Eu tenho medo!
Uma pessoa que é capaz de ir a um restaurante num domingo especial em família com bobs e lenço na cabeça é capaz de qualquer coisa, né não?
3.6.05
IDADE
A idade é uma realidade, já dizia Papai.
Começo a perceber seus primeiros sinais. Não, aquela dorzinha no joelho que ataca quando levanto depressa depois de ficar algum tempo sentada e que quase me levou ao chão ontem na saída do cinema eu até consigo abstrair. Mas foi triste ver o médico fazendo conta com a minha data de nascimento para ver se eu já tinha chegado è meia idade. Meia idade! Fala sério! Ainda outro dia isso não era coisa daqueles coroas, daqueles velhos? Ufa, passei raspando no teste do Dr. Jaleco Branco, mas a perigosa está logo ali, depois daquela curva.
Sabe que curva é essa? Aquela que vem sinalizada com uma placa onde está escrito simplesmente "Enta, mas não sai". Depois que entrou ali nos "enta", não tem mais retorno e o jeito é seguir em frente. Diz que tem gente que consegue até sair lá, bem longe, mas são poucos. Ainda, né? Afinal a gente tem que por fé na ciência e na tecnologia que evoluem diariamente e que prometem levar-nos ao centenário.
Elas só não conseguiram ainda achar uma boa resposta para a cara de passado do balconista da farmácia que querendo ser simpático pergunta se o remédio é para a senhora minha mãe e ouve que não, é pra mim mesma. Tadinho, deu uma dó. É sinal dos tempos ter que tomar remédio normalmente receitado pra idosos, né não?
Mas acho que o que realmente pegou com a história da meia idade foi me dar conta de que estou chegando à metade, ou seja, teoricamente tenho cada vez menos adiante do que tenho para trás. E se levar em conta a média familiar, aí danou-se! Já dobrei o Cabo da Boa Esperança faz é tempo, ó!
Por isso é que não dá pra ficar marcando bobeira. Tempo não é coisa que se perca. E sabe que eu estou achando que Cronos é que nem o vil metal: não aceita desaforo? Se você não tratar bem, ele vai embora sem mais aquela.
A idade é uma realidade, já dizia Papai.
Começo a perceber seus primeiros sinais. Não, aquela dorzinha no joelho que ataca quando levanto depressa depois de ficar algum tempo sentada e que quase me levou ao chão ontem na saída do cinema eu até consigo abstrair. Mas foi triste ver o médico fazendo conta com a minha data de nascimento para ver se eu já tinha chegado è meia idade. Meia idade! Fala sério! Ainda outro dia isso não era coisa daqueles coroas, daqueles velhos? Ufa, passei raspando no teste do Dr. Jaleco Branco, mas a perigosa está logo ali, depois daquela curva.
Sabe que curva é essa? Aquela que vem sinalizada com uma placa onde está escrito simplesmente "Enta, mas não sai". Depois que entrou ali nos "enta", não tem mais retorno e o jeito é seguir em frente. Diz que tem gente que consegue até sair lá, bem longe, mas são poucos. Ainda, né? Afinal a gente tem que por fé na ciência e na tecnologia que evoluem diariamente e que prometem levar-nos ao centenário.
Elas só não conseguiram ainda achar uma boa resposta para a cara de passado do balconista da farmácia que querendo ser simpático pergunta se o remédio é para a senhora minha mãe e ouve que não, é pra mim mesma. Tadinho, deu uma dó. É sinal dos tempos ter que tomar remédio normalmente receitado pra idosos, né não?
Mas acho que o que realmente pegou com a história da meia idade foi me dar conta de que estou chegando à metade, ou seja, teoricamente tenho cada vez menos adiante do que tenho para trás. E se levar em conta a média familiar, aí danou-se! Já dobrei o Cabo da Boa Esperança faz é tempo, ó!
Por isso é que não dá pra ficar marcando bobeira. Tempo não é coisa que se perca. E sabe que eu estou achando que Cronos é que nem o vil metal: não aceita desaforo? Se você não tratar bem, ele vai embora sem mais aquela.
24.5.05
ELES QUEREM SUA ENERGIA
Nada de caninos afiados e asas de morcego. Esses vampiros não são seres sobrenaturais nem bebem sangue:
(...)
Poucas pessoas desconhecem esses tipos vampirescos. São seres que, por um motivo ou por outro, sugam a energia das pessoas com seus comentários e atitudes. Muitas vezes, só se percebe que estiveram por perto quando o desânimo se instala por causa de sua presença.
Mas, afinal, existem mesmo pessoas capazes de alterar dessa forma o humor de quem se aproxima? "Existem, e muitas. Nos relacionamentos de qualquer espécie, as pessoas devem se alimentar de coisas boas, mas há quem apenas retire esses aspectos positivos e essenciais para o nosso bem estar", explica a psicóloga Lúcia Monteiro, que ministra palestras sobre o tema.
Claro que o termo "vampiro" é uma alusão ao lendário personagem Conde Drácula e nada tem de científico. Mas a psicologia estuda com atenção esses tipos que podem causar danos irreparáveis no humor e na disposição das pessoas. "Atendo pessoas completamente detonadas por tipos vampirescos principalmente nos relacionamentos íntimos com a família e amigos mais chegados. Acredito que a atitude destrutiva dos vampiros é uma forma semi-consciente de obter amor e poder, em um sentido mais amplo", explica Lúcia.
