Além de comer pão com mortadela, coisa que eu não fazia há séculos, e saber que minha loja favorita já disponibilizou meu presente de aniversário (di grátis, evidentemente), ainda teve hoje a história do mocinho do Metrô:
Eu: [sorriso] Boa tarde. [sorriso] Um duplo, por favor. [sorriso]
Ele: Boa tarde. [sorriso] Puxa, só de olhar pra você já fiquei mais animado.
O nome é Cintia. Carla Cintia. Mas pode me chamar de Prozac.
18.3.03
Como a gente tem que procurar e ficar atenta quando está em busca de boas notícias, né? Porque a gente só vê desgraça, escândalo e calamidade quando abre jornais e revistas. Pelo menos nas partes de maior destaque.
Pois eu acabei de descobrir uma coisa ótima, que mesmo lendo cadernos de cultura diariamente eu desconhecia:
Isso acontece em todos os teatros da Rede Municipal de Teatros, com o objetivo de formar novas platéias.
Onde?
ESPAÇO CULTUTAL SÉRGIO PORTO
(130 lugares)
R. Humaitá, 163 - Humaitá
TEATRO CAFÉ PEQUENO
(150 lugares)
Av. Ataulfo de Paiva, 269 - Leblon
TEATRO CARLOS GOMES
(677 lugares)
Pça. Tiradentes, s/nº - Centro
TEATRO GLÓRIA
(347 lugares)
Rua do Russel, 632 - Glória
TEATRO DO JOCKEY / RIO ARTE
(350 lugares)
Rua Mario Ribeiro, 410 - Jardim Botânico
TEATRO DE MARIONETES CARLOS WERNECK
(300 lugares)
Subterrâneo 18 do Parque do Flamengo
Altura do nº 300 da Praia do Flamengo
TEATRO PLANETÁRIO - MARIA CLARA MACHADO
(138 lugares)
Rua Padre Leonel Franca, 240 - Gávea
SALA BADEN POWELL
(508 lugares)
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - Copacabana
TEATRO ZIEMBINSKI
(154 lugares)
Rua Heitor Beltrão, s/n - Tijuca
(em frente ao metrô da S. Francisco Xavier)
ARMAZÉM DO RIO
Av. Rodrigues Alves s/n
(Cais do Porto - Armazém 5)
Pois eu acabei de descobrir uma coisa ótima, que mesmo lendo cadernos de cultura diariamente eu desconhecia:
ÚLTIMO DOMINGO DO MÊS: TEATRO A R$1
Isso acontece em todos os teatros da Rede Municipal de Teatros, com o objetivo de formar novas platéias.
Onde?
ESPAÇO CULTUTAL SÉRGIO PORTO
(130 lugares)
R. Humaitá, 163 - Humaitá
TEATRO CAFÉ PEQUENO
(150 lugares)
Av. Ataulfo de Paiva, 269 - Leblon
TEATRO CARLOS GOMES
(677 lugares)
Pça. Tiradentes, s/nº - Centro
TEATRO GLÓRIA
(347 lugares)
Rua do Russel, 632 - Glória
TEATRO DO JOCKEY / RIO ARTE
(350 lugares)
Rua Mario Ribeiro, 410 - Jardim Botânico
TEATRO DE MARIONETES CARLOS WERNECK
(300 lugares)
Subterrâneo 18 do Parque do Flamengo
Altura do nº 300 da Praia do Flamengo
TEATRO PLANETÁRIO - MARIA CLARA MACHADO
(138 lugares)
Rua Padre Leonel Franca, 240 - Gávea
SALA BADEN POWELL
(508 lugares)
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - Copacabana
TEATRO ZIEMBINSKI
(154 lugares)
Rua Heitor Beltrão, s/n - Tijuca
(em frente ao metrô da S. Francisco Xavier)
ARMAZÉM DO RIO
Av. Rodrigues Alves s/n
(Cais do Porto - Armazém 5)
17.3.03
Fui ver Chicago ontem. Gostei muito. Acho que grandes musicais (e suas cavalares doses de glamour e sonho) são realmente o que Hollywood faz de melhor. Já não acho tão bom quando o trabalho tem pretensões cabeçudas como em As Horas.
Dizem que há poucos musicais hoje em dia porque o público rejeita aquela coisa meio doida de alguém começar a cantar no meio de uma declaração de amor, discussão ou simples conversa. Então agora eles experimentam formas de inserir os números de canto e dança sem que force a realidade (em Chicago, com exceção do primeiro e do último números, se não me engano, todos saem da imaginação da protagonista).
