Blues do elevador
(Zeca Baleiro)
ora quem é que não sabe
o que é se sentir sozinho
mais sozinho que um elevador vazio
achando a vida tão chata
achando a vida mais chata
do que um cantor de soul
sou eu quem te refresca a memória
quando te esqueces de regar as plantas
e de dependurar as roupas brancas no varal
só faz milagres quem crê que faz milagres
como transformar lágrima em canção
vejo os pombos no asfalto
eles sabem voar alto
mais insistem em catar as migalhas do chão
sei rir mostrando os dentes
e a língua afiada
mais cortante que um velho blues
mas hoje eu só quero chorar
como um poeta do passado
e fumar o meu cigarro
na falta de absinto
eu sinto tanto eu sinto muito eu nada sinto
como dizia madalena
replicando os fariseus
quem dá aos pobres e empresta
quem dá aos pobres e empresta
adeus
14.4.04
Cristal, site caprichadísimo da minha querida amiga Eliane, foi indicada como site do dia pelo Terra no dia 12/04!
Quem ainda não conhece o trabalho da Li, precisa fazer uma visitinha e conhecer aquela beleza, tanto em forma quanto em conteúdo.
Quem ainda não conhece o trabalho da Li, precisa fazer uma visitinha e conhecer aquela beleza, tanto em forma quanto em conteúdo.


Serviço:
Sem couvert artístico / sem consumação mínima
O show começa às 20:00h e depois das 21:00h as portas da loja se fecham.
É prudente reservar lugar pelo telefone 2548-5005 - as reservas são garantidas até às 19:00h
Modern Sound - Rua Barata Ribeiro, 502 - Copacabana
Estacionamento rotativo no local - R$ 5,00 primeiras 2 horas / R$ 2,00 hora excedente ou fração.
13.4.04
Agressão nas escolas
O que é o "bullying"?
"Bullying" direto: "Um aluno está a ser vítima de violência continuada quando é exposto repetidamente, durante um longo período de tempo, a uma ação negativa por parte dos outros alunos." (Olweus, 1991)
"Bullying" relacional: "Consiste em provocar danos emocionais num colega, manipulando as suas relações com os outros; provocando-lhe assim uma sensação de exclusão social." (Crick & Grotpeter, 1995)
Quais são os diferentes tipos de "bullying"?
Físico: Bater, pontapear, roubar ou danificar bens alheios.
Verbal: Chamar nomes, provocar cruelmente, ameaçar e intimidar.
Relacional/psicológico: Exclusão social, espalhar rumores maliciosos, pôr fim à amizade propositadamente.
O problema da agressão continuada
Uma criança é considerada vítima quando está exposta a ações negativas repetidas ao longo do tempo e quando há desequilíbrio de poder.(Olweus, 1991) Investigações fazem geralmente a distinção entre agressão física direta, agressão verbal e agressão indireta ou relacional. A agressão física direta constitui comportamentos tais como ser roubado ou levar uma sova. Agressão verbal inclui chamar nomes, gozar ou fazer pouco, fazer chantagem ou ameaçar. Agressão indireta ou relacional refere-se a comportamentos tais como boatos maldosos, deixar a vitima fora das brincadeiras.
A agressão continuada é um comportamento social complexo. As crianças podem ser consideradas unicamente agressores quando só agridem outras crianças e nunca são as vítimas, unicamente vítimas quando é agredida por outras crianças mas nunca as agride, agressor/vítima quando a criança por vezes agride outras crianças e por vezes é agredida, e crianças neutras que nãos e envolvem em situações de agressão nem são vitimas destas. Alguns investigadores (Salmivalli et al., 1996) examinaram aprofundadamente a agressão continuada como um processo de grupo e ainda usaram outros termos como 'assistente' para a criança que ajuda o agressor, 'defensor' para a criança que ajuda a vítima e 'outsiders' para as crianças que observam a agressão mas não se envolvem diretamente nela.
Qual é a dimensão deste problema?
Investigações recentes revelam que a agressão continuada é um problema a nível mundial, no entanto a incidência varia nos diferentes países e culturas. Investigações de Wolke et al. (2001) revelam que 1/3 de crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico são freqüentemente vítimas de agressão continuada e 17% das crianças admitem agredir outras crianças regularmente.
Outros estudos sobre o 1ª e 2ª Ciclo do Ensino Básico (com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos) mostram que a vitimização varia entre os 8% e os 46% enquanto a agressão é menor, variando entre 3% e 23%.
Wolke et al. (2001) concluíram também que chamar nomes feios é a forma mais freqüente de agressão continuada, seguida de bater e dizer mentiras sobre a vítima. Muitas crianças relataram serem agredidas na sala de aula e no recreio por colegas da sua própria turma.
Conseqüências da agressão continuada
Ser vítima de agressão continuada pode trazer sérias conseqüências para o indivíduo e para a sua família e este problema tem sido associado a comportamentos como distúrbios na conduta, hiperatividade, e rivalidades (Wolke et al., 2000), problemas de saúde (Wolke et al., 2001), insucesso escolar (Sharp & Thompson, 1992), vadiagem (Sharp & Thompson, 1992), depressão e problemas de ansiedade (Salmon et al., 1998), e até suicídio (Rigby, 1998).
O problema da agressão continuada
Problemas de agressão continuada acontecem em todas as escolas e estudos de investigação indicam que é um problema com grande incidência. As escolas têm um contexto social perfeito para a agressão continuada, porque muitos comportamentos conseguem passar despercebidos. Os lugares mais citados para ocorrerem as agressões são os recreios e as salas de aula. A agressão no recreio é difícil de detectar por parte dos professores porque estes nem sempre estão presentes. Na sala de aula é difícil de identificar porque é normalmente uma agressão mais subtil, de natureza relacional. Muitas vezes, pela cultura da escola, a criança prefere sofrer em silêncio do que acusar o agressor.
Os professores podem estar a par dos efeitos possíveis da agressão continuada nas crianças mas por vezes não conhecem os sinais de aviso:
- Uma criança muito calada pode tornar-se mais retraída
- Algumas vítimas podem tornar-se agressivas como meio de lidar com a frustração
- Pode haver deterioração na performance escolar
- Pode haver falta de concentração no trabalho escolar
- No intervalo, a vítima pode hesitar e perder a vontade de ir ao recreio
- A vítima pode sentir-se perturbada ou aflita antes da hora do intervalo
- A vítima pode fingir estar doente ou atrasar-se de propósito
- As outras crianças da turma podem mostrar relutância em sentarem-se perto da vítima
- As outras crianças podem recusar-se a trabalhar em grupo com a vítima
- A vítima pode mostrar-se relutante em responder a perguntas da aula
- Outros alunos da turma podem rir-se, escarnecer, gozar a vítima
- A vítima pode mostrar-se relutante em receber um elogio do professor
- Os bens da vítima podem começar a desaparecer ou a aparecer vandalizados.
O que deves tentar NÃO fazer se estiveres a ser vítima de agressão continuada:
· Lutar com o agressor, especialmente se ele for mais forte do que tu
· Culpar-te por seres agredido
· Não ir à escola e fingir estar doente
· Começar a chorar em frente do agressor
· Ignorar o agressor e rir na cara dele
· Chamar nomes ao agressor e gozar com ele também
Se és um agressor, pensa nas razões porque está a agredir os outros:
· Pensa em formas melhores de te divertires - Como te sentirias se fosses a vítima?
· Pensa se os teus amigos realmente gostam de ti e admiram o que fazes
· Passa-se alguma coisa na tua vida que te leve a agredir os outros?
· Tens noção de como estás a fazer a vítima sentir-se e das conseqüências do teu comportamento nas outras pessoas?
(retirado daqui, com algumas adaptações para português do Brasil)
**************
O assédio moral no ambiente de trabalho
O assédio moral no trabalho, também conhecido como mobbing, é muito mais grave e comum do que se pensa: na Inglaterra, por exemplo, 16,3% dos trabalhadores já foram vítimas do mesmo. Na Europa, atualmente, o mobbing responde por cerca de 15% dos casos de suicídio. No entanto, entre nós o fenômeno não vem recebendo a atenção que mereceria.
Conceitua-se como mobbing a adoção deliberada e continuada de comportamentos que visam à humilhação e ao constrangimento da vítima, com o objetivo de destruí-la psicologicamente e afastá-la do ambiente do trabalho em virtude de licença médica, forçando-a a pedir demissão ou, em casos mais graves, levando-a ao suicídio. Pode ser praticado por um superior hierárquico (mobbing vertical), pelos colegas de trabalho (mobbing horizontal) ou, em casos raros, até mesmo pelos empregados contra um chefe (mobbing ascendente). Veja-se que o assédio moral não se confunde com o assédio sexual, pois este busca a sujeição sexual da vítima, enquanto aquele se destina à destruição psicológica da mesma. Além disso, as pesquisas mostram que a vítima do assédio sexual, majoritariamente, ainda é a mulher, enquanto no assédio moral não há qualquer relação com o sexo da vítima. Muitas vezes, no entanto, a rejeição ao assédio sexual é a causa do assédio moral, pois o superior rejeitado dá início à perseguição sistemática da vítima.
Os métodos mais comuns, na prática, são os seguintes:
a) isolar a vítima do grupo, cortando-lhe as relações sociais. No mobbing horizontal, são os colegas que evitam dirigir a palavra, tratando a vítima com desprezo e não a convidando para as festas e comemorações, conversando sobre ela como se não estivesse presente; no vertical, o chefe coloca a vítima para trabalhar em sala isolada, onde não possa ter contato com os colegas, não lhe permite participar das reuniões ou dá informação errada sobre a hora da mesma, etc.;
b) destruir-lhe a auto-estima, com brincadeiras ou humilhações que a ridicularizem na frente dos colegas ou mesmo dos clientes, às vezes resultando em uma reação descontrolada, que será usada contra a própria vítima;
c) constrangimento e desqualificação, atribuindo-lhe tarefas inúteis ou degradantes, aquém da qualificação profissional do cargo, ou então fixando metas impossíveis de serem atingidas, forçando a vítima a um desdobramento no trabalho para, ao final, dizer-lhe que aquilo não vai servir para nada.
Esse terror psicológico, além das conseqüências psíquicas, também gera conseqüências orgânicas, podendo causar problemas gástricos, úlceras, dificuldades respiratórias, dores musculares, etc. Por outro lado, o empregador pode ser responsabilizado por danos materiais e morais, mesmo no caso do mobbing horizontal, pois tem a obrigação de fornecer aos seus empregados um meio ambiente de trabalho saudável, fiscalizando e intervindo toda vez em que essa obrigação não estiver sendo atendida.
(texto de Aldemiro Rezende Dantas Júnior - Juiz do Trabalho e Mestre em Direito Civil)
(retirado daqui)
Deu hoje na coluna da Hilde no JB e eu apóio, desde que não seja uma solução apenas para a Zona Sul, mas que tenha continuidade pra toda a cidade:
Vou voltar a um tema, que já abordei no passado: a erradicação das favelas. Não dá pra nos enganarmos de que há outra solução além dessa. Não há. O Favela Baiiro, projeto maravilhoso, de urbanização das comunidades pobres, ficou muito bom em termos de obra de engenharia, mas não cumpriu seu objetivo quanto à qualidade de vida e de coibir a violência. As favelas, com sua esquizofrenia urbanística, ruas estreitas que não se sabe onde começam e onde terminam, são o habitat ideal para o tráfico, nicho para marginais, que aterrorizam seus moradores e toda a vizinhança, estabelecem regras para ir e vir, expõem os cidadãos ao fogo cruzado das balas perdidas...
Faltam aos nosso políticos vontade e coragem, para aruivar a demagogia "politicamente correta" e partir para soluções radicais, como o Rio de Janeiro, em outras épocas, já ousou, e com sucesso. Nossas autoridades equilibram-se em cima do muro, acendendo sua vela no mesmo altar que serve à reza dos traficantes. Longe elas estão de se concentrar na busca de uma solução real para o problema que afeta os cidadãos...
Pois bem, se os políticos não agem, a sociedade civil vai à luta. Um grupo de empresários do setor imobiliário formatou um projeto para a remoção geral das favelas de Recinha, Vidigal, Vila Parque da Cidade, Vila Pedra Bonita e Vila Canoas, para áreas ociosas da Rede Ferroviária Federal - nas cercanias de Cais do Porto, Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Cidade Nova. São áreas descontinuadas, numa região da cidade à espera de iniciativas para revitalizá-la, que perfazem os 650 mil m2 necessários a isso, dotadas de infraestrutura básica, com o Metrô bem ali e potencial de empregos para toda a população a ser removida...
Segundo esse projeto já pronto, formatado, detalhado, que nos chegou às mãos, a área comportaria cerca de 17.500 habitações. Mais do que as 15 mil residências dos 56 mil moradores da Rocinha e dos 20 mil das outras comunidades citadas. São prédios de quatro andares, sem elevador, com apartamentos de sala e dois quartos, de 45 m2 de área útil cada um. Nessa área pretendida de 650 mil m2, o projeto também prevê escola, postos de saúde, comércio, praças, ruas, vilas olímpicas para treinamento esportivo etc...
Todos iriam morar contentes, em casas novas, mais seguras, mais decentes, que lhes seriam presenteadas pela Prefeitura e custaria zero ao governo. Os empreendedores, que arcariam com todo o custo do projeto, seriam ressarcidos recebendo 15% da área da favela da Rocinha, onde construiriam condomínios residenciais e prédios, obedecendo a legislação do bairro de São Conrado. Enquanto os restantes 75% daquela área seriam reflorestados e devolvidos à Mata Atlântica. Bom demais, não acham?...
