A HUMILDADE
(Josef Pieper)
Magnanimidade
Nada há que indique um caminho mais claro para a verdadeira compreensão da humildade que este princípio: a humildade e a magnanimidade (magnanimitas) não são antitéticas, não se excluem uma à outra [4] , mas são pelo contrário afins e complementares, contrapondo-se ambas ao mesmo tempo ao orgulho e à pusilanimidade [5] .
E na verdade, que significa magnanimidade? Magnanimidade é o vôo, a tendência do espírito para os grandes feitos [6] . É magnânimo quem exige grandes coisas do seu coração e se torna digno delas. O magnânimo é em certo sentido “difícil de contentar”; não estabelece contacto com tudo o que lhe surge no caminho, mas apenas com o que é grande [7] . Mais que tudo, a magnanimidade deseja as grandes honras; “o magnânimo lança-se para as acções que são dignas da maior honra” [8] . Na Summa Theologica lê-se: “É reprovável desprezar as honras, de modo a descurar aquilo que as merece” [9] . Por outro lado, o magnânimo não se sente atingido pela desonra; ele despreza-a como não sendo digna da sua atenção [10] . O magnânimo olha com desprezo para tudo o que é mesquinho. Nunca actuará de modo reprovável, só para evitar o desagrado de alguns [11] . As palavras do Salmo XIV: “Aos seus olhos, o perverso nada vale” [12] , segundo São Tomás referem-se ao magnânimo “desprezo pelos homens” do justo. Sinceridade destemida é a marca da magnanimidade: nada há que mais odeie do que ocultar, por medo, a verdade [13] . O magnânimo evita peremptòriamente as palavras aduladoras e as dissimulações, pois ambas são fruto de um coração mesquinho [14] . O magnânimo não se queixa, porque o seu coração não se deixa vencer por qualquer mal externo [15] . O magnânimo traz consigo a indestrutível firmeza da sua esperança, uma confiança desmedida, quase temerária [16] , e no seu coração sem medo reina uma paz imperecedoira [17] . O magnânimo não cede ao aperto das preocupações, nem aos homens, nem aos acontecimentos: só perante Deus se inclina [18] .
É com pasmo que reconhecemos que esta imagem da magnanimidade se encontra passo a passo desenhada na Summa Theologica de São Tomás de Aquino. Tornava-se necessário recordar isto. Porque no tratado sobre a humildade diz-se diversas vezes: a humildade não contradiz a magnanimidade. Agora poder-se-á medir o que esta frase, expressa como aviso e prevenção contra fáceis erros, quer na verdade dizer. Nada mais do que isto: que uma “humildade” demasiado mesquinha e débil para saber suportar a tensão interior da sua convivência com a magnanimidade, não pode ser humildade autêntica.
Soberba
A mentalidade ordinária das pessoas inclina-se a descobrir no magnânimo um soberbo, e, portanto, do mesmo modo, a enganar-se acerca da verdadeira essência da humildade. “É um soberbo”, proclama-se depressa e facilmente. Mas muito poucas vezes essa locução coincide, na realidade, com a verdadeira soberba (superbia). Antes de mais nada, a soberba não é um modo de comportamento ordinário nas relações entre as pessoas. A soberba refere-se às relações do homem com Deus: é a negação, contrária à realidade, da relação de dependência da criatura para com o Criador: é um desconhecimento da criaturalidade do homem, da sua condição de criatura. Em todos os pecados há este duplo aspecto: a aversio, aversão a Deus, e a conversio, a conversão, o apegamento aos bens efêmeros. O elemento formal determinante é o primeiro: a aversão a Deus. E esse, em nenhum outro pecado é tão explícito e formal como na soberba. “Todos os outros pecados fogem de Deus, e só a soberba se opõe a Deus” [19] . É só dos soberbos que a Sagrada Escritura diz que Deus lhes resiste (Tiago 4, 6).
Humildade como comportamento social
A humildade também não é, em primeiro lugar, uma atitude externa nas relações da convivência humana. A humildade é, sobretudo, uma atitude do homem perante a Deus. Aquilo que a soberba nega e destrói, a humildade reafirma e consolida: a condição de criatura do homem. Esta condição constitui a essência mais profunda do homem. Portanto, a humildade, como “sujeição do homem a Deus” [20] , é a adesão, o sim de assentimento a esta condição originária e essencial.
Em segundo lugar, a humildade não consiste num comportamento exterior, mas numa atitude interior, nascida da decisão da vontade [21] . Consiste naquela atitude que, fixa em Deus e consciente da sua condição de criatura, reconhece a realidade graças à vontade divina. É principalmente a simples aceitação disto: que o homem e a humanidade não são Deus, nem “como Deus”. E é aqui que aflora a ligação escondida que une a humildade, virtude cristã, com o Dom - talvez também cristão - do humor [22] .
Será possível evitar dizer agora - em terceiro lugar -, por fim e francamente, que a humildade, para além de tudo quanto já se disse, também é uma atitude do homem para com o homem, e principalmente atitude de humilhação voluntária e recíproca? Vejamos.
São Tomás de Aquino levantou a questão da atitude de humildade dos homens para com os homens, e respondeu da seguinte maneira: “Observa-se nos homens uma dupla realidade: aquilo que é de Deus, e aquilo que é do homem... A humildade, no entanto, no sentido mais próprio, é a reverência do homem submetido a Deus. É por isso que o homem, olhando para aquilo que lhe é próprio, tem que submeter-se ao seu próximo, olhando para aquilo que esse tem de Deus em si. Mas a humildade não exige que alguém submeta aquilo que nele há de Deus, àquilo que parece haver de Deus no próximo... Do mesmo modo, a humildade não exige que alguém submeta aquilo que tem em si de próprio, ao que nos outros é próprio dos homens” [23] .
No âmbito vasto, de muitos degraus, embora bastante bem delimitado, desta resposta, há espaço tanto para o “desprezo pelo homem” do magnânimo, como também para a humilhação voluntária de São Francisco de Assis, que largou o hábito para se apresentar ao povo com um baraço em volta do pescoço [24] . Aqui também se demonstra que a ética cristã não dá grande valor a medidas e regras estreitas e carriladas. Esta opinião, mais, esta opinião negativa, é expressa por Santo Agostinho sobre outra questão também ligada com a presente, na seguinte frase: “Quando alguém diz que não se deve receber diariamente a Comunhão e outrem diz o contrário, então cada um faça aquilo que julgar mais conforme à sua fé e devoção. Também não se contradisseram Zaqueu e o centurião, ainda que um tenha recebido o Senhor com alegria (Lucas 19, 6), e o outro tenha dito: ‘Não sou digno de que entreis na minha casa’ (Lucas 7, 6). Ambos honraram o Salvador, cada qual a seu modo” [25] .
(texto completo, com as referências citadas aqui)
2.4.04
Recebi diversas vezes por e-mail e a autora é sempre uma senhora longeva, mas o nome e a idade são variáveis. Como o importante é o conteúdo, vou colocá-lo por aqui e quem souber os dados corretos da autora, por favor, avise que corrijo, se for o caso.
RECEITA DA VIDA
por D. Cacilda (92 anos)
Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
Isso inclui idade, peso e altura.
Deixe o médico se preocupar com eles.
Para isso ele é pago.
Freqüentemente dê preferência a seus amigos alegres.
Os "baixo astrais" puxam você para baixo.
Continue aprendendo.
Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do diabo.
E o nome do diabo é Alzheimer.
Curta coisas simples.
Ria sempre, muito e alto.
Ria até perder o fôlego.
Lágrimas acontecem.
Agüente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo.
Esteja VIVO, enquanto você viver.
Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais,
lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio.
Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a.
Se está instável, melhore-a.
Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorsos.
Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas
não faça viagens ao passado.
Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
"A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos
momentos em que você perdeu o fôlego...
de tanto rir...
de surpresa...
de êxtase...
de felicidade..."
" A meditação é uma aprendizagem do instante"
Pierre Lévy
RECEITA DA VIDA
por D. Cacilda (92 anos)
Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
Isso inclui idade, peso e altura.
Deixe o médico se preocupar com eles.
Para isso ele é pago.
Freqüentemente dê preferência a seus amigos alegres.
Os "baixo astrais" puxam você para baixo.
Continue aprendendo.
Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do diabo.
E o nome do diabo é Alzheimer.
Curta coisas simples.
Ria sempre, muito e alto.
Ria até perder o fôlego.
Lágrimas acontecem.
Agüente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo.
Esteja VIVO, enquanto você viver.
Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais,
lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio.
Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a.
Se está instável, melhore-a.
Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorsos.
Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas
não faça viagens ao passado.
Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
"A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos
momentos em que você perdeu o fôlego...
de tanto rir...
de surpresa...
de êxtase...
de felicidade..."
" A meditação é uma aprendizagem do instante"
Pierre Lévy
1.4.04
Hoje aprendi que:
- nictêmero é o nome técnico para o intervalo de tempo de 24 horas, que engloba um dia e uma noite;
- nos equinócios (do latim aequinoctiu, "noite igual", ou seja, nesses dias a duração da noite é igual à do dia) e somente neles, o Sol de fato surgirá no ponto cardeal leste;
- outono vem de autumnu, "amadurecer" em latim.
Outono No Rio
música: Ed Motta - letra: Ronaldo Bastos
Me dê a mão
Vai amanhecer
Juntos pela madrugada
Luz contra-luz
Sobre os Dois Irmãos
Pra mim
Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio
No seu olhar
Já se fez manhã
Vamos logo a Guanabara
Vai se fechar
Vou levar você
Pra mim
- nictêmero é o nome técnico para o intervalo de tempo de 24 horas, que engloba um dia e uma noite;
- nos equinócios (do latim aequinoctiu, "noite igual", ou seja, nesses dias a duração da noite é igual à do dia) e somente neles, o Sol de fato surgirá no ponto cardeal leste;
- outono vem de autumnu, "amadurecer" em latim.
música: Ed Motta - letra: Ronaldo Bastos
Me dê a mão
Vai amanhecer
Juntos pela madrugada
Luz contra-luz
Sobre os Dois Irmãos
Pra mim
Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio
No seu olhar
Já se fez manhã
Vamos logo a Guanabara
Vai se fechar
Vou levar você
Pra mim
31.3.04
Divertida, carismática e elegante, a Pantera Cor-de-rosa é inesquecível.
Sua história começa na série de filmes sobre o Inspetor Clouseau, interpretado por Peter Sellers. O primeiro filme é sobre o roubo de um famoso diamante, chamado The Pink Panther, que o inspetor é contratado para recuperar. O filme fez tanto sucesso que teve algumas continuações.
A produção do filme criou uma animação como introdução. Esse desenho mostra o Inspetor Clouseau correndo atrás da Pantera Cor-de-rosa, não em forma de diamante, mas na forma de um felino rosado.
Nas manhãs de sábado, o programa de desenhos animados da NBC, nos EUA, apresentava The Pink Panther and The Inspector. Eram três curtas animados por episódio, com vinhetas entre os filmetes.
Em setembro de 1971, The Pink Panther Show transformou-se em The Pink Panther Meets the Ant and the Aarvark, uma nova série da NBC. O inspetor desapareceu e novos personagens foram inseridos - uma formiga despreocupada chamada Charlie e um tamanduá faminto (com um focinho em forma de aspirador de pó), sempre querendo comer a formiga.
No original, a voz da formiga era como a de Dean Martin, enquanto o tamanduá tinha a voz de Jackie Mason. Ambas as vozes eram na verdade dubladas por John Byner.
Em 1976, a NBC expandiu seu Pink Panther Show para 90 minutos e os desenhos da pantera, o inspetor, a formiga e o tamanduá uniram-se a Fatso & Banjo, the Texas Toads (uma dupla de sapos intelectualóides vindas de Rio Grande no Texas) que estavam sempre em busca de moscas e diversão.
Misterjaw (um tubarão esperto e presunçoso) também foi incorporado à turma (dublado por Arte Johnson).
A série foi produzida por DePatie-Freleng sob supervisão do animador veterano da Warner Bros Fritz Freleng.
(fonte: 1, 2, 3)
Abrindo espaço para novas aquisições:
DOAÇÃO DE LIVROS PARA O PROGRAMA SÃO PAULO: UM ESTADO DE LEITORES
O programa São Paulo: Um Estado de Leitores tem como objetivo criar e incentivar o hábito da leitura entre todas as faixas etárias da população. O programa prevê: a capacitação de bibliotecários, agentes de leitura e a melhoria do acervo das bibliotecas do Estado.
Os livros arrecadados serão destinados às bibliotecas públicas do Estado de São Paulo. A população pode depositar seus livros nas caixas de coleta instaladas nas unidades da Secretaria de Estado da Cultura.
Veja a lista das unidades da Secretaria de Estado da Cultura, que recepcionam livros:
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA
Rua Mauá, 51 - Luz - São Paulo. Fone: (11) 3351-8000
SALA SÃO PAULO
Praça Júlio Prestes, s/nº - Luz - São Paulo. Fone: (11) 3337-5414
THEATRO SÃO PEDRO
Rua Barra Funda 171 - São Paulo. Fone: (11) 3661-6600
TEATRO SÉRGIO CARDOSO
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - São Paulo. Fone: (11) 251-5122
AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO
Av. Dr. Arrobas Martins, 1880 - Campos do Jordão. Fone: (12) 262-2334
TEATRO ESTADUAL DE ARARAS "MAESTRO FRANCISCO PAULO RUSSO"
Av. Dona Renata, 401 - Araras. Fone: (19) 3541-5969
CENTRO CULTURAL DE ESTUDOS SUPERIORES AÚTHOS PAGANO
Rua Tomé de Souza - 997 - Lapa - São Paulo. Fone: (11) 3836-4316
ARQUIVO DO ESTADO
Rua Voluntários da Pátria, 596 - Santana. Fone: (11) 6221-4785
MUSEU DA CASA BRASILEIRA
Av. Brig. Faria Lima, 2705 - J. Paulistano. Fone: (11) 3032-3727/
2499/ 2564
MUSEU DE ARTE SACRA
Av. Tiradentes, 676 - Luz. Fone: (11) 3326-1373/5393
MUSEU DO IMAGINÁRIO DO POVO BRASILEIRO
Largo General Osório, 66 - Luz. Fone: (11) 3351-8305
PINACOTECA DO ESTADO
Praça da Luz, 2 - Luz. Fone: (11) 229-9844
PAÇO DAS ARTES
Av. da Universidade, nº. 1 - Cidade Universitária (USP). Fone: (11)
3814-4832
MEMORIAL DO IMIGRANTE
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Moóca. Fone: (11) 6692-1866 / 7804 /
2497
MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda. Fone: (11) 3823-
4600
CASA GUILHERME DE ALMEIDA
Rua: Macapá, 187 - Sumaré - São Paulo. Fone: (11) 3673-1883
MUSEU CASA DE PORTINARI
Praça Cândido Portinari, 298 - Brodowski. Fone: (16) 3664-4284
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO "CONSELHEIRO RODRIGUES ALVES"
Rua Doutor Morais Filho, 41 - Centro - Guaratinguetá. Fone: (12) 522-
2007
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO "ÍNDIA VANUÍRE"
Rua Coroados, 521 - Tupã. Fone: (14) 3491-2202
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO BERNARDINO DE CAMPOS
Rua Luís Leite, 7 - Amparo. Fone: (19) 3807-2742
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO MONTEIRO LOBATO
Av. Monteiro Lobato, s/nº - Chácara do Visconde - Taubaté. Fone: (12)
225-5062
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO "PRUDENTE DE MORAES"
Rua Santo Antônio, 641 - Piracicaba. Fone: (19) 3422-3069
OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE
R. Três Rios, 363 - Bom Retiro - São Paulo. Fone: (11) 221-5558
OFICINA CULTURAL DE ITAQUERA ALFREDO VOLPI
R. Victório Santim, 206 - Itaquera - São Paulo. Fone: (11) 205-5180
OFICINA CULTURAL DE SÃO MIGUEL LUIZ GONZAGA
R. Amadeu Gamberini, 259 - S. Miguel Paulista - São Paulo. Fone: (11)
6956-2449
OFICINA CULTURAL DO BRÁS AMÁCIO MAZZAROPI
R. Cel. Albino Bairão, 196 - Brás - São Paulo. Fone (11) 292-7071 /
7711
OFICINA CULTURAL DO TATUAPÉ RAUL SEIXAS
R. Inspetor Mário Teixeira, 70 - Tatuapé - São Paulo. Fone: (11) 6671-
9073
OFICINA DA PALAVRA - CASA MÁRIO DE ANDRADE
R. Lopes Chaves, 546 - Barra Funda - São Paulo. Fone: (11) 3666-5803
OFICINA CULTURAL REGIONAL GLAUCO PINTO DE MORAES
R. Amazonas, 1-41 - 17030-570 - Bauru. Fone: (14) 231-1100
OFICINA CULTURAL REGIONAL CÂNDIDO PORTINARI
Alto do São Bento, s/n - 14085-450 - Ribeirão Preto. Fone: (16) 625-
6430
OFICINA CULTURAL REGIONAL SERGIO BUARQUE DE HOLANDA
Rua São Paulo, 745 - 13560-340 - São Carlos - SP. Fone: (16) 272-8882
OFICINA CULTURAL REGIONAL TIMOCHENCO WEHBI
Av. Manoel Goulart, 2109 - Anexo I - 19060-241 - Presidente Prudente
Fone: (18) 221-2959
OFICINA CULTURAL REGIONAL PAGU
Praça dos Andradas, s/n - 11010-100 - Santos. Fone: (13) 3219-7456
OFICINA CULTURAL REGIONAL GRANDE OTELO
Praça Frei Barauna, s/n - 18035-170 - Sorocaba. Fone: (15) 232-6096
OFICINA CULTURAL REGIONAL CARLOS GOMES
Largo Boa Morte, n. 11 - 13480-188 - Limeira. Fone: (19) 442-9857
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30.3.04
29.3.04
Registros do sabadão
Minha vida é uma festa!
