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21.6.05

Pois ainda teve outra, que quase esqueço de contar. No sábado pela manhã, fomos para o Theatro Municipal assistir a apresentação de Coro Masculino do Rio de Janeiro. Era o lançamento do CD Mistura Lírica Kalimba. Valor da entrada: R$1,00 - mais uma micagem da nossa governadora.

E não é que do nada apareceu uma moça nos oferecendo os ingressos (dos amigos que não poderiam ir) grátis. Então economizamos os R$3,00 que gastaríamos com os ingressos. Uau!

A apresentação foi muito interessante. Todo mundo sabe que apresentação de coro pode ser bem chatinha, né? Mas não! As músicas (coros de óperas, canções italianas e negro spirituals) eram bem conhecidas e os arranjos tinham uma certa pitada de humor. A solista Marilia Furiati, que teve participação especial tem uma voz belíssima; o regente Jésus Figueiredo sabe o que está fazendo e se comunica com a platéia, informando com graça e desembaraço; e o pianista Aurélio Vinícius Melleh é bem mais que competente.

Então, se você encontrar este CD por aí, pode ser uma boa idéia para enriquecer sua discoteca ou para oferecer de presente para quem gosta de boa música.

20.6.05

FASHION RIO
IMPRESSÕES DE UMA NÃO VIP


Ontem de manhã acordei com o telefonema de um amigo me oferecendo ingressos para o Fashion Rio. O que eu posso fazer se as coisas caem no meu colo?

Meu marido estava ainda mais animado que eu. Não poderíamos entrar para assitir aos desfiles, mas só estar lá no bochicho é ótimo programa para quem tem bom-humor.

Demos a primeira volta, reconhecendo terreno e tropeçamos em diversas pequenas celebridades. Resolvemos ir para o espaço VIP a que tínhamos direito para encarar o duro ofício de desfrutar da BLT (boca livre total). Estava eu bebericando minha segunda taça de prosecco e no enésimo canapé quando adentraram o recinto três lindos jovens de quase 2 metros de altura cada. Eram modelos que tinham acabado de desfilar e estavam posando para os patrocinadores do espaço. A partir daí virou um entra e sai de gente para ser fotografada, muitos dos quais eu não reconheci. O seguinte foi Davi Moraes, o pi..., digo guitarra doce, ex-Marisa, ex-Ivete, ex-Ciccareli, ex-Preta, ex-quase-todas. Instantaneamente formou-se um semi-círculo em torno do moço, que ficou meio acuado contra a parede. As mocinhas babavam e informavam que ele deve ser eleito o mais sexy do ano pela revista, combinavam entrevistas e sessão de fotos. Mas principalmente babavam.

Nisso, num alvoroço tremendo, chega o furacão Monique Evans. O filho do Moraes Moreira aproveitou a deixa e saiu de mansinho. Só que a ex-modelo foi informada a tempo e saiu correndo atrás dele para um breve entrevista. Quando ela voltou, já encontrou ali o Jean, aquele ex-BBB que agora quer ser conhecido como jornalista e escritor. Outro escândalo. E depois ela perdeu um tempão conversando com o Max Fivelinha (eta tipinho desagradável!), que acabou se intrometendo também no papo com a lindeza da Thalma de Freitas. Depois chegou o Luiz Salem com a quituteira baiana Dadá. Na saída, topamos com a Daniela Suzuki.

Eu já estava querendo ver mais da ferveção lá fora e ficamos horas andando pra lá e pra cá, coletando brindes e mais brindes, praticando celeb watching, rindo até não mais poder. Os sem pulseira, também conhecidos como nós, ensaiávamos como pediríamos aos seguranças para franquear nossa entrada nos stands onde o povo se jogava nas pistas de dança: "Ô, moço, eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou pedindo". No final, já que não temos a cara-de-pau necessária, ficamos mesmo cantarolando "pode passar o rodo / e me mandar embora / que eu vou ficar zoando / aqui do lado de fora". Meu marido entrou no banheiro masculino e deu de cara com um índio de terno, colares e cocar. Logo depois entrou aquele modelo americano que faz papel de cowboy na novela das 9. E ele me disse: "pensei que fosse começar um bangue-bangue".

Tudo bem, não consegui ganhar nenhuma das cobiçadíssimas bolsas de chita com alça de bambu, nem mesmo um par de Havaianas, sinais máximos de status por ali, mas desopilei o fígado por um mês inteiro.
Será que eu já publiquei isto aqui antes? De qualquer forma, é tão "batata"...


SOL EM ÁRIES, ASCENDENTE EM GÊMEOS – A INTELIGÊNCIA DINÂMICA

Em seu mapa, Carla, temos a combinação do dinâmico e conquistador signo solar de Áries com o ágil e destro Gêmeos no ascendente. O resultado final do enlace de dois signos tão afirmativos é uma personalidade conquistadora, ativa, enérgica, que possui um “algo” infantil em torno de si, levando você a olhar para o mundo com olhos de deslumbre. Todas as coisas lhe parecem interessantes e fascinantes, e você praticamente deseja abraçar o mundo, de uma forma confiante e ingênua. Só é preciso estabelecer um mínimo de senso de limites, Carla, caso contrário você se verá em muitas situações em que fica evidente que você deveria ter sido mais prudente ou, pelo menos, menos crente.

Você provavelmente é do tipo de pessoa que está acostumada a dizer francamente o que pensa. E isso é muito bom, muito embora nem sempre seja a coisa mais inteligente a se fazer, Carla! Algum sentido diplomático precisa ser desenvolvido, sob o risco de você causar um certo estrago social em decorrência da sua inadequada franqueza. Mais do que saber o que dizer – e isso você provavelmente sabe muito bem – é preciso saber quando, como e onde dizer, caso contrário se verá em muitas situações em que, sem querer, criou alguma intriga. De todo modo, pode encontrar alguma via prática para satisfazer sua necessidade de questionamento e seu gosto pela polêmica e pela verdade. Tenderá a ser uma pessoa de muitos amigos, por conta da projeção do Sol no alto do mapa e do ascendente geminiano. Entretanto, justamente por ser uma pessoa de vida social mais ativa, corre o risco de passar por situações de mal entendido e conflitos, mais do que as outras.

Você, Carla, ama o conhecimento e o coleta, apreciando fazer pontes entre assuntos e entre pessoas, podendo vir a ser alguém que apresenta as pessoas umas às outras, e também alguém que pode vir a escrever muito bem a respeito de assuntos que lhe interessem. Procure utilizar com sabedoria esta qualidade comunicativa natural e tenha um pouco mais de paciência com os outros.

fonte

16.6.05

Procura-se, só para variar:

1 - Quem torça para dar certo;
2 - Quem não discorde antes de acabar de ouvir;
3 - Quem tenha pontos positivos a apontar e acrescentar;
4 - Quem vibre com o sucesso e não com o fracasso;
5 - Quem sorria abertamente e que não seja por escárnio;
6 - Quem sugira, apóie, incentive;
7 - Quem não se agarre à mesmice só porque é segura;
8 - Quem não se compraza com a dor;
9 - Quem não se envergonhe do próprio talento e não exija que outros escondam o que de bom têm a oferecer;
10 - Quem quando diz sim quer dizer sim e quando diz não quer dizer não e quando se cala é porque não tem mesmo nada a dizer.
11 - Quem cumpra os tratos;
12 - Quem valoriza o bom, o bem e o belo;
13 - Quem não se sinta ameaçado por tudo;
14 - Quem tenha espaço no coração para novas descobertas;
15 - Quem não se sujeita simplesmente porque acaba convencido de que o mundo é mesmo assim;
16 - Quem está disposto a firmar posições;
17 - Quem acredita;
18 - Quem tem vontade de acordar amanhã;
19 - Quem está disposto a abraçar (outros e o mundo);
20 - Quem está com muita preguiça de lidar com quem não tem o perfil acima descrito.

Por favor, se você se reconhece em 15 ou mais dos itens listados, responda "presente" nos comentários ou eu vou pegar minha nave espacial e voltar para o asteróide de onde vim.
Repassando os textos que recebi do Cordeiro, porque é sempre bom manter o senso crítico ligado.


Há um cheiro estranho nas últimas notícias sobre o PT
(Por Renato Rovai)

Fui à Venezuela duas vezes no último período. Ambas as visitas foram de aproximadamente quinze dias. A primeira foi na semana seguinte à tentativa de golpe. Estive lá com o fotógrafo Satoru Takaesu. Chegamos ao país com apenas um contato, o do secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa, Gregório Salazar. Ele foi nosso guia. Gentil, prestativo e antichavista, nos apresentou tudo o que em sua opinião tornava a tentativa de golpe ao presidente de seu país, de certa forma, justificável.Exatamente isso, um jornalista de postura solícita e que parecia de fato acreditar em valores democráticos defendia o movimento golpista. Apontava excessos por parte da turma de Pedro Carmona, o líder empresarial que fechou o Congresso, destituiu a Suprema Corte, rasgou a Constituição e durou 28 horas na presidência, mas entendia que aquelas posturas se justificavam, já que do outro lado estava Chávez.
Em todos os programas de televisão e nos jornais e revistas de maior circulação da Venezuela, as palavras de Salazar pareciam ter sentido. A mídia local veiculava em uníssono seu ódio antichavista.

A cobertura midiática dos últimos episódios, que apontam para um suposto esquema de corrupção na formação da base do atual governo brasileiro, está ganhando contornos muito semelhantes ao que ocorreu no país vizinho. Com uma sutileza: ela não é personalizada na figura do presidente da República, como no caso venezuelano, mas no seu partido político, o PT.
É fato que há uma denúncia que precisa ser apurada e do bom jornalismo espera-se uma investigação com base em entrevistas e reunião de documentos. Faz bem à democracia que a imprensa assim atue. É isso o que dela se espera.

Como se esperava também que assim fosse quando ocorreu o processo de privatização das telefônicas e de outras empresas públicas do país. Naquele momento, os escândalos não precisavam ser abafados pelo governo ou deputados governistas. O midiático poder brasileiro se encarregava disso. O falecido jornalista Aloysio Biondi, de forma quixotesca, tentava “destampar a panela”, mas seus artigos, publicados duas vezes por semana na Folha de S. Paulo, não recebiam sequer chamada de primeira página. Ao contrário, uma vez me confidenciou que quando recebeu convite para ir trabalhar no então Diário Popular, ganhando um pouco mais, mas tendo uma coluna diária, recebeu como contraproposta da Folha ganhar mais para escrever apenas uma única coluna semanal. Entendeu aquilo como um cala-boca e foi para o Diário.
Seu livro, o Brasil Privatizado, repleto de provas escandalosas, vendeu mais de 100 mil exemplares e mereceu apenas registros pontuais nos veículos. Não impulsionou nenhum movimento anti-PSDB nos veículos de comunicação.

É disso que se trata. Anuncia-se na mídia brasileira uma campanha sanguinolenta contra o PT. Se vier a acontecer em sua plenitude, será contra tudo o que partido representa. Ou mesmo o que um dia representou com mais firmeza. Não será uma campanha contra o que pode haver de podre na agremiação.

