Ele pergunta, balançando uma barra de chocolate diante do meu rosto:
- O que você faz para ganhar um Chokito?
- Te dou um beijo estalado na bochecha.
- Não... (resposta completa no final do post).
Aos 80 anos de Fernando Sabino, dia das crianças, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, com o Teatro João Caetano completando 190 anos, o Rio de Janeiro estava sob chuva.
Uma criança, você sabe, já foi uma delas, espera ansiosamente por esse dia. E chovia. Tudo o que tínhamos planejado de antemão, literalmente por água abaixo. Mas houve um iluminado que inventou revistas e cadernos culturais nos jornais que salvam pais e mães desesperados. A palavra grátis parecia piscar para nós em neon.
Meio como convidados, meio como penetras assistimos a uma peça/espetáculo promovida pela FIA (Fundação da Infância e Adolescência), cheia de todas aquelas coisas que criança gosta: música, dança, circo, brincadeiras, umas carinhas conhecidas da TV e no final um sacão de doces. E já que tínhamos passado a manhã inteira no teatro nada melhor para um programa mais para a tarde/noite chuvosa que... mais algum tempo no teatro.
Com a palavra Fernando Bicudo:
"Terra Brasilis luta por um resgate de nossas riquíssimas raízes culturais - as mais valiosas e diversas do planeta.
Terra Brasilis é um casamento de extremos, de opostos que se unem, de clássico com moderno, de erudito com popular, de real com virtual, de passdo com futuro, que se unem no todo da imensidão da cultura de nossa gente.
Terra Brasilis é, sobretudo, um grito de amor ao Brasil, um grito de amor ao que faz a nossa grandeza: o povo brasileiro.
O brasileiro é a síntese do melhor de todas as raças, e isso se espelha nas nossas manifestações populares, de norte a sul.
Apesar de nosso passado de injustiças sociais, somos o povo mais feliz do mundo, o que melhor sabe viver, o que mais cultua seu amor à vida. Somos o povo do perdão e da esperança. Somos o país do belo.
Somos o país da música, da dança, das festas, das celebrações, da excelência da cultura.
O objetivo maior de Terra Brasilis é promover um mutirão pela cidadania brasileira e pela busca de nossas verdades.
Viva o Brasil!"
O espetáculo é belíssimo e conta do Brasil de antes do Big Bang até o futuro. Com ótima música, figurinos caprichadíssimos, coreografias algumas vezes beirando o fantástico e principalmente um amor e uma alegria que fizeram esquecer que lá fora o Rio de Janeiro não se reconhecia, apresentam lundu, maculelê, caboclinho, maracatu, coco, ciranda, xaxado, capoeira, chula, samba de roda, valsa, maxixe, chorinho, gafieira, partido-alto, mangue beat e dança de rua, entre muitos outros.
- Não. Para ganhar um chokito, você enfia a mãozita na tomadita.
Acabei de Ler - Agosto de 2026
Há 2 semanas
"Paulinho da Viola - Meu tempo é hoje", documentário de Izabel Jaguaribe sobre o sambista que eu só consegui ir conferir no último final de semana é simplesmente o máximo. Mais uma prova de que o Brasil faz documentários de gente grande. Além de divertido, é informativo, bonito, inteligente e comovente sem ser piegas. Tem a melhor música do mundo e a Cidade Maravilhosa no que ela tem de melhor: sua gente e seu espírito. Tem Paulinho da Viola lindo, transbordando sua dignidade, sua nobre musicalidade, sua vida entre familiares, amigos e parceiros, suas idiossincrasias... Tem Monarco, Nelson Sargento, Zeca Pagodinho, Walter Alfaiate, Cristina Buarque, Teresa Cristina e mais um monte de gente boa. Tem mais ou menos 30 músicas amarrando as saborosas histórias e depoimentos. Tem expectador aplaudindo no final da exibição porque ficou se segurando para não fazer isso durante o filme.
O artista plástico brasileiro Vik Muniz, radicado há 20 anos em Nova York, apresenta uma série inédita de fotografias. Intitulada Retratos de revista, a série traz imagens que são reconstituição do retrato de personalidades e personagens, que ele admira e/ou convive, com pequenas pastilhas feitas de papel recortado de revistas.
O ponto de partida do artista foi a observação de retratos publicados em revista que mostram a intimidade das celebridades, ao mesmo tempo em que são essas publicações que tornam famosos quase anônimos. Vik se colocou a pergunta: como fragmentar e reconstruir a fisionomia das pessoas com pedaços de outras imagens e ainda assim mantê-las reconhecíveis? Partiu então para fotografar cada um dos seus 'heróis'. De posse dos retratos, submeteu-os, em estúdio, a um processo de ampliação com lentes que ele próprio construiu e que produzem cromos de 20 x 25 cm, com definição extraordinária. A partir daí, remontou os retratos, a mão livre, com pastilhas de páginas de revista, feitas com furador de papel. A última etapa é a foto da remontagem, enfim o formato final, em ampliações de até 230 x 180 cm, que dá a impressão de um desenho pontilhista.


Dizem que Cosme e Damião eram árabes e viveram na Sicília, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada.
A primeira vez que ouvi sobre Santa Maria Egipcíaca foi num livro de
A história fica ainda mais fascinante quando a gente a lê como publicada em
