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28.11.05

Mais um capítulo da séria série Só tenho amigo chic!.
Episódio de hoje "Graça Lima" e "Roger Mello"

(Mas também pode ser considerado um manifesto a favor de boas notícias, porque elas também existem)

O Brasil com exclamação
País ganha charge de quase meia página no 'Le Figaro'


(Ziraldo)

(...)
De fato, nós, brasileiros, devíamos escrever o nome do Brasil, sempre, com um ponto de exclamação no final. Apesar dos nossos imensos problemas de imagem para uso externo, apesar de toda a violência nacional, andando pelo mundo como tenho andado, chegando agora em Paris, vindo de Montevidéu, Buenos Aires e Miami - imaginem! - e a caminho da Itália, sempre que informo que sou do Brasil, com todas as más notícias que vêm daí, ouço, de volta, o nome do meu país ser pronunciado com alegre exclamação.

(...)
A notícia que ora mando de Paris é que, desta vez, o Sérgio Porto não poderia repetir a frase irônica. A presença do Brasil na França, este ano, foi, quase que se pode dizer, avassaladora. Por exemplo: os autores de livros infantis Roger Mello e Graça Lima, que estão aqui também representando o Brasil na Feira do Livro Infantil de Montreuil, me contam que, falando numa escola de um desses banlieus franceses de incendiários de automóveis, numa biblioteca para crianças não francesas, estas se encantaram com um fato. Crianças de origem portuguesa informaram a eles que, por causa desta nova descoberta do Brasil, estão perdendo o acanhamento de falar português.

Abrindo as páginas do Le Figaro da última quarta-feira deparo com esta manchete de sete colunas: ''O Ano do Brasil faz crescer a atração pelo português''. Numa matéria de meia página, o jornal comenta este fato e Jean-Michel Blanchet, reitor da Academia de Guiana, declara, entre outras coisas, que ''a tradição brasilianista está bastante viva''. Fala também do aumento significativo da freqüência de alunos de língua portuguesa e de planos concretos para incrementar programas de ensino da língua em instituições de ensino francesas.
(...)

(leia todo o artigo)

22.11.05

Faxina nos mitos
Lia Luft*


"Boa parte de nossa infelicidade nasce do fato de vivermos rodeados por mitos. Deixamos que aflorem e construímos em cima deles a nossa desgraça"



Boa parte de nossa infelicidade ou aflição nasce do fato de vivermos rodeados (por vezes esmagados ou algemados) por mitos. Nem falo dos belos, grandiosos ou enigmáticos mitos da Antiguidade grega. Falo, sim, dos mitinhos bobos que inventou nosso inconsciente medroso, sempre beirando precipícios com olhos míopes e passo temeroso. Inventam-se os mitos, ou deixamos que aflorem, e construímos em cima deles a nossa desgraça.

Por exemplo, o mito da mãe-mártir. Primeiro engano: nem toda mulher nasce para ser mãe, e nem toda mãe é mártir. Muitas são algozes, aliás. Cuidado com a mãe sacrificial, a grande vítima, aquela que desnecessariamente deixa de comer ou come restos dos pratos dos filhos, ou, ainda, que acorda às 2 da manhã para fritar (cheia de rancor) um bife para o filho marmanjo que chega em casa vindo da farra. Cuidado com a mãe atarefada que nunca pára, sempre arrumando, dobrando roupas, escarafunchando armários e bolsos alheios sob o pretexto de limpar, a mãe que controla e persegue como se fosse cuidar, não importa a idade das crias. Essa mãe certamente há de cobrar com gestos, palavras, suspiros ou silêncios cada migalhinha de gentileza. Eu, que me sacrifiquei por você, agora sou abandonada, relegada, esquecida? E por aí vai...

Ou o mito do bom velhinho: nem todo velho é bom só por ser velho. Ao contrário, se não acumularmos bom humor, autocrítica, certa generosidade e cultivo de afetos vários, seremos velhos rabugentos que afastam família e amigos. Nem sempre o velho ou velha estão isolados porque os filhos não prestam ou a vida foi injusta. Muitas vezes se tornam tão ressequidos de alma, tão ralos de emoções, tão pobres de generosidade e alegria que espalham ao seu redor uma atmosfera gélida, a espantar os outros.

E o mito do homem fortão, obrigado a ser poderoso, competente, eterno provedor, quando esconde como todos nós um coração carente, uma solidão fria, a necessidade de companhia, de colo e de abraço – quando é, enfim, apenas um pobre mortal.

Falemos ainda no mito da esposa perfeita, aquela da qual alguns homens, enquanto pulam valentemente a cerca, dizem: "Minha mulher é uma santa". Sinto muito, mas nem todas são. Eu até diria que, mais vezes do que sonhamos, somos umas chatas. Sempre reclamando, cobrando, controlando, não querendo intimidades, ocupadas em limpar, cozinhar, comandar, irritar, na crença vã de que boa mulher é a que mantém a casa limpa e a roupa passada. Seria bem mais humano ter braços abertos, coração cálido, compreensão, interesse e ternura.

O mito de que a juventude é a glória demora a ruir, mas deveria. Pois jovem se deprime, se mata, adoece, sofre de perdas, angustia-se com o mercado de trabalho, as exigências familiares, a pressão social, as incertezas da própria idade. A juventude – esquecemos isso tantas vezes – é transformação por vezes difícil, com horizontes nublados e paulatina queda de ilusões. É fragilidade diante de modelos impossíveis que nos são apresentados clara ou subliminarmente o tempo todo.

Enfim, a lista seria longa, mas, se a gente começar a desmitificar algumas dessas imagens internalizadas, começaremos a ser mais sensatamente felizes. Ou, dizendo melhor: capazes de alegria com aquilo que temos e com o que podemos fazer numa vida produtiva, porque real.


Fonte: Revista Veja Edição nº 1901, 20/04/2005.

