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12.1.04

Deve haver algo de muito errado com alguém que entra numa loja para comprar os novos CD's da Rita Lee e do Lulu Santos e acaba voltando com um do Nirvana, outro do D2 e uma vontade danada de conseguir o do Seu Jorge.

8.1.04

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QUANDO ME AMEI DE VERDADE


Quando me amei de verdade, pude compreender que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então pude relaxar.

Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que aconteceu contribuiu para o meu crescimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo.

Mas hoje eu sei que é amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo.

Como isso é bom!

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão, e com isso errei muito menos vezes.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.

Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.

Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração ela se torna uma grande e valiosa aliada.



(Não sei que é o autor. Se você souber, por favor, me avise para que eu possa dar o devido crédito.)
Bastou o final de tratamento da alergia para que a dieta e os exercícios mostrassem algum efeito. E olha que eu já estava relaxando com eles, naufragada num mar de tender e rabanadas.

Tenho maxilar inferior novamente!

6.1.04

A HIDRA DE LERNA


Depois de matar o leão de Neméia, Hércules cobriu-se com a pele mágica do animal, cuja cabeça lhe serviria de capacete. A seguir, Euristeu, encarregou-o de matar a Hidra. O monstro criado por Hera, nos pântanos de Lerna, destruía as colheitas e os rebanhos e, com seu hálito pestilento, matava quem dele se aproximasse. O mito varia, ele podia ter cabeças de serpentes em número variável (os mais comuns são 5, 6, 7, 9 ou 100). Quando Hércules cortava uma das cabeças da Hidra, nasciam duas no lugar. Hércules matou a figura colossal com a ajuda de Iolau, seu sobrinho, que cauterizava as cabeças que Hércules decepava. Porém, a cabeça central da Hidra era imortal e Hércules esmagou-a debaixo de um enorme rochedo.

Como todo mito, este é usado para ratificar as mais variadas teorias.

Assim, a Hidra simbolizaria a vaidade e os vícios que renascem em dose dupla como suas cabeças. O pântano seriam as águas estagnadas, como um inconsciente não criativo, parado. O sangue da Hidra, que era venenoso, podia contaminar a água do pântano, assim como os vícios que corrompem aqueles que com ele têm contato.

Outra teoria afirma que a Hidra habita nas cavernas da mente, florescendo na escuridão e lama do interior da mente. É preciso muito tempo para que se descubra que se esta nutrindo esta criatura terrível. Lutar contra este inimigo é uma tarefa heróica. A cada cabeça (desejo ou pensamento baixo) decepada, outra cresce em seu lugar.

Enquanto Hércules lutou no pântano em meio à lama e as areias movediças ele foi incapaz de dominar a hidra. Ele teve de erguer o monstro no ar; isto é deslocar seu problema para outra dimensão, para poder resolvê-lo.

A cabeça imortal da hidra separada do corpo é sepultada sob uma rocha. Isto significaria que a energia concentrada que cria um problema permanece aumentada após a vitória ter sido conquistada. Tal poder deve então ser corretamente canalizado e controlado sob a rocha da vontade persistente.

Quem soma o número de cabeças da Hidra e encontra o número 9, tem ainda uma outra suposição. Seria esse o número de problemas que assaltam quem busca conquistar o domínio de si mesmo. Três dessas cabeças simbolizariam os apetites (sexo, conforto e dinheiro). As outras três diriam respeito às paixões (o medo, o ódio e o desejo de poder). As ultimas 3 cabeças representariam os vícios da mente não iluminada (orgulho, separatividade, crueldade).
"Quem mantém os dois pés no chão não sai do lugar."
(Tor Age Bringsvaerd)
Acabou o milho, acabou a pipoca, diria meu pai.
Foram-se os feriados de final de ano, os finais de semanas emendados e cá estamos de volta ao batente.
Minha lista de intenções para este novo ano está enorme e já comecei alguns movimentos para concretizar alguns dos meus intentos.
Eu tinha um grande plano para 2004, mas sou uma pessoa absurdamente impaciente. Ter que esperar tanto tempo até a virada do calendário foi arrefecendo minha vontade. Bom para mim é agir por impulso. Se começar a colocar coisas nos pratos da balança tendo a imobilidade ou pior, à desistência. Assim, acho que aquele sonho tão dourado, tão longamente acalentado, foi-se, passou do tempo, amadureceu demais e caiu por terra. Sabe o que é inteligência emocional? Pois é, eu não.
Por outro lado, o do bem, estou sempre arrumando novos sonhos, planos e rotas. Acredito que este janeiro inaugura uma fase linda, límpida, brilhante da minha vida. Estou em pleno processo de arregimentação em alguns aspectos e conclusões, por outro. Isso me dá equilíbrio.
E continuo repetindo como me ensinaram: "estou aberta a todas as riquezas do universo".

