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12.7.06

O plano era roubar alguns minutos de mais um dia corrido. Mas os segundos foram escorrendo e o papo emendou e o ritmo de quem já estava lá era outro e quando eu vi horas já tinham se passado e eu tinha rido, conversado, comido besteira e até bebido um pouco de cerveja.

Como naquele dia, há muitos anos, em que ouvindo uma música antiga, senti saudades de mim, desde aquela tarde estou com vontade de passar batom vermelho.

7.7.06

JAZZ & CINEMA – CINEMA & JAZZ
Por Ricardo Soneto

Música e cinema sempre estiveram relacionados. Mesmo os filmes mudos ganhavam mais intensidade e drama com a presença de um pianista ao lado da tela. Jazz & Cinema – Cinema & Jazz pretende ir além dos aspectos evidentes dessa relação e apresentar uma perspectiva inédita sobre o convívio direto de duas artes que só poderiam ter sido criadas no século XX. Sim, porque ambas dependiam de tecnologia (projetores, fonógrafos etc), tiveram um desenvolvimento intenso e, eis o aspecto pouco abordado, se comunicaram de modo curioso. Máquinas de soundies; filmes de “cinescópios”; shows registrados em novas formas; cine-biografias; influência no amadurecimento das trilhas sonoras; documentários explorando vários estilos e figuras de destaque do gênero.

Em 1989 os jornalistas franceses Arnaud & Chesnel escreveram: "Nascidos ao mesmo tempo – a ponto de se poder falar de 'sétima e oitava artes' –, o cinema e o jazz deram uma cadência ao século XX, cada qual pelo seu lado, sem se preocupar demasiado um com o outro. Mas os seus encontros, geralmente devidos ao acaso ou à necessidade, renderam uma beleza difícil de ser ignorada. É por um duplo paradoxo que essa relação se inicia: o primeiro filme sonoro é The Jazz Singer, comédia musical do obscuro Alan Crosland… Contudo não se trata, na realidade, de jazz (e sim vaundeville) e o herói – o cantor popular Al Jolson – é um 'falso negro', como o provam as latas de graxa da época. Três anos depois sai The King of Jazz, cujo herói não é evidentemente Louis Armstrong – a quem cabe o papel de canibal perseguindo Betty Boop nos desenhos animados (alias hilariantes) dos irmãos Fleischer -, e sim o pálido Paul Whiteman. Será preciso esperar pelo belíssimo Hallelujah (1931) de King Vidor, primeiro filme falado de alto nível, para que a música afro-americana (ou seja, blues, honky-tonk e sobretudo, gospel, com uma soberba partitura de Irving Berlin) seja tratada com respeito, apesar das personagens encarnarem clichês bastante pesados. Mas, a partir daí, o jazz torna-se indispensável dos dois lados da câmera desde que se trate de ilustrar um fragmento da vida noturna americana. Intervirá de forma bem distinta, à frente ou atrás da câmera."

O curso JAZZ & CINEMA – CINEMA & JAZZ, pretende explorar todos os aspectos desses encontros.

-A primeira aula observará a produção de filmes para as máquinas de soundies;
-A segunda exibirá os "cinescópios", responsáveis por alguns dos melhores registros da história do gênero;
-A terceira mostrará formatos diversos, como cartoons, por exemplo;
-A quarta aula discutirá as cine-biografias;
-A quinta será dedicada as trilhas sonoras jazzísticas (com algumas surpresas);
-A sexta analisará os documentários
-E, finalmente, a sétima aula, que pretende encerrar o curso a partir das dúvidas e questões levantadas pelos próprios alunos.

Enfim, Jazz & Cinema – Cinema & Jazz pretende ensinar uma forma original de apreciar o jazz, através de imagens, e também possibilitar uma reflexão única sobre o poder do cinema para a preservação e invenção. Um curso para olhos e ouvidos atentos.


QUANDO E ONDE:
A partir de 14 de julho
Sextas-feiras, às 19h30


PROJETO: LABORATÓRIO ESTAÇÃO
Local: Grupo Estação - Rua Voluntários da Pátria, 53
Botafogo, Rio de Janeiro
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:
Custo: R$180
Aceita-se cartão de crédito VISA ou VISA ELETRON
- Email com nome completo, telefone e curso escolhido para:
laboratorioestacao@gmail.com

OU
- Grupo Estação: Rua Voluntários da Pátria, 53 - Botafogo (ao lado do metrô)
Segunda a sexta, 14h às 18h. Tel. 2539 1505

OU
- Livraria Dantes – Cine Odeon BR – Pça. Floriano, 7 - Cinelândia
Tel. 2240 2920

FORMAS DE PAGAMENTO:
deposito bancário, cartão de crédito ou de débito VISA, cheque ou dinheiro

-OUVINDO CRIATIVAMENTE: COMPREENDENDO O JAZZ-
"AFINAL, O JAZZ É MAIS DIVERTIDO PARA QUEM TOCA DO QUE PARA QUEM OUVE ?"

Já faz mais de duas décadas que essa pergunta intrigante me foi feita por um amigo. Na hora não soube responder. De fato, levei anos para ter uma resposta satisfatória. O curso OUVINDO CRIATIVAMENTE: COMPREENDENDO O JAZZ é o resultado dessa resposta, obtida através de uma série de observações precisas e muita pesquisa. Algumas conclusões: o ouvinte novo, de modo geral, gosta do que ouve, mas tem uma grande curiosidade em saber o que exatamente está ouvindo. Sendo o jazz, ao mesmo tempo, uma atividade lúdica e intelectual, seu grau de apreciação é determinado pela quantidade de conhecimento que se tem. Mais: num gênero com uma história tão complexa, tão fragmentado em estilos, um bom encaminhamento é indispensável.

OUVINDO CRIATIVAMENTE: COMPREENDENDO O JAZZ é um curso exclusivo para ouvintes, tenham eles formação musical ou não. Seu objetivo é tornar o aluno capaz de desenvolver uma apreciação pessoal do que mais o agradar. Conhecendo melhor o jazz ele pode vir, por exemplo, a gostar de swing mas detestar fusion, ou achar Horace Silver melhor que Herbie Hancock etc. Não importa. Será sempre o seu próprio gosto, bem desenvolvido, que irá direcioná-lo.

Tenho muita confiança nos resultados desse curso. Uma apresentação honesta, produtiva e, porque não dizer, divertida. Sua eficiência foi comprovada no CCBB, em 1991, quando foi ministrado pela primeira vez. De lá para cá, como uma banda de um homem só, teve uma vida itinerante de sucesso discreto.

Sua estrutura se baseia em oito módulos, distribuídos em três partes:

PRIMEIRA PARTE: A AUDIÇÃO
Os cursos tradicionais de jazz preferem explicar o gênero através da sua linha histórica evolutiva. Não escapei muito desse modelo (como será visto mais adiante). Mas dei mais importância em “instrumentalizar” logo o aluno com uma série de conhecimentos básicos que já o tornassem apto à uma audição ativa e refletida. Tais fundamentos são mostrados em três aulas. São elas:
1- OUÇA A MÚSICA DO ELEVADOR
2- A ORDEM & O CAOS
3- O CONCEITO DA SOCIEDADE IDEAL

SEGUNDA PARTE: A HISTÓRIA
Em duas aulas seguimos o modelo histórico tradicional. Tradicional e inevitável, pois o jazz possui uma história inquieta, que produziu uma cornucópia de estilos, formas e modos. Para tratarmos dessa evolução histórica optei por estruturá-la na linha de tempo da vida de dois artistas fundamentais e, em vários aspectos, responsáveis por muitas dessas revoluções dentro do gênero. São eles:
4- LOUIS ARMSTRONG E A LINHA DE TEMPO CLÁSSICA
5- MILES DAVIS E A LINHA DE TEMPO MODERNA

TERCEIRA PARTE: PERSPECTIVAS
A parte final do curso estabelece algumas extensões para o fortalecimento de muitos dos conceitos apresentados nas outras aulas. Aqui temos três elementos básicos: um músico expressivo dentro do gênero, um selo importante e, o nosso objetivo final, o próprio aluno.
6- DUKE ELLINGTON & O ESTILO
7- A BLUE NOTE & A ESTÉTICA
8- FAZENDO O VÔO SOLITÁRIO

Há quinze anos me dedico em aperfeiçoar esse curso, desde a sua estréia no CCBB. Permita-me convidá-lo. Creio que será uma grata surpresa, e eu terei a chance de ampliar o número de fãs de jazz, o que sempre foi meu objetivo.

Ah! A resposta:

"O JAZZ É TÃO DIVERTIDO PARA QUEM OUVE COMO PARA QUEM TOCA, DESDE QUE O OUVINTE SEJA TÃO CRIATIVO QUANTO O MÚSICO!"


Seu professor de jazz e amigo

RICARDO SONETO
QUANDO E ONDE:
A partir de 28 de Agosto até 27 de Setembro.
Segundas e quartas (menos nos dias 18 e 25 de setembro), 19h às 22h


PROJETO: FAÇA CULTCOM – Senac Rio
Local: Senac Rio - Rua Pompeu Loureiro, 45
Copacabana, Rio de Janeiro
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:
Custo: R$320 (cheque- 02x160 / cartão- 05x64, sem juros)
Aceita-se cartão de crédito Visa ou Mastercard


Tel: 2545-4848 (ou 3138-1000)


Sobre o professor:
RICARDO SONETO é jornalista e roteirista especializado em Jazz e artes narrativas.Em 2003 realizou a curadoria do projeto CINE TIM, criado para o primeiro TIM FESTIVAL. Para isso, selecionou e trouxe seis horas de alguns dos melhores filmes de jazz da coleção de Michael Chertok para exibição no festival. Em 1989 e 1991 participou como tradutor e co-apresentador da Mostra FREE JAZZ FILMS, uma realização da Produtora Dueto, no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Centro Cultural do Banco Brasil, criou e ministrou os cursos OUVIR & ENTENDER JAZZ (1991) e A GRANDE CANÇÃO AMERICANA (1992), além de produzir a mostra JAZZ CINE FESTIVAL (1995) que reuniu pela primeira vez os dois maiores colecionadores de filmes de jazz do mundo (Michael Chertok e Mark Cantor) em um único projeto. Coleciona também diversas colaborações eventuais com o Centro Cultural do Banco do Brasil, tendo sido a última a consultoria da mostra ENCONTRO COM SONDHEIM (2005), com uma completa seleção de shows e filmes do compositor americano.


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28.6.06

É tão fácil a gente se doer e falar quando nos machucam e muitas vezes não nos damos conta que qualquer deslize pode nos fazer repetir os comportamentos, se não estivermos alertas.

É que dentro de cada um de nós, existem aquelas coisas que eu chamo de monstrinhos, que crescem se a gente alimenta e fogem da jaula, se a gente não vigia. Há o monstrinho invejoso, o monstrinho "farinha pouca, meu pirão primeiro", o monstrinho assassino, o monstrinho mãe castradora, o monstrinho chefe tirano, o monstrinho sogra de anedota, o monstrinho coitadinho/vítima, o monstrinho preconceituoso...

Evidentemente, alguns desses monstrinhos funcionam como nossos aliados para a sobrevivência na selva. Mas, acredite, é mais fácil procurar uma selva mais tranqüila do que tentar recapturar esses titãs depois de soltá-los por aí.

A única forma de domar essas criaturinhas travessas para que elas não escapem pelas frestas dos nossos pensamentos, nossos atos e nossas palavras é com uma sólida formação de caráter e/ou auto-conhecimento somado à determinação firme de ser cada dia um pouquinho melhor.

Então o que tento fazer é manter meus monstrinhos devidamente identificados, adestrados e encarcerados bem longe do sol.
texto de Roberto Crema:


"Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos.

Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.

Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser, várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas.

Faz parte...

Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos.

Os seres de grande valor percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?

Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar...
Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins..
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e... Os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.

Minha palavra final: ATRITE-SE!"

23.6.06

"A VIDA É COMO UM ECO, SE VOCE NÃO ESTÁ GOSTANDO DO QUE ESTÁ RECEBENDO, OBSERVE O QUE ESTÁ ENVIANDO"

17.6.06

Campanha em prol da saúde mental do brasileiro e pelo extermínio dos imbecis:

SENHOR FABRICANTE, ANTES DE COLOCAR SUAS CORNETAS À VENDA, POR FAVOR, MERGULHE O BOCAL EM CICUTA.

16.6.06

E ela está lançando um novo CD.

14.6.06

Ueba!

Ela voltou! E estava fazendo uma falta...
Dica de leitura

Nos tempos em que capitalismo é deus e Nike é seu messias, eis um belo artigo para fazer pensar. E sonhar com o tempo - que talvez chegue novamente - em que assistamos a partidas de futebol empolgantes e não desfile arrastado de jogadores-outdoors, mais preocupados com a vida de celebridades e em pegar mulherzinha do que com a vida de atleta e a bola.

O bezerro de ouro balançou com seus pés cheios de bolha.

Será que tem jeito? Será que algum dia poderemos pensar novamente? Será que um de nós algum dia ousará questionar a lavagem cerebral?

15.5.06

"A vida só pode ser entendida olhando-se para trás. Mas só pode ser vivida olhando-se para a frente."
(Soren Kierkegaard)

"A verdade é como o sol. Permite vê-la toda e não se deixa observar."
(Victor Hugo)

"Nunca chegamos realmente a crescer, só aprendemos a nos comportar em público."
(Bryan White)

"O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende."
(Pascal)

"Tira tudo de mim mas deixa-me o Êxtase / E serei mais rica do que todos os meus semelhantes."
(Emily Dickinson)

"Deus está nas coincidências."
(Nelson Rodrigues)

"Os homens são como tapetes; às vezes precisam ser sacudidos."
(provérbio árabe)

"...não esqueça: a subida mais escarpada e mais à mercê dos ventos, é sorrir de alegria."
(Clarice Lispector)

"À depressão / sou avessa / nunca deixei / que um fracasso / me subisse / à cabeça."
(Sílvia Sangirardi)

"A experiência nos ensina que nem tudo que é inacreditável é falso."
(Paulo de Gongi)

12.5.06

INGRATIDÕES


Muito raro nos corações, por enquanto, o sentimento da gratidão. O semblante afável, a voz melodiosa, a atitude gentil no ato da solicitação do auxílio, quase sempre se convertem em sisudez, verbetes duros, gestos bruscos no momento de retribuir. Gratidão prescreve altruísmo, amplitude de espírito, riqueza de emoções. Como o egoísmo prossegue triunfante, em grande número de pessoas, estas, mesmo quando sentem as expressões do reconhecimento repontarem no imo, se asfixiam, vencidas por controvertidos estados íntimos. Algumas alegam que não sabem retribuir, que se constrangem, sentem receio, envergonham-se... E olvidam que é sempre mais feliz aquele que dá, felicitando-se, também quem retribuir sentimentos, gestos ou palavras.

Retribuir com ternura, com expressões de afeto, com gestos de simpatia fraternal em testemunhos de solidariedade constituem formas de gratidão no seu sentido nobre. Não apenas por meio de moedas, objetos, utensílios deve ser a preocupação dos que se beneficiaram junto a alguém, buscando exteriorizar ou traduzir gratidão de que se sentem possuídos. Sê tu quem doa reconhecimento, quem resgata a dívida da gratidão pela fidelidade, afeição e respeito a quem te foi ou te é útil. Nunca esqueças o bem que recebeste, embora se modifiquem os quadros da vida em relação a ti ou a quem te beneficiou.

Se alguém te retribui com a ingratidão o bem que doaste, exulta. É sempre melhor receber a ingratidão do que exercê-la em relação ao próximo. Se ofertaste carinho e bondade, sustentando a alegria nos corações alheios e te retribuem com azedume ou indiferença, alegra-te. O ingrato é alguém que enlouquece a longo prazo.

Se te sentes tentado à decepção, porque o bem que fazes se demora sem a resposta dos que o fruem, rejubila-te. A árvore não se nega a doar aos malfeitores do caminho novos frutos, após ser apedrejada por eles. Não te constitua modelo aquele que delinqüe pela ingratidão ou que te esquece o benefício vencido pela soberba. O bem que faças é bem em triunfo no teu coração. Receber o retributo seria diminuir-lhe a significação do que realizaste.

Bendize, assim, os ingratos e ora por eles, porquanto estão em piores condições do que supões e se puderes, ajuda-os mais, pois a felicidade é sempre maior naquele que cultiva o amor e a misericórdia, jamais em quem recebe e esquece, beneficia-se e despreza o benfeitor.

(Joanna de Ângelis)

Do Livro: Leis Morais da Vida
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
Editora: LEAL

"O homem não é tão atingido pelo que acontece, e sim sobre sua opinião sobre o que acontece."
(Michel de Montaigne)

"Amar é mudar a alma de casa."
(Mário Quintana)

"Ai as almas dos poetas / Não as entende iniguém; / São almas de violetas / Que são poetas também."
(Florbela Espanca)

"O macaco: homem desregulado. O homem: vice-versa ou idem."
(João Guimarães Rosa)

"A vida se contrai e se expande proporcinalmente à coragem do indivíduo."
(Anaïs Nin)

"Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma."
(Albert Schweitzer)

"Elegância é bom gosto mais uma pitada de ousadia."
(Carmel Snow)

"A felicidade é sempre resultado da atividade criativa."
(Dalai Lama)

"O sorriso custa menos que a eletricidade e dá mais luz."
(provérbio escocês)

"Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo."
(Mark Twain)

10.5.06

Convite
Achados Imperdíveis
(bazar Dia das Mães)

Charme, Bom Gosto, Moda, Decoração, Acessórios,
Artesanato, Perfumaria, Presentes e Brindes

Sábado - dia 13 de maio das 10 às 21h.

Ação social:
traga um alimento infantil não perecível
para doação às crianças em tratamento de câncer
do Hospital Gafreé Guinle.

Lokau do Pão – entrada franca
Av. Lúcio Costa (Sernambetiba), 17.610 / 1º andar
Recreio - estacionamento fácil (perto do Posto 11)


Organização:
2éBom! – Eventos e Promoções

Feliz aniversário, Pai...
"Quem pede a palavra nem sempre a devolve em condições."
(Max Nunes)

"A juventude é um dom que nem todo jovem sabe usar."

(Nelson Sargento)

"Seja como um selo: agüente até chegar ao seu destino."
(Josh Woolf)

"O desafio é viver sem ilusões, sem se tornar um desiludido."
(Antonio Gramsci)

"A minha alma é presa da mais livre loucura."
(Sady Bianchin)

"Quanto maior for a sorte, menos se deve acreditar nela."
(Tito Lívio)

"O homem é sua própria causa e também é sua própria conseqüência."
(Millôr Fernandes)

"A opinião de um homem pode mudar honrosamente, desde que sua consciência não mude."
(Victor Hugo)

"Amar vinte homens durante um ano é fácil se comparado a amar um homem durante vinte anos!"
(Zsa-Zsa Gabor)

"Não só de pão vive o homem. De vez em quando necessita de um trago."
(Woody Allen)

No próximo dia 17/05, quarta-feira, às 14 horas, a Faculdade CCAA exibirá o filme Favela Rising . Em seguida, José Júnior e Anderson Sá farão uma palestra sobre o trabalho desenvolvido à frente do Grupo Cultural Afro Reggae.

SOBRE O GRUPO CULTURAL AFRO REGGAE

Quem diria que de uma festa de reggae, sem mais compromissos, nasceria um projeto que hoje é referência entre as ações sócio-culturais desenvolvidas em favelas? Pois sim. O sucesso obtido com a realização da 1º Rasta Reggae Dancing, em 1992 no Centro do Rio de Janeiro, estimulou a criação, no ano seguinte, do Jornal Afro Reggae Notícias, um veículo direcionado à divulgação da cultura afro-brasileira. As dificuldades financeiras para editar o jornal levaram seus organizadores, dentre eles José Junior, atual coordenador executivo do grupo, a procurarem uma alternativa de interferir socialmente de maneira mais eficaz. Nasceu, assim, a idéia de usar a cultura como instrumento de mudança social que é, até hoje, a característica mais marcante do Afro Reggae.
Em agosto de 1993, o Brasil assistiu, com perplexidade, as notícias sobre o assassinato de 21 moradores de Vigário Geral por policiais militares, em represália ao assassinato de quatro policiais por traficantes da favela. O AfroReggae, que chegou a Vigário um mês após a tragédia, começou, com a ajuda da associação de moradores, a oferecer oficinas de percussão, reciclagem de lixo, capoeira e dança afro para os jovens daquela comunidade marcada pelo trauma. Em 1994 estava montado o Núcleo de Vigário Geral.
Atualmente, o AfroReggae se estabelece em mais três comunidades: Parada de Lucas, Cantagalo-Pavão-Pavãozinho e Complexo do Alemão e desenvolve, também, projetos em mais quatro: Morro do Estado, Honório Gurgel, Paciência e Parque Arará.

Em Vigário Geral são desenvolvidas oficinas de percussão, capoeira, dança, teatro e tai chi chuan, oficina voltada para a terceira idade. Há o Criança Legal, um programa de preparação de crianças para a educação formal, e também o NAH (Núcleo Afro Hip-Hop), que vem desenvolvendo oficinas baseadas nos elementos da Cultura Hip-Hop. Dentre todas as atividades artísticas desenvolvidas, a música tem sido o instrumento mais eficaz para atrair os jovens. Após a criação da banda AfroReggae, surgiram mais oito grupos musicais, denominamos subgrupos, além da trupe de teatro. Essas atividades ainda são desenvolvidas em diferentes espaços na comunidade, já que será inaugurado um espaço próprio, o Centro Cultural Waly Salomão.

Em Parada de Lucas – favela vizinha a Vigário, e que mantém com esta uma guerra desde o início da década de 80, há um centro de cultura e informática, o Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanneti. Fora as oficinas ligadas à informática, realizam-se oficinas de Alfabetização de Adultos (em parceria com o CEASM), História em Quadrinho, Teatro, Violino e Teoria Musical (projeto Acorda Lucas).

No Cantagalo-Pavão-Pavãozinho, situado entre Copacabana e Ipanema, desde 1996, está o Anfiteatro Benjamim de Oliveira, onde se formaram outros dois subgrupos: O Afro Circo, formado pelos circenses mais experientes, e a trupe do Levantando a Lona.

No segundo semestre de 2005 o Afro Reggae instalou um projeto no Complexo do Alemão. São realizadas oficinas de circo, dança, percussão e teatro.

Não se pode deixar de mencionar o Conexões Urbanas. Através deste projeto o AfroReggae, em parceria com a Secretaria Especial de Eventos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, tem levado espetáculos, entretenimento, cidadania e informação para inúmeras favelas do Rio de Janeiro.

Outro projeto que merece atenção é o Juventude e Polícia. A iniciativa é coordenada pelo Grupo Cultural AfroReggae e pelo CESeC, em parceria com a Polícia Militar de Minas Gerais e o Programa Fica Vivo, através da Secretaria de Defesa Social de Minas. O objetivo é diminuir as barreiras de estigma e preconceito que envolvem a relação entre a juventude das favelas e a corporação policial.

Há ainda outros projetos e idéias sendo desenvolvidas. Em breve, um outro documentário, este dirigido por Cacá Diegues, contará de forma abrangente a história do grupo. Essa mesma história é narrada por José Junior em seu livro Da favela para o mundo, que terá sua segunda edição (revista e atualizada) lançada no início de 2006. Ali episódios da história do AfroReggae são revividos em detalhes, como por exemplo, a recente experiência de mediação de conflito – uma das principais estratégias de ação do grupo hoje –, que colocou integrantes do grupo numa situação de muito risco pessoal, mas que contribuiu para abrir caminhos no sentido de estabelecer medidas reais, realizáveis, de mediação em áreas marcadas por guerras do narcotráfico.