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17.3.03

Fui ver Chicago ontem. Gostei muito. Acho que grandes musicais (e suas cavalares doses de glamour e sonho) são realmente o que Hollywood faz de melhor. Já não acho tão bom quando o trabalho tem pretensões cabeçudas como em As Horas.

Dizem que há poucos musicais hoje em dia porque o público rejeita aquela coisa meio doida de alguém começar a cantar no meio de uma declaração de amor, discussão ou simples conversa. Então agora eles experimentam formas de inserir os números de canto e dança sem que force a realidade (em Chicago, com exceção do primeiro e do último números, se não me engano, todos saem da imaginação da protagonista).

Um problema deles é achar profissionais de cinema para musicais, já que o gênero estava fora de moda. Então eles contratam profissionais da Broadway. Isso faz com que algumas vezes pareça que a gente está vendo uma peça filmada. Não foi o caso de Moulin Rouge, que se tratava de uma experiência cinematográfica sem qualquer sombra de dúvida.

Talvez agora, com a guerra de volta, os musicais retomem o mesmo posto que ocuparam um dia.

A Zeta-Jones é uma mulher estonteante. Onde ela entra em cena, não tem pra mais ninguém.

Eu gosto muito da Renée Zellweger, ela é uma atriz estupenda e quase nos faz crer que é o avião que o papel pedia (Quem foi o louco que fez com que ela emagrecesse tanto? Ela é muito mais charmosa sem tantas pontas ósseas aparecendo). Talvez o maior problema seja o fato de ela ser um pouco simpática, legalzinha demais. A personagem, pedia mais cinismo, mais sonsice.

Mas Richard Gere é um capítulo em separado. O ator, não importa qual seja o personagem que encarne, tem sempre uma postura segura. Então nos momentos em que está cantando e dançando em cena é engraçado vê-lo perdendo esta segurança, já que ele está fora de seu habitat. Especialmente no primeiro número dele, há um quê de patético. Em alguns momentos, ele me fez lembrar do José Mayer :-)

E eu adoro filmes que fazem a gente sair do cinema cantando e dançando por aí...


14.3.03

Curiosidades


Você já reparou que não há um adjetivo pátrio satisfatório em português para quem é natural dos EUA.

Acho americano furado porque isso todos nós nascidos nas Américas somos. Sem mencionar que poderíamos estar falando de um torcedor do América Futebol Clube. Eu prefiro usar norte-americano que á mais restritivo geograficamente, mas também engloba os canadenses. O Aurélio sugere ainda estadunidense e ianque. Eu acho que a primeira, sabiamente adotada pela Fer, é a que melhor resolve o problema, embora seja uma palavra feia pra caramba e que a segunda tem um ranço meio negativo (coisa de quem viu muito cartaz "Yankees go home" na vida) .

Também não gosto de usar América pare me referir aos Estados Unidos. Acho uma espécie de apropriação indébita do nome do continente.

Acho graça também de: quem nasce na cidade do Rio de Janeiro é carioca (do tupi - casa de branco), no estado é fluminense (do latim flumine=rio + ense). Mais curioso é que nunca vi um carioca descrever-se como fluminense, mas muitas pessoas nascidas fora da capital se auto-proclamam cariocas. E ainda gosto especialmente de soteropolitano (helenização do nome Salvador, sotério=salvação + polis => Soterópolis), capixaba (do tupi - terra de plantação, roça) e potiguar (do tupi - comedor de camarão).
Vigília pela paz


VigiliaJunte-se ao movimento que planeja uma vigília à luz de velas no domingo dia 16 de março às 19 horas.

A organização pacifista " MoveOn.org" e a coalizão " Win Without War" junto com o Arcebispo Desmond Tutu e outras organizações religiosas pelo mundo estão conclamando esta vigília, e precisamos de sua ajuda.

Iniciando-se na Nova Zelândia esta iniciativa espalhar-se-á pelo mundo. Hoje estamos nos dirigindo aos indivíduos pedindo que organizem uma vigília em cada comunidade e esperamos que milhares de pequenos grupos se formem e façam esta ação pela paz.

Para obter maiores informações sobre como fazer isto acontecer, confira aqui ou na figura ao lado.

É hora do mundo unir-se neste momento de obscuridade para reacender a luz da razão e da esperança. É hora de de renovar nosso compromisso de construir um mundo melhor para nossas crianças.

Com sua ajuda podemos ver essa vigília varrer o mundo na tarde de 16 de março. Juntos podemos levar as nações do mundo a evitar a guerra desnecessária e apontar para um futuro de paz e prosperidade.

Este é um momento chave. Faça parte dele.

13.3.03

Solicitação de doação de sangue para Porto Alegre:

Rudy Alfredo tem 75 anos e é portador há 3 anos de uma doença relativamente rara chamada síndrome mielodisplásica. Não há tratamento específico para esta patologia.
Mantém-se vivo durante estes 3 anos graças a transfusões realizadas, atualmente, a cada 15 dias.
Neste período já ultrapassou uma centena de transfusões. Precisa de 2 doadores para cada transfusão.
Os doadores começam a rarear, uma vez que a maioria dos amigos, parentes, vizinhos e conhecidos já doaram várias vezes.

Todos que puderem ( e quiserem ) que ajudem fazendo doação de sangue no
Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, no Banco de Sangue, situado
no terceiro andar em nome de:

Rudy Alfredo Hammermuller
(é preciso dar o nome do receptor do sangue)
Eu quero dois fins de semana de choro!


I FESTIVAL ESTÁCIO DE CHORO

Yamandu Costa e Altamiro Carrilho
show de música instrumental
dia 14, às 22h

Nó em Pingo d'Água e Cristóvão Bastos
apresentando músicas do CD Domingo na Geral
dia 15, às 22h

Pagode Jazz Sardinha's Club e Mestre Zé Paulo
lançando o CD Choro Transgênico
dia 21, às 22h

Época de Ouro
grupo fundado por Jacob do Bandolim
dia 22, às 22h

R$20,00 (cada noite)

Casa de Cultura Universidade Estácio de Sá
Av. Érico Veríssimo, 359
Barra da Tijuca
M.A.S.H. para mim sempre foi aquela seriezinha da TV cujo humor não me agradava muito. Mas eu nunca conferi o filme original de Robert Altman e acho que isto é uma falha muito séria.

Hoje é uma grande chance de reparar este furo, já que o filme de 1970, vencedor do Oscar de melhor roteiro, da Palma de Ouro em Cannes e do Globo de Ouro, será exibido hoje no Telecine Happy às 21h45.

Aliás, o TCH tem me trazido boas surpresas. Ainda outro dia, numa reunião no apartamento de uma amiga ("Apartamento uma ova", nos corrigiu seu marido galhofadamente simulando ares de aristocracia britânica, "It's a penthouse.") falando sobre terapia de vidas passadas, me lembrei de um filme a que assisti há muito tempo. Não é a primeira vez em que tento inserir este filme na conversa e o nome me foge completamente. Então eu fico dando pistas para que outras pessoas, falando coisas como: Barbra Streisand, hipnose, cortesã... Mas ninguém das minhas relações jamais viu este filme. Uma outra vez, perturbei o Moa, para me ajudar descobrir o nome do filme porque eu queria alugar para rever. Não me lembro mais se foi ele ou se fui eu quem descobriu no IMDB, mas como não achei em nenhuma locadora, o nome do bendito acabou indo lá para uma gavetinha empoeirada da minha mente.

Então, na terça-feira, já prontinha para dormir, apenas dando aquela última olhadinha na TV para chamar o sono, eis que o filme surge na minha frente: Num Dia Claro de Verão (On a Clear Day You Can See Forever)! Por uma questão de honra e pela memória do meu gosto cinematográfico da adolescência esqueci do dia duro que teria pela frente ontem, levantei e fui assistir ao filme até o final na sala.

Como geralmente acontece, não achei o filme tão encantador agora já _ de acordo com as pesquisas que estabelecem a expectativa de vida _ na metade da minha jornada. A história era bem mais interessante antes de eu ler Kardec. Por outro lado, sou mais paciente com musicais e acho bonitinhas aquelas brincadeiras primitivas com a câmera e achei divertidos os efeitos especiais rudimentares. E ainda tem Jack Nicholson novinho fazendo (adivinhem!) um maluco beleza.

Preciso avisar a Márcia que eu não estava maluca quando comecei a misturar Hollywood com vidas passadas e que o filme de Vincent Minnelli terá reprise no TCH no dia 21/03 às 11h35.

11.3.03

Cleo: "We're intellectual opposites."
Ivan: "What do you mean?"
Cleo: "I'm intellectual and you're the opposite."
Ivan (bristling): "I'm an aristocrat, and the backbone of my family."
Cleo: "Your family ought to see a chiropractor."


Mae West em Goin' To Town
Mais do astral atual:


telegrama
(zeca baleiro)

eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok

mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto te ama

por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa

Resposta para você que veio dar uma olhadinha no meu blog porque quer saber como tenho passado:


Vaca Profana
(Caetano Veloso)

Respeito muito minhas lágrimas,
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo assim minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada

Ê, dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña",
Também te mata Barcelona Napoli,
Pino, Pi, Pau, Punks,
Picassos movem-se por Londres
Bahia onipresentemente,
Rio e belíssimo horizonte

Ê, vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia,
Stevie Wonder, andaluz
Mais o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista meu mundo
Thelonius Monk's blues

Ê, dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Sou tímido e espalhafatoso,
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo,
No mundo um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York,
Sem mágoas estamos aí

Ê, vaca das divinas tetas,
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Mas eu também sei ser careta,
De perto ninguém é normal
Às vezes segue em linha reta
A vida, que é meu bem/meu mal
No mais as "ramblas" do planeta
"Orchata de chufa, si us plau"

Ê, Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
La mala leche para los "puretas"
Nada de leite mau para os caretas
E o leite mau na cara dos caretas
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
E o resto inunde as almas dos caretas

10.3.03

O suor foi a primeira sensação que ela conseguiu definir fora do sono. A música que lhe ecoava nos ouvidos - ela começava a perceber - vinha da lira de Morfeu. As unhas estavam cravadas nas próprias palmas e ela precisou de muito esforço para abrir os olhos. O único movimento de seu corpo era o peito ainda arfante. Ela conseguira fugir do pesadelo.