21.11.05

Fui, adorei e recomendo:



[saiba mais]
"A salvação do mundo está no coração do homem."
(Vaclan Havel)

"Quem não confia o bastante não será digno de crédito."
(Lao Tsu)

"Existe feito mais nobre no mundo do que servir ao bem comum? Este é o culto: servir à humanidade."
(Abdu-Bahá)

"Nós não vemos as coisas como elas são. Vemo-las como nós somos."
(Talmude)

"O que a lagarta chama de fim da vida o mestre chama de borboleta."
(Richard Bach)

17.11.05

Já contei que minha madrinha de casamento, Cristina Portella, tem uma obra na exposição sobre a obra de Caymmi? Pois a Cris, que tem um quadro representando uma das músicas do ilustre baiano no Paço Imperial, está acompanhada de gente do quilate de Ziraldo, Rosa Magalhães, Lan, Andrucha Waddington, Adão Iturrusgarai e mais uma pá de gente talentosa. Só tenho amigos chics, como vocês sabem...

Hoje tem um texto delicioso do Renato Lemos no JB falando da exposição.


Eu quero ser Dorival Caymmi

Que mané John Malkovich que nada! Se a vida fosse um pouquinho mais justa com a gente, seríamos todos Dorival Caymmi. Inclusive as mulheres. Todos. Todos com cabeça branca, bigodes brancos, camisas listradas e chinelos de dedo. Nasceríamos todos na Bahia, mas elegeríamos o Rio de Janeiro para viver o resto de nossas vidas. Teríamos sorte. A gente se casaria com a dona Stella, uma mulher bonita, de cabelos brancos, bigodes brancos, camisa listrada e chinelo de dedo. E arrumaríamos um punhado de filhos só pelo prazer de um dia cantar com eles. Teríamos o Jorge Amado como parceiro. E o mar também. Dormiríamos em rede. Viveríamos mais de 90 anos. E seríamos felizes, todos, com certeza.

A impressão de que a felicidade é uma coisa possível gruda na gente quando saímos da exposição
Dorival Caymmi - O som da música, no Paço Imperial. Ali estão 80 de suas músicas interpretadas das mais diversas formas por 80 artistas.

(leia mais)

(A IMAGEM DO SOM DE DORIVAL CAYMMI - Paço Imperial (Praça XV de Novembro, 48, Centro Tel.: 2533 4491 / 2533 7762). De Ter a Dom, das 12h às 18h. Entrada Franca - Até 29/1/6.)

11.11.05

Tenho a fonte, mas não o autor, se você souber, por favor, me salve da ignorância. Os grifos são meus.



Como se proteger da fofoca



Não adianta se iludir: é impossível evitar 100% das fofocas sobre você. Mas por quê? Pare para pensar quantas fofocas você ouviu, leu ou fez hoje. Viu? Não? Então observe até o final do dia quantas vezes ela vai cruzar o seu caminho... A fofoca é uma compulsão humana.

Esse é o passatempo (e a profissão) de muita gente. Além disso, a fofoca existe há milhares de anos e pasmem: tem até um pesquisador americano, Frank McAndrew, que diz que ela é um instinto, e que foi essencial para a evolução da nossa espécie.

Porém, não são poucas as pessoas prejudicadas diariamente por esse hábito. Se nós, simples mortais, sentimos muitas vezes o peso do falatório, imagine só as celebridades. Pois é, os famosos são os maiores alvos da fofoca em grande escala. A mídia tem seus maiores índices de venda e de audiência quando o assunto é falar sobre a vida alheia. Portanto, quanto mais popular, mais difícil se livrar das maledicências.

Mas, mesmo parecendo bastante difícil evitar, consultamos psicólogos e uma psicopedagoga para nos dar dicas de como se proteger da fofoca:

1- TUDO O QUE VAI, VOLTA
Você já ouviu aquela expressão: "tudo o que vai, volta"? Funciona mais ou menos como a 3.ª lei de Newton: "Se um corpo A aplica uma força sobre um corpo B, este corpo B aplicará simultaneamente uma força de igual intensidade e direção, mas sentido contrário, sobre o corpo A".
Parece papo mala de professor, mas veja como faz sentido: se você fica falando sobre a vida alheia, abre espaço para que os outros falem da sua. Segundo ponto: as pessoas que estão ouvindo os comentários, sejam eles do bem ou do mal, vão pensar: "um dia ela também pode falar de mim". E assim sendo, você vai acumulando antipatias...

2- NÃO FAÇA AOS OUTROS AQUILO QUE NÃO QUER QUE FAÇAM À VOCÊ...
Quando for falar algo sobre alguém, ou ainda, quando estiver em uma roda e alguém começar a contar a "última" para o pessoal, pare para lembrar das vezes que falaram sobre sua vida. Ponha a memória para funcionar e tente lembrar o que você sentiu. Raiva? Vergonha? Tristeza? Lembrar da sua própria experiência de sofrimento como alvo de fofocas evita fazê-las, além de dificultar que você volte a ser a vítima...

3- AFASTE-SE DO "DIZ-QUE-DIZ-QUE"
O ouvinte da fofoca também é cúmplice. Se você não der ouvidos ao fofoqueiro, não haverá fofocas. Se perceber que se trata de uma fofoca, tente desviar o assunto para outro mais agradável.
Questione o fofoqueiro(a) sobre as veracidades dos fatos e se ele(a) assumiria o que está sendo dito, e se falaria diretamente para a pessoa envolvida.
Seja franca e transparente dizendo que não gosta de discutir estes assuntos sem todos os envolvidos estarem presentes, e sai fora da conversa.
Lembre-se sempre de que um dia esta pessoa pode estar falando de você.
É lógico que, quanto mais você se envolver em rodas e grupinhos que curtem uma fofoca, mais chance você tem de virar a ‘bola da vez’ e ter a vida pessoal exposta.

4- IDENTIFIQUE A AUTORA DAS "TRIANGULAÇÕES"
Esse é um termo usado pela psicologia para nomear a famosa fofoca. Ter alguém com quem conversar é muito importante, mas preste atenção e conheça muito bem a pessoa que escolheu para abrir suas questões.
Crie relacionamentos confiáveis e duradouros. Assim sendo, quem é que vai ter coragem para falar de você? É muito importante ser sempre uma pessoa transparente, sincera e amiga.

5- NINGUÉM É DE FERRO!
Assim como é impossível erradicar a fofoca sobre você, também não dá pra viver sem se interessar pelo que acontece com os outros. Mas vamos combinar: antes de passar à frente um assunto, verifique a realidade dos fatos, cheque varias fontes de informação e sua confiabilidade. Se ela for do bem, e verdadeira, não há tanto problema em comentar. O problema está nas más intenções e nas invenções. Verifique também se este assunto lhe diz respeito, se você perde ou ganha com ele. Este tempo para pensar muitas vezes faz você perder a vontade de falar.

