Pesquisar este blog

26.2.03

Você vai passar o Carnaval em Salvador?

Acabei de receber um tambor da terra do Senhor do Bonfim.

Meu amigo Eric, o americano mais brasileiro do mundo convida para uma visita ao seu novo empreendimento. Trata-se de um bar/café/restaurante soteropolitano com sabor caribenho.

Como a Bahia não está no meu roteiro momesco deste ano, peço uma gentileza para quem for para aqueles lados: leve um alô para o adorável "baixinho" em meu nome.




Porto de Encontro Café e Arte
Rua César Zama, 41, Porto da Barra
(Entre a Praça dos Tamarineros & Av. Sete de Setembro)
Salvador - BA
Informações: (71) 267-2355
O Tiago deixou um comentário muito simpático pedindo dicas de rodas de samba aqui no Rio.

Tenho freqüentado esses ambientes bem menos do que gostaria, mas não posso deixar na mão alguém que vem visitar minha cidade. Vou falar do que conheço, principalmente na minha vizinhança. Quem souber de outras dicas, por favor, colabore aí nos comentários.

Gosto muito de um bar chamado Estephânio´s. Fica ali na Rua dos Artistas, num lugar que já foi chamado de Aldeia Campista, mas que foi incorporado à Grande Tijuca. Além de chope de primeira e ótimos petiscos, toca por ali o grupo Roda de Saia, que era constituído apenas por mulheres, mas já vi meninos tocando com elas (não sei se elas resolveram tirar a barreira do gênero ou se eles só estavam dando canja). É pagode tradicional e samba de raiz. Por ali aparecem figurinhas interessantes famosas ou anônimas do mundo do samba. Ano passado a Beth Carvalho estava batendo ponto por lá quase toda semana, já que era enredo do bloco deles. Este ano o homenageado é o Martinho da Vila.

Por falar em Martinho, outro lugar aonde eu gosto muito de ir é o Butiquim do Martinho. Tem música ao vivo todos os dias, com exceção de sábado, incluindo choro, pagode, samba de raiz. Fica no Shopping Iguatemi, em Vila Isabel. Programa para quem gosta de dormir cedo. Ótimo chope. Petiscos honestos.

Também tem muita coisa acontecendo na Lapa. Há boas casas de samba por lá. É só ir chegando e assuntar com o pessoal que tem lotado as ruas do bairro, sob os Arcos, o que de melhor acontece na noite que você estiver por lá.

Sou analfabeta de samba na Zona Sul.

A cabecinha criativa da Rossana não pára de funcionar e ela está inventando uma nova forma de ajudar o Lucas.

Eu dou um alô daqui, você dá um alô daí e a gente ajuda um pouquinho também...

Quer entrar para o mundo dos blogs
de maneira inesquecível?
Um blog
0km está sendo leiloado!
clique na imagem para saber mais


Um blog completo, prontinho, espera pelo seu dono

clique no link para ver o "Não Discuto"
http://www.naodiscuto.blogger.com.br/

No capítulo de ontem de Mulheres Apaixonadas as personagens de Susana Vieira e da filha do Manoel Carlos (nunca sei o nome desta atriz) comentaram os absurdos incidentes de anteontem e mesmo do início da manhã de ontem aqui no Rio.

Será que a novela vai ser toda assim com comentários em cima do lance sobre os acontecimento mais importantes gravados no mesmo dia em que a novela vai ao ar? Achei a idéia muito interessante principalmente numa novela que se propõe a ser contemporânea e tem o Rio (especialmente o Leblon) como um de seus personagens.

Gosto dessa nova novela, como costumo gostar de todas desse autor, embora eu seja cada vez menos fiel na tarefa de acompanhar capítulos e mais capítulos. Mas acho muito gostosa a forma como ele reproduz conversas que já mantive ou já ouvi. São aqueles comentários que a gente solta numa fila ou para preencher um papo com amigos.

Talvez o encanto seja mais para bichinhos urbanos e cariocas como eu. A maioria das situações (com exceção sempre da grande história da trama, como a mãe-Helena trocando seu próprio filho pelo neto morto, a mãe-Helena entregando o namorado pra filha ou a mãe-Helena que na verdade é tia) já aconteceram com a gente, com alguém que a gente conhece, ou simplesmente poderiam perfeitamente ter acontecido. Este é o encanto.

