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5.4.07

Na Semana Santa, dê uma força ao Redentor

O jogo é difícil, mas o Cristo continua no páreo para ser escolhido uma das sete novas maravilhas do mundo. Na contagem parcial divulgada na quinta (29), o monumento carioca encontrava-se entre os eleitos ao lado da Acrópole grega, da Pirâmide de Chichenitza, no México, do Coliseu italiano, na estátuas da Ilha de Páscoa, de Angkor, no Camboja, e dos fortes de Alhambra, na Espanha. O resultado final será anunciado no dia 7 de julho, em Lisboa. O concurso começou com 177 concorrentes. "Precisamos de pelo menos 10 milhões de votos para vencer", calcula Sávio Neves, membro da comissão que busca votos para o monumento. O concurso, criado pelo suíço Bernard Weber, tem o apoio da Unesco. "Há previsão de uma verba permanente para a conservação dos sete vitoriosos", diz Neves. "Se vencermos, será uma propaganda espetacular para a cidade", afirma Luís Felipe Bonilha, presidente da Riotur. Para votar basta entrar no site www.corcovado.com.br ou mandar uma mensagem de texto SMS com a palavra CRISTO para o número 49216 (R$ 0,31 mais impostos, por torpedo). No site, pode-se votar de graça ou pagar 2 dólares e receber um certificado.

(Veja Rio, 4 de abril, 2007)

1.4.07

Oi, Pessoal!

Este site foi criado para acelerar a campanha pela extinção da CPMF. De acordo com a Constituição, a famigerada CPMF, velha conhecida de todos, tem que se extinguir até 31/12/07.

Visite e participe.

5.3.07


CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.
Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!


subscreva o manifesto no site.
"A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem."
(Monteiro Lobato)

"As mudanças climáticas são uma ameaça maior ao planeta que o terrorismo."
(Stephen Hawking)

"A hora mais escura da noite é a mais próxima do alvorecer."
(Masaharu Tanigushi)

"A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas."
(Goethe)
Amei esta peça publicitária!

1.3.07

Quanto você pagaria por uma visão do futuro?

Aqui você pode ver o futuro. É uma cortesia minha.

Assista e depois fale comigo. Tenho outros detalhes pra você.

28.2.07

COMO COBRAR ATITUDES DOS POLÍTICOS SEM SAIR DE SUA CASA?


Use apenas 5 minutos de seu tempo para cobrar de quem tem o DEVER de fazer seu estado funcionar!

Não se esqueça de que NINGUÉM pode pressionar tanto os políticos quanto o POVO. Medidas como aumento salarial de políticos foram bloqueadas por PRESSÃO POPULAR através de TELEFONEMAS e INTERNET. FAÇA SUA PARTE! Os verdadeiros responsáveis por garantir a sua segurança são ELES!

Como fazer isso?

1) PELA INTERNET

Aqui, você cobra dos deputados estaduais do Rio de Janeiro.
Aqui, você cobra dos deputados federais.
Aqui, você cobra dos senadores.


2) POR TELEFONE

A ligação é GRATUITA em todos os casos:

Aqui, você cobra dos deputados federais do Rio de Janeiro: 0800220008
Aqui, você cobra dos deputados federais: 0800619619
Aqui, você cobra dos senadores: 0800 612211

22.2.07

O Carnaval deste ano foi uma delícia.

Filho viajou com a família de um amiguinho e revivi meus carnavais de solterice, livre, leve e solta. Quer dizer, solta, mas não avulsa. Meu amo e senhor e eu mais um par de amigos animadíssimos nos metemos em todos os blocos que conseguimos alcançar, enfiamos o pé na jaca (com a devida responsabilidade, afinal já não somos, digamos, bebês) e nos divertimos muito.

O Rio de Janeiro é uma vila. A gente sai de casa e esbarra nos amigos e conhecidos. Quem está no desvio tem que se cuidar :-) É também o retrato da resiliência. Mesmo com faixa de luto no braço, com um minuto de silêncio antes de começar a batucada, ninguém deixou a peteca cair. Banda de Ipanema, Bloco de Segunda, Bip Bip, Banda da Sá Ferreira, Rio Maracatu, capoeira com jongo que não sei o nome... E muita praia, porque o sol resolveu dar as caras lindamente após um verão de muito fazer doce.

Não sou o olho que tudo vê, é claro, mas circulei muito e não vi uma briga sequer. Ou meu anjo da guarda está merecendo um Oscar de melhor ator coadjuvante ou esta foi uma festa de muita paz.

Ontem, em plena quarta-feira de cinzas, lá estava eu no rabo de mais um bloco, o Virtual. Depois, lavei os confetes, a espuma, os respingos de cerveja e muito suor no pôr-de-sol de Ipanema.

Hoje, vida que segue.

Domingo tem Monobloco.

16.2.07

"As leis se complicam quando se multiplicam."
(Marquês de Maricá)

"Seja a mudança que você quer no mundo."
(Gandhi)

"Arriscar e amar até o fim."
(Marina Lima)

"O tempo apara todas as arestas e dá o acabamento necessário a tudo."
(Maria Bethânia)

"O papel mais difícil que já enfrentei foi o de amadurecer."
(Elizabeth Taylor)

"Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita."
(San Kenn)

"Passarinho que acompanha morcego dorme de cabeça para baixo."
(João Nogueira)

"A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros."
(provérbio chinês)

"Mas / o silêncio / só existe disfarçado."
(Francisco Bosco)

"A glória é um alimento que se dá a quem já não pode saboreá-lo."
(Carlos Drummond de Andrade)

12.2.07

Sobre a pena capital

Como todo mundo, fiquei estarrecida com o brutal assassinato do Joãozinho.
Mas hoje, começaram a chegar aqueles e-mail que pipocam na caixa postal quando coisas desse tipo acontecem. São sempre os mesmos, o discurso é sempre igual.
Um amigo me enviou um convite para participar de uma comunidade que pregava o "olho por olho, dente por dente".
Eis o que respondi:

Obrigada pelo convite, mas não posso aceitar. Estou super-revoltada com esse crime. Sou super a favor de punição rigorosa para os criminosos. Mas olho por olho dente por dente, como dizia Gandhi, gera uma terra de cegos banguelas. (...) Bom, estou fora de qualquer coisa que me faça ficar minimamente parecida com esses monstros. Pena de morte, além de não resolver, nivela a todos por baixo.

Mas mensagens com o mesmo teor parecem brotar dos bueiros, então prefiro as palavras do Fausto Wolff:

Dizem que, durante uma entrevista na TV, Sandra Cavalcanti defendeu a pena de morte. Jaguar, um dos entrevistadores, teria perguntado: - O que a senhora sugere: garrote vil, afogamento, decapitação ou fogueira?

Sempre fui contra a pena de morte e passei a achar que os Estados Unidos eram governados por psicopatas quando, ainda garoto, soube que Ethel Rosemberg fora assassinada pela Justiça americana na cadeira elétrica. Era pequenininha e aqueles cintos de couro e metal não apertaram bem suas pernas. Ainda viva foi eletrocutada novamente, ocasião em que sua cabeça quase pegou fogo. Mais tarde fui a favor da pena de morte para os que eram a favor da pena de morte. Depois mudei de idéia. Não se pode matar alguém apenas por ser burro, caso contrário nem teríamos gente aparecendo na TV.

16.1.07

12.1.07

"O certo é reconhecer: no fundo de mim / Sou sem fundo."
(Antônio Cícero)

"O prêmio por uma coisa bem feita é tê-la feito."
(R. W. Emerson)

"Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir."

(Machado de Assis)

"A espera às vezes dura um pouco / Um dia, um mês, um existir."
(Marina Lima)

"Preserve os gatos pingados. Afinal, eles são só meia dúzia."
(anônimo)

"De tudo somente fica / O que for para ser vivido."
(Thereza Christina Motta)

"Deixe que o beijo dure / Deixe que o tempo cure."
(Jorge Dexter / Zélia Duncan)

"A moda é passageira, como as pessoas, mas ressucita, e elas não."

