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29.3.05

Eles (Personare) acertam todas!

Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03


Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Eles (Personare) acertam todas!

Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03


Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Eles (Personare) acertam todas!

Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03


Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.
Eles (Personare) acertam todas!

Sol na casa 10, lua na casa 6
29/03 (hoje) a 31/03


Sol e Lua entram em ângulo harmônico entre os dias 29/03 (hoje) e 31/03, Carla, agindo diretamente sobre as casas 10 (Sol) e 6 (Lua), o que favorece muito todas as questões práticas do seu dia-a-dia. Você se perceberá com muito mais organização por estes dias, conseguindo dar uma ordem às questões que lhe são caras e importantes. Estes são dias em que a responsabilidade chama, e você precisa dar ouvidos a estes chamados. Procure se dedicar aos seus afazeres importantes, deixando as questões românticas ou de lazer um pouco de lado por estes dias. Por várias razões, o astral está lhe dirigindo para o trabalho e a produção, seja profissional, seja estudantil.

23.3.05

De que somos feitos?


Outro dia estava assistindo a uma reportagem sobre estresse pós-traumático sofrido por quem passa pela experiência de um seqüestro na TV e me peguei conjecturando se o Washington Olivetto e o Abílio Diniz chegaram a padecer desse mal. E se foram vítimas dele, como se recuperaram tão rapidamente?

Será que os vencedores são assim porque tem uma capacidade maior de enfrentar e dar a volta por cima mesmo dos problemas mais terríveis sem desistir, sem perder a fé e a esperança? O que faz com que alguns sobrevivam emocionalmente enquanto outros soçobram num pesadelo sem fim?

Ontem minha irmã detalhava a cirurgia que terá que fazer nos olhos, enquanto eu comentava sobre os remédios que estou tendo que tomar para compensar o defeito congênito. Paramos de falar e começamos a rir porque estávamos soando patéticas, como duas velhotas, daquelas bem murchas, que só sabem falar de desgraça e doença. Fomos para a sala e nos juntamos ao restante da família para festejar meu aniversário, afinal foi por este motivo que ela venceu, à noite, num dia de semana, os 40 Km que separam nossas casas. Sem mencionar a volta. Por muito menos, acho que muita gente pararia a vida para apenas lamentar o diabetes e a cardiopatia na casa dos trinta.

Lembrei também da modelo tcheca Petra Nemcova que teve os ossos do quadril esfacelados contra um coqueiro no qual se agarrou para resistir à força da tsunami que devastou partes da Ásia e da África no último mês de dezembro. Ela manteve-se ali por 8 horas aguardando socorro. Apoiada nas muletas, hoje ela só pensa em participar de programas de cunho social. "Minha visão do mundo mudou completamente, bem como meus valores essenciais”, diz. Muitas pessoas que não saíram na capa da Sports Illustrated também sobreviveram com o mesmo tipo de atitude raçuda. Outras não.

E você? Está fomentando traumas ou erguendo as mangas da camisa? Está na cozinha se lamentando das contingências do viver ou está na sala celebrando a vida? Está chorando pela pélvis fraturada ou procurando descobrir como fazer deste mundo um lugar melhor? Está agarrado ao coqueiro ou deixando-se levar pela cotidiana tsunami?

22.3.05

Sérgio Cardoso
Marcel Marceau
Jorge Benjor
Berta Loran
Vladimir Brichta
Monah Delacy
Akira Korosawa
Reese Witherspoon
Lena Olin
Cole Hauser
Fanny Ardant
Iben Hjejle
Matthew Modine
Rhys Evans
William Shatner
Eu


Today is my day
Today is my birthday
Happy happy birthday to me

19.3.05

DEZ frases de um repolho
(Lula Branco Martins)

Coisas que a garotada anda falando por aí. E que fazem, de cada um deles, uma verdura em potencial


1. ''Estudar História pra quê?'' É só isso que eles questionam na vida. Disciplinas como História, Filosofia e Literatura, as humanidades enfim, não fazem a cabeça dos jovens repolhos. Dá a impressão que eles se bastam em sua ignorância.

2. ''Chaplin? É muito chato!'' É, eles acham chato tudo que é patrimônio cultural da humanidade. Deviam ser amarrados na cadeira, forçados a ver obras-primas.

3. ''Política e religião não se discutem.'' Frase que os repolhos repetem pois não sabem nada, não se informam. Como então discutir alguma coisa?

4. ''Ler dá uma dor de cabeça...'' Sim, pois a dita cuja está enferrujada. Porque esses vegetais não lêem livros, jornais, revistas, e aí ficam todos travados.

5. ''Só no Brasil mesmo!'' Bordão que os repolhos levarão para a vida adulta se não se interessarem em conhecer melhor o que acontece pelo mundo.

