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5.5.04

Tá legal!

É imaturidade dizer "Viu? Eu não disse?"

É crueldade dizer "Bem feito!"

Mas tem umas situações, para as quais a gente alertou, advertiu, aconselhou, em que o óbvio se cumpre e a gente tem que se prostrar rogando por maturidade e compaixão.

Haja antídoto para ignorância temperada com teimosia!
Graças a um trabalho que às vezes se torna bem duro, estou tendo muito contato com a Bíblia. Como tudo o que vivencio acaba se grudando à minha história e a mim, de alguma forma e já que esse blog, embora não seja um retrato, é um eco da minha vida, talvez eu sinta vontade de postar alguma coisa que me toque mais profundamente por aqui, com suas reflexões associadas ou não.

Tudo depende de impluso, vontade e tempo, o que não é mau.

Mas, talvez, esta vontade não surja mais, simplesmente por seguir os ensinamentos contidos nas mensagens que enviaria.
Sabe o que é melhor do que assistir um show de uma artista cuja carreira que você vem observando de longe há tempos?

Assistir a este show no espaço VIP.

Sabe que é mais bacana que assistir àquele show especial no espaço VIP?

Receber um telefonema informando que você foi sorteado e vai para o espaço VIP em esquema BLT (boca livre total).

O que, além da companhia já confirmada do homem da sua vida, poderia ser mais legal que isso?

Um amigo de fora da cidade ligar e marcar de encontrar com você lá.

4.5.04

"O mundo pertence aos otimistas; os pessimistas são meros espectadores."
Eisenhower

"De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos."
Confúcio

"O pessimista considera o sol apenas como um fazedor de sombras."
Décio Valente

"Os fracos acomodam-se... Os fortes lutam por uma melhor posição na vida."
Dinamor

"Nunca está só quem possui um bom livro para ler e boas idéias sobre as quais meditar."
Renato Kehl

"Nada tem qualquer poder sobre mim, além daquilo que permito por meio de meus pensamentos conscientes."
Harold Hoppkins

"Há pessoas que não sabem viver sem depender dos outros.São como certos animais que só vivem bem quando têm dono."
Célio Devenat

"Há um momento que é preciso parar de sonhar ....... e partir."
Amir Klinck

"Nada jamais será tentado, se todas as objeções possíveis tiverem de ser superadas antes."
Samuel Johnson

"Qualquer um pode ficar zangado - isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na intensidade correta, no momento adequado, pelos motivos justos e da maneira mais apropriada - isto não é fácil. "
Aristóteles

"O que somos é conseqüência do que pensamos."
Buda

"Pelos erros dos outros, o homem sensato corrige os seus."
Oswaldo Cruz
Você conhece a Valquíria?
"Quem inicia a Busca sabendo o que vai encontrar, está longe da verdade".

3.5.04

Estranhos no paraíso
(Paulo Blank)


Não fosse a cobra, falaríamos todos a mesma língua clara, sem subterfúgios. Foi ela que introduziu a sedução como modo de desviar o outro do próprio caminho. Sua fala enganadora nos expulsou do paraíso da transparência. Foi sobre isso que conversei com o vendedor de cachorro-quente na esquina de casa, em Botafogo. Gilberto, um Bíblia, como se dizia, vive pregando e tentando me converter. Inteligente, daria bom pastor de almas. Ando até pensando em propor-lhe uma esquina de estudos bíblicos, um Café Philo tropical.

Quando passei, Gilberto me saudou com o Shalom de sempre e puxou papo. Dia quente de céu azul, o cheiro do cachorro-quente enchendo o ar, os carros passando, entabulamos uma conversa que já inventou um povo e está em vias de criar outro. Refiro-me ao apego ao texto bíblico e ao desejo obsessivo de não parar de extrair mensagens dele. Hábito que eu e Gilberto cultivamos com prazer. Só que há duas maneiras de entrar neste pomar secreto. Uma é penetrar as palavras sabendo que ali podemos encontrar uma infinidade de sentidos. Outra é fazer todo mundo ler pela mesma cartilha e, se alguém entender diferente, vêm as expulsões e as excomunhões para deixar claro qual a largura da estrada que o pensamento pode trilhar sem oferecer perigo.