(Carlos Drummond de Andrade)

"Moda é o que você adota quando você não sabe quem você é."
(Quentin Crisp)

"O que é chamado de moda é tradição momentânea."

(Goethe)

"Só há uma maneira de se chagar ao coração de um homem, minha filha. Com uma faca."
(Viviana Gómez Thorpe)

10.1.07

Sou Uma Criança, Não Entendo Nada
(Erasmo Carlos)

Antigamente quando eu me excedia ou fazia alguma coisa errada.
Naturalmente minha mãe dizia: "ele é uma criança, não entende nada".
Por dentro eu ria satisfeito e mudo. Eu era um homem e entendia tudo.
Hoje só, com meus problemas rezo muito, mas eu não me iludo.
Sempre me dizem quando fico sério: "ele é um homem e entende tudo".
Por dentro com a alma atarantada, sou uma criança, não entendo nada.


No final dos anos 1970, a escola onde eu estudava promoveu eleições, mas já não lembro qual eram os cargos que os vencedores ocupariam. Algo decorativo, imagino, pois vivíamos período de trevas na política. Recordo, entretanto, que os nomes das chapas causaram comoção. Devo destacar que naquela época, naquele bairro, o sinal da Rede Globo nem sempre chegava claro, não haviam as parabólicas, nem TV a cabo, e a torre de UHF no alto da Serra do Mendanha ainda era um projeto. Assim, a TV Tupi tinha forte audiência na região. Por isso as chapas receberam os nomes de "O Astro", em homenagem à novela de Janete Clair exibida pela Vênus Platinada em horário nobre e "O Profeta", folhetim de Ivani Ribeiro levada então pela Tupi. A cisão advinda dessa escolha fez com que a acalorada disputa sobre qual álbum de figurinhas era o mais interessante, o dos personagens da Disney ou o de ciências, fosse completamente esquecida.

Não perdia um capítulo de "O Profeta", com o saudoso Carlos Augusto Strazzer no papel título e Débora Duarte no papel de irmã feia carismática. Também lembro da Márcia de Windsor (que trabalhava como jurada em programa de calouros) como a mãe que acobertava as armações da irmã arrivista. Mas quase não tenho registro da história em si, além dos poderes do protagonista, usados em causa própria contra os conselhos dos sensatos e da paixão da feiosa por ele. Assisto a poucos capítulos do remake na Globo, mas eles não despertam qualquer recordação do original.

Estranho como nossas memórias são mais de sensações do que de fatos. E me lembro das sensações da disputa na escola, de como adorava ver a novela e tentar ver o rosto de Jesus na imagem do borrão na abertura, mas não recordo bem do enredo.

De qualquer forma, pelo pouco que vi, constato que muita coisa não despertaria interesse no mundo de hoje. O mocinho tendo que casar contra sua própria vontade porque engravidou a vilã? Hoje em dia o golpe da barriga não rola. Ou rola?

Aliás, acho que cada vez mais teremos novelas de época, porque os grandes clichês folhetinescos foram exterminados pelas novas tecnologias. Desencontros e bolos? Na era do celular!? Desconhecidos que se aproximam e se apaixonam, descobrem que são irmãos e só no final concluem que não. Ou quem é o verdadeiro pai da criança... Vai exame de DNA aí? E a carta, aquela que desvenda tudo, ou compromete, ou inocenta? Cadê os missivistas de caneta e papel em 2007?

É, o povo da dramaturgia tem que ralar para criar novos chavões. Mas por enquanto eles ainda falam de e com o pessoal que ainda não chegou no século XXI.
"Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza."
(Oscar Wilde)

"Odeio dinheiro. Mas odeio ainda mais a sua falta."
(Katherine Mansfield)

"Que ninguém se engane, só se consehue a simplicidade através de muito trabalho."
(Clarice Lispector)

"A arte de agradar é a arte de enganar."
(Marquês de Vauvernagues)

"A felicidade é como a saúde: se não sentes a falta dela, significa que ela existe."
(S. Turgenev)

"A idade nem sempre traz sabedoria. Às vezes a idade vem sozinha."
(anônimo)

"O homem está sempre desposto a negar tudo aquilo que não compreende."
(Pascal)

"Não menos do que saber, agrada-me duvidar."
(Dante Alighieri)

"Mesmo cativo o pássaro não liga / Prendem seu corpo, não sua cantiga."
(Billy Blanco)

"O que você não vê com seus olhos não invente com sua língua."
(provérbio inglês)

26.12.06

"A coroa real não impede a dor de cabeça."
(George Herbert)

"Não corra atrás das borboletas. Plante uma flor em seu jardim e todas as borboletas virão até ela."
(D. Elhers)

"A morte do homem começa no instante em que ele desiste de aprender."
(Albino Teixeira)

"O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo."
(Balzac)

"Brincar é condição fundamental para ser sério."
(Arquimedes)

"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho."
(Mário Quintana)

"A loucura é diagnosticada pelos sãos,que não se submetem a diagnóstico."
(Carlos Drummond de Andrade)

"Temos uma boca e dois ouvidos mas jamais nos comportamos proporcionalmente."
(provérbio chinês)

"As pessoas que falam muito mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades."
(Millôr Fernandes)

"As mulheres são capazes de tudo. Os homens, do resto."
(Henry de Régnier)

20.12.06

Merda no ventilador

Demitido, repórter da Globo critica direçãoDemitido, repórter da Globo critica direção


Demitido, Rodrigo Vianna, repórter da TV Globo, critica a direção da emissora.

A TV Globo informa que Rodrigo Vianna encaminhou a mensagem após ter sido informado pela emissora de que seu contrato não seria renovado.

Leia íntegra da carta de Rodrigo Vianna:

LEALDADE

Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar - ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.

Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: "você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros". Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos - sim - bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.

Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: "olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás".

Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política - da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.

Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu.

Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!

Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: "o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto".

Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.

Na reta final do primeiro turno, os "aloprados do PT" aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.

Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: "por que não vamos repercutir a matéria da "Istoé", mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?"

Por que isso, por que aquilo... Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?

Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de "petistas" e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do "governo anterior", acharam que ninguém ia achar estranho?

Faltando seis dias para o primeiro turno, o "petista" Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!

Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as "suspeitas", e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente... A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.

Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.

Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada...).

O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!

Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!

Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do "dossiê". Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?

E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas "desagradáveis". A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.

E isso era um segredo de polichinelo. Muita gente ouviu essa história pelos corredores...

E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa - as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.

Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!

Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?

Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN?

O JN levou um furo, foi isso?

Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele... Mas, a Globo não pôs no ar... O portal "G-1" botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a "CartaCapital" ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.

Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo?

Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.

E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da "CartaCapital". Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!

Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista "Quatro Rodas" dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!

Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição...

De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de "pretos e pardos". Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha...

A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como "concubinas" ou "amásias". Nunca usamos esses termos!

Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de "turcos" pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos?

Daqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de "Parada dos Pederastas". Francamente, não tenho mais estômago.

Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?

Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.

Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.

Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.

Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:

"(...)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança".

Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas... Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil.

E vejam o vocabulário: "lealdade e confiança". Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da "lealdade".

Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.

Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi "leal" com o público. Nem com os jornalistas.Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!

João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:

"Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando".

Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!

Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na "geladeira". Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação - especialmente em São Paulo.

Boa parte dos seus "colaboradores" (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas - "colaboradores", essa é boa... Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.

Mas, isso tudo tem pouca importância.

Grave mesmo é a tela da Globo - no Jornalismo, especialmente - não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?

Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho?

Depois, não sabem porque os protestantes crescem...

Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!

Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental.

Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais.

Foram quase doze anos de Globo.

Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha - nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.

Havia o João Paulada - o faz-tudo da Redação.

Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces...

Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.

Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós - nas ruas, no Metrô, na padaria.

Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia "vallet park", nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.

Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano.

Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.

Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas...

1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem "lealdade"; parecem "poderosos chefões" falando com seus seguidores... Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.

2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.

Saudades das equipes na rua - UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo.

Saudades dos editores - que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais.

Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem - acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários!

Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica - sempre leais.

Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter - com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).

Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.

Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.

Um beijo a todos.

Rodrigo Vianna.

