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3.4.03

E por falar nisso:

Mutante
(Rita Lee)

Juro que não vai doer se um dia roubar
o seu anel de brilhante
Afinal de contas eu dei meu coração
e você pôs na estante
Como um troféu no meio na bugiganga
você me deixou de tanga
ai de mim que sou romântica
Quando eu me sinto um pouco rejeitada
me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
depois eu passo pra outra
Como um mutante
no fundo sempre sozinho
seguindo o meu caminho
ai de mim que sou romântica
Kiss me Baby, Kiss me
pena que você não me quis
Não me suicidei por um tris
ai de mim que sou assim

Sou um ser mutante.

Assim, vou passando de fase para fase continuamente e quase sempre gradualmente. Entretanto, algumas vezes, sou capaz de detectar o momento exato do fechamento de um ciclo. Acontece agora.

Outras vezes, percebo que um relacionamento se exauriu. Não houve brigas ou confrontos, simplesmente as pessoas evoluem em direções diversas. E entra lei tostines. Você não vai perdendo o lastro porque a vida puxa para longe. A vida puxa para longe porque o lastro se perdeu.

Num momento e no outro, é preciso exercitar o desapego, deixar ir, arejar, abrir espaço para o novo.

Os mutantes são capazes de fazer isto sem grandes dramas.

2.4.03

Informação inútil, mas bonitinha:

Tesape, em guarani, significa iluminação, radiação, raio de luz.

Tesape para todos nós, então.
Acho engraçado pessoas que, mesmo depois de velhas, quando os argumentos acabam apelam:

- Boba, feia, chata!
Para arejar e dar um tempo nas grandes questões mundiais: colette!

1.4.03

31.3.03

Ráutchubi a carioca II

Olha, eu sou dura na queda, mas ando bem balançada. Tenho recebido e-mails de pessoas dos EUA que viram um programa que passou aí com aquele meu amigo que foi assassinado em janeiro. No fim do tal programa (minha irmã e o irmão dele, com quem ela é casada, acabaram de receber uma cópia em fita) há uma nota dizendo que ele faleceu pouco depois da gravação. É onde ele aparece como o carioca típico, feliz, em boa forma, trabalhando duro como professor de Educação Física, aproveitando a vida... As pessoas vêem aquele homem lindo, sarado, contente que só ele e logo depois uma nota sobre sua morte e correm para a Internet para saber o que houve e acabam me encontrando no blog. Como explicar que agora ser carioca típico também implica em morrer assasinado sem razão?

Ontem eu fui à missa de sétimo dia da Gabriela, a menina que morreu ao ser atingida por uma bala perdida durante um assalto a uma estação do metrô. Fui pelo Fábio, fui porque como mãe não consigo alcançar o que seja a dor de pais que perdem uma filha desta maneira estúpida, fui porque o assassinato aconteceu na minha estação de metrô, fui porque eu amo esta terra - caramba! - e quero andar pela rua (e estar em casa) com segurança.

Além de uma visível consternação de todos, havia no ar um clamor pelas providências,
pela punição dura dos culpados, por mais que uma mensagem de pêsames por parte da governadora mentiRosinha. Por todo lado lágrimas, branco e revolta.

Ainda durante a celebração da missa (na verdade, um culto ecumênico) foram anunciadas mais duas cerimônias-manifesto (uma pelo juiz assassinado no ES - dia 3/4 paróquia N. S. de Loudes em Vila Isabel; outra pela paz em geral - próximo sábado, a partir das 10:00 na Praça Saens Peña). Devo ir também às duas.

Porque há pouco mais a fezer além de prestar muita atenção para as próximas eleições e continuar se manifestando, mostrando o profundo descontentamento, protestando e rezando, rezando muito, muito, muito...
Ráutchubi a carioca I

Outono no Rio
(Ed Motta/Ronaldo Bastos)

Me dê a mão
Vai amanhecer
Juntos pela madrugada
Luz, contra-luz
Sobre os Dois Irmãos

Pra mim
Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio

No seu olhar
Já se fez manhã
Vamos logo a Guanabara
Vai se fechar
Vou levar você
Pra mim...

28.3.03

UMA REVISTA CONSCIENTE
Vendida nas ruas, Ocas repete no Brasil experiência que deu certo no exterior


A revista Ocas (Organização Civil de Ação Social) é produzida por uma equipe de profissionais que trabalha de forma voluntária e contando com alguns apoios. Trata-se de um instrumento que tenta desenvolver auto-estima e devolver cidadania à população de rua da cidade. Uma iniciativa que vai se consolidando no Brasil, no Rio e em São Paulo, repetindo uma bem-sucedida experiência de outros 42 países, que, como aqui, enxergam na informação e oportunidade de trabalho um atalho para o resgate da dignidade.

Ocas nasceu ano passado, fazendo parte da International Network of Street Papers, uma rede composta por diversas publicações que funcionam em esquema similar: são vendidas por moradores de rua, que, depois de cadastrado, ganham os primeiros exemplares gratuitamente, passando, adiante, a ser os agentes de sua própria transformação. No Brasil, as revistas são vendidas a R$2. Desse valor, R$1,50 fica para o vendedor.

A equipe da Ocas é formada por uma série de profissionais voluntários como jornalistas, designers e fotógrafos. Uma psicóloga, Elaine Santos Caetano, é contratada do projeto no Rio. Faz o contato e cadastramento dos vendedores e avaliação de sua situação social. No Rio são 194 vendedores inscritos, mas apenas cerca de sete trabalham regularmente.

A Ocas não tem sede própria. Um galpão no Dispensário Imaculada Conceição, em Botafogo, serve como centro de distribuição e contato. Em São Paulo, está instalada em um espaço cedido por uma igreja no Brás. Fundalmentalmente conta o apoio de uma gráfica paulista e de patrocínios de instituições como o British Council e a empresa M. Officer, que agora estudam a continuidade da ajuda.

Com tiragem de 7,5 mil, Ocas tem todo mês cerca de 70% dos exemplares vendidos. Vez por outra esgota a edição, como a do mês de outubro, centrada no problema da pobreza.

Ocas mescla reportagens de viés social, comportamento, ensaios críticos, notícias internacionais e espaço para os próprios vendedores se expressarem. Mas é preciso ressaltar, não se trata de um projeto assistencialista.

_ As pessoas devem comprar a revista não para ajudar, mas porque conhecem e gostam do trabalho _ diz o editor.

Luciano Rocco sabe que o projeto não é a solução para todos.

_ Ninguém acha que eles vão vender revista a vida toda. Esse é apenas o primeiro passo para um caminho em direção à reconquista da cidadania e reintegração social _ sublinha.


(resumo da matéria publicada no Jornal do Brasil em 1º de fevereiro de 2003)

Os vendedores têm idade mínima de 18 anos, recebem treinamento, assinam um código de conduta e portam crachá. Por favor, compre apenas de vendedores identificados.
"O preço da liberdade é a eterna vigilância"
(Thomas Jefferson)


Esta tem sido uma semana de lançamentos.

Na segunda foi dia de dar um beijo na nossa amiga Graça, que não é outra senão a premiadíssima ilustradora Graça Lima. Era dia de lançamento de outro livro que ela ilustrou com todo o seu talento: Dadá e Dazinha de Luiz Antonio Aguiar.

Na ocasião, o autor interrompeu por alguns minutos a sessão de autógrafos para fazer uma reflexão sobre a guerra.

Ele lembrou dos tempos da infância, da descoberta do mundo através do encantamento dos livros de Monteiro Lobato e citou A Chave do Tamanho. Depois leu, lembrando dos avanços do Império, um lindo poema de Vladimir Maiakóvski que divido com vocês:

Na primeira noite
eles se aproximaram
e colheram uma flor
no nosso jardim.
E nao dissemos nada.
Na segunda noite,
já não se escondem,
pisam nas flores,
matam nosso cão.
E não dissemos nada.
Até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
CIDADANIA


A vida é muito rica para quem se abre para o universo. Ontem cedo fui ao velório e ao sepultamento de um tio muito querido, mas não pude deixar que a saudade me imobilizasse e à noite fui participar da conquista importantíssima de amigos preciosos.

Assim, fui a inauguração do site Cidadania. Cria da Rits, pelas mãos de gente como nossos queridos Paulo Lima e Graciela (e dedinho de Cláudia Letti), o evento ainda contou com a participação de heróis nacionais anônimos e famosos, como Marcelo Yuka e Zequinha Barbosa. Os dois últimos usaram de seu carisma para falar sobre a necessidade de diminuir as distâncias entre os brasis e como a internet é um meio importante para que isso aconteça. Também teve show dos meninos da Fundação São Martinho e dos Doutores da Folia.

A festa foi muito bonita, mas o mais legal é saber que tem muita gente se mexendo, fazendo seu trabalho de formiguinha para transformar o país e o mundo em um lugar melhor. E, mesmo tendo me impressionado com os diversos exemplos que o Yuca trouxe de dentro das comunidades para mostrar o interesse de todos pelo acesso à tecnologia (segundo ele, todos querem liberté, egalité e tecnologê), o que ficou reverberando na minha cabeça foi a sublinha que o regente do coral dos meninos colocou num verso de uma marchinha de carnaval: "Eu não quer colar, Índio quer apito."

É preciso dar voz a todos.

E amanhã é dia da inclusão digital.

PS: Corrigi no texto acima os doutores: de Doutores da Alegria, que também realizam um trabalho maravilhoso, para Doutores da Folia, que eram os caras que realmente estiveram no evento.

