SEMINÁRIO "POR QUE NÃO?: RUPTURAS E CONTINUIDADES DA CONTRACULTURA"Data: 18 e 19 de setembro de 2006.
Horário: duas mesas diárias, a primeira iniciando às 10hs e a segunda
às 14:30hs.
ENTRADA FRANCA.
Endereço: Universidade Candido Mendes - Salão Marquês de Paraná. Rua da
Assembléia, 10 - 42o. andar.
Não é necessária inscrição prévia. O salão será aberto com 30 minutos
de antecedência e sem distribuição de senhas.
INFORMAÇÕES: 25312000 ramais 254/246 - cesap.ucam@gmail.com
PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
18 de setembro
10hs - Estética da Ruptura: entre arte e conceito I
Paulo Sérgio Duarte
Eduardo Viveiros de Castro
Luiz Carlos Maciel
Claudia Castro
Debatedor: Ítalo Moriconi
14:30hs - Estética da Ruptura: entre arte e conceito II
Paulo Henriques Britto
Luiz Camillo Osório
Flora Süssekind
Antonio Cicero
Debatedor: Julio Diniz
19 de setembro
10hs - Subjetividades e Estilos de Vida
Sandra Carneiro
Maria Claudia Coelho
Benilton Bezerra
Maria Isabel Mendes
Debatedor: Liv Sovik
14:30 hs - Novas Agendas Políticas
Fernando Gabeira
Silvia Ramos
Gilberto Velho
João Freire Filho
Beatriz Resende
Debatedor: Santuza Naves
18hs - Roda de Leituras de Poesia
Coordenador: Sérgio Cohn
Chacal
Claudia Roquette-Pinto
Ericson Pires
Leonardo Froés
19hs - Lançamento do Livro O Sonhador Insone de Sergio Cohn
15.9.06
"Não seja supersticioso. Dá azar."
(Finian McLonergan)
"Sou fútil, mas não sou estúpida."
(Sarah Vaughan)
"Para todos os males há dois remédios: tempo e silêncio."
(Alexandre Dumas)
"As palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão."
(provérbio suíço)
"O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento."
(John Kennedy)
"Prefiro o Paraíso pelo clima e o Inferno pela companhia."
(Mark Twain)
"Pois é amando / Que o humano dá o que tem de melhor."
(Hölderlin)
"O mundo avança (...), mas dando voltas ao redor do sol."
(Gabriel Garcia Márquez)
"Para bom bebedor, meia garrafa basta."
(Anônimo)
"Faça o que tem que fazer e deixe os outros dicutirem se é certo ou não."
(Calvin)
(Finian McLonergan)
"Sou fútil, mas não sou estúpida."
(Sarah Vaughan)
"Para todos os males há dois remédios: tempo e silêncio."
(Alexandre Dumas)
"As palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão."
(provérbio suíço)
"O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento."
(John Kennedy)
"Prefiro o Paraíso pelo clima e o Inferno pela companhia."
(Mark Twain)
"Pois é amando / Que o humano dá o que tem de melhor."
(Hölderlin)
"O mundo avança (...), mas dando voltas ao redor do sol."
(Gabriel Garcia Márquez)
"Para bom bebedor, meia garrafa basta."
(Anônimo)
"Faça o que tem que fazer e deixe os outros dicutirem se é certo ou não."
(Calvin)
12.9.06
Só um minuto
Uma onda de paz vai cobrir o planeta domingo, dia 17 de setembro. Uma rede de 13 cidades participa ao mesmo tempo, na mesma hora, do lançamento do projeto “Só um minuto”, “Just a minute”. Uma delas é o Rio de Janeiro. A cerimônia oficial é em Londres.
“Só um minuto” é um movimento criado pela Brahma Kumaris, uma entidade que nasceu no Rajastão, na índia, há 70 anos, e se dedica a aumentar nossa consciência para criarmos um mundo melhor.
A festa no Rio será no Teatro João Caetano; é grátis e conta com a força de gente como Regina Casé, Cássia Kiss, Leilane Neubarth, Muniz Sodré, do grupo Nós do Morro, do grupo de choro Vendendo Peixe, e do Projeto Ballet Dalal Achcar. Venha você também.
O Rio estará conectado com Barcelona, Berlim, Moscou, São Petersburgo, Melbourne, Delhi, Nairobi, Johannesburgo, Cidade do Cabo e Plzen a partir do meio dia, horário de Brasília.
“Só um minuto” é o tempo necessário para transformar o mundo
Campanha mundial será lançada no dia 17 de setembro em evento gratuito no Teatro João Caetano
Com o objetivo propor uma forma de transformar o mundo através de ações simples e práticas, a Brahma Kumaris está lançando o projeto internacional Just-a-minute. “Só um minuto”, como está sendo chamada a iniciativa nos países de língua portuguesa, é um convite a se criar o hábito de parar por alguns instantes ao longo do dia, ficar em silêncio e refletir sobre valores humanos universais.
O projeto será lançado no dia 17 de setembro (domingo) em treze cidades ao redor do planeta simultaneamente. O Rio de Janeiro foi uma das localidades escolhidas para sediar o acontecimento. O evento – que será realizado no Teatro João Caetano e terá entrada franca – vai contar com a participação de Regina Casé, Cássia Kiss, Leilane Neubarth, Muniz Sodré, do grupo Nós do Morro, do grupo de choro Vendendo Peixe, e do Projeto Ballet Dalal Achcar.
Mais do que estar consciente, é preciso constantemente relembrar de nossos valores e propósitos
Just-a-minute (só um minuto) é uma iniciativa mundial que visa despertar a consciência de que todos nós temos a capacidade, o poder e a responsabilidade de criar um mundo melhor. Mais que despertar, a intenção é permanecer como um lembrete de que é necessário, diariamente, cada um fazer algo em prol da sua paz interior, da paz em seu círculo de relacionamentos, em sua comunidade e no mundo.
Os altos níveis de stress, tensão e pressão que a vida moderna nos impõe colaboram muito para deteriorar as condições de nossa qualidade de vida. Profissionais de empresas competitivas, especialmente aqueles com grande responsabilidade na estrutura organizacional, estão certamente entre as maiores vítimas das doenças desses tempos. Cada vez mais fica clara a importância de ambientes de trabalho saudáveis e, principalmente, de uma interação positiva com a sociedade.
Essas respostas parecem estar num cotidiano preenchido de valores como amor, confiança, respeito, aceitação, cooperação. A prática de sistematicamente parar por um minuto e o realinhamento com seus valores internos são o suficiente para manter o foco na ação. Just-a-minute sugere a introdução de só um minuto de silêncio e reflexão a cada hora, de modo que cada um consiga se manter mais calmo, estável e focado em suas ações, reduzindo assim o stress e proporcionando maior bem estar, principalmente no ambiente de trabalho.
Parar, relaxar e se concentrar é também uma forma de evitar que ações sejam desempenhadas automaticamente, para além de uma intenção consciente. Trata-se de desligar o “piloto automático” da vida cotidiana e viver cada momento presente guiado por propósitos.
Eventos simultâneos ao redor do mundo
O lançamento oficial do Just-a-minute acontecerá na Arena de Wembley (Reino Unido) no dia 17 de setembro e contará com a participação de... (Bee gees etc). Outras doze cidades ao redor do mundo foram selecionadas para participar, em tempo real, do acontecimento. Flashes dos eventos em cada uma dessas cidades serão exibidos simultaneamente através de telões espalhados em diferentes lugares do mundo e amplamente transmitidos para o planeta via internet. Estima-se que, só em Londres, 12.000 pessoas participarão ao vivo do evento, e que milhares de pessoas ao redor do globo estejam acompanhando o acontecimento.