Sugere-se em editorias e opiniões de articulistas e parlamentares tucanos que Lula precisará se livrar do PT caso queira terminar o mandato. Justifica-se a pressão por conta de o tesoureiro do partido estar sendo acusado de comprar toda a bancada de deputados do PL e do PP. O curioso é que desses deputados acusados nada se fala. Alguns são bastante famosos, como Delfim Neto e o próprio presidente da Câmara, Severino Cavalcanti. Mas nenhum foi emparedado por veículos de comunicação para dar explicações. Ao contrário, o presidente do PT, José Genoino, tem sido acuado com ironias e grosserias em muitas de suas participações em programas de rádio e TV.
Não se espera que o midiático poder brasileiro se comporte como em relação a Eduardo Jorge Caldas, secretário-geral da Presidência da República, que, entre outras coisas, foi acusado de participar de suposto esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, e de criar caixa-dois para a reeleição de FHC. Naqueles dias, tudo era debatido via jornais e revistas com excesso de cuidado além da conta. Espera-se que se vá mais a fundo, como manda o bom jornalismo, no escândalo do suposto mensalão.

Mas é bom que se saiba que no ataque ao PT o que está na mira não é só a sigla, mas algumas de suas bandeiras históricas e também de amplos setores da esquerda. A campanha para renovar o fôlego da onda das privatizações como maneira de diminuir a corrupção no Estado já começou. Porta-vozes do mercado têm tratado do assunto sem corar ou gaguejar. Atenção aos artigos e/ou comentários de rádio e TV de certos articulistas econômicos.

Ao mesmo tempo que ataca o PT por suposto envolvimento em corrupção, o midiático poder também joga contra sua credibilidade política. Mesmo sendo avalista da atual política econômica, nos últimos tempos passou a ampliar a voz daqueles que criticam o partido por ter traído princípios históricos e se rendido à lógica do capital. Há uma clara tentativa de misturar as coisas para que tudo pareça resultado de uma mesma confusão. Na Venezuela, o sangramento público midiático de Chávez durou quase dois anos até que se buscasse o golpe que a revista Fórum denominou de midiático-militar. A imagem de um Chávez autoritário e fanfarrão, como grifou a revista Veja na edição de 12 de setembro de 2002 (“A queda do presidente fanfarrão”) foi cuidadosamente trabalhada. Aqui no Brasil, algo começa a ser construído nesse sentido. Até a cartilha do Politicamente Correto, que de fato merece ser criticada pelo que representa de estapafúrdia, foi apontada como mais um lance do autoritarismo do atual governo petista, que pretenderia cercear até a língua portuguesa. Ignorou-se que ela, mesmo sendo uma grande bobagem, tinha como único objetivo divulgar termos supostamente preconceituosos. Nada mais.
Em nome da liberdade de imprensa, a revista Veja desta semana faz uma matéria sem uma única fonte em on acusando a ex-prefeita Marta Suplicy de também comprar votos na Câmara Municipal. O título da matéria é sintomático da venezuelização do midiático poder brasileiro: “O mensalão da perua”. A liberdade de imprensa de Veja nunca permitiria que um de seus funcionários escrevesse algo como “Picolé de chuchu repete as mesmas balelas em relação ao caos na Febem”.

Evidente que se trata de uma liberdade assistida, onde quem pode de fato exercê-la não são os jornalistas, mas os donos dos veículos e seus capitães do mato, que tratam repórteres à base da chibata, como bem sabem aqueles que vivem ou viveram experiências de dia-a-dia em redações. Que também sabem o quanto essas empresas, paladinas da moralidade, desrespeitam, por exemplo, as leis trabalhistas. Ou mesmo o quanto não fazem de acordos comerciais que garantem espaços editoriais aos tais clientes. E ao mesmo tempo mantêm uma relação sabuja com eles.

O fato de investigar o PT e seus dirigentes faz bem à democracia. Fiscalizar o governo também. A imprensa deve ter liberdade para isso. Precisa fazer o seu papel. Mas há um limite entre investigação, fiscalização e perseguição. Na sociedade contemporânea, onde a cidadania é garantida de certa forma pela informação que se recebe, quando o setor midiático – associado a um espectro da política – resolve fazer uma campanha persecutória contra um partido ou governo, sem tratar com rigor e responsabilidade o que publica, não há outro nome para designar tal movimento. Busca-se, nesse caso, um golpe midiático. E para que isso aconteça basta ao midiático poder brasileiro acompanhar o toque editorial da última edição de Veja. Estará desenhado o cenário. E o cheiro podre que vem da Veja pode infestar a democracia brasileira. E não será a primeira vez que a “liberdade de imprensa” participa de um golpe no Brasil. Com a diferença que, desta vez, nada indica que os quartéis serão acionados. Na atualidade é mais aconselhável, para parecer democrático, que o midiático poder aja sozinho.



A lira sedutora (e enganadora) do golpismo
(Por Lula Miranda)

Por ofício, leio os principais jornais e sites do país. Além da cobertura jornalística em si, acompanho com especial interesse e atenção as manifestações dos leitores nas sessões desses veículos destinadas ao “leitorado”. E é sintomático constatar como a mesma intolerância e parcialismo crítico, com relação ao governo Lula, repetem-se nas falas dos leitores (não à toa um cientista político já alertou que o governo está perdendo – ou já perdeu – a batalha da opinião pública).

Alguns articulistas têm recorrido reiteradas vezes ao expediente de publicar cartas de alguns leitores que se auto-intitulam “ex-petistas” e que se dizem, em seus breves relatos, decepcionados e frustrados com o partido ou com o chamado “governo do PT” (em verdade, e isso todos sabemos, e daí certamente decorrem muitos dos problemas do atual governo, esse é um governo de coalizão e não exatamente “puro-sangue” ou “do PT”). Reputo exageradas algumas dessas críticas e mais ainda a postura irascível e intolerante de certos leitores, e estou certo de que, muitas delas (as críticas, mas também a postura desses leitores), são fruto da mais bem urdida e escancarada manipulação da opinião pública posta em prática pela grande imprensa nos últimos anos nesse país. O que chamo de lira sedutora (e enganadora) do golpismo.
Quem leu os editoriais do jornal Folha de S. Paulo desse último domingo (12/06) já não tem dúvida alguma (se é que ainda restava alguma) do escancarado “antipetismo” que norteia a linha editorial daquele jornal. Uma questão possível seria: o que estaria por trás desse “antipetismo” da Folha? Não seria uma questão de classe? Uma questão de interesses feridos ou ameaçados? Mas alguns poucos, mais atentos e ponderados, já haviam se perguntado antes, e certamente muitos estão perguntando-se agora, após essa última entrevista de Roberto Jefferson publicada nesse veículo: qual a credibilidade desse parlamentar para assacar tão graves (e inacreditáveis) denúncias contra o PT (principalmente quando comparamos a história desse deputado e de seu partido com a história do PT)? Por que continuar a dar crédito e tamanho destaque a uma acusação em que o próprio acusador agora já afirma não dispor de provas documentais? Será que o acusado não poderia estar apenas manobrando para desviar de si o foco das investigações, que, por sinal, já apontam inequivocamente em sua direção? Se se trata de matéria “requentada”, pois essa denúncia de “mensalão” já havia saído no Jornal do Brasil em setembro de 2004, por que só agora volta ao noticiário e revestida de todo esse tom avassalador, “espetacular” e “bombástico”? Essa denúncia coaduna-se com a história e a “práxis” do Partido dos Trabalhadores? Mas essas são questões que parecem não importar aos mais apressados, aos que estão indo na onda e, claro, aos que fazem essa “onda”.

Não pretendo aqui fazer uma defesa cega do governo Lula ou do PT, que fique claro. Ou até mesmo fazer pouco caso e tratar como ilegítimas todas as manifestações desses leitores. Até porque, como já disse em textos anteriores, muitas dessas críticas, e até mesmo a frustração de muitos eleitores do presidente Lula, são legítimas e eram até esperadas diante dos graves problemas que foram legados ao país, por vários anos e governos anteriores, e diante das promessas feitas na campanha e as contradições em discursos anteriores do presidente e de seu partido. Pois esses problemas e promessas não se resolvem ou cumprem-se no curto prazo. E as contradições entre o discurso quando na oposição e agora no poder são inerentes ao aprendizado que o exercício do poder impõe. O que se pretende questionar aqui é o tom dessas críticas e sua crescente hegemonia do debate. Pois há também muito exagero, preguiça, precipitação e falta de uma reflexão mais acurada dos fatos nessa “ira santa” de alguns leitores, da chamada “opinião pública”. O que se pretende questionar aqui é o tom dessas críticas e o superdimensionamento que se dá a atual crise política. Alguns mais apressados chegam a falar em “fim do PT”, outros falam em “fim do governo Lula” – a revista Veja dessa semana, revista essa que literalmente faz a cabeça da classe média brasileira, chega a comparar Lula com Collor. Um claro despropósito.

Sim, reitero, o governo Lula tem problemas, tem cometido muitos equívocos, notadamente na sua articulação política. Porém, parece-me que, nas questões que dizem respeito à defesa dos interesses do país e da maioria da população, as ações desse governo têm sido meritórias. E muitas dessas questões e ações vão nitidamente no sentido de implementar medidas que propiciem a inclusão social, a reconstrução e o reaparelhamento do Estado. E essa ponderação faz-se necessário – a menos que se queira fazer proselitismo político e não jornalismo.
Pode-se, ou melhor, deve-se criticar a política de juros altos retomada no final do ano passado e ainda mantida, na minha opinião e na de muitos outros analistas, de modo desnecessário, nesses últimos meses, pelo Banco Central. Pode-se criticar a falta de agilidade do presidente em fazer as mudanças necessárias em seu ministério. Pode-se criticar um ou outro aspecto das reformas implementadas pelo governo. Pode-se criticar algumas más companhias na chamada base aliada. E outras críticas pertinentes e pontuais. Isso é legítimo e necessário no debate construtivo e necessário ao aperfeiçoamento das políticas públicas propostas por esse governo (ou por qualquer outro) – e a esse debate esse governo que aí está não tem se furtado. Quanto a isso devemos ser honestos. Por outro lado, também não se pode negar que esse governo vem implementando medidas urgentes de cunho “civilizatório” que significam uma verdadeira inversão de prioridades quanto ao público alvo das políticas públicas, o que futuramente, no médio e longo prazos, poderá reduzir o nosso déficit social e reduzir a exclusão.

Não dá para aceitar, passivamente, tanta intolerância e, repito, má vontade, com relação a esse governo. Não dá para aceitar o “golpismo” expresso na publicação e na leitura apressada e irrefletida de certas manchetes tão “bombásticas” quanto inconseqüentes e, por vezes, o que é ainda mais grave, mentirosas. Da parte de alguns articulistas, até tenho a compreensão do seu papel: eles fazem apenas o trabalho pautado pelos chefes de redação, que por sua vez refletem os interesses dos donos do jornal, que por sua vez atendem aos interesses de determinada classe social ou de determinados grupos econômicos e políticos. Ou seja, eles seguem a “linha” do veículo, pois se não seguir essa “linha” não galgam degraus e postos na redação e até mesmo, em alguns casos, não teriam sequer seus textos publicados. O mesmo fenômeno dá-se, por outro lado, com alguns intelectuais de esquerda que na ânsia de terem seus textos publicados nesses grandes veículos da imprensa, aceitam fazer o “serviço sujo” da crítica desonesta e parcial. Esse, infelizmente, para nós, é o que mais deploramos, é o pior lado dessa história. E o que dizer de certos “intelectuais do PT” que se calam em um momento tão difícil e delicado?

Tá certo que, como também já disse em um outro artigo, muitos desses leitores, tal qual boneco de ventríloquo, apenas repetem, sem perceber, a opinião expressa pela chamada “linha” do jornal ou pelos seus articulistas. Alguns leitores, é curioso observar, chegam a utilizar expressões e termos caros e característicos do léxico desses articulistas e desses veículos. É a marca indelével da falta da necessária reflexão e ponderação que deveria existir nessa comunicação entre jornalista e leitor. A maioria dos leitores aceita como definitiva, quase como um “dogma”, as opiniões de certos articulistas ou “âncoras”.