(...)
A quantidade de tipos vampirescos que rondam por aí inspirou, inclusive, a publicação de um livro de autoria do psicólogo americano Albert Bernstein. Nele são descritos cinco tipos de pessoas especialistas em sugar o humor e a energia de quem lhes atravessa o caminho.
Para lidar com os vampiros emocionais, como são chamados no livro, não adiantam água benta ou estacas de madeira. "É preciso se fortalecer e impor limites a essas pessoas. Se nada der resultados é melhor se afastar de quem torna a convivência insuportável", sintetiza a psicóloga.
Conheça os tipos
Albert Bernstein descreve os vampiros mais comuns no livro Vampiros Emocionais, Editora Campus.
Os anti-sociais
(...) Os tipos anti-sociais, ao contrário do que o nome sugere, são viciados em divertimento, e a trilogias sexo, drogas e rock’n’roll parece ter sido inspirada nele. O autor Albert Bernstein escreveu que são como Ferraris em um mundo de Toyotas. A segunda é segura e prática, mas nada divertida. Já a Ferrari é perigosamente potente, caríssima, mas passa mais tempo na oficina que na estrada. Esses vampiros são sedutores e encantadores, e você só percebe o estrago que estão fazendo na sua vida quando restam poucas gotas de sangue no corpo. Eles atacam o adolescente que existe nas pessoas e as obrigam a irem mais longe do que normalmente se permitiriam. Além disso, mostram-se extremamente irritados quando não são acompanhados e são incapazes de gestos de gratidão depois de serem carregados para casa.
Antídoto:
Faça o que eles sugerem mas se preocupe somente com você. Deixe que eles assumam a responsabilidade pelos seus atos. Ignore os acessos de raiva e, principalmente, reconheça seus limites. Lembre-se que esse tipo de vampiro sob o efeito de drogas ou álcool pode ser uma ameaça e jamais conte que o sentimento de culpa o fará parar.
Os Valentões
Sabe aqueles meninos que nos ameaçavam na escola? No trabalho, é aquele chefe que a proximidade é diretamente proporcional à temperatura negativa da espinha dorsal da vítima. Sua arma é o grito, e o seu vício, a ira. Mas, por mais desprezíveis que sejam, a voz parece desaparecer quando somos alvo do seu acesso de raiva.
Antídoto:
Esses tipos de vampiros não enxergam seu poder destrutivo. Acham que estão apenas tentando cuidar da própria vida quando algum idiota faz alguma burrice e lhes estraga o dia. Algumas dicas: quando o vampirão começar a gritar, peça, delicadamente, que fale mais devagar para que você possa entendê-lo. É praticamente impossível gritar falando devagar. Se ele estiver gritando ao telefone, contenha-se em falar "ham, ham" nas pausas de sua respiração. Inevitavelmente ele terá que interromper o escândalo para perguntar se você ainda está lá. Por último, quando estiver levando chamadas injustas do chefe-vampirão diga apenas "o que você gostaria que eu fizesse?" Ganha um doce se ele souber responder a perguntinha.
Os histriônicos
À primeira vista, ninguém é mais espirituoso e amável quanto esse vampiro. Depois percebe-se que ele precisa de aprovação e atenção o tempo todo. É aquela amiga que chega na roda e, supersimpática, fala com todo mundo, distribui sorrisos, conta casos. É aquela (ou aquele) que pergunta o tempo todo se cabelo está bonito e se a roupa é adequada. São ciumentos e extremamente dramáticos. Foram os vampiros histriônicos que inventaram os crimes passionais, a bulimia, a cirurgia plástica e a fofoca.
Antídoto:
Seja chato, coerente, faça planos para o futuro. Esses vampiros preferem relatar as impressões emocionais acerca dos fatos, e não os fatos em si. Arrisque-se a pedir detalhes precisos de suas narrativas para checar a autenticidade do episódio. E lembre-se: em caso de lágrimas, ofereça um lenço e prossiga.
Os narcisistas
(...)O maior medo desse tipo é ser comum. Eles são os mais bonitos, os mais inteligentes, os mais poderosos. Por isso, são as pessoas mais indiferentes do planeta. Foram eles quem inventaram os esportes, as empresas e tudo o mais onde se possa competir. Esses vampiros ignoram necessidades alheias, por isso são egoístas e ingratos. Só existe o que é bom para eles e todo o mundo só existe para servi-lo. Trabalham com afinco para ter do que se glorificar, ou seja, fama dinheiro ou poder. Esperam um tapete vermelho até ao entrar em uma padaria, por isso, não toleram atrasos, não esperam na fila, não compram em liquidação, jamais limpam o que sujaram. Estão sempre entediados e frustram seus companheiros por não retribuir amor.
Antídoto:
É impossível desinchar o ego dos vampiros narcisistas. Por isso é preciso entender que você não vai ensiná-lo a se importar com os outros. E não se assuste se o exemplo de falta de sensibilidade for você. Os narcisistas têm a capacidade assustadora de se transformar em vítimas assim que você os ataca.
