Pesquisar este blog

8.7.04

To be the big person


É certo que uma das (poucas) dádivas do acúmulo de anos é ganhar sabedoria. Ou pelo menos assim deveria ser. Na batata, o que acontece é que a lição se repete como um antigo disco quebrado até que se tire dela o ensinamento de que se necessita. Afinal, aprendizagem é mudança de comportamento. Se a gente continua (re)agindo da mesma forma, é porque ainda não aprendeu.

Onde uma pessoa jovem poria as mãos à cintura e perguntaria “Está pensando que eu sou idiota, é?”, uma alma maturada daria de ombro: “Que pense o que melhor lhe aprouver.” Repare que juventude e maturidade aqui tem pouco a ver com idade cronológica. Conheço velhos moços e adolescentes anciãs.

Levar o mundo à ponta de lança requer ânimo de que já não disponho. Gosto de pensar que não é preguiça, mas certa dose de generosidade. Por que seria tão importante demonstrar que tenho razão? Exponho meu ponto de vista, ouço o que há para ser dito do outro lado, analiso, assimilo ou pondero, conforme o caso. Tudo o mais fica por conta de Cronos.

A vida é professora rígida e implacável, entretanto paciente e incansável. Muitas vezes lança mão de um “monitor”, colocado em nosso caminho para dizer o que precisamos ouvir naquele momento exato. Um dos meus “monitores”, esta semana, depois de ouvir de mim algumas queixas, me olhou e disse uma única palavra: “Perdoa”.

Por mais difícil que seja, também é preciso aprender que não é possível modificar ninguém, a não ser nós mesmos e que se disso chegou-se ao limite, sempre se pode desviar a rota e evitar desastrosas colisões. Tudo é uma questão de avaliar o quanto (tempo, energia, saúde,...) se está disposto a investir para não perder uma nesga de jardim, quando o mundo pode ser seu quintal. Você se contenta com as migalhas (de atenção, poder, carinho, posses, reconhecimento...) e acha que realmente vale a pena todo o esforço que tem empenhado por elas?

Magnanimidade também pode ser abrir mão em favor de quem realmente jamais conseguirá nada além.

Desapego não é um conceito apenas material.

E os urubus passeiam a tarde inteira entre os girassóis.

6.7.04

Sabe o que ia ser bom mesmo agora?

Pó de pirlimpimpim.

Sabe quem tem?

30.6.04

VOZinVENTO - curso gratuito no Rio


VOZinVENTO
o vento da criacao traz o canto INtenso


oficina de criacao a partir da voz e do movimento em cena,
com Suely Mesquita

O curso acontece no palco e na plateia do teatro do Espaco SESC, as 3as. e 5as. de 11 as 14hs, de 6 a 29 de julho, privilegiando exercicios praticos e aproveitando a presenca do outro durante a criacao.

LOCAL:
Espaco SESC - Rua Domingos Ferreira 160 - Copacabana

PRECO:
2kg de alimento nao perecivel

DATA E HORARIO:
3as. e 5as. de 11 as 14hs
de 6 a 29 de julho

INFORMACOES:
vozinvento@suelymesquita.com.br
espacosesc.info@sescrj.com.br
(021) 2547-0156
(021) 2548-1088 R 229 ou 255

INSCRICOES:
de 3a. a domingo, na bilheteria do teatro, das 15 as 19hs
Espaco SESC - Rua Domingos Ferreira 160 - Copacabana

29.6.04

Você sabe onde vende repelente de urubu?
Tô precisada, viu?
O Quilombo do Leblon


"Sítio encantador, de cujo plateau se descortinava um dos mais belos e empolgantes panoramas, abundante em caulim de fina qualidade para fabricação de porcelana, cortado por um riacho, sussurrante entre seixos e taiobas, com magnífica fonte de excelente água potável, com varada plantação de árvores frutíferas, das de melhor espécie, com extenso corte em cujo meio vicejavam camélias brancas, aparecidas nas festividades promovidas com escopos libertatórios, era a afamada chácara - batizada sob o nome de quilombo do Leblon - benéfico esconderijo dos perseguidos pela ferocidade dos escravocratas. (...) Transportando-me a tão ditosa quadra da vida lembro-me das viagens para o bendito quilombo. Saltava-se do bonde no Largo das Três Vendas (atualmente Praça Santos Dummont). Apeando uma charrete, fornecida pelo asilador dos pretos (José Seixas), carrinho que, sob a tração de reforçado burro, tomava a Rua do Sapé (atual Avenida Bartolomeu Mitre), entrava no Largo da Memória, continuava pela Rua do Pau (hoje Dias Ferreira e Ria Igarapava), e transpunha a linha divisória do quilombo do Leblon, galgando um morro que acabava na pitoresca vivenda dentro da qual a mais carinhosa recepção aguardava o feliz visitante."
(Trechos do depoimento do jornalista Brício Filho, publicado no Jornal do Brasil, em 27 de setembro de 1928)