Isso resolve o problema do tráfico? Não, não resolve, mas impede que ele, entocado nas favelas, atue livremente, utilizando cidadãos honestos como escudos humanos.
Então, vamos trabalhar por essa idéia?
Como o poder público não age, talvez esperando as próximas eleições para tentar capitalizar as tragédias da violência imputando culpa uns sobre os outros, penso que somos nós, os cidadãos, que devemos nos levantar e agir da forma que estiver ao nosso alcance.
Evidentemente a polícia deveria afastar sumaria e definitivamente aqueles maus profissionais que enxovalham o nome da instituição. Também deveria praticar ações que combatessem e prevenissem a prática de crimes. Está claro que a prefeitura deveria ser mais rigorosa na questão de ocupação do solo urbano. Lógico que o governo estadual deveria cumprir sua obrigação constitucional e garantir a segurança dos cidadãos. Perfeito é o raciocínio que aponta o poder federal como responsável pelo controle das fronteiras e da entrada de contrabando de armas e de drogas e ainda o apoio ao governo estadual para assegurar ao povo seus direitos à vida, a ir e vir e à paz.
Entretanto, não é com eles que podemos contar. Só conosco. E a nossa parte é aplicar a lei de oferta e procura. O dinheiro que arma marginais até os dentes vem da venda das drogas que se consomem em todas as classes sociais. Seu baseado e sua carreirinha são os fortificantes para este estado de coisas.
Se for comprar, lembre do preço.
Vou voltar a um tema, que já abordei no passado: a erradicação das favelas. Não dá pra nos enganarmos de que há outra solução além dessa. Não há. O Favela Baiiro, projeto maravilhoso, de urbanização das comunidades pobres, ficou muito bom em termos de obra de engenharia, mas não cumpriu seu objetivo quanto à qualidade de vida e de coibir a violência. As favelas, com sua esquizofrenia urbanística, ruas estreitas que não se sabe onde começam e onde terminam, são o habitat ideal para o tráfico, nicho para marginais, que aterrorizam seus moradores e toda a vizinhança, estabelecem regras para ir e vir, expõem os cidadãos ao fogo cruzado das balas perdidas...
Faltam aos nosso políticos vontade e coragem, para aruivar a demagogia "politicamente correta" e partir para soluções radicais, como o Rio de Janeiro, em outras épocas, já ousou, e com sucesso. Nossas autoridades equilibram-se em cima do muro, acendendo sua vela no mesmo altar que serve à reza dos traficantes. Longe elas estão de se concentrar na busca de uma solução real para o problema que afeta os cidadãos...
Pois bem, se os políticos não agem, a sociedade civil vai à luta. Um grupo de empresários do setor imobiliário formatou um projeto para a remoção geral das favelas de Recinha, Vidigal, Vila Parque da Cidade, Vila Pedra Bonita e Vila Canoas, para áreas ociosas da Rede Ferroviária Federal - nas cercanias de Cais do Porto, Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Cidade Nova. São áreas descontinuadas, numa região da cidade à espera de iniciativas para revitalizá-la, que perfazem os 650 mil m2 necessários a isso, dotadas de infraestrutura básica, com o Metrô bem ali e potencial de empregos para toda a população a ser removida...
Segundo esse projeto já pronto, formatado, detalhado, que nos chegou às mãos, a área comportaria cerca de 17.500 habitações. Mais do que as 15 mil residências dos 56 mil moradores da Rocinha e dos 20 mil das outras comunidades citadas. São prédios de quatro andares, sem elevador, com apartamentos de sala e dois quartos, de 45 m2 de área útil cada um. Nessa área pretendida de 650 mil m2, o projeto também prevê escola, postos de saúde, comércio, praças, ruas, vilas olímpicas para treinamento esportivo etc...
Todos iriam morar contentes, em casas novas, mais seguras, mais decentes, que lhes seriam presenteadas pela Prefeitura e custaria zero ao governo. Os empreendedores, que arcariam com todo o custo do projeto, seriam ressarcidos recebendo 15% da área da favela da Rocinha, onde construiriam condomínios residenciais e prédios, obedecendo a legislação do bairro de São Conrado. Enquanto os restantes 75% daquela área seriam reflorestados e devolvidos à Mata Atlântica. Bom demais, não acham?...
Isso resolve o problema do tráfico? Não, não resolve, mas impede que ele, entocado nas favelas, atue livremente, utilizando cidadãos honestos como escudos humanos.
Então, vamos trabalhar por essa idéia?
Como o poder público não age, talvez esperando as próximas eleições para tentar capitalizar as tragédias da violência imputando culpa uns sobre os outros, penso que somos nós, os cidadãos, que devemos nos levantar e agir da forma que estiver ao nosso alcance.
Evidentemente a polícia deveria afastar sumaria e definitivamente aqueles maus profissionais que enxovalham o nome da instituição. Também deveria praticar ações que combatessem e prevenissem a prática de crimes. Está claro que a prefeitura deveria ser mais rigorosa na questão de ocupação do solo urbano. Lógico que o governo estadual deveria cumprir sua obrigação constitucional e garantir a segurança dos cidadãos. Perfeito é o raciocínio que aponta o poder federal como responsável pelo controle das fronteiras e da entrada de contrabando de armas e de drogas e ainda o apoio ao governo estadual para assegurar ao povo seus direitos à vida, a ir e vir e à paz.
Entretanto, não é com eles que podemos contar. Só conosco. E a nossa parte é aplicar a lei de oferta e procura. O dinheiro que arma marginais até os dentes vem da venda das drogas que se consomem em todas as classes sociais. Seu baseado e sua carreirinha são os fortificantes para este estado de coisas.
Se for comprar, lembre do preço.
12.4.04
O vizinho
Temos um vizinho que funciona em outro fuso horário. Ele trabalha normalmente madrugada a dentro em eventos promocionais. Ele compartilha o mesmo espaço que nosso carro na garagem do prédio. Muitos vieram antes dele e o arranjo era simples: o vizinho ficava com as chaves do nosso carro e nós com as chaves do carro do vizinho. Assim, por mais chato que fosse ter que tirar dois carros e colocar um de volta a garagem, não havia maiores problemas na hora de sair motorizado de casa.
Mas nosso atual colega de vaga cada dia dirige um carro diferente, de acordo com a empresa em cuja promoção esteja envolvido. Não é possível nos deixar um conjunto único de chaves. Então o combinado é que ele, depois de estacionar, deixe a chave do veículo do momento à nossa disposição.
Ontem ele esqueceu deste acerto e não deixou a chave. E ao que tudo indica o mesmo fator que afetou sua memória quando chegou em casa em hora avançada, provavelmente o fez ter um sono de pedra hoje bem cedinho. E na hora de meu marido favorito sair para o trabalho, nem chaves, nem campainha, nem interfone, nem telefone, nem batidas à porta, nem berros ou chutões fizeram o querido amigo do andar debaixo largar a conversinha com Morfeu.
As notas fiscais do taxi para o escritório estão guardadas e qualquer eventual desconto por atraso já tem credor garantido.
Alvorecer perfumoso
Como se não fosse suficiente a poeira e o barulho gerados pelo furor demolidor de nosso alcaide, que resolveu reconstruir praticamente a partir do zero o famoso ginásio aqui em frente e deixá-lo pronto para o Pan de 2007 antes das eleições no final do ano, agora tenho meu próprio inferno particular.
Os operários chegaram cedo para concluir a obra que deixaram inacabada no meu banheiro desde aquele dilúvio doméstico do início do ano. Os mais assíduos por aqui devem lembrar que os canos do condomínio estouraram sobre a minha cabeça e inundaram meu apê. Os azulejos estavam fora de linha, havia outros pontos urgentes a serem consertados, patati, patatá e só hoje voltaram para arrumar as paredes que deixaram nuas, em carne viva.
Uma mudança básica fez-se necessária e lá fui eu transportando para outros lugares potes e vidros e frascos e toalhas e toda sorte de tranqueira que acumulo num dos meus cantos favoritos da casa, principalmenete para a leitura. Não quero minhas coisinhas empoeiradas. Nem os objetos que cuidam do meu amor.
Arranjei umas bolsas bonitinhas e fui ajeitando nossos pertences de forma a deixar mais à mão o que usamos com mais freqüência. Não que eu acredite nos prazos que eles nos deram para conclusão. Páscoa foi ontem e o coelhinho já foi embora. Mas tenho muita esperança, sempre.
Só que uma das bolsas estava já meio velhusca, parece que a cola venceu seu prazo de validade e ela desfez seu fundo quando a levantei pelas alças. Plém-belém-plá-pim-pim-pim! Sabe aquele vidro de perfume masculino. Pois é, o vidro não existe mais, mas o perfume está pela casa inteira.
Assim como o esporro e o pó.
Por que o governo sofre pressões internacionais para revelar a inovadora tecnologia de enriquecimento de urânio.
Para proteger seu segredo, os brasileiros esconderam as centrífugas dos inspetores e exibiram a eles um vídeo. Bastou isso para levantar a ira americana, que comparou o Brasil ao “eixo do mal”, que reúne os países que representam ameaça bélica, entre eles, Síria, Irã e Coréia do Norte. “É inaceitável nos comparar ao Irã”, diz o físico Anselmo Paschoa, que negociou com a Aiea o controle das instalações brasileiras. “Aplicamos aos adversários as mesmas regras que usamos com os amigos”, explicou James Goodby, negociador americano. Em dezembro, o assunto foi tema de reportagem do The New York Times.
Presta atenção, hein!
Para proteger seu segredo, os brasileiros esconderam as centrífugas dos inspetores e exibiram a eles um vídeo. Bastou isso para levantar a ira americana, que comparou o Brasil ao “eixo do mal”, que reúne os países que representam ameaça bélica, entre eles, Síria, Irã e Coréia do Norte. “É inaceitável nos comparar ao Irã”, diz o físico Anselmo Paschoa, que negociou com a Aiea o controle das instalações brasileiras. “Aplicamos aos adversários as mesmas regras que usamos com os amigos”, explicou James Goodby, negociador americano. Em dezembro, o assunto foi tema de reportagem do The New York Times.
Presta atenção, hein!
11.4.04
Quando convidamos C. para o almoço de Páscoa com prato principal de bacalhau preparado pelas mãos de meu amo e senhor, ela disse que só poderia vir se trouxesse a mãe que não queria deixar sozinha, já que os outros irmãos estavam viajando. Que bom!
Bem verdade que eu nunca tinha conversado muito com a matriaca, embora fosse uma fã, com quadros dela pendurados na parede de casa e principalmente por gostar tanto de seus filhos e pupilo. A gente sempre se encontrava em festas, em vernissages, muita gente em volta e pouca chance de trocar mais que parcas palavras.
Pois hoje tivemos tempo e gosto de nos conhecermos um pouco melhor, animadas pela simples alegria de estarmos todos juntos e ainda contarmos com a presença de Baco.
Tudo é agradável quando trocamos idéias com pessoas sensíveis, generosas e inteligentes. E se ainda recebemos como brinde uma história linda, cheia de cor e emoção, o dia vale, a vida fica mais saborosa.
E até aquela dúvida - recomeço a dieta amanhã ou antes dou cabo de todo o chocolate? - toma a real dimensão: uma bobagem.
Bem verdade que eu nunca tinha conversado muito com a matriaca, embora fosse uma fã, com quadros dela pendurados na parede de casa e principalmente por gostar tanto de seus filhos e pupilo. A gente sempre se encontrava em festas, em vernissages, muita gente em volta e pouca chance de trocar mais que parcas palavras.
Pois hoje tivemos tempo e gosto de nos conhecermos um pouco melhor, animadas pela simples alegria de estarmos todos juntos e ainda contarmos com a presença de Baco.
Tudo é agradável quando trocamos idéias com pessoas sensíveis, generosas e inteligentes. E se ainda recebemos como brinde uma história linda, cheia de cor e emoção, o dia vale, a vida fica mais saborosa.
E até aquela dúvida - recomeço a dieta amanhã ou antes dou cabo de todo o chocolate? - toma a real dimensão: uma bobagem.
Recebi por e-mail sem o nome do(a) autor(a). Depois fui informada de que era do Lula Vieira. Se não for e você souber de quem é, por favor, me informe para eu dar o devido (e merecidíssimo crédito):
Chaturas
Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho.
Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo preconceito por quem usa a expressão "agregar valor".
Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.
Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.
Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei.
Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.
Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhoooorrr" me irrita profundamente.
Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.
Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer?
Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva". Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa. Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria. E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"?
Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho.
Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo preconceito por quem usa a expressão "agregar valor".
Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.
Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.
Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei.
Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.
Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhoooorrr" me irrita profundamente.
Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.
Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer?
Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva". Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa. Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria. E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"?
No aniversário da azul e branco de Madureira teve feijoada e, obviamente muito samba. Oitenta e um aninhos, corpinho de vinte e a Portela tem fôlego para sambar muito ainda.
Dos dois carros lotados que nos levaram margeando a linha do trem, saiu, na porta da quadra, um povo alegre e disposto a curtir os encantos que só o subúrbio carioca tem.
