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24.5.05

BIENAL

Agora que acabou já posso falar. E antes não me manifestei até porque a gente sabe como é difícil publicar e lançar um livro. Não vou ser eu a jogar areia na farofa de ninguém, já que além de deselegante, isso não me faz feliz nem me rende lucro algum. Mas não gosto de Bienal.

Não suporto aqueles corredores entupidos, o culto à celebridade, a lonjura... Adoro livros, mas meu contato com eles é muito mais íntimo e silencioso. Começa com uma paquera em uma livraria silenciosa e acolhedora e termina com saudade depois de lida a última frase, repousando fechado, abraçado contra meu peito suspiroso. E a história continua depois de terminada, na minha estante para futuras releitura e consulta ou nas mãos de quem também possa amá-lo como eu.

E fico olhando, pelos meios de comunicação, aquele circo montado e penso no quão longe da experiência de leitura e literatura que eu tenho em mim. Quanto blablablá, quanto nhenhenhém... Cadê o conteúdo? Provavelmente escondido num canto que ninguém viu, longe dos holofotes e da badalação.

Sei lá. É pra mim, não.

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