6. ''Não ouço Beatles, não são do meu tempo.'' Nem Beatles, nem Tom, nem Bach. Nenhum clássico é do tempo de um repolho que só ouve bodegas na TV.

7. ''Papo intelectual me deixa irritado!'' Claro, afinal de contas, pensar, refletir, criticar e questionar deve machucar demais essas cabecinhas de verdura.

8. ''Ooooi, tem alguém na sala?'' Melhor frase deles na internet. Daí em diante é ''gatinho'' pra cá e ''como você é?'' pra lá, numa grande rede de repolhagem virtual.

9. ''Que corpo sarado!'' Ninguém diz que um amigo ou amiga tem uma ''cabeça sarada''. Só corpo vale. Não percebem que as mentes estão doentes.

10. ''Num sei...'' O professor pergunta: ''Entendeu?'' O aluno balança a cabeça e diz: ''Entendi.'' O mestre prossegue: ''Explica!'' O repolho não consegue.



(fonte)
VEM, VENTO

Ruminar arrependimento, preocupação e angústia não faz o meu estilo. Geralmente minha cabeça, já bem educada neste aspecto, não se perde nesses labirintos. Porém sempre tem aquela noite em que o sono custa a vir ou aquele dia mais turvejante em que a gente se descobre a um passo dessas armadilhas.

Uma coisa que gosto de mentalizar nessas horas é uma nuvenzinha bem escura e pesadona, daquelas que a gente vê por sobre a cabeça de tanta gente por aí. Então cantarolo:

“Vem, vento
Caxinguelê
Cachorro do mato
Quer me morder”


Ou em casos mais urgentes, evoco rapidamente: “Vento!” ou “Sopro!” ou ainda simples e onomatopeicamente “Fuuuuuuu!”.

Quando o que tenta se apossar de mim são lembranças tristes, esconjuro com “Algodão-doce!”. Dá pra ficar melancólico pensando numa matéria etérea cor-de-rosa que sempre está cercada de sons e imagens infantis, música e festa? Entretanto ultimamente venho evitando fixar minha alma nisso, principalmente quando o sentimento negativo me acomete sob o edredon. É que vai me dando uma larica...

E acabei descobrindo outra palavra mágica: “Veleiro!”. O cheiro e o balanço suave do mar, o toque da brisa e do sol na pele, o horizonte, o céu...

Como açúcar na água, baixo astral se dissolve com lufadas de iodo, mesmo que apenas imaginário. É importante manter os cantos do espírito bem arejados.

18.3.05

A Farra na Câmara


CAMPANHA CONTRA A FARRA NA CÂMARA


Sabemos que sair às ruas é complicado devido a compromissos diários, então proponho que no dia 22/03/2005, todos ao saírem de casa vistam camisas/blusas pretas. Se você não tem amarre um lenço/pano preto no braço ou em qualquer lugar. Isto vai ser um sinal de repudio à palhaçada que virou a política Brasileira.
DEMONSTRE sua indignação!
Envie este texto ao maior número de pessoas.
A IDÉIA É FAZER ESTA MENSAGEM CHEGAR A MILHÕES DE PESSOAS .
Está marcado para o dia 22/03/2005, a campanha contra a farra na câmara.
Severino Cavalcanti, ganhou a presidência da câmara fazendo campanha prometendo aumento para os deputados.
Como é possível em um país , onde milhares de pessoas passam fome, deputados receberem aumentos absurdos como este que propõe o grande amigo do povo , Severino Cavalcanti.
Gente, o Brasil é um país viável. Não temos terremotos, furações, etc... O que precisamos é acabar com a corrupção que faz com que o povo viva oprimido com uma péssima distribuição de renda. Precisamos de gente que queira melhorar o país, e não de quem só pensa em si.
Esta vergonha nacional não pode acontecer. Deputados, senadores, vereadores, etc... devem ser tratados igual um trabalhador normal, com data base para aumentos e, se faltar tem que ter descontos. Sem auxilio paletó e mais um monte de auxílios que eles mesmos inventam .
O governador de Minas Gerais , que disse ter saneado as dívidas do estado, disse também , que se o aumento for aceito, Minas , que pôs suas contas em dia , não mais conseguirá pagar em dia porque o efeito cascata afetaria vários servidores do Estado.
VAMOS DAR UM BASTA .
O novo presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, disse que nós Brasileiros não nos importamos que o salário deles aumente de R$ 12.000,00 para + ou -R$ 22.000,00.
O que vocês acham disso? Para mim ninguém perguntou nada.....
A farra no Congresso Nacional:
Salário: R$ 12.000,00
Auxílio-Moradia: R$ 3.000,00
Verba para despesas: R$ 7.000,00
Verba para assessores: R$ 3.800,00
Verba de gabinete mensal: R$ 35.000,00 e tem mais...
- Direito a transporte aéreo: 04 passagens de ida e volta a Brasília/mês;
- Direito de contratar até 20 servidores para cada gabinete;
- Direito ao recebimento de 13º e 14º salários, no fim e no início de cada ano legislativo;
- Direito a 90 dias de férias anuais;
- Direito a folga remunerada de 30 dias;
ISSO TUDO É PARA CADA UM DOS 514 DEPUTADOS !!!!
DINHEIRO QUE SAI DOS COFRES PÚBLICOS, DO SEU BOLSO, CIDADÃO !!!