E tem uma turma que defende que a Portela fica em Oswaldo Cruz, que essa história de Madureira é pra não iniciados. O importante é que todo mundo se divertiu. A turminha miúda logo se enturmou com a molecada local; quem era de beber, bebeu; quem era de comer, comeu; quem era de sambar, inclusive a rapaziada boa que veio da terra da garoa, sambou; quem era de paquerar, paquerou...
Companhia classe AAA.
Marquinho de Oswaldo Cruz mostrou pra todo mundo o que quer dizer raiz. Dorina cantou e encantou. Muita gente chegou no meio da roda e mostrou que samba é na palma da mão, no gingado do corpo e na manha dos pés. A Velha Guarda... Ah, a Velha Guarda... Tanta gente bonita... Tanta gente bamba...
Pelo sorriso colado na cara, o Arnaldo Jabor gostou.
C., pai de M.M., que nos recebeu e ciceroneou, também parecia contente toda vida. Sua mulher é madrinha de L., que toda lambuzada de ovo de Páscoa, foi parar no colo da Tia Surica.
Aliás, foi uma delícia ouvir uma palhinha do seu CD. Tenho um carinho todo especial por ela. Mas foi incrível saber que ela gravou sambas que eu cantava e ninguém parecia conhecer. Sim, eu canto muito, principalmente quando estou em casa ou tenho que percorrer um longo trecho a pé sozinha. Neguinho olha e acha estranho aquela mulher cantando no meio da rua. Deixa o povo olhar.
Deixa falar!
Dos dois carros lotados que nos levaram margeando a linha do trem, saiu, na porta da quadra, um povo alegre e disposto a curtir os encantos que só o subúrbio carioca tem.
E tem uma turma que defende que a Portela fica em Oswaldo Cruz, que essa história de Madureira é pra não iniciados. O importante é que todo mundo se divertiu. A turminha miúda logo se enturmou com a molecada local; quem era de beber, bebeu; quem era de comer, comeu; quem era de sambar, inclusive a rapaziada boa que veio da terra da garoa, sambou; quem era de paquerar, paquerou...
Companhia classe AAA.
Marquinho de Oswaldo Cruz mostrou pra todo mundo o que quer dizer raiz. Dorina cantou e encantou. Muita gente chegou no meio da roda e mostrou que samba é na palma da mão, no gingado do corpo e na manha dos pés. A Velha Guarda... Ah, a Velha Guarda... Tanta gente bonita... Tanta gente bamba...
Pelo sorriso colado na cara, o Arnaldo Jabor gostou.
C., pai de M.M., que nos recebeu e ciceroneou, também parecia contente toda vida. Sua mulher é madrinha de L., que toda lambuzada de ovo de Páscoa, foi parar no colo da Tia Surica.
Aliás, foi uma delícia ouvir uma palhinha do seu CD. Tenho um carinho todo especial por ela. Mas foi incrível saber que ela gravou sambas que eu cantava e ninguém parecia conhecer. Sim, eu canto muito, principalmente quando estou em casa ou tenho que percorrer um longo trecho a pé sozinha. Neguinho olha e acha estranho aquela mulher cantando no meio da rua. Deixa o povo olhar.
Deixa falar!
8.4.04
6.4.04
5.4.04
Você já é um metrossexual se...
* o box de seu banheiro é regularmente abastecido com esfoliantes e sabões com cheiro de frutas e cremes hidratantes;
* gasta mais de 50 reais no cabelereiro;
* malha com freqüência em um clube ou academia;
* tem ou quer ter uma bolsa masculina;
* deseja roupas personalizadas ou de grifes de qualidade;
* vai à manicure e/ou à pedicure com regularidade;
* adora massagens profissionais;
* raspa pu depila os cabelos indesejáveis do corpo;
* sua casa contém livros sobre vinhos, espiritualidade, decoração, sexo ou relacionamento;
* consegue lembrar o nome de cinco estilistas de roupas masculinas;
* a sua coleção de CDs inclui pelo menos meia dúzia de discos de música clássica;
* acredita em boas maneiras e cortesia na relação com as mulheres - particularmente na cama.
Paris
Barcelona
Nova York
Londres
Los Angeles
Miami
Milão
São Francisco
Amsterdã
Marrakesh
Arnold Schwarzenegger
Lenny Kravitz
George Clooney
Justin Timberlake
Sting
Ewan MacGregor
Adrian Brody
(Segundo a revista Glam Rio#3)
Do Adult Indigos exist? YES!!! They did not just start coming at rates of
90% of the incoming population in 1992. I believe there have always been
some Indigos, the amount of which has only increased through the last 50
years or so. My guess on percentages is that Indigos make up approximately
15-25% of 20-30 year olds, 10-15% of 30-40 yr olds, 5-10% of 40-50 yr olds
and 0-5% prior to that. That's MY opinion, not a fact. Some of us are here
to pave the way for today's mass influx of Indigo energy, to break down
some barriers and to be advocates and support systems for these children.
Yes, You can be an adult Indigo. They did not JUST start coming in now, the
numbers have just been increasing more and more til there are so many we
finally can not igore them. Yeay!!! Are you an adult Indigo?
I believe Adult Indigos have these characteristics:
* Are intelligent (tho did not necessarily have top grades).
* Are very creative and enjoy making things.
* Always need to know WHY (especially why they are being asked to do
something).
* Had disgust and perhaps loathing for the inanity of much of the
required work in school, the repetition.
* Were rebellious in school, refusing to do homework, rejecting
authority of teachers OR seriously wanted to rebel, but didn't DARE,
usually due to parental pressure.
* May have experienced early existential depression and feelings of
helplessness. These may have ranged from sadness to utter despair. Suicidal
feelings while still in high school or younger are not uncommon in the
Indigo Adult.
* Have difficulty in service-oriented jobs - resistance to authority
and caste system of employment.
* Prefer cooperative efforts or leadership position or solo if
expertise is valued.
* Have deep empathy for others, yet an intolerance of stupidity.
* Extremely emotionally sensitive including crying at the drop of a hat
(no shielding) - to no expression of emotion (full shielding).
* May have trouble with RAGE.
* Have trouble with most systems (either emotionally, mentally, or
physically)- political, educational, medical, law.
* Alienation from politics - feeling your voice won't count and that
the outcome really doesn't matter anyway.
* Frustration with or rejection of the traditional American dream - 9-5
career, marriage, 2.5 children, house with white picket fence, etc.
* Anger at rights being taken away, fear and/or fury at "Big Brother
watching you."
* They feel a need like a burning desire to do something to change and
improve the world. May be stymied what to do.
* Have psychic or spiritual interest fairly young - in or before teen
years.
* Had few if any Indigo role models.
* Have strong intuition.
* Random behavior pattern or mind style - (symptoms of Attention
Deficit Disorder), may have trouble focusing on a task unless of OWN
choosing, may jump around in conversations.
* Have had psychic experiences, such as premonitions, seeing angels or
ghosts, hearing voices.
* Sexually expressive and inventive OR may reject sexuality in boredom.
May explore alternate types of sexuality.
* Seek meaning to their life and understanding about the world May seek
this through religion, spiritual groups and books, self-help groups or
books, or individually.
* If they find balance they may become very strong, healthy, happy
lightworkers.
These are my opinion based on the discussions with other Indigo adults and
my extrapolation from child indicators projected back a generation.
~by Wendy H. Chapman
Essas crianças, chamadas por uma forte corrente de "Crianças Índigo" (Do livro: "The Indigo Children" de Lee Carroll e Ian Tober), que (...) começaram a se avolumar a partir de 1985 e vieram para provocar e auxiliar a transformação de todos os paradigmas aceitos até hoje no âmbito educacional, familiar, social e espiritual de todo o planeta, servindo de catalisadores para desencadear os movimentos necessários para este processo.
Sua estrutura cerebral é diferente dos demais, pois apresentam maior potencial no hemisfério direito do que no esquerdo, portanto, sendo mais sensíveis ao espiritual, indo além do plano de entendimento somente conceitual, material.
A neurociência vem comprovando - ao estudar estas crianças - que o lobo parietal do cérebro, que filtra os estímulos externos, trabalha mais devagar nelas, o que leva as outras partes do cérebro a trabalharem mais rápido.
Elas já vieram hiper-estimuladas. As demais crianças precisam de estímulos constantes para obterem desenvolvimento melhor. Elas não, já vieram assim, por isto são mais inteligentes e sensíveis, intuitivas, criativas, etc...
Estas crianças têm a velocidade do funcionamento cerebral diferente e precisam apenas de auxílio correto, para desenvolver suas latentes e geniais potencialidades.
Isto leva a pontos interessantes e cruciais para as mudanças. Elas tornarão os comportamentos mais coerentes, fazendo com que as pessoas façam o que pensam e não o contrário como nossa sociedade ensina, ou seja, elas são autênticas, sem máscaras.
Outra coisa importante é que elas têm a noção da Unidade, da igualdade entre os seres. Para elas, o "eu" e o "você" são a mesma coisa, o que os deixa menos dependentes do ego, do egoísmo, da inveja.
Elas não aceitam qualquer explicação para as questões por elas levantadas, pois sua intuição é fortíssima e não temem apontar as verdadeiras faces e intenções alheias. São defensoras da verdade e da justiça.
Suas mudanças começam dentro de seus lares, onde exigem negociações mais lógicas para as questões do cotidiano, obrigando pais e educadores a aprenderem a agir sem máscaras.
No campo educacional, elas estão obrigando educadores e sistemas inteiros a se transformarem, pois, como têm estrutura cerebral diferente, encontram formas de raciocínio que vão contra os modelos conhecidos e aceitos.
Estes conceitos vão se auto-multiplicando, desde as relações interpessoais até as instituições de todos os tipos.
A energia da Terra é muito densa, o que é ruim para estas crianças que sofrem com a freqüência diferente que possuem. Vão se adaptando lentamente, como se cada ajuste fosse um pedaço do corpo que despertasse. É como se alguém colocasse uma roupa muito justa que fosse rasgando aos poucos, dando, lentamente, liberdade de movimento.
Vocês podem notar as diferenças nos campos educacionais e familiares que vêm ocorrendo nestes últimos anos. Escolas e terapias alternativas estão surgindo, embora, do outro lado, as antigas energias, que devem sair do planeta, estejam reagindo e provocando o caos. São movimentos antagonicos, previstos, que exigirão um certo tempo para se reestruturarem sobre novos paradigmas.
Estas crianças sempre existiram, mas apenas começaram a chegar em grande quantidade ao planeta, ao mesmo tempo, nos anos 80. Podemos citar como exemplo Albert Einstein, que chegou a ser rotulado de burro quando criança.
Há crianças super sensíveis, inteligentes, que na hora de traduzir suas idéias para uma linguagem - quer escrita ou oral - não conseguem, ou tem dificuldade de atenção.
As escolas precisam se preparar para esta nova realidade e buscar, com as pessoas certas, o caminho das adaptações.
Enfim, tudo que pais, educadores e mídia usarem em termos de uma linguagem sensível, honesta e alternativa, poderá ajudar - e muito - a estas crianças.
(...)
Elas precisam de nós!
(texto completo aqui)
What is an indigo Child?
As a summary, here are the ten attributes that best describe this new kind of child, the Indigo Child (named by those who predicted it).
* They come into the world with a feeling of royalty (and often act like it)
* They have a feeling of "deserving to be here," and are surprised when others don't share that.
* Self-worth is not a big issue. They often tell the parents "who they are."
* They have difficulty with absolute authority (authority without explanation or choice).
* They simply will not do certain things; for example, waiting in line is difficult for them.
* They get frustrated with systems that are ritually oriented and don't require creative thought.
* They often see better ways of doing things, both at home and in school, which makes them seem like "system busters" (nonconforming to any system).
* They seem antisocial unless they are with their own kind. If there are no others of like consciousness around them, they often turn inward, feeling like no other human understands them. School is often extremely difficult for them socially.
* They will not respond to "guilt" discipline ("Wait till your father gets home and finds out what you did").
* They are not shy in letting you know what they need.
(retirado daqui)
A criança Índigo
(Marcia Cezimbra)
(Marcia Cezimbra)
O seu filho "viaja" quando ouve algo que não lhe interessa na aula? Ou vira-se para um papo-cabeça com o colega? Ele parece desatento e distraído, mas fica horas super-concentrado no que gosta, como jogos de computador, futebol ou teclados de um piano? Ele é rebelde, respondão e detesta injustiças? Precisa que você lhe explique com todo o carinho os motivos para que obedeça? Pois seu filho pode ser um índigo - a cor arroxeada do jeans, quase lilás, e escolhida por representar uma aura positiva. O rótulo foi criado por especialistas americanos para designar uma criança hipersensível, cujo cérebro recebe muito mais estímulos que a média dos mortais.
(...)
Para a psiquiatra Ana Beatriz B. Silva, o índigo ou o lilás é a versão superdotada dos portadores do já conhecido distúrbio do déficit de atenção (DDA), uma característica do funcionamento cerebral superestimulado. Há poucas décadas, o DDA era tido como doença, lesão cerebral ou disritmia, que deveriam ser tratadas com drogas pesadas, segundo ela, uma visão hoje "ultrapassadíssima". Ana Beatriz acaba de lançar o livro, já best-seller, "mentes Inquietas" (Ed. Nepades), no qual explica como lidar com essas crianças de cérebro hiperestimulado para que elas desenvolvam suas potencialidades - geralmente geniais - e não terminem rotuladas, em casa e na escola, como intempestivas, desatentas e até agressivas, o que as leva ao desastre.