Feliz Ano Novo!

19.12.03

A FESTA


Que maravilha, né? Ninguém está morrendo nas filas dos hospitais estaduais por falta de verba para a saúde, de medicamentos e de profissionias. O quê? Isso ainda está acontecendo?

Mas pelo menos as escolas do estado estão com os professores satisfeitos e em número adequado para todas as disciplinas, as turmas tem o número recomendado de alunos e a educação funciona em patamares elevados, pois não?
Como não? Não é assim?

Ah, eles mostraram a nova frota de carros da PM. Imagina se o povo vai se importar que as viaturas estacionadas irregularmente em torno do Maior do Mundo mais o afluxo das caravanas fretadas pelos políticos do interior e dos subúrbios mais distantes tenham dado um nó no trânsito já tumultuado de fim de tarde às véspera de Natal. Agora a polícia tem carros adequados para agir nos pontos mais violentos da cidade e... O que você quer dizer com "os carros não são blindados" e "aquele tipo de veículo não consegue trafegar nas vielas das favelas"?

Então o que foi aquela festa ontem no Maracanãzinho? Ah, prestação de contas de um ano de governo do casal campista. E as contas bateram, o orçamento fechou direitinho? Como não houve menção a nenhum número? Mas que prestação de contas é essa, gente?

Ainda bem que valeu a pena o dinheirão que a governadora gastou com publicidade em jornais, rádio e televisão para anunciar que paga o décimo terceiro dos funcionários estaduais. Todo mundo recebeu seu dinheirinho que todo empregador tem a obrigação de pagar e não é favor nenhum, né? Hein!? O que você está me dizendo? Os servidores estão recebendo cartas dos bancos em casa dizendo que este dinheiro é um adiantamento deles ao governo do estado e se D. Garotinha não tiver acertado com eles até o dia 5 de janeiro, os bancos vão debitar o valor das contas dos funcionários públicos sem reajustes desde Deus sabe quando?

Mas você falando assim desse jeito até parece que a festa ontem foi uma palhaçada, uma sem-vergonhice sem tamanho, uma canalhice comandada por um grupo de uma desfaçatez sem igual.

Que coisa!

12.12.03

Tendo a respeitar as coincidências num fervor quase religioso. Quando alguma coisa começa a repetir-se, um tema torna-se recorrente em minha vida, costumo pensar que algo quer me chamar a atenção para aquilo. Nunca perdi nada com isso, nem tive motivos para me arrepender. Portanto continuo seguindo faro e instintos.

Uma das minhas primeiras professoras costumava brincar com a minha mãe, que trabalhava na mesma escola onde eu estudava, dizendo que eu tinha sangue azul. Ela referia-se ao meu narizinho empinado, que, ao que tudo indica, pela precocidade do comentário da mestra, é inato. Foi mais ou menos nessa época que tive o primeiro problema por causa dele, o nariz.

Fui uma criança quieta, muito mais de prestar atenção do que de falar. Na escola, conseguia ser ainda mais silenciosa, respondendo apenas laconicamente o que me era perguntado. E um dia a professora perguntou qual era a profissão do meu pai e onde ele trabalhava. Eu respondi que ele era médico de bichos e que estava trabalhando fora do país. Naquele época, viagens ao exterior não eram comuns como hoje e eu estudava em escola pública, onde pouquíssimas crianças eram filhas de "doutor". E, aos 5 anos, ainda não tinham me ensinado o que significava a palavra inveja.

Um menino levantou de sua carteira gritando: "Mentira, sua mentirosa, mentira!"

Ele empunhava um lápis de ponta recém-afiada como Anthony Perkins empunhava a faca na cena do chuveiro em Psicose. Não me acudisse o reflexo e hoje talvez fosse cega de um olho. A ponta do lápis cravou-se na palma da minha mão e quebrou. Eu, que sempre fui fraca para cenas de sangue, fui carregada pelas escadas, gotejando até a secretaria.

Desde então, por mais discreta que seja, vez ou outra desperto este tipo de fúria. Pessoas bem-resolvidas, com a auto-estima, serotonina e a endorfina em dia costumam ser imunes a este meu talento para involuntariamente (e às vezes deliberadamente, como nesta frase) excitar vis instintos nos medíocres.

