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13.5.03

Hoje seria aniversário da minha avó materna, se ela fosse viva.
Hoje é dia de comemorar a Abolição da Escravatura, diz a tia Cotinha.
Hoje, dizem, é dia de Preto Velho.



Homenagem aos Pretos Velhos


Os pretos velhos são espíritos de origem africana, que vieram dar mensagens aos seus seguidores quer sejam da Umbanda ou do Candomblé. Cultuados por alguns segmentos da nação de Angola, essas entidades são consideradas como ancestrais, como eguns dos Orixás.
A Umbanda considera o Preto Velho como entidade de luz, trazendo conhecimento e visão da cultura africana. Os Pretos Velhos são homenageados no dia da Abolição da Escravatura, pois, com a vinda dos negros para o Brasil, houve muita discriminação de suas tribos para que perdessem sua força religiosa. Dissolviam as tribos, misturando os negros da Guiné com a Angola, Nigéria com Moçambique, enfraquecendo assim, a cultura e a história dos negros. Como esses negros falavam dialetos diferentes, tinham dificuldade em se comunicar e só se entendiam através do culto aos seus orixás, além de terem sido submetidos a maus tratos e subjugados em seu culto, onde os reis e chefes das tribos eram os mais humilhados e escravizados; os colonizadores e padres obrigavam-no a seguir a cultura cristã. Para manter acesa a chama de sua fé e numa tentativa de cultuar os seus Orixás, os negros tiveram que aceitar os santos da Igreja Católica com a sua crença, formando, assim, o sincretismo religioso. Hoje, são os Pretos Velhos, as entidades mais luminosas que nos ensina com sabedoria, os valores de humildade, resignação, paciência e amor ao próximo.

(fonte)

PRETOS VELHOS, FILHOS BRANCOS:
um breve devaneio

Simone Carneiro Maldonado
Antropóloga
GRUPO DE PESQUISA RELIGARE
UFPB - João Pessoa


"É rei, é rei
É rei no seu congá,
É rei!..."

Assim diz um dos inúmeros pontos de chamada de Pretos Velhos na Umbanda, que é a forma religiosa mais representativa dos cultos afro no Brasil, contexto cultural em que se expressa com grande força, coberto de prestígio e de carinho este personagem tutelar aos ritos nacionais, reverenciado nas mais variadas formas, o Preto Velho.
Religiosidade, sincretismo, etnicidade, subalternidade, seriam alguns dos conceitos que seriam necessários para se construir à altura o tema deste devaneio. Mas justamente porque o devanear não tem um compromisso com teorias ou análises estritamente orientadas (sendo justamente o seu contrário...), permito-me escrever esta peça tal como ela está. Sugiro no entanto que ela seja lida diante da intenção com que está sendo escrita, como algo que remete à prática umbandista "brasileira" e "afro" e sobre a construção que aí ocorre de um dos arquétipos brasileiros, o do Preto Velho.
Para tal, passo a contextualizar este personagem que a Umbanda situa entre as entidades de luz, ou espíritos superiores em mérito, junto com outros tipos igualmente idealizados, como os "caboclos", os "mestres", os "orientais", as "crianças". São grupos de espíritos, de vibrações, de sintonias, de diferentes formas de relacionamento com o mundo dos vivos, por assim chamar o mundo dos "encarnados", que estão "na carne", que têm corpo, nós.
Ao classificar a espiritualidade, o mundo dos espíritos em "linhas" ou "falanges", Falange dos Caboclos, Linha de Preto Velho, Linha do Oriente (também muito conhecida por "linha dos Ciganos"), a Umbanda expressa a sua ordenação do universo tendo como referencial os domínios da natureza e da civilização, num mundo marginal. A natureza é o reino dos Caboclos, representação idealizada do índio brasileiro, que por sua vez se subdivide em "falanges" (Caboclos de Pena, Caboclos Flecheiros, Caboclos, do Mel) todas elas comprometidas com a mata, com a água doce, com o mel silvestre, com a cura, a "ajuda" e sobretudo com a justiça feita com a proteção do Pai Oxóssi (senhor das matas que preside a Falange dos Caboclos) e suas flechas.
No âmbito da civilização, juntamente com outras entidades como os "mestres", está a figura do Preto-Velho, o espírito nacionalmente reconhecido do ex-escravo africano como o tem construído o imaginário religioso brasileiro nos anos de escravatura e sobretudo após a abolição.
Na verdade, a afetividade de que se recobre a relação dos Pretos Velhos com seus "filhos brancos" expressa nos rituais sincréticos, remete às relações semi-familiares que se estabeleciam nas casas-grandes e os seus escravos domésticos. Se não, vejamos, no ideário nacional (e na prática "real?,concreta naquele passado), a Mãe Preta se situa mansamente como um terceiro elemento na díade mãe-filho, surgindo aí relações muito fortes de carinho e solidariedade das três partes: da Sinhá, da escrava e do menino branco, que não raro na literatura romântica aparecem aliados em confronto com a vontade férrea e patriarcal do homem branco, senhor de terras, dono de mulheres, de escravos e de meninos.
Eu diria ser este um substrato fundamental à re-criação e à reabsorção do escravo africano pela sociedade brasileira na Umbanda, mediante a construção do personagem do Preto Velho. Mesmo liberto, esse espírito continua vivendo no imaginário religioso de muitos brasileiros. Um desses modos de presença é a representação do ex-escravo negro que retoma a sua relação com a sociedade nacional, com os "filhos brancos" a cada sessão de Umbanda.

(...)

"Arruda tem luz
Tem poder e tem valor
Arruda tem força
Do pai superior

É rei ,é rei
É rei no seu congá
É rei, é rei
E vem para ajudar!"

Com fórmulas assim se invocam Pai João d'Angola, Pai Arruda, Pai Benedito, o Preto Velho do Menino Jesus e tantos outros "pais" e "avós" que são a representação dos ex-escravos nesta sua forma de permanência entre nós. É bastante comum que as entidades masculinas sejam chamadas de "pai" enquanto as Pretas Velhas são geralmente "vovós" que distribuem proteção, conforto moral, conselhos e receitas a quem os procura. Curiosamente nunca tomei conhecimento de que "vovós" fossem chamadas na abertura dos rituais, tendo elas no entanto também grande mérito e poder, em nada ficando a dever aos Pretos na hierarquia dos rituais e na procura das pessoas:

"É bonito e tem que ver
Pau sêco florar
É bonito e tem que ver
As pretas velhas trabalhar!"

É grande a quantidade de "pontos" de que estes são representativos enquanto associação dos espíritos dos africanos às flores, à idade avançada, a humildade, generosidede e doçura no trato com os "filhos brancos" com quem interagem em termos de parentesco simbólico. Geralmente idosos, cegos, mutilados ou trêmulos, os espíritos incorporados nos médiuns ouvem queixas e pedidos dos "filhos brancos", dão conselhos, prometem a ajuda, força e preces, pedem paciência, fé e receitam chás de entrecascas, de perfume, arroz, arruda, cominho, cravo branco, comunicando-se num modo de falar também sujeito a variações mas fundamentalmente manso e o mesmo em todos os ambientes, repetindo-se sempre a frase "i zi gaci di Deus" ou simplesmente "gaci di Deus (graças a Deus):

"I zi fi zabancado i zi gaci di Deus picisá dus abanhado i ni xopana di fi"

para dizer que

"O filho branco na graça de Deus vai precisar de uns banhos na casa do filho".

Ou ainda, no mesmo tom meigo e paternal,

?Gaci di Deus, o fi tuma us banho dos cravo e arruda machucadim, mai é picisi rezá pa saúde di i dá tomém us banho no galiba di fi, i zi gaci di Deus

que significa

?Na graça de Deus o filho toma os banhos de cravo com arruda machucadinhos mas é preciso rezar para a saúde e também dar banhos na criança do filho, nas graças de Deus?

Vale ressaltar um detalhe significativo na relação do Preto Velho com os seus filhos (i zi fi) que poderia instigar a mais um estudo dos fenomenos simbólicos e relações que ocorrem no âmbito dos rituais de Umbanda. Mesmo que se trate de mestiços, morenos, mulatos, "pardos" e até mesmo de negros, uma vez em consulta com um Preto Velho todos são "filhos brancos" (i zi fi zabancado), não parecendo ser a expressão "branco" neste caso um referencial étnico mas antes outros construto que é o da nomeação pelas "linhas de Congo" dos seus "filhos brancos".
No processo de ajuda, aconselhamento e consolo propiciado pelo contato com os Pretos Velhos, estes se apresentam (e são apresentados nos "pontos") cheios de mérito junto ao Pai Superior, a Jesus e à Virgem Maria, em grande medida pelos tormentos da sua vida de escravo na terra, uma espécie de resgate dos sofrimentos, mutilações, castigos e humilhações cujas marcas guardam na espiritualidade e que lhes foram inflingidos pela mesma sociedade a quem eles hoje vêm cuidar e consolar. São indicativos disso os "pontos de chamada" e de "despedida":

Pai Arruda vai baixar
Pros seus filhos ajudar
Com a força de Jesus
Ele vem pra trabalhar"

E no momento da despedida,

"Lá vai os Preto Velho
Subindo pro céu
E Nossa Senhora
Cobrindo com o véu"

Nos "pontos de Preto Velho" há também referências à negritude e ao trabalho, como se pode ver a seguir:

Quem arreia na linha de Congo
É de Congo, é de Congo, aruê!
Quem arreia na linha de Congo
Agora é que eu quero ver.

Preto com preto, Calunga,
Eu também sou preto, Calunga,
Na terra dos preto, Calunga,
Todo mundo é preto, Calunga!"

E no "ponto de Preta Velha",

Vovó não quer
Casca de côco no terreiro
Vovó não quer,
Casca de côco no terreiro
Que é pra não lembrar
Dos tempo dos cativeiro
Que é pra não lembrar
Os tempo dos cativeiro"

A inversão simbólica dos valores da hierarquia prevalecente na ordem social brasileira é um dos fenômenos que mais caracterizam os cultos afro-brasileiros. Nestes contextos, o "menos" passa a ser "mais", os últimos são os primeiros e o subalterno adquire um poder que pode chamar-se mágico. No caso do Preto Velho, a via para essa "ascensão" que se realiza durante os rituais foi o sofrimento a ele imposto pela mesma sociedade que a ele hoje se filia e se ajoelha aos seus pés por proteção e ajuda. (...)