6- USE A FOFOCA A SEU FAVOR
O que falam sobre você pode ser um feedback sobre suas atitudes e comportamento. Geralmente as fofocas são negativas, mesmo assim, analise o que está sendo dito. Você pode estar provocando este tipo de comportamento nas pessoas.

7- O MAIOR SOFRIMENTO PARA OS (AS) FOFOQUEIROS (AS) É SENTIR QUE O VENENO NÃO ENFRAQUECEU A VÍTIMA.
Não alimente o que está sendo dito, seja se defendendo com justificativas ou partindo para agressão verbal ou física. Quem faz fofocas tem um poder de sedução sobre pessoas ainda mais inseguras que elas, portanto, se você der bola estará incentivando a fofoca. A polêmica faz com que o assunto fique mais interessante...

8- MORDA A LÍNGUA
Ser fofoqueira também pode ser como uma doença. Quanto mais fizer, mais fará, e pior é que será vista e classificada como tal. Se este é o seu caso, ao levantar, se comprometa em ficar algumas horas sem falar da vida alheia e quando esse prazo vencer, refaça o seu compromisso.

(fonte)

10.11.05

CORUJICE POUCA É BOBAGEM!

Os dois lançamentos do novo livro do Pedro bombaram. Veja as fotos aqui.

Se você nao pôde ir e quer adquirir o seu exemplar (R$ 10,00 + custos de envio, se vc estiver longe) é só me pedir. Se está em dúvida se deve ou não adquirir esta obra, faça uma visita ao site do jovem escritor e tire suas conclusões.

9.11.05

A CANÇÃO, A VOZ E O VIOLÃO

Nessa semana, dias 09 (quarta), 10 (quinta) e 11 (sexta) MARIANNA LEPORACE e WILLIANS PEREIRA faremos nosso show “A CANÇÃO, A VOZ E O VIOLÃO” na SALA FUNARTE, lugar onde tocamos juntos pela primeira vez, numa bela homenagem ao compositor Sidney Miller.

Dia 09, quarta-feira, o espetáculo conta com a presença da pianista SHEILA ZAGURY, para uma participação especial, onde serão lembrados alguns momentos do show “SÃO BONITAS AS CANÇÕES”.

Dia 10, quinta, será a vez de FERNANDO LEPORACE, dividir o palco com a dupla para mostrar algumas de suas belas composições.

E no dia 11, sexta-feira, o “recém nascido” trio FOLIA DE TRÊS, fará uma prévia do show de lançamento do CD “PESSOA RARA – IVAN LINS 60 ANOS”.

Ou seja, serão muitos momentos de fortes emoções e vocês não poderão perder esses três dias de festa!!!!

SERVIÇO:

Dias 09,10 E 11 DE NOVEMBRO
SALA FUNARTE SIDNEY MILLER
Rua da Imprensa,16 - Palácio da Cultura Gustavo Capanema,
Centro, Rio de Janeiro
Metrô Cinelândia - saída Pedro Lessa
ingressos: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia)
telefones 2240-5151 / 2279-8087


Visite o Blog:
www.mariannaleporace.blogger.com.br
Conhecendo o Rio a pé durante o PROJETAR 2005

PROJETAR 2005 II Seminário sobre Ensino e Pesquisa em Projeto de Arquitetura: Rebatimentos, Práticas e Interfaces

http://www.fau.ufrj.br/proarq/projetar2005

O Rio de Janeiro, famoso por suas montanhas cobertas pela Floresta da Tijuca e por suas praias, oferece cenários maravilhosos: seja caminhando pelas trilhas da floresta, seja apreciando a flora tropical ou visitando as maravilhas da arquitetura carioca. Como participante do Seminário Projetar 2005, ou mesmo se você tiver algum interesse específico em simplesmente conhecer mais e melhor a nossa cidade, você terá esta oportunidade única de aproveitar e (re)conhecer todos os cantos e encantos que o Rio de Janeiro tem a nos oferecer. Os participantes serão guiados por um especialista* que elaborou dois roteiros especiais e exclusivos para o PROJETAR 2005.

PÚBLICO ALVO: Participantes do Seminário Internacional PROJETAR 2005 e qualquer pessoa interessada em conhecer um pouco da Arquitetura Carioca e da Evolução Urbana do Rio de Janeiro.

Roteiro 1: Rio Colonial

Praça XV de Novembro, Igreja de São José, Rua 1º de Março, Paço Imperial, Chafariz do Mestre Valentim, Arco do Teles, Travessa do Comércio, Rua do Ouvidor, Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Igreja de Nossa Senhora da Ordem Terceira do Carmo, Igreja da Santa Cruz dos Militares, Igreja de Nossa Senhora da Candelária, Igreja de Santa Rita, Largo de Santa Rita, Morro da Conceição, Fortaleza da Conceição e Palácio Episcopal

Roteiro 2: Rio Moderno

Palácio Gustavo Capanema, Edifício Sede da ABI, Edifício Aliança da Bahia, Consulado dos EUA, Edifício da ABL, Edifício Maison de France, Edifício do IRB, Edifício Sede do Jockey Club do Brasil, Edifícios na Av. Rio Branco, Catedral Metropolitana, Edifícios na Av. Chile, Museu de Arte Moderna e Monumento aos Mortos da II Guerra


Visitas técnicas e culturais guiadas por um especialista* pelos principais espaços públicos, monumentos e arquiteturas do Centro Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de (re)conhecer os diversos e mais significativos momentos históricos da evolução urbana e arquitetônica da cidade, desde a época da sua fundação no século XVI até o século XX. As visitas serão feitas a pé e com as respectivas saídas nos dias e nos horários mencionados a partir dos pontos de encontro** estabelecidos para cada um dos roteiros. Cada visita tem a duração aproximada de 3horas.

