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19.6.04

CHICO BUARQUE

60 ANOS




A Banda e não outra entre tantas lindezas emoldura este meu registro sobre Chico Buarque porque minha mãe conta que era a música que tocava quando ela foi para o maternidade, no dia do meu nascimento.

Mais que trilha sonora para minha chegada nesta terra, mais que um ídolo, Chico Buarque é uma espécie de pai, que acompanhou todo o meu desenvolvimento e toda a minha educação musical, política, emocional e amorosa. Até sobre ser mulher aprendi muito com ele.

A bênção, Chico.

Parabéns, Chico.

Muito, muito obrigada, Chico.

17.6.04

Entre o riso e a lágrima há apenas o nariz.
Millôr Fernandes

Velho abandonado não foi moço ajuizado.
Provérbio brasileiro

A vida é um circo gratuito: basta você prestar atenção.
Bill Copeland

Nada dura, mas muda.
Heráclito

Sob um bom governo, deveríamos nos envergonhar da pobreza; sob um mau governo, da riqueza.
Confúcio

Os perfeccionistas nunca são perfeitamente felizes.
Anônimo

O passado é o futuro usado.
Millôr Fernandes

Se você não sabe para onde vai, é provável que chegue lá.

Anônimo
As três peneiras


Um rapaz procurou Sócrates e disse que precisava contar-lhe algo.

Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras?

- Sim. A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade.

Deve então passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?

Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta e, arremata Sócrates:

-Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, você e seu irmão nos beneficiaremos. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.



O problema com a maldição de Cassandra é que também me caem no colo certas informações que eu não desejo e pelas quais não procuro. O pior é quando você sabe que, mesmo que a sua intenção seja das melhores, a pessoa que precisaria desses dados, se ouvisse de você, não acreditaria e ainda lhe imputaria maldade.

Fico em silêncio e torço que não me deixem ver o sofrimento da pessoa quando souber a verdade. Talvez seja melhor caminhar assim mesmo, às cegas, tateando a realidade, sentindo-a penetrar em seus ossos, mas sem coragem para abrir os olhos e encará-la. Se não há nada que eu possa fazer para minimizar sua dor, por que estou em seu caminho? Não quero mais testemunhar desastres que prevejo, mas não posso evitar.
POLUIÇÃO SONORA

Pelo amor de Deus, alguém se compadeça e me ajude!!!!
Preciso dormir em paz!
Preciso trabalhar!
SOCORRO!
Pelo amor de Deus, estou desesperada!
Não sei mais o que fazer!!!
Preciso dormir!
Estou adoecendo terrivelmente!
Estou ficando louca!
SOCORRO!!!
SOCORRO!!!



A poluição sonora pode ser entendida como o excesso de ruídos – sons indesejáveis – que causam desconfortos e incômodos à população, desencadeando efeitos psicológicos ou fisiológicos negativos nos seres humanos". Além de prejudicar a audição, os ruídos podem causar sérias conseqüências à saúde. Um dos principais problemas é a alteração do sono, que pode afetar desde a memória até o humor do indivíduo.

EFEITOS DO RUÍDO SOBRE A SAÚDE

A Poluição Sonora hoje é tratada como uma contaminação atmosférica através da energia (energia mecânica ou acústica). Tem reflexos em todo o organismo e não apenas no aparelho auditivo. Ruídos intensos e permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de concentração nas ações humanas. Provoca interferências no metabolismo de todo o organismo com riscos de distúrbios cardiovasculares, inclusive tornando a perda auditiva, quando induzida pelo ruído, irreversível.

Alguns destes efeitos podem ser enumerados da seguinte forma:

Efeitos Psicológicos:

- Perda da Concentração
- Perda dos Reflexos
- Irritação permanente
- Insegurança quanto a eficiência dos atos
- Embaraço nas conversações
- Perda da Inteligibilidade das palavras e
- Impotência Sexual

Efeitos Fisiológicos:

- Perda auditiva até a surdez permanente
- Dores de Cabeça
- Fadiga
- Loucura
- Distúrbios Cardiovasculares
- Distúrbios hormonais
- Gastrite
- Disfunção Digestivas
- Alergias
- Aumento da Frequência Cardíaca e
- Contração dos Vasos Sangüíneos


A interferência do ruído com o repouso, descanso e sono é a maior causa de incômodo. A pior intervenção se dá na forma de ruído intermitente, como por exemplo: passagem de veículos pesados e passagens de aviões próximo às habitações.