Os paranóicos
Você chega empolgadíssima com uma nova proposta de emprego. É uma boa empresa, um cargo respeitável e um salário satisfatório. Ao comunicar a novidade com o vampirão do seu marido, ele não esboça nem uma tentativa de sorriso e começa a sabatiná-la com perguntas sobre o novo emprego. Perguntas respondidas, ele chega à conclusão que você será explorada, seu novo chefe tem fama de tarado e correm boatos que essa empresa vai quebrar. Mas se você quiser arriscar, tudo bem. Ele acabou de sugar todo o seu entusiasmo. Provavelmente trata-se de um vampiro paranóico, que está sempre vendo o que a maioria não vê. O problema é que a "supervisão" limita-se ao lado negativo das coisas. Esse é um dos tipos mais nocivos a sua saúde psicológica porque vê sempre um mundo muito complexo e sem esperança. Além disso, esse tipo tem uma verdadeira adoração pela própria virtude. Por isso, raramente perdoam. Oscilam entre a ingenuidade e o ceticismo total. Sua meta é chegar a um mundo onde todos obedeçam às mesmas regras simples e rígidas que sua cabeça criou. Essas regras incluem desde não viajar para onde tem mosquitos até controlar a euforia, já que sempre pode acontecer o pior.
Antídoto:
Os acessos de raiva dos vampiros paranóicos são apenas sutis. Eles expressam os sentimentos de esgotamento e depreciação com suspiros e resmungos. Não lhes dê atenção. E não se deixe contagiar. Contra o mau humor nada como uma risada sonora!
fonte
Nada de caninos afiados e asas de morcego. Esses vampiros não são seres sobrenaturais nem bebem sangue:
(...)
Poucas pessoas desconhecem esses tipos vampirescos. São seres que, por um motivo ou por outro, sugam a energia das pessoas com seus comentários e atitudes. Muitas vezes, só se percebe que estiveram por perto quando o desânimo se instala por causa de sua presença.
Mas, afinal, existem mesmo pessoas capazes de alterar dessa forma o humor de quem se aproxima? "Existem, e muitas. Nos relacionamentos de qualquer espécie, as pessoas devem se alimentar de coisas boas, mas há quem apenas retire esses aspectos positivos e essenciais para o nosso bem estar", explica a psicóloga Lúcia Monteiro, que ministra palestras sobre o tema.
Claro que o termo "vampiro" é uma alusão ao lendário personagem Conde Drácula e nada tem de científico. Mas a psicologia estuda com atenção esses tipos que podem causar danos irreparáveis no humor e na disposição das pessoas. "Atendo pessoas completamente detonadas por tipos vampirescos principalmente nos relacionamentos íntimos com a família e amigos mais chegados. Acredito que a atitude destrutiva dos vampiros é uma forma semi-consciente de obter amor e poder, em um sentido mais amplo", explica Lúcia.
(...)
A quantidade de tipos vampirescos que rondam por aí inspirou, inclusive, a publicação de um livro de autoria do psicólogo americano Albert Bernstein. Nele são descritos cinco tipos de pessoas especialistas em sugar o humor e a energia de quem lhes atravessa o caminho.
Para lidar com os vampiros emocionais, como são chamados no livro, não adiantam água benta ou estacas de madeira. "É preciso se fortalecer e impor limites a essas pessoas. Se nada der resultados é melhor se afastar de quem torna a convivência insuportável", sintetiza a psicóloga.
Conheça os tipos
Albert Bernstein descreve os vampiros mais comuns no livro Vampiros Emocionais, Editora Campus.
Os anti-sociais
(...) Os tipos anti-sociais, ao contrário do que o nome sugere, são viciados em divertimento, e a trilogias sexo, drogas e rock’n’roll parece ter sido inspirada nele. O autor Albert Bernstein escreveu que são como Ferraris em um mundo de Toyotas. A segunda é segura e prática, mas nada divertida. Já a Ferrari é perigosamente potente, caríssima, mas passa mais tempo na oficina que na estrada. Esses vampiros são sedutores e encantadores, e você só percebe o estrago que estão fazendo na sua vida quando restam poucas gotas de sangue no corpo. Eles atacam o adolescente que existe nas pessoas e as obrigam a irem mais longe do que normalmente se permitiriam. Além disso, mostram-se extremamente irritados quando não são acompanhados e são incapazes de gestos de gratidão depois de serem carregados para casa.
Antídoto:
Faça o que eles sugerem mas se preocupe somente com você. Deixe que eles assumam a responsabilidade pelos seus atos. Ignore os acessos de raiva e, principalmente, reconheça seus limites. Lembre-se que esse tipo de vampiro sob o efeito de drogas ou álcool pode ser uma ameaça e jamais conte que o sentimento de culpa o fará parar.
Os Valentões
Sabe aqueles meninos que nos ameaçavam na escola? No trabalho, é aquele chefe que a proximidade é diretamente proporcional à temperatura negativa da espinha dorsal da vítima. Sua arma é o grito, e o seu vício, a ira. Mas, por mais desprezíveis que sejam, a voz parece desaparecer quando somos alvo do seu acesso de raiva.