Já amanhecia e era a quarta vez, desde que se recolhera na noite anterior, que aquele mesmo sonho ruim a perseguia. Ela acordava invariavelmente apavorada e a única coisa que conseguia reter era a canção.

O fantasma dele agora vinha pelas ondas sonoras. Assim, além das horas de vigília, a ausência dele também a comprimia nos momentos que deveriam ser de descanso.

Ele sempre dissera que um dia viria a ser artista famoso e ouvindo a música dele tocando em todos os lugares nos últimos tempos, ela tinha a certeza de que ele não havia se importado em abrir mão de sua arte. O amor corrompido, o artista corrompido, o sono corrompido...

Ela sabia que seria inútil tentar voltar a dormir. Dali a pouco já seria mesmo a hora em que ela precisaria levantar-se. De um salto foi tratar da rotina matinal. O dia no escritório prometia ser duro, com várias reuniões previamente agendadas. Ela teve que caprichar no corretivo sob os olhos e lamentou que não houvesse maquiagem semelhante para os sentimentos.

Ficou pronta muito antes da hora de sair, assim havia tempo para usufruir da quase sempre inútil assinatura do jornal, que ela acabava lendo à noite, quando as notícias já estavam muito velhas. Por um instante, a palavra velha ficou brincando em sua mente, enquanto ela pensava em si mesma. O mundo talvez fosse melhor se as pessoas não sentissem tanta pena e raiva de si mesmas, ela pensou afinal. Na terceira página do caderno de cultura havia uma foto dele ilustrando uma pequena nota sobre seu próximo show. Era irritante que ele se fizesse assim presente de todas as formas. Angustiada, ela pensava que teria que evitar o mundo todo para se ver livre dele, pelo menos por aqueles quinze minutos que lhe cabiam.

Um outro café talvez trouxesse algum alívio e ela foi à cozinha. Do basculante, que dava para a área interna do prédio ela ouviu o rádio de alguém que, num irritante bom humor matinal, acompanhava o refrão da maldita música.

Não importava o trânsito caótico, não importavam o baixo salário, o trabalho frustrante, as broncas injustas do chefe, não importavam a violência, a guerra, não importava a solidão. Já seria demais pensar que a falta de reconhecimento para seu próprio talento não importava. Isso importava sim. Entretanto, infelicidade suprema era ela ser "ela" numa canção ruim composta por alguém que decidira pelo sucesso e pela fama, em detrimento da arte e do amor.

Suspirou, quis encher o peito de coragem, mas acabou enfiando o queixo no colo. Abriu a porta e saiu para mais um ensolarado dia de pesadelo.
Estou enjoada.

E ainda ouso sonhar em engravidar de novo. Acho que não agüentaria passar por tudo de novo.

No fundo, é tudo cansaço. Queria fechar os olhos e só acordar no ano que vem, quando uma fada-madrinha já tivesse resolvido tudinho por mim.

Como a probabilidade de isso acontecer tende a zero, acho que me satisfaria distribuindo meia dúzia de tabefes em fuças bem selecionadas.

Mas sou moça de boa família. Tudo o que faço é acionar advogados, abrir processos e escrever insanidades no blog.
Doce delírio

9.3.03

Ir a Modern Sound é complicado.

Vou planejando voltar com um disco e acabo trazendo muito mais.

Ontem fui procurando o CD do Monobloco. Acabei trazendo também um Norah Jones (a curiosidade matou o gato!), EletroPixinguinha XXI e uma trilha sonora de filme da Disney para o moleque que "adooooooora" aquela loja.

E ontem ainda foi dia de travessuras e gracinhas.

Mãe que se preze vive mandando o filho tomar banho e filho que é filho foge disso como o diabo da cruz. Pois já estava chamando pela terceira vez, só usando o poder da voz, quando resolvi fazer uma pressão presencial. Encontrei a pequena e amada criatura literalmente algemada a um móvel de seu quarto com a finalidade de evitar tão molhado destino. Atire a primeira pedra a mãe que conseguir manter-se séria diante de tal quadro.

Mais tarde, num papo furado depois de um almoço churrascado regado a chope, um amigo pergunta por que, afinal, eu não dirijo. Antes que eu pudesse formular uma resposta leve, que fugisse aos reais motivos que envolvem, entre outras coisas, consciência ecológica e cidadania e que não cabiam ali no momento, o guri me detona:

- Minha mãe não dirige porque bebe.
Dá gosto ter uma amiga assim!

Imperdível, principalmente para quem vive reclamando da mesmice na música.

7.3.03

Preciso me organizar para conseguir tempo para realizar um projeto que venho acalentando há tempos.

Se eu não conseguir escrever e colocar pra fora tudo o que tenho observado, pensado e concluído nos últimos tempos vou explodir, como uma panela de pressão.

Já sei o quê e o porquê. Faltam o como e o quando.

6.3.03

Não é que eu ande sem novidades. É que estou vivendo demais e intensidade, às vezes, tira o fôlego da gente.

Quem já arriscou-se no Cabum _ aquele brinquedo dos parques de diversões onde você despenca de uns 70 metros em queda livre _ sabe do que eu estou falando. A adrenalina é tanta e a pressão é tão grande que por mais que a gente tente e queira, fica difícil gritar todo o pânico e prazer.

Haja incenso, musiquinha suave e cafuné para equalizar.

5.3.03

Hein!?

Já acabou?

28.2.03

Recebido por e-mail:
(eitcha, que em véspera de Carnaval ninguém trabalha, fica só repassando e-mail engraçadinho)

Sobre a questão da "eguinha pocotó", creio que podemos estar enganados.

Na Semana de Arte Moderna de 1922, os artistas modernistas eram vistos pela burguesia conservadora como verdadeiras idiotas. Hoje em dia são figurinhas certas em qualquer prova de literatura que se preza.

Imaginem, por um exercício de ficção, a prova de literatura do vestibular de 2.046, que nossos netos provavelmente encontrarão:

"VESTIBULAR UNICAMP 2.046 - PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA

1. Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:

"O JUMENTO E O CAVALINHO
ELES NUNCA ANDAM SÓ
QUANDO SAI PRA PASSEAR
LEVAM A ÉGUA POCOTÓ
POCOTÓ, POCOTÓ, POCOTÓ, POCOTÓ
VAI LACRAIA
POCOTÓ, POCOTÓ, POCOTÓ, POCOTÓ"

(Eguinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)

a) A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica a cerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo. Identifique a figura de linguagem adotada.

b) Ao idealizar em um mesmo patamar, personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, coloca o autor o "jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa. Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.

c) Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como contraponto ao pansexualismo. Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.

d) O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoismo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará-lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário. Compare o estilo da obra de Mc Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra."
Recebido por e-mail

Iraque versus Monty Python
O humorista Terry Jones encarna George Bush e quer destruir a rua em que mora
tradução: Helena Nacinovic


[24/02/2003] Estou realmente animado com a mais recente razão de George Bush para bombardear o Iraque: a paciência dele está acabando.
E a minha também! Há algum tempo tenho ficado realmente irritado com o Sr. Johnson, que mora na minha rua. Bem, ele e o Sr. Patel, dono da loja de comida natural. Os dois
me olham esquisito e tenho certeza de que o Sr. Johnson está planejando algo ruim
para mim, mas até agora não pude descobrir o que é. Já passei pela casa dele algumas
vezes para ver o que ele estava fazendo, mas ele sabe esconder bem as coisas.

Ele é enganoso assim. Quanto ao Sr. Patel, não me pergunte como eu sei, eu simplesmente sei [de fontes excelentes] que ele é um assassino em massa. Já panfletei para a rua inteira dizendo que, se não agirmos antes, ele vai nos atacar um a um.
Alguns dos meus vizinhos dizem que se eu tenho alguma prova, por que não vou à polícia? Mas isso é simplesmente ridículo. A polícia vai dizer que eles precisam de provas de um crime para acusar meus vizinhos. Eles vão inventar todo tipo de desculpas e começar a enrolar com os erros e acertos de prisões preventivas enquanto o Sr. Johnson vai finalizar seus planos para fazer coisas terríveis comigo e o Sr. Patel vai assassinar secretamente as pessoas.

Já que sou o único na rua com uma quantidade razoável de armas de fogo automáticas,
concluo que é minha função manter a paz. Mas até pouco tempo isso tem sido um pouco difícil.
Agora, no entanto, George W. Bush deixou claro que a única coisa que
preciso fazer é perder a paciência e depois posso fazer o que quiser!
E, encaremos, a cuidadosa política do Sr. Bush em relação ao Iraque é a única forma
de concretizar a paz e segurança internacional.
A única forma certa de impedir que os terroristas suicidas muçulmanos fundamentalistas
ataquem os EUA e o Reino Unido é bombardear alguns países muçulmanos que nunca nos ameaçaram. É por isso que quero explodir a garagem do Sr. Johnson e matar a mulher e os filhos dele.

Atacar primeiro!
Isso vai ensiná-lo uma lição. Depois ele vai nos deixar em paz e parar de me olhar de
forma esquisita totalmente inaceitável. O Sr. Bush deixou claro que tudo que ele
precisa saber antes de bombardear o Iraque é que Saddam é um cara muito, muito mau e que ele tem armas de destruição em massa, apesar de ninguém conseguir encontrá-las. Tenho certeza de que tenho tanta justificativa quanto ele para matar a mulher e os filhos do Sr. Johnson quando o Sr. Bush tem para bombardear o Iraque. O objetivo em longo prazo do Sr. Bush é tornar o mundo um lugar mais seguro, eliminando 'países ilegítimos' e 'terrorismo'. É um objetivo tão esperto! Pois como podemos saber quando o atingimos?

