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8.8.13

Apego

APEGO

Ainda tenho muito que evoluir em termos de desapego. Por isso, considero que um dos dramas do capitalismo é que quando você finalmente encontra um produto que atende às suas necessidades num universo de ofertas de desnecessidades, variando em forma, cor, tamanho, sabor, quantidade e outras dimensões ainda não alcançadas pela compreensão humana, eles o retiram do mercado.

É incrível que uma espécie tão refratária a mudanças tenha tamanha fixação em novidades. Ou será que esta é mais uma inutilidade inventada pelos marqueteiros?
Só sei que depois de muita experimentação, muita reação alérgica, finalmente achei o que queria e precisava. Passei alguns voláteis anos em completa felicidade de consumidora até descobrir que a produção do meu item de estimação havia sido descontinuada.

Não sou a única. Leio que uma modelo também teve um pequeno surto de tristeza ao descobrir que seu perfume favorito, aquele que ela identificava como seu próprio cheiro, havia saído de linha. Ela diz que é estranha a idéia de não mais sentir um aroma, especialmente se sobre ele se controi sua memória olfativa. O marido dedicado fuçou até descobrir na internet um local que ainda tinha a essência disponível para a venda e arrematou o estoque. Também eu corri para a grande rede por socorro e garanti a sobrevivência da minha satisfação por algum tempo. Mas esse recurso é limitado. Hoje lido com o final do penúltimo pote do meu tesouro. O que será de mim?


O curioso é que, ao contrário da maioria das outras pessoas, aprecio mudanças, expansão de paradigmas, variações, fuga da rotina opressora, pensar fora da caixinha, mas a inovação por si só não me seduz. Talvez devessem cogitar manter os produtos antigos, paralelamente aos novos, atendendo assim aos anseios de pessoas como eu, fiéis aos seus gostos. Não aprenderam nada com o Polvilho Antisséptico Granado, o Leite de Rosas ou o sabonete Phebo? Será que faço parte de uma minoria tão pouco representativa? Será que fidelidade é mesmo artigo em extinção?

1.7.13

O QUE MUDOU


É quase padrão, nos raros momentos em que fujo da minha rotina gastronômica em busca dos sabores da infância, ficar me questionando se mudou a fórmula do doce ou se mudei eu. Acontece com produtos padronizados, como refrigerante que consumo muito esporadicamente. Tem tempo que fui me afastando dessas bebidas, mas em dada conjunção astral, tenho vontade de sorver a água negra do imperialismo. E é batata: decepção!

A princípio, pensei ser uma questão de embalagem. A garrafa de vidro manteria as propriedades de sabor que o alumínio e o pet não conseguiriam manter. E até funcionou relativamente. Era um prazer quando encontrava aquela garrafinha miúda, com chapinha, do tamanho certo da vontade, sem pesar muito na culpa de quem sapateia fora da dieta. Agora nem isso. Só desilusão. Não valem as numerosas calorias ingeridas.
 
Desde que comecei a fazer reeducação alimentar, fiquei mais consciente de certas propriedades de determinados alimentos. Nunca fui muito amiga de confeitos, salvo em caso de nostalgia infantil, como já disse. Sempre preferi os sabores salgados e picantes. Mas comecei a ficar atenta para a quantidade de gordura, principalmente a hidrogenada, e do sódio presente na comida industrializada. Optar por alimentos menos processados me levou a descobrir novos ingredientes e temperos e abriu novos horizontes para o meu paladar, longe do apelo ancestral e fácil do doce, do gordo e do salgado.

Por essas e outras fico cabreira quando falam, sempre em tom de elogio, que alguém não mudou nada, apesar de ter se tornado bem-sucedido, rico ou famoso... As pessoas podem manter valores familiares, o caráter. Elas podem continuar tratando com respeito e cortesia quem cresceu ao seu lado, quem ajudou a formar seu caráter. É lógico. Mas continuar o mesmo? Quem viaja pelo mundo, conhece outras gentes e outros costumes, experimenta outros cheiros e gostos, dá a cara a bater, toma porrada, faz e recebe um carinho especial, perde e ganha, lê sobre assuntos diversos... e permanece igual?
 
Por outro lado, o louvor a estagnação parece uma reprovação a quem procura novos caminhos. A desconfiança é ainda maior se o sujeito tem sucesso. Sabe-se lá se por que razão, há na alma de muita gente a crença de que só se dá bem quem é desonesto. Daí, talvez, eu veja por aí muita auto-sabotagem. Imagina: se alguém acredita que só quem é corrupto pode se desenvolver, então desenvolver-se é tornar-se corrupto, portanto deve-se permanecer onde está, como está. Mesmo que as condições não sejam as melhores. E, olha, há muitos vigias do êxito alheio, todos prontinhos para apontar dedos acusatórios. Até porque se o outro progrediu e eu não a culpa tem que ser dele ou terei que encarar certos fatos.

Enquanto isso, os ponteiros do relógio avançam e sei cada vez menos. Mas suspeito que a Coca-Cola continua igual.


16.4.13

Matéria no jornal O Dia sobre o Buzum do Samba

Já viu a matéria que saiu no jornal O Dia do último domingo sobre o Buzum do Samba?
Adorei!
Confira!

http://odia.ig.com.br/portal/rio/o-novo-itiner%C3%A1rio-do-samba-1.571886

Já está disponível o convite para o próximo Buzum do Samba.
Desta vez iremos visitar as vidas e os repertórios de Noel Rosa e Martinho da Vila, ou seja, vamos explorar o Feitiço da Vila.
Há várias promoções. Quem chegar primeiro leva a melhor.
Vai lá conferir!

http://www.facebook.com/events/189489201203899/

25.3.13

Matéria na Band sobre Buzum do Samba


Esta é a matéria sobre o meu projeto xodó: o Buzum do Samba!
O próximo Buzum sai no dia 07/04, domingo. Vamos para Vassouras, conhecer mais sobre os ritmos populares do Vale do Café.
Vem com a gente!
Informações (21) 9267-8980.

http://tinyurl.com/cwdwpu7

20.3.13

GROUP SELECT de faxina no Rio de Janeiro – não contrate!