Finalmente faço um alerta aos leitores: não se deixem seduzir pelo belo canto da sereia. Não se deixem inebriar pela lírica do golpismo. O governo não acabou. O PT não acabou, o partido é maior do que eventuais/possíveis erros cometidos por alguns de seus dirigentes ou militantes – o que seria a política brasileira hoje sem a vigilância do PT, sem a sua história, sem a sua apaixonada militância? A democracia não acabou. Não se precipite. Aguarde um pouco a sujeira assentar. A verdade prevalecerá.

14.6.05

Ela

Ela, que eu tanto amava, foi-se embora e me deixou aqui, sem notícias. E hoje eu sofro, porque sem ela não sou mais a mesma. A ingrata não deixou endereço ou telefone. E isso lá é coisa que se faça?

Olho minha imagem no espelho e já não me reconheço. Outras (e outros) passaram em minha vida depois que ela se foi, mas ninguém soube cuidar de mim como ela. Ninguém tem seu toque mágico. Ninguém sabe fazer como ela faz.

À noite, sonho que ela voltou ou que me dá pistas de como ir ao seu encontro. Ou tenho pesadelos, onde sou mais uma vez vítima da rudeza daqueles que querem tomar o seu lugar.

O que vou fazer sem minha cabeleireira de fé? Tudo bem, Cristina. Fiquei super-contente em saber que você montou salão próprio, mais perto da sua casa. Mas será que você pensou que Nova Iguaçu era longe demais para mim? Querida, por quem acertou a mão num cabelo difícil como o meu, vou até o inferno!

9.6.05

NA RÁDIO MALUCA, AS CRIANÇAS É QUE DIZEM O QUE É O AMOR

DIA: Sábado, 11/06/2005
TEMA: “O que é o amor pra você?”
ATRAÇÕES: Banda Gaz e Ivan Zigg
APRESENTAÇÃO: Zé Zuca
PARTICIPAÇÃO: Mariano
HORÁRIO: Sábados, das 11h às 12h
LOCAL: Auditório da Rádio Nacional – AM -1130khz (150 lugares)
ENDEREÇO: Praça Mauá, 7, 21º andar.
CONTATO: 2253-7863/9803-0779 ou radiomaluca@radiobras.gov.br

Aproveitando a divulgação que é feita por ocasião do dia dos namorados, a Rádio Maluca se antecipa e levanta a discussão com a garotada: o que é o amor? A amizade é um tipo de amor? Quem são seus grandes amigos, seus grandes amores? A atração do dia é a Banda Gaz. Elas cantam canções compostas por integrantes do grupo e por compositores consagrados. É uma banda jovem muito afinada que desponta na música brasileira. É formado por quatro cantoras: são Julieta Bedran, Carolina Futuro, Cristiana Futuro, Chiara Santoro. No sábado se apresentam com dois músicos: Tiago Siqueira (violão) e Daniel Boechat (percussão).

Quem canta e conta história é Ivan Zigg, escritor, ilustrador de livros infantis, cantador e contador de histórias.

A Rádio Maluca apresenta o rádio às novas gerações e recupera a tradição dos programas de auditório. É um programa ao vivo, com participação da platéia e dos ouvintes.

Idealizado pelo ator, cantor, compositor Zé Zuca é uma usina de novidades, uma central de músicas e brincadeiras. O apresentador abre o microfone para crianças e famílias brincarem de rádio.

É um divertido passeio de fim de semana. Vale a pena levar as crianças para conhecer um programa de rádio ao vivo, participar dele e visitar a nova Rádio Nacional. A entrada é franca. Quem não puder ir, é só sintonizar AM 1130khz.

Rádio Nacional: Praça Mauá,7, 21ª - Entrada franca.

Programação da Rádio Maluca JUNHO (Rádio Nacional)

Dia 11/06 – Tema: O que é o amor? (Dia dos namorados)
Atrações: Banda Gaz e Ivan Zigg

Dia 18/06 – Tema: É festa junina
Atrações: Hamilton Catete e Edimilson Santini

Dia 25/06 – Tema: Viva a cultura popular
Atrações: Carroça de Mamulengos e Lúcia Fidalgo



COMEMORANDO UM ANO DE RÁDIO MALUCA

RONALDO MOTA É A ATRAÇÃO DESTE SÁBADO

A Rádio Maluca, o único programa de auditório ao vivo para crianças, faz um ano em julho. Tendo em vista os ótimos resultados alcançados, é hora de comemorar. O programa idealizado e apresentado pelo multimídia Zé Zuca, aos sábados de manhã na Rádio Nacional, continua com o mesmo entusiasmo, mas um novo auditório se abre na Zona Sul.

O melhor da Rádio Maluca – O show está na Sala Baden Powell, em Copacabana. Fica em cartaz nos sábados de junho e julho (exceto o último de cada mês). A estréia foi no sábado passado, dia 04 de junho.

O show reúne ingredientes dos bons tempos da era do rádio e as novas descobertas da Rádio Maluca. Vai esquentar as tardes de sábado na zona sul para crianças e famílias que buscam diversão de qualidade.

O melhor da Rádio Maluca amplia o que já acontece no programa. Reúne uma seleção de bons momentos. Traz um grupo de músicos que tocam, ao vivo, animadas canções como Maracangalha, de Dorival Caymmi - para pais repassarem aos filhos, Seu rosto e Forró junino, músicas do cantor, compositor e apresentador Zé Zuca e muita sonoplastia tirada de instrumentos diversos, de brinquedos e utensílios domésticos. Tudo visível pra garotada curtir.

Além das músicas, tem histórias, brincadeiras e interatividade com a platéia. O show funciona como um programa de rádio ao vivo. Tem a presença de repórteres e cantores mirins. A cada sábado, um artista diferente é convidado. Ou seja: trás um show dentro de um show maior.

RONALDO MOTA É A ATRAÇÃO DESTE SÁBADO.
O Cantor, compositor e diretor musical de espetáculos teatrais Ronaldo Mota é o convidado de Zé Zuca neste sábado. Vai apresentar suas premiadas canções feitas para peças dos grupos de teatro Vento Forte, no qual participou sob a direção de Illo Krugli, e do histórico Grupo Hombu, do qual Ronaldo é integrante há muitos anos.

Para os próximos sábados estão programados: Nicolau (do Inimigos do Rei), Joaquim de Paula, o Mágico Gerardi (com Joca, o jacaré), Lúcio Sanfelippo com o Grupo Pé de chinelo e Denise Mendonça.

FICHA TÉCNICA:

Duração: 1 hora
Horário: 16 horas
Temporada: Aos sábados dos meses de junho (4, 11 e 18) e julho (2, 9,16 e 23).
Ingressos: R$10,00
Estudantes, idosos (acima de 65 anos) e professores da rede municipal: R$ 5,00
Teatro: Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360).
Concepção, roteiro, direção e apresentação: Zé Zuca
Assistência de roteiros: Joelma Vieira e Lenise Freitas
Supervisão de movimentos cênicos e coreográficos: Janice Botelho
Participação especial: Mariano
Músicos participantes: Mariano, Gê Menezes, Ronaldo Mota, Josué Soares, Daniel Luz e Clóvis Thimóteo.
Produção: Clarissa Brandão
Cenografia e objetos cênicos: Andréa Renck
Operador de Áudio (D.J.): Fabinho
A Era do Gelo 2
You scored as Cultural Creative. Cultural Creatives are probably the newest group to enter this realm. You are a modern thinker who tends to shy away from organized religion but still feels as if there is something greater than ourselves. You are very spiritual, even if you are not religious. Life has a meaning outside of the rational.

Cultural Creative

100%

Idealist

88%

Existentialist

75%

Postmodernist

50%

Romanticist

38%

Modernist

25%

Materialist

25%

Fundamentalist

25%

What is Your World View? (updated)
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8.6.05

O drástico
(Fernando de Castro)



Há muito tempo venho refletindo sobre o drástico. Não que eu seja dado a muitas reflexões, mas alguns casos me forçam a pelo menos simular um pensamento mais profundo. E o drástico, de alguma forma, fez-se o motivo da vez. Não toleramos o drástico. É da nossa natureza amenizar quando o impulso quase nos conduz a medidas extremas. Vejo pelo caso do jogador que denunciou o outro por racismo. De todos os elogios convenientes à sua postura, sobrou tempo para criticarmos o exagero. Exagerou-se nas algemas. Exagerou-se no tempo de detenção. Exagerou a imprensa. Foi-se muito drástico. Preferimos a conduta permissiva e camarada à rispidez do drástico. No fundo, simpatizamos com aqueles que roubam pelo suposto dever público e pouco nos lixamos se o destino (ou a Polícia Federal) eventualmente apresenta dois safados para um show de contra-acusações. No fim das contas, sempre tendemos para o que roubou menos, mas nem por isso conseguimos disfarçar um certo respeito pelos nossos bem-sucedidos vilões.
É difícil reconhecer no país um governo sequer que não tenha em seu histórico algum escândalo de cinco dias, alguma suspeita convenientemente esquecida pelo tempo e pelos acordos naturais. Mas isso não é o mais grave. O grave é que pouco nos importamos. Recusamos o drástico, porque o drástico fatalmente nos atingirá de algum modo. Vibramos pelo meio-termo. Pela alternativa que preserve nossos canalhas, pelo menos. Todos temos um canalha para adorar. Seja ele o presidente de um clube de futebol ou um populista medonho que aplica o dinheiro público no atraso travestido de brinde-cidadania em troca de votos. Seja na oposição, na situação ou no PMDB. É ridículo olhar o passado recente de boa parte dos políticos envolvidos nos escândalos da hora e simular um ar de chocado. É ridículo tentarmos disfarçar um ''não acredito'' quando basta um fiapo de memória para associá-los à corja que nós mesmos viemos entronando sucessivamente há anos, e cujo hábito do assalto sempre foi uma virtude declarada. E pior: avalizadas pelo nosso próprio voto. O nosso pavor pelo drástico nos impede de espiar uma ficha corrida antes de votar.

É uma piada grosseira justificarmos nossa conivência com o argumento de que o poder corrompe mesmo, e que pelo menos nosso ladrão fala inglês e constrói pracinhas, campos de futebol e que, apesar de todo empenho da Justiça, nunca se provou legalmente nada. É uma piada sofisticada demais empregarmos a palavra política quando, na verdade, na maioria dos casos estamos nos referindo mesmo é a uma corja de ladrões protegidos pelo interesse comum de seus pares. Mas nós adoramos piadas. Antes elas que o drástico.

Um Congresso onde a maioria dos eleitos se permite unir-se pelo voto do atraso, por simples vaidade, não é um lugar que por hora eu me permita levar a sério. Qualquer discurso que reze pelo ''bem da população'' depois disso, a meu ver, não passa de pura balela. Uma afronta. Um governo que não sabe ou finge que desconhece a conduta duvidosa de seus indicados não escapa das duas verdades possíveis: ou é mal-intencionado ou é incompetente. Qualquer autoridade que se presta ao papel de posar em público ao lado de um bandido aliado para demonstrar seu apoio pela conveniência da aliança, pra mim, não passa de um sem-vergonha.

Eu nuca roubei ninguém. Talvez por isso ando simpatizando cada vez mais com o drástico.

fonte
SALVE, JORGE!

JORGE GUERREIRO
Uma festa fotográfica para o santo mais popular do Rio


Para expor na FotoRio/2005, um grupo de fotógrafos escolhe um tema carioca: São Jorge. Eles registram as festas do dia 23 de abril em torno das Igrejas do Campo de Santanna e de Quintino, a cavalhada de Santa Cruz e toda a devoção carioca ao santo mais popular da cidade.

