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9.2.06

A Astrologia Egípcia lá em casa (segundo Christian Chaves):

SEKHMET, A DEUSA LEOA DA FORÇA E DA GUERRA
Período: 16 de março a 15 de abril

São líderes natos, otimistas, idealistas e persistentes. Têm vitalidade,força de caráter. Mente ágil, tendência a agressividade, mas sabem controlar-se.Estes nativos são magnéticos, atraindo com facilidades amigos e amores. Podem exercer qualquer cargo de chefia e profissões esportistas. Têm espírito competitivo. Apaixonam-se com facilidade. As mulheres são práticas, sinceras e sujeitas a crises de ira, que passam rapidamente. Os homens são atraentes, o temperamento aventureiro e, em alguns nativos, a infidelidade é uma constante.

NEIT, A DEUSA DA CAÇA
Período: 16 de agosto a 15 de setembro

Os protegidos da Deusa Neit tem uma grande agilidade mental, são simpáticos e sinceros nas críticas. Na infância, são precoces, sensíveis e inteligentes. Gostam de estudar, mas não gostam de ser cobrados ou pressionados. Alguns nativos ficam tímidos e inseguros quando testados. Os regidos por Neit têm tendência a relembrar fatos que não levam a nada. Pensam muito antes de tomar decisões.
Não gostam de intrigas, invejas ou fofocas no trabalho, na família ou no relacionamento pessoal. Geralmente, os nativos são disciplinados e organizados quando desenvolvem qualquer tipo de trabalho. São carentes e necessitam atenção. Não costumam esquecer ofensas.
No amor são honestos, amigos e de confiança; só depois de muita Intimidade se soltam nas relações. Neit é uma Deusa que gosta de liberdade, tem dificuldade de se adaptar à rotina do casamento.
Profissionalmente, pode ser bom médico, professor, analista de sistema ou artista.

TOTH, O VERBO - O CRIADOR DA COMUNICAÇÃO, DA LINGUAGEM ESCRITA E FALADA
Período: 16 de maio a 15 de junho

Como a flor de lótus, os filhos de Toth são sensíveis, sensitivos e intelectuais. São firmes nas decisões, determinados a vencer obstáculos. Não gostam de ser pressionados tanto no trabalho como no amor. Adoram novidades, são bem informados, alguns são escritores, jornalistas ou radialistas. Sabem lidar com a terra, as flores, os frutos. Alguns conquistam bons amigos, outros sãos bruscos e francos demais, afastando os contatos. São possessivos, têm medo de perder seus bens ou não se aventuram em novas oportunidades quando não sentem segurança. Excelentes colaboradores, enfrentam a vida com coragem. Este tipo misto, que nasce sob a proteção do deus Toth, é aberto a opiniões e sabe reconhecer os próprios erros. Sua atitude é calorosa e alegre ao reencontrar um amigo. O seu nervosismo o impede de ocupar-se por muito tempo no mesmo assunto. Não fazem diferença entre uma relação afetiva e uma atração física. Esta última constitui para os nativos uma importante motivação. Não se ligam com facilidade a outras pessoas, mas quando isso acontece são capazes de fazer sacrifícios pelo parceiro.



Pois é, ando meio mística demais, né? Mas o que está aí em cima está chocantemente correto. Tenho o texto completo, com falando mais sobre a Astrologia Egípcia e todos os demais signos. Se quiser, é só pedir.

8.2.06

O Tolo que era Sábio

Todos os dias o Mullah Nasrudin ia esmolar na feira, e as pessoas adoravam vê-lo fazendo o papel de tolo, com o seguinte truque: mostravam duas moedas, uma valendo dez vezes mais que a outra. Nasrudin sempre escolhia a menor.

A história correu pelo condado. Dia após dia, grupos de homens e mulheres mostravam as duas moedas, e Nastudin sempre ficava com a menor.

Até que apareceu um senhor generoso, cansado de ver Nasrudin sendo ridicularizado daquela maneira. Chamando-o a um canto da praça, disse:

- Sempre que lhe oferecerem duas moedas, escolha a maior. Assim terá mais dinheiro e não será considerado idiota pelos outros.

