e se já tive problemas alguma vez na vida, esqueci.
Agora vou tomar mais uma cerveja e curtir a brisa noturna.
Mas volto quando você menos esperar e antes do que eu gostaria.
Aguarde-me porque cabeça vazia é oficina do demo e ele anda me assoprando uma idéias bem legais.
Minha cor faz jus aos meus genes africanos e se já tive problemas alguma vez na vida, esqueci.
Agora vou tomar mais uma cerveja e curtir a brisa noturna.
Mas volto quando você menos esperar e antes do que eu gostaria.
Aguarde-me porque cabeça vazia é oficina do demo e ele anda me assoprando uma idéias bem legais.
26.1.03
Tô viva.
Já volto.
Não deixe de conferir o show Som e Luz nos Jardins do Museu Imperial em Petrópolis. Faça rapel e arvorismo. Coma trutas. Descanse num lugar bem bonito.
Aí você vai entender porque andei meio sumida.
Mas ainda não é hora de retomar a rotina.
Até já.
Já volto.
Não deixe de conferir o show Som e Luz nos Jardins do Museu Imperial em Petrópolis. Faça rapel e arvorismo. Coma trutas. Descanse num lugar bem bonito.
Aí você vai entender porque andei meio sumida.
Mas ainda não é hora de retomar a rotina.
Até já.
16.1.03
Gostei muitíssimo. Excelentes diálogos, tiradas engraçadas e inteligentes, comovente sem ser piegas, metalinguagem esperta e com o Rio de Janeiro como moldura.
Foi a primeira vez que fui ao Estação Ipanema. Também gostei de lá.
Depois, embalados pelo filme, fomos para o Baixo Leblon (vocês vão entender porque quando forem ver também).
Acho que todo mundo sai da sessão reconhecendo um quê de Woody Allen e já ouvi gente falando em Truffaut.
Eu quis porque quis o texto sobre o Homem Lúcido que o Domingos Oliveira lê na última cena, porque depois de tantos anos me achando louca, descobri que sou uma Mulher Lúcida. Trata-se de um texto descoberto em uma pesquisa arqueológica com uma tremenda atualidade. A expressão homem lúcido entra aqui, porque na língua original é simbolizada pela mesma palavra usada para designar os sacerdotes.
Hoje de manhã, ao abrir minha caixa postal, vejo que meu amigo Marcelo Batalha tinha conseguido o texto pra mim. Um daqueles pequenos milagres, advindos de coisas que nos chegam as mãos no momento em que mais precisamos delas da forma como menos esperamos, porque o motivo que me fez amar o texto na terça-feira é completamente diverso do de hoje.
Divido com vocês:
O Homem Lúcido
O homem lúcido sabe que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que nunca se entusiasma com ela, assim como não teme a morte. O homem lúcido sabe que viver e morrer são o mesmo em matéria de valor, posto que a Vida contém tantos sofrimentos que a sua cessação não pode ser considerada um mal.
O homem lúcido sabe que é o equilibrista na corda bamba da existência. Sabe que, por opção ou acidente, é possível cair no abismo, a qualquer momento, interrompendo a sessão do circo.
Pode também o homem lúcido optar pela Vida. Aí então, ele esgotará todas as suas possibilidades. Passeará por seu campo aberto e por suas vielas floridas. Saberá ver a beleza em tudo. Terá amantes, amigos, ideais. Urdirá planos e os realizará. Resistirá aos infortúnios e até às doenças. E, se atingido por algum desses emissários, saberá
suportá-los com coragem e mansidão.
Morrerá o homem lúcido de causas naturais e em idade avançada, cercado por filhos e netos que seguirão sua magnífica aventura. Pairará então, sobre sua memória uma aura de bondade. Dir-se-á: aquele amou muito e fez bem às pessoas.
A justa lei máxima da natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem iguale-se sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis. O homem lúcido que optou pela Vida, com o consentimento dos Deuses, tem o poder magno de alterar esta lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis estarão sempre em maioria.
Esta é uma cortesia que a Natureza faz com os homens lúcidos.
texto Caldaico (pertencente ou relativo à Caldéia, antiga região da Ásia) do VI século a.C. citado no filme Separações de Domingos Oliveira
Dica: Todas as Mulheres do Mundo, um clássico brasileiro de 1967 escrito e dirigido por Domingos Oliveira e estrelado por Paulo José e Leila Diniz está de volta. A partir de amanhã (17) até o dia 23, no Odeon, sempre às 13h. Não é "digrátis", mas é quase: R$2,00!!!
Da série Aqui Pertinho: Fábrica do Samba
Fábrica do Samba é um festival de música dedicado ao gênero que abriu as inscrições em outubro passado. Entre os autores dos 2153 sambas inscritos estão revelações, bambas e anônimos. Destes foram selecionados 57 que, a partir de hoje às 20 horas no Maracanãzinho, disputam a primeira de seis eliminatórias (16,17, 23, 24, 30 e 31 de janeiro). Depois acontecem duas semi-finais (6 e 7 de fevereiro) e a finalíssima (8 de fevereiro) com doze sambas. O sexto colocado levará 20.000 reais e os prêmios vão crescendo até os R$100.000 do primeiro colocado, que também levará o troféu João Nogueira. Os premiados gravarão um CD pelo selo Biscoito Fino.
Alguns dos classificados: Pedro Hollanda e Nilze Carvalho, Dona Ivone Lara, Monarco, Tantinho, Noca da Portela e Camunguelo.
Além das apresentações dos concorrentes, haverá shows contando a história do samba, passando por vertentes como samba-canção, samba de gafieira, afro-samba, samba de raiz e os sambas de enredo.
Agenda dos shows:
16/1: (Homenagem a Clementina de Jesus) Jongo da Serrinha, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, velhas-guardas do Império, da Mangueira e da Portela
17/1: (Homenagem a Tom Jobim) Emílio Santiago, Ivan Lins e Zé Renato
23/1: Jamelão, Alcione, Elza Soares
24/1: Sandra de Sá, Lecy Brandão, Seu Jorge
30/1: Martinho da Vila, Paulinho Mocidade, Dominguinhos do Estácio, Neguinho da Beija-Flor
31/1: Zélia Duncan, Miltinho, MPB-4, Quarteto em Cy
6/2: Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Luiz Carlos da Vila
7/2: Zeca Pagodinho, Dudu Nobre
8/2: Beth Carvalho, Grupo Fundo de Quintal
Preços:
eliminatórias (16, 17, 23, 24, 30 e 31/1): R$10,00
semi-finais (6 e 7/2): R$15,00
final (8/2): R$20,00
Fábrica do Samba é um festival de música dedicado ao gênero que abriu as inscrições em outubro passado. Entre os autores dos 2153 sambas inscritos estão revelações, bambas e anônimos. Destes foram selecionados 57 que, a partir de hoje às 20 horas no Maracanãzinho, disputam a primeira de seis eliminatórias (16,17, 23, 24, 30 e 31 de janeiro). Depois acontecem duas semi-finais (6 e 7 de fevereiro) e a finalíssima (8 de fevereiro) com doze sambas. O sexto colocado levará 20.000 reais e os prêmios vão crescendo até os R$100.000 do primeiro colocado, que também levará o troféu João Nogueira. Os premiados gravarão um CD pelo selo Biscoito Fino.
Alguns dos classificados: Pedro Hollanda e Nilze Carvalho, Dona Ivone Lara, Monarco, Tantinho, Noca da Portela e Camunguelo.
Além das apresentações dos concorrentes, haverá shows contando a história do samba, passando por vertentes como samba-canção, samba de gafieira, afro-samba, samba de raiz e os sambas de enredo.