Esta festa fotográfica pode ser vista a partir de 8 de junho, no Restaurante Ernesto, no Largo da Lapa.

Exposição Jorge Guerreiro
De 8 de junho a 8 de julho, no Restaurante Ernesto, no largo da Lapa, 41.

Inauguração:

8 de junho, a partir das 19 horas.

Fotógrafos:

André Pinnola, Cecília Acioli, Cesar Cardoso, Jorge Vasconcellos, Juliana Ennes, Luiz Régulo, Cristina Fonseca, Maria Pace Chiavari, Pedro Almeida, Waltinho do Paraíso.

7.6.05

Andorinha que dorme com morcego amanhece de cabeça para baixo

Como é que pode o sujeito achar que vai conseguir atingir seus objetivos, até relativamente nobres, jogando segundo as regras estabelecidas por quem anda sujando tudo há tanto tempo. É porque se acha muito esperto? Ou é por ser muito ingênuo?

Como é que pode achar que fazendo tudo do mesmo jeito que sempro foi feito, vai-se colher um resultado diferente?

Como é que se supõe que a política de empurrar com a barriga aqui, varrer para baixo do tapete ali vai permitir mudanças?

Se era para ser tudo igual, por que escolheríamos o diferente?

Bonito fez aquele governador que encurralado pela falcatrua de sempre deu uma de Juruna moderno, gravou tudinho e quando resolveram que era hora de derrubá-lo matou a cobra e mostrou o pau. Feio mesmo é querer botar panos quentes porque sabe que tem rabo preso e a coisa vai feder ainda mais, porque achou que os fins justificavam os meios. E agora fica morrendo de medo do ventilador que foi ligado. Lamentável!

O mais grave é que tudo isso deixa o povo com uma batata quente nas mãos. Muita gente tinha "medo", mas confiava como o bastião da moralidade, das boas causas. E agora que a "esperança" foi trucidada, o que resta? Já vejo surgirem no horizonte os arautos da oportunidade, com seu discurso que tanto encanta os medíocres, os ignorantes, os de intelecto simples: pena de morte, moralização às custas de direitos civis, perseguição aos diferentes, etc.

Agora que não eles, quem? Quem poderá nos socorrer?

Porque não podemos nos dar ao luxo dos estadunidenses de ignorar política. Estamos precisando com urgência de reforma no judiciário, soluções para a violência nas grandes cidades, investimentos na educação e na saúde, criação de empregos, atenção para a preservação ambiental e controle da soberania nacional e tanto mais.

Quem?

3.6.05

Eu tenho medo!

Uma pessoa que é capaz de ir a um restaurante num domingo especial em família com bobs e lenço na cabeça é capaz de qualquer coisa, né não?
IDADE

A idade é uma realidade, já dizia Papai.

Começo a perceber seus primeiros sinais. Não, aquela dorzinha no joelho que ataca quando levanto depressa depois de ficar algum tempo sentada e que quase me levou ao chão ontem na saída do cinema eu até consigo abstrair. Mas foi triste ver o médico fazendo conta com a minha data de nascimento para ver se eu já tinha chegado è meia idade. Meia idade! Fala sério! Ainda outro dia isso não era coisa daqueles coroas, daqueles velhos? Ufa, passei raspando no teste do Dr. Jaleco Branco, mas a perigosa está logo ali, depois daquela curva.

Sabe que curva é essa? Aquela que vem sinalizada com uma placa onde está escrito simplesmente "Enta, mas não sai". Depois que entrou ali nos "enta", não tem mais retorno e o jeito é seguir em frente. Diz que tem gente que consegue até sair lá, bem longe, mas são poucos. Ainda, né? Afinal a gente tem que por fé na ciência e na tecnologia que evoluem diariamente e que prometem levar-nos ao centenário.

Elas só não conseguiram ainda achar uma boa resposta para a cara de passado do balconista da farmácia que querendo ser simpático pergunta se o remédio é para a senhora minha mãe e ouve que não, é pra mim mesma. Tadinho, deu uma dó. É sinal dos tempos ter que tomar remédio normalmente receitado pra idosos, né não?

Mas acho que o que realmente pegou com a história da meia idade foi me dar conta de que estou chegando à metade, ou seja, teoricamente tenho cada vez menos adiante do que tenho para trás. E se levar em conta a média familiar, aí danou-se! Já dobrei o Cabo da Boa Esperança faz é tempo, ó!

Por isso é que não dá pra ficar marcando bobeira. Tempo não é coisa que se perca. E sabe que eu estou achando que Cronos é que nem o vil metal: não aceita desaforo? Se você não tratar bem, ele vai embora sem mais aquela.

24.5.05

ELES QUEREM SUA ENERGIA

Nada de caninos afiados e asas de morcego. Esses vampiros não são seres sobrenaturais nem bebem sangue:

(...)
Poucas pessoas desconhecem esses tipos vampirescos. São seres que, por um motivo ou por outro, sugam a energia das pessoas com seus comentários e atitudes. Muitas vezes, só se percebe que estiveram por perto quando o desânimo se instala por causa de sua presença.

Mas, afinal, existem mesmo pessoas capazes de alterar dessa forma o humor de quem se aproxima? "Existem, e muitas. Nos relacionamentos de qualquer espécie, as pessoas devem se alimentar de coisas boas, mas há quem apenas retire esses aspectos positivos e essenciais para o nosso bem estar", explica a psicóloga Lúcia Monteiro, que ministra palestras sobre o tema.

Claro que o termo "vampiro" é uma alusão ao lendário personagem Conde Drácula e nada tem de científico. Mas a psicologia estuda com atenção esses tipos que podem causar danos irreparáveis no humor e na disposição das pessoas. "Atendo pessoas completamente detonadas por tipos vampirescos principalmente nos relacionamentos íntimos com a família e amigos mais chegados. Acredito que a atitude destrutiva dos vampiros é uma forma semi-consciente de obter amor e poder, em um sentido mais amplo", explica Lúcia.

(...)
A quantidade de tipos vampirescos que rondam por aí inspirou, inclusive, a publicação de um livro de autoria do psicólogo americano Albert Bernstein. Nele são descritos cinco tipos de pessoas especialistas em sugar o humor e a energia de quem lhes atravessa o caminho.

Para lidar com os vampiros emocionais, como são chamados no livro, não adiantam água benta ou estacas de madeira. "É preciso se fortalecer e impor limites a essas pessoas. Se nada der resultados é melhor se afastar de quem torna a convivência insuportável", sintetiza a psicóloga.

Conheça os tipos

Albert Bernstein descreve os vampiros mais comuns no livro Vampiros Emocionais, Editora Campus.

Os anti-sociais

(...) Os tipos anti-sociais, ao contrário do que o nome sugere, são viciados em divertimento, e a trilogias sexo, drogas e rock’n’roll parece ter sido inspirada nele. O autor Albert Bernstein escreveu que são como Ferraris em um mundo de Toyotas. A segunda é segura e prática, mas nada divertida. Já a Ferrari é perigosamente potente, caríssima, mas passa mais tempo na oficina que na estrada. Esses vampiros são sedutores e encantadores, e você só percebe o estrago que estão fazendo na sua vida quando restam poucas gotas de sangue no corpo. Eles atacam o adolescente que existe nas pessoas e as obrigam a irem mais longe do que normalmente se permitiriam. Além disso, mostram-se extremamente irritados quando não são acompanhados e são incapazes de gestos de gratidão depois de serem carregados para casa.

Antídoto:

Faça o que eles sugerem mas se preocupe somente com você. Deixe que eles assumam a responsabilidade pelos seus atos. Ignore os acessos de raiva e, principalmente, reconheça seus limites. Lembre-se que esse tipo de vampiro sob o efeito de drogas ou álcool pode ser uma ameaça e jamais conte que o sentimento de culpa o fará parar.

Os Valentões

Sabe aqueles meninos que nos ameaçavam na escola? No trabalho, é aquele chefe que a proximidade é diretamente proporcional à temperatura negativa da espinha dorsal da vítima. Sua arma é o grito, e o seu vício, a ira. Mas, por mais desprezíveis que sejam, a voz parece desaparecer quando somos alvo do seu acesso de raiva.

Antídoto:

Esses tipos de vampiros não enxergam seu poder destrutivo. Acham que estão apenas tentando cuidar da própria vida quando algum idiota faz alguma burrice e lhes estraga o dia. Algumas dicas: quando o vampirão começar a gritar, peça, delicadamente, que fale mais devagar para que você possa entendê-lo. É praticamente impossível gritar falando devagar. Se ele estiver gritando ao telefone, contenha-se em falar "ham, ham" nas pausas de sua respiração. Inevitavelmente ele terá que interromper o escândalo para perguntar se você ainda está lá. Por último, quando estiver levando chamadas injustas do chefe-vampirão diga apenas "o que você gostaria que eu fizesse?" Ganha um doce se ele souber responder a perguntinha.

Os histriônicos

À primeira vista, ninguém é mais espirituoso e amável quanto esse vampiro. Depois percebe-se que ele precisa de aprovação e atenção o tempo todo. É aquela amiga que chega na roda e, supersimpática, fala com todo mundo, distribui sorrisos, conta casos. É aquela (ou aquele) que pergunta o tempo todo se cabelo está bonito e se a roupa é adequada. São ciumentos e extremamente dramáticos. Foram os vampiros histriônicos que inventaram os crimes passionais, a bulimia, a cirurgia plástica e a fofoca.

Antídoto:

Seja chato, coerente, faça planos para o futuro. Esses vampiros preferem relatar as impressões emocionais acerca dos fatos, e não os fatos em si. Arrisque-se a pedir detalhes precisos de suas narrativas para checar a autenticidade do episódio. E lembre-se: em caso de lágrimas, ofereça um lenço e prossiga.

Os narcisistas

(...)O maior medo desse tipo é ser comum. Eles são os mais bonitos, os mais inteligentes, os mais poderosos. Por isso, são as pessoas mais indiferentes do planeta. Foram eles quem inventaram os esportes, as empresas e tudo o mais onde se possa competir. Esses vampiros ignoram necessidades alheias, por isso são egoístas e ingratos. Só existe o que é bom para eles e todo o mundo só existe para servi-lo. Trabalham com afinco para ter do que se glorificar, ou seja, fama dinheiro ou poder. Esperam um tapete vermelho até ao entrar em uma padaria, por isso, não toleram atrasos, não esperam na fila, não compram em liquidação, jamais limpam o que sujaram. Estão sempre entediados e frustram seus companheiros por não retribuir amor.

Antídoto:

É impossível desinchar o ego dos vampiros narcisistas. Por isso é preciso entender que você não vai ensiná-lo a se importar com os outros. E não se assuste se o exemplo de falta de sensibilidade for você. Os narcisistas têm a capacidade assustadora de se transformar em vítimas assim que você os ataca.

Os paranóicos

Você chega empolgadíssima com uma nova proposta de emprego. É uma boa empresa, um cargo respeitável e um salário satisfatório. Ao comunicar a novidade com o vampirão do seu marido, ele não esboça nem uma tentativa de sorriso e começa a sabatiná-la com perguntas sobre o novo emprego. Perguntas respondidas, ele chega à conclusão que você será explorada, seu novo chefe tem fama de tarado e correm boatos que essa empresa vai quebrar. Mas se você quiser arriscar, tudo bem. Ele acabou de sugar todo o seu entusiasmo. Provavelmente trata-se de um vampiro paranóico, que está sempre vendo o que a maioria não vê. O problema é que a "supervisão" limita-se ao lado negativo das coisas. Esse é um dos tipos mais nocivos a sua saúde psicológica porque vê sempre um mundo muito complexo e sem esperança. Além disso, esse tipo tem uma verdadeira adoração pela própria virtude. Por isso, raramente perdoam. Oscilam entre a ingenuidade e o ceticismo total. Sua meta é chegar a um mundo onde todos obedeçam às mesmas regras simples e rígidas que sua cabeça criou. Essas regras incluem desde não viajar para onde tem mosquitos até controlar a euforia, já que sempre pode acontecer o pior.

