Fui visitar o Centro Cultural da Justiça Federal que eu ainda não conhecia. Entre algumas exposições bem interessante, uma sobre os direitos civis e sua história no Brasil. Uma das coisas que me chamaram mais atenção foi o acompanhamento da história da dinâmica familiar (amparada pela lei). A mulher não poderia, por exemplo, trabalhar sem ordem expressa do marido ou de um juiz. E para ilustrar situações como essa, alguns textos.
Um deles, contava a história de uma família que não tinha farinha para acompanhar o almoço. Como a mulher sabia que o marido tinha o hábito de comer farinha em todas as refeições, tratou de providenciar a dita cuja para o jantar. Ao ver o alimento na mesa à noite o marido pergunta onde a mulher tinha conseguido dinheiro para aquilo. Ela responde que tinha lavado uma trouxa de roupas. O marido dá-lhe uns catiripapos pra ela aprender a não trabalhar nem sair de casa sem o consentimento dele.
Em outro texto, uma espécie de 10 mandamentos para a esposa e mãe ideal de 1929. Seria para rir, se não fosse trágico.
Mas depois de acompanhar a fartura de ontem, dia internacional da mulher, por todos os cantos, descrevendo o “ser mulher”, cheguei a algumas explicações possíveis:
- Os textos são muito antigos e refletem uma realidade feminina que não existe mais.
- Mesmo em grupos geográficos e sociais que você acha que isso é impensável, tudo o que aconteceu nas últimas décadas parece ter passado ao largo e algumas mulheres continuam em 1929. Elas esperam os maridos em casa com os chinelos em uma mão e o jornal em outra. Estão perfumadíssimas, apavoradas com a idéia de que alguma aventureira lance mão deles. Elas abrem as pernas quando eles querem, porque faz parte de seus deveres de esposa amantíssima, mas sexo para elas é apenas algo que tem que ser tolerado. Elas são as únicas responsáveis pela criação dos filhos e pelo bom andamento dos assuntos domésticos. Seus maridos são provedores e tudo o que possa aborrecê-los deve ser evitado ou sumariamente descartado. Por isso elas sempre os aceitam de volta e nem perguntam porque eles demoraram três meses para comprar um maço de cigarros ali na esquina. Afinal, têm muita sorte por tê-los de volta.
- Eu não sou uma mulher.
Acabei de Ler - Agosto de 2026
Há uma semana
Quem ainda n?o foi, tem que ir:
A rolinha entrou pela janela aberta. Todas nós soltamos gritinhos de surpresa. A professora de hidroginástica encolheu-se num canto. Tem gente que morre de medo de aves.
Quando N. a resgatou das águas com suas luvas de pato, a ave se debatia. Eu, sempre a mais alta de quase qualquer turma, me ofereci para colocá-la no peitoril da janela para que pudesse alçar vôo assim que se recuperasse. Mas a rolinha morreu nas minhas mãos e eu fiquei com uma tristeza infantil no peito.
Fui surpreendida por uma peça que não era um musical, como eu esperava. Os dois atores em cena, Tadeu Aguiar e Eduardo Bakr, conseguem lidar com o texto fronteiriço, que poderia facilmente, sem o talento deles, descambar para o risível ou para o piegas. Ambos estão muito bem em Despertando para sonhar, que já foi apresentada em muitas escolas e agora estréia para o público em geral.
Assim, a Hidra simbolizaria a vaidade e os vícios que renascem em dose dupla como suas cabeças. O pântano seriam as águas estagnadas, como um inconsciente não criativo, parado. O sangue da Hidra, que era venenoso, podia contaminar a água do pântano, assim como os vícios que corrompem aqueles que com ele têm contato.
We wish you all
A Very Happy And Prosperous Diwali the festival of light.
Diwali guia até a Verdade e a Luz e é celebrado por toda a Índia no Amavasya - o 15º dia da escura quinzena do mês hindu de Ashwin (Aasho) (Outubro/Novembro) todo ano. Simboliza a cultura ancestral do país que ensina a subjulgar a ignorância que domina a humanidade e bane a escuridão que traga a luz da sabedoria. Diwali, o festival da luz projeta no mundo moderno de hoje o passado da Índia e ensina a preservar os verdadeiros valores da vida.
A palavra "Diwali" é uma corruptela da palavra "Deepavali" em sânscrito. Deepa significa luz e Avali, significa seqüência. De fato, a iluminação é uma de suas maiores atrações. Todas as casas, da mais humilde à mais rica é iluminada de forma típica para dar as boas vindas a Lakshmi, a deusa da riqueza e da prosperidade. Figuras Rangoli multicoloridas, decoração floral, fogos de artifício emprestam grandeza ao festival que anuncia alegria, júbilo e felicidade no ano que chega.



"Paulinho da Viola - Meu tempo é hoje", documentário de Izabel Jaguaribe sobre o sambista que eu só consegui ir conferir no último final de semana é simplesmente o máximo. Mais uma prova de que o Brasil faz documentários de gente grande. Além de divertido, é informativo, bonito, inteligente e comovente sem ser piegas. Tem a melhor música do mundo e a Cidade Maravilhosa no que ela tem de melhor: sua gente e seu espírito. Tem Paulinho da Viola lindo, transbordando sua dignidade, sua nobre musicalidade, sua vida entre familiares, amigos e parceiros, suas idiossincrasias... Tem Monarco, Nelson Sargento, Zeca Pagodinho, Walter Alfaiate, Cristina Buarque, Teresa Cristina e mais um monte de gente boa. Tem mais ou menos 30 músicas amarrando as saborosas histórias e depoimentos. Tem expectador aplaudindo no final da exibição porque ficou se segurando para não fazer isso durante o filme.
O artista plástico brasileiro Vik Muniz, radicado há 20 anos em Nova York, apresenta uma série inédita de fotografias. Intitulada Retratos de revista, a série traz imagens que são reconstituição do retrato de personalidades e personagens, que ele admira e/ou convive, com pequenas pastilhas feitas de papel recortado de revistas.
O ponto de partida do artista foi a observação de retratos publicados em revista que mostram a intimidade das celebridades, ao mesmo tempo em que são essas publicações que tornam famosos quase anônimos. Vik se colocou a pergunta: como fragmentar e reconstruir a fisionomia das pessoas com pedaços de outras imagens e ainda assim mantê-las reconhecíveis? Partiu então para fotografar cada um dos seus 'heróis'. De posse dos retratos, submeteu-os, em estúdio, a um processo de ampliação com lentes que ele próprio construiu e que produzem cromos de 20 x 25 cm, com definição extraordinária. A partir daí, remontou os retratos, a mão livre, com pastilhas de páginas de revista, feitas com furador de papel. A última etapa é a foto da remontagem, enfim o formato final, em ampliações de até 230 x 180 cm, que dá a impressão de um desenho pontilhista.


Dizem que Cosme e Damião eram árabes e viveram na Sicília, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada.
A primeira vez que ouvi sobre Santa Maria Egipcíaca foi num livro de
A história fica ainda mais fascinante quando a gente a lê como publicada em 