O ruído pode dificultar o adormecer e causar sérios danos ao longo do período de sono profundo proporcionando o inesperado despertar. Níveis de ruído associados aos simples eventos podem criar distúrbios momentâneos dos padrões naturais do sono, por causar mudanças dos estágios leve e profundo do mesmo. A pessoa pode sentir-se tensa e nervosa devido as horas não dormidas. O problema está relacionado com a descarga de hormônios, provocando o aumento da pressão sangüínea, vasoconstrição, aumento da produção de adrenalina e perda de orientação espacial momentânea. Despertar de um sono depende do estágio do sono, dos horários noturnos e matinais, idade do indivíduo entre outros fatores.

Uma outra característica humana é a proteção natural aos eventos sonoros, este se dá quando o ser humano é previamente avisado que tal ruído ou sons elevados vão acontecer. Existe uma defesa psicológica que prepara o indivíduo para a exposição, o efeito contrário se dá exatamente quando é inesperado, é o caso do ruído se apresentar quando o indivíduo encontra-se desatento e/ou dormindo, comumente é considerado como som intrusivo. É extremamente desagradável pois, ele é pego de surpresa e não há tempo de armar sua defesa natural. Por isso deve-se preservar o direito de descanso das pessoas quando estas dormem a fim de protegê-las dos efeitos que talvez poderão ser considerados mais delicados.

A maioria das pessoas dorme de olhos fechados e pelo menos na penumbra, anulando a percepção visual responsável por mais de 90% das informações recebidas pelo homem. Mas, a audição, o segundo sentido em quantidade de informação, mantém seus canais abertos, varrendo de 360o o nosso espaço circundante a partir do nosso nicho, para detectar qualquer sinal de perigo. Para a pessoa dormindo no silêncio, o sono é liberado para se instalar na melhor qualidade. Caso contrário, o organismo, mesmo dormindo, começa manifestar gradualmente seu alerta. A partir do valor médio de 35 dBA, reações vegetativas e no EEG e mudanças na estrutura do sono são verificadas. Enquanto os estágios superficiais aumentam a duração, o tempo total de sono e os estágios profundos, MOR e estágio 4, reduzem bastante. O despertar já pode ser atingido em 44 dBA e 53 dBA de pico respectivamente para ambientes calmos, média de 25 dBA, e barulhentos, 45 dBA. Mas, quando o ruído do fundo está a 65 dBA, os reflexos protetores do ouvido médio parecem funcionar, anulando em parte a audição e introduzindo insegurança pela perda da vigília, mostrado pela reação de maior latência para dormir. Por isto provavelmente a 75 dBA de ruído de fundo a qualidade do sono se recupera parcialmente, mas longe da qualidade de níveis mais silenciosos. A poluição sonora portanto piora significantemente a qualidade absoluta do sono, acarretando pior desempenho físico, mental e psicológico e perda provável da alerta auditiva, que reflete a longo prazo em não habituação, mas que pode se recuperar logo em privação curta.

16.6.04

Divulgando:

Alcelmo Gois (O Globo):

Monobloco da Justiça
Pedro Luis vai levar seu Monobloco, bloco de rua do Rio, para frente do Forum, na quinta.
Eh o dia do julgamento de Thiago Almeida, acusado de ser o mentor das mortes da irma de Pedro, Denise, e seu amigo Pedro Peixoto, em 2000. Nilo Batista sera o assistente da acusacao.


Ciranda do Mundo
(Eduardo Krieger)

Pela profecia o mundo ia se acabar
Pelo vagabundo deixa o mundo como estah
Pelo americano pelo cano o mundo vai (ou nao)
Pelo cirandeiro o mundo inteiro vai rodar

Ciranda por mim
Ciranda por ti
Roda na ciranda que eh pro Nao virar pro Sim
Ciranda que vai o
Ciranda que vem
Roda na ciranda que eh pro Mal virar pro Bem





POR PEDRO E MARGOT
PELA JUSTICA E PELA PAZ
CONVITE PARA MANIFESTACAO

Aos amigos

Passados quatro anos do assassinato premeditado e gratuito que vitimou Denise Teixeira (Margot) e Pedro Peixoto em Santa Teresa, Rio de Janeiro, foi finalmente marcada a data do julgamento do principal acusado pelo crime, para o dia 17 de junho (quinta-feira), no Forum do Rio.