QUANDO:

· Roteiro 1 (Rio Colonial) : dia 12/11/05 (sáb.) às 9:30hs e dia 12/11/05 (sáb.) às 16:30hs

· Roteiro 2 (Rio Moderno) : dia 11/11/05 (6ª feira) às 18:00hs e dia 13/11/05 (dom.) às 10:30hs

PONTOS DE ENCONTRO**:




· Para o Roteiro 1 (Rio Colonial) será exatamente em frente ao Chafariz da Pirâmide do Mestre Valentim na Praça 15 de Novembro. (Referências próximas: Paço Imperial, Arco do Telles e Rua 1º de março)

· Para o Roteiro 2 (Rio Moderno) será exatamente sob os Pilotis do Palácio Gustavo Capanema , Edifício do MEC. (Referências próximas: Av. Rio Branco, Edifício da ABI, Rua Araújo Porto Alegre e Rua Debret)

INVESTIMENTO: R$ 35,00 por pessoa para cada um dos roteiros (ATT: Os 10 primeiros participantes que confirmarem – por e-mail ou por telefone - a participação com o professor pagaram apenas R$ 25,00 por cada visita). O pagamento poderá ser feito na hora de cada visita.

Contato: Diretamente com Prof. ANTÔNIO AGENOR pelo cel: (21) 9304 2645 e e-mail: antonioagenor@terra.com.br


* Prof. Antônio Agenor Barbosa - Arquiteto / Urbanista, Mestre em Urbanismo (UFRJ) e Doutorando em Arquitetura (UFRJ). Coordenador do Curso de Graduação em Paisagismo e da Pós-Graduação em Turismo e Patrimônio da Escola de Design da Universidade Veiga de Almeida. Professor de Arquiteura e Urbanismo do UNIPLI

ATENÇÂO: O Professor estará à espera dos participantes nos pontos de encontro de cada passeio nos dias e nos horários mencionados acima. Haverá uma tolerância de, no máximo, 10 min. para a saída do grupo a partir do ponto de encontro.

Importante: Em caso de chuva NO DIA e NA HORA de cada passeio, a visita estará automaticamente cancelada.

Professor Antônio Agenor Barbosa - Arquiteto e Urbanista

Contato para informações e inscrições: e-mail: antonioagenor@terra.com.br / cel: (21) 9304 2645
Show de lançamento do livro

Francisco Mário - Vida e Obra



DIA 10/11 - 19HS


SALA BADEN POWELL
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360
Tel: 2548.0421 ou 2548-0492
Capacidade: 500 lugares
Censura Livre

R$ 10,00 / 5,00 estudantes e maiores de 65 anos





Marcos Souza - piano
Afonso Machado - bandolim
Bartholomeu Wiese - violão
Henrique Drach - cello
João Cortez - percussão
Adamo Prince – violão



LIVROS JÁ ESTÃO NAS LIVRARIAS – EDIÇÃO LIMITADA

Distribuição Editora Garamond
e apresentam o Songbook completo, a obra fonográfica e a biografia de
Francisco Mário - Vida e Obra
Biografia trilíngüe, quatro CDs com a obra completa, 89 partituras


Toda a obra musical de Francisco Mário (1948-1988) está finalmente reunida – remasterizada, trazendo os cinco CDs lançados e incluindo três discos inéditos. Mais: uma biografia trilíngüe e fotos deste compositor e instrumentista que marcou época artistica e politicamente, como pioneiro do disco independente no Brasil. Mais: as 89 partituras de suas criações também estarão à disposição do público a partir de agora. Tudo isso está no volume Francisco Mário: Vida e Obra, que o Selo SESC RIO.SOM e o Atelier Cultural lançaram.

Assina a concepção e produção o pianista Marcos Souza, filho de Francisco Mário, que assim concretiza um desejo de não apenas oferecer a obra de seu pai aos admiradores e estudiosos, mas contextualizá-la. “Não apenas estamos desbravando a obra de um compositor consistente e enraizado em suas origens, como tornamos agora público seu último disco, até agora inédito, Tempo”, diz Marcos na apresentação do volume.

O livro estará à venda em pontos selecionados e também será oferecido a dezenas de instituições de pesquisa e estudo de música para ser disponibilizado para consulta.

Leia o livro, ouça os discos... e veja daqui a pouco o filme

A idéia surgiu em 2004, paralela a outra realização – a do filme Três irmãos de sangue, já finalizado, e entrará em circuito em março/abril de 2006. O documentário de longa metragem é dirigido por Angela Reiniger (NoAr Produções) e traz depoimentos de Ivan Lins, Frei Betto, Sérgio Cabral, Affonso Romano de Sant´anna, Jaguar, Millôr, Claudius, Ziraldo, Nani, Joyce, MP4, Boca Livre, família e amigos. Reúne também imagens de arquivo, algumas preciosíssimas e pouco vistas – como a chegada de Betinho em 79 no aeroporto e Henfil e Chico Mário jogando futebol em super-8. “A idéia do filme surgiu antes do livro, na verdade surgiu quando Betinho morreu”, conta Marcos. “E agora estamos prestes a lançar os dois documentos”.

A realização do Atelier Cultural sai pelo selo SESC RIO.SOM, que vem lançando produtos fonográficos sempre de importância documental e artística, na contracorrente da banalização comercial do mercado fonográfico – como os discos da série Poetas da Canção, uma série de 12 lançamentos com a obra de letristas de peso dos anos 80. Francisco Mário: Vida e Obra terá tiragem de 2 mil exemplares.

“...Chico Mário planejou altos vôos. O conjunto de discos que deixou dá a pista do que seria a trajetória de um balão para Júlio Verne nenhum botar defeito. Chico Mário sonhava por nós.” Aldir Blanc

“Mesmo em choros mais repinicados, Chico é discreto, é mineiro.” Ricardo Cravo Albim (Crítico musical e jornalista)

“Mano Chico, estamos aqui para te ouvir por toda a vida, a tua eternidade. Não pare de tocar, nem de compôr, siga as ondas, as cordas, onde for.” Betinho

“Francisco Mário é um artista absolutamente ligado em suas raízes e que sempre acrescentou em seu trabalho.” Nivaldo Ornelas (músico)

“A obra de Chico Mário tem um quase impressionista sabor de chão brasileiro.” Mauro Dias (Crítico musical e jornalista do Estado de São Paulo)

“Chico Mário só pensava na música e no Brasil.” Affonso Romano de Sant’anna (escritor e jornalista)

