Pesquisar este blog

19.10.05

Brasília, 17 de outubro de 2005

Companheiros Secretários Municipais de Saúde

Não podemos nos omitir no referendo sobre a proibição do comércio de armas no Brasil, nós que conhecemos de perto a tragédia da violência, as conseqüências não apenas para os agredidos, mas para a saúde de seus próximos e de toda a sociedade.

A violência é a grande doença da sociedade hoje. Nòs que trabalhamos com a dor e com a morte, sabemos que não é multiplicando pronto socorros e UTIs – necessários, é claro – que iremos reduzir essas mortes evitáveis, esse grande sofrimento pessoal e coletivo. Queremos utilizar nossos recursos, nossos saberes, nossa tecnologia em favor da vida, para promover a vida.

Muitas pessoas parecem ter ficado em dúvida sobre o voto, com a propaganda dos "lobbies" que querem proteger o comércio de armas. A que custo! São 40 mil mortes por ano, 108 por dia. A maioria jovem. Temos o direito à vida. Temos o dever de cuidar da vida. Não é possível sobrepor um interesse – chamado de direito individual – acima da vida.

É importante que nós secretários e profissionais de saúde ajudemos a esclarecer a população, para que ela vote consciente, informada.

Temos disponibilizado todo o tipo de material informativo no site do CONASEMS: www.conasems.org.br. A Secretaria Executiva do Conselho e os funcionários do Escritório podem ser acionados para enviar esse material por e.mail, por fax, por sedex. O importante é que a gente contribua para divulgar informações pela vida.

Junto um pequeno texto. Fala de três aspectos que têm sido abordados de modo falacioso na campanha. Ajudem a divulgar, chamem os profissionais de saúde para informá-los e esclarecê-los, pois eles são formadores de opinião.

O Brasil precisa dar esse primeiro passo em direção à paz. Sabemos que é apenas o primeiro passo, mas é muito importante. O CONASEMS, por meio da Rede Gandhi, continuará trabalhando em outras frentes, pela cultura de paz e não violência.


Sim à Vida.

Sílvio Fernandes da Silva

Presidente




VOTE SIM
VOTE 2


"Discurso de quem defende armas é teórico, não humano. A vida é por um fio."

Sandra Aparecida Silva, que perdeu o filho, Sandro, de 15 anos, por arma de fogo (depoimento para O Estado de S. Paulo, de 15 de outubro de 2005)


OS DEFENSORES DAS ARMAS ESTÃO DISTORCENDO FATOS PELA INTERNET E PELA MÍDIA

PREVINA-SE

AJUDE A ESCLARECER AS PESSOAS PRÓXIMAS A VOCÊ



Há muitos argumentos, pesquisas e dados, mas três precisam ser insistentemente lembrados:


1. ARMA DE FOGO É FEITA PARA MATAR

E "a vida é por um fio" como sabem as mães e pais que perderam seus filhos estupidamente, porque havia uma arma de fogo a disposição de alguém.

Por mais que os fabricantes das armas e seus lobistas falem, o fato é que :

A ARMA DE FOGO É FEITA PARA MATAR, NÃO TEM NENHUMA OUTRA UTILIDADE.

2. O BRASIL É O PAÍS DO MUNDO COM O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS MORTAS POR ARMAS DE FOGO.

A comparação com outros países somente com percentuais induz ao engano. Veja só alguns países que têm sido usados como exemplo de que não faz diferença proibir a comercialização: O Japão tem 0,03 homicídios por 100 mil habitantes; o Reino Unido tem 0,13 homicídios por 100 mil habitantes; a Suíça tem 0,46 homicídios por 100 mil habitantes e a Austrália tem 0,56 homicídios por 100 mil habitantes. Em todos eles menos do que uma pessoa morre por arma de fogo em cada 100 mil. Os Estados Unidos da América, onde o direito individual é soberano mesmo a custo do direito coletivo e que vivem em conflitos armados, têm 6,24 homicídios por 100 mil habitantes.

E o Brasil? O Brasil tem 26,78 homicídios por 100 mil habitantes!

As comparações percentuais não ajudam a enxergar o nosso grande problema: morrem mais de 26 pessoas em cada 100 mil habitantes por homicídio, a maior parte por arma de fogo! 108 pessoas por dia (DataSUS, 2003)

Este é o nosso problema. O problema que temos de tratar para não perder mais tantos brasileiros, tantos jovens, porque são os jovens os que mais morrem por tiro.

3. O DESARMAMENTO NÃO É "COISA DESTE GOVERNO". NÃO VOTE A FAVOR DA MORTE PORQUE VOCÊ ESTÁ ZANGADO COM O GOVERNO.

O Estatuto do Desarmamento é uma conquista de quase vinte anos da sociedade brasileira. Embora tenha sido aprovado em 2003, pelo Congresso Brasileiro, havia em tramitação 70 projetos de lei, alguns desde 1988. Setenta! Todos engavetados. O primeiro era de 1988, do então Deputado Eduardo Jorge.

Em meados de 2003, foi criada uma Comissão Mista, Senado e Câmara, para analisar esses projetos de lei que se amontoavam. A Comissão foi composta por cinco deputados e cinco senadores, sob a Presidência do Senador Edson Lobão. O relator foi o Deputado Luiz Eduardo Greenhaugh, que fez a proposta depois de analisar os projetos existentes.

Conheça o depoimento do Deputado Greenhaugh, publicado na Revista CONASEMS, de agosto de 2004, fls. 7 a 12:

"Na bancada do meu partido tinha gente contra, a base do governo era majoritariamente contra. Acabei tendo alento com o depoimento daquela deputada Sandra Rosado, de Natal (...) que começou a dizer que ia votar pelo desarmamento por uma coisa que havia acontecido com ela. Tinha um filho de 25 anos que morreu porque tinha, num determinado momento, ao alcance de suas mãos, uma arma de fogo. Portanto, ela ficava até hoje pensando que se não tivesse aquela arma de fogo, talvez o filho estivesse vivo. Foi um depoimento muito comovente. As pessoas foram parando para ouvir. Ela chorando e discursando, chorando e discursando. Todo mundo prestou atenção no que ela falou:

"Eu tenho uma vítima. A pessoa que eu mais amava na minha vida, o meu filho, morreu porque num determinado momento de depressão tinha uma arma de fogo."

Isso foi muito marcante na Comissão. Eu me fortaleci com o testemunho dela e articulei mesmo para ganhar. Na base do governo eu perderia, então articulei fora da base do governo. Articulei com o PSDB e com a base do PFL. O relatório depois de aprovado na Comissão de Constituição de Justiça, foi rapidamente aprovado no plenário." (...)

"ONDE HÁ UMA ARMA DE FOGO NÃO TEM DIÁLOGO.
QUANDO VOCÊ RESOLVE UM ASSUNTO COM A ARMA DE FOGO,
ESTÁ NO LIMITE MÁXIMO DA INTOLERÂNCIA"
O meu voto
(Antonia Leite Barbosa)



(...) O Brasil já tem armas demais. Somos o país com o maior número de pessoas mortas por arma de fogo no mundo. Vou votar por princípio. Não gosto de armas. Armas foram feitas para matar. O outro lado deste referendo tem munição o bastante para tentar derrubar os argumentos que reuni aqui e justificar a comercialização de armas. Cabe a você ser consciente e tomar a decisão na qual acredita. Vou defender minhas opiniões de forma aberta, de quem já teve uma arma apontada para si, e contar um episódio que aconteceu dentro da minha própria casa. Cada um tem sua história, mas o objetivo de diminuir a violência é comum a todos.

Famílias que guardam armas em casa podem ser vítimas de acidentes trágicos. Meu pai foi colecionador e guardava algumas armas de fogo em casa. Há alguns anos, no meio de um feriado, sofremos um assalto. Quando os bandidos encontraram os revólveres, ficaram transtornados, com medo que meu pai tivesse outros escondidos, ou fosse um policial que já tinha marcado bem a cara deles. A simples existência delas naquele momento quase matou minha família. Nem preciso dizer que saíram de lá mais equipados.

É verdade que as campanhas estão induzindo o voto do cidadão. É verdade que podem tirar nosso direito primitivo de defesa. É verdade que o poder público não está equipado para nos dar a segurança de que precisamos. É verdade que a proibição do comércio de armas de fogo e munição, isoladamente, não é capaz de solucionar o problema da criminalidade. Tirar armas de circulação é apenas um avanço nesta direção. Mas também é verdade que as armas de fogo matam mais do que doenças respiratórias, cardiovasculares, câncer, Aids e acidentes de trânsito. Além dos riscos para as crianças, armas em casa oferecem mais riscos também para as mulheres: 44% dos homicídios contra elas são realizados com armas de fogo sendo que 2/3 da violência contra a mulher têm como autor o marido ou companheiro. Quase metade dos presos por porte ilegal são jovens.

O custo desta violência para os cofres públicos é alto. Das armas usadas em crimes, nos últimos seis anos, 61% pertenciam a civis e foram desviadas para o crime. A arma legal alimenta os bandidos. Bandidos não compram armas em lojas, mas são as armas compradas em lojas que vão parar nas mãos dos criminosos. A redução da oferta no comércio legal vai levar a um aumento dos preços no mercado ilegal, tornando mais difícil a aquisição. Precisamos fechar a torneira. A chance de morrer numa reação armada a roubo é 180 vezes maior de que morrer quando não há reação. Crimes passionais são as primeiras motivações para os homicídios entre pessoas que se conhecem.

As armas que mais matam no Brasil não são as pesadas do tráfico de drogas, mas as armas curtas e nacionais, responsáveis por 80% dos homicídios no país. Instituições e movimentos importantes como a ABI, a OAB e o MST também participam das mobilizações pelo SIM. Dizer SIM no referendo é dizer SIM à vida. É construir uma cultura da paz.

18.10.05

Novidade: Faculdade CCAA

Veja a matéria d'O Globo sobre o assunto aqui.

17.10.05

DESARMAMENTO
(Nilton Bustamante - nilton.bustamante*superig.com.br)


Hoje, em nosso país, Brasil, passa-se pelo questionamento sobre desarmamento civil. Como não poderia deixar de ser há os que são favoráveis e os que são contra.

Em nome da defesa da vida e do patrimônio, mentes, olhos e corações sobressaltados armam-se de todo "arsenal" de argumentos técnicos, pesquisas, estatísticas, legislações, razões e dúvidas, na grande luta das idéias. Mas, faço um convite para esvaziarmos de tudo isso, de todas essas dúvidas, de todas essas certezas, que passam a ser secundárias na busca de um desafio muito maior. O maior desafio de todas as nossas histórias, de nossas vidas: a construção da não-violência. Até onde minha lembrança alcança, as grandes almas que por este planeta pisaram, em épocas diferentes, foram pelo mesmo coro, pela mesma voz, pelo mesmo pensamento: "só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio"; "o ahimsa (amor) não é somente um estado negativo que consiste em não fazer o mal, mas também um estado positivo que consiste em amar, em fazer o bem a todos, inclusive a quem faz o mal"; ou ainda, "Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? - Não te digo que até sete, mas, até setenta vezes sete".

Desarmar-se do pensamento que há um perigo crescente, concreto, na figura do "fora-da-lei", das agressões externas de todo tipo e forma; entender através da consciência racional que há um primitivismo a ser desmontado e vencido dentro de nós, para entender ainda que é preciso alcançar o próximo interruptor um pouco mais ao alto, para ascender às idéias mais repletas de Luzes e nos libertar da escravidão milenar da defesa através das armas, que facilmente passam a ser de ataque, conforme as circunstâncias e interesses dos sentimentos guerreiros, conquistadores, reflexos de sociedades beligerantes. Queremos realmente nos armar para defender nossa família e patrimônio ou dar vazão à outros chamamentos da alma?