Neste momento em que nos aproximamos da tao ansiosamente aguardada hora de ver a justica cumprir seu papel, punindo devidamente o culpado por este crime hediondo, gostariamos e, mais que isso, precisamos contar com a presenca e a acao dos amigos e cidadaos que acreditam na justica como forma de protecao aos nossos direitos. Desta forma, acreditamos estar contribuindo para que esta historia seja devidamente encerrada com a mais severa punicao dos culpados e que possa servir como bem-sucedido exemplo da atuacao judicial neste tipo de crime.

Aproveitaremos este acontecimento para reafirmar publicamente nossas conviccoes contra a cultura da violencia, pelo desarmamento e, acima de tudo, pela JUSTICA e pela PAZ.

Ryta de Cassia e Pedro Luis

Forum do Rio de Janeiro
dia 17 de junho, quinta-feira
7:30h da manha
Av. Erasmo Braga, 115
esquina com Pres. Antonio Carlos

pedro_e_margot@pontoflash.com.br

e, por favor, se você ainda não assinou, assine a petição pela mudança do Código Penal contra a impunidade aqui

15.6.04

Para despedir de Ray Charles, toca um LP com Greatest Hits na vitrola:

Eleanor Rigby
(Lennon/McCartney)

Eleanor Rigby, picks up the rice
in the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face
that she keeps in a jar by the door
Who is it for

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

Father McKenzie, writing the words
of a sermon that no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks
in the night when there's nobody there
What does he care

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

Eleanor Rigby, died in the church
and was buried along with her name
Nobody came
Father McKenzie, wiping the dirt
from his hands as he walks from the grave
No one was saved

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?


Para exorcizar o espírito do Cazuza que me acompanhou na saída silenciosa e lacrimosa do cinema, Cássia Eller rasga:

Todo Amor Que Houver Nessa Vida
(Frejat/Cazuza)

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria

13.6.04

O Hino Olímpico me acordou bem cedinho. Já tinha gente se aglomerando para ver a tocha passar cantando coisas de paz. A gente acabou, depois de alguma discussão, decidindo ir ver o movimento lá no meio do povão, apesar do amplo camarote das nossas janelas.

No meio da ansiedade toda, todo mundo feliz da vida por estar presente naquele instante histórico, bonito foi ouvir meu filho falar com a amiguinha dele que estava conosco:

- Presta atenção agora, o Rei vai descer a rampa com a tocha e você vai contar isso pros seus netos e bisnetos.

E lá veio Pelé e sua enorme capacidade de mobilizar as multidões. Ao invés de seguirmos o cortejo, cortamos caminho e nos posicionamos num ponto mais adiante do circuito e foi ali que pudemos presenciar a passagem da tocha entre dois anônimos (pelo menos eu não os conhecia) com o rosto rasgado no sorriso de um orgulho que não cabia no peito.

Aliás, todo mundo que de alguma forma participou (ainda participa, enquanto escrevo a cerimônia continua pelas ruas do Rio) está levando pra casa um pouco mais de alegria no coração, seja como mero espectador, carregador do espírito olímpico, parte da organização do evento ou contratado dos patrocinadores.

Em cima de um dos trios elétricos, Loroza animava a galera e fiquei com vontade de ouvir o Monobloco. (Pra quem não sabe, o Serjão além de ator da Globo também manda muito bem como cantor da banda do Pedro Luís e A Parede.)