O nome Leblon surgiu por causa de um francês, seu primeiro morador, acabou se estendendo ao quilombo e mais tarde ao bairro, hoje um dos mais conhecidos da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

O terreno pertencia ao fabricante de malas português José de Seixas Magalhães. Ele foi adquirido em 1881 como parte de uma dívida hipotecária na qual José Seixas era credor, e possuia uma extensão de dois milhões e setecentos mil metros quadrados. Onde existia a casa principal do quilombo, hoje fica o Clube Campestre Guanabara, na rua seu saída Alberto Rangel, 71, no Alto Leblon, um ponto, sem dúvida, estratégico, que oferecia o necessário isolamento e grande proteção natural. O território oficial do quilombo do Leblon, em síntese, era: desde a praia do Leblon até um pouco além do Clube Guanabara, chegando quase na atual Rua Timóteo da Costa e, por dentro, até a pedra Dois Irmãos.

Preconceitos e mais preconceitos


Como a princesa Isabel e as damas mais importantes enfeitassem o colo com camélias abolicionistas, os inimigos do regime logo afetaram grande escândalo moral, tentando assim ganhar a simpatia dos escravocratas. Silva Jardim, por exemplo, bate forte na tecla dos bons costumes: "(...) homens sérios querem ser seriamente representados, e não por quarentonas que desconhecem a própria idade, o próprio sexo, a própria posição... Batalha de flores! Cuidado, Senhora! que estas flores não se vos tornem demasiado encarnadas, que elas se não vos tornem vermelhas!"


Um achado


O Museu do Negro está situado no conjunto arquitetônico do século XVIII na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, fundada pelos alforriados e escravos, e que tem profundos vínculos com fatos históricos da vida desta cidade.

O museu foi tombado em 1937 reunindo instrumentos da escravidão, móveis, documentos, estandartes, bandeiras abolicionistas, livros, fotografias de homes que se celebrizaram no campanha da abolição como: Luiz Gama, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, Castro Alves, André Rebouças, Cuz e Sousa e outros.

No ano de 2000 sofreu estrutura museológica com exposições permanentes e temporárias abordando temas desde o negro arrancado de sua terra, aviltado no trabalho escravo e sofrendo discriminações até hoje na sociedade, mas preservando as tradições culturais e artísticas.

A partir de 2001 foram criados: o Setor Museu da Educação, o Museu Itinerante, o Projeto de Incentivo à Arte, a Sala de Orientação Bibliográfica e a Lojinha do Museu.

2004 - Ano Internacional da Luta Contra a Escravidão


"Esta comemoração não é apenas um ato de solidariedade histórica para com as vítimas de uma terrível injustiça e para com aqueles que combateram por sua liberdade e seus direitos, como também é um ato de reafirmação do combate ainda em curso contra toda as formas de recismo, discriminação, xenofobia, intolerância e injustiça."

(Koichiro Matsuura - Diretor Geral da UNESCO)




Não é incrível que eu tenha descoberto tudo isso num trabalho escolar do meu filho que está cursando a 3ª série?

25.6.04

Eu odeio


Caga-regras em geral;
Quem não olha o próprio rabo;
Apatia;
Flacidez de caráter;
Mentira;
Falsidade;
Traição;
Preconceito;
Mau hálito, chulé e cê-cê;
Barulho de obra;
Burrice.
Ai, ai! Pois é...