19.12.06

Parece que Papai Noel está mesmo em baixa. Cada vez fica mais difícil convencer às espertíssimas crianças de hoje em dia da ubiqüidade e das generosidade e riqueza infinitas do Bom Velhinho.

Na Alemanha e na Áustria este ano, a afirmação de que a imagem do senhor barbudo em pijama vermelho de pom-pons brancos é uma criação da Coca-Cola que acabou desvirtuando o espírito natalino da louvação do Menino-Deus para o consumo desenfreado, desaguou num boicote sem precedentes à figura. As vitrines da Germânia aboliram a imagem de Papai Noel. Por lá não se ouve mais o ho-ho-ho.

Imagine você que Papai Noel foi expulso da Disney World. Duvida?

E agora este artigo.

18.12.06

Coloquei no ar um blog novinho em folha. Este aqui continua a bagunça de sempre. o papo é mais sobre música e assuntos afins. Dá um pulinho também.
"Tento entender a vida, o mundo e o mistério e, para isso, escrevo."(Lya Luft)

"Contradizer-se... Que luxo!"
(Jean Cocteau)

"A arte é um compêndio da natureza formado pela imaginação."
(Eça de Queiroz)

"Qualquer idiota é apaz de pintar um quadro. Mas só um gênio é capaz de vendê-lo."

(Samuel Buttler)

"Os poetas têm autorização para mentir."
(Plínio, o jovem)

"A vaidade é dos mesquinhos, o orgulho é dos grandes."
(Lorde Byron)

"A intriga humana me fascina."
(Nélida Piñon)

"A injustiça feita a um é ameaça feita a todos."
(Mostequieu)

"A sabedoria é filha da experiência."
(Leonardo Da Vinci)

"Há pessoas silenciosas que são muito mais interessantes que os melhores oradores."
(Benjamin Disraeli)
As Melhores de 2006

No sábado trabalhei o dia inteiro. Este final de ano tem sido de lascar. Mas não estou reclamando. Quando parei, já às sete, por tanto tempo lutando mentalmente contra o alvoroço da turba que se reunia sob a minha janela para o show da Sangalinha, estava absolutamente moída. Mas mantive o combinado, tomei um banho e fui para a festa de aniversário de um amigo. O convite dizia: chegue cedo, porque à meia-noite o som pára. Bom, ia ter música. Oba!

Conhecemos o sujeito e ele logo nos deixou de boca aberta. Era nosso dentista. Mas as afinidades eram grandes e logo descobrimos que além do consultório, o papo tinha que continuar em torno de uma mesa de bar. Claro que meu dentista também tem uma banda e foi ele quem primeiro me falou do Estephanio's, o melhor bar com música no Rio de Janeiro.

A festa rolou num estúdio e quem chegava tocava, cantava ou simplesmente, como eu, aplaudia. Tenho muitas turmas. E essa é uma que me dá muita alegria. Ouvi música velha e música nova. Música brasileira e do Velho Continente. Rock, reggae, blues, jazz... Gente que sente um prazer evidente em se reunir para cultuar Orfeu.

E entre as canções que foram entoadas, aquela que se tornou uma obsessão para mim em 2006: Crazy, do Gnarls Barkley. Até o clipe se encaixava com uma pesquisa que eu estava fazendo sobre o teste de Rorschach, porque estava muito interessada na projeção pessoais que fazemos nas situações independente do que de fato é apresentado.

Desconheço muitas das canções apresentadas abaixo, mas além de Crazy, também Smile me fisgou. Senti falta de uma outra que cantarolo sempre. Dizem que uma boa música é aquela que traduz sentimentos que estão no ar. Muitos dos grandes dizem que não compuseram suas obras primas, colheram do cosmo. Keith, por exemplo, sonhou com o riff de Satisfaction. Guardadas as devidas proporções, eu tinha uma mensagem importante para passar para uma pessoa muito amada e não estava conseguindo encontrar um jeito de fazer minha mensagem chegar sem soar como um sermão de tia chata. E aí veio Put your records on para eu tentar entrar em sintonia com quem eu precisava. Rolou.


Bom, eis a lista das Melhores de 2006, segundo a revista Rolling Stones:


1 - Crazy, Gnarls Barkley
2 - Steady As She Goes, Raconteurs
3 - Ridin', Chamillionaire
4 - What You Know, TI
5 - Vans, The Pack
6 - Thunder on the Mountain, Bob Dylan
7 - Smile, Lily Allen
8 - Wamp Wamp (What it Do), Clipse e Slim Thug
9 - Dimension, Wolfmother
10 - Ooh La La, Goldfrapp

(fonte)

15.12.06

"Sonhar é acordar-se para dentro."
(Mário Quintana)

"Imaginação é mais importante do que conhecimento."
(Albert Einstein)

"Não fique na cama. A não seu que você possa ganhar dinheiro nela."
(George Burns)

"O que foi, já se foi/Quero o que será."

(Gonzaguinha)

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação(...), ninguém precisará enseinar-lhe a amar seu semelhante."

(Albert Shweitzer)

"A paz não pode ser mantida à força; só pode ser conseguida pela compreensão."
(Einstein)

"Somos estrangeiros/Onde quer que estejamos."
(Fernando Pessoa)

"Viver sozinha é como estar numa festa onde ninguém olha para você."
(Marilyn Monroe)

"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."
(Friedrich Nietzsche)

"Engraçado, costumam dizer que tenho sorte. Só eu sei que, quanto mais eu me preparo, mais sorte eu tenho."
(Anthony Robbins)

9.12.06

O site dele voltou, com força total.

1.12.06

A ONG A Força do Bem realiza a I Caminhada pela Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiência.

O evento que pretende mobilizar, conscientizar e sensibilizar a população da cidade para os problemas enfrentados em todos os níveis pelos portadores de deficiência.

Participarão do evento, além de vários artistas e autoridades, o Conselho Estadual para a Política de Integração da Pessoa Portadora de Deficiência – CEPDE, composto pelos 92 Municípios do Estado; o Fórum da Arquidiocese e outras Instituições que se solidarizam com a causa.

A caminhada será animada pela bateria da Escola de samba Império Serrano cujo enredo para o carnaval de 2007 será “Ser Diferente é Normal: O Império Serrano Faz a Diferença no Carnaval”; e, também pelo Bloco Bangalafumenga que serão acompanhados por dois carros de som.

O locutor oficial da caminhada será o ator e cantor Sérgio Loroza.

A data escolhida é o dia 3 de Dezembro, instituído pela ONU como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

O percurso abrangerá toda a Avenida Atlântica, partindo do Posto 6, com dispersão no Leme - começando a concentração às 8h30.


Isabel Fillardis
Presidente da ONG A Força do Bem

14.11.06

26.10.06

MARTA E AS JUSTIFICATIVAS

Silvio de Abreu fez com que sua personagem Bia Falcão tivesse um final feliz. Rica, em Paris, ela era paparicada pelo jovem e belo amante a despeito de todas as artimanhas e crueldades que cometeu ao longo do folhetim. O público assim desejou, segundo demonstraram as pesquisas, e foi atendido. Talvez a simpatia suscitada pela personagem viesse colada ao carisma de sua intérprete, uma das poucas - talvez única – unanimidades nacionais: Fernanda Montenegro.

Entretanto o fenômeno se repete. A personagem de Lilia Cabral em Páginas da Vida, escrita por Manoel Carlos para ser uma grande vilã, encontra inúmeros defensores. É aquela mulher que (para quem não viu ou esqueceu) nos primeiros momentos da novela afirmava que deveriam passar com o carro por cima da cabeça de um pivete recém-atropelado. E outra personagem rebate: “é um menino, poderia ser seu filho”, ao que ela retruca “se fosse meu filho, eu matava”. Depois de maltratar a filha grávida, torturar o neto e planejar vendê-lo ao pai rico, ainda encontra quem diga que na pele dela faria o mesmo, coitadinha, tão sofrida. Numa aparentemente doce dona-de-casa, num profissional liberal com acesso à melhor educação e informação, num vizinho polido habitam latentes um membro de quadrilha de extermínio, um pai / uma mãe insensível, um torturador, um traficante de seres humanos. Estou com medo.