Nasrudin lhe respondeu:

- O senhor parece ter razão, mas se eu escolher a moeda maior, as pessoas vão deixar de me oferecer dinheiro, para provar que sou mais idiota que elas. O senhor não sabe quanto dinheiro já ganhei, usando este truque.

E cheio de sabedoria acrescentou:

- "Não há nada de errado em se passar por tolo, se na verdade o que você está fazendo é inteligente".

Às vezes é de muita sabedoria se passar por tolo e é muito melhor passar por tolo e ser inteligente do que ter integência e usar fazendo tolices.
"A verdadeira viagem de descoberta não consiste em buscar novas paisagens mas sim em ter novos olhos".
(Marcel Proust)
O que você diria?

Ao abrir o jornal pela manhã, você lê, na sua coluna favorita, aquela por que você aguarda avidamente e devora às quartas-feiras, o seguinte:


"Livro de Jó, exemplo de redação
(Deonísio Silva)

'De onde se tira a sabedoria? Ela não está entre nós. Onde está a inteligência?'. Alunos de Comunicação Social da Universidade Estácio de Sá escreveram no convite de formatura esses versículos bíblicos. Movido por sua escolha, muitos leram ou releram o Livro de Jó, um dos mais belos textos da literatura mundial.
'Ele vivia na terra de Hus', na atual Palestina, era pai de três filhas e sete filhos. Era o mais rico dos homens. Tinha sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas. Era também latifundiário e senhor de numerosos escravos, mas naquelas antiguidades bíblicas as referências de um homem de bem eram outras.

Seus filhos e fillhas faziam rodízio de banquetes, comendo e bebendo muito. O pai, homem incorruptível e temente a Deus, não cuidava apenas de sua honestidade, mas também da dos filhos. Preocupado, oferecia sacrifícios para purgar eventuais pecados: 'quem sabe se meus filhos não pecaram?'.

É exemplo de narração bem tecida o Livro de Jó. A situação inicial é de perfeito equilíbrio. O desequilíbrio é proposto por Satanás num diálogo com Deus, que lhe pergunta: 'De onde vens?'. E ouve em resposta: 'Acabei de dar uma volta pela terra inteira'. Deus, usando sempre a segunda pessoa do singular, o que denota linguagem coloquial, pois não está, solene e durão, como é seu costume quando repreende o Demônio, faz a segunda pergunta amistosa: 'Reparaste no meu servo Jó? Não há outro igual sobre a terra: incorruptível, justo, temente a Deus, alheio ao mal!'.

Satanás, cujo significado em hebraico é caluniador, diz que Jó é um interesseiro: com a vida que tem, é fácil amar a Deus. E na segunda pessoa do plural, em sinal de solene e artificioso respeito, como faz em geral quem a utiliza, sugere: 'Tocai nos seus bens para ver de que ele será capaz'.

Deus aceita o desafio: 'tudo o que ele tem, está à tua disposição, só não toques na sua pessoa'.

Satanás sai dali e dá início à guerra contra o indefeso Jó, que perde tudo: não apenas todos os bens, mas também todos os filhos e filhas, que morrem soterrados quando estão num dos costumeiros banquetes.

Deus volta a jactar-se de Jó, que continua íntegro depois de tantas perdas. Mas Satanás replica: 'cada um dá tudo o que tem para salvar a própria pele'. E recebe autorização para fazê-lo sofrer mais: 'Jó está à tua disposição, mas poupa-lhe a vida'.

Então, leproso dos pés à cabeça, é expulso da casa pela mulher.

A seguir, três amigos vêm para consolá-lo: Elifaz, Baldad e Sofar. Seria melhor enfrentar inimigos, pois eles, por unanimidade, condenam o amigo: ele deve ter pecado muito para ser afligido por desgraças descomunais.

Entra em cena, porém, um quarto amigo, Eliú, até então oculto, que dá outra explicação: Deus assim procede para aperfeiçoar Jó.