Agenda dos shows:
16/1: (Homenagem a Clementina de Jesus) Jongo da Serrinha, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, velhas-guardas do Império, da Mangueira e da Portela
17/1: (Homenagem a Tom Jobim) Emílio Santiago, Ivan Lins e Zé Renato
23/1: Jamelão, Alcione, Elza Soares
24/1: Sandra de Sá, Lecy Brandão, Seu Jorge
30/1: Martinho da Vila, Paulinho Mocidade, Dominguinhos do Estácio, Neguinho da Beija-Flor
31/1: Zélia Duncan, Miltinho, MPB-4, Quarteto em Cy
6/2: Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Luiz Carlos da Vila
7/2: Zeca Pagodinho, Dudu Nobre
8/2: Beth Carvalho, Grupo Fundo de Quintal
Preços:
eliminatórias (16, 17, 23, 24, 30 e 31/1): R$10,00
semi-finais (6 e 7/2): R$15,00
final (8/2): R$20,00
Meu sobrinho, filho único da minha irmã caçula, que é diabética desde os seis anos de idade e já perdeu dois filhos, está internado num hospital desde ontem com uma doença que ninguém ainda conseguiu diagnosticar.
Eu sei que esta é uma terra de prova e expiação, mas será que não daria para aliviar a mão só um pouquinho por um tempo.
Eu sei que esta é uma terra de prova e expiação, mas será que não daria para aliviar a mão só um pouquinho por um tempo.
14.1.03
13.1.03
Da série Aqui Pertinho: Maracanã
Desde o dia 16 de junho de 1950, o Rio de Janeiro nunca mais foi o mesmo. Estava sendo inaugurado o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, resultado da paixão dos brasileiros pela arte do futebol. Num projeto único para a época, o Estádio impressiona até hoje pela sua grandeza. São 195.600 m2, contando com o Maracanãzinho, a pista do Célio Barros e o complexo aquático Julio Delamare.
Os autores do projeto foram os arquitetos Rafael Galvão, Pedro Paulo Bastos, Orlando Azevedo e Antônio Dias Carneiro. O início da construção se deu no dia 2 de agosto de 1948, envolvendo muito trabalho, dedicação e, principalmente muita expectativa por todo o país. Uma das intenções do projeto era abrigar a Copa do Mundo de 1950. E assim foi. Perdemos a Copa para o Uruguai, mas ganhamos um estádio único no mundo, que ultrapassa fronteiras desde o dia de sua inauguração. Vários eventos já puderam testemunhar a grandeza do Maracanã: O Papa João Paulo II, em 1980, cantores como Frank Sinatra, Tina Turner, Paul McCartney, Rolling Stones, sem contar com grandes jogos, demonstrando o imenso potencial do futebol brasileiro.
O Maracanã foi inicialmente construído para comportar 166.369 pessoas, entre a geral, arquibancadas, cadeiras comuns, cadeiras especiais, camarotes e tribunas.
No dia 31 de agosto de 1969, nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, o jogo Brasil e Paraguai recebeu 183.341 torcedores! Foi um jogo que entrou pra história do Maracanã.
O pontapé inicial para a construção do Maracanã foi dado pelo jornalista Célio de Barros, em 1938, quando sugeriu a Jules Rimet que o Brasil fosse sede da Copa de 1942. A SEgunda Guerra Mundial acabou cancelando as Copas de 1942 e 1946 e adiando a de 1949 para o ano de 1950.
Dessa forma, o Brasil acabou sendo escolhido, mas precisava de um estádio de porte para a final. Foi uma luta convencer a todos da importância do projeto. As pessoas alegavam a necessidade de mais hospitais. Nomes como Mário Filho, Ari Barroso, Vargas Netto, lutaram e conseguiram transformar o sonho em realidade. A cidade do Rio de Janeiro merecia um estádio à altura do seu futebol. Assim, no dia da inauguração, o Maracanã pôde comprovar porque tinha sido construído. Milhares de torcedores vibraram, se emocionaram e viram, como nunca, a magia do futebol falar mais alto. Estava dado o primeiro passo para que o mundo se rendesse ao Brasil. E o Brasil se rendesse ao futebol.
E hoje, já pentacampeões mundiais, tem-se a certeza de que sem os encantos do Maracanã nada teria o mesmo brilho. Nem o mesmo sabor. O país do futebol tem seu monumento. O Maracanã é o maior do mundo. Um templo inquestionável, que continua recebendo os belos espetáculos da bola.
Os autores do projeto foram os arquitetos Rafael Galvão, Pedro Paulo Bastos, Orlando Azevedo e Antônio Dias Carneiro. O início da construção se deu no dia 2 de agosto de 1948, envolvendo muito trabalho, dedicação e, principalmente muita expectativa por todo o país. Uma das intenções do projeto era abrigar a Copa do Mundo de 1950. E assim foi. Perdemos a Copa para o Uruguai, mas ganhamos um estádio único no mundo, que ultrapassa fronteiras desde o dia de sua inauguração. Vários eventos já puderam testemunhar a grandeza do Maracanã: O Papa João Paulo II, em 1980, cantores como Frank Sinatra, Tina Turner, Paul McCartney, Rolling Stones, sem contar com grandes jogos, demonstrando o imenso potencial do futebol brasileiro.
O Maracanã foi inicialmente construído para comportar 166.369 pessoas, entre a geral, arquibancadas, cadeiras comuns, cadeiras especiais, camarotes e tribunas.
No dia 31 de agosto de 1969, nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, o jogo Brasil e Paraguai recebeu 183.341 torcedores! Foi um jogo que entrou pra história do Maracanã.
O pontapé inicial para a construção do Maracanã foi dado pelo jornalista Célio de Barros, em 1938, quando sugeriu a Jules Rimet que o Brasil fosse sede da Copa de 1942. A SEgunda Guerra Mundial acabou cancelando as Copas de 1942 e 1946 e adiando a de 1949 para o ano de 1950.
Dessa forma, o Brasil acabou sendo escolhido, mas precisava de um estádio de porte para a final. Foi uma luta convencer a todos da importância do projeto. As pessoas alegavam a necessidade de mais hospitais. Nomes como Mário Filho, Ari Barroso, Vargas Netto, lutaram e conseguiram transformar o sonho em realidade. A cidade do Rio de Janeiro merecia um estádio à altura do seu futebol. Assim, no dia da inauguração, o Maracanã pôde comprovar porque tinha sido construído. Milhares de torcedores vibraram, se emocionaram e viram, como nunca, a magia do futebol falar mais alto. Estava dado o primeiro passo para que o mundo se rendesse ao Brasil. E o Brasil se rendesse ao futebol.
E hoje, já pentacampeões mundiais, tem-se a certeza de que sem os encantos do Maracanã nada teria o mesmo brilho. Nem o mesmo sabor. O país do futebol tem seu monumento. O Maracanã é o maior do mundo. Um templo inquestionável, que continua recebendo os belos espetáculos da bola.
O Zamorim confessou que usa pochete e me deu vontade de escrever sobre uma observação que tenho feito nos últimos tempos.
Onde colocar as quinquilharias que os adultos do sexo masculino são obrigados a carregar? Carteira, celular (nem pensar em pendurar no cinto!), frente do rádio do carro, chaves (casa, carro, alarme), agenda eletrônica...
Alguém decretou que é deselegante usar pochete. Sim, elas realmente não são bonitas, mas são práticas. Pior ainda é andar com os bolsos estofados, formando volumes estranhos aqui e ali. Quando o compromisso é profissional, uma pasta executiva resolve. Se é uma atividade esportiva, dá para atacar de mochila. Mas e para ir ao cinema, ao teatro, a um bar ou restaurante?
Andei fazendo uma pesquisa informal com as amigas casadas e descobri que são elas que carregam os pertences dos maridos em suas bolsas. Assim, além de nossos próprios bagulhos (que não são poucos, nem leves), brinquedinhos e outras distrações (e toda sorte de material de emergência) para os filhos, ainda carregamos o extra do companheiro.