Um problema deles é achar profissionais de cinema para musicais, já que o gênero estava fora de moda. Então eles contratam profissionais da Broadway. Isso faz com que algumas vezes pareça que a gente está vendo uma peça filmada. Não foi o caso de Moulin Rouge, que se tratava de uma experiência cinematográfica sem qualquer sombra de dúvida.
Talvez agora, com a guerra de volta, os musicais retomem o mesmo posto que ocuparam um dia.
A Zeta-Jones é uma mulher estonteante. Onde ela entra em cena, não tem pra mais ninguém.
Eu gosto muito da Renée Zellweger, ela é uma atriz estupenda e quase nos faz crer que é o avião que o papel pedia (Quem foi o louco que fez com que ela emagrecesse tanto? Ela é muito mais charmosa sem tantas pontas ósseas aparecendo). Talvez o maior problema seja o fato de ela ser um pouco simpática, legalzinha demais. A personagem, pedia mais cinismo, mais sonsice.
Mas Richard Gere é um capítulo em separado. O ator, não importa qual seja o personagem que encarne, tem sempre uma postura segura. Então nos momentos em que está cantando e dançando em cena é engraçado vê-lo perdendo esta segurança, já que ele está fora de seu habitat. Especialmente no primeiro número dele, há um quê de patético. Em alguns momentos, ele me fez lembrar do José Mayer :-)
E eu adoro filmes que fazem a gente sair do cinema cantando e dançando por aí...
Dizem que há poucos musicais hoje em dia porque o público rejeita aquela coisa meio doida de alguém começar a cantar no meio de uma declaração de amor, discussão ou simples conversa. Então agora eles experimentam formas de inserir os números de canto e dança sem que force a realidade (em Chicago, com exceção do primeiro e do último números, se não me engano, todos saem da imaginação da protagonista).
Um problema deles é achar profissionais de cinema para musicais, já que o gênero estava fora de moda. Então eles contratam profissionais da Broadway. Isso faz com que algumas vezes pareça que a gente está vendo uma peça filmada. Não foi o caso de Moulin Rouge, que se tratava de uma experiência cinematográfica sem qualquer sombra de dúvida.
Talvez agora, com a guerra de volta, os musicais retomem o mesmo posto que ocuparam um dia.
A Zeta-Jones é uma mulher estonteante. Onde ela entra em cena, não tem pra mais ninguém.
Eu gosto muito da Renée Zellweger, ela é uma atriz estupenda e quase nos faz crer que é o avião que o papel pedia (Quem foi o louco que fez com que ela emagrecesse tanto? Ela é muito mais charmosa sem tantas pontas ósseas aparecendo). Talvez o maior problema seja o fato de ela ser um pouco simpática, legalzinha demais. A personagem, pedia mais cinismo, mais sonsice.
Mas Richard Gere é um capítulo em separado. O ator, não importa qual seja o personagem que encarne, tem sempre uma postura segura. Então nos momentos em que está cantando e dançando em cena é engraçado vê-lo perdendo esta segurança, já que ele está fora de seu habitat. Especialmente no primeiro número dele, há um quê de patético. Em alguns momentos, ele me fez lembrar do José Mayer :-)
E eu adoro filmes que fazem a gente sair do cinema cantando e dançando por aí...
14.3.03
Curiosidades
Você já reparou que não há um adjetivo pátrio satisfatório em português para quem é natural dos EUA.
Acho americano furado porque isso todos nós nascidos nas Américas somos. Sem mencionar que poderíamos estar falando de um torcedor do América Futebol Clube. Eu prefiro usar norte-americano que á mais restritivo geograficamente, mas também engloba os canadenses. O Aurélio sugere ainda estadunidense e ianque. Eu acho que a primeira, sabiamente adotada pela Fer, é a que melhor resolve o problema, embora seja uma palavra feia pra caramba e que a segunda tem um ranço meio negativo (coisa de quem viu muito cartaz "Yankees go home" na vida) .
Também não gosto de usar América pare me referir aos Estados Unidos. Acho uma espécie de apropriação indébita do nome do continente.
