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14.4.04

Blues do elevador
(Zeca Baleiro)


ora quem é que não sabe
o que é se sentir sozinho
mais sozinho que um elevador vazio
achando a vida tão chata
achando a vida mais chata
do que um cantor de soul
sou eu quem te refresca a memória
quando te esqueces de regar as plantas
e de dependurar as roupas brancas no varal
só faz milagres quem crê que faz milagres
como transformar lágrima em canção
vejo os pombos no asfalto
eles sabem voar alto
mais insistem em catar as migalhas do chão
sei rir mostrando os dentes
e a língua afiada
mais cortante que um velho blues
mas hoje eu só quero chorar
como um poeta do passado
e fumar o meu cigarro
na falta de absinto
eu sinto tanto eu sinto muito eu nada sinto
como dizia madalena
replicando os fariseus
quem dá aos pobres e empresta
quem dá aos pobres e empresta
adeus
Cristal, site caprichadísimo da minha querida amiga Eliane, foi indicada como site do dia pelo Terra no dia 12/04!

Quem ainda não conhece o trabalho da Li, precisa fazer uma visitinha e conhecer aquela beleza, tanto em forma quanto em conteúdo.

Anote na agenda, será na próxima segunda-feira, 19/04, Dia do Índio, às 20:00h, na Modern Sound, a Primeira Festa Jam Delira Música. A festa começará com uma canja do violonista Turíbio Santos, seguida de um pocket com Taluá e Luiz Avellar, e uma jam com o pianista Philippe Baden Powell convidando, Carlos Malta, José Staneck e outros ases da música instrumental brasileira. Convidem os amigos, divulguem, compareçam, prestigiem. Será uma grande confraternização.


Serviço:

Sem couvert artístico / sem consumação mínima

O show começa às 20:00h e depois das 21:00h as portas da loja se fecham.

É prudente reservar lugar pelo telefone 2548-5005 - as reservas são garantidas até às 19:00h

Modern Sound - Rua Barata Ribeiro, 502 - Copacabana

Estacionamento rotativo no local - R$ 5,00 primeiras 2 horas / R$ 2,00 hora excedente ou fração.

13.4.04

Agressão nas escolas


O que é o "bullying"?

"Bullying" direto: "Um aluno está a ser vítima de violência continuada quando é exposto repetidamente, durante um longo período de tempo, a uma ação negativa por parte dos outros alunos." (Olweus, 1991)

"Bullying" relacional: "Consiste em provocar danos emocionais num colega, manipulando as suas relações com os outros; provocando-lhe assim uma sensação de exclusão social." (Crick & Grotpeter, 1995)

Quais são os diferentes tipos de "bullying"?

Físico: Bater, pontapear, roubar ou danificar bens alheios.
Verbal: Chamar nomes, provocar cruelmente, ameaçar e intimidar.
Relacional/psicológico: Exclusão social, espalhar rumores maliciosos, pôr fim à amizade propositadamente.

O problema da agressão continuada

Uma criança é considerada vítima quando está exposta a ações negativas repetidas ao longo do tempo e quando há desequilíbrio de poder.(Olweus, 1991) Investigações fazem geralmente a distinção entre agressão física direta, agressão verbal e agressão indireta ou relacional. A agressão física direta constitui comportamentos tais como ser roubado ou levar uma sova. Agressão verbal inclui chamar nomes, gozar ou fazer pouco, fazer chantagem ou ameaçar. Agressão indireta ou relacional refere-se a comportamentos tais como boatos maldosos, deixar a vitima fora das brincadeiras.

A agressão continuada é um comportamento social complexo. As crianças podem ser consideradas unicamente agressores quando só agridem outras crianças e nunca são as vítimas, unicamente vítimas quando é agredida por outras crianças mas nunca as agride, agressor/vítima quando a criança por vezes agride outras crianças e por vezes é agredida, e crianças neutras que nãos e envolvem em situações de agressão nem são vitimas destas. Alguns investigadores (Salmivalli et al., 1996) examinaram aprofundadamente a agressão continuada como um processo de grupo e ainda usaram outros termos como 'assistente' para a criança que ajuda o agressor, 'defensor' para a criança que ajuda a vítima e 'outsiders' para as crianças que observam a agressão mas não se envolvem diretamente nela.

Qual é a dimensão deste problema?

Investigações recentes revelam que a agressão continuada é um problema a nível mundial, no entanto a incidência varia nos diferentes países e culturas. Investigações de Wolke et al. (2001) revelam que 1/3 de crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico são freqüentemente vítimas de agressão continuada e 17% das crianças admitem agredir outras crianças regularmente.

Outros estudos sobre o 1ª e 2ª Ciclo do Ensino Básico (com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos) mostram que a vitimização varia entre os 8% e os 46% enquanto a agressão é menor, variando entre 3% e 23%.