Não sei se já aconteceu com vocês, mas já houve vezes comigo em que eu passava a semana toda escolhendo a bolsa certa para combinar com aquele vestido naquela festa e estudava meticulosamente o que poderia/deveria ou não levar para que tudo ficasse perfeito e então, já na porta, saindo, o dono do meu coração, com aquele ar de inocência típico dos machos pergunta: "Baby, dá pra por minha carteira na sua bolsa?". Oh, céus!
E fico me perguntando como é que os homens solteiros se arranjam hoje em dia? Preciso conhecer esse segredo pela saúde do meu casamento e da minha coluna, tão sofrida depois de carregar tanto peso. Também preciso descobrir, um dia, como uma mulher normal, principalmente se for casada e tiver filhos pequenos, consegue sair de casa carregando apenas uma bolsa tipo baguete. Por favor, se você conhecer as respostas, não me deixe na ignorância.
Onde colocar as quinquilharias que os adultos do sexo masculino são obrigados a carregar? Carteira, celular (nem pensar em pendurar no cinto!), frente do rádio do carro, chaves (casa, carro, alarme), agenda eletrônica...
Alguém decretou que é deselegante usar pochete. Sim, elas realmente não são bonitas, mas são práticas. Pior ainda é andar com os bolsos estofados, formando volumes estranhos aqui e ali. Quando o compromisso é profissional, uma pasta executiva resolve. Se é uma atividade esportiva, dá para atacar de mochila. Mas e para ir ao cinema, ao teatro, a um bar ou restaurante?
Andei fazendo uma pesquisa informal com as amigas casadas e descobri que são elas que carregam os pertences dos maridos em suas bolsas. Assim, além de nossos próprios bagulhos (que não são poucos, nem leves), brinquedinhos e outras distrações (e toda sorte de material de emergência) para os filhos, ainda carregamos o extra do companheiro.
Não sei se já aconteceu com vocês, mas já houve vezes comigo em que eu passava a semana toda escolhendo a bolsa certa para combinar com aquele vestido naquela festa e estudava meticulosamente o que poderia/deveria ou não levar para que tudo ficasse perfeito e então, já na porta, saindo, o dono do meu coração, com aquele ar de inocência típico dos machos pergunta: "Baby, dá pra por minha carteira na sua bolsa?". Oh, céus!
E fico me perguntando como é que os homens solteiros se arranjam hoje em dia? Preciso conhecer esse segredo pela saúde do meu casamento e da minha coluna, tão sofrida depois de carregar tanto peso. Também preciso descobrir, um dia, como uma mulher normal, principalmente se for casada e tiver filhos pequenos, consegue sair de casa carregando apenas uma bolsa tipo baguete. Por favor, se você conhecer as respostas, não me deixe na ignorância.
Repassando o recado
O Wumanity mudou de endereço e agora está em www.wumanity.com
Por favor anotem o novo endereço.
O Wumanity mudou de endereço e agora está em www.wumanity.com
Por favor anotem o novo endereço.
10.1.03
De, repente, na rua eu vi uma mulher assim:
- sombrinha japonesa;
- óculos à Jackie O;
- blusa de alcinha estampada com a bandeira de Pernambuco;
- saia levíssima da Indonésia;
- sandália de couro branca com aplicações de pedrinhas azuis, baixa e de dedo.
Era eu, a globalizada, refletida em uma vitrine, depois de cair dentro do armário desesperada por um modelito que me desse chances de sobreviver andando na rua sob sol a pino inclemente de hoje.
- sombrinha japonesa;
- óculos à Jackie O;
- blusa de alcinha estampada com a bandeira de Pernambuco;
- saia levíssima da Indonésia;
- sandália de couro branca com aplicações de pedrinhas azuis, baixa e de dedo.
Era eu, a globalizada, refletida em uma vitrine, depois de cair dentro do armário desesperada por um modelito que me desse chances de sobreviver andando na rua sob sol a pino inclemente de hoje.
9.1.03
Meu filho está de casa nova, cara nova e agora pode também mostrar por lá seus desenhos. Quer conferir?
8.1.03
Da série Aqui Pertinho: Meu Recanto
Antiga propriedade do Barão de Mesquita, ficou conhecida como Alto do Mesquita, mesmo após ter sido comprada pelo Conselheiro Mayrink. Era o antigo local de secagem de grãos no período do Barão de Mesquita. Esse recanto possui um lago represado pelas águas do Rio Archer, alimentado por canais, ostentando rico paisagismo, constituído por espécies exóticas decorativas, helicônicas, palmitos, palmeiras-bambuns e lírios-do-brejo, introduzidos por Glaziou.
Neste local, Castro Maya instalou, em 1944, um Campo de Esportes contendo uma pista hípica já desativada.
O Meu Recanto, que também já foi conhecido em 1960, no governo Negrão de Lima, como Recanto dos Pintores, é uma área de lazer e recreação, constituída por várias áreas - algumas com acesso pela romântica Ponte dos Suspiros - e que dispõe de estacionamento, bancos, mesas para almoço e piqueniques, churrasqueiras, sanitário, lixeira e telefone público.
O local é cortado pela estrada do Imperador e funciona como um ponto divisor e/ou bifurcação para dois roteiros ou circuitos diferentes. Seguindo em frente, alcançamos o barracão. Seguindo à esquerda, pela Estrada Princesa Isabel, chegamos ao Jardim dos Manacás e ao restaurante Os Esquilos. Bem em frente ao Meu Recanto, do outro lado da estrada, após a passagem de uma ponte sobre o Rio Tijuca, encontra-se o Centro de Visitantes.
Essa é uma obra recente, com projeto do arquiteto Paulo Leal. No centro serão repassados dados voltados para o atendimento ao ecoturismo. Abrigará uma biblioteca, Núcleo de Educação Ambiental, exposição permanente e exposições temporárias. Também há um espaço destinado a cursos e seminários, loja, lanchonete, além de telefone público. Será, portanto, um local onde os visitantes encontrarão guias e informações relativas ao Parque Nacional da Tijuca.
Na Estrada do Imperador, entre o Meu Ecanto e o Barracão, no lado esquerdo, há uma escultura cognominada Aion, doada a Floresta em 1998 por sua autora, Lia do Rio. É constituída de árvore (o maior eucalipto da floresta) e a frase em cimento "O tempo não passa". Essa escultura integra natureza, arte e religiosidade, uma vez que utiliza elementos naturais e criados pelo homem, e que vem sendo reverenciada por alguns freqüentadores do Parque, que depositam cinzas de seus entes queridos junto à obra.
(fotos)
Antiga propriedade do Barão de Mesquita, ficou conhecida como Alto do Mesquita, mesmo após ter sido comprada pelo Conselheiro Mayrink. Era o antigo local de secagem de grãos no período do Barão de Mesquita. Esse recanto possui um lago represado pelas águas do Rio Archer, alimentado por canais, ostentando rico paisagismo, constituído por espécies exóticas decorativas, helicônicas, palmitos, palmeiras-bambuns e lírios-do-brejo, introduzidos por Glaziou.
Neste local, Castro Maya instalou, em 1944, um Campo de Esportes contendo uma pista hípica já desativada.
O Meu Recanto, que também já foi conhecido em 1960, no governo Negrão de Lima, como Recanto dos Pintores, é uma área de lazer e recreação, constituída por várias áreas - algumas com acesso pela romântica Ponte dos Suspiros - e que dispõe de estacionamento, bancos, mesas para almoço e piqueniques, churrasqueiras, sanitário, lixeira e telefone público.
O local é cortado pela estrada do Imperador e funciona como um ponto divisor e/ou bifurcação para dois roteiros ou circuitos diferentes. Seguindo em frente, alcançamos o barracão. Seguindo à esquerda, pela Estrada Princesa Isabel, chegamos ao Jardim dos Manacás e ao restaurante Os Esquilos. Bem em frente ao Meu Recanto, do outro lado da estrada, após a passagem de uma ponte sobre o Rio Tijuca, encontra-se o Centro de Visitantes.
