Talvez você veja em algum telejornal local ou leia amanhã nas páginas policiais que foi assassinado na noite de hoje com um tiro na testa nas Avenidas das Américas um professor de Educação Física. E esta não é apenas mais uma notícia triste nos jornais porque além de engrossar uma estatística estúpida, o professor Fábio Maranhão era meu amigo.
Fábio estudou na Universidade Rural com minha irmã do meio. Apesar de meu pai ter restrições severas quanto a amizade das suas três filhas com rapazes, tanto ele quanto minha mãe logo se encantaram com aquele garotão magricela, falante e carismático. Todos nós góstavamos dele imensamente. Um dia ele trouxe para sua costumeira visita o irmão mais novo. O irmão caçula dele casou-se com minha irmã mais nova. Éramos então da mesma família.
Tenho grandes lembranças com ele, aventuras, festas, bagunças, algumas tristezas profundas que dividimos...
No último aniversário do nosso sobrinho (filho do irmão dele e da minha irmã) ele me deu carona até em casa. Cruzamos praticamente toda a Avenida Brasil falando sobre a vida, viagens, amores, planos para o futuro... Foi quase ontem...
Fazia tempo que ele não era o garoto magricela. Era um rapaz bonito, forte como exigia a profissão, moderno, inteligente, esperto e uma das poucas pessoas neste mundo que ignorava meu 1,78m e me chamava de Carlinha.
Meu amigo morreu estupidamente hoje.
Desculpem se o blog anda ciclotímico.
Acabei de Ler - Agosto de 2026
Há uma semana
Na terça fui assistir ao elogiadíssimo
Desde o dia 16 de junho de 1950, o Rio de Janeiro nunca mais foi o mesmo. Estava sendo inaugurado o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, resultado da paixão dos brasileiros pela arte do futebol. Num projeto único para a época, o Estádio impressiona até hoje pela sua grandeza. São 195.600 m2, contando com o Maracanãzinho, a pista do Célio Barros e o complexo aquático Julio Delamare.