Como o Sr. Bush vai saber que exterminou todos os terroristas? Quando todos os
terroristas estiverem mortos? Mas um terrorista só é um terrorista depois de cometer
um ato de terrorismo. E os futuros terroristas?
São esses que é preciso eliminar realmente, já que a maioria dos terroristas conhecidos,
sendo suicidas, já se auto-eliminaram. Talvez o Sr. Bush precise eliminar todas as
pessoas que teriam alguma possibilidade de vir a ser um futuro terrorista? Talvez
ele não possa ter certeza de que atingiu seu objetivo até todos os muçulmanos
fundamentalistas estarem mortos?

Mas aí alguns muçulmanos moderados podem se converter para o fundamentalismo.
Talvez a única coisa segura a fazer seja eliminar todos os muçulmanos?
É a mesma coisa na minha rua. Sr. Johnson e Sr. Patel são apenas a ponta do iceberg. Existem dezenas de pessoas na rua de quem eu não gosto e que, sinceramente, me olham estranho. Ninguém vai estar realmente a salvo até eu ter eliminado todos. Minha esposa diz que eu estou indo longe demais, mas eu respondo a ela que simplesmente uso a mesma lógica que o presidente dos EUA.
Isso cala a boca dela.

Como o Sr. Bush, minha paciência acabou e, se isso é uma razão boa o suficiente para
o presidente, é boa para mim também. Eu vou dar à rua inteira duas semanas - não,
dez dias - para revelar e entregar todos os aliens e seqüestradores interplanetários,
criminosos galácticos e gênios terroristas interestrelares. Se eles não os entregarem de boa vontade e agradecerem, vou mandar a rua inteira para os ares.
É uma medida tão sã quanto a que George W. Bush está propondo e, em contraste com o que ele pretende, minha política vai destruir apenas uma rua.


Texto de Terry Jones, ex-membro do Monty Phyton, publicado no jornal London Observer em 26/01/2003.
Nesta época de Carnaval é mais importante que nunca doar sangue. Independente dos acidentes que possam acontecer duirante as folias de Momo, acabo de receber duas solicitações de doação: uma para o Rio e outra para Porto Alegre. Se alguém puder ajudar vai ser ótimo.

No Rio de Janeiro:

O pai da Juçara, que tem 79 anos, está internado no Hospital Copa D'Or há mais de 1 mês. A família já doou, amigos e conhecidos, eles não têm mais para quem pedir. Estão contando com a boa vontade de desconhecidos generosos.

* Armando Bentes Lopes
* Hematologistas Associados
R. Conde de Irajá, 201
Botafogo (Atrás da COBAL)
2537-7440
* 4 doadores - sangue O+
* solicitado em 28/02/2003

Em Porto Alegre:

A esposa do Valdeci vai fazer uma cirurgia e os familiares não podem, por questão de problemas de saúde (diabetes, hepatite, idade...), doar sangue.

A cirurgia vai ser realizada no hospital de clínicas de Porto Alegre.

O nome da paciente é Heloísa Castro Neves.

Até o dia 09/03/03.

Se alguém precisar de mais alguma informação é só ligar para o Valdeci (me escreve que passo o número por e-mail).
"Deslize, e o mundo deslizará com você. Faça força, e puxará sozinho."

"Nunca fique de pé se puder sentar-se; não caminhe quando puder ir de carro; nada de Esforço quando houver bom Pistolão."

"Incompetência mais incompetência igual a incompetência."


(Todo Mundo é Incompetente Inclusive Você - Laurence J. Peter & Raymond Hull - Livraria José Olympio Editora)

27.2.03

Recebi um guia completo da Net, como era antes com sinopse dos filmes e destaques do mês.

Será que eles finalmente perceberam que ninguém ia comprar uma coisa que já tinha de graça ou será que vão passar a cobrar por isso?
Recebi um guia completo da Net, como era antes com sinopse dos filmes e destaques do mês.

Será que eles finalmente perceberam que ninguém ia comprar uma coisa que já tinha de graça ou será que vão passar a cobrar por isso?
Pérolas aos Povos
(Isla Jay)

leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite.
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite.
nem só de linho vive o homem
nem só de linha vive o trem
depende muito de quem come
depende muito de quem tem
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
nem só de vinho vive o pão
nem só de carne o espírito
depende muito do ladrão
depende muito do veredito
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
pérolas aos povos virão
pérolas aos povos
como lei, como lei,
como lei, como lei
como lei
como
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite

*****



A ingestão precoce de pérolas de sabedoria e sensibilidade, por organismos ainda não amadurecidos, levarão a exoneração diarréica e perda de tempo útil. Além disso as pérolas serão pisoteadas pelos pés (vide parábola dos porcos) dos organismos que as receberem.

26.2.03

Li este texto durante as férias e pensei no quanto gostaria de tê-lo por aqui. Cheguei a guardar o jornal onde ele estava, mas ficou em algum ponto do tira e põe coisas na mala. A impressão que as informações que ele traz ficaram em mim, mas depois que voltei, acabei encontrando outras coisas e deixei prá lá. Só que certas coisas precisam ser de conhecimento do maior número de pessoas possível, então ele acabou caindo na minha caixa postal e agora divido com você.


A MUNIÇÃO SUJA DE MR. BUSH
Texto de Fritz Utzeri - Jornal do Brasil 19/01/03
Caderno B - Fls. B1 e B10


Saddam Hussein é um mau defunto pra se queimar vela, mas o seu inimigo George W. Bush não fica muito longe dele. É impossível comparar a biografia de um e de outro. Saddam é um assassino, mas é possível dizer que, na História e no contexto político e social dos EUA, Bush Filho é a coisa mais próxima de Saddam. Foi eleito num pleito discutível e desde os atentados de 11 de setembro tem procurado rasgar liberdades civis que são a marca e a razão da existência da nação norte-americana.
De que é acusado Saddam? De fabricar e esconder armas de destruição em massa. Saddam usou esse tipo de armas não contra os americanos na Guerra do Golfo, mas contra os curdos ao norte do país, que foram impiedosamente massacrados com gás letal. Agora, os inspetores da ONU acharam velhas ogivas capazes de conter gases venenosos. Segundo os iraquianos, as ogivas foram compradas há muitos anos e estão obsoletas, esquecidas.
Verdade ou mentira, o fato é que Saddam foi armado (inclusive com gases letais e antrax) por americanos e soviéticos e seu programa nuclear teve ajuda francesa até ser detonado por Israel. Até o Brasil esteve implicado no desenvolvimento de seus mísseis Scud. Mais recentemente, fomos acusados de contrabandear material radioativo para o Iraque, mas a venda foi feita quando Saddam ainda era o queridinho do Ocidente, o inimigo mortal dos Aiatolás. Para achar esse tipo de armamento no Iraque, armas selvagens que deveriam ser proibidas pela Convenção de Genebra, basta dar uma olhada no arsenal americano. Poder-se-ia alegar que os americanos são responsáveis, mas isso não é verdade. A começar pelas bombas atômicas, os EUA têm, consistentemente, usado todas as armas de que dispõem. Em Hamburgo, na Segunda Guerra Mundial, onde era fácil distinguir os mocinhos dos bandidos, os americanos bombardearam a cidade com bombas de fósforo. Os civis atingidos pegavam fogo e corriam para o rio e o mar. Dentro d água o efeito cessava, mas, assim que emergiam para respirar, as vítimas tornavam a pegar fogo, até morrer.
No Iraque a ação desse tipo de arma é mais insidiosa e ainda mais duradoura e devastadora. A mais sinistra e covarde arma dos americanos é o urânio empobrecido, ou urânio 238, resíduo da fabricação de bombas atômicas. Durante a Guerra do Golfo, George Bush (pai) autorizou o uso de urânio empobrecido contra a população civil iraquiana. Essa substância leva ao câncer terminal 99,5% dos atingidos por sua ação, num período entre cinco e 40 anos. Ela foi usada também na ex-Iugoslávia, no Kossovo e na Bósnia. Depositado nos pulmões ou nos rins, o urânio 238 e os produtos de sua degradação (tório 234, protactínio e outros isótopos de urânio) emitem radiações alfa e beta que causam, ao longo dos anos, câncer nos indivíduos expostos e anomalias genéticas em seus filhos e netos. Nos 110 mil ataques aéreos contra o Iraque, desde a Guerra do Golfo, os aviões A-10, dos EUA, dispararam 940 mil projéteis sujos, revestidos com urânio. Na ofensiva terrestre da Guerra do Golfo, os tanques americanos dispararam 4 mil projéteis revestidos de urânio. Estima-se que na área dos bombardeios haja 300 toneladas métricas de detritos radioativos, que já podem ter contaminado cerca de 250 mil iraquianos.
Além de continuar bombardeando o país durante os governos Clinton e George W. Bush, os americanos proibiram os países da comunidade internacional de ceder ou vender ao Iraque os equipamentos necessários para limpar a água, o solo e o ar desses contaminantes radioativos.
Os norte-americanos vêm usando urânio para revestir sua munição convencional na artilharia, em tanques, mísseis e aviões desde 1977. O urânio é altamente radioativo e deveria ser guardado em depósitos seguros para evitar a contaminação. A vida média desse urânio é de 4.500 anos. Ou seja, ele permanecerá ativo, matando e aleijando até o ano 6.500, em pleno século 25! O uso desses materiais em armamentos foi recomendado para cortar custos. Os depósitos americanos estão cheios de urânio empobrecido e os departamentos de Defesa e de Energia cedem esse material a fabricantes de armas dos EUA, Reino Unido, França, Canadá, Israel, Taiwan, Coréia do Sul, Paquistão e Japão, que produzem munição com esse material.
Quando uma bala ou bomba suja atinge o seu alvo, 70% de seu revestimento de urânio queima e se volatiliza em partículas altamente radioativas. Essas partículas podem ficar depositadas no solo, ser carregadas pelo vento e contaminar gente, mananciais e se integrar na cadeia alimentar, causando estragos imensos durante milênios.
Só para dar uma idéia, a Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calcula que na década de 90, como conseqüência da Guerra do Golfo, a incidência de câncer em crianças quintuplicou no Iraque. Sinistramente, ao mesmo tempo em que denuncia o problema, a ONU impede o Iraque de importar medicamentos, no caso radioisótopos, material nuclear usado para as radioterapias no tratamento de certos tumores, sob o pretexto de que Saddam poderá fabricar armas a partir dos remédios! Assim, em conseqüência dessa política cruel, a guerra e o embargo já mataram pelo menos 500 mil crianças. Ainda hoje morrem entre 4 e 5 mil crianças todos os meses devido a males causados pelo conflito, incluindo o urânio 238.
Segundo a Anistia Internacional, morrem 12 crianças por hora no Iraque. Até hoje os hospitais estão cheios de pacientes e não têm condição sequer de estocar vacinas, pois a geração e a distribuição de eletricidade é precária e o embargo não permite a importação de equipamento para normalizar o fornecimento de energia elétrica e água, com o argumento de que o Iraque poderá usar essa energia para fabricar armas. Mas não são apenas os iraquianos que sofrem. Os americanos veteranos da guerra vêm sendo vítimas de doenças de diagnóstico difícil, tais como imunodeficiências semelhantes à Aids. Tanto entre os iraquianos como entre os veteranos americanos e ingleses, registram-se sintomas de um mal conhecido como Síndrome da Guerra do Golfo. O câncer e o nascimento de crianças com deformações físicas são cada vez mais numerosos. Os mesmos sintomas afetam mais de mil crianças na antiga Iugoslávia, onde os aviões da OTAN jogaram bombas sujas com urânio. Convém lembrar que a Iugoslávia fica na Europa. Imaginem os armamentos que Bush Filho vai usar na guerra que vem aí. Ele precisa:
1) modernizar seus arsenais;
2) renovar as encomendas à indústria bélica dos EUA, da qual depende grande parte de sua economia e;
3) testar novos armamentos.