Wolke et al. (2001) concluíram também que chamar nomes feios é a forma mais freqüente de agressão continuada, seguida de bater e dizer mentiras sobre a vítima. Muitas crianças relataram serem agredidas na sala de aula e no recreio por colegas da sua própria turma.

Conseqüências da agressão continuada

Ser vítima de agressão continuada pode trazer sérias conseqüências para o indivíduo e para a sua família e este problema tem sido associado a comportamentos como distúrbios na conduta, hiperatividade, e rivalidades (Wolke et al., 2000), problemas de saúde (Wolke et al., 2001), insucesso escolar (Sharp & Thompson, 1992), vadiagem (Sharp & Thompson, 1992), depressão e problemas de ansiedade (Salmon et al., 1998), e até suicídio (Rigby, 1998).

O problema da agressão continuada

Problemas de agressão continuada acontecem em todas as escolas e estudos de investigação indicam que é um problema com grande incidência. As escolas têm um contexto social perfeito para a agressão continuada, porque muitos comportamentos conseguem passar despercebidos. Os lugares mais citados para ocorrerem as agressões são os recreios e as salas de aula. A agressão no recreio é difícil de detectar por parte dos professores porque estes nem sempre estão presentes. Na sala de aula é difícil de identificar porque é normalmente uma agressão mais subtil, de natureza relacional. Muitas vezes, pela cultura da escola, a criança prefere sofrer em silêncio do que acusar o agressor.

Os professores podem estar a par dos efeitos possíveis da agressão continuada nas crianças mas por vezes não conhecem os sinais de aviso:

- Uma criança muito calada pode tornar-se mais retraída
- Algumas vítimas podem tornar-se agressivas como meio de lidar com a frustração
- Pode haver deterioração na performance escolar
- Pode haver falta de concentração no trabalho escolar
- No intervalo, a vítima pode hesitar e perder a vontade de ir ao recreio
- A vítima pode sentir-se perturbada ou aflita antes da hora do intervalo
- A vítima pode fingir estar doente ou atrasar-se de propósito
- As outras crianças da turma podem mostrar relutância em sentarem-se perto da vítima
- As outras crianças podem recusar-se a trabalhar em grupo com a vítima
- A vítima pode mostrar-se relutante em responder a perguntas da aula
- Outros alunos da turma podem rir-se, escarnecer, gozar a vítima
- A vítima pode mostrar-se relutante em receber um elogio do professor
- Os bens da vítima podem começar a desaparecer ou a aparecer vandalizados.

O que deves tentar NÃO fazer se estiveres a ser vítima de agressão continuada:

· Lutar com o agressor, especialmente se ele for mais forte do que tu
· Culpar-te por seres agredido
· Não ir à escola e fingir estar doente
· Começar a chorar em frente do agressor
· Ignorar o agressor e rir na cara dele
· Chamar nomes ao agressor e gozar com ele também

Se és um agressor, pensa nas razões porque está a agredir os outros:

· Pensa em formas melhores de te divertires - Como te sentirias se fosses a vítima?
· Pensa se os teus amigos realmente gostam de ti e admiram o que fazes
· Passa-se alguma coisa na tua vida que te leve a agredir os outros?
· Tens noção de como estás a fazer a vítima sentir-se e das conseqüências do teu comportamento nas outras pessoas?


(retirado daqui, com algumas adaptações para português do Brasil)

**************


O assédio moral no ambiente de trabalho


O assédio moral no trabalho, também conhecido como mobbing, é muito mais grave e comum do que se pensa: na Inglaterra, por exemplo, 16,3% dos trabalhadores já foram vítimas do mesmo. Na Europa, atualmente, o mobbing responde por cerca de 15% dos casos de suicídio. No entanto, entre nós o fenômeno não vem recebendo a atenção que mereceria.

Conceitua-se como mobbing a adoção deliberada e continuada de comportamentos que visam à humilhação e ao constrangimento da vítima, com o objetivo de destruí-la psicologicamente e afastá-la do ambiente do trabalho em virtude de licença médica, forçando-a a pedir demissão ou, em casos mais graves, levando-a ao suicídio. Pode ser praticado por um superior hierárquico (mobbing vertical), pelos colegas de trabalho (mobbing horizontal) ou, em casos raros, até mesmo pelos empregados contra um chefe (mobbing ascendente). Veja-se que o assédio moral não se confunde com o assédio sexual, pois este busca a sujeição sexual da vítima, enquanto aquele se destina à destruição psicológica da mesma. Além disso, as pesquisas mostram que a vítima do assédio sexual, majoritariamente, ainda é a mulher, enquanto no assédio moral não há qualquer relação com o sexo da vítima. Muitas vezes, no entanto, a rejeição ao assédio sexual é a causa do assédio moral, pois o superior rejeitado dá início à perseguição sistemática da vítima.