Acho graça também de: quem nasce na cidade do Rio de Janeiro é carioca (do tupi - casa de branco), no estado é fluminense (do latim flumine=rio + ense). Mais curioso é que nunca vi um carioca descrever-se como fluminense, mas muitas pessoas nascidas fora da capital se auto-proclamam cariocas. E ainda gosto especialmente de soteropolitano (helenização do nome Salvador, sotério=salvação + polis => Soterópolis), capixaba (do tupi - terra de plantação, roça) e potiguar (do tupi - comedor de camarão).
Vigília pela paz
A organização pacifista " MoveOn.org" e a coalizão " Win Without War" junto com o Arcebispo Desmond Tutu e outras organizações religiosas pelo mundo estão conclamando esta vigília, e precisamos de sua ajuda.
Iniciando-se na Nova Zelândia esta iniciativa espalhar-se-á pelo mundo. Hoje estamos nos dirigindo aos indivíduos pedindo que organizem uma vigília em cada comunidade e esperamos que milhares de pequenos grupos se formem e façam esta ação pela paz.
Para obter maiores informações sobre como fazer isto acontecer, confira aqui ou na figura ao lado.
É hora do mundo unir-se neste momento de obscuridade para reacender a luz da razão e da esperança. É hora de de renovar nosso compromisso de construir um mundo melhor para nossas crianças.
Com sua ajuda podemos ver essa vigília varrer o mundo na tarde de 16 de março. Juntos podemos levar as nações do mundo a evitar a guerra desnecessária e apontar para um futuro de paz e prosperidade.
Este é um momento chave. Faça parte dele.
13.3.03
Solicitação de doação de sangue para Porto Alegre:
Rudy Alfredo tem 75 anos e é portador há 3 anos de uma doença relativamente rara chamada síndrome mielodisplásica. Não há tratamento específico para esta patologia.
Mantém-se vivo durante estes 3 anos graças a transfusões realizadas, atualmente, a cada 15 dias.
Neste período já ultrapassou uma centena de transfusões. Precisa de 2 doadores para cada transfusão.
Os doadores começam a rarear, uma vez que a maioria dos amigos, parentes, vizinhos e conhecidos já doaram várias vezes.
Todos que puderem ( e quiserem ) que ajudem fazendo doação de sangue no
Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, no Banco de Sangue, situado
no terceiro andar em nome de:
Rudy Alfredo Hammermuller
(é preciso dar o nome do receptor do sangue)
Rudy Alfredo tem 75 anos e é portador há 3 anos de uma doença relativamente rara chamada síndrome mielodisplásica. Não há tratamento específico para esta patologia.
Mantém-se vivo durante estes 3 anos graças a transfusões realizadas, atualmente, a cada 15 dias.
Neste período já ultrapassou uma centena de transfusões. Precisa de 2 doadores para cada transfusão.
Os doadores começam a rarear, uma vez que a maioria dos amigos, parentes, vizinhos e conhecidos já doaram várias vezes.
Todos que puderem ( e quiserem ) que ajudem fazendo doação de sangue no
Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, no Banco de Sangue, situado
no terceiro andar em nome de:
Rudy Alfredo Hammermuller
(é preciso dar o nome do receptor do sangue)
Eu quero dois fins de semana de choro!
I FESTIVAL ESTÁCIO DE CHORO
Yamandu Costa e Altamiro Carrilho
show de música instrumental
dia 14, às 22h
Nó em Pingo d'Água e Cristóvão Bastos
apresentando músicas do CD Domingo na Geral
dia 15, às 22h
Pagode Jazz Sardinha's Club e Mestre Zé Paulo
lançando o CD Choro Transgênico
dia 21, às 22h
Época de Ouro
grupo fundado por Jacob do Bandolim
dia 22, às 22h
R$20,00 (cada noite)
Casa de Cultura Universidade Estácio de Sá
Av. Érico Veríssimo, 359
Barra da Tijuca
I FESTIVAL ESTÁCIO DE CHORO
Yamandu Costa e Altamiro Carrilho
show de música instrumental
dia 14, às 22h
Nó em Pingo d'Água e Cristóvão Bastos
apresentando músicas do CD Domingo na Geral
dia 15, às 22h
Pagode Jazz Sardinha's Club e Mestre Zé Paulo
lançando o CD Choro Transgênico
dia 21, às 22h
Época de Ouro
grupo fundado por Jacob do Bandolim
dia 22, às 22h
R$20,00 (cada noite)
Casa de Cultura Universidade Estácio de Sá
Av. Érico Veríssimo, 359
Barra da Tijuca
M.A.S.H. para mim sempre foi aquela seriezinha da TV cujo humor não me agradava muito. Mas eu nunca conferi o filme original de Robert Altman e acho que isto é uma falha muito séria.
