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26.7.05

Um novo agosto com outros fortunatos
(Por Frédi Vasconcelos*)


A Rede Globo muda o enfoque da crise. A cobertura, até então "econômica", passa a dedicar mais de 10, 15 minutos por dia de cada telejornal à crise do PT. Diferente de outros veículos de comunicação, como a Folha de S.Paulo, o Estado, Veja e TV Bandeirantes que sempre foram claros de que lado estavam, agora a TV Globo também assume o discurso da "moralidade".
Quem conhece a história do Brasil e sabe como golpes são articulados que ponha seu cachecol e enfrente o frio e as desgraças de agosto.
Se falar em golpe parece exagero, vamos à tática. Bate-se nos partidos aliados, no partido do presidente, em ministros próximos. Todos caem, por suas próprias culpas ou não, em ritos sumários. As cabeças na guilhotina para saciar a sede de sangue.
Depois, como num passe de mágica, o foco é o próprio presidente . Dá-lhe Jornal Nacional e
Veja na mesma semana insistindo que ele sabia de tudo e que o dinheiro público foi usado
para financiar o partido.
Falta ainda o cadáver ou as manifestações de rua, as senhoras católicas em defesa da moralidade. Em breve, senhoras e senhores da Daslu pregarão limpeza ética, em nome dos seus "bons negócios".
Depois da morte do PT o país será melhor. Toda a corrupção acabará e nosso
servilismo à pátria mãe América voltará a ser com dantes, na terra de FHC Abrantes... Todos
dormirão em paz no país mais injusto no mundo.
Esse grito não terá efeito. Os donos do poder já decidiram e contaram com a ajuda de diversos idiotas e corruptos no PT e no governo. Mas mais uma vez tenta-se prender Gregório Fortunato para derrubar Getúlio, ninguém de verdade preocupado com o crime.
E bastam pequenas comparações. Peguem os 90, 100 milhões de reais dos quais
idiotas petistas teriam se servido para aumentar seu poder. Mesmo assim não dá nada por cento
de comissão dos mais de 100 bilhões movimentados nas privatizações. E nada perto dos R$ 800
bilhões (bi com B) que o governo anterior aumentou na dívida pública, deixando o país de quatro para o FMI e refém dos desígnios de Bush e Clinton e qualquer um que pela Casa Branca passar. Se quiserem comparar com outro, tudo que se diz que esses espúrios petistas fizeram é um quinto do que foi achado em só uma das contas da família Maluf.
Mas não importa. Roubou, cadeia. Agora, fazer com que o ladrão de galinha redima a roubalheira geral é patifaria pura. As elites nojentas não têm dignidade moral para exigir nada. São eles que fizeram o Brasil ser o rei da injustiça social. São eles que roubam a maioria desde sempre. Daqui um tempo, derrubado Lula, por que eles, junto com certos
intelectuais de carteirinha suja do organismo golpista-institucional e com seus aparelhos midiáticos fizeram esses serviço.
Talvez descubram que o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John
Danilovich, amigo pessoal de Bush, não esteja aqui só de passagem, como não estava Lincoln
Gordon, que ajudou a arquitetar o golpe de 1964. Danilovich, indicado para suceder uma
embaixadora reconhecidamente democrata e com boas relações no governo Lula, trouxe em
suas grandes malas muitos agentes da CIA, o que foi declarado na ajuda para realizar as
investigações da morte de Dorothy Stang. Aliás, por coincidência, antes mesmo de apresentar
suas credencias ao atual governo, o tal Danilovich foi a um encontro com FHC Abrantes, em 3 de agosto de 2004, no instituto fundado pelo ex-presidente com contribuição milionária de
empresários. Aliás, dinheiro absolutamente insuspeito.
O mesmo FHC Abrantes que declara pouco meses antes das denúncias de Jefferson que não seria mais candidato a presidente, "a não ser em caso de crise".
Podem ser só coincidências e Danilovich não ter nada a ver com Lincoln Gordon; Roberto Jefferson não possuir nenhum parentesco com o Cabo Anselmo, o agente que se
infiltrou entr e os comunistas nos meios militares próximos a 64 para depois entregá-los; e nem Arthur Virgilio ter a mesma verve de Carlos Lacerda, mas que o roteiro atual parecece o de um filme antigo, parece.
Agora, que se danem os fortunatos. Lula não foi eleito por eles. E não se pode aceitar que as dasluzetes de hoje, reedição das senhoras católicas, derrotem um projeto popular. Todos devem se preparar para um outro agosto.

* Frédi Vasconcelos é jornalista e colaborador da Fórum e não recebeu nenhum mensalão.



Essa publicação é de responsabilidade de Publisher Brasil Editora e Publicidade Ltda.
Todos os direitos reservados. Os textos contidos neste sítio podem ser reproduzidos, desde que citada a fonte. Publisher Brasil 2003

20.7.05

Sinto como se a velocidade dos meus dias loucos e corridos fosse tão alta que eu já não tocasse no chão. Sinto falta do chão, mas quero voar.

Às vésperas de uma grande alegria, no day after de divertido encontro, trabalhos entregues e deadlines. A festa de ver o filho crescendo e se desenvolvendo e a saudade do meu bebê. Alguém morre, recebo a notícia de um nascimento. Rompantes, rompimento, amor, afago. E tudo. E muito.

E tem vezes que me vem uma surpresa, um sentimento quase incontido de gozo e nem sei bem por quê. Apenas a sensação e nada de motivo. Fico olhando dentro de mim, bem quietinha, já que careço conhecer pessoa que aprecie tais esquisitices sem olhar desconfiado... Sempre sou eu lá no fundo, mesmo não tendo nada da menina que fui. Ela pariu a fórceps o que sou hoje e foi um processo longo, no qual aos poucos foi extinguindo-se. Um dia, já não estava mais lá. Agora só eu e meu júbilo solitário. É feio dançar sem par, cantar e incomodar o vizinho, sorrir para quem não está nem um pouco interessado em investir segundo que seja em conhecer o espírito por trás do sorriso largo.