Antídoto:
Esses tipos de vampiros não enxergam seu poder destrutivo. Acham que estão apenas tentando cuidar da própria vida quando algum idiota faz alguma burrice e lhes estraga o dia. Algumas dicas: quando o vampirão começar a gritar, peça, delicadamente, que fale mais devagar para que você possa entendê-lo. É praticamente impossível gritar falando devagar. Se ele estiver gritando ao telefone, contenha-se em falar "ham, ham" nas pausas de sua respiração. Inevitavelmente ele terá que interromper o escândalo para perguntar se você ainda está lá. Por último, quando estiver levando chamadas injustas do chefe-vampirão diga apenas "o que você gostaria que eu fizesse?" Ganha um doce se ele souber responder a perguntinha.
Os histriônicos
À primeira vista, ninguém é mais espirituoso e amável quanto esse vampiro. Depois percebe-se que ele precisa de aprovação e atenção o tempo todo. É aquela amiga que chega na roda e, supersimpática, fala com todo mundo, distribui sorrisos, conta casos. É aquela (ou aquele) que pergunta o tempo todo se cabelo está bonito e se a roupa é adequada. São ciumentos e extremamente dramáticos. Foram os vampiros histriônicos que inventaram os crimes passionais, a bulimia, a cirurgia plástica e a fofoca.
Antídoto:
Seja chato, coerente, faça planos para o futuro. Esses vampiros preferem relatar as impressões emocionais acerca dos fatos, e não os fatos em si. Arrisque-se a pedir detalhes precisos de suas narrativas para checar a autenticidade do episódio. E lembre-se: em caso de lágrimas, ofereça um lenço e prossiga.
Os narcisistas
(...)O maior medo desse tipo é ser comum. Eles são os mais bonitos, os mais inteligentes, os mais poderosos. Por isso, são as pessoas mais indiferentes do planeta. Foram eles quem inventaram os esportes, as empresas e tudo o mais onde se possa competir. Esses vampiros ignoram necessidades alheias, por isso são egoístas e ingratos. Só existe o que é bom para eles e todo o mundo só existe para servi-lo. Trabalham com afinco para ter do que se glorificar, ou seja, fama dinheiro ou poder. Esperam um tapete vermelho até ao entrar em uma padaria, por isso, não toleram atrasos, não esperam na fila, não compram em liquidação, jamais limpam o que sujaram. Estão sempre entediados e frustram seus companheiros por não retribuir amor.
Antídoto:
É impossível desinchar o ego dos vampiros narcisistas. Por isso é preciso entender que você não vai ensiná-lo a se importar com os outros. E não se assuste se o exemplo de falta de sensibilidade for você. Os narcisistas têm a capacidade assustadora de se transformar em vítimas assim que você os ataca.
Os paranóicos
Você chega empolgadíssima com uma nova proposta de emprego. É uma boa empresa, um cargo respeitável e um salário satisfatório. Ao comunicar a novidade com o vampirão do seu marido, ele não esboça nem uma tentativa de sorriso e começa a sabatiná-la com perguntas sobre o novo emprego. Perguntas respondidas, ele chega à conclusão que você será explorada, seu novo chefe tem fama de tarado e correm boatos que essa empresa vai quebrar. Mas se você quiser arriscar, tudo bem. Ele acabou de sugar todo o seu entusiasmo. Provavelmente trata-se de um vampiro paranóico, que está sempre vendo o que a maioria não vê. O problema é que a "supervisão" limita-se ao lado negativo das coisas. Esse é um dos tipos mais nocivos a sua saúde psicológica porque vê sempre um mundo muito complexo e sem esperança. Além disso, esse tipo tem uma verdadeira adoração pela própria virtude. Por isso, raramente perdoam. Oscilam entre a ingenuidade e o ceticismo total. Sua meta é chegar a um mundo onde todos obedeçam às mesmas regras simples e rígidas que sua cabeça criou. Essas regras incluem desde não viajar para onde tem mosquitos até controlar a euforia, já que sempre pode acontecer o pior.
Antídoto:
Os acessos de raiva dos vampiros paranóicos são apenas sutis. Eles expressam os sentimentos de esgotamento e depreciação com suspiros e resmungos. Não lhes dê atenção. E não se deixe contagiar. Contra o mau humor nada como uma risada sonora!
fonte
BIENAL
Agora que acabou já posso falar. E antes não me manifestei até porque a gente sabe como é difícil publicar e lançar um livro. Não vou ser eu a jogar areia na farofa de ninguém, já que além de deselegante, isso não me faz feliz nem me rende lucro algum. Mas não gosto de Bienal.
Não suporto aqueles corredores entupidos, o culto à celebridade, a lonjura... Adoro livros, mas meu contato com eles é muito mais íntimo e silencioso. Começa com uma paquera em uma livraria silenciosa e acolhedora e termina com saudade depois de lida a última frase, repousando fechado, abraçado contra meu peito suspiroso. E a história continua depois de terminada, na minha estante para futuras releitura e consulta ou nas mãos de quem também possa amá-lo como eu.
E fico olhando, pelos meios de comunicação, aquele circo montado e penso no quão longe da experiência de leitura e literatura que eu tenho em mim. Quanto blablablá, quanto nhenhenhém... Cadê o conteúdo? Provavelmente escondido num canto que ninguém viu, longe dos holofotes e da badalação.
Sei lá. É pra mim, não.
Agora que acabou já posso falar. E antes não me manifestei até porque a gente sabe como é difícil publicar e lançar um livro. Não vou ser eu a jogar areia na farofa de ninguém, já que além de deselegante, isso não me faz feliz nem me rende lucro algum. Mas não gosto de Bienal.