ALERTA AOS CONSUMIDORES
 
GROUP SELECT de faxina no Rio de Janeiro – não contrate!

Ajude a divulgar para que outros não sejam prejudicados.

Comprei um pacote de 4 faxinas através do Groupon com o GROUP SELECT. Como é de costume, o pagamento foi feito pelo site adiantado, com cartão de crédito.

No dia 22/01/2013 eu tinha uma faxina agendada para minha casa. Ninguém apareceu. Tentei ligar o dia inteiro para a empresa, mas ninguém atendeu ao telefone. No meio da tarde, mandei uma mensagem via site, que foi respondida dizendo que iriam checar minhas informações e entrariam em contato. Ninguém entrou em contato. Dias depois, meu marido ligou para a SELECT e recebeu a mesma resposta. Finalmente, depois de muitas ligações, agendamos outra faxina para o dia 30/01/2013.

No dia 29/01/2013, me ligaram da Select para confirmar que no dia seguinte viria uma funcionária de vocês para prestar serviços de faxina. Ninguém apareceu. Liguei para empresa e depois de algum tempo me retornaram dizendo que enviariam uma funcionária no mesmo dia ainda. Eu disse que não queria pois o serviço teria que terminar impreterivelmente às 17h, mesmo que começasse às 11h e eu tinha contratado uma faxina de 8 horas. Agendei para o dia 22/02/2013.

A funcionária Tamara Merath apresentou-se para o serviço com uma hora de atraso. O mais grave foi ter quebrado a bancada de vidro do banheiro, causando enorme prejuízo.

Desde então, enviei um email relatando os fatos acima para a SELECT e outro para o Grupon. O intuito era cancelar a contratação dos serviços de faxina e ter de volta o valor pago por eles, além do reembolso pela substituição da bancada de vidro do meu banheiro.

O Groupon entrou imediatamente em contato e fez o reembolso do valor do serviço em forma de bônus para outros serviços contratados no site. Como clientes frequentes, ficamos satisfeitos.

Entretanto, a SELECT jamais retornou qualquer dos nossos contatos e não se dispôs a repor a bancada de vidro quebrada.

Desta forma, sinto-me no dever de alertar a todos para que jamais contratem o serviço dessa empresa. Ela não tem a menor consideração por seus clientes.

De qualquer forma, estamos buscando legalmente nossos direitos e confiamos que a Justiça vai obrigar esses empresários a nos reembolsar pelo prejuízo que tivemos, embora muito pouco possa ser feito para reparar o nosso aborrecimento com esta história.

Por favor, ajude a proteger outros cidadãos da ação dessa empresa: divulgue!

Agradecida.

Carla Cintia Conteiro

4.2.13

O Leva-e-Traz cultural do Buzum do Samba



Tem roda de samba, tem palestra, tem festa e ainda leva os passageiros a lugares onde o que chegou para ir e vir com música e cultura.ritmo brasileiro por excelência é rei. É o Buzum do Samba!

Nessas excursões-festas-eventos está o conceito que norteia o Buzum do Samba: promover o diálogo cultural Zona Norte-Zona Sul, Capital-Interior. O ônibus vai circular pelas ruas e estradas do Rio de Janeiro, num leva-e-traz cultural, que enriquecerá a alma tanto de quem nele embarca quanto daqueles que recebem sua visita. Esta caravana cultural irá beber na fonte das manifestações culturais mais autênticas do nosso estado, levando em troca informação cultural e música para estabelecer uma comunicação mais efetiva com outros núcleos de cultura popular. Tudo isso proporcionará a quem embarcar no Buzum do Samba e aos anfitriões uma experiência artístico-cultural rica e prazerosa.

Trata-se de um projeto inédito que faz a sua viagem inaugural no dia 24 de fevereiro. É quando o Buzum do Samba parte do Largo do Machado para depois da Central, visita sítios relacionados ao samba pela cidade e aporta no Centro Cultural Cartola, ao pé da verde e rosa, num dia inteiro de cultura e diversão. Tendo como tema o mestre mangueirense, as origens do samba e o samba de morro, essa primeira partida inclui uma visita ao Centro Cultural que leva seu nome, com direito a almoço e apresentações da Orquestra de violinos Cartola e do Samba de Benfica.

Essa é a apenas a primeira viagem. Já em março, o tema é Candeia, partido alto e jongo. Por isso, no dia 17, o Buzum do Samba parte cantando rumo ao GRANES Quilombo, a escola de samba fundada pelo homenageado e outros bambas em Fazenda Botafogo/Acari. Pelo caminho, muita informação, mordomia e diversão a bordo. Ao chegar, os buzungueiros vão saborear aquela feijoada, participar de oficina e roda de jongo e duas rodas de samba, uma da própria Comunidade da Quilombo e outra do Samba de Benfica.

Em 7 de abril, o destino é Vassouras. Lá os passageiros vão explorar as tradições populares do Vale do Café com visitas a locais relevantes da cultura afro-brasileira, com direito a Folia de Reis, sem contar com o sempre presente som do Samba de Benfica.

Ainda haverá duas partidas: uma para a Vila Isabel de Noel e outra para a Duas Barras de Martinho da Vila e do canto das lavadeiras. Em cada um dos pontos de chegada, os buzungueiros serão recebidos por agentes culturais locais.

Para saber mais:

(21) 9267-8980 / (21) 8872-7939





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