TRABALHADOR:
Esta é a relação dos deputados federais que durante a Copa do Mundo desta ano, aprovaram, sorrateiramente, na Câmara dos Deputados, o projeto de flexibilização da CLT, do deputado FRANCISCO DORNELLES, que irá mexer nas férias, 13º salário, salário maternidade, etc., que poderão ser pagos em até 10 vezes pelas empresas.
Aqui e aqui, a lista de deputados de outros Estados.
RUBEM MEDINA - PFL 2501
RODRIGO MAIA - PFL 2587
LAURA CARNEIRO - PFL 2525
ALDIR CABRAL - PFL 2507
AROLDE DE OLIVEIRA - PFL 2502
JOÃO MENDES PFL - 2515
CARLOS NADER - PFL 2510
JOSÉ EGYDIO - PFL
PAULO DE ALMEIDA - PFL 2580
IEDIO ROSA - PFL 2530
RONALDO SANTOS - PSDB 4504
PAULO FEIJÓ - PSDB 4520
MARCIO FORTES - PSDB 4550
LUIZ RIBEIRO - PSDB/PMDB 1565
ITAMAR SERPA - PSDB 4569
DR. HELENO - PSDB 4567
CANDINHO MATTO - PSDB
ROBERTO JEFFERSON - PTB 1484
JORGE WILSON - PMDB/PSDB 4590
JAIR BOLSONARO - PPB 1120
EURICO MIRANDA - PPB 1199
DINO FERNANDES - PPB 1123
Reproduza e passe para seus familiares, amigos e colegas.
A reeleição desse pessoal é um grande perigo para as conquistas dos trabalhadores.
Não se esqueça, dê o troco no dia 6 de outubro. Vamos banir esses amigos da onça.
17.9.02
A gente estava ouvindo muito o CD do Carlos Malta. Foi assim que Ricardo começou a cantarolar Upa Neguinho. E eu, a quintessência do mimetismo, logo logo estava fazendo o mesmo. Logicamente uma mente humana de sete anos de idade, submetida a um som em estéreo advindo das duas figuras mais importantes de sua vida (Deus conserve por ainda alguns anos assim), encheu-se de curiosidade.
Poucas coisas são mais excitantes para meu amo e senhor do que a oportunidade de mostrar e colocar para tocar os seus discos, do que falar sobre música. E ele foi mostrando ao moleque todas as gravações de Upa Neguinho que tínhamos em casa, da tradicional, com Elis, até aquela com um grupo chamado U.F.O. (United Future Organization).
Eu quis ouvir um pouco mais deste último e descobri que gostava do trabalho deles. É assim mesmo. Ricardo ouve muita coisa estranha e eu geralmente torço o nariz. Ele diz que é preciso atenção, que não são coisas para se ouvir enquanto se dedica a outras atividades. É preciso parar e ouvir. Acho que foi isso. Era final de semana, eu estava disposta a ouvir e gostei do U.F.O.
Lá pelo meio do disco tem uma faixa chamada Poetry and All That Jazz. O grupo musicou um texto do Jack Kerouac.
Fiquei me lembrando de viagem a São Francisco e Ricardo me apontando lugares importantes para a geração beatnik e como eu senti que aquilo não tinha nada a ver comigo. Li On the Road quando comecei a namorar Ricardo. Eu estava naquela fase da paixão em que se quer saber tudo sobre a vítima do nosso afeto. Nem assim eu consegui gostar.
É que eu não sei gostar com a cabeça, só consigo gostar com o coração. Não adianta saber que este movimento foi o início de uma série de eventos que permitiram que hoje eu viva como eu vivo, via hippies, revolução sexual, etc. O que eu sei fica em mim num departamento diferente do que o que eu sinto. Para que eu goste de alguma coisa é preciso haver um elo, um ponto de contato com o emocional.
E foi assim que cheguei à conclusão de que talvez tenha chegado a hora de (re)conhecer Jack Kerouac, através de U.F.O., de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri e Carlos Malta.
Poucas coisas são mais excitantes para meu amo e senhor do que a oportunidade de mostrar e colocar para tocar os seus discos, do que falar sobre música. E ele foi mostrando ao moleque todas as gravações de Upa Neguinho que tínhamos em casa, da tradicional, com Elis, até aquela com um grupo chamado U.F.O. (United Future Organization).
Eu quis ouvir um pouco mais deste último e descobri que gostava do trabalho deles. É assim mesmo. Ricardo ouve muita coisa estranha e eu geralmente torço o nariz. Ele diz que é preciso atenção, que não são coisas para se ouvir enquanto se dedica a outras atividades. É preciso parar e ouvir. Acho que foi isso. Era final de semana, eu estava disposta a ouvir e gostei do U.F.O.
Lá pelo meio do disco tem uma faixa chamada Poetry and All That Jazz. O grupo musicou um texto do Jack Kerouac.
Fiquei me lembrando de viagem a São Francisco e Ricardo me apontando lugares importantes para a geração beatnik e como eu senti que aquilo não tinha nada a ver comigo. Li On the Road quando comecei a namorar Ricardo. Eu estava naquela fase da paixão em que se quer saber tudo sobre a vítima do nosso afeto. Nem assim eu consegui gostar.
É que eu não sei gostar com a cabeça, só consigo gostar com o coração. Não adianta saber que este movimento foi o início de uma série de eventos que permitiram que hoje eu viva como eu vivo, via hippies, revolução sexual, etc. O que eu sei fica em mim num departamento diferente do que o que eu sinto. Para que eu goste de alguma coisa é preciso haver um elo, um ponto de contato com o emocional.
E foi assim que cheguei à conclusão de que talvez tenha chegado a hora de (re)conhecer Jack Kerouac, através de U.F.O., de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri e Carlos Malta.
16.9.02
Batendo um tambor rápido:
- Zélia Duncan (trabalho urgente);
- toldo;
- dieta rigorosa (agora é sério, viu? pode tirar esse risinho da cara! humpft!);
- hidroginástica às segundas, quartas e sextas;
- localizada às terças, quintas e sábados (juro!);
- Decifrar Pessoas, Jo-Ellan Dimitrius e Mark Mazzarella;
- Slow Motion Bossa Nova, Celso Fonseca e Ronaldo Bastos (tem aquela música que toca no anúncio da sandália da Gisele, a Ipanema) [mais lounge só parando, mas é legal];
- roncologista;
- minúsculas piranhas de margarida nos cabelos;
- Retratos de uma Obsessão, com Robin Williams (ou o personagem foi mal construído, ou ele não soube interpretar, a verdade é que o tal papel para sumir com a imagem de bom moço do gajo suscita simpatia demais);
- arrumação definitiva no quarto do filhote;
- cliping;
- e ainda esta semana: Deborah Colker na UERJ, Pedro Luís no SESC Tijuca e Elza Soares no Rival.
Entendeu porque não tenho blogado?
- Zélia Duncan (trabalho urgente);
- toldo;
- dieta rigorosa (agora é sério, viu? pode tirar esse risinho da cara! humpft!);
- hidroginástica às segundas, quartas e sextas;
- localizada às terças, quintas e sábados (juro!);
- Decifrar Pessoas, Jo-Ellan Dimitrius e Mark Mazzarella;
- Slow Motion Bossa Nova, Celso Fonseca e Ronaldo Bastos (tem aquela música que toca no anúncio da sandália da Gisele, a Ipanema) [mais lounge só parando, mas é legal];
- roncologista;
- minúsculas piranhas de margarida nos cabelos;
- Retratos de uma Obsessão, com Robin Williams (ou o personagem foi mal construído, ou ele não soube interpretar, a verdade é que o tal papel para sumir com a imagem de bom moço do gajo suscita simpatia demais);
- arrumação definitiva no quarto do filhote;
- cliping;
- e ainda esta semana: Deborah Colker na UERJ, Pedro Luís no SESC Tijuca e Elza Soares no Rival.
Entendeu porque não tenho blogado?
13.9.02
Ela escreveu: O terrorismo é aqui - e tão banalizado - que nem faz aniversário.
Eu concordo. Aliás já concordava antes de ler isso.
Acho também um horror acontecer o que aconteceu, armas entrando na carceragem, assassinato dentro do presídio, o risinho sacana do mal encarnado depois que tudo acabou. É uma merda mesmo.
Mas daí a dizer que a cidade foi tomada pelos bandidos vai muita coisa. O que eu realmente vi foi um monte de gente se ligando e avisando para não passar aqui ou ali. Eu tinha que sair e precisava saber se estaria segura. É tão fácil entrar na paranóia da boataria...
Nas emissoras de TV aberta programação normal (por muito menos, uma passeata na Av. Presidente Vargas, havia chamadas hoje ao vivo o tempo todo; se a cidade estivesse sendo tomada não teríamos flashes escandalosos?). Num deles falavam do cerco a um criminoso na periferia de São Paulo. (Porque não mostravam a cidade do Rio de Janeiro sitiada?) Todo mundo voando para casa, mães buscando filhos mais cedo na escola... Cadê os fatos? O que foi que aconteceu? Globo News mostra ao vivo a cerimônia pelos mortos nos atentados de um anos atrás nos EUA. Terrorismo no Rio de Janeiro? Os bandidos tomam a cidade? Cadê?
Vou ao Terra News: "Comércio da Tijuca é obrigado a fechar suas portas". Caramba! Meu compromisso é na Saens Pena. Ligo para confirmar. Fixo e celular na secretária eletrônica, como normalmente acontece quando ela está em atendimento (está sem atendente).
Arriscamos. Do Maracanã à Praça Saens Pena todo o comércio está aberto, movimento normal na rua para o horário. Policiamento reforçado como tem sido nos últimos tempos.
Sinto vergonha por ter me deixado levar pela boataria. Fico pensando de onde saem determindas notícias.
É uma pena que sejamos reféns da mídia dependendo dela para saber o que acontece no nosso quintal. Se colocássemos a cabeça para fora da janela e verificássemos a realidade com nossos próprios sentidos talvez não nos estivéssemos tão acuados. Se ousássemos questionar de vez em quando as informações que nos chegam, talvez fossemos mais felizes e menos medrosos.
É bom tentar. Pelo menos neste momento em que tantos interesses políticos querem nos fazer acreditar que estamos no inferno.
E este é o terrorismo que temos aqui.
E cadê meus arquivos que comprovam que eu já dizia que coisas assim iam acontecer agora?
Eu concordo. Aliás já concordava antes de ler isso.
Acho também um horror acontecer o que aconteceu, armas entrando na carceragem, assassinato dentro do presídio, o risinho sacana do mal encarnado depois que tudo acabou. É uma merda mesmo.
Mas daí a dizer que a cidade foi tomada pelos bandidos vai muita coisa. O que eu realmente vi foi um monte de gente se ligando e avisando para não passar aqui ou ali. Eu tinha que sair e precisava saber se estaria segura. É tão fácil entrar na paranóia da boataria...
Nas emissoras de TV aberta programação normal (por muito menos, uma passeata na Av. Presidente Vargas, havia chamadas hoje ao vivo o tempo todo; se a cidade estivesse sendo tomada não teríamos flashes escandalosos?). Num deles falavam do cerco a um criminoso na periferia de São Paulo. (Porque não mostravam a cidade do Rio de Janeiro sitiada?) Todo mundo voando para casa, mães buscando filhos mais cedo na escola... Cadê os fatos? O que foi que aconteceu? Globo News mostra ao vivo a cerimônia pelos mortos nos atentados de um anos atrás nos EUA. Terrorismo no Rio de Janeiro? Os bandidos tomam a cidade? Cadê?
Vou ao Terra News: "Comércio da Tijuca é obrigado a fechar suas portas". Caramba! Meu compromisso é na Saens Pena. Ligo para confirmar. Fixo e celular na secretária eletrônica, como normalmente acontece quando ela está em atendimento (está sem atendente).
Arriscamos. Do Maracanã à Praça Saens Pena todo o comércio está aberto, movimento normal na rua para o horário. Policiamento reforçado como tem sido nos últimos tempos.
Sinto vergonha por ter me deixado levar pela boataria. Fico pensando de onde saem determindas notícias.
É uma pena que sejamos reféns da mídia dependendo dela para saber o que acontece no nosso quintal. Se colocássemos a cabeça para fora da janela e verificássemos a realidade com nossos próprios sentidos talvez não nos estivéssemos tão acuados. Se ousássemos questionar de vez em quando as informações que nos chegam, talvez fossemos mais felizes e menos medrosos.
É bom tentar. Pelo menos neste momento em que tantos interesses políticos querem nos fazer acreditar que estamos no inferno.
E este é o terrorismo que temos aqui.
E cadê meus arquivos que comprovam que eu já dizia que coisas assim iam acontecer agora?
12.9.02
Da série assinando embaixo.
Pelé é o maior patrimônio vivo do Brasil. Talvez em toda a história brasileira ninguém tenha conseguido demonstrar de forma mais universal o gênio nacional. Por isso, choca ouvir o símbolo de nosso êxito afirmar que tem vergonha do seu país.
Ao dizer isso, ele mostrou o sentimento de envergonhada indignação diante da pobreza, da violência, da corrupção na vida brasileira, especialmente entre os políticos e os que conduzem os destinos do país.
Maior ainda é a vergonha de perceber que Pelé, envergonhado como está com os destinos do Brasil, provavelmente votará, outra vez, escolhendo os mesmos que fazem o Brasil que o envergonha. Porque a elite brasileira prefere viver na vergonha a arriscar a perda dos seus privilégios.
Não é apenas ele. Em um de seus programas recentes, a grande apresentadora Hebe Camargo disse que, se fosse colocar os nomes dos corruptos um sobre o outro, a altura do auditório do SBT não seria suficiente. Ela falava lembrando o caso específico de São Paulo, onde sempre votou nos que agora a envergonham. E aos quais certamente vai preferir, para não votar em nomes que representem um novo do qual ela tem medo.
A elite brasileira está descontente com o Brasil, mas nas eleições prefere que ele continue como está, a mudar ameaçando qualquer dos seus interesses e privilégios.
Quando a elite basileira declarou a independência, preferiu manter um imperador, filho do rei da metrópole, para não correr o risco de um presidencialismo que poderia escolher algum plebeu.
Quando libertou os escravos, não lhes deu terras, nem lhes permitiu freqüentar escolas, com medo de um Brasil onde os negros tivessem força.
Proclamou uma república, mas não deixou que ela fosse construída por meio da educação universal e de qualidade dos filhos do povo. Fez uma república aristocrática, com doutores e excelências no lugar dos condes e barões.
Fez um desenvolvimento sem distribuir o resultado. E cada vez que alguma liderança propunha mudança de rumo, a elite envergonhada com a pobreza ao redor não tinha vergonha de dar um golpe militar para que a pobreza não fosse eliminada às custas de qualquer dos seus privilégios.
Em 1989, ofereceu-se a possibilidade de arriscar um presidente com proposta alternativa, mas a elite preferiu não arriscar.
Não aceitou o risco de eleger um operário que nenhuma culpa tinha com o passado que envergonha. Preferiu um dos seus, apesar do passado de envolvimento nas vergonhas nacionais.
Arrependeu-se envergonhada, mas quatro anos depois repetiu o voto nos mesmos partidos e políticos, ao redor de Fernando Henrique Cardoso, que há décadas constróem a vergonha que ela diz sentir.
Eles mudaram o nome do candidato, para nada mais mudar. Agora, como Pelé, a elite manifesta indignação, vergonha, mas certamente vai repetir o voto. Votará naqueles de quem diz ter vergonha.
Isso até poderia ser justificado, se as opções em vista representassem revoluções radicais. Mas todas são moderadas. Propõe-se construir um país decente, com uma democracia republicana, que respeite o povo, onde os direitos à justiça, à segurança e a uma parte digna do produto nacional sejam assegurados a todos. Um país com escola para todas as crianças, sistema de saúde assegurado a todas as famílias, todo adulto com direito a um emprego.
Isso exige mudança de postura, inversão nas prioridades, eliminação de privilégios cada dia mais difíceis de manter.
Em troca, oferece o orgulho de viver em um país decente. Todos querem isso. Mas Pelé e o resto da elite não vão correr qualquer risco. Vão votar em um deles, que não represente mudanças.
E daqui a anos voltarão a dizer que sentem vergonha. Sinto um profundo orgulho de meu país, de um povo que é capaz de suportar tanto sofrimento, sem desesperar, de um país que tem um Pelé; sinto vergonha da vergonha que a elite diz sentir, e até sente, preferindo nela continuar, por medo de perder qualquer um de seus privilégios.
Sinto vergonha de quem sente vergonha mas nada faz para eliminar as causas de sua vergonha.
(Cristovam Buarque, ex-governador do DF e professor da UnB)
Vergonha da vergonha
Pelé é o maior patrimônio vivo do Brasil. Talvez em toda a história brasileira ninguém tenha conseguido demonstrar de forma mais universal o gênio nacional. Por isso, choca ouvir o símbolo de nosso êxito afirmar que tem vergonha do seu país.
Ao dizer isso, ele mostrou o sentimento de envergonhada indignação diante da pobreza, da violência, da corrupção na vida brasileira, especialmente entre os políticos e os que conduzem os destinos do país.
Maior ainda é a vergonha de perceber que Pelé, envergonhado como está com os destinos do Brasil, provavelmente votará, outra vez, escolhendo os mesmos que fazem o Brasil que o envergonha. Porque a elite brasileira prefere viver na vergonha a arriscar a perda dos seus privilégios.
Não é apenas ele. Em um de seus programas recentes, a grande apresentadora Hebe Camargo disse que, se fosse colocar os nomes dos corruptos um sobre o outro, a altura do auditório do SBT não seria suficiente. Ela falava lembrando o caso específico de São Paulo, onde sempre votou nos que agora a envergonham. E aos quais certamente vai preferir, para não votar em nomes que representem um novo do qual ela tem medo.
A elite brasileira está descontente com o Brasil, mas nas eleições prefere que ele continue como está, a mudar ameaçando qualquer dos seus interesses e privilégios.
Quando a elite basileira declarou a independência, preferiu manter um imperador, filho do rei da metrópole, para não correr o risco de um presidencialismo que poderia escolher algum plebeu.
Quando libertou os escravos, não lhes deu terras, nem lhes permitiu freqüentar escolas, com medo de um Brasil onde os negros tivessem força.
Proclamou uma república, mas não deixou que ela fosse construída por meio da educação universal e de qualidade dos filhos do povo. Fez uma república aristocrática, com doutores e excelências no lugar dos condes e barões.
Fez um desenvolvimento sem distribuir o resultado. E cada vez que alguma liderança propunha mudança de rumo, a elite envergonhada com a pobreza ao redor não tinha vergonha de dar um golpe militar para que a pobreza não fosse eliminada às custas de qualquer dos seus privilégios.
Em 1989, ofereceu-se a possibilidade de arriscar um presidente com proposta alternativa, mas a elite preferiu não arriscar.
Não aceitou o risco de eleger um operário que nenhuma culpa tinha com o passado que envergonha. Preferiu um dos seus, apesar do passado de envolvimento nas vergonhas nacionais.
Arrependeu-se envergonhada, mas quatro anos depois repetiu o voto nos mesmos partidos e políticos, ao redor de Fernando Henrique Cardoso, que há décadas constróem a vergonha que ela diz sentir.