Um pouco de cansaço me seda e me alinha num eixo inclinado em torno do qual giro como um cão perseguindo o próprio rabo. Mas não é só. A espiral me puxa e eu não luto. Tenho vontades demais, sonhos demais, utopias demais. É necessário ocupar a mente e as mãos para aplacar a fúria da alma sempre tão sedenta do que está além da próxima porta. E nunca a água é suficientemente cristalina ou fresca. O mundo sempre a polui por mais que a sua visão à distância prometa delícias refrescantes. E nem posso afirmar com certeza que minha palma afoita não contribui para revolver o fundo do lago maculando-a.

Preciso da âncora. Sonho com asas. Sou um ente terrestre. Talvez um dia descubra que não.

7.7.05

London, London
(Caetano Veloso)



I’m wandering round and round nowhere to go
I’m lonely in London London is lovely so
I cross the streets without fear
Everybody keeps the way clear
I know, I know no one here to say hello
I know they keep the way clear
I am lonely in London without fear
I’m wandering round and round here nowhere to go

While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

Oh Sunday, Monday, Autumm pass by me
And people hurry on so peacefully
A group approaches a policeman
He seems so pleased to pleace them
It’s good at least to live and I agree
He seems so pleased at least
And it’s so good to live in peace and
Sunday, Monday, years and I agree

While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

I choose no face to look at
Choose no way
I just happen to be here
And it’s ok
Green grass, blue eyes, gray sky, God bless
Silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say

But my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

29.6.05

Encontrei com um colega de faculdade na rua. Sabe daquelas pessoas que você nunca mais vê depois da formatura? Pois é. E estamos organizando um encontrão da turma para esses dias e ninguém mais tinha como se comunicar com ele. E eu o achei! Ele me passou seu cartão com telefone e e-mail e eu descobri que ele está envolvido com badminton. E ainda descobri mais: eu não sabia o que era badminton!

E como tenho aquela característica que deixava minha mãe arrancando os cabelos e que o São Google veio redimir, não só descobri coisas interessantes sobre o esporte, como também uma oportunidade de trabalho para divulgar para quem fizer a gentileza de visitar meu depauperado bloguinho:

Curso de Arbitragem no Rio de Janeiro

A Confederação Brasileira de Badminton estará promovendo um curso para formação de árbitros na cidade do Rio de Janeiro.

Os objetivos do curso são, formar árbitros no RJ visando os Jogos Pan-americanos de 2007 e árbitros para Torneios Estaduais e Nacionais.

O curso será nos dias 02 e 03 de julho de 2005, de 09:00 às 18:00, no Complexo Escolar Pedro II, no Campo de São Cristovão, 177, em frente ao pavilhão.

Os interessados devem entrar em contato com a FEBARJ.
(021) 25684934 ou (021) 81679871
e-mail : contato@febarj.com.br

24.6.05

Ei!
"Todos nós estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas"
(Oscar Wilde)

(Peguei lá no blog da Giorgia)

21.6.05

Pois ainda teve outra, que quase esqueço de contar. No sábado pela manhã, fomos para o Theatro Municipal assistir a apresentação de Coro Masculino do Rio de Janeiro. Era o lançamento do CD Mistura Lírica Kalimba. Valor da entrada: R$1,00 - mais uma micagem da nossa governadora.

E não é que do nada apareceu uma moça nos oferecendo os ingressos (dos amigos que não poderiam ir) grátis. Então economizamos os R$3,00 que gastaríamos com os ingressos. Uau!

A apresentação foi muito interessante. Todo mundo sabe que apresentação de coro pode ser bem chatinha, né? Mas não! As músicas (coros de óperas, canções italianas e negro spirituals) eram bem conhecidas e os arranjos tinham uma certa pitada de humor. A solista Marilia Furiati, que teve participação especial tem uma voz belíssima; o regente Jésus Figueiredo sabe o que está fazendo e se comunica com a platéia, informando com graça e desembaraço; e o pianista Aurélio Vinícius Melleh é bem mais que competente.

Então, se você encontrar este CD por aí, pode ser uma boa idéia para enriquecer sua discoteca ou para oferecer de presente para quem gosta de boa música.

20.6.05

FASHION RIO
IMPRESSÕES DE UMA NÃO VIP


Ontem de manhã acordei com o telefonema de um amigo me oferecendo ingressos para o Fashion Rio. O que eu posso fazer se as coisas caem no meu colo?

Meu marido estava ainda mais animado que eu. Não poderíamos entrar para assitir aos desfiles, mas só estar lá no bochicho é ótimo programa para quem tem bom-humor.

Demos a primeira volta, reconhecendo terreno e tropeçamos em diversas pequenas celebridades. Resolvemos ir para o espaço VIP a que tínhamos direito para encarar o duro ofício de desfrutar da BLT (boca livre total). Estava eu bebericando minha segunda taça de prosecco e no enésimo canapé quando adentraram o recinto três lindos jovens de quase 2 metros de altura cada. Eram modelos que tinham acabado de desfilar e estavam posando para os patrocinadores do espaço. A partir daí virou um entra e sai de gente para ser fotografada, muitos dos quais eu não reconheci. O seguinte foi Davi Moraes, o pi..., digo guitarra doce, ex-Marisa, ex-Ivete, ex-Ciccareli, ex-Preta, ex-quase-todas. Instantaneamente formou-se um semi-círculo em torno do moço, que ficou meio acuado contra a parede. As mocinhas babavam e informavam que ele deve ser eleito o mais sexy do ano pela revista, combinavam entrevistas e sessão de fotos. Mas principalmente babavam.