Também aqui cabe lembrar o caráter de comentário reflexivo deste pequeno texto para poder permitir-me citar o filósofo Martin Heidegger ao dizer que a continuidade de um fenômeno significa muito mais do que a permanência do que o constitui.Muitas vezes a história conduz a modificações estruturais nas relações sociais e na produção da sobrevivência sem que no entanto certas vozes silenciem necessariamente de maneira radical.

(texto completo aqui)
Recebido por e-mail:
(veja mais sobre este assunto na Jaula do Cordeiro)

Demarcando território
Ricardo Calil


09.Mai.2003 | Cacá Diegues é a Maria da Conceição Tavares do cinema nacional. Assim como a economista no episódio da focalização dos gastos públicos, o cineasta despertou uma espécie de histeria coletiva em sua classe com a polêmica do "dirigismo cultural".

Da mesma forma que Conceição, Cacá deu dimensão gigantesca a um problema irrisório, deixou de lado questões mais importantes e transformou um coadjuvante em vilão da história. Ao contrário da economista, porém, o
cineasta conseguiu o que queria.

Mas exatamente o que desejavam essas duas figuras históricas? Fora o bem do país, claro... No caso de Conceição, a resposta é difícil. Afinal, ela não ganha nada para atacar a focalização dos gastos públicos.

Mas sua atitude deve ter algo a ver com o fato de que o PT está obtendo êxito econômico fazendo o contrário do que ela sempre defendeu. Sentindo-se contrariada, mas sem argumentos, ela decidiu inventar que Marcos Lisboa,
secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, queria acabar com a universalização dos serviços essenciais.

No caso de Diegues, a equação é mais simples: ele é um cineasta que depende de dinheiro público para fazer seu trabalho, o novo governo acenou com a possibilidade de controlar os gastos com cinema...

O fato estranho é que Diegues não veio a público para defender a manutenção do sistema de financiamento estatal. Ele preferiu supor que o governo queria acabar com a liberdade de expressão com um suposto "dirigismo cultural".

Para Diegues, esse golpe na cultura estaria sendo tramado maquiavelicamente pelo secretário de Comunicação Luís Gushiken e pelo consultor privado Yacoff Sarkovas (aliás, nome perfeito para vilão de cinema).

A acusação de Diegues foi motivada por duas iniciativas do governo: a transferência do poder de decisão sobre as verbas estatais do Ministério da Cultura para a Secretaria de Comunicação e a definição de novos critérios para a concessão de patrocínios.

Segundo os critérios divulgados na semana passada nos editais da Eletrobrás e Furnas, conceitos como "contrapartida social", "valorização da cultura popular" e alinhamento a programas sociais como o Fome Zero deveriam ser levados em conta na definição dos projetos a serem patrocinados.

Na já célebre entrevista que deu ao "Globo", Diegues declarou ter visto nesses critérios "um golpe que pode provocar um desaparecimento do cinema brasileiro", "uma audácia autoritária que nem a ditadura militar foi capaz
de ousar", "uma intervenção de choque (...), um Bope ideológico", "uma vitória jdanovista (referência ao comissário stalinista da cultura)".

O conceito da "contrapartida social" é mesmo um tipo de aberração, mas ninguém o levava muito a sério até a entrevista de Diegues. Mesmo porque os editais não davam a entender que haveria interferência no conteúdo das obras ou que projetos sem contrapartida social seriam rejeitados.

Acreditar que essa idéia levaria a uma reedição do realismo socialista, como afirmou Luiz Carlos Barreto, é o mesmo que crer que o Brasil produziria a bomba atômica, só porque o ministro Roberto Amaral disse que o país não
renunciaria a nenhuma tecnologia nuclear.

No episódio todo, o fato mais revelador não foi o conteúdo dos editais, mas o exagero da reação de Diegues - seguido depois pelo establishment da classe artística. Foi menos uma defesa da liberdade do que uma demarcação de
território.

Nesse sentido, foi uma atitude muito bem-sucedida. Diegues conseguiu que os novos critérios fossem abandonados antes que eles se estendessem à BR Distribuidora e à Petrobras, os principais financiadores do cinema brasileiro. A rapidez com que Gushiken voltou atrás na questão mostra que nem mesmo o governo fazia tanta questão da "contrapartida social".

Mais importante, Diegues conseguiu que o poder de decisão sobre as verbas das estatais para a cultura (cerca de R$ 200 milhões por ano) voltasse para seu amigo Gilberto Gil, que fingiu lavar as mãos no episódio. Nunca é demais
lembrar que o secretário do Audiovisual, Orlando Senna, foi sugerido a Gil por Diegues.

Agora, o ministério de Gil poderá escolher quais projetos serão patrocinados e ainda fiscalizar a aplicação das verbas. A Ancine, agência que controla os gastos com cinema, foi incorporada pelo MinC no mês passado. Com sua pouca experiência política, Gil já ganhou mais poder em quatro meses de mandato que muito ministro rodado.

É importante destacar que Diegues não está sozinho nessa luta. Ele foi apoiado pela classe artística nacional. Embora, a julgar pelas fotos da reunião com os ministros, toda a classe seja oriunda da zona sul carioca.

O dado mais curioso nessa história é que a maioria absoluta dos artistas apoiou Lula na eleição. E, como lembrou o cineasta Jorge Furtado (talvez o único a escrever algo sensato sobre o episódio), o item 40 do programa de governo do PT dizia praticamente a mesma coisa que os editais da Eletrobrás e da Furnas:

"Nosso governo adotará políticas públicas de valorização da cultura nacional, em sua diversidade regional, como resgate da identidade do país.

Para realizar esses objetivos, será necessário encontrar novos mecanismos de financiamento da cultura e de suas políticas, que não podem continuar, como hoje, exclusivamente submetidos ao mercado" .

Os artistas apoiaram Lula porque eles queriam mudanças. Agora, porém, eles parecem seguir a idéia de Lampedusa de que tudo precisa mudar apenas para ficar como está. De qualquer forma, é bonito ver a classe artística tão
mobilizada. Não se via tamanha união desde o linchamento moral de Regina Duarte na campanha eleitoral.

12.5.03

Isso é brincadeira, não é?

Gisele Bündchen pode ter decepcionado o amigo Caetano Veloso, que conheceu no Carnaval passado em Salvador. Segundo o colunista César Giobbi, do jornal O Estado de S.Paulo, a top pediu ao cantor que compusesse uma música sobre ela e, em seguida, perguntou ao músico se ele conhecia Londres. Caetano respondeu que já morou na cidade quando se exilou na época da ditadura militar (lá, inclusive, ele compôs a música London London). Gisele prosseguiu: "Ditadura?". A pergunta levou ao fim da conversa.

Acróstico

Meu bijouzinho fez pra mim:

Carente
Adorável
Re-pensadora
Leal
Astuta

Agradeci e cobri de beijinhos orgulhosos.

Depois, com jeito, perguntei como quem não quer nada:

- Por que carente?

- Ué! Você não vive dizendo que a gente tem que dar os brinquedos que não usa mais, que tem sempre que ajudar as pessoas? Não conheço ninguém mais carente que você.

8.5.03

Descobri diversos livros interessantes que ainda não li ou que quero reler durante a mudança.
Haja tempo!
Tem um janelão aqui do ladinho da mesa que tem me mostrado lindíssimos dias ensolarados de céu perfeitamente azul.
Haja tempo!
Com a poeira de tudo o que estava guardado e foi (está sendo) remexido, meus pés e mãos estão em frangalhos. Mani/pedi-cure urgente!
Haja tempo!
E muito, muito mais, mas não há como escrever tudo.
Haja tempo!

7.5.03

Dizem por aí que o ócio á o pai de todos os vícios e que cabeça vazia é oficina do diabo.

Eu completo dizendo que o pior do ócio é achar (e cobrar) que todo mundo deva estar tão disponível para fazer nada e arrumar sarna para se coçar como você. E o pior da masturbação mental é que ninguém goza.

Nada que um belo tanque de roupa ou um monte de concreto para virar e o pão de cada dia a ganhar com o suor do próprio rosto não curem rapidinho.
Estou cansada demais.
Nem escrever, que é uma das coisas de que mais gosto, eu consigo.

5.5.03

Durante a mudança descobri:

* Dieta e mudança são mutuamente excludentes.
* Tudo é conseqüência e assumir a sua parte de responsabilidade nas causas ajuda muito a todos.
* (caindo aos pedaços, mas ainda manipuláveis) To the Lighthouse - Virginia Woolf e The Sound and the Fury - William Faulkner.
* Mais músculos que podem doer no corpo humano do que estrelas no céu.
* Por mais cansado que você esteja, você sempre pode ficar mais cansado.
* Sou uma pessoa muito paciente.
E cadê as armas químicas e biológicas?
Onde estão as provas de ligação com o terrorismo?
Onde está Waly?

"O corpo vira cinza para que o fogo habite as páginas do livro."



Vapor Barato
(Jards Macalé e Waly Salomão)

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general
Cheio de anéis
Vou descendo por todas as ruas
E vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
(Graças a Deus)
E não me importa, honey

Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto (quem sabe)
Mas eu quero esquece-la (eu preciso)
Ah, minha grande
Ah, minha pequena
Ah, minha grande obsessão

Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby?

Tentando voltar à rotina...

1.5.03

Falando já do acampamento na casa nova.

97% da minha vida material portátil está dentro de bolsas e caixas.

Do lado de fora, só o essencial: para mim, o computador; para Ricardo, o som; para Pedro a TV.

Agora que já estamos dentro, é relaxar e gozar.

29.4.03

Eu bem que tento ser mais tolerante, generosa, benevolente, ter mais compaixão.

Mas tem gente que, por mais que você respeite intelectualmente, admire moralmente ou simplesmente mereça alguma espécie de afeto, é muuuuuuito chata.

Sim, Oswaldo Montenegro estava certo: todo chato é bonzinho.
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Esselentíssimo Juiz


Certa vez, ao transitar pelos corredores do fórum, fui chamado por um dos juízes ao seu gabinete.

-- Olha só que erro ortográfico grosseiro temos nesta petição, disse ele. Estampado logo na primeira linha do petitório lia-se:

"Esselentíssimo juiz".

Gargalhando, o magistrado me perguntou :

-- Por acaso, esse advogado foi seu aluno na Faculdade ?

-- Foi sim - reconheci. -- Mas onde está o erro ortográfico a que o senhor se refere ?

O juiz pareceu surpreso:

-- Ora, meu caro, acaso você não sabe como se escreve a palavra excelentíssimo?