DEMONSTRE sua indignação! Envie este texto ao maior número de pessoas.

A IDÉIA É FAZER ESTA MENSAGEM CHEGAR A 110 MILHÕES DE ELEITORES . Duvido que a coisa não mude!!!! Quem sabe, este é um dos caminhos possíveis para mudar o país.
Uma tenta se apossar do que tenho de mais íntimo e gane imprecações às minhas costas a uma altura calculada, suficiente para que meu ouvido as perceba, mas não para que eu possa tomar qualquer atitude sem me deparar com um passive-aggressive "quem eu? imagine!". Devolvo música suave, cantarolada com toda doçura que eu consigo imprimir na minha voz e a deixo surpresa, confusa e furiosa por não ter atingido o intuito de arruinar meu dia. No meu CD player mental toca Riachão:

Ela quer me ver bem mal
Vá morar com o sete pele que é imortal


A outra discute uma idéia minha como sua, depois de tê-la rebatido com absoluta e inclemente veemência quando a apresentei, cuidando de inventar toda sorte de obstáculos para sua realização. Sorrio e elogio tudo o que sinceramente vejo de positivo nela. Isto vai entrar para o carma dela, não para o meu. Escrutina minhas palavras e meus atos com o indicador pronto para enrijecer-se em minha direção. Ela se rói. Eu me rio.

14.3.05

Os grupos femininos que compõem as Tendas e clãs do Sul completaram dez anos de existência e, hoje, envolvem mais de trezentas mulheres em diferentes cidades do RS e SC. Buscando celebrar esta trajetória, estamos lançando um livro que foi organizado por Lúcia D. Torres (mentora desta metodologia) e escrito por quarenta mulheres de diferentes idades, escolaridades, classes sociais, estado civil, opções políticas e religiosas, profissões... ( Tendas e clãs do sul - jornadas femininas de amor e cura. Ed. Dacasa)

Muitos livros teóricos já foram escritos sobre os arquétipos e a psiquê femininos. Quisemos demonstrar, através de nossas experiências de vida, como estes arquétipos se manifestam no nosso cotidiano doméstico e profissional. Fizemos questão de não interferir nos testemunhos recebidos, por isto, os textos têm estilos muito diferenciados, já que foram escritos em situações das mais variadas, algumas inspiradas pela dor, outras pela fé, outras pela alegria... Foram escritos, sobretudo, com o coração. Algumas mulheres preferiram usar pseudônimos, ou somente as iniciais de seu nome, ao invés assinar os textos com seus nomes pessoais. Foi oferecida e respeitada esta escolha.

Estas jornadas femininas de amor e cura têm contribuido para o resgate da inteireza de muitas mulheres e, por conseqüência, têm curado muitas feridas que elas traziam ainda abertas. Com isto, a família planetária vai-se curando também. Outros campos morfogenéticos vão surgindo porque estamos construindo relações mais harmoniosas, saudáveis, cooperativas, amorosas, verdadeiras e belas entre mulheres, entre mulheres e homens , entre mulheres, homens, o planeta Terra e o Universo.

Neste momento de rara beleza em nossa trajetória compartilhamos os frutos deste sonho. E oferecemos a todos os corações o aprendizado desta caminhada.

Lançamento oficial do livro (vendas e autógrafos) - dia 19/03/05, a partir das 18h, no Auditório do Banco Central ( R. 7 de setembro, 586 - Centro - atrás da Casa de Cultura Mário Quintana.

Valor do exemplar: R$ 20,00 (165 páginas) + despesas de envio (correio comum e/ou Sedex)



ÍNDICE

Poema de abertura
Por todas as nossas relações
A Tenda

·Introdução
"Artemísias Urbanas " - o porquê deste livro
Quem sou ?