Nisso, num alvoroço tremendo, chega o furacão Monique Evans. O filho do Moraes Moreira aproveitou a deixa e saiu de mansinho. Só que a ex-modelo foi informada a tempo e saiu correndo atrás dele para um breve entrevista. Quando ela voltou, já encontrou ali o Jean, aquele ex-BBB que agora quer ser conhecido como jornalista e escritor. Outro escândalo. E depois ela perdeu um tempão conversando com o Max Fivelinha (eta tipinho desagradável!), que acabou se intrometendo também no papo com a lindeza da Thalma de Freitas. Depois chegou o Luiz Salem com a quituteira baiana Dadá. Na saída, topamos com a Daniela Suzuki.

Eu já estava querendo ver mais da ferveção lá fora e ficamos horas andando pra lá e pra cá, coletando brindes e mais brindes, praticando celeb watching, rindo até não mais poder. Os sem pulseira, também conhecidos como nós, ensaiávamos como pediríamos aos seguranças para franquear nossa entrada nos stands onde o povo se jogava nas pistas de dança: "Ô, moço, eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou pedindo". No final, já que não temos a cara-de-pau necessária, ficamos mesmo cantarolando "pode passar o rodo / e me mandar embora / que eu vou ficar zoando / aqui do lado de fora". Meu marido entrou no banheiro masculino e deu de cara com um índio de terno, colares e cocar. Logo depois entrou aquele modelo americano que faz papel de cowboy na novela das 9. E ele me disse: "pensei que fosse começar um bangue-bangue".

Tudo bem, não consegui ganhar nenhuma das cobiçadíssimas bolsas de chita com alça de bambu, nem mesmo um par de Havaianas, sinais máximos de status por ali, mas desopilei o fígado por um mês inteiro.
Será que eu já publiquei isto aqui antes? De qualquer forma, é tão "batata"...


SOL EM ÁRIES, ASCENDENTE EM GÊMEOS – A INTELIGÊNCIA DINÂMICA

Em seu mapa, Carla, temos a combinação do dinâmico e conquistador signo solar de Áries com o ágil e destro Gêmeos no ascendente. O resultado final do enlace de dois signos tão afirmativos é uma personalidade conquistadora, ativa, enérgica, que possui um “algo” infantil em torno de si, levando você a olhar para o mundo com olhos de deslumbre. Todas as coisas lhe parecem interessantes e fascinantes, e você praticamente deseja abraçar o mundo, de uma forma confiante e ingênua. Só é preciso estabelecer um mínimo de senso de limites, Carla, caso contrário você se verá em muitas situações em que fica evidente que você deveria ter sido mais prudente ou, pelo menos, menos crente.

Você provavelmente é do tipo de pessoa que está acostumada a dizer francamente o que pensa. E isso é muito bom, muito embora nem sempre seja a coisa mais inteligente a se fazer, Carla! Algum sentido diplomático precisa ser desenvolvido, sob o risco de você causar um certo estrago social em decorrência da sua inadequada franqueza. Mais do que saber o que dizer – e isso você provavelmente sabe muito bem – é preciso saber quando, como e onde dizer, caso contrário se verá em muitas situações em que, sem querer, criou alguma intriga. De todo modo, pode encontrar alguma via prática para satisfazer sua necessidade de questionamento e seu gosto pela polêmica e pela verdade. Tenderá a ser uma pessoa de muitos amigos, por conta da projeção do Sol no alto do mapa e do ascendente geminiano. Entretanto, justamente por ser uma pessoa de vida social mais ativa, corre o risco de passar por situações de mal entendido e conflitos, mais do que as outras.

Você, Carla, ama o conhecimento e o coleta, apreciando fazer pontes entre assuntos e entre pessoas, podendo vir a ser alguém que apresenta as pessoas umas às outras, e também alguém que pode vir a escrever muito bem a respeito de assuntos que lhe interessem. Procure utilizar com sabedoria esta qualidade comunicativa natural e tenha um pouco mais de paciência com os outros.

fonte

16.6.05

Procura-se, só para variar:

1 - Quem torça para dar certo;
2 - Quem não discorde antes de acabar de ouvir;
3 - Quem tenha pontos positivos a apontar e acrescentar;
4 - Quem vibre com o sucesso e não com o fracasso;
5 - Quem sorria abertamente e que não seja por escárnio;
6 - Quem sugira, apóie, incentive;
7 - Quem não se agarre à mesmice só porque é segura;
8 - Quem não se compraza com a dor;
9 - Quem não se envergonhe do próprio talento e não exija que outros escondam o que de bom têm a oferecer;
10 - Quem quando diz sim quer dizer sim e quando diz não quer dizer não e quando se cala é porque não tem mesmo nada a dizer.
11 - Quem cumpra os tratos;
12 - Quem valoriza o bom, o bem e o belo;
13 - Quem não se sinta ameaçado por tudo;
14 - Quem tenha espaço no coração para novas descobertas;
15 - Quem não se sujeita simplesmente porque acaba convencido de que o mundo é mesmo assim;
16 - Quem está disposto a firmar posições;
17 - Quem acredita;
18 - Quem tem vontade de acordar amanhã;
19 - Quem está disposto a abraçar (outros e o mundo);
20 - Quem está com muita preguiça de lidar com quem não tem o perfil acima descrito.

Por favor, se você se reconhece em 15 ou mais dos itens listados, responda "presente" nos comentários ou eu vou pegar minha nave espacial e voltar para o asteróide de onde vim.
Repassando os textos que recebi do Cordeiro, porque é sempre bom manter o senso crítico ligado.