Sim, é verdade. Você agora provavelmente está questionando que há homens violentos, desumanos, perversos, assassinos, sem consideração a nada e a ninguém. Mas, ainda, sim, e por isso mesmo, é preciso outro tipo de tática, outro tipo de luta. Outro tipo de convencimento: vencer o desafeto com amor; quantas vidas forem necessárias em nossa eternidade para tanto.

Mahatma Gandhi conquistou a libertação de seu país que estava sob o domínio secular da Inglaterra. E como ele conseguiu tal fato sem dar um único tiro? Provavelmente havia mil motivos para o povo hindu odiar os ingleses, mas não decidiram pela arma, mas sim, a inteligência como companheira. Como um país consegue se libertar da tirania de outro, sem jogar a guerra como solução? A resposta: conscientização!

Ele, Gandhi, através da convicção da idéia fortalecida de liberdade, apoiada e unificada pelo povo hindu, teve o brilhantismo em preocupar-se em esclarecer a parcela sofrida do povo inglês, também escravizada pelo próprio Estado dominador. Gandhi fez ver a todos que a luta era uma só, que havia de um lado: povos, pessoas, vidas, oprimidos e da mesma forma escravizados e de outro: o dominador, aproveitador, pior que animal selvagem, insaciável, que se alimenta de vidas, sonhos e consciências. Fizeram, os hindus, campanhas de boicotes, assim como a marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros a pé, para protestar contra os impostos sobre o sal.

É claro, há ainda interferências econômicas e políticas que o Grande Capital usa para dominar os povos de todos os continentes. Mas, é histórico, inquestionável, que já experimentamos várias etapas de "libertação" e de "conscientização", em toda parte.

O povo consciente de idéias de liberdade, igualdade e fraternidade, não há tirania que resista. A boa luta continua.

Então, sobre o desarmamento, penso que seja necessário à sociedade organizada conscientizar-se e fortalecer as Instituições para que essas cumpram seus deveres. A corrupção, a roubalheira, os desmandos só existem porque nós, povo, permitimos. Simples assim.

Se não consumirmos drogas, provavelmente não haverá traficantes. Se não subornarmos, provavelmente não haverá subornados. Se realmente nos preocuparmos e atendermos o caído na calçada, haverá caminhos mais floridos. Casas com muros, não são bonitas. Homens armados, não são exemplos. Quantas casas fortificadas em condomínios não ficaram livres dos crimes? Foram vítimas do mal-viver familiar. Então não é uma questão de muros e armas. Mas de evolução moral e espiritual.

Continuar, ainda que sozinho, ou ainda que em menor número. Antes ser mártir que assassino. A maioria dos grandes homens foi assassinada, mas nem por isso estavam errados; suas idéias avançadas levarão algum tempo para assimilarmos, mas não estão equivocadas, nem são menores por isso. Nós que somos pequenos, medrosos e atrasados. Realmente temos dificuldades em vencermos nossos perfis mais brutos, arquétipos milenares impregnados de grosserias. Simples assim.

E não cabe a nós, armar-nos, não cabe às nossas consciências regredirem nas esferas da evolução. É necessário querer o bom exemplo, querer as chaves que as Grandes Almas nos mostraram, ainda que pesadas ferramentas, ainda que sem jeito para manuseá-las, mas, pela vibração, pelo exemplo, saberemos que essa expressão é verdadeira: "O método da não-violência pode parecer demorado, muito demorado, mas eu estou convencido de que é o mais rápido".



Luzes e Paz!
Dia 07 de novembro, segunda-feira:

Clube Caiubi desembarca no Rio de Janeiro para se encontrar com a M-Música

Show na Funarte, com oito compositores, prossegue intercâmbio RJ/SP e revela a música que está ajudando a escrever a história da MPB em São Paulo


O compositor-intérprete Max Gonzaga, que sacudiu o último Festival da Cultura, com "Classe Média", e os também compositores e intérpretes Alexandre Cueva e Álvaro Cueva, cujo CD ( Canabi Emotiva) o Rio de Janeiro já andou sorvendo em turnê recente da dupla pela noite carioca, são três dos compositores de São Paulo ligados ao Clube Caiubi de Compositores a se apresentarem, dia 7 de novembro, às 18h e 30min, na Sala Funarte.

A caravana faz parte de uma parceria entre o 'Clube Caiubí de Compositores' (SP) e o e-group 'M-Música' (grupo de discussão sobre música com sede no RJ e forte representação por todo o Brasil) e se completa com Daniel Pessoa, autor, entre outras canções, da irrepreensível "Um outro eu", e Tito Pinheiro, que a mídia paulistana já batizou de "cavalheiro da paz", pelo sentimento que faz transbordar em músicas como "Cabra Cega". Mas quem for à Funarte também poderá ouvir Márcio Policastro, em peças como "Mundinho Cult", crítica social que combina acidez e ternura. Nesse campo, porém, o da ternura, imperdíveis são Fernando Cavallieri, com a teatral "La Sílvia", parceria com Sonekka, e que integra o segundo CD do autor (In Alpha), além de Liz Rodrigues. A "musa" do movimento musical emociona com "Cisco no Olho", parceria dela com outros dois compositores do Clube Caiubi: Ricardo Soares, o gaúcho que levou um dos Festivais da Globo, e Sonekka, parceiro de vários desses compositores, que lançou em 2003 o lindo CD 'Incríveis Amores'.

Essa parceria, 'Caiubí' / 'M-Música' se dá da maneira mais natural possível, uma vez que vários de seus integrantes são comuns e já se apresentaram em eventos menores nesse intercâmbio que prossegue agora, dia sete de novembro com shows de caiubistas e dia oito de novembro, na mesma sala Funarte, com shows dos 'musgueiros', como carinhosamente são chamados os membros da lista de discussão.

Sobre o Clube Caiubi

O Clube Caiubi de Compositores é um movimento musical que nasceu há pouco mais de dois anos, quando alunos, professores e funcionários da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) passaram a se encontrar ali, com o objetivo de compor, tocar e cantar composições próprias. Ao longo do tempo, o espaço da Rua Caiubi, 420 transformou-se em centro cultural, aberto e democrático, de convivência dos vários gêneros musicais.

O curador do Caiubi, o cantor e compositor Zé Rodrix, compara o clima do local ao dos cafés do Greenwich Village, em Nova York, na década de 60. Hoje, além dos oito fundadores, mais de 20 artistas integram o Clube Caiubi, recebe, nas já tradicionais Segundas e Quartas-Feiras Autorais, grande número de pessoas que amam a boa música. "Há quem diga que não existem mais bons compositores no Brasil, que não há mais renovação na MPB, que não existe público para a música nova de qualidade. Mas o Caiubi nega veementemente essa crença. As canções produzidas são, na minha opinião, a coisa mais nova e fascinante que eu vi nesses últimos 25 anos na música brasileira", afirma Zé Rodrix.

Os artistas do Caiubi ganharam a noite paulistana em 2004, com apresentações no Supremo Musical, Teatro da Universidade Católica (Tuca), Sesc Ipiranga, Crowne Plaza e diversos municípios do interior de São Paulo. Neste ano, a agenda registra shows no Crowne Plaza, Espaço Cultural Santo Agostinho e em São José dos Campos, entre outros espaços.


SERVIÇO

Show Caiubi na Funarte - Projeto M-Música

Local Sala Funarte Sidney Miller (225 lugares)

Endereço Rua da Imprensa 16, Palácio da Cultura Gustavo Capanema, Centro, Rio de Janeiro (Metrô Cinelândia saída Pedro Lessa)

Endereço virtual www.funarte.gov.br

Horário 18h e 30min

Preço R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia)

Telefones 2240-5151 / 2279-8087

Ficha Técnica Alexandre Cueva. Álvaro Cueva, Daniel Pessoa, Fernando Cavallieri, Liz Rodrigues, Márcio Policastro, Max Gonzaga e Tito Pinheiro. Na percussão, Bebê do Góes. Participação especial, Tavito.


*******************************************************



Show do dia 08 de novembro, terça-feira:


ALGO DE NOVO NO AR



Há algo de novo acontecendo na música. Chega sem barulho, serpeando pelos entremeios da atual mesmice e da aridez constituída pelos poderosos interesses dos capitães da indústria e da mídia. Trata-se de um grupo heterogêneo ao extremo, formado por músicos, cantores, compositores, poetas, jornalistas, produtores, colecionadores de discos e agregados imprescindíveis, que são, antes de tudo, artífices do pensamento e do debate, além de apaixonados amantes dessa arte tão machucada e cambiante que é a música e seus entornos. O movimento, que, aliás, ainda não se reconhece como tal, originou-se de uma simples lista na Internet, inventada pela carioca Nana Soutinho há quase seis anos - despretensiosamente, como devem ser os movimentos humanos que geram dividendos culturais fortes e estabelecem zonas de equilíbrio significativas, que naturalmente se tornam pontos de partida para novas grandes idéias e ações conjuntas. Estabeleceu-se uma empatia natural entre os assinantes da lista; pela comunhão de interesses, pela liberdade de expressão inigualável impressa nos debates e pelo desejo imperioso de retomada da criatividade perdida nesses tempos onde tudo é fake, tudo se reporta a formatos ditados pela patética imitação do star-system hollywoodiano - da qual a cultura brasileira é refém como um todo. Na M-Música (esse é o nome da lista) discute-se e aprende-se tudo que se relaciona com a música mundial, das arábias ao Japão, do Oiapoque a Paris, de Nova Iorque ao Ceilão, de Lisboa a Ipanema. Há listeiros por todo o Brasil e muitos no exterior, amantes de todas as tendências, roqueiros, sambistas, jazzeiros aos magotes, MPBistas ferrenhos, antiquários da canção, estudiosos, eruditos... todos a defender seus pontos de vista, que convergem para um só ponto comum: a necessidade premente de se buscar novas orientações para o mercado e, principalmente, para nossos ouvidos. O listeiro Zé Rodrix, um dos mais atuantes, depois de mais de vinte anos afastado do mercado artístico, além de retomar as atividades com o genial trio Sá, Rodrix & Guarabyra, gravando um CD e um DVD pela Som Livre, voltou a exercer suas funções vitais de compor, cantar, tocar e ser feliz - segundo ele próprio nos relata:

" ...e fui retornando ao hábito de criar, compor, ainda de forma canhestra, desabituado que estava do exercício da criação livre. O surgimento da lista M-Música foi um alumbramento: aqui eu encontrava gente interessada no assunto de maneira real, disposta a debater e discutir suas preferências & gostos & idiossincrasias sem nenhum momento de terror, e a fim de provar que Música pode ser Arte, e que a Arte pode ser um exercício cooperativo e não competitivo, como vinha sendo ensinado nos ultimos vinte anos. (...) Hoje é impossível parar, depois de reiniciar corretamente o que antes havia sido apenas egoismo e auto-piedade. Hoje sei claramente o quanto valho: tenho certeza de que esse meu valor real não tem nada a ver com o que o mercado está disposto a pagar por mim, reconheço que existe um público real que persegue o novo mais do que gostaríamos de acreditar, e que é nossa obrigação correr o risco de errar e de acertar, sem medo das consequências; porque o futuro espera que sejamos, pelo menos, úteis."