O objetivo de todos esses eventos simultâneos é criar um efeito “onda” que se espalhe rapidamente pelo planeta, incentivando o maior número possível de pessoas a serem agentes na construção de um futuro melhor.
O horário dessa conexão global de atividades será 15h00min GMT (horário de Greenwich, 12h00 no horário de Brasília). Nas Américas, o Rio de Janeiro foi escolhido, juntamente com Buenos Aires, para participar em tempo real, do lançamento de just-a-minute. Sendo assim, o Rio estará em link direto com as cidades de Barcelona, Berlim, Moscou, São Petersburgo, Melbourne, Delhi, Nairobi, Johannesburgo, Cidade do Cabo e Plzen.
Campanha mundial é uma iniciativa da Brahma Kumaris
Just-a-minute é uma iniciativa mundial da Brahma Kumaris World Spiritual University. Conforme os tempos de mudança sopram através de nossas estruturas sociais, econômicas e políticas, a instituição vem incentivando o diálogo, encorajando o desenvolvimento de valores universais e trazendo ao mundo uma nova visão do futuro. A instituição foi fundada em 1936 e sua sede se localiza na cidade de Mount Abu, no estado do Rajasthan, Índia. Possui hoje, aproximadamente, 8000 escolas em 90 países. Por sua comprovada experiência de 70 anos nos mais diversos trabalhos e projetos em prol de uma cultura de paz e não-violência ao redor do mundo, a BK filiou-se às Nações Unidas em 1980 como uma Organização Não Governamental com status consultivo geral no ECOSOC[1] e status consultivo no UNICEF[2]. Em 1986 recebeu da ONU o título de “Mensageiros da Paz”. Desde 1999 é reconhecida como uma entidade de utilidade pública federal.
“Só um minuto” – Evento de lançamento de campanha mundial pela construção de mundo melhor através da prática de parar por um minuto ao longo do dia, ficar em silêncio e refletir sobre valores universais. Participação de Cássia Kiss, Regina Casé, projeto Ballet Dalal Achcar, Nós do Morro, entre outros convidados. Realização: Brahma Kumaris.
Dia 17 de setembro. Das 12h às 14h30. Teatro João Caetano. Praça Tiradentes, s/n. Centro. Entrada Franca.
Assessoria de Imprensa:
Claudia Wolff Swatowiski
E.mail: swatwowiski@hotmail.com
Tel: 3393-7624 / 2275-7693 / 9307-6919
[1] Conselho Econômico Social das Nações Unidas
[2] Fundo das Nações Unidas para a Infância
Uma onda de paz vai cobrir o planeta domingo, dia 17 de setembro. Uma rede de 13 cidades participa ao mesmo tempo, na mesma hora, do lançamento do projeto “Só um minuto”, “Just a minute”. Uma delas é o Rio de Janeiro. A cerimônia oficial é em Londres.
“Só um minuto” é um movimento criado pela Brahma Kumaris, uma entidade que nasceu no Rajastão, na índia, há 70 anos, e se dedica a aumentar nossa consciência para criarmos um mundo melhor.
A festa no Rio será no Teatro João Caetano; é grátis e conta com a força de gente como Regina Casé, Cássia Kiss, Leilane Neubarth, Muniz Sodré, do grupo Nós do Morro, do grupo de choro Vendendo Peixe, e do Projeto Ballet Dalal Achcar. Venha você também.
O Rio estará conectado com Barcelona, Berlim, Moscou, São Petersburgo, Melbourne, Delhi, Nairobi, Johannesburgo, Cidade do Cabo e Plzen a partir do meio dia, horário de Brasília.
“Só um minuto” é o tempo necessário para transformar o mundo
Campanha mundial será lançada no dia 17 de setembro em evento gratuito no Teatro João Caetano
Com o objetivo propor uma forma de transformar o mundo através de ações simples e práticas, a Brahma Kumaris está lançando o projeto internacional Just-a-minute. “Só um minuto”, como está sendo chamada a iniciativa nos países de língua portuguesa, é um convite a se criar o hábito de parar por alguns instantes ao longo do dia, ficar em silêncio e refletir sobre valores humanos universais.
O projeto será lançado no dia 17 de setembro (domingo) em treze cidades ao redor do planeta simultaneamente. O Rio de Janeiro foi uma das localidades escolhidas para sediar o acontecimento. O evento – que será realizado no Teatro João Caetano e terá entrada franca – vai contar com a participação de Regina Casé, Cássia Kiss, Leilane Neubarth, Muniz Sodré, do grupo Nós do Morro, do grupo de choro Vendendo Peixe, e do Projeto Ballet Dalal Achcar.
Mais do que estar consciente, é preciso constantemente relembrar de nossos valores e propósitos
Just-a-minute (só um minuto) é uma iniciativa mundial que visa despertar a consciência de que todos nós temos a capacidade, o poder e a responsabilidade de criar um mundo melhor. Mais que despertar, a intenção é permanecer como um lembrete de que é necessário, diariamente, cada um fazer algo em prol da sua paz interior, da paz em seu círculo de relacionamentos, em sua comunidade e no mundo.
Os altos níveis de stress, tensão e pressão que a vida moderna nos impõe colaboram muito para deteriorar as condições de nossa qualidade de vida. Profissionais de empresas competitivas, especialmente aqueles com grande responsabilidade na estrutura organizacional, estão certamente entre as maiores vítimas das doenças desses tempos. Cada vez mais fica clara a importância de ambientes de trabalho saudáveis e, principalmente, de uma interação positiva com a sociedade.
Essas respostas parecem estar num cotidiano preenchido de valores como amor, confiança, respeito, aceitação, cooperação. A prática de sistematicamente parar por um minuto e o realinhamento com seus valores internos são o suficiente para manter o foco na ação. Just-a-minute sugere a introdução de só um minuto de silêncio e reflexão a cada hora, de modo que cada um consiga se manter mais calmo, estável e focado em suas ações, reduzindo assim o stress e proporcionando maior bem estar, principalmente no ambiente de trabalho.
Parar, relaxar e se concentrar é também uma forma de evitar que ações sejam desempenhadas automaticamente, para além de uma intenção consciente. Trata-se de desligar o “piloto automático” da vida cotidiana e viver cada momento presente guiado por propósitos.
Eventos simultâneos ao redor do mundo
O lançamento oficial do Just-a-minute acontecerá na Arena de Wembley (Reino Unido) no dia 17 de setembro e contará com a participação de... (Bee gees etc). Outras doze cidades ao redor do mundo foram selecionadas para participar, em tempo real, do acontecimento. Flashes dos eventos em cada uma dessas cidades serão exibidos simultaneamente através de telões espalhados em diferentes lugares do mundo e amplamente transmitidos para o planeta via internet. Estima-se que, só em Londres, 12.000 pessoas participarão ao vivo do evento, e que milhares de pessoas ao redor do globo estejam acompanhando o acontecimento.
O objetivo de todos esses eventos simultâneos é criar um efeito “onda” que se espalhe rapidamente pelo planeta, incentivando o maior número possível de pessoas a serem agentes na construção de um futuro melhor.
O horário dessa conexão global de atividades será 15h00min GMT (horário de Greenwich, 12h00 no horário de Brasília). Nas Américas, o Rio de Janeiro foi escolhido, juntamente com Buenos Aires, para participar em tempo real, do lançamento de just-a-minute. Sendo assim, o Rio estará em link direto com as cidades de Barcelona, Berlim, Moscou, São Petersburgo, Melbourne, Delhi, Nairobi, Johannesburgo, Cidade do Cabo e Plzen.