Eles mudaram o nome do candidato, para nada mais mudar. Agora, como Pelé, a elite manifesta indignação, vergonha, mas certamente vai repetir o voto. Votará naqueles de quem diz ter vergonha.
Isso até poderia ser justificado, se as opções em vista representassem revoluções radicais. Mas todas são moderadas. Propõe-se construir um país decente, com uma democracia republicana, que respeite o povo, onde os direitos à justiça, à segurança e a uma parte digna do produto nacional sejam assegurados a todos. Um país com escola para todas as crianças, sistema de saúde assegurado a todas as famílias, todo adulto com direito a um emprego.
Isso exige mudança de postura, inversão nas prioridades, eliminação de privilégios cada dia mais difíceis de manter.
Em troca, oferece o orgulho de viver em um país decente. Todos querem isso. Mas Pelé e o resto da elite não vão correr qualquer risco. Vão votar em um deles, que não represente mudanças.
E daqui a anos voltarão a dizer que sentem vergonha. Sinto um profundo orgulho de meu país, de um povo que é capaz de suportar tanto sofrimento, sem desesperar, de um país que tem um Pelé; sinto vergonha da vergonha que a elite diz sentir, e até sente, preferindo nela continuar, por medo de perder qualquer um de seus privilégios.
Sinto vergonha de quem sente vergonha mas nada faz para eliminar as causas de sua vergonha.
(Cristovam Buarque, ex-governador do DF e professor da UnB)
10.9.02
Quem me acompanha?
Depois de fazer a estréia nacional do novo show "Do cóccix até o pescoço" em São Paulo, Elza Soares chega à sua cidade natal para uma temporada de duas semanas no Teatro Rival BR, de 18 a 21/09 e de 25 a 28/09 (quarta a sábado). Neste mês, Elza foi eleita como "melhor cantora" no primeiro Prêmio Rival BR de Música. Lançado em julho pelo selo Maianga Discos, o novo CD de Elza traz de volta a nossa maior intérprete com canções inéditas compostas especialmente para ela por Chico Buarque, Caetano Veloso e Arnaldo Antunes.
Acompanhada por José Paulo Becker (violão), Chiquinho Chagas (teclados), Edson Menezes (baixo), Victor Motta (sopros), Carlos César (bateria) e Zama (percussão), Elza apresenta o seu novo repertório que inclui "Dura na queda" (Chico Buarque), "A carne" (Marcelo Yuka/Seu Jorge/Wilson Cappellette), "A cigarra" (Elza Soares/Letícia Sabatella) e "Eu vou ficar aqui" (Arnaldo Antunes). No show, não vão faltar, é claro, clássicos da carreira de Elza, como "Devagar com a louça" (Haroldo Barbosa/Luiz Reis) e "Beija-me" (Roberto Martins/Mário Rossi).
Com direção e cenário de Gringo Cardia e colaboração de Rita Lee na direção do espetáculo, Elza Soares vai mostrar no palco do Teatro Rival BR porque "Do cóccix até o pescoço" já está sendo apontado pela crítica de todo o país como o melhor disco do ano.
Ficha Técnica
Direção e Cenário: Gringo Cardia
Direção Musical: José Paulo Becker e Chiquinho Chagas
Figurinos: Marco Maia e Luciano Canale (Santa Ephigênia)
Iluminação: Guilherme Bonfante
Produzido por José Gonzaga Araújo
Apoio: Eletrobrás
Local: Teatro Rival BR
Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33 - Cinelândia - tels: 2240 4469/2532 4192
Datas: 18 a 21/09 e 25 a 28/09 (quarta a sábado)
Horários: 19h30m (quarta e quinta) e 20h30m (sexta e sábado)
Preços: R$ 32,00 (inteira). Promoção até 400 pagantes: R$ 16,00 (quarta), R$ 20,00 (quinta) e R$ 22,00 (sexta e sábado)
Capacidade: 450 pessoas
Duração: 75 minutos
(release retirado daqui)
Elza Soares
apresenta "Do cóccix até o pescoço" no Teatro Rival BR
apresenta "Do cóccix até o pescoço" no Teatro Rival BR
Depois de fazer a estréia nacional do novo show "Do cóccix até o pescoço" em São Paulo, Elza Soares chega à sua cidade natal para uma temporada de duas semanas no Teatro Rival BR, de 18 a 21/09 e de 25 a 28/09 (quarta a sábado). Neste mês, Elza foi eleita como "melhor cantora" no primeiro Prêmio Rival BR de Música. Lançado em julho pelo selo Maianga Discos, o novo CD de Elza traz de volta a nossa maior intérprete com canções inéditas compostas especialmente para ela por Chico Buarque, Caetano Veloso e Arnaldo Antunes.
Acompanhada por José Paulo Becker (violão), Chiquinho Chagas (teclados), Edson Menezes (baixo), Victor Motta (sopros), Carlos César (bateria) e Zama (percussão), Elza apresenta o seu novo repertório que inclui "Dura na queda" (Chico Buarque), "A carne" (Marcelo Yuka/Seu Jorge/Wilson Cappellette), "A cigarra" (Elza Soares/Letícia Sabatella) e "Eu vou ficar aqui" (Arnaldo Antunes). No show, não vão faltar, é claro, clássicos da carreira de Elza, como "Devagar com a louça" (Haroldo Barbosa/Luiz Reis) e "Beija-me" (Roberto Martins/Mário Rossi).
Com direção e cenário de Gringo Cardia e colaboração de Rita Lee na direção do espetáculo, Elza Soares vai mostrar no palco do Teatro Rival BR porque "Do cóccix até o pescoço" já está sendo apontado pela crítica de todo o país como o melhor disco do ano.
Ficha Técnica
Direção e Cenário: Gringo Cardia
Direção Musical: José Paulo Becker e Chiquinho Chagas
Figurinos: Marco Maia e Luciano Canale (Santa Ephigênia)
Iluminação: Guilherme Bonfante
Produzido por José Gonzaga Araújo
Apoio: Eletrobrás
Local: Teatro Rival BR
Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33 - Cinelândia - tels: 2240 4469/2532 4192
Datas: 18 a 21/09 e 25 a 28/09 (quarta a sábado)
Horários: 19h30m (quarta e quinta) e 20h30m (sexta e sábado)
Preços: R$ 32,00 (inteira). Promoção até 400 pagantes: R$ 16,00 (quarta), R$ 20,00 (quinta) e R$ 22,00 (sexta e sábado)
Capacidade: 450 pessoas
Duração: 75 minutos
(release retirado daqui)
Lista de compras
(sem ordem de prioridade ou definição de data para efetivar-se)
(sem ordem de prioridade ou definição de data para efetivar-se)
E atenção: como somos humildes, aceitamos doações de artigos não usados previamente!
- tamancos anatômicos italianos com solado de borracha antiderrapante da Home Supplies, Shopping da Gávea (tamanho 41).
- sandália Birkenstock (pode ser similar
- o CD novo da Elza Soares
- um mouse
- uns 2 ou 3 tupperwares grandes (podem ser também aqueles pirex com tampa azul)
- um balde de gelo
- 2 rolos papel alumínio
- um rapadura pequena
- um mix e um batedor de mão
- uma espátula de silicone para cozinha
- um biquini selvagem numa modelagem cujo tamanho 42 caiba em mim
- uma saia cingana branca
- um par de brincos da barraquinha da Valéria na Feira hippie de Ipanema
- um ralador de legumes decente que rale e que não oxide
- um chinois
- uma super faca de cozinha que picote os alimentos e não minha paciência
E eu sonhei que era amanhã e que vários atentados aconteciam em NY para marcar a passagem do primeiro aniversário do 11/09.
Uma das explosões atingia o prédio em que morava Woody Allen e sua oriental esposa. Os dois morriam.
Até sei porque sonhei uma coisa detestável como essa e tem a ver com a imagem deprimente de Jerry Lewis que apareceu na TV outro dia e com as notícias de que ele andou cancelando um show para arrecadar fundos para a caridade em Londres.
Imagino que a ligação de um cineata com outro só aconteça mesmo no meu coração.
Uma das explosões atingia o prédio em que morava Woody Allen e sua oriental esposa. Os dois morriam.
Até sei porque sonhei uma coisa detestável como essa e tem a ver com a imagem deprimente de Jerry Lewis que apareceu na TV outro dia e com as notícias de que ele andou cancelando um show para arrecadar fundos para a caridade em Londres.
Imagino que a ligação de um cineata com outro só aconteça mesmo no meu coração.
9.9.02
O que cai na minha mão e acho legal eu divulgo:
Marcus Souza
Guia especializado em atrativos naturais com registro na Embratur
O Projeto Ecotribo tem por objetivo principal proporcionar uma integração do ser humano com a natureza através de passeios ecológicos e trilhas em áreas naturais como florestas, grutas, cavernas, cachoeiras, picos de montanhas com belas vistas, etc... Além de proporcionar lazer, diversão, informação e atividade física em ambiente natural, há o estímulo a consciência ecológica e atitudes de preservação e respeito à natureza.
A programação é voltada para pessoas de diversas idades e níveis de condicionamento físico, respeitando critérios de segurança e condutas de mínimo impacto ao meio ambiente.
A equipe do projeto é formada por guias especializados com registro na Embratur e coordenada por Marcus Souza, guia especializado em atrativos turísticos naturais.
SETEMBRO
Domingo - dia 8
Ruínas do Vale Mocke (Parque Nacional da Tijuca)
Caminhada moderada pela ruínas da Fazenda do Holandês Van Mocke, grande cafeicultor do Brasil entre 1819 e 1821.
Duração aproximada: 3 horas
Domingo - dia 15
Pedra do Sino (Parque Nacional da Serra dos Órgãos - Teresópolis)
Caminhada longa e pesada (21Km), neste parque com linda trilha até o topo desta pedra a 2.200m de altitude com formação semelhante a um sino. Banho de cachoeira opcional na volta.
Duração aproximada: 8 horas
Domingo - dia 22
Trilha da Cova da Onça (Floresta da Tijuca)
Caminhada leve passando por linda ponte suspensa. Local onde foi registrado último aparecimento deste animal na Floresta da Tijuca, na década de 70. Ideal para iniciantes, crianças e idosos.
Duração aproximada: 3 horas
Domingo - dia 29
Ilhas Cagarras
Lindo passeio de saveiro até o conjunto dessas famosas ilhas, finalizando com um lindo pôr do sol na Baía de Guanabara
Duração aproximada: 6 horas
OUTUBRO
Domingo - dia 13
Pico da Pedra Branca (Jacarepaguá)
Caminhada pesada dentro do Parque da Pedra Branca, até o ponto mais alto da cidade do Rio de Janeiro, 1024 m, com belo visual de Marambaia, Guaratiba, Recreio aos seus pés.
Duração aproximada: 6 horas
Sábado - dia 19
Atividade Gratuita com o Grupo "Terra Limpa"
Mutirão de reflorestamento, limpeza das trilhas e atividades de Educação Ambiental (Doação de alimentos não perecíveis à instituições beneficientes).
Domingo - dia 20
Rapel Cachoeira do Véu da Noiva (Petrópolis)
LInda caminhada no Vale do Bonfim (1.200m), até esta cachoeira com 40m de queda d'água, ideal para a prática do rapel (descida com corda), almoço e hospedagem opcionais na bela Pousada do Açu.
Saída do Rio às 7:00 - Chegada aproximada ao Rio às 19:00.
Sábado - dia 26
Pedra do Conde (Floresta da Tijuca)
Trilha histórica no local onde se fixou a primeira fazenda da região (1810) pelo conde francês Gestas. Chegada até o platô de 821 m de altitude, com vista para Baía de Guanabara e Pico da Tijuca. Caminhada leve.
Duração aproximada: 4 horas.
Reservas: (21) 9923-4448 ou ecotribo@zipmail.com.br (Marcus Souza)
PROJETO ECOTRIBO
Caminhadas Ecológicas
Ecoturismo Cultura e Lazer
Caminhadas Ecológicas
Ecoturismo Cultura e Lazer
Marcus Souza
Guia especializado em atrativos naturais com registro na Embratur
O Projeto Ecotribo tem por objetivo principal proporcionar uma integração do ser humano com a natureza através de passeios ecológicos e trilhas em áreas naturais como florestas, grutas, cavernas, cachoeiras, picos de montanhas com belas vistas, etc... Além de proporcionar lazer, diversão, informação e atividade física em ambiente natural, há o estímulo a consciência ecológica e atitudes de preservação e respeito à natureza.
A programação é voltada para pessoas de diversas idades e níveis de condicionamento físico, respeitando critérios de segurança e condutas de mínimo impacto ao meio ambiente.
A equipe do projeto é formada por guias especializados com registro na Embratur e coordenada por Marcus Souza, guia especializado em atrativos turísticos naturais.
SETEMBRO
Domingo - dia 8
Ruínas do Vale Mocke (Parque Nacional da Tijuca)
Caminhada moderada pela ruínas da Fazenda do Holandês Van Mocke, grande cafeicultor do Brasil entre 1819 e 1821.
Duração aproximada: 3 horas
Domingo - dia 15
Pedra do Sino (Parque Nacional da Serra dos Órgãos - Teresópolis)
Caminhada longa e pesada (21Km), neste parque com linda trilha até o topo desta pedra a 2.200m de altitude com formação semelhante a um sino. Banho de cachoeira opcional na volta.
Duração aproximada: 8 horas
Domingo - dia 22
Trilha da Cova da Onça (Floresta da Tijuca)
Caminhada leve passando por linda ponte suspensa. Local onde foi registrado último aparecimento deste animal na Floresta da Tijuca, na década de 70. Ideal para iniciantes, crianças e idosos.
Duração aproximada: 3 horas
Domingo - dia 29
Ilhas Cagarras
Lindo passeio de saveiro até o conjunto dessas famosas ilhas, finalizando com um lindo pôr do sol na Baía de Guanabara
Duração aproximada: 6 horas
OUTUBRO
Domingo - dia 13
Pico da Pedra Branca (Jacarepaguá)
Caminhada pesada dentro do Parque da Pedra Branca, até o ponto mais alto da cidade do Rio de Janeiro, 1024 m, com belo visual de Marambaia, Guaratiba, Recreio aos seus pés.
Duração aproximada: 6 horas
Sábado - dia 19
Atividade Gratuita com o Grupo "Terra Limpa"
Mutirão de reflorestamento, limpeza das trilhas e atividades de Educação Ambiental (Doação de alimentos não perecíveis à instituições beneficientes).
Domingo - dia 20
Rapel Cachoeira do Véu da Noiva (Petrópolis)
LInda caminhada no Vale do Bonfim (1.200m), até esta cachoeira com 40m de queda d'água, ideal para a prática do rapel (descida com corda), almoço e hospedagem opcionais na bela Pousada do Açu.
Saída do Rio às 7:00 - Chegada aproximada ao Rio às 19:00.
Sábado - dia 26
Pedra do Conde (Floresta da Tijuca)
Trilha histórica no local onde se fixou a primeira fazenda da região (1810) pelo conde francês Gestas. Chegada até o platô de 821 m de altitude, com vista para Baía de Guanabara e Pico da Tijuca. Caminhada leve.
Duração aproximada: 4 horas.
Reservas: (21) 9923-4448 ou ecotribo@zipmail.com.br (Marcus Souza)
Obsessão
Não tenho a mínima idéia de que língua é essa (se você souber, por favor, instrua-me), mas as fotos são das mais bonitas sobre o tema que já vi na rede.
Não tenho a mínima idéia de que língua é essa (se você souber, por favor, instrua-me), mas as fotos são das mais bonitas sobre o tema que já vi na rede.
E ainda tem gente que não quer ver:
8 de setembro, 2002
Às 1:57 PM hora de Brasília (1657 GMT)
BAGDAD (CNN) -- O ex-inspetor-chefe de armas das Nações Unidas Scott Ritter, em discurso proferido neste domingo na Assembléia Nacional do Iraque, disse que seu país, os Estados Unidos, "parecem estar à beira de cometer um erro histórico" em seus apelos para derrubar o presidente iraquiano Saddam Hussein.
Ritter, um ex-funcionário do serviço de informações do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, está em Bagdad em visita particular para manifestar suas críticas à ameaça norte-americana de ação militar contra o Iraque.
O ex-inspetor investigou a possível existência de armas de destruição em massa no Iraque entre 1991 e 1998, quando foi chamado de volta pelos Estados Unidos, dois dias antes de um bombardeio aéreo anglo-norte-americano a instalações iraquianas.
Ritter disse que o Iraque não é uma ameaça para os Estados Unidos.
"O Iraque não é patrocinador do tipo de terror perpetrado contra os Estados Unidos em 11 de setembro (do ano passado), e é, de fato, ativo na supressão do tipo de extremismo fundamentalista que caracteriza aqueles que atacaram os Estados Unidos naquele dia horrível", declarou Ritter.
O presidente George W. Bush está tentando reunir apoio internacional para uma ação militar contra Saddam Hussein, a quem acusa de estocar armas de destruição em massa e de pretender usá-las.
Bush deve divulgar um ultimato ao presidente iraquiano - ou permita acesso incondicional de inspetores de armas ou enfrente conseqüências não especificadas - quando discursar, na próxima quinta-feira, na Assembléia Geral da ONU, em Nova York.
Em seu pronunciamento deste domingo, Ritter negou que o Iraque possuísse quaisquer armas de destruição em massa, mas admitiu que existem preocupações em relação aos programas iraquianos de armas.
"Essas preocupações são quase exclusivamente de natureza técnica e não supera a realidade de que o Iraque, durante quase sete anos de contínua atividade de inspeção pelas Nações Unidas, foi certificado de ter sido desarmado em 90 a 95 por cento", acrescentou.
O ex-inspetor disse ainda que os Estados Unidos, se lançaram unilateralmente qualquer ação militar contra o Iraque, "mudariam para sempre a dinâmica política que governou o mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, principalmente a fundação do direito internacional como estabelecido na carta das Nações Unidas, que pede a resolução pacífica de problemas entre nações".
Ritter renunciou como inspetor-chefe em agosto de 1998, alegando que tanto o Conselho de Segurança da ONU como o governo norte-americano minaram fatalmente as tentativas de sua equipe de localizar e eliminar armas iraquianas de destruição em massa.
Ele alegou que agentes secretos dos EUA usaram a missão da ONU como uma cobertura para espionar, destruindo a credibilidade da equipe de inspeção.
Antes do discurso, Ritter disse à CNN que o Governo Bush estaria "usando as inspeções de armas como uma desculpa" para travar uma guerra contra o Iraque.
Um dos problemas de o presidente Bush divulgar esse tipo de ultimato é que ele não tem credibilidade", acrescentou. "Membros de seu governo já disseram que as inspeções não importam; membros de seu governo já disseram que, mesmo se os inspetores conseguirem voltar ao Iraque e obtiverem sucesso no desarmamento do Iraque, ainda assim vão continuar buscando a remoção do regime".
"Pílula de suicídio"
Em uma entrevista exclusiva, depois do discurso, Ritter negou as alegações de que os iraquianos interferiram no processo de inspeções até 1998.