Domingo
(Aurinho da Ilha, Ione do Nascimento, Ademar Vinhais e Waldir da Vala)

Vem amor
Vem a janela ver o sol nascer
Na sutileza do amanhecer
Um lindo dia de alegria
Veja o despertar da natureza
Olha amor quanta beleza
O Domingo é de alegria
No Rio colorido pelo sol
As morenas na praia
Que gingam no samba
E no meu futebol

Veleiros que passeiam pelo mar
E as pipas vão bailando pelo ar
E no cenário de tão lindo matiz
O carioca segue o Domingo feliz
Vai o sol e a lua traz o manto
Novas cores, mais encanto
A noite é maravilhosa
E o povo na boate ou gafieira
Esquece da Segunda-feira
Nesta cidade formosa

Há os que vão pra mata
Pra cachoeira ou pro mar
Mas eu que sou do samba
Vou pro terreiro sambar




Bom, Bonito e Barato
(Robertinho Devagar, Jorge Ferreira e Edinho Capeta)

Colori
Com toda a minha simpatia
Um visual de alegria
Cante comigo essa
Canção de amor
Sou a comunicação
Não tenho luxo nem riqueza
Há simplicidade e beleza
Na festa do meu coração
Muito bom
O meu bonito é barato
Da simpatia, o retrato
Do povo no carnaval

Obrigado, madrinha Portela
Que me ajudou a caminhar
Por onde andei
Pelos caminhos meu nome deixei
Nos Confins de Vila Monte eu decantei
Com um sorriso de esperança
A Praça Onze, delirei
Domingo na sutileza do amanhecer
Meu colorido encantou você
O amanhã o que será o que será
E outra vez na passarela
Colorida e tão singela
O sangue novo faz toda gente vibrar

Sou, sou eu
Trazendo felicidade
Sou eu

11.6.04

DEMENTADORES



Dementadores são criaturas de capa, que tem a cara totalmente oculta por um capuz, mãos que brilham muito, um brilho cinzento, de aparência viscosa e coberta de feridas, como uma coisa morta que se decompusera na água.


Os dementadores são seres que tiram a sua alegria, felicidade, e o deixam muito triste, lembrando-se de coisas terríveis de seu passado e achando que você nunca mais poderá ser feliz na vida. Eles têm uma arma fatal, que só usam em caso extremos, o seu beijo. O beijo do dementador, não mata, mas tira a alma da pessoa, que é muito pior.


Onde deveria haver olhos, havia apenas uma pele sarnenta e cinza, esticada por cima das órbitas vazias. Mas havia uma boca... um buraco escancarado e informe, que sugava o ar com um ruído de uma matraca que anunciava a morte.


A chegada de um dementador traz o frio.

patrono

A forma de deter os dementadores é conjurar um patrono, que é um espécie de anti-dementador, age como um escudo.

O patrono é um tipo de energia positiva, uma projeção da coisa de que o dementador se alimenta: esperança, felicidade, desejo de sobrevivência, mas ele não consegue sentir desesperança, como um ser humano real, por isso o dementador não pode afetá-lo.
I Shot The Sheriff
by Bob Marley

I shot the sheriff, but I did not shoot the deputy.
I shot the sheriff, but I did not shoot the deputy.

All around in my home town
They're trying to track me down.
They say they want to bring me in guilty
For the killing of a deputy,
For the life of a deputy.
But I say:

I shot the sheriff, but I swear it was in self-defense.
I shot the sheriff, and they say it is a capital offense.

Sheriff John Brown always hated me;
For what I don't know.
Every time that I plant a seed
He said, "Kill it before it grows."
He said, "Kill it before it grows."
I say:

I shot the sheriff, but I swear it was in self-defense.
I shot the sheriff, but I swear it was in self-defense.

Freedom came my way one day
And I started out of town.
All of a sudden I see sheriff John Brown
Aiming to shoot me down.
So I shot, I shot him down.
I say:

I shot the sheriff, but I did not shoot the deputy.
I shot the sheriff, but I did not shoot the deputy.

Reflexes got the better of me
And what is to be must be.
Every day the bucket goes to the well,
But one day the bottom will drop out,
Yes, one day the bottom will drop out.
But I say:

I shot the sheriff, but I did not shoot the deputy, oh no.
I shot the sheriff, but I did not shoot the deputy, oh no.

9.6.04


Escritor
Retrato de um escritor quando jovem.


Fantasias
Let's groove!


Playcenter
Adivinha qual dos três morre de medo
de brinquedos de parque de diversão...