Campanha mundial é uma iniciativa da Brahma Kumaris
Just-a-minute é uma iniciativa mundial da Brahma Kumaris World Spiritual University. Conforme os tempos de mudança sopram através de nossas estruturas sociais, econômicas e políticas, a instituição vem incentivando o diálogo, encorajando o desenvolvimento de valores universais e trazendo ao mundo uma nova visão do futuro. A instituição foi fundada em 1936 e sua sede se localiza na cidade de Mount Abu, no estado do Rajasthan, Índia. Possui hoje, aproximadamente, 8000 escolas em 90 países. Por sua comprovada experiência de 70 anos nos mais diversos trabalhos e projetos em prol de uma cultura de paz e não-violência ao redor do mundo, a BK filiou-se às Nações Unidas em 1980 como uma Organização Não Governamental com status consultivo geral no ECOSOC[1] e status consultivo no UNICEF[2]. Em 1986 recebeu da ONU o título de “Mensageiros da Paz”. Desde 1999 é reconhecida como uma entidade de utilidade pública federal.
“Só um minuto” – Evento de lançamento de campanha mundial pela construção de mundo melhor através da prática de parar por um minuto ao longo do dia, ficar em silêncio e refletir sobre valores universais. Participação de Cássia Kiss, Regina Casé, projeto Ballet Dalal Achcar, Nós do Morro, entre outros convidados. Realização: Brahma Kumaris.
Dia 17 de setembro. Das 12h às 14h30. Teatro João Caetano. Praça Tiradentes, s/n. Centro. Entrada Franca.
Assessoria de Imprensa:
Claudia Wolff Swatowiski
E.mail: swatwowiski@hotmail.com
Tel: 3393-7624 / 2275-7693 / 9307-6919
[1] Conselho Econômico Social das Nações Unidas
[2] Fundo das Nações Unidas para a Infância
29.8.06
As limitações do Mercosul
J. Carlos de Assis.
Economista e Professor.
Circula na Internet um apanhado de proposições políticas de Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo que pretende ser candidato tucano a presidente da República. Não contém maiores novidades, na medida em que não pode ser surpresa para ninguém que o PSDB, por coerência doutrinária, queira manter a política econômica que deixou de herança ao governo Lula, e que o governo Lula adotou com gosto e proficiência. Entretanto, não deixa de conter algo de inquietante, comparado ao desempenho lulista.
Vou me ater a dois pontos: privatização e ALCA. Aparentemente Alckmin quer retomar as privatizações no ponto em que ela parou, isto é, nas grandes geradoras elétricas e nos bancos federais. Não seria de estranhar, pois o governo Covas, de que Alckmin era vice, privatizou todo o sistema estadual de energia elétrica, inclusive a geração. Pretendeu inclusive ser um modelo para a privatização da energia no domínio federal. E de certa forma ajudou a empurrar as decisões de Fernando Henrique nessa direção.
No campo energético, o que salvou o sistema público foi o apagão de 2001. Furnas estava pronta para ser privatizada, a despeito da resistência de sua diretoria. Uma vez privatizada, todas as demais se seguiriam facilmente. Especialistas do setor provaram de várias formas que seria um despropósito a privatização das geradoras, tendo em vista as características de nosso sistema elétrico predominantemente hidráulico, mas quem ditava as decisões no governo FHC era a equipe econômica alienante, e esta queria a privatização.
O apagão mostrou mais uma vez que Deus é brasileiro. Furnas estava na linha de pênalti, mas não foi chutada. Fernando Henrique recuou assustado diante da crise energética. Posteriormente, com a entrada em cena de Lula, o assunto sequer chegou a ser cogitado. Agora, porém, o governador Alckmin estaria sinalizando claramente sua intenção de retomar as privatizações no setor energético, caso venha a ser presidente da República. E é perfeitamente coerente com o que ele ajudou a fazer em São Paulo.
Também os bancos federais, assim como os poucos restantes bancos públicos estaduais, estariam na linha de tiro do governador paulista. Note-se que, neste caso, há uma jogada esperta de sua parte, uma certa malandragem herdada de Mário Covas. Todos os que acompanharam as discussões sobre organização do sistema bancário brasileiro estão familiarizados com o fato de que o FMI sempre pressionou pela liquidação dos bancos públicos, com o que sempre concordou nossa tecnocracia da Fazenda e do Banco Central.
Havia, porém, resistências políticas legítimas por parte dos governadores, no caso dos bancos comerciais estaduais. Entretanto, o Estado econômica e politicamente mais forte, São Paulo, tinha dois grandes bancos comerciais, o Banespa e a Nossa Caixa. Quebrando-se a resistência de São Paulo, seria mais fácil quebrar a resistência de Minas (que também tinha dois bancos) e dos demais Estados. Ao concordar com a privatização do Banespa, o governador Mário Covas, amigo de FHC, deu a deixa para a privatização geral.
Claro, como não era de ferro, São Paulo reteve o Nossa Caixa, que continua sendo ainda hoje um instrumento (legítimo, diga-se de passagem) de política econômica estadual. Os outros Estados, inclusive Minas, é que ficaram a ver navios, pois entregaram seus bancos à sanha privatista do Governo Federal, ficando sem qualquer instrumento financeiro de desenvolvimento local.
O governo FHC deu os primeiros passos para privatizar também os bancos federais. O BNDES queimou nada menos que 15 milhões de dólares no pagamento de um \u201cestudo\u201d de uma consultoria estrangeira cujo relatório final foi um verdadeiro escárnio, pelo baixo nível das fundamentações. Neste caso, porém, o empresariado tremeu nas bases, pois percebeu que entregar todo o sistema financeiro brasileiro a bancos privados nacionais e estrangeiros, sem a presença equilibradora dos bancos públicos, era simplesmente aumentar os riscos do sistema produtivo. Isso fez parar a agenda privatista.
Aparentemente, Alckmin está motivado pela idéia de levar a privatização aonde FHC não conseguiu chegar, e aonde Lula não quis ir. É bom que essas questões sejam abertamente discutidas, para que não haja futuras surpresas. No caso da ALCA é a mesma coisa. FHC ficou paralisado com a crise de 98/99. Agora Alckmin diz que retomará a agenda. Mostra que é um refém da ideologia neoliberal. Ignora que livre comércio entre países com economias assimétricas, como Estados Unidos e Canadá e o resto das Américas, é como pôr lobo e cordeiro numa mesma jaula para repartir da mesma comida.
J. Carlos de Assis.
Economista e Professor.
Circula na Internet um apanhado de proposições políticas de Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo que pretende ser candidato tucano a presidente da República. Não contém maiores novidades, na medida em que não pode ser surpresa para ninguém que o PSDB, por coerência doutrinária, queira manter a política econômica que deixou de herança ao governo Lula, e que o governo Lula adotou com gosto e proficiência. Entretanto, não deixa de conter algo de inquietante, comparado ao desempenho lulista.
Vou me ater a dois pontos: privatização e ALCA. Aparentemente Alckmin quer retomar as privatizações no ponto em que ela parou, isto é, nas grandes geradoras elétricas e nos bancos federais. Não seria de estranhar, pois o governo Covas, de que Alckmin era vice, privatizou todo o sistema estadual de energia elétrica, inclusive a geração. Pretendeu inclusive ser um modelo para a privatização da energia no domínio federal. E de certa forma ajudou a empurrar as decisões de Fernando Henrique nessa direção.
No campo energético, o que salvou o sistema público foi o apagão de 2001. Furnas estava pronta para ser privatizada, a despeito da resistência de sua diretoria. Uma vez privatizada, todas as demais se seguiriam facilmente. Especialistas do setor provaram de várias formas que seria um despropósito a privatização das geradoras, tendo em vista as características de nosso sistema elétrico predominantemente hidráulico, mas quem ditava as decisões no governo FHC era a equipe econômica alienante, e esta queria a privatização.