·Cap. I - No tempo da Lua
A lua e a flor
As quatro faces da lua
A menarca
A passagem para a vida adulta
A voz das filhas
A voz das mães
A voz das avós
Da lua crescente para a lua cheia
Reflexões de uma garota de vinte e poucos anos
Poemas lunares

·Cap. II - Afrodite desde sempre
A sexualidade feminina - corpo, psique e seus mistérios
Encontrando Perséfone (ou a descoberta da sexualidade)
Resgatando a sacralidade do sexo
Quando Perséfone diz adeus a Deméter

·Cap. III - Nos desafios de Palas Athenas
Vestibular - um ritual de passagem dessacralizado
Professar a vocação, responder à promessa
Professora por opção
A coragem de mudar de rumo
A saia
As tecelãs
A história do xale
A história do tapete

·Cap. IV - Que (H)era vivemos?
A renúnciaO jogo
Desvelando mentiras e superando comodismos
Minhas escolhas
Coragem grande é dizer sim
Ritual de passagem
Sobre ser forte ou ser frágil
Minha história
Solidão a dois
Aprendendo a andar junto

·Cap. V - A vez de Deméter
Ser ou não ser ... mãe : eis a (difícil) questão
Gestações nunca são iguais
Maternidade e solidão
As escolhas dos filhos e os desafios dolorosos de Deméter
Mães e pais que dizem adeus
A fala de Perséfone
Adoção tardia

·Cap. VI - No tempo da Sábia
Menopausa
Tempo difícil
Tempo de renascer
Tempo de escutar, tempo de contar estórias
Aprendendo a me ouvir
Filhos que partem, o útero que sonha
A Bênção das avós

.Cap. VII - As Guardiãs da Chama
A Argonauta
Quando o Sagrado se revela
O cuidado em manter acesa a chama
A presença
Vivendo o Sagrado no cotidiano
Círculos que se abrem, mas não se rompem
Círculos femininos - ciclos femininos / testemunhos
O serviço planetário
As origens dos círculos femininos da Tenda da Terra e da Tenda da Lua
O movimento
Guardiães do Amanhã

13.3.05

- E então, filho, como se chama quem come de tudo?
- Guloso.
- Não. É o... o... o...
- Obeso!
- Onívoro, pelo amor de Deus, onívoro!


- Você nunca presta atenção no que eu digo. Você não me ouve e...
- Peraí! Pára de falar e me escuta! Claro que eu te ouço...


- Você sempre me contradiz. Tudo o que eu digo você diz que está errado.
- Não, não, não e não. De jeito nenhum! Você está errada. Eu concordo com tudo o que você diz.

23.2.05

Vera Malaguti: O medo e a violência interessam ao neoliberalismo
(Antonio Oséas)


O Jornal do Brasil, em sua edição deste domingo, citando pesquisa realizada pelo Instituto Gerp revela que o maior medo do carioca é a violência. O trabalho ouviu 400 moradores da cidade, de diversas regiões, todos com idade superior a 16 anos. Depois da violência, o maior medo é o desemprego, segundo a pesquisa. Para mergulhar na questão do medo, suas raízes e razões, (...) a editora Revan e a Livraria Argumento lançam o livro O Medo na Cidade do Rio de Janeiro ­ Dois tempos de uma história , escrito por Vera Malaguti em que o assunto é enfocado sobre a ótica da “cultura do medo”. (...)

De forma original e detalhada, Vera Malaguti enfoca em O medo na cidade do Rio de Janeiro a difusão do medo do caos e da desordem para neutralizar e disciplinar as massas empobrecidas, a partir da hegemonia conservadora. Para entender as bases do medo contemporâneo, Vera analisa os discursos sobre a segurança na conjuntura de pânico no Rio de Janeiro na década de 90 do século XX, paralelo ao estudo dos medos cariocas do século XIX, ao retratar a repercussão no Rio de Janeiro da revolta muçulmana escrava conhecida como a revolta dos Malês. Com isso ressalta as rupturas e permanências em relação aos medos de hoje.

Em entrevista exclusiva ao site da ABI, Vera afirma que “A inspiração para o livro veio da minha experiência na administração da "paranóia da segurança" e seus efeitos na guinada conservadora que aconteceu no Rio de Janeiro e no Brasil, a partir de 1994.Uma primeira área seria a da história cultural do medo e seu consecutivo impacto na vida social e política da sociedade”.

Vera é socióloga, mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense e doutoura em Saúde Coletiva pelo Insituto de Medicina Social da UERJ. Trabalhou com planejamento urbano e com planjamento social em vários projetos. Indicada pelo PDT, cujo Diretório Nacional integra, Vera trabalhou no Governo fluminense, nas duas gestões de Leonel Brizola.

Com sua experiência e sensibilidade social, Vera assegura que “Enquanto o medo servir para encobrir a necessidade de mudanças radicais na nossa sociedade, vamos assistir à escalada da brutalização e da barbárie que o neoliberalismo impõe à periferia do capitalismo. A cor do medo é a mesma. Se antes a fantasia era o quilombo, hoje o medo é o de que a garotada negra tome a praia, de arrastão. Enfim, que o morro desça - afirma Vera.