Hoje é uma grande chance de reparar este furo, já que o filme de 1970, vencedor do Oscar de melhor roteiro, da Palma de Ouro em Cannes e do Globo de Ouro, será exibido hoje no Telecine Happy às 21h45.
Aliás, o TCH tem me trazido boas surpresas. Ainda outro dia, numa reunião no apartamento de uma amiga ("Apartamento uma ova", nos corrigiu seu marido galhofadamente simulando ares de aristocracia britânica, "It's a penthouse.") falando sobre terapia de vidas passadas, me lembrei de um filme a que assisti há muito tempo. Não é a primeira vez em que tento inserir este filme na conversa e o nome me foge completamente. Então eu fico dando pistas para que outras pessoas, falando coisas como: Barbra Streisand, hipnose, cortesã... Mas ninguém das minhas relações jamais viu este filme. Uma outra vez, perturbei o Moa, para me ajudar descobrir o nome do filme porque eu queria alugar para rever. Não me lembro mais se foi ele ou se fui eu quem descobriu no IMDB, mas como não achei em nenhuma locadora, o nome do bendito acabou indo lá para uma gavetinha empoeirada da minha mente.
Então, na terça-feira, já prontinha para dormir, apenas dando aquela última olhadinha na TV para chamar o sono, eis que o filme surge na minha frente: Num Dia Claro de Verão (On a Clear Day You Can See Forever)! Por uma questão de honra e pela memória do meu gosto cinematográfico da adolescência esqueci do dia duro que teria pela frente ontem, levantei e fui assistir ao filme até o final na sala.
Como geralmente acontece, não achei o filme tão encantador agora já _ de acordo com as pesquisas que estabelecem a expectativa de vida _ na metade da minha jornada. A história era bem mais interessante antes de eu ler Kardec. Por outro lado, sou mais paciente com musicais e acho bonitinhas aquelas brincadeiras primitivas com a câmera e achei divertidos os efeitos especiais rudimentares. E ainda tem Jack Nicholson novinho fazendo (adivinhem!) um maluco beleza.
Preciso avisar a Márcia que eu não estava maluca quando comecei a misturar Hollywood com vidas passadas e que o filme de Vincent Minnelli terá reprise no TCH no dia 21/03 às 11h35.
Hoje é uma grande chance de reparar este furo, já que o filme de 1970, vencedor do Oscar de melhor roteiro, da Palma de Ouro em Cannes e do Globo de Ouro, será exibido hoje no Telecine Happy às 21h45.
Aliás, o TCH tem me trazido boas surpresas. Ainda outro dia, numa reunião no apartamento de uma amiga ("Apartamento uma ova", nos corrigiu seu marido galhofadamente simulando ares de aristocracia britânica, "It's a penthouse.") falando sobre terapia de vidas passadas, me lembrei de um filme a que assisti há muito tempo. Não é a primeira vez em que tento inserir este filme na conversa e o nome me foge completamente. Então eu fico dando pistas para que outras pessoas, falando coisas como: Barbra Streisand, hipnose, cortesã... Mas ninguém das minhas relações jamais viu este filme. Uma outra vez, perturbei o Moa, para me ajudar descobrir o nome do filme porque eu queria alugar para rever. Não me lembro mais se foi ele ou se fui eu quem descobriu no IMDB, mas como não achei em nenhuma locadora, o nome do bendito acabou indo lá para uma gavetinha empoeirada da minha mente.
Então, na terça-feira, já prontinha para dormir, apenas dando aquela última olhadinha na TV para chamar o sono, eis que o filme surge na minha frente: Num Dia Claro de Verão (On a Clear Day You Can See Forever)! Por uma questão de honra e pela memória do meu gosto cinematográfico da adolescência esqueci do dia duro que teria pela frente ontem, levantei e fui assistir ao filme até o final na sala.
Como geralmente acontece, não achei o filme tão encantador agora já _ de acordo com as pesquisas que estabelecem a expectativa de vida _ na metade da minha jornada. A história era bem mais interessante antes de eu ler Kardec. Por outro lado, sou mais paciente com musicais e acho bonitinhas aquelas brincadeiras primitivas com a câmera e achei divertidos os efeitos especiais rudimentares. E ainda tem Jack Nicholson novinho fazendo (adivinhem!) um maluco beleza.