O apagão mostrou mais uma vez que Deus é brasileiro. Furnas estava na linha de pênalti, mas não foi chutada. Fernando Henrique recuou assustado diante da crise energética. Posteriormente, com a entrada em cena de Lula, o assunto sequer chegou a ser cogitado. Agora, porém, o governador Alckmin estaria sinalizando claramente sua intenção de retomar as privatizações no setor energético, caso venha a ser presidente da República. E é perfeitamente coerente com o que ele ajudou a fazer em São Paulo.
Também os bancos federais, assim como os poucos restantes bancos públicos estaduais, estariam na linha de tiro do governador paulista. Note-se que, neste caso, há uma jogada esperta de sua parte, uma certa malandragem herdada de Mário Covas. Todos os que acompanharam as discussões sobre organização do sistema bancário brasileiro estão familiarizados com o fato de que o FMI sempre pressionou pela liquidação dos bancos públicos, com o que sempre concordou nossa tecnocracia da Fazenda e do Banco Central.
Havia, porém, resistências políticas legítimas por parte dos governadores, no caso dos bancos comerciais estaduais. Entretanto, o Estado econômica e politicamente mais forte, São Paulo, tinha dois grandes bancos comerciais, o Banespa e a Nossa Caixa. Quebrando-se a resistência de São Paulo, seria mais fácil quebrar a resistência de Minas (que também tinha dois bancos) e dos demais Estados. Ao concordar com a privatização do Banespa, o governador Mário Covas, amigo de FHC, deu a deixa para a privatização geral.
Claro, como não era de ferro, São Paulo reteve o Nossa Caixa, que continua sendo ainda hoje um instrumento (legítimo, diga-se de passagem) de política econômica estadual. Os outros Estados, inclusive Minas, é que ficaram a ver navios, pois entregaram seus bancos à sanha privatista do Governo Federal, ficando sem qualquer instrumento financeiro de desenvolvimento local.
O governo FHC deu os primeiros passos para privatizar também os bancos federais. O BNDES queimou nada menos que 15 milhões de dólares no pagamento de um \u201cestudo\u201d de uma consultoria estrangeira cujo relatório final foi um verdadeiro escárnio, pelo baixo nível das fundamentações. Neste caso, porém, o empresariado tremeu nas bases, pois percebeu que entregar todo o sistema financeiro brasileiro a bancos privados nacionais e estrangeiros, sem a presença equilibradora dos bancos públicos, era simplesmente aumentar os riscos do sistema produtivo. Isso fez parar a agenda privatista.
Aparentemente, Alckmin está motivado pela idéia de levar a privatização aonde FHC não conseguiu chegar, e aonde Lula não quis ir. É bom que essas questões sejam abertamente discutidas, para que não haja futuras surpresas. No caso da ALCA é a mesma coisa. FHC ficou paralisado com a crise de 98/99. Agora Alckmin diz que retomará a agenda. Mostra que é um refém da ideologia neoliberal. Ignora que livre comércio entre países com economias assimétricas, como Estados Unidos e Canadá e o resto das Américas, é como pôr lobo e cordeiro numa mesma jaula para repartir da mesma comida.
15.8.06
Históricos de candidatos à Câmara dos Deputados
Projeto "Excelências" reúne históricos de candidatos à Câmara dos Deputados
Entrou no ar no portal do iG o projeto Excelências, da Transparência Brasil, um cadastro com os históricos de todos os candidatos que buscam reeleição à Câmara dos Deputados, e mais ex-ministros, ex-senadores, ex-governadores e ex-prefeitos de capital que tentam eleger-se deputados federais.
Os históricos de cada candidato incluem apenas dados de domínio público. O projeto Excelências colige e apresenta essas informações num lugar só. Os dados incluem:
- Dados pessoais básicos e funções públicas que os candidatos exerceram.
- Informações sobre o desempenho legislativo dos candidados, como faltas, votações, uso de verbas de gabinete, emendas ao Orçamento apresentadas nos últimos anos.
- Declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral.
- Doadores de campanhas eleitorais passadas (2002 e, no caso daqueles que se candidataram a prefeito em 2004, também estes).
- Principais menções publicadas na imprensa em que o candidato aparece ligado a algum caso de corrupção.
- Referência dos processos (a partir da segunda instância) em que o candidato é indiciado como réu na Justiça Federal, nos tribunais superiores, na Justiça Eleitoral, nos Tribunais de Contas.
No lançamento, o Excelências inclui 150 candidatos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que são os três principais colégios eleitorais do país. A partir daí, serão introduzidos candidatos de um estado por dia, em média, completando o cadastro até o final do mês de agosto.
Use e divulgue.
http://perfil.transparencia.org.br/
Projeto "Excelências" reúne históricos de candidatos à Câmara dos Deputados
Entrou no ar no portal do iG o projeto Excelências, da Transparência Brasil, um cadastro com os históricos de todos os candidatos que buscam reeleição à Câmara dos Deputados, e mais ex-ministros, ex-senadores, ex-governadores e ex-prefeitos de capital que tentam eleger-se deputados federais.
Os históricos de cada candidato incluem apenas dados de domínio público. O projeto Excelências colige e apresenta essas informações num lugar só. Os dados incluem:
- Dados pessoais básicos e funções públicas que os candidatos exerceram.
- Informações sobre o desempenho legislativo dos candidados, como faltas, votações, uso de verbas de gabinete, emendas ao Orçamento apresentadas nos últimos anos.
- Declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral.
- Doadores de campanhas eleitorais passadas (2002 e, no caso daqueles que se candidataram a prefeito em 2004, também estes).
- Principais menções publicadas na imprensa em que o candidato aparece ligado a algum caso de corrupção.
- Referência dos processos (a partir da segunda instância) em que o candidato é indiciado como réu na Justiça Federal, nos tribunais superiores, na Justiça Eleitoral, nos Tribunais de Contas.
No lançamento, o Excelências inclui 150 candidatos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que são os três principais colégios eleitorais do país. A partir daí, serão introduzidos candidatos de um estado por dia, em média, completando o cadastro até o final do mês de agosto.
Use e divulgue.
http://perfil.transparencia.org.br/
10.8.06
Orquestra de judeus e palestinos inicia giro contra guerra
O maestro Daniel Barenboim, judeu nascido na Argentina, comanda a orquestra sinfônica integrada por jovens israelenses e palestinos
ANSA
SEVILHA e TEL AVIV - Enquanto continuam os ataques entre Israel e o Hezbollah a orquestra sinfônica integrada por jovens israelenses e palestinos iniciou uma "turnê" por vários países europeus que se encerrará em 1º de setembro.
De acordo com maestro responsável, Daniel Barenboim, judeu nascido na Argentina, "este giro não é como os outros assim como esse ano, que também não é como os outros". "Espero que não se repita", concluiu Barenboim.
"Gostemos ou não, estamos destinados a viver juntos de uma forma ou de outra. Do contrario nos matamos todos e isto seria um suicídio coletivo", disse o maestro.
A orquestra West Eastern Divan possui pouco mais de 90 membros entre espanhóis, israelenses e palestinos e já se apresentou no auditório Estação da Luz, São Paulo, em 2005.
A "turnê" continuará por Istambul, Bruxelas, Paris, Colonia, Berlim, Weimar y encerrará na Scala de Milão.
(fonte)
O maestro Daniel Barenboim, judeu nascido na Argentina, comanda a orquestra sinfônica integrada por jovens israelenses e palestinos
ANSA
SEVILHA e TEL AVIV - Enquanto continuam os ataques entre Israel e o Hezbollah a orquestra sinfônica integrada por jovens israelenses e palestinos iniciou uma "turnê" por vários países europeus que se encerrará em 1º de setembro.
De acordo com maestro responsável, Daniel Barenboim, judeu nascido na Argentina, "este giro não é como os outros assim como esse ano, que também não é como os outros". "Espero que não se repita", concluiu Barenboim.
"Gostemos ou não, estamos destinados a viver juntos de uma forma ou de outra. Do contrario nos matamos todos e isto seria um suicídio coletivo", disse o maestro.