Duas das minhas primas - mãe e filha - e eu (sentada com vestido estampado)
Ao fundo, com o prato na mão, a prima aniversariante
Para evitar polêmicas, a cerveja era Skol
O tempo não pára!
Meu amo e senhor, eu e a priminha cujas fraldas já troquei
Eu sou você amanhã!
(da esquerda para a direita) Prima, Mamãe e eu
27.3.04
Ai, acho que estou com furor re-edicionista. Mais uma do baú:
Manifesto
Tenho muito medo de gente estúpida.
Também fico ressabiada com quem vai pintando o cabelo de uma cor cada vez mais clara e acha que ninguém vai perceber. E também de homens de peruca ou que tingem os cabelos para esconder os brancos.
Tenho verdadeiro pavor de sararás que evitam apresentar-se com a família, daqueles que investem em blondor para pêlos que não ficam à mostra, esquecendo que a cor escura de certos pontos anatômicos não pode ser disfarçada.
Olho com suspeita quem se veste sempre de cor-de-rosa. São as portadoras da síndrome de Barbie. Ou de quem está sempre de preto, seja por morbidez genuína ou por fashionite crônica.
Fujo como o diabo da cruz do povo que diz que prefere os animais aos humanos. Diante do espelho devem continuar zurrando para cultivar a auto-estima.
Evito a todo custo quem já passou dos vinte e cinco e insiste no tatibitate para demonstrar ou simular afeição.
Em noites sem lua procuro ficar longe de eco-chatos, artistas em eterna busca de verba para o projeto que só eles acham genial, o pessoal que termina frases de reclamação com a expressão “só no Brasil“, o denuncista, quem tem contatos quentíssimos que explicam só pra ele tudo o que está por trás de qualquer assunto, gente que abusa de expressões em latim e qualquer outro intelectualóide fajuto.
Nunca tenho roupa para festas onde sei que vou encontrar quatrocentões legítimos ou falsificados e wannabes porque detesto Halloween.
E ainda sou capaz de fazer xixi na calça se num beco escuro à meia-noite cruzar com um hipócrita.
Tenho muito medo de gente estúpida.
Também fico ressabiada com quem vai pintando o cabelo de uma cor cada vez mais clara e acha que ninguém vai perceber. E também de homens de peruca ou que tingem os cabelos para esconder os brancos.
Tenho verdadeiro pavor de sararás que evitam apresentar-se com a família, daqueles que investem em blondor para pêlos que não ficam à mostra, esquecendo que a cor escura de certos pontos anatômicos não pode ser disfarçada.
Olho com suspeita quem se veste sempre de cor-de-rosa. São as portadoras da síndrome de Barbie. Ou de quem está sempre de preto, seja por morbidez genuína ou por fashionite crônica.
Fujo como o diabo da cruz do povo que diz que prefere os animais aos humanos. Diante do espelho devem continuar zurrando para cultivar a auto-estima.
Evito a todo custo quem já passou dos vinte e cinco e insiste no tatibitate para demonstrar ou simular afeição.
Em noites sem lua procuro ficar longe de eco-chatos, artistas em eterna busca de verba para o projeto que só eles acham genial, o pessoal que termina frases de reclamação com a expressão “só no Brasil“, o denuncista, quem tem contatos quentíssimos que explicam só pra ele tudo o que está por trás de qualquer assunto, gente que abusa de expressões em latim e qualquer outro intelectualóide fajuto.
Nunca tenho roupa para festas onde sei que vou encontrar quatrocentões legítimos ou falsificados e wannabes porque detesto Halloween.
E ainda sou capaz de fazer xixi na calça se num beco escuro à meia-noite cruzar com um hipócrita.
Por três vezes, durante esta que foi a semana do meu aniversário, de alguma forma, pessoas diferentes, citaram ou me fizeram lembrar deste meu texto abaixo. Então, aqui está ele novamente:
Não faz muito alguém segurou na minha mão e perguntou se eu havia morrido. Temo dizer que sim e me escondo no escuro e no silêncio. Não sei se morri, mas com certeza estou mais etérea, quase diáfana. Essa transparência traz vantagens e também desvantagens. Posso ser eu à vontade em meu próprio mundo particular e oculto. Entretanto as pessoas passam através de mim sem saberem que depois tenho que repor tudo no devido lugar sozinha. E elas sequer se dão conta disso.
Tinha um sonho que quase se cumpriu uma vez antes de transformar em pesadelo. Hoje já o abandonei porque sei que ele só me traz sofrimento. Tenho outros que não sei se já passaram do tempo. Talvez sim. Não é confortante a idéia de que se passou da idade para certas coisas. Foco então no possível e tento, do meu jeito canhestro, torná-los reais, que não sou do tipo de gente que se farta com migalhas e restos. Revirar lixeiras? Estou fora! Nasci para brilhar. E gosto de ter a minha volta quem, como eu, saiba polir. A si mesmo e a mim. Gosto de quem também sonha bonito. Gosto de realizar sonhos, que sonhos não realizados são espinhos doloridos demais. Felizmente há ainda muito tempo para muita coisa. Dou as boas vindas a quem se dispuser a embarcar comigo. Para os demais, lenço branco.
Mixaria me cansa. Gosto da fartura de sorrisos, de carícias, de afeto, de troca, de amor. Comedimento é coisa para fracos. Sou franca e não gosto de jogos. Nem dos de guerra, nem dos afetivos, nem dos das regras sociais. Quero arrebatamento! Quero tesão! Quero amplos gramados onde possa soltar as feras da minha insanidade sem ferir ninguém... Fazer-me miúda para não incomodar me exaure e me adoece. Quero espaço para ser! Rir quando estiver com vontade e ter motivos para querer a toda hora.
Não faz muito alguém segurou na minha mão e perguntou se eu havia morrido. Temo dizer que sim e me escondo no escuro e no silêncio. Não sei se morri, mas com certeza estou mais etérea, quase diáfana. Essa transparência traz vantagens e também desvantagens. Posso ser eu à vontade em meu próprio mundo particular e oculto. Entretanto as pessoas passam através de mim sem saberem que depois tenho que repor tudo no devido lugar sozinha. E elas sequer se dão conta disso.
Tinha um sonho que quase se cumpriu uma vez antes de transformar em pesadelo. Hoje já o abandonei porque sei que ele só me traz sofrimento. Tenho outros que não sei se já passaram do tempo. Talvez sim. Não é confortante a idéia de que se passou da idade para certas coisas. Foco então no possível e tento, do meu jeito canhestro, torná-los reais, que não sou do tipo de gente que se farta com migalhas e restos. Revirar lixeiras? Estou fora! Nasci para brilhar. E gosto de ter a minha volta quem, como eu, saiba polir. A si mesmo e a mim. Gosto de quem também sonha bonito. Gosto de realizar sonhos, que sonhos não realizados são espinhos doloridos demais. Felizmente há ainda muito tempo para muita coisa. Dou as boas vindas a quem se dispuser a embarcar comigo. Para os demais, lenço branco.
Mixaria me cansa. Gosto da fartura de sorrisos, de carícias, de afeto, de troca, de amor. Comedimento é coisa para fracos. Sou franca e não gosto de jogos. Nem dos de guerra, nem dos afetivos, nem dos das regras sociais. Quero arrebatamento! Quero tesão! Quero amplos gramados onde possa soltar as feras da minha insanidade sem ferir ninguém... Fazer-me miúda para não incomodar me exaure e me adoece. Quero espaço para ser! Rir quando estiver com vontade e ter motivos para querer a toda hora.
26.3.04
(Manuel Bandeira)
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário
do amante exemplar com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Obrigada, Marcelo, por ter me lembrado dessa.
(Noel Rosa)
Nasci no Estácio
Fui educado na roda de bamba
Sou diplomado na escola de samba
Independente conforme se vê
Nasci no Estácio
o samba é a corda e eu sou a caçamba
Não acredito que haja muamba
Que possa fazer eu gostar de você
Eu sou diretora da escola Estácio de Sá
Felicidade maior, nesse mundo não há
Já fui convidada para ser estrela do nosso cinema
Ser estrela é bem fácil
Sair do Estácio é que é
o Xis do problema
Você tem vontade
que eu abandone o Largo do Estácio
Para ser a rainha de um grande palácio
Dar um banquete uma vez por semana
Nasci no Estácio
Não posso mudar minha massa de sangue
Você pode crer
Palmeira do Mangue
Não vive na areia de Copacabana
(Noel Rosa)
Nosso amor que eu não esqueço
E que teve seu começo
Numa festa de São João,
Morre hoje sem foguete,
Sem retrato e sem bilhete,
Sem luar, sem violão.
Perto de você me calo,
Tudo penso, nada falo,
Tenho medo de chorar.
Nunca mais quero o seu beijo
Mas meu último desejo
Você não pode negar.
Se alguma pessoa amiga
Pedir que você lhe diga
Se você me quer ou não,
Diga que você me adora,
Que você lamenta e chora
A nossa separação.
E as pessoas que detesto
Diga sempre que eu não presto,
Que o meu lar é um botequim,
Que eu arruinei sua vida,
Que eu não mereço a comida
Que você pagou pra mim.
As numerações dos apartamento são diferentes no Rio e em São Paulo. Na Cidade Maravilhosa, essas unidades habitacionais são designadas por centenas, enquanto na Terra da Garoa são as dezenas que explicam sobre os andares em que se localizam.
Assim, um apartamento 105 na cidade sede dos próximos Jogos Panamericanos seria no primeiro andar, já na maior metrópole da América Latina um apartamento com este número fica no décimo andar.
Lembro tudo isso a vocês porque uma questão periclitante me aflige: será que em Sampa nenhum prédio tem mais que 10 residências por andar? Imagino que sim. Então como seria chamado o décimo apê do quarto andar? Quarenta e um a?
Por favor, ajudem uma ignorante a ver a luz!
Assim, um apartamento 105 na cidade sede dos próximos Jogos Panamericanos seria no primeiro andar, já na maior metrópole da América Latina um apartamento com este número fica no décimo andar.
Lembro tudo isso a vocês porque uma questão periclitante me aflige: será que em Sampa nenhum prédio tem mais que 10 residências por andar? Imagino que sim. Então como seria chamado o décimo apê do quarto andar? Quarenta e um a?
Por favor, ajudem uma ignorante a ver a luz!
Acabo de voltar do hospital. Fui doar sangue para uma conhecida que está internada e vai ser submetida a uma cirurgia. Não pude fazer a doação porque no último trimestre do ano passado fiz uma endoscopia.
Como é que ninguém me avisou que se corre o risco de contrair AIDS ao se fazer um exame desses? Todo mundo alerta quanto aos riscos de tatuagens, piercing, acumputura. Há recomendações para que tomemos cuidado, que exijamos material descartável, que procuremos por esse ou aquele dado, mas nunca, nunquinha, ninguém me disse que eu numa situação vulnerável com um procedimento médico como a endoscopia.
Assim, só posso doar sangue a partir de setembro. Estou no que eles chamam de período cego, onde o vírus, se tivesse sido contraído, não poderia ser detectado. A mocinha da entrevista me diz para eu não me preocupar, porque o Ministério da Saúde prefere pecar pelo excesso de zelo e que o risco de uma contaminação ter ocorrido é quase nulo.
Não sou paranóica e, provavelmente amanhã já terei esquecido deste assunto, mas deveria ser obrigatório, quando um médico solicita um exame que implica qualquer gravidade para o paciente, avisar sobre isso e sobre alguns cuidados básicos que podem ajudar a diminuir as chances de algum problema.
Se tivessem me avisado da (mesmo mínima) possibilidade de perigo, teria optado por não fazer o tal exame. Até porque o médico que o solicitou estava numa linha de investigação completamente equivocada. Resolvi por conta própria fazer um prosaico exame de vista e descobri que meu enjôo era causado por uma questão oftalmológica.
Tô bege!
Como é que ninguém me avisou que se corre o risco de contrair AIDS ao se fazer um exame desses? Todo mundo alerta quanto aos riscos de tatuagens, piercing, acumputura. Há recomendações para que tomemos cuidado, que exijamos material descartável, que procuremos por esse ou aquele dado, mas nunca, nunquinha, ninguém me disse que eu numa situação vulnerável com um procedimento médico como a endoscopia.
Assim, só posso doar sangue a partir de setembro. Estou no que eles chamam de período cego, onde o vírus, se tivesse sido contraído, não poderia ser detectado. A mocinha da entrevista me diz para eu não me preocupar, porque o Ministério da Saúde prefere pecar pelo excesso de zelo e que o risco de uma contaminação ter ocorrido é quase nulo.
Não sou paranóica e, provavelmente amanhã já terei esquecido deste assunto, mas deveria ser obrigatório, quando um médico solicita um exame que implica qualquer gravidade para o paciente, avisar sobre isso e sobre alguns cuidados básicos que podem ajudar a diminuir as chances de algum problema.