Os métodos mais comuns, na prática, são os seguintes:

a) isolar a vítima do grupo, cortando-lhe as relações sociais. No mobbing horizontal, são os colegas que evitam dirigir a palavra, tratando a vítima com desprezo e não a convidando para as festas e comemorações, conversando sobre ela como se não estivesse presente; no vertical, o chefe coloca a vítima para trabalhar em sala isolada, onde não possa ter contato com os colegas, não lhe permite participar das reuniões ou dá informação errada sobre a hora da mesma, etc.;
b) destruir-lhe a auto-estima, com brincadeiras ou humilhações que a ridicularizem na frente dos colegas ou mesmo dos clientes, às vezes resultando em uma reação descontrolada, que será usada contra a própria vítima;
c) constrangimento e desqualificação, atribuindo-lhe tarefas inúteis ou degradantes, aquém da qualificação profissional do cargo, ou então fixando metas impossíveis de serem atingidas, forçando a vítima a um desdobramento no trabalho para, ao final, dizer-lhe que aquilo não vai servir para nada.

Esse terror psicológico, além das conseqüências psíquicas, também gera conseqüências orgânicas, podendo causar problemas gástricos, úlceras, dificuldades respiratórias, dores musculares, etc. Por outro lado, o empregador pode ser responsabilizado por danos materiais e morais, mesmo no caso do mobbing horizontal, pois tem a obrigação de fornecer aos seus empregados um meio ambiente de trabalho saudável, fiscalizando e intervindo toda vez em que essa obrigação não estiver sendo atendida.

(texto de Aldemiro Rezende Dantas Júnior - Juiz do Trabalho e Mestre em Direito Civil)

(retirado daqui)
"Great minds discuss ideas;
Average minds discuss events;
Small minds discuss people."


( Eleanor Roosevelt )
Deu hoje na coluna da Hilde no JB e eu apóio, desde que não seja uma solução apenas para a Zona Sul, mas que tenha continuidade pra toda a cidade:


Vou voltar a um tema, que já abordei no passado: a erradicação das favelas. Não dá pra nos enganarmos de que há outra solução além dessa. Não há. O Favela Baiiro, projeto maravilhoso, de urbanização das comunidades pobres, ficou muito bom em termos de obra de engenharia, mas não cumpriu seu objetivo quanto à qualidade de vida e de coibir a violência. As favelas, com sua esquizofrenia urbanística, ruas estreitas que não se sabe onde começam e onde terminam, são o habitat ideal para o tráfico, nicho para marginais, que aterrorizam seus moradores e toda a vizinhança, estabelecem regras para ir e vir, expõem os cidadãos ao fogo cruzado das balas perdidas...

Faltam aos nosso políticos vontade e coragem, para aruivar a demagogia "politicamente correta" e partir para soluções radicais, como o Rio de Janeiro, em outras épocas, já ousou, e com sucesso. Nossas autoridades equilibram-se em cima do muro, acendendo sua vela no mesmo altar que serve à reza dos traficantes. Longe elas estão de se concentrar na busca de uma solução real para o problema que afeta os cidadãos...

Pois bem, se os políticos não agem, a sociedade civil vai à luta. Um grupo de empresários do setor imobiliário formatou um projeto para a remoção geral das favelas de Recinha, Vidigal, Vila Parque da Cidade, Vila Pedra Bonita e Vila Canoas, para áreas ociosas da Rede Ferroviária Federal - nas cercanias de Cais do Porto, Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Cidade Nova. São áreas descontinuadas, numa região da cidade à espera de iniciativas para revitalizá-la, que perfazem os 650 mil m2 necessários a isso, dotadas de infraestrutura básica, com o Metrô bem ali e potencial de empregos para toda a população a ser removida...

Segundo esse projeto já pronto, formatado, detalhado, que nos chegou às mãos, a área comportaria cerca de 17.500 habitações. Mais do que as 15 mil residências dos 56 mil moradores da Rocinha e dos 20 mil das outras comunidades citadas. São prédios de quatro andares, sem elevador, com apartamentos de sala e dois quartos, de 45 m2 de área útil cada um. Nessa área pretendida de 650 mil m2, o projeto também prevê escola, postos de saúde, comércio, praças, ruas, vilas olímpicas para treinamento esportivo etc...

Todos iriam morar contentes, em casas novas, mais seguras, mais decentes, que lhes seriam presenteadas pela Prefeitura e custaria zero ao governo. Os empreendedores, que arcariam com todo o custo do projeto, seriam ressarcidos recebendo 15% da área da favela da Rocinha, onde construiriam condomínios residenciais e prédios, obedecendo a legislação do bairro de São Conrado. Enquanto os restantes 75% daquela área seriam reflorestados e devolvidos à Mata Atlântica. Bom demais, não acham?...

Isso resolve o problema do tráfico? Não, não resolve, mas impede que ele, entocado nas favelas, atue livremente, utilizando cidadãos honestos como escudos humanos.

Então, vamos trabalhar por essa idéia?