Então, expliquei-me:

-- Acredito que a expressão pode significar duas coisas diferentes. Se o colega desejava se referir à excelência dos seus serviços, o erro ortográfico efetivamente é grosseiro. Entretanto, se fazia alusão à morosidade da prestação jurisdicional, o equívoco reside apenas na junção inapropriada de duas palavras. O certo então seria dizer "esse lentíssimo juiz".

Depois disso, aquele magistrado nunca mais aceitou, com naturalidade, o tratamento de excelentíssimo juiz. Sempre pergunta:

-- Devo receber a expressão como extremo de excelência ou como superlativo de lento?


João Marques Vieira Filho
(Retirado da revista da OAB/SC, dezembro de 2002)
Recebido por e-mail:

Nota à Imprensa

A verdade sobre os pretensos ataques de tubarão no Rio


Como biólogo marinho, especialista em peixes marinhos, e diretor do Instituto Ecológico Aqualung, me sinto na obrigação de esclarecer o que vêm ocorrendo no litoral do Rio.

Fatos absolutamente isolados estão sendo reunidos, de forma oportunista, para criar falsos alarmes de perigo de ataque de tubarão, gerando medo e insegurança para a população do Rio.

Fato 1 - Na 5ª feira, dia 24, um praticante de para-pente informa ao Corpo de Bombeiros ter avistado dois tubarões na praia da Barra, gerando o primeiro "alarme" sobre tubarões no litoral do Rio.

Comentários: no litoral do Rio vivem diversas espécies de tubarões há milhões de anos. Avistar alguns espécimes em uma dia com águas claras e quentes, ainda que seja uma curiosidade, não é nenhuma novidade e não representa nenhum tipo de ameaça.

Fato 2 - Na 5ª feira, dia 24, um banhista, pegando jacaré na praia de Copacabana, alega ter sido mordido por um tubarão. Sofreu cortes em dois dedos da mão direita.

Comentários: não há evidências que comprovem ter sido um ataque de tubarão.

Uma mordida de tubarão não provoca "cortes" no dedo. Ataques de tubarão no Rio são muito raros e absolutamente improváveis. O último registro de ataque de tubarão em Copacabana foi em 1947 e mesmo assim foi um acidente e não um verdadeiro ataque.

Fato 3 - Na 6ª feira, dia 25, um pescador captura em Grumari, com uma rede de pesca, um tubarão da espécie ´Mako. O exemplar é mostrado ao público como um troféu e passam a relacionar sua captura com o pretenso ataque em Copacabana.

Comentários: cações e tubarões, de diversas espécies, incluindo o Mako, são capturados todos os dias pelos pescadores. Esses tubarões capturados são comercializados nas peixarias e mercados. Relacionar a captura de um tubarão Mako com o ataque de Copacabana é, no mínimo, uma irresponsabilidade. Afirmo, categoricamente, como especialista, que os dois fatos são isolados e nada têm a ver um com o outro.

Fato 4 - No sábado, dia 26, um grupo de banhistas, na praia da Joatinga, arrastam para fora da água um tubarão e o matam a pauladas na areia. Enquanto batiam no animal, um dos banhistas foi "arranhado" pelos dentes do tubarão.

Comentários: estive no sábado no 2º G-Mar, da Barra, para onde foi levado o tubarão, inicialmente chamado de tigre, e o identifiquei como sendo da espécie mangona. Existiam vários relatos desencontrados sobre como e porque o animal apareceu na praia. No entanto, dizer que ele estava perseguindo alguém e encalhou na areia, certamente é falso. A mangona é muito comum no litoral Sudeste, porém não costuma chegar tão próximo da arrebentação, muito menos no raso. Não é uma espécie agressiva e, absolutamente, não é
perigosa. Não há registros de ataque no Brasil. Essa espécie, inclusive, encontra-se em perigo de extinção.

As fotos mostrando os banhistas arrastando o tubarão pela cauda para fora da água indicam que o animal estava morimbundo, pois nenhum homem, por mais forte que seja, consegue capturar e arrastar um tubarão são (sadio e vivo) para fora da água. Mesmo ferido e quase morrendo um tubarão, ou qualquer outro animal com dentes afiados, pode ser perigoso se acuado e agredido. O arranhão sofrido por um dos banhistas demonstra isso.

Não há mudanças no meio ambiente e nem fenômenos atípicos que possam ser utilizados como argumento para o aparecimento de tubarões nas praias. A ocorrência de tubarões em nosso litoral sempre foi e continua sendo um fato muito comum. Não há nenhuma razão plausível para alertas sobre perigo de ataque.

É lamentável e muito ruim para a imagem do Rio de Janeiro termos falsas notícias sobre ataques de tubarões, que, se não esclarecidas a tempo, podem vir a provocar pânico.


Marcelo Szpilman
Diretor
Instituto Ecológico Aqualung
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010
Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030
Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021
E-mail: instaqua@uol.com.br
Site: http://www.institutoaqualungcom.br


Curriculum resumido
Marcelo Szpilman - Biólogo marinho, diretor do Instituto Ecológico Aqualung, membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS), autor do Livro GUIA AQUALUNG DE PEIXES - Guia Prático de Identificação dos Peixes do Litoral
Brasileiro, editado em 1991, do livro SERES MARINHOS PERIGOSOS - Guia Prático de Identificação, Prevenção e Tratamento, editado em 1998/99, do livro PEIXES MARINHOS DO BRASIL - Guia Prático de Identificação, editado em 2000/01.

28.4.03

Carla-cintês básico
Lição 1


Estresse feliz:

Cair de boca em:

Ovos de Páscoa
Bolo de aipim do Sheik
Canjica
Coca-cola
Pipoca doce

e, graças à incompetência do operariado e outros aborrecimentos do mesmo quilate às vésperas da mudança, continuar emagrecendo.

Cara de empada:

Significado: Impassível, abobalhado, alheio aos fatos e acontecimentos presentes, de preferência com sorriso débil colado ao rosto.

Origem: A expressividade das empadinhas na vitrine da Salete, completamente ignorantes ou indiferentes a seu destino iminente e indefectível: o bucho dos glutões.
Estou febril desde ontem.

O fim dos serviços prometidos para o final de semana não aconteceu. Ainda falta pintar algumas portas e portais e colocar verniz no chão colocar todos os acessórios das janelas (cortinas e tela de proteção são fundamentais). Dois prestadores de serviço ficaram de vir hoje às 13h. São 14h e nem sinal. Um prestador de serviço veio e não pode entrar no apartamento porque o atraso na aplicação do verniz do piso e o próprio atraso dele causou uma simultaneidade desastrosa. Tive que ligar para o outro adiando para amanhã. A mudança está agendada para logo e acho que não vou conseguir aprontar o novo apartamento a tempo.

Talvez três Maracujinas, uma mão cheia de Paciflorine e uns dois Lexotan resolvam meu caso. Mas já decidi que só vou tratar do que ficou na minha lista na divisão de tarefas. Quem não cumprir sua parte (nos devidos prazos, evidentemente) que ature meu mau humor.

E hoje ainda é dia da sogra!

25.4.03

Minha vida daria um filme?


Cinema Mudo
(Herbert Vianna)

Amor sem palavras, cinema mudo
Não falo nada, você sabe tudo
Ô, Ô, Ô, Ô...
A noite chega, me dá um toque
Melancolia não dá ibope
Ô, Ô, Ô, Ô...
Eu tenho que aprender
A dizer tudo que eu sinto por você
Eu tenho que aprender num desses seriados de TV
Vole, Vole, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô
Vole, Vole, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô
Ai, Ai, Ai, Ai
Vole, Vole, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô
Vole, Vole, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô


Depois de andar do Estádio do Maracanã ao Shopping Tijuca, algumas léguas lá dentro, do Shopping Tijuca à rua Uruguai e pela Conde de Bonfim da rua Uruguai a Praça Saens Peña, antes de pegar a reta rumo ao lar doce lar, resolvi parar no Palheta para tomar um mate gelado e retomar o fôlego.

Fiquei olhando para aqueles pôsteres com cenas de filmes antigo e pensei na época em que a praça era uma ilha cercada de cinemas por todos os lados. Não sou saudosista e não sou de ficar lamentando pelos cinemas que fecharam. A cidade vai mudando sua dinâmica e seus caminhos. Hoje as salas escuras tijucanas migraram para o Shopping Tijuca e para o Iguatemi. Lógico que não levaram consigo o glamour da tela grande, da decoração suntuosa e por vezes kitsch. São outros os tempos, são outros os filmes, são outros os cinemas. Segurança é mais importante que espaço, estacionamento é mais importante que muitas linhas de ônibus, metrô e - Deus! - bonde, praticidade hoje em dia ganha de lavada do charme. Para os que choram pelos velhos tempos costumo lembrar a sabedoria do saudoso mestre João Nogueira: "Não é que os Carnavais de hoje sejam ruins; você é que não tem mais 18 anos."

Aquela parede anacrônica do Palheta deixou meu mate mais saboroso, não apenas com as imagens adoráveis de astros queridos, mas por me levar a pensar em uma coisa que eu precisava lembrar neste momento: que as coisas mudam, trocam de lugar, movimentam-se sempre; se é bom ou ruim, depende da nossa disposição para encarar os fatos e moldá-los às nossas necessidades.

24.4.03

Rodigo Santoro grátis?

Acredite se quiser: quem me contou foi ele, meu amo e senhor, que um dia desses toma vergonha e volta a escrever.

23.4.03

Oração de São Jorge


Eu estou vestida com as roupas e as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem o meu corpo amarrar.

***


Glorioso Mártir São Jorge


Vós fostes o defensor da fé cristã e morrestes pela Igreja Católica. Defendei o meu corpo dos males, das doenças e das balas assassinas. Defendei a minha alma contra os males, da descrença e contra os inimigos da minha salvação.
Defendei minha casa contra os assaltantes e destruidores da felicidade do lar. Defendei meus bens contra os ladrões, os mal feitores e contra os meus inimigos. Dai-me o vigor da fé, da esperança e o amor a Deus e ao próximo.

Amém!

***


Ó Deus, que nos alegrais com os méritos e as orações de vosso Mártir São Jorge, concedei-nos, benignamente, que, implorando os vossos benefícios, por sua intercessão os obtenhamos pelo efeito de vossa graça.
Por Nosso senhor.

Vós me protegestes, ó Deus, contra a conspiração dos malignos, e da multidão dos que praticam a iniqüidade.
Aleluia, aleluia. Ouvi, ó Deus, a minha oração, assim Vos imploro: livrai a minha alma do Temor do inimigo.