Se tivessem me avisado da (mesmo mínima) possibilidade de perigo, teria optado por não fazer o tal exame. Até porque o médico que o solicitou estava numa linha de investigação completamente equivocada. Resolvi por conta própria fazer um prosaico exame de vista e descobri que meu enjôo era causado por uma questão oftalmológica.
Tô bege!
24.3.04
Não apenas por estar envolvida indeiretamente nesta campanha, apoio inteiramente a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, assim como fiquei muito feliz quando conquistamos o direito de sediar o Pan em 2007.
Este tipo de evento traz empregos, divulgação positiva, turismo, investimentos em diversas áreas, como habitação, tranporte, infra-estrutura e muitos outros benefícios que continuarão a beneficiar à cidade por gerações.
Isso tudo é maravilhoso.
Mas precisava que três demolições simultâneas acontecessem sob a janela do meu quarto enquanto eu tento trabalhar?
O Blogger.com.br (...) não tem a mínima consideração com seus usuários e defenestrou impiedosamente os arquivos de diversos blogs ali hospedados.
(...) Também não gosta do Rio de Janeiro. Tanto que descontinuou também um local que é inteiramente voltado a louvar e a cultuar nossa cidade:o Levanta Rio. Este conteúdo também é ofensivo?
Bem, depois da Derrubada Rio eis que Li Stoducto e Márcia Cardoso mudaram o Rio de Janeiro para a Baía do Blogdrive, reconstruíram os alicerces e taí o Levanta, Rio de novo no ar.
Pra quem gosta do Rio ou não entende porque as pessoas gostam do Rio.
(Texto do Ricky, na íntegra aqui)
23.3.04
Cirurgias Gratuitas para Crianças no RJ
Recebi uma solicitação para divulgar o projeto abaixo. Já verifiquei, mas quem tiver dúvidas, pode ligar para a Coordenadora de Projetos, Michelle Lima, (21) 2223-0290.
O Centro Nacional de Estudos e Projetos - CNEP, juntamente com a ong TAMIM, estará cadastrando crianças de 0 a 12 anos de idade, comprovadamente de baixa renda, moradoras de qualquer município do estado do Rio de Janeiro, portadoras de deformidades inestéticas diversas (lábio leporino, fenda palatina, cicatrizes, seqüelas de queimaduras, seqüelas de violência, síndromes e outras), durante a Ação Global, para receberem cirurgias corretivas GRATUITAMENTE.
O cadastro servirá para encaminhar as crianças às etapas de Triagem do Projeto Uma Vida a Cada Dia - Cirurgias Reparadoras em Crianças, que deverá realizar-se no ano de 2004.
Se você conhece alguma criança nas condições descritas acima, ajude-a, indicando este serviço ao seu responsável ou a alguém próximo.
Pratique você também a sua ação de Responsabilidade Social!
Este projeto já beneficiou mais de cento e vinte crianças, através de quase duzentas cirurgias.
Para saber mais sobre o CNEP e o projeto "Uma Vida a Cada Dia - Cirurgias Reparadoras", clique aqui.
22.3.04
Fui à Babilônia Feira Hype e o Marcelo Serrado me deu 2 convites duplos pra sua peça Esse Alguém Maravilhoso que Eu Amei (texto de Aloísio de Abreu, que co-dirige com Cininha de Paula). Eu tinha lido que ele estava em cartaz com esta peça com a Cláudia Rodrigues e gostei da idéia de rir um pouco na noite de sábado.
Saímos da feira e fomos trocar os convites pelos ingressos ali pertinho no Shopping da Gávea. Num sinal, um mini-jeep branco avança e quase bate no nosso carro. Ao volante Matheus Nachtergaele e Arlindo Lopes (o moreninho de cabelo enrolado que serve de escada pra ele na novela) no banco do carona. Nada sério, nada grave, só susto, vamos em frente.
À noite fomos assistir à peça e foi bem divertido. Na saída do teatro, esbarramos na Camila Pitanga sendo simpática com uma fã grávida.
Já tínhamos ingressos grátis para outra peça neste final de semana e fomos para -como diz meu amo e senhor - aquele distante subúrbio, a Barra da Tijuca. Tinha uma celebridade por lá também e me recuso a dizer seu nome, mas ele se enquadra na horripilante categoria ex-BBB. A peça Fama, no Teatro Antônio Fagundes, tinha um elenco talentoso que cantava e dançava bem. O texto é assim assim e abusa das piadas com homossexuais que eu acho um tanto sem graça, mas vale a pena para daqui a alguns anos, quando algum deles se tornar conhecido dizer: "conheço o trabalho dele(a), desde o tempo em que trabalhava em peças semi-amardoras".
E eu já estava achando que as tais celebridades estão brotando dos bueiros e que na verdade está todo mundo pondo a cara na TV e sendo reconhecido nas ruas ou que talvez eu tenha andado demais no final de semana nos locais que os famosos freqüentam e que de volta à rotina e ao meu canto o surto ia passar...
Mas depois de deixar o moleque na escola, dei um pulo voando ali no meu shopping de esquina para as derradeiras providências para o grande dia, quando vejo um alvoroço, um bando de gente esticando o pescoço, guardas, cordões de isolamento, luzes e câmeras. Como moradora de uma grande cidade, influenciada pelo apelo trágico dos telejornais, pensei no pior, mas não era mais um flagrante de violência. Era filmagem de cena de novela. Tentei dar meia volta, mas a multidão se aglomerava atrás de mim (quanta gente vadia num shopping numa segunda-feira, hein!). Resolvi esperar, porque não tinha outro jeito mesmo. Dali a pouco surgem Maitê Proença e Leonardo Brício saídos da minha loja favorita.
Pô atéaqui, pessoal?
Saímos da feira e fomos trocar os convites pelos ingressos ali pertinho no Shopping da Gávea. Num sinal, um mini-jeep branco avança e quase bate no nosso carro. Ao volante Matheus Nachtergaele e Arlindo Lopes (o moreninho de cabelo enrolado que serve de escada pra ele na novela) no banco do carona. Nada sério, nada grave, só susto, vamos em frente.
À noite fomos assistir à peça e foi bem divertido. Na saída do teatro, esbarramos na Camila Pitanga sendo simpática com uma fã grávida.
Já tínhamos ingressos grátis para outra peça neste final de semana e fomos para -como diz meu amo e senhor - aquele distante subúrbio, a Barra da Tijuca. Tinha uma celebridade por lá também e me recuso a dizer seu nome, mas ele se enquadra na horripilante categoria ex-BBB. A peça Fama, no Teatro Antônio Fagundes, tinha um elenco talentoso que cantava e dançava bem. O texto é assim assim e abusa das piadas com homossexuais que eu acho um tanto sem graça, mas vale a pena para daqui a alguns anos, quando algum deles se tornar conhecido dizer: "conheço o trabalho dele(a), desde o tempo em que trabalhava em peças semi-amardoras".
E eu já estava achando que as tais celebridades estão brotando dos bueiros e que na verdade está todo mundo pondo a cara na TV e sendo reconhecido nas ruas ou que talvez eu tenha andado demais no final de semana nos locais que os famosos freqüentam e que de volta à rotina e ao meu canto o surto ia passar...
Mas depois de deixar o moleque na escola, dei um pulo voando ali no meu shopping de esquina para as derradeiras providências para o grande dia, quando vejo um alvoroço, um bando de gente esticando o pescoço, guardas, cordões de isolamento, luzes e câmeras. Como moradora de uma grande cidade, influenciada pelo apelo trágico dos telejornais, pensei no pior, mas não era mais um flagrante de violência. Era filmagem de cena de novela. Tentei dar meia volta, mas a multidão se aglomerava atrás de mim (quanta gente vadia num shopping numa segunda-feira, hein!). Resolvi esperar, porque não tinha outro jeito mesmo. Dali a pouco surgem Maitê Proença e Leonardo Brício saídos da minha loja favorita.
Pô atéaqui, pessoal?
18.3.04
Não sou Zeca Pagodinho, mas também vivo minha guerra de cerveja. É que o casamento acrescenta muito em nossa vida. Os amigos dele, os bares que ele freqüenta, a família dele... E os dilemas dele. Incluindo os barraqueiros da praia.
L. e R. eram casados e a ida à praia combinada a uma cervejinha básica era tranqüila. Mas eu cheguei na história quando L. e R. já haviam se separado e estavam disputando, nem sempre de forma amigável e civilizada, o mesmo trecho na areia para vender bebida e alugar cadeiras e guarda-sol. Ela tinha o apelo de ter sido acompanhada pela maioria dos incontáveis filhos e aquele jeitão gostoso de tia de favela. Quando cheguei naquele trecho da praia, a escolha já tinha sido praticamente feita e ela nos servia. Pronto! Nessa época eu nem sabia direito quem era ele. Apontavam na multidão e eu fazia um-hum porque só queria minha gelada e não conflito familiar dos outros bem na hora do meu merecido relax semanal.
Mas, depois de anos de fidelidade, ela adoeceu gravemente, os filhos tentaram segurar a peteca, mas faltava o carisma da matriarca, o pulso forte pra gerir o negócio de ambulante que não ambula... E começou a acontecer de a gente chegar na praia e só a barraquinha dele estar funcionando. De mansinho, ele foi ganhando de novo a freguesia perdida. E nós fomos nessa onda.
Agora ela volta alguns quilos mais magra por causa da enfermidade. Mas sempre chega depois que já estamos instalados nos domínios dele, tendo as bebidas fornecidas por ele nas mãos. Ela puxa papo, chora miséria, adula criança, diz ter saudade. Faz brotar em nós um resquício de culpa.
E se ela chegar mesmo cedo na praia na próxima vez em que formos lá? Quem nos fornecerá nosso suco de cevada? Como administrar nossa simples praia sem um estresse com L. ou R.?
L. e R. eram casados e a ida à praia combinada a uma cervejinha básica era tranqüila. Mas eu cheguei na história quando L. e R. já haviam se separado e estavam disputando, nem sempre de forma amigável e civilizada, o mesmo trecho na areia para vender bebida e alugar cadeiras e guarda-sol. Ela tinha o apelo de ter sido acompanhada pela maioria dos incontáveis filhos e aquele jeitão gostoso de tia de favela. Quando cheguei naquele trecho da praia, a escolha já tinha sido praticamente feita e ela nos servia. Pronto! Nessa época eu nem sabia direito quem era ele. Apontavam na multidão e eu fazia um-hum porque só queria minha gelada e não conflito familiar dos outros bem na hora do meu merecido relax semanal.
Mas, depois de anos de fidelidade, ela adoeceu gravemente, os filhos tentaram segurar a peteca, mas faltava o carisma da matriarca, o pulso forte pra gerir o negócio de ambulante que não ambula... E começou a acontecer de a gente chegar na praia e só a barraquinha dele estar funcionando. De mansinho, ele foi ganhando de novo a freguesia perdida. E nós fomos nessa onda.
Agora ela volta alguns quilos mais magra por causa da enfermidade. Mas sempre chega depois que já estamos instalados nos domínios dele, tendo as bebidas fornecidas por ele nas mãos. Ela puxa papo, chora miséria, adula criança, diz ter saudade. Faz brotar em nós um resquício de culpa.
E se ela chegar mesmo cedo na praia na próxima vez em que formos lá? Quem nos fornecerá nosso suco de cevada? Como administrar nossa simples praia sem um estresse com L. ou R.?
17.3.04
Uma coisa que é preciso ter sempre em mente: assuntos diferentes são tratados com amigos diferentes.
Tem gente com quem é muito bom passar tempo jogando conversa fora na praia. Com outros você gosta mais de conviver em torno de uma mesa de bar decidindo os destinos do mundo como se vocês tivessem poder real para tal.
Os problemas começam quando os canais são trocados.
Um inocente papo furado sobre o tempo com aquele seu camarada gente boa mas meio estressado que trabalha na Bolsa de Valores pode gerar uma queda nas ações da agroindústria.
E aquela sua colega que é um doce de pessoa mas que só marca os encontros para trocar receitas na casa das outras para não correr o risco de que elas se encontrem com o marido dela? Sim, ela é muito ciumenta, chega a ter um pezinho na paranóia, mas não há como ela para explicar com toda paciência e carinho os segredos do chantilly para uma analfabeta em culinária como você. Já imaginou se você resolve trazer para uma roda onde ela esteja aquele comentário que deveria ter feito com a sua companheira de estudos de psicologia dos relacionamentos? Bem provável que ela conclua que você está querendo insinuar algum adultério do cônjuge dela.
Entretanto, e felizmente, este tipo de confusão nem sempre acontece. Às vezes é só a inadequação que incomoda.
Já tentou explicar pro homem da sua vida os motivos de não voltar mais ao seu salão de beleza favorito? Repare na carinha dele quando você contar que fazia as unhas sempre com a mesma manicure que um dia não pôde atender você que chegou sem marcar. E então contrariada e apressada, você fez as unhas com outra manicure que, além de muito mais rápida, não tirou nem um bifinho e ainda deixou suas unhas lindíssimas e pintadas de uma forma que não lascou, como a primiera jamais conseguiu. A esta altura sua alma gêmea já deve estar bocejando e procurando com os olhos o caderno de esportes sobre a mesinha de centro. Conclua afirmando que não poderia voltar para a antiga sabendo que teria um serviço inferior, mas que não consegue simplesmente abandoná-la pela outra para não ferir seus sentimentos, afinal ela sempre foi tão legal com você. Por isso você não põe mais os pés lá. (*)
Você poderá ter como resposta um silêncio sepulcral já que ele desligou automaticamente ao ouvir "sal?o de beleza" ou uma cara de incredulidade por você estar perdendo seu tempo em tal dilema e por ainda estar tomando o tempo dele contando isso nos mínimos detalhes.
Por isso, é bom a gente repensar com cuidado sobre a nossa implicância com os encontros dele com os amigos onde nem sempre somos bem-vindas. Afinal qual seria a nossa própria cara ao ouvir pela milionésima vez a descrição minuciosa daquele gol do Flamengo na decisão do último campeonato ou sobre os novos acessórios daquele carrão.
(*) Você pode ter assistido a episódio do Sienfeld com história semelhante, mas a vida imita a arte. Eu atesto.
Tem gente com quem é muito bom passar tempo jogando conversa fora na praia. Com outros você gosta mais de conviver em torno de uma mesa de bar decidindo os destinos do mundo como se vocês tivessem poder real para tal.
Os problemas começam quando os canais são trocados.
Um inocente papo furado sobre o tempo com aquele seu camarada gente boa mas meio estressado que trabalha na Bolsa de Valores pode gerar uma queda nas ações da agroindústria.
E aquela sua colega que é um doce de pessoa mas que só marca os encontros para trocar receitas na casa das outras para não correr o risco de que elas se encontrem com o marido dela? Sim, ela é muito ciumenta, chega a ter um pezinho na paranóia, mas não há como ela para explicar com toda paciência e carinho os segredos do chantilly para uma analfabeta em culinária como você. Já imaginou se você resolve trazer para uma roda onde ela esteja aquele comentário que deveria ter feito com a sua companheira de estudos de psicologia dos relacionamentos? Bem provável que ela conclua que você está querendo insinuar algum adultério do cônjuge dela.
Entretanto, e felizmente, este tipo de confusão nem sempre acontece. Às vezes é só a inadequação que incomoda.