Medo das pessoas que defendem que se suba o morro atirando, independente da maioria honesta que mora lá. Medo de quem ignora as conquistas da nossa civilização, como os direitos humanos e civis e defende massacre em presídio e invasão de privacidade em nome de justiça e segurança. Que justiça? Que segurança? Não basta o mundo ter encaretado desde a última década, estamos retrocedendo também no que íamos indo bem, com os avanços das conquistas humanitárias. E aí vem o Bush e seus pretextos ocos e as vilãs da Globo angariando sentimentos amistosos.

A defesa para os atos da Marta da Lilia Cabral talvez explique o porquê de os pecados do PT terem influenciado pouco nos resultados, apontados até agora pelas pesquisas (sempre elas), da eleição para presidente. Aliás, os candidatos que chegaram ao segundo turno estão empatados no quesito (falta de) ética partidária, porque não dá para esquecer o inferno que foram os anos sob o PSDB. Mas o carisma do Lula, como o de Fernanda Montenegro, absolve-o de qualquer possível crime. Espera-se que a gente faça vistas grossas para os erros daqueles de quem gostamos, não vale a pena estragar uma relação longa por causa de uma falha de caráter, dizem. Bia Falcão vai para a Cidade Luz com seu bofe, Lula lá e me vejo cercada de Martas.

Estou assustada com esta lógica mafiosa. Para os amigos, tudo, para os inimigos, os rigores da lei. Ou a vala. Gente! O que é isso? Será que ninguém está lembrando que o que nos diferencia dos bandidos é que não cometemos as mesmas atrocidades que eles. Não somos ladrões porque não roubamos. Não somos assassinos porque não matamos. Não somos monstros porque não trucidamos outros seres humanos. Se roubarmos, matarmos e trucidarmos, seremos iguais a eles. Mesmo que façamos isso silenciando nos massacres, votando em quem defende a pena de morte, levando um por fora aqui e ali. Cada um por si é coisa da barbárie. É a favor disso que nossa voz se levanta?

Fico muito triste com o que sinaliza a identificação do público com as grandes vilãs e as urnas. Desculpem a falta de modéstia, mas eu não sou a Marta, não.

24.10.06

O Festival Delira Música marca três anos de existência do selo com a série Delira no Armazém, que acontecerá do dia 28 de outubro próximo, véspera do 2º turno das eleições, até o dia 25 de novembro. Serão 8 shows em 8 dias, com alguns impetuosos, talentosos e corajosos representantes da música instrumental. O local do evento será o Armazém Digital, no Rio Design Center, Leblon, Rio de Janeiro. A responsável pela programação da casa é a cantora e compositora Dulce Quental. E o elenco da festa é naturalmente representativo: gerações diversas, estilos distintos; em comum a boa música de artistas brasileiros.

Confira a programação:

28/10 – Sábado – Marcos Ariel Quarteto
• O boom da música instrumental no final dos anos 80 teve em Marcos Ariel um de seus protagonistas. O pianista, flautista e compositor terá seu mais novo trabalho, “4 Friends”, lançado em CD ainda este ano pela Delira Música. Marcos promete uma festa com os seus maiores sucessos e pitadas de seu novo disco.

04/11 – Sábado – Hamleto Stamato Trio
• O pianista Stamato criou um dos mais bem sucedidos projetos instrumentais dos últimos anos. A série de três CDs “Speed Samba Jazz” trouxe novo fôlego para o repertório de standards do jazz e clássicos da bossa nova.

10/11 – Sexta-Feira – Marcelo Caldi
• Cantor, acordeonista, pianista, Marcelo tem arrancado elogios por onde passa com seu som contemporâneo e instigante. Nas palavras de Maria Luiza Kfouri, “um compositor inspiradíssimo e um arranjador sensível...”.

11/11 – Sábado – LiberTango
• O grupo LiberTango é dedicado à obra de Astor Piazzolla e traz em sua formação Estela Caldi (piano), Alexandre Caldi (sax e flautas), Marcelo Caldi (acordeon), Bruno Migliari (baixo), Nicolas Krassik (violino) e Marcelo Rodolfo (voz). Sim, um cantor, e que cantor! Os arranjos criativos e envolventes falam por si só e dão o tom para a impecável interpretação de Marcelo Rodolfo.

17/11 – Sexta-Feira – Mauricio Einhorn
• Mauricio dispensa maiores apresentações. Um dos grandes improvisadores de que se têm notícia mostra o som incomparável de sua harmônica ao lado do parceiro e pianista Alberto Chimelli. No repertório standards de jazz e clássicos da música brasileira.

18/11 – Sábado – Fernando Martins
• Conhecido também por ter integrado o grupo do genial Victor Assis Brasil, o pianista Fernando Martins lançou o CD “Zungu” em 2005, em formação de quarteto com Idriss Boudrioua (sax alto), Luiz Alves (baixo) e Kléberson Caetano (bateria), e se mostra inventivo e surpreendente a cada instante. Música para pegar pelo pescoço quem acha que já ouviu tudo.

24/11 – Sexta-Feira – Haroldo Mauro Jr.
• Respeitado mestre da Universidade do Rio de Janeiro, Haroldo Mauro Jr. foi ouvido em Nova York durante os 20 anos em que lá viveu. Um autêntico pianista de jazz, admirado e exímio improvisador, e que não esqueceu a sua origem. Lançou recentemente o CD “Bossa na Pressão”, em formação de trio com Sérgio Barrozo (baixo) e o premiado Duduka da Fonseca (bateria).

25/11 – Sábado – Ricardo Leão
• Pianista e tecladista, produtor e arranjador, compositor e diretor musical, o goiano Ricardo Leão, que há 22 anos vive no Rio de Janeiro, é um dos músicos mais atuantes da cena musical brasileira. Acumula prêmios, colaborações com diversos artistas da MPB e traz a sua assinatura em aproximadamente 150 discos. Compõe trilhas para TV, teatro (só este ano foram 5) e cinema. E fecha com chave de ouro nossa festiva programação.

O Armazém Digital fica no Rio Design Center, Av. Ataulfo de Paiva, 270 – Loja 104 – Leblon. E os shows acontecem sempre às 21:00hs.
Novembro ˆ Mês da Cultura ˆ Mês do Rio

Novembro é o Mês da Cultura. E como já virou tradição, o Clube da Cultura organiza o evento que faz a cidade mergulhar na diversidade artística que é a sua marca. Além de espaços e espetáculos desenvolvidos especialmente para esse festival sem fronteira, como atividades ao ar livre, ateliês de portas abertas e visitas guiadas a pé ou de bicicleta, este ano o MetrôRio oferece uma novidade.

É o ticket Integração Cultural, bilhete ida e volta com direito a descontos em atividades de entretenimento, bares e restaurantes do Centro, válido nos fins de semana e feriados do mês.

Aproveitando a Data Nacional da Cultura, dia 5 de novembro, a partir de 2001 a Prefeitura resolveu dar às atividades culturais um mês inteiro. Daí surgiu a campanha Novembro ˆ Mês da Cultura ˆ Mês do Rio, potencializando as atividades turísticas, ações pedagógicas e criando estímulo para festas, decoração do comércio e iniciativas artísticas que venham difundir o conceito de que a cultura é elemento indispensável para a cidadania e o desenvolvimento do ser humano. A ação é uma campanha de mobilização e adesão, e pretende reforçar o Centro como o grande irradiador da cultura local. Bom para os turistas, ótimo para os cariocas.

Mesmo orgulhosos do vigor cultural da cidade, muitas vezes os "nativos" deixam passar uma ou outra oportunidade de conhecer pontos turísticos e culturais importantes. Que o Mês da Cultura sirva de incentivo para serem testemunhas do que é oferecido de melhor aos visitantes. Que o carioca seja contagiado, fazendo-se protagonista e turista dos próprios caminhos artísticos.

O Metrô convida a uma viagem diferente. Em todas as estações, a partir do início do mês, serão vendidos os bilhetes especiais que garantirão descontos, brindes e promoções na hora de alimentar o espírito e o corpo também. A idéia de integração ganhou a adesão do setor gastronômico e incentivou os pólos culturais a estenderem seus horários de funcionamento nos fins de semana (é bom lembrar que está chegando o Horário de Verão).