A guerra será ganha rapidamente, o petróleo será controlado e os americanos dizem que vão democratizar o país em 18 meses. Seria bom, nesses momentos, pensar como um árabe e islâmico antes de agir. Eles estão se vendo invadidos pelos infiéis em outra cruzada (Bush Filho já escorregou ao usar o termo). O ódio dos árabes ao Ocidente tornará o mundo cada vez mais inseguro, até que o terrorismo não oficial comece a usar as mesmas bombas e balas sujas que os terroristas americanos usam contra os civis iraquianos em nome do combate ao terrorismo. Só quando as crianças afetadas forem americanas ou inglesas, ou seja, brancas, o mundo acordará em comoção e lágrimas e falará em selvageria, pois, como já está provado, nem todos os seres humanos são iguais.
Você vai passar o Carnaval em Salvador?

Acabei de receber um tambor da terra do Senhor do Bonfim.

Meu amigo Eric, o americano mais brasileiro do mundo convida para uma visita ao seu novo empreendimento. Trata-se de um bar/café/restaurante soteropolitano com sabor caribenho.

Como a Bahia não está no meu roteiro momesco deste ano, peço uma gentileza para quem for para aqueles lados: leve um alô para o adorável "baixinho" em meu nome.




Porto de Encontro Café e Arte
Rua César Zama, 41, Porto da Barra
(Entre a Praça dos Tamarineros & Av. Sete de Setembro)
Salvador - BA
Informações: (71) 267-2355
O Tiago deixou um comentário muito simpático pedindo dicas de rodas de samba aqui no Rio.

Tenho freqüentado esses ambientes bem menos do que gostaria, mas não posso deixar na mão alguém que vem visitar minha cidade. Vou falar do que conheço, principalmente na minha vizinhança. Quem souber de outras dicas, por favor, colabore aí nos comentários.

Gosto muito de um bar chamado Estephânio´s. Fica ali na Rua dos Artistas, num lugar que já foi chamado de Aldeia Campista, mas que foi incorporado à Grande Tijuca. Além de chope de primeira e ótimos petiscos, toca por ali o grupo Roda de Saia, que era constituído apenas por mulheres, mas já vi meninos tocando com elas (não sei se elas resolveram tirar a barreira do gênero ou se eles só estavam dando canja). É pagode tradicional e samba de raiz. Por ali aparecem figurinhas interessantes famosas ou anônimas do mundo do samba. Ano passado a Beth Carvalho estava batendo ponto por lá quase toda semana, já que era enredo do bloco deles. Este ano o homenageado é o Martinho da Vila.

Por falar em Martinho, outro lugar aonde eu gosto muito de ir é o Butiquim do Martinho. Tem música ao vivo todos os dias, com exceção de sábado, incluindo choro, pagode, samba de raiz. Fica no Shopping Iguatemi, em Vila Isabel. Programa para quem gosta de dormir cedo. Ótimo chope. Petiscos honestos.

Também tem muita coisa acontecendo na Lapa. Há boas casas de samba por lá. É só ir chegando e assuntar com o pessoal que tem lotado as ruas do bairro, sob os Arcos, o que de melhor acontece na noite que você estiver por lá.

Sou analfabeta de samba na Zona Sul.

A cabecinha criativa da Rossana não pára de funcionar e ela está inventando uma nova forma de ajudar o Lucas.

Eu dou um alô daqui, você dá um alô daí e a gente ajuda um pouquinho também...

Quer entrar para o mundo dos blogs
de maneira inesquecível?
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Um blog completo, prontinho, espera pelo seu dono

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http://www.naodiscuto.blogger.com.br/

No capítulo de ontem de Mulheres Apaixonadas as personagens de Susana Vieira e da filha do Manoel Carlos (nunca sei o nome desta atriz) comentaram os absurdos incidentes de anteontem e mesmo do início da manhã de ontem aqui no Rio.

Será que a novela vai ser toda assim com comentários em cima do lance sobre os acontecimento mais importantes gravados no mesmo dia em que a novela vai ao ar? Achei a idéia muito interessante principalmente numa novela que se propõe a ser contemporânea e tem o Rio (especialmente o Leblon) como um de seus personagens.

Gosto dessa nova novela, como costumo gostar de todas desse autor, embora eu seja cada vez menos fiel na tarefa de acompanhar capítulos e mais capítulos. Mas acho muito gostosa a forma como ele reproduz conversas que já mantive ou já ouvi. São aqueles comentários que a gente solta numa fila ou para preencher um papo com amigos.

Talvez o encanto seja mais para bichinhos urbanos e cariocas como eu. A maioria das situações (com exceção sempre da grande história da trama, como a mãe-Helena trocando seu próprio filho pelo neto morto, a mãe-Helena entregando o namorado pra filha ou a mãe-Helena que na verdade é tia) já aconteceram com a gente, com alguém que a gente conhece, ou simplesmente poderiam perfeitamente ter acontecido. Este é o encanto.

25.2.03

Vou-me embora pra Passárgada
(Manuel Bandeira)

Vou-me embora pra Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada

Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar históricas
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada

Em Passárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada


Shangrilá
(Rita Lee - Roberto de Carvalho)

De repente eu me vejo
Amarelada, bodeada, sem ninguém
Nessas horas aparece a preguiça
A vontade de sumir... de vez

Se me der na telha sou capaz
De enlouquecer
E mandar tudo pr´aquele lugar
E fugir com você pra Shangrilá
E me deixar levar
Por um beijo eterno
Por seu corpo envolvente
Mais quente que o inferno


Xanadu
(Olivia Newton-John)

A place where nobody dared to go,
the love that we came to know
They call it Xanadu

And now, open your eyes and see,
what we have made is real
We are in Xanadu

A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally

Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu
Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu

Xanadu, your neon lights will shine for you, Xanadu

The love, the echoes of long ago,
you needed the world to know
They are in Xanadu

The dream that came through a million years
That lived on through all the tears, it came to Xanadu

A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally

Now that I'm here, now that you're near in Xanadu
Now that I'm here, now that you're near in Xanadu, Xanadu



Maracangalha
(Dorival Caymmi)

Eu vou pra Maracangalha eu vou
Eu vou de uniforme branco eu vou
Eu vou de chapéu de palha eu vou
Eu vou convidar Anália eu vou

Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Sem Anália mas eu vou

Papapara papaia papá
Papaparapapaia papá


O Raphael comenta o "editorial" da Veja.

Assino embaixo.
Pena que não há muito o que possamos fazer daqui...


24.2.03

Sabe quando você perde a capacidade de decepcionar-se com uma pessoa porque ela está cometendo o mesmo "errinho" pela trigésima vez, então aquilo passa a ser exatamente o que você espera dela? E quando você já conversou diversas vezes com ela sobre este exato ponto e ela jura de pés junto que aquilo não se repete só para dali a uma semana fazer igualzinho?

Quero ouvir sua opinião, por favor.

23.2.03

A idéia era ficar o dia inteiro de papo pro ar, devorando revistas, jornais e um ou outro filminho.

Mas não. Fazer o que se moro na Cidade Maravilhosa, se o dia amanheceu ensolarado e se uma brisa gostosa espanta de leve o calor?

Já era tarde para pensar em praia com criança. Sim, finalmente consegui acordar num horário bacana. Por vício dos últimos dias abri os olhos às 6:30, mas foi enorme a satisfação de simplesmente virar as costas para o relógio ao procurar uma posição mais confortável no travesseiro e curtir a cama por algumas horinhas mais.