Os autores do livro "The indigo children", Lee Carrol e Jan Tober, acreditam que haja uma geração sem precedentes de índigos nos EUA. Ana Beatriz concorda: essa geração índigo é fruto da revolução tecnológica, que hiperestimulou as crianças, trazendo à tona seus expoentes DDA:
_ São os casos daqueles jovens que fizeram o seu primeiro milhão antes de terminar o ensino médio. Eles já eram DDA, mas, com a revolução tecnológica, foram ainda mais estimulados, hiperfocaram a atenção na eletronica e produziram coisas geniais.
No Brasil, como a revolução tecnológica chegou alguns anos mais tarde, a explosão de potencialidades dessa nova geração índigo ainda está por despontar, mas Ana Beatriz já vê alguns deles, como o músico Marcelo Yuka, seu paciente há quatro anos, cujo "faro para a estranheza", como ela brinca, vem desde a infância:
_ Tudo o que Marcelo Yuka descobre em termos de sons e parece estranho, depois de algum tempo vira popular.
Os índigos tem ainda uma intuição exacerbada (...), que segundo Ana Beatriz, é intepretada como uma espiritualidade elevada:
_ Mas o que a ciencia comprova é que os índigos têm um funcionamento cerebral diferente. Se não forem bem compreendidos, podem ser confundidos com pessoas impulsivas e agitadas.
Como lidar com o índigo
SEM IMPOSIÇÕES: A psicóloga Débora Gil diz que os pais do índigo não devem fazer imposições só por necessidade de obediência. Essas crianças sensíveis, talentosas e inteligentes não aceitam explicações do tipo porque sim ou porque não, respostas, segundo ela, tidas como de criança mas muito usadas por pais autoritários. Essas crianças não funcionam assim e exigem que os pais, com calma, expliquem o porquê de suas ordens.
CATIGOS ABSURDOS: As ameaças de castigos absurdos, como o homem do saco vai pegar, vão passar pimenta na boca ou o papai do céu vai castigar, podem fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. O índigo vai ver que esses castigos não acontecem e perderá o respeito por esses pais.
DISCUSSÕES FECHADAS: Nunca se deve discutir a respeito do índigo na frente dele. Ele vai querer participar da discussão. Até mesmo uma questão marido-mulherm do tipo voce demorou a chegar, dá ao índigo o direito de se intrometer.
PAIS DIVERGENTES: Se o índigo percebe que os pais discordam em muitas questões - e ele percebe tudo - vai acabar manipulando a família inteira. Os pais devem divergir longe do índigo.
PAIS ATUALIZADOS: Os pais do índigo devem se atualizar em questões de alta tecnologia para poder acompanhar a criança e conversar com ela. Os índigos preferem revistas de ação, desenhos mais elaborados como os do X-Men, de tecnologias mutantes, jogos eletrônicos hiperativos como The Sims, que é uma simulação da vida real; o Civilization, que cria estratégias para a civilização desde o começo do mundo e leva meses para terminar. Se os pais não se atualizam, segundo Débora Gil, rapidamente os índigos deixarão de falar com eles, com a convicção de que eles não entendem nada mesmo.
REDAÇÃO NA ESCOLA: A psicóloga Ana Beatriz B. Silva diz que nos Estados Unidos as escolas assimilaram há algumas décadas a lidar com os índigos, estimulando suas potencialidades. Uma sugestão de Débora Gil é a de redações de temas livres e variados. O índigo escreve com pressa, como palavras e teria mais facilidade em escrever sobre o que mais lhe agrada.
PROFESSOR ALIADO: As turmas do índigo devem ser pequenas e o professor não deve ser um superior, mas um aliado. Uma maneira de trazer a atenção do índigo é lhe passar tarefas significativas, papéis de responsabilidades. Ele deve ser convidado para ser monitor, um auxiliar do professor e jamais deve ser repreendido em público, muito menos de maneira estúpida ou severa.
Não sei se é pelo que dizem os esotéricos, mas a verdade é que desde ontem ando com a sensibilidade à flor da pele. Não posso ver Daiane nem Daniella que disparo numa vertente de lágrimas inacreditável. Chorei com o trailer do novo filme sobre a vida do Cazuza no Fantástico. E por qualquer coisinha assim as lágrimas rolam.
Hoje, ao abrir minha caixa portal, isso estava lá.
E me lembrei de Zeca Baleiro:
Telegrama
(Zeca Baleiro)
U tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok
mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto te ama
por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa
Hoje, ao abrir minha caixa portal, isso estava lá.
E me lembrei de Zeca Baleiro:
(Zeca Baleiro)
U tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok
mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto te ama
por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa
3.4.04
Praia com a temperatura perfeita, a freqüência perfeita e o mar perfeito, fingindo-se de Caribe. (Ipanema)
Comida árabe da melhor qualidade até rachar, em rodízio. (Méier)
Cinema sessão pipoca no shopping com crianças de verdade e adultos lembrando como era bom ser uma delas. (Vila Isabel)
Pizza e chope pra quem era de chope, refri pra quem era de refri e, evidentemente, muita risada. (Idem)
E isso foi só o sábado.
Comida árabe da melhor qualidade até rachar, em rodízio. (Méier)
Cinema sessão pipoca no shopping com crianças de verdade e adultos lembrando como era bom ser uma delas. (Vila Isabel)
Pizza e chope pra quem era de chope, refri pra quem era de refri e, evidentemente, muita risada. (Idem)
E isso foi só o sábado.
2.4.04
A HUMILDADE
(Josef Pieper)
Magnanimidade
Nada há que indique um caminho mais claro para a verdadeira compreensão da humildade que este princípio: a humildade e a magnanimidade (magnanimitas) não são antitéticas, não se excluem uma à outra [4] , mas são pelo contrário afins e complementares, contrapondo-se ambas ao mesmo tempo ao orgulho e à pusilanimidade [5] .
E na verdade, que significa magnanimidade? Magnanimidade é o vôo, a tendência do espírito para os grandes feitos [6] . É magnânimo quem exige grandes coisas do seu coração e se torna digno delas. O magnânimo é em certo sentido “difícil de contentar”; não estabelece contacto com tudo o que lhe surge no caminho, mas apenas com o que é grande [7] . Mais que tudo, a magnanimidade deseja as grandes honras; “o magnânimo lança-se para as acções que são dignas da maior honra” [8] . Na Summa Theologica lê-se: “É reprovável desprezar as honras, de modo a descurar aquilo que as merece” [9] . Por outro lado, o magnânimo não se sente atingido pela desonra; ele despreza-a como não sendo digna da sua atenção [10] . O magnânimo olha com desprezo para tudo o que é mesquinho. Nunca actuará de modo reprovável, só para evitar o desagrado de alguns [11] . As palavras do Salmo XIV: “Aos seus olhos, o perverso nada vale” [12] , segundo São Tomás referem-se ao magnânimo “desprezo pelos homens” do justo. Sinceridade destemida é a marca da magnanimidade: nada há que mais odeie do que ocultar, por medo, a verdade [13] . O magnânimo evita peremptòriamente as palavras aduladoras e as dissimulações, pois ambas são fruto de um coração mesquinho [14] . O magnânimo não se queixa, porque o seu coração não se deixa vencer por qualquer mal externo [15] . O magnânimo traz consigo a indestrutível firmeza da sua esperança, uma confiança desmedida, quase temerária [16] , e no seu coração sem medo reina uma paz imperecedoira [17] . O magnânimo não cede ao aperto das preocupações, nem aos homens, nem aos acontecimentos: só perante Deus se inclina [18] .
É com pasmo que reconhecemos que esta imagem da magnanimidade se encontra passo a passo desenhada na Summa Theologica de São Tomás de Aquino. Tornava-se necessário recordar isto. Porque no tratado sobre a humildade diz-se diversas vezes: a humildade não contradiz a magnanimidade. Agora poder-se-á medir o que esta frase, expressa como aviso e prevenção contra fáceis erros, quer na verdade dizer. Nada mais do que isto: que uma “humildade” demasiado mesquinha e débil para saber suportar a tensão interior da sua convivência com a magnanimidade, não pode ser humildade autêntica.
Soberba
A mentalidade ordinária das pessoas inclina-se a descobrir no magnânimo um soberbo, e, portanto, do mesmo modo, a enganar-se acerca da verdadeira essência da humildade. “É um soberbo”, proclama-se depressa e facilmente. Mas muito poucas vezes essa locução coincide, na realidade, com a verdadeira soberba (superbia). Antes de mais nada, a soberba não é um modo de comportamento ordinário nas relações entre as pessoas. A soberba refere-se às relações do homem com Deus: é a negação, contrária à realidade, da relação de dependência da criatura para com o Criador: é um desconhecimento da criaturalidade do homem, da sua condição de criatura. Em todos os pecados há este duplo aspecto: a aversio, aversão a Deus, e a conversio, a conversão, o apegamento aos bens efêmeros. O elemento formal determinante é o primeiro: a aversão a Deus. E esse, em nenhum outro pecado é tão explícito e formal como na soberba. “Todos os outros pecados fogem de Deus, e só a soberba se opõe a Deus” [19] . É só dos soberbos que a Sagrada Escritura diz que Deus lhes resiste (Tiago 4, 6).
Humildade como comportamento social
A humildade também não é, em primeiro lugar, uma atitude externa nas relações da convivência humana. A humildade é, sobretudo, uma atitude do homem perante a Deus. Aquilo que a soberba nega e destrói, a humildade reafirma e consolida: a condição de criatura do homem. Esta condição constitui a essência mais profunda do homem. Portanto, a humildade, como “sujeição do homem a Deus” [20] , é a adesão, o sim de assentimento a esta condição originária e essencial.
Em segundo lugar, a humildade não consiste num comportamento exterior, mas numa atitude interior, nascida da decisão da vontade [21] . Consiste naquela atitude que, fixa em Deus e consciente da sua condição de criatura, reconhece a realidade graças à vontade divina. É principalmente a simples aceitação disto: que o homem e a humanidade não são Deus, nem “como Deus”. E é aqui que aflora a ligação escondida que une a humildade, virtude cristã, com o Dom - talvez também cristão - do humor [22] .
Será possível evitar dizer agora - em terceiro lugar -, por fim e francamente, que a humildade, para além de tudo quanto já se disse, também é uma atitude do homem para com o homem, e principalmente atitude de humilhação voluntária e recíproca? Vejamos.
São Tomás de Aquino levantou a questão da atitude de humildade dos homens para com os homens, e respondeu da seguinte maneira: “Observa-se nos homens uma dupla realidade: aquilo que é de Deus, e aquilo que é do homem... A humildade, no entanto, no sentido mais próprio, é a reverência do homem submetido a Deus. É por isso que o homem, olhando para aquilo que lhe é próprio, tem que submeter-se ao seu próximo, olhando para aquilo que esse tem de Deus em si. Mas a humildade não exige que alguém submeta aquilo que nele há de Deus, àquilo que parece haver de Deus no próximo... Do mesmo modo, a humildade não exige que alguém submeta aquilo que tem em si de próprio, ao que nos outros é próprio dos homens” [23] .
No âmbito vasto, de muitos degraus, embora bastante bem delimitado, desta resposta, há espaço tanto para o “desprezo pelo homem” do magnânimo, como também para a humilhação voluntária de São Francisco de Assis, que largou o hábito para se apresentar ao povo com um baraço em volta do pescoço [24] . Aqui também se demonstra que a ética cristã não dá grande valor a medidas e regras estreitas e carriladas. Esta opinião, mais, esta opinião negativa, é expressa por Santo Agostinho sobre outra questão também ligada com a presente, na seguinte frase: “Quando alguém diz que não se deve receber diariamente a Comunhão e outrem diz o contrário, então cada um faça aquilo que julgar mais conforme à sua fé e devoção. Também não se contradisseram Zaqueu e o centurião, ainda que um tenha recebido o Senhor com alegria (Lucas 19, 6), e o outro tenha dito: ‘Não sou digno de que entreis na minha casa’ (Lucas 7, 6). Ambos honraram o Salvador, cada qual a seu modo” [25] .
(texto completo, com as referências citadas aqui)
(Josef Pieper)
Magnanimidade
Nada há que indique um caminho mais claro para a verdadeira compreensão da humildade que este princípio: a humildade e a magnanimidade (magnanimitas) não são antitéticas, não se excluem uma à outra [4] , mas são pelo contrário afins e complementares, contrapondo-se ambas ao mesmo tempo ao orgulho e à pusilanimidade [5] .
E na verdade, que significa magnanimidade? Magnanimidade é o vôo, a tendência do espírito para os grandes feitos [6] . É magnânimo quem exige grandes coisas do seu coração e se torna digno delas. O magnânimo é em certo sentido “difícil de contentar”; não estabelece contacto com tudo o que lhe surge no caminho, mas apenas com o que é grande [7] . Mais que tudo, a magnanimidade deseja as grandes honras; “o magnânimo lança-se para as acções que são dignas da maior honra” [8] . Na Summa Theologica lê-se: “É reprovável desprezar as honras, de modo a descurar aquilo que as merece” [9] . Por outro lado, o magnânimo não se sente atingido pela desonra; ele despreza-a como não sendo digna da sua atenção [10] . O magnânimo olha com desprezo para tudo o que é mesquinho. Nunca actuará de modo reprovável, só para evitar o desagrado de alguns [11] . As palavras do Salmo XIV: “Aos seus olhos, o perverso nada vale” [12] , segundo São Tomás referem-se ao magnânimo “desprezo pelos homens” do justo. Sinceridade destemida é a marca da magnanimidade: nada há que mais odeie do que ocultar, por medo, a verdade [13] . O magnânimo evita peremptòriamente as palavras aduladoras e as dissimulações, pois ambas são fruto de um coração mesquinho [14] . O magnânimo não se queixa, porque o seu coração não se deixa vencer por qualquer mal externo [15] . O magnânimo traz consigo a indestrutível firmeza da sua esperança, uma confiança desmedida, quase temerária [16] , e no seu coração sem medo reina uma paz imperecedoira [17] . O magnânimo não cede ao aperto das preocupações, nem aos homens, nem aos acontecimentos: só perante Deus se inclina [18] .