Essa é uma obra recente, com projeto do arquiteto Paulo Leal. No centro serão repassados dados voltados para o atendimento ao ecoturismo. Abrigará uma biblioteca, Núcleo de Educação Ambiental, exposição permanente e exposições temporárias. Também há um espaço destinado a cursos e seminários, loja, lanchonete, além de telefone público. Será, portanto, um local onde os visitantes encontrarão guias e informações relativas ao Parque Nacional da Tijuca.
Na Estrada do Imperador, entre o Meu Ecanto e o Barracão, no lado esquerdo, há uma escultura cognominada Aion, doada a Floresta em 1998 por sua autora, Lia do Rio. É constituída de árvore (o maior eucalipto da floresta) e a frase em cimento "O tempo não passa". Essa escultura integra natureza, arte e religiosidade, uma vez que utiliza elementos naturais e criados pelo homem, e que vem sendo reverenciada por alguns freqüentadores do Parque, que depositam cinzas de seus entes queridos junto à obra.
(fotos)
7.1.03
6.1.03
Recebi presentes lindos.
O primeiro da Cristina Portela, designer de primeira (não é por ser minha amiga, não, o senhor Ministro da Cultura também é fã do trabalho dela) e minha madrinha de casamento:
O segundo é daqueles carinhos que os amigos fazem e a gente fica babando. João estava me escrevendo um e-mail e sentiu o cheio da rainha-da-noite que desbrochava no jardim. Foi lá, colheu uma, passou no scanner e me mandou:
É. Sou feliz.
O primeiro da Cristina Portela, designer de primeira (não é por ser minha amiga, não, o senhor Ministro da Cultura também é fã do trabalho dela) e minha madrinha de casamento:
O segundo é daqueles carinhos que os amigos fazem e a gente fica babando. João estava me escrevendo um e-mail e sentiu o cheio da rainha-da-noite que desbrochava no jardim. Foi lá, colheu uma, passou no scanner e me mandou:
É. Sou feliz.
Pensamento
(Cidade Negra)
(Cidade Negra)
Você precisa saber
O que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
A força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer
Pensamento é um momento
Que nos leva a emoção
Pensamento positivo
Que faz bem ao coração
O mal não
O mal não
Sempre que para você chegar
Terá que atravessar
A fronteira do pensar
A fronteira do pensar
E o pensamento é o fundamento
Eu ganho o mundo sem sair do lugar
Eu fui para o Japão
Com a força do pensar
Passei pelas ruínas
E parei no Canadá
Subi o Imalaia
Pra no alto cantar
Com a imaginação que faz
Você viajar, todo mundo
Estou sem lenço e o documento
Meu passaporte é visto em todo lugar
Acorda meu Brasil com o lado bom de pensar
Detone o pesadelo pois o bom
Ainda virá
Você precisa saber
O que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
A força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer
Custe o tempo que custar
Que esse dia virá
Nunca pense em desistir, não
Te aconselho a prosseguir
O tempo voa rapaz.
Pegue seu sonho rapaz
A melhor hora e o momento
É você quem faz
Recitem
Poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
Recitem poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
EPIFANIA
Adoração dos Reis Magos
Vicente do Rego Monteiro
óleo s/ tela - 1925
FOLIA DE REIS
Folia de Reis é uma festa cristã, que lembra a visita dos três reis magos ? Gaspar, Melchior e Baltasar ? ao Menino Jesus, em Belém, quando levam ouro, incenso e mirra, que representam as dimensões de Cristo: sua realeza, divindade e humanidade (o óleo de mirra era usado para embalsamar os mortos).
No Brasil, a festa foi trazida pelos portugueses na época colonial e tem por origem a Festa do Sol Invencível, comemorada pelos romanos e depois adotada pelos egípcios na Antigüidade. A festa romana acontecia em 25 de dezembro (calendário gregoriano) e a egípcia dia 6 de janeiro. No século III, em virtude da celebração da manifestação da luz, dia 25 de dezembro foi instituído como o do nascimento de Cristo e o dia 6 de janeiro como o dia de Reis.
Um grupo festivo de pessoas, com homens representando os três magos, vão de porta em porta nas casas, cantando acompanhados de violão, cavaquinho, pandeiro, pistão e tantã, representando pequenas peças teatrais em troca de pequenas refeições e esmolas, que é utilizada na Festa de Reis, no dia 6 de janeiro.
O chefe do grupo é denominado alferes da folia de Reis e quando percorre sítios e fazendas é chamada de caixa de folia de reis e quando percorre apenas a zona urbana é denominada de banda de folia de reis ou música de folia de reis.
Geralmente o grupo anda à noite e cantam às portas das casas, acordando seus moradores para que eles os recebam, oferecendo-lhes comida, bebida e esmolas.
Bastante conhecida, é realizada no interior de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Goiás.
Em muitas casas, é costume, no Dia de Reis, escrever o nome dos três reis magos em um pedaço de papel e colocá-lo na porta de entrada para que durante o ano haja fartura, saúde e alegria.
O Dia de Reis é considerado Dia de Gratidão.
Personagens: Os personagens somam doze pessoas, todos os integrantes do grupo, trajam roupas bastante coloridas.sendo eles: mestre,contra-mestre,3 Reis Magos,palhaço,foliões
1.O Mestre e Contra-mestre: dono de conhecimentos sobre a manifestação, é quem comanda os foliões.
2.O Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à performance.Representando o mal,usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca adiantando-se à "bandeira". Apesar de seu simbolismo é personagem alegre que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.
3.Os Foliões: composta de homens simples, geralmente de origem rural, são os participantes da festa, dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.
4.Reis Magos: São 3 Reis Magos,fazem viagem de esperança, certos de encontrarem sua estrela. .
Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levam a "bandeira" ( estandarte de madeira ornado com motivos religiosos ) a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos - São os puxadores do canto.
Os foliões cumprem promessa de por sete anos consecutivos saírem com a Folia e arrecadam em suas andanças donativos para realizarem anualmente no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas.
Durante a caminhada é carregada a "bandeira" do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos. O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram. Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada.
3.1.03
Um casamento cancelado na porta da igreja...
Uma gravidez dupla...
Um assassinato...
Cenas de ciúmes...
Parece novela mexicana? Pois não é.
Uma gravidez dupla...
Um assassinato...
Cenas de ciúmes...
Parece novela mexicana? Pois não é.
2.1.03
O dia 31 foi estranho. Depois de recusar convites para Guaratiba e Magaratiba esperando a confirmação de uma festa que eu tinha combinado em outubro, mas não sabia onde era, recebi o aguardado telefonema. Infelizmente, por uma série de reviravoltas, acabei não me encontrando com quem eu esperava. Assim, mesmo com tantas possibilidades de festas, às 19:00 concluímos que seríamos mesmo só nós três.
Fomos para a Lagoa. Confesso que não estava especialmente animada. Mas algo aconteceu, algo sempre acontece à zero hora do dia primeiro de janeiro. Foi o espelho d'água, foi a linda árvore, foram os fogos, foi a animação infantil e o beijo do meu filho, foi o esforço sobrehumano para me agradar e beijo do meu marido, fui eu, sei lá... Mas no primeiro minuto do novo ano já havia feito as pazes com o sorriso. E ele veio por entre uma enxurrada de lágrimas. Elas sempre aparecem no réveillon, para lavar os males do ano que se encerra ou para lubrificar as engrenagens do que se inicia.
Havia uma festa acontecendo e eu dancei muito com meus dois pares.
O dia acordou preguiçoso. Finalmente encontrei meus amigos que vinham do outro lado do mundo sabe-se lá com quantas escalas. A gente ri, se abraça, se beija e retoma o papo como se ele tivesse sido interrompido no dia anterior. Com eles, vi Copacabana de uma perspectiva que ainda não conhecia. Ali, daquela varanda junto a piscina de um hotel fiquei tentando me imaginar na pele de um turista que chega a minha cidade e tem aquela visão. Deus, obrigada por eu ser aqui.
