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22.8.03

O Zamorim falou tudo o que eu sempre quis dizer sobre a "máfia das multas" aqui.
Idiotice mundial:
Grã-Bretanha barra brasileiros que erraram questões sobre Beatles

Viva o turismo interno!

Quem manda esse povo suar pra ganhar dinheiro aqui e querer gastar lá fora?

Bem feito!

E a lei da reciprocidade?

Para assistir aos desfiles de escola de samba, os gringos agora vão ter que responder questões sobre Tia Ciata?

21.8.03

Existe forte possibilidade de que tenha havido um caso de pedofilia no governo carioca.

Parece que engravidaram a Garotinha.

20.8.03

Estou para descobrir coisa mais pentelha que o anti-spam do UOL...
"Tomado emprestado" do Mosaico Cultural:

Analfabeto Político

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil, que de sua ignorância política, nasce a tristeza, a prostituição, o menor abandonado, o assaltante, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."


Bertold Brecht
Conheci a Danny numa festa de uma amiga em comum, que depois descobri que era festa de aniversário de outras pessoas também inclusive a própria Danny. Ela falou que já conhecia o Fel. Fui lá conhecer o espaço dela também.

O legal de conhecer gente nova é que você vai descobrindo afinidades. Ela faz uma divulgação cultura bem interessante, mostrando um monte de dicas bacanas. Vai ver.
Manifesto


Tenho muito medo de gente estúpida.

Também fico ressabiada com quem vai pintando o cabelo de uma cor cada vez mais clara e acha que ninguém vai perceber. E também de homens de peruca ou que tingem os cabelos para esconder os brancos.

Tenho verdadeiro pavor de sararás que evitam apresentar-se com a família, daqueles que investem em blondor para pêlos que não ficam à mostra, esquecendo que a cor escura de certos pontos anatômicos não pode ser disfarçada.

Olho com suspeita quem se veste sempre de cor-de-rosa. São as portadoras da síndrome de Barbie. Ou de quem está sempre de preto, seja por morbidez genuína ou por fashionite crônica.

Fujo como o diabo da cruz do povo que diz que prefere os animais aos humanos. Diante do espelho devem continuar zurrando para cultivar a auto-estima.

Evito a todo custo quem já passou dos vinte e cinco e insiste no tatibitate para demonstrar ou simular afeição.

Em noites sem lua procuro ficar longe de eco-chatos, artistas em eterna busca de verba para o projeto que só eles acham genial, o pessoal que termina frases de reclamação com a expressão “só no Brasil“, o denuncista, quem tem contatos quentíssimos que explicam só pra ele tudo o que está por trás de qualquer assunto, gente que abusa de expressões em latim e qualquer outro intelectualóide fajuto.

Nunca tenho roupa para festas onde sei que vou encontrar quatrocentões legítimos ou falsificados e wannabes porque detesto Halloween.

E ainda sou capaz de fazer xixi na calça se num beco escuro à meia-noite cruzar com um hipócrita.

18.8.03

Ingredientes

Nove crianças de oito anos da turma da escola do seu filho (incluindo o próprio);
Uma professora;
Uma estagiária normalista;
Uma mãe que não sabe se vai se arrepender por ter oferecido a própria cozinha;
Uma avó;
Uma diarista;
Uma pai que aproveita a folga entre o almoço e o médico para vir dar uma olhada nessa loucura.
Dois quilos de banana;
700 g de açúcar;
cravo e canela a gosto;
Um copo d'água para cozinhar o doce;
Muitos copos d'água para as gargantinhas secas de tanto falar e para rebater o doce.

Modo de fazer

Misture tudo na cozinha da sua casa e torça para que dê certo.

Rendimento

Muitas gargalhadas.

15.8.03

Ontem fiquei refletindo sobre a mania que os brasileiros têm de reclamar. E pensei mais ainda em outro hábito pior - pelo qual nutro especial implicância - de terminar as frases em que comenta algo que acha negativo com "só mesmo no Brasil".