(Glória ao Pai)

***


Socorrei-me com sua poderosa força São Jorge Guerreiro Sagrado. O Senhor que vai a frente das batalhas de todos aqueles que em ti tem fé, vá a frente do meu caminho, destruindo os obstáculos, afastando o inimigo. A minha frente com seu escudo para que não seja fendo, aqueles que com suas palavras desejam me magoar, suas línguas vão se travar, sua voz não vão levantar e minha vontade se cumprirá. Teu braço a minha frente para os de outro segurar, sua espada por mim há de usar, podando o inimigo antes de se aproximar.

Com São Jorge comigo, ninguém há de me tocar, todo e qualquer perigo eu hei de derrotar. Podando os obstáculos ao sucesso hei de chegar, com São Jorge meus caminhos se abrirão.

O inimigo em círculo andará, com São Jorge a minha frente ele não me achará. Se alguém me quiser mal, este estará perdido, pois São Jorge é meu guerreiro amigo.

Se eu conheço o inimigo mais fácil ficará, pois com a ajuda de São Jorge seus pés e mãos eu vou atar.

Amém.

***


São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos. Ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos: superiores, colegas e subordinados. Que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; vela por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e harmonia a todos que nos cercam.

Amém.

Encontrei com uma amiga que não vejo mais com freqüência e que tem um filho de pouco mais de um ano, o que faz com que todas as conversas com ela sejam apenas fragmentos. Assim fico sabendo muito pouco da vida dela. Mas ontem conseguimos alguns momentos extra de bate-papo, já que o moleque estava nocauteado por um dia de muita farra e pelo adiantado da hora:

- E o seu marido? Passou naquele concurso?
- Passou.
- Para o que era mesmo, hein?
- Ele agora é alvo.
- ?????
- Ele foi incorporado aos quadros da PM.

22.4.03

Um Fenômeno Festivo


O ser humano é gregário. E eu sempre quis começar um texto com esta frase. Finalmente chegou a oportunidade.

É que eu vou falar sobre um fenômeno que me persegue. Sabe como é, a vida atribulada, trabalho, casa, prole, os mais velhos da família virando crianças dependentes novamente, o parceiro, o trânsito, a violência, tudo e muito mais faz com que não encontremos aquele amigo com a freqüência desejada. Então quando surge a oportunidade, como o aniversário do caçula dele, você vai cheio de vontade de passar algum tempo junto com seu camarada.

Mas a grana está sempre curta e não dá para contratar garçom. Seu amigo e/ou amiga tenta servir a todos, enquanto estabelece contatos breves, sempre se desculpando por não estar lhe dando a devida atenção. Você entende, já passou por isso, se oferece para dar uma mãozinha, mas nem assim consegue realmente estabelecer uma conversa de mais de dois minutos com ele/ela.

Você é uma pessoa sociável e não tem dificuldades em puxar papo e entrosar-se com outros que estão ali, mais ou menos na mesma situação que você. E você até se diverte, afinal, são amigos dos seu amigo e você acaba encontrando algum ponto de contato, alguma afinidade.

O problema é que provavelmente no ano seguinte você vai encontrar-se na mesma situação. Vai voltar à festa de aniversário do rapa-de-tacho do seu brother do coração e vai encontrar os mesmos desconhecidos (para você) de sempre. Claro que, depois de um ano, mesmo que em algum momento você tenha sido formalmente apresentado a eles, você já não se lembra mais dos nomes, conhece o sorriso, mas já não sabe mais que apito ele toca. É parente, colega de trabalho, mãe do coleguinha da escola? Quem são mesmo? Qual é mesmo seu nome?

Assim, você pode formar uma rede de desconhecidos íntimos que riem com você, comem com você, bebem com você, discutem juntos as grandes questões mundiais e querem bem às mesmas pessoas que você, mas você já não tem mais coragem de perguntar o nome porque já "conhece" o sujeito há uns dez anos, mesmo que cada novo encontro seja um recomeço. Com sorte, no meio da coversa, surge uma pista, um nome, uma luz.

Entretanto, o melhor de tudo é quando algum daqueles eleitos pelo seu amigo, também vira seu amigo e os encontros de vocês independem do elo inicial, embora um chope com um deles seja sempre um ótimo motivo para convocar o outro.
O MONSTRO DA MUDANÇA


Por que mudar é tão complicado? Difícil explicar. O fato, porém, é que as mudanças são inevitáveis na vida e situações de mudança são, sim, desgastantes.

O que aprendemos ao vivenciar mudanças importantes são lições que devemos experimentar por nós mesmos. São as lições críticas, e muitas vezes inesperadas, da vida que tendemos a aprender da forma mais difícil. Mas, uma vez retidas, elas ficam para sempre.

Muitos de nós evitamos a introspecção ou estamos muito ocupados para examinar nossa própria vida de forma mais profunda. Além disso, estamos tão perto da mudança que fica difícil, se não impossível, vê-la de forma objetiva ou clara. Quando pensamos sobre uma mudança que passou há muito tempo, os aspectos específicos geralmente ficam confusos. Lembramos, porém, com tremenda clareza, certos momentos e as emoções associadas a eles.

FASES DA MUDANÇA


ESTAGNAÇÃO

Algo não está funcionando a contento. É preciso discutir a possibilidade de mudança. Resistência à mudança, insegurança quanto ao futuro. Perspectivas assustadoras. Alívio, esperança, medo, tristeza, raiva, excitação e preocupação.. Cansaço e energia. Choro e riso.

PREPARAÇÃO

Etapa crucial. A decisão de mudar é tomada. Os líderes se envolvem no planejamento e na comunicação. O apetite de mudança atinge a massa crítica.

IMPLEMENTAÇÃO

A visão estratégica e os planos são compartilhados. A iniciativa envolve mais gente em níveis múltiplos. As pessoas se dão conta de que algo está errado.

Conseguir realizar alguma coisa requer a superação de dificuldades infinitas. Apagar incêndios de última hora torna-se um procedimento operacional padrão. Mesmo as pessoas mais capazes e atenciosas acabam se sentindo exploradas. Portanto, quando se decide fazer uma importante mudança, as pessoas hesitam e começam a ter dúvidas. Quem vai estar no comando? Será que vai ser bom para mim? Em que minha rotina diária vai mudar? Será que estarei pronto? As próprias pessoas que estavam implorando por mudanças experimentam a "resistência retroativa". Agora que a realidade da mudança está a seu alcance, o velho jeito de fazer as coisas não parece tão ruim assim. Talvez exista uma forma de fazer com que os métodos antigos funcionem, afinal de contas.

Um indivíduo que enfrenta uma mudança está, na verdade, passando por uma espécie de mudança pessoal forçada. E, embora reconheça que a mudança faz sentido, intelectual e operacionalmente, precisa de mais tempo para se preparar emocionalmente. Muitas pessoas concordarão com a missão e com seus objetivos e estratégias, mas quando chegar o momento da verdade _ o momento de realmente avançar para a mudança _ elas vão parar. Em geral, isso nada tem a ver com má vontade. Genuinamente não sabiam como sua própria resistência emocional seria forte até ela ter sido testada.

Mesmo as pessoas que aceitam a idéia de mudança podem ficar incertas quando o processo de fato começa a acontecer. Outras pessoas que buscam a mudança podem estar exauridas demais pelos velhos métodos para realmente contribuir para o desenvolvimento de novos métodos. Elas podem querer descansar.

USUFRUTO

A fase durante a qual todo o árduo esforço e as longas horas de trabalho são recompensados.


DETERMINAÇÃO E CONCLUSÃO

O estresse é um estímulo que pode desempenhar diferentes papéis em nossas vidas. Pode ser bom, do tipo que alguém pode ter quando algo maravilhoso e excepcional acontece, como ganhar na loteria. Ou pode ser a angústia, sentida quando algo negativo e prolongado acontece. A angústia pode causar desgaste mental e físico muito prejudicial e também interferir seriamente na vida diária. As pessoas se sentem angustiadas basicamente por três fatores, em especial quando são vividos ao mesmo tempo:

  Altas exigências são feitas, e elas têm pouco controle sobre quais sejam as exigências.
  Alta visibilidade. As ações que tomam estão sendo cuidadosamente observadas e terão um impacto real sobre o sucesso do empreendimento.
  A preocupação com a competência. As pessoas se preocupam com o fato de talvez não terem as habilidades necessárias para fazer o que precisa ser feito.

O que está sendo planejado pode gerar uma forma completamente nova de viver _ que você não vai controlar. E você poderá ficar incerto sobre o seu desempenho. Não é à toa que as pessoas ficam angustiadas. Não só precisam aprender muito e realizar muitas mudanças operacionais, mas também têm um importante ajuste emocional a fazer, e tudo isso em público!

No entanto, quando a iniciativa da mudança funciona, as pessoas podem descobrir que o novo fornece desafios e amplas oportunidades. Em geral, elas descobrem qualidades que não sabiam que tinham _ resistência, liderança e facilidade para aprender. O orgulho da realização é poderoso e deve ser apreciado. Esse tipo de experiência pode despertar a coragem necessária para enfrentar um desafio futuro e fazer que as pessoas assumam que podem vencer _ e possivelmente até se tronar modelos para outras pessoas. Ninguém fica cansado de vencer, é claro. Aliás, é especialmente recompensador se a dificuldade experimentada diminui à medida que sua participação aumenta.

O oposto também é verdadeiro. As pessoas não querem pensar que são perdedoras, e não querem fazer parte de uma equipe derrotada. Quando uma iniciativa fracassa, ou se finge que ninguém perceberá o fracasso se ele for ignorado e não for mais discutido, presta-se a si mesmo um verdadeiro desserviço. Acompanhar o processo de mudança _ desde a fase de estagnação até o usufruto _ muda não só as operações ou a estrutura, mas também as crenças que se tem em si, para melhor ou pior.

É preciso mudar constantemente para sobreviver e prosperar. No entanto, é preciso mudar de maneira que se gere força e alegria, em vez de angústia. É aí que a compreensão da curva da mudança pode causar um impacto positivo. O monstro da mudança estará sempre à espreita e pronto para a batalha, mas nós podemos sobreviver.


(Resumo adaptado do artigo O Monstro da Mudança de Jeanie Daniel Duck publicado na revista Você s.a. em janeiro de 2002.)

20.4.03

Sim, vou perder a festa hoje. Afinal não fui visitar uma amiga ontem e não estou com a família no teatro infantil agora. Quero curtir meus últimos momentos aqui, mesmo que seja desta forma doente. Depois, babau, finito, kaput, acabou-se a vida como a conhecemos...