"Isso é absolutamente falso", respondeu. "Os inspetores foram capazes de executar sua tarefa de desarmar o Iraque sem qualquer obstrução do Iraque".
Ritter disse ainda à CNN que Saddam Hussein não estaria buscando munir o Iraque de armas de destruição em massa porque ele "está muito interessado na continuada sobrevivência de Saddam Hussein".
"Eu acredito que ele reconhece que qualquer esforço, dele ou de seu governo, para readquirir qualquer aspecto de armas de destruição em massa, para não falar em armas nucleares, seria o equivalente a tomar uma pílula de suicídio", acrescentou. "Isso convidaria a imediata e dura resposta da comunidade internacional e resultaria no seu fim".
Um ataque preventivo contra o Iraque seria "o caos" e mudaria a forma como o mundo responderia "a situações desse tipo".
"O que impediria a Índia de ir para a guerra com o Paquistão, ou a China de intervir em Taiwan?", disse. "Isso é uma realidade. Uma arma nuclear iraquiana, a essa altura, é mera especulação".
Respondendo às críticas de que seus comentários - e sua visita ao Iraque - seriam desleais, Ritter disse que estava agindo como "um patriota fervoroso que ama seu país".
"Como um cidadão norte-americano, eu tenho uma obrigação de criticar quando sinto que meu governo está agindo de uma maneira que é inconsistente com os princípios dos nossos pais fundadores", completou. "É a coisa mais patriótica que eu posso fazer".
8 de setembro, 2002
Às 1:57 PM hora de Brasília (1657 GMT)
BAGDAD (CNN) -- O ex-inspetor-chefe de armas das Nações Unidas Scott Ritter, em discurso proferido neste domingo na Assembléia Nacional do Iraque, disse que seu país, os Estados Unidos, "parecem estar à beira de cometer um erro histórico" em seus apelos para derrubar o presidente iraquiano Saddam Hussein.
Ritter, um ex-funcionário do serviço de informações do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, está em Bagdad em visita particular para manifestar suas críticas à ameaça norte-americana de ação militar contra o Iraque.
O ex-inspetor investigou a possível existência de armas de destruição em massa no Iraque entre 1991 e 1998, quando foi chamado de volta pelos Estados Unidos, dois dias antes de um bombardeio aéreo anglo-norte-americano a instalações iraquianas.
Ritter disse que o Iraque não é uma ameaça para os Estados Unidos.
"O Iraque não é patrocinador do tipo de terror perpetrado contra os Estados Unidos em 11 de setembro (do ano passado), e é, de fato, ativo na supressão do tipo de extremismo fundamentalista que caracteriza aqueles que atacaram os Estados Unidos naquele dia horrível", declarou Ritter.
O presidente George W. Bush está tentando reunir apoio internacional para uma ação militar contra Saddam Hussein, a quem acusa de estocar armas de destruição em massa e de pretender usá-las.
Bush deve divulgar um ultimato ao presidente iraquiano - ou permita acesso incondicional de inspetores de armas ou enfrente conseqüências não especificadas - quando discursar, na próxima quinta-feira, na Assembléia Geral da ONU, em Nova York.
Em seu pronunciamento deste domingo, Ritter negou que o Iraque possuísse quaisquer armas de destruição em massa, mas admitiu que existem preocupações em relação aos programas iraquianos de armas.
"Essas preocupações são quase exclusivamente de natureza técnica e não supera a realidade de que o Iraque, durante quase sete anos de contínua atividade de inspeção pelas Nações Unidas, foi certificado de ter sido desarmado em 90 a 95 por cento", acrescentou.
O ex-inspetor disse ainda que os Estados Unidos, se lançaram unilateralmente qualquer ação militar contra o Iraque, "mudariam para sempre a dinâmica política que governou o mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, principalmente a fundação do direito internacional como estabelecido na carta das Nações Unidas, que pede a resolução pacífica de problemas entre nações".
Ritter renunciou como inspetor-chefe em agosto de 1998, alegando que tanto o Conselho de Segurança da ONU como o governo norte-americano minaram fatalmente as tentativas de sua equipe de localizar e eliminar armas iraquianas de destruição em massa.
Ele alegou que agentes secretos dos EUA usaram a missão da ONU como uma cobertura para espionar, destruindo a credibilidade da equipe de inspeção.
Antes do discurso, Ritter disse à CNN que o Governo Bush estaria "usando as inspeções de armas como uma desculpa" para travar uma guerra contra o Iraque.
Um dos problemas de o presidente Bush divulgar esse tipo de ultimato é que ele não tem credibilidade", acrescentou. "Membros de seu governo já disseram que as inspeções não importam; membros de seu governo já disseram que, mesmo se os inspetores conseguirem voltar ao Iraque e obtiverem sucesso no desarmamento do Iraque, ainda assim vão continuar buscando a remoção do regime".
"Pílula de suicídio"
Em uma entrevista exclusiva, depois do discurso, Ritter negou as alegações de que os iraquianos interferiram no processo de inspeções até 1998.
"Isso é absolutamente falso", respondeu. "Os inspetores foram capazes de executar sua tarefa de desarmar o Iraque sem qualquer obstrução do Iraque".
Ritter disse ainda à CNN que Saddam Hussein não estaria buscando munir o Iraque de armas de destruição em massa porque ele "está muito interessado na continuada sobrevivência de Saddam Hussein".
"Eu acredito que ele reconhece que qualquer esforço, dele ou de seu governo, para readquirir qualquer aspecto de armas de destruição em massa, para não falar em armas nucleares, seria o equivalente a tomar uma pílula de suicídio", acrescentou. "Isso convidaria a imediata e dura resposta da comunidade internacional e resultaria no seu fim".
Um ataque preventivo contra o Iraque seria "o caos" e mudaria a forma como o mundo responderia "a situações desse tipo".
"O que impediria a Índia de ir para a guerra com o Paquistão, ou a China de intervir em Taiwan?", disse. "Isso é uma realidade. Uma arma nuclear iraquiana, a essa altura, é mera especulação".
Respondendo às críticas de que seus comentários - e sua visita ao Iraque - seriam desleais, Ritter disse que estava agindo como "um patriota fervoroso que ama seu país".
"Como um cidadão norte-americano, eu tenho uma obrigação de criticar quando sinto que meu governo está agindo de uma maneira que é inconsistente com os princípios dos nossos pais fundadores", completou. "É a coisa mais patriótica que eu posso fazer".
Por que Lula?
Eis as respostas de alguns artistas e intelectuais presentes no encontro do Rio de Janeiro:
Porque eu voto no Brasil.
Jards Macalé, compositor
Sempre fui Lula, desde 1989. É Lula e pronto. Nem quero falar mais para não atrapalhar.
Chico Buarque de Holanda, compositor
Por três razões: a primeira é o Serra; a segunda, o Garotinho e a terceira, aquele nervosinho, o Ciro.
Leandro Konder, filósofo
Porque acredito no Brasil e acredito em nós.
Bete Mendes, atriz
Lula sempre; hoje mais que nunca.
Maria Nazaré, professora da USP
É a solução social e a solução brasileira.
Aldo Lins e Silva, jurista
Porque representa a ruptura, o novo, o povo. O que veio de baixo.
Leonardo Boff, teólogo
Por tudo que significa: luta e esperança.
Fernando Morais, jornalista e escritor
Pelo acumulo político que o PT reúne. Porque ele é o nome emblemático dessa trajetória.
Chico de Oliveira, economista
Por sua tradição de luta, para ampliar os direitos neste país.
Lúcio Kowarick, sociólogo
Por compaixão ao povo brasileiro.
Augusto Boal, teatrólogo
História, história, história. Lula tem e faz história.
Ênio Candotti, ex-presidene da SBPC
Vai trilhar os caminhos que a gente precisa.
Marcos Winter, ator
Pela mudança. Para fazer uma varredura, porque o povo não agüenta mais.
Nelson Sargento, compositor da Portela
Porque Lula tem a verdade nos olhos e vai tirar o país do caos.
Mozart Noronha, pastor
Lula é sinônimo de esperança. E dela precisamos muito.
Nilcéia Freire, reitora da UERJ
Porque o Brasil precisa de um novo projeto de desenvolvimento nacional.
Márcio Thomas Bastos, jurista
Pelas suas raízes, pelo seu preparo, pela sua crítica ao Brasil arcaico.
Adauto Novaes, professor e produtor cultural
É a chama da renovação.
Fernando Gabeira, deputado federal
É o mais preparado: reúne liderança, conhecimento e determinação.
Maurício Tolmasquim, físico, professor da URFJ
Porque chegou a hora.
Chico Diaz, ator
Porque Lula tem partido, é um homem de idéias e de partido.
Midani, produtor fonográfico
Ele tem um projeto de transformação do Brasil.
Tetê Moraes, cineasta
É um contraponto aos doutores da Sorbonne que quebraram o Brasil, estrangularam a pesquisa e o ensino público.
Marcus Barros, diretor do Inpa
É a melhor opção para responder à crise social brasileira.
Paulo Gadelha, vice-presidente da Fiocruz
Lula está na sua melhor fase. Me dá esperança, paz e certeza.
Carla Camurati, cineasta
É o mais preparado porque formou-se pela universidade chamada Brasil.
José Leite Lopes, físico
Porque o país não agüenta mais do mesmo.
Camila Pitanga, atriz
É o único para tirar o Brasil dessa situação sufocante.
Nelson Rodrigues Filho, cineasta
Porque ele finalmente está preparado para renovar este país.
Paula e Lucy Barreto, cineastas
É o grande prato da gastronomia política brasileira.
Geraldinho Carneiro, músico
Tem chances reais de ganhar e mudar nossa história.
Wagner Tiso, músico
Porque é a hora dele; é o melhor e dessa vez ninguém tira.
Claudia Ohana, atriz
Esgotou-se o ciclo neoliberal. É como se tivéssemos regredido dez anos. O país precisa de um projeto nacional e Lula aponta para isso.
José Luis Fiori, cientista político
É Lula, é Lula, é Lula!
Janaína Diniz, atriz
Porque é a esperança de futuro.
Maria Rita Khel, psicanalista
É hora de ajudar o povo sofrido. Nunca votei nele, mas agora é Lula.Vamos lá!
Zeca Pagodinho, sambista
Porque fui mal acostumado: cresci em Porto Alegre, na ótima administração do PT. Aprendi o que é cidadania. Quero o mesmo para todo o país.
Yamandu Costa, violonista
Lula foi formado pelas experiências de luta de todos estes anos. É a expressão disso que o país reivindica e precisa. É a ponte para nossos sonhos de uma sociedade melhor.
Letícia Sabatella, atriz
Para colocar no poder um filho do povo.
Ariano Suassuna, escritor (por escrito)
Lula tem idéias e propostas que se identificam com nossa trajetória de vida.
Celso Furtado, economista
Tem que mudar, tem que mudar. Há 500 anos eles mandam e não resolvem. É hora de Lula.
Ziraldo, cartunista
Eis as respostas de alguns artistas e intelectuais presentes no encontro do Rio de Janeiro:
Porque eu voto no Brasil.
Jards Macalé, compositor
Sempre fui Lula, desde 1989. É Lula e pronto. Nem quero falar mais para não atrapalhar.
Chico Buarque de Holanda, compositor
Por três razões: a primeira é o Serra; a segunda, o Garotinho e a terceira, aquele nervosinho, o Ciro.
Leandro Konder, filósofo
Porque acredito no Brasil e acredito em nós.
Bete Mendes, atriz
Lula sempre; hoje mais que nunca.
Maria Nazaré, professora da USP
É a solução social e a solução brasileira.
Aldo Lins e Silva, jurista
Porque representa a ruptura, o novo, o povo. O que veio de baixo.
Leonardo Boff, teólogo
Por tudo que significa: luta e esperança.
Fernando Morais, jornalista e escritor
Pelo acumulo político que o PT reúne. Porque ele é o nome emblemático dessa trajetória.
Chico de Oliveira, economista
Por sua tradição de luta, para ampliar os direitos neste país.
Lúcio Kowarick, sociólogo
Por compaixão ao povo brasileiro.
Augusto Boal, teatrólogo
História, história, história. Lula tem e faz história.
Ênio Candotti, ex-presidene da SBPC
Vai trilhar os caminhos que a gente precisa.
Marcos Winter, ator
Pela mudança. Para fazer uma varredura, porque o povo não agüenta mais.
Nelson Sargento, compositor da Portela
Porque Lula tem a verdade nos olhos e vai tirar o país do caos.
Mozart Noronha, pastor
Lula é sinônimo de esperança. E dela precisamos muito.
Nilcéia Freire, reitora da UERJ
Porque o Brasil precisa de um novo projeto de desenvolvimento nacional.
Márcio Thomas Bastos, jurista
Pelas suas raízes, pelo seu preparo, pela sua crítica ao Brasil arcaico.
Adauto Novaes, professor e produtor cultural
É a chama da renovação.
Fernando Gabeira, deputado federal
É o mais preparado: reúne liderança, conhecimento e determinação.
Maurício Tolmasquim, físico, professor da URFJ
Porque chegou a hora.
Chico Diaz, ator
Porque Lula tem partido, é um homem de idéias e de partido.
Midani, produtor fonográfico
Ele tem um projeto de transformação do Brasil.
Tetê Moraes, cineasta
É um contraponto aos doutores da Sorbonne que quebraram o Brasil, estrangularam a pesquisa e o ensino público.
Marcus Barros, diretor do Inpa
É a melhor opção para responder à crise social brasileira.
Paulo Gadelha, vice-presidente da Fiocruz
Lula está na sua melhor fase. Me dá esperança, paz e certeza.
Carla Camurati, cineasta
É o mais preparado porque formou-se pela universidade chamada Brasil.
José Leite Lopes, físico
Porque o país não agüenta mais do mesmo.
Camila Pitanga, atriz
É o único para tirar o Brasil dessa situação sufocante.
Nelson Rodrigues Filho, cineasta
Porque ele finalmente está preparado para renovar este país.
Paula e Lucy Barreto, cineastas
É o grande prato da gastronomia política brasileira.
Geraldinho Carneiro, músico
Tem chances reais de ganhar e mudar nossa história.
Wagner Tiso, músico
Porque é a hora dele; é o melhor e dessa vez ninguém tira.
Claudia Ohana, atriz
Esgotou-se o ciclo neoliberal. É como se tivéssemos regredido dez anos. O país precisa de um projeto nacional e Lula aponta para isso.
José Luis Fiori, cientista político
É Lula, é Lula, é Lula!
Janaína Diniz, atriz
Porque é a esperança de futuro.
Maria Rita Khel, psicanalista
É hora de ajudar o povo sofrido. Nunca votei nele, mas agora é Lula.Vamos lá!
Zeca Pagodinho, sambista
Porque fui mal acostumado: cresci em Porto Alegre, na ótima administração do PT. Aprendi o que é cidadania. Quero o mesmo para todo o país.
Yamandu Costa, violonista
Lula foi formado pelas experiências de luta de todos estes anos. É a expressão disso que o país reivindica e precisa. É a ponte para nossos sonhos de uma sociedade melhor.
Letícia Sabatella, atriz
Para colocar no poder um filho do povo.
Ariano Suassuna, escritor (por escrito)
Lula tem idéias e propostas que se identificam com nossa trajetória de vida.
Celso Furtado, economista
Tem que mudar, tem que mudar. Há 500 anos eles mandam e não resolvem. É hora de Lula.
Ziraldo, cartunista
5.9.02
Gustav Klimt
Porque essa imagem faz parte da nossa história.
Porque eu sou louca e acho que o casal se parece conosco.
Porque eu acho o quadro lindo.
Porque as cores são quentes e alegres.
Porque esse beijo é arrepiante.
Porque eu vejo amor e paixão transbordando dessa imagem.
Porque eu queria alguma coisa que resumisse tudo.
Feliz aniversário, meu amor!
4.9.02
Da série Gente que Pensa Grande: Zamorim
O texto não é do Marcus, mas a idéia de refletir sobre isso e colocar todo mundo como agente da mudança é muito legal. Estou aderindo. Vou colocar só um trechinho e depois vocês conferem o resto aqui.
Alguma vez você parou para conversar com o gari que varre a sua rua ou com o pedreiro que trabalha na reforma da casa de seu irmão, ou ainda com aquela pessoa que lhe aborda e faz um comentário esperando a sua "opinião"? Estaremos então sendo omissos?
O texto não é do Marcus, mas a idéia de refletir sobre isso e colocar todo mundo como agente da mudança é muito legal. Estou aderindo. Vou colocar só um trechinho e depois vocês conferem o resto aqui.
Alguma vez você parou para conversar com o gari que varre a sua rua ou com o pedreiro que trabalha na reforma da casa de seu irmão, ou ainda com aquela pessoa que lhe aborda e faz um comentário esperando a sua "opinião"? Estaremos então sendo omissos?
Sei que não é do seu interesse se eu estou cumprindo meu planejamento cultural semanal, mas eu conto assim mesmo.
Já vi todos os filmes que o Canal Brasil está exibindo esta semana, exceto Garrincha, alegria do Povo, então, como o tempo é curto e a vida é bela, estou deliberadamente deixando a re-visão desses filmes de lado. Mas o compromisso de sexta-feira é sério.
Ontem fomos eu, Ricardo e mais três amigos dele ver Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana. O primeiro impacto foi a nova configuração da sala. Sempre gostei daquele lugar, com sua boa acústica, seu palco circular e a proximidade com os artistas. O único senão era o desconforto dos assentos em forma de arquibancada. Eu disse era. Agora como Espaço Copacabana, o Sesc tem cadeiras muito confortáveis e bonitas, fazendo com que o que era bom fique ótimo.
Quanto ao show, vou falar o quê? Basta ver o nome dos músicos para a gente começar a babar. Quem não conhece, deve procurar conhecer o mais rápido possível. A dica é não se restringir nos domínios ".br". Sim, foi um show maravilhoso.
E a programação para o mês de setembro está um escândalo de boa. Já andei publicando por aqui o que vai rolar no Rio Sesc Instrumental - Sopro Brasil, todas as terças as 19:30 (10 - Leo Gandelman + Serginho do Trombone; 17 - Nivaldo Ornelas + Paulinho Trumpete; 24 - Vittor Santos + Marcelo Martins), mas há outras atrações fantásticas. Algumas, como o ciclo de vídeos com a Marilyn Monroe, grátis. Se alguém se interessar, é só falar comigo que eu passo a programação completa.
Mas acabamos comprando mais dois CDs que vão inchar minha lista de pretensões auditivas semanal. Pimenta, que é o CD onde Carlos Malta faz sua homenagem ao repertório da Elis Regina (o show a que assistimos ontem) e Pife Muderno, cujo show eu já tinha visto, mas não tinha ainda a gravação.
Estou adorando Como Ser Legar de Nick Hornby. Tenho muito a comentar sobre ele, o que farei em breve.
Devo dizer que quanto aos CDs a questão não é simplesmente colocar para tocar e deixar rolando enquanto faço outras coisas. Trata-se de ouvir. E para cada um deles tenho uma explicação para a necessidade de ouvi-lo. O Beijo do Vampiro, por exemplo, me fez querer ouvir com outros ouvidos a versão de Blue Moon com a Billie Holiday.