Segundo a socióloga, a cultura do medo é incentivada desde o século 19 pelas elites conservadoras para que a chamada ’’ordem social’’ seja mantida. A difusão do medo serve, assim, para detonar estratégias de disciplina e neutralização das massas pobres.

- Naquele tempo, o medo era de uma revolta dos escravos. Todos os discursos - o jurídico, o médico, o literário e o da imprensa - tratavam de disseminar este medo. Mas, ao analisar aquela sociedade hoje, é óbvio que ela estava pronta para explodir a qualquer momento, tantas eram as diferenças sociais e a hierarquização - observa Vera, que partiu da Revolta dos Malês (escravos muçulmanos que sabiam ler e escrever), na Bahia, em 1835, para fazer a pesquisa.

Na opinião da socióloga, não foram desenvolvidas políticas sociais para vencer o medo. Pelo contrário: o que se percebe, segundo Vera, é que as políticas criminais e penais dos dias de hoje são bastante parecidas com as do século 19.

- O medo induz ao conservadorismo e ao pedido por políticas duras. As pessoas querem penas mais longas, querem que o inimigo seja morto. E o que vemos é o extermínio da pobreza e de jovens negros de forma contínua - afirma Vera. - O medo é o fio condutor para esta paralisia que mantém nossa sociedade hierarquizada.

Sobre o papel dos meios de comunicação social para contrabalançar a “neurose social do medo”, Vera Malagutti afirma que “O papel da imprensa é fundamental. Eu acho que existe um grau de incompetência pela desinformação. O debate sempre exclui o que não se adapta ao "discurso único" que é econômico e também penal. A questão da violência e da segurança acaba caindo num círculo vicioso que se arrasta na história do Brasil. Na conjuntura em que eu trabalho o século XIX no Brasil, há uma mobilização intensa no sentido de que a Independência se traduza num processo de emancipação do povo brasileiro. As revoltas dos Malês na Bahia, dos Cabanos no Pará, dos Farrapos no Rio Grande do Sul também foram criminalizadas pelo conservadorismo da época. O medo produz conservadorismo.

Vera relembra o papel da imprensa no famoso episódio dos “arrastões” de 1992: “Se você analisar a imprensa, arrastão só aconteceu naquela conjuntura. Acontecimentos análogos que aconteceram depois tinham outras denominações, como briga de gangues etc... O "medo do arrastão" faz parte do imaginário de uma elite que acha que os pobres não devem frequentar a orla porque "sujam", atrapalham a paisagem etc... É uma cisão urbana apartadora. Muita gente reclamou quando Brizola ligou, através de transporte coletivo, a Zona Norte à Zona Sul pelo Túnel Rebouças. Eu lembro de um artigo, se não me engano do JB, que ironizava este sentimento e que se chamava: Sombras suburbanas nas areias de Copacabana, ou algo assim. O já esquecido factóide do Piscinão de Ramos, que foi até cenário de novela da Globo, cumpria esta missão: desestimular o acesso às praias.

Vera defende, com veemência uma nova maneira de encarar a relação pobreza-violência: “Eu acho que a relação entre a questão social e a violência não é no sentido de que a pobreza produza violência. O que acontece é que o capitalismo contemporâneo exclui pelo social e inclui pelo penal. Ou seja, a pobreza é criminalizada. “No meu outro livro "Difíceis ganhos fáceis - Drogas e juventude pobre no Rio de Janeiro" eu demonstro como o estereótipo muda de acordo com o perfil do jovem envolvido com drogas. O principal é compreender que o neoliberalismo destrói o Estado Previdenciário para construir o Estado Penal. Os excluídos das "reformas" serão "atendidos" pelo sistema carcerário. Estamos assistindo a um momento histórico único de magnificação enlouquecida dos sistemas penais. É como se tivéssemos desistido de enfrentar a questão social pela educação, reforma agrária, políticas de emprego para nos deixar levar pela policização da vida pública e privada. O importante é não mudar nada: manter a hieararquização, a desigualdade e o sistema de subcidadania do século XIX.