27.3.03

Ontem ele pôs o ponto final no seu livro e foi jogar bola.

Ele plantou algumas árvores, teve dois filhos, três netos, uma esposa adorável, amigos, muitos amigos, familiares que o tinham na mais alta estima.

Ele transformava cada cantinho da casa com seu capricho e suas habilidades de marceneiro amador.

Quando o meu pai estava muito doente, eu falava sem parar em tratamentos. Ele ajudu no que pôde e como pôde e me olhou bem no fundo dos olhos com seu carinho e eu soube que não havia tratamento possível. Eu via nele mais do que a dor de estar perdendo um mais-que-amigo-primo-mais-que-primo-irmão. Via o pavor que ele tinha de uma morte lenta e dolorosa.

Ele "namorou" minha mãe quando eram os dois crianças.

Ele dizia que não conseguia acompanhar as conversas inteligentes do meu pai e do meu padrinho, mas era o mais esperto de todos. Aproveitou a vida com graça e alegria.

Os melhores Natais da minha vida foram os que passei na casa dele, com primos e todo o seu alto astral.

Ele ajudou a transformar o terreno baldio da vizinhança numa área de lazer bonita e bem aproveitada por todos.

Ele ontem foi jogar bola lá depois de pôr o ponto final no seu livro. E teve um enfarte fulminante.

Hoje meu tio Carlinhos é mais uma saudade em mim.

Até o nosso próximo encontro mais adiante.

26.3.03

Mostra Fotográfica ÁSIA
de Marcelo Portella


Dia: 29 de Março
Horário: 20h30min
Local: Visual Arts - Downtown - Av das Américas, 500 - Lj 106 Bloco 4
(próximo ao bar "Na Pressão")
Freebies, para quem ainda não sabe, quer dizer produtos grátis.
É, seu Paulo, definitivamente essa história de pato persegue a família:

Pê, o pato diferente
TURIBIO SANTOS


TURIBIO SANTOS é considerado pela crítica e pelos especialistas como um dos maiores violonistas clássicos da atualidade.

Sua carreira já o fez percorrer o mundo várias vezes, com críticas brilhantes nos principais centros musicais. Já gravou 50 LPs para Erato-WEA (Paris), Chant du Monde (Paris), Kuarup, Visom e Ritornelo (Rio de Janeiro), e editou coleções de partituras pela Max-Eschig (Paris) e Ricordi (São Paulo).

TURIBIO SANTOS já dividiu o palco com grandes celebridades musicais, como Yehudi Menuhin, M. Rostropovitch, Victoria de Los Angeles, J. P. Rampal; e foi acompanhado por orquestras como a Royal Philharmonic Orchestra, English Chamber Orchestra, Orchestre National de France, Orchestre J. F. Paillard, Orchestre National de L'Opéra de Monte-Carlo, Concerts Pasdeloup, Concerts Colonne, Orquestra Sinfônica Brasileira, e outras.

Tem intensa atividade junto aos músicos brasileiros, tendo redescoberto e regravado os compositores João Pernambuco, Garoto e Dilermando Reis.

Em 1983 criou a Orquestra de Violões do Rio de Janeiro, com 25 de seus alunos da UNI-RIO e Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ.

Recentemente criou a Orquestra Brasileira de Violões.

Seus discos 12 Estudos para Violão de Heitor Villa-Lobos e Choro do Brasil marcaram época no lançamento da música brasileira no mercado europeu.

TURIBIO SANTOS é membro-fundador do Conseil D'Entraide Musicale, da UNESCO. Em 1985 foi nomeado Diretor do Museu Villa-Lobos e Chevalier de la Legion D'Honneur e em 1989 Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Em 1999 regravou a obra completa de Heitor Villa-Lobos para violão ao lado de compositores como Edino Krieger, Sérgio Barboza, Nicanor Teixeira, Chiquinha Gonzaga, E. Nazareth, para uma série de 5 CDs em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil.


Críticas:

"Superiority as instrumentalist, musician and interpreter... Turibio Santos can be ranked among the great guitarists of the world."
The New York Times

He is a true artist, in the ranks of today's leading players."
The London Times

"The Crown Prince of the guitar. Mr. Santos is a superb virtuoso, note-perfect and in command of a range from hushed whisper to effortlessly powerful resonance. His playing fascinates by its delicay of nuance and its musical discipline... one of the finest guitarists I have heard..."
The Sidney Morning Herald

"Fin, discret, racé jusqu'au bout des ongles, qui fon grésiller as quitare... Doté d'une technique infaillibe et d'une palette sonore d'une grande variété..."
Le Figaro

"On est immédiatement captivé par la beauté du son. Quel merveilleux guitariste, toute est musique entre les doigtf de Turibio Santos!"
Diapason

"O mestre do violão."
Estado de Minas

"Maioridade absoluta."
O Globo

divulgação Atelier Cultural

25.3.03

"Todo homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios."
(Declaração dos Direitos Humanos - Artigo XXVII)

O guitarrista Ry Cooder, que participou do documentário Buena Vista Social Club foi multado em US$ 100 mil por tocar nos discos de dois artistas cubanos - Manuel Galban e Ibrahim Ferrer. O músico foi responsável pela redescoberta da velha guarda cubana.

O governo norte-americano usou como base a norma Trading with the enemy act, que proíbe relações comerciais de seus cidadãos com Cuba, sob embargo desde 1962.

ATELIER CULTURAL ateliercultural@hotmail.com

CIRCUITO RIO SESC INSTRUMENTAL 2003



Sucesso há 4 anos na cidade do RJ, o projeto Rio Sesc Instrumental idealizado pelo músico Marcos Souza e a designer Driká Loureiro, realizou o começo de um novo trabalho em 2002, levando a música instrumental para regiões e cidades do Estado do RJ. Agora, este projeto Circuito Rio Sesc Instrumental cria um fato inédito em 2003.
Além de levar grandes nomes da música para 9 unidades do Sesc no estado do RJ, continuando o que fez no ano passado, mapear o público interessado em assistir shows de música instrumental, um fato inédito será realizado. Fomentando ainda mais estas regiões e incentivando a criação local e a cultura no interior, um músico local será escolhido para abrir o show de um nome consagrado, possibilitando ainda a divulgação e a inserção de novos nomes no mercado. Além do intercâmbio de nomes da música instrumental brasileira com novos talentos, ou talentos ainda não descobertos. Estes novos nomes serão escolhidos pela produção do Atelier Cultural através do recolhimento de material pelas unidades. O violonista Turíbio Santos abre o projeto que irá até julho.


PROGRAMAÇÃO
CIRCUITO RIO SESC INSTRUMENTAL - 2003
ABRIL / MAIO / JUNHO / JULHO



ABRIL

VIOLÃO
TURÍBIO SANTOS

Com mais de 50 discos gravados, Turíbio já dividiu o palco com grandes celebridades musicais, como Yehudi Menuhin, J. P. Rampal, M. Rostropovitch, entre outros. Membro-fundador do Conseil D´Entraide Musicale da Unesco, em 1985 foi nomeado Diretor do Museu Villa-Lobos. Recentemente lançou o belo CD - Johann Sebastian BACH visita a MATA ATLÂNTICA- pelo selo Rob Digital.

03/4 (quinta) - Sesc SÃO GONÇALO - 20:00hs
Av. Presidente Kennedy 755 - tel: (21) 26047557

04/4 (sexta) - Sesc NOVA FRIBURGO - 21:00hs
Av. Presidente Costa e Silva, 231 - (22) 2522-4052

05/4 (sábado) - Sesc TERESÓPOLIS - 20:00hs
Av. Delfim Moreira, 749 - (21) 2742- 0660

09/4 (quarta)- Sesc BARRA MANSA - 20:30hs
Rua Ten. José Eduardo 560, Ano Bom - (24) 3322-1352

10/4 (quinta) - Sesc SÃO JOÃO DE MERITI - 20:00hs
Av. Automóvel Clube, 66 - Centro - (21) 2756-6177


MAIO

VIOLÃO
B - MAOGANI

Depois do sucesso do primeiro CD, o premiado quarteto de violões lança o segundo CD -Cordas Cruzadas-. -O Maogani é o que há de melhor, hoje, em matéria de execução e arranjo para violão no Brasil-. A definição é insuspeita, vem do gênio Guinga, que participou do CD, assim como Ed Motta, Joyce e Monica Salmaso. Neste "Cordas Cruzadas", aclamado pela crítica em todo o país, o jovem Quarteto dá cores populares a um repertório de primeira linha, executado com exuberância através de arranjos incrivelmente maduros. Não é à toa que o Jornal do Brasil considerou estas "Cordas Cruzadas" o melhor disco acústico de 2001.

23/5 - Sesc PETRÓPOLIS - 20:30hs
28/5 - Sesc ENGENHO DE DENTRO - 19:00hs
29/5 - Sesc CAMPOS - 20:00hs
30/5 - Sesc MADUREIRA - 20:00hs


JUNHO

RAÍZ BRASILEIRA
SIVUCA

Uma lenda viva na história da música brasileira. Nasceu em Itabaiana em 26 de maio de 1930. Autor de pérolas como -João e Maria-, em parceria com Chico Buarque, Sivuca mostra seu Virtuosismo na sanfona, encantando e imortalizando nossa cultura!