Já tentou explicar pro homem da sua vida os motivos de não voltar mais ao seu salão de beleza favorito? Repare na carinha dele quando você contar que fazia as unhas sempre com a mesma manicure que um dia não pôde atender você que chegou sem marcar. E então contrariada e apressada, você fez as unhas com outra manicure que, além de muito mais rápida, não tirou nem um bifinho e ainda deixou suas unhas lindíssimas e pintadas de uma forma que não lascou, como a primiera jamais conseguiu. A esta altura sua alma gêmea já deve estar bocejando e procurando com os olhos o caderno de esportes sobre a mesinha de centro. Conclua afirmando que não poderia voltar para a antiga sabendo que teria um serviço inferior, mas que não consegue simplesmente abandoná-la pela outra para não ferir seus sentimentos, afinal ela sempre foi tão legal com você. Por isso você não põe mais os pés lá. (*)
Você poderá ter como resposta um silêncio sepulcral já que ele desligou automaticamente ao ouvir "sal?o de beleza" ou uma cara de incredulidade por você estar perdendo seu tempo em tal dilema e por ainda estar tomando o tempo dele contando isso nos mínimos detalhes.
Por isso, é bom a gente repensar com cuidado sobre a nossa implicância com os encontros dele com os amigos onde nem sempre somos bem-vindas. Afinal qual seria a nossa própria cara ao ouvir pela milionésima vez a descrição minuciosa daquele gol do Flamengo na decisão do último campeonato ou sobre os novos acessórios daquele carrão.
(*) Você pode ter assistido a episódio do Sienfeld com história semelhante, mas a vida imita a arte. Eu atesto.
Um ano sem Gabriela
Missa: dia 25 de março
Igreja São Francisco Xavier
(ao lado da estação de metrô homônima, na Tijuca)
18h00
Missa: dia 25 de março
Igreja São Francisco Xavier
(ao lado da estação de metrô homônima, na Tijuca)
18h00
O destaque dado a este caso, infelizmente igual a outros que diariamente devastam 105 lares, segundo as estatísticas, está sendo usado pela corajosa família de Gabriela para reivindicar mais severidade nas leis e no seu cumprimento.
É nosso dever ajudá-los em sua luta.
É nosso direito viver num país mais justo, livre da impunidade.
Diga não à impunidade.
Assine a petição.
Participe!
16.3.04
Reflexões pertinentes à minha semana:
"A idade não nos protege contra o amor. Mas o amor, até certo ponto, nos protege contra a idade."
(Jeanne Moreau)
"A vantagem da idade é saber viver. Quem fica se martirizando não vive bem."
(Dona Canô)
"Alegre-se com a vida, pois ela oferece a você a chance de amar, trabalhar, divertir-se e olhar para as estrelas."
(Henry van Dyke)
"O mundo que nos cerca é o espelho da nossa mente. Para os pessimistas, sempre está tudo errado; para os otimistas, sempre há motivo para comemorar."
(Martius)
"Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas, dando-lhes sempre algum significado."
(autor desconhecido)
"O pecado mais perigoso, mais grave, é a recusa de viver, de vibrar."(Monier)
Exatamente, meu aniversário está chegando. E "este ano não vai ser igual àquele que passou".
"A idade não nos protege contra o amor. Mas o amor, até certo ponto, nos protege contra a idade."
(Jeanne Moreau)
"A vantagem da idade é saber viver. Quem fica se martirizando não vive bem."
(Dona Canô)
"Alegre-se com a vida, pois ela oferece a você a chance de amar, trabalhar, divertir-se e olhar para as estrelas."
(Henry van Dyke)
"O mundo que nos cerca é o espelho da nossa mente. Para os pessimistas, sempre está tudo errado; para os otimistas, sempre há motivo para comemorar."
(Martius)
"Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas, dando-lhes sempre algum significado."
(autor desconhecido)
"O pecado mais perigoso, mais grave, é a recusa de viver, de vibrar."(Monier)
Exatamente, meu aniversário está chegando. E "este ano não vai ser igual àquele que passou".
14.3.04
Programa imperdível para hoje à noite: a estréia da novela Metamorphoses na Record. Depois do troca-troca de autores, com declarações bombásticas de Mário Prata e da polêmica da realização de cirurgias plásticas reais como parte da trama, finalmente a estréia. Tudo está despertando minha curiosidade.
Em primeiro lugar, o estilo tosco que geralmente domina a produção de folhetins off-Globo. Isso, em pequenas doses, evidentemente, sempre rende bons risos.
Depois, o fato de terem atores de verdade e de prestígio no elenco (o que é absolutamente inusitado nesses casos), como Joana Fomm, Gianfrancesco Guarnieri e Lúcia Alves, além de alguns que até bem pouco estavam no segundo time de belos da Vênus Platinada (Vanessa Lóes e o pai da Sasha, por exemplo).
Além disso, eles vão estrear uma novela em pleno domingo.
No mínimo, têm coragem pra jogar alto.
Provavelmente, não vou resistir quando as tais intervenções cirúrgicas com pé no BBB começarem, mas quem resiste a uma sinopse como essa abaixo que apareceu no JB?
"Hoje, às 20h15, estréia na Rede Record a novela Metamorphoses, uma parceria da emissora com a produtora Casablanca. A novela protagonizada por Vanessa Lóes, Luciana (sic!) Szafir e Paulo Betti é centrada em uma clínica de cirurgia plástica e envolve uma complicada trama policial com a Yakuza, a máfia japonesa. No capítulo de hoje, a cirurgiã plástica Circe (Lígia Cortez) casa-se com Takashi Mifume (Kissei Kumamoto). Durante a lua-de-mel no Japão, além de descobrir que o marido é ligado à mafia japonesa, Circe é obrigada a operar um dos chefões. Apavorada, Circe trata de fugir para o Brasil, o que envergonha seu marido, que comete suicídio. Ao saber da morte de Takashi, o chefão ordena a morte de Circe. Antes de escapar, Circe consegue mandar algumas mensagens para o Brasil, o que faz entrar em cena o agente da polícia federal Marcos Ventura, interpretado por Paulo Betti. É Ventura que consegue livrar Circe dos japas e a retira do aeroporto sã e salva. Só que, durante a escapada, Circe acaba sofrendo um trágico acidente de carro com sua meio-irmã Lia (Vanessa Lóes), que fica gravemente ferida. Percebendo que vai morrer, Lia pede ao doutor Lucas (Luciano Szafir) que troque o seu rosto com o da irmã. Ou seja, Circe fica com a cara de Lia e se livra da perseguição dos japoneses. A troca de rosto acontece no capítulo de quinta-feira e, para todos os efeitos quem morreu foi Circe e não Lia. Para facilitar o desenvolvimento da trama, quando recupera a consciência, além de estar com o rosto de Lia, Circe sofre uma amnésia e não se lembra de nada, o que vai facilitar assumir a vida da meio-irmã."
Pode?
Dá pra perder?
Em primeiro lugar, o estilo tosco que geralmente domina a produção de folhetins off-Globo. Isso, em pequenas doses, evidentemente, sempre rende bons risos.
Depois, o fato de terem atores de verdade e de prestígio no elenco (o que é absolutamente inusitado nesses casos), como Joana Fomm, Gianfrancesco Guarnieri e Lúcia Alves, além de alguns que até bem pouco estavam no segundo time de belos da Vênus Platinada (Vanessa Lóes e o pai da Sasha, por exemplo).
Além disso, eles vão estrear uma novela em pleno domingo.
No mínimo, têm coragem pra jogar alto.
Provavelmente, não vou resistir quando as tais intervenções cirúrgicas com pé no BBB começarem, mas quem resiste a uma sinopse como essa abaixo que apareceu no JB?
"Hoje, às 20h15, estréia na Rede Record a novela Metamorphoses, uma parceria da emissora com a produtora Casablanca. A novela protagonizada por Vanessa Lóes, Luciana (sic!) Szafir e Paulo Betti é centrada em uma clínica de cirurgia plástica e envolve uma complicada trama policial com a Yakuza, a máfia japonesa. No capítulo de hoje, a cirurgiã plástica Circe (Lígia Cortez) casa-se com Takashi Mifume (Kissei Kumamoto). Durante a lua-de-mel no Japão, além de descobrir que o marido é ligado à mafia japonesa, Circe é obrigada a operar um dos chefões. Apavorada, Circe trata de fugir para o Brasil, o que envergonha seu marido, que comete suicídio. Ao saber da morte de Takashi, o chefão ordena a morte de Circe. Antes de escapar, Circe consegue mandar algumas mensagens para o Brasil, o que faz entrar em cena o agente da polícia federal Marcos Ventura, interpretado por Paulo Betti. É Ventura que consegue livrar Circe dos japas e a retira do aeroporto sã e salva. Só que, durante a escapada, Circe acaba sofrendo um trágico acidente de carro com sua meio-irmã Lia (Vanessa Lóes), que fica gravemente ferida. Percebendo que vai morrer, Lia pede ao doutor Lucas (Luciano Szafir) que troque o seu rosto com o da irmã. Ou seja, Circe fica com a cara de Lia e se livra da perseguição dos japoneses. A troca de rosto acontece no capítulo de quinta-feira e, para todos os efeitos quem morreu foi Circe e não Lia. Para facilitar o desenvolvimento da trama, quando recupera a consciência, além de estar com o rosto de Lia, Circe sofre uma amnésia e não se lembra de nada, o que vai facilitar assumir a vida da meio-irmã."
Pode?
Dá pra perder?
De muito mal gosto e desnecessária a capa da Veja esta semana.
Será que foi uma homenagem em estilo reality show ao sangrento A Paixão de Cristo de Mel Gibson?
Ou quem sabe sucumbiram à estética do jornal O Povo?
Dá para registrar o horror da tragédia de um atentado sem ser tão grotescamente explícito.
Cadáver esfacelado na capa? Ora, faça-me o favor!
Será que foi uma homenagem em estilo reality show ao sangrento A Paixão de Cristo de Mel Gibson?
Ou quem sabe sucumbiram à estética do jornal O Povo?
Dá para registrar o horror da tragédia de um atentado sem ser tão grotescamente explícito.
Cadáver esfacelado na capa? Ora, faça-me o favor!
13.3.04
10.3.04
Nem Viradouro, nem Mocidade.
Bom mesmo foi quando a Mangueira entrou.
Bom mesmo foi quando a Mangueira entrou.
Já tentaram explicar sob a ótica jornalística porque o caso foi parar nas primeiras páginas dos maiores e mais sérios jornais do país. Li explicações sociológicas, antropológicas, psicológicas e o escambau. Mas nada disso importa. Estamos diante do grande momento de glória das preteridas e mal-amadas. São elas as mais excitadas com o interesse excusivo da nação.
Afinal, tá pensando o quê? Ninguém pode ser linda, famosa e riquíssima impunemente. Tem mais é que ter o nome enxovalhado. Tá pensando que vai roubar do altar o homem de outra e que vai ficar por isso mesmo? Nananinanão! As desprezadas de todo o país aguardaram treze anos para dizer: "Eu não disse? Bem feito!" Aquelas que aturaram, carnaval após carnaval, seus homens - ou aqueles homens que deveriam ser seus - babando diante da imagem semi-nua e rebolativa, agora finalmente soltam livremente o grito: "Vagabunda!"
E como se não bastasse tudo isso ainda ousa trocar o sonho bilionário de princesa pela fantasia erótica de uniforme. Atrevida!
9.3.04
Fui visitar o Centro Cultural da Justiça Federal que eu ainda não conhecia. Entre algumas exposições bem interessante, uma sobre os direitos civis e sua história no Brasil. Uma das coisas que me chamaram mais atenção foi o acompanhamento da história da dinâmica familiar (amparada pela lei). A mulher não poderia, por exemplo, trabalhar sem ordem expressa do marido ou de um juiz. E para ilustrar situações como essa, alguns textos.
Um deles, contava a história de uma família que não tinha farinha para acompanhar o almoço. Como a mulher sabia que o marido tinha o hábito de comer farinha em todas as refeições, tratou de providenciar a dita cuja para o jantar. Ao ver o alimento na mesa à noite o marido pergunta onde a mulher tinha conseguido dinheiro para aquilo. Ela responde que tinha lavado uma trouxa de roupas. O marido dá-lhe uns catiripapos pra ela aprender a não trabalhar nem sair de casa sem o consentimento dele.
Em outro texto, uma espécie de 10 mandamentos para a esposa e mãe ideal de 1929. Seria para rir, se não fosse trágico.
Mas depois de acompanhar a fartura de ontem, dia internacional da mulher, por todos os cantos, descrevendo o “ser mulher”, cheguei a algumas explicações possíveis:
- Os textos são muito antigos e refletem uma realidade feminina que não existe mais.
- Mesmo em grupos geográficos e sociais que você acha que isso é impensável, tudo o que aconteceu nas últimas décadas parece ter passado ao largo e algumas mulheres continuam em 1929. Elas esperam os maridos em casa com os chinelos em uma mão e o jornal em outra. Estão perfumadíssimas, apavoradas com a idéia de que alguma aventureira lance mão deles. Elas abrem as pernas quando eles querem, porque faz parte de seus deveres de esposa amantíssima, mas sexo para elas é apenas algo que tem que ser tolerado. Elas são as únicas responsáveis pela criação dos filhos e pelo bom andamento dos assuntos domésticos. Seus maridos são provedores e tudo o que possa aborrecê-los deve ser evitado ou sumariamente descartado. Por isso elas sempre os aceitam de volta e nem perguntam porque eles demoraram três meses para comprar um maço de cigarros ali na esquina. Afinal, têm muita sorte por tê-los de volta.
- Eu não sou uma mulher.
Um deles, contava a história de uma família que não tinha farinha para acompanhar o almoço. Como a mulher sabia que o marido tinha o hábito de comer farinha em todas as refeições, tratou de providenciar a dita cuja para o jantar. Ao ver o alimento na mesa à noite o marido pergunta onde a mulher tinha conseguido dinheiro para aquilo. Ela responde que tinha lavado uma trouxa de roupas. O marido dá-lhe uns catiripapos pra ela aprender a não trabalhar nem sair de casa sem o consentimento dele.
Em outro texto, uma espécie de 10 mandamentos para a esposa e mãe ideal de 1929. Seria para rir, se não fosse trágico.
Mas depois de acompanhar a fartura de ontem, dia internacional da mulher, por todos os cantos, descrevendo o “ser mulher”, cheguei a algumas explicações possíveis:
- Os textos são muito antigos e refletem uma realidade feminina que não existe mais.
- Mesmo em grupos geográficos e sociais que você acha que isso é impensável, tudo o que aconteceu nas últimas décadas parece ter passado ao largo e algumas mulheres continuam em 1929. Elas esperam os maridos em casa com os chinelos em uma mão e o jornal em outra. Estão perfumadíssimas, apavoradas com a idéia de que alguma aventureira lance mão deles. Elas abrem as pernas quando eles querem, porque faz parte de seus deveres de esposa amantíssima, mas sexo para elas é apenas algo que tem que ser tolerado. Elas são as únicas responsáveis pela criação dos filhos e pelo bom andamento dos assuntos domésticos. Seus maridos são provedores e tudo o que possa aborrecê-los deve ser evitado ou sumariamente descartado. Por isso elas sempre os aceitam de volta e nem perguntam porque eles demoraram três meses para comprar um maço de cigarros ali na esquina. Afinal, têm muita sorte por tê-los de volta.
