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1.6.11

A Quimidéias no 5o. Jogos Mundiais Militares




O primeiro dos mega eventos esportivos que terão como cenário o Rio acontece já agora em 2011: a quinta edição dos Jogos Mundiais Militares.
Realizados de 16 a 24 de julho, com a participação de cerca de 6000 atletas de mais de 100 países, os jogos serão um dos primeiros testes de organização e infraestrtura que a cidade enfrentará.
A Quimidéias estará presente no 5o. Jogos Mundiais Militares prestando serviços de interpretação e acompanhamento a atletas e dirigentes, contribuindo assim para o sucesso de tão importante evento.
Para saber mais sobre os jogos: clique aqui.

31.5.11

8º Prêmio ACIE de Cinema

Como esperado, o grande vencedor do 8º Prêmio ACIE de Cinema , o Globo de Ouro nacional, ocorrido ontem, no Centro Cultural Banco do Brasil, na Candelária, foi o favoritíssimo Tropa de Elite 2. O filme de José Padilha abocanhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro (Bráulio Mantovani), Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Fotografia (Lula Carvalho).

Interessante observar que o prêmio de Melhor Diretor não saiu para a mesma produção que levou o troféu de Melhor Filme. Ele foi para a estante de José Joffily por Olhos Azuis, um grande filme, infelizmente, passado quase em branco pelas salas nacionais.

Glória Pires, nossa Meryl Streep, foi a escolhida como Melhor Atriz por Lula, O Filho do Brasil. A mesma fita também foi laureada como aquela com Melhor Trilha Sonora(Antônio Pinto e Jacques Morelembaum).

Uma Noite em 67 foi eleito o Melhor Documentário, mas um dos outros indicados para a categoria não saiu de mãos abanando. Dzi Croquettes foi eleito melhor filme pelo voto popular, o que não deixa de ser uma façanha e tanto para um documentário, como bem sublinhou sua diretora, Tatiana Issa ao receber a estatueta.

Singela e bonita homenagem ao Cacá Diegues, pelo conjunto da obra.

José Padilha subiu ao palco para receber praticamente todos os prêmios refentes ao seu filme no lugar dos premiados, já que, segundo ele, estavam documentando os treinos de Ronaldinho que se prepara para um jogo de despedida oficial pelo Corinthians.

É agradável ver grandes realizadores não mais se queixando das dificuldades de se fazer cinema neste país. Pelo contrário, foi voz corrente durante a cerimônia que, em vários aspectos, o Brasil atravessa um momento especial em sua História. O cinema nacional não poderia ficar de fora deste fenômeno. Os números das bilheterias para as produções nacionais enchem os olhos e os olhos do mundo voltam-se para nós guiados por obras como Rio, Velozes e Furiosos 5, Amanhecer (da Saga Crepúsculo), Os Mercenários, etc. O momento é difinitivamente auspicioso e o cinema brasileiro, embora ainda precise de financiamento, transforma-se em uma atividade permanente, que - torcemos todos - em breve caminhe com as próprias pernas.

Hoje tem mais. O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, o Oscar brasileiro, acontecerá às 21h, no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes.

Que brilhem cada vez mais nossas estrelas!

21.5.11

20.5.11

Mel - Adoçando a Felicidade

(Sérgio Veleiro)

"Nesse intervalo de vida que se arrasta, andei me arrastando por sobre o livro da Carla Cíntia (Fel – amargando felicidade) e tive vários momentos de puríssimo prazer.

Leitura que se faz de boca cheia, riso fortuito, pontada de dor. Não uma, não duas, algumas vezes parei a leitura entre uma crônica e outra para respirar fundo. Olhar longe que se perde imaginando... E o Rio de Janeiro explode em cada esquina de concreto, em cada nesga de sentimento.

Não são crônicas sobre a cidade, são histórias profundamente humanas como “A viagem na viagem” (pag. 63) em que a autora diz:

“Gosto de estar perto de gente, gente de verdade, daquelas que fazem números largos em estatísticas.”

E a narrativa prossegue no imaginário de uma testemunha ocular do alheio, do que não lhe pertence, mas está tão próximo: o outro.

Sentada dentro de um ônibus ela vê e imagina. E tudo é tão real, e tudo é tão possível que o leitor vai junto no desenrolar da vida do alheio que é o seu modo de encontrar o outro.

Adiante no livro a narrativa percorre o arrumar e o desarrumar da vida na perspectiva do cabideiro não aprovado pela mãe (“Cabideiro” pág. 72). Quem resiste a um bom pendurar de roupas usadas ao alcance da mão?

E as roupas vão se acumulando à vista de todos, assim como as frustrações, quando temos um cabideiro por perto. Sim, eis uma verdade universal: os pregos atrás da porta atraem a roupa do dia.

Na minha casa de infância meu pai nunca deixou de furar as portas do quarto e banheiro com pregos que serviam de cabides. E não adiantava o quanto mamãe pedisse, era um costume de infância dele. Ela se conformou, afinal também tinha seus costumes de infância inexplicáveis.

Mais adiante Carla fala de um tema universal: o diz que me disse. (“Diz-que-diz” pág. 73).



Carla, concordo muito com você quando diz:

“A questão é que não tenho controle sobre o comportamento de ninguém, além do meu próprio.”

Sempre achei isso. O outro é um completo aleatório, o que ele fala de você é tão-somente o que ele pensa, o que ele é. Não é você. Por isso amplio seu pensamento dizendo que não temos controle sobre o pensamento de ninguém, quanto mais sobre o comportamento. Todos somos livres, pensamos, dizemos e fazemos o que temos por dentro, inclusive ódio, revolta, frustração, inveja... Tudo isso a palavra revela. É só ficar atento. Ou como você bem disse na página 74:

“Se alguém sumariamente se afasta de mim após dar ouvido a mexericos engendrados por uma alma vil, só posso agradecer ao que alguns chamam de anjo da guarda, por ter retirado pessoa tão mixuruca do meu campo vibracional.”

Em “Carta ao meu filho” (pág. 90) eu destaco esse alerta que me fez lembrar um fato acontecido no passado recente:

“Olhe dentro dos olhos. Por mais desorientada que esteja, uma pessoa sempre terá alguma virtude.”

Isso foi tema de discussão um dia desses com os amigos daqui de perto. Perguntei assim de supetão, sem explicação alguma: qual é a tua virtude?

Foi engraçado perceber que alguns demoraram para responder e outros começaram pelos defeitos. Um disse “mas eu não gosto de me auto-elogiar”. Como se reconhecer uma virtude fosse um elogio ao ego... Deu pano pra manga e muita luz no espelho das nossas sombras.

Avançando na leitura tropecei com esses questionamentos: você é responsável por aquilo que cativa? Você já fez a diferença na vida de uma pessoa? Alguém já te disse isso alguma vez? Não? Então leia a crônica “Eu e o outro” (pág. 80/81).

E quem não teve saudade da camisa velha, aquela de algodão bem velhinha e esburacada que você adora vestir quando chega em casa depois de um dia exaustivo? Como não fechar o livro e sorrir um pouco depois de ler a crônica “A camiseta furada” (pág. 59) ?

“Com certeza você já teve um amigo camiseta-velha. Com certeza você já teve dias camiseta-velha...”

O livro todo é uma delícia. Daqueles que a gente lê e pensa, essa eu vou reler um dia. Como um alerta de quem já viveu ou presenciou uma situação descrita na crônica e precisa de cúmplice para expiar os pensamentos nada ortodoxos.

Livro bom é assim, a gente termina de ler já sabendo que vai ser relido. Páginas marcadas, idéias fincadas na mente e ao colocar na prateleira a certeza de que em breve estará de volta à cabeceira da cama.

Carla, parabéns pelo livro. Muito grato pelo prazer da leitura.

(...)
P.S. O tipo de letra impresso nos poemas embaralhou minha visão. Por algum problema meu de foco não consegui sentir os versos."

28.4.11

Vem coisa boa aí. Confira!

14.3.11

"Certa manhã acordei de sonhos intranquilos"
Adoro este título do CD do Otto, referência à Metamosfose de Kafka.
Tenho pesadelos com tsunami.
Hoje acordei com o firme propósito de, ao inicial oficialmente o ano, passar a receber apenas boas notícias.
Nem que para isso tenha que virar uma barata, a única que se salvará do apocalipse.