“Chico deixou para nós uma lição de lucidez e humor, de estratégia política no cultural, de irreverência e humildade numa combinação única e original.” Luli e Lucina (cantoras e compositoras)

“Chama-se Francisco Mário o mais novo guerilheiro da MPB. Compositor, cantor e tocador de violão e viola. A música de Francisco Mário é muito mineira e bonita, na forma e no conteúdo.” Sérgio Cabral (jornalista e escritor)

“Chorinhos, sambas, regionais, serestas, Chico Mário passeava por todos os estilos da MPB. Assim, era querido pelos mais diferentes artistas.” Lula Branco Martins (jornalista)

“Francisco Mário deixou uma obra importante na MPB instrumental. É a sua instigante instrumentação, que casa admiravelmente com a matéria sonora. Este disco “Retratos” retrata uma cultura musical viva e vibrante: a nossa.” Roberto Mugiatti (Crítico musical)

“É impressionante como este rapaz (Francisco Mário), teimoso, mineiro, constrói sua carreira. Feita de composições brilhantes e execução gradativamente aprimorada. Com pertinácia e independência, no selo da vida, está chegando ao nível de nossos melhores violonistas.” Maria Helena Dutra (jornalista)

“Além de irmão do Henfil e de Betinho, Francisco Mário era um ótimo violonista e fértil compositor.” Fábio Rodrigues (jornalista)

“Francisco Mário tem contribuído para a MPB com talento, seriedade e dignidade” Roberto Moura (crítico musical)

“Francisco Mário: Com atraso indesculpável (mesmo assim, peço que me desculpe), venho agradecer-lhe o belo presente de sua voz e de suas composições musicais no Lp tão mineiro e tão cheio de sugestões e sensações para quem guarda Minas no coração.” O abraço e a admiração de Carlos Drummond de Andrade


FRANCISCO MÁRIO: VIDA E OBRA

Idealização e Produção - Marcos Souza
Projeto Gráfico - Adrianne Schreiner
Transcrição das partituras - Adamo Prince / Revisão das partituras - Afonso Machado
Revisão das partituras do disco Dança do Mar - Gilson Peranzzetta
Texto biografia - Nivia Souza
Masterização dos CDs - Sergio Lima Netto

DISCOS:

Terra - Todas as Músicas e letras são de Francisco Mário, exceto Ouro Preto com letra de Fernando Rios. - 1979
Revolta dos Palhaços - Produção e Direção - Francisco Mário - 1980
Conversa de cordas, couros, palhetas e metais - Todas as Músicas são de Francisco Mário - 1983
Pijama de Seda - Todas as Músicas são de Francisco Mário - Produção Artística - Francisco Mário - 1985
Retratos - Todas as músicas são de Francisco Mário - 1986
Dança do Mar - Todas as músicas são de autoria de Francisco Mário - Poemas são de autoria de Dorival Caymmi - 1987
Suite Brasil - Todas as Músicas são de autoria de Francisco Mário - 1987
Tempo - Disco Inédito gravado - 1987

27.10.05

Campo Grande comemora 402 anos

RIO -Uma exposição com fotos de Campo Grande, da década de 40 até a de 80, abre, na próxima terça-feira, a partir das 20h, as comemorações dos 402 anos de Campo Grande promovidas pela subprefeitura. O evento será no Antiquário Bar (Estrada da Cachamorra 766 E) e terá entrada franca. O aniversário do bairro é no dia 17 de novembro.

(fonte)

25.10.05

Mensagem de um leitor à Folha de S. Paulo - Painel do Leitor de 25/10/05


"Isto somos nós, brasileiros. Venceu o não, e o comércio de armas e munições continuará no Brasil. Enfim, o brasileiro mostrou a sua cara, sem a máscara de rapaz simpático. Venceu a realidade. Eis a sociedade brasileira na sua maior essência. Está aberta, sem mais disfarces, a era do medo. Já o tenho do bandido. Agora devo ter do vizinho, do amigo, do irmão, do desconhecido. De qualquer lugar onde estejam seres humanos. Devo temer o acerto assim como o engano. Quem somos? Afinal nos despimos. Preferimos que tenham medo de nós em vez de que nos tenham respeito. Preferimos brincar de Deus, de juízes e de carrascos daqueles que julgarmos uma ameaça. Um país cristão? Mentira. Nós, brasileiros, mostramos que somos ódio em vez de amor. Preferimos a segurança das armas em lugar da de Deus. Demos ao próximo o direito de matar, mesmo que os próximos mortos sejamos nós. Traímos nossa fé. O que fizemos? Crucificamos novamente Cristo."

João Carlos Miranda Leite (Praia Grande, SP)
VEM AÍ...

1º FESTIVAL DELIRA MÚSICA

Comemorando 02 anos do selo

O melhor da música instrumental vai fazer você delirar...




Em novembro, a Barra da Tijuca vai receber a nata da nova música instrumental brasileira em comemoração aos dois anos do selo Delira Música.


Quintas-Feiras de Novembro – 20:30h – 2 shows por noite – R$ 30,00


03/11 Willians Pereira + Gabriel Grossi
10/11 Daniel Garcia + Nosso Trio (Nelson Faria)
17/11 Fernando Martins + Mauricio Einhorn
24/11 Márvio Ciribelli + Carlos Malta


Quartas-Feiras de Novembro – 21:00h – Talk show com Miele – Entrada Franca

09/11 Nelson Faria
16/11 Mauricio Einhorn
23/11 Carlos Malta
30/11 Gabriel Grossi

Mestre de Cerimônias – Marcos Ariel
contando e tocando a história da música instrumental brasileira.
Sorteios de brindes e CDs !!!

Casa de Cultura – Universidade Estácio de SáAv. Érico Veríssimo, 359 – Barra da Tijuca
(21) 2494-1023/1024/1025
http://casadecultura.estacio.br

Ingressos: R$ 30,00
1/2 Entrada para idosos, estudantes e Clube Delira Música

Descontos Especiais* (20%):
Clube do Assinante O Globo: R$ 24,00
Sócios da Associação Bosque Marapendi: R$ 24,00
Ingressos antecipados: R$ 24,00

• Acompanhe a cobertura do festival, novidades e entrevistas no programa D’Jazz – MPB FM 90,3 – todas as terças-feiras às 22:00 horas

Serão 4 noites, 8 apresentações, talk-shows com o apresentador Miele, e muitos sorteios e promoções. A Barra vai respirar música de qualidade. Será o pontapé inicial do que pretende ser um evento anual que mostrará os caminhos e tendências da música instrumental brasileira.