- Eu não sou uma mulher.
2.3.04
26.2.04
As crianças atendidas no ambulatório do HOSPITAL GAFRÉE E GUINLE estão precisando da ajuda. O hospital, referência no tratamento da AIDS, tem um trabalho bonito de auxílio às crianças. Eles estão precisando de alimentos como leite em pó integral, creme de arroz, cremogema e outros. Também necessitam de fraldas e roupinhas.
O sistema vai começar a funcionar com força total a partir de março. Então esta é a hora de falar com os amigos e começar a se movimentar.
HOSPITAL GAFRÉE E GUINLE
Ambulatório da PEDIATRIA RUA MARIZ E BARROS, 775 - Térreo
Tijuca - Rio de Janeiro
TEL: (21)2569-1620 ramal:253 (251 e 252 - somente pela manhã)
Falar com Ana Maria
O sistema vai começar a funcionar com força total a partir de março. Então esta é a hora de falar com os amigos e começar a se movimentar.
Ambulatório da PEDIATRIA RUA MARIZ E BARROS, 775 - Térreo
Tijuca - Rio de Janeiro
TEL: (21)2569-1620 ramal:253 (251 e 252 - somente pela manhã)
Falar com Ana Maria
23.2.04
Praia de Ipanema domingo e feriado sem tumulto.
Queen Mary II.
Carros alegóricos das melhores escolas ali dando sopa para serem vistos enquanto você simplesmente volta pra casa.
Blocos, bandas, batucadas.
Todas línguas, todos os sotaques em todos os lugares.
Gente fantasiada.
Este é o Carnaval de quem não viajou este ano.
Queen Mary II.
Carros alegóricos das melhores escolas ali dando sopa para serem vistos enquanto você simplesmente volta pra casa.
Blocos, bandas, batucadas.
Todas línguas, todos os sotaques em todos os lugares.
Gente fantasiada.
Este é o Carnaval de quem não viajou este ano.
21.2.04
20.2.04
E amanhã tem Fla-Flu.
Quando eu era pequena torcia pro Flamengo ganhar não só pelo time, mas também porque da vitória do time da Gávea dependiam os semanais humor, leniência e propensação ao sim do meu pai.
Agora tenho marido e filho rubro-negros. O moleque foi com o uniforme da equipe para o bailinho de carnaval da escola. Tem mais: estou de cara pro crime, pendurada sobre o Maior do Mundo. O grande clássico carioca pulsa forte. É carnaval, afinal.
E tenho que reforçar minha mandinga. O Flu vem com os quatro R's: Romário, Roger, Ramon e o Ridículo do Edmundo.
Estou torcendo por pelo menos um gol do Ivson.
Quando eu era pequena torcia pro Flamengo ganhar não só pelo time, mas também porque da vitória do time da Gávea dependiam os semanais humor, leniência e propensação ao sim do meu pai.
Agora tenho marido e filho rubro-negros. O moleque foi com o uniforme da equipe para o bailinho de carnaval da escola. Tem mais: estou de cara pro crime, pendurada sobre o Maior do Mundo. O grande clássico carioca pulsa forte. É carnaval, afinal.
E tenho que reforçar minha mandinga. O Flu vem com os quatro R's: Romário, Roger, Ramon e o Ridículo do Edmundo.
Estou torcendo por pelo menos um gol do Ivson.
O que será de mim quando o Império Serrano entrar na avenida cantando Aquarela Brasileira do Silas de Oliveira? Este samba me arrebata a alma, me arranca lágrimas sempre que o ouço. E não só por si - e olha que ele é uma coisa de lindo - mas por tudo o que evoca, seja historicamente*, seja nas minhas mais remotas lembranças
particulares.
Bacanal
(Manuel Bandeira)
Quero beber! cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!
Lá se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada.
A gargalhar em doudo assomo...
Evoé Momo!
Lacem-na toda, multicores
As serpentinas dos amores,
Cobras de lívidos venenos...
Evoé Vênus!
Se perguntarem: Que mais queres,
Além de versos e mulheres?...
- Vinhos!... o vinho que é meu fraco!...
Evoé Baco!
O alfanje rútilo da lua,
Por degolar a nuca nua
Que me alucina e que eu não domo!...
Evoé Momo!
A Lira etérea, a grande Lira!...
Por que eu extático desfira
Em seu louvor versos obscenos.
Evoé Vênus!
* Aquarela Brasileira foi composto em homenagem a Ary Barroso, autor de Aquarela do Brasil, conhecido internacionalmente como hino informal do nosso país, simplesmente como Brasil. Ary faleceu no dia do desfile e a notícia chegou na hora que a escola entrava na avenida. Os componentes desfilaram em silêncio e chorando e o mais lindo samba-enredo de todos os tempos não ganhou o carnaval.
Muitos componentes seguiram direto para o funeral e, ainda fantasiados, carregaram o caixão de Ary.
particulares.
Bacanal
(Manuel Bandeira)
Quero beber! cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!
Lá se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada.
A gargalhar em doudo assomo...
Evoé Momo!
Lacem-na toda, multicores
As serpentinas dos amores,
Cobras de lívidos venenos...
Evoé Vênus!
Se perguntarem: Que mais queres,
Além de versos e mulheres?...
- Vinhos!... o vinho que é meu fraco!...
Evoé Baco!
O alfanje rútilo da lua,
Por degolar a nuca nua
Que me alucina e que eu não domo!...
Evoé Momo!
A Lira etérea, a grande Lira!...
Por que eu extático desfira
Em seu louvor versos obscenos.
Evoé Vênus!
* Aquarela Brasileira foi composto em homenagem a Ary Barroso, autor de Aquarela do Brasil, conhecido internacionalmente como hino informal do nosso país, simplesmente como Brasil. Ary faleceu no dia do desfile e a notícia chegou na hora que a escola entrava na avenida. Os componentes desfilaram em silêncio e chorando e o mais lindo samba-enredo de todos os tempos não ganhou o carnaval.
Muitos componentes seguiram direto para o funeral e, ainda fantasiados, carregaram o caixão de Ary.
Consegui uma receitinha quase básica de um dos meus favoritos:
LULAS COM ARROZ DE BRÓCOLIS
Ingredientes
30 ml de azeite
8 g de curry ou açafrão
10 g de pimenta preta
100 ml de vinho branco
20 g de limão
250 g de lulas
30 g de bacon
100 g de brócolis
10 g de alho (eu poria mais, muito mais)
30 g de arroz
Modo de fazer
Refogue o bacon em cubos até que fiquem crocantes. Ferva as lulas cortadas em anéis de 2 centímetros de espessura no vinho branco e no limão por aproximadamente 5 minutos ou até começarem a dourar. Dissolva o curry no caldo. Em seguida, adicione tudo ao refogado de bacon, deixando pelo menos 15 minutos. Cozinhe o brócolis em água fervente. Refogue o arroz com alho e azeite. Quando estiver quase pronto, acrescente o brócolis.
Rende um prato.
LULAS COM ARROZ DE BRÓCOLIS
Ingredientes
30 ml de azeite
8 g de curry ou açafrão
10 g de pimenta preta
100 ml de vinho branco
20 g de limão
250 g de lulas
30 g de bacon
100 g de brócolis
10 g de alho (eu poria mais, muito mais)
30 g de arroz
Modo de fazer
Refogue o bacon em cubos até que fiquem crocantes. Ferva as lulas cortadas em anéis de 2 centímetros de espessura no vinho branco e no limão por aproximadamente 5 minutos ou até começarem a dourar. Dissolva o curry no caldo. Em seguida, adicione tudo ao refogado de bacon, deixando pelo menos 15 minutos. Cozinhe o brócolis em água fervente. Refogue o arroz com alho e azeite. Quando estiver quase pronto, acrescente o brócolis.
Rende um prato.
19.2.04
Roubei um tempinho hoje e estou vendo aquelas coisas que estou sempre deixando pra depois, ocupada em apagar incêndios ou em simplesmente tocar a vida.
Esta eu vi no blog da Vicky:
Não corra atrás das borboletas; plante uma flor em seu jardim e todas as borboletas virão até ela.
(D. Elhers)
Esta eu vi no blog da Vicky:
Não corra atrás das borboletas; plante uma flor em seu jardim e todas as borboletas virão até ela.
(D. Elhers)
17.2.04
Tenho tido tanto de tudo, que quando o ponteiro pequeno aponta para o dez s? quero encontrar meu travesseiro. Mas como ? fevereiro e a cidade ? o Rio, normalmente esse encontro tem sido adiado por algumas horas. E recebo mais de muitas coisas. Samba, bom papo e cerveja, por exemplo.
Outro dia, pedi uma por??o de jil? para acompanhar o chope. Sabe que rolou? Juro!
As conseq??ncias do dil?vio (leia abaixo) continuam, mas coloquei em a??o o meu pensamento m?gico. Faz-de-conta que este pedreiro n?o est? quebrando esta parede do banheiro com azulejos que ningu?m vai encontrar igual para repor bem aqui do lado da minha mesa de trabalho. Faz-de-conta que quando ele terminar aqui, ele n?o vai come?ar na cozinha. Funciona, sabia? Pergunta pra este elefante rosa com la?o verde-lim?o aqui do lado.
F. furou para o desfile-ensaio da Vila, no Boulevard 28 de Setembro. Foi uma pena. Teria sido uma noite ainda mais divertida, se a L. (chilena) e ao G. (estadunidense) al?m dos brazucas se juntasse uma francesa. [N?o esquecer: me matricular na aula de esperanto.] De qualquer forma n?o faltou anima??o e a noite foi ?tima.
Perdi 30 minutos da minha vida numa fila e ao ser atendida descobri que eu n?o precisava ter entrado nela. A sorte ? que sempre ? poss?vel fazer observa??o de seres humanos numa situa??o dessas. E esse ? um dos meus hobbies, muito melhor observar p?ssaros. Por exemplo, hoje consegui observar uma mo?a com as unhas do p? pintadas de um azul turquersa que acompanha as cores da sand?lia, da bolsa e da blusinha de alcinha (os diminutivos desta frase s?o uma homenagem especial). Ela tinha os cabelos rec?m-pintados de vermelho e raspados na altura da nuca de modo a formar um sol em espiral com retas que saiam dele formando seus raios. Quando me aproximei da carnavalesca figura, reparei que ela descrevia uma cena de agonia e o subseq?ente funeral. O outro senhor parecia ter tingido os parcos cabelos que come?avam na altura das orelhas com papel crepon, tamanha a irregularidade das mechas que variavam do vinho ap?tico ao preto desbotado. O resto era bem normalzinho, se n?o levarmos em considera??o a meia branca tipo sapatilha usada com uma sand?lia Rider preta.
Imagina uma laranja bem espremidinha. Pois ?. Mas vou deixar para descansar apropriadamente quando estiver sob 7 palmos de terra. Ou, como quase tudo nesta terra, fica pra depois do carnaval.
12.2.04
Estorou um cano ainda não identificado no terraço do meu prédio.
Chove torrencialmente dentro do meu apartamento e na casa dos vizinhos.
O aguaceiro desce por todo o edifício até o térreo.
Baldes e panos-de-chão são os objetos mais requisitados.
Uma boa pedida para um presente de aniversário adiantado para mim é um escafandro.
Começou o quebra-quebra.
Instalações elétricas ameaçadas.
Pinturas de paredes e de tetos vão para o beleléu.
Rebaixamentos com gesso apresentam risco de desabamento.
Marido super-tenso, filho assustado, sogra em pânico.
Sou uma flagelada.
9.2.04
7.2.04
2.2.04
A exposi??o com a obra de Keith Haring no Centro Cultural Banco do Brasil est? imperd?vel.
Uma palhinha:
No in?cio dos anos 80, as ruas e o metr? de Nova York foram a primeira vitrine da obra de Keith Haring, com seus grafites vigorosos, ?ndices de seu engajamento com a cultura de massa. (...)
A exalta??o da sociedade americana n?o entorpece o olhar cr?tico de Haring em rela??o ao seu meio e seu momento hist?rico. Humor e ironia pulsam na espontaneidade dos tra?os flu?dos de um artista cuja liberdade tem?tica e formal ganhou espa?o e contribui para a constitui??o de uma linguagem direta e por vezes quase simples, que tem a raiz no vocabul?rio da cultura de massa e dos meios de consumo.
(texto do panfleto da exposi??o)
E ainda tem, no mesmo CCBB, uma mostra com as polar?ide se Andy Warhol. Esta acho que pode ser especialmente rica para os fotologgers.
Base para a cria??o de suas pinturas e portraits, as fotos [polar?ides] mostram personalidades famosas do mundo todo e um conjunto de objetos inusitados, constituindo material fundamental para a compreens?o da g?nese da obra de um ?cone da pop art americana.
(texto do panfleto da exposi??o)
Pensa que acabou? Que nada! Aquele espa?o ? riqu?ssimo em atra??es. Logo que voc? chega no sag?o tem uma exposi??o no melhor estilo "Rio 40 graus, purgat?rio da beleza e do caos" com trabalhos de fotojornalistas.
E como passar por fevereiro na Cidade Maravilhosa sem Carnaval? Est? l? tamb?m, numa forma po?tica (com Beatriz Milhazes), moderna (com Eva e Adele), mas tamb?m alegre (Hans Nieswandt) e hist?rica (como Bajado) do jeito que precisa ser a festa de Momo (mesmo que o atual seja magro).
Eu sei a grana est? pouca, n?? Tem problema n?o! ? tudo gr?tis.
28.1.04
Meu filho quer inventar o oiránoicid, que é o dicionário ao contrário, onde você entraria com o significado e ele diria qual é a palavra que você está procurando. Se já existisse, poderia colocar aqui o nome que me fugiu da cabeça da fobia dos que abominam bichos de pena.
Em volta da piscina, do chão à metade da altura até o teto transparente é parede de tijolo, emboço, tinta... Daí para cima é janela. Quando faz frio, os vidros são fechados. Num dia quente como hoje, abre-se tanto quanto possível. E foi por aí que a rolinha entrou. E gorjeamos nossa surpresa. E a instrutora espremeu-se contra a parede.
Não é a primeira vez que acontece. Ainda outro dia, quando nossa treinadora estava de férias, deixando em seu lugar uma estagiária, foi outra rolinha que entrou e ficou girando procurando a saída até cansar. Não foi simples agarrá-la e soltá-la de volta para o vôo livre.
A rolinha de hoje talvez tenha se apavorado com o nosso pequeno susto, com o medo da mestra, com a música alta que marcava nosso ritmo. Passou sobre nossas cabeças cruzando todo o comprimento da piscina, ouvindo nosso sobressalto, nosso pavor injustificado, nosso barulho que insistimos em chamar de música e tocou a parece no lado oposto. Deve ter sido então que ela armou-se de toda coragem para fugir dali e arremessou-se numa velocidade incrível contra a vidraça caindo do nosso lado, dentro d'água.
Até o final da aula o servente ainda não tinha vindo para pegar o bichinho morto e eu passei o restante do tempo ouvindo sobre notícias do dia, novelas, filhos e netos, exposta, mesmo que não olhasse mais, àquele testemunho de uma pequena infelicidade diária, fingindo ser o cloro que me ardia os olhos, numa tentativa brutal de voltar a ser adulta.