Há um cheiro estranho nas últimas notícias sobre o PT
(Por Renato Rovai)

Fui à Venezuela duas vezes no último período. Ambas as visitas foram de aproximadamente quinze dias. A primeira foi na semana seguinte à tentativa de golpe. Estive lá com o fotógrafo Satoru Takaesu. Chegamos ao país com apenas um contato, o do secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa, Gregório Salazar. Ele foi nosso guia. Gentil, prestativo e antichavista, nos apresentou tudo o que em sua opinião tornava a tentativa de golpe ao presidente de seu país, de certa forma, justificável.Exatamente isso, um jornalista de postura solícita e que parecia de fato acreditar em valores democráticos defendia o movimento golpista. Apontava excessos por parte da turma de Pedro Carmona, o líder empresarial que fechou o Congresso, destituiu a Suprema Corte, rasgou a Constituição e durou 28 horas na presidência, mas entendia que aquelas posturas se justificavam, já que do outro lado estava Chávez.
Em todos os programas de televisão e nos jornais e revistas de maior circulação da Venezuela, as palavras de Salazar pareciam ter sentido. A mídia local veiculava em uníssono seu ódio antichavista.

A cobertura midiática dos últimos episódios, que apontam para um suposto esquema de corrupção na formação da base do atual governo brasileiro, está ganhando contornos muito semelhantes ao que ocorreu no país vizinho. Com uma sutileza: ela não é personalizada na figura do presidente da República, como no caso venezuelano, mas no seu partido político, o PT.
É fato que há uma denúncia que precisa ser apurada e do bom jornalismo espera-se uma investigação com base em entrevistas e reunião de documentos. Faz bem à democracia que a imprensa assim atue. É isso o que dela se espera.

Como se esperava também que assim fosse quando ocorreu o processo de privatização das telefônicas e de outras empresas públicas do país. Naquele momento, os escândalos não precisavam ser abafados pelo governo ou deputados governistas. O midiático poder brasileiro se encarregava disso. O falecido jornalista Aloysio Biondi, de forma quixotesca, tentava “destampar a panela”, mas seus artigos, publicados duas vezes por semana na Folha de S. Paulo, não recebiam sequer chamada de primeira página. Ao contrário, uma vez me confidenciou que quando recebeu convite para ir trabalhar no então Diário Popular, ganhando um pouco mais, mas tendo uma coluna diária, recebeu como contraproposta da Folha ganhar mais para escrever apenas uma única coluna semanal. Entendeu aquilo como um cala-boca e foi para o Diário.
Seu livro, o Brasil Privatizado, repleto de provas escandalosas, vendeu mais de 100 mil exemplares e mereceu apenas registros pontuais nos veículos. Não impulsionou nenhum movimento anti-PSDB nos veículos de comunicação.

É disso que se trata. Anuncia-se na mídia brasileira uma campanha sanguinolenta contra o PT. Se vier a acontecer em sua plenitude, será contra tudo o que partido representa. Ou mesmo o que um dia representou com mais firmeza. Não será uma campanha contra o que pode haver de podre na agremiação.

Sugere-se em editorias e opiniões de articulistas e parlamentares tucanos que Lula precisará se livrar do PT caso queira terminar o mandato. Justifica-se a pressão por conta de o tesoureiro do partido estar sendo acusado de comprar toda a bancada de deputados do PL e do PP. O curioso é que desses deputados acusados nada se fala. Alguns são bastante famosos, como Delfim Neto e o próprio presidente da Câmara, Severino Cavalcanti. Mas nenhum foi emparedado por veículos de comunicação para dar explicações. Ao contrário, o presidente do PT, José Genoino, tem sido acuado com ironias e grosserias em muitas de suas participações em programas de rádio e TV.
Não se espera que o midiático poder brasileiro se comporte como em relação a Eduardo Jorge Caldas, secretário-geral da Presidência da República, que, entre outras coisas, foi acusado de participar de suposto esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, e de criar caixa-dois para a reeleição de FHC. Naqueles dias, tudo era debatido via jornais e revistas com excesso de cuidado além da conta. Espera-se que se vá mais a fundo, como manda o bom jornalismo, no escândalo do suposto mensalão.

Mas é bom que se saiba que no ataque ao PT o que está na mira não é só a sigla, mas algumas de suas bandeiras históricas e também de amplos setores da esquerda. A campanha para renovar o fôlego da onda das privatizações como maneira de diminuir a corrupção no Estado já começou. Porta-vozes do mercado têm tratado do assunto sem corar ou gaguejar. Atenção aos artigos e/ou comentários de rádio e TV de certos articulistas econômicos.

Ao mesmo tempo que ataca o PT por suposto envolvimento em corrupção, o midiático poder também joga contra sua credibilidade política. Mesmo sendo avalista da atual política econômica, nos últimos tempos passou a ampliar a voz daqueles que criticam o partido por ter traído princípios históricos e se rendido à lógica do capital. Há uma clara tentativa de misturar as coisas para que tudo pareça resultado de uma mesma confusão. Na Venezuela, o sangramento público midiático de Chávez durou quase dois anos até que se buscasse o golpe que a revista Fórum denominou de midiático-militar. A imagem de um Chávez autoritário e fanfarrão, como grifou a revista Veja na edição de 12 de setembro de 2002 (“A queda do presidente fanfarrão”) foi cuidadosamente trabalhada. Aqui no Brasil, algo começa a ser construído nesse sentido. Até a cartilha do Politicamente Correto, que de fato merece ser criticada pelo que representa de estapafúrdia, foi apontada como mais um lance do autoritarismo do atual governo petista, que pretenderia cercear até a língua portuguesa. Ignorou-se que ela, mesmo sendo uma grande bobagem, tinha como único objetivo divulgar termos supostamente preconceituosos. Nada mais.
Em nome da liberdade de imprensa, a revista Veja desta semana faz uma matéria sem uma única fonte em on acusando a ex-prefeita Marta Suplicy de também comprar votos na Câmara Municipal. O título da matéria é sintomático da venezuelização do midiático poder brasileiro: “O mensalão da perua”. A liberdade de imprensa de Veja nunca permitiria que um de seus funcionários escrevesse algo como “Picolé de chuchu repete as mesmas balelas em relação ao caos na Febem”.

