31.3.09
3.3.09
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16.2.09
Numa quinta-feira à tarde, uma ida ao dentista pode virar um baile de carnaval. Pelo menos ali na Praça Saens Peña, onde toda semana um grupo animado de senhoras se reúne na galeria (ou shopping, como preferem os lojistas) sobre a qual se ergue a torre de salas comerciais onde atendem seus doutores favoritos. O local tem tradição com o público maduro. As lojas por lá, em sua maioria, exibem vitrines com moda para mulheres que já são avós e vestem a camisa da idade. Há também estabelecimentos que oferecem brinquedos para os diletos netinhos e lanchonetes com guloseimas e pratos pecaminosos cujos nomes e números de calorias lanchonetes e restaurantes modernos não ousam produzir. Pois eis que as vetustas damas nesses encontros vespertinos soltam a franga ao som de marchinhas de carnaval e todo tipo de clássico pop, de “Cabecinha no Ombro” a Bee Gees. O importante é balançar o esqueleto. Como sempre nesse tipo de evento, os homens são esmagada minoria, portanto, qualquer exemplar, qualquer mesmo, é cobiçadíssimo e faz um tremendo sucesso.
Também foi logo ali, num bairro contíguo, que fui conferir o bloco do Bar do Adão. Ao contrário da muvuca dos co-irmãos da Zona Sul, o bloco Vai Tomar no Grajaú desfila com um número saudáveis de seguidores e componentes, deixando espaço para todo mundo brincar à vontade. Como todo mundo é dali mesmo, há o cuidado em procurar a lata de lixo mais próxima e não sujar a rua e se você colocar o bilau pra fora pra marcar território como fazem os cachorros, a vizinha faladeira que conhece você desde que nasceu vai puxar sua orelha. Tudo super família. Ah, sim, gente bonita também.
À distância de uma caminhada, pra quem tem disposição, fica o Clube Renascença, onde Mart’nália fomenta a revitalização do Bloco Kizomba. Vários representantes da família Ferreira (descendentes de Martinho da Vila) e amigos fazem a festa. Primeiro, pagode de mesa com o grupo DNA do Samba, só com filhos e netos de figuras como Noca da Portela, Silas de Oliveira, Martinho da Vila... Canjas de Agrião, Ana Costa, Marquinho Satã e Analimar. Depois o desfile-ensaio do bloco pelo terreiro do clube. Programinha família também. Só que outro tipo de família, outra multidão, outro astral, mas tão bom quanto o bloco anterior. Os desfiles à vera do Kizomba: 27/02 na Praça do Jockey, na Gávea e 1º/03 na Praça Sete (Praça Barão Drummond) em Vila Isabel.
Acabou? Que nada! Saideira no Petisco da Vila. Evoé!
11.2.09
Aproveitei os dias ao sol, ao mormaço ou resguardada da chuva (como choveu em janeiro!) para ler muito. Jornal em papel de cabo a rabo diariamente é um luxo. Revistas das mais variadas linhas, daquelas recém-lançadas nas bancas àqueles artigos interessantíssimos de que não consegui dar conta durante a correria rotineira. Também afrouxei os nódulos de tensão com livros e mais livros do Veríssimo (o filho), me decepcionei com o livro do cineasta David Linch, "Em Águas Profundas" , que eu havia entendido ser sobre meditação, mas, embora fale do assunto, é mesmo uma auto-biografia fraquinha. Entretanto, o livro que mais amei na temporada e ainda não terminei de ler, é "Comer, Rezar, Amar" , da Elizabeth Gilbert. Ele está me impulsionando para alguns daqueles planos que a gente sempre adia. Eu já andava namorando umas idéias e elas estão se tornando mais palpáveis e prováveis de se tornarem reais no curto prazo. Aliás, minha mente ariana anda à toda, e agora refrescada, borbulha com novos projetos ou maneiras de viabilizar os antigos. O desfio, como sempre, é ser mais do que alguém de iniciativa para me tornar alguém de acabativa. (Nunca é demais reler o artigo do Kanitz em )
Outra obra que me tocou bastante na temporada foi "Benjamin Button", do David Fincher. Independente de ser o campeão de indicações para o Oscar, o filme me pegou forte porque aborda lindamente questões que estão na minha ordem do dia. Bom, talvez o filme fale mesmo de questões que interessam a quem é humano e ponto. Uma lindeza de fita. Mas nem só de questões metafísicas vive uma pessoa em férias, então valeu desopilar o fígado com "E Se Fosse Você 2" e "Sim Senhor" .