28.2.11


Acompanhando o desenvolvimento do mercado editorial e de e-books, partilho com vocês o lançamento do meu livro FEL – Amargando Felicidade em formato digital.

Nesse formato, excluídos os custos gráicos, o preço da obra cai significativamente. Confira!

Quem não abre mão do toque do papel nem do prazer do livro impresso, não tem com o que se preocupar. FEL – Amargando Felicidade continua disponível no modelo impresso. Portanto, fica a seu critério escolher o formato que mais lhe agrada.
Em seu livro "A língua de três pontas", Moacyr Scliar cita o Talmud:

A língua que fala mal tem três pontas:
uma fere aquele de quem se fala;
outra fere aquele a quem se fala;
a terceira fere aquele que fala.


E adiciona:

"A maledicência é, no fundo, uma atividade melancólica. Melhor dizendo, é uma tentativa de combater nossa própria melancolia, tripudiando sobre outros."

(Moacyr Scliar - 1937-2011)

22.2.11


Depoimento de Regina Makarem

(Para quem não sabe, CCzinha sou eu.)

"CCzinha, vem agora, tão linda com o livro na mão. Que não li mas sei que vou gostar. Porque CCzinha domina as palavras, sabe manejá-las como espadas, flores, caras de baralho, de tarot, cartas de amor. Ah, que importa... fundamental é escrever. Mais que viver. CCzinha sabia disso desde que nasceu e chorou seu choro primordial, feito de sons que derramavam letras e palavras que somente elazinha tão pequenininha - quando era CCzinha de verdade, agora é CCzinha apenas porque é muito queridinha, mas graaaande - pois bem, as palavras que ela ronronava no primeiro chorinho ninguém compreendia. Mamãe-papai-vovós-vovós acharam tão lindo o chorinho que esparramava letras pelo ar. Letras e sonhos de um dia forma palavras, tanta curiosidade. Como é o mundo? Que mundo é este pra onde me trouxeram tão CCzinha de mim. Que medo, que susto! Como é bom o amor em volta. Não sabe das pessoas dos fatos. Apenas o ato de ser e de ser amada. BBzinha sorri e nasce a primeira crônica. Das palavras que descobriu quando associou ao sentimento os nomes que retalham em tantos sentimentos a inteireza de ser apenas a CCzinhtoda fatiada em milhares de sentires e doeres e amares e muitas palavras novas. O que será que tem mais, palavras ou sentimentos? às vezes, ou, tem gente que não sabe o que fazer com palavras como amor, dignidade, gentileza, lealdade, gratidão, generosidade, delicadeza, enfim, tantos sentimentos que só fazem sentido quando existem ao mesmo tempo por dentro da gente. E nem sempre são partes do ser, talvez palavras como um jogo, palavras cruzadas. Nada mais. As palavras só atingem seu pleno significado quando fazem parte do dia a dia de ser gente. Gente como CCzinha."

28.1.11

Promoção especial 28 e 29/01/2011

Desconto de 20% apenas hoje e amanhã no Clube de Autores

Entre hoje e amanhã, as obras publicadas no Clube estarão com desconto, viabilizado por uma ampla negociação feita com todos os fornecedores.

Isso significa uma queda considerável do que estamos batizando de "sexta e sábado literários".

O desconto durará até o final do sábado.

A todos os leitores, boas compras!

Onde?
O que? release 1 e release 2
A premiação?

15.12.10

Sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos: Brasil é
obrigado a investigar e punir os crimes da ditadura militar


Rio de Janeiro, São Paulo e Washington DC, 14 de dezembro de 2010 - A Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), em uma sentença histórica notificada hoje, determinou a
responsabilidade internacional do Brasil pelo desaparecimento forçado de, pelo menos, 70 camponeses e militantes da Guerrilha do Araguaia entre os anos de 1972 a 1974, durante a ditadura militar brasileira. Conforme compromisso assumido internacionalmente, é obrigatório e
vinculante o pleno cumprimento desta sentença pelo país.

Esta é a primeira sentença contra o Brasil por crimes cometidos durante a ditadura militar, que permite discutir a herança autoritária do regime ditatorial e contribui para o estabelecimento de
uma cultura do “Nunca Mais” no país.

O Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), o Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro (GTNM-RJ) e a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São
Paulo (CFMDP-SP) atuam, desde 1995, em representação das vítimas e de seus familiares na denúncia internacional perante o sistema interamericano de proteção dos direitos humanos.

Ao longo do processo comprovaram cabalmente a responsabilidade internacional do Brasil pelo desaparecimento forçado das vítimas, pela total impunidade em relação a estes crimes e pela
ausência de procedimentos eficazes para o estabelecimento da verdade no país. Assim, solicitaram diversas medidas de reparação, que abrangiam desde o conceito de reparação integral às vítimas e seus familiares, até medidas mais amplas, especialmente no que tange ao direito à verdade e à justiça, em relação à sociedade brasileira como um todo.

Os fatos, as violações e as reparações mais destacadas que estabelece a sentença são as seguintes:

A Corte Interamericana determinou que as vítimas do presente caso foram desaparecidas por agentes do Estado. A sentença estabelece que o Brasil violou o direito à justiça, no que se
refere à obrigação internacional de investigar, processar e sancionar os responsáveis pelos desaparecimentos forçados em virtude da interpretação prevalecente da Lei de Anistia brasileira, a qual permitiu a total impunidade deste crimes por mais de 30 anos.

A Corte determinou que esta interpretação da Lei de Anistia, reafirmada recentemente pelo Supremo Tribunal Federal, contraria o Direito Internacional. Nas palavras da Corte: “As
(aquelas) disposições da Lei de Anistia brasileira que impedem a investigação e sanção de graves violações de direitos humanos são incompatíveis com a Convenção Americana, carecem de efeitos jurídicos e não podem seguir representando um obstáculo para a investigação dos fatos
do presente caso (Araguaia)”.

Assim, a Corte requereu que o Estado remova todos os obstáculos práticos e jurídicos para a investigação dos crimes, esclarecimento da verdade e responsabilização dos envolvidos.

Também, o Tribunal reafirmou o alcance geral de sua decisão exigindo que as disposições da Lei de Anistia, que impedem as investigações penais, não possa representar um obstáculo a respeito de outros casos de graves violações de direitos humanos.

Quanto à ausência de informação oficial a Corte avançou substancialmente os parâmetros exigidos para proteção do direito de acesso à informação, incluindo o princípio da máxima divulgação e a necessidade de justificar qualquer negativa de prestar informação. A Corte também afirmou que é essencial que o Brasil adote as medidas necessárias para adequar sua legislação sobre acesso à informação em conformidade com o estabelecido na Convenção Americana.

Finalmente, no que se refere à negativa do Estado, por mais de três décadas, de garantir o direito à verdade aos familiares dos desaparecidos, a Corte Interamericana determinou que, em virtude do sofrimento causado aos mesmos, o Estado brasileiro é responsável por sua tortura psicológica e, entre outras coisas, determinou como medidas de reparação: a obrigação de investigar os fatos; a obrigação de realizar um ato publico de reconhecimento de sua responsabilidade; o desenvolvimento de iniciativas de busca e a continuidade na localização dos restos mortais dos
desaparecidos; a sistematização e; a publicação de toda a informação sobre a Guerrilha do Araguaia e as violações de direitos humanos ocorridas durante o regime militar no Brasil.

Portanto, a sentença da Corte IDH no caso Gomes Lund e outros (Guerrilha do Araguaia) é paradigmática porque permitirá a reconstrução da memória histórica para as gerações futuras, o conhecimento da verdade e, principalmente, a construção, no âmbito da justiça, de novos parâmetros e práticas democráticas.

Segundo Vitória Grabois, familiar e vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/ RJ: “A falta de informação por mais de 30 anos causou aos familiares dos guerrilheiros do Araguaia angústia,
sofrimento e desconfiança nas instituições brasileiras. A sentença da Corte renova nossa esperança na justiça.”

Nas palavras de Beatriz Affonso, diretora do programa do CEJIL para o Brasil: “Esperamos que a administração de Dilma Roussef demonstre que os governos democráticos não podem fechar os
olhos aos crimes do passado e que se empenhe em saldar a dívida histórica do país. Já o Poder Judiciário, que é parte do Estado brasileiro, deve cumprir a decisão promovendo a investigação dos crimes cometidos durante a ditadura.