Não suporto aqueles corredores entupidos, o culto à celebridade, a lonjura... Adoro livros, mas meu contato com eles é muito mais íntimo e silencioso. Começa com uma paquera em uma livraria silenciosa e acolhedora e termina com saudade depois de lida a última frase, repousando fechado, abraçado contra meu peito suspiroso. E a história continua depois de terminada, na minha estante para futuras releitura e consulta ou nas mãos de quem também possa amá-lo como eu.
E fico olhando, pelos meios de comunicação, aquele circo montado e penso no quão longe da experiência de leitura e literatura que eu tenho em mim. Quanto blablablá, quanto nhenhenhém... Cadê o conteúdo? Provavelmente escondido num canto que ninguém viu, longe dos holofotes e da badalação.
Sei lá. É pra mim, não.
23.5.05
MULHER MARAVILHA
Tenho um conhecido cujo gosto é uma espécie de parâmetro para mim. Se ele viu um filme e gostou, não devo nem passar na porta, porque vou detestar certamente. Nossos gostos são absolutamente opostos. Nem por isso desgosto do sujeito. Ele é divertido e, até onde sei, é bom caráter. O que não suporto é gente mal-humorada e de ética frouxa.
Amigos não se fazem apenas com afinidades. Às vezes, basta a admiração e o respeito. Isto é o alicerce de qualquer relacionamento humano. Coisa mais triste quando começamos a perder a admiração por alguém a quem queremos bem. Promessas e prazos amiudadamente descumpridos, escorregões morais, não estar ali quando você precisa ao mesmo tempo em que assume que sua paciência e disponibilidade são infinitas...
É certo que não escolhemos aqueles de quem gostamos. Gostamos simplesmente, sem muita racionalidade. Entretanto, acho difícil continuar apreciando a companhia de quem vive querendo te aplicar uma rasteira ou, no mínimo, subestimando sua inteligência.
Sou só eu ou todo mundo fica exaurido na proximidade de gente acomodada, inerte, que vive varrendo problemas para debaixo do tapete? É só a minha beleza que se cansa com quem vive repetindo que você precisa entender o que ele está passando e nunca, jamais se importa em ver como as coisas estão do seu lado, a barra que você está tendo que segurar para que ele tenha o tempo de que precisa para dar um jeito na própria vida? E nunca dá jeito nenhum, não se mexe, nem se coça. E você lá segurando o mundo nas suas costas.
Você conhece o tipo, né? Chega chorando a maior miséria e você se vira pelo avesso e tira o que tem no bolso para ajudar, afinal a situação dele é periclitante. Dali a uma semana, você está refazendo suas contas para acochambrar o rombo no orçamento, decidindo entre pagar a mensalidade da academia de ginástica que você precisa freqüentar por recomendação médica ou a diarista que faz o trabalho doméstico enquanto você tenta salvar algum. É quando o elemento vem te contar do sofisticado aparelho de som de última geração absolutamente supérfluo que ele está planejando comprar. Você sente vontade de se atirar pela janela, certo? Pois você deveria fazer isso mesmo para deixar de ser idiota.
Para gente sem simancol não há o que resolva, nem conversa, nem ranger de dentes, nem choro, nem grito, nem greve, nem ficar de mal... São tão egoístas que só conseguem ver o próprio problema, jamais a solidão e o desespero alheio. O melhor que se faz é a gente ir cuidar da própria vida e deixar que cada um segure suas próprias barras, carregue sua própria cruz. Porque tudo já é muito complicado. Levar o carma dos outros é só para super-heróis.
E por mais que eu adorasse ser, não sou a Mulher Maravilha.
Tenho um conhecido cujo gosto é uma espécie de parâmetro para mim. Se ele viu um filme e gostou, não devo nem passar na porta, porque vou detestar certamente. Nossos gostos são absolutamente opostos. Nem por isso desgosto do sujeito. Ele é divertido e, até onde sei, é bom caráter. O que não suporto é gente mal-humorada e de ética frouxa.
Amigos não se fazem apenas com afinidades. Às vezes, basta a admiração e o respeito. Isto é o alicerce de qualquer relacionamento humano. Coisa mais triste quando começamos a perder a admiração por alguém a quem queremos bem. Promessas e prazos amiudadamente descumpridos, escorregões morais, não estar ali quando você precisa ao mesmo tempo em que assume que sua paciência e disponibilidade são infinitas...
É certo que não escolhemos aqueles de quem gostamos. Gostamos simplesmente, sem muita racionalidade. Entretanto, acho difícil continuar apreciando a companhia de quem vive querendo te aplicar uma rasteira ou, no mínimo, subestimando sua inteligência.
Sou só eu ou todo mundo fica exaurido na proximidade de gente acomodada, inerte, que vive varrendo problemas para debaixo do tapete? É só a minha beleza que se cansa com quem vive repetindo que você precisa entender o que ele está passando e nunca, jamais se importa em ver como as coisas estão do seu lado, a barra que você está tendo que segurar para que ele tenha o tempo de que precisa para dar um jeito na própria vida? E nunca dá jeito nenhum, não se mexe, nem se coça. E você lá segurando o mundo nas suas costas.