Estou começando a nadar com mais força, porque estou vendo algumas histórias de arrepiar e alguns círculos se fechando em torno de mim (do meu pescoço).

No almoço de Sexta-Feira Santa uma cadeira quebrou-se, enquanto seu ocupante levantava uma travessa. A travessa caiu derramando quase todo seu conteúdo, arruinando a decoração da mesa dos demais pratos, quebrando algumas taças, derramando vinho e pondo toda a refeição sob suspeita da contaminação por vidro. Ninguém se feriu ou teve hemorragia interna até agora.

A cafeteira incendiou-se hoje. Depois da minha primeira reação de praxe (gritos histéricos) fiz o que precisava ser feito (desligar a tomada) e o mundo foi salvo.

Domingo de Páscoa é um ótimo dia para trabalhar.

Tudo pode ser encarado com muito humor ou...

Vou enfiar a cabeça embaixo do travesseiro para ver se o monstro vai embora.

17.4.03

Seis Graus de Separação ou Globalização


O que aquela adolescente beatlemaníaca, espinhenta e mal-humorada de um subúrbio carioca na década de 1980 diria se alguém lhe informasse que em 2003 ela estaria envolvida em um mesmo projeto que o Paul McCartney?
Hoje eu me comprometo a relevar todo o inconveniente e a toda a contrariedade que senti ontem, decido desligar o modo menina mimada e resolvo esquecer o crescente desespero que tomou conta de mim, culminando com o vizinho batendo à porta às 22:30 para avisar que tinha batido e arrebentado a fechadura do nosso carro na garagem.

Hoje eu tomo em minhas mãos a decisão de ir adiante e de retomar minha postura de contar bênçãos e não contratempos.

Hoje estou olhando meu lar amoroso e não os consertos que o apartamento demanda.

Hoje já consegui avançar dois passos no projeto nº1, já resolvi deixar para trás o passado no CD de backup e já recomecei.

Hoje é o primeiro dia do futuro.

Hoje recebi nova encomenda de trabalho.

Hoje está fazendo um dia lindo, a noite será de lua cheia e amanhã é dia de família toda em casa.

16.4.03

Pois é, estou de volta.

O computador pifou, o provedor parou de receber e de enviar mensagens, meu blog saiu do ar na rebarba. E tudo bem.

O pintor só trabalha final de semana e feriado, meu sintekeiro de confiança está com o joelho operado e fora da jogada por 8 meses, o eletricista casou, mudou e não deixou endereço. Eu continuo sorrindo.

Tenho que comprar ovos de Páscoa para a pivetada da família, livros que a escola do moleque pediu, presente para minha sobrinha que faz um aninho, tela de proteção, tomadas, bocais, cortinas e tudo o mais que se possa imaginar para tornar um apartamento habitável e o banco só sabe fazer operação de subtração na minha conta corrente. A vida é bela.

Sou highlander, podes crer. A vida manda, a gente encara. Sorrindo, pra ficar mais bonito. E cheia de idéias, planos, sonhos e esperanças, pra pelo menos valer a pena.

Mas, por via das dúvidas, um ramo de arruda atrás da orelha e um espelho à porta.

Esta é uma dica para quem quer comprar presente para o Dia das Mães:


BAZARTE
bazar das artes
especial Dia das Mães



Moda, decoração e arte:

* Papel machê
* Cartões personalizados e papelaria
* Bolsas de crochê
* Pinturas a óleo
* Cerâmica
* Mosaicos e muito mais

Data: dias 3 e 4 de maio
Horário: de 14h às 21h
Local:


Pedido de doação de sangue
Rio de Janeiro



Luiz Fernando Marques Linhares se encontra com uma enfermidade hepática grave, e agora conseguiu, depois de 5 anos na fila de espera, a possibilidade de realizar uma cirurgia de transplante de fígado. Porém, o Hospital que irá realizar esta cirurgia precisa de 50 doadores de sangue de qualquer tipo. A família já conseguiu 20, faltam 30.
Pedimos aos que puderem doar ou indicar doadores que se dirijam ao Hospital Clementino Fraga, na UFRJ do Fundão (Recepção) e especifiquem que se trata de uma doação em nome dele (Luiz Fernando Marques Linhares).

Horário das 07:30 as 11:30.

A pessoa deve ir em jejum.

Os requisitos do doador são:
Peso acima de 50 Kg e não possuir nenhuma histórico de doença hepática e/ou infecto-contagiosa, sem tatuagens.

Maiores informações, por favor entrem em contato com Osmar, ormarques@urbi.com.br

8.4.03

Não estou acostumada às coisas dando errado para mim.
Sempre ganho o que desejo com força.
Ou caminhos bons surgem como alternativa para o que não pode, não deve, não quer ser.
Então, no fundo, eu sei que tudo isso é uma enorme seqüência de contratempos.
Mas, ô, já tá de bom tamanho, viu?
Meu computador está louco.
Estou virando uma mulher almodovariana (pré-Fale com Ela).
Minha irmã sugere que eu gaste bastante joelho diante do Ser Supremo. Oferece os joelhos dela também. Agradeço enternecida.
Corro de cartório em cartório, de guichê em guichê. O mal mora por detrás daqueles vidros.
Entro e saio dos buracos do chão chamados estações de metrô. Tento por a leitura em dia.
Olho para o céu. O cinza ameaçador parece adequado ao frio esperado no outono. Ando quadras e mais quadras. Suo muito.
Trabalho. Ofereço oportunidades. Contrato. Fecho parcerias.
Pintura, taco, puxadores, sinteco, tinta, espelhos, bocais, lustres, lustradores...
Assinaturas, contratos, reconhecimento de firma, advogados, burocracia, fiador, Light, CEG...
Dever de casa, caraca atrás da orelha, aparelho para os dentes, reunião de pais e mestres, presente para a amiguinha aniversariante do final de semana...
Depilação, hidratação capilar, podólogo, limpar, esfoliar, tonificar, hidratar e provar (sei lá porque) que, não, ainda não preciso usar tintura principalmente para esconder os brancos...
Instinto Selvagem, O Império dos Sentidos, O Último Tango em Paris, Corpos Ardentes, Carne Trêmula, Garganta Profunda, Rio Babilônia, Nove Semanas e Meia de Amor, Eu Te Amo...
Bagdá, Rio de Janeiro, China...
Meu computador trava enquanto leio as mensagens.
Meu computador está louco.
Estou louca.
O (meu) mundo está louco.

3.4.03

LIÇÕES INQUESTIONÁVEIS?

Você é daqueles que repetem as lições de D. Maricotinha, sua professora do primário, como verdade absoluta? Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 22 de abril de 1500? Graham Bell inventou o telefone? Tem certeza? Você admite a idéia de que questionamentos empurram a humanidade para a frente ou acha que esta história de ser cético muito torturante e prefere ficar bem quietinho no seu canto repetindo que Copérnico, Galileu Galilei e Darwin são uns chatos desmancha-prazeres?

Pois eu sempre achei D. Maricotinha muito simpática e carinhosa, mas que se até muitas das coisas que Mamãe me ensinou não eram bem daquele jeito, porque eu teria que ter fé cega na minha professorinha?

Quero abrir uma nova série por aqui e quero contar com sua colaboração.

Para inaugurá-la, Antonio Meucci, o inventor do telefone.

O Congresso norte-americano já corrigiu o erro histórico e os parlamentares reconheceram o florentino Antonio Meucci como o verdadeiro inventor do telefone. O escocês Alexander Graham Bell seria um oportunista que se aproveitou do trabalho de Meucci, um imigrante miserável que não tinha um tostão para pagar o registro de patetente de seu invento. O governo canadense discorda desta versão e defende Bell. D. Maricotinha também.

Saiba mais:

http://www.uol.com.br/debate/1109/cadd/cadernod05.htm
jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernos/domingo/ 2002/06/29/jordom20020629008.html
www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020620/ vid_mat_200602_9.htm
epoca.globo.com/edic/214/peri2a.htm
http://www.fotonadia.art.br/ameucci/
http://www.rnw.nl/parceria/html/so020618bell.html
http://planeta.terra.com.br/arte/arteculturanews/art262.htm


Que versão dos fatos você prefere?

A cultura do respeito à vida exigia que a impiedade se ocultasse na sombra da virtude. A infração assassina se estruturava de tal maneira que o nexo entre a causa e o crime se tornava inteligível à luz dos princípios éticos dominantes. Outra coisa são os crimes sem razão ou por razões morais irrelevantes. Nesses casos, o abismo entre a causa e o crime é tão profundo que não temos como entender, do ponto de vista moral ou emocional, o que aconteceu.

Nos dias atuais, é justamente isso que horroriza. As razões pelas quais se mata são tão irrisórias ou mentirosas que, frequentemente, somos levados a pensar que só há duas saídas: ou damos as costas ao que vemos ou desejamos que a lei do talião venha massacrar a baixeza, o cinismo e a brutalidade dos matadores. Em outras palavras, estamos prestes a jogar para o alto séculos de cultura humanitária, em favor de um mundo cuja escala moral é a sarjeta.


(trecho do texto maravilhoso de Jurandir Freire Costa , que encontra-se na íntegra aqui; dica do Repórter Mosca)
E por falar nisso:

Mutante
(Rita Lee)

Juro que não vai doer se um dia roubar
o seu anel de brilhante
Afinal de contas eu dei meu coração
e você pôs na estante
Como um troféu no meio na bugiganga
você me deixou de tanga
ai de mim que sou romântica
Quando eu me sinto um pouco rejeitada
me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
depois eu passo pra outra
Como um mutante
no fundo sempre sozinho
seguindo o meu caminho
ai de mim que sou romântica
Kiss me Baby, Kiss me
pena que você não me quis
Não me suicidei por um tris
ai de mim que sou assim

Sou um ser mutante.

Assim, vou passando de fase para fase continuamente e quase sempre gradualmente. Entretanto, algumas vezes, sou capaz de detectar o momento exato do fechamento de um ciclo. Acontece agora.

Outras vezes, percebo que um relacionamento se exauriu. Não houve brigas ou confrontos, simplesmente as pessoas evoluem em direções diversas. E entra lei tostines. Você não vai perdendo o lastro porque a vida puxa para longe. A vida puxa para longe porque o lastro se perdeu.

Num momento e no outro, é preciso exercitar o desapego, deixar ir, arejar, abrir espaço para o novo.

Os mutantes são capazes de fazer isto sem grandes dramas.