Como as ações se concentram no Rio Antigo e Praça XV, os bilhetes duplos, terão como retorno as estações Carioca, Cinelândia e Uruguaiana. Preço: R$ 7 (R$ 4,60 do bilhete duplo + R$ 2,40).

Nas estações, os usuários poderão conferir a programação disponível.

Clube da Cultura nasceu em 1994 para, através da articulação de instituições culturais ou pessoas físicas afinadas com esta causa, promover a valorização do setor. O Clube congrega pessoas de várias instituições: Centro Cultural Banco do Brasil, Sebrae, Telemar, entre outras.

As comemorações do Mês da Cultura, o projeto Fim de Semana no Centro e a construção de uma Agenda Integrada provam que é possível potencializar a atividade cultural como um todo, atingindo todas as camadas da população. A Agenda Integrada do Rio será lançada pela Fiocruz, nos próximos dias, através de um site específico, e será um serviço permanente. Toda a programação e os conveniados estarão disponíveis também no site do Clube da Cultura: www.clubedacultura.com

Alguns já conveniados que estarão oferecendo descontos:

Centro Cultural da Marinha - desconto de 50% nos seguintes passeios : Visitas à Ilha Fiscal e passeios marítimos aos sábados e domingos; e visitas ao Museu Naval aos sábados, aos domingos o acesso ao Museu é gratuito.Av. Alfredo Agache, s/n, Centro, próximo à Praça XVTel: 2104-6025/ 2104-6879www.sdm.mar.mil.br

Cine Odeon BR - Meia entrada nos dias 4, 5, 12, 18 e 19/11, na programação regular do cinema que estará disponível no site: www.estacaovirtual.com Praça Floriano nº 7 - Cinelândia, Tel 2240-1093

Restaurante Al Khayam - 10% de desconto - sábados Rua do Ouvidor, 16 - Praça XV - ao lado da Bolsa de ValoresTel.: 2252 6261 / 2507 6042.

Café dos Mercadores - 10% de desconto - sábados Rua do Ouvidor, 21 - CentroTel: 2509 2237

Grill 22 - 10% de desconto - sábados Rua 1º de março, 22 - CentroTel: 2224 8207

Atrevido Bar - 10% de desconto - sábados Rua do Ouvidor, 29/31 - CentroTel: 22426220

Arquitetura e Decoração Luciano Cavalcanti - 10% de desconto - sábados e domingos Na compra de qualquer peça da movelaria.Rua do Lavradio, 34 - CentroTel. 2507 6873 - Metrô Carioca http://www.lucianocavalcanti.arq.br/

Arte Temperada - 10% de desconto - sábados e domingos - de 10h às 19h Rua Visc de Itaboraí,78 - dentro da Casa França -Brasil Tel.: 2253-2589

Conveniados que oferecem gratuidade:

Centro Cultural dos Correios - gratuidade nas exposições - sábados e domingosRua Visconde de Itaboraí, 20 - CentroTel.: 2253-1580www.correios.com.br

Museu Histórico Nacional - gratuidade nas visitas aos domingos, das 14 às 18 horas.Praça Marechal Âncora - Próximo à Praça XVTel.: 25509220 / 25509224http://www.museuhistoriconacional.com.br

Casa França Brasil - gratuidade nas exposições - sábados e domingosRua Visconde de Itaboraí, 78 - CentroTel.: 2253-5366http://www.fcfb.rj.gov.br

Casa de Artes Paquetá - gratuidade nas exposições - sábados e domingos Praça de São Roque, 31 - Ilha de Paquetá TeleFax: 21 3397 0517 / 3397 2124www.casadeartes.org

Paço Imperial - gratuidade nas exposições - sábados e domingosPraça XV de Novembro, 48 - CentroTel. 2533 4491 /2533 7762http://www.pacoimperial.com.br
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19.10.06

A obsessão autoritária de Alckmin

(Altamiro Borges)

Na sua propaganda eleitoral de rádio e televisão, o presidenciável Geraldo Alckmin tem se esforçado para negar a imagem do político de direita, autoritário e centralizador. Na biografia fabricada pelos alquimistas do marketing, garante que ingressou na política na luta contra a ditadura. No maior cinismo, afirma: "Eu sou de centro-esquerda, um social-democrata". Mas um rápido levantamento confirma que sua formação é realmente conservadora, com sinistras ligações com a seita fascista Opus Dei, e que a sua atuação como governador de São Paulo foi marcada pela criminalização dos movimentos populares, pela montagem de uma equipe excludente de tecnocratas, a "turma de Pinda", e pelo total desrespeito ao Poder Legislativo.

Natural de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, desde a infância ele conviveu em sua própria casa com políticos reacionários, alguns deles envolvidos na conspiração que resultou no golpe militar de 1964, e com simpatizantes do Opus Dei, seita religiosa que cresceu sob as bênçãos do ditador espanhol Augusto Franco. Seu pai militou na União Democrática Nacional (UDN), principal partido golpista deste período; um tio foi prefeito de Guaratinguetá pelo mesmo grupo; outro foi professor do Mackenzie, um dos centros da direita fascista. Alckmin ingressou na política em 1972, convidado pelo antigo MDB para disputar uma vaga de vereador.

Na ocasião, diante do convite formulado por seu colega do curso de medicina, José Bettoni, respondeu: "Mas meu pai é da UDN", talvez temeroso dos seus laços familiares com a ditadura.

Bajulador da ditadura militar Até hoje, Alckmin se gaba de ter sido um dos vereadores mais jovens do país, com 19 anos, e de ter tido uma votação histórica neste pleito - 1.147 votos (cerca de 10% do total). Mas, segundo o depoimento de Paulo de Andrade, presidente do MDB nesta época, outros fatores interferiram nesta sua eleição. O tio de Alckmin, José Geraldo Rodrigues, acabara de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pela ditadura. "Ele transferiu prestígio para o sobrinho". A outra razão era histórica. Geraldo é sobrinho-neto do folclórico político mineiro José Maria Alckmin, que foi o vice-presidente civil do general golpista Castelo Branco. "Ter um Alckmin no MDB era um trunfo [para o regime militar]', diz Andrade". Tanto que o jovem vereador se tornou um bajulador da ditadura. Caio Junqueira, em um artigo no jornal Valor (03/04/06), desenterra uma carta em que ele faz elogios ao general Garrastazu Médici, "que tem se mostrado sensível aos problemas sociais, trabalhistas e previdenciários do que trabalham para a grandeza do Brasil". Como constata o jornalista, Alckmin sempre se manteve "afastado de qualquer movimento de resistência ao regime militar... Ao contrário das personalidades que viriam a ter fundamental papel em sua trajetória política, relacionava-se bem com o regime. O tom afável do documento encaminhado a Médici, sob cujo governo o Brasil viveu o período de maior repressão, revela a postura de não enfrentamento da ditadura militar, fato corroborado pelos relatos de colegas de faculdade e políticos que com ele atuaram".

Homenagem ao Opus Dei

Em 1976, Alckmin foi eleito prefeito da sua cidade natal por uma diferença de apenas 67 votos e logo de cara nomeou seu pai como chefe de gabinete, sendo acusado de nepotismo. Ainda como prefeito, tomou outra iniciativa definidora do seu perfil, que na época não despertou muitas suspeitas: no cinqüentenário do Opus Dei, em 1978, ele batizou uma rua de Pinda com o nome de Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador desta seita fascista. Na seqüência, ele foi eleito deputado estadual (1982) e federal (1986). Na Constituinte, em 1998, teve uma ação apagada e recebeu nota sete do Diap; em 1991, tornou-se presidente da seção paulista do PSDB ao derrotar o grupo histórico do partido, encabeçado por Sérgio Motta. Em 1994, Mario Covas o escolheu como vice na eleição para o governo estadual. Já famoso por sua ação pragmática e de "rolo compressor", coube-lhe a função de presidente do Conselho de Desestabilização do Estado.