"Gente que é fogo, no mais literal que possa ser a palavra. Fogo de entusiasmo, fogo de coragem, fogo de energia e de amor. Atividade e dinamismo, emoções determinadas, sucesso social. Audácia e aventura, firme disposição para qualquer empreendimento. Inteligência, muita inteligência, capacidade de reter grande volume de conhecimentos sem despender grandes esforços. Mentalidade inquieta e ansiosa, com mostras de imaginação ativa, incrível criatividade. Lógica e poesia, comando de muitas artes. Determinação e ousadia acima de tudo. Fogosa, difícil de domar, temperamental.Tem paixões à primeira vista, 'ferve', faz loucuras. Não gosta de conquistas fáceis. Prefere conquistar a ser conquistado. Precisa do amor romântico com um pouco de risco. Geralmente elegante, bonita, a ariana tem traços marcantes, orgulhando-se da própria beleza e do seu porte altivo. Quando ama, é sincera, apaixonada e leal. Orgulhosa, não admite recusa de amor. Que me desculpe, as mulheres de outros signos, mas a ariana é um ser privilegiado da criação."
(Wanderlino Arruda)

24.6.04

TPM


Quem, nesse mundo de Deus, toca o interfone da casa de alguém com quem não tem qualquer intimidade às 08h15 da matina sem nem ao menos ligar antes? E que tipo de espírito das trevas incita uma criatura dessas a fazer isso justo no dia em que a desinfeliz aqui está em plena TPM?

Depois, (mais) uma manhã infernal com telefone tocando sem parar, pedreiro, ajudante e engenheiro entrando e saindo, demolição do outro lado do rua, criança em pré-adolescência precoce discutindo tudo ponto por ponto... Da real necessidade do banho na vida urbana moderna, passando pela ditadura do dever de casa até a quantidade adequada de creme de desembaraçar cabelo. Outras questões relevantes: “Tarefas escolares e televisão: mutuamente excludentes ou mais um paradigma a ser quebrado?”, “A existência de Deus e a necessidade de manter o quarto arrumado: teorias ainda não comprovadas cientificamente.” e “Lágrimas e outros fortes apelos dramáticos: até onde se pode ir por um capricho?”

Eu considero que nessas horas é que sai Piaget e entra Pinochet.

Mas, para mim, Deus é sábio e criou o homem, que criou o milk-shake do ovomaltine do Bob’s. Momento de abandonar o almoço dietético sem graça em casa e cair de boca nas delícias da comida desqualificada e calórica preparada por desconhecidos.

E lá se foi uma fortuna com meias para mim, cada uma de uma cor. Tudo para combinar com meu novo/velho vestido. Eu não encontrei o chapéu desfiado de festa junina que eu queria comprar pro filho.

Eu achei na locadora o filme que eu queria ver (Adeus Lenin). Mas mim achou melhor trazer também uma comédia com o Steve Martin (A Casa Caiu) para relaxar. Eu olhei pro relógio e vi que já estava na hora de correr de volta, os peões estariam de volta do almoço a qualquer instante.

Mas sempre se pode dar um toquezinho pra melhorar e mim entrou na floricultura e voltou pra casa abraçando aquele lindo arranjo de flores do campo com o girassol. A providencial caminhada acompanhada de moderado surto consumista ajudou a aliviar o peso do prato imenso que mim devorou. Eu sabia que comendo daquele jeito não ia sobrar espaço nem tempo pro ovomaltine. Mas eu prometi pra mim que ainda vai rolar.

E quanto a isso, só tranqüilidade, já que eu e mim temos isso em comum. Ambas honramos nossas palavras. E no pequeno passeio fez-se a luz. Talvez a TPM pontencialize, quem sabe o cotidiano esmagador inflame, pode ser que o problema grave e insuportável exarcebe, mas o que realmente irrita, deprime, destroi e arrasa é a contumaz quebra das promessas e compromissos.

23.6.04

O FEIJÃO, O SONHO E A VIAJANTE DO TEMPO


Ao dobrar a esquina, na calçada estreita, quase tropecei no casal de adolescentes que, de pé, debuçavam-se um sobre o outro. Ele, protetor, talvez carrasco, passava um braço sobre os ombros dela e com a outra mão enxugava suas lágrimas. Ela, sofrida, quem sabe dissimulada, apoiava de leve a cabeça no ombro dele e murmurava sua lamúria.

Lembrei daquele meu sonho que jamais se realizará e quase chorei de novo. Um dia as lágrimas para essa quimera secarão e eu também. No vagar vespertino da rua residencial, quase pude me ver sentada ali no meio-fio, com aquele vestido quadriculado que eu adorava aos 8 anos, segurando o joelho ralado e ensangüentado e tentando engolir o pranto que poderia desencadear mais uma bronca. Era a menina na cena, sua voz, mas fala era minha:

- Mas, mas, mas... (fung, fung, fung) Tenho tanto amor pra dar aqui dentro de mim.

