Cabecalho


De feliz; de felina ou felóideo (quando alguma ternura é necessária); de felsítica; de felugem; de felação (porque minha grande boca às vezes f. tudo); em tempos de paixões políticas, de felonia; da sua felpa ou não...





Saúde Criança Renascer
Action Aid
Amazônia para Sempre
Artemis
Aquelas mulheres de Artemis

Runaway
Pedro - Runaway




lendo

Torniquete

ouvindo

Elisa Lucinda

BEP elephunk

Joss Stone

Ben Harper

e-mail dicas presentes



Fotolog do Ricardo
Alvaro
Alfarrabio
Babilonia
Blowg
Butuca Ligada
The Bystander
Catarro Verde
Chapar as borboletas
Coisas Bobas
Colecionador de Palavras
Collectanea
Epinion
Expressões Letradas
Ideiando Muito
InternETC
Ipsis Litteris
José Emílio Rondeau
Kafé
Kibe Loco
Lettiânia
Literatus
Macabea
Mamãe Eu Quero
Mundo Delirante
Na Carreira
Palavra de Pantera
Pitacos, Achados & Perdidos
Quarto de Telinha
Querido Leitor
Restante quociente
Reverendo Meh
Rompe Nuvem
Rosa Leonor
Somente Boas Notícias
Subrosa
Tavito na Tela
Tchela
Teclarela
Vídeos Clara Nunes


Adriana
America Unplugged
Arte Reflexa
Carol
Conversa de Botequim
Crossroads
Fale com Jo
Foco Seletivo
João Bani
Joyce
Luanda Cozetti
Marianna Leporace
Mothern
Nana
Ordem Nascente
Pedro Runaway
Periplus
Poemário
Solo Mio
Ta na Tela
Vania


Meu Outro Espaço
Rosana Mafra - psicóloga
Escola de Música da Rocinha
Cristina Portella - arte e design
Tavito
Luhli
Roberto Shinyashiki
Pequeno Desejo
Adryana BB
Ana Gonzalez
Feminino Plural
Restaurante Gustati
Geoffrey - fotografia
Palavra de Mulher
Lado D
Rits
Cronica do Dia
Filantropia
Companhia da Boa Noticia
Artemis

This page is powered by Blogger. Isn't yours?
Divulgue o seu blog!
O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil
24.8.01
A SEMANA QUE NÃO EXISTIU

Deixa quieto.

Já são quatro e logo a noite chega. Vou dormir cedo e torcer para amanhecer um sábado daqueles que chutam a gente para fora da cama e de casa e vou cair nos braços de uma Lagoa ou uma Ipanema generosa e ensolarada que acena com cores e sorrisos.

Fui me deitar na noite do dia 17 e só vou acordar amanhã. Pronto! E mais: vou passar dois dias flutuando, espreguiçando, fazendo alongamento em calçadões e areias, molhando os pés em águas salgadas que lavarão qualquer resto do que quer que tenha sido esta última semana.

E A Maré Levou...

O garoto me olhou hoje com cara de cão que mijou no tapete. Tenho um instinto maternal atrapalhado com adolescentes do sexo masculino. Eles me parecem tão desprotegidos, querendo parecer machinhos e eficientes. Ele não tem culpa, claro. Ninguém tem culpa. Só senti vontade de abraçá-lo e dizer que tudo estava bem. Mas ele ia saber que eu estava mentindo. Sou uma péssima mentirosa. Então apenas sorri e as lágrimas que iam lavar suas sardas secaram. Ele entendeu, enfim.

Tudo porque eu estou no Moulin Rouge, lá no alto, num balanço coberto de flores. O mundo é vermelho e dourado e a música está alta demais, mas eu não ligo. Se alguém olhar para cima vai ver minha calcinha e minha boca escancarada. Estou com sede. Parar a brincadeira para beber alguma coisa não passa pela minha cabeça. Tenho vertigem. Aperto com força as cordas e tudo gira. Estou no carrossel. Vejo manchas onde devem estar as pessoas. O vulto dele, aquele outro, é inconfundível. Quando estou deitada aqui, sua silhueta fica ainda mais alta. E eu vou ficando cada vez mais leve. A balança confirma: eu posso voar.

É o nome de um anjo que me ronda a cabeça. Acabo falando em voz alta, mas ninguém ouve. Devem estar todos surdos. Eu piso na seda e ela vira algodão - algodão algodão, não algodão tecido. Você consegue imaginar infinitos degraus feitos de algodão bem branquinho? Então... A escada vai se apertando cada vez mais naquele espiral lá em cima e eu digo oi para o João. Ele está
voltando da casa do gigante todo carregado de ouro. Para que tanto ouro? Ouro não compra o que mais se quer.

Claro que esta ela também não ouviu. Há tempos não nos falamos. Seu telefone está sempre ocupado e eu ocupada demais para ir lá. Melhor assim. Não me lembro da última vez que nos entendemos. Falamos idiomas diferentes. Não, não é isso. Vivemos em eras diversas. Seria pior se eu ainda alimentasse ilusões.

Há um dirigível sobrevoando a costa e as ninfas aprisionaram pirilampos em caixinhas transparentes para iluminar a praia. Antes de sairmos, elas escovaram meus cabelos e aplicaram pequenas flores que não combinavam em nada comigo. Arrastei meu visual clown até as areias e lá encontrei o lord inglês. Ele me reconheceu de imediato. Nos abraçamos e choramos e rimos. Era tempo.

Só havia frutas para comer. Frutas de todos os tipos, tamanhos, cores e sabores. Frutas com gosto de infância, com cheiro doce, com nomes que não sei. Virgínia estava de pé ao meu lado e disse sim. Quando eu respondi que era cedo ainda, ela ficou triste e foi conversar com o mago, me olhando de vez em quando de soslaio. Ela gosta de jogar xadrez e eu quero brincar de pique. Um dia ela desfaz o bico e descobre que é sempre sem querer...

Manitoq fala sem parar de futebol. Agora sim tenho com quem trocar idéias interessantes. Só ele entende o que quero dizer quando passo batom na ponta do nariz. A sessão vai começar e eu perco muito tempo tentando me ajeitar na posição de lotus. Resolvo plantar bananeira e tudo começa a fazer sentido.

Amanhã...



rabiscado por Carla Cintia 5:46 PM

edit

Arredores

Next

Random

List

Site Meter