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13.6.04

O Hino Olímpico me acordou bem cedinho. Já tinha gente se aglomerando para ver a tocha passar cantando coisas de paz. A gente acabou, depois de alguma discussão, decidindo ir ver o movimento lá no meio do povão, apesar do amplo camarote das nossas janelas.

No meio da ansiedade toda, todo mundo feliz da vida por estar presente naquele instante histórico, bonito foi ouvir meu filho falar com a amiguinha dele que estava conosco:

- Presta atenção agora, o Rei vai descer a rampa com a tocha e você vai contar isso pros seus netos e bisnetos.

E lá veio Pelé e sua enorme capacidade de mobilizar as multidões. Ao invés de seguirmos o cortejo, cortamos caminho e nos posicionamos num ponto mais adiante do circuito e foi ali que pudemos presenciar a passagem da tocha entre dois anônimos (pelo menos eu não os conhecia) com o rosto rasgado no sorriso de um orgulho que não cabia no peito.

Aliás, todo mundo que de alguma forma participou (ainda participa, enquanto escrevo a cerimônia continua pelas ruas do Rio) está levando pra casa um pouco mais de alegria no coração, seja como mero espectador, carregador do espírito olímpico, parte da organização do evento ou contratado dos patrocinadores.

Em cima de um dos trios elétricos, Loroza animava a galera e fiquei com vontade de ouvir o Monobloco. (Pra quem não sabe, o Serjão além de ator da Globo também manda muito bem como cantor da banda do Pedro Luís e A Parede.)

Domingo
(Aurinho da Ilha, Ione do Nascimento, Ademar Vinhais e Waldir da Vala)

Vem amor
Vem a janela ver o sol nascer
Na sutileza do amanhecer
Um lindo dia de alegria
Veja o despertar da natureza
Olha amor quanta beleza
O Domingo é de alegria
No Rio colorido pelo sol
As morenas na praia
Que gingam no samba
E no meu futebol

Veleiros que passeiam pelo mar
E as pipas vão bailando pelo ar
E no cenário de tão lindo matiz
O carioca segue o Domingo feliz
Vai o sol e a lua traz o manto
Novas cores, mais encanto
A noite é maravilhosa
E o povo na boate ou gafieira
Esquece da Segunda-feira
Nesta cidade formosa

Há os que vão pra mata
Pra cachoeira ou pro mar
Mas eu que sou do samba
Vou pro terreiro sambar




Bom, Bonito e Barato
(Robertinho Devagar, Jorge Ferreira e Edinho Capeta)

Colori
Com toda a minha simpatia
Um visual de alegria
Cante comigo essa
Canção de amor
Sou a comunicação
Não tenho luxo nem riqueza
Há simplicidade e beleza
Na festa do meu coração
Muito bom
O meu bonito é barato
Da simpatia, o retrato
Do povo no carnaval

Obrigado, madrinha Portela
Que me ajudou a caminhar
Por onde andei
Pelos caminhos meu nome deixei
Nos Confins de Vila Monte eu decantei
Com um sorriso de esperança
A Praça Onze, delirei
Domingo na sutileza do amanhecer
Meu colorido encantou você
O amanhã o que será o que será
E outra vez na passarela
Colorida e tão singela
O sangue novo faz toda gente vibrar

Sou, sou eu
Trazendo felicidade
Sou eu

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