No fechamento, onde está o significado, Deus, que já dera vários exemplos poéticos da incapacidade de o homem entender os desígnios divinos, repreende os amigos de Jó, menos Eliú, e restitui em dobro os antigos bens, dando-lhe também outros sete filhos e três filhas.

'Depois disso, Jó viveu 140 anos, viu filhos e netos de quatro gerações e morreu farto de anos'.

Textos bíblicos são excelente material bibliográfico para ensinar redação. Ensinar a escrever é ensinar a pensar. Para isso, o principal requisito é ler. "



Até aqui, nada de extraordinário. Mas, no mesmo dia, você vai tentar ler e-mails que deixou acumular nos últimos tempos e escolhe para começar justo aquele que traz uma palavra por dia e se deparasse com um verbete que diz:


behemoth \bih-HEE-muth\ noun

1 often capitalized : a mighty animal described in Job 40:15-24 as an example of the power of God
*2 : something of monstrous size, power, or appearance

Example sentence:
Suddenly a behemoth of a truck, honking madly and going at least 80 mph, bore down on me from out of the blue.

Did you know?
The original "behemoth" was biblical; it designated a mysterious river-dwelling beast in the Book of Job. Based on that description, scholars have concluded that the biblical behemoth was probably inspired by a hippopotamus, but details about the creature's exact nature were vague. The word first passed from the Hebrew into Late Latin, where, according to English poet and monk John Lydgate, writing in 1430, it "playne expresse[d] a beast rude full of cursednesse." In English, "behemoth" was eventually applied more generally to anything large and powerful.

*Indicates the sense illustrated in the example sentence.

(fonte)



E então? Você recorre a Jung e à sincronicidade? Acha que o Universo está tentando dizer alguma coisa a você? Deixa o seu lado supersticioso e místico aflorar?

Eu, por via das dúvidas, fui lá conferir, pelo menos o trechinho recomendado textualmente:


Jó 40:

15 Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi.
16 Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre.
17 Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos.
18 Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro.
19 Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.
20 Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam.
21 Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama.
22 As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
23 Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca.
24 Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?



Como diria minha amiguinha vizinha sazonal e filósofa Joyce: "Vá-se saber, né?"

7.2.06

"I must have a prodigious quantity of mind. It takes me as much as a week, sometimes, to make it up."
(Mark Twain)

3.2.06

A séria série "Só tenho amigo chic" continua. Neste capítulo aparece a Luciana Pegorer na forma da Delira Música, que apresenta:



Com vocês, o virtuosismo de Willians e a doçura e o talento de Marianna. Não comentei no atropelo da vida dos últimos meses, mas o post dela sobre a vida dos artistas independentes, do dia 30 de novembro é uma aula. Confira!

10.1.06

Depois do golpe de misericórdia, ouvi de um cara que tinha acabado de conhecer uma descrição perfeita do meu estado mental:

My brain has two sides. On the left side, nothing is right; on the right side nothing is left.

6.1.06

"Quando tudo que existe não basta / fico pequena / viro flor / inicio meu vôo de poeta."
(Solange Palatnik)

"Temos uma boca e dois ouvidos, mas jamais nos comportamos proporcionalmente."
(provérbio chinês)

"Um homem perde o senso de orientação após quatro drinques; uma mulher , após quatro beijos."
(Henry Mencken)

"Se não podes ser o que és, sê com sinceridade o que podes."
(Ibsen)

"Põe quanto és no mínimo que fazes."
(Fernando Pessoa)

"Tudo o que acontece uma vez, pode nunca mais acontecer, mas tudo o que aconteceu duas vezes, acontecerá certamente uma terceira."
(provérbio árabe)

"Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens que de um terceiro andar."
(Machado de Assis)

"A vida é feita de ilusão. Entre essas ilusões, algumas triunfam; são as que constituem a realidade."
(Jacques Audiberti)

"Agirei como se minhas ações fizessem alguma diferença."
(William James)

"Quem cedo madruga espera mais para almoçar."
(anônimo)

19.12.05

Uma coisa pode ser infame e ótima?
Sim, algumas piadinhas que chegam via e-mail, como a que segue abaixo, por exemplo:


Você sabe o que é um marido DVD ?
É aquele que Deita, Vira e Dorme.