Pensei muito sobre isso enquanto via as reportagens sobre o apagão noe EUA e no Canadá ontem/hoje. Lembro que quando teve um blecaute aqui no Brasil, há um ano e meio mais ou menos, eu estava de férias em Recife e só fiquei sabendo, comprometida que estava de me manter afastada dos noticiários catastróficos, por causa dos transtornos causados por todo o país, com atraso de vôos, dificuldade de completar ligações telefônicas, etc. Caramba, como eu ouvi por aqueles dias "só mesmo no Brasil". Pois é, só mesmo no Brasil que tem blecaute e ninguém pensa que é um mega atentado terrorista nem a Terceira Guerra Mundial.

Aí hoje achei um recorte (estou arrumando coisinhas por aqui) com uma das listas publicadas na revista Domingo. Là no finzinho da lista estava:

10 - Complexo de vira-lata. Termo de Nelson Rodrigues. O dramaturgo dizia que era assim, com trauma, que o brasileiro se enxergava no mundo.
O show é só no sábado, mas posso afirmar com todo o coração que mais que ontem e menos que amanhã EU DETESTO A XUXA!

Vejo que estou fazendo um bom trabalho como mãe quando percebo que, mesmo sem externar diante dele sentimentos tão pouco nobres, o pimpolho também nutre a mesma antipatia.

Quem manda a loura lambida berrar cacofonias no pobre ouvidinho dele (de todos nós) até de madrugada? E em playback para piorar!

Deixa eu falar de novo? EU ODEIO A XUXA!

14.8.03

Uma vez a Carol contou que na França tinha um esquema de hospedagem em que as pessoas abriam as portas das próprias casas para receber turistas. Logo depois, descobri que aqui no Rio tinha algo parecido. Separei a matéria, mas foi numa daquelas épocas em que eu estava lotada de serviço e só agora reencontrei o recorte de revista.

Trata-se da hospedagem estilo bed and breakfast. Uma família anfitriã abre sua casa para receber turistas, oferecendo quarto com banheiro, café-da-manhã caprichado e recepção calorosa. Fica mais em conta que uma temporada num hotel e permite uma aproximação maior com os moradores e com os costumes da cidade.

Em Santa Teresa já há sessenta opções de quarto em casas confortáveis. A diária varia entre 65 e 200 reais, dependendo do conforto: ar-condicionado, tamanho do quarto, tipo de casa e troca de roupa de cama.

Cada turista é alocado de acordo com seu perfil, porque os organizadores cruzam as fichas dos hóspedes com a dos anfitriões, juntando pessoas com o gosto parecido. Há opções para todos os perfis.

Os responsáveis pelo programa são o designer João Vergara, o engenheiro Leonardo Rangel, o guia de turismo Carlos Cerqueira e a produtora cultural Roberta Alencastro.

Na lista de imóveis tem sobrados históricos, lofts com pé-direito altíssimo, quartos com jardim-de-inverno ou com vista estonteante da cidade.

Mais do que oferecer um novo serviço no ramo de turismo, o objetivo dos organizadores do bed and breakfast de Santa Teresa é incrementar o desenvolvimento do bairro. O grupo tem projetos para promover a melhoria do comércio, dos serviços e das atrações de Santa Teresa.

Segundo o subsecretário municipal de Turismo, Paulo Bastos Cezar, esse projeto atrai um novo tipo de turista, mais jovem e interessado em cultura.

Aqui alguns endereços de B&B's em Santa Teresa

(Resumido e adaptado a partir de matéria publicada na Veja Rio em 16 de abril de 2003)

13.8.03

Apesar do monitor de merda para o qual estou olhando agora (o meu está na UTI), da conexão carroça que insiste em ficar encarnada por aqui, da minha maquininha penélope charmosa no pronto-socorro, as coisas estão fluindo...

E bem.

Daí que ela vai estorricar o olho, mas não me derruba.

10.8.03

O que será que significa um ovo com duas gemas?