Baby steps...

6.6.04

A mulher me fitou com um olhar desenxabido e perguntou, porque tinha ouvido a conversa dos meninos, que comentavam o filme sem parar, se eu tinha comprado os ingressos para assistir ao novo filme do Harry Potter com muita antecedência. Estou pensando em começar a cobrar comissão do Ingresso.com

- Mas não tem que dar o número do cartão de crédito?
- Tem.
- É disso que eu tenho medo (síndrome de Regina Duarte).
- É seguro. Mais seguro que entregar seu cartão na mão de um garçom no restaurante blá-blá-blá...


Ainda tem muita gente que só consegue enxergar a Internet como lugar de criminosos, tarados e loucos. Mas digo que lugar de mais gente perturbada por metro quadrado é o (para muitos, não pra mim) insuspeito supermercado.

Tem as velhas donas-de-casa que vão passear entre as gôndolas pra espantar a solidão e ligam pras filhas, no meio de uma reunião de trabalho pra contar que hoje o açúcar está mais barato no Extra que na Sendas. Já comentei também sobre aquele pessoal que fica descascando alho para pagar milésimos de centavos a menos e provavelmente depois tem que gastar fortunas com sabonete pra tirar o cheiro das mãos. No entanto nada se compara com o homem que parou atrás de nós na fila do caixa hoje.

Antes de contar, claro que devo aqui fazer uma pausa para admitir que também estou incluída no rol dos doidecos de plantão. Que ser em juízo perfeito iria resolver fazer compras de mês num domingo, principalmente quando este é o primeiro dia de sol e céu de brigadeiro depois de muitos e muitos dias. Bem, talvez nem tantos dias assim, mas sou carioca. Vocês entendem, né?

Voltando ao homem, reparei que Ricardo estava conversando com ele enquanto tirava as compras do carrinho e colocava na esteira. Eu não conseguia ouvir o que eles diziam, porque estava ocupada empacotando e do outro lado do caixa. Contudo, reparei que o homem suava muito, mesmo que quente não pudesse de forma alguma descrever o dia de hoje, especialmente em ambiente refrigerado. E ele estava agitado, nervoso, aparentando estar muito preocupado.

Assim que pôde, Ricardo veio me contar que o homem estava muito angustiado, porque já se passava do meio-dia e ele teria que ir ainda a outro supermercado para comprar feijão. E tinha que ser aquele feijão daquele supermercado. Não adiantava ser da mesma marca. Tinha que ser comprado naquele supermercado específico que fechava pontualmente à uma hora. E por isso estava tão afobado. Eles eram muito rigorosos no supermercado do feijão maravilhoso. Se ele chegasse um minuto depois da primeira badalada vespertina, nada feito. E o homem suava. O mais interessante que ele não estava irritado, como geralmente ficam os ansiosos de plantão. Ele olhava pras pessoas com um olhar de quase súplica: será que vai dar tempo?

A mocinha do caixa contou que teríamos direito a raspadinhas e ganhei uma colher de cortar bolo. Enquanto Ricardo foi trocar a cartela pelo magnífico prêmio, fiquei ali parada ainda observando o cavalheiro, cada vez mais nervoso, cada vez mais suado, cada vez mais atrapalhado em colocar suas compras dentro das sacolas. Será que vai dar tempo de sair de um supermercado e ir pra outro para comprar o feijão da mesma marca que tem aqui?

Certas doidices são comoventes. Ricardo, que é mais expansivo que eu quando se enternece com a sandice alheia desejou sorte ao homem ao sairmos com nosso carrinho de compras de mês e pá de bolo em punho rumo ao domingo ensolarado e 40 Km em direção oeste na Avenida Brasil.

2.6.04

AGENDA DE JUNHO
(pra quem tem bom gosto, mas anda com problemas de liqüidez)

“Os Independentes” - Delira Música

Espaço Cultural Sérgio Porto
Rua Humaitá, 163 – Tel: 2266-0896 – Rio de Janeiro
23 e 30 de Junho às 20:00h
Ingressos: R$ 10,00


Dentro do projeto “Os Independentes”, Delira Música apresenta dois programas especiais.