Não gosto de pet shops nem daquelas gaiolas, com bichinhos aprisionados, mas parei diante daquela, hipnotizada pelo olhar órfão do cãozinho. Perguntei telepaticamente se ele me entendia. Ele continuou me olhando, melancólico e solitário. Achei que a vitrine era um espelho. O gato siamês no box ao lado também me olhou. Só que altivo, desafiador, seguro e firme. Achei que também aquela vitrine era um espelho.

Subi as escadas do prédio antigo, brincando de claro e escuro com suas clarabóias. No fim dos degraus, a viajante do tempo me aguardava com cheiro de feijão.

21.6.04

Aqui jaz um post que não deu certo.

Lembranças eternas e saudosas da minha paciência e do meu tempo.
A Associação Saúde Criança Renascer, fundada em 1991 pela Dra. Vera Cordeiro, é um ONG sem fins lucrativos e sem filiação política ou religiosa.

O projeto nasceu da indignação de profissionais da área de saúde pública do Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, frente ao sofrimento a que são submetidos as crianças miseráveis e doentes lá internados.

O objetivo da Associação é quabrar o ciclo vicioso:

"Miséria - Doença - Internação - Reinternação - Morte"

Nesses anos todos, o Saúde Criança Renascer já ajudou na recuperação e amparo de cerca de 4.000 crianças e 1.200 famílias. Eles doam medicamentos, alimentos, material de construção e intrumentos de trabalho. Também encaminham para empregos e cursos profissionalizantes, além de promover palestras sobre saúde para as mães em atendimento.

Sua missão é auxiliar, em conjunto com setores da sociedade civil, crianças e suas famílias, oriundas do Hospital da Lagoa, quebrando o ciclo vicioso e criando bases para a melhoria biopsicossocial e auto-sustentação.

A visão do grupo é transformarem-se em um centro de referência que permita a multiplicação do modelo atual, fornecendo serviços de alta qualidade e alto impacto na saúde de crianças e adolescentes. Montar uma instituição semelhante perto de cada hospital público do país.

COMO PARTICIPAR

Seja sócio:
Você colabora periodicamente com o Saúde Criança Renascer (via ficha de inscrição ou ppor telefone)

Apadrinhe uma criança:
Doe mensalmente 1 cesta de alimentos e/ou medicamentos durante 6 meses.

Doe ou arrecade:
Alimentos, roupas, brinquedos, material escolar, colchões, filtro d'água, fraldas descartáveis, etc.

Doe serviços:
Vagas em creches e escolas, empregos para adolescentes para adolescentes e pais, trabalho para diaristas, etc.

Seja voluntário:
Dedique seu tempo livre ao trabalho.

Divulgue o Projeto Saúde Criança Renascer:
Quanto mais pessoas souberem, maior participação eles terão.


Para saber mais e doar:

www.saude-crianca.org.br
renascer@montreal.com.br
renascer@saude-crianca.org.br

R. Jardim Botânico, 414
Parque Lage - Jardim Botânico
Rio de Janeiro - RJ
CEP 22461-000

Tel. (21) 2286-9654 / 2286-9988
Final de semana agitado e feliz.

Entre as diversas pequenas tarefas do sábado pela manhã, tínhamos que comprar algumas roupas de inverno para o Pedro. Aqui vai uma dica "di grátis" para quem trabalha no ramo de confecções: durante toda semana procurei em diversas lojas de rua e de shopping e não achei roupas para menino de 8 anos alto e robusto; quem investir nesse filão fica rico. Calça de moleton só consegui encontrar nas Lojas Americanas depois de bater muita perna, ter desistido e encomendado sob medida. Pijamas: impossível! Só uma loja tinha tamanho 12, mas ele disse que pijamas com figura do Tigrão ele não usava nem que a vaca tossisse. Pois é, ainda tem isso, a pré-adolescência precoce. Outro dia ele queria levar um jogo pra escola e eu peguei a primeira sacola que encontrei e coloquei o tal jogo dentro. Ele veio cheio de dedos: "Mãe, sua sacola é bonita, mas desculpa dizer, se eu aparecer com essa sacola na escola vão me zoar. Sacolinha rosa com florzinha não dá, né, mã?." Ó, céus!