O 1º Festival Delira Música vai apresentar alguns dos melhores músicos da atualidade, admirados em todo o mundo: Carlos Malta preparando o lançamento do CD ‘Pimenta’, gravado em homenagem a Elis Regina; o festejado Nosso Trio de Nelson Faria, Ney Conceição e Kiko Freitas, lançando o novo trabalho, ‘Vento Bravo’; o retorno de Mauricio Einhorn, um dos maiores gaitistas de todos os tempos, com o disco ‘Conversa de Amigos’; e aquele que é tido como o seu sucessor, Gabriel Grossi, um fenômeno admirado por todos.

Além deles, o Festival traz shows de Willians Pereira, Marvio Ciribelli, Fernando Martins e Daniel Garcia, participações de Dudu Lima, Ney Conceição, Dario Galante, Rafael Barata, Augusto Mattoso, Luiz Alves, Idriss Boudrioua, João Cortez, Alberto Chimelli e muitos outros.

A apresentação fica a cargo de Marcos Ariel. Um dos precursores do movimento instrumental brasileiro, o pianista e flautista fará as vezes de Mestre de Cerimônias, contando e tocando a história da música que ele ajudou a criar.

Apoio:

Casa de Cultura Universidade Estácio de Sá
Programa D’Jazz – MPB FM
Knob Audio
Revista Áudio & Vídeo
Resolvendo questões práticas com inteligência
24/10 (ontem) às 18:25h a 26/12 às 02:07h


Entre os dias 24/10 (ontem) às 18:25h e 26/12 às 02:07h, o planeta Mercúrio estará transitando pela sexta casa do seu mapa de nascimento, Carla. Este costuma ser um momento particularmente favorável para você organizar melhor os detalhes da sua vida cotidiana. Mercúrio estimula que você organize melhor sua vida, avaliando criticamente tudo aquilo que poderia estar melhor ou que demanda uma maior atenção. Este é um momento bem “pé no chão”, em que a consciência é chamada a dar atenção às coisas práticas: sua saúde, sua alimentação, contas, a organização do lar e do trabalho, por exemplo.

Todavia, convém não exagerar nas preocupações com detalhes mínimos. Uma certa tendência à sobrecarga de atenção dada a coisas pequenas pode terminar baqueando seus nervos. Atividade em demasia pode prejudicar o sistema imunológico, abrindo uma porta para problemas nervosos, alérgicos ou respiratórios.

Mercúrio em trânsito pela Casa 6 sugere um período em que você sente uma necessidade maior do que o normal de se manter sempre em atividade, Carla. Isso pode ser muito produtivo, é claro. Mas convém lembrar que o descanso também é uma condição essencial para uma boa produtividade!

(fonte)

21.10.05

Desatenção ou malícia
(Caetano Veloso)


"A matéria de Sérgio Martins sobre Moby da edição de 21 de setembro é o exemplo mais revoltante do que se faz de mau jornalismo em Veja. Além de importar o tom grosseiro dos tablóides de rock ingleses para a grande imprensa brasileira (sim, porque no New York Times ninguém escreve assim), Martins falseia fatos. Moby não pediu perdão a Hugo Chávez. E a frase sobre o Big Bang é minha, não de José Miguel Wisnik. Ela foi distorcida com intenção de ridicularizá-lo.

Expus a idéia no texto do encarte do meu disco A Foreign Sound, que já está à venda há muitos meses em todo o mundo. A conversa que tive com Wisnik a respeito (e que também está relatada no encarte) gerou a nova peça do grupo Corpo, que teve estréia recente com ampla divulgação. O repórter de Veja não tem o direito de ignorar esses fatos. É evidente que ele quis passar por cima dos mesmos com intenção de agredir Wisnik por motivos que ignoro. De qualquer modo, se ele desconhecia manifestações tão largamente publicadas não tinha qualificação para exercer a função que exerce - e se tinha, agiu de má fé. E a editoria geral da revista só pode admitir que algo assim aconteça por desatenção ou malícia. Lendo Veja sobre Moby e Wisnik somos levados a crer que José Dirceu é um homem honesto e sensato."

(leia mais)
Caros,

Tenho ouvido muitas desinformações causadas pela complexidade do tema e argumentos de boa vontade, porém facilmente rebatíveis na defesa do voto NÃO no referendo. Quero meter minha colher, porque não estou a fim de tomar um tiro na cara e gostaria de evitar chorar mais mortos por 38 da Taurus. Não visto branco, quero que a Sou da Paz e o Viva Rio se fodam, mas isso não me deixa burro o suficiente para achar que mantendo o atual Bang-Bang o país um dia vai ficar mais seguro por ordem e graça do Divino Espírito Santo. Eu quero mudar e acho que essa é uma forma de começar. Dizer NÂO é acenar pro bang-bang; tô fora! Vai com o pouco de informação que tenho, que, no entanto, percebo que é mais do que a que as
pessoas, de modo geral, dispõe. Serei breve:

1- Da importância do referendo: nenhum problema do Brasil é tão sério quanto o da segurança. O Brasil é o país no mundo onde mais se morre por arma de fogo. Mais de 50% das famílias, inclusive a minha, já tiveram componentes mortos por armas de fogo. O referendo, votemos sim ou votemos não, não vai mudar da noite para o dia essa situação. Mas votar NÃO significa manter tudo como está. Votar SIM significa diminuir o número de armas em circulação, e, por conseqüência óbvia, diminuir as chances de haver mortes por arma de fogo, como as dos cinco garotos que morreram em escolas estaduais de São Paulo só esse ano. Só vota NÃO quem tá satisfeito com o jeito que a coisa está.

2- O governo convocou o referendo. Não foi; foi o Congresso, antes dos escândalos começarem, e atendendo a uma campanha que começou no Brasil em 1997, por parte de mães que tiveram seus filhso assassinados. A primeira matéria que eu fiz sobre o tema foi em 1998. Os primeiros projetos datam dessa época. Políticios vagabundos de todos os partidos (Serra PSDB, Garotinho PMDB, Lula PT) apóiam o SIM. Do lado de la´tem o Fleury do Carandiru, o Bolsonaro e o Caiado da UDR).