Todos os cidadãos brasileiros devem ter certeza de que hoje, na democracia, a lei está ao alcance de todos, inclusive os agentes públicos e privados, civis e militares envolvidos em nome da repressão em crimes contra os cidadãos.”

Segundo Criméia Schmidt de Almeida, familiar e Presidente da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos de São Paulo: “ Essa sentença pode significar um passo importante na
verdadeira redemocratização do país, eliminando os entraves ditatoriais que ainda persistem nas práticas dos agentes públicos. Como familiar espero que possa significar um ponto final a tantas incertezas que há quase 40 anos marcam com angústia a nossa vida”

Neste sentido Viviana Krsticevic, diretora executiva do CEJIL disse: “América Latina tem avançado significativamente na resolução dos crimes contra a humanidade cometidos por governos ditatoriais. O Brasil, no entanto, ainda está em dívida com os familiares e a sociedade no estabelecimento da verdade e da justiça relacionadas a este tema. Esta sentença representa uma oportunidade única para que o Brasil demonstre que é capaz de liderar tanto no âmbito internacional como nacional os temas relacionados aos direitos humanos e democracia. Para isto, o Brasil deve deixar sem efei tos os aspectos da lei de anistia que impedem a justiça frente a crimes contra a humanidade.”

A sentença está disponível no website da Corte Interamericana: http://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_219_por.pdf

Para mais informações:
Centro pela Justiça e o Direito Internacional:
Beatriz Affonso +55 21 2533 1660 ou 7843-7285
Viviana Krsticevic +1 202 319 3000 ou celular: 1-202-651-0706
Millie Legrain +1 202 319 3000
Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro: +55 21 2286 8762 ou 21 8103-5657
Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São
Paulo: +55 11 3101-5549

11.12.10

Noel Rosa e homenagens de talentos impressionantes na Zona Norte


Exatamente hoje, após um ano praticamente inteiro de homenagens, é o dia em que Noel Rosa completaria seu primeiro centenário. Por todo lado pipoca(ra)m show, mostras, exposições, peças para marcar, com justiça, a data redonda desse seminal compositor brasileiro. Ontem fui conferir o show de Beto Caratori e André Gabeh no Centro de Referência da Música Carioca, na Tijuca.

Exceto na parte em que apresentaram os sambas do embate musical histórico entre o poeta da Vila e seu rival Wilson Batista, todo o repertório do show é de Noel e seus parceiros. Entre as canções eternas, que a gente não cansa de ouvir, aquelas histórias saborosas, que a gente não cansa de escutar. Na maior parte do tempo, quem nos conta essas histórias é Beto Caratori.

Caratori também enche o belíssimo teatro com seu canto delicado, seu jeito cool. Meu acompanhante, Mr. R. comparou seu estilo ao de Chet Baker. É o contraponto perfeito para a esfuziante personalidade, o humor ágil, o talento a transbordar de Gabeh. No palco, André é trompete, diva, preto velho, o que ele quiser, conquistando com facilidade a platéia. Fugindo do padrão dominante atual das novas cantoras, muito bonitinhas, muito afinadinhas, rainhas da sensaboria, a voz do cantor alegria das redes sociais é extensa, agradável e original.






É verdade que faltou ensaiar um pouco mais, decorar as letras de todas as músicas, evitar os escorregões dos músicos aqui e ali. Talvez um toque de direção fizesse a dupla render ainda mais. Mas o que se vê e ouve já é delicioso. Caratori encanta e informa sem se tornar excessivamente didático. André, uma força da natureza, diverte sem dar tom caricatural ao show. Já se viu parcerias muito bem sucedidas ao se jogar no caldeirão estilos assim opostos e complementares.

Finda a efeméride dos 100 do boêmio da Vila, o que a dupla trará a seguir? Continuará como dupla? Explorará outros clássicos do cancioneiro brasileiro? Vou gostar de ver qual será a próxima aventura desses dois artistas.

Hoje eles se apresentam novamente. Vale a pena não acreditar em mim e ir lá ver com os próprios olhos, ouvir com os próprios ouvidos. E depois correr para a quadra da Vila Isabel, onde o maravilhoso Zé Renato também homenageia o genial aniversariante.

Beto Caratori e André Gabeh
Centro de Referência da Música Carioca – 19h
Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca
3238-3831

Zé Renato
Quadra da Vila Isabel – 20h30
Boulevard 28 de setembro, 383
Vila Isabel



(Todas as fotos são de Mr. R., digo, Ricardo Pessanha)

30.10.10

Clique aqui para conferir estas e muitas outras fotos da solenidade de entrega dos prêmios do Concurso Internacional de Literatura UBE-RJ 2010, onde tirei o 1º Lugar na Categoria Crônicas - PRÊMIO PAULO MENDES CAMPOS com meu livro “FEL – Amargando Felicidade”. A premiação foi na Academia Brasileira de Letras, no último dia 22 de outubro.



29.9.10

É com enorme prazer que divido a alegria de ter meu livro "FEL - Amargando Felicidade" premiado pela União Brasileira de Escritores no Concurso Internacional de Literatura UBE-RJ 2010.

"Fel" ficou em primeiro lugar na categoria crônicas e por isso recebe o Prêmio Paulo Mendes Campos. A cerimônia de entrega dos prêmio...s desta e das demais categorias será no dia 22 de outubro na Academia Brasileira de Letras.


Concurso Internacional de Literatura UBE-RJ 2010
União Brasileira de Escritores
Categoria Crônicas - PRÊMIO PAULO MENDES CAMPOS
1º Lugar: Carla Cintia Conteiro, com: “FEL – Amargando Felicidade”
Local: Teatro R. Magalhães Jr. da ABL
Dia 22 de outubro de 2010, às 14h30
End.: Av. Presidente Wilson, 203 - Castelo
Rio de Janeiro - RJ


Veja este e outros premiados aqui.

18.8.10

Desenhos e fotos de Pedro Conteiro Pessanha: http://www.kawek.com.br/pessanha

Eu acho que é coisa de profissional. Por favor, confira e diga se é só corujice materna.

20.7.10

Enquanto o meu livro "FEL - Amargando Felicidade" continua sua carreira com todo garbo, uma outra obra com minhas digitais ganha mundo. Trata-se de "Quatro Amigas e suas Histórias".

Quem assina o conjunto de crônicas são quatro amigas de Belém do Pará cheias de criatividade e espírito aventureiro, que me convidaram para coordenar o projeto: Katia Lazera, Adriana Sales, Ana Uchoa e Débora Bemerguy. Foi um trabalho muito prazeroso e divertido. Agora é hora de dividir essa satisfação com todo mundo.

Este é o convite para o lançamento no Rio de Janeiro. Em breve, tem mais.

Rio de Janeiro - 28/07/2010
Belém - 10/08/2010 (mais detalhes em breve)
São Paulo - Bienal - 14/08/2010 (mais detalhes em breve)

Prestigie com sua presença!

4.6.10

Todos os textos, do passado e do presente.
Junho/2010
Ana González www.agonzalez.com.br

Impossível não se encantar com os poemas de um caderno amarelado pelo tempo - facilmente imaginado pelo leitor -, e também com as crônicas que retratam um cotidiano cheio de vida, no livro Fel, amargando felicidade de Carla Cintia Conteiro (Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2009).

Nos poemas, encontramos o retrato de relações afetivas em que há violência, pois “sob seus pés seguros de partida me amassa” e dor, pois há um “quase” entre o desejo e a crua realidade.
Nesse embate com a subjetividade, há sinais de uma adolescente que anseia por respostas: “E viajando nesta estrada/ que dizem levar à maturidade/ só espinhos, só tristezas, só silêncio/ por parte dos donos da verdade”.

Encontramos também questionamentos de quem se sabe lutadora, sonhadora e viva, tentando sobreviver a seu jeito: “Para aguentar/ o engarrafamento/as manchetes garrafais/só uma garrafa bem cheia/ de líquido amniótico/ que me cure desta sensação de morte”. E de quem se sabe agindo ativamente em tempos de passagem: “Estou de branco/porque assisto a um parto/sou a mãe que me dá à luz/ sou a criança parindo adulto”.

Há espaços de alívio, seja para achar um amor e “passear na lua” seja para o sorriso mudo do amigo. E aspectos da realidade social, ainda que em pequenas doses, como a personagem do boia-fria ou a ascendência africana: “Tenho orgulho dos meus olhos escuros/ meu cabelo crespo/e minha alma/ acima de tudo, negra africana.”.