Foi ele quem viu que ainda de manhã ia haver um bailinho de Carnaval. Eu topo na hora pro diversos motivos.

Faz tempo que não trabalho no Centro e raramente tenho assuntos para resolver por lá. Sou freqüentadora do Teatro Rival, mas uma quadra numa metrópole pode ser absurdamente diferente de dia e de noite. Então me sinto meio turista na Cinelândia diurna.

Ainda não tinha visto o enorme (e vazio, pelo menos no domingo) estacionamento criado sob a Praça Mahatma Gandhi. Nem a praça depois da retirada dos tapumes. O espanto estava ali, atrás das grades que protegem o novo espaço. Eu, que trabalhei ali no Edifício Serrador na época em que estagiava na Petrobrás, nunca reparei a vastidão da vista a partir daquela calçada, emoldurada por prédios antigos: Monumento aos Pracinhas, Pão de Açúcar... Não lembro se antes havia alguma coisa que obstruísse a visão ou se eram só as calçadas lotadas dos dias de semana, os camelôs, os meninos de rua, a correria que não me deixavam ver direito...

E ali estavámos eu e eles mais uma vez desbundando diante da cidade.

Nunca tinha entrado no Odeon depois que o velho cinema agregou a sigla BR em seu nome e se transformou em espaço cultural. O lugar é lindo, lindo. E nem vou contar que uma certa criatura sentada ao meu lado quase não segurou a onda ao ouvir tocar o sinal e ver as cortinas vermelhas se abrindo, como os cinemas de sua infância.

Adoro tudo sobre Menino Maluquinho, o filme. E gosto mais a cada vez que vejo. Pedro recita a fala dos personagens ao meu lado.

Depois da sessão, palhaços e uma banda nos aguardavam à porta. As melhores marchinhas carnavalescas de todos os tempo animavam o início de tarde cercadas pela Biblioteca Nacional, pelo Theatro Municipal, pelo Obelisco e pelo Amarelinho. Eu bem que vi o Museu de Belas Artes esticando o pescoço para conferir o que se passava.

Aos poucos foram chegando o casal de pernas-de-pau, as palhacinhas que desciam da sacada por tecidos encarnados, o malabarista...

Um menino de rua me esticou a mão imunda num cumprimento. Eu estiquei a minha também. Ela foi amparada por um sorriso triste porque Carnaval também tem pierrô.

A caçarola que meu filho levava à cabeça como fantasia em homenagem ao mais famoso personagem infantil do Ziraldo logo virou receptáculao para toda sorte de bugiganga que ele ia recolhendo: máscaras baratas de saci, animais recortados em E.V.A. que foram jogados como confetes, spray de espuma carnavalesca...

Tudo isso pela módica quantia de R$2,00 (sim, dois reais!) por cabeça. O estacionamento tem desconto com a validação da bilheteria.

Depois almoço no Nova Capela e outra surpresa. Foi inaugurado um anexo ao célebre restaurante. Longe dos padrões do espaço anterior, que ainda está lá firme e forte (e lotadíssimo a qualquer hora do dia ou da noite), ele foge do estilo brega português-suburbano com suas paredes azulejadas para o estilo brega Barra-norte-americano. O cabrito com arroz e brócolis com porção extra de alho continua dos deuses. E é sempre divertida a caça às celebridades, já que o lugar de repente virou modinha (sou freqüentadora com histórico por lá, levada pelas mãos de um praticamente sócio fundador). Hoje avistei o Ivo Meireles, com seus cabelos esticados crescidos e tingidos de uma cor entre abóbora e carmim e suas unhas manicuradas em negro.

Descanso dominical? Pois sim...

21.2.03

REcebido por e-mail:

Recebido por e-mail:


Os belicistas

Já sei bombardear
(W. Bush, Collin Powell)


Já sei bombardear,
Já sei armar o míssil agora só me falta atirar

Já sei invadir
Já sei peitar a ONU agora só me falta explodir

Não tenho paciência pra negociação
Eu tenho é mania de perseguição
Não ouço ninguém, acuso todo mundo
o Bin Laden e o Hussein
Não livro ninguém, exploro todo mundo
acho que o mundo é meu também

Já sei derrubar
Já sei jogar a bomba na tua base militar
Eu sou o juíz, e não tô nem aí pra tantas vidas de civis

Peguei experiência com o Afeganistão
Se antes eu falhei, agora num erro não.
Não ouço ninguém, até o Collin Powell
Tá igual a mim também
Não livro ninguém, primeiro o petróleo
Depois Amazônia também

Eu tô querendo, Sadan Hussein
Eu tô querendo, tudo o que tiver
Tô te querendo, não tem pra ninguém
Tô te querendo, petróleo do Hussein...

20.2.03

Obra eterna é como Acontece do Cartola.

Só de ler a letra da música, fico toda arrepiada e meus olhos se enchem d'água...
Hoje tive que ser dura com uma pessoa de quem eu gosto muito, mas que vinha me incomodando com determinado comportamento.

Admito, sutileza não é uma virtude abundante em mim. Sabendo disso, quando estou lidando com pessoas queridas tomo especial cuidado. E falho.

O problema é que é difícil para algumas pessoas entenderem que o fato de você estar me casa não significa que você está disponível para um papinho de uma hora e meia ao telefone ou uma visita surpresa que tome toda a tarde. Esta é uma das grandes desvantagens de não ter um espaço físico fora da própria residência para cumprir expediente. As vantagens são grandes e eu vou ficando.

A gente aprende a lidar com esse tipo de interrupção. Geralmente a insinuação de que há uma pilha de tarefas esperando é suficiente para acordar a glândula produtora de simancol do interlocutor. Entretanto, em condições especiais de temperatura e pressão, aquela pessoa que você adora, que acompanha de perto a sua luta cotidiana, ataca. Ela deixa passar a primeira dica. Você fica mais direta e diz claramente, com todos os esses e erres, que precisa desligar porque tem muito trabalho a fazer e não pode conversar naquele momento. Se você ouvir como resposta que a pessoa sente muito, que sabe o quanto você é ocupada, mas que tem só mais uma coisinha para dizer, prepare-se. Dê a ela a chance de falar mais essa coisinha em cinco minutos. Mas antes que você precise repetir o recado e ela tenha uma crise súbita de carência e desperte em você toda a culpa cristã do mundo, aja. Ignore que está em um telefone fixo e diga que está entrando em um túnel e que a ligação vai cair. Desligue. Deixe uma mensagem carinhosa na sua própria secretátia eletrônica avisando que liga assim que puder.

Amigos de verdade _ aquelas pessoas seguras, bem resolvidas e com vida própria das quais você tomou o cuidado de se cercar _ entenderão.

19.2.03

Dica simples para ser feliz e evitar estresse: só liberar meus bichos criativos depois do meu aniversário.

Com inferno astral não se brinca...

18.2.03

Isso é que dá ficar fora do ar, assim meio ausente do que acontece no mundo dos blog. Só agora fiquei sabendo dessa linda iniciativa:

17.2.03


Tem umas coisas estranhas sobre mim.

Adoro músicas de fossa que contem histórias de, digamos, profissionais do sexo ou similares. Folhetim, Ronda, Sob Medida, Negue... É esse tipo de música que canto sob o chuveiro e com que ameaço os amigos depois de uns copinhos a mais (mas só os grandes amigos e quando estou de ótimo humor).

Deve haver explicação pra isso...

16.2.03

Agora que ninguém mais que disponha de boa (in)formação apóia as investidas belicistas dos EUA, é mais importante que nunca que tudo esteja muito às claras. Saber todos os porquês é fundamental. É muito mais que um cowboy louco, inconseqüente e mimado com um monte de brinquedinhos perigosos nas mãos.

Acorde!

As manifestações de protesto pipocam por todo canto.


14.2.03

Sei que estou fora do meu normal. Fora do meu ritmo, fora do meu astral, fora da minha forma. Por isso tenho sido mais chata do que eu mesma consigo suportar.

O lado bom é que tenho descoberto um monte de coisas. Sabe aquelas coisas que a gente até sabe de certa forma mais só consegue elaborar corretamente quando a jiripoca pia? Pois é.

Por exemplo, tenho pensado muito em responsabilidades e em como é confortável simplesmente acomodar-se ou sair distribuindo culpas. Talvez até por ter acabado de ler um livro sobre negociação que ganhei de presente (acho que nunca compraria um livro desse tipo), comecei a pensar sobre o quanto podemos alterar até o que parece irremediavelmente estagnado se simplesmente tomarmos as responsabilidades e as rédeas em nossas mãos.

E seguindo este caminho começou a acender uma luzinha dentro de mim que me mostrou que havia muita coisa que acontecia de errado na minha vida simplesmente porque eu permitia, não estava tão atenta quanto era necessário, não cobrava o devido, confiava e de certa forma me deixei convencer de que se me davam pouco era porque pouco eu merecia.

Sou uma pessoa intensa. E foi enorme a minha fúria quando esta ficha finalmente caiu. Ainda estou furiosa comigo mesma e com mais uma penca de pessoas e situações. Mas passa porque é assim que eu funciono. Daqui a pouco eu vou acoplar esta nova percepção ao meu dia-a-dia, vou perdoar quem merece perdão (inclusive a mim mesma), mas não vou esquecer. Eu nunca esqueço certas coisas.

Uma amiga minha dizia que a consciência é foda, ou seja, a partir do momento em que alguém se torna consciente de determinada coisa é impossível retornar ao ponto onde se estava. É preciso seguir, ir adiante, dar os passos necessários. Não adianta querer se agarrar à sombra da ignorância. Mesmo que ela fosse uma sombrinha tranqüila e gostosa.

*********

Por favor, dê algum sinal. Não me deixe desanimar de escrever por aqui. Faça com que eu sinta que alguém ainda me lê.

11.2.03

Voltei!

