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3.6.05

IDADE

A idade é uma realidade, já dizia Papai.

Começo a perceber seus primeiros sinais. Não, aquela dorzinha no joelho que ataca quando levanto depressa depois de ficar algum tempo sentada e que quase me levou ao chão ontem na saída do cinema eu até consigo abstrair. Mas foi triste ver o médico fazendo conta com a minha data de nascimento para ver se eu já tinha chegado è meia idade. Meia idade! Fala sério! Ainda outro dia isso não era coisa daqueles coroas, daqueles velhos? Ufa, passei raspando no teste do Dr. Jaleco Branco, mas a perigosa está logo ali, depois daquela curva.

Sabe que curva é essa? Aquela que vem sinalizada com uma placa onde está escrito simplesmente "Enta, mas não sai". Depois que entrou ali nos "enta", não tem mais retorno e o jeito é seguir em frente. Diz que tem gente que consegue até sair lá, bem longe, mas são poucos. Ainda, né? Afinal a gente tem que por fé na ciência e na tecnologia que evoluem diariamente e que prometem levar-nos ao centenário.

Elas só não conseguiram ainda achar uma boa resposta para a cara de passado do balconista da farmácia que querendo ser simpático pergunta se o remédio é para a senhora minha mãe e ouve que não, é pra mim mesma. Tadinho, deu uma dó. É sinal dos tempos ter que tomar remédio normalmente receitado pra idosos, né não?

Mas acho que o que realmente pegou com a história da meia idade foi me dar conta de que estou chegando à metade, ou seja, teoricamente tenho cada vez menos adiante do que tenho para trás. E se levar em conta a média familiar, aí danou-se! Já dobrei o Cabo da Boa Esperança faz é tempo, ó!

Por isso é que não dá pra ficar marcando bobeira. Tempo não é coisa que se perca. E sabe que eu estou achando que Cronos é que nem o vil metal: não aceita desaforo? Se você não tratar bem, ele vai embora sem mais aquela.

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