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18.6.02



Hoje tem Arthur Maia na melhor casa do Rio na atualidade (excelentes atrações, bons preços, atendimento cordial e eficiente, horário razoável para quem trabalha, tem filhos pequenos ou simplesmente quer curtir a noite um pouco mais cedo).

Foi na época em que trabalhava com livros e quadros personalizados que tomei consciência do tamanho do fascínio que ver o próprio nome impresso exerce sobre as pessoas.

Claro que é mais gostoso quando o nome está ali, preto no branco, em um jornal de grande circulação, mas também tem seu encanto chegar em casa com um regalo em que o presenteado vê o som mais doce - aquele ofertado na pia batismal, no cartório ou inventado por amigos criativos (ou seja lá como se chama este povo que adora inventar apelidos) - gravado no papel. O encanto é maior nas crianças. Ou talvez elas reprimam menos a sensação de deslumbramento. Sim, porque nós, os adultos maduros, discretos e modestos, nos comportamos como bons moços: muito bobamente.

Gostei muito de ter recebido a visita, o destaque e a mensagem do Gravatá. Além do prazer infantil, a visibilidade proporcionada faz com que novos amigos em potencial cheguem por aqui. Sejam bem-vindos.

Tem sido divertido. Um amigo sacana me escreve: "Parabéns pelo sucesso. Espero que ele não suba à cabeça. Por favor, não deixe de nos convidar, a mim e a A., para aquele cineminha de sábado, o churrasco no terraço etc, etc.". Outras gentes levam mais a sério. Muitas aproveitam para distribuir o carinho de sempre. Mamãe corre para conseguir uma edição impressa de O Globo e mostra com as canjicas arreganhadas para a vizinhança. E vou resistir à tentação de citar Andy Warhol e à armadilha de me enveredar por análises birabolantes.

E devo contar que por causa desta breve referência aportou por aqui um amigo do meu marido dos tempos de faculdade e o contato está sendo retomado. E ainda tem gente achando que a Internet entristece e isola as pessoas...

17.6.02

Jogando com 12...
Que lindo!
Cadê esta criatura safada que não escreve mais em blog, não responde e-mail, tem o topete de deixar passar diversos comentários?

Ando mergulhada na vida real ou indo por outros caminhos aqui mesmo. Como uma voyage autour de ma table.

12.6.02

Você não vai lembrar. Para falar a verdade nem sei se percebeu. Porque este também é um de seus encantos: fazer magia sem sequer se dar conta.

Era uma destas festas infantis em que os animadores insistem para que os convidados adultos também brinquem. E quem está de bem com a vida, geralmente faz um doce, finge certa contrariedade, mas cai na farra e se diverte.

Havia uma plataforma de madeira no chão onde as crianças aprontavam. Uns 12 metros quadrados talvez. Mas não havia ninguém com menos de 16 anos por ali. Apenas casais. Alguns formados ali naquele momento para a brincadeira, outros namorados, noivos, amásios, casados...

O jogo consistia em separar os pares e cada um tinha que dançar para longe do parceiro. As animadoras ficavam ali pelo meio para garantir a distância regulamentar. Quando a música parasse, um tinha que ir na direção do outro e abraçá-lo. O casal que se unisse por último em cada rodada era retirado do jogo. Era preciso manter a concentração e a sintonia com o parceiro. Olho no olho era fundamental.

Assim saíram imediatamente os casais formados para a ocasião, depois os namoricadores, foram-se os pares em atrito... E estávamos, por fim, eu e meu cavalheiro e os avós maternos da aniversariante sobre o tablado. E por me dar conta do que aquilo representava e porque era mesmo para ser assim, a música parou e eu não estava tão atenta. O outro casal se abraçou primeiro e comemoraram a vitória com beijinhos e risinhos. E eu fiquei olhando meio abobalhada porque apenas 30 anos de um casamento feliz e cúmplice tinha conseguido abater nossa dupla. E eu vi o carinho transbordando na comemoração de nossos adversários e pensei que se apenas aqueles dois tinham conseguido superar nossa harmonia, havia algo realmente significativo e especial entre nós.

E talvez pouquíssima gente entenda esta história.

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

11.6.02

Meu amor saiu (como diria Forrest Gump, again...) no jornal. Desta vez como consumidor de artes plásticas. O problema é que o jornal Valor Econômico não é aberto. Não basta o link para ler a matéria. É preciso fornecer uma senha para ter acesso. Aquela coisinha detestável, você sabe...

Bom, mas quem tiver acesso e quiser conferir a matéria é 'Papel de parede do universo executivo' do dia 05/06/2002 e está aqui.
Agora sim...

Finamente consegui entender os franceses que perseguiam os brasileiros repetindo "un, deux, trois, zero". Era uma previsão para a Copa do Mundo de 2002: três jogos, nenhum gol.

Au revoir, France.

