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20.6.05

FASHION RIO
IMPRESSÕES DE UMA NÃO VIP


Ontem de manhã acordei com o telefonema de um amigo me oferecendo ingressos para o Fashion Rio. O que eu posso fazer se as coisas caem no meu colo?

Meu marido estava ainda mais animado que eu. Não poderíamos entrar para assitir aos desfiles, mas só estar lá no bochicho é ótimo programa para quem tem bom-humor.

Demos a primeira volta, reconhecendo terreno e tropeçamos em diversas pequenas celebridades. Resolvemos ir para o espaço VIP a que tínhamos direito para encarar o duro ofício de desfrutar da BLT (boca livre total). Estava eu bebericando minha segunda taça de prosecco e no enésimo canapé quando adentraram o recinto três lindos jovens de quase 2 metros de altura cada. Eram modelos que tinham acabado de desfilar e estavam posando para os patrocinadores do espaço. A partir daí virou um entra e sai de gente para ser fotografada, muitos dos quais eu não reconheci. O seguinte foi Davi Moraes, o pi..., digo guitarra doce, ex-Marisa, ex-Ivete, ex-Ciccareli, ex-Preta, ex-quase-todas. Instantaneamente formou-se um semi-círculo em torno do moço, que ficou meio acuado contra a parede. As mocinhas babavam e informavam que ele deve ser eleito o mais sexy do ano pela revista, combinavam entrevistas e sessão de fotos. Mas principalmente babavam.

Nisso, num alvoroço tremendo, chega o furacão Monique Evans. O filho do Moraes Moreira aproveitou a deixa e saiu de mansinho. Só que a ex-modelo foi informada a tempo e saiu correndo atrás dele para um breve entrevista. Quando ela voltou, já encontrou ali o Jean, aquele ex-BBB que agora quer ser conhecido como jornalista e escritor. Outro escândalo. E depois ela perdeu um tempão conversando com o Max Fivelinha (eta tipinho desagradável!), que acabou se intrometendo também no papo com a lindeza da Thalma de Freitas. Depois chegou o Luiz Salem com a quituteira baiana Dadá. Na saída, topamos com a Daniela Suzuki.

Eu já estava querendo ver mais da ferveção lá fora e ficamos horas andando pra lá e pra cá, coletando brindes e mais brindes, praticando celeb watching, rindo até não mais poder. Os sem pulseira, também conhecidos como nós, ensaiávamos como pediríamos aos seguranças para franquear nossa entrada nos stands onde o povo se jogava nas pistas de dança: "Ô, moço, eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou pedindo". No final, já que não temos a cara-de-pau necessária, ficamos mesmo cantarolando "pode passar o rodo / e me mandar embora / que eu vou ficar zoando / aqui do lado de fora". Meu marido entrou no banheiro masculino e deu de cara com um índio de terno, colares e cocar. Logo depois entrou aquele modelo americano que faz papel de cowboy na novela das 9. E ele me disse: "pensei que fosse começar um bangue-bangue".

Tudo bem, não consegui ganhar nenhuma das cobiçadíssimas bolsas de chita com alça de bambu, nem mesmo um par de Havaianas, sinais máximos de status por ali, mas desopilei o fígado por um mês inteiro.

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