Como amanhã é aniversário de meu amo e senhor, vou deixar os programas de televisão que eu quero assistir e vão passar nesse dia aos cuidados do aparelho de vídeo-cassete.
Já vi todos os filmes que o Canal Brasil está exibindo esta semana, exceto Garrincha, alegria do Povo, então, como o tempo é curto e a vida é bela, estou deliberadamente deixando a re-visão desses filmes de lado. Mas o compromisso de sexta-feira é sério.
Ontem fomos eu, Ricardo e mais três amigos dele ver Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana. O primeiro impacto foi a nova configuração da sala. Sempre gostei daquele lugar, com sua boa acústica, seu palco circular e a proximidade com os artistas. O único senão era o desconforto dos assentos em forma de arquibancada. Eu disse era. Agora como Espaço Copacabana, o Sesc tem cadeiras muito confortáveis e bonitas, fazendo com que o que era bom fique ótimo.
Quanto ao show, vou falar o quê? Basta ver o nome dos músicos para a gente começar a babar. Quem não conhece, deve procurar conhecer o mais rápido possível. A dica é não se restringir nos domínios ".br". Sim, foi um show maravilhoso.
E a programação para o mês de setembro está um escândalo de boa. Já andei publicando por aqui o que vai rolar no Rio Sesc Instrumental - Sopro Brasil, todas as terças as 19:30 (10 - Leo Gandelman + Serginho do Trombone; 17 - Nivaldo Ornelas + Paulinho Trumpete; 24 - Vittor Santos + Marcelo Martins), mas há outras atrações fantásticas. Algumas, como o ciclo de vídeos com a Marilyn Monroe, grátis. Se alguém se interessar, é só falar comigo que eu passo a programação completa.
Mas acabamos comprando mais dois CDs que vão inchar minha lista de pretensões auditivas semanal. Pimenta, que é o CD onde Carlos Malta faz sua homenagem ao repertório da Elis Regina (o show a que assistimos ontem) e Pife Muderno, cujo show eu já tinha visto, mas não tinha ainda a gravação.
Estou adorando Como Ser Legar de Nick Hornby. Tenho muito a comentar sobre ele, o que farei em breve.
Devo dizer que quanto aos CDs a questão não é simplesmente colocar para tocar e deixar rolando enquanto faço outras coisas. Trata-se de ouvir. E para cada um deles tenho uma explicação para a necessidade de ouvi-lo. O Beijo do Vampiro, por exemplo, me fez querer ouvir com outros ouvidos a versão de Blue Moon com a Billie Holiday.
Como amanhã é aniversário de meu amo e senhor, vou deixar os programas de televisão que eu quero assistir e vão passar nesse dia aos cuidados do aparelho de vídeo-cassete.
Sex. 6 e sáb. 7 - Grupo Chapéu de Palha
Liderado por Valdir Sete Cordas (cavaquinho), e integrado por Fred da Flauta, Pedro do Clarinete, Chia do Violão e Luiz Carlos da Portela (pandeiro), o Grupo Chapéu de Palha traz para o público, como fala Hermínio Belo de Carvalho, "o melhor do som que pode ser
tirado debaixo de mangueiras e jaqueiras frondosas, regado à batidinha de limão e cervejinha gelada", servindo como acepipes aos improvisos que nascem da música.
Claro que também tem "aquele feijãozinho para não se colocar defeito": o torresminho sequinho, a couve cortada fininha, a farofa na manteiga e o "arroz soltinho fumegando nas panelas. Depois, vem um cochilo na varanda", que ninguém é de ferro, até a hora do fôlego voltar e encher o quintal para mais uma rodada. É o espírito da sonoridade carioca mais
vivo do que nunca, graças a quem ainda acredita na poesia da festa do subúrbio, aquela com gente feliz em volta, fundamentais, é claro, para quem está vivo!
Sala Funarte Sidney Miller (250 lugares)
Ingressos: sexta e sábado: R$10,00
e R$5,00 (estudantes e maiores de 65 anos)
SEMPRE ÀS 18h30
Rua da Imprensa, 16 - Térreo - Centro - RJ
(próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa)
tel.: (21) 2279 8105 / 2279 8088
e-mail: salafunart@funarte.gov.br
Porque a Nana da m-musica faz um trabalho porreta e o mínimo que a gente pode fazer em nome da cultura da cidade é agradecer muito e divulgar:
80 anos de rádio no Brasil e 66 anos da Rádio MEC.
"O rádio é a escola dos que não têm escola. É o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças, o consolador dos enfermos e o guia dos sãos - desde que o realizem com espírito altruísta e elevado." Com estas palavras, Edgard Roquette-Pinto, ao lado do amigo
Henrique Morize, na época Presidente da Academia Brasileira de Ciências, iniciava com pioneirismo o que mais tarde viria a se transformar no maior veículo de massa do país. Treze anos depois, num prédio na Rua da Carioca, o então Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, acompanhado de seu chefe de gabinete Carlos Drummond de
Andrade, recebia de Roquette-Pinto a Rádio que continuaria a honrar os compromissos e os ideais de seu pioneiro. O dia era 7 de setembro de 1936. A frase solene: - "Entrego esta rádio com a mesma emoção com que se casa uma filha!". Nascia a Rádio Ministério da Educação.
Começava uma nova saga. Um prédio na Praça da República recebia uma rádio "com tudo que havia dentro": instalações, equipamento, biblioteca, laboratório de ensaios científicos, discoteca, instrumentos musicais, partituras, arquivo, móveis e utensílios, além, é óbvio, da
estação transmissora em perfeito estado de funcionamento, com seus canais de ondas médias e curtas, e um quadro completo de locutores e técnicos, descreve Ruy Castro em seu texto "Roquette-Pinto: O homem multidão".
A rádio podia manter orquestras como a sinfônica, a de câmara, a de sopros e a afro-brasileira; um quarteto vocal e um de cordas, um coral, um trio, um conjunto de música antiga e um fabuloso quadro de solistas e regentes como: Eleazar de Carvalho, Alceo Bocchino, Radamés Gnatalli, Guerra Peixe, Francisco Mignone, Iberê Gomes Grosso, Abigail Gomes Moura, entre muitos outros. Nos estúdios Cecília Meireles, Manoel
Bandeira, Murilo Mendes e o próprio Drummond recitavam seus versos junto com a descontração musical de músicos do porte de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Altamiro Carrilho e da técnica privilegiada de Heitor Villa-Lobos.
Hoje, 66 anos depois, a Rádio MEC possui um dos mais importantes acervos sobre a história do Rádio no Brasil. Mais de 40.000 títulos de séries e programas temáticos continuam preservados. São títulos como a "Antologia do Choro", a "Antologia do Humor" , "Quadrante", "História do Jazz", "Humor na História da Música", além de um riquíssimo acervo musical entre discos e fitas com gravações inéditas de grandes momentos
da música brasileira.
Mantendo o compromisso com a Música, a Educação e a Cultura, ela continua a transmitir com dois sinais voltados a um mesmo objetivo: atender a seus ouvintes que sabem o que é bom gosto e exigem qualidade. Na MEC 800 AM se toca e se fala de Brasil; música de raiz, a fina flor do samba, a poesia do instrumental e o melhor da produção contemporânea. Toda a beleza dos sons da nossa terra. Pela MEC 98,9 FM se entra em conexão direta com o universo da música erudita, as sinfonias, as óperas, os concertos. A história e o mundo dos acordes, partituras, interpretações e regências, o prazer de ouvir e conhecer as
fronteiras do que é clássico. É assim a Rádio MEC. A qualidade da escuta, a ousadia do som.
Programação de setembro da Sala Funarte
Seg. 2 e ter. 3 - Áurea Martins e Fernando Costa (Arte Sem Barreiras)
Sex. 6 e sáb. 7 - Grupo Chapéu de Palha
Seg. 9 e sáb. 10 - Sincronia Carioca
Sex. 13 e sáb. 14 - Dianna Pequeno
Seg. 16 e sáb. 17 - Fred Martins
Sex. 20 e sáb. 21 - Wilson Moreira
Seg. 23 e ter. 24 - Telma Tavares
Sex. 27 e sáb. 28 - Lucina
Seg 30 e ter. 01/10 - Plínio Araújo e Orquestra Tabajara
Sala Funarte Sidney Miller (250 lugares)
Ingressos:
Segunda: R$5,00
Terça, sexta e sábado: R$10,00 e R$5,00 (estudantes e maiores de 65 anos)
SEMPRE ÀS 18h30
Rua da Imprensa, 16 - Térreo - Centro - RJ
(próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa)
tel.: (21) 2279 8105 / 2279 8088
e-mail: salafunart@funarte.gov.br
Sala Funarte
PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO
"Nas Ondas do Rádio"
PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO
"Nas Ondas do Rádio"
80 anos de rádio no Brasil e 66 anos da Rádio MEC.
"O rádio é a escola dos que não têm escola. É o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças, o consolador dos enfermos e o guia dos sãos - desde que o realizem com espírito altruísta e elevado." Com estas palavras, Edgard Roquette-Pinto, ao lado do amigo
Henrique Morize, na época Presidente da Academia Brasileira de Ciências, iniciava com pioneirismo o que mais tarde viria a se transformar no maior veículo de massa do país. Treze anos depois, num prédio na Rua da Carioca, o então Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, acompanhado de seu chefe de gabinete Carlos Drummond de
Andrade, recebia de Roquette-Pinto a Rádio que continuaria a honrar os compromissos e os ideais de seu pioneiro. O dia era 7 de setembro de 1936. A frase solene: - "Entrego esta rádio com a mesma emoção com que se casa uma filha!". Nascia a Rádio Ministério da Educação.
Começava uma nova saga. Um prédio na Praça da República recebia uma rádio "com tudo que havia dentro": instalações, equipamento, biblioteca, laboratório de ensaios científicos, discoteca, instrumentos musicais, partituras, arquivo, móveis e utensílios, além, é óbvio, da
estação transmissora em perfeito estado de funcionamento, com seus canais de ondas médias e curtas, e um quadro completo de locutores e técnicos, descreve Ruy Castro em seu texto "Roquette-Pinto: O homem multidão".
A rádio podia manter orquestras como a sinfônica, a de câmara, a de sopros e a afro-brasileira; um quarteto vocal e um de cordas, um coral, um trio, um conjunto de música antiga e um fabuloso quadro de solistas e regentes como: Eleazar de Carvalho, Alceo Bocchino, Radamés Gnatalli, Guerra Peixe, Francisco Mignone, Iberê Gomes Grosso, Abigail Gomes Moura, entre muitos outros. Nos estúdios Cecília Meireles, Manoel
Bandeira, Murilo Mendes e o próprio Drummond recitavam seus versos junto com a descontração musical de músicos do porte de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Altamiro Carrilho e da técnica privilegiada de Heitor Villa-Lobos.
Hoje, 66 anos depois, a Rádio MEC possui um dos mais importantes acervos sobre a história do Rádio no Brasil. Mais de 40.000 títulos de séries e programas temáticos continuam preservados. São títulos como a "Antologia do Choro", a "Antologia do Humor" , "Quadrante", "História do Jazz", "Humor na História da Música", além de um riquíssimo acervo musical entre discos e fitas com gravações inéditas de grandes momentos
da música brasileira.
Mantendo o compromisso com a Música, a Educação e a Cultura, ela continua a transmitir com dois sinais voltados a um mesmo objetivo: atender a seus ouvintes que sabem o que é bom gosto e exigem qualidade. Na MEC 800 AM se toca e se fala de Brasil; música de raiz, a fina flor do samba, a poesia do instrumental e o melhor da produção contemporânea. Toda a beleza dos sons da nossa terra. Pela MEC 98,9 FM se entra em conexão direta com o universo da música erudita, as sinfonias, as óperas, os concertos. A história e o mundo dos acordes, partituras, interpretações e regências, o prazer de ouvir e conhecer as
fronteiras do que é clássico. É assim a Rádio MEC. A qualidade da escuta, a ousadia do som.
Programação de setembro da Sala Funarte
Seg. 2 e ter. 3 - Áurea Martins e Fernando Costa (Arte Sem Barreiras)
Sex. 6 e sáb. 7 - Grupo Chapéu de Palha
Seg. 9 e sáb. 10 - Sincronia Carioca
Sex. 13 e sáb. 14 - Dianna Pequeno
Seg. 16 e sáb. 17 - Fred Martins
Sex. 20 e sáb. 21 - Wilson Moreira
Seg. 23 e ter. 24 - Telma Tavares
Sex. 27 e sáb. 28 - Lucina
Seg 30 e ter. 01/10 - Plínio Araújo e Orquestra Tabajara
Sala Funarte Sidney Miller (250 lugares)
Ingressos:
Segunda: R$5,00
Terça, sexta e sábado: R$10,00 e R$5,00 (estudantes e maiores de 65 anos)
SEMPRE ÀS 18h30
Rua da Imprensa, 16 - Térreo - Centro - RJ
(próximo ao Metrô Cinelândia / acesso Pedro Lessa)
tel.: (21) 2279 8105 / 2279 8088
e-mail: salafunart@funarte.gov.br
3.9.02
Quando Minority Report foi lançado nos EUA chegaram até aqui duas impressões bem diversas. Primeiro li no jornal uma defesa entusiasmada do Gerald Thomas e depois li a Fer no Cinefilia não tão animada. Comentei por lá que aquele contraste estava me deixando curiosa.
Além disso, o ex-marido da Fernanda Torres usava adjetivos como genial e referia-se ao filme como obra-prima. Se ele gostava tanto a possibilidade de eu detestar era enorme.
O filme estreou em terras tupiniquins e por motivos que não vêm ao caso, acabei adiando essa minha ida ao cinema. Mas meu encontro com Spielberg e Tom Cruise aconteceu neste último final de semana.
Hoje lendo (por que será que insisto?) a coluna do Thomas me deparo com: Fico triste quando vejo que Minority Report, do Spielberg, está definhando por pura falta de cultura daqueles que fazem crítica de cinema. Ignoram o mosaico que Spielberg monta, homenageando a arte moderna americana e recriando o paradoxo futurista que Burgess e Kubrick já haviam montado, em Laranja Mecânica. Spielberg, assim, como Picasso, pintou com extrema perfeição a mais deliberada imperfeição.
Penso no por quê de o que é para mim uma seqüência insuportável de déjà vu parecer genial para alguém. O filme é uma enorme bobagem, aos meus olhos, com seqüências e idéias chupadas de milhares de filmes que a gente já enjoou de ver. Quando se é uma alma generosa ou se está querendo aparecer simplesmente discordando da opinião geral, a falta de imaginação pode ser chamada de citação, homenagem, colagem, revisão, o escambau... Ainda que seja necessário ignorar furos enormes no roteiro, a sempre dispensável escatologia e a banalidade da conclusão.
Voltei para casa achando que tinha perdido meu tempo e meu dinheiro. Ricardo concorda com Gerald Thomas. Mas a gente geralmente discorda no departamento de artes.
Além disso, o ex-marido da Fernanda Torres usava adjetivos como genial e referia-se ao filme como obra-prima. Se ele gostava tanto a possibilidade de eu detestar era enorme.
O filme estreou em terras tupiniquins e por motivos que não vêm ao caso, acabei adiando essa minha ida ao cinema. Mas meu encontro com Spielberg e Tom Cruise aconteceu neste último final de semana.
Hoje lendo (por que será que insisto?) a coluna do Thomas me deparo com: Fico triste quando vejo que Minority Report, do Spielberg, está definhando por pura falta de cultura daqueles que fazem crítica de cinema. Ignoram o mosaico que Spielberg monta, homenageando a arte moderna americana e recriando o paradoxo futurista que Burgess e Kubrick já haviam montado, em Laranja Mecânica. Spielberg, assim, como Picasso, pintou com extrema perfeição a mais deliberada imperfeição.
Penso no por quê de o que é para mim uma seqüência insuportável de déjà vu parecer genial para alguém. O filme é uma enorme bobagem, aos meus olhos, com seqüências e idéias chupadas de milhares de filmes que a gente já enjoou de ver. Quando se é uma alma generosa ou se está querendo aparecer simplesmente discordando da opinião geral, a falta de imaginação pode ser chamada de citação, homenagem, colagem, revisão, o escambau... Ainda que seja necessário ignorar furos enormes no roteiro, a sempre dispensável escatologia e a banalidade da conclusão.
Voltei para casa achando que tinha perdido meu tempo e meu dinheiro. Ricardo concorda com Gerald Thomas. Mas a gente geralmente discorda no departamento de artes.
2.9.02
Planejamento semanal básico (sujeito a alterações, inclusões e exclusões, conforme a maré e condições de temperatura e pressão):
Todos os dias desta semana no Canal Brasil (Net): Favoritos do Público
segunda: Amor & cia
terça: Como ser Solteiro
quarta: Villa-Lobos, uma vida de paixão
quinta: Mauá, o imperador e o rei
sexta: Garrincha, alegria do povo
(sempre às 21:00)
03/09/2002, terça:
Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana, às 19:30 (R$10,00)
05/09/2002, quinta:
Monk, filme que deu origem à série, USA (Net) 21:00
80 hits dos anos 80, Multishow, 23:15
Como Ser Legal
Nick Hornby
Billie Holiday
Love for Sale
Joan Manuel Serrat
En Directo
Estácio & Flamengo - 100 anos de samba e amor
diversos
(com dedicatória especialíssima da Meg)
Björk
Vespertine
Manu Chao
Esperanza
Max de Castro
Orchestra Klaxon
Todos os dias desta semana no Canal Brasil (Net): Favoritos do Público
segunda: Amor & cia
terça: Como ser Solteiro
quarta: Villa-Lobos, uma vida de paixão
quinta: Mauá, o imperador e o rei
sexta: Garrincha, alegria do povo
(sempre às 21:00)
03/09/2002, terça:
Carlos Malta e Márcio Montarroyos no Sesc Copacabana, às 19:30 (R$10,00)
05/09/2002, quinta:
Monk, filme que deu origem à série, USA (Net) 21:00
80 hits dos anos 80, Multishow, 23:15
Como Ser Legal
Nick Hornby
Billie Holiday
Love for Sale
Joan Manuel Serrat
En Directo
Estácio & Flamengo - 100 anos de samba e amor
diversos
(com dedicatória especialíssima da Meg)
Björk
Vespertine
Manu Chao
Esperanza
Max de Castro
Orchestra Klaxon
31.8.02
De algum lugar no mundo, ela vai dar um pulinho aqui e ver que eu lembrei do aniversário dela e firmei pensamentos auspiciosos na felicidade (muita) que ela merece.
Para o novo amigo João Teixeira a quem andei causando preocupações vãs:
TUDO PELA METADE
(Marisa Monte - Nando Reis)
Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo
Eu trago lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade
Eu não percebo
Eu falo muito palavrão
Eu falo muito mal
Eu falo muito
Eu falo mesmo
Eu falo sem saber o que estou falando
Eu falo muito bem
Eu minto
TUDO PELA METADE
(Marisa Monte - Nando Reis)
Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo
Eu trago lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade
Eu não percebo
Eu falo muito palavrão
Eu falo muito mal
Eu falo muito
Eu falo mesmo
Eu falo sem saber o que estou falando
Eu falo muito bem
Eu minto
30.8.02
Carolzinha já deve estar em solo jordaniano. Nunca pensei que fosse conhecer alguém que morasse, mesmo que temporariamente, em Aman. Fiquei tão impressionada que sonhei com minha amiguinha à noite.