Como o poder público não age, talvez esperando as próximas eleições para tentar capitalizar as tragédias da violência imputando culpa uns sobre os outros, penso que somos nós, os cidadãos, que devemos nos levantar e agir da forma que estiver ao nosso alcance.

Evidentemente a polícia deveria afastar sumaria e definitivamente aqueles maus profissionais que enxovalham o nome da instituição. Também deveria praticar ações que combatessem e prevenissem a prática de crimes. Está claro que a prefeitura deveria ser mais rigorosa na questão de ocupação do solo urbano. Lógico que o governo estadual deveria cumprir sua obrigação constitucional e garantir a segurança dos cidadãos. Perfeito é o raciocínio que aponta o poder federal como responsável pelo controle das fronteiras e da entrada de contrabando de armas e de drogas e ainda o apoio ao governo estadual para assegurar ao povo seus direitos à vida, a ir e vir e à paz.

Entretanto, não é com eles que podemos contar. Só conosco. E a nossa parte é aplicar a lei de oferta e procura. O dinheiro que arma marginais até os dentes vem da venda das drogas que se consomem em todas as classes sociais. Seu baseado e sua carreirinha são os fortificantes para este estado de coisas.

Se for comprar, lembre do preço.

12.4.04

Odeio segunda-feira de manhã


O vizinho

Temos um vizinho que funciona em outro fuso horário. Ele trabalha normalmente madrugada a dentro em eventos promocionais. Ele compartilha o mesmo espaço que nosso carro na garagem do prédio. Muitos vieram antes dele e o arranjo era simples: o vizinho ficava com as chaves do nosso carro e nós com as chaves do carro do vizinho. Assim, por mais chato que fosse ter que tirar dois carros e colocar um de volta a garagem, não havia maiores problemas na hora de sair motorizado de casa.

Mas nosso atual colega de vaga cada dia dirige um carro diferente, de acordo com a empresa em cuja promoção esteja envolvido. Não é possível nos deixar um conjunto único de chaves. Então o combinado é que ele, depois de estacionar, deixe a chave do veículo do momento à nossa disposição.

Ontem ele esqueceu deste acerto e não deixou a chave. E ao que tudo indica o mesmo fator que afetou sua memória quando chegou em casa em hora avançada, provavelmente o fez ter um sono de pedra hoje bem cedinho. E na hora de meu marido favorito sair para o trabalho, nem chaves, nem campainha, nem interfone, nem telefone, nem batidas à porta, nem berros ou chutões fizeram o querido amigo do andar debaixo largar a conversinha com Morfeu.

As notas fiscais do taxi para o escritório estão guardadas e qualquer eventual desconto por atraso já tem credor garantido.

Alvorecer perfumoso

Como se não fosse suficiente a poeira e o barulho gerados pelo furor demolidor de nosso alcaide, que resolveu reconstruir praticamente a partir do zero o famoso ginásio aqui em frente e deixá-lo pronto para o Pan de 2007 antes das eleições no final do ano, agora tenho meu próprio inferno particular.

Os operários chegaram cedo para concluir a obra que deixaram inacabada no meu banheiro desde aquele dilúvio doméstico do início do ano. Os mais assíduos por aqui devem lembrar que os canos do condomínio estouraram sobre a minha cabeça e inundaram meu apê. Os azulejos estavam fora de linha, havia outros pontos urgentes a serem consertados, patati, patatá e só hoje voltaram para arrumar as paredes que deixaram nuas, em carne viva.

Uma mudança básica fez-se necessária e lá fui eu transportando para outros lugares potes e vidros e frascos e toalhas e toda sorte de tranqueira que acumulo num dos meus cantos favoritos da casa, principalmenete para a leitura. Não quero minhas coisinhas empoeiradas. Nem os objetos que cuidam do meu amor.

Arranjei umas bolsas bonitinhas e fui ajeitando nossos pertences de forma a deixar mais à mão o que usamos com mais freqüência. Não que eu acredite nos prazos que eles nos deram para conclusão. Páscoa foi ontem e o coelhinho já foi embora. Mas tenho muita esperança, sempre.

Só que uma das bolsas estava já meio velhusca, parece que a cola venceu seu prazo de validade e ela desfez seu fundo quando a levantei pelas alças. Plém-belém-plá-pim-pim-pim! Sabe aquele vidro de perfume masculino. Pois é, o vidro não existe mais, mas o perfume está pela casa inteira.

Assim como o esporro e o pó.
Por que o governo sofre pressões internacionais para revelar a inovadora tecnologia de enriquecimento de urânio.

Para proteger seu segredo, os brasileiros esconderam as centrífugas dos inspetores e exibiram a eles um vídeo. Bastou isso para levantar a ira americana, que comparou o Brasil ao “eixo do mal”, que reúne os países que representam ameaça bélica, entre eles, Síria, Irã e Coréia do Norte. “É inaceitável nos comparar ao Irã”, diz o físico Anselmo Paschoa, que negociou com a Aiea o controle das instalações brasileiras. “Aplicamos aos adversários as mesmas regras que usamos com os amigos”, explicou James Goodby, negociador americano. Em dezembro, o assunto foi tema de reportagem do The New York Times.


