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7.1.05

Fomos ao cinema, Ricardo, Pedro e eu, onde assistimos a Meu Tio Matou um Cara. O moleque estava feliz da vida, porque foi a primeira vez que ele foi ao cinema ver um filme com classificação etária diferente de livre. Estava se sentindo todo adulto.

O filme realmente é o que o seu roteirista/diretor, Jorge Furtado, planejou: um filme médio. Não é um blockbuster, mas não é um filme cult cabeçudo. É divertido e, a julgar pela presença e reação do público que enchia a sala na noite de ontem, agrada bem aos adolescentes.

A fita já me ganhou na abertura, mas todo o resto também está bem colocado. Os diálogos são bons e narração explicando sobre preconceito racial e a justificação palavra idiota na trama sem melindres são ótimas. Lázaro Ramos é um idiota perfeito, como perfeito são todos os seus trabalhos. Darlan Cunha mostra que veio para ficar entre os grandes da dramaturgia nacional. Dira Paes é muito nova para o papel dela, mas ela é boa e pronto. E ainda estou me devendo ver um filme ou peça em que Aílton Graça me mostre o enorme talento de que a imprensa especializada tanto fala. Deborah Secco joga o charme e mostra o corpão. A interpretação dos new faces não me chamou a atenção especialmente.

A história mistura mistério e romance de uma forma leve e muito divertida. A parte da trilha sonora assinada por Caetano Veloso não vai figurar em nenhuma seleção de suas mais belas canções, mas Soraya Queimada, de André Marques, é impagável.

O Brasil precisa de mais produções desse tipo, sem que se pretenda fazer o filme que vai mudar o mundo ou que bater os números da Xuxa a cada produção.

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