25.2.03

Vou-me embora pra Passárgada
(Manuel Bandeira)

Vou-me embora pra Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada

Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar históricas
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada

Em Passárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada


Shangrilá
(Rita Lee - Roberto de Carvalho)

De repente eu me vejo
Amarelada, bodeada, sem ninguém
Nessas horas aparece a preguiça
A vontade de sumir... de vez

Se me der na telha sou capaz
De enlouquecer
E mandar tudo pr´aquele lugar
E fugir com você pra Shangrilá
E me deixar levar
Por um beijo eterno
Por seu corpo envolvente
Mais quente que o inferno


Xanadu
(Olivia Newton-John)

A place where nobody dared to go,
the love that we came to know
They call it Xanadu

And now, open your eyes and see,
what we have made is real
We are in Xanadu

A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally

Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu
Xanadu, Xanadu, (now we are here) in Xanadu

Xanadu, your neon lights will shine for you, Xanadu

The love, the echoes of long ago,
you needed the world to know
They are in Xanadu

The dream that came through a million years
That lived on through all the tears, it came to Xanadu

A million lights are dancing and there you are, a shooting star
An everlasting world and you're here with me, eternally

Now that I'm here, now that you're near in Xanadu
Now that I'm here, now that you're near in Xanadu, Xanadu



Maracangalha
(Dorival Caymmi)

Eu vou pra Maracangalha eu vou
Eu vou de uniforme branco eu vou
Eu vou de chapéu de palha eu vou
Eu vou convidar Anália eu vou

Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Sem Anália mas eu vou

Papapara papaia papá
Papaparapapaia papá


O Raphael comenta o "editorial" da Veja.

Assino embaixo.
Pena que não há muito o que possamos fazer daqui...


24.2.03

Sabe quando você perde a capacidade de decepcionar-se com uma pessoa porque ela está cometendo o mesmo "errinho" pela trigésima vez, então aquilo passa a ser exatamente o que você espera dela? E quando você já conversou diversas vezes com ela sobre este exato ponto e ela jura de pés junto que aquilo não se repete só para dali a uma semana fazer igualzinho?

Quero ouvir sua opinião, por favor.

23.2.03

A idéia era ficar o dia inteiro de papo pro ar, devorando revistas, jornais e um ou outro filminho.

Mas não. Fazer o que se moro na Cidade Maravilhosa, se o dia amanheceu ensolarado e se uma brisa gostosa espanta de leve o calor?

Já era tarde para pensar em praia com criança. Sim, finalmente consegui acordar num horário bacana. Por vício dos últimos dias abri os olhos às 6:30, mas foi enorme a satisfação de simplesmente virar as costas para o relógio ao procurar uma posição mais confortável no travesseiro e curtir a cama por algumas horinhas mais.

Foi ele quem viu que ainda de manhã ia haver um bailinho de Carnaval. Eu topo na hora pro diversos motivos.

Faz tempo que não trabalho no Centro e raramente tenho assuntos para resolver por lá. Sou freqüentadora do Teatro Rival, mas uma quadra numa metrópole pode ser absurdamente diferente de dia e de noite. Então me sinto meio turista na Cinelândia diurna.

Ainda não tinha visto o enorme (e vazio, pelo menos no domingo) estacionamento criado sob a Praça Mahatma Gandhi. Nem a praça depois da retirada dos tapumes. O espanto estava ali, atrás das grades que protegem o novo espaço. Eu, que trabalhei ali no Edifício Serrador na época em que estagiava na Petrobrás, nunca reparei a vastidão da vista a partir daquela calçada, emoldurada por prédios antigos: Monumento aos Pracinhas, Pão de Açúcar... Não lembro se antes havia alguma coisa que obstruísse a visão ou se eram só as calçadas lotadas dos dias de semana, os camelôs, os meninos de rua, a correria que não me deixavam ver direito...

E ali estavámos eu e eles mais uma vez desbundando diante da cidade.

Nunca tinha entrado no Odeon depois que o velho cinema agregou a sigla BR em seu nome e se transformou em espaço cultural. O lugar é lindo, lindo. E nem vou contar que uma certa criatura sentada ao meu lado quase não segurou a onda ao ouvir tocar o sinal e ver as cortinas vermelhas se abrindo, como os cinemas de sua infância.

Adoro tudo sobre Menino Maluquinho, o filme. E gosto mais a cada vez que vejo. Pedro recita a fala dos personagens ao meu lado.