23 de Junho – 20h
Tributo às Divas do Jazz - Ella Fitzgerald, Billie Holiday e Carmen McRae

Com Ana Zinger e Bernardo Bosísio

30 de Junho – 20h
Encontros Delira Música

Dois dos principais artistas do selo, lançando seus CDs em um encontro inédito – Luiz Avellar e Trio Taluá (pela primeira vez tocando juntos).


Centro Cultural Justiça Federal
Apresenta


QUARTAS INSTRUMENTAIS
Mistura de Estilos – Junho de 2004



Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 – Tel.: 3212 2550 – Rio de Janeiro

Ingressos: R$ 10,00




2 de Junho – 19h
Carlos Bernardo, Ricardo Finazzi e Emílio Martins - Água Nova


Carlos Bernardo, guitarra, instrumentos exóticos e arranjos
Emílio Martins, bateria e percussão
Ricardo Finazzi, baixo elétrico, sons eletrônicos e samplers



9 de Junho – 19h
Ana de Oliveira Trio


Ana de Oliveira, violino
Silvio D’Amico, guitarra e arranjos
Toni Botelho, contrabaixo

16 de Junho – 19h
Quebra Pedra – Tributo a Ary Barroso


Thiago Picchi, saxofone e flauta
Luciano Correa, violoncelo
Márico Romano, percussão e bateria
Ana Santoro, piano

23 de junho – 19h
Jerzy Milewski e Nelson Faria
Tributo a Stéphane Grapelli


Jerzy Milewski, violino
Nelson Faria, guitarra
Toni Botelho, contrabaixo


30 de junho – 19h
Eloir de Moraes e Convidados
“50 anos de Jazz e Bossa”


Bateristas: Alfredo Gomes, Fernando Torres, Tião Cruz e Paschoal Meirelles.
Pianistas: Helvius Vilela, Haroldo Mauro Jr., Alberto Chimelli, Charles Rio e Chiquinho Chagas.
Baixistas: Sérgio Barroso, Edson Lobo, Norton Daielo.
Saxofonistas: Idriss Boudrioua, Mauro Senise e Rodolfo Novaes.
Flautista: Franklin
Trompetista: Bidinho

1.6.04

Enquanto isso, num dos meus recantos favoritos...



Alguns de vocês já conheceram Eric Taller, o grande, aqui em casa ou pelas quebradas cariocas. O que eu não sei se todo mundo sabe é que ele mudou-se para o Brasil e comanda a distribuição dos discos da Putumayo para todo o país.

Quem conhece o selo sabe que além de músicas do mundo todo de alta qualidade, ainda tem encartes lindos, com informações importantes para que se conheça o gênero, o artista, o país, o movimento ou a região abordada em cada título de CD.

Bom, estou contando isso tudo para que o convite abaixo faça ainda mais sentido pra quem anda por aqui.



Putumayo World Music
e
Sound System Attack


apresentam

FESTA DE LANÇAMENTO

do Novo CD da Putumayo

“World Reggae”


Uma jornada Musical no Reggae ao redor do Mundo!

- CD já a venda no Brasil -

Sexta-Feira, dia 4 de Junho
23:00h no Ballroom
Av. Humaita 110
Humaita, RJ
Tel: 2537-7600

Entrada: R$ 15
(R$ 12 com flyer ate 24:00h)



Produzido por
Sound System Attack em parceria com a Putumayo World Music

Live Percussion & Dancers
All Night!

Ganhe um CD da Putumayo!

RPSP: brasil@putumayo.com


ATRAÇÕES:
Digital Dubs Sound System
Uncle Jorge
Grave!
Urcasonica Sound System feat. U-Crew & Don Negrone
Marcelinho da Lua


Para receber mais informações sobre as festas da Putumayo no Brasil ou no exterior, contacte: brasil@putumayo.com



www.putumayo.com





APNÉIA DO SONO


O distúrbio do sono, que atinge até 9 por cento da população mundial, pode ter conseqüências graves, como arritmia e derrame, e deve ser tratado com o uso de um aparelho regulador da passagem de ar ou, nos casos mais graves, com intervenção cirúrgica. Quem sofre de apnéia ronca, mas nem todo mundo que ronca tem apnéia, distúrbio do sono caracterizado por diversas paradas da respiração ao longo da noite. As paradas ocorrem devido ao bloqueio da passagem do ar pelas vias respiratórias. A garganta fecha e a pessoa fica sem respirar por um instante. O estreitamento da faringe, garganta, leva, normalmente, ao ronco. Mas nem sempre o fechamento da estrutura é total, como acontece na apnéia. Às vezes, o ronco é somente uma vibração produzida pela garganta sem que esteja totalmente bloqueada.

A principal causa da apnéia é o excesso de peso. E pode ser agravada por ingestão de bebidas alcoólicas perto da hora de dormir, que provoca o relaxamento da musculatura do pescoço e tende a levar ao bloqueio do ar, e por cigarro, que irrita a garganta. Além disso, há um importante componente genético: pessoas que nascem com queixo "para dentro", com malformação da face ou com a amígdala grande têm maior tendência a desenvolver o problema, que é mais comum a partir dos 40 anos. O envelhecimento faz a musculatura da faringe ficar mais fraca. Crianças que roncam ou não conseguem respirar corretamente pelo nariz podem sofrer de apnéia mais tarde e necessitam acompanhamento médico.

O tratamento mais usado para corrigir o distúrbio chama-se CPAP, sigla para Continuos Positive Airway Pressure. Trata-se de um aparelho portátil, do tamanho de um telefone, acoplado a uma máscara que fornece um fluxo contínuo de ar sob pressão durante o período em que o paciente dorme. O aparelho permite que o ar chegue normalmente até os pulmões, porque dilata a faringe. A máscara é feita de material extremamente flexível, o usuário consegue dormir em qualquer posição.

O equipamento pode ser usado até que o paciente perca o excesso de peso e respire sem o seu auxílio. O índice de sucesso do CPAP é de quase 100 por cento. Isso significa que a pessoa praticamente deixa de sofrer paradas respiratórias que, em alguns casos, podem chegar a cem vezes em apenas uma hora".

E mais:

A insônia (segundo o dicionário Aurélio: "incapacidade, decorrente de causas diversas, de conciliar o sono"), um dos distúrbios do sono mais comum e pode ter como conseqüências sonolência, depressão, irritabilidade, disfunção sexual e dificuldades de aprendizado e memória. Pode também causar arritmia cardíaca, derrame e pressão alta.

(retirado daqui)
Certa vez, uma amiga me aconselhou a ser mais reservada. Dizia ela que sendo eu tão aberta e tendo tanta coisa bonita pra contar (sim, já disse, era uma amiga), estava abrindo a guarda e que algumas pessoas que se sentissem incomodadas com a felicidade alheia poderiam virar suas baterias contra mim. E o pior, continuava, é que esse tipo de pessoa agia pelas costas, armava intrigas e fofocas e poderia acabar influenciando pessoas próximas a mim.

Ela tinha razão em muita coisa. A questão é que não tenho controle sobre o comportamento de ninguém, além do meu próprio. Independente da forma como eu trate alguém, do que fale com essa pessoa, se seu espírito estiver armado, não importa o que, como, ou porque eu diga e faça, tudo e qualquer coisa pode ser interpretado da pior forma possível.

Há também a questão dos rótulos, tão práticos quanto injustos. Quem mora em tal cidade é assim, quem nasce sob determinado signo é assado. Haja! Mas o que é realmente interessante é que as pessoas que normalmente vivem com a maquininha etiquetadora nas mãos pulam que nem pipoca quando sequer suspeitam que possam estar também sendo enquadradas.

Mas tem muita gente que adora seguir diretrizes pré-estabelecidas, notícias pré-processadas, opiniões já formuladas. Para esses, ouvir o que outros tem a dizer e seguir a manada é mais simples do que analisar o comportamento que realmente testemunham. Muitos deliciam-se com as maledicências não só para delas tirarem algum alento para as próprias vidas vazias e infelizes, mas porque o diz-que-diz é a rosa-dos-ventos que vai apontar de quem se pode ou não gostar no momento.

O que esses pobres não se dão conta é que quem fala muito da vida dos outros pra eles, sendo os episódios verdadeiros ou não, vai falar da sua vida para os outros, da mesma forma. Ou aquele que se auto-proclama para o cargo de definir quais cabeças rolarão socialmente pode um dia acordar do lado esquerdo da cama e decidir decapitar membros de sua própria corte. E se todos acabam concordando com (ou temendo) seus poderes, por que não fomentar intrigas, instigar ódios, sem indispor-se diretamente com ninguém, desfilando seu sorriso pelos salões?

E foi nisso tudo que pensei depois da conversa com a minha amiga. Se alguém sumariamente se afasta de mim após dar ouvido a mexericos engendrados por uma alma vil, só posso agradecer ao que alguns chamariam de anjo da guarda por ter retirado pessoa tão mixuruca do meu campo vibracional. Só preciso dos seres de luz.

Além do mais, não posso tirar minha alegria do caminho pros desventurados passarem com suas dores. Afinal, eles é que são especialistas em recolhimento para a sombra, seu habitat, de onde espreitam e tentam atentar contra os que realmente vivem.

Por isso uma das minhas histórias favoritas é aquela que Caetano Veloso contou numa antiga peça publicitária, numa das primeiras campanhas do Natal Sem Fome, que era mais ou menos assim:

Um viajante de passagem por uma cidade reparou num homem que discursava na praça. Ele falava de solidariedade, justiça, compaixão. Versava sobre os males do materialismo e clamava pelo amor ao próximo. Insistia na necessidade de modificar a forma de enxergar o mundo e fazer dele um lugar melhor. O viajante também reparou que pouca gente parava para ouvir o que homem tinha a dizer, outros passavam e riam-se dele. Era chamado de louco. O homem, entretanto, continuava impávido.

Alguns anos depois, o mesmo viajante, passou pela mesma praça e viu o mesmo homem fazendo o mesmo discurso. Também era a mesma a reação das pessoas. O viajante dessa vez fez mais que observar: foi falar com o homem.

- Você não se cansa de falar dessas coisas nobres e bonitas pra essas pessoas que não querem ouvir e não podem entender o que você fala? Não vê que elas não vão mudar? Por que você não pára?

- Não posso parar. Senão eles terão vencido. Eles é que terão me modificado.

31.5.04

Hoje não vou assistir a telejornal.
Do jornal, só a parte cultural.
Fiz uma relação de nomes que precisam ser chamados.
Peguei meu livro. Fechei a porta. Deixei a boca maldita de fora. Que morda a própria língua e faleça. Quero só a minha história.
Entendi o que estava me intrigando. Não é bonito, mas é uma resposta. Preciso dormir longamente para digerir meu boi. Sapos andavam me dando soluços.
Ano de faxina histórica é assim: a gente faz feng shui sem nem se dar conta.
Agora é sentar, por os pés pro alto, puxar a manta sobre as pernas, curtir a literatura e o chá.
E respirar.

28.5.04

Ganhei um tratamento capilar de presente e quase deixo o prazo expirar neste mês corrido.

É muito bom usufruir de paparicação profissional sem gastar dinheiro com isso. E sair de lá mais bela? Ainda melhor.

Depois um chocolate quente que a tarde fresca pedia.

Mas na saída do shopping, ali na calçada, aparentemente o local combinada para o encontro, uma turma colorida e barulhenta me chamou a atenção. Elas tinham cabelos cor-de-rosa. Eles pinos metálicos em partes exóticas do rosto e do corpo. Uns de roxo, outros de preto, saias curtas, mangas compridas. Estavam excitados. Todos levavam bolsas grandes e malas. Uns trinta. Iam viajar.

Eu já preocupada com o meu atraso para o trabalho, não sabia se tinha algum festival de rock na cidade ou em algum lugar para onde eles estivessem indo. Acho o estilo interessante, mas ficaria ridícula se usasse a palavra "sinistro", quanto mais se copiasse a roupa daquelas meninas.

Ganho coisas grátis porque as pessoas me querem conquistar como consumidora.

Mas não posso por a mochila nas costas numa sexta-feira à tarde e sair por aí.

27.5.04

O entusiasmo conduz ao sucesso. A falta de entusiasmo só produz desculpas.

Walter Chrysler, fundador da Chrysler