Update: Minha mãe me contou agora ao telefone que meu primo mais velho descobriu que estava com um problema sério de saúde e precisava de uma cirurgia. Ele estava com muito medo da operação e saiu visitando diversos familiares em busca de apoio. Foi inclusive na casa de uma tia nossa com a qual ele não falava havia décadas e pediu perdão. Ao sair de lá sofreu um acidente de moto fatal.
26.1.04
23.1.04
Há na cidade um movimento de revitalização fomentado pelo verão. Mas só para quem tem olhos de ver. Muita gente resolveu finalmente reagir ao baixo-astral que só faz render ibope para tele-jornal vagabundo e jornalzinho carniceiro. Todo dia a gente se pega na dúvida sobre o que fazer: show, teatro, passeios ao ar livre, um restaurante novo (ou um bar bem antigo)...
Ontem fomos para a Marina da Glória ver o show do Rogê, com o Arlindo Cruz e o
Falcão d'O Rappa. Ainda teve Nelson Sargento substituindo o Walter Alfaiate (ele teve que se submeter a uma cirurgia). Quando a gente queria pegar um arzinho, era só ir até a beirada da tenda e curtir o vento que vinha do mar, o Pão de Açúcar de um lado e o MAM fervendo com a Fashion Rio do outro.
A idade pesou e acabamos saindo de lá antes do final, cansados, satisfeitos e com um pouco de receio de ter que encarar uma retenção na saída do estacionamento, afinal, o evento bombou. Foi por isso que chegamos em casa às 3 de la matina. E me senti a própria highlander porque pouco depois das 8 já estava de pé para malhar e preparar o corpo e o espírito para mais um dia de labuta.
Não sei por que senti no final da tarde um impulso irrefreável por comprar um corretivo que hidrata as pálpebras e "visualmente corrige tons de pele azulados, ajudando a minimizar os sinais de inchaço e olheiras".
Uma privação de sentidos me obrigou a preparar um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, que teve que passar por um rigoroso controle de qualidade baseado em degustação que foi perpetrado por mim mesma.
Mas o que eu queria contar para vocês é que na próxima quinta na Marina, o Claro Rio de Verdade nas Quintas de Janeiro (ufa! quem inventa esses nomes quilométricos pros eventos?) vai ter Bezerra da Silva e João Bosco, além do anfitrião Rogê. A roda de samba (abertura) vai ser com Wilson Moreira e o encerramento com a bateria da Grande Rio. Como nada é perfeito, lá só tem cerveja Bavaria (o que aconteceu com a Baviera, hein?)
Titia aqui vai adiantar bem o trabalho para tirar uma sesta bem dotosa na quinta e estar inteirona na night. Seja ela na Marina ou pelaí.
Ontem fomos para a Marina da Glória ver o show do Rogê, com o Arlindo Cruz e o
Falcão d'O Rappa. Ainda teve Nelson Sargento substituindo o Walter Alfaiate (ele teve que se submeter a uma cirurgia). Quando a gente queria pegar um arzinho, era só ir até a beirada da tenda e curtir o vento que vinha do mar, o Pão de Açúcar de um lado e o MAM fervendo com a Fashion Rio do outro.
A idade pesou e acabamos saindo de lá antes do final, cansados, satisfeitos e com um pouco de receio de ter que encarar uma retenção na saída do estacionamento, afinal, o evento bombou. Foi por isso que chegamos em casa às 3 de la matina. E me senti a própria highlander porque pouco depois das 8 já estava de pé para malhar e preparar o corpo e o espírito para mais um dia de labuta.
Não sei por que senti no final da tarde um impulso irrefreável por comprar um corretivo que hidrata as pálpebras e "visualmente corrige tons de pele azulados, ajudando a minimizar os sinais de inchaço e olheiras".
Uma privação de sentidos me obrigou a preparar um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, que teve que passar por um rigoroso controle de qualidade baseado em degustação que foi perpetrado por mim mesma.
Mas o que eu queria contar para vocês é que na próxima quinta na Marina, o Claro Rio de Verdade nas Quintas de Janeiro (ufa! quem inventa esses nomes quilométricos pros eventos?) vai ter Bezerra da Silva e João Bosco, além do anfitrião Rogê. A roda de samba (abertura) vai ser com Wilson Moreira e o encerramento com a bateria da Grande Rio. Como nada é perfeito, lá só tem cerveja Bavaria (o que aconteceu com a Baviera, hein?)
Titia aqui vai adiantar bem o trabalho para tirar uma sesta bem dotosa na quinta e estar inteirona na night. Seja ela na Marina ou pelaí.
20.1.04
São Sebastião
Botticelli
SEBASTIAN
(Gilberto Gil / Milton Nascimento)
Sebastian, Sebastião
Diante de tua imagem
Tão castigada e tão bela
Penso na sua cidade
Peço que olhes por ela
Cada parte do teu corpo
Cada flecha envenenada
Flechada por pura inveja
É um pedaço de bairro
É uma praça do Rio
Enchendo de horror quem passa
Oô cidade, oô menino
Que me ardem de paixão
Eu prefiro que essas flechas
Saltem pra minha canção
Livrem de dor meus amados
Que na cidade tranqüila
Sarada cada ferida
Tudo se transforme em vida
Canteiro cheio de flores
Pra que só chorem, querido.
Tu e a cidade, de amores
19.1.04
Amigos do mundo inteiro na cidade (alguns com camiseta dada pela prefeitura)... de férias.
Filho e marido em casa.. de férias.
Alguns dos principais clientes em silêncio... de férias.
A Cidade Maravilhosa fervilhando nas Noites Cariocas, no Vivo Open Air, nos shows do Canecão, no Cardume do Humaitá, nos Sambas da Cidade do Moacyr Luz, no Claro Rio de Verdade nas Quintas, na Gafieira Moderna da Joyce, no Pagode do Arlindo no Rival, nas quadras das Escolas... de férias.
Assim sendo, para o bem de todos e felicidade geral da nação, declaro-me PARCIALMENTE de férias.
Filho e marido em casa.. de férias.
Alguns dos principais clientes em silêncio... de férias.
A Cidade Maravilhosa fervilhando nas Noites Cariocas, no Vivo Open Air, nos shows do Canecão, no Cardume do Humaitá, nos Sambas da Cidade do Moacyr Luz, no Claro Rio de Verdade nas Quintas, na Gafieira Moderna da Joyce, no Pagode do Arlindo no Rival, nas quadras das Escolas... de férias.
Assim sendo, para o bem de todos e felicidade geral da nação, declaro-me PARCIALMENTE de férias.
16.1.04
Conhecia bem pouco do trabalho do Tadeu Aguiar. Só em televisão mesmo. Por isso, ao ganhar o ingresso para a pré-estréia de sua peça, achei simplesmente legal. Afinal os tempos andam bicudos e um programinha cultural de graça é sempre bem-vindo.
Fui surpreendida por uma peça que não era um musical, como eu esperava. Os dois atores em cena, Tadeu Aguiar e Eduardo Bakr, conseguem lidar com o texto fronteiriço, que poderia facilmente, sem o talento deles, descambar para o risível ou para o piegas. Ambos estão muito bem em Despertando para sonhar, que já foi apresentada em muitas escolas e agora estréia para o público em geral.
Cheia de citações de grandes mestres, a peça fala sobre um rapaz que não consegue entender-se com o pai, não aceita o caminho apontado por ele, mas não sabe exatamente o que quer e encontra uma ajuda inesperada na busca por suas respostas. Mas a forma como isso é contado é bem interessante. Na verdade, isto é um filme, é a história dentro de outra história. Bom, se eu contar muito, acabo sendo inconveniente. Gostei, achei divertida e instrutiva, principalmente para as almas jovens, e acho que deve funcionar ainda melhor para pais e mães acompanhados de filhos adolescentes.
Cheia de citações de grandes mestres, a peça fala sobre um rapaz que não consegue entender-se com o pai, não aceita o caminho apontado por ele, mas não sabe exatamente o que quer e encontra uma ajuda inesperada na busca por suas respostas. Mas a forma como isso é contado é bem interessante. Na verdade, isto é um filme, é a história dentro de outra história. Bom, se eu contar muito, acabo sendo inconveniente. Gostei, achei divertida e instrutiva, principalmente para as almas jovens, e acho que deve funcionar ainda melhor para pais e mães acompanhados de filhos adolescentes.
Despertando para sonhar
Teatro do Leblon
Sala Marília Pêra
Rua Conde de Bernadotte, 26, loja 104
Tel.: 2294-0347
Teatro do Leblon
Sala Marília Pêra
Rua Conde de Bernadotte, 26, loja 104
Tel.: 2294-0347
15.1.04
Mais uma dica de primeira para quem quer curtir boa música gastando pouco:
A Banda Quasar e minha amiga Rosane Côrrea tocarão no Bar Toque Final (Av. Ataulfo de Paiva, 900 - Leblon) sábado dia 17/01/2004 a partir das 22:00h.
Rosane tem uma voz doce e delicada e uma interpretação sempre acertada.
Além disso, não tem consumação mínima.
Quem consumir fica isento do couvert de R$10,00.
A Banda Quasar e minha amiga Rosane Côrrea tocarão no Bar Toque Final (Av. Ataulfo de Paiva, 900 - Leblon) sábado dia 17/01/2004 a partir das 22:00h.
Rosane tem uma voz doce e delicada e uma interpretação sempre acertada.
Além disso, não tem consumação mínima.
Quem consumir fica isento do couvert de R$10,00.
14.1.04
Aquele tipo de gente que vai comprar CD da Rita Lee e do Lulu Santos e leva do Nirvana e do D2, também recebe e-mails desta natureza do próprio dentista, que faz parte da banda:
Quem não conseguiu enfrentar a fila do bondinho para os Noites Cariocas, não teve coragem de ir até o Rio Centro enfrentar a galera do Hip Hop e ta sem grana pra ir ao show do Iron Maiden.
Dia 18, Domingo das 20:30hs as 23:30hs no quiosque DRINK- CAFÉ no Parque dos Patins na Lagoa Rodrigo de Freitas ao lado do estacionamento, agora sem o caos da arvore de natal, a HUSBAND vai tocar muito rock'n'roll nacional e internacional.
Como nem tudo é perfeito...se chover não rola.
Veja fotos da banda
HUSBAND
Dany - Vocal
Marcelo Vidal- Guitarra base
Márcio- Guitarra solo
Edinho- Baixo
Marcelo Miranda-Bateria
Dany - Vocal
Marcelo Vidal- Guitarra base
Márcio- Guitarra solo
Edinho- Baixo
Marcelo Miranda-Bateria
Quem não conseguiu enfrentar a fila do bondinho para os Noites Cariocas, não teve coragem de ir até o Rio Centro enfrentar a galera do Hip Hop e ta sem grana pra ir ao show do Iron Maiden.
Dia 18, Domingo das 20:30hs as 23:30hs no quiosque DRINK- CAFÉ no Parque dos Patins na Lagoa Rodrigo de Freitas ao lado do estacionamento, agora sem o caos da arvore de natal, a HUSBAND vai tocar muito rock'n'roll nacional e internacional.
Como nem tudo é perfeito...se chover não rola.
Veja fotos da banda
Já tinha recebido este teste por e-mail antes, mas como já tinha esquecido como era fiz de novo. E já está virando praticamente uma tradição reproduzir por aqui os e-mails que recebo da preciosíssima Meca.
Teste de Prioridades
Cinco coisas acontecem simultaneamente as quais precisam ser atendidas:
1. O telefone está tocando.
2. O bebê está chorando.
3. Alguém bate na porta da frente.
4. Há roupa lavada pendurada no varal do quintal e começa a chover.
5. A torneira da cozinha está aberta e jorrando água.
Em que ordem você resolve os problemas? Anote sua ordem, e veja abaixo como você tomou sua decisão. Cada situação representa algo em sua vida. Não trapaceie o teste olhando as conclusões antes de respondê-lo! Ilumine o trecho que parece estar em branco abaixo.
[Ilumine daqui]
1. O telefone representa ............ (seu trabalho ou carreira).
2. O bebe representa ................ (sua família).
3. A visita representa ............ (seus amigos).
4. A roupa lavada representa ........ (sua vida sexual).
5. A água corrente representa ...... (dinheiro ou riqueza).
[Até aqui]
O resultado te fez pensar ?...
Bateu com as suas prioridades?...
A roupa do varal molhou toda, né?...
Teste de Prioridades
Cinco coisas acontecem simultaneamente as quais precisam ser atendidas:
1. O telefone está tocando.
2. O bebê está chorando.
3. Alguém bate na porta da frente.
4. Há roupa lavada pendurada no varal do quintal e começa a chover.
5. A torneira da cozinha está aberta e jorrando água.
Em que ordem você resolve os problemas? Anote sua ordem, e veja abaixo como você tomou sua decisão. Cada situação representa algo em sua vida. Não trapaceie o teste olhando as conclusões antes de respondê-lo! Ilumine o trecho que parece estar em branco abaixo.
[Ilumine daqui]
1. O telefone representa ............ (seu trabalho ou carreira).
2. O bebe representa ................ (sua família).
3. A visita representa ............ (seus amigos).
4. A roupa lavada representa ........ (sua vida sexual).
5. A água corrente representa ...... (dinheiro ou riqueza).
[Até aqui]
O resultado te fez pensar ?...
Bateu com as suas prioridades?...
A roupa do varal molhou toda, né?...
Escrevi isso no século passado, quando tinha a idade do título. Reproduzo aqui para ela:
19 anos
São tantas as perguntas que ficam ecoando na nossa cabeça sem resposta. E se multiplicam e se adicionam e se entrelaçam e ficam cada vez mais complexas.
Será que a gente está batalhando pela coisa certa? Será que a gente está do lado certo da batalha? Quem são os nossos aliados? Quem são os nossos inimigos?
Na hora que a gente encosta a cabeça no travesseiro elas falam mais alto! Gritam mesmo. Até se misturarem aos sonhos e ficam mais confusas no dia seguinte. Não dá para dizer exatamente qual é o problema, mas a gente sabe que ele existe.
A gente fica procurando a essência, a nossa essência, o início de tudo. É duro ver que muito se perdeu e se confundiu com a poeira da estrada. Será que isso é amadurecer? Aí, a gente se sente culpado porque não é mais adolescente e não é mais tempo de vacilar na hora das decisões.
Mas o que fazer se o mundo nos abre tantas portas para caminhos que seguem em direções tão diferentes?
Não dá mais para parar para chorar e aquelas velhas amizades do tempo de colégio não têm mais tempo para ouvir os seus problemas.
Cada um tem seus próprios problemas e agora a palavra amizade tem outro significado. A gente é arrancado de onde sempre foi e jogado na vida, mais isso é opção e tudo o que se podia almejar.
Ser independente e livre tem o seu preço.
Ser livre é também ser só, porque a liberdade machuca quem não a tem e essas pessoas ainda são influentes na opinião de quem nos cerca aqui fora e, porque não dizer, em nós mesmos.
O segredo, acho, é não ceder um palmo sequer do que se é, porque quando você cede um pouco para se adaptar, te cobram mais e mais. E cá estou, buscando a mim mesma, nas folhas em branco de um caderno velho, sem ter alguém com quem dividir.
Por que é tão difícil ser feliz? Esse deveria ser um direito de todos.
Sinto falta, muita falta dessa pessoa para compartilhar alegrias e tristezas e fica cada vez mais difícil porque a cada bofetão eu me fecho mais e acredito menos nas pessoas.