A autora aproveita para reforçar a idéia de que a Igreja, no começo da era moderna, de forma sábia manipulou e orientou os medos populares para consolidar seus interesses. Ressalta ainda que o medo coletivo foi de extrema importância na construção da sociedade urbana no Brasil. Esse medo invadiu e danificou vários segmentos da vida carioca. E até hoje esses medos são alimentados pelas elites urbanas para assegurarem seus objetivos, assim como o fazia a Igreja. Em um segundo momento, tal estudo enriquece uma outra área da investigação social: a da sociologia histórica da escravidão e seus consecutivos efeitos colaterais (incluindo a formação das hierarquias sociais). Vera afirma que a escravidão exerceu uma enorme influência sobre a divisão e organização da sociedade contemporânea. Nisso incluem-se discursos, práticas de instituições, como a medicina e a saúde pública, política, imprensa, e o não menos importante controle da criminalidade. Analogamente sugere que o policiamento seletivo, influenciado e guiado por classe e cor, onde o desrespeito a direitos fundamentais são violentados sem o menor pudor, nasceu ainda no conturbado período imperial, quando o racismo foi fundido ao senso comum da sociedade. O que nos leva a uma terceira área da investigação social: a antropologia da contenção material e simbólica das classes baixas na cidade. Encontramos então uma intensa mistura de penalização com racialização, ocasionando a “demonização da ralé”, como cita Loïc Wacquant (responsável pelo prefácio do livro). O que acaba por tornar impossível a separação da idéia de criminalidade da multidão urbana. O medo na cidade do Rio de Janeiro não se destina apenas a pesquisadores. Ele possibilita uma maior elucidação a cidadãos comuns que tiverem interesse em desvendar as razões pelas quais o “medo do outro” e a violência criminal tornaram-se obsessões da sociedade contemporânea, e o por quê das políticas de segurança públicas serem fadadas ao fracasso.
Passeios em Grupo dos "Amigos do Rio"


O passeio 1, dia 12 / 03 / 05, será na Lagoa Rodrigo de Freitas com a participação especial do Biólogo Mário Moscatelli.

O passeio 2, dia 19 / 03 / 05, será no Passeio Público e na Cinelândia com a participação especial do Jornalista Leonardo Ladeira (editor do site www.passeiopublico.com.br/maispasseio ) e da Arquiteta Vera Dias (Chefe da divisão de Monumentos e Chafarizes da Fundação Parques e Jardins da Prefeitura do Rio)

O grupo “Amigos do Rio” foi criado com o objetivo primordial de promover, possibilitar e facilitar o encontro cultural e social dos cariocas com a sua cidade e seus espaços públicos. O Grupo “Amigos do Rio” é um projeto inédito na cidade e é uma iniciativa do Espaço e Expressão e dos Arquitetos e Urbanistas Abraão Dahis e Antônio Agenor de Melo Barbosa, ambos com muitos anos de experiência docente e na realização de atividades e eventos culturais.

Informações e inscrições: cursoseeventos@plantabaixa.com / tel: (21) 2548 8022 e (21) 3287 3262

Passeios em Grupo

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Grupo Amigos do Rio

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PASSEIO 1


"Procurando a capivara na Lagoa" - Sábado, 12 de março

Responsável: Espaço e Expressão

Informações:

Primeiro Encontro: O primeiro encontro social e cultural dos “Amigos do Rio” já está marcado e será no dia 12 de março de 2005 (sábado) na Lagoa Rodrigo de Freitas com um passeio intitulado “Procurando a Capivara na Lagoa”.

Ficha Técnica:

A Lagoa nunca esteve tão bem falada como nos últimos tempos aqui na cidade. Objeto de crônicas memoráveis de jornalistas e escritores como Carlos Heitor Cony da Folha de São Paulo e Cora Rónai do Jornal O Globo, este é um espaço simbólico e cartão postal do Rio. A revitalização do seu entorno com a implantação de quiosques, a celebração anual do Natal pela frondosa e luminosa árvore flutuante, a manutenção cuidadosa dos manguezais fruto do trabalho do Biólogo Mário Moscatelli e mais recentemente a descoberta de diversos animais que habitam aquele ambiente como o caso da famosa Capivara da Lagoa, faz daquele espaço um local privilegiado em que a história e o cotidiano da cidade podem ser percebidos com destaque.
Guiados pelo Professor Antônio Agenor Barbosa e munidos com suas respectivas máquinas fotográficas e/ou cadernos de desenho e croquis, os Amigos do Rio percorrerão a orla da Lagoa com o intuito de fotografar e desenhar algumas cenas e paisagens que serão objeto de uma futura premiação para a melhor imagem criada após o evento.