Uma amiga me disse ainda outro dia que eu deveria evitar fazer coisas que mexessem com a invídia. Respondi pra ela que era impossível, a não ser que eu deixasse de ser eu. Naquela sala de aula, não estava exultante, mas muito triste porque meu pai estava longe. Entretanto, o invejoso não vê as coisas como são. Ele enxerga as coisas pelas lentes das próprias comparações, que sempre dizem que ele está em desvantagem e que portanto houve uma injustiça cometida contra ele que precisa ser reparada. E a realidade não tem a mínima importância.

Alguns acham que inveja é o simples desejo de cópia. Não é. Isso seria cobiça. Inveja é querer que o outro não tenha, é o desejo de destruição. Mas como ele se acha inferior, raramente tem a coragem e a ausência de máscara do meu coleguinha. Sua arma não é um lápis. São indiretas, fofocas, maledicências, sabotagem, calúnia...

Todavia, apesar da cicatriz na minha mão direita, graças às suas viagens e pesquisas por toda América Latina, meu pai tornou-se um dos maiores especialistas brasileiros em febre aftosa e foi um dos responsáveis por sua erradicação no nosso país (com recentes e raros focos); cresci e sou eu, com todos os meus inúmeros defeitos e algumas qualidades apreciáveis, gosto de crer. Os cães ladram e a caravana passa. Ah, sim. Estou me gabando do meu pai agora. Sinto muito sua falta desde que ele passou para outro plano espiritual. E toda vez que sou obrigada a recordar de episódios como este, sei que não é coincidência: tenho uma missão e enquanto ela não for cumprida vou precisar ser lembrada dela.

Voltando à cópia, um amigo alerta para as diversas cópias de um texto que ele escreveu e que é republicado pela grande rede nem sempre com os devidos créditos. Como fazia muito tempo que não olhava o que anda rolando por aí de meu, fui brincar de Google. E eis que descubro, pesquisando meu nome e sobrenome, que uma antepassada casou-se com um barão.

Minha professora não estava tão errada em sua brincadeira, afinal.

(Gente sadia não vai ver sub-textos neste post e pode até achar divertida, como eu achei, esta história.)

9.12.03

UM DIA BEM SUCEDIDO


Barbara De Angelis, em seu livro
Secrets About Life Every Woman Should Know, diz que nosso dia-a-dia pode ser mais bem-sucedido e nós, mais felizes. Basta entendermos que o sucesso depende mais de nós do que das coisas que nos acontecem.

De acordo com ela, um dia bem-sucedido é aquele em que conseguimos pelo menos um adas conquistas abaixo:

Aprendemos pelo menos uma coisa nova a respeito de nós mesmos.

Conseguimos nos relacionar melhor com os outros.

Somos mais pacientes e temos mais compaixão sobre alguma coisa ou sobre outra pessoa.

Ganhamos um pouco mais de entendimento sobre alguma coisa ou sobre outra pessoa.

Resistimos reincidir em um padrão antigo e destrutivo de comportamento, ou de pensamento, e escolhemos um novo padrão.

Somos amáveis com os outros.

Conseguimos nos amar, mesmo não fazendo tudo com perfeição.

Somos gratos pelo dom da vida e pela oportunidade de aprender e crescer.

Vista desse ângulo, a vida passa a ser mais agradável e feliz. Não teremos mais dias bons ou dias ruins, mas sim, dias nos quais aprendemos mais ou menos, dias nos quais crescemos mais ou menos. Tudo passa a ser um aprendizado. Eu acredito que o verdadeiro gênio é aquela que consegue conquistar a felicidade, não importando o que a vida tenha lhe oferecido.

(Ômar Souki)

5.12.03

Ele não usa luvas, mas só se veste de branco e azul.
Não era negro e virou branco, mas estica o cabelo até não mais poder.
Não come criancinha, mas faz todas as refeições com um prato extra na mesa como se a falecida esposa ainda estivesse ali com ele.
Não é do pop, mas também é rei.
Por essas e muitas outras, pergunto: Roberto Carlos é ou não o Michael Jackson brasileiro?

E não sei se é essa proximidade com o universo dele, afinal os shows do final de semana serão nas minha barbas (se eu as tivesse), mas a verdade é que tenho estado atenta às doideiras que me cercam.