Ela, com sua classe e elegância de sempre, aquela de verdade, bem simples e nada esnobe, convidava para um tipo de reunião que só poderia sair mesmo de meu subconsciente doentio. Além de servir drinks e petiscos, muitas de suas amigas estavam reunidas em uma belíssima sala de banho para que lhes fossem servidos diversos cosméticos. Assim, suas convivas se deliciavam experimentando mil creminhos, podendo aproveitar as pequenas banheiras individuais com óleos de banho exóticos e outros pequenos luxos maravilhosos. Todas podres de chic em seus roupões brancos, turbantes feito de tolha e biquinis coloridos.
Estávamos todas esperando por um hair stylist que depois cuidaria das cabeleiras de todas as belas e mais um maquiador. Obviamente a "festa" acabaria na night, porque não tem graça se produzir para ficar em casa, sozinha, olhando para as paredes.
Mas o bom desse sonho era que eu estava perto da minha amiga e a gente se divertia muito.
Saudade é coisa doida.
Ela, com sua classe e elegância de sempre, aquela de verdade, bem simples e nada esnobe, convidava para um tipo de reunião que só poderia sair mesmo de meu subconsciente doentio. Além de servir drinks e petiscos, muitas de suas amigas estavam reunidas em uma belíssima sala de banho para que lhes fossem servidos diversos cosméticos. Assim, suas convivas se deliciavam experimentando mil creminhos, podendo aproveitar as pequenas banheiras individuais com óleos de banho exóticos e outros pequenos luxos maravilhosos. Todas podres de chic em seus roupões brancos, turbantes feito de tolha e biquinis coloridos.
Estávamos todas esperando por um hair stylist que depois cuidaria das cabeleiras de todas as belas e mais um maquiador. Obviamente a "festa" acabaria na night, porque não tem graça se produzir para ficar em casa, sozinha, olhando para as paredes.
Mas o bom desse sonho era que eu estava perto da minha amiga e a gente se divertia muito.
Saudade é coisa doida.
Desconheço sensação mais angustiante do aquela que dá quando seu marido sai cedinho para uma pequena viagem de avião e você ouve que aconteceu um acidente aéreo mas não consegue chegar a tempo para ouvir detalhes da notícia.
Evidentemente nessa hora ele não atende ao celular (claro, ora, ele está dentro de um avião, afinal). Nenhuma outra emissora de rádio ou TV fala sobre o assunto, especialmente no momento em que você a está sintonizando.
Demora muito tempo até que ele ligue só para dizer alô. Você fica quieta e não fala nada sobre sua paranóia delirante, porque ele ainda tem que pegar o vôo de volta.
Necessidade urgente de terapia, amor ou falta de um bom tanque de roupa para lavar?
Evidentemente nessa hora ele não atende ao celular (claro, ora, ele está dentro de um avião, afinal). Nenhuma outra emissora de rádio ou TV fala sobre o assunto, especialmente no momento em que você a está sintonizando.
Demora muito tempo até que ele ligue só para dizer alô. Você fica quieta e não fala nada sobre sua paranóia delirante, porque ele ainda tem que pegar o vôo de volta.
Necessidade urgente de terapia, amor ou falta de um bom tanque de roupa para lavar?
29.8.02
Ela olha sua cara pela manhã. Chorou a noite inteira e agora está terrivelmente inchada. Aquele horror de imagem piora ainda mais sua percepção do mundo que já estava péssima.
É preciso fazer aquele telefonema hoje, apesar de tudo. Todos os seus temores se confirmam. Não demora para que a conversa que começou amistosa recaia sobre o mesmo tema infeliz. Não fosse a promessa feita a um moribundo ela já teria mandado a outra enfiar tudo no cu.
Sim, hoje ela fala palavrão. Ao menos pensa neles. Seus pensamentos hoje são violentos. Ela pensa em malas. Talvez precise simular um suicídio para que as pessoas parem de varrer suas declarações definitivas para debaixo de um tapete rubro-negro. Ou não. Talvez fosse suficiente parar de engolir sapos e palavras e tentar ser feliz bem longe dali.
Ela procura o botão do foda-se. É difícil encontrá-lo sob o dever de casa do filho, as providências para o jantar, aquele trabalho chato que já deveria estar pronto há uma semana.
Quanto será que custa a hospedagem num apart-hotel?
Não, ela não está gorda, nem é chata, nem é louca, ansiosa, histérica e burra. Ele apenas enjoou. Acontece, ué. Pronto! O jeito é deixar ele babando pela loirinha do escritório recém saída da adolescência e seguir com um dos outros que acham que ela é o máximo. Ou só.
Só resta torcer para que um dia o filho entenda.
Mas antes é preciso recorrer ao mesmo expediente que usou depois daquela tentativa de estupro, daquele aborto, daquela outra separação, daquela gravidez de solidão e tumulto, daquela descoberta de traição...
Cadê o batom?
É preciso fazer aquele telefonema hoje, apesar de tudo. Todos os seus temores se confirmam. Não demora para que a conversa que começou amistosa recaia sobre o mesmo tema infeliz. Não fosse a promessa feita a um moribundo ela já teria mandado a outra enfiar tudo no cu.
Sim, hoje ela fala palavrão. Ao menos pensa neles. Seus pensamentos hoje são violentos. Ela pensa em malas. Talvez precise simular um suicídio para que as pessoas parem de varrer suas declarações definitivas para debaixo de um tapete rubro-negro. Ou não. Talvez fosse suficiente parar de engolir sapos e palavras e tentar ser feliz bem longe dali.
Ela procura o botão do foda-se. É difícil encontrá-lo sob o dever de casa do filho, as providências para o jantar, aquele trabalho chato que já deveria estar pronto há uma semana.
Quanto será que custa a hospedagem num apart-hotel?
Não, ela não está gorda, nem é chata, nem é louca, ansiosa, histérica e burra. Ele apenas enjoou. Acontece, ué. Pronto! O jeito é deixar ele babando pela loirinha do escritório recém saída da adolescência e seguir com um dos outros que acham que ela é o máximo. Ou só.
Só resta torcer para que um dia o filho entenda.
Mas antes é preciso recorrer ao mesmo expediente que usou depois daquela tentativa de estupro, daquele aborto, daquela outra separação, daquela gravidez de solidão e tumulto, daquela descoberta de traição...
Cadê o batom?
28.8.02
Socorro!
Comecei a receber de repente umas coisas esquisitas por e-mail. Claro que spam é sempre uma merda, mas agora estou começando a ficar com medo.
Primeiro foi um convite para ingressar em uma pirâmide formada por evangélico. Não sou evangélica nem otária, queridos.
Agora um tal padre de Anápolis me escreve denunciando um projeto que tramita na Câmara dos Deputados incluindo a "opção sexual" entre os "direitos natos, absolutos, ilimitados, imprescritíveis" etc., e abrindo as portas ao "casamento homossexual". Caro Padre Lodi, sabe o que significa GLS? Pois é, eu sou o "S".
Comecei a receber de repente umas coisas esquisitas por e-mail. Claro que spam é sempre uma merda, mas agora estou começando a ficar com medo.
Primeiro foi um convite para ingressar em uma pirâmide formada por evangélico. Não sou evangélica nem otária, queridos.
Agora um tal padre de Anápolis me escreve denunciando um projeto que tramita na Câmara dos Deputados incluindo a "opção sexual" entre os "direitos natos, absolutos, ilimitados, imprescritíveis" etc., e abrindo as portas ao "casamento homossexual". Caro Padre Lodi, sabe o que significa GLS? Pois é, eu sou o "S".
RIO SESC INSTRUMENTAL 2002
Idealização e Produção Artística - Marcos Souza & Driká Loureiro - Atelier Cultural
Realização SESC RIO DE JANEIRO
Carlos Malta e seu convidado Márcio Montarroyos sobem ao palco do Espaço Copacabana abrindo o 2º semestre do projeto Rio Sesc Instrumental 2002 com o tema ?Sopro Brasil?. Mais três encontros com nomes de fôlego musical apurado se apresentam em cada semana.
E em outubro, um marco inédito, músicos de São Paulo, Belo Horizonte e Rio representando 13 gravadoras de música instrumental brasileira, fazem parte do tema ?Selos Independentes?. Do violão de Turíbio Santos ao piano de Benjamim Taubkin, mesclado aos sons de Curupira, Gilvan de Oliveira, Marcus Santurys, Quito Pedrosa, entre muitos outros, ouviremos a cada semana a diversidade da música brasileira com mais de um show num só espetáculo!
A música instrumental está no ar!
Setembro/Outubro ? Espaço Copacabana
Novembro ? Sesc Campos, São Gonçalo, Madureira, Engenho de Dentro,
Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Barra Mansa.
RIO SESC INSTRUMENTAL 2002
Toda TERÇA-FEIRA - 19:30hs
Espaço COPACABANA
Rua Domingos Ferreira 160 ? Copacabana / Tel: 25470156
Ingressos R$ 10,00 / R$ 5,00 (comerciários, estudantes e maiores de 65 anos)
Em Setembro um festival com os melhores músicos do Sopro Brasil!
Em Outubro Selos Independentes que gravam, divulgam e
distribuem a música instrumental realizarão uma mostra de seus artistas.
SETEMBRO ? Sopro Brasil
03/9/2002: CARLOS MALTA(sax,flauta)
Convida MÁRCIO MONTARROYOS(trompete)
10/9/2002: LEO GANDELMAN(sax)
Convida SERGINHO DO TROMBONE
17/9/2002: NIVALDO ORNELAS(sax,flauta)
Convida PAULINHO TROMPETE
24/9/2002: VÍTTOR SANTOS(trombone)
Convida MARCELO MARTINS(sax)
OUTUBRO ? Selos Independentes
01/10/2002: ROB DIGITAL, CPC Umes e Selo MEC
Turíbio Santos(Rob Digital)
Ricardo Amado & Flávio Augusto(CPC)
Chapéu de Palha(MEC)
08/10/2002: NÚCLEO CONTEMPORÂNEO & PAU BRASIL
Benjamim Taubkin, Teco Cardoso(Núcleo)
Rodolfo Stroeter(Pau Brasil)
15/10/2002: VISOM, BISCOITO FINO & KUARUP
Cristina Braga & Ricardo Medeiros (Visom)
Quito Pedrosa(Biscoito Fino)
& Paulo Sérgio Santos e Caio Márcio(Kuarup)
22/10/2002: LUA DISCOS, YB & JAM MUSIC
Carlinhos Antunes(Lua Discos)
Bolão(YB)
Curupira(JAM ? participou do Free Jazz 2001)
29/10/2002: KARMIM, MEC & MCD
Gilvan de Oliveira(Karmim)
Marcus Santurys(MCD)
Idealização e Produção Artística - Marcos Souza & Driká Loureiro - Atelier Cultural
Realização SESC RIO DE JANEIRO
Carlos Malta e seu convidado Márcio Montarroyos sobem ao palco do Espaço Copacabana abrindo o 2º semestre do projeto Rio Sesc Instrumental 2002 com o tema ?Sopro Brasil?. Mais três encontros com nomes de fôlego musical apurado se apresentam em cada semana.
E em outubro, um marco inédito, músicos de São Paulo, Belo Horizonte e Rio representando 13 gravadoras de música instrumental brasileira, fazem parte do tema ?Selos Independentes?. Do violão de Turíbio Santos ao piano de Benjamim Taubkin, mesclado aos sons de Curupira, Gilvan de Oliveira, Marcus Santurys, Quito Pedrosa, entre muitos outros, ouviremos a cada semana a diversidade da música brasileira com mais de um show num só espetáculo!
A música instrumental está no ar!
Setembro/Outubro ? Espaço Copacabana
Novembro ? Sesc Campos, São Gonçalo, Madureira, Engenho de Dentro,
Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Barra Mansa.
RIO SESC INSTRUMENTAL 2002
Toda TERÇA-FEIRA - 19:30hs
Espaço COPACABANA
Rua Domingos Ferreira 160 ? Copacabana / Tel: 25470156
Ingressos R$ 10,00 / R$ 5,00 (comerciários, estudantes e maiores de 65 anos)
Em Setembro um festival com os melhores músicos do Sopro Brasil!
Em Outubro Selos Independentes que gravam, divulgam e
distribuem a música instrumental realizarão uma mostra de seus artistas.
SETEMBRO ? Sopro Brasil
03/9/2002: CARLOS MALTA(sax,flauta)
Convida MÁRCIO MONTARROYOS(trompete)
10/9/2002: LEO GANDELMAN(sax)
Convida SERGINHO DO TROMBONE
17/9/2002: NIVALDO ORNELAS(sax,flauta)
Convida PAULINHO TROMPETE
24/9/2002: VÍTTOR SANTOS(trombone)
Convida MARCELO MARTINS(sax)
OUTUBRO ? Selos Independentes
01/10/2002: ROB DIGITAL, CPC Umes e Selo MEC
Turíbio Santos(Rob Digital)
Ricardo Amado & Flávio Augusto(CPC)
Chapéu de Palha(MEC)
08/10/2002: NÚCLEO CONTEMPORÂNEO & PAU BRASIL
Benjamim Taubkin, Teco Cardoso(Núcleo)
Rodolfo Stroeter(Pau Brasil)
15/10/2002: VISOM, BISCOITO FINO & KUARUP
Cristina Braga & Ricardo Medeiros (Visom)
Quito Pedrosa(Biscoito Fino)
& Paulo Sérgio Santos e Caio Márcio(Kuarup)
22/10/2002: LUA DISCOS, YB & JAM MUSIC
Carlinhos Antunes(Lua Discos)
Bolão(YB)
Curupira(JAM ? participou do Free Jazz 2001)
29/10/2002: KARMIM, MEC & MCD
Gilvan de Oliveira(Karmim)
Marcus Santurys(MCD)
27.8.02
O PULSO
Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer /Tony Bellotto
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Peste bubonica câncer pneumonia
Raiva rubéola tuberculose anemia
Rancor cisticircose caxumba difteria
Encefalite faringite gripe leucemia
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Hepatite escarlatina estupidez paralisia
Toxoplasmose sarampo esquizofrenia
Úlcera trombose conqueluche hipocondria
Sífilis ciúmes asma cleptomania
O corpo ainda é pouco
O corpo ainda é pouco
Reumatismo raquitismo cistite disritmia
Hérnia pediculose tétano hipocrisia
Brucelose febre tifóide arteriosclerose miopia
Catapora culpa cárie cãimbra lepra afasia
O pulso ainda pulsa
O corpo ainda é pouco
Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer /Tony Bellotto
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Peste bubonica câncer pneumonia
Raiva rubéola tuberculose anemia
Rancor cisticircose caxumba difteria
Encefalite faringite gripe leucemia
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa
Hepatite escarlatina estupidez paralisia
Toxoplasmose sarampo esquizofrenia
Úlcera trombose conqueluche hipocondria
Sífilis ciúmes asma cleptomania
O corpo ainda é pouco
O corpo ainda é pouco
Reumatismo raquitismo cistite disritmia
Hérnia pediculose tétano hipocrisia
Brucelose febre tifóide arteriosclerose miopia
Catapora culpa cárie cãimbra lepra afasia
O pulso ainda pulsa
O corpo ainda é pouco
Volta e meia leio, ouço e vejo referências à decadência cultural da velha urbe que até o início dos 60 foi a capital desta nação. Pois bem, o que eu observo é que há cada vez mais coisas para se ver e fazer na flechada São Sebastião do Rio de Janeiro. E, se você não for fissurado no circuitão de peças e shows, muita coisa barata. (o restante do papo está aqui)
As reações sobre o maldito artigo no Washington Times que diz que o Brasil está formando um eixo do mal que deve ser combatido pelos EUA (veja abaixo) está provocando diversas reações. Veja nos posts a seguir algumas cartas enviadas ao autor do artigo e ao jornal que teve a cara de pau de publicar tamanho absurdo.
Se você tiver alguma coisa a dizer sobre o assunto e quiser também manifestar seu repúdio, aqui estão os e-mails do autor e do jornal:
Mr. Menges: menges@hudsondc.org ou (202)-974-2410 ou (202)-223-7770
Editor of Washington Times: letters@washingtontimes.com
Quero agradecer à Leila e ao seu marido Peter (as cartas deles também estão incluídas abaixo) por ter participado da indignação e ajudado a acabar com esse absurdo.
Se você tiver alguma coisa a dizer sobre o assunto e quiser também manifestar seu repúdio, aqui estão os e-mails do autor e do jornal:
Mr. Menges: menges@hudsondc.org ou (202)-974-2410 ou (202)-223-7770
Editor of Washington Times: letters@washingtontimes.com
Quero agradecer à Leila e ao seu marido Peter (as cartas deles também estão incluídas abaixo) por ter participado da indignação e ajudado a acabar com esse absurdo.
SOME LETTERS TO THE EDITOR (WASH. TIMES)
August 19, 2002
Next stop for war on terror: Brazil?
Constantine C. Menges' column "Blocking a new axis of evil" (Commentary, Aug. 7) is an outrage to all Brazilian people.
First, I do not sympathize with presidential candidate Luiz Inacio Lula da Silva because I don't think he's really prepared for that office. Even so, I cannot imagine all the unnamable horrors predicted by Mr. Menges would happen if Mr. da Silva were elected. Indeed, Mr. Menges' column is like a jigsaw puzzle with no matching pieces: lots of old and inaccurate information (such as Mr. da Silva's connections to Cuban leader Fidel Castro) rearranged to make Brazil look like a potential terrorist threat to America.
Brazil has its own problems battling narcotics traffic, so tell me one good reason why would it help the Colombian terrorist outfit FARC (Revolutionary Armed Forces of Colombia), which is financed with drug money? Also, Mr. Menges' speculation about Brazil developing nuclear weapons is ludicrous; we hardly have a decently working nuclear power plant.
If this column was meant to turn Brazil into an enemy in your readers' eyes, it seems as if reverse propaganda has occurred. If more Brazilians are thinking like me at this moment, they are thinking that the United States has been behaving in a paranoid manner since last September, seeing terrorist threats everywhere.
PEDRO GIGLIO
Rio de Janeiro
It is bad enough that the international financial community has seen fit to punish Brazilians for expressing dissatisfaction at the polls. Now neo-Cold Warriors such as Constantine C. Menges are playing the terrorism card to discredit one of Latin America's most distinguished champions of democracy, Luiz Inacio Lula da Silva.
Mr. da Silva gained notoriety on the front lines of the democracy movement in the late 1970s and was pivotal in the dismantling of Brazil's military rule. People may disagree with his policies, but there is no doubt about his commitment to democratic principles. He is no Hugo Chavez of Venezuela or Fidel Castro.
His party leaders have proved themselves skilled managers of Brazil's largest cities, and they have promised to clean up Brazil's notoriously corrupt government. Even current President Fernando Henrique Cardoso respects Mr. da Silva and his Labor Party and has
vowed to endorse him in a runoff election against the populist Ciro Gomes.