Além disso, ouvi muita música boa. Estou apaixonada pelo novo disco do Moacyr Luz, "Batucando", papa finíssima. Já falei para vocês do cantor Rubi?
De leve, teve até badalo. Foi o lançamento do luxuoso e bilíngue livro "Bastidores do Municipal" , do fotógrafo Bruno Veiga.
Já de volta ao lar doce lar, ainda da cor do pecado, estou produtiva quase que no nível normal. Contudo acho que a locomotiva só chega a pleno vapor -- assim reza a tradição -- depois das celebrações momescas. Evoé!
6.11.07
(Barão de Itararé)
"A juventude não é uma época da vida, é um estado de espírito."
(Samuel Ullman)
"A vida é uma comédia para os que pensam e uma tragédia para os que sentem."
(Horace Walpole)
"Sem música, a vida seria um erro."
(Nietzche)
"O jovem não precisa de razões para viver; precisa só de pretextos."
(José Ortega Y Gasset)
"A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais."
(Oscar Wilde)
"Há flores em todas as estações, assim como loucuras em todas as idades."
(Jouy)
"Os professores abrem a porta, mas você precisa entrar sozinho."
(provérbio chinês)
"Se um dia sentires um enorme vazio, vá comer. Pode ser fome."
(autor desconhecido)
"Não há nada errado com a Flórida que um furacão não possa curar."
(Carl Haiaasen)
31.8.07
Ontem fui assistir a Brasileirinho. É um filme muito legal, porque é feito por um estrangeiro (o finlandês Mika Kaurismäki), sobre a cultura brasileira (chorinho), sem ser papo de gringo deslumbrado com o exotismo, sabe? Então fui vendo aquelas pessoas (Yamandú, Tereza Cristina, Guinga, Elza Soares, Zé da Velha e Silvério Pontes, Marcos Suzano, Paulo Moura e mais um monte de bambas), falando de coisas (música, cultura, beleza, sensibilidade), passando por lugares que são tão familiares e queridos para mim (Lapa, Santa Teresa, a barca Rio-Niterói) e foi me dando um quentinho no peito, uma sensação de pertencimento que ia ficando cada vez mais forte quando as pessoas que estavam no cinema comigo suspiravam juntas, mal seguravam a vontade de aplaudir a fita, murmuravam emocionadas as letras das canções...
30.8.07
Você está toda enrolada em uma situação e alguém chega pra você e diz:
- Não se preocupe. Pode deixar que eu cuido disso.
Aí você relaxa e vai cuidar de todo o resto da sua vida, confiando que aquele anjo está tratando do assunto. Então você resolve checar e descobre que nada foi feito, ou pior, tudo foi feito nas coxas e você vai ter que se ocupar daquilo que já considerava resolvido. E o mais grave, num prazo muito mais apertado.
Isso me dá vontade de matar alguém. Só não sei se é o caso de exterminar o anjo tratante ou se o melhor seria um suicídio básico por ter caído no lero dele.
Ai, que ódio!
13.8.07
TRÊS IRMÃOS DE SANGUE
direção: Ângela Patrícia Reiniger
Idealização e direção musical: Marcos Souza
www.3irmaosdesangue.com.br
Três irmãos: Herbert José de Souza (Betinho), Henrique de Souza Filho
(Henfil) e Francisco Mário de Souza (Chico Mário). Três brasileiros cujas
vidas se confundem com a própria história política, social e cultural do
Brasil no século XX. Muitas lutas marcaram a vida dos três - contra a
hemofilia, contra a ditadura, contra a fome e contra a Aids. A favor da
anistia em defesa da música brasileira e pelas Diretas Já. Enfim, Três
Irmãos que fizeram da solidariedade sua grande arma na luta pela vida. Cada
um contribuiu, a seu modo, para transformar o Brasil num país melhor:
Betinho, por meio de campanhas sociais; Henfil, com seu humor perturbador; e
Chico Mário, com a beleza de suas músicas. O documentário mostra o ambiente
familiar em que os irmãos cresceram e a trajetória de cada um. O exílio de
Betinho e a "volta do irmão do Henfil" em 1979. Henfil e seus marcantes
personagens, como Graúna, Baixinho, entre outros. A batalha de Chico Mário
pela música independente e pela expressão autônoma do artista.
Estréia 17 de agosto
Exibição prevista nos cinemas:
Rio de Janeiro
Estação Botafogo 1: 14:00-15:50-17:40-19:30-21:20
Odeon-BR: 14:30-16:30-18:30-20:30
Estação Laura Alvin 2: 15:15-17:00-20:15-22:00
Ponto Cine: 18:00-20:00
São Paulo
Cine SESC: 17:00-19:00-21:00
HSBC Belas Artes - Carmen Miranda: 16:00-17:50-19:40
Espaço Unibanco 4: 14:20-16:10-20:20-22:00
Unibanco Arteplex 5: 13:00-14:40-16:20-20:00-22:00-sab tb 24:00
Belo Horizonte
Usina 2: 16:20-19:40-21:20
Belas Artes 2: 14:10-16:10-19:10-21:10
Brasilia
Academia de Tenis: 17:30-19:30-21:30-sab/dom/fer:tb 15:30
9.8.07
TERAPIA DA PALAVRA
Escrever é dialogar com nossa própria mente.
Escrever é terapêutico e estimula a criatividade.
Este curso foi criado especialmente para você que gosta de escrever e tem vontade de se lançar no universo literário.Nossa meta é motivar os participantes a realizarem sua própria produção literária.
Conteúdo Programático
1 – Criação Literária (Como escrevo, Porque escrevo)
2 – A escrita e sua função (e inspiração) terapêutica
3 – Criando enredo e personagens
4 – Estrutura narrativa
5 – Gêneros e emoções
6 – Os cinco ou seis sentidos na ponta do lápis
7 – A inspiração que vem dos sonhos e da memória
8 – Revisando, reescrevendo, revendo
AtençãoRequisitos Minimos Necessários para Participação no Curso Virtual:
1. Possuir conhecimentos básicos de Informática (Word)
2. Possuir habilidade de Acesso à Internet (deve-se possuir e-mail e consultá-lo com frequência!)
3. Possuir computador Pentium ou similar com memória minima de 128 Kbytes
No próximo dia 13 de agosto começaremos a primeira turma da oficina Terapia da Palavra online!
Será uma experiência nova e desafiadora. Após mais de 60 alunos e 5 turmas presenciais, achamos que chegou o momento de viabilizar a participação também dos que moram longe, dos que não tem tempo, dos que preferem fazer tudo mesmo pelo computador.
A turma do Terapia da Palavra Virtual funcionará da seguinte forma:
- Solicitação de vaga através do e-mail mailto:terapiadapalavra@gmail.com
- Pagamento (Real ou Itaú) no valor de R$ 75,00 (para informações mais detalhadas, contato por e-mail.)
- Aulas postadas durante 8 segundas-feiras, iniciando no dia 13 de agosto próximo
- Espaço para discussão na web
- Blog da turma (alunos inscritos)
Terapia da Palavra
Escrever é dialogar com nossa própria mente
http://terapiadapalavra.googlepages.com/oficinavirtual
20.7.07
Classe Média - Max Gonzaga e Banda Marginal
O melhor retrato da classe média que vi nos últimos tempos.