É com pasmo que reconhecemos que esta imagem da magnanimidade se encontra passo a passo desenhada na Summa Theologica de São Tomás de Aquino. Tornava-se necessário recordar isto. Porque no tratado sobre a humildade diz-se diversas vezes: a humildade não contradiz a magnanimidade. Agora poder-se-á medir o que esta frase, expressa como aviso e prevenção contra fáceis erros, quer na verdade dizer. Nada mais do que isto: que uma “humildade” demasiado mesquinha e débil para saber suportar a tensão interior da sua convivência com a magnanimidade, não pode ser humildade autêntica.
Soberba
A mentalidade ordinária das pessoas inclina-se a descobrir no magnânimo um soberbo, e, portanto, do mesmo modo, a enganar-se acerca da verdadeira essência da humildade. “É um soberbo”, proclama-se depressa e facilmente. Mas muito poucas vezes essa locução coincide, na realidade, com a verdadeira soberba (superbia). Antes de mais nada, a soberba não é um modo de comportamento ordinário nas relações entre as pessoas. A soberba refere-se às relações do homem com Deus: é a negação, contrária à realidade, da relação de dependência da criatura para com o Criador: é um desconhecimento da criaturalidade do homem, da sua condição de criatura. Em todos os pecados há este duplo aspecto: a aversio, aversão a Deus, e a conversio, a conversão, o apegamento aos bens efêmeros. O elemento formal determinante é o primeiro: a aversão a Deus. E esse, em nenhum outro pecado é tão explícito e formal como na soberba. “Todos os outros pecados fogem de Deus, e só a soberba se opõe a Deus” [19] . É só dos soberbos que a Sagrada Escritura diz que Deus lhes resiste (Tiago 4, 6).
Humildade como comportamento social
A humildade também não é, em primeiro lugar, uma atitude externa nas relações da convivência humana. A humildade é, sobretudo, uma atitude do homem perante a Deus. Aquilo que a soberba nega e destrói, a humildade reafirma e consolida: a condição de criatura do homem. Esta condição constitui a essência mais profunda do homem. Portanto, a humildade, como “sujeição do homem a Deus” [20] , é a adesão, o sim de assentimento a esta condição originária e essencial.
Em segundo lugar, a humildade não consiste num comportamento exterior, mas numa atitude interior, nascida da decisão da vontade [21] . Consiste naquela atitude que, fixa em Deus e consciente da sua condição de criatura, reconhece a realidade graças à vontade divina. É principalmente a simples aceitação disto: que o homem e a humanidade não são Deus, nem “como Deus”. E é aqui que aflora a ligação escondida que une a humildade, virtude cristã, com o Dom - talvez também cristão - do humor [22] .
Será possível evitar dizer agora - em terceiro lugar -, por fim e francamente, que a humildade, para além de tudo quanto já se disse, também é uma atitude do homem para com o homem, e principalmente atitude de humilhação voluntária e recíproca? Vejamos.
São Tomás de Aquino levantou a questão da atitude de humildade dos homens para com os homens, e respondeu da seguinte maneira: “Observa-se nos homens uma dupla realidade: aquilo que é de Deus, e aquilo que é do homem... A humildade, no entanto, no sentido mais próprio, é a reverência do homem submetido a Deus. É por isso que o homem, olhando para aquilo que lhe é próprio, tem que submeter-se ao seu próximo, olhando para aquilo que esse tem de Deus em si. Mas a humildade não exige que alguém submeta aquilo que nele há de Deus, àquilo que parece haver de Deus no próximo... Do mesmo modo, a humildade não exige que alguém submeta aquilo que tem em si de próprio, ao que nos outros é próprio dos homens” [23] .
No âmbito vasto, de muitos degraus, embora bastante bem delimitado, desta resposta, há espaço tanto para o “desprezo pelo homem” do magnânimo, como também para a humilhação voluntária de São Francisco de Assis, que largou o hábito para se apresentar ao povo com um baraço em volta do pescoço [24] . Aqui também se demonstra que a ética cristã não dá grande valor a medidas e regras estreitas e carriladas. Esta opinião, mais, esta opinião negativa, é expressa por Santo Agostinho sobre outra questão também ligada com a presente, na seguinte frase: “Quando alguém diz que não se deve receber diariamente a Comunhão e outrem diz o contrário, então cada um faça aquilo que julgar mais conforme à sua fé e devoção. Também não se contradisseram Zaqueu e o centurião, ainda que um tenha recebido o Senhor com alegria (Lucas 19, 6), e o outro tenha dito: ‘Não sou digno de que entreis na minha casa’ (Lucas 7, 6). Ambos honraram o Salvador, cada qual a seu modo” [25] .
(texto completo, com as referências citadas aqui)
Recebi diversas vezes por e-mail e a autora é sempre uma senhora longeva, mas o nome e a idade são variáveis. Como o importante é o conteúdo, vou colocá-lo por aqui e quem souber os dados corretos da autora, por favor, avise que corrijo, se for o caso.
RECEITA DA VIDA
por D. Cacilda (92 anos)
Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
Isso inclui idade, peso e altura.
Deixe o médico se preocupar com eles.
Para isso ele é pago.
Freqüentemente dê preferência a seus amigos alegres.
Os "baixo astrais" puxam você para baixo.
Continue aprendendo.
Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do diabo.
E o nome do diabo é Alzheimer.
Curta coisas simples.
Ria sempre, muito e alto.
Ria até perder o fôlego.
Lágrimas acontecem.
Agüente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo.
Esteja VIVO, enquanto você viver.
Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais,
lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio.
Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a.
Se está instável, melhore-a.
Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorsos.
Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas
não faça viagens ao passado.
Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
"A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos
momentos em que você perdeu o fôlego...
de tanto rir...
de surpresa...
de êxtase...
de felicidade..."
" A meditação é uma aprendizagem do instante"
Pierre Lévy
RECEITA DA VIDA
por D. Cacilda (92 anos)
Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
Isso inclui idade, peso e altura.
Deixe o médico se preocupar com eles.
Para isso ele é pago.
Freqüentemente dê preferência a seus amigos alegres.
Os "baixo astrais" puxam você para baixo.
Continue aprendendo.
Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do diabo.
E o nome do diabo é Alzheimer.
Curta coisas simples.
Ria sempre, muito e alto.
Ria até perder o fôlego.
Lágrimas acontecem.
Agüente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo.
Esteja VIVO, enquanto você viver.
Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais,
lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio.
Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a.
Se está instável, melhore-a.
Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorsos.
Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas
não faça viagens ao passado.
Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
"A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos
momentos em que você perdeu o fôlego...
de tanto rir...
de surpresa...
de êxtase...
de felicidade..."
" A meditação é uma aprendizagem do instante"
Pierre Lévy
1.4.04
Hoje aprendi que:
- nictêmero é o nome técnico para o intervalo de tempo de 24 horas, que engloba um dia e uma noite;
- nos equinócios (do latim aequinoctiu, "noite igual", ou seja, nesses dias a duração da noite é igual à do dia) e somente neles, o Sol de fato surgirá no ponto cardeal leste;
- outono vem de autumnu, "amadurecer" em latim.
Outono No Rio
música: Ed Motta - letra: Ronaldo Bastos
Me dê a mão
Vai amanhecer
Juntos pela madrugada
Luz contra-luz
Sobre os Dois Irmãos
Pra mim
Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio
No seu olhar
Já se fez manhã
Vamos logo a Guanabara
Vai se fechar
Vou levar você
Pra mim
- nictêmero é o nome técnico para o intervalo de tempo de 24 horas, que engloba um dia e uma noite;
- nos equinócios (do latim aequinoctiu, "noite igual", ou seja, nesses dias a duração da noite é igual à do dia) e somente neles, o Sol de fato surgirá no ponto cardeal leste;
- outono vem de autumnu, "amadurecer" em latim.
música: Ed Motta - letra: Ronaldo Bastos
Me dê a mão
Vai amanhecer
Juntos pela madrugada
Luz contra-luz
Sobre os Dois Irmãos
Pra mim
Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio
No seu olhar
Já se fez manhã
Vamos logo a Guanabara
Vai se fechar
Vou levar você
Pra mim
31.3.04

Divertida, carismática e elegante, a Pantera Cor-de-rosa é inesquecível.
Sua história começa na série de filmes sobre o Inspetor Clouseau, interpretado por Peter Sellers. O primeiro filme é sobre o roubo de um famoso diamante, chamado The Pink Panther, que o inspetor é contratado para recuperar. O filme fez tanto sucesso que teve algumas continuações.
A produção do filme criou uma animação como introdução. Esse desenho mostra o Inspetor Clouseau correndo atrás da Pantera Cor-de-rosa, não em forma de diamante, mas na forma de um felino rosado.

Nas manhãs de sábado, o programa de desenhos animados da NBC, nos EUA, apresentava The Pink Panther and The Inspector. Eram três curtas animados por episódio, com vinhetas entre os filmetes.
Em setembro de 1971, The Pink Panther Show transformou-se em The Pink Panther Meets the Ant and the Aarvark, uma nova série da NBC. O inspetor desapareceu e novos personagens foram inseridos - uma formiga despreocupada chamada Charlie e um tamanduá faminto (com um focinho em forma de aspirador de pó), sempre querendo comer a formiga.
No original, a voz da formiga era como a de Dean Martin, enquanto o tamanduá tinha a voz de Jackie Mason. Ambas as vozes eram na verdade dubladas por John Byner.
Em 1976, a NBC expandiu seu Pink Panther Show para 90 minutos e os desenhos da pantera, o inspetor, a formiga e o tamanduá uniram-se a Fatso & Banjo, the Texas Toads (uma dupla de sapos intelectualóides vindas de Rio Grande no Texas) que estavam sempre em busca de moscas e diversão.
Misterjaw (um tubarão esperto e presunçoso) também foi incorporado à turma (dublado por Arte Johnson).
A série foi produzida por DePatie-Freleng sob supervisão do animador veterano da Warner Bros Fritz Freleng.

(fonte: 1, 2, 3)
Abrindo espaço para novas aquisições:
DOAÇÃO DE LIVROS PARA O PROGRAMA SÃO PAULO: UM ESTADO DE LEITORES
O programa São Paulo: Um Estado de Leitores tem como objetivo criar e incentivar o hábito da leitura entre todas as faixas etárias da população. O programa prevê: a capacitação de bibliotecários, agentes de leitura e a melhoria do acervo das bibliotecas do Estado.
Os livros arrecadados serão destinados às bibliotecas públicas do Estado de São Paulo. A população pode depositar seus livros nas caixas de coleta instaladas nas unidades da Secretaria de Estado da Cultura.