05/6 - Sesc SÃO GONÇALO - 20:00hs
06/6 - Sesc NOVA FRIBURGO - 21:00hs
07/6 - Sesc TERESÓPOLIS - 20:00hs
12/6 - Sesc SÃO JOÃO DE MERITI - 20:00hs
13/6 - Sesc BARRA MANSA - 20:30hs

CHORO
ALTAMIRO CARRILHO

Um dos maiores nomes da música, Altamiro com sua flauta mágica passeia pelo melhor do choro. Aclamado e conhecido pelo público carioca, é um dos nomes mais conhecidos da música instrumental.

20/6 - Sesc PETRÓPOLIS - 20:30hs
25/6 - Sesc ENGENHO DE DENTRO - 19:00hs
26/6 - Sesc CAMPOS - 20:00hs
27/6 - Sesc MADUREIRA - 20:00hs


JULHO

IMPROVISO
HERMETO PASCOAL
(a confirmar)
Um dos maiores nomes da música brasileira, Hermeto é sinônimo de improviso! Depois do sucesso do show solo no Espaço Sesc em Copacabana, o bruxo vai rodar o Estado do RJ, além de participar do Festival de Inverno!

10/7 - Sesc SÃO JOÃO DE MERITI - 20:00hs
11/7 - Sesc BARRA MANSA - 20:30hs
12/7 - Sesc SÃO GONÇALO - 20:00hs
15/7 - Sesc TERESÓPOLIS - 20:00hs
16/7 - Sesc NOVA FRIBURGO - 21:00hs


ENCONTROS MUSICAIS
GILSON PERANZZETTA & MAURO SENISE

Elogiado por Quince Jones como um dos melhores arranjadores do mundo, Gilson emprestou seus dedos também para Tom Jobim, Gal, Simone, Joyce, entre outros.
Mauro durante anos soprou notas musicais ao lado de Wagner Tiso, Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti. Com seu premiado grupo Cama de Gato, uma seleção de bambas da música instrumental, lançou 5 CDs. Com estilo único, o sopro e o improviso magistral de Mauro Senise dá ainda mais brilho à nossa música.

18/7 - Sesc PETRÓPOLIS - 20:30hs
23/7 - Sesc ENGENHO DE DENTRO - 19:00hs
24/7 - Sesc CAMPOS - 20:00hs
25/7 - Sesc MADUREIRA - 20:00hs

Ingressos
R$ 6,00
R$ 3,00 - Comerciários, Estudantes e maiores de 65 anos
Não gosto de saber o que as pessoas dizem pelas minhas costas. Posso ficar vaidoso.
Oscar Wilde

24.3.03

Incrível!
É o sinal dos tempos.
Recebi um spam divino:


www.deus.org - spam divino

PESQUISA DE QUALIDADE REALIZADA POR CONTA DO SITE http://www.deus.org

Deus lhe agradece pela sua fé e sua prática religiosa assídua. Para atender cada vez mais a suas necessidades e suas expectativas, queira por favor gastar alguns minutos para responder às perguntas abaixo. Tenha a certeza de que suas respostas serão mantidas em total confidencialidade e que não é necessário fornecer informações a respeito de sua identidade, a não ser que deseja receber uma resposta direta aos
seus comentários ou sugestões.

1. Como você conheceu Deus?

__ pelos jornais
__ pela televisão
__ por boato
__ pela Bíblia
__ pelo Corão
__ pela Torá
__ por algum outro livro divino
__ pela Inspiração Divina
__ experência de morte iminente
__ internet
__ outros (especifique):

2. Você usa habitualmente outras fontes de inspiração além de Deus? Marque todas as respostas que se aplicam.

__ Tarô
__ Loteria, Mega-Sena, Bicho, etc...
__ Horóscopo
__ Televisão
__ Nostradamus
__ Biorrítmo
__ Álcool ou drogas
__ mantras
__ apólice de seguro
__ nenhuma
__ Outros (especifique):

3. Deus usa um grau de Intervenção Divina limitado a fim de preservar um equilíbrio razoável entre a fé cega e o sentimento de Presença Divina permanente. O que você prefere? (marcar uma só resposta)

a. mais Intervenção Divina
b. menos Intervenção Divina
c. o nível de Intervenção Divina está correto
d. não sei

4. Deus tenta por outro lado manter um equilíbrio razoável entre os desastres e os milagres. Queira dar nota à Gestão Divina deste equilíbrio numa escala de 1 a 5 (1 = satisfatório, 5 = excelente)

a. desastres (inundação, fome, terremotos, guerra) 1 2 3 4 5

b. Milagres (salvamentos, curas espontâneas de doenças incuráveis, Rubinho campeão da Fórmula 1) 1 2 3 4 5

5 Você tem algum comentário ou sugestão para melhorar a qualidade dos Serviços Divinos? (pode anexar folhas se necessário):

5. Você tem comentários ou sugestões para melhorar a qualidade dos serviços divinos? (pode anexar folhas se necessário)
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Obrigado pela sua cooperação e que a sabedoria divina o acompanhe! As respostas devem ser enviadas para webmaster@deus.org antes do julgamento final.

da lista de piadas do Chadel

Monday, March 17, 2003

A Letter from Michael Moore to George W. Bush on the Eve of War

George W. Bush
1600 Pennsylvania Ave.
Washington, DC

Dear Governor Bush:

So today is what you call "the moment of truth," the day that "France and the rest of world have to show their cards on the table." I'm glad to hear that this day has finally arrived. Because, I gotta tell ya, having survived 440 days of your lying and conniving, I wasn't sure if I could take much more. So I'm glad to hear that today is Truth Day, 'cause I got a few truths I would like to share with you:

1. There is virtually NO ONE in America (talk radio nutters and Fox News aside) who is gung-ho to go to war. Trust me on this one. Walk out of the White House and on to any street in America and try to find five people who are PASSIONATE about wanting to kill Iraqis. YOU WON'T FIND THEM! Why? 'Cause NO Iraqis have ever come here and killed any of us! No Iraqi has even threatened to do that. You see, this is how we average Americans think: If a certain so-and-so is not perceived as a threat to our lives, then, believe it or not, we don't want to kill him! Funny how that works!

2. The majority of Americans -- the ones who never elected you -- are not fooled by your weapons of mass distraction. We know what the real issues are that affect our daily lives -- and none of them begin with I or end in Q. Here's what threatens us: two and a half million jobs lost since you took office, the stock market having become a cruel joke, no one knowing if their retirement funds are going to be there, gas now costs almost two dollars -- the list goes on and on. Bombing Iraq will not make any of this go away. Only you need to go away for things to improve.

3. As Bill Maher said last week, how bad do you have to suck to lose a popularity contest with Saddam Hussein? The whole world is against you, Mr. Bush. Count your fellow Americans among them.

4. The Pope has said this war is wrong, that it is a SIN. The Pope! But even worse, the Dixie Chicks have now come out against you! How bad does it have to get before you realize that you are an army of one on this war? Of course, this is a war you personally won't have to fight. Just like when you went AWOL while the poor were shipped to Vietnam in your place.

5. Of the 535 members of Congress, only ONE (Sen. Johnson of South Dakota) has an enlisted son or daughter in the armed forces! If you really want to stand up for America, please send your twin daughters over to Kuwait right now and let them don their chemical warfare suits. And let's see every member of Congress with a child of military age also sacrifice their kids for this war effort. What's that you say? You don't THINK so? Well, hey, guess what -- we don't think so either!

6. Finally, we love France. Yes, they have pulled some royal screw-ups. Yes, some of them can be pretty damn annoying. But have you forgotten we wouldn't even have this country known as America if it weren't for the French? That it was their help in the Revolutionary War that won it for us? That our greatest thinkers and founding fathers -- Thomas Jefferson, Ben Franklin, etc. -- spent many years in Paris where they refined the concepts that lead to our Declaration of Independence and our Constitution? That it was France who gave us our Statue of Liberty, a Frenchman who built the Chevrolet, and a pair of French brothers who invented the movies? And now they are doing what only a good friend can do -- tell you the truth about yourself, straight, no b.s. Quit pissing on the French and thank them for getting it right for once. You know, you really should have traveled more (like once) before you took over. Your ignorance of the world has not only made you look stupid, it has painted you into a corner you can't get out of.

Well, cheer up -- there IS good news. If you do go through with this war, more than likely it will be over soon because I'm guessing there aren't a lot of Iraqis willing to lay down their lives to protect Saddam Hussein. After you "win" the war, you will enjoy a huge bump in the popularity polls as everyone loves a winner -- and who doesn't like to see a good ass-whoopin' every now and then (especially when it 's some third world ass!). So try your best to ride this victory all the way to next year's election. Of course, that's still a long ways away, so we'll all get to have a good hardy-har-har while we watch the economy sink even further down the toilet!

But, hey, who knows -- maybe you'll find Osama a few days before the election! See, start thinking like THAT! Keep hope alive! Kill Iraqis -- they got our oil!!

Yours,

Michael Moore


MEDICAMENTOS

Um paciente de hemodiálise, renal crônico, está sem remédio porque o Governo do Estado do Rio de Janeiro, não pagou os fornecedores.

Ele está precisando com urgência dos medicamentos abaixo, e caso alguém tenha e não esteja mais utilizando-os, poderia ajudá-lo doando-os.

Hemax 4.000m
Noripurum Injetável - Intra-venososo


O contato deve ser feito através de sua filha:
(21) 3277.2758 ou (21) 9169.8878
luannarj@uol.com.br

(Como sempre que este tipo de informação/solicitação aparece por aqui, foi verificada antes)
Meu mais novo ídolo (eu já o admirava, mas agora ele subiu mais alguns degraus na minha escala):


Este é o Michael Moore.
Se você não sabe o porquê da minha admiração, clique na imagem.