Gente que ao invés de agradecer presentes, passa uma descompostura. Tem aqueles que ligam depois do sujeito deixar um desejo de feliz aniversário na secretária eletrônica deles pedindo pra não lige no próximo ano, porque detestam aquele monte de mensagens. Os que laboriosamente construíram uma vida desastrosa só para depois tentar infernizar a vida dos outros com pitis, acusações e reclamações, mesmo esses outros nem estivessem lá quando eles enfiaram os pés pelas mãos. O povinho que diz sinceramente preocupado: "Se eu fosse você tomava cuidado. Sua vida anda muito estável e feliz, viu?" Tem de tudo.

Por isso, mesmo invocando vez ou outra aquela que o Rei se recusa a cantar hoje em dia - Quero que Vá Tudo pro Inferno - estou com Lenine, meu caro interlocutor, e não abro:

"Normal só tem você e eu."

3.12.03

Papagaio come milho, periquito leva a fama. Mas, em compensação, em rio que tem piranha, jacaré nada de costas. Isso porque gato escaldado sente medo de água fria.

Deixa estar, jacaré, que a lagoa vai secar.
DOE SANGUE!


Não pode doar:

* Gripe ou febre
* Tratamento dentário nas últimas 72 horas
* Cirurgia de grande porte nos últimos 6 meses
* Gravidez ou amamentação
* Parto ou aborto nos últimos 3 meses
* Hepatite após os 10 anos de idade
* Doença de Chagas ou Sífilis
* Malária nos últimos 3 anos
* Epilepsia e doenças neurológicas em geral
* Diabetes, Hipertireoidismo, Hanseníase, Doenças Cardíacas e outras doenças crônicas
* Exposição ao risco de AIDS
* Transfusão se sangue no último ano

Pode doar:

* Estar em boas condições de saúde
* Ter entre 18 e 65 anos
* Ter 50 Kg ou mais

No dia da coleta não fazer jejum e levar documento de identidade com foto válido em todo o território nacional.

Menstruação não é contra-indicação para doeção.

28.11.03

Recebido por e-mail:

Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:

1) "Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus."

2) "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."

3) "Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe."

4) "Essa juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."

Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Então, revelou a origem delas:

A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)
A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
E a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilônia e tem mais de 4000 anos de existência.

Embora estejam absolutamente adequadas aos jovens dos dias de hoje, vemos que nada mudou desde então.

27.11.03

Minha irmã caçula trabalha com este grupo distribuindo mantimentos, roupas e brinquedos para famílias cadastradas no Morro do Sarapuí (em Bangu, aqui mesmo no Rio) no dia de Natal. A gente sempre reclama porque ela se recolhe logo depois da ceia, mas fica muito feliz porque sabe que ela vai subir o morro cedinho no dia do aniversário dO Cara mais importante que já pisou neste mundo, levando alguma esperança para quem tem tão pouquinho.

Sou daquelas bobas que se enchem de uma luzinha boa dentro do peito nesta época da ano. Adoro ser bobona, sabe? Sinto saudade dos membros queridos da família que já se foram, mas isso não é motivo para que eu ignore o brilho nos olhos do meu filho e dos meus sobrinhos, todo o carinho que envolve meu clã, o tanto que temos para agradecer e o tão pouco que temos a pedir.

Além de boba, também não sou de me sentir culpada pelas desgraças do mundo. Tento fazer minha parte, ajudar como posso. Acabo de falar com minha irmã. Este ano, ela já conseguiu todos os padrinhos de que precisava para as crianças (cada padrinho envia para uma criança cadastrada um traje simples completo e um brinquedo adequado à sua idade), mas ainda estão recolhendo os alimentos não-perecíveis para as cestas básicas até 13 de dezembro.

É só uma idéia. Meu e-mail está à disposição. E você já tem o endereço deles.

25.11.03

Quando chega dia 15 de outubro, começo a me preocupar. É a contagem regressiva para o final do ano. Deste dia até o dia 15 de novembro, tento resolver e antecipar todas as tarefas que podem embolar naquele período tão lindo e tão estressante do final de ano. Raramente consigo.

O volume de trabalho costuma aumentar substancialmente (não estou reclamando não, viu, Papai do Céu?), tem as compras, muitas festas, zilhões de atividades imperativas que aparecem do nada.

Consegui resolver parcialmente o problema das compras. Já tem muita coisa ajeitada. Hoje devo montar a árvore de Natal com o pimpolho. Preciso definir como estar presente em 5 eventos praticamente simultâneos e importantíssimos pessoal e/ou profissionalmente. Até o final da semana, pretendo entregar um projeto.

