Pesquisar este blog

26.2.04

As crianças atendidas no ambulatório do HOSPITAL GAFRÉE E GUINLE estão precisando da ajuda. O hospital, referência no tratamento da AIDS, tem um trabalho bonito de auxílio às crianças. Eles estão precisando de alimentos como leite em pó integral, creme de arroz, cremogema e outros. Também necessitam de fraldas e roupinhas.

O sistema vai começar a funcionar com força total a partir de março. Então esta é a hora de falar com os amigos e começar a se movimentar.

HOSPITAL GAFRÉE E GUINLE
Ambulatório da PEDIATRIA RUA MARIZ E BARROS, 775 - Térreo
Tijuca - Rio de Janeiro
TEL: (21)2569-1620 ramal:253 (251 e 252 - somente pela manhã)
Falar com Ana Maria
"Drab as a fool, aloof as a bard"

"A man, a plan, a canal: Panama"

"race car"
Vote no Rio para sediar os Jogos Olímpicos de 2012 no site da CNN.

Visite também o site oficial da nossa candidatura aqui.

23.2.04

Praia de Ipanema domingo e feriado sem tumulto.
Queen Mary II.
Carros alegóricos das melhores escolas ali dando sopa para serem vistos enquanto você simplesmente volta pra casa.
Blocos, bandas, batucadas.
Todas línguas, todos os sotaques em todos os lugares.
Gente fantasiada.
Este é o Carnaval de quem não viajou este ano.

21.2.04

Total estranheza

Por que a Alcione, notória mangueirense, está cantando um samba-enredo antigo da Portela (Contos de Areia) que será levado para o Sambódromo pela Tradição?

20.2.04

E amanhã tem Fla-Flu.

Quando eu era pequena torcia pro Flamengo ganhar não só pelo time, mas também porque da vitória do time da Gávea dependiam os semanais humor, leniência e propensação ao sim do meu pai.

Agora tenho marido e filho rubro-negros. O moleque foi com o uniforme da equipe para o bailinho de carnaval da escola. Tem mais: estou de cara pro crime, pendurada sobre o Maior do Mundo. O grande clássico carioca pulsa forte. É carnaval, afinal.

E tenho que reforçar minha mandinga. O Flu vem com os quatro R's: Romário, Roger, Ramon e o Ridículo do Edmundo.

Estou torcendo por pelo menos um gol do Ivson.
O que será de mim quando o Império Serrano entrar na avenida cantando Aquarela Brasileira do Silas de Oliveira? Este samba me arrebata a alma, me arranca lágrimas sempre que o ouço. E não só por si - e olha que ele é uma coisa de lindo - mas por tudo o que evoca, seja historicamente*, seja nas minhas mais remotas lembranças
particulares.


Bacanal
(Manuel Bandeira)

Quero beber! cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!

Lá se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada.
A gargalhar em doudo assomo...
Evoé Momo!

Lacem-na toda, multicores
As serpentinas dos amores,
Cobras de lívidos venenos...
Evoé Vênus!

Se perguntarem: Que mais queres,
Além de versos e mulheres?...
- Vinhos!... o vinho que é meu fraco!...
Evoé Baco!

O alfanje rútilo da lua,
Por degolar a nuca nua
Que me alucina e que eu não domo!...
Evoé Momo!

A Lira etérea, a grande Lira!...
Por que eu extático desfira
Em seu louvor versos obscenos.
Evoé Vênus!



* Aquarela Brasileira foi composto em homenagem a Ary Barroso, autor de Aquarela do Brasil, conhecido internacionalmente como hino informal do nosso país, simplesmente como Brasil. Ary faleceu no dia do desfile e a notícia chegou na hora que a escola entrava na avenida. Os componentes desfilaram em silêncio e chorando e o mais lindo samba-enredo de todos os tempos não ganhou o carnaval.