22.3.03

Alguns mimos que o dinheiro comprou.
Outros que não há dinheiro que pague.
Acabou o verão.
Chegou o tempo de Áries.
Entro na última metade da minha vida.
Parabéns para mim!
Sushi e sashimi.
Abacaxi com hortelã.
Andy Warhol no MAM.
Viva eu!
Pipoca doce e chuva.
Quero mais nada não...

Atualização 1: Pizza e coca-cola (luxos para quem, em idade avançada, precisa se cuidar).
Atualização 2: Para Eliane - esta foi a descrição do meu primeiro aniversário sem bolo e sem velinhas (acho que foi, na verdade, uma medida de prevenção de incêndios).

21.3.03

Aquele que não sabe e sabe que não sabe, é ignorante. Instrua-o.
Aquele que não sabe e pensa que sabe, é um idiota. Afaste-o.
Aquele que sabe e não sabe que sabe está dormindo. Desperte-o.
Aquele que sabe e sabe que sabe é um sábio. Siga-o.
Ontem tinha um homem nu em pêlo ali na esquina defecando.

Lembrei do Bush: fazendo merda e cagando pro resto do mundo.

18.3.03

O que me fez lembrar de:

Our Deepest Fear
by Marianne Williamson


Our deepest fear is not that we are inadequate.
Our deepest fear is that we are powerful beyond measure.
It is our light, not our darkness that most frightens us.
We ask ourselves, Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous?
Actually, who are you not to be?
You are a child of God.
Your playing small does not serve the world.
There is nothing enlightened about shrinking so that other people won't feel insecure around you.
We are all meant to shine, as children do.
We were born to make manifest the glory of God that is within us.
It is not just in some of us; it is in everyone.
And as we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same.
As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others.




Retirado de

A Return To Love: Reflections on the Principles of A Course in Miracles
Harper Collins, 1992
(Capítulo 7)
de Marianne Williamson

Noto: Este texto é encontrado em muitos lugares sendo erroneamente atribuído a Nelson Mandela, como parte de seu discurso de posse, em 1994.


Além de comer pão com mortadela, coisa que eu não fazia há séculos, e saber que minha loja favorita já disponibilizou meu presente de aniversário (di grátis, evidentemente), ainda teve hoje a história do mocinho do Metrô:

Eu: [sorriso] Boa tarde. [sorriso] Um duplo, por favor. [sorriso]
Ele: Boa tarde. [sorriso] Puxa, só de olhar pra você já fiquei mais animado.

O nome é Cintia. Carla Cintia. Mas pode me chamar de Prozac.
Como a gente tem que procurar e ficar atenta quando está em busca de boas notícias, né? Porque a gente só vê desgraça, escândalo e calamidade quando abre jornais e revistas. Pelo menos nas partes de maior destaque.

Pois eu acabei de descobrir uma coisa ótima, que mesmo lendo cadernos de cultura diariamente eu desconhecia:

ÚLTIMO DOMINGO DO MÊS: TEATRO A R$1


Isso acontece em todos os teatros da Rede Municipal de Teatros, com o objetivo de formar novas platéias.

Onde?

ESPAÇO CULTUTAL SÉRGIO PORTO
(130 lugares)
R. Humaitá, 163 - Humaitá

TEATRO CAFÉ PEQUENO
(150 lugares)
Av. Ataulfo de Paiva, 269 - Leblon

TEATRO CARLOS GOMES
(677 lugares)
Pça. Tiradentes, s/nº - Centro

TEATRO GLÓRIA
(347 lugares)
Rua do Russel, 632 - Glória

TEATRO DO JOCKEY / RIO ARTE
(350 lugares)
Rua Mario Ribeiro, 410 - Jardim Botânico

TEATRO DE MARIONETES CARLOS WERNECK
(300 lugares)
Subterrâneo 18 do Parque do Flamengo
Altura do nº 300 da Praia do Flamengo

TEATRO PLANETÁRIO - MARIA CLARA MACHADO
(138 lugares)
Rua Padre Leonel Franca, 240 - Gávea

SALA BADEN POWELL
(508 lugares)
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - Copacabana

TEATRO ZIEMBINSKI
(154 lugares)
Rua Heitor Beltrão, s/n - Tijuca
(em frente ao metrô da S. Francisco Xavier)

ARMAZÉM DO RIO
Av. Rodrigues Alves s/n
(Cais do Porto - Armazém 5)
Ganhei meu primeiro presente de aniversário adiantado.
Obrigada, caríssima.

17.3.03

Fui ver Chicago ontem. Gostei muito. Acho que grandes musicais (e suas cavalares doses de glamour e sonho) são realmente o que Hollywood faz de melhor. Já não acho tão bom quando o trabalho tem pretensões cabeçudas como em As Horas.

Dizem que há poucos musicais hoje em dia porque o público rejeita aquela coisa meio doida de alguém começar a cantar no meio de uma declaração de amor, discussão ou simples conversa. Então agora eles experimentam formas de inserir os números de canto e dança sem que force a realidade (em Chicago, com exceção do primeiro e do último números, se não me engano, todos saem da imaginação da protagonista).

Um problema deles é achar profissionais de cinema para musicais, já que o gênero estava fora de moda. Então eles contratam profissionais da Broadway. Isso faz com que algumas vezes pareça que a gente está vendo uma peça filmada. Não foi o caso de Moulin Rouge, que se tratava de uma experiência cinematográfica sem qualquer sombra de dúvida.

Talvez agora, com a guerra de volta, os musicais retomem o mesmo posto que ocuparam um dia.

A Zeta-Jones é uma mulher estonteante. Onde ela entra em cena, não tem pra mais ninguém.

Eu gosto muito da Renée Zellweger, ela é uma atriz estupenda e quase nos faz crer que é o avião que o papel pedia (Quem foi o louco que fez com que ela emagrecesse tanto? Ela é muito mais charmosa sem tantas pontas ósseas aparecendo). Talvez o maior problema seja o fato de ela ser um pouco simpática, legalzinha demais. A personagem, pedia mais cinismo, mais sonsice.

Mas Richard Gere é um capítulo em separado. O ator, não importa qual seja o personagem que encarne, tem sempre uma postura segura. Então nos momentos em que está cantando e dançando em cena é engraçado vê-lo perdendo esta segurança, já que ele está fora de seu habitat. Especialmente no primeiro número dele, há um quê de patético. Em alguns momentos, ele me fez lembrar do José Mayer :-)

E eu adoro filmes que fazem a gente sair do cinema cantando e dançando por aí...


14.3.03

Curiosidades


Você já reparou que não há um adjetivo pátrio satisfatório em português para quem é natural dos EUA.

Acho americano furado porque isso todos nós nascidos nas Américas somos. Sem mencionar que poderíamos estar falando de um torcedor do América Futebol Clube. Eu prefiro usar norte-americano que á mais restritivo geograficamente, mas também engloba os canadenses. O Aurélio sugere ainda estadunidense e ianque. Eu acho que a primeira, sabiamente adotada pela Fer, é a que melhor resolve o problema, embora seja uma palavra feia pra caramba e que a segunda tem um ranço meio negativo (coisa de quem viu muito cartaz "Yankees go home" na vida) .

Também não gosto de usar América pare me referir aos Estados Unidos. Acho uma espécie de apropriação indébita do nome do continente.

Acho graça também de: quem nasce na cidade do Rio de Janeiro é carioca (do tupi - casa de branco), no estado é fluminense (do latim flumine=rio + ense). Mais curioso é que nunca vi um carioca descrever-se como fluminense, mas muitas pessoas nascidas fora da capital se auto-proclamam cariocas. E ainda gosto especialmente de soteropolitano (helenização do nome Salvador, sotério=salvação + polis => Soterópolis), capixaba (do tupi - terra de plantação, roça) e potiguar (do tupi - comedor de camarão).
Vigília pela paz


VigiliaJunte-se ao movimento que planeja uma vigília à luz de velas no domingo dia 16 de março às 19 horas.

A organização pacifista " MoveOn.org" e a coalizão " Win Without War" junto com o Arcebispo Desmond Tutu e outras organizações religiosas pelo mundo estão conclamando esta vigília, e precisamos de sua ajuda.

Iniciando-se na Nova Zelândia esta iniciativa espalhar-se-á pelo mundo. Hoje estamos nos dirigindo aos indivíduos pedindo que organizem uma vigília em cada comunidade e esperamos que milhares de pequenos grupos se formem e façam esta ação pela paz.

Para obter maiores informações sobre como fazer isto acontecer, confira aqui ou na figura ao lado.

É hora do mundo unir-se neste momento de obscuridade para reacender a luz da razão e da esperança. É hora de de renovar nosso compromisso de construir um mundo melhor para nossas crianças.

Com sua ajuda podemos ver essa vigília varrer o mundo na tarde de 16 de março. Juntos podemos levar as nações do mundo a evitar a guerra desnecessária e apontar para um futuro de paz e prosperidade.

Este é um momento chave. Faça parte dele.

13.3.03

Solicitação de doação de sangue para Porto Alegre:

Rudy Alfredo tem 75 anos e é portador há 3 anos de uma doença relativamente rara chamada síndrome mielodisplásica. Não há tratamento específico para esta patologia.
Mantém-se vivo durante estes 3 anos graças a transfusões realizadas, atualmente, a cada 15 dias.
Neste período já ultrapassou uma centena de transfusões. Precisa de 2 doadores para cada transfusão.
Os doadores começam a rarear, uma vez que a maioria dos amigos, parentes, vizinhos e conhecidos já doaram várias vezes.