3- Desarmamento não muda nada. Mentira. Desde que começou a campanha do desarmamento, o número vergonhoso de homicídos no Brasil diminuiu. Pela primeira vez em 13 anos, o número de mortes por arma de fogo caiu no Brasil. Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde revelou que, depois do início da campanha, em 2004, o número de homicídios por arma de fogo
diminuiu 8,2% em relação ao ano anterior. Os dados mostraram que, em um só ano, 3.234 vidas foram poupadas. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade com o número de armas recolhidas e revelou que as maiores quedas ocorreram justamente nos Estados que mais recolheram armas. A Unesco divulgou outra pesquisa, também no mês passado, na qual estimou como seria a progressão no número de homicídios caso a campanha não tivesse ocorrido e concluiu que mais de 5.000 vidas foram poupadas

4- Ninguém tem que entregar arma nenhuma. É verdade. Quem já tem arma vai poder mantê-la. O porte de armas não muda em nada. Se o "Não" vencer, o comércio de armas continua como é hoje; se o "Sim" vencer, de acordo com o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento, só muda a venda de armas, que será proibida. Quem um dia precisar de proteção, por se sentir
ameaçado, ou morar em área isolada, poderá ter arma. Leis complemteares vão regulamentar isso.

5- Fato: As armas dos bandidos já foram de “cidadãos de bem” (sem dizer que qual é o cidadão de bem que você conhece que anda armado?). Os números a seguir são oficiais, da Polícia, não de ongs de merda. No Rio de Janeiro, 30% das armas apreendidas na ilegalidade foram originalmente vendidas para "cidadãos de bem", e depois desviadas para o mercado
clandestino [Polícia Civil RJ, 2003]. As armas compradas legalmente muitas vezes caem em mãos erradas, através de roubo, perda ou revenda. Só no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Segurança Pública, entre 1993 e 2000, foram roubadas,
furtadas ou perdidas 100.146 armas (ou seja, 14.306 por ano).
6- Opinião da Veja não vale: Da colunista Barbara Gancia, sexta-feira, dia 14 de outubro de 2005, no caderno Cotidiano da Folha de São Paulo ”Por que a revista [Veja] não nos contou que a empresa à qual pertence paga aluguel de cerca R$ 1 milhão à família Birmann, que vem a ser proprietária do prédio que serve de sede da Editora Abril e também, veja só, da CBC, a Companhia Brasileira de Cartuchos?” A CBC é a única empresa que produz munição no Brasil.

7- Da Época: As armas legais fazem um mal brutal pra mim, pra você e pra todo o mundo.ELAS ERAM LEGAIS Armas compradas por pessoas sem antecedentes criminais, em lojas regulares, foram usadas em: 67% dos estupros- 51% dos roubos - 46% dos latrocínios - 49% das lesões - 38% dos homicídios - 51% dos casos de tráfico com registro de flagrante.
Fonte: Iser 2003, registro de 3394 ocorrências da Polícia Civil no Rio, em 2003 8- O mercado negro vai aumentar. Bobagem. Então, é mais fácil comprar cocaína hoje do que quando ela era vendida em farmácia. Esse argumento é bobo demais. A Època já desmontou. “A cada ano, cerca de 35 mil armas de fogo são furtadas de cidadãos. Pesquisa feita com dados de ocorrências no Rio de Janeiro mostra que 65% das armas apreendidas eram de
pessoas físicas, haviam sido registradas e acabaram em mãos de bandidos. Essas armas formam a grande parte do mercado negro, que movimenta cerca de R$ 1 bilhão. Um efeito colateral é que também há armas apreendidas pela polícia e revendidas a bandidos várias vezes seguidas. Esse comércio, como o roubo puro e simples de armas, continuará existindo. Porém, se o cidadão comum tiver menos armas, o preço de cada peça no mercado negro vai subir. Isso já acontece desde a entrada em
vigor da nova lei. Em Santa Catarina, um revólver calibre 38 que custava R$ 200 na favela está em R$ 1.000. Em Porto Alegre, há quatro meses, um 38 custava R$ 80. Hoje, vale R$ 300.
9- Muita gente morre de bobeira, não na mão do bandido. Votar SIM ou votar NÂO não muda a necessidade de combater os bandidos. Ridículo e ingênuo é imaginar que uma lei poderia desarmar os bandidos. Mas tem o efeito de dificultar que ele se arme. O pé de chinelo que assalta e mata na rua (não é de AR-15, né?) não vai ter dinheiro para se abastecer no mercado negro. Mas a gente deve temer tb o “cidadão de bem” que está armado. Só assim a gente pode ficar livre de um “Dia de fúria” de algum maluco, pitboy, corintiano, bêbado ou chifrudo. “O sociólogo Guaracy Mingardi acompanhou 1.200 boletins de ocorrência e 300 inquéritos, em 14 distritos de São Paulo. Constatou que a maioria era de fato provocada por cidadãos comuns. "Assassinatos cometidos por criminosos são minoria. Quem mata mais não é o bandido, como a maioria das pessoas imagina. As mortes ocorrem nas brigas de bar, entre vizinhos, por ciúme", diz. São conflitos conjugais, violência contra mulheres e crianças, brigas de trânsito, disputas entre vizinhos, discussões em bar. "Os bandidos matam quando acham que a vítima está armada", observa o criminólogo Tulio Kahn. Segundo ele, somadas as chacinas, os latrocínios e as resistências seguidas de morte, tem-se 12% dos homicídios. Andar armado é um direito – Não é. Interessante como as pessoas falam "Eu não ando armado, mas defendo esse direito. Direito para quem!!??? Pra mim quem anda armado não é flor-que-se-cheire, salvo se trabalha com isso. O direito dessas pessoas vai continuar garantido pela lei. Comprar arma não é direito porque põe os outros em perigo, por sua ação ou pela de outro que se apossa da arma. Andar com um pitbull também não; acelerar a 140 por hora também não; vender bebida pra criança também não; jogar pedra portuguesa pela janela tabém não. Tudo iisso põe as pessoas em risco, portanto é normal que se proíba.

Então, queridos, pensem. Se for pra votar NÂO, votem. Mas esse referendo é mais importante do que a eleição presidencial. Quem acha o referendo um erro, vota NULO. Eu vou de SIM.

(Dirley Fernandes - Jornalista)
L'amour, toujours l'amour


(recebido por e-mail sem o nome do autor)

"Sabe, querido, quando você fala me faz lembrar o mar...
Puxa, amor. Não sabia que te impressiono tanto.
Não é que me impressione. É que enjoa."

"Querida, vamos ter que começar a economizar.
Tudo bem... Mas como?
Aprenda a cozinhar e mande a empregada embora.
Tá legal... Então aprenda a fazer amor e pode dispensar o motorista."

"Adão e Eva passeavam pelo Paraíso. E a Eva pergunta:
Adão, você me ama? E o Adão, resmungando:
E eu lá tenho outra escolha?"

"O cara pergunta para a mulher:
Querida, quando eu morrer, você vai chorar muito?
Claro, querido. Você sabe que eu choro por qualquer besteira..."

"Na cama, o marido se vira para a jovem esposa e pergunta:
Querida, me diga que sou o primeiro homem da sua vida
Ela olha para o babaca e responde:
Pode ser... Sua cara não me é estranha..."

"Um casal vinha por uma estrada do interior, sem dizer uma palavra.
Uma discussão anterior havia levado a uma briga, e nenhum dos dois queria dar o braço a torcer. Ao passarem por uma fazenda em que havia mulas e porcos, o marido perguntou, sarcástico:
Parentes seus !!!!
Sim, respondeu ela. Cunhados e sogra."

"Marido pergunta pra mulher: Vamos tentar uma posição diferente essa noite?
A mulher responde:
Boa idéia, você fica aqui em pé na pia lavando a louça e eu sento no sofá!!!!!"

"A mulher compra um kit da Tiazinha para surpreender o maridão que há tempos não se animava.
E aí, querido? Com quem eu fiquei parecida?
Do pescoço pra cima com o Zorro, do pescoço pra baixo, com o sargento Garcia."

"O marido decide mudar de atitude. Chega em casa todo machão e ordena:
Eu quero que você prepare uma refeição dos deuses para o jantar e quando eu terminar espero uma sobremesa divina. Depois do jantar você vai me fazer um whisky e preparar um banho porque eu preciso relaxar. E tem mais. Quando eu terminar o banho, adivinha quem vai me vestir e me pentear?
O homem da funerária - respondeu placidamente a esposa."

"Querida, o que você prefere? Um homem bonito ou inteligente?
Nem um, nem outro. Você sabe que eu só gosto de você."

"Marido e mulher estão tomando cerveja num barzinho. Ele vira pra ela e diz:
Você está vendo aquela mulher lá no balcão, tomando whisky sozinha?
Pois eu me separei dela faz sete anos! Depois disso ela nunca maisparou de beber.
A mulher responde:
Não diga bobagens. Ninguém consegue comemorar durante tanto tempo assim."

20.10.05

Os nazistas e as armas
Autor: Marcos Rolim
Fonte: ZH, 04/09/05

Há uma mensagem anônima na Internet na qual se sustenta a tese de que o desarmamento conduz à tirania. Nenhuma referência é apresentada, mas o leitor de boa-fé pode ficar impressionado. A mensagem afirma que Hitler, Stalin, Pol Pot e muitos outros facínoras "começaram por desarmar suas vítimas". Bem, espero, sinceramente, que este tipo de material não seja aquilo que os defensores das armas irão nos oferecer na campanha que está chegando. O exemplo de Hitler é bem interessante para desmascarar esta farsa.

Em 11 de novembro de 1938, um dia após o massacre da "Noite dos Cristais", Hitler editou uma legislação proibindo que judeus alemães comprassem armas e determinando o confisco das que eles tivessem em toda a Alemanha. Este é o fato verdadeiro. O que o e-mail não conta é que esta lei surgiu dentro de uma política amplamente favorável ao uso de armas pelos "cidadãos alemães de bem". Uma posição contrastante com a postura fortemente restritiva quanto às armas de fogo do governo alemão anterior, a democrática República de Weimar.

Se as leis nazistas forem comparadas com as leis de Weimar, ficará evidente que os nazistas foram extremamente liberais com as armas, enquanto o regime democrático foi muito restritivo.

Qual foi, então, a política nazista para as armas de fogo? A de que elas deveriam ser consideradas um direito dos "cidadãos alemães, ordeiros e cumpridores da lei". Já os "bandidos comunistas e os capitalistas judeus" não poderiam ter armas. Então, ironicamente, a posição de Hitler quanto às armas de fogo era, na verdade, muito mais próxima daquela sustentada hoje pelo lobby das armas.

A tese manipulatória de que "o controle de armas conduz à tirania" está integralmente exposta num livrinho chamado Gun Control: Gateway to Tirany, editado por uma ONG americana chamada Jews for Preservation of Firearms Ownership - JPFO (http://www.jpfo.org), uma organização de fanáticos de extrema direita que se apresenta como "a mais agressiva defensora da propriedade de armas da América". Um grupo que nada tem a ver com a opinião majoritária dos judeus norte-americanos (ver American Jewish Congress em:http://www.ajcongress.org/ptchoice.htm) e que se dedica a distribuir cartilhas entre as crianças para "ensinar" que a ONU é uma instituição perigosa que pretende acabar com a liberdade nos EUA, que os governantes japoneses são pessoas más que impedem o seu povo de ter armas e que armas de fogo podem ser usadas por crianças de maneira "segura e divertida" (sic).

Ah, eu ia esquecendo: há outros e-mails circulando por aí nos quais se afirma que os crimes violentos na Inglaterra, no Canadá e na Austrália - países onde as armas de mão (revólveres e pistolas) foram praticamente banidas ou receberam fortes restrições - aumentaram após a aprovação das medidas de controle.

Os dados oficiais disponíveis, entretanto, revelam exatamente o contrário. As taxas gerais de criminalidade - especialmente homicídios e crimes violentos - caem nessas três nações, consistentemente.

O mesmo ocorre na nação que mais fortemente combateu as armas de fogo em todo o mundo: o Japão.