2.4.03

Informação inútil, mas bonitinha:

Tesape, em guarani, significa iluminação, radiação, raio de luz.

Tesape para todos nós, então.
Acho engraçado pessoas que, mesmo depois de velhas, quando os argumentos acabam apelam:

- Boba, feia, chata!
Para arejar e dar um tempo nas grandes questões mundiais: colette!

1.4.03

31.3.03

Ráutchubi a carioca II

Olha, eu sou dura na queda, mas ando bem balançada. Tenho recebido e-mails de pessoas dos EUA que viram um programa que passou aí com aquele meu amigo que foi assassinado em janeiro. No fim do tal programa (minha irmã e o irmão dele, com quem ela é casada, acabaram de receber uma cópia em fita) há uma nota dizendo que ele faleceu pouco depois da gravação. É onde ele aparece como o carioca típico, feliz, em boa forma, trabalhando duro como professor de Educação Física, aproveitando a vida... As pessoas vêem aquele homem lindo, sarado, contente que só ele e logo depois uma nota sobre sua morte e correm para a Internet para saber o que houve e acabam me encontrando no blog. Como explicar que agora ser carioca típico também implica em morrer assasinado sem razão?

Ontem eu fui à missa de sétimo dia da Gabriela, a menina que morreu ao ser atingida por uma bala perdida durante um assalto a uma estação do metrô. Fui pelo Fábio, fui porque como mãe não consigo alcançar o que seja a dor de pais que perdem uma filha desta maneira estúpida, fui porque o assassinato aconteceu na minha estação de metrô, fui porque eu amo esta terra - caramba! - e quero andar pela rua (e estar em casa) com segurança.

Além de uma visível consternação de todos, havia no ar um clamor pelas providências,
pela punição dura dos culpados, por mais que uma mensagem de pêsames por parte da governadora mentiRosinha. Por todo lado lágrimas, branco e revolta.

Ainda durante a celebração da missa (na verdade, um culto ecumênico) foram anunciadas mais duas cerimônias-manifesto (uma pelo juiz assassinado no ES - dia 3/4 paróquia N. S. de Loudes em Vila Isabel; outra pela paz em geral - próximo sábado, a partir das 10:00 na Praça Saens Peña). Devo ir também às duas.

Porque há pouco mais a fezer além de prestar muita atenção para as próximas eleições e continuar se manifestando, mostrando o profundo descontentamento, protestando e rezando, rezando muito, muito, muito...
Ráutchubi a carioca I

Outono no Rio
(Ed Motta/Ronaldo Bastos)

Me dê a mão
Vai amanhecer
Juntos pela madrugada
Luz, contra-luz
Sobre os Dois Irmãos

Pra mim
Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio

No seu olhar
Já se fez manhã
Vamos logo a Guanabara
Vai se fechar
Vou levar você
Pra mim...

28.3.03

UMA REVISTA CONSCIENTE
Vendida nas ruas, Ocas repete no Brasil experiência que deu certo no exterior


A revista Ocas (Organização Civil de Ação Social) é produzida por uma equipe de profissionais que trabalha de forma voluntária e contando com alguns apoios. Trata-se de um instrumento que tenta desenvolver auto-estima e devolver cidadania à população de rua da cidade. Uma iniciativa que vai se consolidando no Brasil, no Rio e em São Paulo, repetindo uma bem-sucedida experiência de outros 42 países, que, como aqui, enxergam na informação e oportunidade de trabalho um atalho para o resgate da dignidade.

Ocas nasceu ano passado, fazendo parte da International Network of Street Papers, uma rede composta por diversas publicações que funcionam em esquema similar: são vendidas por moradores de rua, que, depois de cadastrado, ganham os primeiros exemplares gratuitamente, passando, adiante, a ser os agentes de sua própria transformação. No Brasil, as revistas são vendidas a R$2. Desse valor, R$1,50 fica para o vendedor.

A equipe da Ocas é formada por uma série de profissionais voluntários como jornalistas, designers e fotógrafos. Uma psicóloga, Elaine Santos Caetano, é contratada do projeto no Rio. Faz o contato e cadastramento dos vendedores e avaliação de sua situação social. No Rio são 194 vendedores inscritos, mas apenas cerca de sete trabalham regularmente.

A Ocas não tem sede própria. Um galpão no Dispensário Imaculada Conceição, em Botafogo, serve como centro de distribuição e contato. Em São Paulo, está instalada em um espaço cedido por uma igreja no Brás. Fundalmentalmente conta o apoio de uma gráfica paulista e de patrocínios de instituições como o British Council e a empresa M. Officer, que agora estudam a continuidade da ajuda.

Com tiragem de 7,5 mil, Ocas tem todo mês cerca de 70% dos exemplares vendidos. Vez por outra esgota a edição, como a do mês de outubro, centrada no problema da pobreza.

Ocas mescla reportagens de viés social, comportamento, ensaios críticos, notícias internacionais e espaço para os próprios vendedores se expressarem. Mas é preciso ressaltar, não se trata de um projeto assistencialista.

_ As pessoas devem comprar a revista não para ajudar, mas porque conhecem e gostam do trabalho _ diz o editor.

Luciano Rocco sabe que o projeto não é a solução para todos.

_ Ninguém acha que eles vão vender revista a vida toda. Esse é apenas o primeiro passo para um caminho em direção à reconquista da cidadania e reintegração social _ sublinha.


(resumo da matéria publicada no Jornal do Brasil em 1º de fevereiro de 2003)

Os vendedores têm idade mínima de 18 anos, recebem treinamento, assinam um código de conduta e portam crachá. Por favor, compre apenas de vendedores identificados.
"O preço da liberdade é a eterna vigilância"
(Thomas Jefferson)


Esta tem sido uma semana de lançamentos.

Na segunda foi dia de dar um beijo na nossa amiga Graça, que não é outra senão a premiadíssima ilustradora Graça Lima. Era dia de lançamento de outro livro que ela ilustrou com todo o seu talento: Dadá e Dazinha de Luiz Antonio Aguiar.

Na ocasião, o autor interrompeu por alguns minutos a sessão de autógrafos para fazer uma reflexão sobre a guerra.

Ele lembrou dos tempos da infância, da descoberta do mundo através do encantamento dos livros de Monteiro Lobato e citou A Chave do Tamanho. Depois leu, lembrando dos avanços do Império, um lindo poema de Vladimir Maiakóvski que divido com vocês:

Na primeira noite
eles se aproximaram
e colheram uma flor
no nosso jardim.
E nao dissemos nada.
Na segunda noite,
já não se escondem,
pisam nas flores,
matam nosso cão.
E não dissemos nada.
Até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
CIDADANIA


A vida é muito rica para quem se abre para o universo. Ontem cedo fui ao velório e ao sepultamento de um tio muito querido, mas não pude deixar que a saudade me imobilizasse e à noite fui participar da conquista importantíssima de amigos preciosos.

Assim, fui a inauguração do site Cidadania. Cria da Rits, pelas mãos de gente como nossos queridos Paulo Lima e Graciela (e dedinho de Cláudia Letti), o evento ainda contou com a participação de heróis nacionais anônimos e famosos, como Marcelo Yuka e Zequinha Barbosa. Os dois últimos usaram de seu carisma para falar sobre a necessidade de diminuir as distâncias entre os brasis e como a internet é um meio importante para que isso aconteça. Também teve show dos meninos da Fundação São Martinho e dos Doutores da Folia.

A festa foi muito bonita, mas o mais legal é saber que tem muita gente se mexendo, fazendo seu trabalho de formiguinha para transformar o país e o mundo em um lugar melhor. E, mesmo tendo me impressionado com os diversos exemplos que o Yuca trouxe de dentro das comunidades para mostrar o interesse de todos pelo acesso à tecnologia (segundo ele, todos querem liberté, egalité e tecnologê), o que ficou reverberando na minha cabeça foi a sublinha que o regente do coral dos meninos colocou num verso de uma marchinha de carnaval: "Eu não quer colar, Índio quer apito."

É preciso dar voz a todos.

E amanhã é dia da inclusão digital.

PS: Corrigi no texto acima os doutores: de Doutores da Alegria, que também realizam um trabalho maravilhoso, para Doutores da Folia, que eram os caras que realmente estiveram no evento.

27.3.03

Ontem ele pôs o ponto final no seu livro e foi jogar bola.

Ele plantou algumas árvores, teve dois filhos, três netos, uma esposa adorável, amigos, muitos amigos, familiares que o tinham na mais alta estima.

Ele transformava cada cantinho da casa com seu capricho e suas habilidades de marceneiro amador.

Quando o meu pai estava muito doente, eu falava sem parar em tratamentos. Ele ajudu no que pôde e como pôde e me olhou bem no fundo dos olhos com seu carinho e eu soube que não havia tratamento possível. Eu via nele mais do que a dor de estar perdendo um mais-que-amigo-primo-mais-que-primo-irmão. Via o pavor que ele tinha de uma morte lenta e dolorosa.

Ele "namorou" minha mãe quando eram os dois crianças.

Ele dizia que não conseguia acompanhar as conversas inteligentes do meu pai e do meu padrinho, mas era o mais esperto de todos. Aproveitou a vida com graça e alegria.

Os melhores Natais da minha vida foram os que passei na casa dele, com primos e todo o seu alto astral.

Ele ajudou a transformar o terreno baldio da vizinhança numa área de lazer bonita e bem aproveitada por todos.

Ele ontem foi jogar bola lá depois de pôr o ponto final no seu livro. E teve um enfarte fulminante.

Hoje meu tio Carlinhos é mais uma saudade em mim.

Até o nosso próximo encontro mais adiante.

26.3.03

Mostra Fotográfica ÁSIA
de Marcelo Portella


Dia: 29 de Março
Horário: 20h30min
Local: Visual Arts - Downtown - Av das Américas, 500 - Lj 106 Bloco 4
(próximo ao bar "Na Pressão")
Freebies, para quem ainda não sabe, quer dizer produtos grátis.
É, seu Paulo, definitivamente essa história de pato persegue a família:

Pê, o pato diferente
TURIBIO SANTOS


TURIBIO SANTOS é considerado pela crítica e pelos especialistas como um dos maiores violonistas clássicos da atualidade.

Sua carreira já o fez percorrer o mundo várias vezes, com críticas brilhantes nos principais centros musicais. Já gravou 50 LPs para Erato-WEA (Paris), Chant du Monde (Paris), Kuarup, Visom e Ritornelo (Rio de Janeiro), e editou coleções de partituras pela Max-Eschig (Paris) e Ricordi (São Paulo).

