Cabecalho


De feliz; de felina ou felóideo (quando alguma ternura é necessária); de felsítica; de felugem; de felação (porque minha grande boca às vezes f. tudo); em tempos de paixões políticas, de felonia; da sua felpa ou não...





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O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil
8.8.01
ALÔ GERAL

Neste período pré, durante e pós viagem, recebi algumas visitas por aqui que fizeram a gentileza de me mandar recadinhos carinhosos e ainda não tive tempo de fazer um agradecimento público. Vai agora: alô e obrigada, pessoal!

Eu fiquei curiosa para ver a "cara" deles, mas aconteceu o seguinte:

- A página do Marcus não abre
- A do William informa que está fora do ar para troca de servidores
- A Babi esqueceu de dar o endereço

Mas consegui conhecer os escritos do Thiago e adorei seu jeito informal, sensível e de cidadão do mundo de escrever.

É muito importante para mim ler o que as pessoas que passam por aqui têm a dizer, quem são... Mantenham contato, por favor. É um prazer.



rabiscado por Carla Cintia 3:14 PM

edit

CAPÍTULO I: NEW YORK

Demorei alguns dias, depois de voltar ao Brasil, para arrumar as coisas mais urgentes e poder escrever aqui neste meu cantinho.

É bom dar um giro por aí, mas a casa da gente é um lugar encantado.

Esta viagem pelas terras yankees foi uma verdadeira maratona: muitos lugares para conhecer, muitos amigos para reencontrar, tanto para fazer e o tempo pareceu insuficiente quando o referencial era o lá e infinito quando o referencial era o aqui, onde deixamos filho, amigos, família e cacarecos de estimação.

Foi minha primeira visita ao Tio Sam. Digo que é exatamente como eu pensava: Nova Iorque é hiperbólica, São Francisco é linda e Los Angeles é uma Barra da Tijuca multiplicada por cinqüenta em todos os aspectos.

Eric foi nos buscar no aeroporto e nos levou diretamente para sua casa de praia em Fire Island. O lugar é muito bonito e tranqüilo e Eric é uma das melhores companhias que posso pensar para estar em qualquer lugar do mundo. Lá conhecemos sua nova namorada brasileira, Geysa, um doce de menina, e seu amigo Jeffrey. A ilha é fina e comprida: de um lado a baía, de outro o oceano. À noite, na área do comércio, há um espírito meio Búzios e por lá comi um cachorro-quente (só pão e salsicha) e tomei uma coca-cola por US$6,60. Esta viagem vai ser uma ótima oportunidade para experimentar a dieta indiana, pensei, aquela que segue o método Gandhi de nutrição. Depois descobri que havia escolhido a lanchonete errada. Foi num destes passeios noturnos que cruzei na rua com aquele ator que fez o namorado da Rose em Titanic. Enquanto estávamos falando com minha sogra pelo telefone, três primos do Bambi invadiram o quintal.

- Temos três veados bem aqui na nossa frente.
- Mas vocês já estão em São Francisco!?

No domingo, depois de tanto ar puro, tanta calma e relaxamento, já estávamos loucos para mergulhar no caos novaiorquino.

Foi o tempo de largamos a bagagem, tomar um banho rápido e partimos para a primeira mordida na grande maçã. O apartamento de Eric fica numa área que já foi proletária e agora caracteriza-se por uma multidão alternativa, artística. Sentamos num bar de esquina onde servia-se comida colombiana, francesa, cubana e brasileira. Típico! A garçonete era a cara da Adriane Galisteu e sabia que para nos agradar o certo era obrigada e não gracias. Foi uma festa ficar ali, vendo a banda passar, a fauna humana sortida desfilando para nós... Depois meu amo e senhor e eu fomos andar a pé para sentir de perto o clima da cidade.

Os dias seguintes foram de muito turismo, conhecimento travado com espécimes de todas as partes do mundo, passagens por points descolados que somente um habitante local poderia indicar, alguns shows, alta gastronomia (e muito hot dog suspeito) e muito calor.

Um dia estávamos indo para um show de música colombiana. Tínhamos andado o dia inteiro e fomos encontrar com Eric no escritório. Começava a chover, era hora do rush e todos os táxis estavam ocupados. Nosso amigo, com seus dois metros e dez de altura foi para o meio da rua e começou a acenar. Parou uma limusine. Bicho, o cara tem um papo que deixa qualquer carioca parecendo ingênuo... Logo logo ele fazia sinal para entrarmos no enorme carro branco. Foi divertido andar pelas ruas naquela coisa cheia de luz neon, teto estrelado e espaço para uma festa inteira. Brega, mas muito divertido.

Foram tantas aventuras como essa que fica difícil contar tudo assim de uma vez. Depois conto mais...



rabiscado por Carla Cintia 3:05 PM

edit

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