Presta atenção, hein!

11.4.04

Quando convidamos C. para o almoço de Páscoa com prato principal de bacalhau preparado pelas mãos de meu amo e senhor, ela disse que só poderia vir se trouxesse a mãe que não queria deixar sozinha, já que os outros irmãos estavam viajando. Que bom!

Bem verdade que eu nunca tinha conversado muito com a matriaca, embora fosse uma fã, com quadros dela pendurados na parede de casa e principalmente por gostar tanto de seus filhos e pupilo. A gente sempre se encontrava em festas, em vernissages, muita gente em volta e pouca chance de trocar mais que parcas palavras.

Pois hoje tivemos tempo e gosto de nos conhecermos um pouco melhor, animadas pela simples alegria de estarmos todos juntos e ainda contarmos com a presença de Baco.

Tudo é agradável quando trocamos idéias com pessoas sensíveis, generosas e inteligentes. E se ainda recebemos como brinde uma história linda, cheia de cor e emoção, o dia vale, a vida fica mais saborosa.

E até aquela dúvida - recomeço a dieta amanhã ou antes dou cabo de todo o chocolate? - toma a real dimensão: uma bobagem.
Recebi por e-mail sem o nome do(a) autor(a). Depois fui informada de que era do Lula Vieira. Se não for e você souber de quem é, por favor, me informe para eu dar o devido (e merecidíssimo crédito):

Chaturas


Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho.

Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo preconceito por quem usa a expressão "agregar valor".

Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.

Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.

Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei.

Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.

Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhoooorrr" me irrita profundamente.

Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.
Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer?

Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva". Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa. Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria. E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"?
No aniversário da azul e branco de Madureira teve feijoada e, obviamente muito samba. Oitenta e um aninhos, corpinho de vinte e a Portela tem fôlego para sambar muito ainda.

Dos dois carros lotados que nos levaram margeando a linha do trem, saiu, na porta da quadra, um povo alegre e disposto a curtir os encantos que só o subúrbio carioca tem.

E tem uma turma que defende que a Portela fica em Oswaldo Cruz, que essa história de Madureira é pra não iniciados. O importante é que todo mundo se divertiu. A turminha miúda logo se enturmou com a molecada local; quem era de beber, bebeu; quem era de comer, comeu; quem era de sambar, inclusive a rapaziada boa que veio da terra da garoa, sambou; quem era de paquerar, paquerou...

Companhia classe AAA.

Marquinho de Oswaldo Cruz mostrou pra todo mundo o que quer dizer raiz. Dorina cantou e encantou. Muita gente chegou no meio da roda e mostrou que samba é na palma da mão, no gingado do corpo e na manha dos pés. A Velha Guarda... Ah, a Velha Guarda... Tanta gente bonita... Tanta gente bamba...

Pelo sorriso colado na cara, o Arnaldo Jabor gostou.

C., pai de M.M., que nos recebeu e ciceroneou, também parecia contente toda vida. Sua mulher é madrinha de L., que toda lambuzada de ovo de Páscoa, foi parar no colo da Tia Surica.

Aliás, foi uma delícia ouvir uma palhinha do seu CD. Tenho um carinho todo especial por ela. Mas foi incrível saber que ela gravou sambas que eu cantava e ninguém parecia conhecer. Sim, eu canto muito, principalmente quando estou em casa ou tenho que percorrer um longo trecho a pé sozinha. Neguinho olha e acha estranho aquela mulher cantando no meio da rua. Deixa o povo olhar.

Deixa falar!

8.4.04

Minha paciência acabou!


Você é cidadão brasileiro?
Precisa ler isso aqui.

(vi primeiro no site da Rossana)
Isto aqui é tudo de bom!
A saga da baratinha com ótima trilha sonora.
Dica do Álvaro.

6.4.04



"From Isles of Greece
The princes orgulous, their high blood chafed,
Have . . . sent their ships . . .
To ransack Troy. . . ."


(from Shakespeare's Troilus and Cressida)
"Beware the Jabberwock, my son!
The jaws that bite, the claws that catch!
Beware the Jubjub bird, and shun
The frumious Bandersnatch!"


("Jabberwocky" em Through the Looking-Glass and What Alice Found There (1872), Lewis Carroll)

5.4.04

METROSSEXUAL

Você já é um metrossexual se...


* o box de seu banheiro é regularmente abastecido com esfoliantes e sabões com cheiro de frutas e cremes hidratantes;
* gasta mais de 50 reais no cabelereiro;
* malha com freqüência em um clube ou academia;
* tem ou quer ter uma bolsa masculina;
* deseja roupas personalizadas ou de grifes de qualidade;
* vai à manicure e/ou à pedicure com regularidade;
* adora massagens profissionais;
* raspa pu depila os cabelos indesejáveis do corpo;
* sua casa contém livros sobre vinhos, espiritualidade, decoração, sexo ou relacionamento;
* consegue lembrar o nome de cinco estilistas de roupas masculinas;
* a sua coleção de CDs inclui pelo menos meia dúzia de discos de música clássica;
* acredita em boas maneiras e cortesia na relação com as mulheres - particularmente na cama.

