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7.8.03

Recebido por e-mail
(não sei quem é autor, se você souber, por favor, avise, que merece todo o crédito)

Frase do Dia:

"Briga de audiência é foda. Sílvio Santos diz que vai morrer, aí o Roberto Marinho vai e morre primeiro."
Lembro do Pida desde sempre, da porta da escola, do ponto de ônibus, dos finais de tardes, quando, de banho tomado para esperar Papai e Mamãe que já iam chegar do trabalho, a empregada nos subornava com doces para que com brincadeiras de correr não nos sujássemos e desmantelássemos.

Era sempre uma deliciosa emoção infantil vê-lo dobrando uma esquina e ouvir de longe: "Olha o doce. Quem ainda não pediu que pida."

Sempre tinha alguém bem-intencionado para dizer que o certo era "peça", mas o Pida docemente respondia que ele sabia, mas que tinha iniciado a carreira falando errado e aquela tinha virado sua marca registrada. Nunca soube seu nome verdadeiro, mas dizem que, com seu pregão analfabeto, o Pida fez de todos os filhos doutores.

Depois de adulta comecei a reparar em flexões que crianças pequenas e pessoas de pouca instrução formal utilizam e tenho a impressão que são mais intuitivas ou vêm do português arcaico, mais parecido com o espanhol, mantido em áreas que permaneceram por muito tempo isoladas da corte.

Maninho parece diminutivo de hermano, não de irmão. Algumas pessoas no interior ou nordeste brasileiro utilizam entonces no lugar de então e petcho no lugar de peito.

Hoje estou sendo apresentada à música de Juanes e sua premiadíssima "A Dios le pido" do CD recordista do Grammy Latino Un Día Normal, sobre os quais eu tinha apenas lido.

6.8.03

Os maus não estão proibidos de entrar no céu. Somente os bobos estão impedidos de ali penetrar, pois são incapazes de admirar as complexas belezas do Paraíso. Não existe maior ofensa ao Criador do que não lhe reconhecer o mérito, a competência.

(Jorge Luís Borges, citando Emanuel Swedenborg)

5.8.03

Antes, respondia àquela pergunta dos sem-assunto com um não.

Agora respondo cantando:

Eu e a Brisa
(Johnny Alf)

Ah! se a juventude
Que esta brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco

Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só
Prá ser um sonho...

Dai então , quem sabe alguém chegasse
Buscando um sonho
Em forma de desejo...
Felicidade então prá nós seria


E , depois que a tarde
Nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse
Eu não resistiria
E a madrugada acalentaria

A nossa paz...

Fica ...
Oh! brisa fica pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar
E junto a mim , queira ficar...
Pobre blog abandonado...

E imagino que ao verem este espaço assim entregue às moscas pensem que nada acontece, que nada tenho a dizer, que nada interessante tenho visto, ouvido, provado... Pelo contrário. É quando a vida fica mais atribulada e/ou interessante que preciso silenciar por aqui.

Minha mãe me entregou, no final de semana uma folha retirada de um jornal de 1937. Ali, o proclama do casamento da minha avó e do meu avô. Também consta desta relíquia familiar os nomes completos dos meus quatro bisavós maternos, que eu não sabia. Estou pensando em uma restauração porque quero deixar isso em boas condições para ele.

O papel estava entre as coisas da minha tia-avó, detentora da nossa história ancestral, falecida há um par de anos. Seu filho mais velho, Tio Carlinhos, ficou como guardião do legado (que se tinha tal documento deve ter outras coisas incríveis). Bem, o Tio Carlinhos não era meu tio. Ele era primo da minha mãe, portanto meu primo em segundo grau, mas como era mais velho, este foi o tratamento carinhoso que adotamos para ele. Ele se foi há alguns meses e a caixa de família foi parar com a próxima na seqüência etária, minha madrinha. E foi ela que achou que o material estaria mais adequado nas mãos minha mãe, já que eram os nomes dos antepassados desta que estavam ali. E quem freqüenta este blog há muito tempo e chegou a testemunhar meu biso e ecos do seu tempo ilustrando este espaço, imagina que não foi o simples fato de eu ser a primogênita que fez o jornal vir parar aqui em casa.

Tudo isso pode parecer bobagem, mas acho interessantes as marcas, os rastros que os seres humanos deixam de sua passagem por esta terra. No mesmo encontro com minha mãe, ela mostrou o livro do Tio Carlinhos. Como contei por aqui na época de seu falecimento, ele pôs o ponto final no tal livro pouco antes de sair para jogar bola e ter um ataque cardíaco fulminante. O livro falava justamente sobre a praça onde isso aconteceu e o lançamento póstumo da obra foi também ali, na praça que agora tem o nome dele.

Na mesma Vila da Penha, o pedreiro Evandro, aquele que montou uma biblioteca comunitária em sua garagem, escreve um livro. É justamente sobre as pessoas importantes mas anônimas que passaram pelo bairro. Talvez o nome do meu tio figure no livro do Evandro.

Penso nessas coisas e imagino se algo na minha vida valeria uma citação num livro desse tipo...

1.8.03

Sacolas A4
by Ruth Castro


Papéis, pastas, fotos, discos, livros e o que mais quiser. As sacolas A4, de Ruth Castro, servem para guardar documentos do formato que lhes dá o nome e outras coisitas mais, sem prejuízo da integridade de seu conteúdo.

Há 21 anos na estrada como produtora e divulgadora, Ruth criou a primeira sacola para uso próprio. A lona de caminhão, além do aspecto rústico intencional, garantia a segurança e a resistência necessárias ao material de trabalho que carrega diariamente. Logo vieram as perguntas sobre a procedência da bolsa e as primeiras encomendas. Ao modelo original, se somaram variações de cor, de tecido, tamanho e tipo de alça, um diferencial decisivo em cada versão.

A idéia da etiqueta A4 surgiu após alguns jornalistas, músicos e divulgadores já terem aderido às sacolas. Ruth teve o insight para o nome depois que a jornalista Iesa Rodrigues destacou a conveniência dos formatos da bolsa em matéria da Revista de Domingo, Jornal do Brasil de 29 de junho: um tamanho perfeito para quem precisa carregar aquela papelada de trabalho e manter o visual incólume.

Para comemorar o sucesso deste projeto que nasceu despretensioso, Ruth preparou uma “instalação” com todos os modelos de sacolas já criados até agora. O local não poderia ser mais propício: em meio à Feira Rio Antigo, que acontece no primeiro sábado de cada mês, na Rua do Lavradio, centro do Rio. Durante o próximo sábado, dia 2, as bolsas estarão expostas na calçada em frente ao Espaço Mãe Divina, onde, aliás, alguns exemplares já estão à venda desde o mês passado. Quem aparecer por lá, além de conhecer as sacolas A4 e ter acesso a descontos exclusivos, ainda fará um belo passeio cultural pelo centro da cidade.

Serviço:
Sacolas A4, by Ruth Castro
Feira Rio Antigo – em frente ao Espaço Mãe Divina
Rua do Lavradio, 182
Telefone: (21) 2242-3638
Horário: das 9h às 18h
OBS: Serão servidos chás variados durante a instalação.
Contato: (21) 2443.3713 / 9885.2372 // e-mail: ruthrcastro@yahoo.com.br

26.7.03

Hoje (ou epítome da vida):

Meu filho escreveu no papelzinho que foi colado sobre tampa a caixa de sapatos:

"Aqui jaz a Terry, uma hamster amada pela família Conteiro Pessanha.
2002-2003

Ela se foi com um ano e meio."

***


Meu filho perguntou à vendedora da loja de sapatos se poderia levar o tênis novo já calçado nos pés.

Ele envergava orgulhoso o pisante que irá acompanhá-lo em muitas aventuras agora que foi gloriosamente fisgado por um olheiro que acha que ele é um grande goleiro.

25.7.03

O relacionamento de muitos casais é uma complicada mistura de jogos, onde os ressentimentos acumulados e a amargura produziram versões intrincadas e repetidas de "Gritaria", "É Sempre Você", "Imperfeição", "Igulazinho ao Seu Pai" e "Se Não Fosse Por Sua Causa Eu Podia". As regras e os movimentos estereotipados desses jogos estão catalogados detalhadamente no livro de Berne, Game People Play(...). Todos esses jogos evoluem a partir de "O Meu É Melhor", jogo infantil destinado a vencer o medo original de ser lesado. Uma das mais brilhantes descrições de uma existência baseada num jogo foi escrita por Edward Albee na (...) peça Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?. Esta peça demonstra que, a despeito de todo o desespero produzido, ainda restam benefícios secundários suficientes para, de certa forma, conservar o casamento. Alguns casamentos se sustentam graças à "doença" de um dos parceiros. Se este melhora e passa a não querer mais participar dos antigos jogos, o casamento começa a se dissolver. (...) O casamento é como a postura: se os ombros começam a cair, uma modificação complementar tem que ocorrer em outra parte do corpo para que eles continuem perpendiculares em relação aos pés. Da mesma forma, se um dos parceiros se modifica, outras mudanças terão que se dar para que o relacionamento permaneça intacto.

(...)

Ambos os parceiros têm que estar dispostos a reconhecer sua cumplicidade nas dificuldades do casamento. O ponto de vista do "É Sempre Você" é desmascarado por Emerson em sua observação de que "nenhum homem pode se aproximar de mim exceto através das minhas próprias ações". Se o marido se mostrou cruel durante dez anos, e a mulher suportou sua crueldade durante esses dez anos, ela participou do processo. Se houver recusa da parte de qualquer um dos dois na aceitação de sua responsabilidade, as possibilidades de mudança serão pequenas.

(...)

É sempre a mesma luta: "perceber a nossa própria cumplicidade com o mal é algo insuportável. É muito mais tranqüilizador ver o mundo em termos de vítimas inocentes e perversos instigadores do mal que nos circundam. Tentamos a todo custo impedir que nossa inocência seja perturbada. Mas qual é o lugar mais inocente em qualquer país? Não é o asilo de loucos? Nele as pessoas passam pela vida verdadeiramente inocentes, incapazes de se verem. A perfeição da inocência, na verdade, é a loucura" (Arthur Miller - After The Fall)

(trecho de Eu Estou OK Você Está OK - Dr. Thomas A. Harris - Editora Record)

21.7.03

Uma amiga fez questão de me mandar 5 (cinco!) empadas de frango. O que é que eu vou fazer se as pessoas gostam de demonstrar afeto oferecendo comida? Jamais faria desfeita recusando tão efusiva prova de amizade. Devorei uma por uma com volúpia.

Estou relendo O Menino do Dedo Verde. Um capítulo por noite em voz alta para ele pegar no sono. Ele fica amarradão. Sei que esta tática nunca funcionou, mas é ótimo termos este momento nosso, mesmo ele já sabendo ler muitíssimo bem por si só. Também não funciona como sonífero para mim, que além de me fazer lembrar de outros tempos, quando li pela primeira vez, agora como mãe, me arruma muito sobre o que refletir.

Fui passear no bosque enquanto seu lobo não vem. Estava um dia lindo e o bosque era uma floresta - a maior floresta urbana do mundo. Eu estava usando uma regata e sacola vermelhas e não um chapeuzinho.

Algumas vezes quando converso com alguém que tem um jeito especial ou diferente de falar e estou ligeiramente alterada - por sono, bebida ou simplesmente sendo eu mesma - depois de me despedir o seu eco me acompanha. Ontem trouxe pra casa reverberando na cachola um delicioso sotaque francês. Hoje a todo momento parece que ouço a voz de um amigo que está fora do Brasil. Só que não lembro de ter conversado com ninguém que falasse com o jeito parecido com o dele.

Fui abordada por um poveiro que quer emprestado semanalmente meu tesouro mais precioso.

18.7.03

Para meu deleite,
Quer você respeite
Ou despeite,
Se vier de bode
(Cada um como pode),
Afaste de mim sua ode.
Olhe! Risco o chão com giz
E nesta mediatriz
Só vale ser feliz.

17.7.03

Nem tenho o hábito de ler livros de auto-ajuda, mas o titulo daquele me atraiu. Ele falava sobre compreender as pessoas observando seu comportamento, seus gestos, a forma como se vestem, não apenas as palavras, mas o tom da voz, o sotaque, a entonação.

O livro é interessante, mas raso. E nem poderia ser diferente, mas só depois que já tinha apostado meu suado dinheirinho nele foi que me dei conta que era um desses caça-níqueis pretensamente literários que exploram a notoriedade de alguma figura que por qualquer motivo emergiu do anonimato nos EUA.

Apesar disso, uma coisa que li ali ficou comigo. Se você tem pouco tempo para observar uma pessoa, observe a forma como ela vê a vida e como ela vê seus semelhantes.

Preste atenção se a pessoa é realizada em sua profissão, seu grau de satisfação quanto ao local onde mora, com seus possíveis parceiros e filhos, com a vida que leva. Uma pessoa ressentida, invejosa, com baixa auto-estima, infeliz? Ou alguém cheio de esperança, que sabe seu real valor e vê que cada coisa tem sua própria graça?

O outro ponto tem a ver com compaixão. A pessoa é crítica demais? Rígida demais com os outros? Ela consegue colocar-se no lugar das outras pessoas? Tenta compreender as motivações do outro?

E no fundo, com este livrinho assim mesmo meio bobo, ganhei bastante material para pensar sobre as pessoas.

Principalmente sobre esta pessoa que vos escreve.

15.7.03

"Quanto mais detalhada a descrição de um objeto, mais você confundirá a mente do leitor e mais o afastará da coisa descrita. É necessário, portanto, representar e descrever." (Leonardo Da Vinci)



Agrupando os apóstolos em pares - o 1º e o 7º, o 2º e o 8º, o 3º e o 7º, e assim por diante, teríamos:


1º - Simão (Áries): signo da agressividade, de quem gosta de impor suas vontades,de liderar e competir. Quando suas idéias não são aceitas, apela para o boicote, na tentativa de mostrar que sua opinião é a correta. É o signo do ´Eu´. Veja Simão sentado à cabeceira da mesa, como se fosse o líder do grupo ou o senhor da casa – tipo rude, bem masculino, trajando vermelho que é a cor do Fogo, elemento de Áries. A posição de suas mãos sugerem imposição, debate, polêmica. Independência, força.

7º - João (Libra): signo caracterizado pela vaidade, pelo equilíbrio, pela sociabilidade e por preocupar-se em agradar a Deus e ao mundo. É simbolizado pela balança, que nada faz além de pesar as opiniões, obtendo o ponto médio. Libra é o único signo representado por um objeto inanimado, o que significa que João não coloca o seu ´Eu´ em questão. Ele traja roupas em tons pastéis, próprios de Libra. Suas mãos parecem receber alguma coisa e a posição de seus braços formam o prato da balança. Sua cabeça pende para o lado, seus olhos estão fechados, como o símbolo da Justiça. Paz, justiça, gentileza, harmonia, equilíbrio, união e colaboração.

2º - Judas Tadeu (Touro): signo caracterizado pela teimosia. O olhar de Judas Tadeus mostra desconfiança. Ele deixa transparecer seu conservadorismo, sua capacidade de tolerar o trabalho pesado. Suas feições revelam seu lado rústico mas sedutor. Sua força está concentrada no pescoço. Está preocupado e parece propor que é melhor tudo ficar como está. Sua mão esquerda, apoiada na mesa, simboliza o mundo concreto, equanto a outra, estendida, colhe as virtudes celestiais. Veste-se de marrom, a cor do elemento Terra, que regeTouro. Obstinação, capacidade para o trabalho e acúmulo de bens materiais. Desconfiança, avareza.

8º - Judas Escariotes (Escorpião): signo caracterizado por uma personalidade profunda, observadora, transformadora e sexualizada, que possui a capacidade nata de lidar com dinheiro, de ser um estrategista, um administrador e de controlar seus sentimentos. Admira tudo que está ligado aos poderes psíquicos. Judas Escariotes está posicionado de forma que possa observar com cautela. Seus olhos e seus ouvidos estão atentos. Segura um saco de dinheiro, o que significa que ele era o tesoureiro de Jesus. Derruba o sal, símbolo da morte, pois acreditava-se que o sal esterilizava o solo. Suas cores, o azul e o branco, são as do elemento Água, regente de Escorpião. Carisma, sedução, liderança. Persistência.

3º - Mateus (Gêmeos): signo caracterizado pela jovialidade, capacidade de comunicação, esperteza, dúvidas e inconstância de humor. Nunca se aprofunda nos relacionamentos afetivos. Com sua mente criativa. consegue vender tudo o que quiser, mesmo que suas palavras não sejam verdadeiras. Adora dançar e se movimentar. É inquieto, aprecia viagens curtas para para poder narrar o que experimentou. E Mateus está justamente gesticulando como quem quer contar que viu alguma coisa. É o mais jovem dos apóstolos. Sua posição revela dualidade. Veste-se de azul, cor do céu, do elemento Ar, regente de Gêmeos. Habilidade, inteligência, simultaneidade, polaridade, divisão, movimento constante.

9º - Pedro (Sagitário): signo caracterizado pela necessidade de buscar a sabedoria. O sagitariano geralmente é um especialista naquilo a que se dedica. É religioso e baseia sua filosofia de vida na leitura de livros. Quando encontra sua verdade, torna-se cego a outras idéias. No mural, Pedro é um homem de idade, o que revela experiência. Seu olhar fixo em Jesus demonstra sua sede de conhecimento. Seu dedo aponta como a flecha do centauro, símbolo de Sagitário. Segura uma faca em sua mão direita, o que demonstra agressividade na defesa de seus ideais. Dogma, fé, filosofia e lei.

4º - Felipe (Câncer): signo caracterizado pela necessidade de proteger, de agradar. Representa a mãe. É ligado à família, ao passado. É ingênuo e inseguro. Tem tendência a engordar. Felipe é representado por um tipo feminino que mais parece a mãe que olha para seu filho com amor, carinho e desejo de protegê-lo. Seu olhar parece não questionar, mas aceitar. Sua postura, curvada, demonstra flexibilidade e adaptabilidade. Suas mãos parecem encobrir o peito que oferece alimento, órgão regido por Câncer. Sensibilidade, intuição e sonhos.

10º - André (Capricórnio): signo caracterizado pela desconfiança, ceticismo, rigidez, responsabilidade, seriedade e profissionalismo. Simboliza o pai que defende seus filhos da malícia do mundo que ele conhece bem. Representa também a autoridade e o homem amadurecido pelo tempo. André está com as mãos em posição de defesa, seu olhar é de desconfiança, como se questionasse as intenções que se escondem por trás dos fatos. Firmeza, construção, passo firme. Autocrítica, disciplina e senso de responsabilidade.

5º - Tiago Menor (Leão): signo caracterizado pela beleza, elegância, brilho, criatividade, necessidade de ser o centro das atenções, amor pelas crianças, diplomacia. Mas é também o signo do egocentrismo e da dramaticidade. Tiago Menor está numa posição quase central e afasta os apóstolos ao seu redor para que fique bem visível. Possui o semblante mais belo de toda a cena, mais belo que o de Jesus, que não foi pintado por Da Vinci, mas por um de seus discípulos. Expressa-se com elegância mas também com prepotência. Seu cabelo, barba e roupa demonstram seu zelo pela aparência. Coragem, audácia, magnetismo.

11º - Tiago Maior ( Aquário): signo caracterizado pela inteligência, ideologia, fraternidade, inventividade, necessidade de ser diferente, pela defesa dos direitos humanos e pela rebeldia. Não gosta de ser o centro das atenções, mas é político, adora ensinar e pregar a necessidade de viver em coletividade. Tiago Maior é representado por um tipo relaxado com sua aparência, com a barba e cabelo mal cuidados. Abraça seus companheiros e empurra-os para o centro. Idealismo, vanguarda, cooperação, liderança.

6º - Tomé (Virgem):
signo caracterizado pela busca da perfeição, pelo detalhismo, crítica e capacidade de organização e limpeza. Tomé está quase escondido na cena, pois quem critica não pode estar sujeito às mesmas críticas. Está olhando para a ponta do seu dedo indicador, o que significa a inclinação para apontar os erros dos outros. Esse é o dedo de Júpiter, deus que, na mitologia grega, ditava o que era certo e errado. Estabilidade, ordem, planejamento, senso crítico.

12º - Bartolomeu (Peixes):
signo caracterizado pela sensibilidade, tendência ao auto-sacrifício, instabilidade, fantasia, imaginação, aceitação e necessidade de silêncio e solidão. Seu regente é Netuno, que reinava sobre os oceanos. Peixes absorve toda negatividade do ambiente em que vive, da mesma forma que o mar recebe da humanidade tudo que é preciso eliminar. Bartolomeu está numa posição instável, sobre a ponta dos pés, que estão iluminados. Seu olhar se perde no horizonte. Veste-se de verde e azul, as cores do mar e do elemento Água, regente de Peixes. Paz, unidade, compreensão, alívio para a dor, auxílio.
Güenta aê que tá duro de segurar com a mão.
Toma que a cruz é tua.
Aliás, essa história de cruz comigo não rola, porque meu símbolo para o cristianismo é o peixe. Se é que você me entende...

Associações:

O mais famoso acróstico da Antigüidade e de toda a História, sem dúvida, foi criado pelos primitivos cristãos. Tomando as letras iniciais da frase grega Iesous Christos, Theou Uios, Soter (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador), que era escrita com uma palavra abaixo da outra, formou-se o acróstico ichthus (peixe), animal adotado como símbolo místico por esses religiosos. Era também o símbolo pagão da fecundidade.

***


A era zodiacal do Peixe está para ceder à nova era, "do Aquário". Afirmam os astrólogos que sempre que o sol muda de sinal no Zodíaco, ocorrem mudanças radicais no setor da cultura humana, especialmente na religião. Assim, em 21 de março do ano 1° da era cristã, o sol teria entrado no signo zodiacal do Peixe e apareceu o cristianismo.

***


A astróloga alemã Emma Costet de Masheville afirma que os 12 apóstolos têm as mesmas características dos 12 signos do zodíaco. No quadro A Última Ceia, pintado por Leonardo Da Vinci, a astróloga mostra detalhes que associam os signos aos discípulos de Jesus. As semelhanças vão desde o tipo físico até os gestos de cada um.

"Aqui, em 12 figuras completas, é apresentado o microcosmo, na mesma ordem que Ptolomeu aplicou à sua cosmografia. Vou mostrar todas as formas e capacidades humanas, através dos gestos e localização dos personagens. Agrade ao nosso Criador que eu o faça com perícia." (Da Vinci)

As apóstolos estão distribuídos simetricamente, seis de cada lado, subdivididos em quatro tríades ou grupos de três. Revela-se o signo atribuído a cada apóstolo pela posição de cada um à mesa, seus semblantes e os gestos de mãos de Jesus. Com a esquerda, ele estaria transmitindo energia aos signos da Primavera e do Verão, representados pelos seis primeiros apóstolos, começando da direita para a esquerda. Com a mão direita, Jesus estaria recolhendo a experiência dos apóstolos de signos do Outono e do Inverno.

***


Fui tomar café da manhã na padaria, coisa que nunca faço. Fiquei observando os homens, colegas de balcão. Por que só homens tomam café da manhã na padaria? Um deles trouxe uma rosa para a balconista. O outro contava aos amigo uma história (que depois encontrei escrita):

Quando Da Vinci estava pintando sua famosa "Última Ceia" e querendo pintar as características psicológicas de cada apóstolo, foi a uma fonte de Roma e encontrou um jovem muito bonito, de feições suaves e inocente. Ele escolheu este jovem para que servisse de modelo de João, o discípulo amado de Jesus. Ao terminar o trabalho, Da Vinci lhe pagou muito bem... E continuou sua obra. Porém, mais trade precisou de um modelo para Judas Iscariotes. E ele procurou nas praças, fontes, ruas e mercados, sem encontrar o modelo adequado. Entretanto, após alguns dias e já cansado de tanta busca inútil, entrou numa taberna e encontrou um jovem desalinhado, sujo, barbado... Com todos os vícios refletidos em seu rosto, duro, sofrido, com sinais de golpes e brigas, o típico rosto do homem viciado e degenerado, ladrão, embusteiro e, talvez, assassino. Da Vinci vê naquele homem o "apóstolo traidor" e decide contratá-lo para que pose para sua pintura.

Esse indivíduo de más índoles segue o artista e começa a posar para o término da obra. Porém, quando Da Vinci estava terminando, observou que aquele homem estava chorando. Por que aquele homem tosco e de rosto traiçoeiro chrava? O artista interroga o jovem e este lhe responde: Acaso não me reconheces? Para surpresa do pintor, o jovem lhe diz: "Eu sou aquele cujo rosto te fascinou para que eu fosse um anjo, o discípulo amado do Cristo. Mas agora, tu vês ao traidor, ao hipócrita... Tal é o meu estado desde que tu me pagaste abundantemente por haver posado pela primeira vez... Com teu dinheiro caí no vício e na perdição..." O artista decide terminar a obra assim mesmo, pagando-o não sem antes consolar aquele jovem que caíra na miséria dos vícios...


14.7.03

Não se trata de uma observação sobre um filme em particular, mas uma sensação de que há uma falta de sintonia entre o que leio sobre cinema e o que vejo nas telas.

Já há algum tempo acompanho através dos periódicos os filmes que ainda estão em fase de produção e entrevistas com seus realizadores e atores e fico curiosa, achando que se trata de uma proposta inovadora, de uma história inédita e instigante, de algo realmente novo e emocionante.

Quando o filme finalmente estréia, geralmente já não é mais aquilo: é menos, quase sempre muito menos. E quando vou conferir acho que arrancaram na ilha de edição justamente os pedaçoes que fariam aquela produção ser maravilhosa e deixaram simplesmente o que seria inócuo, PC, mais facilmente compreendido pelas massas ou simplesmente mais adequado à digestão do mercado. E o mercado _ pensam eles _ é um monstro ávido sempre das mesmas velharias em embalagens recicladas, fazendo-se de novidades.

Não gosto de teorias conspiratórias, então vou evitar dizer que existe um complô pelo emburrecimento planetário com intenções de dominação e serei pragmática. Parece que as cifras ficaram altas demais. Qualquer filmeco custa os olhos da cara, então é preciso que seja um sucesso total. Investimentos monstruosos são feitos na divulgação, na contratação milionária do astro/estrela do momento e isso precisa ser recuperado. Não há mecenas nesse negócio.

E fico sem saber se as tais prévias já são salpicadas de, digamos, uma certa fantasia publicitária, ou se em algum momento, entre aquelas entrevistas e o lançamento, algum bambambã decide numa canetada que isso ou aquilo não vende e amputa justamente o que seria mais interessante, aquilo que, às vezes, só os mais argutos (ou delirantes) conseguem ainda perceber, intuir ou adivinhar.

11.7.03

Saber não é suficiente. É preciso sentir.

9.7.03

O Levanta Rio foi indicado como um dos melhores da semana pelo Blogger Brasil!
Eu sou pobre, pobre, pobre
De Marais, Marais, Marais
Eu sou pobre, pobre, pobre
De Marais d'Issy

8.7.03

Dois compromissos com horários inconciliáveis.

Mãe não pode faltar a essas coisas, por mais programa de índio que seja.

Compromisso profissional de grande importância dada a conjuntura, em local fora de mão pra mim e fora do horário em que resolvo problemas de trabalho.

Uma vontade imensa de dar um pulinho na locadora, pegar um filminho bem água com açúcar, servir pizza ou outro congelado qualquer no jantar e, no máximo do esforço, fazer crochê afundada em almofadas.

Fazer o quê?

Atenção! Preparar para o processo de duplicação.

Quatro, três, dois, um...
Apolo
maldição
Cassandra
pitonisa/pítia
vaticínio
incredível
Tenho um sopro no coração. Demorou apenas três décadas para ser corretamente diagnosticado. Antes disso, de louca a caso perdido, ouvi de tudo como diagnóstico. Quando chegou-se ao problema exato, ele veio embrulhado num termo horroroso, sem maiores explicações, o que me fez pensar que estava com o pé na cova. É congênito e benigno. Mas enche o saco. Tomo remédio todos os dias para aplacar as crises de taquicardia. Piora quando estou estressada. Sou daquele tipo que somatiza tudo. Ao engolir sapos, tenho acessos violentos de soluço, por exemplo.

Por isso, alguns acham que sou feroz. Que nada! Zelo por minha saúde física e mental. Sou uma sobrevivente, pode apostar.

Mas hoje a batucada aqui no peito não era a da Mocidade Independente de Padre Miguel. Estava mais para Stanistaw Ponte Preta e seu Samba do Crioulo Doido, parecia uma percussão nipônica.

O filhote, cioso de mim, foi além da armadura da mãe que não quer dar trabalho nem preocupar. Percebeu a palidez, a dificuldade de respirar e fez o que pra ele é dificílimo: calou-se compenetrado. E ia me levando pela mão.

Tenho que procurar um cardiologista, eu sei. E vários outros especialistas. Está na hora de uma boa revisão, depois de tantos quilômetros rodados. Se ao menos houvesse uma alternativa.

A diarista que trabalha aqui em casa tem uma filha de menos de um mês que precisou ser levada às pressas para uma UTI neo-natal. Pois a primeira coisa que os médicos disseram para essa mãe desesperada foi para ela ir se preparando porque as chances da menina eram mínimas. Ainda diante dessa mesma mãe devastada alguém pegou um bisturi e cortou o topo da cabeça da criança, sem explicar que tratava-se de procedimento normal e simples para pegar uma veia para aplicação de soro. A criança vai se recuperando bem.

Uma amiga médica queixou-se comigo que toda vez que um paciente morre a culpa é do médico e que quando se salva o mérito é de Deus. Passei uma longa crise de soluço pensando que talvez fosse diferente se médicos não achassem sempre que a salvação de um doente é mérito apenas deles e que a morte é a vontade de Deus.

Ou pior - como virou pensamento corrente - culpa do doente que não quis (mais) lutar.