7.8.03

Recebido por e-mail
(não sei quem é autor, se você souber, por favor, avise, que merece todo o crédito)

Frase do Dia:

"Briga de audiência é foda. Sílvio Santos diz que vai morrer, aí o Roberto Marinho vai e morre primeiro."
Lembro do Pida desde sempre, da porta da escola, do ponto de ônibus, dos finais de tardes, quando, de banho tomado para esperar Papai e Mamãe que já iam chegar do trabalho, a empregada nos subornava com doces para que com brincadeiras de correr não nos sujássemos e desmantelássemos.

Era sempre uma deliciosa emoção infantil vê-lo dobrando uma esquina e ouvir de longe: "Olha o doce. Quem ainda não pediu que pida."

Sempre tinha alguém bem-intencionado para dizer que o certo era "peça", mas o Pida docemente respondia que ele sabia, mas que tinha iniciado a carreira falando errado e aquela tinha virado sua marca registrada. Nunca soube seu nome verdadeiro, mas dizem que, com seu pregão analfabeto, o Pida fez de todos os filhos doutores.

Depois de adulta comecei a reparar em flexões que crianças pequenas e pessoas de pouca instrução formal utilizam e tenho a impressão que são mais intuitivas ou vêm do português arcaico, mais parecido com o espanhol, mantido em áreas que permaneceram por muito tempo isoladas da corte.

Maninho parece diminutivo de hermano, não de irmão. Algumas pessoas no interior ou nordeste brasileiro utilizam entonces no lugar de então e petcho no lugar de peito.

Hoje estou sendo apresentada à música de Juanes e sua premiadíssima "A Dios le pido" do CD recordista do Grammy Latino Un Día Normal, sobre os quais eu tinha apenas lido.

6.8.03

Os maus não estão proibidos de entrar no céu. Somente os bobos estão impedidos de ali penetrar, pois são incapazes de admirar as complexas belezas do Paraíso. Não existe maior ofensa ao Criador do que não lhe reconhecer o mérito, a competência.

(Jorge Luís Borges, citando Emanuel Swedenborg)

5.8.03

Antes, respondia àquela pergunta dos sem-assunto com um não.

Agora respondo cantando:

Eu e a Brisa
(Johnny Alf)

Ah! se a juventude
Que esta brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco

Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só
Prá ser um sonho...

Dai então , quem sabe alguém chegasse
Buscando um sonho
Em forma de desejo...
Felicidade então prá nós seria


E , depois que a tarde
Nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse
Eu não resistiria
E a madrugada acalentaria

A nossa paz...

Fica ...
Oh! brisa fica pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar
E junto a mim , queira ficar...
Pobre blog abandonado...

E imagino que ao verem este espaço assim entregue às moscas pensem que nada acontece, que nada tenho a dizer, que nada interessante tenho visto, ouvido, provado... Pelo contrário. É quando a vida fica mais atribulada e/ou interessante que preciso silenciar por aqui.

Minha mãe me entregou, no final de semana uma folha retirada de um jornal de 1937. Ali, o proclama do casamento da minha avó e do meu avô. Também consta desta relíquia familiar os nomes completos dos meus quatro bisavós maternos, que eu não sabia. Estou pensando em uma restauração porque quero deixar isso em boas condições para ele.

O papel estava entre as coisas da minha tia-avó, detentora da nossa história ancestral, falecida há um par de anos. Seu filho mais velho, Tio Carlinhos, ficou como guardião do legado (que se tinha tal documento deve ter outras coisas incríveis). Bem, o Tio Carlinhos não era meu tio. Ele era primo da minha mãe, portanto meu primo em segundo grau, mas como era mais velho, este foi o tratamento carinhoso que adotamos para ele. Ele se foi há alguns meses e a caixa de família foi parar com a próxima na seqüência etária, minha madrinha. E foi ela que achou que o material estaria mais adequado nas mãos minha mãe, já que eram os nomes dos antepassados desta que estavam ali. E quem freqüenta este blog há muito tempo e chegou a testemunhar meu biso e ecos do seu tempo ilustrando este espaço, imagina que não foi o simples fato de eu ser a primogênita que fez o jornal vir parar aqui em casa.