Veja a lista das unidades da Secretaria de Estado da Cultura, que recepcionam livros:
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA
Rua Mauá, 51 - Luz - São Paulo. Fone: (11) 3351-8000
SALA SÃO PAULO
Praça Júlio Prestes, s/nº - Luz - São Paulo. Fone: (11) 3337-5414
THEATRO SÃO PEDRO
Rua Barra Funda 171 - São Paulo. Fone: (11) 3661-6600
TEATRO SÉRGIO CARDOSO
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - São Paulo. Fone: (11) 251-5122
AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO
Av. Dr. Arrobas Martins, 1880 - Campos do Jordão. Fone: (12) 262-2334
TEATRO ESTADUAL DE ARARAS "MAESTRO FRANCISCO PAULO RUSSO"
Av. Dona Renata, 401 - Araras. Fone: (19) 3541-5969
CENTRO CULTURAL DE ESTUDOS SUPERIORES AÚTHOS PAGANO
Rua Tomé de Souza - 997 - Lapa - São Paulo. Fone: (11) 3836-4316
ARQUIVO DO ESTADO
Rua Voluntários da Pátria, 596 - Santana. Fone: (11) 6221-4785
MUSEU DA CASA BRASILEIRA
Av. Brig. Faria Lima, 2705 - J. Paulistano. Fone: (11) 3032-3727/
2499/ 2564
MUSEU DE ARTE SACRA
Av. Tiradentes, 676 - Luz. Fone: (11) 3326-1373/5393
MUSEU DO IMAGINÁRIO DO POVO BRASILEIRO
Largo General Osório, 66 - Luz. Fone: (11) 3351-8305
PINACOTECA DO ESTADO
Praça da Luz, 2 - Luz. Fone: (11) 229-9844
PAÇO DAS ARTES
Av. da Universidade, nº. 1 - Cidade Universitária (USP). Fone: (11)
3814-4832
MEMORIAL DO IMIGRANTE
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Moóca. Fone: (11) 6692-1866 / 7804 /
2497
MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda. Fone: (11) 3823-
4600
CASA GUILHERME DE ALMEIDA
Rua: Macapá, 187 - Sumaré - São Paulo. Fone: (11) 3673-1883
MUSEU CASA DE PORTINARI
Praça Cândido Portinari, 298 - Brodowski. Fone: (16) 3664-4284
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO "CONSELHEIRO RODRIGUES ALVES"
Rua Doutor Morais Filho, 41 - Centro - Guaratinguetá. Fone: (12) 522-
2007
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO "ÍNDIA VANUÍRE"
Rua Coroados, 521 - Tupã. Fone: (14) 3491-2202
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO BERNARDINO DE CAMPOS
Rua Luís Leite, 7 - Amparo. Fone: (19) 3807-2742
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO MONTEIRO LOBATO
Av. Monteiro Lobato, s/nº - Chácara do Visconde - Taubaté. Fone: (12)
225-5062
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO "PRUDENTE DE MORAES"
Rua Santo Antônio, 641 - Piracicaba. Fone: (19) 3422-3069
OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE
R. Três Rios, 363 - Bom Retiro - São Paulo. Fone: (11) 221-5558
OFICINA CULTURAL DE ITAQUERA ALFREDO VOLPI
R. Victório Santim, 206 - Itaquera - São Paulo. Fone: (11) 205-5180
OFICINA CULTURAL DE SÃO MIGUEL LUIZ GONZAGA
R. Amadeu Gamberini, 259 - S. Miguel Paulista - São Paulo. Fone: (11)
6956-2449
OFICINA CULTURAL DO BRÁS AMÁCIO MAZZAROPI
R. Cel. Albino Bairão, 196 - Brás - São Paulo. Fone (11) 292-7071 /
7711
OFICINA CULTURAL DO TATUAPÉ RAUL SEIXAS
R. Inspetor Mário Teixeira, 70 - Tatuapé - São Paulo. Fone: (11) 6671-
9073
OFICINA DA PALAVRA - CASA MÁRIO DE ANDRADE
R. Lopes Chaves, 546 - Barra Funda - São Paulo. Fone: (11) 3666-5803
OFICINA CULTURAL REGIONAL GLAUCO PINTO DE MORAES
R. Amazonas, 1-41 - 17030-570 - Bauru. Fone: (14) 231-1100
OFICINA CULTURAL REGIONAL CÂNDIDO PORTINARI
Alto do São Bento, s/n - 14085-450 - Ribeirão Preto. Fone: (16) 625-
6430
OFICINA CULTURAL REGIONAL SERGIO BUARQUE DE HOLANDA
Rua São Paulo, 745 - 13560-340 - São Carlos - SP. Fone: (16) 272-8882
OFICINA CULTURAL REGIONAL TIMOCHENCO WEHBI
Av. Manoel Goulart, 2109 - Anexo I - 19060-241 - Presidente Prudente
Fone: (18) 221-2959
OFICINA CULTURAL REGIONAL PAGU
Praça dos Andradas, s/n - 11010-100 - Santos. Fone: (13) 3219-7456
OFICINA CULTURAL REGIONAL GRANDE OTELO
Praça Frei Barauna, s/n - 18035-170 - Sorocaba. Fone: (15) 232-6096
OFICINA CULTURAL REGIONAL CARLOS GOMES
Largo Boa Morte, n. 11 - 13480-188 - Limeira. Fone: (19) 442-9857
DOAÇÃO DE LIVROS PARA O PROGRAMA SÃO PAULO: UM ESTADO DE LEITORES
O programa São Paulo: Um Estado de Leitores tem como objetivo criar e incentivar o hábito da leitura entre todas as faixas etárias da população. O programa prevê: a capacitação de bibliotecários, agentes de leitura e a melhoria do acervo das bibliotecas do Estado.
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Veja a lista das unidades da Secretaria de Estado da Cultura, que recepcionam livros:
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA
Rua Mauá, 51 - Luz - São Paulo. Fone: (11) 3351-8000
SALA SÃO PAULO
Praça Júlio Prestes, s/nº - Luz - São Paulo. Fone: (11) 3337-5414
THEATRO SÃO PEDRO
Rua Barra Funda 171 - São Paulo. Fone: (11) 3661-6600
TEATRO SÉRGIO CARDOSO
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - São Paulo. Fone: (11) 251-5122
AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO
Av. Dr. Arrobas Martins, 1880 - Campos do Jordão. Fone: (12) 262-2334
TEATRO ESTADUAL DE ARARAS "MAESTRO FRANCISCO PAULO RUSSO"
Av. Dona Renata, 401 - Araras. Fone: (19) 3541-5969
CENTRO CULTURAL DE ESTUDOS SUPERIORES AÚTHOS PAGANO
Rua Tomé de Souza - 997 - Lapa - São Paulo. Fone: (11) 3836-4316
ARQUIVO DO ESTADO
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MUSEU DA CASA BRASILEIRA
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2499/ 2564
MUSEU DE ARTE SACRA
Av. Tiradentes, 676 - Luz. Fone: (11) 3326-1373/5393
MUSEU DO IMAGINÁRIO DO POVO BRASILEIRO
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225-5062
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO "PRUDENTE DE MORAES"
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30.3.04
29.3.04
Registros do sabadão

Minha vida é uma festa!
Duas das minhas primas - mãe e filha - e eu (sentada com vestido estampado)
Ao fundo, com o prato na mão, a prima aniversariante
Para evitar polêmicas, a cerveja era Skol

O tempo não pára!
Meu amo e senhor, eu e a priminha cujas fraldas já troquei

Eu sou você amanhã!
(da esquerda para a direita) Prima, Mamãe e eu
27.3.04
Ai, acho que estou com furor re-edicionista. Mais uma do baú:
Manifesto
Tenho muito medo de gente estúpida.
Também fico ressabiada com quem vai pintando o cabelo de uma cor cada vez mais clara e acha que ninguém vai perceber. E também de homens de peruca ou que tingem os cabelos para esconder os brancos.
Tenho verdadeiro pavor de sararás que evitam apresentar-se com a família, daqueles que investem em blondor para pêlos que não ficam à mostra, esquecendo que a cor escura de certos pontos anatômicos não pode ser disfarçada.
Olho com suspeita quem se veste sempre de cor-de-rosa. São as portadoras da síndrome de Barbie. Ou de quem está sempre de preto, seja por morbidez genuína ou por fashionite crônica.
Fujo como o diabo da cruz do povo que diz que prefere os animais aos humanos. Diante do espelho devem continuar zurrando para cultivar a auto-estima.
Evito a todo custo quem já passou dos vinte e cinco e insiste no tatibitate para demonstrar ou simular afeição.
Em noites sem lua procuro ficar longe de eco-chatos, artistas em eterna busca de verba para o projeto que só eles acham genial, o pessoal que termina frases de reclamação com a expressão “só no Brasil“, o denuncista, quem tem contatos quentíssimos que explicam só pra ele tudo o que está por trás de qualquer assunto, gente que abusa de expressões em latim e qualquer outro intelectualóide fajuto.
Nunca tenho roupa para festas onde sei que vou encontrar quatrocentões legítimos ou falsificados e wannabes porque detesto Halloween.
E ainda sou capaz de fazer xixi na calça se num beco escuro à meia-noite cruzar com um hipócrita.
Tenho muito medo de gente estúpida.
Também fico ressabiada com quem vai pintando o cabelo de uma cor cada vez mais clara e acha que ninguém vai perceber. E também de homens de peruca ou que tingem os cabelos para esconder os brancos.
Tenho verdadeiro pavor de sararás que evitam apresentar-se com a família, daqueles que investem em blondor para pêlos que não ficam à mostra, esquecendo que a cor escura de certos pontos anatômicos não pode ser disfarçada.
Olho com suspeita quem se veste sempre de cor-de-rosa. São as portadoras da síndrome de Barbie. Ou de quem está sempre de preto, seja por morbidez genuína ou por fashionite crônica.
Fujo como o diabo da cruz do povo que diz que prefere os animais aos humanos. Diante do espelho devem continuar zurrando para cultivar a auto-estima.
Evito a todo custo quem já passou dos vinte e cinco e insiste no tatibitate para demonstrar ou simular afeição.
Em noites sem lua procuro ficar longe de eco-chatos, artistas em eterna busca de verba para o projeto que só eles acham genial, o pessoal que termina frases de reclamação com a expressão “só no Brasil“, o denuncista, quem tem contatos quentíssimos que explicam só pra ele tudo o que está por trás de qualquer assunto, gente que abusa de expressões em latim e qualquer outro intelectualóide fajuto.
Nunca tenho roupa para festas onde sei que vou encontrar quatrocentões legítimos ou falsificados e wannabes porque detesto Halloween.
E ainda sou capaz de fazer xixi na calça se num beco escuro à meia-noite cruzar com um hipócrita.
Por três vezes, durante esta que foi a semana do meu aniversário, de alguma forma, pessoas diferentes, citaram ou me fizeram lembrar deste meu texto abaixo. Então, aqui está ele novamente:
Não faz muito alguém segurou na minha mão e perguntou se eu havia morrido. Temo dizer que sim e me escondo no escuro e no silêncio. Não sei se morri, mas com certeza estou mais etérea, quase diáfana. Essa transparência traz vantagens e também desvantagens. Posso ser eu à vontade em meu próprio mundo particular e oculto. Entretanto as pessoas passam através de mim sem saberem que depois tenho que repor tudo no devido lugar sozinha. E elas sequer se dão conta disso.
Tinha um sonho que quase se cumpriu uma vez antes de transformar em pesadelo. Hoje já o abandonei porque sei que ele só me traz sofrimento. Tenho outros que não sei se já passaram do tempo. Talvez sim. Não é confortante a idéia de que se passou da idade para certas coisas. Foco então no possível e tento, do meu jeito canhestro, torná-los reais, que não sou do tipo de gente que se farta com migalhas e restos. Revirar lixeiras? Estou fora! Nasci para brilhar. E gosto de ter a minha volta quem, como eu, saiba polir. A si mesmo e a mim. Gosto de quem também sonha bonito. Gosto de realizar sonhos, que sonhos não realizados são espinhos doloridos demais. Felizmente há ainda muito tempo para muita coisa. Dou as boas vindas a quem se dispuser a embarcar comigo. Para os demais, lenço branco.
Mixaria me cansa. Gosto da fartura de sorrisos, de carícias, de afeto, de troca, de amor. Comedimento é coisa para fracos. Sou franca e não gosto de jogos. Nem dos de guerra, nem dos afetivos, nem dos das regras sociais. Quero arrebatamento! Quero tesão! Quero amplos gramados onde possa soltar as feras da minha insanidade sem ferir ninguém... Fazer-me miúda para não incomodar me exaure e me adoece. Quero espaço para ser! Rir quando estiver com vontade e ter motivos para querer a toda hora.
Não faz muito alguém segurou na minha mão e perguntou se eu havia morrido. Temo dizer que sim e me escondo no escuro e no silêncio. Não sei se morri, mas com certeza estou mais etérea, quase diáfana. Essa transparência traz vantagens e também desvantagens. Posso ser eu à vontade em meu próprio mundo particular e oculto. Entretanto as pessoas passam através de mim sem saberem que depois tenho que repor tudo no devido lugar sozinha. E elas sequer se dão conta disso.
Tinha um sonho que quase se cumpriu uma vez antes de transformar em pesadelo. Hoje já o abandonei porque sei que ele só me traz sofrimento. Tenho outros que não sei se já passaram do tempo. Talvez sim. Não é confortante a idéia de que se passou da idade para certas coisas. Foco então no possível e tento, do meu jeito canhestro, torná-los reais, que não sou do tipo de gente que se farta com migalhas e restos. Revirar lixeiras? Estou fora! Nasci para brilhar. E gosto de ter a minha volta quem, como eu, saiba polir. A si mesmo e a mim. Gosto de quem também sonha bonito. Gosto de realizar sonhos, que sonhos não realizados são espinhos doloridos demais. Felizmente há ainda muito tempo para muita coisa. Dou as boas vindas a quem se dispuser a embarcar comigo. Para os demais, lenço branco.
Mixaria me cansa. Gosto da fartura de sorrisos, de carícias, de afeto, de troca, de amor. Comedimento é coisa para fracos. Sou franca e não gosto de jogos. Nem dos de guerra, nem dos afetivos, nem dos das regras sociais. Quero arrebatamento! Quero tesão! Quero amplos gramados onde possa soltar as feras da minha insanidade sem ferir ninguém... Fazer-me miúda para não incomodar me exaure e me adoece. Quero espaço para ser! Rir quando estiver com vontade e ter motivos para querer a toda hora.
26.3.04
(Manuel Bandeira)
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário
do amante exemplar com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Obrigada, Marcelo, por ter me lembrado dessa.
(Noel Rosa)
Nasci no Estácio
Fui educado na roda de bamba
Sou diplomado na escola de samba
Independente conforme se vê
Nasci no Estácio
o samba é a corda e eu sou a caçamba
Não acredito que haja muamba
Que possa fazer eu gostar de você
Eu sou diretora da escola Estácio de Sá
Felicidade maior, nesse mundo não há
Já fui convidada para ser estrela do nosso cinema
Ser estrela é bem fácil
Sair do Estácio é que é
o Xis do problema
Você tem vontade
que eu abandone o Largo do Estácio
Para ser a rainha de um grande palácio
Dar um banquete uma vez por semana
Nasci no Estácio
Não posso mudar minha massa de sangue
Você pode crer
Palmeira do Mangue
Não vive na areia de Copacabana
(Noel Rosa)
Nosso amor que eu não esqueço
E que teve seu começo
Numa festa de São João,
Morre hoje sem foguete,
Sem retrato e sem bilhete,
Sem luar, sem violão.