The people we should fear in Brazil are Mr. da Silva's enemies. Armed with an ideology of fear, they may overthrow the government and remilitarize Brazil. Mr. Menges' essay plays into the hands of the real enemy, an enemy that is far more dangerous than Mr. da Silva
ever could be.
MARK ANDREWS
Student
Graduate School of International Relations and Pacific Studies
University of California in San Diego
San Diego
August 19, 2002
Next stop for war on terror: Brazil?
Constantine C. Menges' column "Blocking a new axis of evil" (Commentary, Aug. 7) is an outrage to all Brazilian people.
First, I do not sympathize with presidential candidate Luiz Inacio Lula da Silva because I don't think he's really prepared for that office. Even so, I cannot imagine all the unnamable horrors predicted by Mr. Menges would happen if Mr. da Silva were elected. Indeed, Mr. Menges' column is like a jigsaw puzzle with no matching pieces: lots of old and inaccurate information (such as Mr. da Silva's connections to Cuban leader Fidel Castro) rearranged to make Brazil look like a potential terrorist threat to America.
Brazil has its own problems battling narcotics traffic, so tell me one good reason why would it help the Colombian terrorist outfit FARC (Revolutionary Armed Forces of Colombia), which is financed with drug money? Also, Mr. Menges' speculation about Brazil developing nuclear weapons is ludicrous; we hardly have a decently working nuclear power plant.
If this column was meant to turn Brazil into an enemy in your readers' eyes, it seems as if reverse propaganda has occurred. If more Brazilians are thinking like me at this moment, they are thinking that the United States has been behaving in a paranoid manner since last September, seeing terrorist threats everywhere.
PEDRO GIGLIO
Rio de Janeiro
It is bad enough that the international financial community has seen fit to punish Brazilians for expressing dissatisfaction at the polls. Now neo-Cold Warriors such as Constantine C. Menges are playing the terrorism card to discredit one of Latin America's most distinguished champions of democracy, Luiz Inacio Lula da Silva.
Mr. da Silva gained notoriety on the front lines of the democracy movement in the late 1970s and was pivotal in the dismantling of Brazil's military rule. People may disagree with his policies, but there is no doubt about his commitment to democratic principles. He is no Hugo Chavez of Venezuela or Fidel Castro.
His party leaders have proved themselves skilled managers of Brazil's largest cities, and they have promised to clean up Brazil's notoriously corrupt government. Even current President Fernando Henrique Cardoso respects Mr. da Silva and his Labor Party and has
vowed to endorse him in a runoff election against the populist Ciro Gomes.
The people we should fear in Brazil are Mr. da Silva's enemies. Armed with an ideology of fear, they may overthrow the government and remilitarize Brazil. Mr. Menges' essay plays into the hands of the real enemy, an enemy that is far more dangerous than Mr. da Silva
ever could be.
MARK ANDREWS
Student
Graduate School of International Relations and Pacific Studies
University of California in San Diego
San Diego
Reply to Prof. Menges,
I appreciate your prompt reply and the polite tone of your note, Professor Menges, but the strength of my beliefs and the absolute abhorrence I have for your absurd positions do not allow me to reciprocate so kindly. You say that you have always been a strong opponent of dictatorships: Am I to understand that you spoke out as vociferously against the military dictatorships in Brazil that proceeded their transition to "democracy"? Somehow I doubt that. After all, those were "our boys." It seems you're just another anti-left hypocrite, hiding behind the cloak of " pro-democracy" and fighting a futile battle against events and processes of which you have very little true grasp.
I'm sorry, professor, but your alarmist views simply aren't based in reality. I lived in Brazil under Cardoso for three years, I'm married to a politically astute Brazilian, and I know what the typical Brazilian thinks; there is no way Brazilians are going to tolerate a return to dictatorship, unless, of course, the U.S.--as it has done so many times in the past in Latin America, and always with counterproductive results--isolates the country and effectively sows the seeds for the type of scenario you warn against. Various representatives of the banking community just held talks w/ Lula and came away reassured; that alone questions the validity of your views. The best policy for the U.S. is to start preparing for the
possibility of a Lula victory and do whatever it can to ensure mutually productive relations between the two nations. In other words, the U.S. should exert its influence in a positive, not
negative, way--for once. Co-option, not confrontation, is the way to ensure that Brazil stays on a reasonably straight path. (I, for one, fear that too many Brazilians, already hypersensitive about the fragile state of their economy, will at the last minute have knee-
jerk reactions to all this foreign-generated crap being heaped on Lula--then they will vote for the "safe" candidate, the one that will not bring them change but will simply continue to bleed them dry with continued corruption, ineptitude, and inaction.)
You say it is your view that "the future of Brazil is up to the citizens of Brazil." Then why don't you leave it up to the citizens of Brazil? If the Brazilian electorate chooses their candidate
democratically, what right do you have to subvert that choice from afar? I am forwarding your article, message, and "strategic warning" to all my Brazilian friends here in the U.S. and in Brazil; I will also post them on various Brazilian forums that my wife and I participate in. (One response I have already received, from my very close friend who works for KPMG Consultants in Rio, is telling: Fucking lies!" she writes). I have yet to hear from a Brazilian who is not absolutely disgusted and alarmed with your views. And don't hand me that tired old "freedom of speech" line--I'm not saying you aren't entitled to your views. But disseminating agenda-driven misinformation is not something that should be taken lying down; it should be met with a loud and passionate objection. And I'm sure that you will be hearing those objections very soon via e-mail, phone calls, etc.
You say, "I hope that Brazil maintains its political freedom and has more social justice." First of all, this current state of affairs may very well represent a defining moment in Brazilian history, where Brazilians are finally exercising their political freedom to the maximum extent! And why do you think people are leaning toward Lula? Because those neo-liberal bozos that have held the reigns of power for the past several years have failed, like so many Brazilian governments before them, to deliver ANY real progress in social justice and stability.
After forty years of service, perhaps it's time for you to hang up your spurs (along w/ that dinosaur thinking of yours) and make way for some new blood that demonstrates more contemporary ideas and doesn't rely on divisive and exclusionary scare tactics. Forty years
of wrongs do not make a right (although, in your case, it has most assuredly made you "Right"!). People like you have done a hell of a job promoting misguided, damaging, and ultimately counterproductive foreign policies vis-a-vis Latin America. Your work is doing
absolutely no good for the citizens of this country or for those living outsider our borders. Despite what you and that cowboy in the White House might think, the Golden Age of commie/liberal-bashing is OVER! The "radical threat", you say? Christ, man, it's not the
1950s anymore. Do the world a favor and retire before you do any more damage.
Peter Castles
I appreciate your prompt reply and the polite tone of your note, Professor Menges, but the strength of my beliefs and the absolute abhorrence I have for your absurd positions do not allow me to reciprocate so kindly. You say that you have always been a strong opponent of dictatorships: Am I to understand that you spoke out as vociferously against the military dictatorships in Brazil that proceeded their transition to "democracy"? Somehow I doubt that. After all, those were "our boys." It seems you're just another anti-left hypocrite, hiding behind the cloak of " pro-democracy" and fighting a futile battle against events and processes of which you have very little true grasp.
I'm sorry, professor, but your alarmist views simply aren't based in reality. I lived in Brazil under Cardoso for three years, I'm married to a politically astute Brazilian, and I know what the typical Brazilian thinks; there is no way Brazilians are going to tolerate a return to dictatorship, unless, of course, the U.S.--as it has done so many times in the past in Latin America, and always with counterproductive results--isolates the country and effectively sows the seeds for the type of scenario you warn against. Various representatives of the banking community just held talks w/ Lula and came away reassured; that alone questions the validity of your views. The best policy for the U.S. is to start preparing for the
possibility of a Lula victory and do whatever it can to ensure mutually productive relations between the two nations. In other words, the U.S. should exert its influence in a positive, not
negative, way--for once. Co-option, not confrontation, is the way to ensure that Brazil stays on a reasonably straight path. (I, for one, fear that too many Brazilians, already hypersensitive about the fragile state of their economy, will at the last minute have knee-
jerk reactions to all this foreign-generated crap being heaped on Lula--then they will vote for the "safe" candidate, the one that will not bring them change but will simply continue to bleed them dry with continued corruption, ineptitude, and inaction.)
You say it is your view that "the future of Brazil is up to the citizens of Brazil." Then why don't you leave it up to the citizens of Brazil? If the Brazilian electorate chooses their candidate
democratically, what right do you have to subvert that choice from afar? I am forwarding your article, message, and "strategic warning" to all my Brazilian friends here in the U.S. and in Brazil; I will also post them on various Brazilian forums that my wife and I participate in. (One response I have already received, from my very close friend who works for KPMG Consultants in Rio, is telling: Fucking lies!" she writes). I have yet to hear from a Brazilian who is not absolutely disgusted and alarmed with your views. And don't hand me that tired old "freedom of speech" line--I'm not saying you aren't entitled to your views. But disseminating agenda-driven misinformation is not something that should be taken lying down; it should be met with a loud and passionate objection. And I'm sure that you will be hearing those objections very soon via e-mail, phone calls, etc.
You say, "I hope that Brazil maintains its political freedom and has more social justice." First of all, this current state of affairs may very well represent a defining moment in Brazilian history, where Brazilians are finally exercising their political freedom to the maximum extent! And why do you think people are leaning toward Lula? Because those neo-liberal bozos that have held the reigns of power for the past several years have failed, like so many Brazilian governments before them, to deliver ANY real progress in social justice and stability.
After forty years of service, perhaps it's time for you to hang up your spurs (along w/ that dinosaur thinking of yours) and make way for some new blood that demonstrates more contemporary ideas and doesn't rely on divisive and exclusionary scare tactics. Forty years
of wrongs do not make a right (although, in your case, it has most assuredly made you "Right"!). People like you have done a hell of a job promoting misguided, damaging, and ultimately counterproductive foreign policies vis-a-vis Latin America. Your work is doing
absolutely no good for the citizens of this country or for those living outsider our borders. Despite what you and that cowboy in the White House might think, the Golden Age of commie/liberal-bashing is OVER! The "radical threat", you say? Christ, man, it's not the
1950s anymore. Do the world a favor and retire before you do any more damage.
Peter Castles
Dear Dr. Menges,
I am Mr. Castles' wife and he sent me a copy of your prompt response to his e-mail regarding your article published on The Washington Times, which is wreaking havoc among Brazilians all over world via Internet.
Please pardon some of my grammar mistakes since English is my second language, but I did want to write to you in order to give you a Brazilian's point of view of Lula and the left-wing movements in Brazil.
As a Brazilian journalist who witnessed several so-called left-wing meetings with international
attendants in Brazil, I can assure you that it is very common in this kind of forum that parties and organizations that deeply disagree with one another will gather with one common objective -- be it to demonstrate against world neoliberalism, be it to protest against the Area of Free Trade of the Americas, which they consider a bad deal for every country except the US. Like with the Social Forum of Porto Alegre and other meetings, any international
organization is free to attend and they will not be denied participation. Usually the atmosphere in this meetings is festive, democratic and pacific, and the most radical organizations are looked upon as a curiosity rathen than taken seriously. These events
are usually sponsored by several non-governmental organizations, and not by one party only. Political parties prefer not to be involved in these events' organization, even though their militants and some of their polititians will be present, depending on the prestige or visibility (for the public or press) of the event.
Now, regarding Luís Inácio Lula da Silva and the Workers Party (Partido dos Trabalhadores-PT), you have no reason to be afraid. Both Lula and PT have come a
long way since the party was founded in 1980. The ideologic naiveté and administrative inexperience has given place to a much more mature program of ideas and administration proposals and experiences that are receiving compliments from all segments of society,
including international bankers that met with Lula earlier this week. The Workers Party's constituents range from grassroots unionists to enterpreneurs, professionals and intelectuals. PT has had several members elected governors and mayors all over the
country in the last 15 years, and they pretty much stuck to the orthodox ways of management, with conservative budgets and all. It was NEVER in the PT
program the idea of revolution, armed violence or the like. By the way, the Brazilian people have the most absolute aversion to violent radicalism, guerrilla-like movements, etc. Most Brazilians would rather stay poor for the rest of their lives than having to fight with arms to change their political situation. They will try to improve the economy by voting for the candidate they consider the most promising, and every once in a while take part in
pacific street demonstrations, period. Brazilians love their happy-go-lucky lifestyle too much to jeopardize it by engaging in war games. Therefore, rest assured that Brazilians will NEVER be doctrinated to become terrorists, as you state in your article.
PT has even deleted the word "socialism" from their programs and principles statements. PT is for a capitalist society that is capable of promoting better income distribution, through moderate changes in the taxing system, incentive to industrial production and employment, etc. PT and Lula are even supporting the current Government's agreement with the IMF.
If Lula ever showed afinity with Castro or Chavez, it was only regarding some of their policies that were directed to improve the poor population healthcare, education, or to guarantee national sovereignty, etc. Lula does not support the antidemocratic way those men rule their countries, but he does want to make the point that there are some positive aspects in their administrations that should be noted. It's as if an American radical Republican who hated Clinton would recognize that at least he did a great job with the
economy. But anyway, Lula would never try to emulate Castro's or Chavez's government style in Brazil, because the Workers Party is a very ethic and democracy-oriented party, and so are their voters. Populism is definetly not the PT style.
Anyway, since you are a Portuguese speaker I would suggest that you should read the Brazilian newspapers coverage of the presidential elections, so you would have a more accurate scenario of our political situation. Good websites of Brazilian news are:
www.uol.com.br/folha
oglobo.globo.com
www.jb.com.br
I would rather rely on the daily coverage of the election facts and the analysis of competent Brazilian political columnist's articles (such as the ones at Folha On Line "Pensata" and Jornal do Brasil's Dora Kramer) than on the opinion of other scholars that might not be really up-to-date with recent Brazilian history.
Thank you for your attention.
Leila Costa
I am Mr. Castles' wife and he sent me a copy of your prompt response to his e-mail regarding your article published on The Washington Times, which is wreaking havoc among Brazilians all over world via Internet.
Please pardon some of my grammar mistakes since English is my second language, but I did want to write to you in order to give you a Brazilian's point of view of Lula and the left-wing movements in Brazil.
As a Brazilian journalist who witnessed several so-called left-wing meetings with international
attendants in Brazil, I can assure you that it is very common in this kind of forum that parties and organizations that deeply disagree with one another will gather with one common objective -- be it to demonstrate against world neoliberalism, be it to protest against the Area of Free Trade of the Americas, which they consider a bad deal for every country except the US. Like with the Social Forum of Porto Alegre and other meetings, any international
organization is free to attend and they will not be denied participation. Usually the atmosphere in this meetings is festive, democratic and pacific, and the most radical organizations are looked upon as a curiosity rathen than taken seriously. These events
are usually sponsored by several non-governmental organizations, and not by one party only. Political parties prefer not to be involved in these events' organization, even though their militants and some of their polititians will be present, depending on the prestige or visibility (for the public or press) of the event.
Now, regarding Luís Inácio Lula da Silva and the Workers Party (Partido dos Trabalhadores-PT), you have no reason to be afraid. Both Lula and PT have come a
long way since the party was founded in 1980. The ideologic naiveté and administrative inexperience has given place to a much more mature program of ideas and administration proposals and experiences that are receiving compliments from all segments of society,
including international bankers that met with Lula earlier this week. The Workers Party's constituents range from grassroots unionists to enterpreneurs, professionals and intelectuals. PT has had several members elected governors and mayors all over the
country in the last 15 years, and they pretty much stuck to the orthodox ways of management, with conservative budgets and all. It was NEVER in the PT
program the idea of revolution, armed violence or the like. By the way, the Brazilian people have the most absolute aversion to violent radicalism, guerrilla-like movements, etc. Most Brazilians would rather stay poor for the rest of their lives than having to fight with arms to change their political situation. They will try to improve the economy by voting for the candidate they consider the most promising, and every once in a while take part in
pacific street demonstrations, period. Brazilians love their happy-go-lucky lifestyle too much to jeopardize it by engaging in war games. Therefore, rest assured that Brazilians will NEVER be doctrinated to become terrorists, as you state in your article.
PT has even deleted the word "socialism" from their programs and principles statements. PT is for a capitalist society that is capable of promoting better income distribution, through moderate changes in the taxing system, incentive to industrial production and employment, etc. PT and Lula are even supporting the current Government's agreement with the IMF.
If Lula ever showed afinity with Castro or Chavez, it was only regarding some of their policies that were directed to improve the poor population healthcare, education, or to guarantee national sovereignty, etc. Lula does not support the antidemocratic way those men rule their countries, but he does want to make the point that there are some positive aspects in their administrations that should be noted. It's as if an American radical Republican who hated Clinton would recognize that at least he did a great job with the
economy. But anyway, Lula would never try to emulate Castro's or Chavez's government style in Brazil, because the Workers Party is a very ethic and democracy-oriented party, and so are their voters. Populism is definetly not the PT style.
Anyway, since you are a Portuguese speaker I would suggest that you should read the Brazilian newspapers coverage of the presidential elections, so you would have a more accurate scenario of our political situation. Good websites of Brazilian news are:
www.uol.com.br/folha
oglobo.globo.com
www.jb.com.br
I would rather rely on the daily coverage of the election facts and the analysis of competent Brazilian political columnist's articles (such as the ones at Folha On Line "Pensata" and Jornal do Brasil's Dora Kramer) than on the opinion of other scholars that might not be really up-to-date with recent Brazilian history.
Thank you for your attention.
Leila Costa
26.8.02
22.8.02
Essa é para a turma de brasileiros que apóia as doideiras e paranóias norte-americanas achando que de alguma forma o nosso país está excluído do que eles chamam de "eixo do mal". De acordo com o artigo abaixo este conceito pode ser bastante elástico, de acordo com os interesses em pauta no momento. Qualquer dia desses acabamos com uma bomba atômica explodindo sobre nossas cabeças apenas porque ousamos exercer nosso direito democrático e um desses loucos delirou a ponto de achar que o mundo inteiro é tão belicoso quanto eles.
Ah, sim, e para quem gosta sempre de perguntar de onde se tirou a informação, adivinhando alguma espécie de deturpação típica da Internet, informo que trata-se de artigo do Washington Times.
Não acreditem em mim. Por favor, leiam.
************
Blocking a new axis of evil
Constantine C. Menges
A new terrorist and nuclear weapons/ballistic missile threat may well come from an axis including Cuba's Fidel Castro, the Chavez regime in Venezuela and a newly elected radical president of Brazil, all with links to Iraq, Iran and China. Visiting Iran last year. Mr. Castro said: "Iran and Cuba can bring America to its knees," while Chavez expressed his admiration for Saddam Hussein during a visit to Iraq.
The new axis is still preventable, but if the pro-Castro candidate is elected president of Brazil, the results could include a radical regime in Brazil re-establishing its nuclear weapon and ballistic missile programs, developing close links to state sponsors of terrorism such as Cuba, Iraq and Iran, and participating in the destabilization of fragile neighboring democracies. This could lead to 300 million people in six countries coming under the control of radical anti-U.S. regimes and the possibility that thousands of newly indoctrinated terrorists might try to attack the United States from Latin America. Yet, the administration in Washington seems to be paying little attention.