Esse reflexo se alastrou por toda a lista, de variadas formas, se tornando uma verdade que revolucionou e abriu as comportas internas da alma de cada listeiro. Houve um envolvimento tal dos participantes da M-Música com seus pares que os compositores deram de compor furiosamente entre si, os jornalistas de reportar, os produtores de produzir, os agregados e colecionadores de gravar CDRs e distribuir através do Playing exclusivo dos listeiros. E, como era de se esperar, os amigos escritos não tardaram a se tornar amigos falados; e os encontros da lista se instalaram, oficiais e sólidos. Começaram pelo genial Clube Caiubi em São Paulo, com suas Segundas Autorais e suas Quartas Quartas (toda quarta quarta-feira de cada mês) e se sofisticando na "Sopa de Letrinhas". No Rio, instituiu-se a "Segunda Segunda" no Panorama, aprazível barzinho-restaurante do Leblon, e a já tradicional Domingueira do Grajaú, sob a exímia batuta culinária do João Bani. Nesses encontros, onde a democracia plena é exercida em todas as suas nuances, a moçada se solta como que em família, mostrando arte pura e autêntica, sem peias ou temores. Essas jams de liberdade se tornaram um dos mais vivos, atuantes e interessantes movimentos musicais de que se tem notícia nessa realidade seca e fosca da paisagem musical brasileira. A química é a da troca: os mais velhos passam generosas doses de experiência para os mais novos, que retribuem com sua energia borbulhante, tão imprudente quanto necessária. Gente como Etel Frota, Sérgio Santos, Alexandre Lemos, Sonekka, Cristóvão Bastos, Regina Makarem, Aparecida Silvino, Gut Guarabyra, João Bani, Tibério Gaspar, Marianna e Fernando Leporace, Celso Viáfora, Iso e Tato Fischer, Tavito, Tânia Méliga, Clarisse Grova, Cacala, Zé Edu Camargo, Cláudia Telles, Tavynho Bonfá, Cris Saraiva, Lucina, Sérvulo Augusto, Vlado Lima, Fernando Zdanovicz, Márcio Lott, Edu Camenietzki, Guilherme Rondon, Toninho Spessoto e muitos, muitos mais, tantos que não cabem nessa lauda, se misturam num saboroso pavê cultural de incontáveis tendências e formas e cores e credos – provando que a percepção e a construção de ideais sólidos estão diretamente atreladas ao talento, sim; mas também a um consistente e participativo espírito de grupo.

29.9.05

"Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se. Se quiser ser feliz para sempre, perdoe."
(Tertuliano)

"Algumas pessoas são tão dscretas quanto uma tarântula numa fatia de pudim."
(Raymond Chandler)

"Se falar fosse mais importante que escutar, teríamos duas bocas e um ouvido."
(provérbio chinês)

"Quem julga pelo que ouve e não pelo que entende, é orelha, e não juiz."

(Quevedo)

"Ria e o mundo rirá com você. Ronque e dormirá sozinho."
(Anthony Burgess)

"A maior parte de nossa vida passa enquanto estamos fazendo as coisas erradas, uma parte enquanto estamos fazendo nada, e a vida toda enquanto estamos perdendo tempo."

(Sêneca)

"Tudo o que você precisa na vida é de uma dose de ignorância e outra de desconfiança, e aí o sucesso está garantido."

(Mark Twain)

"O ócio é um relógio sem ponteiros. Tão inútil funcionando quanto parado."

(Willian Cowper)

"O que sei, qualquer um pode saber. Mas meu coração é só meu."
(Goethe)

"O medo é pai da crença."
(Olavo Bilac)
O que faz você feliz?

(Adília Belotti)

O que é que torna a vida excelente? Por que algumas pessoas parecem extrair o máximo de suas vidas e outras, ao contrário, vão se arrastando, capengas, pelo caminho?

A palavra-mágica é “fluxo”, diria o especialista Mihaly Csikszentmihalyi (experimente pronunciar mais ou menos assim: mi-há-i chic-sent-mi-há-i), autor de vários livros, incluindo meu favorito: A Descoberta do fluxo, psicologia do envolvimento com a vida cotidiana.


Certo, você ficou confusa. Fluxo? Sim, fluxo. Usos novos para velhas palavras....Para o professor Mihaly, fluxo seria aquilo que os alpinistas sentem pendurados a meio caminho do topo da motanha, por exemplo, quando viver é apenas o movimento, o vento e a vertigem do abismo... Fluxo é o que os corredores experimentam ao longo do percurso, quando só existe o caminho e você é uma parte da trajetória... E é, talvez a resposta mais moderna para os antigos ensinamentos dos mestres zen: “Quando andar, apenas ande; quando descansar, apenas descanse; quando falar, apenas fale; isso é meditação...”

Mergulhe no fluxo, mergulhe no fluxo...

Fluxo é aquela sensação de viver sem esforço e de existir em harmonia. O contrário de fluxo são aqueles momentos irritantes em que você está fazendo alguma coisa, desejando outra e pensando em uma terceira...algo como ir ao supermercado, sem vondade, porque você gostaria de estar, digamos, nadando, e ficar o tempo todo pensando no relatório que você precisa entregar... ufa! Então, fluxo é o oposto deste estado estressante e até perigoso, mistura de inconsciência com uma extraordinária agitação interna. Em estado de fluxo você consegue harmonizar sentimento, desejo e pensamento, tudo fluindo para este agora, este já grávido de sentido!


O que faz você feliz?

Felicidade é permanecer neste estado pelo maior tempo possível porque esta extraordinária sensação de bem-estar produz reflexos não só na nossa alma, mas também no nosso corpo. “Fluxo é uma condição de grande concentração, produtividade e felicidade que todos nós, intuitivamente entendemos e desejamos”, diz nosso superpsicólogo de 71 anos, nascido na Itália e cuja paixão, além dos seres humanos, é o alpinismo.

E ele continua: “A felicidade é o protótipo das emoções positivas. Como disseram muitos pensadores desde Aristóteles, tudo o que fazemos tem como meta final experimentar a felicidade. Nâo queremos realmente a riqueza, ou saúde, ou a fama por si sós – queremos estas coisas porque esperamos que elas nos tornem felizes”. A idéia de fluxo nasceu justamente para tentar responder à pergunta: se o que mais desejamos é a felicidade, o que sabemos realmente sobre ela? Sabemos que nestes momentos excepcionais estamos mais perto da felicidade do que quando sonhamos com ela. E, graças aos estudos do mestre Mihaly, que hoje dirige o Centro de Pesquisas em Qualidade de Vida na Drucker School Of Management, na Califórnia, podemos aprender a identificar estes momentos preciosos...


Não fuja dos desafios. Para mergulhar no fluxo você precisa estar envolvido em uma atividade que represente um desafio, algo que obrigue você a flutuar nas fronteiras da sua capacidade. Já deduziu, não é? Pouquíssimas pessoas relatam experiências de fluxo vendo TV, por exemplo.
Mas fuja correndo da ansiedade e da apatia. Cuidado: metas absurdas não tem nada a ver com o fluxo, ao contrário, se o desafio for maior do que sua capacidade, por exemplo, você vai só se frustrar e adeus fluxo! Enganar o fluxo com atividades fáceis demais também não vale: você fica tão relaxada, tão relaxada que ...mergulha no tédio ou na apatia. “Um dia típico é cheio de ansiedade e tédio. As experiências de fluxo oferecem lampejos de vida intensa, contra esse fundo medíocre”, avalia o professor. Tente imaginar em que momento do seu dia, você se sente assim?
Qual é a sua paixão? Não dá para mergulhar inteiramente naquilo que está fazendo sem prazer. E aqui o prazer não nasce da vitória ou da realização. Ele nasce da própria experiência. Quando estamos em fluxo o tempo é eterno...Que tipo de coisa faz você perder a noção do tempo?
Tenha um objetivo. Se você não sabe o que quer ou onde quer chegar, dificilmente vai conseguir mergulhar no fluxo. Praticamente qualquer atividade pode favorecer este estado: jogar xadrez, tocar ou ouvir música, mexer no jardim, cozinhar, escrever e, claro, pintar um quadro, fazer uma cirurgia, ....Mas ter uma meta clara e definida é fundamental para o seu mergulho. Escolheu sua atividade favorita? Observe se ela não se encaixa nesta regrinha...
Ansiedade e incerteza são grandes inimigas do fluxo. Por isso o fluxo existe quando o feedback é imediato. Você sabe se a nota da música está errada, ou se a bola de tênis caiu na rede. Para estar completamente envolvida numa ação, você não pode ficar aflita pensando em qual deveria ser o resultado. Ganhando ou perdendo, acertando ou errando, o fluxo acontece quando você está inteiro na ação que realiza. Importante é competir? Sim, diria entusiasmado o professor. Mais ainda, importante é o mergulho, surfar na vida... quer coisa mais zen?

(fonte)

28.9.05

O Bolo

- Ah, é bolo?
- É. Sobrou do aniversário do meu filho ontem. Comprei ali naquela loja perto da escola dele. Quer um pedacinho?
- Não, obrigada.
- Então tá. Vou pegar uma fatia pra mim.
- Não como doces.
- É mesmo?
- É. Faz um mal danado.
- Para quem é diabético ou precisa perder uns quilinhos, sem dúvidas.
- Eu não como porque minha dieta é muito rigorosa. Tomo muito cuidado com que ponho na boca.
- É uma opção bem saudável.
- Por isso que eu detesto quando ficam insistindo pra eu provar doces.
- Faço idéia.
- Você já disse que não quer e a pessoa fica esticando o assunto.
- É.
- Fica ali tentando te empurrar o bolo. E aquele cheiro de chocolate entrando pelo seu nariz, o recheio de baba de moça escorrendo pelo prato, e a cobertura de brigadeiro ali emoldurando tudo... Quem é que ia querer? Eu não quero! Não adianta nem insistir.
- Pois é. Bom, já acabei... Vamos voltar para a sala?
- A gente acaba cedendo para não ser indelicada, né?
- Ah, sim.
- Corta um pedacinho pra mim, então.
- Hein!?
- Já que você insistiu tanto, vou provar um pouquinho.
- Ah... Claro.
- Ugh! Mas está doce demais! Olha só, vou comer mais um naco só para comprovar. Argh! Eu não disse? E também está ressecado. Quer ver? Está vendo esta garfada aqui? Vou colocar na boca e você vai notar a força que eu vou ter que fazer pra engolir? Viu só? E esse recheio? Isso é coisa de quem não sabe o que está fazendo. Faço muito melhor que isso. Põe mais um pedacinho aqui no meu prato pra eu te mostrar. Olha só! Veja o que acontece quando eu ponho na boca. Não derrete. Notou? Bom, agora vou ter que comer o resto todo que você colocou no meu prato porque detesto desperdício.
- Pronto? Podemos voltar para a sala?
- Será que dava pra embrulhar um pedaço para eu levar? É que quero mostrar pra mocinha que trabalha lá na casa da minha filha como um bolo não deve ficar. Você sabe, a minha filha ainda teima em comer doce e continua servindo bolo para o meu neto. Um absurdo! Faz um mal!
Nova ortografia

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta
de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e
ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas,
afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os
poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda
tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e
o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão
adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que
o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é
ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de
komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e
ekonômika.

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano,
kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til,
seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH"
pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras
como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber
komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera
uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera
preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe
o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera
atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O
governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de
desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que
akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke
os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum
tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já
vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a
eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum
do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau
ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os
karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta
de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os
paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com
o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas
palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio
das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e
enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U
ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele
vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di
interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem
ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o
pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.

Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua
açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri
çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti
todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us
publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u
prezidenti olia ço ki maravilia.