Perto de você me calo,
Tudo penso, nada falo,
Tenho medo de chorar.
Nunca mais quero o seu beijo
Mas meu último desejo
Você não pode negar.
Se alguma pessoa amiga
Pedir que você lhe diga
Se você me quer ou não,
Diga que você me adora,
Que você lamenta e chora
A nossa separação.
E as pessoas que detesto
Diga sempre que eu não presto,
Que o meu lar é um botequim,
Que eu arruinei sua vida,
Que eu não mereço a comida
Que você pagou pra mim.
As numerações dos apartamento são diferentes no Rio e em São Paulo. Na Cidade Maravilhosa, essas unidades habitacionais são designadas por centenas, enquanto na Terra da Garoa são as dezenas que explicam sobre os andares em que se localizam.
Assim, um apartamento 105 na cidade sede dos próximos Jogos Panamericanos seria no primeiro andar, já na maior metrópole da América Latina um apartamento com este número fica no décimo andar.
Lembro tudo isso a vocês porque uma questão periclitante me aflige: será que em Sampa nenhum prédio tem mais que 10 residências por andar? Imagino que sim. Então como seria chamado o décimo apê do quarto andar? Quarenta e um a?
Por favor, ajudem uma ignorante a ver a luz!
Assim, um apartamento 105 na cidade sede dos próximos Jogos Panamericanos seria no primeiro andar, já na maior metrópole da América Latina um apartamento com este número fica no décimo andar.
Lembro tudo isso a vocês porque uma questão periclitante me aflige: será que em Sampa nenhum prédio tem mais que 10 residências por andar? Imagino que sim. Então como seria chamado o décimo apê do quarto andar? Quarenta e um a?
Por favor, ajudem uma ignorante a ver a luz!
Acabo de voltar do hospital. Fui doar sangue para uma conhecida que está internada e vai ser submetida a uma cirurgia. Não pude fazer a doação porque no último trimestre do ano passado fiz uma endoscopia.
Como é que ninguém me avisou que se corre o risco de contrair AIDS ao se fazer um exame desses? Todo mundo alerta quanto aos riscos de tatuagens, piercing, acumputura. Há recomendações para que tomemos cuidado, que exijamos material descartável, que procuremos por esse ou aquele dado, mas nunca, nunquinha, ninguém me disse que eu numa situação vulnerável com um procedimento médico como a endoscopia.
Assim, só posso doar sangue a partir de setembro. Estou no que eles chamam de período cego, onde o vírus, se tivesse sido contraído, não poderia ser detectado. A mocinha da entrevista me diz para eu não me preocupar, porque o Ministério da Saúde prefere pecar pelo excesso de zelo e que o risco de uma contaminação ter ocorrido é quase nulo.
Não sou paranóica e, provavelmente amanhã já terei esquecido deste assunto, mas deveria ser obrigatório, quando um médico solicita um exame que implica qualquer gravidade para o paciente, avisar sobre isso e sobre alguns cuidados básicos que podem ajudar a diminuir as chances de algum problema.
Se tivessem me avisado da (mesmo mínima) possibilidade de perigo, teria optado por não fazer o tal exame. Até porque o médico que o solicitou estava numa linha de investigação completamente equivocada. Resolvi por conta própria fazer um prosaico exame de vista e descobri que meu enjôo era causado por uma questão oftalmológica.
Tô bege!
Como é que ninguém me avisou que se corre o risco de contrair AIDS ao se fazer um exame desses? Todo mundo alerta quanto aos riscos de tatuagens, piercing, acumputura. Há recomendações para que tomemos cuidado, que exijamos material descartável, que procuremos por esse ou aquele dado, mas nunca, nunquinha, ninguém me disse que eu numa situação vulnerável com um procedimento médico como a endoscopia.
Assim, só posso doar sangue a partir de setembro. Estou no que eles chamam de período cego, onde o vírus, se tivesse sido contraído, não poderia ser detectado. A mocinha da entrevista me diz para eu não me preocupar, porque o Ministério da Saúde prefere pecar pelo excesso de zelo e que o risco de uma contaminação ter ocorrido é quase nulo.
Não sou paranóica e, provavelmente amanhã já terei esquecido deste assunto, mas deveria ser obrigatório, quando um médico solicita um exame que implica qualquer gravidade para o paciente, avisar sobre isso e sobre alguns cuidados básicos que podem ajudar a diminuir as chances de algum problema.
Se tivessem me avisado da (mesmo mínima) possibilidade de perigo, teria optado por não fazer o tal exame. Até porque o médico que o solicitou estava numa linha de investigação completamente equivocada. Resolvi por conta própria fazer um prosaico exame de vista e descobri que meu enjôo era causado por uma questão oftalmológica.
Tô bege!
24.3.04

Não apenas por estar envolvida indeiretamente nesta campanha, apoio inteiramente a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, assim como fiquei muito feliz quando conquistamos o direito de sediar o Pan em 2007.
Este tipo de evento traz empregos, divulgação positiva, turismo, investimentos em diversas áreas, como habitação, tranporte, infra-estrutura e muitos outros benefícios que continuarão a beneficiar à cidade por gerações.
Isso tudo é maravilhoso.
Mas precisava que três demolições simultâneas acontecessem sob a janela do meu quarto enquanto eu tento trabalhar?
O Blogger.com.br (...) não tem a mínima consideração com seus usuários e defenestrou impiedosamente os arquivos de diversos blogs ali hospedados.
(...) Também não gosta do Rio de Janeiro. Tanto que descontinuou também um local que é inteiramente voltado a louvar e a cultuar nossa cidade:o Levanta Rio. Este conteúdo também é ofensivo?
Bem, depois da Derrubada Rio eis que Li Stoducto e Márcia Cardoso mudaram o Rio de Janeiro para a Baía do Blogdrive, reconstruíram os alicerces e taí o Levanta, Rio de novo no ar.
Pra quem gosta do Rio ou não entende porque as pessoas gostam do Rio.
(Texto do Ricky, na íntegra aqui)
23.3.04
Cirurgias Gratuitas para Crianças no RJ
Recebi uma solicitação para divulgar o projeto abaixo. Já verifiquei, mas quem tiver dúvidas, pode ligar para a Coordenadora de Projetos, Michelle Lima, (21) 2223-0290.
O Centro Nacional de Estudos e Projetos - CNEP, juntamente com a ong TAMIM, estará cadastrando crianças de 0 a 12 anos de idade, comprovadamente de baixa renda, moradoras de qualquer município do estado do Rio de Janeiro, portadoras de deformidades inestéticas diversas (lábio leporino, fenda palatina, cicatrizes, seqüelas de queimaduras, seqüelas de violência, síndromes e outras), durante a Ação Global, para receberem cirurgias corretivas GRATUITAMENTE.
O cadastro servirá para encaminhar as crianças às etapas de Triagem do Projeto Uma Vida a Cada Dia - Cirurgias Reparadoras em Crianças, que deverá realizar-se no ano de 2004.
Se você conhece alguma criança nas condições descritas acima, ajude-a, indicando este serviço ao seu responsável ou a alguém próximo.
Pratique você também a sua ação de Responsabilidade Social!
Este projeto já beneficiou mais de cento e vinte crianças, através de quase duzentas cirurgias.
Para saber mais sobre o CNEP e o projeto "Uma Vida a Cada Dia - Cirurgias Reparadoras", clique aqui.
22.3.04
Fui à Babilônia Feira Hype e o Marcelo Serrado me deu 2 convites duplos pra sua peça Esse Alguém Maravilhoso que Eu Amei (texto de Aloísio de Abreu, que co-dirige com Cininha de Paula). Eu tinha lido que ele estava em cartaz com esta peça com a Cláudia Rodrigues e gostei da idéia de rir um pouco na noite de sábado.
Saímos da feira e fomos trocar os convites pelos ingressos ali pertinho no Shopping da Gávea. Num sinal, um mini-jeep branco avança e quase bate no nosso carro. Ao volante Matheus Nachtergaele e Arlindo Lopes (o moreninho de cabelo enrolado que serve de escada pra ele na novela) no banco do carona. Nada sério, nada grave, só susto, vamos em frente.
À noite fomos assistir à peça e foi bem divertido. Na saída do teatro, esbarramos na Camila Pitanga sendo simpática com uma fã grávida.
Já tínhamos ingressos grátis para outra peça neste final de semana e fomos para -como diz meu amo e senhor - aquele distante subúrbio, a Barra da Tijuca. Tinha uma celebridade por lá também e me recuso a dizer seu nome, mas ele se enquadra na horripilante categoria ex-BBB. A peça Fama, no Teatro Antônio Fagundes, tinha um elenco talentoso que cantava e dançava bem. O texto é assim assim e abusa das piadas com homossexuais que eu acho um tanto sem graça, mas vale a pena para daqui a alguns anos, quando algum deles se tornar conhecido dizer: "conheço o trabalho dele(a), desde o tempo em que trabalhava em peças semi-amardoras".
E eu já estava achando que as tais celebridades estão brotando dos bueiros e que na verdade está todo mundo pondo a cara na TV e sendo reconhecido nas ruas ou que talvez eu tenha andado demais no final de semana nos locais que os famosos freqüentam e que de volta à rotina e ao meu canto o surto ia passar...
Mas depois de deixar o moleque na escola, dei um pulo voando ali no meu shopping de esquina para as derradeiras providências para o grande dia, quando vejo um alvoroço, um bando de gente esticando o pescoço, guardas, cordões de isolamento, luzes e câmeras. Como moradora de uma grande cidade, influenciada pelo apelo trágico dos telejornais, pensei no pior, mas não era mais um flagrante de violência. Era filmagem de cena de novela. Tentei dar meia volta, mas a multidão se aglomerava atrás de mim (quanta gente vadia num shopping numa segunda-feira, hein!). Resolvi esperar, porque não tinha outro jeito mesmo. Dali a pouco surgem Maitê Proença e Leonardo Brício saídos da minha loja favorita.
Pô atéaqui, pessoal?
Saímos da feira e fomos trocar os convites pelos ingressos ali pertinho no Shopping da Gávea. Num sinal, um mini-jeep branco avança e quase bate no nosso carro. Ao volante Matheus Nachtergaele e Arlindo Lopes (o moreninho de cabelo enrolado que serve de escada pra ele na novela) no banco do carona. Nada sério, nada grave, só susto, vamos em frente.
À noite fomos assistir à peça e foi bem divertido. Na saída do teatro, esbarramos na Camila Pitanga sendo simpática com uma fã grávida.
Já tínhamos ingressos grátis para outra peça neste final de semana e fomos para -como diz meu amo e senhor - aquele distante subúrbio, a Barra da Tijuca. Tinha uma celebridade por lá também e me recuso a dizer seu nome, mas ele se enquadra na horripilante categoria ex-BBB. A peça Fama, no Teatro Antônio Fagundes, tinha um elenco talentoso que cantava e dançava bem. O texto é assim assim e abusa das piadas com homossexuais que eu acho um tanto sem graça, mas vale a pena para daqui a alguns anos, quando algum deles se tornar conhecido dizer: "conheço o trabalho dele(a), desde o tempo em que trabalhava em peças semi-amardoras".
E eu já estava achando que as tais celebridades estão brotando dos bueiros e que na verdade está todo mundo pondo a cara na TV e sendo reconhecido nas ruas ou que talvez eu tenha andado demais no final de semana nos locais que os famosos freqüentam e que de volta à rotina e ao meu canto o surto ia passar...
Mas depois de deixar o moleque na escola, dei um pulo voando ali no meu shopping de esquina para as derradeiras providências para o grande dia, quando vejo um alvoroço, um bando de gente esticando o pescoço, guardas, cordões de isolamento, luzes e câmeras. Como moradora de uma grande cidade, influenciada pelo apelo trágico dos telejornais, pensei no pior, mas não era mais um flagrante de violência. Era filmagem de cena de novela. Tentei dar meia volta, mas a multidão se aglomerava atrás de mim (quanta gente vadia num shopping numa segunda-feira, hein!). Resolvi esperar, porque não tinha outro jeito mesmo. Dali a pouco surgem Maitê Proença e Leonardo Brício saídos da minha loja favorita.
Pô atéaqui, pessoal?
18.3.04
Não sou Zeca Pagodinho, mas também vivo minha guerra de cerveja. É que o casamento acrescenta muito em nossa vida. Os amigos dele, os bares que ele freqüenta, a família dele... E os dilemas dele. Incluindo os barraqueiros da praia.
L. e R. eram casados e a ida à praia combinada a uma cervejinha básica era tranqüila. Mas eu cheguei na história quando L. e R. já haviam se separado e estavam disputando, nem sempre de forma amigável e civilizada, o mesmo trecho na areia para vender bebida e alugar cadeiras e guarda-sol. Ela tinha o apelo de ter sido acompanhada pela maioria dos incontáveis filhos e aquele jeitão gostoso de tia de favela. Quando cheguei naquele trecho da praia, a escolha já tinha sido praticamente feita e ela nos servia. Pronto! Nessa época eu nem sabia direito quem era ele. Apontavam na multidão e eu fazia um-hum porque só queria minha gelada e não conflito familiar dos outros bem na hora do meu merecido relax semanal.