Também fomos ao alfaiate. Eu queria recuperar um vestido pretinho que desmontei pra consertar e não consegui remontar. É uma coisa até trivial, não fosse o alfaiate ser uma das pessoas ainda vivas com números de campo de concentração nazista tatuado no punho e a pessoa que ele amavelmente me indicou para realizar o serviço. A costureira parece saída de um túnel do tempo: sua casa, seu cachorro, seu estúdio, suas maneiras, seu vocabulário, seu descompromisso com horários. O papo rende sem pressa, ela liga em horários inusitados para perguntar coisas sem importância. Uma figura folclórica. Tomara que o vestido fique bom.

Mas o evento do sábado foi mesmo o aniversário dos petizes da Lu. Como eles crescem rápido! Como são lindos! Tão adoráveis! Meu Pedro, que finalmente os conheceu depois de algumas tentativas frustradas, ficou encantado com os novos amiguinhos. Ele adorou a festa e as brincadeiras e nós ficamos muito felizes por termos sido convidados a participar de um momento tão alegre e rever a Lu, tão querida.

Domingão teve matinê de Shrek 2. Eu estava esperando um bom filme, mas assistia a um ótimo filme. Além de toda a graça dos protagonistas e da fuga das fórmulas esquemáticas dos contos de fadas, ainda traz diversas referências cinematográficas, que são deliciosas também para os pais.

E fomos tão cedo ao cinema porque de tarde tínhamos planos de ir ao Roça in Rio no Jockey. Foi muito bom. Um casal de amigos com 2 filhos nos acompanhou. Adoro festa junina, adoro comida, brincadeiras e roupas típicas e adoro uma badalação moderada. Tinha tudo isso e mais. Rolou show de pop rock satírico com uma banda chamada Parabrisas do Fracasso, e um bom show com o Reggae B (Bi Ribeiro, George Kid Abelha Israel, João Fera e outros grandes músicos) que acabamos não vendo até o final porque o moleque já estava cansado. Teve observação de celebridade também. A mulherada fez fila pra tirar foto com o bombeirão, aquele. O Bernard do vôlei ficou só dando entrevista com a tocha apagada na mão. As mulheres queriam mesmo era a mangueira. Mas o mais divertido foi na hora de vir embora. A gente saiu perseguindo o Sidney Magal.

A história começou há alguns dias quando Ricardo viu a Rosi Campos beijando o cantor em Da Cor do Pecado. Ele disse que a atriz deveria ser muito grande, porque já tinha visto o Magal de pertinho e que era muito maior que ele. Meu marido não é exatamente baixinho e eu disse que tudo bem, a Rosi é grande, mas que eu achava que devia ser porque na época bagaceira ele usava salto. Quando vi o moço pedi pro Ricardo ir se aproximando pra eu conferir se havia uma diferença tão grande assim de altura. Só que na hora em que a gente conseguiu se aproximar ele saiu descendo uma rampa. E lá fomos atrás, perseguindo disfarçadamente pro sujeito não notar. Isso durou um tempo, até que consegui fazer a verificação? Magal é mais alto uns dois dedos. Portanto a Rosi ou atua sobre um banquinho ou dá duas de mim, que tenho 1,78 m.

E aqui mais uma dica de negócios gratuita. Se você pensa em investir no ramo de alimentação, não hesite. Pastéis são ótima pedida. A fila para a barraquinha do pastel eram bem grandes, mas ela estava, no máximo, em terceiro lugar. Na segunda posição, o cachorro-quente não fez feio e já era uma pista para a vedete do gosto popular. A barraquinha campeã tinha aquela fila imensa que fez a gente duvidar que as pessoas estavam realmente pagando pela iguaria. Tamanha fila, só para refeição gratuita. Mas não. Esta é a indicação definitiva e passo pra você de bandeja: invista tudo em salsichão!

19.6.04

CHICO BUARQUE

60 ANOS




A Banda e não outra entre tantas lindezas emoldura este meu registro sobre Chico Buarque porque minha mãe conta que era a música que tocava quando ela foi para o maternidade, no dia do meu nascimento.

Mais que trilha sonora para minha chegada nesta terra, mais que um ídolo, Chico Buarque é uma espécie de pai, que acompanhou todo o meu desenvolvimento e toda a minha educação musical, política, emocional e amorosa. Até sobre ser mulher aprendi muito com ele.

A bênção, Chico.

Parabéns, Chico.

Muito, muito obrigada, Chico.