Os 10 destinos mais desejados do metrossexual


Paris
Barcelona
Nova York
Londres
Los Angeles
Miami
Milão
São Francisco
Amsterdã
Marrakesh

Exemplos


Arnold Schwarzenegger
Lenny Kravitz
George Clooney
Justin Timberlake
Sting
Ewan MacGregor
Adrian Brody

(Segundo a revista Glam Rio#3)
Are You an Adult Indigo?


Do Adult Indigos exist? YES!!! They did not just start coming at rates of
90% of the incoming population in 1992. I believe there have always been
some Indigos, the amount of which has only increased through the last 50
years or so. My guess on percentages is that Indigos make up approximately
15-25% of 20-30 year olds, 10-15% of 30-40 yr olds, 5-10% of 40-50 yr olds
and 0-5% prior to that. That's MY opinion, not a fact. Some of us are here
to pave the way for today's mass influx of Indigo energy, to break down
some barriers and to be advocates and support systems for these children.



Are You an Adult Indigo?


Yes, You can be an adult Indigo. They did not JUST start coming in now, the
numbers have just been increasing more and more til there are so many we
finally can not igore them. Yeay!!! Are you an adult Indigo?

I believe Adult Indigos have these characteristics:

* Are intelligent (tho did not necessarily have top grades).

* Are very creative and enjoy making things.

* Always need to know WHY (especially why they are being asked to do
something).

* Had disgust and perhaps loathing for the inanity of much of the
required work in school, the repetition.

* Were rebellious in school, refusing to do homework, rejecting
authority of teachers OR seriously wanted to rebel, but didn't DARE,
usually due to parental pressure.

* May have experienced early existential depression and feelings of
helplessness. These may have ranged from sadness to utter despair. Suicidal
feelings while still in high school or younger are not uncommon in the
Indigo Adult.

* Have difficulty in service-oriented jobs - resistance to authority
and caste system of employment.

* Prefer cooperative efforts or leadership position or solo if
expertise is valued.

* Have deep empathy for others, yet an intolerance of stupidity.

* Extremely emotionally sensitive including crying at the drop of a hat
(no shielding) - to no expression of emotion (full shielding).

* May have trouble with RAGE.

* Have trouble with most systems (either emotionally, mentally, or
physically)- political, educational, medical, law.

* Alienation from politics - feeling your voice won't count and that
the outcome really doesn't matter anyway.

* Frustration with or rejection of the traditional American dream - 9-5
career, marriage, 2.5 children, house with white picket fence, etc.

* Anger at rights being taken away, fear and/or fury at "Big Brother
watching you."

* They feel a need like a burning desire to do something to change and
improve the world. May be stymied what to do.

* Have psychic or spiritual interest fairly young - in or before teen
years.

* Had few if any Indigo role models.

* Have strong intuition.

* Random behavior pattern or mind style - (symptoms of Attention
Deficit Disorder), may have trouble focusing on a task unless of OWN
choosing, may jump around in conversations.

* Have had psychic experiences, such as premonitions, seeing angels or
ghosts, hearing voices.

* Sexually expressive and inventive OR may reject sexuality in boredom.
May explore alternate types of sexuality.

* Seek meaning to their life and understanding about the world May seek
this through religion, spiritual groups and books, self-help groups or
books, or individually.
* If they find balance they may become very strong, healthy, happy
lightworkers.

These are my opinion based on the discussions with other Indigo adults and
my extrapolation from child indicators projected back a generation.

~by Wendy H. Chapman
Crianças Índigo


Essas crianças, chamadas por uma forte corrente de "Crianças Índigo" (Do livro: "The Indigo Children" de Lee Carroll e Ian Tober), que (...) começaram a se avolumar a partir de 1985 e vieram para provocar e auxiliar a transformação de todos os paradigmas aceitos até hoje no âmbito educacional, familiar, social e espiritual de todo o planeta, servindo de catalisadores para desencadear os movimentos necessários para este processo.

Sua estrutura cerebral é diferente dos demais, pois apresentam maior potencial no hemisfério direito do que no esquerdo, portanto, sendo mais sensíveis ao espiritual, indo além do plano de entendimento somente conceitual, material.
A neurociência vem comprovando - ao estudar estas crianças - que o lobo parietal do cérebro, que filtra os estímulos externos, trabalha mais devagar nelas, o que leva as outras partes do cérebro a trabalharem mais rápido.
Elas já vieram hiper-estimuladas. As demais crianças precisam de estímulos constantes para obterem desenvolvimento melhor. Elas não, já vieram assim, por isto são mais inteligentes e sensíveis, intuitivas, criativas, etc...
Estas crianças têm a velocidade do funcionamento cerebral diferente e precisam apenas de auxílio correto, para desenvolver suas latentes e geniais potencialidades.