(Chegou por e-mail, não sei quem é o autor. Se você souber, conta pra mim.)
Frase do dia:

"Antes P-Sol do que mal acompanhado."
(Sílvio Lach)

27.9.05

Notícia triste


(foto tirada na festa de aniversário do Ricardo, no início deste mês)


Cumpro o doloroso dever de informar o falecimento do blogueiro amigo Cordeiro.
Ainda na casa dos quarenta, foi nocauteado por um enfarte fulminante.
Seu penúltimo post é um derramamento de carinho típico dele.
Estava tentando com Ricardo e outros amigos da época da faculdade agendar um encontro com a turma. Não deu tempo.
Estamos todos perplexos e já saudosos.
O sepultamento é daqui a pouco no São João Batista.
Dia de Cosme e Damião é aniversário de morte do meu pai.
O dia está cinza e tristemente chuvoso no Rio de Janeiro.

23.9.05

Ricardo, aquele moço que divide a vida comigo, acabou que abrir um site para mostrar as fotos que ele andou fazendo por aí. Juro que não é corujice de esposa: são lindas! Duvida? Tire a prova aqui.
COMO FALAR ALGUMAS FRASES DE MANEIRA INTELECTUAL
"Prosopopéia flácida para acalentar bovinos"
(Conversa mole pra boi dormir)

"Romper a face"
(Quebrar a cara)

"Creditar um primata"
(Pagar um mico)

"Inflar o volume da bolsa escrotal"
(Encher o saco)

"Impulsionar a extremidade do membro inferior contra a região glútea de
alguém"
(Dar um pé na bunda)

"Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de
uma das unidades de acampamento"
(Chutar o pau da barraca)

"Deglutir um batráquio"
(Engolir um sapo)

"Colocar o prolongamento caudal em meio aos membros inferiores"
(Meter o rabo entre as pernas)

"Derrubar com intenções mortais"
(Cair matando)

"Eximir de qualquer tipo de sorte"
(Azarar)

"Aplicar a contravenção do Dr. João, deficiente físico de um dos membros
superiores"
(Dar uma de João sem braço)

"Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira"
(Nem a pau)

"Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações
laringo-bucais"
(Nem que a vaca tussa)

"Sequer considerar a utilização de instrumentos metálicos derivados do
ferro"
(Nem ferrando)

"Derramar água pelo chão através do tombamento violento e premeditado de seu
recipiente"
(Chutar o balde)

"Podes retirar o pequeno equino da perturbação pluviométrica"
(Pode tirar o cavalinho da chuva)
OFICINA DE CURTA METRAGEM

Coordenadora:
Ricardo Rama Mathias dos Santos

Objetivo:
Com o número crescente de produções no cinema nacional e festivais de cinema, a “Oficina de Curta-metragem” vem para estimular a criação de novos talentos nessa área da comunicação audiovisual.

Programa:

• Linguagem cinematográfica (a história do cinema, enquadramentos, divisões de uma cena em seqüência, planos e takes);

• Criação e análise de roteiro, formatação do roteiro (Master Scene Script);

• Técnicas de produção (análise técnica e elaboração de projetos) direção e filmagem de um curta-metragem durante as aulas práticas;

• Teoria da montagem, edição e finalização.

Carga Horária:
40h

Investimento:
R$600,00 (2 parcelas de R$300,00)

Horário:
Segundas e Sextas, das 18h30min às 21h30min – aulas teóricas
Sábados, das 9h às 14h – aulas práticas


Mais Informações:
Telefone: 3325-2333
E-mail: extensaobarra@uva.br
Olá!

Tenho acompanhado as dúvidas sobre o referendo sobre o desarmamento. Muita gente expressando a preocupação quanto ao fato de obrigatoriedade de todos os cidadãos entregarem suas armas e não poderem defender suas residências.

Bom, é preciso entender que a lei que proibe o porte de arma, isto é, andar armado na rua, com exceção de situações autorizadas em que a pessoa comprove correr risco de vida, já está em vigor. Entretanto, ninguém é obrigado a entregar uma arma que já possua e que deseje manter em sua casa. Neste caso, é preciso atualizar o registro.

O que se vota no referendo é se o comércio legal de armas deve ou não ser abolido no país.

Informação é fundamental, pessoal! Ou a gente fica à mercê de textos sensacionalistas. Leia com atenção o texto abaixo, do ministério da justiça. Ele foi retirado de (http://www.mj.gov.br/seguranca/desarmamento.htm). Também é uma boa idéia conhecer a lei, na íntegra, sem intermediários em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm
Cidadania é informação, compartilhe com seus contatos!



Estatuto do Desarmamento

1. Quando entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento? E quando foi regulamentado?
A Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento, entrou em vigor no dia seguinte à sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi publicada no Diário Oficial da União. Portanto, começou a vigorar no dia 23 de dezembro de 2003.

O decreto que a regulamentou, nº 5.123 de 01/07/2004, foi publicado no Diário Oficial da União no dia 02 de julho de 2004, começando a vigorar naquela data.



2. Por que foi preciso regulamentar o estatuto? Como foi esse processo?
Porque alguns artigos não eram auto-aplicáveis, como por exemplo o teste psicotécnico para a aquisição e porte de armas de fogo, marcação de munição e indenização para quem entregar sua arma. O governo federal constituiu, então, uma comissão especial para elaborar o texto do decreto, pela portaria 388 de 04/02/2004, composta por técnicos dos ministérios da Justiça e da Defesa. Os trabalhos da comissão foram coordenados pela secretária de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Ivete Lund Viegas.

Esse trabalho esteve disponível nas páginas da internet desses ministérios, por 15 dias, com o objetivo de receber sugestões da população (consulta pública), além da audiência pública, realizada no auditório do MJ, e que contou com mais de 100 pessoas representativas dos vários segmentos da sociedade.

Após três meses e meio de discussões, no dia 20 de maio, a comissão entregou o texto proposto aos ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Defesa, José Viegas, em solenidade simbólica no Ministério da Justiça.


3. Quais são os principais pontos da nova lei?
Em regra, a lei proíbe o porte de armas por civis, com exceção para casos onde há ameaça à vida da pessoa;

O porte de arma terá duração previamente determinada, estará sujeita à demonstração de efetiva necessidade, a requisitos para a obtenção de registro;

O porte poderá ser cassado a qualquer tempo, principalmente se o portador for abordado com sua arma em estado de embriaguez ou sob efeito de drogas ou medicamentos que provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor;

As taxas cobradas para a emissão de autorização para porte e registro de armas de fogo foram aumentadas, de maneira a dissuadir o pedido de novas permissões. Para novo registro, renovação ou segunda via, a taxa é de R$ 300. Para a expedição de porte, renovação ou segunda via do mesmo, a taxa é de R$ 1 mil.

Em outubro de 2005, o governo promoverá um referendo popular para saber se a população concorda com a proibição da venda de arma de fogo e munição em todo o território nacional. Em caso de aprovação, a medida entrará em vigor na data de publicação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral.


4. Que órgão é responsável pelo registro da arma?
A Polícia Federal, se a arma for de uso permitido, e o Comando do Exército, se for de uso restrito. Não existe mais o registro estadual.


5. Qual a diferença entre registro e porte de arma?
O registro é o documento da arma, ele deverá conter todos os dados relativos à identificação da arma e de seu proprietário. Esses dados deverão ser cadastrados no Sinarm (Polícia Federal) ou no Sigma (Comando do Exército). O porte é a autorização para o proprietário andar armado.


6. Quem poderá andar armado no Brasil?
Somente poderão andar armados os responsáveis pela garantia da segurança pública, integrantes das Forças Armadas, policiais, agentes de inteligência e agentes de segurança privada. E civis com porte concedido pela Polícia Federal.


7. Quem pode comprar arma de fogo no Brasil?
Somente maiores de 25 anos poderão comprar arma de fogo. As pesquisas sobre vitimização na sociedade brasileira revelam que o número esmagador de perpetradores e vítimas de mortes ocorridas com o uso de arma de fogo é formado por homens jovens entre 17 e 24 anos. Em razão desta constatação empírica, a idade mínima para se adquirir e portar arma de fogo foi elevada de 21 para 25 anos.


8. Como o Estatuto trata o comércio ilegal e o tráfico internacional de arma de fogo?
Houve mudança significativa na legislação penal, que prevê penas mais específicas para condutas até então tratadas da mesma maneira, como o comércio ilegal e o tráfico internacional de armas, até então tipificadas como contrabando e descaminho. As penas para ambos os casos é de reclusão de quatro a oito anos e multa. Se a arma, acessório ou munição comercializada ilegalmente for de uso proibido ou restrito, a pena é aumentada da metade. Se o crime for cometido por integrante dos órgãos militares, policiais, agentes, guardas prisionais, segurança privada e de transporte de valores, ou por entidades desportistas, a pena também será aumentada da metade. Se a arma de fogo for de uso restrito, os crimes de posse ou porte ilegal, o comércio ilegal e o tráfico internacional são insuscetíveis de liberdade provisória, ou seja, o acusado não poderá responder o processo em liberdade.


9. Haverá um cadastro único de controle de armas de fogo?
Não. O que existirá é a integração entre o Sistema Nacional de Armas -Sinarm, gerido pela Polícia Federal, e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas – Sigma, do Comando do Exército. Isso permitirá ao Estado ter o controle de toda a vida da arma de fogo: desde o momento em que é produzida ou importada, se foi destinada às forças de segurança ou se foi posta à venda no varejo, para quem foi vendida e se aquele que a comprou mantém seu registro atualizado. Toda vez que uma arma ilegal for apreendida, o SINARM será capaz de rastrear o momento em que esta arma saiu da legalidade e iniciar as investigações para apurar eventuais responsabilidades pelo desvio.


10. O que acontecerá com as armas apreendidas ou entregues pela população?
Elas serão destruídas pelo Comando do Exército.



11. Como o cidadão que possui uma arma de fogo deverá proceder daqui para frente?
Os proprietários de armas de fogo registradas terão três anos, a partir da publicação da regulamentação, para renovar o registro, de acordo com os requisitos da nova lei.

Aqueles que possuem armas, mas não têm o registro, terão o prazo de 180 dias, a contar de 23 de junho de 2004 (Lei 10.884, de 17/06/04), para regularizar a situação perante a Polícia Federal, ou entregá-las. Nesse sentido, essas pessoas poderão ser indenizadas, se comprovada a boa-fé. As armas registradas poderão ser entregues a qualquer tempo e o Estado irá indenizar seus proprietários.


12. E quem quiser ficar com a arma de fogo, o que deverá fazer?
Registrá-la. E somente poderá tê-la sob sua posse no interior de sua residência.


13. Que requisitos são necessários para o cidadão registrar uma arma de fogo?
A nova lei determina que o interessado em manter uma arma de fogo em seu domicílio deverá declarar sua efetiva necessidade, apresentar certidões de antecedentes criminais, não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal, apresentar documento que comprove sua ocupação lícita e residência certa e comprovar sua capacidade técnica e aptidão psicológica para manuseio de arma. Apenas após a apresentação de todos esses requisitos, o interessado em comprar uma arma de fogo receberá do SINARM uma autorização para a compra. Tais medidas visam restringir a emissão de registro de arma apenas àqueles que apresentam todas as condições para manter uma arma sob sua responsabilidade em sua residência.


14. Os portes de armas existentes perdem a validade com a nova lei?
Os portes de arma de fogo já concedidos expiram em 90 dias, a contar do dia 23 de junho de 2004. Aquele que tenha a efetiva necessidade de renovar seu porte deverá encaminhar seu pedido nesse prazo à Polícia Federal e submeter-se às novas regras.