A orquestra West Eastern Divan possui pouco mais de 90 membros entre espanhóis, israelenses e palestinos e já se apresentou no auditório Estação da Luz, São Paulo, em 2005.
A "turnê" continuará por Istambul, Bruxelas, Paris, Colonia, Berlim, Weimar y encerrará na Scala de Milão.
(fonte)
Ainda teve Adryana BB
Gente com bicho carpinteiro, como eu, não pára. E depois do show da Luhli fomos conferir também o show da Adryana BB no Estrela da Lapa.
A voz poderosa da Adryana cantando tomou conta da casa que pulsava ao som dos tambores do maracatu, cocos e afins. Sua presença no palco é forte, sua irreverência convida o público a participar, seja cantando, dançando ou marcando o ritmo com as mãos, sua capacidade de juntar o tradicional e o moderno sempre vale conferir. Tenho uma queda natural por Pernambuco, suas músicas, festas, comidas, sua gente, seu sotaque. E o talento da Adryana é mais um ponto a favor do estado nordestino.
Também gostei de ter um bom motivo para conhecer o Estrela da Lapa. Lugar bonito, decorado agradável, comida gostosinha, chope bem tirado e ali, no meio de tudo...
Monarco estava cantando no Carioca da Gema na hora em que eu passei debaixo da janela que dá pra rua e me deu uma enorme vontade de entrar. Mas esta vida de peão tem suas limitações para os dias de semana e eu já tinha me esbaldado musicalmente. Então me dei por satisfeita e voltei pra casa.
Pergunta pro povo do baticum: já está rolando a feijoada da Portela? Quando será a próxima?
Gente com bicho carpinteiro, como eu, não pára. E depois do show da Luhli fomos conferir também o show da Adryana BB no Estrela da Lapa.
A voz poderosa da Adryana cantando tomou conta da casa que pulsava ao som dos tambores do maracatu, cocos e afins. Sua presença no palco é forte, sua irreverência convida o público a participar, seja cantando, dançando ou marcando o ritmo com as mãos, sua capacidade de juntar o tradicional e o moderno sempre vale conferir. Tenho uma queda natural por Pernambuco, suas músicas, festas, comidas, sua gente, seu sotaque. E o talento da Adryana é mais um ponto a favor do estado nordestino.
Também gostei de ter um bom motivo para conhecer o Estrela da Lapa. Lugar bonito, decorado agradável, comida gostosinha, chope bem tirado e ali, no meio de tudo...
Monarco estava cantando no Carioca da Gema na hora em que eu passei debaixo da janela que dá pra rua e me deu uma enorme vontade de entrar. Mas esta vida de peão tem suas limitações para os dias de semana e eu já tinha me esbaldado musicalmente. Então me dei por satisfeita e voltei pra casa.
Pergunta pro povo do baticum: já está rolando a feijoada da Portela? Quando será a próxima?
Show da Luhli ontem
A gente chegou em cima da hora do show e nem deu muito tempo para a social antes. Adoro a sala Baden Powell, acho bonita, gosto do hall de entrada com suas frases de efeito, seu teatro...
Antes mesmo do show começar, já nos admiramos do cenário, tão lindo quanto enxuto, e que ganhou uma lindeza especial quando as luzes e as cores vieram brincar sobre ele.
Como foi o show? O repertório vocês conhecem. É ótimo. A Luhli tem aquele jeito adorável. E eu fiquei ali, no meio da "alcateia de sorrisos escancarados e olhinhos brilhantes", como ela mesma descreveu, sorvendo sua música.
E ela estava muito bem acompanhada no palco, pela guitarra do André Saisse, que deu um tempero especial em algumas canções, e o violão competente de Antonio Borges.
A Julia Borges chegou e arrasou. Ela canta melhor a cada dia e sua presença no palco foi encantadora, com gestual diáfano e doces expressões faciais acompanhando a voz belíssima.
E Luhli comandava a turma com pulso e alegria. Fez graça, brindou, tocou tambor para fazer a nossa festa. Adorei O Vira de roupa nova. A dupla com a Júlia em Bandoleiro arrepia. Como sempre, sua interpretação de Chore-me um Rio me trouxe lágrimas aos olhos. É que eu amo o Jeito Gris da ruiva. Fizemos coro para lembrar a tsunami. E uma platéia emocionada não resistiu a sublinhar Fala. E saímos achando que é melhor ser feliz que americano.
Só tenho a agradecer por um espetáculo tão com a cara da artista e por isso, muito, muito especial.
A gente chegou em cima da hora do show e nem deu muito tempo para a social antes. Adoro a sala Baden Powell, acho bonita, gosto do hall de entrada com suas frases de efeito, seu teatro...
Antes mesmo do show começar, já nos admiramos do cenário, tão lindo quanto enxuto, e que ganhou uma lindeza especial quando as luzes e as cores vieram brincar sobre ele.
Como foi o show? O repertório vocês conhecem. É ótimo. A Luhli tem aquele jeito adorável. E eu fiquei ali, no meio da "alcateia de sorrisos escancarados e olhinhos brilhantes", como ela mesma descreveu, sorvendo sua música.
E ela estava muito bem acompanhada no palco, pela guitarra do André Saisse, que deu um tempero especial em algumas canções, e o violão competente de Antonio Borges.
A Julia Borges chegou e arrasou. Ela canta melhor a cada dia e sua presença no palco foi encantadora, com gestual diáfano e doces expressões faciais acompanhando a voz belíssima.
E Luhli comandava a turma com pulso e alegria. Fez graça, brindou, tocou tambor para fazer a nossa festa. Adorei O Vira de roupa nova. A dupla com a Júlia em Bandoleiro arrepia. Como sempre, sua interpretação de Chore-me um Rio me trouxe lágrimas aos olhos. É que eu amo o Jeito Gris da ruiva. Fizemos coro para lembrar a tsunami. E uma platéia emocionada não resistiu a sublinhar Fala. E saímos achando que é melhor ser feliz que americano.
Só tenho a agradecer por um espetáculo tão com a cara da artista e por isso, muito, muito especial.
Da série: Alguns dos meus lugares favoritos na cidade
Bar Luiz

Este bar e restaurante é uma referência histórica para quem busca um chope gelado e comida honesta.
Foi fundado na Rua da Assembléia como Zum Schlauch em 1887 como o primeiro estabelecimento no Rio de Janeiro a servir o chope. Depois de trocar de nome e endereço algumas vezes, reinaugurou na Rua da Carioca em 1927.

Durante a Segunda Guerra Mundial, estudantes revoltosos com os bombardeios no litoral brasileiro entenderam que o nome do estabelecimento, então Bar Adolph, era uma homenagem ao ditador alemão e decidiram depredar o local. Mas lá encontraram um senhor de meia idade que interviu com um belo discurso em favor da casa. Era Ary Barroso. De qualquer, para evitar futuras confusões, os proprietários decidiram trocar seu nome para Bar Luiz.
Essa e outras histórias transpiram de suas paredes decoradas com diversas fotos.

Lugar para se esquecer definitivamente a dieta e se entregar às delícias da salada de batatas, ao kassler e ao chucrute ou mesmo ao eisbein.
Rua da Carioca, 39 - Centro
2517-0458
2ª a sáb., das 11h às 23h30
Cap.: 140 pessoas
Bar Luiz

Este bar e restaurante é uma referência histórica para quem busca um chope gelado e comida honesta.
Foi fundado na Rua da Assembléia como Zum Schlauch em 1887 como o primeiro estabelecimento no Rio de Janeiro a servir o chope. Depois de trocar de nome e endereço algumas vezes, reinaugurou na Rua da Carioca em 1927.

Durante a Segunda Guerra Mundial, estudantes revoltosos com os bombardeios no litoral brasileiro entenderam que o nome do estabelecimento, então Bar Adolph, era uma homenagem ao ditador alemão e decidiram depredar o local. Mas lá encontraram um senhor de meia idade que interviu com um belo discurso em favor da casa. Era Ary Barroso. De qualquer, para evitar futuras confusões, os proprietários decidiram trocar seu nome para Bar Luiz.
Essa e outras histórias transpiram de suas paredes decoradas com diversas fotos.

Lugar para se esquecer definitivamente a dieta e se entregar às delícias da salada de batatas, ao kassler e ao chucrute ou mesmo ao eisbein.
Rua da Carioca, 39 - Centro
2517-0458
2ª a sáb., das 11h às 23h30
Cap.: 140 pessoas
7.8.06
Da série: Alguns dos meus lugares favoritos na cidade (ou pra falar mal já tem gente demais)
Cine Odeon

O Odeon é uma das salas de cinema mais tradicionais da cidade, e apesar de ter sofrido muitas das mazelas dos cinemas de rua, foi restaurado pelo Grupo Estação.
Ele foi fundado em 1924 e reinaugurado em 1999.
Além do Cine Palácio, que fica ali pertinho na Rua do Passeio, é o único cinema de rua remanescente do tempo que aquela área da cidade recebeu o nome de Cinelândia.
Tem sempre programações interessantes, bons filmes e um café/restaurante/bistrô delicioso.
Praça Mahatma Gandhi, 2 Cinelândia
Capacidade: 714 pessoas
Cine Odeon

O Odeon é uma das salas de cinema mais tradicionais da cidade, e apesar de ter sofrido muitas das mazelas dos cinemas de rua, foi restaurado pelo Grupo Estação.
Ele foi fundado em 1924 e reinaugurado em 1999.
Além do Cine Palácio, que fica ali pertinho na Rua do Passeio, é o único cinema de rua remanescente do tempo que aquela área da cidade recebeu o nome de Cinelândia.
Tem sempre programações interessantes, bons filmes e um café/restaurante/bistrô delicioso.
Praça Mahatma Gandhi, 2 Cinelândia
Capacidade: 714 pessoas
4.8.06
Da série: Alguns dos meus lugares favoritos na cidade
Paço Imperial

É o palácio que fica no centro da Praça 15 e foi importante nas fases colonial, real e imperial do país. Foi fundado em 1743, reformado em 1983 e reaberto em 1985.Já foi sede da Capitania do Rio de Janeiro, foi Palácio dos Vice-Reis, sede do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves e local de momentos históricos, como Dia do Fico (1822) e a assinatura da Lei Áurea (1888). Atualmente abriga livraria, cinema, galeria de arte e restaurante.
Acesso fácil de ônibus, pela Rua 1º de Março ou o mergulhão da Praça 15), barcas ou metrô (estação Carioca, subindo pela Rua da Assembléia).
Praça 15, 48 - Centro
3º a domingo, das 12h às 18h
grátis
Paço Imperial

É o palácio que fica no centro da Praça 15 e foi importante nas fases colonial, real e imperial do país. Foi fundado em 1743, reformado em 1983 e reaberto em 1985.Já foi sede da Capitania do Rio de Janeiro, foi Palácio dos Vice-Reis, sede do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves e local de momentos históricos, como Dia do Fico (1822) e a assinatura da Lei Áurea (1888). Atualmente abriga livraria, cinema, galeria de arte e restaurante.
Acesso fácil de ônibus, pela Rua 1º de Março ou o mergulhão da Praça 15), barcas ou metrô (estação Carioca, subindo pela Rua da Assembléia).
Praça 15, 48 - Centro
3º a domingo, das 12h às 18h
grátis
2.8.06
CICLO DE PALESTRAS COR & IMPRESSÃO
Evento de lançamento do curso de PRODUÇÃO EDITORIAL: GRRENCIAMENTO DE COR & QUALIDADE DE IMPRESSÃO
Buscando uma maior integração com o segmento editorial / gráfico do Rio de Janeiro, a FACULDADE CCAA promove, com o apoio de algumas das maiores empresas do setor,
o "Ciclo de Palestras Cor e Impressão". Venha conhecer as últimas soluções consolidadas de equipamentos e processos para todo o fluxo de produção gráfica. Convide a todos. Participe!
Público-alvo:
. Profissionais do mercado editorial, gráfico e publicitário
. Estudantes das áreas de produção editorial, comunicação, design, programação visual e artes gráficas
. Fotógrafos
Todos os participantes receberão CERTIFICADO.
CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO!
DIA: 02/08
ASSUNTO: IMPRESSÃO DIGITAL
18h Credenciamento e entrada
18h20 Abertura do evento
18h45 EMPRESA: XEROX DO BRASIL
CONTEÚDO: Mercado / Tendências da Impressão Digital / Comunicação Personalizada / Diferenciação / Portifólio de Soluções
PALESTRANTE: Clóvis Castanho
19h30 EMPRESA: ALPHAPRINT - HP
CONTEÚDO: As novas oportunidades de negócios com o amadurecimento da tecnologia de impressão / Soluções HP Indigo para impressão digital reticulada e personalizada em diferentes suportes
PALESTRANTE: Salvador Sindona
20h15 Coffee Break
20h45 EMPRESA: KODAK
CONTEÚDO: Visão Geral do Mercado / Gerando Novas Oportunidades de Negócio e Aumentando a Receita com a aplicação da Tecnologia de Impressão Digital / Otimizando seu investimento com a impressão híbrida / Como gerar demanda para a impressão digital
PALESTRANTE: Maurício Carlini
21h30 Encerramento
DIA: 03/08
ASSUNTO: EQUIPAMENTOS E INSUMOS GRÁFICOS18h Credenciamento e entrada
18h20 Abertura do evento
18h45 EMPRESA: IPP MAN-ROLAND
CONTEÚDO: Tendência mercadológica de pequenas e médias tiragens exigindo adequação de formatos na utilização de equipamentos de impressão customizados
PALESTRANTE: Jânio Coelho e Lincoln Lopes
19h30 EMPRESA: SUN CHEMICAL
CONTEÚDO: Controle de Processo na Impressão Offset (Por que controlar a impressão? / Fatores de controle / Rolaria / Solução de molhagem / Cópia de Chapas / Revelação)
PALESTRANTE: André Nato
20h15 Coffee Break
20h45 EMPRESA: ALPHAPRINT - KODAK
CONTEÚDO: Crescimento através da diferenciação e aplicação de novas tecnologias de pré-impressão. CTP com tecnologia térmica CREO e fluxo de trabalho PRINERGY
PALESTRANTE: Fernando Maia e Marcos Prado
21h30 Encerramento
Local do Evento:
Teatro da Faculdade CCAA
Av. Marechal Rondon, 1460 - Riachuelo
Rio de Janeiro/RJ - Tel.: (21) 2156-5000
Clique aqui para saber como chegar
Para ter mais informações sobre o curso de extensão PRODUÇÃO EDITORIAL: GERENCIAMENTO DE COR & QUALIDADE DE IMPRESSÃO, clique aqui.
Evento de lançamento do curso de PRODUÇÃO EDITORIAL: GRRENCIAMENTO DE COR & QUALIDADE DE IMPRESSÃO
Buscando uma maior integração com o segmento editorial / gráfico do Rio de Janeiro, a FACULDADE CCAA promove, com o apoio de algumas das maiores empresas do setor,
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Público-alvo:
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DIA: 02/08
ASSUNTO: IMPRESSÃO DIGITAL
18h Credenciamento e entrada
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18h45 EMPRESA: XEROX DO BRASIL
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PALESTRANTE: Clóvis Castanho
19h30 EMPRESA: ALPHAPRINT - HP
CONTEÚDO: As novas oportunidades de negócios com o amadurecimento da tecnologia de impressão / Soluções HP Indigo para impressão digital reticulada e personalizada em diferentes suportes
PALESTRANTE: Salvador Sindona
20h15 Coffee Break
20h45 EMPRESA: KODAK
CONTEÚDO: Visão Geral do Mercado / Gerando Novas Oportunidades de Negócio e Aumentando a Receita com a aplicação da Tecnologia de Impressão Digital / Otimizando seu investimento com a impressão híbrida / Como gerar demanda para a impressão digital
PALESTRANTE: Maurício Carlini
21h30 Encerramento
DIA: 03/08
ASSUNTO: EQUIPAMENTOS E INSUMOS GRÁFICOS18h Credenciamento e entrada
18h20 Abertura do evento
18h45 EMPRESA: IPP MAN-ROLAND
CONTEÚDO: Tendência mercadológica de pequenas e médias tiragens exigindo adequação de formatos na utilização de equipamentos de impressão customizados
PALESTRANTE: Jânio Coelho e Lincoln Lopes
19h30 EMPRESA: SUN CHEMICAL
CONTEÚDO: Controle de Processo na Impressão Offset (Por que controlar a impressão? / Fatores de controle / Rolaria / Solução de molhagem / Cópia de Chapas / Revelação)
PALESTRANTE: André Nato
20h15 Coffee Break
20h45 EMPRESA: ALPHAPRINT - KODAK
CONTEÚDO: Crescimento através da diferenciação e aplicação de novas tecnologias de pré-impressão. CTP com tecnologia térmica CREO e fluxo de trabalho PRINERGY
PALESTRANTE: Fernando Maia e Marcos Prado
21h30 Encerramento
Local do Evento:
Teatro da Faculdade CCAA
Av. Marechal Rondon, 1460 - Riachuelo
Rio de Janeiro/RJ - Tel.: (21) 2156-5000
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2006 EM VERSO E PROSA
Auditor transforma paixão pela MPB em livro e
rememora frases de grandes letristas brasileiros
Alice Ruiz, Cristina Saraiva, Claudio Cartier , Celia Vaz , Celso Viáfora, Paulo César Feital, Dudu Falcão , Sérgio Natureza e Irinéa Maria . Nomes desconhecidos do grande público, mas que, com suas letras, ajudaram a construir a rica história da música popular brasileira. Agora, esses compositores dividem espaço com figuras consagradas como Chico Buarque, Joyce , Paulinho Tapajós , Guinga, Carlinhos Vergueiro e Sergio Natureza no livro MPB: Versos para sua Prosa, da Editora Degustar.
O responsável por essa reunião inédita não é um crítico cultural tampouco um profissional da área. Entusiasta da MPB, o auditor e consultor empresarial Raul Corrêa da Silva dedicou três décadas à formação de um acervo com mais de 5 mil títulos e 55 mil canções. Há dois anos, a paixão o despertou a iniciar uma pesquisa jornalística e selecionar 365 versos – de cerca de 3 mil compositores – que mais lhe marcaram. “Sempre me inquietou o fato de a música normalmente se sobrepujar à letra na memória dos ouvintes. Quero homenagear nossos poetas, capazes de extravasar verdadeiros ensinamentos e sensações de amor ou angústia em suas letras”.
Para Corrêa, o livro tem pérolas gravadas uma única vez e os intérpretes brasileiros precisam ter acesso a esse material para montar seu repertório. “Assim, a obra pode proporcionar um ganho emocional e financeiro a todos os profissionais atuantes na indústria fonográfica”, avalia.
O resultado é uma coletânea eclética, com algumas frases acompanhadas de bem humoradas ilustrações. De Noel Rosa e Vadico (Com que Roupa?) a Zezé di Camargo (É o Amor), passando por Sá e Guarabyra (Pássaro). Também estão presentes sucessos como Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e Vitoriosa, de Ivan Lins e Vitor Martins (Quero toda sua pouca castidade). “Encontrei letras dos anos 20 aos dias atuais. E os artistas, editoras e gravadoras entenderam a proposta e deram amplo apoio ao projeto”.
A obra funciona ainda como um verdadeiro teste de conhecimento sobre a MPB. Quem é Tavito, por exemplo? Poucos sabem que ele é um grande compositor e dividiu com Zé Rodrix a autoria de Casa no Campo, eternizada na voz de Elis Regina. “Muitas pessoas vão constatar que nunca associaram aquele verso à melodia ou mesmo a seu autor”, avalia Corrêa.
Histórias de vida
“Desde quando sorrir é ser feliz? Cantar nunca foi só de alegria, com tempo ruim todo mundo também dá bom-dia”. O verso de Palavras, do primeiro trabalho de Gonzaguinha, remete a uma passagem inusitada na vida do autor nos anos 70, quando os artistas conviviam com o risco iminente de censura do disco logo após o lançamento. “O álbum foi realmente apreendido dias depois de chegar às lojas. Descobri que nem Gonzaguinha tinha essa relíquia. Decidi então presenteá-lo com o LP”, revela.
Corrêa, aliás, apostou recentemente em uma incursão no universo musical, atuando como produtor de Contra-Ataque, de Carlinhos Vergueiro. E também se arriscou a compor Duas Faces, em parceria com Tato Fischer e Zé Edu. Seu verso publicado reflete um pensamento do autor: A vida é simples para quem segue a regra que o mundo dá. “Mesmo depois de dias estafantes e reuniões com clientes, aproveitei as horas vagas para fazer de uma paixão uma obra acessível a todos”, conclui.
Ficha técnica
MPB: Versos para sua Prosa
Seleção: Raul Corrêa da Silva
Editora Degustar
www.editoradegustar.com.br
Luhli e Lucina acertam o passo com belos CDs-solo
Separadas há quase seis anos, elas voltam agora com outros (novos e antigos) parceiros em dois belos CDs-solo, Luhli (Atração) e A Música em Mim (Duncan Discos)
(Lauro Lisboa Garcia)
Luhli já foi Luli, Lucina já assinou Lucinha e Lucinda. Juntas, as compositoras e cantoras formaram durante 25 anos uma das mais magníficas parcerias da música alternativa brasileira. Separadas há quase seis anos, elas voltam agora com outros (novos e antigos) parceiros em dois belos CDs-solo, Luhli (Atração) e A Música em Mim (Duncan Discos), fecundos de boas idéias como nos tempos artesanais de jovens hippies. (...)
Sem obter grandes êxitos comerciais com gravações próprias, Luhli e Lucina cravaram hits como O Vira, Fala, Napoleão e Bandolero na voz de Ney Matogrosso (seu intérprete mais assíduo e notório desde os tempos de Secos & Molhados), Frenéticas (É Que Nessa Encarnação Eu Nasci Manga), Rolando Boldrin (Êta Nóis), Nana Caymmi (Primeira Estrela), entre outros. Pioneiras na produção independente de discos, a partir de 1979, elas também foram originais no estilo de vida comunitário e revolucionário.
leia a matéria completa
Separadas há quase seis anos, elas voltam agora com outros (novos e antigos) parceiros em dois belos CDs-solo, Luhli (Atração) e A Música em Mim (Duncan Discos)
(Lauro Lisboa Garcia)
Luhli já foi Luli, Lucina já assinou Lucinha e Lucinda. Juntas, as compositoras e cantoras formaram durante 25 anos uma das mais magníficas parcerias da música alternativa brasileira. Separadas há quase seis anos, elas voltam agora com outros (novos e antigos) parceiros em dois belos CDs-solo, Luhli (Atração) e A Música em Mim (Duncan Discos), fecundos de boas idéias como nos tempos artesanais de jovens hippies. (...)