Você conhece o tipo, né? Chega chorando a maior miséria e você se vira pelo avesso e tira o que tem no bolso para ajudar, afinal a situação dele é periclitante. Dali a uma semana, você está refazendo suas contas para acochambrar o rombo no orçamento, decidindo entre pagar a mensalidade da academia de ginástica que você precisa freqüentar por recomendação médica ou a diarista que faz o trabalho doméstico enquanto você tenta salvar algum. É quando o elemento vem te contar do sofisticado aparelho de som de última geração absolutamente supérfluo que ele está planejando comprar. Você sente vontade de se atirar pela janela, certo? Pois você deveria fazer isso mesmo para deixar de ser idiota.
Para gente sem simancol não há o que resolva, nem conversa, nem ranger de dentes, nem choro, nem grito, nem greve, nem ficar de mal... São tão egoístas que só conseguem ver o próprio problema, jamais a solidão e o desespero alheio. O melhor que se faz é a gente ir cuidar da própria vida e deixar que cada um segure suas próprias barras, carregue sua própria cruz. Porque tudo já é muito complicado. Levar o carma dos outros é só para super-heróis.
E por mais que eu adorasse ser, não sou a Mulher Maravilha.
19.5.05
Pois é, só tenho amigos que mandam bem. Esta é uma iniciativa de um deles.
Viajar, aprender e praticar fotografia.
Viajar, aprender e praticar fotografia.
7.5.05
3.5.05
Hoje teremos mais um show do Projeto Pixinguinha no Centro do Rio, e o melhor: de graça! Os artistas dessa vez: Cecília Leite, Carlos Zens e Moacyr Luz.
O show será às 18h30 na Sala Funarte Sidney Miller, que fica na Rua da Imprensa, 16.
(Uma das travessas que cortam a Araújo Porto Alegre - Rua da ABI)
O show será às 18h30 na Sala Funarte Sidney Miller, que fica na Rua da Imprensa, 16.
(Uma das travessas que cortam a Araújo Porto Alegre - Rua da ABI)
19.4.05
Marcos Lima, cantor e compositor, lançará seu novo CD (Quem canta) na Estrela da Lapa (Mem de Sá, 69), dia 27 próximo, quarta, 21hs. A direção é do Sergio Natureza e Elisa Lucinda terá participação especial. Marquinhos foi o responsável pelas segundas musicais no Hotel Debret, precursora do vitorioso modelito Panorama.
Na mesma quarta, mesmo horário, a doce paraense e melhor intérprete de Tamba Tajah, se apresenta com o Galo, no J Club (Praia do Flamengo 340).
Na mesma quarta, mesmo horário, a doce paraense e melhor intérprete de Tamba Tajah, se apresenta com o Galo, no J Club (Praia do Flamengo 340).
LANÇAMENTO DO CD BOAS NOVAS NA SÉRIE
"OS INDEPENDENTES" DO SÉRGIO PORTO
No dia 27 de abril, no Espaço Cultural Sérgio Porto às 19h, acontece o lançamento do CD Boas Novas, de Sidney Mattos.
Sua musicalidade se traduz em mais de três décadas dedicadas à música,
juntando a modernidade de experiências eletroacústicas, sua formação de
educador e pesquisador e influências que vão do jazz à música oriental,
passando pela música popular e erudita.
Músico, compositor e multinstrumentista, Sidney fez parte do MAU
(Movimento Artístico Universitário), nos anos 70, do qual participaram
Aldir, Blanc, Ivan Lins e Gonzaguinha. Atuou como músico profissional e teve
composições gravadas por artistas como Maria Alcina, Ivan Lins, Evinha entre
outros.
Seu trabalho tem a influência de experiências vividas na India e Europa,
onde pesquisou ritmos, instrumentos, lendas e rituais. Em suas composições,
os mescla de forma criativa e melódica, com grande riqueza de imagens e
referências ao folclore e aos ritmos brasileiros.
No repertório de Boas Novas, o artista conta com novos parceiros como
Ivan Wrigg, Tibério Gaspar, Olten e Euclides Amaral, além de Luiz Alfredo
Milleco que, mais uma vez, apóia o trabalho criativo do artista.
Interpretações vigorosas e arranjos delicados com variações tímbricas. Uma
surpresa a cada faixa.
A BANDA:
Sidney Mattos - teclado, voz e flauta doce
Flávio Pereira - baixo
Dalmo Mota - violão
Chiquinho Brazão - bateria
João Bani - percussão
Dia: 27 de abril, às 19h
Local: Espaço Cultural Sérgio Porto
Endereço: Rua Humaitá, 163 - Humaitá / RJ
Preço: 12,00
Desconto para estudantes: R$6,00
"OS INDEPENDENTES" DO SÉRGIO PORTO
No dia 27 de abril, no Espaço Cultural Sérgio Porto às 19h, acontece o lançamento do CD Boas Novas, de Sidney Mattos.
Sua musicalidade se traduz em mais de três décadas dedicadas à música,
juntando a modernidade de experiências eletroacústicas, sua formação de
educador e pesquisador e influências que vão do jazz à música oriental,
passando pela música popular e erudita.
Músico, compositor e multinstrumentista, Sidney fez parte do MAU
(Movimento Artístico Universitário), nos anos 70, do qual participaram
Aldir, Blanc, Ivan Lins e Gonzaguinha. Atuou como músico profissional e teve
composições gravadas por artistas como Maria Alcina, Ivan Lins, Evinha entre
outros.