Preciso avisar a Márcia que eu não estava maluca quando comecei a misturar Hollywood com vidas passadas e que o filme de Vincent Minnelli terá reprise no TCH no dia 21/03 às 11h35.
11.3.03
Mais do astral atual:
telegrama
(zeca baleiro)
eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok
mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto te ama
por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa
telegrama
(zeca baleiro)
eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok
mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto te ama
por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa
Resposta para você que veio dar uma olhadinha no meu blog porque quer saber como tenho passado:
Vaca Profana
(Caetano Veloso)
Respeito muito minhas lágrimas,
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo assim minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Ê, dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña",
Também te mata Barcelona Napoli,
Pino, Pi, Pau, Punks,
Picassos movem-se por Londres
Bahia onipresentemente,
Rio e belíssimo horizonte
Ê, vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia,
Stevie Wonder, andaluz
Mais o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista meu mundo
Thelonius Monk's blues
Ê, dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Sou tímido e espalhafatoso,
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo,
No mundo um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York,
Sem mágoas estamos aí
Ê, vaca das divinas tetas,
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Mas eu também sei ser careta,
De perto ninguém é normal
Às vezes segue em linha reta
A vida, que é meu bem/meu mal
No mais as "ramblas" do planeta
"Orchata de chufa, si us plau"
Ê, Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
La mala leche para los "puretas"
Nada de leite mau para os caretas
E o leite mau na cara dos caretas
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
E o resto inunde as almas dos caretas
Vaca Profana
(Caetano Veloso)
Respeito muito minhas lágrimas,
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo assim minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Ê, dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña",
Também te mata Barcelona Napoli,
Pino, Pi, Pau, Punks,
Picassos movem-se por Londres
Bahia onipresentemente,
Rio e belíssimo horizonte
Ê, vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia,
Stevie Wonder, andaluz
Mais o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista meu mundo
Thelonius Monk's blues
Ê, dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Sou tímido e espalhafatoso,
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo,
No mundo um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York,
Sem mágoas estamos aí
Ê, vaca das divinas tetas,
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Mas eu também sei ser careta,
De perto ninguém é normal
Às vezes segue em linha reta
A vida, que é meu bem/meu mal
No mais as "ramblas" do planeta
"Orchata de chufa, si us plau"
Ê, Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
La mala leche para los "puretas"
Nada de leite mau para os caretas
E o leite mau na cara dos caretas
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
E o resto inunde as almas dos caretas
10.3.03
O suor foi a primeira sensação que ela conseguiu definir fora do sono. A música que lhe ecoava nos ouvidos - ela começava a perceber - vinha da lira de Morfeu. As unhas estavam cravadas nas próprias palmas e ela precisou de muito esforço para abrir os olhos. O único movimento de seu corpo era o peito ainda arfante. Ela conseguira fugir do pesadelo.
Já amanhecia e era a quarta vez, desde que se recolhera na noite anterior, que aquele mesmo sonho ruim a perseguia. Ela acordava invariavelmente apavorada e a única coisa que conseguia reter era a canção.
O fantasma dele agora vinha pelas ondas sonoras. Assim, além das horas de vigília, a ausência dele também a comprimia nos momentos que deveriam ser de descanso.
Ele sempre dissera que um dia viria a ser artista famoso e ouvindo a música dele tocando em todos os lugares nos últimos tempos, ela tinha a certeza de que ele não havia se importado em abrir mão de sua arte. O amor corrompido, o artista corrompido, o sono corrompido...
Ela sabia que seria inútil tentar voltar a dormir. Dali a pouco já seria mesmo a hora em que ela precisaria levantar-se. De um salto foi tratar da rotina matinal. O dia no escritório prometia ser duro, com várias reuniões previamente agendadas. Ela teve que caprichar no corretivo sob os olhos e lamentou que não houvesse maquiagem semelhante para os sentimentos.
Ficou pronta muito antes da hora de sair, assim havia tempo para usufruir da quase sempre inútil assinatura do jornal, que ela acabava lendo à noite, quando as notícias já estavam muito velhas. Por um instante, a palavra velha ficou brincando em sua mente, enquanto ela pensava em si mesma. O mundo talvez fosse melhor se as pessoas não sentissem tanta pena e raiva de si mesmas, ela pensou afinal. Na terceira página do caderno de cultura havia uma foto dele ilustrando uma pequena nota sobre seu próximo show. Era irritante que ele se fizesse assim presente de todas as formas. Angustiada, ela pensava que teria que evitar o mundo todo para se ver livre dele, pelo menos por aqueles quinze minutos que lhe cabiam.