Evidente que se trata de uma liberdade assistida, onde quem pode de fato exercê-la não são os jornalistas, mas os donos dos veículos e seus capitães do mato, que tratam repórteres à base da chibata, como bem sabem aqueles que vivem ou viveram experiências de dia-a-dia em redações. Que também sabem o quanto essas empresas, paladinas da moralidade, desrespeitam, por exemplo, as leis trabalhistas. Ou mesmo o quanto não fazem de acordos comerciais que garantem espaços editoriais aos tais clientes. E ao mesmo tempo mantêm uma relação sabuja com eles.

O fato de investigar o PT e seus dirigentes faz bem à democracia. Fiscalizar o governo também. A imprensa deve ter liberdade para isso. Precisa fazer o seu papel. Mas há um limite entre investigação, fiscalização e perseguição. Na sociedade contemporânea, onde a cidadania é garantida de certa forma pela informação que se recebe, quando o setor midiático – associado a um espectro da política – resolve fazer uma campanha persecutória contra um partido ou governo, sem tratar com rigor e responsabilidade o que publica, não há outro nome para designar tal movimento. Busca-se, nesse caso, um golpe midiático. E para que isso aconteça basta ao midiático poder brasileiro acompanhar o toque editorial da última edição de Veja. Estará desenhado o cenário. E o cheiro podre que vem da Veja pode infestar a democracia brasileira. E não será a primeira vez que a “liberdade de imprensa” participa de um golpe no Brasil. Com a diferença que, desta vez, nada indica que os quartéis serão acionados. Na atualidade é mais aconselhável, para parecer democrático, que o midiático poder aja sozinho.



A lira sedutora (e enganadora) do golpismo
(Por Lula Miranda)

Por ofício, leio os principais jornais e sites do país. Além da cobertura jornalística em si, acompanho com especial interesse e atenção as manifestações dos leitores nas sessões desses veículos destinadas ao “leitorado”. E é sintomático constatar como a mesma intolerância e parcialismo crítico, com relação ao governo Lula, repetem-se nas falas dos leitores (não à toa um cientista político já alertou que o governo está perdendo – ou já perdeu – a batalha da opinião pública).

Alguns articulistas têm recorrido reiteradas vezes ao expediente de publicar cartas de alguns leitores que se auto-intitulam “ex-petistas” e que se dizem, em seus breves relatos, decepcionados e frustrados com o partido ou com o chamado “governo do PT” (em verdade, e isso todos sabemos, e daí certamente decorrem muitos dos problemas do atual governo, esse é um governo de coalizão e não exatamente “puro-sangue” ou “do PT”). Reputo exageradas algumas dessas críticas e mais ainda a postura irascível e intolerante de certos leitores, e estou certo de que, muitas delas (as críticas, mas também a postura desses leitores), são fruto da mais bem urdida e escancarada manipulação da opinião pública posta em prática pela grande imprensa nos últimos anos nesse país. O que chamo de lira sedutora (e enganadora) do golpismo.
Quem leu os editoriais do jornal Folha de S. Paulo desse último domingo (12/06) já não tem dúvida alguma (se é que ainda restava alguma) do escancarado “antipetismo” que norteia a linha editorial daquele jornal. Uma questão possível seria: o que estaria por trás desse “antipetismo” da Folha? Não seria uma questão de classe? Uma questão de interesses feridos ou ameaçados? Mas alguns poucos, mais atentos e ponderados, já haviam se perguntado antes, e certamente muitos estão perguntando-se agora, após essa última entrevista de Roberto Jefferson publicada nesse veículo: qual a credibilidade desse parlamentar para assacar tão graves (e inacreditáveis) denúncias contra o PT (principalmente quando comparamos a história desse deputado e de seu partido com a história do PT)? Por que continuar a dar crédito e tamanho destaque a uma acusação em que o próprio acusador agora já afirma não dispor de provas documentais? Será que o acusado não poderia estar apenas manobrando para desviar de si o foco das investigações, que, por sinal, já apontam inequivocamente em sua direção? Se se trata de matéria “requentada”, pois essa denúncia de “mensalão” já havia saído no Jornal do Brasil em setembro de 2004, por que só agora volta ao noticiário e revestida de todo esse tom avassalador, “espetacular” e “bombástico”? Essa denúncia coaduna-se com a história e a “práxis” do Partido dos Trabalhadores? Mas essas são questões que parecem não importar aos mais apressados, aos que estão indo na onda e, claro, aos que fazem essa “onda”.

Não pretendo aqui fazer uma defesa cega do governo Lula ou do PT, que fique claro. Ou até mesmo fazer pouco caso e tratar como ilegítimas todas as manifestações desses leitores. Até porque, como já disse em textos anteriores, muitas dessas críticas, e até mesmo a frustração de muitos eleitores do presidente Lula, são legítimas e eram até esperadas diante dos graves problemas que foram legados ao país, por vários anos e governos anteriores, e diante das promessas feitas na campanha e as contradições em discursos anteriores do presidente e de seu partido. Pois esses problemas e promessas não se resolvem ou cumprem-se no curto prazo. E as contradições entre o discurso quando na oposição e agora no poder são inerentes ao aprendizado que o exercício do poder impõe. O que se pretende questionar aqui é o tom dessas críticas e sua crescente hegemonia do debate. Pois há também muito exagero, preguiça, precipitação e falta de uma reflexão mais acurada dos fatos nessa “ira santa” de alguns leitores, da chamada “opinião pública”. O que se pretende questionar aqui é o tom dessas críticas e o superdimensionamento que se dá a atual crise política. Alguns mais apressados chegam a falar em “fim do PT”, outros falam em “fim do governo Lula” – a revista Veja dessa semana, revista essa que literalmente faz a cabeça da classe média brasileira, chega a comparar Lula com Collor. Um claro despropósito.