O almoço foi interrompido pela comoção. No restaurante muitos se levantaram em respeito ao Hino Nacional durante a posse do novo presidente. Eu não. Com as pernas bambas de emoção, não consegui me erguer. Pela televisão e no rosto de cada anônimo vizinho de mesa, vi o futuro chegando através de uma cortina de lágrimas. Que muitas bênçãos se derramem sobre o Brasil, o país do presente.
Depois de uma rápida sesta, era hora de deixar de vez qualquer ranço de 2002 e não há melhor forma de fazer isso do que entregando-se aos cuidados das águas do mar. À margem da Lagoa Rodigo de Freitas, ainda na noite anterior, conheci uma sergipana que vem todos os anos passar a virada do ano no Rio. Segundo ela, a experiência faz com que, diante de qualquer dificuldade, ela saiba que sempre haverá um 31/12-01/01 e siga em frente com força e esperança. Um pôr-do-sol no Arpoador também é beleza para alimentar qualquer um por um ano inteiro. Mas, felizmente, posso repetir o programa com maior freqüência, esteja ou não precisando de uma dose extra de energia.
Na praia estava FR, aquele que não se importou em sacrificar algumas vidas humanas, a cultura da pesca de subsistência, alguns ecossistemas pelo país afora em homenagem ao todo-poderoso deus lucro. Estava inconformado porque seu tempo acabou. Ele faleceu para os holofotes um pouco antes da era FHC e por isso afundava (como uma plataforma de petróleo), ali na areia, em puro despeito. A princípio fiquei irritada, depois me lembrei que a ele - coitado - não restava outra coisa a fazer. Não há mal que dure para sempre.
Nasce um novo ano, um novo país, uma nova disposição nos espíritos. E alguma coisa aqui dentro sinaliza que é muito mais que esperança.
Fomos para a Lagoa. Confesso que não estava especialmente animada. Mas algo aconteceu, algo sempre acontece à zero hora do dia primeiro de janeiro. Foi o espelho d'água, foi a linda árvore, foram os fogos, foi a animação infantil e o beijo do meu filho, foi o esforço sobrehumano para me agradar e beijo do meu marido, fui eu, sei lá... Mas no primeiro minuto do novo ano já havia feito as pazes com o sorriso. E ele veio por entre uma enxurrada de lágrimas. Elas sempre aparecem no réveillon, para lavar os males do ano que se encerra ou para lubrificar as engrenagens do que se inicia.
Havia uma festa acontecendo e eu dancei muito com meus dois pares.
O dia acordou preguiçoso. Finalmente encontrei meus amigos que vinham do outro lado do mundo sabe-se lá com quantas escalas. A gente ri, se abraça, se beija e retoma o papo como se ele tivesse sido interrompido no dia anterior. Com eles, vi Copacabana de uma perspectiva que ainda não conhecia. Ali, daquela varanda junto a piscina de um hotel fiquei tentando me imaginar na pele de um turista que chega a minha cidade e tem aquela visão. Deus, obrigada por eu ser aqui.
O almoço foi interrompido pela comoção. No restaurante muitos se levantaram em respeito ao Hino Nacional durante a posse do novo presidente. Eu não. Com as pernas bambas de emoção, não consegui me erguer. Pela televisão e no rosto de cada anônimo vizinho de mesa, vi o futuro chegando através de uma cortina de lágrimas. Que muitas bênçãos se derramem sobre o Brasil, o país do presente.
Depois de uma rápida sesta, era hora de deixar de vez qualquer ranço de 2002 e não há melhor forma de fazer isso do que entregando-se aos cuidados das águas do mar. À margem da Lagoa Rodigo de Freitas, ainda na noite anterior, conheci uma sergipana que vem todos os anos passar a virada do ano no Rio. Segundo ela, a experiência faz com que, diante de qualquer dificuldade, ela saiba que sempre haverá um 31/12-01/01 e siga em frente com força e esperança. Um pôr-do-sol no Arpoador também é beleza para alimentar qualquer um por um ano inteiro. Mas, felizmente, posso repetir o programa com maior freqüência, esteja ou não precisando de uma dose extra de energia.
Na praia estava FR, aquele que não se importou em sacrificar algumas vidas humanas, a cultura da pesca de subsistência, alguns ecossistemas pelo país afora em homenagem ao todo-poderoso deus lucro. Estava inconformado porque seu tempo acabou. Ele faleceu para os holofotes um pouco antes da era FHC e por isso afundava (como uma plataforma de petróleo), ali na areia, em puro despeito. A princípio fiquei irritada, depois me lembrei que a ele - coitado - não restava outra coisa a fazer. Não há mal que dure para sempre.
Nasce um novo ano, um novo país, uma nova disposição nos espíritos. E alguma coisa aqui dentro sinaliza que é muito mais que esperança.
O avô de um colega de trabalho do meu marido está com problemas de saúde e precisou fazer uma transfusão de sangue.
Para repor o sangue que já foi utilizado, são necessários 15 doadores. Qualquer tipo de sangue serve.
Local: Hospital Ordem 3º da Penitência - Tijuca - Rua Conde de Bonfim 1036
Horário: Sábado: 8:00h às 16:00h - Seg/Sexta: 07:00h às 16:00h
No momento da doação é importante dizer que a doação é para repor do paciente Fernando Dias Aguiar.
Podem doar pessoas que tenham entre 18 e 59 anos e pesem acima de 50Kg.
Para repor o sangue que já foi utilizado, são necessários 15 doadores. Qualquer tipo de sangue serve.
Local: Hospital Ordem 3º da Penitência - Tijuca - Rua Conde de Bonfim 1036
Horário: Sábado: 8:00h às 16:00h - Seg/Sexta: 07:00h às 16:00h
No momento da doação é importante dizer que a doação é para repor do paciente Fernando Dias Aguiar.
Podem doar pessoas que tenham entre 18 e 59 anos e pesem acima de 50Kg.
O FUTURO CHEGOU!
La Nacion:
Asumió Lula y prometió un cambio "sin atropellos"
El Pais:
Lula promete transformar Brasil y erradicar el hambre
Le Monde:
Lula investi de l'espoir du Brésil
The Washington Post:
Lula Holds Out Hope in Brazil
Corriere della Sera:
La festa di Lula a Brasilia
Clarín
Lula: fiesta y firme apoyo al Mercosur
29.12.02
Um dos assuntos que me jogam em discussões animadas e apaixonadas é quando a música brasileira e seus rumos aparece na roda. Fico especialmente motivada quando alguém surge com a ladainha de que não há novos nomes, que o mercado está ruim e outros lamentos congêneres.
Costumo bater na tecla de que os maiores reclamões precisam mesmo é de maiores informações, ler mais os cadernos culturais, ir a mais shows, conversar com as pessoas certas, freqüentar boas lojas de discos...
O artigo do Tárik de Souza hoje no JB está um primor. Trata-se, como é de se esperar nesta época do ano, de um apanhado de tudo ou pelo menos sobre o que de mais importante aconteceu na música brasileira nos últimos 360 e poucos dias. É uma ótima oportunidade para os chorosos ficarem por dentro do que perderam, do que acontecia enquanto eles se afogavam em lamúrias. Talvez até se animem e ergam suas parabólicas. Ou talvez sigam sintonizando o programa do Gugu e afirmando que não há nada de culturalmente interessante acontecendo no país.
Costumo bater na tecla de que os maiores reclamões precisam mesmo é de maiores informações, ler mais os cadernos culturais, ir a mais shows, conversar com as pessoas certas, freqüentar boas lojas de discos...