Todos que puderem ( e quiserem ) que ajudem fazendo doação de sangue no
Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, no Banco de Sangue, situado
no terceiro andar em nome de:

Rudy Alfredo Hammermuller
(é preciso dar o nome do receptor do sangue)
Eu quero dois fins de semana de choro!


I FESTIVAL ESTÁCIO DE CHORO

Yamandu Costa e Altamiro Carrilho
show de música instrumental
dia 14, às 22h

Nó em Pingo d'Água e Cristóvão Bastos
apresentando músicas do CD Domingo na Geral
dia 15, às 22h

Pagode Jazz Sardinha's Club e Mestre Zé Paulo
lançando o CD Choro Transgênico
dia 21, às 22h

Época de Ouro
grupo fundado por Jacob do Bandolim
dia 22, às 22h

R$20,00 (cada noite)

Casa de Cultura Universidade Estácio de Sá
Av. Érico Veríssimo, 359
Barra da Tijuca
M.A.S.H. para mim sempre foi aquela seriezinha da TV cujo humor não me agradava muito. Mas eu nunca conferi o filme original de Robert Altman e acho que isto é uma falha muito séria.

Hoje é uma grande chance de reparar este furo, já que o filme de 1970, vencedor do Oscar de melhor roteiro, da Palma de Ouro em Cannes e do Globo de Ouro, será exibido hoje no Telecine Happy às 21h45.

Aliás, o TCH tem me trazido boas surpresas. Ainda outro dia, numa reunião no apartamento de uma amiga ("Apartamento uma ova", nos corrigiu seu marido galhofadamente simulando ares de aristocracia britânica, "It's a penthouse.") falando sobre terapia de vidas passadas, me lembrei de um filme a que assisti há muito tempo. Não é a primeira vez em que tento inserir este filme na conversa e o nome me foge completamente. Então eu fico dando pistas para que outras pessoas, falando coisas como: Barbra Streisand, hipnose, cortesã... Mas ninguém das minhas relações jamais viu este filme. Uma outra vez, perturbei o Moa, para me ajudar descobrir o nome do filme porque eu queria alugar para rever. Não me lembro mais se foi ele ou se fui eu quem descobriu no IMDB, mas como não achei em nenhuma locadora, o nome do bendito acabou indo lá para uma gavetinha empoeirada da minha mente.

Então, na terça-feira, já prontinha para dormir, apenas dando aquela última olhadinha na TV para chamar o sono, eis que o filme surge na minha frente: Num Dia Claro de Verão (On a Clear Day You Can See Forever)! Por uma questão de honra e pela memória do meu gosto cinematográfico da adolescência esqueci do dia duro que teria pela frente ontem, levantei e fui assistir ao filme até o final na sala.

Como geralmente acontece, não achei o filme tão encantador agora já _ de acordo com as pesquisas que estabelecem a expectativa de vida _ na metade da minha jornada. A história era bem mais interessante antes de eu ler Kardec. Por outro lado, sou mais paciente com musicais e acho bonitinhas aquelas brincadeiras primitivas com a câmera e achei divertidos os efeitos especiais rudimentares. E ainda tem Jack Nicholson novinho fazendo (adivinhem!) um maluco beleza.

Preciso avisar a Márcia que eu não estava maluca quando comecei a misturar Hollywood com vidas passadas e que o filme de Vincent Minnelli terá reprise no TCH no dia 21/03 às 11h35.

11.3.03

Cleo: "We're intellectual opposites."
Ivan: "What do you mean?"
Cleo: "I'm intellectual and you're the opposite."
Ivan (bristling): "I'm an aristocrat, and the backbone of my family."
Cleo: "Your family ought to see a chiropractor."


Mae West em Goin' To Town
Mais do astral atual:


telegrama
(zeca baleiro)

eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok

mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto te ama

por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa

Resposta para você que veio dar uma olhadinha no meu blog porque quer saber como tenho passado:


Vaca Profana
(Caetano Veloso)

Respeito muito minhas lágrimas,
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo assim minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada

Ê, dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña",
Também te mata Barcelona Napoli,
Pino, Pi, Pau, Punks,
Picassos movem-se por Londres
Bahia onipresentemente,
Rio e belíssimo horizonte

Ê, vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia,
Stevie Wonder, andaluz
Mais o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista meu mundo
Thelonius Monk's blues

Ê, dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Sou tímido e espalhafatoso,
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo,
No mundo um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York,
Sem mágoas estamos aí

Ê, vaca das divinas tetas,
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Mas eu também sei ser careta,
De perto ninguém é normal
Às vezes segue em linha reta
A vida, que é meu bem/meu mal
No mais as "ramblas" do planeta
"Orchata de chufa, si us plau"

Ê, Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
La mala leche para los "puretas"
Nada de leite mau para os caretas
E o leite mau na cara dos caretas
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
E o resto inunde as almas dos caretas

10.3.03

O suor foi a primeira sensação que ela conseguiu definir fora do sono. A música que lhe ecoava nos ouvidos - ela começava a perceber - vinha da lira de Morfeu. As unhas estavam cravadas nas próprias palmas e ela precisou de muito esforço para abrir os olhos. O único movimento de seu corpo era o peito ainda arfante. Ela conseguira fugir do pesadelo.

Já amanhecia e era a quarta vez, desde que se recolhera na noite anterior, que aquele mesmo sonho ruim a perseguia. Ela acordava invariavelmente apavorada e a única coisa que conseguia reter era a canção.

O fantasma dele agora vinha pelas ondas sonoras. Assim, além das horas de vigília, a ausência dele também a comprimia nos momentos que deveriam ser de descanso.

Ele sempre dissera que um dia viria a ser artista famoso e ouvindo a música dele tocando em todos os lugares nos últimos tempos, ela tinha a certeza de que ele não havia se importado em abrir mão de sua arte. O amor corrompido, o artista corrompido, o sono corrompido...

Ela sabia que seria inútil tentar voltar a dormir. Dali a pouco já seria mesmo a hora em que ela precisaria levantar-se. De um salto foi tratar da rotina matinal. O dia no escritório prometia ser duro, com várias reuniões previamente agendadas. Ela teve que caprichar no corretivo sob os olhos e lamentou que não houvesse maquiagem semelhante para os sentimentos.

Ficou pronta muito antes da hora de sair, assim havia tempo para usufruir da quase sempre inútil assinatura do jornal, que ela acabava lendo à noite, quando as notícias já estavam muito velhas. Por um instante, a palavra velha ficou brincando em sua mente, enquanto ela pensava em si mesma. O mundo talvez fosse melhor se as pessoas não sentissem tanta pena e raiva de si mesmas, ela pensou afinal. Na terceira página do caderno de cultura havia uma foto dele ilustrando uma pequena nota sobre seu próximo show. Era irritante que ele se fizesse assim presente de todas as formas. Angustiada, ela pensava que teria que evitar o mundo todo para se ver livre dele, pelo menos por aqueles quinze minutos que lhe cabiam.

Um outro café talvez trouxesse algum alívio e ela foi à cozinha. Do basculante, que dava para a área interna do prédio ela ouviu o rádio de alguém que, num irritante bom humor matinal, acompanhava o refrão da maldita música.

Não importava o trânsito caótico, não importavam o baixo salário, o trabalho frustrante, as broncas injustas do chefe, não importavam a violência, a guerra, não importava a solidão. Já seria demais pensar que a falta de reconhecimento para seu próprio talento não importava. Isso importava sim. Entretanto, infelicidade suprema era ela ser "ela" numa canção ruim composta por alguém que decidira pelo sucesso e pela fama, em detrimento da arte e do amor.

Suspirou, quis encher o peito de coragem, mas acabou enfiando o queixo no colo. Abriu a porta e saiu para mais um ensolarado dia de pesadelo.
Estou enjoada.

E ainda ouso sonhar em engravidar de novo. Acho que não agüentaria passar por tudo de novo.

No fundo, é tudo cansaço. Queria fechar os olhos e só acordar no ano que vem, quando uma fada-madrinha já tivesse resolvido tudinho por mim.

Como a probabilidade de isso acontecer tende a zero, acho que me satisfaria distribuindo meia dúzia de tabefes em fuças bem selecionadas.

Mas sou moça de boa família. Tudo o que faço é acionar advogados, abrir processos e escrever insanidades no blog.
Doce delírio

9.3.03

Ir a Modern Sound é complicado.

Vou planejando voltar com um disco e acabo trazendo muito mais.

Ontem fui procurando o CD do Monobloco. Acabei trazendo também um Norah Jones (a curiosidade matou o gato!), EletroPixinguinha XXI e uma trilha sonora de filme da Disney para o moleque que "adooooooora" aquela loja.

E ontem ainda foi dia de travessuras e gracinhas.

Mãe que se preze vive mandando o filho tomar banho e filho que é filho foge disso como o diabo da cruz. Pois já estava chamando pela terceira vez, só usando o poder da voz, quando resolvi fazer uma pressão presencial. Encontrei a pequena e amada criatura literalmente algemada a um móvel de seu quarto com a finalidade de evitar tão molhado destino. Atire a primeira pedra a mãe que conseguir manter-se séria diante de tal quadro.