E um marido DVD+R?
É aquele que se Deita, Vira, Dorme e Ronca.

E um marido CD?
É o marido que só Come e Dorme.

... Bons mesmo eram os antigos VHS...
Várias Horas de Sexo

16.12.05

KING KONG

Fui ontem assistir à pré-estréia de King Kong. Quem me conhece sabe que meu negócio não é filme de aventura. E eu saí da sala escura babando.

Claro que ganhar ingresso é delicioso, ainda mais com um pré-estréia bem produzida, com ambientação de mata, quando entramos no prédio sob de pássaros e outros bichos nos envolvem como também os galhos de árvore e as folhas espalhadas pelo chão que ficam ainda mais aliciante com a iluminação especial. Depois que o filme começou, a gente até perdoou o atraso no início da projeção. Afinal, a pipoca e o refrigerante também eram de graça e tínhamos o que fazer. Eu tinha grandes trunfos também: excelentes companhias. À minha esquerda uma criança de 10 anos e à direita alguém que sabe tudo de cinema e duas cadeiras adiante, uma das pessoas mais inteligentes que deste país.

Não sei quanto a você, mas em determinado ponto a gente acha que tanta produção pode ser para disfarçar alguma falha. Mas o filme começa e a gente instantaneamente simpatiza com a personagem da Naomi Watts. Jack Black consegue ser ótimo sempre. E o nariz torto e avantajado do Adrien Brody em sua excessiva magreza dá ao vencedor do Oscar um ar de desamparo que combina bem com a estranheza do personagem roteirista romântico e surpreendentemente bravo. E cada novo personagem apresentado é tri-dimensional e rico.

Entretanto é quando se chega à ilha - destino do inzoneiro diretor de cinema e todos os que por um motivo ou outro caíram em sua lábia - que a genialidade de Peter Jackson explode na tela, com diversos e apavorantes monstros, incluindo o mais feroz de todos, o ser humano. A fita se mantém num nível altíssimo de ação daí em diante, com espaços curtos e bem colocados para humor e romance, dominando a platéia de uma forma irresistível. Em algumas cenas, o menino ao meu lado quicava de emoção e de tão excitado, chegou a levantar-se e eu tive que puxá-lo de volta à cadeira e à realidade. O casal ao meu lado embevecia-se com a excelência de cinema raramente alcançada em todos os tempos. Da expressividade "facial" do grande símio aos grandes cenários, da reconstituição da Nova Iorque dos anos 30 ao destaque às diferenças entre as relações da mocinha com a besta e com o mocinho, tudo é maravilhoso e perfeito.

A clássica cena final é reconstituída brilhantemente, cheia de emoção e técnica. E o filme vai acabando e nos deixa com a sensação de que conseguiram melhorar o que já era muito bom. E quando as luzes se acendem e conferimos o relógio, levamos um susto ao constatar que mais de três horas se passaram e nem nos demos conta, tão arrebatados que fomos pelo rei de mais de 7 metros de altura e a musa que foi sua ruína.

King Kong é literalmente um blockbuster, mas no melhor sentido que a palavra pode assumir.

9.12.05

As Meninas da Moda têm muito para contar. E ele, que além de tudo é fashion, está lá, na agenda.
Como anda sua saúde?

Já começou a preparar sua lista de intenções para 2006? Entre elas está cuidar melhor de seu corpo e de sua saúde, seus maiores bens? Se sim, parabéns! Se não, está na hora de começar a pensar seriamente sobre isso!

Venha ouvir GRATUITAMENTE sobre como tornar sua vida mais saudável!

O Grande Evento será no dia 15/12/2005 no Rio de Janeiro. Basta entrar em contato e confirmar sua presença, já que o número de vagas é limitado. No ato de confirmação, serão informados os detalhes como endereço e horário do evento. Escreva para mim!