15. O que acontece com quem for pego armado sem o porte?
Será preso. O porte ilegal é crime inafiançável. Só pagará fiança quem for pego portando arma de fogo de uso permitido e esta estar registrada em seu nome. Se o porte ilegal de arma for de uso restrito, além de ser crime inafiançável, o réu não terá direito à liberdade provisória. O mesmo tratamento terá quem praticar o comércio ilegal e o tráfico internacional de arma de fogo.


16. Quem é o autor da Lei?
A nova legislação nasceu no Ministério da Justiça e tramitou por uma Comissão Especial Mista do Congresso Nacional, sempre sob a égide do consenso. A proposta inicial encaminhada às duas casas pelo Executivo teve seu espírito mantido no texto final aprovado no Senado. Além disso, o Plano Nacional de Segurança Pública, elaborado pelo instituto da Cidadania, prevê em seu último capítulo a necessidade de se estabelecer um controle de armas mais eficaz no país.

22.9.05

Se eu tivesse juízo, tomava um porre hoje.
(ficar imóvel quando se quer sair correndo e fugir) + (calar quando se quer berrar por socorro) + (engolir quando se quer vomitar) + (paralisar quando se quer socar e derrubar tudo em volta) = (inderal 40 mg) + (dilacoron 240 mg) + (allegra 180 mg) + (elocon) + (coristina) + (novalgina) + (nasopan)

20.9.05

Viciado em comida saudável? Cuidado!

13.9.05

Freak show

Eu consigo mexer as minhas orelhas sem tocá-las.

Eu já usei o cabelo curtinho e alisado, com o mesmo penteado da Lady Di.

Gosto de macarrão com farofa, mas só às vezes.

Tenho duas úvulas.

9.9.05

Rapidinhas

Quando eu crescer, vou ser igual àquelas pessoas que depois de malhar dizem que estão cheias de pique e muito bem dispostas. Nunca consegui evoluir o suficiente, mesmo depois de anos de atividade física, para algo além de muito cansaço.

No banheiro do shopping center um sinal dos tempos: ao invés de pornografia ou escatologia, propaganda dos cultos da Igreja Universal.

Só eu achei estranho Daiane dos Santos, Daniela Hipólito e as outras meninas da ginástica olímpica anunciando um produto chamado Piroxican?

2.9.05

Friday, September 2nd, 2005

Dear Mr. Bush:

Any idea where all our helicopters are? It's Day 5 of Hurricane Katrina and thousands remain stranded in New Orleans and need to be airlifted. Where on earth could you have misplaced all our military choppers? Do you need help finding them? I once lost my car in a Sears parking lot. Man, was that a drag.

Also, any idea where all our national guard soldiers are? We could really use them right now for the type of thing they signed up to do like helping with national disasters. How come they weren't there to begin with?

Last Thursday I was in south Florida and sat outside while the eye of Hurricane Katrina passed over my head. It was only a Category 1 then but it was pretty nasty. Eleven people died and, as of today, there were still homes without power. That night the weatherman said this storm was on its way to New Orleans. That was Thursday! Did anybody tell you? I know you didn't want to interrupt your vacation and I know how you don't like to get bad news. Plus, you had fundraisers to go to and mothers of dead soldiers to ignore and smear. You sure showed her!

I especially like how, the day after the hurricane, instead of flying to Louisiana, you flew to San Diego to party with your business peeps. Don't let people criticize you for this -- after all, the hurricane was over and what the heck could you do, put your finger in the dike?

And don't listen to those who, in the coming days, will reveal how you specifically reduced the Army Corps of Engineers' budget for New Orleans this summer for the third year in a row. You just tell them that even if you hadn't cut the money to fix those levees, there weren't going to be any Army engineers to fix them anyway because you had a much more important construction job for them -- BUILDING DEMOCRACY IN IRAQ!

On Day 3, when you finally left your vacation home, I have to say I was moved by how you had your Air Force One pilot descend from the clouds as you flew over New Orleans so you could catch a quick look of the disaster. Hey, I know you couldn't stop and grab a bullhorn and stand on some rubble and act like a commander in chief. Been there done that.

There will be those who will try to politicize this tragedy and try to use it against you. Just have your people keep pointing that out. Respond to nothing. Even those pesky scientists who predicted this would happen because the water in the Gulf of Mexico is getting hotter and hotter making a storm like this inevitable. Ignore them and all their global warming Chicken Littles. There is nothing unusual about a hurricane that was so wide it would be like having one F-4 tornado that stretched from New York to Cleveland.

No, Mr. Bush, you just stay the course. It's not your fault that 30 percent of New Orleans lives in poverty or that tens of thousands had no transportation to get out of town. C'mon, they're black! I mean, it's not like this happened to Kennebunkport. Can you imagine leaving white people on their roofs for five days? Don't make me laugh! Race has nothing -- NOTHING -- to do with this!

You hang in there, Mr. Bush. Just try to find a few of our Army helicopters and send them there. Pretend the people of New Orleans and the Gulf Coast are near Tikrit.

Yours,

Michael Moore
MMFlint@aol.com
www.MichaelMoore.com

P.S. That annoying mother, Cindy Sheehan, is no longer at your ranch. She and dozens of other relatives of the Iraqi War dead are now driving across the country, stopping in many cities along the way. Maybe you can catch up with them before they get to DC on September 21st.

1.9.05




Uma das únicas coisas que não têm limites nesse mundão de meu Deus é a estupidez humana. Todo mundo sabe que espinha é bicho que não se atiça. O melhor a fazer é aplicar aquele gelzinho milagroso e rezar para fazer efeito antes da grande festa que já está chegando. Pois é, as grandes borbulhas sempre decidem que a melhor época para fazerem morada no meu rosto é às vésperas dos festejos ansiosamente aguardados.

E então lá estávamos, a pústula e eu, nos encarando mutuamente através do espelho quando decido demonstrar que definitivamente pertenço à mesma raça que aqueles infelizes de Nova Orleans que saqueiam a cidade devastada e atiram nos helicópteros que vêm resgatar suas vítimas e tomo a mais idiota de todas as atitudes: espremo a dita cuja. E eis que o que era uma relativamente pequena vermelhidão, um discreto inchaço e um certo latejamento transformaram-se na tragédia que me acordou de dor no meio da madrugada.

Lancei mão da maior almofada da casa sob o travesseiro para tentar fazer o sangue descer da cabeça para o resto do corpo. Fiz compressa. Rezei para todos os santos com os quais possa ter ainda um mínimo de crédito. Tudo em vão. Vingança de espinha espremida é fogo.

Até daria para tirar onda de uma aplicação de botox mal feita, algo como a boca da Goldie Hawn em The First Wives Club, mas a falta de simetria denunciaria a farsa, já que a desgraça só se abateu sobre o lábio inferior. Penso agora em usar um approach mais ecologicamente correto, tipo caiapó style, sabe?

Porque por enquanto nada de Iracema lábios de mel para mim. Passei a remeter à imagem do Cacique Raoni.


(*)ilustração de Sérgio Macedo

29.8.05

Minha melancia e eu na Crônica do Dia

26.8.05

"Os grandes shows ocorrem quando a música cria um fluxo de energia palco-platéia que se retroalimenta e coloca todos naquele espaço dentro da mesma freqüência, vibrando junto em sincronicidade, numa espécie de transe coletivo. Isso é muito raro de ocorrer (tenho alguns casos inesquecíveis na cabeça), mas há uma condição sine qua non: som de boa qualidade e em volume alto." (Leia mais)
"Não foi o mundo que piorou. As coberturas jornalísticas melhoraram muito."
(Gilbert Keith Chesterton)

"Não tenho necessidade de outra fé além da fé que tenho na humanidade."
(Pearl S. Buck)

"São os sarcedotes que têm exigências, não os deuses."
(Stanislaw Lec)

"Os ciumentos encontram sempre mais do que aquilo que procuram."
(Madeleine de Scudéry)

"Simplicidade é fazer a viagem desta vida apenas com a bagagem suficiente."
(Charles Dudley Warner)

24.8.05

Riscar da lista de pendências adicionar os links listados abaixo aí do lado. Mas que falta de vergonha na cara, hein, dona Carla Cintia! Onde já se viu adiar o campartilhamento de coisas tão lindas?

Marianna Leporace
Clarisse Grova
Adryana BB
>Pequeno Desejo

Este último uma dica da preciosíssima Ligia.
Aquele que não sabe e sabe que não sabe é humilde - ajude-o;
aquele que sabe e não sabe que sabe está dormindo - acorde-o;
aquele que não sabe e pensa que sabe é ignorante - afaste-o;
aquele que sabe e sabe que sabe é sábio - siga-o.

23.8.05

"O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você."
(Mário Quintana)

"A vida não consiste em ter boas cartas na mão, mas sim em jogar bem com as cartas que se tem."

(Josh Billings)

"Viver é etcétera"
(João Guimarães Rosa)

"Pequenas coisas só afetam as mentes pequenas."
(Benjamin Disraeli)

"A vida é nossa para ser gasta, não para ser poupada."
(D. H. Lawrence)

19.8.05

Fomos assistir a uma peça (para a qual também ganhamos ingressos) em Ipanema, que eu achei bárbara e recomendo fortemente como diversão garantida e despretensiosa:

As Absorventes
de Marcelo Lino e Melise Maia
com Anja Bittencourt e Melise Maia
direção de Hélio Ribeiro.

Mais detalhes aqui, mas atenção porque, ao contrário do que é citado na crítica, agora elas estão no Teatro Cândido Mendes.

18.8.05

"Ter coragem diante de qualquer coisa na vida, essa é a base de tudo."
(Santa Teresa D'Ávila)

"Contruo, entre vácuos
Pequenos paraísos
Onde habito."

(Thereza Cristina Motta)

"Existe tanta coisa em cada coisa."
(Jorge Salomão)

"Você pode fingir ser sério; você não pode fingir ser espirituoso."
(Sacha Guitry)

"A única coisa certa do planejamento é que as coisas nunca ocorrem como foram planejadas."
(Lúcio Costa)
Crônica pouco original do medo
(Antônio Torres)




Nada de pânico. Embora o horizonte continue sombrio e o estado da atmosfera indique que ainda não atravessamos as zonas de turbulência, este país não pode ser considerado uma nau sem rumo. Ao longo dos seus 505 anos de navegações, já deve ter aprendido a se proteger das tempestades e a se defender dos ataques dos flibusteiros.
No entanto, isto não nos torna refratários ao mais humano dos sentimentos: o do medo. E não estou me referindo aos sobressaltos do cotidiano. Mas aos papos nas filas dos bancos, dos motoristas de táxis e na boca do caixa da mercearia ali na esquina:

- Estamos precisando de um novo marechal Castelo Branco, para fechar logo este Congresso!

- Vira essa boca pra lá, homem!

- Mas para que serve essa democracia? Para fazer a gente eleger ladrão? Pra mim, chega. Nunca mais voto em ninguém.

- Nunca mais é o PT! Nunca mais é o Lula!

- Impeachment! Impeachment!

Neste exato momento, há no ar sinais tão preocupantes quanto o perigo das balas a esmo, dos assaltos à mão armada, de um ou outro laivo de saudosismo da ditadura militar. Incorpora-se a esta lista a confiança perdida neste governo, a um ano e meio do seu fim, o que faz com que as raposas oposicionistas saiam de suas selvas de dentes arreganhados. Por conveniências eleitorais, porém, estão dando um tempo. Mas atenção. Nesse mato não tem só flores cheirosas, não é o que estamos vendo, diante das câmeras?