Isto leva a pontos interessantes e cruciais para as mudanças. Elas tornarão os comportamentos mais coerentes, fazendo com que as pessoas façam o que pensam e não o contrário como nossa sociedade ensina, ou seja, elas são autênticas, sem máscaras.
Outra coisa importante é que elas têm a noção da Unidade, da igualdade entre os seres. Para elas, o "eu" e o "você" são a mesma coisa, o que os deixa menos dependentes do ego, do egoísmo, da inveja.
Elas não aceitam qualquer explicação para as questões por elas levantadas, pois sua intuição é fortíssima e não temem apontar as verdadeiras faces e intenções alheias. São defensoras da verdade e da justiça.
Suas mudanças começam dentro de seus lares, onde exigem negociações mais lógicas para as questões do cotidiano, obrigando pais e educadores a aprenderem a agir sem máscaras.
No campo educacional, elas estão obrigando educadores e sistemas inteiros a se transformarem, pois, como têm estrutura cerebral diferente, encontram formas de raciocínio que vão contra os modelos conhecidos e aceitos.
Estes conceitos vão se auto-multiplicando, desde as relações interpessoais até as instituições de todos os tipos.
A energia da Terra é muito densa, o que é ruim para estas crianças que sofrem com a freqüência diferente que possuem. Vão se adaptando lentamente, como se cada ajuste fosse um pedaço do corpo que despertasse. É como se alguém colocasse uma roupa muito justa que fosse rasgando aos poucos, dando, lentamente, liberdade de movimento.

Vocês podem notar as diferenças nos campos educacionais e familiares que vêm ocorrendo nestes últimos anos. Escolas e terapias alternativas estão surgindo, embora, do outro lado, as antigas energias, que devem sair do planeta, estejam reagindo e provocando o caos. São movimentos antagonicos, previstos, que exigirão um certo tempo para se reestruturarem sobre novos paradigmas.
Estas crianças sempre existiram, mas apenas começaram a chegar em grande quantidade ao planeta, ao mesmo tempo, nos anos 80. Podemos citar como exemplo Albert Einstein, que chegou a ser rotulado de burro quando criança.
Há crianças super sensíveis, inteligentes, que na hora de traduzir suas idéias para uma linguagem - quer escrita ou oral - não conseguem, ou tem dificuldade de atenção.
As escolas precisam se preparar para esta nova realidade e buscar, com as pessoas certas, o caminho das adaptações.
Enfim, tudo que pais, educadores e mídia usarem em termos de uma linguagem sensível, honesta e alternativa, poderá ajudar - e muito - a estas crianças.
(...)
Elas precisam de nós!

(texto completo aqui)

What is an indigo Child?


As a summary, here are the ten attributes that best describe this new kind of child, the Indigo Child (named by those who predicted it).

* They come into the world with a feeling of royalty (and often act like it)
* They have a feeling of "deserving to be here," and are surprised when others don't share that.
* Self-worth is not a big issue. They often tell the parents "who they are."
* They have difficulty with absolute authority (authority without explanation or choice).
* They simply will not do certain things; for example, waiting in line is difficult for them.
* They get frustrated with systems that are ritually oriented and don't require creative thought.
* They often see better ways of doing things, both at home and in school, which makes them seem like "system busters" (nonconforming to any system).
* They seem antisocial unless they are with their own kind. If there are no others of like consciousness around them, they often turn inward, feeling like no other human understands them. School is often extremely difficult for them socially.
* They will not respond to "guilt" discipline ("Wait till your father gets home and finds out what you did").
* They are not shy in letting you know what they need.

(retirado daqui)

A criança Índigo
(Marcia Cezimbra)


O seu filho "viaja" quando ouve algo que não lhe interessa na aula? Ou vira-se para um papo-cabeça com o colega? Ele parece desatento e distraído, mas fica horas super-concentrado no que gosta, como jogos de computador, futebol ou teclados de um piano? Ele é rebelde, respondão e detesta injustiças? Precisa que você lhe explique com todo o carinho os motivos para que obedeça? Pois seu filho pode ser um índigo - a cor arroxeada do jeans, quase lilás, e escolhida por representar uma aura positiva. O rótulo foi criado por especialistas americanos para designar uma criança hipersensível, cujo cérebro recebe muito mais estímulos que a média dos mortais.
(...)
Para a psiquiatra Ana Beatriz B. Silva, o índigo ou o lilás é a versão superdotada dos portadores do já conhecido distúrbio do déficit de atenção (DDA), uma característica do funcionamento cerebral superestimulado. Há poucas décadas, o DDA era tido como doença, lesão cerebral ou disritmia, que deveriam ser tratadas com drogas pesadas, segundo ela, uma visão hoje "ultrapassadíssima". Ana Beatriz acaba de lançar o livro, já best-seller, "mentes Inquietas" (Ed. Nepades), no qual explica como lidar com essas crianças de cérebro hiperestimulado para que elas desenvolvam suas potencialidades - geralmente geniais - e não terminem rotuladas, em casa e na escola, como intempestivas, desatentas e até agressivas, o que as leva ao desastre.