Brazilians will hold presidential elections in October, and if current polling is any guide the winner could be a pro-Castro radical with extensive ties to international terrorism. His name is Luis Inacio da Silva, the presidential candidate of the Workers Party who is currently at about 40 percent in the polls. The Communist candidate is second with 25 percent and the pro-democratic contender is at about 14 percent.
Mr. da Silva makes no secret of his sympathies. He has been an ally of Mr. Castro for more than 25 years. With Mr. Castro's support, Mr.da Silva founded the Sao Paulo Forum in 1990 as an annual meeting of communist and other radical terrorist and political organizations from Latin America, Europe and the Middle East. This has been used to coordinate and plan terrorist and political activities around the world and against the United States. The last meeting was held in Havana, Cuba in December 2001. It involved terrorists from Latin America, Europe and the Middle East, and sharply condemned the Bush administration and its actions against international terrorism.
Like Mr. Castro, Mr. da Silva blames the United States and "neo-liberalism" for all the real social and economic problems still facing Brazil and Latin America. Mr. Da Silva has called the Free Trade Area of the Americas a plot by the United States to "annex" Brazil, and he has said that the international lenders who seek repayment of their $250 billion in loans are "economic terrorists." He has also said that those who are moving their money out of Brazil because they fear his regime are "economic terrorists." This gives a hint about the kind of "war against terrorism" his regime will conduct.
Brazil is a vast, richly endowed country, nearly the size of the United States with a population of about 180 million and the world's eighth largest economy (with a GDP of more than $1.1 trillion). It could soon become one of the world's nuclear armed powers as well. Between 1965 and 1994, the military actively worked to develop nuclear weapons, it successfully designed two atomic bombs and was reportedly on the verge of testing one nuclear device when a newly elected democratic government and a Brazilian congressional investigation caused the program to be shut down.
That investigation revealed, however, that the military had sold eight tons of uranium to Iraq in 1981. It is also reported that after Brazil's successful ballistic missile program was ended, the general and 24 of the scientists working on it went to work for Iraq. There are reports that with financing from Iraq, a nuclear weapons capability has been covertly maintained contrary to directives from the civilian democratic leaders.
Mr. da Silva has said Brazil should have nuclear weapons and move closer to China, which has been actively courting the Brazilian military. China has sold Brazil enriched uranium and has invested in the Brazilian aerospace industry, resulting in a joint imagery/reconnaissance satellite.
Brazil shares common borders with 10 other countries in South America. This would help da Silva to emulate ? as he has said he would ? the foreign policy of the pro-Castro and pro-Iraq Chavez regime in Venezuela, which has provided support to the communist narco-terrorist FARC in Colombia as well as other anti-democratic groups in other South American countries. Hugo Chavez worked with Mr. Castro to temporarily destabilize the fragile democracy in Ecuador two years ago. Now both support the radical socialist leader of the cocaine growers, Evo Morales, who hopes to become president of Bolivia this August.
Along with helping the communist guerrillas take power in the embattled democracy in Colombia, a da Silva regime in Brazil would be well situated to aide communists, narco-terrorists and other anti-democratic groups in destabilizing the fragile democracies of Bolivia, Ecuador and Peru, as well as to exploit the deep economic crisis in Argentina and Paraguay.
Further, a da Silva regime is likely to default on its debt, causing a sharp economic downturn in all of Latin America, thereby increasing the vulnerability of its democracies. This could also trigger a second phase of economic downturn in the United Staes as export markets contracted.
A Castro-Chavez-da Silva axis would mean linking 43 years of Fidel Castro's political warfare against the United States with the oil wealth of Venezuela and the nuclear weapons/ ballistic missile and economic potential of Brazil.
Come our own elections in November 2004, Americans may ask: Who lost South America? The United States was politically passive during the Clinton administration, when it ignored the pleas of Venezuela's democratic leaders for help in opposing the anti-constitutional and illegal actions of Mr. Chavez and also ignored his public alliances with state sponsors of terrorism. Why can't the Bush administration act before 20 years of democratic gains in Latin America were allowed to be reversed? Why can't anything be done before a vast new southern flank is opened up in the terrorist threat and our nation menaced by one more radical anti-American regime intent on acquiring nuclear weapons and ballistic missiles?
This disaster for U.S. national security and for the people of Latin America must and can be averted if our policy makers act quickly and decisively, but they must do so now. Timely political attention and actions by the United States and other democracies should include encouragement for the pro-democratic parties in Brazil to unify behind an honest, capable political leader who can represent the hopes of the majority of Brazilians for genuine democracy and who has the resources to mount an effective national campaign.
Constantine C. Menges, a senior fellow with the Hudson Institute, is a former National Security Council member.
Ah, sim, e para quem gosta sempre de perguntar de onde se tirou a informação, adivinhando alguma espécie de deturpação típica da Internet, informo que trata-se de artigo do Washington Times.
Não acreditem em mim. Por favor, leiam.
************
Blocking a new axis of evil
Constantine C. Menges
A new terrorist and nuclear weapons/ballistic missile threat may well come from an axis including Cuba's Fidel Castro, the Chavez regime in Venezuela and a newly elected radical president of Brazil, all with links to Iraq, Iran and China. Visiting Iran last year. Mr. Castro said: "Iran and Cuba can bring America to its knees," while Chavez expressed his admiration for Saddam Hussein during a visit to Iraq.
The new axis is still preventable, but if the pro-Castro candidate is elected president of Brazil, the results could include a radical regime in Brazil re-establishing its nuclear weapon and ballistic missile programs, developing close links to state sponsors of terrorism such as Cuba, Iraq and Iran, and participating in the destabilization of fragile neighboring democracies. This could lead to 300 million people in six countries coming under the control of radical anti-U.S. regimes and the possibility that thousands of newly indoctrinated terrorists might try to attack the United States from Latin America. Yet, the administration in Washington seems to be paying little attention.
Brazilians will hold presidential elections in October, and if current polling is any guide the winner could be a pro-Castro radical with extensive ties to international terrorism. His name is Luis Inacio da Silva, the presidential candidate of the Workers Party who is currently at about 40 percent in the polls. The Communist candidate is second with 25 percent and the pro-democratic contender is at about 14 percent.
Mr. da Silva makes no secret of his sympathies. He has been an ally of Mr. Castro for more than 25 years. With Mr. Castro's support, Mr.da Silva founded the Sao Paulo Forum in 1990 as an annual meeting of communist and other radical terrorist and political organizations from Latin America, Europe and the Middle East. This has been used to coordinate and plan terrorist and political activities around the world and against the United States. The last meeting was held in Havana, Cuba in December 2001. It involved terrorists from Latin America, Europe and the Middle East, and sharply condemned the Bush administration and its actions against international terrorism.
Like Mr. Castro, Mr. da Silva blames the United States and "neo-liberalism" for all the real social and economic problems still facing Brazil and Latin America. Mr. Da Silva has called the Free Trade Area of the Americas a plot by the United States to "annex" Brazil, and he has said that the international lenders who seek repayment of their $250 billion in loans are "economic terrorists." He has also said that those who are moving their money out of Brazil because they fear his regime are "economic terrorists." This gives a hint about the kind of "war against terrorism" his regime will conduct.
Brazil is a vast, richly endowed country, nearly the size of the United States with a population of about 180 million and the world's eighth largest economy (with a GDP of more than $1.1 trillion). It could soon become one of the world's nuclear armed powers as well. Between 1965 and 1994, the military actively worked to develop nuclear weapons, it successfully designed two atomic bombs and was reportedly on the verge of testing one nuclear device when a newly elected democratic government and a Brazilian congressional investigation caused the program to be shut down.
That investigation revealed, however, that the military had sold eight tons of uranium to Iraq in 1981. It is also reported that after Brazil's successful ballistic missile program was ended, the general and 24 of the scientists working on it went to work for Iraq. There are reports that with financing from Iraq, a nuclear weapons capability has been covertly maintained contrary to directives from the civilian democratic leaders.
Mr. da Silva has said Brazil should have nuclear weapons and move closer to China, which has been actively courting the Brazilian military. China has sold Brazil enriched uranium and has invested in the Brazilian aerospace industry, resulting in a joint imagery/reconnaissance satellite.
Brazil shares common borders with 10 other countries in South America. This would help da Silva to emulate ? as he has said he would ? the foreign policy of the pro-Castro and pro-Iraq Chavez regime in Venezuela, which has provided support to the communist narco-terrorist FARC in Colombia as well as other anti-democratic groups in other South American countries. Hugo Chavez worked with Mr. Castro to temporarily destabilize the fragile democracy in Ecuador two years ago. Now both support the radical socialist leader of the cocaine growers, Evo Morales, who hopes to become president of Bolivia this August.
Along with helping the communist guerrillas take power in the embattled democracy in Colombia, a da Silva regime in Brazil would be well situated to aide communists, narco-terrorists and other anti-democratic groups in destabilizing the fragile democracies of Bolivia, Ecuador and Peru, as well as to exploit the deep economic crisis in Argentina and Paraguay.
Further, a da Silva regime is likely to default on its debt, causing a sharp economic downturn in all of Latin America, thereby increasing the vulnerability of its democracies. This could also trigger a second phase of economic downturn in the United Staes as export markets contracted.
A Castro-Chavez-da Silva axis would mean linking 43 years of Fidel Castro's political warfare against the United States with the oil wealth of Venezuela and the nuclear weapons/ ballistic missile and economic potential of Brazil.
Come our own elections in November 2004, Americans may ask: Who lost South America? The United States was politically passive during the Clinton administration, when it ignored the pleas of Venezuela's democratic leaders for help in opposing the anti-constitutional and illegal actions of Mr. Chavez and also ignored his public alliances with state sponsors of terrorism. Why can't the Bush administration act before 20 years of democratic gains in Latin America were allowed to be reversed? Why can't anything be done before a vast new southern flank is opened up in the terrorist threat and our nation menaced by one more radical anti-American regime intent on acquiring nuclear weapons and ballistic missiles?
This disaster for U.S. national security and for the people of Latin America must and can be averted if our policy makers act quickly and decisively, but they must do so now. Timely political attention and actions by the United States and other democracies should include encouragement for the pro-democratic parties in Brazil to unify behind an honest, capable political leader who can represent the hopes of the majority of Brazilians for genuine democracy and who has the resources to mount an effective national campaign.
Constantine C. Menges, a senior fellow with the Hudson Institute, is a former National Security Council member.
Todo e qualquer ser humano tem cultura. A cultura vai se formando nas relações e experiências que mantemos com o mundo desde que nascemos. Alguns fatores que agem diretamente ou indiretamente na construção da cultura individual são: família, grupos sociais a que pertencemos, o conhecimento que adquirimos da cutura científica, tecnológica, artística, literária, etc, religião, meio ambiente, lembrançcas do passado, trabalho, estudo, o sistema político, contexto econômico, além de outros.
O fato é que esses fatores nunca agem isoladamente. Eles dependem uns dos outros, convivem e formam uma rede de relações na qual somos inseridos. Ao mesmo tempo que recebemos a herança cultural, agimos e produzimos cultura de forma que nos tornamos co-participantes dessa rede. Dessa teia de relações extraímos os valores em que acreditamos, como solidariedade, afeto, respeito, violência. Esse conjunto de valores transmitidos por nosso grupo social é sua identidade.
O Brasil apresenta grande diversidade no campo cultural. Seu folclore é riquíssimo. Nesse contexto entram, entre outros, as festas religiosas, o artesanato e a medicina popular, danças, canções e os "causos" contados pelo Brasil afora.
O Brasil não é só o país do futebol e do carnaval. Isso seria restringir demais nossa capacidade de enxergar e expressar o mundo em que vivemos.
O Folclore é uma das formas de representar e expressar a identidade de uma comunidade e através da interação com esse tipo de conhecimento ampliamos e enriquecemos mais o nosso próprio.
Dentro do vasto campo do folclore, encontram-se as lendas, passadas de geração em geração e que precisam ser culivadas para que não se percam. São histórias representativas do imaginário de comunidades diversas. Entrar no campo das lendas é viajar pela história humana tomando outro tipo de condução. É sair de nosso mundo e conhecer o do outro, entendê-lo e ampliar horizontes anteriormente não imaginados. É poder sentar e contar uma história que tem um pouco de cada um que já a tenha contado. É poder levar a criança e ao jovem a possibilidade de crescer com uma atividade culturalmente enriquecedora.
(Texto retirado daqui)
Bibliografia infantil
Bibliografia adulta
Muito interessante
Também vale a pena
QUINTA NO BNDES
Entrada franca - 18:30
Auditório do BNDES
Av. Chile, 100
(próximo ao Metrô Carioca)
Entrada franca - 18:30
Auditório do BNDES
Av. Chile, 100
(próximo ao Metrô Carioca)
Dia 22 (hoje)
Dobrando a Esquina
Ângelo Vito (participação especial) / Paulinho Dias percussão
Luciane Menezes voz / cavaquinho
Marcelo Menezes violão
Lenildo Gomes bandolim / cavaquinho
Participações especiais de Cristina Buarque, do jongo Tia Maria da Grota e das coreografias da Cia Folclórica do Rio.
Dobrando a Esquina
Ângelo Vito (participação especial) / Paulinho Dias percussão
Luciane Menezes voz / cavaquinho
Marcelo Menezes violão
Lenildo Gomes bandolim / cavaquinho
Participações especiais de Cristina Buarque, do jongo Tia Maria da Grota e das coreografias da Cia Folclórica do Rio.
Dia 29
Nó em Pingo d'Água
Celsinho Silva pandeiro / percussão
Mário Séve sax / flauta
Papito baixo
Rodrigo Lessa bandolim / bandarra
Rogério Souza violão
A partit do choro, samba e da música carioca, o Nó em Pindo d'Água realiza inusitada fusão de estilos musicais num trabalho único de arranjos e composições. Criado em 1979, com cinco álbuns próprios, o quinteto acumula prêmios - Sharp, Playboy, Festival de Choro/RJ - e mantém carreira internacional com turnês aos EUA, à Dinamarca, à Alemanha, à Holanda e ao Chile, tendo atuado em projetos, shows e gravações com artistas como Moraes MOreira, Sivuca, Paulinho da Viola e Turíbio Santos.
Nó em Pingo d'Água
Celsinho Silva pandeiro / percussão
Mário Séve sax / flauta
Papito baixo
Rodrigo Lessa bandolim / bandarra
Rogério Souza violão
A partit do choro, samba e da música carioca, o Nó em Pindo d'Água realiza inusitada fusão de estilos musicais num trabalho único de arranjos e composições. Criado em 1979, com cinco álbuns próprios, o quinteto acumula prêmios - Sharp, Playboy, Festival de Choro/RJ - e mantém carreira internacional com turnês aos EUA, à Dinamarca, à Alemanha, à Holanda e ao Chile, tendo atuado em projetos, shows e gravações com artistas como Moraes MOreira, Sivuca, Paulinho da Viola e Turíbio Santos.
Recadinho para o pessoal de Sampa:
Desconsiderem a opinião dos críticos e vão correndo para o Masp para ver a exposição Paris 1900 na coleção do Petit Palais.
É verdade que os quadros de Renoir expostos estão longe da classificação de obra-prima, e também é verdade que seus conceitos não serão radicalmente mudados com a exposição.
Entretanto a beleza das peças, o clima da virada do século XIX para o século XX, o charme de uma Paris que habita o inconsciente coletivo estão lá. Há jóias belíssimas, roupas da época, Rodin, art nouveau... Para sair sonhando e flutuando em beleza.
Os detratores argumentam que a exposição é inconsistente, que trata-se apenas de entretenimento. OK, e daí?
Desconsiderem a opinião dos críticos e vão correndo para o Masp para ver a exposição Paris 1900 na coleção do Petit Palais.
É verdade que os quadros de Renoir expostos estão longe da classificação de obra-prima, e também é verdade que seus conceitos não serão radicalmente mudados com a exposição.
Entretanto a beleza das peças, o clima da virada do século XIX para o século XX, o charme de uma Paris que habita o inconsciente coletivo estão lá. Há jóias belíssimas, roupas da época, Rodin, art nouveau... Para sair sonhando e flutuando em beleza.
Os detratores argumentam que a exposição é inconsistente, que trata-se apenas de entretenimento. OK, e daí?
21.8.02
Eu disse para meu amo e senhor que esta foto do Rodrigo Santoro aparece aqui porque ele está para fechar um contrato para trabalhar na continuação de As Panteras com Demi Moore, Drew Barrymore e Cameron Diaz.
Qualquer coisa você confirma, tá?
(Foto retirada daqui. Obrigada pela dica, Debby.)
E por falar em Yuca (2)...
(Este é outro daqueles posts engasgados)
Já vi essa palavra escrita de diversas formas e nunca sei se estão se referido à mesma coisa. Iúca, Yuca, Yucca... Sei lá... Depois do inhame, do aipim, do Marcelo, agora aparece a árvore.
A história abaixo ilustra bem uma idéia que eu alinhavava há tempos. E às vezes é mesmo assim, a gente tem uma idéia martelando na cabeça e de repente lê em algum lugar toda a teoria prontinha.
PRINCÍPIO DA IÚCA
(...)Mas, em primeiro lugar, gostaria de contar uma pequena história que me fez perceber a importância de se poder dar nome às coisas, já que a nomeação desses princípios é a chave para controlá-los.
Há muitos anos recebi um livro de identificação de árvores como presente de Natal. Estava na casa de meus pais e depois que todos os presentes haviam sido abertos decidi sair e identificar as árvores da vizinhança. Antes de sair, li uma parte do livro. A primeira árvore do livro era a iúca, pois, para identificá-la, só eram necessárias duas pistas. Ora, a iúca tem uma aparência realmente estranha. Olhei para a foto e pensei: "Mas este tipo de árvore não existe no norte da Califórnia. Ela é diferente. Eu saberia se já tivesse visto uma árvore assim e nunca vi uma antes." Peguei meu livro e saí. Meus pais viviam em um condomínio fechado de seis casas. Dessas seis, quatro tinham iúcas em seus jardins. Vivi naquela casa durante 13 anos e nunca havia visto aquelas árvores. Caminhei pelo quarteirão e imaginei que na época em que os proprietários estavam fazendo os jardins de suas casas, deve ter havido alguma liquidação: pelo menos 80% das casas tinham iúcas. E eu nunca havia visto uma antes! Quando me conscientizei da existência da árvore, quando pude classificá-la, passei a vê-la em todos os lugares. Esse é o x da questão; é onde eu queria chegar: o fato de podermos dar nome a algo significa que estamos conscientes deste algo... temos poder sobre ele... nós o possuímos e estamos no comando.
(Design para quem não é designer - Robin Williams - Callis Editora)
A mesma linha de raciocínio sobre só conseguir enxergar apropriadamente depois de dominar o conhecimento aparece no CD-ROM da Ruth Rocha chamado O Menino que aprendeu a ver sobre um garoto em fase de alfabetização. E a possibilidade de apenas conseguir dominar um conceito ao nomeá-lo está em 1984 de George Orwell (deve haver alguma explicação psicológica importantíssima para o fato de eu citar tanto esse livro). E mais, se não me engano, foi com a Meg que discutia sobre o porquê da frase de Caetano na música Língua (olha a Elza Soares aí novamente) "está provado que só é possível filosofar em alemão". E posso ficar aqui fazendo associações infinitas, passando novamente pela Alegoria da Caverna de Platão.