Alguns Zés ali da esquina estão com medo do que os raposões possam vir a aprontar. E ponderam: que o chefe da nação assuma o leme para o barco não ficar à deriva. Depois de cumprida a sua missão (ainda falta um ano e meio, ufa!), que tal procurar outra ocupação, como qualquer um de nós, ao perder o emprego? Seja qual for o destino que tiver, com certeza será melhor do que o dos milhões de brasileiros que acreditaram nas suas promessas de esperança. Certo. Ao deixar o comando, perderá o seu atual cartão de crédito. Em compensação, sairá dessa sem precisar entrar nas filas dos programas assistenciais, como o Fome Zero.

Para baixar o tom editorializante até aqui, mas sem fugir do assunto, recorro a uns versos de O poema pouco original do medo, do português Alexandre O'Neill. Embora escrito em outra circunstância histórica - a ferrenha era do salazarismo -, a sua essência confere-lhe atualidade, como veremos:

''O medo vai ter tudo/ pernas/ ambulâncias/ e o luxo blindado de alguns automóveis./ Vai ter enredos quase inocentes/ ouvidos não só nas paredes/ mas também no chão/ no teto/ no murmúrio dos esgotos/ e talvez até (cautela!)/ ouvidos nos teus ouvidos./ O medo vai ter tudo./ Milagres/ cortejos/ frases corajosas/ congressos muitos/ ótimos empregos/ projetos altamente porcos/ heróis (o medo vai ter heróis!)/ a tua voz talvez/ talvez a minha/ com certeza a deles./ Vai ter suspeitas como toda a gente... (Penso no que o medo vai ter/ e tenho medo/ que é justamente/ o que o medo quer.)''

Assino embaixo. Digo, lá em cima.

(fonte)
Texto que chegou anônimo por e-mail e mesmo anônimo segue, porque merece ser divulgado:


O Brasil está envolvido numa das piores crises da sua história, sim.

O mar de lama está grande, sim.

O PT está infestado de corruptos, sim, que devem ser punidos, sim, mas...

...sentir saudades de FHC, dos tucanos, do PFL e de toda essa corja que governou o Brasil até 31/12/2002? Aí já é demais.

É engraçado como antigamente todos os processos contra o FHC eram arquivados pelo PGR, se não me engano Geraldo Brindeiro era o Homem Engavetador. Era ali que as CPI's viravam pizza.

É engraçado como a Polícia Federal não fazia quase nenhuma operação, pois era impedida pela cúpula do governo FHC.

É engraçado como o Jader Barbalho, mesmo após alguns escândalos ligados ao Banco da Amazônia e o escândalo das pererecas da sua mulher (ahn... digamos "rãs" da sua mulher), foi indicado para a presidência do Senado por duas vezes pelo FHC.

É engraçado como a Roseana Sarney deu 1/2 dúzia de desculpas diferentes para a origem dos milhões de reais que estavam no cofre da empresa Lumus (era assim mesmo o nome? Enfim, empresa de seu marido Jorge Murad) e ninguém falou nada, nem CPI aconteceu.

É engraçado como o FHC comprou dezenas de votos para garantir sua reeleição por R$ 200.000,00 cada... e a CPI foi mais uma vez engavetada.

É engraçado como, por ordem do FMI, o FHC enxugou e quase aniquilou o funcionalismo público durante os oito anos em que esteve no poder, sem um realzinho sequer de aumento, e ninguém fala nada.

É engraçado como o governo dizia não ter dinheiro para o aumento do funcionalismo, mas emprestava milhões para salvar os banqueiros - lembram do PROER? Do Cacciola, que está na Itália?

É engraçado como o FHC liquidou todas as nossas empresas estatais com a desculpa de pagar a dívida pública e, além de não pagar, deixou que a dita quintuplicasse... E só não conseguiu liquidar o Brasil de vez com a ALCA porque não ganhou a eleição.

É engraçado como todos reclamam dos reajustes das contas de luz e telefone de hoje em dia e se esquecem de que quem deixou que os reajustes fossem feitos pelo maior índice existente (o da FGV) foi o FHC.

E isso tudo é engraçado?

Não. Não é, não. É... TRÁGICO. É trágico ter como oposição partidos e pessoas como PFL, PSDB, PPB, ACM Neto, Michel Temer, Rodrigo Maia, Roberto Jefferson. Esses que posam agora de fiéis escudeiros da população, marco da honestidade e da moral!

E o pior de tudo é ver que realmente a população tem memória fraca. Aliás, nem memória tem, porque esses fatos aconteceram há poucos anos.

Só para refrescar a memória dos manés de plantão:

- fraude no painel do senado;
- compra de votos para reeleição;
- PROER (ajuda a bancos que deviam para o governo);
- SIVAN;
- liquidação das empresas estatais (privatizações);
- Banestado;
- Banco Marka (Cacciola);
- Fonte Sindam;
- engavetamento de diversos processos etc etc etc...
'Tá bom ou querem mais?

AVISO: Roberto Jefferson não é herói. Ele fez um bem ao Brasil ao denunciar toda a sujeira, mas isso não o isenta de sua história de corrupção, roubos e esquemas.

Parece que o PFL, o PSDB e a turma de FHC fizeram "reconstrução de hímen": são todos virgens de ladroagem agora!

Não se enganem. Não votem nesses canalhas por causa da desilusão com o governo petista.

Lutem pela mudança, pela expurgação desses cânceres que há séculos estão entranhados na nossa política. Não façam voltar ao poder as mesmas raposas velhas que têm uma contribuição muito maior que o PT para o lamaçal que há muito tempo tomou conta do país.

E lutemos todos pelo fim da impunidade, não importa se o corrupto joga pela direita ou pela esquerda. Ele tem de ser expulso desse jogo.

Não se esqueçam disso!!!!!!!

15.8.05

"A maior parte das pessoas é tão feliz quanto resolve ser."
(Abraham Lincoln)

"Quando um homem se vende quase sempre vale menos do que recebeu."
(Barão de Itararé)

"Aquele no qual todos, em toda parte, sempre acreditam, tem todas as possibilidades de ser falso."
(Paul Valléry)

"Pratique uma alimentação saudável: coma sempre homens de fibra."
(Anônimo)

"A inteligência é uma espécie de paladar que son dá a capacidade de saborear idéias."
(Susan Sontag)

12.8.05

"Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."
(Provérbio árabe)

"O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça."
(Coco Chanel)

"É mais fácil amar a humanidade inteira do que amar o seu vizinho."
(Eric Hoffer)

"O que me assusta não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos bons."
(Benjamin Frankilin)

"Coragem é a resistência ao medo, o domínio do medo - não a ausência do medo."
(Mark Twain)
Do you speak English?

9.8.05



“Zungu”
Fernando Martins


Pianista do renomado quinteto de Victor Assis Brasil, com trabalhos em parceria com Hélio Delmiro, Maurício Einhorn e Rildo Hora, Fernando Martins lança seu segundo CD solo no Brasil. Em formação de quarteto, com o talentoso e lírico saxofonista francês Idriss Boudrioua, o baterista Kléberson Caetano e o craque Luís Alves no contrabaixo, Fernando traz no repertório, entre outras pérolas, “Alegria de Viver” de Luís Eça, “Refém da Solidão” de Baden Powell e P.C.Pinheiro e um arranjo inovador e instigante para “A Rã” de João Donato.


Shows de Lançamento

10/08 - 19:00h - FNAC Barra Shopping - Entrada Franca

17/08 - 20:00h - Armazém Digital - Entrada Franca

24/08 - 19:00h - Quartas Instrumentais - Centro Cultural Justiça Federal - Ingresso R$10,00
"Um santo é um pecador morto, revisto e corrigido."
(Ambrose Bierce)

"Se você se sente só é porque construiu muro em vez de pontes."
(Anônimo)

"Poucos são os que nunca tiveram uma oportunidade de alcançar a felicidade - e menos ainda os que aproveitaram esta oportunidade."
(André Maurois)

"Sonho que se sonha junto é realidade."

(Raul Seixas)

"Não julgue as pessoas pelas amizades. Judas, por exemplo, tinha amigos exemplares..."

(Anônimo)
O Planeta Vermelho está em vias de se tornar espetacular!

Neste mês e no próximo a Terra e Marte se aproximam num encontro que culminará com a maior aproximação entre os dois planetas registrada na história.

A próxima vez que Marte poderá eventualmente chegar tão perto de nós será no ano 2287. Devido à maneira como a gravidade de Júpiter arrasta Marte e perturba a sua órbita, os astrônomos estão seguros de que Marte não chegou tão perto da Terra nos últimos 5000 anos, e pode bem ser que leve 60000 anos para que aconteça de novo.

O encontro culminará no dia 27 de agosto, quando Marte estará à cerca de 56 milhões de quilômetros da Terra e será o astro mais brilhante no firmamento depois da lua. Atingirá a magnitude de -2,9 e parecerá ter uma largura de 25,11 segundos. Com uma modesta ampliação de 75 vezes, Marte parecerá tão grande quanto a lua a olho nu.

Será fácil identificar Marte: no começo de Agosto ele "nascerá" no leste às 22 horas e atingirá o seu azimute por volta das 3 horas da manhã.

Lá pelo fim de agosto, quando os dois planetas estiverem mais próximos um do outro, Marte "nascerá" ao anoitecer e atingirá seu ponto mais alto por volta de 30 minutos depois da meia noite.

Será muito interessante ver algo que nenhum ser humano jamais viu até hoje na história da humanidade conhecida. Por isso, marque o seu calendário e não se esqueça de olhar no início do mês: Marte se tornará progressivamente mais brilhante durante o mês de agosto.

Diga aos seus parentes e amigos, particularmente aos seus filhos e netos.

E lembre-se:

Nenhuma pessoa viva, hoje, verá esse espetáculo novamente!!!

8.8.05

"Há coisas que são tão sérias que você tem que rir delas."
(Niels Bohr)

"Toda vez que um justo grita
Um carrasco vem calar"

(Cecília Meireles)

"Que falem mal de alguém é espantoso, porém há uma coisa pior: que não falem."
(Oscar Wilde)

"Vim para quebrar os relógios deste tempo que insiste em dar voltas sobre ele mesmo."
(Moacyr Félix)

"A melhor maneira de se preparar para a vida é começar a viver."
(Elbert Hubbard)
PELOS DIREITOS HUMANOS
PELA DEMOCRACIA
PELA IGUALDADE E JUSTIÇA,

Assinem a petição pelo casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Aqui!
Novas dicas. Desta vez, especial para mulheres e seus parceiros: TPM e menopausa.
Rosa de Hiroshima
(Vinícius de Moraes)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas,
Pensem nas meninas
Cegas inexatas,
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas,
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas.

Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa, da rosa!

Da rosa de Hiroshima,
A rosa hereditária,
A rosa radioativa
Estúpida e inválida,
A rosa com cirrose,
A anti-rosa atômica.
Sem cor, sem perfume,
Sem rosa, sem nada

7.8.05

"Algo de lúdico certamente há nessas obras, quer quando vemos o modo de articulação cromática e espacial das esculturas, quer quando imaginamos sua 'execução'. Mas há nestes trabalhos recentes uma vontade de estruturação da forma e, um caráter adicional, uma 'civilidade' que vão muito além do lúdico, resultado de uma atitude que privilegia a reflexão antes de tudo."

(Reynaldo Roels Jr., maio de 2005)

A exposição da Carli Portella, "Quase Pintura", continua na Galeria 90 até o dia 20. Carli expõe 18 obras nas quais apresenta diversas técnicas. Quase Pintura utiliza colagem, desenho e recorte em tinta acrílica sobre papel de diversas texturas e formatos. Eu já fui conferir e amei.