10.6.02

Uma coisa que eu observo é que existe uma estrutura que acochambra os criminosos. Isso funcionava bem e era conveniente na época dos bandidos benfeitores, que estão extintos. Com a cumplicidade da população e a incompetência e corrupção policial foram criados feudos dominados pelos traficantes. Em seus domínios eles eram reis. Em pouco tempo, deixou de existir a necessidade de seduzir a população com paternalismo. Seu poderio bélico suplantou (ao menos aparentemente) o do poder instituído. O poder público perdeu o controle. Fica tudo mais ou menos em paz se ninguém ousar entrar em seus domínios. Esta é a organização básica. E as fronteiras, por mais absurdas que sejam, isolando a população honesta que não consegue um lugar melhor para morar, eram respeitadas e eram bilaterais. Onde não há aquele controle social que a humanidade demorou eras para construir, pululam e se criam hoje os reais bandidos, aqueles realmente maus, sociopatas e psicopatas.

E talvez o caso do jornalista Tim Lopes tenha servido para levantar o véu que cobria a história de um destes monstros. Sem que a população em geral soubesse, por trás de vários crimes creditados genericamente à violência urbana, na verdade estava um só indivíduo que conseguiu impor pelo medo uma liderança forte e protagonizar a maioria das barbaridades que temos acompanhado nos
jornais. Com a comoção causada (e fomentada pela Globo) com a morte do repórter, a cabeça deste criminoso vai ter que ser servida ao povo que já está farto.

Elias Maluco parace não ter avaliado devidamente o que significa torturar e assassinar um jornalista em serviço. Principalmente um mundialmente premiado e apadrinhado pela Vênus Platinada.

Fico revoltada, mas também otimista, porque creio que este seja o ponto de virada, o momento do basta.

6.6.02

Os blogs chegaram à Rede Globo. Ontem em Os Normais.

5.6.02

De vez em quando dá uma louca e eu faço uma experiência com os discos de meu amor.

Ele deixou aqui em cima da minha mesa um CD que coloquei para tocar agora. Parece palatável...

Equation - The Lucky Few - Putumayo
Estou cada vez menos paciente com:

- mentiras deslavadas;
- desculpas esfarrapadas;
- vampiros emocionais;
- manipuladores em geral;
- hipocrisia e falsidade;
- bajuladores;
- sabotadores;
- chantagistas;
- loucos de conveniência;
- pobreza espiritual;
- mesquinharia;
- venha a nós, do vosso reino nada;
- vítimas e coitadinhos de plantão;
- gente metida a esperta;
- e outras distorções do humano...

Dá licença, mas de vez em quando eu canso de fingir que não estou percebendo, tá?

Rapidinhas:

- Finalmente, ele voltou à ativa.
- Ela também está de volta depois de grandes e lindas emoções.
- Discretamente modificada, ela vai diminuindo o intervalo entre os posts.

4.6.02

Desconfio que eu seja mesmo uma pessoa estranha. Até eu que convivo comigo 24 horas por dia, vez ou outra não me entendo.

Não ligo para jóias. Gosto de receber flores, mas acho que não me comovo como deveria. Fico incomodada com luzes de velas durante jantares onde quero muito ver todas as nuances no rosto e, principalmente nos olhos do acompanhante. Acho desconfortável beijar acaloradamente na areia da praia. Resumindo: clichês românticos não foram feitos para mim.

Então ontem ele chegou do trabalho com uma sacolinha amarela na mão. Era um presente para mim. Não pude acreditar quando de lá de dentro puxei a minha boneca.

Ele levou, sem que eu soubesse, minha Susi negra, que eu ganhei aos 5 anos e achei durante uma arrumação de armário outro dia, para uma repaginada. Toda a caraca acumulada em três décadas havia sido removida. Seu cabelo está arrumado e brilhante. A roupa, que eu mesma fiz em algum momento da minha infância, está limpíssima. A cintura articulada, que estava quebrada, foi consertada.

Minha boneca está linda e ressuscitada. E ele me deu esse presente numa segunda-feira qualquer, sem qualquer motivo especial.

Parece que jamais serei



Clique na imagem para ler a matéria.


Mas aparentemente só precisei de metade da sua vida para ter o que ela jamais conseguiu.

3.6.02

É estranho trocar de fuso assim. Uma noite muito mal dormida e levantar antes do sol me tiraram um pouco do meu eixo.

A vitória brasileira foi tão chocha que nem tive ânimo de comemorar, apesar do alívio.

31.5.02

Deve ser legal
Ser negão no Senegal...
Ai, que saudades do Mário...

30.5.02

Até onde vou:

Intercurso físico consentido entre pessoas vivas e com a sexualidade amadurecida.

28.5.02

Se ocês pensa que nóis fumu simbora
Nóis inganemu ocês
Fingimu que fumu e vortemu
Ói nóis aqui travêz
Para quem ainda não tinha descoberto: a mulata tipo exportação da foto era a Solange Couto, que interpreta a D. Jura no novela O Clone.

Não é brinquedo, não!