Muitos componentes seguiram direto para o funeral e, ainda fantasiados, carregaram o caixão de Ary.
Consegui uma receitinha quase básica de um dos meus favoritos:

LULAS COM ARROZ DE BRÓCOLIS

Ingredientes

30 ml de azeite
8 g de curry ou açafrão
10 g de pimenta preta
100 ml de vinho branco
20 g de limão
250 g de lulas
30 g de bacon
100 g de brócolis
10 g de alho (eu poria mais, muito mais)
30 g de arroz

Modo de fazer

Refogue o bacon em cubos até que fiquem crocantes. Ferva as lulas cortadas em anéis de 2 centímetros de espessura no vinho branco e no limão por aproximadamente 5 minutos ou até começarem a dourar. Dissolva o curry no caldo. Em seguida, adicione tudo ao refogado de bacon, deixando pelo menos 15 minutos. Cozinhe o brócolis em água fervente. Refogue o arroz com alho e azeite. Quando estiver quase pronto, acrescente o brócolis.
Rende um prato.

19.2.04

Roubei um tempinho hoje e estou vendo aquelas coisas que estou sempre deixando pra depois, ocupada em apagar incêndios ou em simplesmente tocar a vida.

Esta eu vi no blog da Vicky:

Não corra atrás das borboletas; plante uma flor em seu jardim e todas as borboletas virão até ela.
(D. Elhers)
Plus ça change, plus c'est la même chose.
That's pure banana oil!

17.2.04

Calor


Tenho tido tanto de tudo, que quando o ponteiro pequeno aponta para o dez s? quero encontrar meu travesseiro. Mas como ? fevereiro e a cidade ? o Rio, normalmente esse encontro tem sido adiado por algumas horas. E recebo mais de muitas coisas. Samba, bom papo e cerveja, por exemplo.

Outro dia, pedi uma por??o de jil? para acompanhar o chope. Sabe que rolou? Juro!

As conseq??ncias do dil?vio (leia abaixo) continuam, mas coloquei em a??o o meu pensamento m?gico. Faz-de-conta que este pedreiro n?o est? quebrando esta parede do banheiro com azulejos que ningu?m vai encontrar igual para repor bem aqui do lado da minha mesa de trabalho. Faz-de-conta que quando ele terminar aqui, ele n?o vai come?ar na cozinha. Funciona, sabia? Pergunta pra este elefante rosa com la?o verde-lim?o aqui do lado.

F. furou para o desfile-ensaio da Vila, no Boulevard 28 de Setembro. Foi uma pena. Teria sido uma noite ainda mais divertida, se a L. (chilena) e ao G. (estadunidense) al?m dos brazucas se juntasse uma francesa. [N?o esquecer: me matricular na aula de esperanto.] De qualquer forma n?o faltou anima??o e a noite foi ?tima.

Perdi 30 minutos da minha vida numa fila e ao ser atendida descobri que eu n?o precisava ter entrado nela. A sorte ? que sempre ? poss?vel fazer observa??o de seres humanos numa situa??o dessas. E esse ? um dos meus hobbies, muito melhor observar p?ssaros. Por exemplo, hoje consegui observar uma mo?a com as unhas do p? pintadas de um azul turquersa que acompanha as cores da sand?lia, da bolsa e da blusinha de alcinha (os diminutivos desta frase s?o uma homenagem especial). Ela tinha os cabelos rec?m-pintados de vermelho e raspados na altura da nuca de modo a formar um sol em espiral com retas que saiam dele formando seus raios. Quando me aproximei da carnavalesca figura, reparei que ela descrevia uma cena de agonia e o subseq?ente funeral. O outro senhor parecia ter tingido os parcos cabelos que come?avam na altura das orelhas com papel crepon, tamanha a irregularidade das mechas que variavam do vinho ap?tico ao preto desbotado. O resto era bem normalzinho, se n?o levarmos em considera??o a meia branca tipo sapatilha usada com uma sand?lia Rider preta.

Imagina uma laranja bem espremidinha. Pois ?. Mas vou deixar para descansar apropriadamente quando estiver sob 7 palmos de terra. Ou, como quase tudo nesta terra, fica pra depois do carnaval.