E se por acaso um amigo estiver cara a cara comigo, já não sei se serei capaz de reconhecê-lo.
***********
E apesar de eu ter lido dia desses que os sábios procuram aprender e os ignorantes tentam ensinar, só queria complementar este texto antigo dizendo que essa história está tendo um final, ou melhor, desdobramento feliz.
São tantas as perguntas que ficam ecoando na nossa cabeça sem resposta. E se multiplicam e se adicionam e se entrelaçam e ficam cada vez mais complexas.
Será que a gente está batalhando pela coisa certa? Será que a gente está do lado certo da batalha? Quem são os nossos aliados? Quem são os nossos inimigos?
Na hora que a gente encosta a cabeça no travesseiro elas falam mais alto! Gritam mesmo. Até se misturarem aos sonhos e ficam mais confusas no dia seguinte. Não dá para dizer exatamente qual é o problema, mas a gente sabe que ele existe.
A gente fica procurando a essência, a nossa essência, o início de tudo. É duro ver que muito se perdeu e se confundiu com a poeira da estrada. Será que isso é amadurecer? Aí, a gente se sente culpado porque não é mais adolescente e não é mais tempo de vacilar na hora das decisões.
Mas o que fazer se o mundo nos abre tantas portas para caminhos que seguem em direções tão diferentes?
Não dá mais para parar para chorar e aquelas velhas amizades do tempo de colégio não têm mais tempo para ouvir os seus problemas.
Cada um tem seus próprios problemas e agora a palavra amizade tem outro significado. A gente é arrancado de onde sempre foi e jogado na vida, mais isso é opção e tudo o que se podia almejar.
Ser independente e livre tem o seu preço.
Ser livre é também ser só, porque a liberdade machuca quem não a tem e essas pessoas ainda são influentes na opinião de quem nos cerca aqui fora e, porque não dizer, em nós mesmos.
O segredo, acho, é não ceder um palmo sequer do que se é, porque quando você cede um pouco para se adaptar, te cobram mais e mais. E cá estou, buscando a mim mesma, nas folhas em branco de um caderno velho, sem ter alguém com quem dividir.
Por que é tão difícil ser feliz? Esse deveria ser um direito de todos.
Sinto falta, muita falta dessa pessoa para compartilhar alegrias e tristezas e fica cada vez mais difícil porque a cada bofetão eu me fecho mais e acredito menos nas pessoas.
E se por acaso um amigo estiver cara a cara comigo, já não sei se serei capaz de reconhecê-lo.
***********
E apesar de eu ter lido dia desses que os sábios procuram aprender e os ignorantes tentam ensinar, só queria complementar este texto antigo dizendo que essa história está tendo um final, ou melhor, desdobramento feliz.
O Grito
Edward Munch
1893
As coisas, muitas vezes, tem explicações ao mesmo tempo simples e fascinantes. E quando assim o é, depois que descobrimos a verdade pensamos no tempo que nos detivemos em elocubrações e como podemos ser criativos para tentar adivinhar intenções alheias, freqüentemente projetando muito de nós mesmos.
Penso nisso quando acho um recorte de jornal. Manias todos temos. Alguns muitas, outros apenas selecionadíssimas esquisitices. Estou entre aqueles que tem várias. Uma delas é recortar dos jornais artigos e matérias que não tive tempo para ler no dia em que foram publicadas, mas que acho que vão me interessar. Em minha defesa tenho o fato de que recorto jornais e revista também por motivos profissionais, mas nem sempre. Este recorte, cuja data não anotei, não tem nada a ver com trabalho. Fui fisgada pelo título "Ciência desvenda quadro de Munch".
Foi lá que fiquei sabendo que a revista Sky and Telescope publicou um artigo onde identificava o local exato na Noruega onde Munch estava caminhando quando viu o céu vermelho-sangue. Ainda segundo o tal artigo, também foi dada a explicação para esta excepcional cor. Segundo professores de física e astronomia da Universidade do Texas detritos expelidos na atmosfera pela erupção do vulcão Krakatoa, em Java, criaram crepúsculos vermelho-vivo na Europa entre novembro de 1883 e fevereiro de 1884. Munch teria se inspirado nesses creprúsculos ao pintar seu famoso quadro.
Com a determinação do local retratado na pintura, sabe-se que Munch olhava para o sudoeste, direção em que os crepúsculos de Krakatoa apareceram.
A notícia é velha, mas só li agora. Mas não é tarde para achar lindo, simples e sensacional, não?
12.1.04
8.1.04
Recebido por e-mail:
QUANDO ME AMEI DE VERDADE
Quando me amei de verdade, pude compreender que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então pude relaxar.
Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que aconteceu contribuiu para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão, e com isso errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração ela se torna uma grande e valiosa aliada.
(Não sei que é o autor. Se você souber, por favor, me avise para que eu possa dar o devido crédito.)
Quando me amei de verdade, pude compreender que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então pude relaxar.
Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que aconteceu contribuiu para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão, e com isso errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração ela se torna uma grande e valiosa aliada.
(Não sei que é o autor. Se você souber, por favor, me avise para que eu possa dar o devido crédito.)
6.1.04
A HIDRA DE LERNA
Depois de matar o leão de Neméia, Hércules cobriu-se com a pele mágica do animal, cuja cabeça lhe serviria de capacete. A seguir, Euristeu, encarregou-o de matar a Hidra. O monstro criado por Hera, nos pântanos de Lerna, destruía as colheitas e os rebanhos e, com seu hálito pestilento, matava quem dele se aproximasse. O mito varia, ele podia ter cabeças de serpentes em número variável (os mais comuns são 5, 6, 7, 9 ou 100). Quando Hércules cortava uma das cabeças da Hidra, nasciam duas no lugar. Hércules matou a figura colossal com a ajuda de Iolau, seu sobrinho, que cauterizava as cabeças que Hércules decepava. Porém, a cabeça central da Hidra era imortal e Hércules esmagou-a debaixo de um enorme rochedo.
Como todo mito, este é usado para ratificar as mais variadas teorias.
Outra teoria afirma que a Hidra habita nas cavernas da mente, florescendo na escuridão e lama do interior da mente. É preciso muito tempo para que se descubra que se esta nutrindo esta criatura terrível. Lutar contra este inimigo é uma tarefa heróica. A cada cabeça (desejo ou pensamento baixo) decepada, outra cresce em seu lugar.
Enquanto Hércules lutou no pântano em meio à lama e as areias movediças ele foi incapaz de dominar a hidra. Ele teve de erguer o monstro no ar; isto é deslocar seu problema para outra dimensão, para poder resolvê-lo.
A cabeça imortal da hidra separada do corpo é sepultada sob uma rocha. Isto significaria que a energia concentrada que cria um problema permanece aumentada após a vitória ter sido conquistada. Tal poder deve então ser corretamente canalizado e controlado sob a rocha da vontade persistente.
Quem soma o número de cabeças da Hidra e encontra o número 9, tem ainda uma outra suposição. Seria esse o número de problemas que assaltam quem busca conquistar o domínio de si mesmo. Três dessas cabeças simbolizariam os apetites (sexo, conforto e dinheiro). As outras três diriam respeito às paixões (o medo, o ódio e o desejo de poder). As ultimas 3 cabeças representariam os vícios da mente não iluminada (orgulho, separatividade, crueldade).
Acabou o milho, acabou a pipoca, diria meu pai.
Foram-se os feriados de final de ano, os finais de semanas emendados e cá estamos de volta ao batente.
Minha lista de intenções para este novo ano está enorme e já comecei alguns movimentos para concretizar alguns dos meus intentos.
Eu tinha um grande plano para 2004, mas sou uma pessoa absurdamente impaciente. Ter que esperar tanto tempo até a virada do calendário foi arrefecendo minha vontade. Bom para mim é agir por impulso. Se começar a colocar coisas nos pratos da balança tendo a imobilidade ou pior, à desistência. Assim, acho que aquele sonho tão dourado, tão longamente acalentado, foi-se, passou do tempo, amadureceu demais e caiu por terra. Sabe o que é inteligência emocional? Pois é, eu não.
Por outro lado, o do bem, estou sempre arrumando novos sonhos, planos e rotas. Acredito que este janeiro inaugura uma fase linda, límpida, brilhante da minha vida. Estou em pleno processo de arregimentação em alguns aspectos e conclusões, por outro. Isso me dá equilíbrio.
E continuo repetindo como me ensinaram: "estou aberta a todas as riquezas do universo".
Feliz Ano Novo!
Foram-se os feriados de final de ano, os finais de semanas emendados e cá estamos de volta ao batente.
Minha lista de intenções para este novo ano está enorme e já comecei alguns movimentos para concretizar alguns dos meus intentos.
Eu tinha um grande plano para 2004, mas sou uma pessoa absurdamente impaciente. Ter que esperar tanto tempo até a virada do calendário foi arrefecendo minha vontade. Bom para mim é agir por impulso. Se começar a colocar coisas nos pratos da balança tendo a imobilidade ou pior, à desistência. Assim, acho que aquele sonho tão dourado, tão longamente acalentado, foi-se, passou do tempo, amadureceu demais e caiu por terra. Sabe o que é inteligência emocional? Pois é, eu não.
Por outro lado, o do bem, estou sempre arrumando novos sonhos, planos e rotas. Acredito que este janeiro inaugura uma fase linda, límpida, brilhante da minha vida. Estou em pleno processo de arregimentação em alguns aspectos e conclusões, por outro. Isso me dá equilíbrio.
E continuo repetindo como me ensinaram: "estou aberta a todas as riquezas do universo".
Feliz Ano Novo!
19.12.03
Que maravilha, né? Ninguém está morrendo nas filas dos hospitais estaduais por falta de verba para a saúde, de medicamentos e de profissionias. O quê? Isso ainda está acontecendo?
Mas pelo menos as escolas do estado estão com os professores satisfeitos e em número adequado para todas as disciplinas, as turmas tem o número recomendado de alunos e a educação funciona em patamares elevados, pois não?
Como não? Não é assim?
Ah, eles mostraram a nova frota de carros da PM. Imagina se o povo vai se importar que as viaturas estacionadas irregularmente em torno do Maior do Mundo mais o afluxo das caravanas fretadas pelos políticos do interior e dos subúrbios mais distantes tenham dado um nó no trânsito já tumultuado de fim de tarde às véspera de Natal. Agora a polícia tem carros adequados para agir nos pontos mais violentos da cidade e... O que você quer dizer com "os carros não são blindados" e "aquele tipo de veículo não consegue trafegar nas vielas das favelas"?
Então o que foi aquela festa ontem no Maracanãzinho? Ah, prestação de contas de um ano de governo do casal campista. E as contas bateram, o orçamento fechou direitinho? Como não houve menção a nenhum número? Mas que prestação de contas é essa, gente?
Ainda bem que valeu a pena o dinheirão que a governadora gastou com publicidade em jornais, rádio e televisão para anunciar que paga o décimo terceiro dos funcionários estaduais. Todo mundo recebeu seu dinheirinho que todo empregador tem a obrigação de pagar e não é favor nenhum, né? Hein!? O que você está me dizendo? Os servidores estão recebendo cartas dos bancos em casa dizendo que este dinheiro é um adiantamento deles ao governo do estado e se D. Garotinha não tiver acertado com eles até o dia 5 de janeiro, os bancos vão debitar o valor das contas dos funcionários públicos sem reajustes desde Deus sabe quando?
Mas você falando assim desse jeito até parece que a festa ontem foi uma palhaçada, uma sem-vergonhice sem tamanho, uma canalhice comandada por um grupo de uma desfaçatez sem igual.
Que coisa!
12.12.03
Tendo a respeitar as coincidências num fervor quase religioso. Quando alguma coisa começa a repetir-se, um tema torna-se recorrente em minha vida, costumo pensar que algo quer me chamar a atenção para aquilo. Nunca perdi nada com isso, nem tive motivos para me arrepender. Portanto continuo seguindo faro e instintos.
Uma das minhas primeiras professoras costumava brincar com a minha mãe, que trabalhava na mesma escola onde eu estudava, dizendo que eu tinha sangue azul. Ela referia-se ao meu narizinho empinado, que, ao que tudo indica, pela precocidade do comentário da mestra, é inato. Foi mais ou menos nessa época que tive o primeiro problema por causa dele, o nariz.
Fui uma criança quieta, muito mais de prestar atenção do que de falar. Na escola, conseguia ser ainda mais silenciosa, respondendo apenas laconicamente o que me era perguntado. E um dia a professora perguntou qual era a profissão do meu pai e onde ele trabalhava. Eu respondi que ele era médico de bichos e que estava trabalhando fora do país. Naquele época, viagens ao exterior não eram comuns como hoje e eu estudava em escola pública, onde pouquíssimas crianças eram filhas de "doutor". E, aos 5 anos, ainda não tinham me ensinado o que significava a palavra inveja.
Um menino levantou de sua carteira gritando: "Mentira, sua mentirosa, mentira!"
Ele empunhava um lápis de ponta recém-afiada como Anthony Perkins empunhava a faca na cena do chuveiro em Psicose. Não me acudisse o reflexo e hoje talvez fosse cega de um olho. A ponta do lápis cravou-se na palma da minha mão e quebrou. Eu, que sempre fui fraca para cenas de sangue, fui carregada pelas escadas, gotejando até a secretaria.
Desde então, por mais discreta que seja, vez ou outra desperto este tipo de fúria. Pessoas bem-resolvidas, com a auto-estima, serotonina e a endorfina em dia costumam ser imunes a este meu talento para involuntariamente (e às vezes deliberadamente, como nesta frase) excitar vis instintos nos medíocres.
Uma amiga me disse ainda outro dia que eu deveria evitar fazer coisas que mexessem com a invídia. Respondi pra ela que era impossível, a não ser que eu deixasse de ser eu. Naquela sala de aula, não estava exultante, mas muito triste porque meu pai estava longe. Entretanto, o invejoso não vê as coisas como são. Ele enxerga as coisas pelas lentes das próprias comparações, que sempre dizem que ele está em desvantagem e que portanto houve uma injustiça cometida contra ele que precisa ser reparada. E a realidade não tem a mínima importância.
Alguns acham que inveja é o simples desejo de cópia. Não é. Isso seria cobiça. Inveja é querer que o outro não tenha, é o desejo de destruição. Mas como ele se acha inferior, raramente tem a coragem e a ausência de máscara do meu coleguinha. Sua arma não é um lápis. São indiretas, fofocas, maledicências, sabotagem, calúnia...
Todavia, apesar da cicatriz na minha mão direita, graças às suas viagens e pesquisas por toda América Latina, meu pai tornou-se um dos maiores especialistas brasileiros em febre aftosa e foi um dos responsáveis por sua erradicação no nosso país (com recentes e raros focos); cresci e sou eu, com todos os meus inúmeros defeitos e algumas qualidades apreciáveis, gosto de crer. Os cães ladram e a caravana passa. Ah, sim. Estou me gabando do meu pai agora. Sinto muito sua falta desde que ele passou para outro plano espiritual. E toda vez que sou obrigada a recordar de episódios como este, sei que não é coincidência: tenho uma missão e enquanto ela não for cumprida vou precisar ser lembrada dela.