TURIBIO SANTOS já dividiu o palco com grandes celebridades musicais, como Yehudi Menuhin, M. Rostropovitch, Victoria de Los Angeles, J. P. Rampal; e foi acompanhado por orquestras como a Royal Philharmonic Orchestra, English Chamber Orchestra, Orchestre National de France, Orchestre J. F. Paillard, Orchestre National de L'Opéra de Monte-Carlo, Concerts Pasdeloup, Concerts Colonne, Orquestra Sinfônica Brasileira, e outras.

Tem intensa atividade junto aos músicos brasileiros, tendo redescoberto e regravado os compositores João Pernambuco, Garoto e Dilermando Reis.

Em 1983 criou a Orquestra de Violões do Rio de Janeiro, com 25 de seus alunos da UNI-RIO e Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ.

Recentemente criou a Orquestra Brasileira de Violões.

Seus discos 12 Estudos para Violão de Heitor Villa-Lobos e Choro do Brasil marcaram época no lançamento da música brasileira no mercado europeu.

TURIBIO SANTOS é membro-fundador do Conseil D'Entraide Musicale, da UNESCO. Em 1985 foi nomeado Diretor do Museu Villa-Lobos e Chevalier de la Legion D'Honneur e em 1989 Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Em 1999 regravou a obra completa de Heitor Villa-Lobos para violão ao lado de compositores como Edino Krieger, Sérgio Barboza, Nicanor Teixeira, Chiquinha Gonzaga, E. Nazareth, para uma série de 5 CDs em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil.


Críticas:

"Superiority as instrumentalist, musician and interpreter... Turibio Santos can be ranked among the great guitarists of the world."
The New York Times

He is a true artist, in the ranks of today's leading players."
The London Times

"The Crown Prince of the guitar. Mr. Santos is a superb virtuoso, note-perfect and in command of a range from hushed whisper to effortlessly powerful resonance. His playing fascinates by its delicay of nuance and its musical discipline... one of the finest guitarists I have heard..."
The Sidney Morning Herald

"Fin, discret, racé jusqu'au bout des ongles, qui fon grésiller as quitare... Doté d'une technique infaillibe et d'une palette sonore d'une grande variété..."
Le Figaro

"On est immédiatement captivé par la beauté du son. Quel merveilleux guitariste, toute est musique entre les doigtf de Turibio Santos!"
Diapason

"O mestre do violão."
Estado de Minas

"Maioridade absoluta."
O Globo

divulgação Atelier Cultural

25.3.03

"Todo homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios."
(Declaração dos Direitos Humanos - Artigo XXVII)

O guitarrista Ry Cooder, que participou do documentário Buena Vista Social Club foi multado em US$ 100 mil por tocar nos discos de dois artistas cubanos - Manuel Galban e Ibrahim Ferrer. O músico foi responsável pela redescoberta da velha guarda cubana.

O governo norte-americano usou como base a norma Trading with the enemy act, que proíbe relações comerciais de seus cidadãos com Cuba, sob embargo desde 1962.

ATELIER CULTURAL ateliercultural@hotmail.com

CIRCUITO RIO SESC INSTRUMENTAL 2003



Sucesso há 4 anos na cidade do RJ, o projeto Rio Sesc Instrumental idealizado pelo músico Marcos Souza e a designer Driká Loureiro, realizou o começo de um novo trabalho em 2002, levando a música instrumental para regiões e cidades do Estado do RJ. Agora, este projeto Circuito Rio Sesc Instrumental cria um fato inédito em 2003.
Além de levar grandes nomes da música para 9 unidades do Sesc no estado do RJ, continuando o que fez no ano passado, mapear o público interessado em assistir shows de música instrumental, um fato inédito será realizado. Fomentando ainda mais estas regiões e incentivando a criação local e a cultura no interior, um músico local será escolhido para abrir o show de um nome consagrado, possibilitando ainda a divulgação e a inserção de novos nomes no mercado. Além do intercâmbio de nomes da música instrumental brasileira com novos talentos, ou talentos ainda não descobertos. Estes novos nomes serão escolhidos pela produção do Atelier Cultural através do recolhimento de material pelas unidades. O violonista Turíbio Santos abre o projeto que irá até julho.


PROGRAMAÇÃO
CIRCUITO RIO SESC INSTRUMENTAL - 2003
ABRIL / MAIO / JUNHO / JULHO



ABRIL

VIOLÃO
TURÍBIO SANTOS

Com mais de 50 discos gravados, Turíbio já dividiu o palco com grandes celebridades musicais, como Yehudi Menuhin, J. P. Rampal, M. Rostropovitch, entre outros. Membro-fundador do Conseil D´Entraide Musicale da Unesco, em 1985 foi nomeado Diretor do Museu Villa-Lobos. Recentemente lançou o belo CD - Johann Sebastian BACH visita a MATA ATLÂNTICA- pelo selo Rob Digital.

03/4 (quinta) - Sesc SÃO GONÇALO - 20:00hs
Av. Presidente Kennedy 755 - tel: (21) 26047557

04/4 (sexta) - Sesc NOVA FRIBURGO - 21:00hs
Av. Presidente Costa e Silva, 231 - (22) 2522-4052

05/4 (sábado) - Sesc TERESÓPOLIS - 20:00hs
Av. Delfim Moreira, 749 - (21) 2742- 0660

09/4 (quarta)- Sesc BARRA MANSA - 20:30hs
Rua Ten. José Eduardo 560, Ano Bom - (24) 3322-1352

10/4 (quinta) - Sesc SÃO JOÃO DE MERITI - 20:00hs
Av. Automóvel Clube, 66 - Centro - (21) 2756-6177


MAIO

VIOLÃO
B - MAOGANI

Depois do sucesso do primeiro CD, o premiado quarteto de violões lança o segundo CD -Cordas Cruzadas-. -O Maogani é o que há de melhor, hoje, em matéria de execução e arranjo para violão no Brasil-. A definição é insuspeita, vem do gênio Guinga, que participou do CD, assim como Ed Motta, Joyce e Monica Salmaso. Neste "Cordas Cruzadas", aclamado pela crítica em todo o país, o jovem Quarteto dá cores populares a um repertório de primeira linha, executado com exuberância através de arranjos incrivelmente maduros. Não é à toa que o Jornal do Brasil considerou estas "Cordas Cruzadas" o melhor disco acústico de 2001.

23/5 - Sesc PETRÓPOLIS - 20:30hs
28/5 - Sesc ENGENHO DE DENTRO - 19:00hs
29/5 - Sesc CAMPOS - 20:00hs
30/5 - Sesc MADUREIRA - 20:00hs


JUNHO

RAÍZ BRASILEIRA
SIVUCA

Uma lenda viva na história da música brasileira. Nasceu em Itabaiana em 26 de maio de 1930. Autor de pérolas como -João e Maria-, em parceria com Chico Buarque, Sivuca mostra seu Virtuosismo na sanfona, encantando e imortalizando nossa cultura!

05/6 - Sesc SÃO GONÇALO - 20:00hs
06/6 - Sesc NOVA FRIBURGO - 21:00hs
07/6 - Sesc TERESÓPOLIS - 20:00hs
12/6 - Sesc SÃO JOÃO DE MERITI - 20:00hs
13/6 - Sesc BARRA MANSA - 20:30hs

CHORO
ALTAMIRO CARRILHO

Um dos maiores nomes da música, Altamiro com sua flauta mágica passeia pelo melhor do choro. Aclamado e conhecido pelo público carioca, é um dos nomes mais conhecidos da música instrumental.

20/6 - Sesc PETRÓPOLIS - 20:30hs
25/6 - Sesc ENGENHO DE DENTRO - 19:00hs
26/6 - Sesc CAMPOS - 20:00hs
27/6 - Sesc MADUREIRA - 20:00hs


JULHO

IMPROVISO
HERMETO PASCOAL
(a confirmar)
Um dos maiores nomes da música brasileira, Hermeto é sinônimo de improviso! Depois do sucesso do show solo no Espaço Sesc em Copacabana, o bruxo vai rodar o Estado do RJ, além de participar do Festival de Inverno!

10/7 - Sesc SÃO JOÃO DE MERITI - 20:00hs
11/7 - Sesc BARRA MANSA - 20:30hs
12/7 - Sesc SÃO GONÇALO - 20:00hs
15/7 - Sesc TERESÓPOLIS - 20:00hs
16/7 - Sesc NOVA FRIBURGO - 21:00hs


ENCONTROS MUSICAIS
GILSON PERANZZETTA & MAURO SENISE

Elogiado por Quince Jones como um dos melhores arranjadores do mundo, Gilson emprestou seus dedos também para Tom Jobim, Gal, Simone, Joyce, entre outros.
Mauro durante anos soprou notas musicais ao lado de Wagner Tiso, Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti. Com seu premiado grupo Cama de Gato, uma seleção de bambas da música instrumental, lançou 5 CDs. Com estilo único, o sopro e o improviso magistral de Mauro Senise dá ainda mais brilho à nossa música.

18/7 - Sesc PETRÓPOLIS - 20:30hs
23/7 - Sesc ENGENHO DE DENTRO - 19:00hs
24/7 - Sesc CAMPOS - 20:00hs
25/7 - Sesc MADUREIRA - 20:00hs

Ingressos
R$ 6,00
R$ 3,00 - Comerciários, Estudantes e maiores de 65 anos
Não gosto de saber o que as pessoas dizem pelas minhas costas. Posso ficar vaidoso.
Oscar Wilde

24.3.03

Incrível!
É o sinal dos tempos.
Recebi um spam divino:


www.deus.org - spam divino

PESQUISA DE QUALIDADE REALIZADA POR CONTA DO SITE http://www.deus.org

Deus lhe agradece pela sua fé e sua prática religiosa assídua. Para atender cada vez mais a suas necessidades e suas expectativas, queira por favor gastar alguns minutos para responder às perguntas abaixo. Tenha a certeza de que suas respostas serão mantidas em total confidencialidade e que não é necessário fornecer informações a respeito de sua identidade, a não ser que deseja receber uma resposta direta aos
seus comentários ou sugestões.