Depois da sessão, palhaços e uma banda nos aguardavam à porta. As melhores marchinhas carnavalescas de todos os tempo animavam o início de tarde cercadas pela Biblioteca Nacional, pelo Theatro Municipal, pelo Obelisco e pelo Amarelinho. Eu bem que vi o Museu de Belas Artes esticando o pescoço para conferir o que se passava.

Aos poucos foram chegando o casal de pernas-de-pau, as palhacinhas que desciam da sacada por tecidos encarnados, o malabarista...

Um menino de rua me esticou a mão imunda num cumprimento. Eu estiquei a minha também. Ela foi amparada por um sorriso triste porque Carnaval também tem pierrô.

A caçarola que meu filho levava à cabeça como fantasia em homenagem ao mais famoso personagem infantil do Ziraldo logo virou receptáculao para toda sorte de bugiganga que ele ia recolhendo: máscaras baratas de saci, animais recortados em E.V.A. que foram jogados como confetes, spray de espuma carnavalesca...

Tudo isso pela módica quantia de R$2,00 (sim, dois reais!) por cabeça. O estacionamento tem desconto com a validação da bilheteria.

Depois almoço no Nova Capela e outra surpresa. Foi inaugurado um anexo ao célebre restaurante. Longe dos padrões do espaço anterior, que ainda está lá firme e forte (e lotadíssimo a qualquer hora do dia ou da noite), ele foge do estilo brega português-suburbano com suas paredes azulejadas para o estilo brega Barra-norte-americano. O cabrito com arroz e brócolis com porção extra de alho continua dos deuses. E é sempre divertida a caça às celebridades, já que o lugar de repente virou modinha (sou freqüentadora com histórico por lá, levada pelas mãos de um praticamente sócio fundador). Hoje avistei o Ivo Meireles, com seus cabelos esticados crescidos e tingidos de uma cor entre abóbora e carmim e suas unhas manicuradas em negro.

Descanso dominical? Pois sim...

21.2.03

REcebido por e-mail:

Recebido por e-mail:


Os belicistas

Já sei bombardear
(W. Bush, Collin Powell)


Já sei bombardear,
Já sei armar o míssil agora só me falta atirar

Já sei invadir
Já sei peitar a ONU agora só me falta explodir

Não tenho paciência pra negociação
Eu tenho é mania de perseguição
Não ouço ninguém, acuso todo mundo
o Bin Laden e o Hussein
Não livro ninguém, exploro todo mundo
acho que o mundo é meu também

Já sei derrubar
Já sei jogar a bomba na tua base militar
Eu sou o juíz, e não tô nem aí pra tantas vidas de civis

Peguei experiência com o Afeganistão
Se antes eu falhei, agora num erro não.
Não ouço ninguém, até o Collin Powell
Tá igual a mim também
Não livro ninguém, primeiro o petróleo
Depois Amazônia também

Eu tô querendo, Sadan Hussein
Eu tô querendo, tudo o que tiver
Tô te querendo, não tem pra ninguém
Tô te querendo, petróleo do Hussein...

20.2.03

Obra eterna é como Acontece do Cartola.

Só de ler a letra da música, fico toda arrepiada e meus olhos se enchem d'água...
Hoje tive que ser dura com uma pessoa de quem eu gosto muito, mas que vinha me incomodando com determinado comportamento.

Admito, sutileza não é uma virtude abundante em mim. Sabendo disso, quando estou lidando com pessoas queridas tomo especial cuidado. E falho.

O problema é que é difícil para algumas pessoas entenderem que o fato de você estar me casa não significa que você está disponível para um papinho de uma hora e meia ao telefone ou uma visita surpresa que tome toda a tarde. Esta é uma das grandes desvantagens de não ter um espaço físico fora da própria residência para cumprir expediente. As vantagens são grandes e eu vou ficando.

A gente aprende a lidar com esse tipo de interrupção. Geralmente a insinuação de que há uma pilha de tarefas esperando é suficiente para acordar a glândula produtora de simancol do interlocutor. Entretanto, em condições especiais de temperatura e pressão, aquela pessoa que você adora, que acompanha de perto a sua luta cotidiana, ataca. Ela deixa passar a primeira dica. Você fica mais direta e diz claramente, com todos os esses e erres, que precisa desligar porque tem muito trabalho a fazer e não pode conversar naquele momento. Se você ouvir como resposta que a pessoa sente muito, que sabe o quanto você é ocupada, mas que tem só mais uma coisinha para dizer, prepare-se. Dê a ela a chance de falar mais essa coisinha em cinco minutos. Mas antes que você precise repetir o recado e ela tenha uma crise súbita de carência e desperte em você toda a culpa cristã do mundo, aja. Ignore que está em um telefone fixo e diga que está entrando em um túnel e que a ligação vai cair. Desligue. Deixe uma mensagem carinhosa na sua própria secretátia eletrônica avisando que liga assim que puder.