As privatizações das lucrativas estatais foram feitas sem qualquer transparência ou diálogo com a sociedade - gerando várias suspeitas de negócios ilícitos. Nas eleições para prefeitura da capital paulista, em 2000, obteve 17,2% dos votos, ficando em terceiro lugar. Com a morte de Mário Covas, em março de 2001, assumiu o governo e passou a mudar toda a sua equipe, gerando descontentamento até mesmo em setores do PSDB. Em 2002, Alckmin foi reeleito governador no segundo turno, com 58,6% dos votos. A turma de Pinda Numa prova de sua vocação autoritária, um de seus primeiros atos no governo estadual foi a nomeação do delegado Aparecido Laerte Calandra - também conhecido pela alcunha de "capitão Ubirajara", que ficou famoso como um dos mais bárbaros torturadores dos tempos da ditadura - para o estratégico comando do Departamento de Inteligência da Polícia Civil. Com a mesma determinação, o governador não vacilou em excluir os históricos do PSDB do Palácio dos Bandeirantes, cercando-se apenas de pessoas de sua estrita confiança e lealdade - a chamada "turma de Pinda". Atuando de maneira impetuosa e inescrupulosa, ele passou a preparar o terreno para impor sua candidatura à presidência da República no interior do partido. Num artigo intitulado "Como a turma de Pinda derrotou os cardeais tucanos", o dirigente petista Joaquim Soriano descreve a postura excludente do ex-governador. "Alckmin nasceu em Pindamonhangaba, lá foi vereador e prefeito. Foi deputado estadual e federal. Foi vice de Covas, do qual se diz herdeiro. Herdou o governo e logo tratou de colocar a turma de Covas para fora. Ocupou os lugares com seus fiéis.

Na turma do Alckmin não tem intelectuais nem economistas famosos, como é do gosto dos tucanos". Sua equipe é formada por pessoas sem tradição na história política nacional; é composta por tecnocratas subservientes. Esta conduta centralizadora é que explicaria, inclusive, a resistência de áreas do PSDB a sua candidatura. Governador truculento Como governador de São Paulo, Alckmin nunca escondeu sua postura autoritária. Sempre fez questão de posar como inflexível, como um governante avesso ao diálogo. Ele se gabava das suas ações "enérgicas" de criminalização dos movimentos sociais e de satanização dos grevistas. Não é para menos que declarou entusiástico apoio à prisão de José Rainha, Diolinda e outros líderes do MST no Pontal do Paranapanema; aplaudiu a violenta desocupação dos assentados no pátio vazio da Volks no ABC paulista e em outras ocupações de terras urbanas ociosas; elogiou a prisão do dirigente da Central dos Movimentos Populares (CMP), Gegê; e nunca fez nada para investigar e punir as milícias privadas dos latifundiários no estado. Durante seu reinado, o sindicalismo não teve vez e nem voz. Ele se recusou a negociar acordos coletivos, perseguiu grevistas e fez pouco caso dos sindicalistas. Que o digam os docentes das universidades, que realizaram um das mais longas greves da história e sequer foram recebidos; ou os professores das escolas técnicas, que pararam por mais de dois meses, não foram ouvidos e ainda foram retalhados com 12 mil demissões. "O governo estadual mantém a mesma política de arrocho salarial de FHC, com o agravante de reprimir, não só com a força policial, mas com diversos mecanismos arbitrários, o legítimo direito de greve dos servidores", protestou o ex-presidente da CUT, Luis Marinho, atual ministro do Trabalho. A linguagem da violência Os avanços democráticos no país não tiveram ressonância no estado. Ele sabotou a implantação de fóruns de participação da sociedade, como o Conselho das Cidades, criados pelo governo Lula. O movimento de moradia promoveu vários atos criticando o desrespeito à Lei nº. 9.142, que prevê a aplicação de 10% do ICMS em casas populares, e exigindo a criação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Habitacional. "Há mais de dois anos que o governador dá as costas para o movimento social e o movimento sem teto de São Paulo", criticou Benedito Barbosa, líder da CMP, durante um protesto em agosto de 2004. Veruska Franklin, presidente da Facesp, também condenou "o autoritarismo e a truculência de Geraldo Alckmin". Avesso ao diálogo e à democracia, a única linguagem entendida pelo ex-governador é o da repressão dura e crua. Isto explica sua política de segurança pública, marcada pelo total desrespeito aos direitos humanos e que tornou o estado num grande presídio. Semanalmente, 743 pessoas são depositadas em penitenciárias superlotadas de São Paulo - já são 124 mil detentos para 95 mil vagas. Segundo relatório da Febem, o ex-governante demitiu 1.751 funcionários e, hoje, 6.500 menores vivem em condições subumanas, sofrendo maus-tratos. Nos últimos quatro anos, 23 adolescentes foram assassinados nestas escolas do crime, o que rendeu a Alckmin uma condenação formal da Corte Internacional da OEA. Dados da Unicef revelam que o Estado concentra as piores taxas de homicídios de jovens do país: 16,3 mil por ano ou 107 por dia. A submissão dos poderes Contando com forte blindagem da mídia, que reforçou a caricatura do governador como um "picolé de chuchu", insosso e anódino, Alckmin conseguiu submeter quase que totalmente o Poder Judiciário, que hoje está infestado de tucanos enrustidos, e garantir uma maioria servil no Poder Legislativo. Através de um artifício legal do período da ditadura militar, o atual "paladino da ética" abortou 69 pedidos de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) na Assembléia Legislativa de São Paulo - destas, 37 tinham sido solicitadas para investigar irregularidades, fraudes e casos de corrupção da sua administração.

Este abuso autoritário só recentemente foi superado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou que o tal dispositivo fere o artigo 58, parágrafo 3º da Constituição e liberou a instalação das CPIs. Como sintetiza o sociólogo Rodrigo Carvalho, no livrete "O retrocesso de São Paulo no governo tucano", Geraldo Alckmin marcou sua gestão pela forma autoritária como lidou com a sociedade organizada e pelo rígido controle que exerceu sobre os poderes instituídos e a mídia. "Alckmin trata os movimentos sociais como organizações criminosas, não tem capacidade de dialogar e identificar as demandas da sociedade... Além disso, ele utilizou sua força política para impedir qualquer ação de controle e questionamento das ações do governo". Esta conduta abertamente antidemocrática, que não nega sua formação política, é que "conquistou o respeito dos maiores industriais, banqueiros e latifundiários de São Paulo" e que o projetou para a disputa da presidência da República, derrotando inclusive alguns tucanos históricos.

Altamiro Borges é jornalista, editor da revista Debate Sindical
O 1º GOLPE DE ESTADO JÁ HOUVE. E O 2º?

(Paulo Henrique Amorim)

Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno.

É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista Carta Capital que está nas bancas ("A trama que levou ao segundo turno"), de Raimundo Rodrigues Pereira. E merecia um sub-titulo: "A radiografia da imprensa brasileira".

Fica ali demonstrado:

1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra chegaram ao prédio da Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos;

2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal O Globo e da rádio Jovem Pan;

3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele;

4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: "Tem de sair à noite na tevê., Tem de sair no Jornal Nacional";

5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada;

6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro;

7) Ali Kamel, "uma espécie de guardião da doutrina da fé" da Globo, segundo a reportagem, recebeu a fita de audio e disse: "Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos", diz Kamel, segundo a reportagem

8) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891 ambulancias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri.

9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo em que aparece Jose Serra, em Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos sanguessugas;

10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario Lucio Avelar é o mesmo do "caso Lunus", que detonou a candidatura Roseana Sarney em 2002, para beneficiar José Serra. ( A Justiça, depois, absolveu Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a
campanha já tinha morrido.)

11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado prender;

12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de delito.

13) Que o Procurador Avelar declarou: "Veja bem, estamos falando de um partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o País. Pode sair de onde o dinheiro ?"

14) A reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira conclui: "Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido."

Na mesma edição da revista Carta Capital, ao analisar uma pesquisa da Vox Populi, que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: " ... dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo provocado por petistas envolvidos na compra do
dossiê da familia Vedoin ... e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não compareceu."