Seu trabalho tem a influência de experiências vividas na India e Europa,
onde pesquisou ritmos, instrumentos, lendas e rituais. Em suas composições,
os mescla de forma criativa e melódica, com grande riqueza de imagens e
referências ao folclore e aos ritmos brasileiros.
No repertório de Boas Novas, o artista conta com novos parceiros como
Ivan Wrigg, Tibério Gaspar, Olten e Euclides Amaral, além de Luiz Alfredo
Milleco que, mais uma vez, apóia o trabalho criativo do artista.
Interpretações vigorosas e arranjos delicados com variações tímbricas. Uma
surpresa a cada faixa.
A BANDA:
Sidney Mattos - teclado, voz e flauta doce
Flávio Pereira - baixo
Dalmo Mota - violão
Chiquinho Brazão - bateria
João Bani - percussão
Dia: 27 de abril, às 19h
Local: Espaço Cultural Sérgio Porto
Endereço: Rua Humaitá, 163 - Humaitá / RJ
Preço: 12,00
Desconto para estudantes: R$6,00
13.4.05
Minha queridíssima amiga Nana está de malas prontas para pôr o pé na estrada como produtora executiva do Projeto Pixinguinha. O que é que eu posso fazer se só tenho amigo chic? Abaixo a programação do mês de abril com Marcela Lobo, Marcos Sacramento e Zé da Velha & Silvério:
14 de abril, quinta-feira
18h30
Rádio Nacional - Rio de Janeiro
(franqueado ao público)
15 de abril, sexta-feira
19h
Nova Iguaçu - Praça Rui Barbosa
Entrada Franca
17 de abril, sábado
20h
Palmas - ATM - Associação Tocantinense dos Municípios
19 de abril, terça-feira
20h
Goiânia - Centro Cultural Martin Cererê – Teatro Iguá
21 de abril, quinta-feira
20h
Rio Branco - Teatro Plácido de Castro
23 de abril, sábado
20h30
Porto Velho - RO - Zé Beer
25 de abril, segunda-feira
20h
Cuiabá - Ginásio da UFMT
27 de abril, quarta-feira
20h
Campo Grande - Concha Acústica
29 de abril, sexta
20h
Dourados - Teatro Municipal
14 de abril, quinta-feira
18h30
Rádio Nacional - Rio de Janeiro
(franqueado ao público)
15 de abril, sexta-feira
19h
Nova Iguaçu - Praça Rui Barbosa
Entrada Franca
17 de abril, sábado
20h
Palmas - ATM - Associação Tocantinense dos Municípios
19 de abril, terça-feira
20h
Goiânia - Centro Cultural Martin Cererê – Teatro Iguá
21 de abril, quinta-feira
20h
Rio Branco - Teatro Plácido de Castro
23 de abril, sábado
20h30
Porto Velho - RO - Zé Beer
25 de abril, segunda-feira
20h
Cuiabá - Ginásio da UFMT
27 de abril, quarta-feira
20h
Campo Grande - Concha Acústica
29 de abril, sexta
20h
Dourados - Teatro Municipal
11.4.05
ECONOMIA SOLIDARIA - CALENDÁRIO DA PAZ - ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS
FEIRA FLOR & SER
17 de abril, de 15:30 às20:30
Rua Áurea, 88 em frente a praça - Santa Teresa - RJ
Levar no mínimo 3 itens de produção própria ou vale serviços e Tudo é objeto de trocas beijos e sorrisos paz em todos os quadrantes
Uma rede de Economia Solidária é uma uniâo voluntária de pessoas,que estabelecem um intercambio de bens/produtos /serviços utilizando uma moeda social própria, a troca direta (sem uso da moeda) ou a doação. Com ela , estamos criando um novo sistema economico local, justo e solidário, onde a competição transforma-se em cooperação.
Coisas que voce produz , serviços que voce pode oferecer,bens que voce não utiliza mais,enfim, tudo que voce possa imaginar é objeto de troca na Rede.Mas para permitir maior intercambios,existe a Moeda Social, chamada em nossa Rede de Flor .Com a Flor, as possibilidades de trocas aumentam, possibilitando trocas indiretas. A diferença da Flor e do dinheiro é que a moeda social não tem nenhum valor em si, e não há sentido acumula-la.
Duas maneiras de trocas,
1 - durante as feiras que ocorrem mensalmente, que é um espaço para os encontros epara reunioes .
2 - através do Boletim de Ofertas - é um livreto publicado periodicamente onde se encontra todos os produtos e serviços, aulas e terapias etc..telefone ..e-mail etc..
Na Rede Flor & Ser não há nenhuma relação hierarquica, sendo que as propostas de todos são analisadas por igual, horizontalmente.As decisões são mais que democraticas pois não utilizamos o voto e sim o consenso.
6.4.05
Sobre os tecnossexuais
E como é confortável e poupa o trabalho de pensar viver à base de rótulos!
As tribos de outras épocas buscavam alguma coisa e tinham, em suas diversas linhas, uma ideologia, uma esperança... Até os yuppies retratavam um tempo, viviam tentando se encaixar num molde de sucesso, mas as figuras eram reais. Existiam mesmo.