O artigo do Tárik de Souza hoje no JB está um primor. Trata-se, como é de se esperar nesta época do ano, de um apanhado de tudo ou pelo menos sobre o que de mais importante aconteceu na música brasileira nos últimos 360 e poucos dias. É uma ótima oportunidade para os chorosos ficarem por dentro do que perderam, do que acontecia enquanto eles se afogavam em lamúrias. Talvez até se animem e ergam suas parabólicas. Ou talvez sigam sintonizando o programa do Gugu e afirmando que não há nada de culturalmente interessante acontecendo no país.
27.12.02
Seita anuncia nascimento de 1º clone humano
O pior é que como eles não forneceram nenhum detalhe não como comprovar se a notícia é ou não verdadeira. Quero a minha mãe. Urgh!
O pior é que como eles não forneceram nenhum detalhe não como comprovar se a notícia é ou não verdadeira. Quero a minha mãe. Urgh!
26.12.02
Anna Luísa tem dois anos e meio e foi batizada por um padre em regime de emergência. Ela está internada no Hospital Copa D'Or desde a véspera de Natal. O diagnóstico é leucemia. Ela precisa de doadores de sangue O+.
Ainda estão sendo feitos exames para saber o tipo de leucemia que ela tem e consequentemente qual o tratamento a ser feito. Estamos torcendo para que seja uma com alto índice de cura. Mesmo assim o tratamento é longo e penoso. A família está arrasada.
Ela vai precisar de doações ao longo do tratamento quimioterápico (mais ou menos um ano). As doações são de plaquetas, pois a doença baixa muito o nível de plaquetas no sangue e as plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue. Não se pode deixar as plaquetas baixarem de um certo limite sob o risco da pessoa morrer de
hemorragia. É necessário que se faça um exame de compatibilidade, pois nem todo mundo que for O+ vai ser compatível com ela, por isso é preciso um número grande de doadores. Se um não for compatível ou não estiver disponível quando for necessário, outro pode ir doar. Com um certo número de doadores, há como revezar as doações, sem incomodar nem atrapalhar muito a vida de ninguém, e ajudar a salvar a vida de uma
criança.
As doações devem ser feitas no:
CENTRO DE HEMATOLOGIA RIO DE JANEIRO
RUA CONDE DE IRAJÁ, 183 - BOTAFOGO
RIO DE JANEIRO - RJ
DAS 7:30 ÀS 16:00
EM NOME DE ANNA LUÍSA CHAVES MENEZES FELIPPE DE SOUZA
INTERNADA NO COPA D´OR COM LEUCEMIA (QUARTO 508)
Ainda estão sendo feitos exames para saber o tipo de leucemia que ela tem e consequentemente qual o tratamento a ser feito. Estamos torcendo para que seja uma com alto índice de cura. Mesmo assim o tratamento é longo e penoso. A família está arrasada.
Ela vai precisar de doações ao longo do tratamento quimioterápico (mais ou menos um ano). As doações são de plaquetas, pois a doença baixa muito o nível de plaquetas no sangue e as plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue. Não se pode deixar as plaquetas baixarem de um certo limite sob o risco da pessoa morrer de
hemorragia. É necessário que se faça um exame de compatibilidade, pois nem todo mundo que for O+ vai ser compatível com ela, por isso é preciso um número grande de doadores. Se um não for compatível ou não estiver disponível quando for necessário, outro pode ir doar. Com um certo número de doadores, há como revezar as doações, sem incomodar nem atrapalhar muito a vida de ninguém, e ajudar a salvar a vida de uma
criança.
As doações devem ser feitas no:
CENTRO DE HEMATOLOGIA RIO DE JANEIRO
RUA CONDE DE IRAJÁ, 183 - BOTAFOGO
RIO DE JANEIRO - RJ
DAS 7:30 ÀS 16:00
EM NOME DE ANNA LUÍSA CHAVES MENEZES FELIPPE DE SOUZA
INTERNADA NO COPA D´OR COM LEUCEMIA (QUARTO 508)
23.12.02
Sim, 2002, principalmente nestes últimos meses e em especial nestes últimos dias, tem sido de grandes provações.
Para mim, veio na forma de exercícios para a paciência, para o domínio da ira e para a tolerância, coisas que são dificílimas para mim. E, sinceramente não sei se vou passar direto em todas as matérias. Sou forte e marrenta, mas sou uma só para carregar tudo de uma vez ao mesmo tempo agora.
De qualquer forma, o fato de a pior bomba ter explodido justo nos últimos dias do ano, abre a possibilidade da ilusão da mudança no calendário, que sempre traz esperança, se não de soluções, pelo menos de acomodações menos dolorosas.
Quando as coisas ficam muito carregadas e difíceis, é a hora de manter as vibrações lá no alto, associar-se a quem tem o bom e o bonito como meio e fim e, principalmente, manter intacta a fé (em tudo e no Todo). Tenho me encantado com o poder da Vida e de suas marés.
O ano novo promete ainda mais dificuldades e eu estou com muito medo. Por outro lado, a cada vez que passo por reveses e reafirmo que consigo sempre me reerguer, lambendo minhas próprias feridas e me sarando apenas com o tesouro que tenho aqui dentro, mais me fortaleço. Estou com medo porque sempre dói. Entretanto sou e posso. Sou ariana, baby. Gente de uma raça aguerrida que, se é forte na paz, cresce ainda mais na adversidade.
Para mim, veio na forma de exercícios para a paciência, para o domínio da ira e para a tolerância, coisas que são dificílimas para mim. E, sinceramente não sei se vou passar direto em todas as matérias. Sou forte e marrenta, mas sou uma só para carregar tudo de uma vez ao mesmo tempo agora.
De qualquer forma, o fato de a pior bomba ter explodido justo nos últimos dias do ano, abre a possibilidade da ilusão da mudança no calendário, que sempre traz esperança, se não de soluções, pelo menos de acomodações menos dolorosas.
Quando as coisas ficam muito carregadas e difíceis, é a hora de manter as vibrações lá no alto, associar-se a quem tem o bom e o bonito como meio e fim e, principalmente, manter intacta a fé (em tudo e no Todo). Tenho me encantado com o poder da Vida e de suas marés.
O ano novo promete ainda mais dificuldades e eu estou com muito medo. Por outro lado, a cada vez que passo por reveses e reafirmo que consigo sempre me reerguer, lambendo minhas próprias feridas e me sarando apenas com o tesouro que tenho aqui dentro, mais me fortaleço. Estou com medo porque sempre dói. Entretanto sou e posso. Sou ariana, baby. Gente de uma raça aguerrida que, se é forte na paz, cresce ainda mais na adversidade.
20.12.02
Você sabe que reproduzo aqui estes pedidos porque participo de um grupo que tem justamente a finalidade de divulgar estas solicitações. Se aparece por aqui é porque já foi verificado.
O Sr. Armando Dile precisou operar o coração de emergência no Barra D'or no último domingo dia 15/12 . Ele precisou fazer transfusão de sangue durante a operação e agora no CTI ainda está recebendo sangue. De domingo até hoje foram 42 bolsas de sangue. Cada pessoa só pode doar uma bolsa de sangue a cada três meses.
A ajuda de todos que puderem doar é bem-vinda, não só com o mesmo tipo sanguíneo como qualquer outro. O Barra D'or está com o estoque quase vazio. O tipo de sangue do Sr. Armando é A positivo.
Local de Coleta: Hospital Barra D'or, Av. Ayrton Senna, 2541 - Barra da Tijuca, Rio, RJ
TEL: 2430-3780 de segunda a sexta
das 08:00 às 16:00 horas no Serviço de Hemoterapia.
Quem Pode Doar:
18 - 60 anos
Mais de 50Kg
Nunca ter tido:
Hepatite
Qualquer icterícia
Malária
Sífilis
Epilepsia ( convulsões )
Hipertireodismo
Diabetes
Aids
Doença de Chagas
Câncer
No dia da Doação
Gozar de Boa Saúde
Não estar:
resfriado
com qualquer infecção
com herpes em atividade
com manifestações alérgica
grávida
amamentando
cirurgia há menos de 06 meses
parto há menos de 06 meses.