Pensei que voltaria bem, mas, depois de um período em que realmente consegui relaxar nas férias, o retorno me colocou nos ombros o mesmo peso que estava antes e mais alguns quilinhos.

Além das encalacradelas que continuam no mesmo ponto que deixei ou se complicaram um pouquinho, teve a morte do Fábio, que abalou toda a família. Está todo mundo de teto baixo e ainda tem a complicação do inquérito policial.

Graças a Deus o trabalho também começou a carga total, o que ocupa a cabeça e distrai um pouco dos aborrecimentos e tristezas.

Então, tamos aí.

5.2.03

Talvez você veja em algum telejornal local ou leia amanhã nas páginas policiais que foi assassinado na noite de hoje com um tiro na testa nas Avenidas das Américas um professor de Educação Física. E esta não é apenas mais uma notícia triste nos jornais porque além de engrossar uma estatística estúpida, o professor Fábio Maranhão era meu amigo.

Fábio estudou na Universidade Rural com minha irmã do meio. Apesar de meu pai ter restrições severas quanto a amizade das suas três filhas com rapazes, tanto ele quanto minha mãe logo se encantaram com aquele garotão magricela, falante e carismático. Todos nós góstavamos dele imensamente. Um dia ele trouxe para sua costumeira visita o irmão mais novo. O irmão caçula dele casou-se com minha irmã mais nova. Éramos então da mesma família.

Tenho grandes lembranças com ele, aventuras, festas, bagunças, algumas tristezas profundas que dividimos...

No último aniversário do nosso sobrinho (filho do irmão dele e da minha irmã) ele me deu carona até em casa. Cruzamos praticamente toda a Avenida Brasil falando sobre a vida, viagens, amores, planos para o futuro... Foi quase ontem...

Fazia tempo que ele não era o garoto magricela. Era um rapaz bonito, forte como exigia a profissão, moderno, inteligente, esperto e uma das poucas pessoas neste mundo que ignorava meu 1,78m e me chamava de Carlinha.

Meu amigo morreu estupidamente hoje.

Desculpem se o blog anda ciclotímico.

3.2.03

Sei que você vai perdoar minha ausência e meu silêncio quando eu contar que da janela deste cybercafé vejo coqueiros dançando ao vento marítimo, algumas contruções centenárias e muitos barquinhos.

Minha cor faz jus aos meus genes africanos e se já tive problemas alguma vez na vida, esqueci.

Agora vou tomar mais uma cerveja e curtir a brisa noturna.

Mas volto quando você menos esperar e antes do que eu gostaria.

Aguarde-me porque cabeça vazia é oficina do demo e ele anda me assoprando uma idéias bem legais.

26.1.03

Tô viva.
Já volto.
Não deixe de conferir o show Som e Luz nos Jardins do Museu Imperial em Petrópolis. Faça rapel e arvorismo. Coma trutas. Descanse num lugar bem bonito.
Aí você vai entender porque andei meio sumida.
Mas ainda não é hora de retomar a rotina.
Até já.

16.1.03

Na terça fui assistir ao elogiadíssimo Separações.

Gostei muitíssimo. Excelentes diálogos, tiradas engraçadas e inteligentes, comovente sem ser piegas, metalinguagem esperta e com o Rio de Janeiro como moldura.

Foi a primeira vez que fui ao Estação Ipanema. Também gostei de lá.

Depois, embalados pelo filme, fomos para o Baixo Leblon (vocês vão entender porque quando forem ver também).

Acho que todo mundo sai da sessão reconhecendo um quê de Woody Allen e já ouvi gente falando em Truffaut.

Eu quis porque quis o texto sobre o Homem Lúcido que o Domingos Oliveira lê na última cena, porque depois de tantos anos me achando louca, descobri que sou uma Mulher Lúcida. Trata-se de um texto descoberto em uma pesquisa arqueológica com uma tremenda atualidade. A expressão homem lúcido entra aqui, porque na língua original é simbolizada pela mesma palavra usada para designar os sacerdotes.

Hoje de manhã, ao abrir minha caixa postal, vejo que meu amigo Marcelo Batalha tinha conseguido o texto pra mim. Um daqueles pequenos milagres, advindos de coisas que nos chegam as mãos no momento em que mais precisamos delas da forma como menos esperamos, porque o motivo que me fez amar o texto na terça-feira é completamente diverso do de hoje.

Divido com vocês:

O Homem Lúcido

O homem lúcido sabe que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que nunca se entusiasma com ela, assim como não teme a morte. O homem lúcido sabe que viver e morrer são o mesmo em matéria de valor, posto que a Vida contém tantos sofrimentos que a sua cessação não pode ser considerada um mal.

O homem lúcido sabe que é o equilibrista na corda bamba da existência. Sabe que, por opção ou acidente, é possível cair no abismo, a qualquer momento, interrompendo a sessão do circo.

Pode também o homem lúcido optar pela Vida. Aí então, ele esgotará todas as suas possibilidades. Passeará por seu campo aberto e por suas vielas floridas. Saberá ver a beleza em tudo. Terá amantes, amigos, ideais. Urdirá planos e os realizará. Resistirá aos infortúnios e até às doenças. E, se atingido por algum desses emissários, saberá
suportá-los com coragem e mansidão.

Morrerá o homem lúcido de causas naturais e em idade avançada, cercado por filhos e netos que seguirão sua magnífica aventura. Pairará então, sobre sua memória uma aura de bondade. Dir-se-á: aquele amou muito e fez bem às pessoas.

A justa lei máxima da natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem iguale-se sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis. O homem lúcido que optou pela Vida, com o consentimento dos Deuses, tem o poder magno de alterar esta lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis estarão sempre em maioria.

Esta é uma cortesia que a Natureza faz com os homens lúcidos.


texto Caldaico (pertencente ou relativo à Caldéia, antiga região da Ásia) do VI século a.C. citado no filme Separações de Domingos Oliveira

Dica: Todas as Mulheres do Mundo, um clássico brasileiro de 1967 escrito e dirigido por Domingos Oliveira e estrelado por Paulo José e Leila Diniz está de volta. A partir de amanhã (17) até o dia 23, no Odeon, sempre às 13h. Não é "digrátis", mas é quase: R$2,00!!!
Da série Aqui Pertinho: Fábrica do Samba

Fábrica do Samba é um festival de música dedicado ao gênero que abriu as inscrições em outubro passado. Entre os autores dos 2153 sambas inscritos estão revelações, bambas e anônimos. Destes foram selecionados 57 que, a partir de hoje às 20 horas no Maracanãzinho, disputam a primeira de seis eliminatórias (16,17, 23, 24, 30 e 31 de janeiro). Depois acontecem duas semi-finais (6 e 7 de fevereiro) e a finalíssima (8 de fevereiro) com doze sambas. O sexto colocado levará 20.000 reais e os prêmios vão crescendo até os R$100.000 do primeiro colocado, que também levará o troféu João Nogueira. Os premiados gravarão um CD pelo selo Biscoito Fino.

Alguns dos classificados: Pedro Hollanda e Nilze Carvalho, Dona Ivone Lara, Monarco, Tantinho, Noca da Portela e Camunguelo.

Além das apresentações dos concorrentes, haverá shows contando a história do samba, passando por vertentes como samba-canção, samba de gafieira, afro-samba, samba de raiz e os sambas de enredo.

Agenda dos shows:

16/1: (Homenagem a Clementina de Jesus) Jongo da Serrinha, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, velhas-guardas do Império, da Mangueira e da Portela
17/1: (Homenagem a Tom Jobim) Emílio Santiago, Ivan Lins e Zé Renato
23/1: Jamelão, Alcione, Elza Soares
24/1: Sandra de Sá, Lecy Brandão, Seu Jorge
30/1: Martinho da Vila, Paulinho Mocidade, Dominguinhos do Estácio, Neguinho da Beija-Flor
31/1: Zélia Duncan, Miltinho, MPB-4, Quarteto em Cy
6/2: Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Luiz Carlos da Vila
7/2: Zeca Pagodinho, Dudu Nobre
8/2: Beth Carvalho, Grupo Fundo de Quintal

Preços:

eliminatórias (16, 17, 23, 24, 30 e 31/1): R$10,00
semi-finais (6 e 7/2): R$15,00
final (8/2): R$20,00

Meu sobrinho, filho único da minha irmã caçula, que é diabética desde os seis anos de idade e já perdeu dois filhos, está internado num hospital desde ontem com uma doença que ninguém ainda conseguiu diagnosticar.

Eu sei que esta é uma terra de prova e expiação, mas será que não daria para aliviar a mão só um pouquinho por um tempo.

14.1.03

Meio cheio

Quando eu fico chateada, fico enjoada. Se a chateação durar muito, acabo adoecendo. Quando fico realmente doente chego a perder 1 Kg por dia.

Viu como tudo tem um lado positivo?

13.1.03

Da série Aqui Pertinho: Maracanã

Desde o dia 16 de junho de 1950, o Rio de Janeiro nunca mais foi o mesmo. Estava sendo inaugurado o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, resultado da paixão dos brasileiros pela arte do futebol. Num projeto único para a época, o Estádio impressiona até hoje pela sua grandeza. São 195.600 m2, contando com o Maracanãzinho, a pista do Célio Barros e o complexo aquático Julio Delamare.

Os autores do projeto foram os arquitetos Rafael Galvão, Pedro Paulo Bastos, Orlando Azevedo e Antônio Dias Carneiro. O início da construção se deu no dia 2 de agosto de 1948, envolvendo muito trabalho, dedicação e, principalmente muita expectativa por todo o país. Uma das intenções do projeto era abrigar a Copa do Mundo de 1950. E assim foi. Perdemos a Copa para o Uruguai, mas ganhamos um estádio único no mundo, que ultrapassa fronteiras desde o dia de sua inauguração. Vários eventos já puderam testemunhar a grandeza do Maracanã: O Papa João Paulo II, em 1980, cantores como Frank Sinatra, Tina Turner, Paul McCartney, Rolling Stones, sem contar com grandes jogos, demonstrando o imenso potencial do futebol brasileiro.