Sim, reitero, o governo Lula tem problemas, tem cometido muitos equívocos, notadamente na sua articulação política. Porém, parece-me que, nas questões que dizem respeito à defesa dos interesses do país e da maioria da população, as ações desse governo têm sido meritórias. E muitas dessas questões e ações vão nitidamente no sentido de implementar medidas que propiciem a inclusão social, a reconstrução e o reaparelhamento do Estado. E essa ponderação faz-se necessário – a menos que se queira fazer proselitismo político e não jornalismo.
Pode-se, ou melhor, deve-se criticar a política de juros altos retomada no final do ano passado e ainda mantida, na minha opinião e na de muitos outros analistas, de modo desnecessário, nesses últimos meses, pelo Banco Central. Pode-se criticar a falta de agilidade do presidente em fazer as mudanças necessárias em seu ministério. Pode-se criticar um ou outro aspecto das reformas implementadas pelo governo. Pode-se criticar algumas más companhias na chamada base aliada. E outras críticas pertinentes e pontuais. Isso é legítimo e necessário no debate construtivo e necessário ao aperfeiçoamento das políticas públicas propostas por esse governo (ou por qualquer outro) – e a esse debate esse governo que aí está não tem se furtado. Quanto a isso devemos ser honestos. Por outro lado, também não se pode negar que esse governo vem implementando medidas urgentes de cunho “civilizatório” que significam uma verdadeira inversão de prioridades quanto ao público alvo das políticas públicas, o que futuramente, no médio e longo prazos, poderá reduzir o nosso déficit social e reduzir a exclusão.

Não dá para aceitar, passivamente, tanta intolerância e, repito, má vontade, com relação a esse governo. Não dá para aceitar o “golpismo” expresso na publicação e na leitura apressada e irrefletida de certas manchetes tão “bombásticas” quanto inconseqüentes e, por vezes, o que é ainda mais grave, mentirosas. Da parte de alguns articulistas, até tenho a compreensão do seu papel: eles fazem apenas o trabalho pautado pelos chefes de redação, que por sua vez refletem os interesses dos donos do jornal, que por sua vez atendem aos interesses de determinada classe social ou de determinados grupos econômicos e políticos. Ou seja, eles seguem a “linha” do veículo, pois se não seguir essa “linha” não galgam degraus e postos na redação e até mesmo, em alguns casos, não teriam sequer seus textos publicados. O mesmo fenômeno dá-se, por outro lado, com alguns intelectuais de esquerda que na ânsia de terem seus textos publicados nesses grandes veículos da imprensa, aceitam fazer o “serviço sujo” da crítica desonesta e parcial. Esse, infelizmente, para nós, é o que mais deploramos, é o pior lado dessa história. E o que dizer de certos “intelectuais do PT” que se calam em um momento tão difícil e delicado?

Tá certo que, como também já disse em um outro artigo, muitos desses leitores, tal qual boneco de ventríloquo, apenas repetem, sem perceber, a opinião expressa pela chamada “linha” do jornal ou pelos seus articulistas. Alguns leitores, é curioso observar, chegam a utilizar expressões e termos caros e característicos do léxico desses articulistas e desses veículos. É a marca indelével da falta da necessária reflexão e ponderação que deveria existir nessa comunicação entre jornalista e leitor. A maioria dos leitores aceita como definitiva, quase como um “dogma”, as opiniões de certos articulistas ou “âncoras”.

Finalmente faço um alerta aos leitores: não se deixem seduzir pelo belo canto da sereia. Não se deixem inebriar pela lírica do golpismo. O governo não acabou. O PT não acabou, o partido é maior do que eventuais/possíveis erros cometidos por alguns de seus dirigentes ou militantes – o que seria a política brasileira hoje sem a vigilância do PT, sem a sua história, sem a sua apaixonada militância? A democracia não acabou. Não se precipite. Aguarde um pouco a sujeira assentar. A verdade prevalecerá.

14.6.05

Ela

Ela, que eu tanto amava, foi-se embora e me deixou aqui, sem notícias. E hoje eu sofro, porque sem ela não sou mais a mesma. A ingrata não deixou endereço ou telefone. E isso lá é coisa que se faça?

Olho minha imagem no espelho e já não me reconheço. Outras (e outros) passaram em minha vida depois que ela se foi, mas ninguém soube cuidar de mim como ela. Ninguém tem seu toque mágico. Ninguém sabe fazer como ela faz.

À noite, sonho que ela voltou ou que me dá pistas de como ir ao seu encontro. Ou tenho pesadelos, onde sou mais uma vez vítima da rudeza daqueles que querem tomar o seu lugar.

O que vou fazer sem minha cabeleireira de fé? Tudo bem, Cristina. Fiquei super-contente em saber que você montou salão próprio, mais perto da sua casa. Mas será que você pensou que Nova Iguaçu era longe demais para mim? Querida, por quem acertou a mão num cabelo difícil como o meu, vou até o inferno!

9.6.05

NA RÁDIO MALUCA, AS CRIANÇAS É QUE DIZEM O QUE É O AMOR

DIA: Sábado, 11/06/2005
TEMA: “O que é o amor pra você?”
ATRAÇÕES: Banda Gaz e Ivan Zigg
APRESENTAÇÃO: Zé Zuca
PARTICIPAÇÃO: Mariano
HORÁRIO: Sábados, das 11h às 12h
LOCAL: Auditório da Rádio Nacional – AM -1130khz (150 lugares)
ENDEREÇO: Praça Mauá, 7, 21º andar.
CONTATO: 2253-7863/9803-0779 ou radiomaluca@radiobras.gov.br

Aproveitando a divulgação que é feita por ocasião do dia dos namorados, a Rádio Maluca se antecipa e levanta a discussão com a garotada: o que é o amor? A amizade é um tipo de amor? Quem são seus grandes amigos, seus grandes amores? A atração do dia é a Banda Gaz. Elas cantam canções compostas por integrantes do grupo e por compositores consagrados. É uma banda jovem muito afinada que desponta na música brasileira. É formado por quatro cantoras: são Julieta Bedran, Carolina Futuro, Cristiana Futuro, Chiara Santoro. No sábado se apresentam com dois músicos: Tiago Siqueira (violão) e Daniel Boechat (percussão).

Quem canta e conta história é Ivan Zigg, escritor, ilustrador de livros infantis, cantador e contador de histórias.

A Rádio Maluca apresenta o rádio às novas gerações e recupera a tradição dos programas de auditório. É um programa ao vivo, com participação da platéia e dos ouvintes.

Idealizado pelo ator, cantor, compositor Zé Zuca é uma usina de novidades, uma central de músicas e brincadeiras. O apresentador abre o microfone para crianças e famílias brincarem de rádio.

É um divertido passeio de fim de semana. Vale a pena levar as crianças para conhecer um programa de rádio ao vivo, participar dele e visitar a nova Rádio Nacional. A entrada é franca. Quem não puder ir, é só sintonizar AM 1130khz.

Rádio Nacional: Praça Mauá,7, 21ª - Entrada franca.

Programação da Rádio Maluca JUNHO (Rádio Nacional)

Dia 11/06 – Tema: O que é o amor? (Dia dos namorados)
Atrações: Banda Gaz e Ivan Zigg

Dia 18/06 – Tema: É festa junina
Atrações: Hamilton Catete e Edimilson Santini

Dia 25/06 – Tema: Viva a cultura popular
Atrações: Carroça de Mamulengos e Lúcia Fidalgo



COMEMORANDO UM ANO DE RÁDIO MALUCA

RONALDO MOTA É A ATRAÇÃO DESTE SÁBADO

A Rádio Maluca, o único programa de auditório ao vivo para crianças, faz um ano em julho. Tendo em vista os ótimos resultados alcançados, é hora de comemorar. O programa idealizado e apresentado pelo multimídia Zé Zuca, aos sábados de manhã na Rádio Nacional, continua com o mesmo entusiasmo, mas um novo auditório se abre na Zona Sul.

O melhor da Rádio Maluca – O show está na Sala Baden Powell, em Copacabana. Fica em cartaz nos sábados de junho e julho (exceto o último de cada mês). A estréia foi no sábado passado, dia 04 de junho.

O show reúne ingredientes dos bons tempos da era do rádio e as novas descobertas da Rádio Maluca. Vai esquentar as tardes de sábado na zona sul para crianças e famílias que buscam diversão de qualidade.

O melhor da Rádio Maluca amplia o que já acontece no programa. Reúne uma seleção de bons momentos. Traz um grupo de músicos que tocam, ao vivo, animadas canções como Maracangalha, de Dorival Caymmi - para pais repassarem aos filhos, Seu rosto e Forró junino, músicas do cantor, compositor e apresentador Zé Zuca e muita sonoplastia tirada de instrumentos diversos, de brinquedos e utensílios domésticos. Tudo visível pra garotada curtir.

Além das músicas, tem histórias, brincadeiras e interatividade com a platéia. O show funciona como um programa de rádio ao vivo. Tem a presença de repórteres e cantores mirins. A cada sábado, um artista diferente é convidado. Ou seja: trás um show dentro de um show maior.

RONALDO MOTA É A ATRAÇÃO DESTE SÁBADO.
O Cantor, compositor e diretor musical de espetáculos teatrais Ronaldo Mota é o convidado de Zé Zuca neste sábado. Vai apresentar suas premiadas canções feitas para peças dos grupos de teatro Vento Forte, no qual participou sob a direção de Illo Krugli, e do histórico Grupo Hombu, do qual Ronaldo é integrante há muitos anos.

Para os próximos sábados estão programados: Nicolau (do Inimigos do Rei), Joaquim de Paula, o Mágico Gerardi (com Joca, o jacaré), Lúcio Sanfelippo com o Grupo Pé de chinelo e Denise Mendonça.

FICHA TÉCNICA:

Duração: 1 hora
Horário: 16 horas
Temporada: Aos sábados dos meses de junho (4, 11 e 18) e julho (2, 9,16 e 23).
Ingressos: R$10,00
Estudantes, idosos (acima de 65 anos) e professores da rede municipal: R$ 5,00
Teatro: Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360).
Concepção, roteiro, direção e apresentação: Zé Zuca
Assistência de roteiros: Joelma Vieira e Lenise Freitas
Supervisão de movimentos cênicos e coreográficos: Janice Botelho
Participação especial: Mariano
Músicos participantes: Mariano, Gê Menezes, Ronaldo Mota, Josué Soares, Daniel Luz e Clóvis Thimóteo.
Produção: Clarissa Brandão
Cenografia e objetos cênicos: Andréa Renck
Operador de Áudio (D.J.): Fabinho
A Era do Gelo 2
You scored as Cultural Creative. Cultural Creatives are probably the newest group to enter this realm. You are a modern thinker who tends to shy away from organized religion but still feels as if there is something greater than ourselves. You are very spiritual, even if you are not religious. Life has a meaning outside of the rational.

Cultural Creative

100%

Idealist

88%

Existentialist

75%

Postmodernist

50%

Romanticist

38%

Modernist

25%

Materialist

25%

Fundamentalist

25%

What is Your World View? (updated)
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8.6.05

O drástico
(Fernando de Castro)



Há muito tempo venho refletindo sobre o drástico. Não que eu seja dado a muitas reflexões, mas alguns casos me forçam a pelo menos simular um pensamento mais profundo. E o drástico, de alguma forma, fez-se o motivo da vez. Não toleramos o drástico. É da nossa natureza amenizar quando o impulso quase nos conduz a medidas extremas. Vejo pelo caso do jogador que denunciou o outro por racismo. De todos os elogios convenientes à sua postura, sobrou tempo para criticarmos o exagero. Exagerou-se nas algemas. Exagerou-se no tempo de detenção. Exagerou a imprensa. Foi-se muito drástico. Preferimos a conduta permissiva e camarada à rispidez do drástico. No fundo, simpatizamos com aqueles que roubam pelo suposto dever público e pouco nos lixamos se o destino (ou a Polícia Federal) eventualmente apresenta dois safados para um show de contra-acusações. No fim das contas, sempre tendemos para o que roubou menos, mas nem por isso conseguimos disfarçar um certo respeito pelos nossos bem-sucedidos vilões.
É difícil reconhecer no país um governo sequer que não tenha em seu histórico algum escândalo de cinco dias, alguma suspeita convenientemente esquecida pelo tempo e pelos acordos naturais. Mas isso não é o mais grave. O grave é que pouco nos importamos. Recusamos o drástico, porque o drástico fatalmente nos atingirá de algum modo. Vibramos pelo meio-termo. Pela alternativa que preserve nossos canalhas, pelo menos. Todos temos um canalha para adorar. Seja ele o presidente de um clube de futebol ou um populista medonho que aplica o dinheiro público no atraso travestido de brinde-cidadania em troca de votos. Seja na oposição, na situação ou no PMDB. É ridículo olhar o passado recente de boa parte dos políticos envolvidos nos escândalos da hora e simular um ar de chocado. É ridículo tentarmos disfarçar um ''não acredito'' quando basta um fiapo de memória para associá-los à corja que nós mesmos viemos entronando sucessivamente há anos, e cujo hábito do assalto sempre foi uma virtude declarada. E pior: avalizadas pelo nosso próprio voto. O nosso pavor pelo drástico nos impede de espiar uma ficha corrida antes de votar.

É uma piada grosseira justificarmos nossa conivência com o argumento de que o poder corrompe mesmo, e que pelo menos nosso ladrão fala inglês e constrói pracinhas, campos de futebol e que, apesar de todo empenho da Justiça, nunca se provou legalmente nada. É uma piada sofisticada demais empregarmos a palavra política quando, na verdade, na maioria dos casos estamos nos referindo mesmo é a uma corja de ladrões protegidos pelo interesse comum de seus pares. Mas nós adoramos piadas. Antes elas que o drástico.

Um Congresso onde a maioria dos eleitos se permite unir-se pelo voto do atraso, por simples vaidade, não é um lugar que por hora eu me permita levar a sério. Qualquer discurso que reze pelo ''bem da população'' depois disso, a meu ver, não passa de pura balela. Uma afronta. Um governo que não sabe ou finge que desconhece a conduta duvidosa de seus indicados não escapa das duas verdades possíveis: ou é mal-intencionado ou é incompetente. Qualquer autoridade que se presta ao papel de posar em público ao lado de um bandido aliado para demonstrar seu apoio pela conveniência da aliança, pra mim, não passa de um sem-vergonha.

Eu nuca roubei ninguém. Talvez por isso ando simpatizando cada vez mais com o drástico.

fonte
SALVE, JORGE!

JORGE GUERREIRO
Uma festa fotográfica para o santo mais popular do Rio


Para expor na FotoRio/2005, um grupo de fotógrafos escolhe um tema carioca: São Jorge. Eles registram as festas do dia 23 de abril em torno das Igrejas do Campo de Santanna e de Quintino, a cavalhada de Santa Cruz e toda a devoção carioca ao santo mais popular da cidade.

Esta festa fotográfica pode ser vista a partir de 8 de junho, no Restaurante Ernesto, no Largo da Lapa.

Exposição Jorge Guerreiro
De 8 de junho a 8 de julho, no Restaurante Ernesto, no largo da Lapa, 41.

Inauguração:

8 de junho, a partir das 19 horas.

Fotógrafos:

André Pinnola, Cecília Acioli, Cesar Cardoso, Jorge Vasconcellos, Juliana Ennes, Luiz Régulo, Cristina Fonseca, Maria Pace Chiavari, Pedro Almeida, Waltinho do Paraíso.

7.6.05

Andorinha que dorme com morcego amanhece de cabeça para baixo

Como é que pode o sujeito achar que vai conseguir atingir seus objetivos, até relativamente nobres, jogando segundo as regras estabelecidas por quem anda sujando tudo há tanto tempo. É porque se acha muito esperto? Ou é por ser muito ingênuo?

Como é que pode achar que fazendo tudo do mesmo jeito que sempro foi feito, vai-se colher um resultado diferente?

Como é que se supõe que a política de empurrar com a barriga aqui, varrer para baixo do tapete ali vai permitir mudanças?

Se era para ser tudo igual, por que escolheríamos o diferente?

Bonito fez aquele governador que encurralado pela falcatrua de sempre deu uma de Juruna moderno, gravou tudinho e quando resolveram que era hora de derrubá-lo matou a cobra e mostrou o pau. Feio mesmo é querer botar panos quentes porque sabe que tem rabo preso e a coisa vai feder ainda mais, porque achou que os fins justificavam os meios. E agora fica morrendo de medo do ventilador que foi ligado. Lamentável!

O mais grave é que tudo isso deixa o povo com uma batata quente nas mãos. Muita gente tinha "medo", mas confiava como o bastião da moralidade, das boas causas. E agora que a "esperança" foi trucidada, o que resta? Já vejo surgirem no horizonte os arautos da oportunidade, com seu discurso que tanto encanta os medíocres, os ignorantes, os de intelecto simples: pena de morte, moralização às custas de direitos civis, perseguição aos diferentes, etc.

Agora que não eles, quem? Quem poderá nos socorrer?

Porque não podemos nos dar ao luxo dos estadunidenses de ignorar política. Estamos precisando com urgência de reforma no judiciário, soluções para a violência nas grandes cidades, investimentos na educação e na saúde, criação de empregos, atenção para a preservação ambiental e controle da soberania nacional e tanto mais.

Quem?