Agora éramos três na esquina. De calção e chinelo, o recém-chegado foi dizendo: "Para entrar no céu tem que quebrar o ego". Olhei espantado, o homem me tocou. Quis saber de onde saíra aquela conversa budista de quebrar o ego e me mostraram o livro. Guardado com carinho numa pasta de plástico transparente, fechado com zíper a salvo de respingos impuros de fritura, o livrinho surgiu nas mãos do Gilberto. O autor é japonês, só podia. Argumentei que esta contribuição era do Oriente e eles, dois sábios seguindo a estrela de Belém, concordaram. Pouco a pouco, uma ponte de entendimentos de erguia sobre a fumaça do cachorro-quente e o abismo social que nos separa. A miscigenação holística dos trópicos dava vida às palavras geradas no ardor do longínquo deserto. Esqueci de dizer, um fícus centenário lança enorme sombra sobre a esquina, abrigando passantes que param para um lanche ou uma conversa bíblica.

Quando a cobra entrou no papo, peguei um guardanapo e anotei: narrash. Em hebraico, a língua em que a história foi escrita, cobra é narrash. Ao lado escrevi nirrush, que significa adivinhação. Os sábios antigos concluíram, comparando as palavras, que a cobra era sedutora e falava por alusões misteriosas como falam os adivinhos quando querem impressionar. O seu nome já dizia quem era. A cobra, o tal narrash, introduziu no paraíso o papo envolvente. Antes, Adão e Eva eram seres de luz. Sua relação era transparente, suas palavras claras. Depois de comer a fruta da enganação, Eva transou com a serpente e seu esperma misturado ao de Adão gerou filhos que perderam a luz divina da qual foram criados. Cobertos de peles, Adão e Eva ficaram opacos, perderam a existência translúcida e nós, descendentes desse triângulo pouco amoroso, vivemos até hoje falando através de vestimentas que disfarçam nossos objetivos. A cobra, como é fácil perceber, deixou vestígios. Prometemos coisas que não cumprimos, inventamos motivos que não existem, camuflamos sentimentos e intenções sob camadas de peles rugosas para que outros não percebam a luz de nossas intenções. E, quando alguém resolve falar claro, sem subterfúgios, é chamado de radical e, num julgamento cheio de cobras espertas, condenado ao desterro. Em certos países tropicais, estranhos são os que insistem em falar claro.

30.4.04

Compre!
DORIVAL CAYMMI
90 ANOS




A história da música popular brasileira passa obrigatoriamente pela música de Dorival Caymmi, que para nossa alegria continua firme e saudável ao completar hoje 90 anos.

Como não poderia deixar de ser, as homenagens pululam pelo Brasil afora.

A imagem da Bahia como é hoje no imaginário popular deve-se, em grande parte, à obra deste grande compositor. Mas ele, malandro velho, não se deixa pegar quando lhe perguntam porque mora no Rio e passa longas temporadas em Minas - seria ele realmente baiano, carioca ou mineiro? Ele sorri daquele jeito gostoso e responde com calma: sou brasileiro.

Viva Caymmi!




Pachorra

Contam que a música João Valentão demorou uma década para ficar pronta.

Quem compôs Suíte dos Pescadores, É Doce Morrer no Mar, A Preta do Acarajé, O que É que a Baiana Tem?, Só Louco, só para citar algumas, pode passar a vida cochilando na rede.

Amor

Hoje também é aniversário de casamento de Dorival Caymmi com Stella Maris. São 64 anos de um amor que começou na Rádio Nacional.

Prole

Outro aniversário comemorado hoje é o de Nana, a primogênita. Além dela o casal teve Dori e Danilo. Todos são talentosíssimos elementos da música popular brasileira. Assim, Caymmi, além de uma obra musical primorosa, enriqueceu a terra com seus genes.
O fio de raciocínio e conversa


Ele viu o post sobre o Guilherme de Brito e puxou papo:

- Você está com essa música na cabeça?
- Hum-hum. Quem gravou primeiro foi a Nora Ney, né?
- Acho que sim.
- Que de Nora Ney? Morreu?
- Não sei. Só sei que foi casada com o Jorge Veiga.
- Desse nunca ouvi falar.
- Ele cantava a música do bigorrilho.
- Minha mãe cantava essa música pra mim quando eu era criança.