Antídoto:

Os acessos de raiva dos vampiros paranóicos são apenas sutis. Eles expressam os sentimentos de esgotamento e depreciação com suspiros e resmungos. Não lhes dê atenção. E não se deixe contagiar. Contra o mau humor nada como uma risada sonora!

fonte
BIENAL

Agora que acabou já posso falar. E antes não me manifestei até porque a gente sabe como é difícil publicar e lançar um livro. Não vou ser eu a jogar areia na farofa de ninguém, já que além de deselegante, isso não me faz feliz nem me rende lucro algum. Mas não gosto de Bienal.

Não suporto aqueles corredores entupidos, o culto à celebridade, a lonjura... Adoro livros, mas meu contato com eles é muito mais íntimo e silencioso. Começa com uma paquera em uma livraria silenciosa e acolhedora e termina com saudade depois de lida a última frase, repousando fechado, abraçado contra meu peito suspiroso. E a história continua depois de terminada, na minha estante para futuras releitura e consulta ou nas mãos de quem também possa amá-lo como eu.

E fico olhando, pelos meios de comunicação, aquele circo montado e penso no quão longe da experiência de leitura e literatura que eu tenho em mim. Quanto blablablá, quanto nhenhenhém... Cadê o conteúdo? Provavelmente escondido num canto que ninguém viu, longe dos holofotes e da badalação.

Sei lá. É pra mim, não.

23.5.05

MULHER MARAVILHA

Tenho um conhecido cujo gosto é uma espécie de parâmetro para mim. Se ele viu um filme e gostou, não devo nem passar na porta, porque vou detestar certamente. Nossos gostos são absolutamente opostos. Nem por isso desgosto do sujeito. Ele é divertido e, até onde sei, é bom caráter. O que não suporto é gente mal-humorada e de ética frouxa.

Amigos não se fazem apenas com afinidades. Às vezes, basta a admiração e o respeito. Isto é o alicerce de qualquer relacionamento humano. Coisa mais triste quando começamos a perder a admiração por alguém a quem queremos bem. Promessas e prazos amiudadamente descumpridos, escorregões morais, não estar ali quando você precisa ao mesmo tempo em que assume que sua paciência e disponibilidade são infinitas...

É certo que não escolhemos aqueles de quem gostamos. Gostamos simplesmente, sem muita racionalidade. Entretanto, acho difícil continuar apreciando a companhia de quem vive querendo te aplicar uma rasteira ou, no mínimo, subestimando sua inteligência.

Sou só eu ou todo mundo fica exaurido na proximidade de gente acomodada, inerte, que vive varrendo problemas para debaixo do tapete? É só a minha beleza que se cansa com quem vive repetindo que você precisa entender o que ele está passando e nunca, jamais se importa em ver como as coisas estão do seu lado, a barra que você está tendo que segurar para que ele tenha o tempo de que precisa para dar um jeito na própria vida? E nunca dá jeito nenhum, não se mexe, nem se coça. E você lá segurando o mundo nas suas costas.

Você conhece o tipo, né? Chega chorando a maior miséria e você se vira pelo avesso e tira o que tem no bolso para ajudar, afinal a situação dele é periclitante. Dali a uma semana, você está refazendo suas contas para acochambrar o rombo no orçamento, decidindo entre pagar a mensalidade da academia de ginástica que você precisa freqüentar por recomendação médica ou a diarista que faz o trabalho doméstico enquanto você tenta salvar algum. É quando o elemento vem te contar do sofisticado aparelho de som de última geração absolutamente supérfluo que ele está planejando comprar. Você sente vontade de se atirar pela janela, certo? Pois você deveria fazer isso mesmo para deixar de ser idiota.

Para gente sem simancol não há o que resolva, nem conversa, nem ranger de dentes, nem choro, nem grito, nem greve, nem ficar de mal... São tão egoístas que só conseguem ver o próprio problema, jamais a solidão e o desespero alheio. O melhor que se faz é a gente ir cuidar da própria vida e deixar que cada um segure suas próprias barras, carregue sua própria cruz. Porque tudo já é muito complicado. Levar o carma dos outros é só para super-heróis.

E por mais que eu adorasse ser, não sou a Mulher Maravilha.

19.5.05

Pois é, só tenho amigos que mandam bem. Esta é uma iniciativa de um deles.

Viajar, aprender e praticar fotografia.

3.5.05

Hoje teremos mais um show do Projeto Pixinguinha no Centro do Rio, e o melhor: de graça! Os artistas dessa vez: Cecília Leite, Carlos Zens e Moacyr Luz.

O show será às 18h30 na Sala Funarte Sidney Miller, que fica na Rua da Imprensa, 16.
(Uma das travessas que cortam a Araújo Porto Alegre - Rua da ABI)

19.4.05

Marcos Lima, cantor e compositor, lançará seu novo CD (Quem canta) na Estrela da Lapa (Mem de Sá, 69), dia 27 próximo, quarta, 21hs. A direção é do Sergio Natureza e Elisa Lucinda terá participação especial. Marquinhos foi o responsável pelas segundas musicais no Hotel Debret, precursora do vitorioso modelito Panorama.

Na mesma quarta, mesmo horário, a doce paraense e melhor intérprete de Tamba Tajah, se apresenta com o Galo, no J Club (Praia do Flamengo 340).
LANÇAMENTO DO CD BOAS NOVAS NA SÉRIE
"OS INDEPENDENTES" DO SÉRGIO PORTO


No dia 27 de abril, no Espaço Cultural Sérgio Porto às 19h, acontece o lançamento do CD Boas Novas, de Sidney Mattos.

Sua musicalidade se traduz em mais de três décadas dedicadas à música,
juntando a modernidade de experiências eletroacústicas, sua formação de
educador e pesquisador e influências que vão do jazz à música oriental,
passando pela música popular e erudita.

Músico, compositor e multinstrumentista, Sidney fez parte do MAU
(Movimento Artístico Universitário), nos anos 70, do qual participaram
Aldir, Blanc, Ivan Lins e Gonzaguinha. Atuou como músico profissional e teve
composições gravadas por artistas como Maria Alcina, Ivan Lins, Evinha entre
outros.

Seu trabalho tem a influência de experiências vividas na India e Europa,
onde pesquisou ritmos, instrumentos, lendas e rituais. Em suas composições,
os mescla de forma criativa e melódica, com grande riqueza de imagens e
referências ao folclore e aos ritmos brasileiros.

No repertório de Boas Novas, o artista conta com novos parceiros como
Ivan Wrigg, Tibério Gaspar, Olten e Euclides Amaral, além de Luiz Alfredo
Milleco que, mais uma vez, apóia o trabalho criativo do artista.
Interpretações vigorosas e arranjos delicados com variações tímbricas. Uma
surpresa a cada faixa.

A BANDA:

Sidney Mattos - teclado, voz e flauta doce
Flávio Pereira - baixo
Dalmo Mota - violão
Chiquinho Brazão - bateria
João Bani - percussão

Dia: 27 de abril, às 19h
Local: Espaço Cultural Sérgio Porto
Endereço: Rua Humaitá, 163 - Humaitá / RJ
Preço: 12,00
Desconto para estudantes: R$6,00

13.4.05

Minha queridíssima amiga Nana está de malas prontas para pôr o pé na estrada como produtora executiva do Projeto Pixinguinha. O que é que eu posso fazer se só tenho amigo chic? Abaixo a programação do mês de abril com Marcela Lobo, Marcos Sacramento e Zé da Velha & Silvério:

14 de abril, quinta-feira
18h30
Rádio Nacional - Rio de Janeiro
(franqueado ao público)

15 de abril, sexta-feira
19h
Nova Iguaçu - Praça Rui Barbosa
Entrada Franca

17 de abril, sábado
20h
Palmas - ATM - Associação Tocantinense dos Municípios

19 de abril, terça-feira
20h
Goiânia - Centro Cultural Martin Cererê – Teatro Iguá

21 de abril, quinta-feira
20h
Rio Branco - Teatro Plácido de Castro

23 de abril, sábado
20h30
Porto Velho - RO - Zé Beer

25 de abril, segunda-feira
20h
Cuiabá - Ginásio da UFMT

27 de abril, quarta-feira
20h
Campo Grande - Concha Acústica

29 de abril, sexta
20h
Dourados - Teatro Municipal

11.4.05

CLUBE DE TROCAS - FLOR & SER

ECONOMIA SOLIDARIA - CALENDÁRIO DA PAZ - ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS


FEIRA FLOR & SER
17 de abril, de 15:30 às20:30
Rua Áurea, 88 em frente a praça - Santa Teresa - RJ

Levar no mínimo 3 itens de produção própria ou vale serviços e Tudo é objeto de trocas beijos e sorrisos paz em todos os quadrantes

Uma rede de Economia Solidária é uma uniâo voluntária de pessoas,que estabelecem um intercambio de bens/produtos /serviços utilizando uma moeda social própria, a troca direta (sem uso da moeda) ou a doação. Com ela , estamos criando um novo sistema economico local, justo e solidário, onde a competição transforma-se em cooperação.

Coisas que voce produz , serviços que voce pode oferecer,bens que voce não utiliza mais,enfim, tudo que voce possa imaginar é objeto de troca na Rede.Mas para permitir maior intercambios,existe a Moeda Social, chamada em nossa Rede de Flor .Com a Flor, as possibilidades de trocas aumentam, possibilitando trocas indiretas. A diferença da Flor e do dinheiro é que a moeda social não tem nenhum valor em si, e não há sentido acumula-la.

Duas maneiras de trocas,

1 - durante as feiras que ocorrem mensalmente, que é um espaço para os encontros epara reunioes .
2 - através do Boletim de Ofertas - é um livreto publicado periodicamente onde se encontra todos os produtos e serviços, aulas e terapias etc..telefone ..e-mail etc..

Na Rede Flor & Ser não há nenhuma relação hierarquica, sendo que as propostas de todos são analisadas por igual, horizontalmente.As decisões são mais que democraticas pois não utilizamos o voto e sim o consenso.

6.4.05

Sobre os tecnossexuais

E como é confortável e poupa o trabalho de pensar viver à base de rótulos!

As tribos de outras épocas buscavam alguma coisa e tinham, em suas diversas linhas, uma ideologia, uma esperança... Até os yuppies retratavam um tempo, viviam tentando se encaixar num molde de sucesso, mas as figuras eram reais. Existiam mesmo.

O que me incomoda nesses novos tipos é o vazio. E são termos e símbolos fabricados, definidos em relação ao consumo e não quanto ao que pensam, o que gostam, o que sonham... Eles elegem um bezerro de ouro e tudo o que se tem que fazer é copiá-lo: pensar, sonhar e gostar do que dizem para você pensar, sonhar e gostar.

A velocidade com que os tipos surgem e somem me parece adequada. Tudo anda mesmo mais rápido, o tempo das pessoas mudou. A vida de um movimento - e cadê os movimentos? -, portanto, deveria mesmo ser mais breve para acompanhar a velocidade com que a informação circula. Já reparou que quando você se depara com algo que mexe lá dentro de você, passa por algumas fases básicas? Espanto, encantamento, pesquisa, elaboração, divulgação (esses 3 últimos podem durar mais ou menos) e, finalmente, desinteresse ou desencanto. Muitas vezes um novo ciclo atropela o anterior, alguma coisa nova nos causa espanto e nossos olhos giram em direção. Pois bem, hoje o processo é muito veloz, porque estamos expostos a tanta coisa...