Quase Pintura
Carli Portella
Galeria 90

Rua Marquês de São Vicente, 90 101 B
Gávea - Rio de Janeiro - RJ
de segunda a sexta, das 14h às 19h;
sábado, das 12h às 17h

3.8.05

Pois é, dona Eliane, faz parte do meu "jeitinho" atender a uma pendência quando já estão achando que eu dei chabu. Felizmente também às vezes responde e-mails antes do emissor apertar o send. Tudo uma questão de momento. Vai entender esta louca aqui, né? Ainda bem que com a gente não tem disso. A gente se afina mesmo quando desafina.


Cinema é a maior diversão

1) Qual o seu filme favorito?

Muitos. Tantos. Entre os mais recentes: Mulholland Drive, Dogville, Antes do Pôr-do Sol, Matrix (só o primeiro), Magnolia...

2) Qual o último DVD que você comprou?

Nunca compro DVD pra mim. Não sou muito de rever, mesmo os que gosto muito. São pouquíssimas as exceções: A Fantástica Fábrica de Chocolate, Bonequinha de Luxo, Dirty Dancing (pela nostalgia da adolescência)... O último que comprei foi para presentear. Foi o show do Hendrix em Woodstock.

3) Quais os 5 últimos filmes que você viu?

1- Papai Noel às Avessas (em DVD)
2- A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005)
3- Sideways (em DVD)
4- Em Boa Companhia
5- Quarteto Fantástico

4) Qual o melhor filme brasileiro de todos os tempos?

Central do Brasil

5) Qual o seu diretor/ator/atriz e o seu gênero favoritos?

Diretor: Woody Allen, David Lynch, Pedro Almodóvar, Walter Salles, Jorge Furtado...
Ator: Muitos. Sean Penn, Tim Robbins, José Dumont...
Atriz: Muitas. Atualmente ando adorando observar a Scarlett Johansson...
Gêneros: Quase tudo o que não explore violência como filão.

6. Escolha 5 pessoas para passar a corrente…

Ricardo
Pedro
Marcelo
Lu
Carol

26.7.05

Afinal, o que é a inveja?:: Bel Cesar ::
A inveja é um sentimento intrigante. Apesar de todos nós o experimentarmos, ninguém gosta de reconhecer quando o está sentindo. Afinal, é um sentimento controverso: indica que algo positivo desperta algo negativo. Vamos imaginar uma conversa entre pessoas que estão “jogando papo fora”. Do nada, alguém começar a falar das coisas boas que estão lhe acontecendo. Quantos rostos e mentes diferentes surgem naquele momento! Poucos expressam interesse real e se regozijam com sinceridade. A maioria irá sentir inveja, mesmo que não se dê conta...Alguns expressam sua inveja com brincadeiras de “mau gosto”. Outros, calados, costumam pensar: “Como ele é exibido e gosta de contar vantagem!”. Já aqueles que não conseguem conter o ardor da inveja a queimar o seu interior, passam a criticá-lo, com a intenção de depreciar abertamente a sua boa sorte. Há ainda aqueles que passam a dar conselhos para ajudar aquela pessoa de sucesso a garantir o seu triunfo. O clima pesa, pois não há mais empatia entre as pessoas. Provavelmente, muda-se de assunto. Pois a essa altura da conversa todos estão sofrendo: quem contou sente-se só e arrependido. Quem escutou, agora sente-se incomodado, inquieto e talvez nem saiba porquê. A inveja é destrutiva, tanto para quem a sente quanto para quem a recebe. Quem já não vivenciou um mal-entendido quando alguém resolveu dar boas notícias!O senso comum concorda que é melhor se precaver: “Inveja traz mau-olhado. Quando estamos vivendo uma situação muito boa é melhor calar”.Olho-gordo é um nome popular para a inveja. Pois quando o invejado toma para si as projeções negativas do invejoso, acaba por concretizá-las. O tema que evoca a inveja é sempre alguma coisa que poderia revelar o que está faltando na personalidade daquele que a sente. É como se o invejoso falasse em voz alta algo que o invejado não gostaria que jamais viesse à tona. Neste sentido, para não se deixar contaminar pelo veneno do invejoso, o invejado deve observar com honestidade sua reação frente ao ataque do invejoso. Se ele estiver livre das questões expostas pelo invejoso, sua clareza de intenção irá protegê-lo do possível ataque do “olho-gordo”. Quando somos criticados por avaliações contaminadas pela inveja, podemos nos sentir injustiçados e vulneráveis frente ao ataque externo. Neste momento, é bom lembrar que é praticamente impossível ser compreendido por todos, assim como é inviável agradar a gregos e troianos. O importante é mantermos o foco em nossas metas para não nos contaminarmos pela inveja alheia, pois ela sempre estará presente, de uma forma ou de outra. A inveja surge do sentimento de que somos incapazes de viver nossos próprios sonhos, de alcançar nossas metas e realizarmo-nos. Por isso, o exemplo daqueles que realizaram algo nos faz lembrar aquilo que não fomos capazes de fazer. No entanto, muitas vezes a sensação de incapacidade, a matriz da inveja, deve-se à escolha inadequada de metas, como desejar algo que não está ao nosso alcance. Em geral, costumamos não valorizar as coisas que já realizamos e assim cultivamos a sensação de desvalia sem nos darmos conta de nosso próprio valor. Neste sentido, a inveja consome o invejoso, porque o faz dar valor apenas ao que está além de seu alcance.A inveja é um dos sentimentos mais difíceis de serem aceitos pelo ser humano, pois na maioria das vezes é inconsciente. Isto ocorre porque ela se forma muito cedo em nossa vida. A inveja surge nos primeiros meses de vida na relação com quem nos alimenta! Quando queremos mais alimento e não temos, não toleramos a frustração, ficamos com raiva de quem tem o alimento. Com inveja dele, queremos destruí-lo. Como podemos constatar, a inveja é um sentimento primitivo, pouco elaborado. Ela está baseada no sentimento de inferioridade, adquirido pela comparação que se faz com outra pessoa em algum aspecto específico.Assim como escreve Elisa Cintra em Melanie Klein Estilo e Pensamento (Ed. Escuta): “`Quem desdenha quer comprar´, diz o ditado: a inveja é quase sempre detectável na vida cotidiana por esse trabalho de desvalorização do outro, o que também foi narrado pela fábula da raposa e das uvas. Impossibilitada de ter acesso às uvas, a raposa começou a tecer considerações sobre a falta de valor dos frutos, o fato de estarem verdes... A inveja dirigiu-se aos frutos, isto é, à criatividade da árvore, àquilo que ela pode oferecer e criar. A idéia de `frutos´permite que se lembre a inveja da obra do outro, de suas idéias, de seu trabalho e de sua capacidade de criar obras de arte ou científicas. Entretanto, a inveja vai mais longe: além de depreciar os frutos, ela tenta diminuir o prazer da própria situação de gratificação, como na expressão popular `não dar o braço a torcer´, admitir o poder do outro”.As impressões registradas no psiquismo durante os primeiros meses de vida são de grande relevância para o desenvolvimento posterior. Quando a criança não consegue sentir que é capaz de modificar seu ambiente (quem a alimenta), fica com um sentimento "eterno" de impotência: um sentimento profundo de inadequação e insuficiência. Esta é a base da inveja: supervalorizar os outros (que podem, segundo a fantasia do invejoso, fazer tudo) e esvaziar a si mesmo (que é inferior porque não pode fazer nada). Assim, nasce o desejo de esvaziar o outro para que tudo fique igual e ele não fique só. Segundo o psicanalista Mário Quilici, a inveja dá-se em quatro fases especificas:1- Primeiramente, o indivíduo olha um objeto, situação ou um traço de alguém que imediatamente admira. Compreende a importância daquele traço para ele. Ou seja, vê, admira e deseja. 2- No momento seguinte, faz uma comparação entre o que o outro tem e o que o indivíduo não tem. Ele toma consciência de uma falta sua porque já discrimina. Aqui o processo cognitivo é importante. 3- Aí se dá o terceiro momento da inveja, que é a percepção - e ao mesmo tempo a vergonha - de uma falta nele do que foi admirado (e valorizado) no outro. Surge aí, também, a constatação de que aquilo que desejou, é impossível de ser obtido por ele. 4- Logo estamos na quarta e última fase: A inveja é disparada pela percepção de uma falta no indivíduo. Essa insuficiência faz com que ataque e conseqüentemente espolie o objeto invejado para fazer desaparecer a diferença que foi percebida. Numa luta secreta e constante, aquele que se sente insuficiente tenta esconder sua vergonha de ser incapaz. Assim, procurando evitar qualquer situação que o faça sentir mais humilhado, ele ataca antes de ser atacado. Isto é, ele compete sozinho. A competição é um hábito do invejoso, pois ele tem dificuldade de receber ajuda, fazer junto e cooperar. O invejoso sente tem até mesmo dificuldade de receber presentes, pois ele teme qualquer situação que revele sua auto-imagem de carência e necessidade. Por isso, quando os recebe, procura sempre retribuí-los logo. Muitas vezes, a dificuldade de delegar tarefas também pode estar relacionada à inveja.A inveja impossibilita o sentimento de gratidão. Isso ocorre porque o invejoso é incapaz de sentir que o outro lhe dá algo de bom grado e sim, o faz por necessidade de humilhar o invejoso.O Novo Dicionário Aurélio explica: “Inveja é o desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Um desejo violento de possuir o bem alheio”. Já o Dicionário de Psicologia Dorsch esclarece: “A inveja pertence aos sentimentos intencionais. É uma insatisfação, o aborrecimento com a alegria do outro”. Portanto, aquilo que é invejável é encarado como algo de muito valor.Se prestarmos atenção às qualidades do objeto, pessoa ou situação pela qual sentimos inveja, poderemos compreender melhor o que nos sentimos incapazes de conquistar. Neste sentido, a inveja é um espelho que revela uma parte de quem somos, onde estamos e para onde queremos ir. Saber para onde queremos ir é a condição básica para sair da imobilidade. Por isso, se aprendermos a reconhecer os padrões emocionais que sustentam nossa inveja poderemos torná-la um método eficiente para diagnosticar nossas faltas. Desta forma, poderemos transformar a inveja numa força inspiradora de conscientização, no lugar de um sentimento apenas desagradável. Reconhecer para onde queremos ir é em um estímulo para tomarmos uma atitude proativa diante de nossas dificuldades. Talvez não possamos modificar nada ao nosso redor. Mas se pararmos para aprender com nossos sentimentos negativos, poderemos mudar a nossa atitude mental e atrair o novo para nossa vida. Thomas Moore faz um comentário interessante em seu livro Cuide de sua alma (Ed. Siciliano): “Por um lado, a inveja é o desejo por alguma coisa, e por outro, é uma resistência ante o que o coração realmente quer. Mas inveja, desejo e abnegação trabalham juntos para criar um senso característico de frustração e de obsessão. Apesar de a inveja ter um ar masoquista - a pessoa invejosa acha que é uma vítima de má sorte -, ela também envolve forte vontade na forma de resistência ao destino e ao caráter. Quando invejosa, a pessoa torna cega a sua própria natureza. [...] O verdadeiro problema da inveja não é a capacidade do indivíduo viver bem, é a sua capacidade de não viver bem”.

-----------------------------------------------------------------
Tolo é aquele que naufragou seus navios duas vezes e continua culpando o mar.
Publilius Syrus (século I a.C.)
-----------------------------------------------------------------

(enviado por Lilia)
Aldir Blanc - Rua dos Artistas:
Varejeiras na sopa




O deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE) expectorou, na CPI dos Correios, em tom mucho surpreso:
- Nós falamos em milhões como se falássemos de trocados...

É verdade, deputado. Vossa Excelência tem razão. Como político profissional, deveria estar acostumado ao fenômeno (não confundir com o Ronaldo). No textículo abaixo, fornecerei alguns subsídios à perplexidade de Vossa Excelência.