Um outro café talvez trouxesse algum alívio e ela foi à cozinha. Do basculante, que dava para a área interna do prédio ela ouviu o rádio de alguém que, num irritante bom humor matinal, acompanhava o refrão da maldita música.
Não importava o trânsito caótico, não importavam o baixo salário, o trabalho frustrante, as broncas injustas do chefe, não importavam a violência, a guerra, não importava a solidão. Já seria demais pensar que a falta de reconhecimento para seu próprio talento não importava. Isso importava sim. Entretanto, infelicidade suprema era ela ser "ela" numa canção ruim composta por alguém que decidira pelo sucesso e pela fama, em detrimento da arte e do amor.
Suspirou, quis encher o peito de coragem, mas acabou enfiando o queixo no colo. Abriu a porta e saiu para mais um ensolarado dia de pesadelo.
Já amanhecia e era a quarta vez, desde que se recolhera na noite anterior, que aquele mesmo sonho ruim a perseguia. Ela acordava invariavelmente apavorada e a única coisa que conseguia reter era a canção.
O fantasma dele agora vinha pelas ondas sonoras. Assim, além das horas de vigília, a ausência dele também a comprimia nos momentos que deveriam ser de descanso.
Ele sempre dissera que um dia viria a ser artista famoso e ouvindo a música dele tocando em todos os lugares nos últimos tempos, ela tinha a certeza de que ele não havia se importado em abrir mão de sua arte. O amor corrompido, o artista corrompido, o sono corrompido...
Ela sabia que seria inútil tentar voltar a dormir. Dali a pouco já seria mesmo a hora em que ela precisaria levantar-se. De um salto foi tratar da rotina matinal. O dia no escritório prometia ser duro, com várias reuniões previamente agendadas. Ela teve que caprichar no corretivo sob os olhos e lamentou que não houvesse maquiagem semelhante para os sentimentos.
Ficou pronta muito antes da hora de sair, assim havia tempo para usufruir da quase sempre inútil assinatura do jornal, que ela acabava lendo à noite, quando as notícias já estavam muito velhas. Por um instante, a palavra velha ficou brincando em sua mente, enquanto ela pensava em si mesma. O mundo talvez fosse melhor se as pessoas não sentissem tanta pena e raiva de si mesmas, ela pensou afinal. Na terceira página do caderno de cultura havia uma foto dele ilustrando uma pequena nota sobre seu próximo show. Era irritante que ele se fizesse assim presente de todas as formas. Angustiada, ela pensava que teria que evitar o mundo todo para se ver livre dele, pelo menos por aqueles quinze minutos que lhe cabiam.
Um outro café talvez trouxesse algum alívio e ela foi à cozinha. Do basculante, que dava para a área interna do prédio ela ouviu o rádio de alguém que, num irritante bom humor matinal, acompanhava o refrão da maldita música.
Não importava o trânsito caótico, não importavam o baixo salário, o trabalho frustrante, as broncas injustas do chefe, não importavam a violência, a guerra, não importava a solidão. Já seria demais pensar que a falta de reconhecimento para seu próprio talento não importava. Isso importava sim. Entretanto, infelicidade suprema era ela ser "ela" numa canção ruim composta por alguém que decidira pelo sucesso e pela fama, em detrimento da arte e do amor.
Suspirou, quis encher o peito de coragem, mas acabou enfiando o queixo no colo. Abriu a porta e saiu para mais um ensolarado dia de pesadelo.
Estou enjoada.
E ainda ouso sonhar em engravidar de novo. Acho que não agüentaria passar por tudo de novo.
No fundo, é tudo cansaço. Queria fechar os olhos e só acordar no ano que vem, quando uma fada-madrinha já tivesse resolvido tudinho por mim.
Como a probabilidade de isso acontecer tende a zero, acho que me satisfaria distribuindo meia dúzia de tabefes em fuças bem selecionadas.
Mas sou moça de boa família. Tudo o que faço é acionar advogados, abrir processos e escrever insanidades no blog.
E ainda ouso sonhar em engravidar de novo. Acho que não agüentaria passar por tudo de novo.