Tudo vai passar, como passaram os hippies, os punks, as feministas que queimaram sutiãs... O que me interessa é: será que eles vão deixar também algum rastro além do lucro para as empresas patrocinadoras?

29.3.05

Eles (Personare) acertam todas!

Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03


Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Eles (Personare) acertam todas!

Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03


Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Eles (Personare) acertam todas!

Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03


Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Eles (Personare) acertam todas!

Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03


Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.

23.3.05

De que somos feitos?


Outro dia estava assistindo a uma reportagem sobre estresse pós-traumático sofrido por quem passa pela experiência de um seqüestro na TV e me peguei conjecturando se o Washington Olivetto e o Abílio Diniz chegaram a padecer desse mal. E se foram vítimas dele, como se recuperaram tão rapidamente?

Será que os vencedores são assim porque tem uma capacidade maior de enfrentar e dar a volta por cima mesmo dos problemas mais terríveis sem desistir, sem perder a fé e a esperança? O que faz com que alguns sobrevivam emocionalmente enquanto outros soçobram num pesadelo sem fim?

Ontem minha irmã detalhava a cirurgia que terá que fazer nos olhos, enquanto eu comentava sobre os remédios que estou tendo que tomar para compensar o defeito congênito. Paramos de falar e começamos a rir porque estávamos soando patéticas, como duas velhotas, daquelas bem murchas, que só sabem falar de desgraça e doença. Fomos para a sala e nos juntamos ao restante da família para festejar meu aniversário, afinal foi por este motivo que ela venceu, à noite, num dia de semana, os 40 Km que separam nossas casas. Sem mencionar a volta. Por muito menos, acho que muita gente pararia a vida para apenas lamentar o diabetes e a cardiopatia na casa dos trinta.

Lembrei também da modelo tcheca Petra Nemcova que teve os ossos do quadril esfacelados contra um coqueiro no qual se agarrou para resistir à força da tsunami que devastou partes da Ásia e da África no último mês de dezembro. Ela manteve-se ali por 8 horas aguardando socorro. Apoiada nas muletas, hoje ela só pensa em participar de programas de cunho social. "Minha visão do mundo mudou completamente, bem como meus valores essenciais”, diz. Muitas pessoas que não saíram na capa da Sports Illustrated também sobreviveram com o mesmo tipo de atitude raçuda. Outras não.

E você? Está fomentando traumas ou erguendo as mangas da camisa? Está na cozinha se lamentando das contingências do viver ou está na sala celebrando a vida? Está chorando pela pélvis fraturada ou procurando descobrir como fazer deste mundo um lugar melhor? Está agarrado ao coqueiro ou deixando-se levar pela cotidiana tsunami?

22.3.05

Sérgio Cardoso
Marcel Marceau
Jorge Benjor
Berta Loran
Vladimir Brichta
Monah Delacy
Akira Korosawa
Reese Witherspoon
Lena Olin
Cole Hauser
Fanny Ardant
Iben Hjejle
Matthew Modine
Rhys Evans
William Shatner
Eu


Today is my day
Today is my birthday
Happy happy birthday to me

19.3.05

DEZ frases de um repolho
(Lula Branco Martins)

Coisas que a garotada anda falando por aí. E que fazem, de cada um deles, uma verdura em potencial


1. ''Estudar História pra quê?'' É só isso que eles questionam na vida. Disciplinas como História, Filosofia e Literatura, as humanidades enfim, não fazem a cabeça dos jovens repolhos. Dá a impressão que eles se bastam em sua ignorância.

2. ''Chaplin? É muito chato!'' É, eles acham chato tudo que é patrimônio cultural da humanidade. Deviam ser amarrados na cadeira, forçados a ver obras-primas.

3. ''Política e religião não se discutem.'' Frase que os repolhos repetem pois não sabem nada, não se informam. Como então discutir alguma coisa?

4. ''Ler dá uma dor de cabeça...'' Sim, pois a dita cuja está enferrujada. Porque esses vegetais não lêem livros, jornais, revistas, e aí ficam todos travados.

5. ''Só no Brasil mesmo!'' Bordão que os repolhos levarão para a vida adulta se não se interessarem em conhecer melhor o que acontece pelo mundo.

6. ''Não ouço Beatles, não são do meu tempo.'' Nem Beatles, nem Tom, nem Bach. Nenhum clássico é do tempo de um repolho que só ouve bodegas na TV.

7. ''Papo intelectual me deixa irritado!'' Claro, afinal de contas, pensar, refletir, criticar e questionar deve machucar demais essas cabecinhas de verdura.

8. ''Ooooi, tem alguém na sala?'' Melhor frase deles na internet. Daí em diante é ''gatinho'' pra cá e ''como você é?'' pra lá, numa grande rede de repolhagem virtual.

9. ''Que corpo sarado!'' Ninguém diz que um amigo ou amiga tem uma ''cabeça sarada''. Só corpo vale. Não percebem que as mentes estão doentes.

10. ''Num sei...'' O professor pergunta: ''Entendeu?'' O aluno balança a cabeça e diz: ''Entendi.'' O mestre prossegue: ''Explica!'' O repolho não consegue.



(fonte)
VEM, VENTO

Ruminar arrependimento, preocupação e angústia não faz o meu estilo. Geralmente minha cabeça, já bem educada neste aspecto, não se perde nesses labirintos. Porém sempre tem aquela noite em que o sono custa a vir ou aquele dia mais turvejante em que a gente se descobre a um passo dessas armadilhas.

Uma coisa que gosto de mentalizar nessas horas é uma nuvenzinha bem escura e pesadona, daquelas que a gente vê por sobre a cabeça de tanta gente por aí. Então cantarolo:

“Vem, vento
Caxinguelê
Cachorro do mato
Quer me morder”


Ou em casos mais urgentes, evoco rapidamente: “Vento!” ou “Sopro!” ou ainda simples e onomatopeicamente “Fuuuuuuu!”.

Quando o que tenta se apossar de mim são lembranças tristes, esconjuro com “Algodão-doce!”. Dá pra ficar melancólico pensando numa matéria etérea cor-de-rosa que sempre está cercada de sons e imagens infantis, música e festa? Entretanto ultimamente venho evitando fixar minha alma nisso, principalmente quando o sentimento negativo me acomete sob o edredon. É que vai me dando uma larica...

E acabei descobrindo outra palavra mágica: “Veleiro!”. O cheiro e o balanço suave do mar, o toque da brisa e do sol na pele, o horizonte, o céu...

Como açúcar na água, baixo astral se dissolve com lufadas de iodo, mesmo que apenas imaginário. É importante manter os cantos do espírito bem arejados.

18.3.05

A Farra na Câmara


CAMPANHA CONTRA A FARRA NA CÂMARA


Sabemos que sair às ruas é complicado devido a compromissos diários, então proponho que no dia 22/03/2005, todos ao saírem de casa vistam camisas/blusas pretas. Se você não tem amarre um lenço/pano preto no braço ou em qualquer lugar. Isto vai ser um sinal de repudio à palhaçada que virou a política Brasileira.
DEMONSTRE sua indignação!
Envie este texto ao maior número de pessoas.
A IDÉIA É FAZER ESTA MENSAGEM CHEGAR A MILHÕES DE PESSOAS .
Está marcado para o dia 22/03/2005, a campanha contra a farra na câmara.
Severino Cavalcanti, ganhou a presidência da câmara fazendo campanha prometendo aumento para os deputados.
Como é possível em um país , onde milhares de pessoas passam fome, deputados receberem aumentos absurdos como este que propõe o grande amigo do povo , Severino Cavalcanti.
Gente, o Brasil é um país viável. Não temos terremotos, furações, etc... O que precisamos é acabar com a corrupção que faz com que o povo viva oprimido com uma péssima distribuição de renda. Precisamos de gente que queira melhorar o país, e não de quem só pensa em si.
Esta vergonha nacional não pode acontecer. Deputados, senadores, vereadores, etc... devem ser tratados igual um trabalhador normal, com data base para aumentos e, se faltar tem que ter descontos. Sem auxilio paletó e mais um monte de auxílios que eles mesmos inventam .
O governador de Minas Gerais , que disse ter saneado as dívidas do estado, disse também , que se o aumento for aceito, Minas , que pôs suas contas em dia , não mais conseguirá pagar em dia porque o efeito cascata afetaria vários servidores do Estado.
VAMOS DAR UM BASTA .
O novo presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, disse que nós Brasileiros não nos importamos que o salário deles aumente de R$ 12.000,00 para + ou -R$ 22.000,00.
O que vocês acham disso? Para mim ninguém perguntou nada.....
A farra no Congresso Nacional:
Salário: R$ 12.000,00
Auxílio-Moradia: R$ 3.000,00
Verba para despesas: R$ 7.000,00
Verba para assessores: R$ 3.800,00
Verba de gabinete mensal: R$ 35.000,00 e tem mais...
- Direito a transporte aéreo: 04 passagens de ida e volta a Brasília/mês;
- Direito de contratar até 20 servidores para cada gabinete;
- Direito ao recebimento de 13º e 14º salários, no fim e no início de cada ano legislativo;
- Direito a 90 dias de férias anuais;
- Direito a folga remunerada de 30 dias;
ISSO TUDO É PARA CADA UM DOS 514 DEPUTADOS !!!!
DINHEIRO QUE SAI DOS COFRES PÚBLICOS, DO SEU BOLSO, CIDADÃO !!!

DEMONSTRE sua indignação! Envie este texto ao maior número de pessoas.

A IDÉIA É FAZER ESTA MENSAGEM CHEGAR A 110 MILHÕES DE ELEITORES . Duvido que a coisa não mude!!!! Quem sabe, este é um dos caminhos possíveis para mudar o país.
Uma tenta se apossar do que tenho de mais íntimo e gane imprecações às minhas costas a uma altura calculada, suficiente para que meu ouvido as perceba, mas não para que eu possa tomar qualquer atitude sem me deparar com um passive-aggressive "quem eu? imagine!". Devolvo música suave, cantarolada com toda doçura que eu consigo imprimir na minha voz e a deixo surpresa, confusa e furiosa por não ter atingido o intuito de arruinar meu dia. No meu CD player mental toca Riachão:

Ela quer me ver bem mal
Vá morar com o sete pele que é imortal


A outra discute uma idéia minha como sua, depois de tê-la rebatido com absoluta e inclemente veemência quando a apresentei, cuidando de inventar toda sorte de obstáculos para sua realização. Sorrio e elogio tudo o que sinceramente vejo de positivo nela. Isto vai entrar para o carma dela, não para o meu. Escrutina minhas palavras e meus atos com o indicador pronto para enrijecer-se em minha direção. Ela se rói. Eu me rio.

14.3.05

Os grupos femininos que compõem as Tendas e clãs do Sul completaram dez anos de existência e, hoje, envolvem mais de trezentas mulheres em diferentes cidades do RS e SC. Buscando celebrar esta trajetória, estamos lançando um livro que foi organizado por Lúcia D. Torres (mentora desta metodologia) e escrito por quarenta mulheres de diferentes idades, escolaridades, classes sociais, estado civil, opções políticas e religiosas, profissões... ( Tendas e clãs do sul - jornadas femininas de amor e cura. Ed. Dacasa)

Muitos livros teóricos já foram escritos sobre os arquétipos e a psiquê femininos. Quisemos demonstrar, através de nossas experiências de vida, como estes arquétipos se manifestam no nosso cotidiano doméstico e profissional. Fizemos questão de não interferir nos testemunhos recebidos, por isto, os textos têm estilos muito diferenciados, já que foram escritos em situações das mais variadas, algumas inspiradas pela dor, outras pela fé, outras pela alegria... Foram escritos, sobretudo, com o coração. Algumas mulheres preferiram usar pseudônimos, ou somente as iniciais de seu nome, ao invés assinar os textos com seus nomes pessoais. Foi oferecida e respeitada esta escolha.