Tic, tic, tic, vou fazendo em minha agenda. Só uso a de papel desde que o herdeiro ainda bebê derrubou a eletrônica e mandou para o quinto dos infernos todos os apontamentos: compromissos, dados de clientes e fornecedores, aniversários, tudo, tudo, tudinho... Por isso sou um ser do meu tempo que olha com certa desconfiança para as suas maravilhas. Como dizem (ou diziam) na vinheta dos Jetsons no Cartoon Network: "Tecnologia é ótimo. Quando funciona."

Estou cultivando a arruda que meu filho trouxe em sementes da escola. Oportuníssimo. O vasinho fica ao lado do de trevo de quatro folhas. Talvez tenha valido um papo com a Fer sobre plantas e ter relido este ano O Menino do Dedo Verde.

Este ano que vai acabando foi bem duro aparentemente não só pra mim. Eu o estou encarando com um período de árdua aração, adubagem e semeadura.

21.11.03

Esta eu ia colocar lá no Levanta Rio, mas o Blogger Brasil está esquisito desde ontem. Primeiro estava em manutenção, agora diz que está sobrecarregado. Bom, vou colocar por aqui mesmo e quando der levo pra lá:

"Ninguém jamais se tornou universal sem conhecer e amar a própria aldeia."
(Dostoiévski)

14.11.03

Tambores é o Jornal da minha amadinha, a Nana

Se você é leitor:

O que você gostaria de ler num jornal sobre música brasileira? Matérias opinativas sérias? Abordagem tanto de artistas fora da mídia, como de artistas novos, além de artistas populares? Espaço à música independente? Matérias falando não apenas dos célebres festivais dos anos 60, mas também dos festivais regionais contemporâneos?

Em outras palavras, se você está cheio das discussões sobre o lado "Caras" dos artistas, e quer saber mais sobre a música em si, o jornal que você gostaria de ler já existe.

É o TAMBORES. Para todos aqueles que gostam da boa música. Boa música que pode ser Tom Jobim, mas pode ser também Simone Guimarães. Que pode ser Edu Lobo, mas pode ser também Rafael Altério. Que pode ser Cássia Eller, mas pode ser também Sérgio Santos. Que pode ser Herbert Vianna, mas pode ser também Vander Lee.

Assine Tambores, e leia o que você quer ler.

Se você tem o que anunciar:

Sabe aquele veículo que você estava procurando para anunciar o seu produto? Ele já está no mercado, ainda novinho em folha...

O jornal TAMBORES tem como leitores gente da música, dos profissionais aos simpatizantes. Gente que compra CDs e DVDs, que vai aos shows. E gente que faz música, que produz, que canta, que toca ... gente, enfim, que potencialmente vai estar interessado no anúncio de projetos artísticos, de novas produções, de espetáculos.
Exatamente o que você tem para anunciar.

Criado e editado por gente com experiência na área, TAMBORES trará a cada edição matérias e entrevistas de interesse do meio musical. E com os melhores preços da praça.

Anuncie em Tambores

13.11.03

Ele está apaixonado por esta música. Preciso comprar um CD que tenha uma interpretação bem legal:

Ciranda da bailarina

Edu Lobo - Chico Buarque
1982

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem

Procurando bem
Todo mundo tem...

11.11.03

Quer pagar quanto?
Que tal um tapa nas fuças do chato?
Vocês viram a matéria de capa da IstoÉ desta semana? É sobre multiplicidade das vidas, entrevida, terapia de vidas passadas, estas coisinhas sobre as quais tenho muita curiosidade.

Parece que finalmente a ciência está chegando perto do que as religiões orientais e o Kardecismo já dizem há um tempão. Como fica o povinho agnóstico, hein?

Outra notícia interessante que li outro dia era sobre os infra-sons. Eles são inaudíveis para os ouvidos humanos e são, teoricamente, causadores do medo (será que quem tem síndrome de pânico Têm mais sensibilidade aos infra-sons?) e de outras sensações como melancolia, ansiedade e tristeza (os depressivos têm ouvidos especiais?). Os pesquisadores dizem que esses sons são comuns nas igrejas, em notas musicais muito baixas produzidas pelos órgãos e ativam a espiritualidade dos fiéis. Calafrios poderiam ser causados por um infra-som.

Mas, nós K nós, longe de terremotos, tempestades, ventos sazonais e do canto gregoriano, quem produziria os infra-sons?