[consulta, consulta, consulta]





Nora Ney (Iracema de Sousa Ferreira) gravou seu primeiro disco em 1952. Conquistou o disco de ouro como melhor cantora por cinco anos consecutivos. Foi eleita, em 1953, Rainha do Rádio. Ao longo dos anos 50, sua voz grave e dicção empostada (famosa por carregar nos erres) alcançou o sucesso cantando sambas-canção em casas noturnas e através da Rádio Nacional, da qual passou a fazer parte do elenco em 1952. Clássicos do período como Ninguém me Ama, Menino Grande (ambas de Antonio Maria), Só Louco (Dorival Caymmi) e Preconceito (Maria/Fernando Lobo) foram alguns de seus êxitos. Curiosamente, foi também uma das primeiras (ou mesmo a primeira, segundo alguns pesquisadores) a gravar um rock no Brasil, cantando Rock Around the Clock, de Bill Haley.

Apresentou-se nas Américas, Europa, África e Oriente Médio, tornando-se grande divulgadora da música brasileira em países nos quais era praticamente desconhecida (Rodésia, Chipre, China e a então URSS). Casou-se com Jorge Goulart em 1992, após 39 anos de vida em comum. Faleceu em outubro de 2003, na sua Rio de Janeiro natal, aos 81 anos.

Fontes: CliqueMusic, Enciclopédia da Música Brasileira Popular, Erudita e Folclórica (PubliFolha)




Bigorrilha

S. 2 g.
1. Indivíduo reles, vil, desprezível; bigorrilhas, bigorrilho.
2. Bras. RS Sujeito fraco metido a valentão.

(Dicionário Aurélio - século XXI)




Bigorrilho
(Paquito/Romeu Gentil/Sebastião Gomes)
Gravado em 1964, por Jorge Veiga

Lá em casa tinha um bigorrilho,
Bigorrilho fazia mingau,
Bigorrilho foi quem me ensinou,
A tirar o cavaco do pau,
Trepa Antonio, siri tá no pau,
Eu também sei tirar,
O cavaco do pau.

(bis)

Dona Dadá, Dona Didi,
Seu marido entrou alí,
Ele tem que sair,
Ele tem que sair,
Ele tem que sair,
Ele tem que sair.

29.4.04

Conheci o Guilherme de Brito num carnaval em Conservatória. Aliás, fui parar em Conservatória no carnaval porque li numa entrevista que ele concedeu que era ali o lugar onde ainda havia carnaval de verdade.

A cidade (acho que nem é uma cidade, é um distrito) é uma gracinha, parece de boneca, parada no tempo e tem a tradição de atrair o pessoal da terceira idade. Nunca fui lá para desfrutar de sua principal atração, que são as serestas das sextas e dos sábados, mas gostei do carnaval, com seus blocos populares, sem nenhum traço de violência, tudo muito familiar. Como as coisas acontecem cedo, é ótimo para quem está com criança pequena e não quer abrir mão de divertir-se no período momesco.

A cidade tem algumas atrações pitorescas, mas elas podem ser exploradas em algumas poucas horas, pricipalmente para quem não tem os passos vagarosos dos anciãos. Assim muito tempo passamos sentados em cafés e bares, vendo a banda passar, literalmente ou não.

E de vez em quando sentava na mesa ao lado o ilustre compositor, que, descobrimos depois, estava hospedado no mesmo hotel em que estávamos. Do alto de sua elegância octagenária, ele envergava indefectivelmente um terno branco com camisa rosa e gravata verde. Tudo para homenagear sua amada Mangueira.

As pessoas aproximavam-se dele com carinho e respeito e ele tinha sempre um sorriso simpático para oferecer e uma caixa de fósforo à mão para acompanhar quem quisesse homenageá-lo cantando um de seus clássicos.

A fala de uma pessoa hoje me despertou a lembrança da música abaixo e fiquei feliz por esta lembrança ter puxado da memória o encontro com o grande mestre.






A Flor e O Espinho
(Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha)

Tire seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor

Eu só errei quando juntei
Minha alma junto à sua
O sol não pode viver perto da lua - BIS

É no espelho que vejo a minha mágoa
A minha dor e os meus olhos rasos d’água
Eu na sua vida
Já fui uma flor
Hoje sou espinho sem amor
"Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento."
I Coríntios 14, 20

"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino."
I Coríntios 13, 11

28.4.04

O cavaco não cai longe do tronco.
Não é uma coisa "linda" para nos atacar com toda força num dia lindo e iluminadíssimo de abril, quando a gente tem acúmulo de trabalho para ser feito diante de uma tela de computador?

A insuficiência de convergência, causada por anormalidades no equilíbrio da musculatura extrínseca do olho, dificultando a convergência normal para os objetos de interesse próximos, gerará danos na interação das imagens de cada olho, exigindo esforço adicional para esta musculatura, com conseqüentes sintomas de fadiga, acarretando a Astenopia*.

