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24.5.04

Maribel era sonsa. Aprontava seus números diante das pessoas certas e depois dissimulava com tanta perfeição diante dos demais que fazia com que suas vítimas até duvidassem do que tinham testemunhado.

Maribel desviava, conspirava, intrigava, usurpava, caluniava, difamava e mentia com cara de anjo e o povo quase lhe agradecia.

Maribel tinha de graça casa, comida, roupa lavada. E maldizia seu anfitrião, queixando-se a todos dos maus tratos que lhe impingiam.

Maribel não ganhava para seu sustento porque jamais trabalhara, mas nada lhe faltava porque sempre havia alguém que caia em sua troça.

Maribel tinha bons modos à mesa e fala mansa. Sabia contar piadas inocentes e era farta em bajulação.

Maribel armava o circo, tacava fogo e se ia embora.

Maribel estava sempre adoentada quando lhe pediam algum favor e esbanjava saúde quando era hora de gozar a vida.

Maribel usava sapatinho bonito, cabelo bem penteado e perfume francês. E pensava que escondia de mim o pé de bode, o chifre e o cheiro de enxofre.

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