Amigos de verdade _ aquelas pessoas seguras, bem resolvidas e com vida própria das quais você tomou o cuidado de se cercar _ entenderão.

19.2.03

Dica simples para ser feliz e evitar estresse: só liberar meus bichos criativos depois do meu aniversário.

Com inferno astral não se brinca...

18.2.03

Isso é que dá ficar fora do ar, assim meio ausente do que acontece no mundo dos blog. Só agora fiquei sabendo dessa linda iniciativa:

17.2.03


Tem umas coisas estranhas sobre mim.

Adoro músicas de fossa que contem histórias de, digamos, profissionais do sexo ou similares. Folhetim, Ronda, Sob Medida, Negue... É esse tipo de música que canto sob o chuveiro e com que ameaço os amigos depois de uns copinhos a mais (mas só os grandes amigos e quando estou de ótimo humor).

Deve haver explicação pra isso...

16.2.03

Agora que ninguém mais que disponha de boa (in)formação apóia as investidas belicistas dos EUA, é mais importante que nunca que tudo esteja muito às claras. Saber todos os porquês é fundamental. É muito mais que um cowboy louco, inconseqüente e mimado com um monte de brinquedinhos perigosos nas mãos.

Acorde!

As manifestações de protesto pipocam por todo canto.


14.2.03

Sei que estou fora do meu normal. Fora do meu ritmo, fora do meu astral, fora da minha forma. Por isso tenho sido mais chata do que eu mesma consigo suportar.

O lado bom é que tenho descoberto um monte de coisas. Sabe aquelas coisas que a gente até sabe de certa forma mais só consegue elaborar corretamente quando a jiripoca pia? Pois é.

Por exemplo, tenho pensado muito em responsabilidades e em como é confortável simplesmente acomodar-se ou sair distribuindo culpas. Talvez até por ter acabado de ler um livro sobre negociação que ganhei de presente (acho que nunca compraria um livro desse tipo), comecei a pensar sobre o quanto podemos alterar até o que parece irremediavelmente estagnado se simplesmente tomarmos as responsabilidades e as rédeas em nossas mãos.

E seguindo este caminho começou a acender uma luzinha dentro de mim que me mostrou que havia muita coisa que acontecia de errado na minha vida simplesmente porque eu permitia, não estava tão atenta quanto era necessário, não cobrava o devido, confiava e de certa forma me deixei convencer de que se me davam pouco era porque pouco eu merecia.

Sou uma pessoa intensa. E foi enorme a minha fúria quando esta ficha finalmente caiu. Ainda estou furiosa comigo mesma e com mais uma penca de pessoas e situações. Mas passa porque é assim que eu funciono. Daqui a pouco eu vou acoplar esta nova percepção ao meu dia-a-dia, vou perdoar quem merece perdão (inclusive a mim mesma), mas não vou esquecer. Eu nunca esqueço certas coisas.

Uma amiga minha dizia que a consciência é foda, ou seja, a partir do momento em que alguém se torna consciente de determinada coisa é impossível retornar ao ponto onde se estava. É preciso seguir, ir adiante, dar os passos necessários. Não adianta querer se agarrar à sombra da ignorância. Mesmo que ela fosse uma sombrinha tranqüila e gostosa.

*********

Por favor, dê algum sinal. Não me deixe desanimar de escrever por aqui. Faça com que eu sinta que alguém ainda me lê.

11.2.03

Voltei!

Pensei que voltaria bem, mas, depois de um período em que realmente consegui relaxar nas férias, o retorno me colocou nos ombros o mesmo peso que estava antes e mais alguns quilinhos.

Além das encalacradelas que continuam no mesmo ponto que deixei ou se complicaram um pouquinho, teve a morte do Fábio, que abalou toda a família. Está todo mundo de teto baixo e ainda tem a complicação do inquérito policial.

Graças a Deus o trabalho também começou a carga total, o que ocupa a cabeça e distrai um pouco dos aborrecimentos e tristezas.

Então, tamos aí.