O que me incomoda nesses novos tipos é o vazio. E são termos e símbolos fabricados, definidos em relação ao consumo e não quanto ao que pensam, o que gostam, o que sonham... Eles elegem um bezerro de ouro e tudo o que se tem que fazer é copiá-lo: pensar, sonhar e gostar do que dizem para você pensar, sonhar e gostar.
A velocidade com que os tipos surgem e somem me parece adequada. Tudo anda mesmo mais rápido, o tempo das pessoas mudou. A vida de um movimento - e cadê os movimentos? -, portanto, deveria mesmo ser mais breve para acompanhar a velocidade com que a informação circula. Já reparou que quando você se depara com algo que mexe lá dentro de você, passa por algumas fases básicas? Espanto, encantamento, pesquisa, elaboração, divulgação (esses 3 últimos podem durar mais ou menos) e, finalmente, desinteresse ou desencanto. Muitas vezes um novo ciclo atropela o anterior, alguma coisa nova nos causa espanto e nossos olhos giram em direção. Pois bem, hoje o processo é muito veloz, porque estamos expostos a tanta coisa...
Tudo vai passar, como passaram os hippies, os punks, as feministas que queimaram sutiãs... O que me interessa é: será que eles vão deixar também algum rastro além do lucro para as empresas patrocinadoras?
E como é confortável e poupa o trabalho de pensar viver à base de rótulos!
As tribos de outras épocas buscavam alguma coisa e tinham, em suas diversas linhas, uma ideologia, uma esperança... Até os yuppies retratavam um tempo, viviam tentando se encaixar num molde de sucesso, mas as figuras eram reais. Existiam mesmo.
O que me incomoda nesses novos tipos é o vazio. E são termos e símbolos fabricados, definidos em relação ao consumo e não quanto ao que pensam, o que gostam, o que sonham... Eles elegem um bezerro de ouro e tudo o que se tem que fazer é copiá-lo: pensar, sonhar e gostar do que dizem para você pensar, sonhar e gostar.
A velocidade com que os tipos surgem e somem me parece adequada. Tudo anda mesmo mais rápido, o tempo das pessoas mudou. A vida de um movimento - e cadê os movimentos? -, portanto, deveria mesmo ser mais breve para acompanhar a velocidade com que a informação circula. Já reparou que quando você se depara com algo que mexe lá dentro de você, passa por algumas fases básicas? Espanto, encantamento, pesquisa, elaboração, divulgação (esses 3 últimos podem durar mais ou menos) e, finalmente, desinteresse ou desencanto. Muitas vezes um novo ciclo atropela o anterior, alguma coisa nova nos causa espanto e nossos olhos giram em direção. Pois bem, hoje o processo é muito veloz, porque estamos expostos a tanta coisa...
Tudo vai passar, como passaram os hippies, os punks, as feministas que queimaram sutiãs... O que me interessa é: será que eles vão deixar também algum rastro além do lucro para as empresas patrocinadoras?
29.3.05
Eles (Personare) acertam todas!
Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03
Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03
Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Eles (Personare) acertam todas!
Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03
Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03
Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Eles (Personare) acertam todas!
Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03
Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03
Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Eles (Personare) acertam todas!
Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03
Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03
Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
23.3.05
Outro dia estava assistindo a uma reportagem sobre estresse pós-traumático sofrido por quem passa pela experiência de um seqüestro na TV e me peguei conjecturando se o Washington Olivetto e o Abílio Diniz chegaram a padecer desse mal. E se foram vítimas dele, como se recuperaram tão rapidamente?
Será que os vencedores são assim porque tem uma capacidade maior de enfrentar e dar a volta por cima mesmo dos problemas mais terríveis sem desistir, sem perder a fé e a esperança? O que faz com que alguns sobrevivam emocionalmente enquanto outros soçobram num pesadelo sem fim?
Ontem minha irmã detalhava a cirurgia que terá que fazer nos olhos, enquanto eu comentava sobre os remédios que estou tendo que tomar para compensar o defeito congênito. Paramos de falar e começamos a rir porque estávamos soando patéticas, como duas velhotas, daquelas bem murchas, que só sabem falar de desgraça e doença. Fomos para a sala e nos juntamos ao restante da família para festejar meu aniversário, afinal foi por este motivo que ela venceu, à noite, num dia de semana, os 40 Km que separam nossas casas. Sem mencionar a volta. Por muito menos, acho que muita gente pararia a vida para apenas lamentar o diabetes e a cardiopatia na casa dos trinta.
Lembrei também da modelo tcheca Petra Nemcova que teve os ossos do quadril esfacelados contra um coqueiro no qual se agarrou para resistir à força da tsunami que devastou partes da Ásia e da África no último mês de dezembro. Ela manteve-se ali por 8 horas aguardando socorro. Apoiada nas muletas, hoje ela só pensa em participar de programas de cunho social. "Minha visão do mundo mudou completamente, bem como meus valores essenciais”, diz. Muitas pessoas que não saíram na capa da Sports Illustrated também sobreviveram com o mesmo tipo de atitude raçuda. Outras não.
E você? Está fomentando traumas ou erguendo as mangas da camisa? Está na cozinha se lamentando das contingências do viver ou está na sala celebrando a vida? Está chorando pela pélvis fraturada ou procurando descobrir como fazer deste mundo um lugar melhor? Está agarrado ao coqueiro ou deixando-se levar pela cotidiana tsunami?
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