O Maracanã foi inicialmente construído para comportar 166.369 pessoas, entre a geral, arquibancadas, cadeiras comuns, cadeiras especiais, camarotes e tribunas.

No dia 31 de agosto de 1969, nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, o jogo Brasil e Paraguai recebeu 183.341 torcedores! Foi um jogo que entrou pra história do Maracanã.

O pontapé inicial para a construção do Maracanã foi dado pelo jornalista Célio de Barros, em 1938, quando sugeriu a Jules Rimet que o Brasil fosse sede da Copa de 1942. A SEgunda Guerra Mundial acabou cancelando as Copas de 1942 e 1946 e adiando a de 1949 para o ano de 1950.

Dessa forma, o Brasil acabou sendo escolhido, mas precisava de um estádio de porte para a final. Foi uma luta convencer a todos da importância do projeto. As pessoas alegavam a necessidade de mais hospitais. Nomes como Mário Filho, Ari Barroso, Vargas Netto, lutaram e conseguiram transformar o sonho em realidade. A cidade do Rio de Janeiro merecia um estádio à altura do seu futebol. Assim, no dia da inauguração, o Maracanã pôde comprovar porque tinha sido construído. Milhares de torcedores vibraram, se emocionaram e viram, como nunca, a magia do futebol falar mais alto. Estava dado o primeiro passo para que o mundo se rendesse ao Brasil. E o Brasil se rendesse ao futebol.

E hoje, já pentacampeões mundiais, tem-se a certeza de que sem os encantos do Maracanã nada teria o mesmo brilho. Nem o mesmo sabor. O país do futebol tem seu monumento. O Maracanã é o maior do mundo. Um templo inquestionável, que continua recebendo os belos espetáculos da bola.
O Zamorim confessou que usa pochete e me deu vontade de escrever sobre uma observação que tenho feito nos últimos tempos.

Onde colocar as quinquilharias que os adultos do sexo masculino são obrigados a carregar? Carteira, celular (nem pensar em pendurar no cinto!), frente do rádio do carro, chaves (casa, carro, alarme), agenda eletrônica...

Alguém decretou que é deselegante usar pochete. Sim, elas realmente não são bonitas, mas são práticas. Pior ainda é andar com os bolsos estofados, formando volumes estranhos aqui e ali. Quando o compromisso é profissional, uma pasta executiva resolve. Se é uma atividade esportiva, dá para atacar de mochila. Mas e para ir ao cinema, ao teatro, a um bar ou restaurante?

Andei fazendo uma pesquisa informal com as amigas casadas e descobri que são elas que carregam os pertences dos maridos em suas bolsas. Assim, além de nossos próprios bagulhos (que não são poucos, nem leves), brinquedinhos e outras distrações (e toda sorte de material de emergência) para os filhos, ainda carregamos o extra do companheiro.

Não sei se já aconteceu com vocês, mas já houve vezes comigo em que eu passava a semana toda escolhendo a bolsa certa para combinar com aquele vestido naquela festa e estudava meticulosamente o que poderia/deveria ou não levar para que tudo ficasse perfeito e então, já na porta, saindo, o dono do meu coração, com aquele ar de inocência típico dos machos pergunta: "Baby, dá pra por minha carteira na sua bolsa?". Oh, céus!

E fico me perguntando como é que os homens solteiros se arranjam hoje em dia? Preciso conhecer esse segredo pela saúde do meu casamento e da minha coluna, tão sofrida depois de carregar tanto peso. Também preciso descobrir, um dia, como uma mulher normal, principalmente se for casada e tiver filhos pequenos, consegue sair de casa carregando apenas uma bolsa tipo baguete. Por favor, se você conhecer as respostas, não me deixe na ignorância.
Repassando o recado

O Wumanity mudou de endereço e agora está em www.wumanity.com
Por favor anotem o novo endereço.
Feliz aniversário, meninas!

10.1.03

De, repente, na rua eu vi uma mulher assim:

- sombrinha japonesa;
- óculos à Jackie O;
- blusa de alcinha estampada com a bandeira de Pernambuco;
- saia levíssima da Indonésia;
- sandália de couro branca com aplicações de pedrinhas azuis, baixa e de dedo.

Era eu, a globalizada, refletida em uma vitrine, depois de cair dentro do armário desesperada por um modelito que me desse chances de sobreviver andando na rua sob sol a pino inclemente de hoje.
Sol de maçarico...

9.1.03

Meu filho está de casa nova, cara nova e agora pode também mostrar por lá seus desenhos. Quer conferir?
Terrir

É guerra: Gavião israelense é morto após atacar galinheiro libanês.
Por que, Senhor?

Tenho duas úvulas palatinas e só um clitóris.

8.1.03

Da série Aqui Pertinho: Meu Recanto

Antiga propriedade do Barão de Mesquita, ficou conhecida como Alto do Mesquita, mesmo após ter sido comprada pelo Conselheiro Mayrink. Era o antigo local de secagem de grãos no período do Barão de Mesquita. Esse recanto possui um lago represado pelas águas do Rio Archer, alimentado por canais, ostentando rico paisagismo, constituído por espécies exóticas decorativas, helicônicas, palmitos, palmeiras-bambuns e lírios-do-brejo, introduzidos por Glaziou.

Neste local, Castro Maya instalou, em 1944, um Campo de Esportes contendo uma pista hípica já desativada.

O Meu Recanto, que também já foi conhecido em 1960, no governo Negrão de Lima, como Recanto dos Pintores, é uma área de lazer e recreação, constituída por várias áreas - algumas com acesso pela romântica Ponte dos Suspiros - e que dispõe de estacionamento, bancos, mesas para almoço e piqueniques, churrasqueiras, sanitário, lixeira e telefone público.

O local é cortado pela estrada do Imperador e funciona como um ponto divisor e/ou bifurcação para dois roteiros ou circuitos diferentes. Seguindo em frente, alcançamos o barracão. Seguindo à esquerda, pela Estrada Princesa Isabel, chegamos ao Jardim dos Manacás e ao restaurante Os Esquilos. Bem em frente ao Meu Recanto, do outro lado da estrada, após a passagem de uma ponte sobre o Rio Tijuca, encontra-se o Centro de Visitantes.

Essa é uma obra recente, com projeto do arquiteto Paulo Leal. No centro serão repassados dados voltados para o atendimento ao ecoturismo. Abrigará uma biblioteca, Núcleo de Educação Ambiental, exposição permanente e exposições temporárias. Também há um espaço destinado a cursos e seminários, loja, lanchonete, além de telefone público. Será, portanto, um local onde os visitantes encontrarão guias e informações relativas ao Parque Nacional da Tijuca.

Na Estrada do Imperador, entre o Meu Ecanto e o Barracão, no lado esquerdo, há uma escultura cognominada Aion, doada a Floresta em 1998 por sua autora, Lia do Rio. É constituída de árvore (o maior eucalipto da floresta) e a frase em cimento "O tempo não passa". Essa escultura integra natureza, arte e religiosidade, uma vez que utiliza elementos naturais e criados pelo homem, e que vem sendo reverenciada por alguns freqüentadores do Parque, que depositam cinzas de seus entes queridos junto à obra.

(fotos)
Hoje estréio por aqui uma nova série: aqui pertinho. Espero que vocês gostem de ler assim como eu estou gostando de imaginar e realizar.
Abulia

I must have a prodigious quantity of mind; it takes me as much as a week, sometimes, to make it up.
(Mark Twain)
Talvez, quem sabe, vamos ver, quiçá, pode ser, às vezes, por ventura...

Tem coisa mais angustiante que uma situação mal parada?

7.1.03

Acontece que dentro de mim mora uma belezaria que não sei expressar, uns pensamentos e umas idéias que não sei dizer e umas ternuras que não sei comunicar.

Preciso virar criança de novo.

Quero uma vida de laços, sem nós.

6.1.03

Eu transei com Gisele Bündchen
Recebi presentes lindos.

O primeiro da Cristina Portela, designer de primeira (não é por ser minha amiga, não, o senhor Ministro da Cultura também é fã do trabalho dela) e minha madrinha de casamento:



O segundo é daqueles carinhos que os amigos fazem e a gente fica babando. João estava me escrevendo um e-mail e sentiu o cheio da rainha-da-noite que desbrochava no jardim. Foi lá, colheu uma, passou no scanner e me mandou:



É. Sou feliz.
Eles estão de volta:

Pensamento
(Cidade Negra)


Você precisa saber
O que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
A força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer

Pensamento é um momento
Que nos leva a emoção
Pensamento positivo
Que faz bem ao coração
O mal não
O mal não

Sempre que para você chegar
Terá que atravessar
A fronteira do pensar
A fronteira do pensar

E o pensamento é o fundamento
Eu ganho o mundo sem sair do lugar
Eu fui para o Japão
Com a força do pensar
Passei pelas ruínas
E parei no Canadá
Subi o Imalaia
Pra no alto cantar
Com a imaginação que faz
Você viajar, todo mundo

Estou sem lenço e o documento
Meu passaporte é visto em todo lugar
Acorda meu Brasil com o lado bom de pensar
Detone o pesadelo pois o bom
Ainda virá

Você precisa saber
O que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
A força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer

Custe o tempo que custar
Que esse dia virá
Nunca pense em desistir, não
Te aconselho a prosseguir

O tempo voa rapaz.
Pegue seu sonho rapaz
A melhor hora e o momento
É você quem faz
Recitem
Poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
Recitem poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
EPIFANIA