O amigo e leitor Isaac Goldenberg respondeu a meu pedido de ajuda lançado em crônica passada. Recebi um suculento e-mail que, certamente, será de utilidade pra alcatéia que gosta de carniça fresca e omite o que lhe convém. Vamos ver alguns milhões que viraram trocados, deputado Sérgio Guerra:

1. Sivam - O tal Sistema de Vigilância da Amazônia, que derrubou ministros e assessores presidenciais de FHC I e II. Cifra estimada do contrato, entre outras denúncias de corrupção e tráfico de influências: US$ 1,4 bilhão!

2. Com o Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer), tucanagens de FHC I e II beneficiaram com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico, para favorecer o aliado ACM, vulgo Malvadeza. Hoje já temos até o Malvadinho atuando na CPI dos Correios.

3. Precatórios - Mutreta com pagamentos de títulos no DNER (Departamento de Estradas de Rodagem). Prejuízo estimado: R$ 3 bilhões.

4. Compra de votos - Essa foi muito bacaninha, deputado Sérgio Guerra, porque mostra a diferença entre mensalão do PT e mesadão das elites. Aqueles que votaram a favor dos projetos de governo de FHC I e II teriam recebido R$ 200 mil (cada um, claro). O pedido de uma CPI foi afundado pelos dignos parlamentares governistas.

5. Socorro nas coxas aos bancos Marka e FonteCidam - Rombo no bolso da galera em torno de R$ 1,6 bilhão. Tem até banqueiro foragido. Pra variar e ficar igual, proposta de criação de uma CPI foi arquivada pela bancada governista.

6. Apoio à Previ, caixa de previdência do Banco do Brasil, pra uma mãozinha - grande - ao consórcio do Banco Opportunity. Um dos donos do banco era o tucano Pérsio Arida. A negociata envolvia a Telebrás, o BNDES, o então ministro das Comunicações, Luis Carlos Mendonça de Barros etc., etc. Valor estimado da cartada: R$ 24 bilhões. CPI evitada.

7. Denúncia em torno da grande figura tucana Eduardo Jorge, secretário geral da Presidência de FHC - esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT/SP; lobbies para favorecer empresas de informática; uso dos fundos de pensão nas privatizações.

8. O procurador-geral da República da época, Dr. Geraldo Brindeiro, foi batizado de ''Engavetador Geral''. Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e 217 arquivados. Envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e, em quatro deles, o próprio FHC I I e II.

Não apuraram lhufas. De nada, deputado Sérgio Guerra. Disponha sempre.


***
Neto redime, lava a alma. Vejam que maravilha a tirada do meu caçula, o Vinícius:

- Vô, é verdade que o Garotinho chamou o PT de ''Partido da Boquinha''?

- Acho que sim.

- Pô, como é que um sujeito com aquela boquinha pode falar mal da boquinha dos outros?!?

(fonte)
Um novo agosto com outros fortunatos
(Por Frédi Vasconcelos*)


A Rede Globo muda o enfoque da crise. A cobertura, até então "econômica", passa a dedicar mais de 10, 15 minutos por dia de cada telejornal à crise do PT. Diferente de outros veículos de comunicação, como a Folha de S.Paulo, o Estado, Veja e TV Bandeirantes que sempre foram claros de que lado estavam, agora a TV Globo também assume o discurso da "moralidade".
Quem conhece a história do Brasil e sabe como golpes são articulados que ponha seu cachecol e enfrente o frio e as desgraças de agosto.
Se falar em golpe parece exagero, vamos à tática. Bate-se nos partidos aliados, no partido do presidente, em ministros próximos. Todos caem, por suas próprias culpas ou não, em ritos sumários. As cabeças na guilhotina para saciar a sede de sangue.
Depois, como num passe de mágica, o foco é o próprio presidente . Dá-lhe Jornal Nacional e
Veja na mesma semana insistindo que ele sabia de tudo e que o dinheiro público foi usado
para financiar o partido.
Falta ainda o cadáver ou as manifestações de rua, as senhoras católicas em defesa da moralidade. Em breve, senhoras e senhores da Daslu pregarão limpeza ética, em nome dos seus "bons negócios".
Depois da morte do PT o país será melhor. Toda a corrupção acabará e nosso
servilismo à pátria mãe América voltará a ser com dantes, na terra de FHC Abrantes... Todos
dormirão em paz no país mais injusto no mundo.
Esse grito não terá efeito. Os donos do poder já decidiram e contaram com a ajuda de diversos idiotas e corruptos no PT e no governo. Mas mais uma vez tenta-se prender Gregório Fortunato para derrubar Getúlio, ninguém de verdade preocupado com o crime.
E bastam pequenas comparações. Peguem os 90, 100 milhões de reais dos quais
idiotas petistas teriam se servido para aumentar seu poder. Mesmo assim não dá nada por cento
de comissão dos mais de 100 bilhões movimentados nas privatizações. E nada perto dos R$ 800
bilhões (bi com B) que o governo anterior aumentou na dívida pública, deixando o país de quatro para o FMI e refém dos desígnios de Bush e Clinton e qualquer um que pela Casa Branca passar. Se quiserem comparar com outro, tudo que se diz que esses espúrios petistas fizeram é um quinto do que foi achado em só uma das contas da família Maluf.
Mas não importa. Roubou, cadeia. Agora, fazer com que o ladrão de galinha redima a roubalheira geral é patifaria pura. As elites nojentas não têm dignidade moral para exigir nada. São eles que fizeram o Brasil ser o rei da injustiça social. São eles que roubam a maioria desde sempre. Daqui um tempo, derrubado Lula, por que eles, junto com certos
intelectuais de carteirinha suja do organismo golpista-institucional e com seus aparelhos midiáticos fizeram esses serviço.
Talvez descubram que o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John
Danilovich, amigo pessoal de Bush, não esteja aqui só de passagem, como não estava Lincoln
Gordon, que ajudou a arquitetar o golpe de 1964. Danilovich, indicado para suceder uma
embaixadora reconhecidamente democrata e com boas relações no governo Lula, trouxe em
suas grandes malas muitos agentes da CIA, o que foi declarado na ajuda para realizar as
investigações da morte de Dorothy Stang. Aliás, por coincidência, antes mesmo de apresentar
suas credencias ao atual governo, o tal Danilovich foi a um encontro com FHC Abrantes, em 3 de agosto de 2004, no instituto fundado pelo ex-presidente com contribuição milionária de
empresários. Aliás, dinheiro absolutamente insuspeito.
O mesmo FHC Abrantes que declara pouco meses antes das denúncias de Jefferson que não seria mais candidato a presidente, "a não ser em caso de crise".
Podem ser só coincidências e Danilovich não ter nada a ver com Lincoln Gordon; Roberto Jefferson não possuir nenhum parentesco com o Cabo Anselmo, o agente que se
infiltrou entr e os comunistas nos meios militares próximos a 64 para depois entregá-los; e nem Arthur Virgilio ter a mesma verve de Carlos Lacerda, mas que o roteiro atual parecece o de um filme antigo, parece.
Agora, que se danem os fortunatos. Lula não foi eleito por eles. E não se pode aceitar que as dasluzetes de hoje, reedição das senhoras católicas, derrotem um projeto popular. Todos devem se preparar para um outro agosto.

* Frédi Vasconcelos é jornalista e colaborador da Fórum e não recebeu nenhum mensalão.



Essa publicação é de responsabilidade de Publisher Brasil Editora e Publicidade Ltda.
Todos os direitos reservados. Os textos contidos neste sítio podem ser reproduzidos, desde que citada a fonte. Publisher Brasil 2003

20.7.05

Sinto como se a velocidade dos meus dias loucos e corridos fosse tão alta que eu já não tocasse no chão. Sinto falta do chão, mas quero voar.

Às vésperas de uma grande alegria, no day after de divertido encontro, trabalhos entregues e deadlines. A festa de ver o filho crescendo e se desenvolvendo e a saudade do meu bebê. Alguém morre, recebo a notícia de um nascimento. Rompantes, rompimento, amor, afago. E tudo. E muito.

E tem vezes que me vem uma surpresa, um sentimento quase incontido de gozo e nem sei bem por quê. Apenas a sensação e nada de motivo. Fico olhando dentro de mim, bem quietinha, já que careço conhecer pessoa que aprecie tais esquisitices sem olhar desconfiado... Sempre sou eu lá no fundo, mesmo não tendo nada da menina que fui. Ela pariu a fórceps o que sou hoje e foi um processo longo, no qual aos poucos foi extinguindo-se. Um dia, já não estava mais lá. Agora só eu e meu júbilo solitário. É feio dançar sem par, cantar e incomodar o vizinho, sorrir para quem não está nem um pouco interessado em investir segundo que seja em conhecer o espírito por trás do sorriso largo.

Um pouco de cansaço me seda e me alinha num eixo inclinado em torno do qual giro como um cão perseguindo o próprio rabo. Mas não é só. A espiral me puxa e eu não luto. Tenho vontades demais, sonhos demais, utopias demais. É necessário ocupar a mente e as mãos para aplacar a fúria da alma sempre tão sedenta do que está além da próxima porta. E nunca a água é suficientemente cristalina ou fresca. O mundo sempre a polui por mais que a sua visão à distância prometa delícias refrescantes. E nem posso afirmar com certeza que minha palma afoita não contribui para revolver o fundo do lago maculando-a.

Preciso da âncora. Sonho com asas. Sou um ente terrestre. Talvez um dia descubra que não.

7.7.05

London, London
(Caetano Veloso)



I’m wandering round and round nowhere to go
I’m lonely in London London is lovely so
I cross the streets without fear
Everybody keeps the way clear
I know, I know no one here to say hello
I know they keep the way clear
I am lonely in London without fear
I’m wandering round and round here nowhere to go

While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

Oh Sunday, Monday, Autumm pass by me
And people hurry on so peacefully
A group approaches a policeman
He seems so pleased to pleace them
It’s good at least to live and I agree
He seems so pleased at least
And it’s so good to live in peace and
Sunday, Monday, years and I agree

While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

I choose no face to look at
Choose no way
I just happen to be here
And it’s ok
Green grass, blue eyes, gray sky, God bless
Silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say

But my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

29.6.05

Encontrei com um colega de faculdade na rua. Sabe daquelas pessoas que você nunca mais vê depois da formatura? Pois é. E estamos organizando um encontrão da turma para esses dias e ninguém mais tinha como se comunicar com ele. E eu o achei! Ele me passou seu cartão com telefone e e-mail e eu descobri que ele está envolvido com badminton. E ainda descobri mais: eu não sabia o que era badminton!

E como tenho aquela característica que deixava minha mãe arrancando os cabelos e que o São Google veio redimir, não só descobri coisas interessantes sobre o esporte, como também uma oportunidade de trabalho para divulgar para quem fizer a gentileza de visitar meu depauperado bloguinho:

Curso de Arbitragem no Rio de Janeiro

A Confederação Brasileira de Badminton estará promovendo um curso para formação de árbitros na cidade do Rio de Janeiro.

Os objetivos do curso são, formar árbitros no RJ visando os Jogos Pan-americanos de 2007 e árbitros para Torneios Estaduais e Nacionais.

O curso será nos dias 02 e 03 de julho de 2005, de 09:00 às 18:00, no Complexo Escolar Pedro II, no Campo de São Cristovão, 177, em frente ao pavilhão.

Os interessados devem entrar em contato com a FEBARJ.
(021) 25684934 ou (021) 81679871
e-mail : contato@febarj.com.br

24.6.05

Ei!
"Todos nós estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas"
(Oscar Wilde)

(Peguei lá no blog da Giorgia)