Nesses poemas iniciais, estão indícios importantes que se marcam firmemente nas crônicas de Carla Cintia.

Denominar a segunda parte do livro de O cotidiano indica certa prudência, até desnecessária. Trata-se de crônicas que nos levam mais longe do que a básica realidade da vida diária.

Li de um sopetão os textos todos, voltei a eles procurando coisas que tinham ficado meio perdidas na memória. E, na hora de parar e pensar o conjunto, só consegui seguir a linha da leitura às avessas. Começando pela prosa. Deixei os poemas por último, talvez pela força das palavras quando se alinham uma após outra sem interrupção, proseando numa descrição sem rodeios.

Esse texto assim forte passa pela realidade em todas as suas cores, trazendo o impensável, a surpresa, a comédia e a tragédia. Com variações, entre o cômico deslavado e a ironia sutil, ente a tragédia e a banalidade cotidiana.

À primeira vista, o que fica mais forte, são as referências de mundo, expressando uma enorme curiosidade, que vaza fartamente pelos textos: pitadas gordas de cultura cinéfila, música popular e literatura brasileiras, a contracultura, figuras da política, da religiosidade, da arte e de outras áreas da cultura. Encontramos também sinais de uma realidade carioca, dos bairros da cidade e muitos traços de um diálogo da autora com as marcas das épocas e daquilo que as faz diferentes umas das outras. Passeamos por “jaleco com estampa de caveiras” e nos solidarizamos com camisetas velhas e furadas.

Há dados da natureza humana em seus aspectos negativos e especiais soluções positivas: “ ...escolho continuar acreditando que as pessoas são boas, de uma forma geral e que os pérfidos, vis e torpes são a exceção.”

O bom humor acontece abrindo espaços: “Será que é sintoma de esquizofrenia não associar aquele pedaço de carne congelada do supermercado ao bicho engraçado dado às ciscadas?”, em meio a pontos de ironia e fina observação: “Como saber da altura do banquinho? Como saber quantas pessoas permanecerão na sala quando começarmos a expor nossa pequena imortalidade?” ou ainda em “Pouca gente é capaz de introjetar a desimportância que pode representar para o outro, a indiferença e desinteresse que pode suscitar.”

Todo esse conjunto de aspectos, sérios, bem humorados e irônicos, configuram um quadro de nossa condição humana, desvendada em seus variados níveis e desenvolvidos na experiência dos relacionamentos.

Encontros impensáveis despontam na rotina diária, quando “lá estávamos, a pústula e eu, nos encarando mutuamente através do espelho...”. A realidade nos visita, apontando para a complexidade das situações da vida e dos afetos, nem sempre simples: “Só o amor é grátis”. Mesmo assim, cabe uma ressalva e, sem amargor, como óbvia constatação e sinal de coragem: “ainda assim sempre haverá pensões de ex-cônjuges, reclamações de esposas...”.

E junto a essa coragem e força de encarar a realidade sem dó, nem fantasias, uma sutil presença do mundo feminino pontua o olhar e a sensibilidade da autora: “...lembro que quando engravidei, sentia um poder enorme, por gerar uma vida.”

E, uma última razão para o encanto do leitor vem da poesia que surge assim na p.84 “Subi as escadas do prédio antigo, brincando de claro e escuro com suas clarabóias. No fim dos degraus, a viajante do tempo me aguardava com cheiro de feijão.”

A realidade e a poesia se encontram também na p.94 : “Meu relógio faleceu bizarra e melancolicamente. Enquanto me recuperava do susto e anunciava a sua morte, esqueci do que estava fazendo. A garrafa d’ água ficou abandonada sob a torneira aberta do filtro.” Ou ainda na p.95: “Levo minhas sandálias rasteiras para passear por estas calçadas, ignorando o sol estorricante e adiando quase indefinidamente para a próxima quadra a entrada em um transporte que me traria para casa.”

São momentos em que as palavras ganham liberdade e se soltam. Dizem então coisas por si mesmas, como se a autora as tivesse liberado.

Crônicas são fotos rápidas, fugidias. Poemas, nem tanto. Juntar os dois é tarefa difícil. Neste livro, a presença de ambos explica a trajetória da autora junto às palavras. Poemas que se querem prosa e, às vezes, prosa que se quer poema.

Dos poemas às crônicas permeadas de cotidiano e de vida presenciamos o amadurecimento da autora. O início e o momento presente. A passagem do tempo, o trabalho da memória, o resgate da experiência. O amor pela expressão escrita desde sempre construindo momentos encantados para nossa leitura.

(O livro FEL - Amargando Felicidade está à venda no Clube de Autores)

31.5.10


Esta matéria comigo saiu ontem (domingo, 30 de maio), na Revista AG do jornal A Gazeta do Espírito Santo.
Já está no ar o novo site do Ricardo, meu marido. Aliás, é o primeiro módulo de um projeto maior que vai chegando aos poucos ao mundo online. Por ora, visite, prestigie, comente.

27.4.10


Novidades em casa. Meu marido, Ricardo Pessanha, se dedica a uma nova atividade. Anote para seu uso pessoal. Divulgue. Grata.

26.4.10

Meu livro Fel - Amargando Felicidade agora é verde além da capa.


Nossos livros ficaram mais verdes

É com muito orgulho que nós, aqui do Clube de Autores, informamos que todas as nossas obras literárias recebem, a partir de agora, o selo FSC (Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal). Isso significa que, além de já pouparmos árvores ao imprimir livro a livro de acordo com as vendas, o papel que utilizamos é fruto de um cuidadoso processo de manejo florestal, seguindo não apenas a legislação brasileira como também uma série de melhores práticas e normas estabelecidas por todo o globo. O FSC é, hoje, o selo ambiental mais reconhecido no mundo, com presença em mais de 75 países e em todos os continentes - sendo que a sua adoção por empresas do ramo editorial representa um importante avanço na preservação das nossas florestas. Resultado da parceria entre o Clube de Autores e o grupo Alphagraphics, o selo FSC começará a ser impresso também nas contracapas de todas as novas obras publicadas aqui.

13.4.10

Inquieta Harmonia - exposição de fotos de Ricardo Pessanha
Depois de uma prévia de apenas alguns dias na Faculdade CCAA, a exposição de fotos de Ricardo Pessanha, Inquieta Harmonia, foi montada num local onde permanecera por uma temporada maior: o restaurante Gustati, na Rua das Marrecas, 18, no Centro do Rio, pertinho do Passeio Público.





O Gustati fica aberto de segunda a sexta, das 11 às 16h. Dá um pulo lá. O cardápio é bem variado, agradando a todos os gostos. Esperamos que você ache o mesmo das fotos.





(A foto que ilustra este post é uma amostra do que você vai encontrar lá.)

12.4.10

As fotos do lançamento do meu livro Fel - Amargando Felicidade já estão disponíveis no Facebook.

Se você está retratado em uma dessas imagens, muito obrigada por ter vencido todo o transtorno que o meu Rio de Janeiro viveu na última semana só para vir me dar um abraço e participar deste momento tão especial. Como disse o Tony Pelosi, o lançamento de um livro, de um disco, a estréia de uma peça ou filme equivale, para o artista, a uma cerimônia de casamento, uma formatura, um batizado. Valeu, gente querida!

Quem não foi, não precisa se amuar. Eu não paro quieta mesmo, daqui a pouco tem mais. Enquanto isso:

Meu livro "Fel - Amargando Felicidade" está disponível para venda no Clube de Autores

e ainda:

Agora também na Livraria da Travessa:
"Caetano Veloso - L'âme brésilienne"
Ricardo Pessanha & Carla Cintia Conteiro
collection Voix du Monde
Editions Demi Lune
saiba mais sobre este livro

29.3.10

FEL - Amargando Felicidade, o livro

PROMOÇÃO DE LANÇAMENTO 1

Quem adquirir o livro FEL - Amargando Felicidade, com textos de Carla Cintia Conteiro e ilustrações de Pedro Conteiro Pessanha, pelo site Clube de Autores, até o dia 09/04/2010 pode participar do sorteio para ganhar um kit cultural.