Mais tarde, num papo furado depois de um almoço churrascado regado a chope, um amigo pergunta por que, afinal, eu não dirijo. Antes que eu pudesse formular uma resposta leve, que fugisse aos reais motivos que envolvem, entre outras coisas, consciência ecológica e cidadania e que não cabiam ali no momento, o guri me detona:

- Minha mãe não dirige porque bebe.
Dá gosto ter uma amiga assim!

Imperdível, principalmente para quem vive reclamando da mesmice na música.

7.3.03

Preciso me organizar para conseguir tempo para realizar um projeto que venho acalentando há tempos.

Se eu não conseguir escrever e colocar pra fora tudo o que tenho observado, pensado e concluído nos últimos tempos vou explodir, como uma panela de pressão.

Já sei o quê e o porquê. Faltam o como e o quando.

6.3.03

Não é que eu ande sem novidades. É que estou vivendo demais e intensidade, às vezes, tira o fôlego da gente.

Quem já arriscou-se no Cabum _ aquele brinquedo dos parques de diversões onde você despenca de uns 70 metros em queda livre _ sabe do que eu estou falando. A adrenalina é tanta e a pressão é tão grande que por mais que a gente tente e queira, fica difícil gritar todo o pânico e prazer.

Haja incenso, musiquinha suave e cafuné para equalizar.

5.3.03

Hein!?

Já acabou?

28.2.03

Recebido por e-mail:
(eitcha, que em véspera de Carnaval ninguém trabalha, fica só repassando e-mail engraçadinho)

Sobre a questão da "eguinha pocotó", creio que podemos estar enganados.

Na Semana de Arte Moderna de 1922, os artistas modernistas eram vistos pela burguesia conservadora como verdadeiras idiotas. Hoje em dia são figurinhas certas em qualquer prova de literatura que se preza.

Imaginem, por um exercício de ficção, a prova de literatura do vestibular de 2.046, que nossos netos provavelmente encontrarão:

"VESTIBULAR UNICAMP 2.046 - PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA

1. Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:

"O JUMENTO E O CAVALINHO
ELES NUNCA ANDAM SÓ
QUANDO SAI PRA PASSEAR
LEVAM A ÉGUA POCOTÓ
POCOTÓ, POCOTÓ, POCOTÓ, POCOTÓ
VAI LACRAIA
POCOTÓ, POCOTÓ, POCOTÓ, POCOTÓ"

(Eguinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)

a) A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica a cerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo. Identifique a figura de linguagem adotada.

b) Ao idealizar em um mesmo patamar, personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, coloca o autor o "jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa. Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.

c) Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como contraponto ao pansexualismo. Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.

d) O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoismo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará-lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário. Compare o estilo da obra de Mc Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra."
Recebido por e-mail

Iraque versus Monty Python
O humorista Terry Jones encarna George Bush e quer destruir a rua em que mora
tradução: Helena Nacinovic


[24/02/2003] Estou realmente animado com a mais recente razão de George Bush para bombardear o Iraque: a paciência dele está acabando.
E a minha também! Há algum tempo tenho ficado realmente irritado com o Sr. Johnson, que mora na minha rua. Bem, ele e o Sr. Patel, dono da loja de comida natural. Os dois
me olham esquisito e tenho certeza de que o Sr. Johnson está planejando algo ruim
para mim, mas até agora não pude descobrir o que é. Já passei pela casa dele algumas
vezes para ver o que ele estava fazendo, mas ele sabe esconder bem as coisas.

Ele é enganoso assim. Quanto ao Sr. Patel, não me pergunte como eu sei, eu simplesmente sei [de fontes excelentes] que ele é um assassino em massa. Já panfletei para a rua inteira dizendo que, se não agirmos antes, ele vai nos atacar um a um.
Alguns dos meus vizinhos dizem que se eu tenho alguma prova, por que não vou à polícia? Mas isso é simplesmente ridículo. A polícia vai dizer que eles precisam de provas de um crime para acusar meus vizinhos. Eles vão inventar todo tipo de desculpas e começar a enrolar com os erros e acertos de prisões preventivas enquanto o Sr. Johnson vai finalizar seus planos para fazer coisas terríveis comigo e o Sr. Patel vai assassinar secretamente as pessoas.

Já que sou o único na rua com uma quantidade razoável de armas de fogo automáticas,
concluo que é minha função manter a paz. Mas até pouco tempo isso tem sido um pouco difícil.
Agora, no entanto, George W. Bush deixou claro que a única coisa que
preciso fazer é perder a paciência e depois posso fazer o que quiser!
E, encaremos, a cuidadosa política do Sr. Bush em relação ao Iraque é a única forma
de concretizar a paz e segurança internacional.
A única forma certa de impedir que os terroristas suicidas muçulmanos fundamentalistas
ataquem os EUA e o Reino Unido é bombardear alguns países muçulmanos que nunca nos ameaçaram. É por isso que quero explodir a garagem do Sr. Johnson e matar a mulher e os filhos dele.

Atacar primeiro!
Isso vai ensiná-lo uma lição. Depois ele vai nos deixar em paz e parar de me olhar de
forma esquisita totalmente inaceitável. O Sr. Bush deixou claro que tudo que ele
precisa saber antes de bombardear o Iraque é que Saddam é um cara muito, muito mau e que ele tem armas de destruição em massa, apesar de ninguém conseguir encontrá-las. Tenho certeza de que tenho tanta justificativa quanto ele para matar a mulher e os filhos do Sr. Johnson quando o Sr. Bush tem para bombardear o Iraque. O objetivo em longo prazo do Sr. Bush é tornar o mundo um lugar mais seguro, eliminando 'países ilegítimos' e 'terrorismo'. É um objetivo tão esperto! Pois como podemos saber quando o atingimos?

Como o Sr. Bush vai saber que exterminou todos os terroristas? Quando todos os
terroristas estiverem mortos? Mas um terrorista só é um terrorista depois de cometer
um ato de terrorismo. E os futuros terroristas?
São esses que é preciso eliminar realmente, já que a maioria dos terroristas conhecidos,
sendo suicidas, já se auto-eliminaram. Talvez o Sr. Bush precise eliminar todas as
pessoas que teriam alguma possibilidade de vir a ser um futuro terrorista? Talvez
ele não possa ter certeza de que atingiu seu objetivo até todos os muçulmanos
fundamentalistas estarem mortos?

Mas aí alguns muçulmanos moderados podem se converter para o fundamentalismo.
Talvez a única coisa segura a fazer seja eliminar todos os muçulmanos?
É a mesma coisa na minha rua. Sr. Johnson e Sr. Patel são apenas a ponta do iceberg. Existem dezenas de pessoas na rua de quem eu não gosto e que, sinceramente, me olham estranho. Ninguém vai estar realmente a salvo até eu ter eliminado todos. Minha esposa diz que eu estou indo longe demais, mas eu respondo a ela que simplesmente uso a mesma lógica que o presidente dos EUA.
Isso cala a boca dela.

Como o Sr. Bush, minha paciência acabou e, se isso é uma razão boa o suficiente para
o presidente, é boa para mim também. Eu vou dar à rua inteira duas semanas - não,
dez dias - para revelar e entregar todos os aliens e seqüestradores interplanetários,
criminosos galácticos e gênios terroristas interestrelares. Se eles não os entregarem de boa vontade e agradecerem, vou mandar a rua inteira para os ares.
É uma medida tão sã quanto a que George W. Bush está propondo e, em contraste com o que ele pretende, minha política vai destruir apenas uma rua.


Texto de Terry Jones, ex-membro do Monty Phyton, publicado no jornal London Observer em 26/01/2003.
Nesta época de Carnaval é mais importante que nunca doar sangue. Independente dos acidentes que possam acontecer duirante as folias de Momo, acabo de receber duas solicitações de doação: uma para o Rio e outra para Porto Alegre. Se alguém puder ajudar vai ser ótimo.

No Rio de Janeiro:

O pai da Juçara, que tem 79 anos, está internado no Hospital Copa D'Or há mais de 1 mês. A família já doou, amigos e conhecidos, eles não têm mais para quem pedir. Estão contando com a boa vontade de desconhecidos generosos.

* Armando Bentes Lopes
* Hematologistas Associados
R. Conde de Irajá, 201
Botafogo (Atrás da COBAL)
2537-7440
* 4 doadores - sangue O+
* solicitado em 28/02/2003

Em Porto Alegre:

A esposa do Valdeci vai fazer uma cirurgia e os familiares não podem, por questão de problemas de saúde (diabetes, hepatite, idade...), doar sangue.

A cirurgia vai ser realizada no hospital de clínicas de Porto Alegre.

O nome da paciente é Heloísa Castro Neves.

Até o dia 09/03/03.

Se alguém precisar de mais alguma informação é só ligar para o Valdeci (me escreve que passo o número por e-mail).
"Deslize, e o mundo deslizará com você. Faça força, e puxará sozinho."

"Nunca fique de pé se puder sentar-se; não caminhe quando puder ir de carro; nada de Esforço quando houver bom Pistolão."

"Incompetência mais incompetência igual a incompetência."


(Todo Mundo é Incompetente Inclusive Você - Laurence J. Peter & Raymond Hull - Livraria José Olympio Editora)

27.2.03

Recebi um guia completo da Net, como era antes com sinopse dos filmes e destaques do mês.

Será que eles finalmente perceberam que ninguém ia comprar uma coisa que já tinha de graça ou será que vão passar a cobrar por isso?
Recebi um guia completo da Net, como era antes com sinopse dos filmes e destaques do mês.