Voltando à cópia, um amigo alerta para as diversas cópias de um texto que ele escreveu e que é republicado pela grande rede nem sempre com os devidos créditos. Como fazia muito tempo que não olhava o que anda rolando por aí de meu, fui brincar de Google. E eis que descubro, pesquisando meu nome e sobrenome, que uma antepassada casou-se com um barão.
Minha professora não estava tão errada em sua brincadeira, afinal.
(Gente sadia não vai ver sub-textos neste post e pode até achar divertida, como eu achei, esta história.)
Uma das minhas primeiras professoras costumava brincar com a minha mãe, que trabalhava na mesma escola onde eu estudava, dizendo que eu tinha sangue azul. Ela referia-se ao meu narizinho empinado, que, ao que tudo indica, pela precocidade do comentário da mestra, é inato. Foi mais ou menos nessa época que tive o primeiro problema por causa dele, o nariz.
Fui uma criança quieta, muito mais de prestar atenção do que de falar. Na escola, conseguia ser ainda mais silenciosa, respondendo apenas laconicamente o que me era perguntado. E um dia a professora perguntou qual era a profissão do meu pai e onde ele trabalhava. Eu respondi que ele era médico de bichos e que estava trabalhando fora do país. Naquele época, viagens ao exterior não eram comuns como hoje e eu estudava em escola pública, onde pouquíssimas crianças eram filhas de "doutor". E, aos 5 anos, ainda não tinham me ensinado o que significava a palavra inveja.
Um menino levantou de sua carteira gritando: "Mentira, sua mentirosa, mentira!"
Ele empunhava um lápis de ponta recém-afiada como Anthony Perkins empunhava a faca na cena do chuveiro em Psicose. Não me acudisse o reflexo e hoje talvez fosse cega de um olho. A ponta do lápis cravou-se na palma da minha mão e quebrou. Eu, que sempre fui fraca para cenas de sangue, fui carregada pelas escadas, gotejando até a secretaria.
Desde então, por mais discreta que seja, vez ou outra desperto este tipo de fúria. Pessoas bem-resolvidas, com a auto-estima, serotonina e a endorfina em dia costumam ser imunes a este meu talento para involuntariamente (e às vezes deliberadamente, como nesta frase) excitar vis instintos nos medíocres.
Uma amiga me disse ainda outro dia que eu deveria evitar fazer coisas que mexessem com a invídia. Respondi pra ela que era impossível, a não ser que eu deixasse de ser eu. Naquela sala de aula, não estava exultante, mas muito triste porque meu pai estava longe. Entretanto, o invejoso não vê as coisas como são. Ele enxerga as coisas pelas lentes das próprias comparações, que sempre dizem que ele está em desvantagem e que portanto houve uma injustiça cometida contra ele que precisa ser reparada. E a realidade não tem a mínima importância.
Alguns acham que inveja é o simples desejo de cópia. Não é. Isso seria cobiça. Inveja é querer que o outro não tenha, é o desejo de destruição. Mas como ele se acha inferior, raramente tem a coragem e a ausência de máscara do meu coleguinha. Sua arma não é um lápis. São indiretas, fofocas, maledicências, sabotagem, calúnia...
Todavia, apesar da cicatriz na minha mão direita, graças às suas viagens e pesquisas por toda América Latina, meu pai tornou-se um dos maiores especialistas brasileiros em febre aftosa e foi um dos responsáveis por sua erradicação no nosso país (com recentes e raros focos); cresci e sou eu, com todos os meus inúmeros defeitos e algumas qualidades apreciáveis, gosto de crer. Os cães ladram e a caravana passa. Ah, sim. Estou me gabando do meu pai agora. Sinto muito sua falta desde que ele passou para outro plano espiritual. E toda vez que sou obrigada a recordar de episódios como este, sei que não é coincidência: tenho uma missão e enquanto ela não for cumprida vou precisar ser lembrada dela.
Voltando à cópia, um amigo alerta para as diversas cópias de um texto que ele escreveu e que é republicado pela grande rede nem sempre com os devidos créditos. Como fazia muito tempo que não olhava o que anda rolando por aí de meu, fui brincar de Google. E eis que descubro, pesquisando meu nome e sobrenome, que uma antepassada casou-se com um barão.
Minha professora não estava tão errada em sua brincadeira, afinal.
(Gente sadia não vai ver sub-textos neste post e pode até achar divertida, como eu achei, esta história.)
9.12.03
UM DIA BEM SUCEDIDO
Barbara De Angelis, em seu livro Secrets About Life Every Woman Should Know, diz que nosso dia-a-dia pode ser mais bem-sucedido e nós, mais felizes. Basta entendermos que o sucesso depende mais de nós do que das coisas que nos acontecem.
De acordo com ela, um dia bem-sucedido é aquele em que conseguimos pelo menos um adas conquistas abaixo:
Aprendemos pelo menos uma coisa nova a respeito de nós mesmos.
Conseguimos nos relacionar melhor com os outros.
Somos mais pacientes e temos mais compaixão sobre alguma coisa ou sobre outra pessoa.
Ganhamos um pouco mais de entendimento sobre alguma coisa ou sobre outra pessoa.
Resistimos reincidir em um padrão antigo e destrutivo de comportamento, ou de pensamento, e escolhemos um novo padrão.
Somos amáveis com os outros.
Conseguimos nos amar, mesmo não fazendo tudo com perfeição.
Somos gratos pelo dom da vida e pela oportunidade de aprender e crescer.
Vista desse ângulo, a vida passa a ser mais agradável e feliz. Não teremos mais dias bons ou dias ruins, mas sim, dias nos quais aprendemos mais ou menos, dias nos quais crescemos mais ou menos. Tudo passa a ser um aprendizado. Eu acredito que o verdadeiro gênio é aquela que consegue conquistar a felicidade, não importando o que a vida tenha lhe oferecido.
(Ômar Souki)
5.12.03
Ele não usa luvas, mas só se veste de branco e azul.
Não era negro e virou branco, mas estica o cabelo até não mais poder.
Não come criancinha, mas faz todas as refeições com um prato extra na mesa como se a falecida esposa ainda estivesse ali com ele.
Não é do pop, mas também é rei.
Por essas e muitas outras, pergunto: Roberto Carlos é ou não o Michael Jackson brasileiro?
E não sei se é essa proximidade com o universo dele, afinal os shows do final de semana serão nas minha barbas (se eu as tivesse), mas a verdade é que tenho estado atenta às doideiras que me cercam.
Gente que ao invés de agradecer presentes, passa uma descompostura. Tem aqueles que ligam depois do sujeito deixar um desejo de feliz aniversário na secretária eletrônica deles pedindo pra não lige no próximo ano, porque detestam aquele monte de mensagens. Os que laboriosamente construíram uma vida desastrosa só para depois tentar infernizar a vida dos outros com pitis, acusações e reclamações, mesmo esses outros nem estivessem lá quando eles enfiaram os pés pelas mãos. O povinho que diz sinceramente preocupado: "Se eu fosse você tomava cuidado. Sua vida anda muito estável e feliz, viu?" Tem de tudo.
Por isso, mesmo invocando vez ou outra aquela que o Rei se recusa a cantar hoje em dia - Quero que Vá Tudo pro Inferno - estou com Lenine, meu caro interlocutor, e não abro:
"Normal só tem você e eu."
Não era negro e virou branco, mas estica o cabelo até não mais poder.
Não come criancinha, mas faz todas as refeições com um prato extra na mesa como se a falecida esposa ainda estivesse ali com ele.
Não é do pop, mas também é rei.
Por essas e muitas outras, pergunto: Roberto Carlos é ou não o Michael Jackson brasileiro?
E não sei se é essa proximidade com o universo dele, afinal os shows do final de semana serão nas minha barbas (se eu as tivesse), mas a verdade é que tenho estado atenta às doideiras que me cercam.
Gente que ao invés de agradecer presentes, passa uma descompostura. Tem aqueles que ligam depois do sujeito deixar um desejo de feliz aniversário na secretária eletrônica deles pedindo pra não lige no próximo ano, porque detestam aquele monte de mensagens. Os que laboriosamente construíram uma vida desastrosa só para depois tentar infernizar a vida dos outros com pitis, acusações e reclamações, mesmo esses outros nem estivessem lá quando eles enfiaram os pés pelas mãos. O povinho que diz sinceramente preocupado: "Se eu fosse você tomava cuidado. Sua vida anda muito estável e feliz, viu?" Tem de tudo.
Por isso, mesmo invocando vez ou outra aquela que o Rei se recusa a cantar hoje em dia - Quero que Vá Tudo pro Inferno - estou com Lenine, meu caro interlocutor, e não abro:
"Normal só tem você e eu."
3.12.03
Não pode doar:
* Gripe ou febre
* Tratamento dentário nas últimas 72 horas
* Cirurgia de grande porte nos últimos 6 meses
* Gravidez ou amamentação
* Parto ou aborto nos últimos 3 meses
* Hepatite após os 10 anos de idade
* Doença de Chagas ou Sífilis
* Malária nos últimos 3 anos
* Epilepsia e doenças neurológicas em geral
* Diabetes, Hipertireoidismo, Hanseníase, Doenças Cardíacas e outras doenças crônicas
* Exposição ao risco de AIDS
* Transfusão se sangue no último ano
Pode doar:
* Estar em boas condições de saúde
* Ter entre 18 e 65 anos
* Ter 50 Kg ou mais
No dia da coleta não fazer jejum e levar documento de identidade com foto válido em todo o território nacional.
Menstruação não é contra-indicação para doeção.
28.11.03
Recebido por e-mail:
Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:
1) "Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus."
2) "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."
3) "Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe."
4) "Essa juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."
Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Então, revelou a origem delas:
A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)
A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
E a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilônia e tem mais de 4000 anos de existência.
Embora estejam absolutamente adequadas aos jovens dos dias de hoje, vemos que nada mudou desde então.
Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:
1) "Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus."
2) "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."
3) "Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe."
4) "Essa juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."
Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Então, revelou a origem delas:
A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)
A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
E a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilônia e tem mais de 4000 anos de existência.
Embora estejam absolutamente adequadas aos jovens dos dias de hoje, vemos que nada mudou desde então.
27.11.03
Minha irmã caçula trabalha com este grupo distribuindo mantimentos, roupas e brinquedos para famílias cadastradas no Morro do Sarapuí (em Bangu, aqui mesmo no Rio) no dia de Natal. A gente sempre reclama porque ela se recolhe logo depois da ceia, mas fica muito feliz porque sabe que ela vai subir o morro cedinho no dia do aniversário dO Cara mais importante que já pisou neste mundo, levando alguma esperança para quem tem tão pouquinho.
Sou daquelas bobas que se enchem de uma luzinha boa dentro do peito nesta época da ano. Adoro ser bobona, sabe? Sinto saudade dos membros queridos da família que já se foram, mas isso não é motivo para que eu ignore o brilho nos olhos do meu filho e dos meus sobrinhos, todo o carinho que envolve meu clã, o tanto que temos para agradecer e o tão pouco que temos a pedir.
Além de boba, também não sou de me sentir culpada pelas desgraças do mundo. Tento fazer minha parte, ajudar como posso. Acabo de falar com minha irmã. Este ano, ela já conseguiu todos os padrinhos de que precisava para as crianças (cada padrinho envia para uma criança cadastrada um traje simples completo e um brinquedo adequado à sua idade), mas ainda estão recolhendo os alimentos não-perecíveis para as cestas básicas até 13 de dezembro.
É só uma idéia. Meu e-mail está à disposição. E você já tem o endereço deles.
Sou daquelas bobas que se enchem de uma luzinha boa dentro do peito nesta época da ano. Adoro ser bobona, sabe? Sinto saudade dos membros queridos da família que já se foram, mas isso não é motivo para que eu ignore o brilho nos olhos do meu filho e dos meus sobrinhos, todo o carinho que envolve meu clã, o tanto que temos para agradecer e o tão pouco que temos a pedir.
Além de boba, também não sou de me sentir culpada pelas desgraças do mundo. Tento fazer minha parte, ajudar como posso. Acabo de falar com minha irmã. Este ano, ela já conseguiu todos os padrinhos de que precisava para as crianças (cada padrinho envia para uma criança cadastrada um traje simples completo e um brinquedo adequado à sua idade), mas ainda estão recolhendo os alimentos não-perecíveis para as cestas básicas até 13 de dezembro.
É só uma idéia. Meu e-mail está à disposição. E você já tem o endereço deles.
25.11.03
Quando chega dia 15 de outubro, começo a me preocupar. É a contagem regressiva para o final do ano. Deste dia até o dia 15 de novembro, tento resolver e antecipar todas as tarefas que podem embolar naquele período tão lindo e tão estressante do final de ano. Raramente consigo.
O volume de trabalho costuma aumentar substancialmente (não estou reclamando não, viu, Papai do Céu?), tem as compras, muitas festas, zilhões de atividades imperativas que aparecem do nada.
Consegui resolver parcialmente o problema das compras. Já tem muita coisa ajeitada. Hoje devo montar a árvore de Natal com o pimpolho. Preciso definir como estar presente em 5 eventos praticamente simultâneos e importantíssimos pessoal e/ou profissionalmente. Até o final da semana, pretendo entregar um projeto.
Tic, tic, tic, vou fazendo em minha agenda. Só uso a de papel desde que o herdeiro ainda bebê derrubou a eletrônica e mandou para o quinto dos infernos todos os apontamentos: compromissos, dados de clientes e fornecedores, aniversários, tudo, tudo, tudinho... Por isso sou um ser do meu tempo que olha com certa desconfiança para as suas maravilhas. Como dizem (ou diziam) na vinheta dos Jetsons no Cartoon Network: "Tecnologia é ótimo. Quando funciona."
Estou cultivando a arruda que meu filho trouxe em sementes da escola. Oportuníssimo. O vasinho fica ao lado do de trevo de quatro folhas. Talvez tenha valido um papo com a Fer sobre plantas e ter relido este ano O Menino do Dedo Verde.
Este ano que vai acabando foi bem duro aparentemente não só pra mim. Eu o estou encarando com um período de árdua aração, adubagem e semeadura.
O volume de trabalho costuma aumentar substancialmente (não estou reclamando não, viu, Papai do Céu?), tem as compras, muitas festas, zilhões de atividades imperativas que aparecem do nada.
Consegui resolver parcialmente o problema das compras. Já tem muita coisa ajeitada. Hoje devo montar a árvore de Natal com o pimpolho. Preciso definir como estar presente em 5 eventos praticamente simultâneos e importantíssimos pessoal e/ou profissionalmente. Até o final da semana, pretendo entregar um projeto.
Tic, tic, tic, vou fazendo em minha agenda. Só uso a de papel desde que o herdeiro ainda bebê derrubou a eletrônica e mandou para o quinto dos infernos todos os apontamentos: compromissos, dados de clientes e fornecedores, aniversários, tudo, tudo, tudinho... Por isso sou um ser do meu tempo que olha com certa desconfiança para as suas maravilhas. Como dizem (ou diziam) na vinheta dos Jetsons no Cartoon Network: "Tecnologia é ótimo. Quando funciona."
Estou cultivando a arruda que meu filho trouxe em sementes da escola. Oportuníssimo. O vasinho fica ao lado do de trevo de quatro folhas. Talvez tenha valido um papo com a Fer sobre plantas e ter relido este ano O Menino do Dedo Verde.
Este ano que vai acabando foi bem duro aparentemente não só pra mim. Eu o estou encarando com um período de árdua aração, adubagem e semeadura.
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