17.6.04

Entre o riso e a lágrima há apenas o nariz.
Millôr Fernandes

Velho abandonado não foi moço ajuizado.
Provérbio brasileiro

A vida é um circo gratuito: basta você prestar atenção.
Bill Copeland

Nada dura, mas muda.
Heráclito

Sob um bom governo, deveríamos nos envergonhar da pobreza; sob um mau governo, da riqueza.
Confúcio

Os perfeccionistas nunca são perfeitamente felizes.
Anônimo

O passado é o futuro usado.
Millôr Fernandes

Se você não sabe para onde vai, é provável que chegue lá.

Anônimo
As três peneiras


Um rapaz procurou Sócrates e disse que precisava contar-lhe algo.

Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras?

- Sim. A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade.

Deve então passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?

Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta e, arremata Sócrates:

-Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, você e seu irmão nos beneficiaremos. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.



O problema com a maldição de Cassandra é que também me caem no colo certas informações que eu não desejo e pelas quais não procuro. O pior é quando você sabe que, mesmo que a sua intenção seja das melhores, a pessoa que precisaria desses dados, se ouvisse de você, não acreditaria e ainda lhe imputaria maldade.

Fico em silêncio e torço que não me deixem ver o sofrimento da pessoa quando souber a verdade. Talvez seja melhor caminhar assim mesmo, às cegas, tateando a realidade, sentindo-a penetrar em seus ossos, mas sem coragem para abrir os olhos e encará-la. Se não há nada que eu possa fazer para minimizar sua dor, por que estou em seu caminho? Não quero mais testemunhar desastres que prevejo, mas não posso evitar.
POLUIÇÃO SONORA

Pelo amor de Deus, alguém se compadeça e me ajude!!!!
Preciso dormir em paz!
Preciso trabalhar!
SOCORRO!
Pelo amor de Deus, estou desesperada!
Não sei mais o que fazer!!!
Preciso dormir!
Estou adoecendo terrivelmente!
Estou ficando louca!
SOCORRO!!!
SOCORRO!!!



A poluição sonora pode ser entendida como o excesso de ruídos – sons indesejáveis – que causam desconfortos e incômodos à população, desencadeando efeitos psicológicos ou fisiológicos negativos nos seres humanos". Além de prejudicar a audição, os ruídos podem causar sérias conseqüências à saúde. Um dos principais problemas é a alteração do sono, que pode afetar desde a memória até o humor do indivíduo.

EFEITOS DO RUÍDO SOBRE A SAÚDE

A Poluição Sonora hoje é tratada como uma contaminação atmosférica através da energia (energia mecânica ou acústica). Tem reflexos em todo o organismo e não apenas no aparelho auditivo. Ruídos intensos e permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de concentração nas ações humanas. Provoca interferências no metabolismo de todo o organismo com riscos de distúrbios cardiovasculares, inclusive tornando a perda auditiva, quando induzida pelo ruído, irreversível.

Alguns destes efeitos podem ser enumerados da seguinte forma:

Efeitos Psicológicos:

- Perda da Concentração
- Perda dos Reflexos
- Irritação permanente
- Insegurança quanto a eficiência dos atos
- Embaraço nas conversações
- Perda da Inteligibilidade das palavras e
- Impotência Sexual

Efeitos Fisiológicos:

- Perda auditiva até a surdez permanente
- Dores de Cabeça
- Fadiga
- Loucura
- Distúrbios Cardiovasculares
- Distúrbios hormonais
- Gastrite
- Disfunção Digestivas
- Alergias
- Aumento da Frequência Cardíaca e
- Contração dos Vasos Sangüíneos


A interferência do ruído com o repouso, descanso e sono é a maior causa de incômodo. A pior intervenção se dá na forma de ruído intermitente, como por exemplo: passagem de veículos pesados e passagens de aviões próximo às habitações.

O ruído pode dificultar o adormecer e causar sérios danos ao longo do período de sono profundo proporcionando o inesperado despertar. Níveis de ruído associados aos simples eventos podem criar distúrbios momentâneos dos padrões naturais do sono, por causar mudanças dos estágios leve e profundo do mesmo. A pessoa pode sentir-se tensa e nervosa devido as horas não dormidas. O problema está relacionado com a descarga de hormônios, provocando o aumento da pressão sangüínea, vasoconstrição, aumento da produção de adrenalina e perda de orientação espacial momentânea. Despertar de um sono depende do estágio do sono, dos horários noturnos e matinais, idade do indivíduo entre outros fatores.