Quer dizer: o golpe funcionou.

Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz em seu blog, aqui no IG (http://blogdomino.blig.ig.com.br/ ), que houve uma reedição do golpe de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula. "A trama atual tem sabor igual, é mais sutíl, porém. Mais velhaca," diz Mino.

Permito-me acrescentar outro exemplo.

Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel Brizola. Os militares, o SNI, e a Policia Federal (como o delegado Bruno, agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de Brizola e dar ao candidato dos militares, Wellington Moreira
Franco. O golpe era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais?

O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como agora) que coonestaram o resultado fraudulento e preparam a opinião pública para a fraude gigantesca.

Que só não aconteceu, porque Brizola "ganhou a eleição duas vezes: na lei e na marra", como, modestamente, escrevi no livro "Plim-Plim ? a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral", editora Conrad, em companhia da jornalista Maria Helena Passos.

Está tudo pronto para o segundo golpe.

O Procurador Avelar está lá.

Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal (de São Paulo, de São Paulo !)?

A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: "Cadê o papelzinho ?", que permite a recontagem do voto ?
E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da candidatura Alckmin.

E o segundo golpe? Está a caminho. As peruas da GW já saíram da garagem.

13.10.06

Sugestões de perguntas ao Alckmin para o próximo debate:

1) O senhor, que promete um banho de ética, não percebeu que sua filha trabalhava com a maior quadrilha de contrabandistas de roupas, a Daslú?

2) O Senhor não percebeu que sua esposa recebeu 400 vestidos de luxo, em troca sabe-se lá de quê, e depois, sem jeito, ela declarou que havia doado para uma instituição de caridade, o que foi negado pela instituição?

3) O senhor, ao assumir o segundo mandato, afirmava que a segurança pública era o maior problema do Estado. Porque menosprezou o PCC, e permitiu que a população vivesse dias de pânico com os ataques?

4) O que o senhor acha a respeito dos secretários do seu Governo negociarem com bandidos durante os ataques?

5) Enquanto Governador, por que a bancada de seu partido não permitiu a criação de nenhuma CPI, o senhor não acha que as CPIS são importantes?

6) Por que o senhor e seu partido privatizaram todas as empresas estatais de São Paulo, como as estradas, que cobram pedágios astronômicos, com as empresas elétricas, o Banespa... Se assumir a presidência o senhor vai privatizar a Petrobrás como FHC fez com a Vale do Rio Doce, e até hoje ninguém sabe onde foi parar o dinheiro?

7) Se o senhor for Presidente, vai invadir a Bolívia com o exército e se alinhar aos EUA, liderando a política de opressão aos povos da AL?

8) Por que o senhor gastava tanto dinheiro com publicidade numa revista insignificante que, por coincidência, era de seu acupunturista?

9) Por que o senhor superfatura o pagamento para os empresários que exploram os restaurantes de comida a R$ 1,00, paga mais R$ 3,50 por prato para o dono do restaurante, que tem uma clientela garantida de mais de 1.000 refeições por dia, além de algumas benesses do Estado... isso não é um assalto ao bolso do contribuinte?

10) O senhor, que fala tanto em choque de gestão, por que está deixando um rombo de 1 bilhão e duzentos mil no estado de São Paulo, que pode levar seu vice, Cláudio Lembo, para a cadeia? Ainda neste tema, o que o senhor achou da declaração do recém eleito José Serra, dizendo que vai cancelar a privatização da Nossa Caixa, iniciada na surdina pelo senhor durante seu governo?

4.10.06

Repassando:

Porque o FHC não teve escandalo de corrupção!!!

Não só não deixarei de compartilhar como ainda estou recomendando que as pessoas interessadas em entender tudo o que está acontecendo agora recorram, além dos livros de história recente, à revista Carta Capital, que é a única atualmente a tentar resgatar as raízes de toda a bandalheira a que estamos assistindo. Vamos dar umas feriazinhas à Veja, IstoÉ e Época, (...) vamos olhar por uma outra ótica, só para sair um pouquinho da rotina?

"Um estudioso" de São Paulo, Altamiro Borges, recuperou brevemente a nossa memória política da década recente e a colocou na rede. O sociólogo Rogério Chaves enxugou o texto, que envio a vocês na esperança de que possa contribuir com o debate - e para que não esqueçamos dos anos tucanos (ainda tão recentes e precocemente esquecidos) (...).

- SIVAM: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) derrubaram um ministro e dois assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com informações requentadas ao Ministério Público.

- PASTA ROSA: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (PROER), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, justificou o "socorro" aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Econômico.

- PRECATÓRIOS: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (DNER). Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso.

- COMPRA DE VOTOS: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.

- DESVALORIZAÇÂO DO REAL: Num nítido estelionato eleitoral, o governo promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista.

- PRIVATARIA: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o apoio a PREVI, Caixa de Previdência do Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Arida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação da CPI.

- CPI DA CORRUPÇÃO: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera federal, que depois se concentraram nas falcatruas da SUDAM privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundície no ninho tucano novamente ficou impune.

- EDUARDO JORGE: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações. Nada foi apurado e hoje aparece na mídia para criticar a "falta de ética" do governo Lula.

E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as CPIs. Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de "engavetador-geral". Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC .(...)

Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca distintiva do atual governo, hoje existe maior seriedade na apuração das denúncias de corrupção. Tanto que o Ministério da Justiça e sua Polícia Federal surgem nas pesquisas de opinião com alta credibilidade. Nesse curto período foram presas 1.234 pessoas, sendo 819 políticos, empresários,juízes, policiais e servidores acusados de vários esquemas de fraude -desde o superfaturamento na compra de derivados de sangue até a adulteração de leite em pó para escolas e creches. Ações de desvio do dinheiro público foram atacadas em 45 operações especiais da PF.

Já a Controladoria Geral da União, encabeçada pelo ministro Waldir Pires, fiscalizou até agora 681 áreas municipais e promoveu 6 mil auditorias em órgãos federais, que resultaram em 2.461 pedidos de apuração ao Tribunal de Contas da União. Apesar das bravatas de FHC, a Controladoria só passou a funcionar de fato no atual governo, que inclusive já efetivou 450 concursados para o trabalho de investigação. (...)

Diante de fatos irretocáveis, fica patente que a atual investida do PSDB-PFL não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a eleição de Severino Cavalcanti para presidente da Câmara, tem interesses menos nobres nesse embate. (...)


Conclusão: OK, o atual governo usou da corrupção pra fazer política, mas o anterior, que hoje evoca a "ética" para desgastar a imagem dos petistas, passou por vários escândalos de corrupção - e, importante: nenhum deles devidamente investigado. Quem está mais ganhando nesta crise não é Roberto Jefferson ou a corja do PFL, que já é reconhecidamente corrupta. Mas os tucanos, que estão se saindo com a imagem de éticos, graças ao esquecimento geral da Nação. (...)

Nunca devemos nos esquecer que a Cia. Vale do Rio Doce foi vendida por R$ 3 bilhões de Reais, financiados pelo BNDES, e hoje vale "somente" 48 bilhões de dólares

3.10.06

Só para reavivar a memória de quem está comprando a idéia de uma oposição composta de vestais. Sinceramente, acho que os candidatos que ficaram para o segundo turno concorrendo à presidência da República são os piores. Mas estou tendendo a escolher ficar na mesma a retroceder anos-luz. Pelo menos estou tentando, porque há um golpe de estado sendo armado nos bastidores para entregar o país à mesma corja que sempre mamou em suas tetas. Depois falo mais sobre isso. Leiam e reflitam.

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NÃO VOU FAZER PARTE DE CAMPANHA ANTI-PT E ANTI-LULA
Milton Zaminato ( Prof. de Física da UNB)

Passei a vida toda lutando contra a Ditadura Militar e políticos da Arena;
PDS; PFL; PSDB. Vivi a era FHC e vi o país ser posto à venda.

Vi mais de 100 empresas públicas serem "privatizadas" sem que o produto da venda tenha sido utilizado em favor do País. Fiquei 8 anos sem um centavo de reajuste salarial.