Basta enviar um e-mail para mim (ccintia.rlk@terra.com.br) dizendo qual é o texto ou ilustração de sua preferência e a página onde você leu / viu no livro. Estarão concorrendo todos os e-mails que chegarem até a meia-noite do dia 9 de abril. No dia do lançamento, 10 de abril, no Espaço das Artes de A a Z, na Rua Araújo Pena, 88, na Tijuca, Rio, será sorteado um kit cultural. O kit inclui:
  • a terceira edição do livro The Brazilian Sound, de Ricardo Pessanha e Chris McGowan;
  • a coletânea Vigor da Primavera, de vários autores, entre eles, Carla Cintia;
  • e, ainda, quatro CDs.

O sorteio será filmado e o resultado estará disponível aqui no blog a partir do dia 11 de abril.

PROMOÇÃO DE LANÇAMENTO 2

Durante o coquetel de lançamento, além da expo dos desenhos de Pedro Conteiro Pessanha, como os que ilustram o livro, haverá sorteio de vários brindes, incluindo:

  • fotos artísticas de Ricardo Pessanha;
  • CDs.

Venha comemorar comigo mais esta conquista!

26.3.10

Release

Fel - Amargando Felicidade
Ideais punk fomentando a literatura brasileira

Com o acesso fácil às novas tecnologias, não há mais desculpas para manter a expressão individual engavetada. Quando a ética punk DIY (Do It Yourself - Faça Você Mesmo) apropria-se dos meios de produção, é hora de dar o troco na cultura de massa, que devorou a contracultura. Nesse Novo Mundo, como nomeia o consultor de cinema Peter Broderick, o artista mantém total controle sobre a obra, do início ao fim. E conta com mídia social própria, distribuição própria, com pouca ou muita ajuda de amigos e fãs. Peter estava falando de cinema, mas este conceito se aplica a todas as artes.

E tirando partido desse poder recém-adquirido, uma nova geração de escritores tem vindo à tona, trazendo suas visões multi-facetadas, suas verdades, suas vidas e obras. Nessa geração destaca-se Carla Cintia Conteiro, escritora carioca, que lança agora seu primeiro livro no Brasil: Fel - Amargando Felicidade. Aqui Carla abre seu coração e mente para o mundo com sua coleção de crônicas e poemas construídos com uma inteligência emocional e uma acuidade no uso das palavras que só quem conhece e acarinha a dignidade e as fraquezas humanas consegue acumular.

Fel – Amargando Felicidade, o livro, é homônimo do blog que Carla mantém há anos e alguns registros do livro passaram por lá, mas não todos. Na sua miscelânea de escritos brasileiros têm lugar poemas relíquias de uma adolescente e de uma jovem adulta. Versos secos, há muito gravados no velho caderno amarelado, veem o sol. Crônicas da mudança de percepção. Deslindam-se emoções como adolescer; amar pela primeira, segunda, pela definitiva vez; conviver com o outro; ser mãe; tentar compreender; aprender todo dia; ver a juventude indo embora.

É bem verdade que este livro, fartamente ilustrado, não marca o debut literário de Carla, que já lançou uma biografia de Caetano Veloso na França e participou de obras coletivas, mas aqui pela primeira vez, e de forma ampla, Carla destila o fel do espírito, transforma a amargura atocaiada a cada esquina da vida em letra. A própria autora diz que "escrever sobre as vicissitudes traz compreensão ou, ao menos, alívio. Rabiscar sobre as alegrias, registrar os aprendizados torna tudo ainda mais real." Concluindo, este livro é sobre a maravilhosa aventura de viver e amargar, sofrer as consequências da felicidade.

Para todos que se interessam pela alma feminina, amadurecimento, amor e poesia, FEL - Amargando Felicidade é leitura obrigatória.

Fel - Amargando Felicidade
Já à venda: http://clubedeautores.com.br/book/9938--Fel
Contato com a autora: ccintia.rlk@terra.com.br
tel. (21)9267-8980

(Release de Quimidéias Comunicação & Marketing)

24.3.10

Meu livro de contos "O Ponto Aumentado" foi pré-selecionado para o prêmio SESC de Literatura. Infelizmente ainda não foi desta vez que levei o grande prêmio. Mas estou caminhando. Publico este em breve também. Aguardem!

Confiram os detalhes.

25.1.10

Palavras listadas em “They have a name for it”, de Howard Rheingold, que elenca termos intraduzíveis:

• Baraka, árabe, energia espiritual que pode ser empregada para fins materiais.
• Won, coreano, resistência a livrar-se de uma ilusão.Razbliuto, russo, sentimento que se experimenta por alguém a quem se amou no passado, mas não se ama mais.
• Mokita, kiriwina, a verdade que todo mundo sabe, mas ninguém diz.
• Torschlüsspanik, alemão, literalmente: pânico de que a porta se feche, definido como “a ansiedade frenética que as mulheres solteiras experimentam em sua corrida contra o relógio biológico”.
• Ah-un, japonês, a comunicação tácita entre dois amigos.
• Mono no aware, japonês, a tristeza das coisas.

16.12.09


Nasceu um quase irmão deste espaço. Fel - Amargando Felicidade agora também é livro. Só que incluindo poesias, textos inéditos e novas ilustrações. Confira!

30.4.09

A questão é o xodó que tenho com esse espaço. Fico sempre com vontade de manter um ritmo de postagem condizente. Eis que chega a Roda Vida...

31.3.09

16.2.09

GRITO DE CARNAVAL ESTILO ZONA NORTE

Numa quinta-feira à tarde, uma ida ao dentista pode virar um baile de carnaval. Pelo menos ali na Praça Saens Peña, onde toda semana um grupo animado de senhoras se reúne na galeria (ou shopping, como preferem os lojistas) sobre a qual se ergue a torre de salas comerciais onde atendem seus doutores favoritos. O local tem tradição com o público maduro. As lojas por lá, em sua maioria, exibem vitrines com moda para mulheres que já são avós e vestem a camisa da idade. Há também estabelecimentos que oferecem brinquedos para os diletos netinhos e lanchonetes com guloseimas e pratos pecaminosos cujos nomes e números de calorias lanchonetes e restaurantes modernos não ousam produzir. Pois eis que as vetustas damas nesses encontros vespertinos soltam a franga ao som de marchinhas de carnaval e todo tipo de clássico pop, de “Cabecinha no Ombro” a Bee Gees. O importante é balançar o esqueleto. Como sempre nesse tipo de evento, os homens são esmagada minoria, portanto, qualquer exemplar, qualquer mesmo, é cobiçadíssimo e faz um tremendo sucesso.

Também foi logo ali, num bairro contíguo, que fui conferir o bloco do Bar do Adão. Ao contrário da muvuca dos co-irmãos da Zona Sul, o bloco Vai Tomar no Grajaú desfila com um número saudáveis de seguidores e componentes, deixando espaço para todo mundo brincar à vontade. Como todo mundo é dali mesmo, há o cuidado em procurar a lata de lixo mais próxima e não sujar a rua e se você colocar o bilau pra fora pra marcar território como fazem os cachorros, a vizinha faladeira que conhece você desde que nasceu vai puxar sua orelha. Tudo super família. Ah, sim, gente bonita também.

À distância de uma caminhada, pra quem tem disposição, fica o Clube Renascença, onde Mart’nália fomenta a revitalização do Bloco Kizomba. Vários representantes da família Ferreira (descendentes de Martinho da Vila) e amigos fazem a festa. Primeiro, pagode de mesa com o grupo DNA do Samba, só com filhos e netos de figuras como Noca da Portela, Silas de Oliveira, Martinho da Vila... Canjas de Agrião, Ana Costa, Marquinho Satã e Analimar. Depois o desfile-ensaio do bloco pelo terreiro do clube. Programinha família também. Só que outro tipo de família, outra multidão, outro astral, mas tão bom quanto o bloco anterior. Os desfiles à vera do Kizomba: 27/02 na Praça do Jockey, na Gávea e 1º/03 na Praça Sete (Praça Barão Drummond) em Vila Isabel.

Acabou? Que nada! Saideira no Petisco da Vila. Evoé!

11.2.09

Se com o Bob McFerrin era bom, com a Mart'nália meu hino, "Don't Worry Be Happy", música de abertura da novela das sete, ficou ainda melhor. Esta foi a trilha sonora perfeita para as férias que já deixam saudades. Digo férias, mas, na verdade, foi um afastamento da rotina, já que acabei fazendo o que não estava muito nos planos: trabalhar. Pois é, moçada. Enquanto neguinho reclama da crise, vendo lenço de papel para os chorões.