No fundo, é tudo cansaço. Queria fechar os olhos e só acordar no ano que vem, quando uma fada-madrinha já tivesse resolvido tudinho por mim.
Como a probabilidade de isso acontecer tende a zero, acho que me satisfaria distribuindo meia dúzia de tabefes em fuças bem selecionadas.
Mas sou moça de boa família. Tudo o que faço é acionar advogados, abrir processos e escrever insanidades no blog.
9.3.03
Ir a Modern Sound é complicado.
Vou planejando voltar com um disco e acabo trazendo muito mais.
Ontem fui procurando o CD do Monobloco. Acabei trazendo também um Norah Jones (a curiosidade matou o gato!), EletroPixinguinha XXI e uma trilha sonora de filme da Disney para o moleque que "adooooooora" aquela loja.
E ontem ainda foi dia de travessuras e gracinhas.
Mãe que se preze vive mandando o filho tomar banho e filho que é filho foge disso como o diabo da cruz. Pois já estava chamando pela terceira vez, só usando o poder da voz, quando resolvi fazer uma pressão presencial. Encontrei a pequena e amada criatura literalmente algemada a um móvel de seu quarto com a finalidade de evitar tão molhado destino. Atire a primeira pedra a mãe que conseguir manter-se séria diante de tal quadro.
Mais tarde, num papo furado depois de um almoço churrascado regado a chope, um amigo pergunta por que, afinal, eu não dirijo. Antes que eu pudesse formular uma resposta leve, que fugisse aos reais motivos que envolvem, entre outras coisas, consciência ecológica e cidadania e que não cabiam ali no momento, o guri me detona:
- Minha mãe não dirige porque bebe.
Vou planejando voltar com um disco e acabo trazendo muito mais.
Ontem fui procurando o CD do Monobloco. Acabei trazendo também um Norah Jones (a curiosidade matou o gato!), EletroPixinguinha XXI e uma trilha sonora de filme da Disney para o moleque que "adooooooora" aquela loja.
E ontem ainda foi dia de travessuras e gracinhas.
Mãe que se preze vive mandando o filho tomar banho e filho que é filho foge disso como o diabo da cruz. Pois já estava chamando pela terceira vez, só usando o poder da voz, quando resolvi fazer uma pressão presencial. Encontrei a pequena e amada criatura literalmente algemada a um móvel de seu quarto com a finalidade de evitar tão molhado destino. Atire a primeira pedra a mãe que conseguir manter-se séria diante de tal quadro.
Mais tarde, num papo furado depois de um almoço churrascado regado a chope, um amigo pergunta por que, afinal, eu não dirijo. Antes que eu pudesse formular uma resposta leve, que fugisse aos reais motivos que envolvem, entre outras coisas, consciência ecológica e cidadania e que não cabiam ali no momento, o guri me detona:
- Minha mãe não dirige porque bebe.
Dá gosto ter uma amiga assim!
Imperdível, principalmente para quem vive reclamando da mesmice na música.
Imperdível, principalmente para quem vive reclamando da mesmice na música.
7.3.03
Preciso me organizar para conseguir tempo para realizar um projeto que venho acalentando há tempos.
Se eu não conseguir escrever e colocar pra fora tudo o que tenho observado, pensado e concluído nos últimos tempos vou explodir, como uma panela de pressão.
Já sei o quê e o porquê. Faltam o como e o quando.
Se eu não conseguir escrever e colocar pra fora tudo o que tenho observado, pensado e concluído nos últimos tempos vou explodir, como uma panela de pressão.
Já sei o quê e o porquê. Faltam o como e o quando.
6.3.03
Não é que eu ande sem novidades. É que estou vivendo demais e intensidade, às vezes, tira o fôlego da gente.
Quem já arriscou-se no Cabum _ aquele brinquedo dos parques de diversões onde você despenca de uns 70 metros em queda livre _ sabe do que eu estou falando. A adrenalina é tanta e a pressão é tão grande que por mais que a gente tente e queira, fica difícil gritar todo o pânico e prazer.
Haja incenso, musiquinha suave e cafuné para equalizar.
Quem já arriscou-se no Cabum _ aquele brinquedo dos parques de diversões onde você despenca de uns 70 metros em queda livre _ sabe do que eu estou falando. A adrenalina é tanta e a pressão é tão grande que por mais que a gente tente e queira, fica difícil gritar todo o pânico e prazer.
Haja incenso, musiquinha suave e cafuné para equalizar.
5.3.03
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