Será que eles finalmente perceberam que ninguém ia comprar uma coisa que já tinha de graça ou será que vão passar a cobrar por isso?
Pérolas aos Povos
(Isla Jay)

leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite.
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite.
nem só de linho vive o homem
nem só de linha vive o trem
depende muito de quem come
depende muito de quem tem
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
nem só de vinho vive o pão
nem só de carne o espírito
depende muito do ladrão
depende muito do veredito
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite
pérolas aos povos virão
pérolas aos povos
como lei, como lei,
como lei, como lei
como lei
como
leite, leite, leite, leite, leite, leite, leite

*****



A ingestão precoce de pérolas de sabedoria e sensibilidade, por organismos ainda não amadurecidos, levarão a exoneração diarréica e perda de tempo útil. Além disso as pérolas serão pisoteadas pelos pés (vide parábola dos porcos) dos organismos que as receberem.

26.2.03

Li este texto durante as férias e pensei no quanto gostaria de tê-lo por aqui. Cheguei a guardar o jornal onde ele estava, mas ficou em algum ponto do tira e põe coisas na mala. A impressão que as informações que ele traz ficaram em mim, mas depois que voltei, acabei encontrando outras coisas e deixei prá lá. Só que certas coisas precisam ser de conhecimento do maior número de pessoas possível, então ele acabou caindo na minha caixa postal e agora divido com você.


A MUNIÇÃO SUJA DE MR. BUSH
Texto de Fritz Utzeri - Jornal do Brasil 19/01/03
Caderno B - Fls. B1 e B10


Saddam Hussein é um mau defunto pra se queimar vela, mas o seu inimigo George W. Bush não fica muito longe dele. É impossível comparar a biografia de um e de outro. Saddam é um assassino, mas é possível dizer que, na História e no contexto político e social dos EUA, Bush Filho é a coisa mais próxima de Saddam. Foi eleito num pleito discutível e desde os atentados de 11 de setembro tem procurado rasgar liberdades civis que são a marca e a razão da existência da nação norte-americana.
De que é acusado Saddam? De fabricar e esconder armas de destruição em massa. Saddam usou esse tipo de armas não contra os americanos na Guerra do Golfo, mas contra os curdos ao norte do país, que foram impiedosamente massacrados com gás letal. Agora, os inspetores da ONU acharam velhas ogivas capazes de conter gases venenosos. Segundo os iraquianos, as ogivas foram compradas há muitos anos e estão obsoletas, esquecidas.
Verdade ou mentira, o fato é que Saddam foi armado (inclusive com gases letais e antrax) por americanos e soviéticos e seu programa nuclear teve ajuda francesa até ser detonado por Israel. Até o Brasil esteve implicado no desenvolvimento de seus mísseis Scud. Mais recentemente, fomos acusados de contrabandear material radioativo para o Iraque, mas a venda foi feita quando Saddam ainda era o queridinho do Ocidente, o inimigo mortal dos Aiatolás. Para achar esse tipo de armamento no Iraque, armas selvagens que deveriam ser proibidas pela Convenção de Genebra, basta dar uma olhada no arsenal americano. Poder-se-ia alegar que os americanos são responsáveis, mas isso não é verdade. A começar pelas bombas atômicas, os EUA têm, consistentemente, usado todas as armas de que dispõem. Em Hamburgo, na Segunda Guerra Mundial, onde era fácil distinguir os mocinhos dos bandidos, os americanos bombardearam a cidade com bombas de fósforo. Os civis atingidos pegavam fogo e corriam para o rio e o mar. Dentro d água o efeito cessava, mas, assim que emergiam para respirar, as vítimas tornavam a pegar fogo, até morrer.
No Iraque a ação desse tipo de arma é mais insidiosa e ainda mais duradoura e devastadora. A mais sinistra e covarde arma dos americanos é o urânio empobrecido, ou urânio 238, resíduo da fabricação de bombas atômicas. Durante a Guerra do Golfo, George Bush (pai) autorizou o uso de urânio empobrecido contra a população civil iraquiana. Essa substância leva ao câncer terminal 99,5% dos atingidos por sua ação, num período entre cinco e 40 anos. Ela foi usada também na ex-Iugoslávia, no Kossovo e na Bósnia. Depositado nos pulmões ou nos rins, o urânio 238 e os produtos de sua degradação (tório 234, protactínio e outros isótopos de urânio) emitem radiações alfa e beta que causam, ao longo dos anos, câncer nos indivíduos expostos e anomalias genéticas em seus filhos e netos. Nos 110 mil ataques aéreos contra o Iraque, desde a Guerra do Golfo, os aviões A-10, dos EUA, dispararam 940 mil projéteis sujos, revestidos com urânio. Na ofensiva terrestre da Guerra do Golfo, os tanques americanos dispararam 4 mil projéteis revestidos de urânio. Estima-se que na área dos bombardeios haja 300 toneladas métricas de detritos radioativos, que já podem ter contaminado cerca de 250 mil iraquianos.
Além de continuar bombardeando o país durante os governos Clinton e George W. Bush, os americanos proibiram os países da comunidade internacional de ceder ou vender ao Iraque os equipamentos necessários para limpar a água, o solo e o ar desses contaminantes radioativos.
Os norte-americanos vêm usando urânio para revestir sua munição convencional na artilharia, em tanques, mísseis e aviões desde 1977. O urânio é altamente radioativo e deveria ser guardado em depósitos seguros para evitar a contaminação. A vida média desse urânio é de 4.500 anos. Ou seja, ele permanecerá ativo, matando e aleijando até o ano 6.500, em pleno século 25! O uso desses materiais em armamentos foi recomendado para cortar custos. Os depósitos americanos estão cheios de urânio empobrecido e os departamentos de Defesa e de Energia cedem esse material a fabricantes de armas dos EUA, Reino Unido, França, Canadá, Israel, Taiwan, Coréia do Sul, Paquistão e Japão, que produzem munição com esse material.
Quando uma bala ou bomba suja atinge o seu alvo, 70% de seu revestimento de urânio queima e se volatiliza em partículas altamente radioativas. Essas partículas podem ficar depositadas no solo, ser carregadas pelo vento e contaminar gente, mananciais e se integrar na cadeia alimentar, causando estragos imensos durante milênios.
Só para dar uma idéia, a Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calcula que na década de 90, como conseqüência da Guerra do Golfo, a incidência de câncer em crianças quintuplicou no Iraque. Sinistramente, ao mesmo tempo em que denuncia o problema, a ONU impede o Iraque de importar medicamentos, no caso radioisótopos, material nuclear usado para as radioterapias no tratamento de certos tumores, sob o pretexto de que Saddam poderá fabricar armas a partir dos remédios! Assim, em conseqüência dessa política cruel, a guerra e o embargo já mataram pelo menos 500 mil crianças. Ainda hoje morrem entre 4 e 5 mil crianças todos os meses devido a males causados pelo conflito, incluindo o urânio 238.
Segundo a Anistia Internacional, morrem 12 crianças por hora no Iraque. Até hoje os hospitais estão cheios de pacientes e não têm condição sequer de estocar vacinas, pois a geração e a distribuição de eletricidade é precária e o embargo não permite a importação de equipamento para normalizar o fornecimento de energia elétrica e água, com o argumento de que o Iraque poderá usar essa energia para fabricar armas. Mas não são apenas os iraquianos que sofrem. Os americanos veteranos da guerra vêm sendo vítimas de doenças de diagnóstico difícil, tais como imunodeficiências semelhantes à Aids. Tanto entre os iraquianos como entre os veteranos americanos e ingleses, registram-se sintomas de um mal conhecido como Síndrome da Guerra do Golfo. O câncer e o nascimento de crianças com deformações físicas são cada vez mais numerosos. Os mesmos sintomas afetam mais de mil crianças na antiga Iugoslávia, onde os aviões da OTAN jogaram bombas sujas com urânio. Convém lembrar que a Iugoslávia fica na Europa. Imaginem os armamentos que Bush Filho vai usar na guerra que vem aí. Ele precisa:
1) modernizar seus arsenais;
2) renovar as encomendas à indústria bélica dos EUA, da qual depende grande parte de sua economia e;
3) testar novos armamentos.

A guerra será ganha rapidamente, o petróleo será controlado e os americanos dizem que vão democratizar o país em 18 meses. Seria bom, nesses momentos, pensar como um árabe e islâmico antes de agir. Eles estão se vendo invadidos pelos infiéis em outra cruzada (Bush Filho já escorregou ao usar o termo). O ódio dos árabes ao Ocidente tornará o mundo cada vez mais inseguro, até que o terrorismo não oficial comece a usar as mesmas bombas e balas sujas que os terroristas americanos usam contra os civis iraquianos em nome do combate ao terrorismo. Só quando as crianças afetadas forem americanas ou inglesas, ou seja, brancas, o mundo acordará em comoção e lágrimas e falará em selvageria, pois, como já está provado, nem todos os seres humanos são iguais.
Você vai passar o Carnaval em Salvador?

Acabei de receber um tambor da terra do Senhor do Bonfim.

Meu amigo Eric, o americano mais brasileiro do mundo convida para uma visita ao seu novo empreendimento. Trata-se de um bar/café/restaurante soteropolitano com sabor caribenho.

Como a Bahia não está no meu roteiro momesco deste ano, peço uma gentileza para quem for para aqueles lados: leve um alô para o adorável "baixinho" em meu nome.