O Sr. Armando Dile precisou operar o coração de emergência no Barra D'or no último domingo dia 15/12 . Ele precisou fazer transfusão de sangue durante a operação e agora no CTI ainda está recebendo sangue. De domingo até hoje foram 42 bolsas de sangue. Cada pessoa só pode doar uma bolsa de sangue a cada três meses.
A ajuda de todos que puderem doar é bem-vinda, não só com o mesmo tipo sanguíneo como qualquer outro. O Barra D'or está com o estoque quase vazio. O tipo de sangue do Sr. Armando é A positivo.
Local de Coleta: Hospital Barra D'or, Av. Ayrton Senna, 2541 - Barra da Tijuca, Rio, RJ
TEL: 2430-3780 de segunda a sexta
das 08:00 às 16:00 horas no Serviço de Hemoterapia.
Quem Pode Doar:
18 - 60 anos
Mais de 50Kg
Nunca ter tido:
Hepatite
Qualquer icterícia
Malária
Sífilis
Epilepsia ( convulsões )
Hipertireodismo
Diabetes
Aids
Doença de Chagas
Câncer
No dia da Doação
Gozar de Boa Saúde
Não estar:
resfriado
com qualquer infecção
com herpes em atividade
com manifestações alérgica
grávida
amamentando
cirurgia há menos de 06 meses
parto há menos de 06 meses.
Quando a gente fica triste, confusa, doente, preocupada (ou já ocupada), um afago é sempre muito bom.
Obrigada, Eliane.
Obrigada, Eliane.
18.12.02
A coisa vai indo mais ou menos; o que não está bem parece que vai se ajeitar; você não pode se queixar da vida, embora acabe sempre achando um ou outro motivo pra isso; a saúde como Deus manda, nada que algum repouso e uma semana de antibiótico não resolva...
Então, naquela época do ano em que tudo deve se paz, amor e harmonia, estoura a bomba em cima da sua cabecinha.
BUM!
De repente a frase pede um ponto de interrogação e fica assim:
Feliz Natal e próspero ano novo?
Então, naquela época do ano em que tudo deve se paz, amor e harmonia, estoura a bomba em cima da sua cabecinha.
BUM!
De repente a frase pede um ponto de interrogação e fica assim:
Feliz Natal e próspero ano novo?
17.12.02
Desabafo de uma cidadã
Não ia comentar porque não gosto de ficar escarafunchando em sujeira, mas duas coisas me fizeram perceber que eu tinha a obrigação moral de colocar em palavras os meus sentimentos. Talvez por ter a esperança de não ser a única a sentir tanto asco, o programa de televisão no domingo e a manchete do jornal hoje me impeliram a escrever.
Há alguns dias o Brasil ficou boquiaberto com a sentença de inocente que receberam os policiais que assassinaram o seqüestrador do ônibus 174. Conhecendo a precariedade de um código penal que necessita urgentemente ser revisto e ainda contado com a possibilidade de muitas mutretas que poderiam aliviar a pena dos policiais exatamente por serem policiais, ainda assim me senti ultrajada ao saber do veredicto de inocência. Inocência, caramba! Não é trabalho comunitário, nada de sursis, não é apelação a um tribunal superior. Os caras mataram um homem e foram considerados inocentes. Eu vi, você viu, o mundo inteiro viu, Sandro, o seqüestrador entrou vivinho no camburão e apareceu morto do outro lado. Não há qualquer dúvida sobre quem, onde, como ou porquê. Todo mundo sabe, todo mundo viu! Inocentes? O cacete!
Mas foi pior. Foi júri e não um membro do sistema judiciário que decretou que os policiais podem matar pessoas rendidas e desarmadas. Foram cidadãos como eu e você que consideraram que policiais podem julgar e executar. Foi uma gente que não sei como consegue dormir ou encarar os próprios filhos que disse apoiar o retorno à barbárie, a abolição da lei, que aceita que qualquer um se equipare a um assassino, tornando-se assassino também, só que inocentado perante a lei.
Pois quem concorda com o discurso do advogado Clóvis Sahione, notório defensor dos indefensáveis, que afirma que ele mesmo seria capaz de matar uma sujeito que matasse uma filha dele, talvez não tenha reparado no paradoxo criado. Se os policiais são inocentes porque mataram Sandro, já que ele era um marginal, um assassino, um seqüestrador, Sandro também teve razão em atirar contra a sociedade que negou a ele a cidadania, atentou contra sua vida em uma chacina quando ele ainda era criança, esfaqueou e matou sua mãe diante dele quando ele tinha seis anos.
Não, Sandro não é santo, não é mártir, não é herói. Os policiais que mataram Sandro também não são inocentes.
Minha tristeza é profunda. É sabido que o ser humano pode dar errado e ter o caráter corrompido e pode tornar-se um bandido, um seqüestrador e um assassino. E a gente também sabe que pode acontecer de brotar, dentro da corporação policial, profissionais despreparados que podem se transformar, eventualmente, em uma ameaça à sociedade. O que pessoas de bem esperam é que tanto uns quanto outros sejam julgados e condenados por seus crimes. É assustador pensar que, dentro de nossa malha social, pessoas acreditem que há outras formas de se fazer justiça.
Acredito que as pessoas que concordam com este veredicto absurdo e nojento sejam as mesmas que vivem afirmando que este país é uma merda e/ou que sentem vergonha de serem brasileiros. Se tomam todos os brasileiros por sua própria hierarquia de valores, têm mesmo muito do que se envergonhar. Ao final do julgamento, ao ver-se obrigada a liberar os policiais assassinos, a juíza, melancólica e acertadamente lembrou que cada sociedade tem a justiça que merece. Pois eu gostaria de acreditar que os revoltados como eu neste momento formam a maioria. Quero, de todo o meu coração, crer que aqueles jurados não representam a forma de pensar do meu país.
Hoje a machete do jornal fala do envolvimento de deputados, juizes e ministro com o tráfico de drogas. Que seja. Agora quero ver estas pessoas sendo exemplarmente punidas. Não aceito que, diante de todas as evidências, mais uma vez tenhamos que aceitar criminosos como inocentes.
16.12.02
14.12.02
A foto da grávida com seu companheiro rendeu comentários bastante significativos, que transcrevo aqui para destacar e para comentar:
Achei essa foto muito feia. As roupas estendidas, os pneus no chao...Nao gostei de nada. A unica coisa bonitinha e o beijinho na barriga.
Zulma
Foto linda... mas o cara tem cara de safado!
Desculpe aí se é parente.. só comentei a foto!! a FOTO!!!
Disa.
*********
Bem, Zulma, e o senhor que aparece na foto ainda tem a audácia de dizer que vai mandar desinfetar a casa para onde vai se mudar quando a atual moradora se retirar. Será que é isto que ele chama de lar salubre?
Pois é, Disa, pra você ver. Para pessoas sensíveis o caráter transparece até em fotos antigas e mal tiradas.
Para quem não reconheceu, devo informar que o casal na foto abaixo é formado por Rosinha e Anthony Garotinho, ainda nos tempos de Campos.
Achei essa foto muito feia. As roupas estendidas, os pneus no chao...Nao gostei de nada. A unica coisa bonitinha e o beijinho na barriga.
Zulma
Foto linda... mas o cara tem cara de safado!
Desculpe aí se é parente.. só comentei a foto!! a FOTO!!!
Disa.
*********
Bem, Zulma, e o senhor que aparece na foto ainda tem a audácia de dizer que vai mandar desinfetar a casa para onde vai se mudar quando a atual moradora se retirar. Será que é isto que ele chama de lar salubre?
Pois é, Disa, pra você ver. Para pessoas sensíveis o caráter transparece até em fotos antigas e mal tiradas.