Aproveitei os dias ao sol, ao mormaço ou resguardada da chuva (como choveu em janeiro!) para ler muito. Jornal em papel de cabo a rabo diariamente é um luxo. Revistas das mais variadas linhas, daquelas recém-lançadas nas bancas àqueles artigos interessantíssimos de que não consegui dar conta durante a correria rotineira. Também afrouxei os nódulos de tensão com livros e mais livros do Veríssimo (o filho), me decepcionei com o livro do cineasta David Linch, "Em Águas Profundas" , que eu havia entendido ser sobre meditação, mas, embora fale do assunto, é mesmo uma auto-biografia fraquinha. Entretanto, o livro que mais amei na temporada e ainda não terminei de ler, é "Comer, Rezar, Amar" , da Elizabeth Gilbert. Ele está me impulsionando para alguns daqueles planos que a gente sempre adia. Eu já andava namorando umas idéias e elas estão se tornando mais palpáveis e prováveis de se tornarem reais no curto prazo. Aliás, minha mente ariana anda à toda, e agora refrescada, borbulha com novos projetos ou maneiras de viabilizar os antigos. O desfio, como sempre, é ser mais do que alguém de iniciativa para me tornar alguém de acabativa. (Nunca é demais reler o artigo do Kanitz em )

Outra obra que me tocou bastante na temporada foi "Benjamin Button", do David Fincher. Independente de ser o campeão de indicações para o Oscar, o filme me pegou forte porque aborda lindamente questões que estão na minha ordem do dia. Bom, talvez o filme fale mesmo de questões que interessam a quem é humano e ponto. Uma lindeza de fita. Mas nem só de questões metafísicas vive uma pessoa em férias, então valeu desopilar o fígado com "E Se Fosse Você 2" e "Sim Senhor" .

Além disso, ouvi muita música boa. Estou apaixonada pelo novo disco do Moacyr Luz, "Batucando", papa finíssima. Já falei para vocês do cantor Rubi?

De leve, teve até badalo. Foi o lançamento do luxuoso e bilíngue livro "Bastidores do Municipal" , do fotógrafo Bruno Veiga.

Já de volta ao lar doce lar, ainda da cor do pecado, estou produtiva quase que no nível normal. Contudo acho que a locomotiva só chega a pleno vapor -- assim reza a tradição -- depois das celebrações momescas. Evoé!
Este é o clip oficial do show de gravação do CD da querida Adryana BB, que será lançado após o carnaval.
Esta é a música de trabalho: SAUDADE (Adryana BB e Gilvandro Filho).

10.2.09

Só para não dizer que faço promessas vãs. Mas ainda é um ensaio. E bem pequeno.

22.12.08

Primeira promessa para o ano novo: voltar a escrever no blog.

6.11.07

"Tambor é grande, faz barulho, mas é completamente vazio por dentro."
(Barão de Itararé)

"A juventude não é uma época da vida, é um estado de espírito."
(Samuel Ullman)

"A vida é uma comédia para os que pensam e uma tragédia para os que sentem."
(Horace Walpole)

"Sem música, a vida seria um erro."
(Nietzche)

"O jovem não precisa de razões para viver; precisa só de pretextos."
(José Ortega Y Gasset)

"A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais."
(Oscar Wilde)

"Há flores em todas as estações, assim como loucuras em todas as idades."
(Jouy)

"Os professores abrem a porta, mas você precisa entrar sozinho."
(provérbio chinês)

"Se um dia sentires um enorme vazio, vá comer. Pode ser fome."
(autor desconhecido)

"Não há nada errado com a Flórida que um furacão não possa curar."
(Carl Haiaasen)

31.8.07




Ontem fui assistir a Brasileirinho. É um filme muito legal, porque é feito por um estrangeiro (o finlandês Mika Kaurismäki), sobre a cultura brasileira (chorinho), sem ser papo de gringo deslumbrado com o exotismo, sabe? Então fui vendo aquelas pessoas (Yamandú, Tereza Cristina, Guinga, Elza Soares, Zé da Velha e Silvério Pontes, Marcos Suzano, Paulo Moura e mais um monte de bambas), falando de coisas (música, cultura, beleza, sensibilidade), passando por lugares que são tão familiares e queridos para mim (Lapa, Santa Teresa, a barca Rio-Niterói) e foi me dando um quentinho no peito, uma sensação de pertencimento que ia ficando cada vez mais forte quando as pessoas que estavam no cinema comigo suspiravam juntas, mal seguravam a vontade de aplaudir a fita, murmuravam emocionadas as letras das canções...


30.8.07

Da série "Isso me dá vontade de matar alguém":

Você está toda enrolada em uma situação e alguém chega pra você e diz:

- Não se preocupe. Pode deixar que eu cuido disso.

Aí você relaxa e vai cuidar de todo o resto da sua vida, confiando que aquele anjo está tratando do assunto. Então você resolve checar e descobre que nada foi feito, ou pior, tudo foi feito nas coxas e você vai ter que se ocupar daquilo que já considerava resolvido. E o mais grave, num prazo muito mais apertado.

Isso me dá vontade de matar alguém. Só não sei se é o caso de exterminar o anjo tratante ou se o melhor seria um suicídio básico por ter caído no lero dele.

Ai, que ódio!

13.8.07

Trailer




TRÊS IRMÃOS DE SANGUE

direção: Ângela Patrícia Reiniger

Idealização e direção musical: Marcos Souza

www.3irmaosdesangue.com.br

Três irmãos: Herbert José de Souza (Betinho), Henrique de Souza Filho
(Henfil)
e Francisco Mário de Souza (Chico Mário). Três brasileiros cujas
vidas se confundem com a própria história política, social e cultural do
Brasil no século XX. Muitas lutas marcaram a vida dos três - contra a
hemofilia, contra a ditadura, contra a fome e contra a Aids. A favor da
anistia em defesa da música brasileira e pelas Diretas Já. Enfim, Três
Irmãos que fizeram da solidariedade sua grande arma na luta pela vida. Cada
um contribuiu, a seu modo, para transformar o Brasil num país melhor:
Betinho, por meio de campanhas sociais; Henfil, com seu humor perturbador; e
Chico Mário, com a beleza de suas músicas. O documentário mostra o ambiente
familiar em que os irmãos cresceram e a trajetória de cada um. O exílio de
Betinho e a "volta do irmão do Henfil" em 1979. Henfil e seus marcantes
personagens, como Graúna, Baixinho, entre outros. A batalha de Chico Mário
pela música independente e pela expressão autônoma do artista.

Estréia 17 de agosto

Exibição prevista nos cinemas:

Rio de Janeiro
Estação Botafogo 1: 14:00-15:50-17:40-19:30-21:20
Odeon-BR: 14:30-16:30-18:30-20:30
Estação Laura Alvin 2: 15:15-17:00-20:15-22:00
Ponto Cine: 18:00-20:00

São Paulo
Cine SESC: 17:00-19:00-21:00
HSBC Belas Artes - Carmen Miranda: 16:00-17:50-19:40
Espaço Unibanco 4: 14:20-16:10-20:20-22:00
Unibanco Arteplex 5: 13:00-14:40-16:20-20:00-22:00-sab tb 24:00

Belo Horizonte
Usina 2: 16:20-19:40-21:20
Belas Artes 2: 14:10-16:10-19:10-21:10

Brasilia
Academia de Tenis: 17:30-19:30-21:30-sab/dom/fer:tb 15:30

10.8.07


Este é o desenho mais recente que meu filho fez de mim.


9.8.07

Claudia Letti convoca:


TERAPIA DA PALAVRA

Escrever é dialogar com nossa própria mente.
Escrever é terapêutico e estimula a criatividade.

Este curso foi criado especialmente para você que gosta de escrever e tem vontade de se lançar no universo literário.Nossa meta é motivar os participantes a realizarem sua própria produção literária.

Conteúdo Programático

1 – Criação Literária (Como escrevo, Porque escrevo)
2 – A escrita e sua função (e inspiração) terapêutica
3 – Criando enredo e personagens
4 – Estrutura narrativa
5 – Gêneros e emoções
6 – Os cinco ou seis sentidos na ponta do lápis
7 – A inspiração que vem dos sonhos e da memória
8 – Revisando, reescrevendo, revendo

AtençãoRequisitos Minimos Necessários para Participação no Curso Virtual:

1. Possuir conhecimentos básicos de Informática (Word)
2. Possuir habilidade de Acesso à Internet (deve-se possuir e-mail e consultá-lo com frequência!)
3. Possuir computador Pentium ou similar com memória minima de 128 Kbytes

No próximo dia 13 de agosto começaremos a primeira turma da oficina Terapia da Palavra online!