Para ilustrar, conto que logo depois de ler esse texto e ainda rumiando essas idéias que não devem ser nem um pouco originais, vi no Fantástico uma suposta matéria jornalística que na verdade era um anúncio sobre uma peça de teatro do Jô Soares. Ele falava sobre Jane Eyre. O nome era novo para mim, mas por algum motivo, ficou ali na memória volátil. Recebo, via e-mail, uma palavra em inglês por dia. Pois naquela segunda-feira, dia em que normalmente leio a correspondência que chega no final de semana, ali estava:
The Word of the Day for August 10 is:
ambrosia \am-BROH-zhuh or am-BROH-zhee-uh\ (noun)
*1 a : the food of the Greek and Roman gods b : the ointment or perfume of the gods
2 : something extremely pleasing to taste or smell
3 : a dessert made of oranges and shredded coconut
Example sentence:
"We feasted that evening as on nectar and ambrosia; and not the least delight of the entertainment was the smile of gratification with which our hostess regarded us . . ."
(Charlotte Bronte, _Jane Eyre_)
Claro que num post do Mothern na mesma semana as meninas também falaram de Jane Eyre.
Isso talvez não tenha a ver com o que está no ar, no inconsciente coletivo e é captado e moldado pelas "antenas" dos artistas de verdade. Talvez não tenha a ver também com afinidades entre pessoas que se querem bem. Mas de alguma forma achei que se encaixa aqui a tradução de uma idéia que me ronda há tempos sobre a questão do cigarro e da alimentação dos norte-americanos que vi traduzida perfeitamente no blog da Eliane sem que eu jamais tenha conversado com ela sobre isso.
E depois de tudo surgiu uma nova indagação: a gente só vê a resposta que sempre esteve ali quando retira mais um véu da frente dos olhos ou apenas recebe a resposta quando enfim consegue formular a pergunta?
(Este é outro daqueles posts engasgados)
Já vi essa palavra escrita de diversas formas e nunca sei se estão se referido à mesma coisa. Iúca, Yuca, Yucca... Sei lá... Depois do inhame, do aipim, do Marcelo, agora aparece a árvore.
A história abaixo ilustra bem uma idéia que eu alinhavava há tempos. E às vezes é mesmo assim, a gente tem uma idéia martelando na cabeça e de repente lê em algum lugar toda a teoria prontinha.
PRINCÍPIO DA IÚCA
(...)Mas, em primeiro lugar, gostaria de contar uma pequena história que me fez perceber a importância de se poder dar nome às coisas, já que a nomeação desses princípios é a chave para controlá-los.
Há muitos anos recebi um livro de identificação de árvores como presente de Natal. Estava na casa de meus pais e depois que todos os presentes haviam sido abertos decidi sair e identificar as árvores da vizinhança. Antes de sair, li uma parte do livro. A primeira árvore do livro era a iúca, pois, para identificá-la, só eram necessárias duas pistas. Ora, a iúca tem uma aparência realmente estranha. Olhei para a foto e pensei: "Mas este tipo de árvore não existe no norte da Califórnia. Ela é diferente. Eu saberia se já tivesse visto uma árvore assim e nunca vi uma antes." Peguei meu livro e saí. Meus pais viviam em um condomínio fechado de seis casas. Dessas seis, quatro tinham iúcas em seus jardins. Vivi naquela casa durante 13 anos e nunca havia visto aquelas árvores. Caminhei pelo quarteirão e imaginei que na época em que os proprietários estavam fazendo os jardins de suas casas, deve ter havido alguma liquidação: pelo menos 80% das casas tinham iúcas. E eu nunca havia visto uma antes! Quando me conscientizei da existência da árvore, quando pude classificá-la, passei a vê-la em todos os lugares. Esse é o x da questão; é onde eu queria chegar: o fato de podermos dar nome a algo significa que estamos conscientes deste algo... temos poder sobre ele... nós o possuímos e estamos no comando.
(Design para quem não é designer - Robin Williams - Callis Editora)
A mesma linha de raciocínio sobre só conseguir enxergar apropriadamente depois de dominar o conhecimento aparece no CD-ROM da Ruth Rocha chamado O Menino que aprendeu a ver sobre um garoto em fase de alfabetização. E a possibilidade de apenas conseguir dominar um conceito ao nomeá-lo está em 1984 de George Orwell (deve haver alguma explicação psicológica importantíssima para o fato de eu citar tanto esse livro). E mais, se não me engano, foi com a Meg que discutia sobre o porquê da frase de Caetano na música Língua (olha a Elza Soares aí novamente) "está provado que só é possível filosofar em alemão". E posso ficar aqui fazendo associações infinitas, passando novamente pela Alegoria da Caverna de Platão.
Para ilustrar, conto que logo depois de ler esse texto e ainda rumiando essas idéias que não devem ser nem um pouco originais, vi no Fantástico uma suposta matéria jornalística que na verdade era um anúncio sobre uma peça de teatro do Jô Soares. Ele falava sobre Jane Eyre. O nome era novo para mim, mas por algum motivo, ficou ali na memória volátil. Recebo, via e-mail, uma palavra em inglês por dia. Pois naquela segunda-feira, dia em que normalmente leio a correspondência que chega no final de semana, ali estava:
The Word of the Day for August 10 is:
ambrosia \am-BROH-zhuh or am-BROH-zhee-uh\ (noun)
*1 a : the food of the Greek and Roman gods b : the ointment or perfume of the gods
2 : something extremely pleasing to taste or smell
3 : a dessert made of oranges and shredded coconut
Example sentence:
"We feasted that evening as on nectar and ambrosia; and not the least delight of the entertainment was the smile of gratification with which our hostess regarded us . . ."
(Charlotte Bronte, _Jane Eyre_)
Claro que num post do Mothern na mesma semana as meninas também falaram de Jane Eyre.
Isso talvez não tenha a ver com o que está no ar, no inconsciente coletivo e é captado e moldado pelas "antenas" dos artistas de verdade. Talvez não tenha a ver também com afinidades entre pessoas que se querem bem. Mas de alguma forma achei que se encaixa aqui a tradução de uma idéia que me ronda há tempos sobre a questão do cigarro e da alimentação dos norte-americanos que vi traduzida perfeitamente no blog da Eliane sem que eu jamais tenha conversado com ela sobre isso.
E depois de tudo surgiu uma nova indagação: a gente só vê a resposta que sempre esteve ali quando retira mais um véu da frente dos olhos ou apenas recebe a resposta quando enfim consegue formular a pergunta?
E por falar em Yuca (1)...
(este é um daqueles posts que estavam encalacrados há dias)
Nem me lembro se já comentei isso por aqui, mas um post da Fer de alguns dias atrás reavivou uma velha discussão aqui em casa. Ela dizia que descobrira finalmente como falar inhame (viu, Lu?) em inglês: yuca.
Ricardo diz que yuca é também aipim em inglês. Eu lembro vagamente de ter lido manioc flour em rótulos de farinha. Ele diz que é isso mesmo: que mandioca é a raiz venenosa, que só serve para fazer farinha e que aipim é a raiz que a gente come com carne seca (ai, que fome!). Rebato que no nordeste a planta é conhecida como macaxeira. Ele diz que macaxeira é aipim, que mandioca é venenosa. Eu digo que em Minas, por exemplo, já me serviram o que eu chamo de aipim como mandioca. Ele teima.
Em matéria de teimosia, fui professora na escola em que ele se formou. Como geralmente acontece nesses casos, peço socorro ao meu pai, o Aurélio:
aipim sm. Bras. V. mandioca
mandioca sf. Bras. 1. Planta de tubérculos alimentícios, da qual há espécies venenosas, de que se faz farinha de mesa; aipim, macaxeira. 2. O tubérculo dessa planta.
macaxeira ou macaxera (ê) sf. N. e N.E. V. mandioca (1).
Portanto, meu bem, os três são sinônimos e falam de um mesmo tubérculo que tem algumas espécies venenosas.
E agora, num surto de achismo, afirmo que manioc é o nome em inglês e que yuca é emprestado do espanhol.
Compravada assim a tese de eu estou sempre certa, dou a discussão como encerrada.
E tenho dito!
(É nessa hora que eu me divirto imaginando a cara de quem não conhece o casal.)
(este é um daqueles posts que estavam encalacrados há dias)
Nem me lembro se já comentei isso por aqui, mas um post da Fer de alguns dias atrás reavivou uma velha discussão aqui em casa. Ela dizia que descobrira finalmente como falar inhame (viu, Lu?) em inglês: yuca.
Ricardo diz que yuca é também aipim em inglês. Eu lembro vagamente de ter lido manioc flour em rótulos de farinha. Ele diz que é isso mesmo: que mandioca é a raiz venenosa, que só serve para fazer farinha e que aipim é a raiz que a gente come com carne seca (ai, que fome!). Rebato que no nordeste a planta é conhecida como macaxeira. Ele diz que macaxeira é aipim, que mandioca é venenosa. Eu digo que em Minas, por exemplo, já me serviram o que eu chamo de aipim como mandioca. Ele teima.
Em matéria de teimosia, fui professora na escola em que ele se formou. Como geralmente acontece nesses casos, peço socorro ao meu pai, o Aurélio:
aipim sm. Bras. V. mandioca
mandioca sf. Bras. 1. Planta de tubérculos alimentícios, da qual há espécies venenosas, de que se faz farinha de mesa; aipim, macaxeira. 2. O tubérculo dessa planta.
macaxeira ou macaxera (ê) sf. N. e N.E. V. mandioca (1).
Portanto, meu bem, os três são sinônimos e falam de um mesmo tubérculo que tem algumas espécies venenosas.
E agora, num surto de achismo, afirmo que manioc é o nome em inglês e que yuca é emprestado do espanhol.
Compravada assim a tese de eu estou sempre certa, dou a discussão como encerrada.
E tenho dito!
(É nessa hora que eu me divirto imaginando a cara de quem não conhece o casal.)
E por falar em Seu Jorge...
Quem leu suplementos ou cadernos de cultura do último final de semana, deve ter também tomado uma overdose de Elza Soares.
Não que ela não mereça, com aquela voz maravilhosa, esse reconhecimento, mesmo que tardio. O que me invoca é a quantidade de histórias em torno dela. A última que roda na cidade já me chegou aos ouvidos vinda de diversas fontes. A primeira vez que ouvi fiquei realmente espantada, depois, com outras versões, começo a achar que o enredo com a Ivete Sangalo é mais uma lenda urbana. O interessante é que a ex-lavadeira conseguiu convencer Kátia Lund e João Moreira Salles a filmarem, em um documentário sobre sua vida, o suposto episódio em que um OVNI se aproxima para acompanhar um de seus shows. Bem, depois de Marcinho VP, a gente fica mesmo com a impressão que o João engole mesmo qualquer história. [Por falar nisso que micagem prenderem um traficante condenado na pré-estreia só para convidados de Cidade de Deus, hein?]
E Elza está com crédito. Ela pode quase tudo.
Ainda não ouvi o novo CD, a não ser por um aperitivo com a Meg tocando para mim por telefone. Minhas amigas de gosto finíssimo adoraram. A crítica aplaude em uníssono. Estou curiosa.
Além das inéditas de Chico, Caetano e Benjor, uma das faixas mais comentadas é A Carne. Conheço a música de um disco de 1998 do Farofa Carioca (Moro no Brasil). E esse meu raciocínio todo torto e cheio de associações doidas me colocou para tocar a antiga turma do Seu Jorge hoje. É, eu gosto mesmo deles.
E eu quero Do Cóccix até o Pescoço.
Quem leu suplementos ou cadernos de cultura do último final de semana, deve ter também tomado uma overdose de Elza Soares.
Não que ela não mereça, com aquela voz maravilhosa, esse reconhecimento, mesmo que tardio. O que me invoca é a quantidade de histórias em torno dela. A última que roda na cidade já me chegou aos ouvidos vinda de diversas fontes. A primeira vez que ouvi fiquei realmente espantada, depois, com outras versões, começo a achar que o enredo com a Ivete Sangalo é mais uma lenda urbana. O interessante é que a ex-lavadeira conseguiu convencer Kátia Lund e João Moreira Salles a filmarem, em um documentário sobre sua vida, o suposto episódio em que um OVNI se aproxima para acompanhar um de seus shows. Bem, depois de Marcinho VP, a gente fica mesmo com a impressão que o João engole mesmo qualquer história. [Por falar nisso que micagem prenderem um traficante condenado na pré-estreia só para convidados de Cidade de Deus, hein?]
E Elza está com crédito. Ela pode quase tudo.
Ainda não ouvi o novo CD, a não ser por um aperitivo com a Meg tocando para mim por telefone. Minhas amigas de gosto finíssimo adoraram. A crítica aplaude em uníssono. Estou curiosa.
Além das inéditas de Chico, Caetano e Benjor, uma das faixas mais comentadas é A Carne. Conheço a música de um disco de 1998 do Farofa Carioca (Moro no Brasil). E esse meu raciocínio todo torto e cheio de associações doidas me colocou para tocar a antiga turma do Seu Jorge hoje. É, eu gosto mesmo deles.
E eu quero Do Cóccix até o Pescoço.
A CARNE
(Seu Jorge / Marcelo Yuca / Ulisses Cappelletti)
A carne mais barata do mercado
É a carne negra!
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
E vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
A carne mais barata do mercado
É a carne negra!
Que fez a faz história pra caralho
Segurando esse país no braço (meu irmão)
O gado aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país vai deixando
Todo mundo preto e o cabelo esticado
E mesmo assim
Ainda guarda o direito
De algum antepassado da cor
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, bravamente, por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar por justiça e respeito
De algum antepassado da cor
Brigar
Carne Negra!!!
(Seu Jorge / Marcelo Yuca / Ulisses Cappelletti)
A carne mais barata do mercado
É a carne negra!
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
E vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
A carne mais barata do mercado
É a carne negra!
Que fez a faz história pra caralho
Segurando esse país no braço (meu irmão)
O gado aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país vai deixando
Todo mundo preto e o cabelo esticado
E mesmo assim
Ainda guarda o direito
De algum antepassado da cor
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, bravamente, por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar por justiça e respeito
De algum antepassado da cor
Brigar
Carne Negra!!!
20.8.02
Toda solidariedade à tragédia ocorrida ontem com as madeixas da Fátima Bernardes. Parece que a jornalista e apresentadora de telejornal, atendeu às exigências da empresa que acha que só é esteticamente aceitável cabelo escorrido.
Sim, estou falando daquela empresa que quando não manda tosar os cabelos, deixa todo mundo queimado de chapinha, com cara de boi lambeu e anda transformando negras lindas em arremedo de índias.
Cantemos, pois!
Ah, e se vocês ainda não ouviram esse novo CD do Max de Castro, estão perdendo muita coisa boa.
Sim, estou falando daquela empresa que quando não manda tosar os cabelos, deixa todo mundo queimado de chapinha, com cara de boi lambeu e anda transformando negras lindas em arremedo de índias.
Cantemos, pois!
O NEGO DO CABELO BOM
(Max de Castro / Seu Jorge)
muita gente implica com meu pixaim
mas o que implica é que o cabelo é bom
quando isso me irrita, vai ter briga, sim
porque eu não aceito discriminação
quando eu vou à praia, alguém sempre diz
seu cabelo é duro e não entra água não
se é impermeável, isso é problema meu
na verdade o que é duro é seu coração
alisa ele, não
é o que minha nega sempre diz pra mim
alisa ele, não
você é meu nego do cabelo bom
alisa ele, não
você que dita a moda em paris
não sou vaselina e não vacile, não
(Max de Castro / Seu Jorge)
muita gente implica com meu pixaim
mas o que implica é que o cabelo é bom
quando isso me irrita, vai ter briga, sim
porque eu não aceito discriminação
quando eu vou à praia, alguém sempre diz
seu cabelo é duro e não entra água não
se é impermeável, isso é problema meu
na verdade o que é duro é seu coração
alisa ele, não
é o que minha nega sempre diz pra mim
alisa ele, não
você é meu nego do cabelo bom
alisa ele, não
você que dita a moda em paris
não sou vaselina e não vacile, não
Ah, e se vocês ainda não ouviram esse novo CD do Max de Castro, estão perdendo muita coisa boa.
19.8.02
SEGUNDA-FEIRA
Hidroginástica
Vantagens
- Melhora dos níveis de força e desenvolvimento dos principais grupos musculares.
- Aumento da circulação sangüínea e da resistência do sistema cárdio-respiratório.
- Tonifica os músculos, torneando braços, pernas e bumbum.
- Quem faz hidroginástica melhora a flexibilidade das articulações.
Riscos
- Desde que você tenha feito uma consulta médica anterior, não há nenhum tipo de problema.
- Como a hidroginástica é uma atividade particada com a água no nível do ombro, o peso do corpo diminui 90%. Isso quase que elimina os impactos muscular e das articulações.
- Quanto mais baixo o nível da água, maior será o impacto.
Observação: para calcular a sua freqüência cardíaca ideal, os médicos costumam recomendar usar a fórmula: 220 - idade = freqüência cardíaca máxima (100%). Na dúvida, consulte um médico.
Período mínimo para fazer efeito
- Para se perceber os benefícios da hidroginástica é preciso praticá-la, pelo menos, 3 vezes por semana, 45 minutos por dia, durante 3 meses.
- Para um melhor desempenho cardiovascular, a freqüência desejada é entre 70% e 85%. Para queimar gordura e perder peso, a freqüência cardíaca ideal é entre 55% e 70%.
Gasto calórico médio
- De 260 a 400 kcal/hora
Quem deve fazer
- A hidroginástica é uma das únicas atividades indicadas para quem tem pouco ou nenhum condicionamento físico. Apesar disso, pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento podem praticá-la.
- Atletas lesionados fazem hidroginástica porque ela fortalece a musculatura, protegendo as articulações. Pela mesma razão, muitos idosos procuram essa atividade para aumentar a força muscular.
- Indicado também para quem tem problemas de coluna e para gestantes, já que previni dores lombares e cervicais, aumenta a circulação nas pernas, facilitando o parto e sua posterior recuperação.
Dicas do especialista
Sempre encaixar o quadril e manter a postura ereta. Equanto estiver se exercitando, manter todo o pé apoiado no chão e contrair o abdômem. Além disso, é essencial que se mantenha a respiração contínua, sem bloqueá-la. Aumente a intensidade de acordo com o seu ritmo e evite comer uma hora antes de iniciar o exercício.
(mais aqui)
*****************
Os ingredientes naturais e integrais presentes nos Biscoitos Integrais de Girassol Vitao, proporcionam uma boa dose de nutrientes essenciais ao organismo, colaborando para uma alimentação saudável.
Ingredientes: farinha de trigo integral, sementes de girassol, açúcar mascavo, sal marinho, óleo de milho, mel, cravo e canela em pó e essência natural de limão.
*****************
O resto é segredo. Só posso contar por e-mail.
18.8.02
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