12.2.04

GLUB GLUB GLUB


Estorou um cano ainda não identificado no terraço do meu prédio.
Chove torrencialmente dentro do meu apartamento e na casa dos vizinhos.
O aguaceiro desce por todo o edifício até o térreo.
Baldes e panos-de-chão são os objetos mais requisitados.
Uma boa pedida para um presente de aniversário adiantado para mim é um escafandro.
Começou o quebra-quebra.
Instalações elétricas ameaçadas.
Pinturas de paredes e de tetos vão para o beleléu.
Rebaixamentos com gesso apresentam risco de desabamento.
Marido super-tenso, filho assustado, sogra em pânico.
Sou uma flagelada.

9.2.04

"Quando nossas mentes se encherem de paz, não haverá nada que não possamos compreender."
Tsai Chih Chung

"Dentro de nós está o poder do consentimento para a saúde, a riqueza e a pobreza, a liberdade e a escravidão; somos nós que controlamos isso, e não os outros."
Richard Bach

7.2.04

No que ele pensa?

2.2.04

Quem ainda n?o foi, tem que ir:

A exposi??o com a obra de Keith Haring no Centro Cultural Banco do Brasil est? imperd?vel.

Uma palhinha:

No in?cio dos anos 80, as ruas e o metr? de Nova York foram a primeira vitrine da obra de Keith Haring, com seus grafites vigorosos, ?ndices de seu engajamento com a cultura de massa. (...)

A exalta??o da sociedade americana n?o entorpece o olhar cr?tico de Haring em rela??o ao seu meio e seu momento hist?rico. Humor e ironia pulsam na espontaneidade dos tra?os flu?dos de um artista cuja liberdade tem?tica e formal ganhou espa?o e contribui para a constitui??o de uma linguagem direta e por vezes quase simples, que tem a raiz no vocabul?rio da cultura de massa e dos meios de consumo.

(texto do panfleto da exposi??o)

E ainda tem, no mesmo CCBB, uma mostra com as polar?ide se Andy Warhol. Esta acho que pode ser especialmente rica para os fotologgers.

Base para a cria??o de suas pinturas e portraits, as fotos [polar?ides] mostram personalidades famosas do mundo todo e um conjunto de objetos inusitados, constituindo material fundamental para a compreens?o da g?nese da obra de um ?cone da pop art americana.
(texto do panfleto da exposi??o)

Pensa que acabou? Que nada! Aquele espa?o ? riqu?ssimo em atra??es. Logo que voc? chega no sag?o tem uma exposi??o no melhor estilo "Rio 40 graus, purgat?rio da beleza e do caos" com trabalhos de fotojornalistas.

E como passar por fevereiro na Cidade Maravilhosa sem Carnaval? Est? l? tamb?m, numa forma po?tica (com Beatriz Milhazes), moderna (com Eva e Adele), mas tamb?m alegre (Hans Nieswandt) e hist?rica (como Bajado) do jeito que precisa ser a festa de Momo (mesmo que o atual seja magro).

Eu sei a grana est? pouca, n?? Tem problema n?o! ? tudo gr?tis.
Constatação Metafísica

Jogo o tempo
na água
E ele
nada.


(Marina Colassanti - Rota de Colisão - Rocco - 1993)

28.1.04

A Rolinha Nossa de Cada Dia


A rolinha entrou pela janela aberta. Todas nós soltamos gritinhos de surpresa. A professora de hidroginástica encolheu-se num canto. Tem gente que morre de medo de aves.

Meu filho quer inventar o oiránoicid, que é o dicionário ao contrário, onde você entraria com o significado e ele diria qual é a palavra que você está procurando. Se já existisse, poderia colocar aqui o nome que me fugiu da cabeça da fobia dos que abominam bichos de pena.

Em volta da piscina, do chão à metade da altura até o teto transparente é parede de tijolo, emboço, tinta... Daí para cima é janela. Quando faz frio, os vidros são fechados. Num dia quente como hoje, abre-se tanto quanto possível. E foi por aí que a rolinha entrou. E gorjeamos nossa surpresa. E a instrutora espremeu-se contra a parede.