Adoração dos Reis Magos
Vicente do Rego Monteiro
óleo s/ tela - 1925


FOLIA DE REIS


Folia de Reis é uma festa cristã, que lembra a visita dos três reis magos ? Gaspar, Melchior e Baltasar ? ao Menino Jesus, em Belém, quando levam ouro, incenso e mirra, que representam as dimensões de Cristo: sua realeza, divindade e humanidade (o óleo de mirra era usado para embalsamar os mortos).
No Brasil, a festa foi trazida pelos portugueses na época colonial e tem por origem a Festa do Sol Invencível, comemorada pelos romanos e depois adotada pelos egípcios na Antigüidade. A festa romana acontecia em 25 de dezembro (calendário gregoriano) e a egípcia dia 6 de janeiro. No século III, em virtude da celebração da manifestação da luz, dia 25 de dezembro foi instituído como o do nascimento de Cristo e o dia 6 de janeiro como o dia de Reis.
Essa festa tem início dia 24 de dezembro, véspera de Natal e prossegue até o dia 2 de fevereiro, festa de Nossa Senhora das Candeias, quando é realizada uma ceia.
Um grupo festivo de pessoas, com homens representando os três magos, vão de porta em porta nas casas, cantando acompanhados de violão, cavaquinho, pandeiro, pistão e tantã, representando pequenas peças teatrais em troca de pequenas refeições e esmolas, que é utilizada na Festa de Reis, no dia 6 de janeiro.
O chefe do grupo é denominado alferes da folia de Reis e quando percorre sítios e fazendas é chamada de caixa de folia de reis e quando percorre apenas a zona urbana é denominada de banda de folia de reis ou música de folia de reis.
Geralmente o grupo anda à noite e cantam às portas das casas, acordando seus moradores para que eles os recebam, oferecendo-lhes comida, bebida e esmolas.
Bastante conhecida, é realizada no interior de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Goiás.
Em muitas casas, é costume, no Dia de Reis, escrever o nome dos três reis magos em um pedaço de papel e colocá-lo na porta de entrada para que durante o ano haja fartura, saúde e alegria.
O Dia de Reis é considerado Dia de Gratidão.

Instrumentos:Os instrumentos utilizados são:viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos.

Personagens: Os personagens somam doze pessoas, todos os integrantes do grupo, trajam roupas bastante coloridas.sendo eles: mestre,contra-mestre,3 Reis Magos,palhaço,foliões

1.O Mestre e Contra-mestre: dono de conhecimentos sobre a manifestação, é quem comanda os foliões.

2.O Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à performance.Representando o mal,usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca adiantando-se à "bandeira". Apesar de seu simbolismo é personagem alegre que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.

3.Os Foliões: composta de homens simples, geralmente de origem rural, são os participantes da festa, dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.

4.Reis Magos: São 3 Reis Magos,fazem viagem de esperança, certos de encontrarem sua estrela. .

A Festa: Até há pouco, podia-se ouvir ao longe ou, com sorte, encontrar, vindo de bairro distante,um grupo especial de músicos e cantadores trajando fardamento colorido, entoando versos que anunciam o nascimento do menino Jesus e homenageiam os Reis Magos. Trata-se, naturalmente, da Folia de Reis que no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, dia de Reis, peregrina por ruas à procura de acolhida ou em direção a algum presépio.

Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levam a "bandeira" ( estandarte de madeira ornado com motivos religiosos ) a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos - São os puxadores do canto.

Os foliões cumprem promessa de por sete anos consecutivos saírem com a Folia e arrecadam em suas andanças donativos para realizarem anualmente no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas.

Durante a caminhada é carregada a "bandeira" do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos. O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram. Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada.

3.1.03

Um casamento cancelado na porta da igreja...
Uma gravidez dupla...
Um assassinato...
Cenas de ciúmes...

Parece novela mexicana? Pois não é.
Deu na coluna do Boechat:

O laboratório gaúcho Jobim entregou a um tradutor automático a tarefa de verter para o inglês as embalagens de remédios que está exportando para os EUA.
Resultado: a cidade em que se localiza virou "They are Gabriel - RS".

2.1.03

Ah, sim! Os planos!
Um deles é arrumar esta casa aqui, que está cheia de teia de aranha pelos cantos.
Com a agilidade que tenho andado para este tipo de coisa, quem sabe lá pelas comemorações de São João, né?
O dia 31 foi estranho. Depois de recusar convites para Guaratiba e Magaratiba esperando a confirmação de uma festa que eu tinha combinado em outubro, mas não sabia onde era, recebi o aguardado telefonema. Infelizmente, por uma série de reviravoltas, acabei não me encontrando com quem eu esperava. Assim, mesmo com tantas possibilidades de festas, às 19:00 concluímos que seríamos mesmo só nós três.

Fomos para a Lagoa. Confesso que não estava especialmente animada. Mas algo aconteceu, algo sempre acontece à zero hora do dia primeiro de janeiro. Foi o espelho d'água, foi a linda árvore, foram os fogos, foi a animação infantil e o beijo do meu filho, foi o esforço sobrehumano para me agradar e beijo do meu marido, fui eu, sei lá... Mas no primeiro minuto do novo ano já havia feito as pazes com o sorriso. E ele veio por entre uma enxurrada de lágrimas. Elas sempre aparecem no réveillon, para lavar os males do ano que se encerra ou para lubrificar as engrenagens do que se inicia.

Havia uma festa acontecendo e eu dancei muito com meus dois pares.

O dia acordou preguiçoso. Finalmente encontrei meus amigos que vinham do outro lado do mundo sabe-se lá com quantas escalas. A gente ri, se abraça, se beija e retoma o papo como se ele tivesse sido interrompido no dia anterior. Com eles, vi Copacabana de uma perspectiva que ainda não conhecia. Ali, daquela varanda junto a piscina de um hotel fiquei tentando me imaginar na pele de um turista que chega a minha cidade e tem aquela visão. Deus, obrigada por eu ser aqui.

O almoço foi interrompido pela comoção. No restaurante muitos se levantaram em respeito ao Hino Nacional durante a posse do novo presidente. Eu não. Com as pernas bambas de emoção, não consegui me erguer. Pela televisão e no rosto de cada anônimo vizinho de mesa, vi o futuro chegando através de uma cortina de lágrimas. Que muitas bênçãos se derramem sobre o Brasil, o país do presente.

Depois de uma rápida sesta, era hora de deixar de vez qualquer ranço de 2002 e não há melhor forma de fazer isso do que entregando-se aos cuidados das águas do mar. À margem da Lagoa Rodigo de Freitas, ainda na noite anterior, conheci uma sergipana que vem todos os anos passar a virada do ano no Rio. Segundo ela, a experiência faz com que, diante de qualquer dificuldade, ela saiba que sempre haverá um 31/12-01/01 e siga em frente com força e esperança. Um pôr-do-sol no Arpoador também é beleza para alimentar qualquer um por um ano inteiro. Mas, felizmente, posso repetir o programa com maior freqüência, esteja ou não precisando de uma dose extra de energia.

Na praia estava FR, aquele que não se importou em sacrificar algumas vidas humanas, a cultura da pesca de subsistência, alguns ecossistemas pelo país afora em homenagem ao todo-poderoso deus lucro. Estava inconformado porque seu tempo acabou. Ele faleceu para os holofotes um pouco antes da era FHC e por isso afundava (como uma plataforma de petróleo), ali na areia, em puro despeito. A princípio fiquei irritada, depois me lembrei que a ele - coitado - não restava outra coisa a fazer. Não há mal que dure para sempre.

Nasce um novo ano, um novo país, uma nova disposição nos espíritos. E alguma coisa aqui dentro sinaliza que é muito mais que esperança.
O avô de um colega de trabalho do meu marido está com problemas de saúde e precisou fazer uma transfusão de sangue.

Para repor o sangue que já foi utilizado, são necessários 15 doadores. Qualquer tipo de sangue serve.

Local: Hospital Ordem 3º da Penitência - Tijuca - Rua Conde de Bonfim 1036
Horário: Sábado: 8:00h às 16:00h - Seg/Sexta: 07:00h às 16:00h

No momento da doação é importante dizer que a doação é para repor do paciente Fernando Dias Aguiar.

Podem doar pessoas que tenham entre 18 e 59 anos e pesem acima de 50Kg.
MMIII
O FUTURO CHEGOU!


La Nacion:
Asumió Lula y prometió un cambio "sin atropellos"

El Pais:
Lula promete transformar Brasil y erradicar el hambre

Le Monde:
Lula investi de l'espoir du Brésil

The Washington Post:
Lula Holds Out Hope in Brazil

Corriere della Sera:
La festa di Lula a Brasilia

Clarín
Lula: fiesta y firme apoyo al Mercosur

29.12.02

Enquanto isso, pesco na coluna Língua Viva do Sérgio Rodrigues:

"Em inglês, o sujeito plays at a recital and recites at a play. Em português, a gente 'calça uma bota e bota uma calça'."
Um dos assuntos que me jogam em discussões animadas e apaixonadas é quando a música brasileira e seus rumos aparece na roda. Fico especialmente motivada quando alguém surge com a ladainha de que não há novos nomes, que o mercado está ruim e outros lamentos congêneres.

Costumo bater na tecla de que os maiores reclamões precisam mesmo é de maiores informações, ler mais os cadernos culturais, ir a mais shows, conversar com as pessoas certas, freqüentar boas lojas de discos...

O artigo do Tárik de Souza hoje no JB está um primor. Trata-se, como é de se esperar nesta época do ano, de um apanhado de tudo ou pelo menos sobre o que de mais importante aconteceu na música brasileira nos últimos 360 e poucos dias. É uma ótima oportunidade para os chorosos ficarem por dentro do que perderam, do que acontecia enquanto eles se afogavam em lamúrias. Talvez até se animem e ergam suas parabólicas. Ou talvez sigam sintonizando o programa do Gugu e afirmando que não há nada de culturalmente interessante acontecendo no país.