Uma outra característica humana é a proteção natural aos eventos sonoros, este se dá quando o ser humano é previamente avisado que tal ruído ou sons elevados vão acontecer. Existe uma defesa psicológica que prepara o indivíduo para a exposição, o efeito contrário se dá exatamente quando é inesperado, é o caso do ruído se apresentar quando o indivíduo encontra-se desatento e/ou dormindo, comumente é considerado como som intrusivo. É extremamente desagradável pois, ele é pego de surpresa e não há tempo de armar sua defesa natural. Por isso deve-se preservar o direito de descanso das pessoas quando estas dormem a fim de protegê-las dos efeitos que talvez poderão ser considerados mais delicados.

A maioria das pessoas dorme de olhos fechados e pelo menos na penumbra, anulando a percepção visual responsável por mais de 90% das informações recebidas pelo homem. Mas, a audição, o segundo sentido em quantidade de informação, mantém seus canais abertos, varrendo de 360o o nosso espaço circundante a partir do nosso nicho, para detectar qualquer sinal de perigo. Para a pessoa dormindo no silêncio, o sono é liberado para se instalar na melhor qualidade. Caso contrário, o organismo, mesmo dormindo, começa manifestar gradualmente seu alerta. A partir do valor médio de 35 dBA, reações vegetativas e no EEG e mudanças na estrutura do sono são verificadas. Enquanto os estágios superficiais aumentam a duração, o tempo total de sono e os estágios profundos, MOR e estágio 4, reduzem bastante. O despertar já pode ser atingido em 44 dBA e 53 dBA de pico respectivamente para ambientes calmos, média de 25 dBA, e barulhentos, 45 dBA. Mas, quando o ruído do fundo está a 65 dBA, os reflexos protetores do ouvido médio parecem funcionar, anulando em parte a audição e introduzindo insegurança pela perda da vigília, mostrado pela reação de maior latência para dormir. Por isto provavelmente a 75 dBA de ruído de fundo a qualidade do sono se recupera parcialmente, mas longe da qualidade de níveis mais silenciosos. A poluição sonora portanto piora significantemente a qualidade absoluta do sono, acarretando pior desempenho físico, mental e psicológico e perda provável da alerta auditiva, que reflete a longo prazo em não habituação, mas que pode se recuperar logo em privação curta.

16.6.04

Divulgando:

Alcelmo Gois (O Globo):

Monobloco da Justiça
Pedro Luis vai levar seu Monobloco, bloco de rua do Rio, para frente do Forum, na quinta.
Eh o dia do julgamento de Thiago Almeida, acusado de ser o mentor das mortes da irma de Pedro, Denise, e seu amigo Pedro Peixoto, em 2000. Nilo Batista sera o assistente da acusacao.


Ciranda do Mundo
(Eduardo Krieger)

Pela profecia o mundo ia se acabar
Pelo vagabundo deixa o mundo como estah
Pelo americano pelo cano o mundo vai (ou nao)
Pelo cirandeiro o mundo inteiro vai rodar

Ciranda por mim
Ciranda por ti
Roda na ciranda que eh pro Nao virar pro Sim
Ciranda que vai o
Ciranda que vem
Roda na ciranda que eh pro Mal virar pro Bem





POR PEDRO E MARGOT
PELA JUSTICA E PELA PAZ
CONVITE PARA MANIFESTACAO

Aos amigos

Passados quatro anos do assassinato premeditado e gratuito que vitimou Denise Teixeira (Margot) e Pedro Peixoto em Santa Teresa, Rio de Janeiro, foi finalmente marcada a data do julgamento do principal acusado pelo crime, para o dia 17 de junho (quinta-feira), no Forum do Rio.

Neste momento em que nos aproximamos da tao ansiosamente aguardada hora de ver a justica cumprir seu papel, punindo devidamente o culpado por este crime hediondo, gostariamos e, mais que isso, precisamos contar com a presenca e a acao dos amigos e cidadaos que acreditam na justica como forma de protecao aos nossos direitos. Desta forma, acreditamos estar contribuindo para que esta historia seja devidamente encerrada com a mais severa punicao dos culpados e que possa servir como bem-sucedido exemplo da atuacao judicial neste tipo de crime.

Aproveitaremos este acontecimento para reafirmar publicamente nossas conviccoes contra a cultura da violencia, pelo desarmamento e, acima de tudo, pela JUSTICA e pela PAZ.