1. Como você conheceu Deus?

__ pelos jornais
__ pela televisão
__ por boato
__ pela Bíblia
__ pelo Corão
__ pela Torá
__ por algum outro livro divino
__ pela Inspiração Divina
__ experência de morte iminente
__ internet
__ outros (especifique):

2. Você usa habitualmente outras fontes de inspiração além de Deus? Marque todas as respostas que se aplicam.

__ Tarô
__ Loteria, Mega-Sena, Bicho, etc...
__ Horóscopo
__ Televisão
__ Nostradamus
__ Biorrítmo
__ Álcool ou drogas
__ mantras
__ apólice de seguro
__ nenhuma
__ Outros (especifique):

3. Deus usa um grau de Intervenção Divina limitado a fim de preservar um equilíbrio razoável entre a fé cega e o sentimento de Presença Divina permanente. O que você prefere? (marcar uma só resposta)

a. mais Intervenção Divina
b. menos Intervenção Divina
c. o nível de Intervenção Divina está correto
d. não sei

4. Deus tenta por outro lado manter um equilíbrio razoável entre os desastres e os milagres. Queira dar nota à Gestão Divina deste equilíbrio numa escala de 1 a 5 (1 = satisfatório, 5 = excelente)

a. desastres (inundação, fome, terremotos, guerra) 1 2 3 4 5

b. Milagres (salvamentos, curas espontâneas de doenças incuráveis, Rubinho campeão da Fórmula 1) 1 2 3 4 5

5 Você tem algum comentário ou sugestão para melhorar a qualidade dos Serviços Divinos? (pode anexar folhas se necessário):

5. Você tem comentários ou sugestões para melhorar a qualidade dos serviços divinos? (pode anexar folhas se necessário)
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Obrigado pela sua cooperação e que a sabedoria divina o acompanhe! As respostas devem ser enviadas para webmaster@deus.org antes do julgamento final.

da lista de piadas do Chadel

Monday, March 17, 2003

A Letter from Michael Moore to George W. Bush on the Eve of War

George W. Bush
1600 Pennsylvania Ave.
Washington, DC

Dear Governor Bush:

So today is what you call "the moment of truth," the day that "France and the rest of world have to show their cards on the table." I'm glad to hear that this day has finally arrived. Because, I gotta tell ya, having survived 440 days of your lying and conniving, I wasn't sure if I could take much more. So I'm glad to hear that today is Truth Day, 'cause I got a few truths I would like to share with you:

1. There is virtually NO ONE in America (talk radio nutters and Fox News aside) who is gung-ho to go to war. Trust me on this one. Walk out of the White House and on to any street in America and try to find five people who are PASSIONATE about wanting to kill Iraqis. YOU WON'T FIND THEM! Why? 'Cause NO Iraqis have ever come here and killed any of us! No Iraqi has even threatened to do that. You see, this is how we average Americans think: If a certain so-and-so is not perceived as a threat to our lives, then, believe it or not, we don't want to kill him! Funny how that works!

2. The majority of Americans -- the ones who never elected you -- are not fooled by your weapons of mass distraction. We know what the real issues are that affect our daily lives -- and none of them begin with I or end in Q. Here's what threatens us: two and a half million jobs lost since you took office, the stock market having become a cruel joke, no one knowing if their retirement funds are going to be there, gas now costs almost two dollars -- the list goes on and on. Bombing Iraq will not make any of this go away. Only you need to go away for things to improve.

3. As Bill Maher said last week, how bad do you have to suck to lose a popularity contest with Saddam Hussein? The whole world is against you, Mr. Bush. Count your fellow Americans among them.

4. The Pope has said this war is wrong, that it is a SIN. The Pope! But even worse, the Dixie Chicks have now come out against you! How bad does it have to get before you realize that you are an army of one on this war? Of course, this is a war you personally won't have to fight. Just like when you went AWOL while the poor were shipped to Vietnam in your place.

5. Of the 535 members of Congress, only ONE (Sen. Johnson of South Dakota) has an enlisted son or daughter in the armed forces! If you really want to stand up for America, please send your twin daughters over to Kuwait right now and let them don their chemical warfare suits. And let's see every member of Congress with a child of military age also sacrifice their kids for this war effort. What's that you say? You don't THINK so? Well, hey, guess what -- we don't think so either!

6. Finally, we love France. Yes, they have pulled some royal screw-ups. Yes, some of them can be pretty damn annoying. But have you forgotten we wouldn't even have this country known as America if it weren't for the French? That it was their help in the Revolutionary War that won it for us? That our greatest thinkers and founding fathers -- Thomas Jefferson, Ben Franklin, etc. -- spent many years in Paris where they refined the concepts that lead to our Declaration of Independence and our Constitution? That it was France who gave us our Statue of Liberty, a Frenchman who built the Chevrolet, and a pair of French brothers who invented the movies? And now they are doing what only a good friend can do -- tell you the truth about yourself, straight, no b.s. Quit pissing on the French and thank them for getting it right for once. You know, you really should have traveled more (like once) before you took over. Your ignorance of the world has not only made you look stupid, it has painted you into a corner you can't get out of.

Well, cheer up -- there IS good news. If you do go through with this war, more than likely it will be over soon because I'm guessing there aren't a lot of Iraqis willing to lay down their lives to protect Saddam Hussein. After you "win" the war, you will enjoy a huge bump in the popularity polls as everyone loves a winner -- and who doesn't like to see a good ass-whoopin' every now and then (especially when it 's some third world ass!). So try your best to ride this victory all the way to next year's election. Of course, that's still a long ways away, so we'll all get to have a good hardy-har-har while we watch the economy sink even further down the toilet!

But, hey, who knows -- maybe you'll find Osama a few days before the election! See, start thinking like THAT! Keep hope alive! Kill Iraqis -- they got our oil!!

Yours,

Michael Moore


MEDICAMENTOS

Um paciente de hemodiálise, renal crônico, está sem remédio porque o Governo do Estado do Rio de Janeiro, não pagou os fornecedores.

Ele está precisando com urgência dos medicamentos abaixo, e caso alguém tenha e não esteja mais utilizando-os, poderia ajudá-lo doando-os.

Hemax 4.000m
Noripurum Injetável - Intra-venososo


O contato deve ser feito através de sua filha:
(21) 3277.2758 ou (21) 9169.8878
luannarj@uol.com.br

(Como sempre que este tipo de informação/solicitação aparece por aqui, foi verificada antes)
Meu mais novo ídolo (eu já o admirava, mas agora ele subiu mais alguns degraus na minha escala):


Este é o Michael Moore.
Se você não sabe o porquê da minha admiração, clique na imagem.

22.3.03

Alguns mimos que o dinheiro comprou.
Outros que não há dinheiro que pague.
Acabou o verão.
Chegou o tempo de Áries.
Entro na última metade da minha vida.
Parabéns para mim!
Sushi e sashimi.
Abacaxi com hortelã.
Andy Warhol no MAM.
Viva eu!
Pipoca doce e chuva.
Quero mais nada não...

Atualização 1: Pizza e coca-cola (luxos para quem, em idade avançada, precisa se cuidar).
Atualização 2: Para Eliane - esta foi a descrição do meu primeiro aniversário sem bolo e sem velinhas (acho que foi, na verdade, uma medida de prevenção de incêndios).

21.3.03

Aquele que não sabe e sabe que não sabe, é ignorante. Instrua-o.
Aquele que não sabe e pensa que sabe, é um idiota. Afaste-o.
Aquele que sabe e não sabe que sabe está dormindo. Desperte-o.
Aquele que sabe e sabe que sabe é um sábio. Siga-o.
Ontem tinha um homem nu em pêlo ali na esquina defecando.

Lembrei do Bush: fazendo merda e cagando pro resto do mundo.

18.3.03

O que me fez lembrar de:

Our Deepest Fear
by Marianne Williamson


Our deepest fear is not that we are inadequate.
Our deepest fear is that we are powerful beyond measure.
It is our light, not our darkness that most frightens us.
We ask ourselves, Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous?
Actually, who are you not to be?
You are a child of God.
Your playing small does not serve the world.
There is nothing enlightened about shrinking so that other people won't feel insecure around you.
We are all meant to shine, as children do.
We were born to make manifest the glory of God that is within us.
It is not just in some of us; it is in everyone.
And as we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same.
As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others.




Retirado de

A Return To Love: Reflections on the Principles of A Course in Miracles
Harper Collins, 1992
(Capítulo 7)
de Marianne Williamson

Noto: Este texto é encontrado em muitos lugares sendo erroneamente atribuído a Nelson Mandela, como parte de seu discurso de posse, em 1994.


Além de comer pão com mortadela, coisa que eu não fazia há séculos, e saber que minha loja favorita já disponibilizou meu presente de aniversário (di grátis, evidentemente), ainda teve hoje a história do mocinho do Metrô:

Eu: [sorriso] Boa tarde. [sorriso] Um duplo, por favor. [sorriso]
Ele: Boa tarde. [sorriso] Puxa, só de olhar pra você já fiquei mais animado.

O nome é Cintia. Carla Cintia. Mas pode me chamar de Prozac.
Como a gente tem que procurar e ficar atenta quando está em busca de boas notícias, né? Porque a gente só vê desgraça, escândalo e calamidade quando abre jornais e revistas. Pelo menos nas partes de maior destaque.

Pois eu acabei de descobrir uma coisa ótima, que mesmo lendo cadernos de cultura diariamente eu desconhecia:

ÚLTIMO DOMINGO DO MÊS: TEATRO A R$1


Isso acontece em todos os teatros da Rede Municipal de Teatros, com o objetivo de formar novas platéias.

Onde?

ESPAÇO CULTUTAL SÉRGIO PORTO
(130 lugares)
R. Humaitá, 163 - Humaitá

TEATRO CAFÉ PEQUENO
(150 lugares)
Av. Ataulfo de Paiva, 269 - Leblon

TEATRO CARLOS GOMES
(677 lugares)
Pça. Tiradentes, s/nº - Centro

TEATRO GLÓRIA
(347 lugares)
Rua do Russel, 632 - Glória

TEATRO DO JOCKEY / RIO ARTE
(350 lugares)
Rua Mario Ribeiro, 410 - Jardim Botânico

TEATRO DE MARIONETES CARLOS WERNECK
(300 lugares)
Subterrâneo 18 do Parque do Flamengo
Altura do nº 300 da Praia do Flamengo

TEATRO PLANETÁRIO - MARIA CLARA MACHADO
(138 lugares)
Rua Padre Leonel Franca, 240 - Gávea

SALA BADEN POWELL
(508 lugares)
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - Copacabana

TEATRO ZIEMBINSKI
(154 lugares)
Rua Heitor Beltrão, s/n - Tijuca
(em frente ao metrô da S. Francisco Xavier)

ARMAZÉM DO RIO
Av. Rodrigues Alves s/n
(Cais do Porto - Armazém 5)
Ganhei meu primeiro presente de aniversário adiantado.
Obrigada, caríssima.