Estas jornadas femininas de amor e cura têm contribuido para o resgate da inteireza de muitas mulheres e, por conseqüência, têm curado muitas feridas que elas traziam ainda abertas. Com isto, a família planetária vai-se curando também. Outros campos morfogenéticos vão surgindo porque estamos construindo relações mais harmoniosas, saudáveis, cooperativas, amorosas, verdadeiras e belas entre mulheres, entre mulheres e homens , entre mulheres, homens, o planeta Terra e o Universo.

Neste momento de rara beleza em nossa trajetória compartilhamos os frutos deste sonho. E oferecemos a todos os corações o aprendizado desta caminhada.

Lançamento oficial do livro (vendas e autógrafos) - dia 19/03/05, a partir das 18h, no Auditório do Banco Central ( R. 7 de setembro, 586 - Centro - atrás da Casa de Cultura Mário Quintana.

Valor do exemplar: R$ 20,00 (165 páginas) + despesas de envio (correio comum e/ou Sedex)



ÍNDICE

Poema de abertura
Por todas as nossas relações
A Tenda

·Introdução
"Artemísias Urbanas " - o porquê deste livro
Quem sou ?

·Cap. I - No tempo da Lua
A lua e a flor
As quatro faces da lua
A menarca
A passagem para a vida adulta
A voz das filhas
A voz das mães
A voz das avós
Da lua crescente para a lua cheia
Reflexões de uma garota de vinte e poucos anos
Poemas lunares

·Cap. II - Afrodite desde sempre
A sexualidade feminina - corpo, psique e seus mistérios
Encontrando Perséfone (ou a descoberta da sexualidade)
Resgatando a sacralidade do sexo
Quando Perséfone diz adeus a Deméter

·Cap. III - Nos desafios de Palas Athenas
Vestibular - um ritual de passagem dessacralizado
Professar a vocação, responder à promessa
Professora por opção
A coragem de mudar de rumo
A saia
As tecelãs
A história do xale
A história do tapete

·Cap. IV - Que (H)era vivemos?
A renúnciaO jogo
Desvelando mentiras e superando comodismos
Minhas escolhas
Coragem grande é dizer sim
Ritual de passagem
Sobre ser forte ou ser frágil
Minha história
Solidão a dois
Aprendendo a andar junto

·Cap. V - A vez de Deméter
Ser ou não ser ... mãe : eis a (difícil) questão
Gestações nunca são iguais
Maternidade e solidão
As escolhas dos filhos e os desafios dolorosos de Deméter
Mães e pais que dizem adeus
A fala de Perséfone
Adoção tardia

·Cap. VI - No tempo da Sábia
Menopausa
Tempo difícil
Tempo de renascer
Tempo de escutar, tempo de contar estórias
Aprendendo a me ouvir
Filhos que partem, o útero que sonha
A Bênção das avós

.Cap. VII - As Guardiãs da Chama
A Argonauta
Quando o Sagrado se revela
O cuidado em manter acesa a chama
A presença
Vivendo o Sagrado no cotidiano
Círculos que se abrem, mas não se rompem
Círculos femininos - ciclos femininos / testemunhos
O serviço planetário
As origens dos círculos femininos da Tenda da Terra e da Tenda da Lua
O movimento
Guardiães do Amanhã

13.3.05

- E então, filho, como se chama quem come de tudo?
- Guloso.
- Não. É o... o... o...
- Obeso!
- Onívoro, pelo amor de Deus, onívoro!


- Você nunca presta atenção no que eu digo. Você não me ouve e...
- Peraí! Pára de falar e me escuta! Claro que eu te ouço...


- Você sempre me contradiz. Tudo o que eu digo você diz que está errado.
- Não, não, não e não. De jeito nenhum! Você está errada. Eu concordo com tudo o que você diz.

23.2.05

Vera Malaguti: O medo e a violência interessam ao neoliberalismo
(Antonio Oséas)


O Jornal do Brasil, em sua edição deste domingo, citando pesquisa realizada pelo Instituto Gerp revela que o maior medo do carioca é a violência. O trabalho ouviu 400 moradores da cidade, de diversas regiões, todos com idade superior a 16 anos. Depois da violência, o maior medo é o desemprego, segundo a pesquisa. Para mergulhar na questão do medo, suas raízes e razões, (...) a editora Revan e a Livraria Argumento lançam o livro O Medo na Cidade do Rio de Janeiro ­ Dois tempos de uma história , escrito por Vera Malaguti em que o assunto é enfocado sobre a ótica da “cultura do medo”. (...)

De forma original e detalhada, Vera Malaguti enfoca em O medo na cidade do Rio de Janeiro a difusão do medo do caos e da desordem para neutralizar e disciplinar as massas empobrecidas, a partir da hegemonia conservadora. Para entender as bases do medo contemporâneo, Vera analisa os discursos sobre a segurança na conjuntura de pânico no Rio de Janeiro na década de 90 do século XX, paralelo ao estudo dos medos cariocas do século XIX, ao retratar a repercussão no Rio de Janeiro da revolta muçulmana escrava conhecida como a revolta dos Malês. Com isso ressalta as rupturas e permanências em relação aos medos de hoje.

Em entrevista exclusiva ao site da ABI, Vera afirma que “A inspiração para o livro veio da minha experiência na administração da "paranóia da segurança" e seus efeitos na guinada conservadora que aconteceu no Rio de Janeiro e no Brasil, a partir de 1994.Uma primeira área seria a da história cultural do medo e seu consecutivo impacto na vida social e política da sociedade”.

Vera é socióloga, mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense e doutoura em Saúde Coletiva pelo Insituto de Medicina Social da UERJ. Trabalhou com planejamento urbano e com planjamento social em vários projetos. Indicada pelo PDT, cujo Diretório Nacional integra, Vera trabalhou no Governo fluminense, nas duas gestões de Leonel Brizola.

Com sua experiência e sensibilidade social, Vera assegura que “Enquanto o medo servir para encobrir a necessidade de mudanças radicais na nossa sociedade, vamos assistir à escalada da brutalização e da barbárie que o neoliberalismo impõe à periferia do capitalismo. A cor do medo é a mesma. Se antes a fantasia era o quilombo, hoje o medo é o de que a garotada negra tome a praia, de arrastão. Enfim, que o morro desça - afirma Vera.

Segundo a socióloga, a cultura do medo é incentivada desde o século 19 pelas elites conservadoras para que a chamada ’’ordem social’’ seja mantida. A difusão do medo serve, assim, para detonar estratégias de disciplina e neutralização das massas pobres.

- Naquele tempo, o medo era de uma revolta dos escravos. Todos os discursos - o jurídico, o médico, o literário e o da imprensa - tratavam de disseminar este medo. Mas, ao analisar aquela sociedade hoje, é óbvio que ela estava pronta para explodir a qualquer momento, tantas eram as diferenças sociais e a hierarquização - observa Vera, que partiu da Revolta dos Malês (escravos muçulmanos que sabiam ler e escrever), na Bahia, em 1835, para fazer a pesquisa.

Na opinião da socióloga, não foram desenvolvidas políticas sociais para vencer o medo. Pelo contrário: o que se percebe, segundo Vera, é que as políticas criminais e penais dos dias de hoje são bastante parecidas com as do século 19.

- O medo induz ao conservadorismo e ao pedido por políticas duras. As pessoas querem penas mais longas, querem que o inimigo seja morto. E o que vemos é o extermínio da pobreza e de jovens negros de forma contínua - afirma Vera. - O medo é o fio condutor para esta paralisia que mantém nossa sociedade hierarquizada.

Sobre o papel dos meios de comunicação social para contrabalançar a “neurose social do medo”, Vera Malagutti afirma que “O papel da imprensa é fundamental. Eu acho que existe um grau de incompetência pela desinformação. O debate sempre exclui o que não se adapta ao "discurso único" que é econômico e também penal. A questão da violência e da segurança acaba caindo num círculo vicioso que se arrasta na história do Brasil. Na conjuntura em que eu trabalho o século XIX no Brasil, há uma mobilização intensa no sentido de que a Independência se traduza num processo de emancipação do povo brasileiro. As revoltas dos Malês na Bahia, dos Cabanos no Pará, dos Farrapos no Rio Grande do Sul também foram criminalizadas pelo conservadorismo da época. O medo produz conservadorismo.

Vera relembra o papel da imprensa no famoso episódio dos “arrastões” de 1992: “Se você analisar a imprensa, arrastão só aconteceu naquela conjuntura. Acontecimentos análogos que aconteceram depois tinham outras denominações, como briga de gangues etc... O "medo do arrastão" faz parte do imaginário de uma elite que acha que os pobres não devem frequentar a orla porque "sujam", atrapalham a paisagem etc... É uma cisão urbana apartadora. Muita gente reclamou quando Brizola ligou, através de transporte coletivo, a Zona Norte à Zona Sul pelo Túnel Rebouças. Eu lembro de um artigo, se não me engano do JB, que ironizava este sentimento e que se chamava: Sombras suburbanas nas areias de Copacabana, ou algo assim. O já esquecido factóide do Piscinão de Ramos, que foi até cenário de novela da Globo, cumpria esta missão: desestimular o acesso às praias.

Vera defende, com veemência uma nova maneira de encarar a relação pobreza-violência: “Eu acho que a relação entre a questão social e a violência não é no sentido de que a pobreza produza violência. O que acontece é que o capitalismo contemporâneo exclui pelo social e inclui pelo penal. Ou seja, a pobreza é criminalizada. “No meu outro livro "Difíceis ganhos fáceis - Drogas e juventude pobre no Rio de Janeiro" eu demonstro como o estereótipo muda de acordo com o perfil do jovem envolvido com drogas. O principal é compreender que o neoliberalismo destrói o Estado Previdenciário para construir o Estado Penal. Os excluídos das "reformas" serão "atendidos" pelo sistema carcerário. Estamos assistindo a um momento histórico único de magnificação enlouquecida dos sistemas penais. É como se tivéssemos desistido de enfrentar a questão social pela educação, reforma agrária, políticas de emprego para nos deixar levar pela policização da vida pública e privada. O importante é não mudar nada: manter a hieararquização, a desigualdade e o sistema de subcidadania do século XIX.