4.12.05



Bazar de Natal Achados Imperdíveis



O Bazar de Natal Achados Imperdíveis, no Recreio dos Bandeirantes, acontecerá nos dias 10 e 11 de dezembro (sábado e domingo), das 14 às 20h numa casa deslumbrante. Será uma ótima oportunidade para aqueles que querem fazer suas comprinhas de final de ano, de maneira econômica, sem se aborrecer com os estacionamentos superlotados e perder tempo no tumulto dos shoppings.

Além de bijuterias, patchwork, perfumaria, bolsas, doces e chocolates, velas, mosaico, moda adulto e infantil, comidinhas e bebidinhas, haverá no dia 10 o lançamento do livro "As Sete Histórias mais Horripilantes de Arrepiar os Cabelos" de Pedro Conteiro Pessanha, 10 anos, autor prodígio em seu segundo livro. Veja mais sobre o autor no www.ricp50.oi.com.br

A entrada é franca, mas donativos de produtos de higiente pessoal, serão bem recebidos para Obra Assistencial da Paróquia da N. Sra. da Imaculada Conceição do Recreio.

A organização é da 2éBom!, de Ana Lúcia e Alda, artesãs nas horas vagas, formadas em jornalismo e em marketing.

A idéia do bazar é levar aos amigos, familiares, conhecidos e clientes produtos exclusivos e charmosos, comodidade, economia, tranqüilidade e segurança.

Onde vai ser? Rua Zeferino de Farias, 129 (4ª transversal a Av. Alfredo Baltazar da Silveira - antiga Via 9) Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro - estacionamento fácil.

Produção: 2éBom

28.11.05

Mais um capítulo da séria série Só tenho amigo chic!.
Episódio de hoje "Graça Lima" e "Roger Mello"

(Mas também pode ser considerado um manifesto a favor de boas notícias, porque elas também existem)

O Brasil com exclamação
País ganha charge de quase meia página no 'Le Figaro'


(Ziraldo)

(...)
De fato, nós, brasileiros, devíamos escrever o nome do Brasil, sempre, com um ponto de exclamação no final. Apesar dos nossos imensos problemas de imagem para uso externo, apesar de toda a violência nacional, andando pelo mundo como tenho andado, chegando agora em Paris, vindo de Montevidéu, Buenos Aires e Miami - imaginem! - e a caminho da Itália, sempre que informo que sou do Brasil, com todas as más notícias que vêm daí, ouço, de volta, o nome do meu país ser pronunciado com alegre exclamação.

(...)
A notícia que ora mando de Paris é que, desta vez, o Sérgio Porto não poderia repetir a frase irônica. A presença do Brasil na França, este ano, foi, quase que se pode dizer, avassaladora. Por exemplo: os autores de livros infantis Roger Mello e Graça Lima, que estão aqui também representando o Brasil na Feira do Livro Infantil de Montreuil, me contam que, falando numa escola de um desses banlieus franceses de incendiários de automóveis, numa biblioteca para crianças não francesas, estas se encantaram com um fato. Crianças de origem portuguesa informaram a eles que, por causa desta nova descoberta do Brasil, estão perdendo o acanhamento de falar português.

Abrindo as páginas do Le Figaro da última quarta-feira deparo com esta manchete de sete colunas: ''O Ano do Brasil faz crescer a atração pelo português''. Numa matéria de meia página, o jornal comenta este fato e Jean-Michel Blanchet, reitor da Academia de Guiana, declara, entre outras coisas, que ''a tradição brasilianista está bastante viva''. Fala também do aumento significativo da freqüência de alunos de língua portuguesa e de planos concretos para incrementar programas de ensino da língua em instituições de ensino francesas.
(...)

