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14.4.04

Centro Cultural Justiça Federal

Apresenta


QUARTAS INSTRUMENTAIS DELIRA MÚSICA
Instrumental do Brasil – Abril de 2004


Produção e realização: André Oliveira


Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 – Tel.: 3212 2550 – Rio de Janeiro

Ingressos: R$ 10,00

* estudantes, idosos e assinantes do JB pagam meia entrada

* associados do Clube Delira Música têm 20% de desconto no ingresso e 10% de desconto na compra de CDs Delira Música no local.


Em abril de 2004 o projeto Quartas Instrumentais no CCJF convida dois grandes nomes da cena instrumental brasileira. O craque dos sopros Carlos Malta e o grupo Cama de Gato se alternarão nas quartas-feiras do mês, com um cardápio musical fortemente calcado na brasilidade. Nada mais próprio, já que em abril comemoramos o Descobrimento, o Dia de São Jorge e o aniversário de São Pixinguinha. Carlos Malta se apresenta em duo com o pianista Philippe Baden Powell e depois com seu grupo Pife Muderno. O grupo Cama de Gato retorna de uma turnê pela América do Sul e mostra o repertório de seu sexto CD, lançado no ano passado, ao lado dos seus hits de sempre. Viva a música do Brasil.



14 de Abril – 19h

Cama de Gato


Mauro Senise, sax e flauta – Pascoal Meirelles, bateria
Jota Moraes, piano – Mingo Araújo, percussão – André Neiva, baixo


O quinteto instrumental Cama de Gato faz duas apresentações no Centro Cultural Justiça Federal (dias 14 e 28 de abril) para continuar a divulgar o disco Água de Chuva, uma produção independente do selo Perfil Musical. O álbum marca o retorno do grupo às prateleiras – e, naturalmente, uma volta mais constante aos palcos – após um intervalo fonográfico de sete anos. Jota Moraes, Mauro Senise, Pascoal Meirelles e Mingo Araújo aproveitam o clima de festa para apresentar o baixista André Neiva, que substitui Arthur Maia. Turnês pela Europa, Estados Unidos e pelo Brasil inteiro são mais do que comuns na rotina do quinteto, que tem no currículo uma apresentação memorável no famoso Town Hall, em Nova York (1989), e três concertos inesquecíveis no Free Jazz, em São Paulo e no Rio de Janeiro (1994, 1996 e 1997). Entre os feitos que enriquecem a história do grupo e merecem registro, destaque para a venda de 75 mil cópias do disco de estréia, Cama de Gato (Som da Gente, 1986), um número fantástico para o tímido mercado instrumental do país. De acordo com o baterista Pascoal Meirelles, fundador do grupo ao lado do flautista e saxofonista Mauro Senise e de Jota Moraes (que se divide entre piano, teclado, marimba e vibrafone), o diferencial deste novo CD é a sofisticação do tratamento sonoro "por conta dos arranjos, que são mais elaborados e usam cordas", avalia. Um segundo fator relevante é a pulsação dos instrumentos, que denuncia a brasilidade do álbum, fazendo uma mistura bem dosada de ritmos nacionais, como o frevo e o maracatu, ambientados numa gafieira. Outro diferencial importante é que todas as composições levam a assinatura dos músicos do grupo, com exceção da faixa de abertura “Bimini”, escrita pelo pianista Rique Pantoja. O papel autoral de Rique Pantoja foi assumido por Jota Moraes, com a preciosa colaboração de Pascoal Meirelles e André Neiva. Jota compôs os temas "Prateado", “Homem", "Seu Arthur", "Pau de sebo" e a faixa-título, "Água de Chuva". Os temas “Aruba" e "Pontanegra" são de Pascoal, e Neiva incrementa com "Porque também não fui". "É mais do que uma opção gravar apenas composições próprias", segundo o bem-humorado baterista. "Não é uma atitude exclusivista. É que gostamos de tocar nossas músicas. Não tocamos material alienígena", brinca.



21 de Abril – 19h

Carlos Malta e Pife Muderno


Carlos Malta, direção musical, arranjos, flautas e saxofones
Andréa Ernest Dias, flautas
Marcos Suzano, pandeiro
Oscar Bolão, pratos e tarol
Durval Pereira, zabumba


Uma das maiores expressões no atual cenário musical, Carlos Malta & Pife Muderno já foram aplaudidos de pé na Sala Cecília Meireles, no Percpan na Bahia, no New Orleans Jazz and Heritage Festival, Festival de Caracas, Sabath Tóquio, Essaouira Gnawa Festival no Marrocos, Rock in Rio 3, no Cité de la Musique de Paris e no 22º Festival de Jazz et Musiques d’Ailleurs d’Amien em Abril de 2003, na França. Poliglotas musicais, o grupo dá um nó na teoria musical, passando a harmonia para os tambores, onde a zabumba vira piano e o pandeiro vira contrabaixo. Os ritmos e a temática passam pela tradição e ao mesmo tempo projetam a vanguarda num novo universo sonoro, com recriações de clássicos como Ponteio (Edu Lobo), Açum Preto e Asa Branca (Luis Gonzaga), bem como os originais Tupyzinho, Lá no Suzano e Carááá...caíííí, ambas composições de Malta. A sonoridade do Pife Muderno é pra lá de original, onde pifes do Brasil se encontram com flautas da China (di-zi) , da India e do Japão (shakuhachi), além das grandes flautas baixo e contralto . A cortina harmônica percussiva completa a “voz“ desta banda que arrebata as platéias com sua energia vibrante e seu balanço contagiante.

28 de Abril – 19h

Cama de Gato


Mauro Senise, sax e flauta – Pascoal Meirelles, bateria
Jota Moraes, piano – Mingo Araújo, percussão – André Neiva, baixo

O grupo encerra o mês, com o repertório do CD Água de Chuva e sucessos dos trabalhos anteriores.


Informações:

André Oliveira – Tel 3325 4113/9122 0679 ou andreoliveira@rjnet.com.br

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