Sem obter grandes êxitos comerciais com gravações próprias, Luhli e Lucina cravaram hits como O Vira, Fala, Napoleão e Bandolero na voz de Ney Matogrosso (seu intérprete mais assíduo e notório desde os tempos de Secos & Molhados), Frenéticas (É Que Nessa Encarnação Eu Nasci Manga), Rolando Boldrin (Êta Nóis), Nana Caymmi (Primeira Estrela), entre outros. Pioneiras na produção independente de discos, a partir de 1979, elas também foram originais no estilo de vida comunitário e revolucionário.
leia a matéria completa
Para refletir:
CARTA A FRANK
Boaventura de Sousa Santos
Escrevo-te esta carta com o coração apertado. Deixo a análise fria para a razão cínica que domina o comentário político ocidental. És um dos intelectuais judeus israelitas como te costumas classificar, para não esquecer que um quinto dos cidadãos de Israel são os árabes, mais progressistas que conheço. Aceitei com gosto o convite que me fizeste para participar no Congresso que estás a organizar na Universidade de Telavive. Sensibilizou-me sobretudo o entusiasmo com que acolheste a minha sugestão de realizarmos algumas sessões do Congresso em Ramalah. Escrevo-te hoje para te dizer que, em consciência, não poderei participar no congresso. Defendo, como sabes, que Israel tem direito a existir como país livre e democrático, o mesmo direito que defendo para o povo palestino. Esqueço com alguma má consciência que a Resolução 181 da ONU, de 1947, decidiu a partilha da Palestina entre um Estado judaico (55% do território) e um Estado palestino (44%) e uma zona internacional (os lugares santos: Jerusalém e Belém) para que os europeus expiassem o crime hediondo que tinham cometido contra o povo judaico. Esqueço também que, logo em 1948, a parcela do Estado árabe diminuiu quando 700.000 palestinianos foram expulsos das suas terras e casas (levando consigo as chaves que muitos ainda conservam) e continuou a diminuir nas décadas seguintes, não sendo hoje mais de 20% do território. Ao longo dos anos tenho vindo a acumular dúvidas de que Israel aceite, de fato, a solução dos dois Estados: a proliferação dos colonatos, a construção de infra-estruturas (estradas, redes de água e de electricidade), retalhando o território palestiniano para servir os colonatos, os check points e, finalmente, a construção do Muro de Sharon a partir de 2002 (desenhado para roubar mais território aos palestinianos, os privar do acesso à água e, de fato, os meter num vasto campo de concentração). As dúvidas estão agora dissipadas depois dos mais recentes ataques na faixa de Gaza e da invasão do Líbano. E agora tudo faz sentido. A invasão e destruição do Líbano em 1982 ocorreram no momento em que Arafat dava sinais de querer iniciar negociações, tal como a de agora ocorre pouco depois do Hamas e da Fatah terem acordado em propor negociações. Tal como naquela época, foram forjados os pretextos para a guerra. Para além de haver milhares de palestinianos raptados por Israel (incluindo ministros de um governo democraticamente eleito), quantas vezes no passado se negociou a troca de prisioneiros? Meu Caro Frank, o teu país não quer a paz, quer a guerra porque não quer dois Estados. Quer a destruição do povo palestino ou, o que é o mesmo, quer reduzi-lo a grupos dispersos de servos politicamente desarticulados, vagueando como apátridas desenraizados em quadrículos de terreno bem vigiados. Para isso dá-se ao luxo de destruir, pela segunda vez, um país inteiro e cometer impunemente crimes de guerra contra populações civis. Depois do Líbano, seguir-se-á a Síria e o Irã. E depois, fatalmente, virar-se-á o feitiço contra o feiticeiro e será a vez do teu Israel. Por agora, o teu país é o novo Estado pária, exímio em terrorismo de Estado, apoiado por um imenso lobby comunicacional que sufocantemente domina os jornais do meu país com a bênção dos neoconservadores de Washington e a vergonhosa passividade da União Européia. Sei que partilhas muito do que penso e espero que compreendas que a minha solidariedade para com a tua luta passa pelo boicote ao teu país. Não é uma decisão fácil. Mas creio que, ao pisar a terra de Israel, sentiria o sangue das crianças de Gaza e do Líbano (um terço das vítimas) enlamear os meus passos e embargar-me a voz.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal)
CARTA A FRANK
Boaventura de Sousa Santos
Escrevo-te esta carta com o coração apertado. Deixo a análise fria para a razão cínica que domina o comentário político ocidental. És um dos intelectuais judeus israelitas como te costumas classificar, para não esquecer que um quinto dos cidadãos de Israel são os árabes, mais progressistas que conheço. Aceitei com gosto o convite que me fizeste para participar no Congresso que estás a organizar na Universidade de Telavive. Sensibilizou-me sobretudo o entusiasmo com que acolheste a minha sugestão de realizarmos algumas sessões do Congresso em Ramalah. Escrevo-te hoje para te dizer que, em consciência, não poderei participar no congresso. Defendo, como sabes, que Israel tem direito a existir como país livre e democrático, o mesmo direito que defendo para o povo palestino. Esqueço com alguma má consciência que a Resolução 181 da ONU, de 1947, decidiu a partilha da Palestina entre um Estado judaico (55% do território) e um Estado palestino (44%) e uma zona internacional (os lugares santos: Jerusalém e Belém) para que os europeus expiassem o crime hediondo que tinham cometido contra o povo judaico. Esqueço também que, logo em 1948, a parcela do Estado árabe diminuiu quando 700.000 palestinianos foram expulsos das suas terras e casas (levando consigo as chaves que muitos ainda conservam) e continuou a diminuir nas décadas seguintes, não sendo hoje mais de 20% do território. Ao longo dos anos tenho vindo a acumular dúvidas de que Israel aceite, de fato, a solução dos dois Estados: a proliferação dos colonatos, a construção de infra-estruturas (estradas, redes de água e de electricidade), retalhando o território palestiniano para servir os colonatos, os check points e, finalmente, a construção do Muro de Sharon a partir de 2002 (desenhado para roubar mais território aos palestinianos, os privar do acesso à água e, de fato, os meter num vasto campo de concentração). As dúvidas estão agora dissipadas depois dos mais recentes ataques na faixa de Gaza e da invasão do Líbano. E agora tudo faz sentido. A invasão e destruição do Líbano em 1982 ocorreram no momento em que Arafat dava sinais de querer iniciar negociações, tal como a de agora ocorre pouco depois do Hamas e da Fatah terem acordado em propor negociações. Tal como naquela época, foram forjados os pretextos para a guerra. Para além de haver milhares de palestinianos raptados por Israel (incluindo ministros de um governo democraticamente eleito), quantas vezes no passado se negociou a troca de prisioneiros? Meu Caro Frank, o teu país não quer a paz, quer a guerra porque não quer dois Estados. Quer a destruição do povo palestino ou, o que é o mesmo, quer reduzi-lo a grupos dispersos de servos politicamente desarticulados, vagueando como apátridas desenraizados em quadrículos de terreno bem vigiados. Para isso dá-se ao luxo de destruir, pela segunda vez, um país inteiro e cometer impunemente crimes de guerra contra populações civis. Depois do Líbano, seguir-se-á a Síria e o Irã. E depois, fatalmente, virar-se-á o feitiço contra o feiticeiro e será a vez do teu Israel. Por agora, o teu país é o novo Estado pária, exímio em terrorismo de Estado, apoiado por um imenso lobby comunicacional que sufocantemente domina os jornais do meu país com a bênção dos neoconservadores de Washington e a vergonhosa passividade da União Européia. Sei que partilhas muito do que penso e espero que compreendas que a minha solidariedade para com a tua luta passa pelo boicote ao teu país. Não é uma decisão fácil. Mas creio que, ao pisar a terra de Israel, sentiria o sangue das crianças de Gaza e do Líbano (um terço das vítimas) enlamear os meus passos e embargar-me a voz.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal)
1.8.06
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