(leia todo o artigo)

22.11.05

Faxina nos mitos
Lia Luft*


"Boa parte de nossa infelicidade nasce do fato de vivermos rodeados por mitos. Deixamos que aflorem e construímos em cima deles a nossa desgraça"



Boa parte de nossa infelicidade ou aflição nasce do fato de vivermos rodeados (por vezes esmagados ou algemados) por mitos. Nem falo dos belos, grandiosos ou enigmáticos mitos da Antiguidade grega. Falo, sim, dos mitinhos bobos que inventou nosso inconsciente medroso, sempre beirando precipícios com olhos míopes e passo temeroso. Inventam-se os mitos, ou deixamos que aflorem, e construímos em cima deles a nossa desgraça.

Por exemplo, o mito da mãe-mártir. Primeiro engano: nem toda mulher nasce para ser mãe, e nem toda mãe é mártir. Muitas são algozes, aliás. Cuidado com a mãe sacrificial, a grande vítima, aquela que desnecessariamente deixa de comer ou come restos dos pratos dos filhos, ou, ainda, que acorda às 2 da manhã para fritar (cheia de rancor) um bife para o filho marmanjo que chega em casa vindo da farra. Cuidado com a mãe atarefada que nunca pára, sempre arrumando, dobrando roupas, escarafunchando armários e bolsos alheios sob o pretexto de limpar, a mãe que controla e persegue como se fosse cuidar, não importa a idade das crias. Essa mãe certamente há de cobrar com gestos, palavras, suspiros ou silêncios cada migalhinha de gentileza. Eu, que me sacrifiquei por você, agora sou abandonada, relegada, esquecida? E por aí vai...

Ou o mito do bom velhinho: nem todo velho é bom só por ser velho. Ao contrário, se não acumularmos bom humor, autocrítica, certa generosidade e cultivo de afetos vários, seremos velhos rabugentos que afastam família e amigos. Nem sempre o velho ou velha estão isolados porque os filhos não prestam ou a vida foi injusta. Muitas vezes se tornam tão ressequidos de alma, tão ralos de emoções, tão pobres de generosidade e alegria que espalham ao seu redor uma atmosfera gélida, a espantar os outros.

E o mito do homem fortão, obrigado a ser poderoso, competente, eterno provedor, quando esconde como todos nós um coração carente, uma solidão fria, a necessidade de companhia, de colo e de abraço – quando é, enfim, apenas um pobre mortal.

Falemos ainda no mito da esposa perfeita, aquela da qual alguns homens, enquanto pulam valentemente a cerca, dizem: "Minha mulher é uma santa". Sinto muito, mas nem todas são. Eu até diria que, mais vezes do que sonhamos, somos umas chatas. Sempre reclamando, cobrando, controlando, não querendo intimidades, ocupadas em limpar, cozinhar, comandar, irritar, na crença vã de que boa mulher é a que mantém a casa limpa e a roupa passada. Seria bem mais humano ter braços abertos, coração cálido, compreensão, interesse e ternura.

O mito de que a juventude é a glória demora a ruir, mas deveria. Pois jovem se deprime, se mata, adoece, sofre de perdas, angustia-se com o mercado de trabalho, as exigências familiares, a pressão social, as incertezas da própria idade. A juventude – esquecemos isso tantas vezes – é transformação por vezes difícil, com horizontes nublados e paulatina queda de ilusões. É fragilidade diante de modelos impossíveis que nos são apresentados clara ou subliminarmente o tempo todo.

Enfim, a lista seria longa, mas, se a gente começar a desmitificar algumas dessas imagens internalizadas, começaremos a ser mais sensatamente felizes. Ou, dizendo melhor: capazes de alegria com aquilo que temos e com o que podemos fazer numa vida produtiva, porque real.


Fonte: Revista Veja Edição nº 1901, 20/04/2005.

21.11.05

Fui, adorei e recomendo:



[saiba mais]
"A salvação do mundo está no coração do homem."
(Vaclan Havel)

"Quem não confia o bastante não será digno de crédito."
(Lao Tsu)

"Existe feito mais nobre no mundo do que servir ao bem comum? Este é o culto: servir à humanidade."
(Abdu-Bahá)

"Nós não vemos as coisas como elas são. Vemo-las como nós somos."
(Talmude)

"O que a lagarta chama de fim da vida o mestre chama de borboleta."
(Richard Bach)