Tudo isso pode parecer bobagem, mas acho interessantes as marcas, os rastros que os seres humanos deixam de sua passagem por esta terra. No mesmo encontro com minha mãe, ela mostrou o livro do Tio Carlinhos. Como contei por aqui na época de seu falecimento, ele pôs o ponto final no tal livro pouco antes de sair para jogar bola e ter um ataque cardíaco fulminante. O livro falava justamente sobre a praça onde isso aconteceu e o lançamento póstumo da obra foi também ali, na praça que agora tem o nome dele.

Na mesma Vila da Penha, o pedreiro Evandro, aquele que montou uma biblioteca comunitária em sua garagem, escreve um livro. É justamente sobre as pessoas importantes mas anônimas que passaram pelo bairro. Talvez o nome do meu tio figure no livro do Evandro.

Penso nessas coisas e imagino se algo na minha vida valeria uma citação num livro desse tipo...

1.8.03

Sacolas A4
by Ruth Castro


Papéis, pastas, fotos, discos, livros e o que mais quiser. As sacolas A4, de Ruth Castro, servem para guardar documentos do formato que lhes dá o nome e outras coisitas mais, sem prejuízo da integridade de seu conteúdo.

Há 21 anos na estrada como produtora e divulgadora, Ruth criou a primeira sacola para uso próprio. A lona de caminhão, além do aspecto rústico intencional, garantia a segurança e a resistência necessárias ao material de trabalho que carrega diariamente. Logo vieram as perguntas sobre a procedência da bolsa e as primeiras encomendas. Ao modelo original, se somaram variações de cor, de tecido, tamanho e tipo de alça, um diferencial decisivo em cada versão.

A idéia da etiqueta A4 surgiu após alguns jornalistas, músicos e divulgadores já terem aderido às sacolas. Ruth teve o insight para o nome depois que a jornalista Iesa Rodrigues destacou a conveniência dos formatos da bolsa em matéria da Revista de Domingo, Jornal do Brasil de 29 de junho: um tamanho perfeito para quem precisa carregar aquela papelada de trabalho e manter o visual incólume.

Para comemorar o sucesso deste projeto que nasceu despretensioso, Ruth preparou uma “instalação” com todos os modelos de sacolas já criados até agora. O local não poderia ser mais propício: em meio à Feira Rio Antigo, que acontece no primeiro sábado de cada mês, na Rua do Lavradio, centro do Rio. Durante o próximo sábado, dia 2, as bolsas estarão expostas na calçada em frente ao Espaço Mãe Divina, onde, aliás, alguns exemplares já estão à venda desde o mês passado. Quem aparecer por lá, além de conhecer as sacolas A4 e ter acesso a descontos exclusivos, ainda fará um belo passeio cultural pelo centro da cidade.

Serviço:
Sacolas A4, by Ruth Castro
Feira Rio Antigo – em frente ao Espaço Mãe Divina
Rua do Lavradio, 182
Telefone: (21) 2242-3638
Horário: das 9h às 18h
OBS: Serão servidos chás variados durante a instalação.
Contato: (21) 2443.3713 / 9885.2372 // e-mail: ruthrcastro@yahoo.com.br

26.7.03

Hoje (ou epítome da vida):

Meu filho escreveu no papelzinho que foi colado sobre tampa a caixa de sapatos:

"Aqui jaz a Terry, uma hamster amada pela família Conteiro Pessanha.
2002-2003

Ela se foi com um ano e meio."

***


Meu filho perguntou à vendedora da loja de sapatos se poderia levar o tênis novo já calçado nos pés.

Ele envergava orgulhoso o pisante que irá acompanhá-lo em muitas aventuras agora que foi gloriosamente fisgado por um olheiro que acha que ele é um grande goleiro.