Ryta de Cassia e Pedro Luis

Forum do Rio de Janeiro
dia 17 de junho, quinta-feira
7:30h da manha
Av. Erasmo Braga, 115
esquina com Pres. Antonio Carlos

pedro_e_margot@pontoflash.com.br

e, por favor, se você ainda não assinou, assine a petição pela mudança do Código Penal contra a impunidade aqui

15.6.04

Para despedir de Ray Charles, toca um LP com Greatest Hits na vitrola:

Eleanor Rigby
(Lennon/McCartney)

Eleanor Rigby, picks up the rice
in the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face
that she keeps in a jar by the door
Who is it for

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

Father McKenzie, writing the words
of a sermon that no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks
in the night when there's nobody there
What does he care

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

Eleanor Rigby, died in the church
and was buried along with her name
Nobody came
Father McKenzie, wiping the dirt
from his hands as he walks from the grave
No one was saved

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?


Para exorcizar o espírito do Cazuza que me acompanhou na saída silenciosa e lacrimosa do cinema, Cássia Eller rasga:

Todo Amor Que Houver Nessa Vida
(Frejat/Cazuza)

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria

13.6.04

O Hino Olímpico me acordou bem cedinho. Já tinha gente se aglomerando para ver a tocha passar cantando coisas de paz. A gente acabou, depois de alguma discussão, decidindo ir ver o movimento lá no meio do povão, apesar do amplo camarote das nossas janelas.

No meio da ansiedade toda, todo mundo feliz da vida por estar presente naquele instante histórico, bonito foi ouvir meu filho falar com a amiguinha dele que estava conosco:

- Presta atenção agora, o Rei vai descer a rampa com a tocha e você vai contar isso pros seus netos e bisnetos.

E lá veio Pelé e sua enorme capacidade de mobilizar as multidões. Ao invés de seguirmos o cortejo, cortamos caminho e nos posicionamos num ponto mais adiante do circuito e foi ali que pudemos presenciar a passagem da tocha entre dois anônimos (pelo menos eu não os conhecia) com o rosto rasgado no sorriso de um orgulho que não cabia no peito.

Aliás, todo mundo que de alguma forma participou (ainda participa, enquanto escrevo a cerimônia continua pelas ruas do Rio) está levando pra casa um pouco mais de alegria no coração, seja como mero espectador, carregador do espírito olímpico, parte da organização do evento ou contratado dos patrocinadores.

Em cima de um dos trios elétricos, Loroza animava a galera e fiquei com vontade de ouvir o Monobloco. (Pra quem não sabe, o Serjão além de ator da Globo também manda muito bem como cantor da banda do Pedro Luís e A Parede.)

Domingo
(Aurinho da Ilha, Ione do Nascimento, Ademar Vinhais e Waldir da Vala)

Vem amor
Vem a janela ver o sol nascer
Na sutileza do amanhecer
Um lindo dia de alegria
Veja o despertar da natureza
Olha amor quanta beleza
O Domingo é de alegria
No Rio colorido pelo sol
As morenas na praia
Que gingam no samba
E no meu futebol

Veleiros que passeiam pelo mar
E as pipas vão bailando pelo ar
E no cenário de tão lindo matiz
O carioca segue o Domingo feliz
Vai o sol e a lua traz o manto
Novas cores, mais encanto
A noite é maravilhosa
E o povo na boate ou gafieira
Esquece da Segunda-feira
Nesta cidade formosa

Há os que vão pra mata
Pra cachoeira ou pro mar
Mas eu que sou do samba
Vou pro terreiro sambar




Bom, Bonito e Barato
(Robertinho Devagar, Jorge Ferreira e Edinho Capeta)

Colori
Com toda a minha simpatia
Um visual de alegria
Cante comigo essa
Canção de amor
Sou a comunicação
Não tenho luxo nem riqueza
Há simplicidade e beleza
Na festa do meu coração
Muito bom
O meu bonito é barato
Da simpatia, o retrato
Do povo no carnaval

Obrigado, madrinha Portela
Que me ajudou a caminhar
Por onde andei
Pelos caminhos meu nome deixei
Nos Confins de Vila Monte eu decantei
Com um sorriso de esperança
A Praça Onze, delirei
Domingo na sutileza do amanhecer
Meu colorido encantou você
O amanhã o que será o que será
E outra vez na passarela
Colorida e tão singela
O sangue novo faz toda gente vibrar

Sou, sou eu
Trazendo felicidade
Sou eu