Para quem não reconheceu, devo informar que o casal na foto abaixo é formado por Rosinha e Anthony Garotinho, ainda nos tempos de Campos.
10.12.02
Tesouros recebidos por e-mail:
"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores."
(Cora Coralina)
"O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça".
(Coco Chanel)
"Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo: há menos competição lá".
(Indira Gandhi)
"Você não pode escolher como vai morrer ou quando. Você só pode decidir como vai viver agora."
(Joan Baez)
"A idade não protege contra o amor. Mas o amor, em certa medida, protege contra a idade".
(Jeanne Moreau)
"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores."
(Cora Coralina)
"O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça".
(Coco Chanel)
"Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo: há menos competição lá".
(Indira Gandhi)
"Você não pode escolher como vai morrer ou quando. Você só pode decidir como vai viver agora."
(Joan Baez)
"A idade não protege contra o amor. Mas o amor, em certa medida, protege contra a idade".
(Jeanne Moreau)
Hoje Cássia Eller faria 40 anos.
Tem um especial sobre isso hoje na Rádio Cidade a partir das 21h.
Trechos do CD 10 de dezembro (comemorando a data), produzido por seu amigo, o ex-titã Nando Reis e sendo lançado agora com um trabalho caprichado sobre gravações inéditas, ao vivo e sobras de estúdio aqui.
9.12.02
Para mim é dramático ter que conviver com pessoas melindrosas. Sou de natureza agressiva e, mesmo quando tento domar minhas feras, aflora aquela minha outra terrível faceta: sou desastrada.
Assim, quando tenho por perto aquele tipo de pessoa que a cada palavra torta, mesmo que involuntária, amarra a cara por três dias sem nem ter a delicadeza de informar onde, como e quando você tropeçou, está armada a discórdia. Aliás, discórdia, não, que brigar é feio, basta uma cara de nojo, um certo jeito magnânimo de quem é superior a essas fraquezas dos bárbaros que demonstram sentimentos e emoções em estado bruto.
E os dias bons tendem a zero, já que quando vencer o prazo de três dias para a remoção do bico, existe uma chance enorme de que eu já tenha aprontado mais uma. Três dias inteirinhos sem uma aspereza, sem uma rata, sem um senão em meu comportamento? É melhor procurar outra carla cintia. Ou terei eu que me acostumar com amuamento e ares de desprezo eternos.
Ou não.
Assim, quando tenho por perto aquele tipo de pessoa que a cada palavra torta, mesmo que involuntária, amarra a cara por três dias sem nem ter a delicadeza de informar onde, como e quando você tropeçou, está armada a discórdia. Aliás, discórdia, não, que brigar é feio, basta uma cara de nojo, um certo jeito magnânimo de quem é superior a essas fraquezas dos bárbaros que demonstram sentimentos e emoções em estado bruto.
E os dias bons tendem a zero, já que quando vencer o prazo de três dias para a remoção do bico, existe uma chance enorme de que eu já tenha aprontado mais uma. Três dias inteirinhos sem uma aspereza, sem uma rata, sem um senão em meu comportamento? É melhor procurar outra carla cintia. Ou terei eu que me acostumar com amuamento e ares de desprezo eternos.
Ou não.
Aldir Blanc, Poeta da MPB, não escreve mais às quintas no jornal O Dia porque ousou falar mal de Garotinho e de sua esposa.
(Leia o artigo que desencadeou a fúria demissionária)
(Leia o artigo que desencadeou a fúria demissionária)
É sempre assim. Vivo mergulhada em ignorância tão profunda que nem desconfio da existência do que ignoro. Até que um dia uma janelinha se abre. Mas ela não se escancara, que o gostoso da vida é a descoberta, o encontro.
Aconteceu mais uma vez. Reunida com amigas da antiga, pessoas muito amadas, uma delas me conta que dia de montar árvore de Natal é dia 6 de dezembro. Eu já sabia que o dia certo para desmontar a árvore era 6 de janeiro, Dia de Reis, mas sempre fiquei na dúvida sobre quando montar e seguia o coração ou, mais recentemente, a ansiedade pré-natalina do rebento.
Mas por que 6 de dezembro? Minha amiga não soube responder e eu fiquei achando que aquela tradição ela tinha tirado de de uma história parecida com a do peixe. E, mais uma vez, lancei a pergunta ao universo. E mais uma vez a resposta chegou.
Está lá - não poderia ser diferente, ora - dia 6 de dezembro é dia de São Nicolau, aquele que rendeu a lenda do Papai Noel.
Aconteceu mais uma vez. Reunida com amigas da antiga, pessoas muito amadas, uma delas me conta que dia de montar árvore de Natal é dia 6 de dezembro. Eu já sabia que o dia certo para desmontar a árvore era 6 de janeiro, Dia de Reis, mas sempre fiquei na dúvida sobre quando montar e seguia o coração ou, mais recentemente, a ansiedade pré-natalina do rebento.
Mas por que 6 de dezembro? Minha amiga não soube responder e eu fiquei achando que aquela tradição ela tinha tirado de de uma história parecida com a do peixe. E, mais uma vez, lancei a pergunta ao universo. E mais uma vez a resposta chegou.
Está lá - não poderia ser diferente, ora - dia 6 de dezembro é dia de São Nicolau, aquele que rendeu a lenda do Papai Noel.
Eu ia contar que fui a Babilônia Feira Hype, que vi muita coisa esquisita, muita coisa legal, muita coisa bonita. Ia dizer que comi acarajé e que fiquei vendo os cavalinhos do Jockey correndo com a árvore da Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo. Ia falar que voltei cheia de idéias para incrementar uma ou outra coisinha no meu guarda-roupa e em casa.
Mas antes li esta notícia e fiquei assim, assim, porque passei por eles umas duas vezes enquanto estava lá e depois não os vi mais. Perdi o rebolado.
Mas antes li esta notícia e fiquei assim, assim, porque passei por eles umas duas vezes enquanto estava lá e depois não os vi mais. Perdi o rebolado.
Na última quinta-feira aconteceu na Sala Funarte Sidney Miller aqui no Rio um show muito bom promovido pela M-MÚSICA. Além da qualidade dos artistas que se apresentaram e a alegria do encontro de pessoas que deixavam de ser "desconhecidos íntimos" (coisa normal em uma lista de discussão da Internet), era visível a emoção que os unia por esta bela causa: NATAL SEM FOME.
Agora, chega a hora do pessoal de Fortaleza e de São Paulo conferir e colaborar.
"M-MÚSICA DESAFINA A FOME"
A M-MÚSICA, um dos grupos de discussão sobre música mais ativos na Internet, sai do virtual e entra na campanha NATAL SEM FOME, organizada pela Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida.
Os espetáculos contam com as apresentações de artistas, produção e divulgação de integrantes do grupo e convidados.
Em Fortaleza
Apresentando Danilo Jatobá, Grupo Syntagma, Heriberto Porto, Marimbanda, Mirella Cavalcanti, Quinteto de Sopros da ORCEC, Rebecca Lima, etc.
Ingresso: 1 quilo de alimento não perecível E R$ 2,00.
Teatro José de Alencar - Dia 09/12/2002, segunda-feira, às 20h.
Produção Local: Heriberto Porto
Em São Paulo
Apresentando Adolar Marin, Amídalas Cantantes, Ana Lee, Celso Viáfora, Flor Amorosa, Gutenberg Guarabyra, Keko Brandão, Lucila Novaes, Luís Nassif, Madan, Reynaldo Bessa, Salada Mística, Tato Fischer, Terramérica, Taza, Trovadores Urbanos, Vicente Barreto, Zé Rodrix, etc.
Ingresso: 1 quilo de alimento não perecível OU R$ 3,00.
Teatro Itália - Dia 16/12/2002, segunda-feira, às 19h30h.
Produção Local: Marília de Lima
Coordenação Geral:
Nana Valente Soutinho
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