Porto de Encontro Café e Arte
Rua César Zama, 41, Porto da Barra
(Entre a Praça dos Tamarineros & Av. Sete de Setembro)
Salvador - BA
Informações: (71) 267-2355
O Tiago deixou um comentário muito simpático pedindo dicas de rodas de samba aqui no Rio.

Tenho freqüentado esses ambientes bem menos do que gostaria, mas não posso deixar na mão alguém que vem visitar minha cidade. Vou falar do que conheço, principalmente na minha vizinhança. Quem souber de outras dicas, por favor, colabore aí nos comentários.

Gosto muito de um bar chamado Estephânio´s. Fica ali na Rua dos Artistas, num lugar que já foi chamado de Aldeia Campista, mas que foi incorporado à Grande Tijuca. Além de chope de primeira e ótimos petiscos, toca por ali o grupo Roda de Saia, que era constituído apenas por mulheres, mas já vi meninos tocando com elas (não sei se elas resolveram tirar a barreira do gênero ou se eles só estavam dando canja). É pagode tradicional e samba de raiz. Por ali aparecem figurinhas interessantes famosas ou anônimas do mundo do samba. Ano passado a Beth Carvalho estava batendo ponto por lá quase toda semana, já que era enredo do bloco deles. Este ano o homenageado é o Martinho da Vila.

Por falar em Martinho, outro lugar aonde eu gosto muito de ir é o Butiquim do Martinho. Tem música ao vivo todos os dias, com exceção de sábado, incluindo choro, pagode, samba de raiz. Fica no Shopping Iguatemi, em Vila Isabel. Programa para quem gosta de dormir cedo. Ótimo chope. Petiscos honestos.

Também tem muita coisa acontecendo na Lapa. Há boas casas de samba por lá. É só ir chegando e assuntar com o pessoal que tem lotado as ruas do bairro, sob os Arcos, o que de melhor acontece na noite que você estiver por lá.

Sou analfabeta de samba na Zona Sul.

A cabecinha criativa da Rossana não pára de funcionar e ela está inventando uma nova forma de ajudar o Lucas.

Eu dou um alô daqui, você dá um alô daí e a gente ajuda um pouquinho também...

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No capítulo de ontem de Mulheres Apaixonadas as personagens de Susana Vieira e da filha do Manoel Carlos (nunca sei o nome desta atriz) comentaram os absurdos incidentes de anteontem e mesmo do início da manhã de ontem aqui no Rio.

Será que a novela vai ser toda assim com comentários em cima do lance sobre os acontecimento mais importantes gravados no mesmo dia em que a novela vai ao ar? Achei a idéia muito interessante principalmente numa novela que se propõe a ser contemporânea e tem o Rio (especialmente o Leblon) como um de seus personagens.

Gosto dessa nova novela, como costumo gostar de todas desse autor, embora eu seja cada vez menos fiel na tarefa de acompanhar capítulos e mais capítulos. Mas acho muito gostosa a forma como ele reproduz conversas que já mantive ou já ouvi. São aqueles comentários que a gente solta numa fila ou para preencher um papo com amigos.

Talvez o encanto seja mais para bichinhos urbanos e cariocas como eu. A maioria das situações (com exceção sempre da grande história da trama, como a mãe-Helena trocando seu próprio filho pelo neto morto, a mãe-Helena entregando o namorado pra filha ou a mãe-Helena que na verdade é tia) já aconteceram com a gente, com alguém que a gente conhece, ou simplesmente poderiam perfeitamente ter acontecido. Este é o encanto.

25.2.03

Vou-me embora pra Passárgada
(Manuel Bandeira)

Vou-me embora pra Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada

Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar históricas
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada

Em Passárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada


Shangrilá
(Rita Lee - Roberto de Carvalho)

De repente eu me vejo
Amarelada, bodeada, sem ninguém
Nessas horas aparece a preguiça
A vontade de sumir... de vez

Se me der na telha sou capaz
De enlouquecer
E mandar tudo pr´aquele lugar
E fugir com você pra Shangrilá
E me deixar levar
Por um beijo eterno
Por seu corpo envolvente
Mais quente que o inferno


Xanadu
(Olivia Newton-John)

A place where nobody dared to go,
the love that we came to know
They call it Xanadu

And now, open your eyes and see,
what we have made is real
We are in Xanadu

A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally

Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu
Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu

Xanadu, your neon lights will shine for you, Xanadu

The love, the echoes of long ago,
you needed the world to know
They are in Xanadu

The dream that came through a million years
That lived on through all the tears, it came to Xanadu

A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally

Now that I'm here, now that you're near in Xanadu
Now that I'm here, now that you're near in Xanadu, Xanadu



Maracangalha
(Dorival Caymmi)

Eu vou pra Maracangalha eu vou
Eu vou de uniforme branco eu vou
Eu vou de chapéu de palha eu vou
Eu vou convidar Anália eu vou

Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Sem Anália mas eu vou

Papapara papaia papá
Papaparapapaia papá


O Raphael comenta o "editorial" da Veja.

Assino embaixo.
Pena que não há muito o que possamos fazer daqui...


24.2.03

Sabe quando você perde a capacidade de decepcionar-se com uma pessoa porque ela está cometendo o mesmo "errinho" pela trigésima vez, então aquilo passa a ser exatamente o que você espera dela? E quando você já conversou diversas vezes com ela sobre este exato ponto e ela jura de pés junto que aquilo não se repete só para dali a uma semana fazer igualzinho?

Quero ouvir sua opinião, por favor.

23.2.03

A idéia era ficar o dia inteiro de papo pro ar, devorando revistas, jornais e um ou outro filminho.

Mas não. Fazer o que se moro na Cidade Maravilhosa, se o dia amanheceu ensolarado e se uma brisa gostosa espanta de leve o calor?

Já era tarde para pensar em praia com criança. Sim, finalmente consegui acordar num horário bacana. Por vício dos últimos dias abri os olhos às 6:30, mas foi enorme a satisfação de simplesmente virar as costas para o relógio ao procurar uma posição mais confortável no travesseiro e curtir a cama por algumas horinhas mais.

Foi ele quem viu que ainda de manhã ia haver um bailinho de Carnaval. Eu topo na hora pro diversos motivos.

Faz tempo que não trabalho no Centro e raramente tenho assuntos para resolver por lá. Sou freqüentadora do Teatro Rival, mas uma quadra numa metrópole pode ser absurdamente diferente de dia e de noite. Então me sinto meio turista na Cinelândia diurna.

Ainda não tinha visto o enorme (e vazio, pelo menos no domingo) estacionamento criado sob a Praça Mahatma Gandhi. Nem a praça depois da retirada dos tapumes. O espanto estava ali, atrás das grades que protegem o novo espaço. Eu, que trabalhei ali no Edifício Serrador na época em que estagiava na Petrobrás, nunca reparei a vastidão da vista a partir daquela calçada, emoldurada por prédios antigos: Monumento aos Pracinhas, Pão de Açúcar... Não lembro se antes havia alguma coisa que obstruísse a visão ou se eram só as calçadas lotadas dos dias de semana, os camelôs, os meninos de rua, a correria que não me deixavam ver direito...

E ali estavámos eu e eles mais uma vez desbundando diante da cidade.

Nunca tinha entrado no Odeon depois que o velho cinema agregou a sigla BR em seu nome e se transformou em espaço cultural. O lugar é lindo, lindo. E nem vou contar que uma certa criatura sentada ao meu lado quase não segurou a onda ao ouvir tocar o sinal e ver as cortinas vermelhas se abrindo, como os cinemas de sua infância.

Adoro tudo sobre Menino Maluquinho, o filme. E gosto mais a cada vez que vejo. Pedro recita a fala dos personagens ao meu lado.

Depois da sessão, palhaços e uma banda nos aguardavam à porta. As melhores marchinhas carnavalescas de todos os tempo animavam o início de tarde cercadas pela Biblioteca Nacional, pelo Theatro Municipal, pelo Obelisco e pelo Amarelinho. Eu bem que vi o Museu de Belas Artes esticando o pescoço para conferir o que se passava.

Aos poucos foram chegando o casal de pernas-de-pau, as palhacinhas que desciam da sacada por tecidos encarnados, o malabarista...

Um menino de rua me esticou a mão imunda num cumprimento. Eu estiquei a minha também. Ela foi amparada por um sorriso triste porque Carnaval também tem pierrô.

A caçarola que meu filho levava à cabeça como fantasia em homenagem ao mais famoso personagem infantil do Ziraldo logo virou receptáculao para toda sorte de bugiganga que ele ia recolhendo: máscaras baratas de saci, animais recortados em E.V.A. que foram jogados como confetes, spray de espuma carnavalesca...

Tudo isso pela módica quantia de R$2,00 (sim, dois reais!) por cabeça. O estacionamento tem desconto com a validação da bilheteria.

Depois almoço no Nova Capela e outra surpresa. Foi inaugurado um anexo ao célebre restaurante. Longe dos padrões do espaço anterior, que ainda está lá firme e forte (e lotadíssimo a qualquer hora do dia ou da noite), ele foge do estilo brega português-suburbano com suas paredes azulejadas para o estilo brega Barra-norte-americano. O cabrito com arroz e brócolis com porção extra de alho continua dos deuses. E é sempre divertida a caça às celebridades, já que o lugar de repente virou modinha (sou freqüentadora com histórico por lá, levada pelas mãos de um praticamente sócio fundador). Hoje avistei o Ivo Meireles, com seus cabelos esticados crescidos e tingidos de uma cor entre abóbora e carmim e suas unhas manicuradas em negro.

Descanso dominical? Pois sim...