O uso prolongado da visão com vícios de refração não corrigidos, levam as pessoas a terem sensações de turvação, dificuldade de fixação de detalhes, perda de linhas na leitura, cefaléia constante, ardência nos olhos, sonolência, náuseas, dores irradiadas para a nuca e pescoço, pontos móveis no campo de visão, que podem ser negros ou cintilantes e até tremores nas pálpebras.

*Astenopia - cansaço visual e que tem como sintomas fortes dores de cabeça e nos olhos provocadas pelo excesso de trabalho diante do monitor de vídeo.


Enquanto as novas sessões de exercícios ortópticos não vêm, haja Dorflex!!!

27.4.04

Tô cansada demais.

Será o tempo nublado?
Será muito trabalho?
Será uma virose?
Será resultado de tanta obra nos meus ouvidos?
Será a casa toda desorganizada?
Será medinho?
Será o Benedito?

Não importa. Lá vou eu.

Vruuuuuuuuuuuuuuuum.

26.4.04

'No final do dia, sucesso é saber que eu ajudei alguém.'

Victoria Conte
"O homem parado é com água estagnada: corrompe-se."
Latena



Anote na agenda:


1 - À meia noite cantarei sua trilha

Jornalista e produtor musical, Ricardo Soneto é daquelas figuras que sabem tudo de música. Mas não é só. Ele gosta de soltar a voz. E para este show, escolheu com capricho um repertório que inclui aquelas canções que fizeram com que nossos filmes favoritos ficassem ainda melhores. Ele canta acompanhado por um trio de jazz.

Cine Odeon
30/04/2004
à meia-noite



2 - MDC World Music, Lua Discos e Atelier Cultural apresentam:
Show de lançamento do CD A Música de Chaplin

Gilson Peranzzetta

1- Fox trot - The Idie Class (A Classe Indolente)
2- The ballet of bread rolls - The Gold Rush (Em busca do ouro)
3- Clown's apprentice - The Circus (O Circo)
4- Secrets in your eyes – A dog´s Life (Vida de Cachorro)
5- Non sense song - Modern Times (Tempos Modernos)
6- Wages and the wife - Pay Day (Dia de Pagamento)
7- The spring song - A king in the New York (Um rei em Nova York)

Leandro Braga

8- Jazz (Dancing on board ship) - A Day´s Pleasure (Um dia de Prazer)
9- Smile - Modern Times (Tempos Modernos)
10- The Clown´s last crazy Act" - Limelight (Luzes da Ribalta)
11- Dog´s life" - A Dog´s Life (Vida de Cachorro)
12- The organ waltz - The Kid (O Garoto)
13- A huge meal, thanks to the police - Modern Times (Tempos Modernos)

João Carlos Assis Brasil

14- Suite Chaplin
Non sense song - Modern Times (Tempos Modernos)
Dog´s life - A Dog´s Life (Vida de Cachorro)
Love song
Fox trot - The Idie Class (A Classe Indolente)
Debussy music - Pay Day(Dia de Pagamento)
Smile - Modern Times (Tempos Modernos)
The dictator - The Great Dictador (O Grande Ditador)
Jazz (Dancing on board ship) - A Day´s Pleasure (Um dia de Prazer)
Charlie´s theme - The Idie Class (A Classe Indolente)
Limelight/Smile - Limelight (Luzes da Ribalta)/Modern Times (Tempos Modernos)

Sala Cecília Meirelles
29/04/2004
19h00
R$10,00

25.4.04

Quitutes na casa (nova e linda) da Flavinha, pizza no Luigi, biscoitos palmier e canudinhos de chocolate da Casa do Alemão, língua de gato do Katz...

Quando (reparem que não usei a condicional; é assim que os sonhos se transformam em realidade) me mudar de volta para Petrópolis vou ter que pensar seriamente sobre reeducação alimentar.

É isso ou engordar, como da primeira vez, 10 quilos em 1 ano. E isso sem ter mais 17 primaveras e aquela saudosa facilidade de perder peso.

23.4.04

Oração de São Jorge

Eu estou vestida com as roupas
e as armas de São Jorge.
Para que meus inimigos
tendo pés não me alcancem,
tendo mãos não me peguem,
tendo olhos não me enxerguem
e nem pensamentos eles possam ter
para me fazerem mal.
Armas de fogo
o meu corpo não alcançarão,
facas e lanças se quebrem
sem ao meu corpo chegar,
cordas e correntes se quebrem
sem o meu corpo amarrar.