Não é a primeira vez que acontece. Ainda outro dia, quando nossa treinadora estava de férias, deixando em seu lugar uma estagiária, foi outra rolinha que entrou e ficou girando procurando a saída até cansar. Não foi simples agarrá-la e soltá-la de volta para o vôo livre.

A rolinha de hoje talvez tenha se apavorado com o nosso pequeno susto, com o medo da mestra, com a música alta que marcava nosso ritmo. Passou sobre nossas cabeças cruzando todo o comprimento da piscina, ouvindo nosso sobressalto, nosso pavor injustificado, nosso barulho que insistimos em chamar de música e tocou a parece no lado oposto. Deve ter sido então que ela armou-se de toda coragem para fugir dali e arremessou-se numa velocidade incrível contra a vidraça caindo do nosso lado, dentro d'água.

Quando N. a resgatou das águas com suas luvas de pato, a ave se debatia. Eu, sempre a mais alta de quase qualquer turma, me ofereci para colocá-la no peitoril da janela para que pudesse alçar vôo assim que se recuperasse. Mas a rolinha morreu nas minhas mãos e eu fiquei com uma tristeza infantil no peito.

Até o final da aula o servente ainda não tinha vindo para pegar o bichinho morto e eu passei o restante do tempo ouvindo sobre notícias do dia, novelas, filhos e netos, exposta, mesmo que não olhasse mais, àquele testemunho de uma pequena infelicidade diária, fingindo ser o cloro que me ardia os olhos, numa tentativa brutal de voltar a ser adulta.

Update: Minha mãe me contou agora ao telefone que meu primo mais velho descobriu que estava com um problema sério de saúde e precisava de uma cirurgia. Ele estava com muito medo da operação e saiu visitando diversos familiares em busca de apoio. Foi inclusive na casa de uma tia nossa com a qual ele não falava havia décadas e pediu perdão. Ao sair de lá sofreu um acidente de moto fatal.

23.1.04

Há na cidade um movimento de revitalização fomentado pelo verão. Mas só para quem tem olhos de ver. Muita gente resolveu finalmente reagir ao baixo-astral que só faz render ibope para tele-jornal vagabundo e jornalzinho carniceiro. Todo dia a gente se pega na dúvida sobre o que fazer: show, teatro, passeios ao ar livre, um restaurante novo (ou um bar bem antigo)...

Ontem fomos para a Marina da Glória ver o show do Rogê, com o Arlindo Cruz e o
Falcão d'O Rappa. Ainda teve Nelson Sargento substituindo o Walter Alfaiate (ele teve que se submeter a uma cirurgia). Quando a gente queria pegar um arzinho, era só ir até a beirada da tenda e curtir o vento que vinha do mar, o Pão de Açúcar de um lado e o MAM fervendo com a Fashion Rio do outro.

A idade pesou e acabamos saindo de lá antes do final, cansados, satisfeitos e com um pouco de receio de ter que encarar uma retenção na saída do estacionamento, afinal, o evento bombou. Foi por isso que chegamos em casa às 3 de la matina. E me senti a própria highlander porque pouco depois das 8 já estava de pé para malhar e preparar o corpo e o espírito para mais um dia de labuta.

Não sei por que senti no final da tarde um impulso irrefreável por comprar um corretivo que hidrata as pálpebras e "visualmente corrige tons de pele azulados, ajudando a minimizar os sinais de inchaço e olheiras".

Uma privação de sentidos me obrigou a preparar um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, que teve que passar por um rigoroso controle de qualidade baseado em degustação que foi perpetrado por mim mesma.

Mas o que eu queria contar para vocês é que na próxima quinta na Marina, o Claro Rio de Verdade nas Quintas de Janeiro (ufa! quem inventa esses nomes quilométricos pros eventos?) vai ter Bezerra da Silva e João Bosco, além do anfitrião Rogê. A roda de samba (abertura) vai ser com Wilson Moreira e o encerramento com a bateria da Grande Rio. Como nada é perfeito, lá só tem cerveja Bavaria (o que aconteceu com a Baviera, hein?)

Titia aqui vai adiantar bem o trabalho para tirar uma sesta bem dotosa na quinta e estar inteirona na night. Seja ela na Marina ou pelaí.