Será uma experiência nova e desafiadora. Após mais de 60 alunos e 5 turmas presenciais, achamos que chegou o momento de viabilizar a participação também dos que moram longe, dos que não tem tempo, dos que preferem fazer tudo mesmo pelo computador.

A turma do Terapia da Palavra Virtual funcionará da seguinte forma:
- Solicitação de vaga através do e-mail mailto:terapiadapalavra@gmail.com
- Pagamento (Real ou Itaú) no valor de R$ 75,00 (para informações mais detalhadas, contato por e-mail.)
- Aulas postadas durante 8 segundas-feiras, iniciando no dia 13 de agosto próximo
- Espaço para discussão na web
- Blog da turma (alunos inscritos)

Terapia da Palavra
Escrever é dialogar com nossa própria mente

http://terapiadapalavra.googlepages.com/oficinavirtual


A BOLHA E O FILME "1972"

DIA 25/08 SÁBADO

20 HS - PROJEÇÃO DO FILME "1972"
22 HS - SHOW "A BOLHA"

TEATRO SOLAR DE BOTAFOGO
Rua General Polidoro 180


PARTICIPAÇÃO BRUCE HENRY (SOMA)

Sorteio de DVD do filme.

20.7.07

Classe Média - Max Gonzaga e Banda Marginal

O melhor retrato da classe média que vi nos últimos tempos.

Chegou o blog do José Emílio Rondeau, aquele que dispensa apresentações. Afinal, quantas pessoas você conhece que podem escrever o parágrafo abaixo na primeira pessoa do singular?

"Foi o próprio Keith Richards quem me disse, em 1988, pouco antes de partirmos para o estúdio em Hollywood onde seria gravado o clipe para “Take It So Hard”, do primeiro album solo dele, Talk Is Cheap.

'Dê uma mesa a Mick Jagger que ele sobe em cima e faz um show como ninguém mais consegue fazer'."

22.5.07

Pesquisando sobre um conceito abordado na palestra do Affonso Romano de Sant'Anna na Faculdade CCAA, me deparei com o interessante artigo do Rodrigo Constantino: O Caminho Para a Anomia

“As crises de legitimidade sempre têm algo a ver com a incapacidade das sociedades em criar lealdade a seus valores básicos; se esses valores se tornam autodestrutivos, a crise torna-se aparente.” (Ralf Dahrendorf)
"Se se quiser chegar ao coração do homem, há de se contar uma história, dessas onde não faltem deuses ou personagens ou muita fantasia. Porque é assim, suave e docemente, que se despertam as consciências."
(La Fontaine)

"Quando for consumido fruto da última árvore e envenenado o último rio, o homem descobrirá que dinheiro não se come."
(Carlos Drummond de Andrade)

"Quem na vida nunca foi louco, nunca foi sábio."
(Heinrich Heine)

"Toda alegria é uma vitória, e uma vitória é uma vitória, por menor que seja."
(Robert Browning)

"Uma boa confissão vale mais do que uma má desculpa."
(Jean Hamon)

"Todas as artes contribuem para a maior de todas as artes, a arte de viver."
(Bertld Brecht)

"A imaginação é mais importante que o conhecimento."
(Albert Einstein)

"Se você perder a capacidade de rir, perderá a de pensar."
(Clarence Darrow)

"O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter coragem de ir colhê-la à beira de um precipício."
(Sthendal)

"Se um homem encara a vida de um ponto de vista artístico, seu cérebro passa a ser seu coração."
(Oscar Wilde)

2.5.07

Hein!?


Solucionado mais um dos grandes mistérios da humanidade!

Finalmente descoberta a resposta para a pergunta que não queria calar: Por que a Regina Duarte quebra tanto o pescocinho, em trejeitos de menina-moça ridículos numa cidadã da terceira idade?



REVELAÇÕES DA NAMORADINHA DO BRASIL
Regina Duarte usa ponto eletrônico para fazer novela

5.4.07

Na Semana Santa, dê uma força ao Redentor

O jogo é difícil, mas o Cristo continua no páreo para ser escolhido uma das sete novas maravilhas do mundo. Na contagem parcial divulgada na quinta (29), o monumento carioca encontrava-se entre os eleitos ao lado da Acrópole grega, da Pirâmide de Chichenitza, no México, do Coliseu italiano, na estátuas da Ilha de Páscoa, de Angkor, no Camboja, e dos fortes de Alhambra, na Espanha. O resultado final será anunciado no dia 7 de julho, em Lisboa. O concurso começou com 177 concorrentes. "Precisamos de pelo menos 10 milhões de votos para vencer", calcula Sávio Neves, membro da comissão que busca votos para o monumento. O concurso, criado pelo suíço Bernard Weber, tem o apoio da Unesco. "Há previsão de uma verba permanente para a conservação dos sete vitoriosos", diz Neves. "Se vencermos, será uma propaganda espetacular para a cidade", afirma Luís Felipe Bonilha, presidente da Riotur. Para votar basta entrar no site www.corcovado.com.br ou mandar uma mensagem de texto SMS com a palavra CRISTO para o número 49216 (R$ 0,31 mais impostos, por torpedo). No site, pode-se votar de graça ou pagar 2 dólares e receber um certificado.

(Veja Rio, 4 de abril, 2007)

1.4.07

Oi, Pessoal!

Este site foi criado para acelerar a campanha pela extinção da CPMF. De acordo com a Constituição, a famigerada CPMF, velha conhecida de todos, tem que se extinguir até 31/12/07.

Visite e participe.

5.3.07


CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.
Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!


subscreva o manifesto no site.
"A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem."
(Monteiro Lobato)

"As mudanças climáticas são uma ameaça maior ao planeta que o terrorismo."
(Stephen Hawking)

"A hora mais escura da noite é a mais próxima do alvorecer."
(Masaharu Tanigushi)

"A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas."
(Goethe)
Amei esta peça publicitária!

1.3.07

Quanto você pagaria por uma visão do futuro?

Aqui você pode ver o futuro. É uma cortesia minha.

Assista e depois fale comigo. Tenho outros detalhes pra você.

28.2.07

COMO COBRAR ATITUDES DOS POLÍTICOS SEM SAIR DE SUA CASA?


Use apenas 5 minutos de seu tempo para cobrar de quem tem o DEVER de fazer seu estado funcionar!

Não se esqueça de que NINGUÉM pode pressionar tanto os políticos quanto o POVO. Medidas como aumento salarial de políticos foram bloqueadas por PRESSÃO POPULAR através de TELEFONEMAS e INTERNET. FAÇA SUA PARTE! Os verdadeiros responsáveis por garantir a sua segurança são ELES!

Como fazer isso?

1) PELA INTERNET

Aqui, você cobra dos deputados estaduais do Rio de Janeiro.
Aqui, você cobra dos deputados federais.
Aqui, você cobra dos senadores.


2) POR TELEFONE

A ligação é GRATUITA em todos os casos:

Aqui, você cobra dos deputados federais do Rio de Janeiro: 0800220008
Aqui, você cobra dos deputados federais: 0800619619
Aqui, você cobra dos senadores: 0800 612211

22.2.07

O Carnaval deste ano foi uma delícia.

Filho viajou com a família de um amiguinho e revivi meus carnavais de solterice, livre, leve e solta. Quer dizer, solta, mas não avulsa. Meu amo e senhor e eu mais um par de amigos animadíssimos nos metemos em todos os blocos que conseguimos alcançar, enfiamos o pé na jaca (com a devida responsabilidade, afinal já não somos, digamos, bebês) e nos divertimos muito.

O Rio de Janeiro é uma vila. A gente sai de casa e esbarra nos amigos e conhecidos. Quem está no desvio tem que se cuidar :-) É também o retrato da resiliência. Mesmo com faixa de luto no braço, com um minuto de silêncio antes de começar a batucada, ninguém deixou a peteca cair. Banda de Ipanema, Bloco de Segunda, Bip Bip, Banda da Sá Ferreira, Rio Maracatu, capoeira com jongo que não sei o nome... E muita praia, porque o sol resolveu dar as caras lindamente após um verão de muito fazer doce.