Participação especial: Biólogo e Professor Mário Moscatelli

Roteiro e atividades culturais previstas:

O nosso passeio a pé compreenderá alguns trechos do entorno de 7,5 km de extensão da Lagoa Rodrigo de Freitas que compõem parte de um espaço fundamental no desenvolvimento e na ocupação urbana de toda a Zona Sul do Rio de Janeiro. Os limites de seu espelho d’água que outrora ocupavam áreas muito maiores do que as atuais, foram paulatinamente sendo subtraídos para dar espaço ao surgimento de bairros como Jardim Botânico, Ipanema e Leblon por onde avançam seus limites nos dias de hoje. Chamada pioneiramente pelos índios Tamoios de Piraguá (água parada) e, posteriormente, de Socopenapã devido à grande quantidade de aves ribeirinhas chamadas de Socós, a orla da Lagoa também é um exemplo de importantes realizações como é o caso da Obra do Berço, na Fonte da Saudade, que é a primeira obra construída (e ainda de pé), em 1936, pelo então jovem arquiteto carioca Oscar Niemeyer. Em toda a orla da Lagoa também existem importantes obras de arquitetos como Paulo Casé e Edmundo Musa e também a Reserva Ambiental que constitui o Parque da Catacumba onde se localiza o Pico do Sacopã com 134 m de altura. A história do Parque também é importante, pois ali se localizava a Favela da Catacumba que foi removida pelo então Governador da Guanabara Carlos Lacerda. Hoje a referida área integra a Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro dos Cabritos. Também é o lugar onde os principais clubes do Rio mantêm suas sedes náuticas para a realização de tradicionais competições de remo; esporte este que, de fato, originou clubes como Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo todos pioneiramente clubes de regatas e não de futebol.

Quando: sábado, dia 12 de março de 2005 **

Horário: das 9:30h até as 13:00h

Ponto de encontro: às 9:30h no deck dos pedalinhos em frente ao Corte do Cantagalo, na Lagoa Rodrigo de Freitas

** Em caso de chuva no dia e na hora do evento, o passeio fica automaticamente transferido para o sábado seguinte no mesmo local e horário.

INSCRIÇÃO: Pelo site da Espaço e Expressão: www.plantabaixa.com

MAIS INFORMAÇÕES: Pelos telefones: (21) 2548 8022 e (21) 3287 3262


PASSEIO 2


“Dos jacarés do Mestre Valentim às louras do Amarelinho” - Sábado, 19 de março

Responsável: Espaço e Expressão

Informações:

Segundo Encontro: O segundo encontro social e cultural dos “Amigos do Rio” já está marcado e será no dia 19 de março de 2005 (sábado) no Passeio Público e na Cinelândia, com uma visita intitulada “Dos jacerés do Mestre Valentim às louras do Amarelinho.”

Ficha Técnica:

O Passeio Público é o primeiro parque urbano do Brasil e, sem exageros, um dos mais importantes parques do mundo. Obra máxima de Mestre Valentim no século XVIII e, posteriormente no século XIX, objeto de intervenção do paisagista francês Glaziou, o Passeio Público foi recentemente restaurado pela Prefeitura e pela Fundação Parques e Jardins da Secretaria de Meio Ambiente. Da Cinelândia, ali ao lado do Passeio Público, o que podemos falar? Trata-se de um dos espaços do Rio de Janeiro mais conhecidos em todo o Brasil e espécie de caixa de ressonância de diversas manifestações sociais, culturais e políticas que ainda fazem desta cidade a Capital Cultural e simbólica do Brasil. Os mais velhos devem se lembrar que a Cinelândia foi palco da famosa Passeata dos Cem Mil e, os mais novos, sabem que em 1992, os "carapintadas" foram para as ruas para derrubar o Presidente Collor, o que provocou o seu impeachment (impedimento). Guiados pelo Professor Antônio Agenor Barbosa e munidos com suas respectivas máquinas fotográficas e/ou cadernos de desenho e croquis, os Amigos do Rio percorrerão o Passeio Público e a Cinelândia com o intuito de fotografar e desenhar algumas cenas, edifícios e paisagens que serão objeto de uma futura premiação para a melhor imagem criada após o evento.
Participação especial: Jornalista Leonardo Ladeira – Editor do Site Passeio Público e da Revista Mais Passeio. (www.passeiopublico.com.br/maispasseio) e da Arquiteta Vera Dias - Chefe da Divisão de Monumentos e Chafarizes da Fundação Parques e Jardins da Prefeitura do Rio.

Roteiro e atividades culturais previstas:

O nosso passeio a pé compreenderá os jardins do Passeio Público e toda a Praça Floriano, mais conhecida como Cinelândia, a terra do cinema; haja vista que foi naquela área que os belos edifícios que abrigavam as primeiras salas de projeção de filmes na cidade foram instalados. Hoje, a Cinelândia e todo o seu entorno passam por um importante processo de revitalização como é o caso da restauração já concluída do Passeio Público e do Cinema Odeon e também as que estão em obras como a do Cine Palácio ( em estilo Mourisco) e a do Museu Nacional de Belas Artes localizado na Avenida Rio Branco; via aberta pelo Prefeito Pereira Passos que governou o Rio de Janeiro no início do século XX. Edifícios como a Sala Cecília Meireles (onde funcionou o Grande Hotel até 1948 e posteriormente o Cinema Colonial na época em que o Rio era Capital do Brasil), a Biblioteca Nacional (a oitava maior biblioteca do mundo em acervo e a maior da América Latina), o Teatro Municipal (inspirado no Palais Garnier, o l'Opéra de Paris) dentre outros serão objeto de visita e de informações históricas e arquitetônicas passadas aos “Amigos do Rio” que participarem deste evento. Sobre o Passeio Público podemos dizer que foi uma das mais importantes obras do Rio de Janeiro na época da colônia e por ali passaram artistas fundamentais para as artes no Brasil como o Mestre Valentim (autor do bonito chafariz ainda de pé na Praça XV) e o renomado paisagista francês Auguste Glaziou, autor de projetos paisagísticos como o Campo de Santana e a Quinta da Boa Vista.

Quando: sábado, dia 19 de março de 2005 **

Horário: das 9:30h até as 13:00h

Ponto de encontro: às 9:30h na Rua do Passeio em frente ao Portão Principal de acesso ao Passeio Publico. (Referência: em frente às lojas Americanas)

** Em caso de chuva no dia e na hora do evento, o passeio fica automaticamente transferido para o sábado seguinte no mesmo local e horário.

INSCRIÇÃO: Pelo site da Espaço e Expressão: www.plantabaixa.com

MAIS INFORMAÇÕES: Pelos telefones: (21) 25488022 e 32873262

Mais Informações:

Objetivo: O grupo “Amigos do Rio” foi criado com o objetivo primordial de promover, possibilitar e facilitar o encontro cultural e social dos cariocas com a sua cidade e seus espaços públicos.

Público alvo: Qualquer cidadão, de 8 a 80 anos, que tenha real interesse em conhecer a história e a cultura da cidade e do seu povo, da sua arquitetura, da sua evolução urbana e que, sobretudo, seja um verdadeiro carioca - de nascimento ou de adoção, morador do Rio ou que esteja aqui de passagem - apaixonado por esta Cidade Maravilhosa.

Promoção: O Grupo “Amigos do Rio” é um projeto inédito na cidade e é uma iniciativa do Espaço e Expressão e dos Arquitetos e Urbanistas Abraão Dahis e Antônio Agenor de Melo Barbosa, ambos com muitos anos de experiência docente e na realização de atividades e eventos culturais.

Reserve logo a sua vaga para os próximos encontros dos “Amigos do Rio”:

1) Sábado, dia 2 de abril de 2005: Avenida Pasteur e Urca

2) Sábado, dia 16 de abril de 2005: Largo do Machado e Catete

16.2.05

Maldita seja essa coisa assassina
Que se vende em quase toda esquina
E que passa por crença, ideologia, cultura, esporte
É, no entanto, só doença
Monotonia da loucura da morte


Coisa Assassina
(Gilberto Gil e Jorge Mautner)

11.2.05

"Eu sou relativamente tímido e sou capaz de humildade, mas não sou modesto. Não tenho vontade de me desvalorizar (ou de me valorizar através do estratagema de subestimar-me para provocar protestos) nem tenho vergonha de reconhecer explicitamente valor ou grandeza no que eu faça ou mesmo em algumas características pessoais."
(Caetano Veloso)
Depois de tudo, seu último ato ali foi, diante do espelho do hall de entrada, passar o batom.

Dissimulando disposição, atravessou o batente puxando a maçaneta no mesmo movimento.

O sol já quente fustigou-lhe os olhos. Ignorou a sugestão do lazer proibido.

Sua mente localizou os óculos escuros esquecidos sobre a mesa da sala. Estavam bem ao lado das chaves do carro e daquela porta que se trancava por fora ao ser batida.

Definitivamente era uma segunda-feira.

10.2.05

"Há sempre alguma loucura no amor. E há sempre um pouco de razão na loucura."
(Nietzsche)

"A pior das loucuras é pretender ser sensato num mundo de doidos."
(Erasmo)

"Há uma fina linha entre genialidade e loucura. Eu apaguei essa linha."
(Oscar Levant)

"A loucura é o sonho de uma única pessoa. A razão, é sem dúvida, a loucura de todos."
(André Suarés)

"Se o doido persistisse na sua loucura, tornaria-se sensato."
(William Blake)

"Louco (adjetivo): afetado por um alto grau de independência intelectual."
(Ambriose Bierce)

"As coisas mais belas são ditas pela loucura e escritas pela razão."
(André Gide)

Seleção de frases publicadas na Revista Vida em 5 de fevereiro de 2005
"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas, valeu a intenção da semente."

(Henfil)