A autora aproveita para reforçar a idéia de que a Igreja, no começo da era moderna, de forma sábia manipulou e orientou os medos populares para consolidar seus interesses. Ressalta ainda que o medo coletivo foi de extrema importância na construção da sociedade urbana no Brasil. Esse medo invadiu e danificou vários segmentos da vida carioca. E até hoje esses medos são alimentados pelas elites urbanas para assegurarem seus objetivos, assim como o fazia a Igreja. Em um segundo momento, tal estudo enriquece uma outra área da investigação social: a da sociologia histórica da escravidão e seus consecutivos efeitos colaterais (incluindo a formação das hierarquias sociais). Vera afirma que a escravidão exerceu uma enorme influência sobre a divisão e organização da sociedade contemporânea. Nisso incluem-se discursos, práticas de instituições, como a medicina e a saúde pública, política, imprensa, e o não menos importante controle da criminalidade. Analogamente sugere que o policiamento seletivo, influenciado e guiado por classe e cor, onde o desrespeito a direitos fundamentais são violentados sem o menor pudor, nasceu ainda no conturbado período imperial, quando o racismo foi fundido ao senso comum da sociedade. O que nos leva a uma terceira área da investigação social: a antropologia da contenção material e simbólica das classes baixas na cidade. Encontramos então uma intensa mistura de penalização com racialização, ocasionando a “demonização da ralé”, como cita Loïc Wacquant (responsável pelo prefácio do livro). O que acaba por tornar impossível a separação da idéia de criminalidade da multidão urbana. O medo na cidade do Rio de Janeiro não se destina apenas a pesquisadores. Ele possibilita uma maior elucidação a cidadãos comuns que tiverem interesse em desvendar as razões pelas quais o “medo do outro” e a violência criminal tornaram-se obsessões da sociedade contemporânea, e o por quê das políticas de segurança públicas serem fadadas ao fracasso.
Passeios em Grupo dos "Amigos do Rio"


O passeio 1, dia 12 / 03 / 05, será na Lagoa Rodrigo de Freitas com a participação especial do Biólogo Mário Moscatelli.

O passeio 2, dia 19 / 03 / 05, será no Passeio Público e na Cinelândia com a participação especial do Jornalista Leonardo Ladeira (editor do site www.passeiopublico.com.br/maispasseio ) e da Arquiteta Vera Dias (Chefe da divisão de Monumentos e Chafarizes da Fundação Parques e Jardins da Prefeitura do Rio)

O grupo “Amigos do Rio” foi criado com o objetivo primordial de promover, possibilitar e facilitar o encontro cultural e social dos cariocas com a sua cidade e seus espaços públicos. O Grupo “Amigos do Rio” é um projeto inédito na cidade e é uma iniciativa do Espaço e Expressão e dos Arquitetos e Urbanistas Abraão Dahis e Antônio Agenor de Melo Barbosa, ambos com muitos anos de experiência docente e na realização de atividades e eventos culturais.

Informações e inscrições: cursoseeventos@plantabaixa.com / tel: (21) 2548 8022 e (21) 3287 3262

Passeios em Grupo

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Grupo Amigos do Rio

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PASSEIO 1


"Procurando a capivara na Lagoa" - Sábado, 12 de março

Responsável: Espaço e Expressão

Informações:

Primeiro Encontro: O primeiro encontro social e cultural dos “Amigos do Rio” já está marcado e será no dia 12 de março de 2005 (sábado) na Lagoa Rodrigo de Freitas com um passeio intitulado “Procurando a Capivara na Lagoa”.

Ficha Técnica:

A Lagoa nunca esteve tão bem falada como nos últimos tempos aqui na cidade. Objeto de crônicas memoráveis de jornalistas e escritores como Carlos Heitor Cony da Folha de São Paulo e Cora Rónai do Jornal O Globo, este é um espaço simbólico e cartão postal do Rio. A revitalização do seu entorno com a implantação de quiosques, a celebração anual do Natal pela frondosa e luminosa árvore flutuante, a manutenção cuidadosa dos manguezais fruto do trabalho do Biólogo Mário Moscatelli e mais recentemente a descoberta de diversos animais que habitam aquele ambiente como o caso da famosa Capivara da Lagoa, faz daquele espaço um local privilegiado em que a história e o cotidiano da cidade podem ser percebidos com destaque.
Guiados pelo Professor Antônio Agenor Barbosa e munidos com suas respectivas máquinas fotográficas e/ou cadernos de desenho e croquis, os Amigos do Rio percorrerão a orla da Lagoa com o intuito de fotografar e desenhar algumas cenas e paisagens que serão objeto de uma futura premiação para a melhor imagem criada após o evento.

Participação especial: Biólogo e Professor Mário Moscatelli

Roteiro e atividades culturais previstas:

O nosso passeio a pé compreenderá alguns trechos do entorno de 7,5 km de extensão da Lagoa Rodrigo de Freitas que compõem parte de um espaço fundamental no desenvolvimento e na ocupação urbana de toda a Zona Sul do Rio de Janeiro. Os limites de seu espelho d’água que outrora ocupavam áreas muito maiores do que as atuais, foram paulatinamente sendo subtraídos para dar espaço ao surgimento de bairros como Jardim Botânico, Ipanema e Leblon por onde avançam seus limites nos dias de hoje. Chamada pioneiramente pelos índios Tamoios de Piraguá (água parada) e, posteriormente, de Socopenapã devido à grande quantidade de aves ribeirinhas chamadas de Socós, a orla da Lagoa também é um exemplo de importantes realizações como é o caso da Obra do Berço, na Fonte da Saudade, que é a primeira obra construída (e ainda de pé), em 1936, pelo então jovem arquiteto carioca Oscar Niemeyer. Em toda a orla da Lagoa também existem importantes obras de arquitetos como Paulo Casé e Edmundo Musa e também a Reserva Ambiental que constitui o Parque da Catacumba onde se localiza o Pico do Sacopã com 134 m de altura. A história do Parque também é importante, pois ali se localizava a Favela da Catacumba que foi removida pelo então Governador da Guanabara Carlos Lacerda. Hoje a referida área integra a Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro dos Cabritos. Também é o lugar onde os principais clubes do Rio mantêm suas sedes náuticas para a realização de tradicionais competições de remo; esporte este que, de fato, originou clubes como Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo todos pioneiramente clubes de regatas e não de futebol.

Quando: sábado, dia 12 de março de 2005 **

Horário: das 9:30h até as 13:00h

Ponto de encontro: às 9:30h no deck dos pedalinhos em frente ao Corte do Cantagalo, na Lagoa Rodrigo de Freitas

** Em caso de chuva no dia e na hora do evento, o passeio fica automaticamente transferido para o sábado seguinte no mesmo local e horário.

INSCRIÇÃO: Pelo site da Espaço e Expressão: www.plantabaixa.com

MAIS INFORMAÇÕES: Pelos telefones: (21) 2548 8022 e (21) 3287 3262


PASSEIO 2


“Dos jacarés do Mestre Valentim às louras do Amarelinho” - Sábado, 19 de março

Responsável: Espaço e Expressão

Informações:

Segundo Encontro: O segundo encontro social e cultural dos “Amigos do Rio” já está marcado e será no dia 19 de março de 2005 (sábado) no Passeio Público e na Cinelândia, com uma visita intitulada “Dos jacerés do Mestre Valentim às louras do Amarelinho.”

Ficha Técnica:

O Passeio Público é o primeiro parque urbano do Brasil e, sem exageros, um dos mais importantes parques do mundo. Obra máxima de Mestre Valentim no século XVIII e, posteriormente no século XIX, objeto de intervenção do paisagista francês Glaziou, o Passeio Público foi recentemente restaurado pela Prefeitura e pela Fundação Parques e Jardins da Secretaria de Meio Ambiente. Da Cinelândia, ali ao lado do Passeio Público, o que podemos falar? Trata-se de um dos espaços do Rio de Janeiro mais conhecidos em todo o Brasil e espécie de caixa de ressonância de diversas manifestações sociais, culturais e políticas que ainda fazem desta cidade a Capital Cultural e simbólica do Brasil. Os mais velhos devem se lembrar que a Cinelândia foi palco da famosa Passeata dos Cem Mil e, os mais novos, sabem que em 1992, os "carapintadas" foram para as ruas para derrubar o Presidente Collor, o que provocou o seu impeachment (impedimento). Guiados pelo Professor Antônio Agenor Barbosa e munidos com suas respectivas máquinas fotográficas e/ou cadernos de desenho e croquis, os Amigos do Rio percorrerão o Passeio Público e a Cinelândia com o intuito de fotografar e desenhar algumas cenas, edifícios e paisagens que serão objeto de uma futura premiação para a melhor imagem criada após o evento.
Participação especial: Jornalista Leonardo Ladeira – Editor do Site Passeio Público e da Revista Mais Passeio. (www.passeiopublico.com.br/maispasseio) e da Arquiteta Vera Dias - Chefe da Divisão de Monumentos e Chafarizes da Fundação Parques e Jardins da Prefeitura do Rio.

Roteiro e atividades culturais previstas:

O nosso passeio a pé compreenderá os jardins do Passeio Público e toda a Praça Floriano, mais conhecida como Cinelândia, a terra do cinema; haja vista que foi naquela área que os belos edifícios que abrigavam as primeiras salas de projeção de filmes na cidade foram instalados. Hoje, a Cinelândia e todo o seu entorno passam por um importante processo de revitalização como é o caso da restauração já concluída do Passeio Público e do Cinema Odeon e também as que estão em obras como a do Cine Palácio ( em estilo Mourisco) e a do Museu Nacional de Belas Artes localizado na Avenida Rio Branco; via aberta pelo Prefeito Pereira Passos que governou o Rio de Janeiro no início do século XX. Edifícios como a Sala Cecília Meireles (onde funcionou o Grande Hotel até 1948 e posteriormente o Cinema Colonial na época em que o Rio era Capital do Brasil), a Biblioteca Nacional (a oitava maior biblioteca do mundo em acervo e a maior da América Latina), o Teatro Municipal (inspirado no Palais Garnier, o l'Opéra de Paris) dentre outros serão objeto de visita e de informações históricas e arquitetônicas passadas aos “Amigos do Rio” que participarem deste evento. Sobre o Passeio Público podemos dizer que foi uma das mais importantes obras do Rio de Janeiro na época da colônia e por ali passaram artistas fundamentais para as artes no Brasil como o Mestre Valentim (autor do bonito chafariz ainda de pé na Praça XV) e o renomado paisagista francês Auguste Glaziou, autor de projetos paisagísticos como o Campo de Santana e a Quinta da Boa Vista.

Quando: sábado, dia 19 de março de 2005 **

Horário: das 9:30h até as 13:00h

Ponto de encontro: às 9:30h na Rua do Passeio em frente ao Portão Principal de acesso ao Passeio Publico. (Referência: em frente às lojas Americanas)

** Em caso de chuva no dia e na hora do evento, o passeio fica automaticamente transferido para o sábado seguinte no mesmo local e horário.

INSCRIÇÃO: Pelo site da Espaço e Expressão: www.plantabaixa.com

MAIS INFORMAÇÕES: Pelos telefones: (21) 25488022 e 32873262

Mais Informações:

Objetivo: O grupo “Amigos do Rio” foi criado com o objetivo primordial de promover, possibilitar e facilitar o encontro cultural e social dos cariocas com a sua cidade e seus espaços públicos.

Público alvo: Qualquer cidadão, de 8 a 80 anos, que tenha real interesse em conhecer a história e a cultura da cidade e do seu povo, da sua arquitetura, da sua evolução urbana e que, sobretudo, seja um verdadeiro carioca - de nascimento ou de adoção, morador do Rio ou que esteja aqui de passagem - apaixonado por esta Cidade Maravilhosa.

Promoção: O Grupo “Amigos do Rio” é um projeto inédito na cidade e é uma iniciativa do Espaço e Expressão e dos Arquitetos e Urbanistas Abraão Dahis e Antônio Agenor de Melo Barbosa, ambos com muitos anos de experiência docente e na realização de atividades e eventos culturais.

Reserve logo a sua vaga para os próximos encontros dos “Amigos do Rio”:

1) Sábado, dia 2 de abril de 2005: Avenida Pasteur e Urca

2) Sábado, dia 16 de abril de 2005: Largo do Machado e Catete

16.2.05

Maldita seja essa coisa assassina
Que se vende em quase toda esquina
E que passa por crença, ideologia, cultura, esporte
É, no entanto, só doença
Monotonia da loucura da morte


Coisa Assassina
(Gilberto Gil e Jorge Mautner)