Não sou o olho que tudo vê, é claro, mas circulei muito e não vi uma briga sequer. Ou meu anjo da guarda está merecendo um Oscar de melhor ator coadjuvante ou esta foi uma festa de muita paz.

Ontem, em plena quarta-feira de cinzas, lá estava eu no rabo de mais um bloco, o Virtual. Depois, lavei os confetes, a espuma, os respingos de cerveja e muito suor no pôr-de-sol de Ipanema.

Hoje, vida que segue.

Domingo tem Monobloco.

16.2.07

"As leis se complicam quando se multiplicam."
(Marquês de Maricá)

"Seja a mudança que você quer no mundo."
(Gandhi)

"Arriscar e amar até o fim."
(Marina Lima)

"O tempo apara todas as arestas e dá o acabamento necessário a tudo."
(Maria Bethânia)

"O papel mais difícil que já enfrentei foi o de amadurecer."
(Elizabeth Taylor)

"Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita."
(San Kenn)

"Passarinho que acompanha morcego dorme de cabeça para baixo."
(João Nogueira)

"A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros."
(provérbio chinês)

"Mas / o silêncio / só existe disfarçado."
(Francisco Bosco)

"A glória é um alimento que se dá a quem já não pode saboreá-lo."
(Carlos Drummond de Andrade)

12.2.07

Sobre a pena capital

Como todo mundo, fiquei estarrecida com o brutal assassinato do Joãozinho.
Mas hoje, começaram a chegar aqueles e-mail que pipocam na caixa postal quando coisas desse tipo acontecem. São sempre os mesmos, o discurso é sempre igual.
Um amigo me enviou um convite para participar de uma comunidade que pregava o "olho por olho, dente por dente".
Eis o que respondi:

Obrigada pelo convite, mas não posso aceitar. Estou super-revoltada com esse crime. Sou super a favor de punição rigorosa para os criminosos. Mas olho por olho dente por dente, como dizia Gandhi, gera uma terra de cegos banguelas. (...) Bom, estou fora de qualquer coisa que me faça ficar minimamente parecida com esses monstros. Pena de morte, além de não resolver, nivela a todos por baixo.

Mas mensagens com o mesmo teor parecem brotar dos bueiros, então prefiro as palavras do Fausto Wolff:

Dizem que, durante uma entrevista na TV, Sandra Cavalcanti defendeu a pena de morte. Jaguar, um dos entrevistadores, teria perguntado: - O que a senhora sugere: garrote vil, afogamento, decapitação ou fogueira?

Sempre fui contra a pena de morte e passei a achar que os Estados Unidos eram governados por psicopatas quando, ainda garoto, soube que Ethel Rosemberg fora assassinada pela Justiça americana na cadeira elétrica. Era pequenininha e aqueles cintos de couro e metal não apertaram bem suas pernas. Ainda viva foi eletrocutada novamente, ocasião em que sua cabeça quase pegou fogo. Mais tarde fui a favor da pena de morte para os que eram a favor da pena de morte. Depois mudei de idéia. Não se pode matar alguém apenas por ser burro, caso contrário nem teríamos gente aparecendo na TV.

16.1.07

12.1.07

"O certo é reconhecer: no fundo de mim / Sou sem fundo."
(Antônio Cícero)

"O prêmio por uma coisa bem feita é tê-la feito."
(R. W. Emerson)

"Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir."

(Machado de Assis)

"A espera às vezes dura um pouco / Um dia, um mês, um existir."
(Marina Lima)

"Preserve os gatos pingados. Afinal, eles são só meia dúzia."
(anônimo)

"De tudo somente fica / O que for para ser vivido."
(Thereza Christina Motta)

"Deixe que o beijo dure / Deixe que o tempo cure."
(Jorge Dexter / Zélia Duncan)

"A moda é passageira, como as pessoas, mas ressucita, e elas não."

(Carlos Drummond de Andrade)

"Moda é o que você adota quando você não sabe quem você é."
(Quentin Crisp)

"O que é chamado de moda é tradição momentânea."

(Goethe)

"Só há uma maneira de se chagar ao coração de um homem, minha filha. Com uma faca."
(Viviana Gómez Thorpe)

10.1.07

Sou Uma Criança, Não Entendo Nada
(Erasmo Carlos)

Antigamente quando eu me excedia ou fazia alguma coisa errada.
Naturalmente minha mãe dizia: "ele é uma criança, não entende nada".
Por dentro eu ria satisfeito e mudo. Eu era um homem e entendia tudo.
Hoje só, com meus problemas rezo muito, mas eu não me iludo.
Sempre me dizem quando fico sério: "ele é um homem e entende tudo".
Por dentro com a alma atarantada, sou uma criança, não entendo nada.


No final dos anos 1970, a escola onde eu estudava promoveu eleições, mas já não lembro qual eram os cargos que os vencedores ocupariam. Algo decorativo, imagino, pois vivíamos período de trevas na política. Recordo, entretanto, que os nomes das chapas causaram comoção. Devo destacar que naquela época, naquele bairro, o sinal da Rede Globo nem sempre chegava claro, não haviam as parabólicas, nem TV a cabo, e a torre de UHF no alto da Serra do Mendanha ainda era um projeto. Assim, a TV Tupi tinha forte audiência na região. Por isso as chapas receberam os nomes de "O Astro", em homenagem à novela de Janete Clair exibida pela Vênus Platinada em horário nobre e "O Profeta", folhetim de Ivani Ribeiro levada então pela Tupi. A cisão advinda dessa escolha fez com que a acalorada disputa sobre qual álbum de figurinhas era o mais interessante, o dos personagens da Disney ou o de ciências, fosse completamente esquecida.

Não perdia um capítulo de "O Profeta", com o saudoso Carlos Augusto Strazzer no papel título e Débora Duarte no papel de irmã feia carismática. Também lembro da Márcia de Windsor (que trabalhava como jurada em programa de calouros) como a mãe que acobertava as armações da irmã arrivista. Mas quase não tenho registro da história em si, além dos poderes do protagonista, usados em causa própria contra os conselhos dos sensatos e da paixão da feiosa por ele. Assisto a poucos capítulos do remake na Globo, mas eles não despertam qualquer recordação do original.

Estranho como nossas memórias são mais de sensações do que de fatos. E me lembro das sensações da disputa na escola, de como adorava ver a novela e tentar ver o rosto de Jesus na imagem do borrão na abertura, mas não recordo bem do enredo.

De qualquer forma, pelo pouco que vi, constato que muita coisa não despertaria interesse no mundo de hoje. O mocinho tendo que casar contra sua própria vontade porque engravidou a vilã? Hoje em dia o golpe da barriga não rola. Ou rola?

Aliás, acho que cada vez mais teremos novelas de época, porque os grandes clichês folhetinescos foram exterminados pelas novas tecnologias. Desencontros e bolos? Na era do celular!? Desconhecidos que se aproximam e se apaixonam, descobrem que são irmãos e só no final concluem que não. Ou quem é o verdadeiro pai da criança... Vai exame de DNA aí? E a carta, aquela que desvenda tudo, ou compromete, ou inocenta? Cadê os missivistas de caneta e papel em 2007?

É, o povo da dramaturgia tem que ralar para criar novos chavões. Mas por enquanto eles ainda falam de e com o pessoal que ainda não chegou no século XXI.
"Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza."
(Oscar Wilde)

"Odeio dinheiro. Mas odeio ainda mais a sua falta."
(Katherine Mansfield)

"Que ninguém se engane, só se consehue a simplicidade através de muito trabalho."
(Clarice Lispector)

"A arte de agradar é a arte de enganar."
(Marquês de Vauvernagues)

"A felicidade é como a saúde: se não sentes a falta dela, significa que ela existe."
(S. Turgenev)

"A idade nem sempre traz sabedoria. Às vezes a idade vem sozinha."
(anônimo)

"O homem está sempre desposto a negar tudo aquilo que não compreende."
(Pascal)

"Não menos do que saber, agrada-me duvidar."
(Dante Alighieri)

"Mesmo cativo o pássaro não liga / Prendem seu corpo, não sua cantiga."
(Billy Blanco)

"O que você não vê com seus olhos não invente com sua língua."
(provérbio inglês)