Os autores do livro "The indigo children", Lee Carrol e Jan Tober, acreditam que haja uma geração sem precedentes de índigos nos EUA. Ana Beatriz concorda: essa geração índigo é fruto da revolução tecnológica, que hiperestimulou as crianças, trazendo à tona seus expoentes DDA:

_ São os casos daqueles jovens que fizeram o seu primeiro milhão antes de terminar o ensino médio. Eles já eram DDA, mas, com a revolução tecnológica, foram ainda mais estimulados, hiperfocaram a atenção na eletronica e produziram coisas geniais.

No Brasil, como a revolução tecnológica chegou alguns anos mais tarde, a explosão de potencialidades dessa nova geração índigo ainda está por despontar, mas Ana Beatriz já vê alguns deles, como o músico Marcelo Yuka, seu paciente há quatro anos, cujo "faro para a estranheza", como ela brinca, vem desde a infância:

_ Tudo o que Marcelo Yuka descobre em termos de sons e parece estranho, depois de algum tempo vira popular.

Os índigos tem ainda uma intuição exacerbada (...), que segundo Ana Beatriz, é intepretada como uma espiritualidade elevada:

_ Mas o que a ciencia comprova é que os índigos têm um funcionamento cerebral diferente. Se não forem bem compreendidos, podem ser confundidos com pessoas impulsivas e agitadas.


Como lidar com o índigo


SEM IMPOSIÇÕES: A psicóloga Débora Gil diz que os pais do índigo não devem fazer imposições só por necessidade de obediência. Essas crianças sensíveis, talentosas e inteligentes não aceitam explicações do tipo porque sim ou porque não, respostas, segundo ela, tidas como de criança mas muito usadas por pais autoritários. Essas crianças não funcionam assim e exigem que os pais, com calma, expliquem o porquê de suas ordens.

CATIGOS ABSURDOS: As ameaças de castigos absurdos, como o homem do saco vai pegar, vão passar pimenta na boca ou o papai do céu vai castigar, podem fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. O índigo vai ver que esses castigos não acontecem e perderá o respeito por esses pais.

DISCUSSÕES FECHADAS: Nunca se deve discutir a respeito do índigo na frente dele. Ele vai querer participar da discussão. Até mesmo uma questão marido-mulherm do tipo voce demorou a chegar, dá ao índigo o direito de se intrometer.

PAIS DIVERGENTES: Se o índigo percebe que os pais discordam em muitas questões - e ele percebe tudo - vai acabar manipulando a família inteira. Os pais devem divergir longe do índigo.

PAIS ATUALIZADOS: Os pais do índigo devem se atualizar em questões de alta tecnologia para poder acompanhar a criança e conversar com ela. Os índigos preferem revistas de ação, desenhos mais elaborados como os do X-Men, de tecnologias mutantes, jogos eletrônicos hiperativos como The Sims, que é uma simulação da vida real; o Civilization, que cria estratégias para a civilização desde o começo do mundo e leva meses para terminar. Se os pais não se atualizam, segundo Débora Gil, rapidamente os índigos deixarão de falar com eles, com a convicção de que eles não entendem nada mesmo.

REDAÇÃO NA ESCOLA: A psicóloga Ana Beatriz B. Silva diz que nos Estados Unidos as escolas assimilaram há algumas décadas a lidar com os índigos, estimulando suas potencialidades. Uma sugestão de Débora Gil é a de redações de temas livres e variados. O índigo escreve com pressa, como palavras e teria mais facilidade em escrever sobre o que mais lhe agrada.

PROFESSOR ALIADO: As turmas do índigo devem ser pequenas e o professor não deve ser um superior, mas um aliado. Uma maneira de trazer a atenção do índigo é lhe passar tarefas significativas, papéis de responsabilidades. Ele deve ser convidado para ser monitor, um auxiliar do professor e jamais deve ser repreendido em público, muito menos de maneira estúpida ou severa.
Não sei se é pelo que dizem os esotéricos, mas a verdade é que desde ontem ando com a sensibilidade à flor da pele. Não posso ver Daiane nem Daniella que disparo numa vertente de lágrimas inacreditável. Chorei com o trailer do novo filme sobre a vida do Cazuza no Fantástico. E por qualquer coisinha assim as lágrimas rolam.

Hoje, ao abrir minha caixa portal, isso estava lá.

E me lembrei de Zeca Baleiro:

Telegrama
(Zeca Baleiro)


U tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok

mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto te ama

por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa