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26.3.10

Release

Fel - Amargando Felicidade
Ideais punk fomentando a literatura brasileira

Com o acesso fácil às novas tecnologias, não há mais desculpas para manter a expressão individual engavetada. Quando a ética punk DIY (Do It Yourself - Faça Você Mesmo) apropria-se dos meios de produção, é hora de dar o troco na cultura de massa, que devorou a contracultura. Nesse Novo Mundo, como nomeia o consultor de cinema Peter Broderick, o artista mantém total controle sobre a obra, do início ao fim. E conta com mídia social própria, distribuição própria, com pouca ou muita ajuda de amigos e fãs. Peter estava falando de cinema, mas este conceito se aplica a todas as artes.

E tirando partido desse poder recém-adquirido, uma nova geração de escritores tem vindo à tona, trazendo suas visões multi-facetadas, suas verdades, suas vidas e obras. Nessa geração destaca-se Carla Cintia Conteiro, escritora carioca, que lança agora seu primeiro livro no Brasil: Fel - Amargando Felicidade. Aqui Carla abre seu coração e mente para o mundo com sua coleção de crônicas e poemas construídos com uma inteligência emocional e uma acuidade no uso das palavras que só quem conhece e acarinha a dignidade e as fraquezas humanas consegue acumular.

Fel – Amargando Felicidade, o livro, é homônimo do blog que Carla mantém há anos e alguns registros do livro passaram por lá, mas não todos. Na sua miscelânea de escritos brasileiros têm lugar poemas relíquias de uma adolescente e de uma jovem adulta. Versos secos, há muito gravados no velho caderno amarelado, veem o sol. Crônicas da mudança de percepção. Deslindam-se emoções como adolescer; amar pela primeira, segunda, pela definitiva vez; conviver com o outro; ser mãe; tentar compreender; aprender todo dia; ver a juventude indo embora.

É bem verdade que este livro, fartamente ilustrado, não marca o debut literário de Carla, que já lançou uma biografia de Caetano Veloso na França e participou de obras coletivas, mas aqui pela primeira vez, e de forma ampla, Carla destila o fel do espírito, transforma a amargura atocaiada a cada esquina da vida em letra. A própria autora diz que "escrever sobre as vicissitudes traz compreensão ou, ao menos, alívio. Rabiscar sobre as alegrias, registrar os aprendizados torna tudo ainda mais real." Concluindo, este livro é sobre a maravilhosa aventura de viver e amargar, sofrer as consequências da felicidade.

Para todos que se interessam pela alma feminina, amadurecimento, amor e poesia, FEL - Amargando Felicidade é leitura obrigatória.

Fel - Amargando Felicidade
Já à venda: http://clubedeautores.com.br/book/9938--Fel
Contato com a autora: ccintia.rlk@terra.com.br
tel. (21)9267-8980

(Release de Quimidéias Comunicação & Marketing)

24.3.10

Meu livro de contos "O Ponto Aumentado" foi pré-selecionado para o prêmio SESC de Literatura. Infelizmente ainda não foi desta vez que levei o grande prêmio. Mas estou caminhando. Publico este em breve também. Aguardem!

Confiram os detalhes.

25.1.10

Palavras listadas em “They have a name for it”, de Howard Rheingold, que elenca termos intraduzíveis:

• Baraka, árabe, energia espiritual que pode ser empregada para fins materiais.
• Won, coreano, resistência a livrar-se de uma ilusão.Razbliuto, russo, sentimento que se experimenta por alguém a quem se amou no passado, mas não se ama mais.
• Mokita, kiriwina, a verdade que todo mundo sabe, mas ninguém diz.
• Torschlüsspanik, alemão, literalmente: pânico de que a porta se feche, definido como “a ansiedade frenética que as mulheres solteiras experimentam em sua corrida contra o relógio biológico”.
• Ah-un, japonês, a comunicação tácita entre dois amigos.
• Mono no aware, japonês, a tristeza das coisas.

16.12.09


Nasceu um quase irmão deste espaço. Fel - Amargando Felicidade agora também é livro. Só que incluindo poesias, textos inéditos e novas ilustrações. Confira!

30.4.09

A questão é o xodó que tenho com esse espaço. Fico sempre com vontade de manter um ritmo de postagem condizente. Eis que chega a Roda Vida...

31.3.09

16.2.09

GRITO DE CARNAVAL ESTILO ZONA NORTE

Numa quinta-feira à tarde, uma ida ao dentista pode virar um baile de carnaval. Pelo menos ali na Praça Saens Peña, onde toda semana um grupo animado de senhoras se reúne na galeria (ou shopping, como preferem os lojistas) sobre a qual se ergue a torre de salas comerciais onde atendem seus doutores favoritos. O local tem tradição com o público maduro. As lojas por lá, em sua maioria, exibem vitrines com moda para mulheres que já são avós e vestem a camisa da idade. Há também estabelecimentos que oferecem brinquedos para os diletos netinhos e lanchonetes com guloseimas e pratos pecaminosos cujos nomes e números de calorias lanchonetes e restaurantes modernos não ousam produzir. Pois eis que as vetustas damas nesses encontros vespertinos soltam a franga ao som de marchinhas de carnaval e todo tipo de clássico pop, de “Cabecinha no Ombro” a Bee Gees. O importante é balançar o esqueleto. Como sempre nesse tipo de evento, os homens são esmagada minoria, portanto, qualquer exemplar, qualquer mesmo, é cobiçadíssimo e faz um tremendo sucesso.

Também foi logo ali, num bairro contíguo, que fui conferir o bloco do Bar do Adão. Ao contrário da muvuca dos co-irmãos da Zona Sul, o bloco Vai Tomar no Grajaú desfila com um número saudáveis de seguidores e componentes, deixando espaço para todo mundo brincar à vontade. Como todo mundo é dali mesmo, há o cuidado em procurar a lata de lixo mais próxima e não sujar a rua e se você colocar o bilau pra fora pra marcar território como fazem os cachorros, a vizinha faladeira que conhece você desde que nasceu vai puxar sua orelha. Tudo super família. Ah, sim, gente bonita também.

À distância de uma caminhada, pra quem tem disposição, fica o Clube Renascença, onde Mart’nália fomenta a revitalização do Bloco Kizomba. Vários representantes da família Ferreira (descendentes de Martinho da Vila) e amigos fazem a festa. Primeiro, pagode de mesa com o grupo DNA do Samba, só com filhos e netos de figuras como Noca da Portela, Silas de Oliveira, Martinho da Vila... Canjas de Agrião, Ana Costa, Marquinho Satã e Analimar. Depois o desfile-ensaio do bloco pelo terreiro do clube. Programinha família também. Só que outro tipo de família, outra multidão, outro astral, mas tão bom quanto o bloco anterior. Os desfiles à vera do Kizomba: 27/02 na Praça do Jockey, na Gávea e 1º/03 na Praça Sete (Praça Barão Drummond) em Vila Isabel.

Acabou? Que nada! Saideira no Petisco da Vila. Evoé!

11.2.09

Se com o Bob McFerrin era bom, com a Mart'nália meu hino, "Don't Worry Be Happy", música de abertura da novela das sete, ficou ainda melhor. Esta foi a trilha sonora perfeita para as férias que já deixam saudades. Digo férias, mas, na verdade, foi um afastamento da rotina, já que acabei fazendo o que não estava muito nos planos: trabalhar. Pois é, moçada. Enquanto neguinho reclama da crise, vendo lenço de papel para os chorões.

Aproveitei os dias ao sol, ao mormaço ou resguardada da chuva (como choveu em janeiro!) para ler muito. Jornal em papel de cabo a rabo diariamente é um luxo. Revistas das mais variadas linhas, daquelas recém-lançadas nas bancas àqueles artigos interessantíssimos de que não consegui dar conta durante a correria rotineira. Também afrouxei os nódulos de tensão com livros e mais livros do Veríssimo (o filho), me decepcionei com o livro do cineasta David Linch, "Em Águas Profundas" , que eu havia entendido ser sobre meditação, mas, embora fale do assunto, é mesmo uma auto-biografia fraquinha. Entretanto, o livro que mais amei na temporada e ainda não terminei de ler, é "Comer, Rezar, Amar" , da Elizabeth Gilbert. Ele está me impulsionando para alguns daqueles planos que a gente sempre adia. Eu já andava namorando umas idéias e elas estão se tornando mais palpáveis e prováveis de se tornarem reais no curto prazo. Aliás, minha mente ariana anda à toda, e agora refrescada, borbulha com novos projetos ou maneiras de viabilizar os antigos. O desfio, como sempre, é ser mais do que alguém de iniciativa para me tornar alguém de acabativa. (Nunca é demais reler o artigo do Kanitz em )

Outra obra que me tocou bastante na temporada foi "Benjamin Button", do David Fincher. Independente de ser o campeão de indicações para o Oscar, o filme me pegou forte porque aborda lindamente questões que estão na minha ordem do dia. Bom, talvez o filme fale mesmo de questões que interessam a quem é humano e ponto. Uma lindeza de fita. Mas nem só de questões metafísicas vive uma pessoa em férias, então valeu desopilar o fígado com "E Se Fosse Você 2" e "Sim Senhor" .

Além disso, ouvi muita música boa. Estou apaixonada pelo novo disco do Moacyr Luz, "Batucando", papa finíssima. Já falei para vocês do cantor Rubi?

De leve, teve até badalo. Foi o lançamento do luxuoso e bilíngue livro "Bastidores do Municipal" , do fotógrafo Bruno Veiga.

Já de volta ao lar doce lar, ainda da cor do pecado, estou produtiva quase que no nível normal. Contudo acho que a locomotiva só chega a pleno vapor -- assim reza a tradição -- depois das celebrações momescas. Evoé!
Este é o clip oficial do show de gravação do CD da querida Adryana BB, que será lançado após o carnaval.
Esta é a música de trabalho: SAUDADE (Adryana BB e Gilvandro Filho).

10.2.09

Só para não dizer que faço promessas vãs. Mas ainda é um ensaio. E bem pequeno.

22.12.08

Primeira promessa para o ano novo: voltar a escrever no blog.

6.11.07

"Tambor é grande, faz barulho, mas é completamente vazio por dentro."
(Barão de Itararé)

"A juventude não é uma época da vida, é um estado de espírito."
(Samuel Ullman)

"A vida é uma comédia para os que pensam e uma tragédia para os que sentem."
(Horace Walpole)

"Sem música, a vida seria um erro."
(Nietzche)

"O jovem não precisa de razões para viver; precisa só de pretextos."
(José Ortega Y Gasset)

"A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais."
(Oscar Wilde)

"Há flores em todas as estações, assim como loucuras em todas as idades."
(Jouy)

"Os professores abrem a porta, mas você precisa entrar sozinho."
(provérbio chinês)

"Se um dia sentires um enorme vazio, vá comer. Pode ser fome."
(autor desconhecido)

"Não há nada errado com a Flórida que um furacão não possa curar."
(Carl Haiaasen)

31.8.07




Ontem fui assistir a Brasileirinho. É um filme muito legal, porque é feito por um estrangeiro (o finlandês Mika Kaurismäki), sobre a cultura brasileira (chorinho), sem ser papo de gringo deslumbrado com o exotismo, sabe? Então fui vendo aquelas pessoas (Yamandú, Tereza Cristina, Guinga, Elza Soares, Zé da Velha e Silvério Pontes, Marcos Suzano, Paulo Moura e mais um monte de bambas), falando de coisas (música, cultura, beleza, sensibilidade), passando por lugares que são tão familiares e queridos para mim (Lapa, Santa Teresa, a barca Rio-Niterói) e foi me dando um quentinho no peito, uma sensação de pertencimento que ia ficando cada vez mais forte quando as pessoas que estavam no cinema comigo suspiravam juntas, mal seguravam a vontade de aplaudir a fita, murmuravam emocionadas as letras das canções...


30.8.07

Da série "Isso me dá vontade de matar alguém":

Você está toda enrolada em uma situação e alguém chega pra você e diz:

- Não se preocupe. Pode deixar que eu cuido disso.

Aí você relaxa e vai cuidar de todo o resto da sua vida, confiando que aquele anjo está tratando do assunto. Então você resolve checar e descobre que nada foi feito, ou pior, tudo foi feito nas coxas e você vai ter que se ocupar daquilo que já considerava resolvido. E o mais grave, num prazo muito mais apertado.

Isso me dá vontade de matar alguém. Só não sei se é o caso de exterminar o anjo tratante ou se o melhor seria um suicídio básico por ter caído no lero dele.

Ai, que ódio!