Vi colegas de trabalho, concursados, serem demitidos, através do malsinado RH 008.
Vi todo o processo de desmonte da Caixa para a privatização.
Vi dezenas e dezenas de CPIs serem abortadas a custa de muita grana.
Vi o Procurador Geral da União ser chamado de Engavetador Geral da União.
Vi a Polícia Federal de mãos amarradas.
Vi o FMI mandando e desmandando e os Governos dizendo amém.
Vi um país que gerou apenas 8 mil empregos mensais durante 08 longos anos.
Vi trabalhadores escravos.
Vi e vivi. Participei de dezenas de passeatas.
Vi o "pensamento único" do PSDB calando jornais, rádios e TVs.
Vi o Banco Central "doando" milhões de dólares para os banqueiros falidos salvarem suas peles.
Vi milhares de micros e pequenas empresas fechando suas portas para dar lugar aos importados pela paridade do dólar.
Vi o escândalo do SIVAM.

Agora que o Brasil gera mais de 100 mil empregos mensais;
Que as indústrias batem recordes de produção;
Que o comércio bate recordes de venda;
Que o país bate recordes de exportações;
Que dispensamos a tutela do FMI;
Que o BB contrata milhares de novos empregados concursados;
Que estamos entrando em período de deflação;
Que 9 milhões de famílias são atendidas pelos programas sociais do Governo;
Que a agricultura familiar está tendo acesso ao crédito e de fato sendo valorizada;
Que as pequenas e micros empresas voltam a abrir portas;
Que a Polícia federal atua sem amarras e desbarata uma quadrilha atrás da outra, como nunca em toda a sua história;
Que a fiscalização da Receita Federal está fazendo as grandes empresas e bancos recolherem impostos (tanto que a Receita federal também bate recordes de arrecadação);
Que o Ministério do trabalho fiscaliza as empresas (o FGTS também bate recordes históricos de arrecadação) e está erradicando o trabalho escravo no campo.

Agora vem alguém me pedir para ir às ruas contra LULA???!!!

Meu amigo: TÔ FORA!!!!!

Estou pronto para ir às ruas pedir investigação de quaisquer atos de corrupção praticados por quem quer que seja. Que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e outras instituições sérias investiguem com total isenção, e que a Justiça puna todo aquele que tenha praticado irregularidade.

Fazer o jogo e servir de instrumento de pessoas como ACM, Bornhausen, FHC, Serra, Alckmin, Arthur Virgílio, Álvaro Dias, Jeffersons da vida e outros, que todos sabemos bem quem são,

JAMAIS!

22.9.06


Para desopilar o fígado, desobstruir os canais lacrimais, higienizar a mente e aliviar o coração:






Até 29 de outubro de 2006
Sábados e domingos às 19h
Teatro SESI
Rua Graça Aranha, 01 - Centro
Rio de Janeiro

20.9.06

Repassando...

Mesmo que você saiba de todas essas formas corretas, passe adiante, pode ser útil para outras pessoas. A Língua Portuguesa agradece.

Não diga:


-menas O correto é sempre menos
-iorgute O correto é iogurte
-mortandela O correto é mortadela
-mendingo O correto é mendigo
-trabisseiro O correto é travesseiro
-trezentas gramas O correto é O grama
-di menor, di maior O correto é simplesmente maior ou menor de idade
-cardaço O correto é cadarço
-asterístico O correto é asterisco
-beneficiente O correto é beneficente
-meia cansada O correto é meio cansada

E lembre-se também:

-Mal é antônimo de Bem
-Mau é antônimo de Bom
-A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar)e não GERMINADA, que vem de
germinar, nascer, brotar
-O certo é CUSPIR e não GOSPIR.
-O certo, quando você fala daquela janela do banheiro ou da cozinha ou mesmo daquele tipo de caminhão é BASCULANTE e não VASCULHANTE.
-Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com U), e
não "soando", pois quem "soa" (do verbo soar) é sino !
-O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos.
-Homens dizem OBRIGADO e mulheres OBRIGADA.
-O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO.
-"FAZ dois anos que não o vejo" e não "FAZEM dois anos".
- POR ISSO e não PORISSO.
-"HAVIA muitas pessoas no local", pois haver no sentido de "existir" é sempre SINGULAR.
-Daí, "PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER...."
-PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA
-A PARTIR e não À PARTIR
-Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer , para mim comprar ou para mim comer.
(mim não conjuga verbo; apenas "eu, tu, ele, nós, vós, eles")
-Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (do, ré, mi, etc etc.)
-As pronúncias: CD-ROM é igual a ROMA sem o A. Não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka, etc). ROM é abreviatura de Read Only Memory - Memória apenas para leitura.
- HALL é RÓL não RAU, nem AU

E agora, o horror divulgado pelo pessoal do TELEMARKETING:

-Não é eu vou ESTAR mandando, vou ESTAR passando, vou ESTAR verificando e sim eu vou MANDAR , vou PASSAR e vou VERIFICAR (muito mais simples, mais elegante e CORRETO).
-Da mesma forma é incorreto perguntar: COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO?
-Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?
- Ao telefone não use: Quem gostaria? É de matar...
- Não use: peraí, aguenta aí, só um pouquinho... Prefira: Aguarde um momento, por favor.
-Por último, e talvez a pior de todas: Por favor, arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu vocabulário.
-Não é elegante você tratar por telefone, pessoas que não conhece, utilizando termos como: querido (a), meu filho (a), meu bem, amigo(a)... Utilize o nome da pessoa ou Senhor, Senhora.
-O termo correto é privilégio, e não previlégio.

Mande aos seus amigos e façamos assim uma corrente em benefício de nossa língua portuguesa.
OS BENEFÍCIOS DA ÁGUA OXIGENADA

A água oxigenada foi desenvolvida na década de 1920 por cientistas para conter problemas de infecções e gangrena em soldados em frente de batalha. A pesquisa buscava um produto barato, fácil de transportar e usar, que pudesse ser conservado de forma fácil e à temperatura ambiente, sem problemas colaterais. Durante a segunda guerra mundial, a redução no número de baixas e amputações foi tremenda, graças ao uso da água oxigenada.

Numa solução a 3%, é um dos mais potentes desinfetantes que existem. Isso é pouco divulgado e pode-se entender porquê. Um produto barato e simples de usar, concorre com outros desenvolvidos por laboratórios farmacêuticos e indústrias de desinfetantes domésticos e hospitalares.

Portanto, não há interesse comercial no seu uso em larga escala.

O que se pode fazer com água oxigenada:

1 - Uma colher de sobremesa do produto usada para bochechos e mantido na boca por alguns minutos, mata todos os germes bucais, branqueando os dentes! Cuspir após o bochecho.

2 - Manter escovas de dentes numa solução de água oxigenada conserva as escovas livres de germes que causam gengivite e outros problemas bucais.

3 - Um pouco de água oxigenada num pano desinfeta superfícies melhor do que qualquer outro produto. Excelente para usar em cozinhas e banheiros.

4 - Tábuas de carne e outros utensílios são totalmente desinfetados após uso, com um pouco de água oxigenada. O produto mata qualquer bactéria ou germe, inclusive salmonela.

5 - Passada nos pés, à noite, evita problemas de frieiras e outros fungos que causam os principais problemasnos pés, inclusive mau cheiro (chulé).

6 - Passada em ferimentos (várias vezes ao dia) evita infecções e ajuda na cicatrização. Até casos de gangrena regrediram com o seu uso.

7 - Numa mistura meio-a-meio com água pura, pode ser pingada no nariz em resfriados e sinusites. Esperaralguns instantes e assoar o nariz. Isso mata germes e outros microorganismos nocivos.

8 - Um pouco de água oxigenada na água do banho ajuda a manter a pele saudável, podendo ser usada em casos de micoses e fungos.

9 - Roupas que precisem desinfecção (lençóis, fraldas, etc), ou aquelas em contato com secreções corporais e sangue, podem ser totalmente desinfetadas se ficarem de molho numa
solução contendo água oxigenada antes da lavagem normal.

10 - Certamente você encontrará outras formas de usar a água oxigenada em sua casa.