Mas, depois de anos de fidelidade, ela adoeceu gravemente, os filhos tentaram segurar a peteca, mas faltava o carisma da matriarca, o pulso forte pra gerir o negócio de ambulante que não ambula... E começou a acontecer de a gente chegar na praia e só a barraquinha dele estar funcionando. De mansinho, ele foi ganhando de novo a freguesia perdida. E nós fomos nessa onda.
Agora ela volta alguns quilos mais magra por causa da enfermidade. Mas sempre chega depois que já estamos instalados nos domínios dele, tendo as bebidas fornecidas por ele nas mãos. Ela puxa papo, chora miséria, adula criança, diz ter saudade. Faz brotar em nós um resquício de culpa.
E se ela chegar mesmo cedo na praia na próxima vez em que formos lá? Quem nos fornecerá nosso suco de cevada? Como administrar nossa simples praia sem um estresse com L. ou R.?
L. e R. eram casados e a ida à praia combinada a uma cervejinha básica era tranqüila. Mas eu cheguei na história quando L. e R. já haviam se separado e estavam disputando, nem sempre de forma amigável e civilizada, o mesmo trecho na areia para vender bebida e alugar cadeiras e guarda-sol. Ela tinha o apelo de ter sido acompanhada pela maioria dos incontáveis filhos e aquele jeitão gostoso de tia de favela. Quando cheguei naquele trecho da praia, a escolha já tinha sido praticamente feita e ela nos servia. Pronto! Nessa época eu nem sabia direito quem era ele. Apontavam na multidão e eu fazia um-hum porque só queria minha gelada e não conflito familiar dos outros bem na hora do meu merecido relax semanal.
Mas, depois de anos de fidelidade, ela adoeceu gravemente, os filhos tentaram segurar a peteca, mas faltava o carisma da matriarca, o pulso forte pra gerir o negócio de ambulante que não ambula... E começou a acontecer de a gente chegar na praia e só a barraquinha dele estar funcionando. De mansinho, ele foi ganhando de novo a freguesia perdida. E nós fomos nessa onda.
Agora ela volta alguns quilos mais magra por causa da enfermidade. Mas sempre chega depois que já estamos instalados nos domínios dele, tendo as bebidas fornecidas por ele nas mãos. Ela puxa papo, chora miséria, adula criança, diz ter saudade. Faz brotar em nós um resquício de culpa.
E se ela chegar mesmo cedo na praia na próxima vez em que formos lá? Quem nos fornecerá nosso suco de cevada? Como administrar nossa simples praia sem um estresse com L. ou R.?
17.3.04
Uma coisa que é preciso ter sempre em mente: assuntos diferentes são tratados com amigos diferentes.
Tem gente com quem é muito bom passar tempo jogando conversa fora na praia. Com outros você gosta mais de conviver em torno de uma mesa de bar decidindo os destinos do mundo como se vocês tivessem poder real para tal.
Os problemas começam quando os canais são trocados.
Um inocente papo furado sobre o tempo com aquele seu camarada gente boa mas meio estressado que trabalha na Bolsa de Valores pode gerar uma queda nas ações da agroindústria.
E aquela sua colega que é um doce de pessoa mas que só marca os encontros para trocar receitas na casa das outras para não correr o risco de que elas se encontrem com o marido dela? Sim, ela é muito ciumenta, chega a ter um pezinho na paranóia, mas não há como ela para explicar com toda paciência e carinho os segredos do chantilly para uma analfabeta em culinária como você. Já imaginou se você resolve trazer para uma roda onde ela esteja aquele comentário que deveria ter feito com a sua companheira de estudos de psicologia dos relacionamentos? Bem provável que ela conclua que você está querendo insinuar algum adultério do cônjuge dela.
Entretanto, e felizmente, este tipo de confusão nem sempre acontece. Às vezes é só a inadequação que incomoda.
Já tentou explicar pro homem da sua vida os motivos de não voltar mais ao seu salão de beleza favorito? Repare na carinha dele quando você contar que fazia as unhas sempre com a mesma manicure que um dia não pôde atender você que chegou sem marcar. E então contrariada e apressada, você fez as unhas com outra manicure que, além de muito mais rápida, não tirou nem um bifinho e ainda deixou suas unhas lindíssimas e pintadas de uma forma que não lascou, como a primiera jamais conseguiu. A esta altura sua alma gêmea já deve estar bocejando e procurando com os olhos o caderno de esportes sobre a mesinha de centro. Conclua afirmando que não poderia voltar para a antiga sabendo que teria um serviço inferior, mas que não consegue simplesmente abandoná-la pela outra para não ferir seus sentimentos, afinal ela sempre foi tão legal com você. Por isso você não põe mais os pés lá. (*)
Você poderá ter como resposta um silêncio sepulcral já que ele desligou automaticamente ao ouvir "sal?o de beleza" ou uma cara de incredulidade por você estar perdendo seu tempo em tal dilema e por ainda estar tomando o tempo dele contando isso nos mínimos detalhes.
Por isso, é bom a gente repensar com cuidado sobre a nossa implicância com os encontros dele com os amigos onde nem sempre somos bem-vindas. Afinal qual seria a nossa própria cara ao ouvir pela milionésima vez a descrição minuciosa daquele gol do Flamengo na decisão do último campeonato ou sobre os novos acessórios daquele carrão.
(*) Você pode ter assistido a episódio do Sienfeld com história semelhante, mas a vida imita a arte. Eu atesto.
Tem gente com quem é muito bom passar tempo jogando conversa fora na praia. Com outros você gosta mais de conviver em torno de uma mesa de bar decidindo os destinos do mundo como se vocês tivessem poder real para tal.
Os problemas começam quando os canais são trocados.
Um inocente papo furado sobre o tempo com aquele seu camarada gente boa mas meio estressado que trabalha na Bolsa de Valores pode gerar uma queda nas ações da agroindústria.
E aquela sua colega que é um doce de pessoa mas que só marca os encontros para trocar receitas na casa das outras para não correr o risco de que elas se encontrem com o marido dela? Sim, ela é muito ciumenta, chega a ter um pezinho na paranóia, mas não há como ela para explicar com toda paciência e carinho os segredos do chantilly para uma analfabeta em culinária como você. Já imaginou se você resolve trazer para uma roda onde ela esteja aquele comentário que deveria ter feito com a sua companheira de estudos de psicologia dos relacionamentos? Bem provável que ela conclua que você está querendo insinuar algum adultério do cônjuge dela.
Entretanto, e felizmente, este tipo de confusão nem sempre acontece. Às vezes é só a inadequação que incomoda.
Já tentou explicar pro homem da sua vida os motivos de não voltar mais ao seu salão de beleza favorito? Repare na carinha dele quando você contar que fazia as unhas sempre com a mesma manicure que um dia não pôde atender você que chegou sem marcar. E então contrariada e apressada, você fez as unhas com outra manicure que, além de muito mais rápida, não tirou nem um bifinho e ainda deixou suas unhas lindíssimas e pintadas de uma forma que não lascou, como a primiera jamais conseguiu. A esta altura sua alma gêmea já deve estar bocejando e procurando com os olhos o caderno de esportes sobre a mesinha de centro. Conclua afirmando que não poderia voltar para a antiga sabendo que teria um serviço inferior, mas que não consegue simplesmente abandoná-la pela outra para não ferir seus sentimentos, afinal ela sempre foi tão legal com você. Por isso você não põe mais os pés lá. (*)
Você poderá ter como resposta um silêncio sepulcral já que ele desligou automaticamente ao ouvir "sal?o de beleza" ou uma cara de incredulidade por você estar perdendo seu tempo em tal dilema e por ainda estar tomando o tempo dele contando isso nos mínimos detalhes.
Por isso, é bom a gente repensar com cuidado sobre a nossa implicância com os encontros dele com os amigos onde nem sempre somos bem-vindas. Afinal qual seria a nossa própria cara ao ouvir pela milionésima vez a descrição minuciosa daquele gol do Flamengo na decisão do último campeonato ou sobre os novos acessórios daquele carrão.
(*) Você pode ter assistido a episódio do Sienfeld com história semelhante, mas a vida imita a arte. Eu atesto.
Um ano sem Gabriela
Missa: dia 25 de março
Igreja São Francisco Xavier
(ao lado da estação de metrô homônima, na Tijuca)
18h00
Missa: dia 25 de março
Igreja São Francisco Xavier
(ao lado da estação de metrô homônima, na Tijuca)
18h00

O destaque dado a este caso, infelizmente igual a outros que diariamente devastam 105 lares, segundo as estatísticas, está sendo usado pela corajosa família de Gabriela para reivindicar mais severidade nas leis e no seu cumprimento.
É nosso dever ajudá-los em sua luta.
É nosso direito viver num país mais justo, livre da impunidade.
Diga não à impunidade.
Assine a petição.
Participe!
16.3.04
Reflexões pertinentes à minha semana:
"A idade não nos protege contra o amor. Mas o amor, até certo ponto, nos protege contra a idade."
(Jeanne Moreau)
"A vantagem da idade é saber viver. Quem fica se martirizando não vive bem."
(Dona Canô)
"Alegre-se com a vida, pois ela oferece a você a chance de amar, trabalhar, divertir-se e olhar para as estrelas."
(Henry van Dyke)
"O mundo que nos cerca é o espelho da nossa mente. Para os pessimistas, sempre está tudo errado; para os otimistas, sempre há motivo para comemorar."
(Martius)
"Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas, dando-lhes sempre algum significado."
(autor desconhecido)
"O pecado mais perigoso, mais grave, é a recusa de viver, de vibrar."(Monier)
Exatamente, meu aniversário está chegando. E "este ano não vai ser igual àquele que passou".
"A idade não nos protege contra o amor. Mas o amor, até certo ponto, nos protege contra a idade."
(Jeanne Moreau)
"A vantagem da idade é saber viver. Quem fica se martirizando não vive bem."
(Dona Canô)
"Alegre-se com a vida, pois ela oferece a você a chance de amar, trabalhar, divertir-se e olhar para as estrelas."
(Henry van Dyke)
"O mundo que nos cerca é o espelho da nossa mente. Para os pessimistas, sempre está tudo errado; para os otimistas, sempre há motivo para comemorar."
(Martius)
"Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas, dando-lhes sempre algum significado."
(autor desconhecido)
"O pecado mais perigoso, mais grave, é a recusa de viver, de vibrar."(Monier)
Exatamente, meu aniversário está chegando. E "este ano não vai ser igual àquele que passou".
14.3.04
Programa imperdível para hoje à noite: a estréia da novela Metamorphoses na Record. Depois do troca-troca de autores, com declarações bombásticas de Mário Prata e da polêmica da realização de cirurgias plásticas reais como parte da trama, finalmente a estréia. Tudo está despertando minha curiosidade.
Em primeiro lugar, o estilo tosco que geralmente domina a produção de folhetins off-Globo. Isso, em pequenas doses, evidentemente, sempre rende bons risos.
Depois, o fato de terem atores de verdade e de prestígio no elenco (o que é absolutamente inusitado nesses casos), como Joana Fomm, Gianfrancesco Guarnieri e Lúcia Alves, além de alguns que até bem pouco estavam no segundo time de belos da Vênus Platinada (Vanessa Lóes e o pai da Sasha, por exemplo).
Além disso, eles vão estrear uma novela em pleno domingo.
No mínimo, têm coragem pra jogar alto.
Provavelmente, não vou resistir quando as tais intervenções cirúrgicas com pé no BBB começarem, mas quem resiste a uma sinopse como essa abaixo que apareceu no JB?
"Hoje, às 20h15, estréia na Rede Record a novela Metamorphoses, uma parceria da emissora com a produtora Casablanca. A novela protagonizada por Vanessa Lóes, Luciana (sic!) Szafir e Paulo Betti é centrada em uma clínica de cirurgia plástica e envolve uma complicada trama policial com a Yakuza, a máfia japonesa. No capítulo de hoje, a cirurgiã plástica Circe (Lígia Cortez) casa-se com Takashi Mifume (Kissei Kumamoto). Durante a lua-de-mel no Japão, além de descobrir que o marido é ligado à mafia japonesa, Circe é obrigada a operar um dos chefões. Apavorada, Circe trata de fugir para o Brasil, o que envergonha seu marido, que comete suicídio. Ao saber da morte de Takashi, o chefão ordena a morte de Circe. Antes de escapar, Circe consegue mandar algumas mensagens para o Brasil, o que faz entrar em cena o agente da polícia federal Marcos Ventura, interpretado por Paulo Betti. É Ventura que consegue livrar Circe dos japas e a retira do aeroporto sã e salva. Só que, durante a escapada, Circe acaba sofrendo um trágico acidente de carro com sua meio-irmã Lia (Vanessa Lóes), que fica gravemente ferida. Percebendo que vai morrer, Lia pede ao doutor Lucas (Luciano Szafir) que troque o seu rosto com o da irmã. Ou seja, Circe fica com a cara de Lia e se livra da perseguição dos japoneses. A troca de rosto acontece no capítulo de quinta-feira e, para todos os efeitos quem morreu foi Circe e não Lia. Para facilitar o desenvolvimento da trama, quando recupera a consciência, além de estar com o rosto de Lia, Circe sofre uma amnésia e não se lembra de nada, o que vai facilitar assumir a vida da meio-irmã."
Pode?
Dá pra perder?
Em primeiro lugar, o estilo tosco que geralmente domina a produção de folhetins off-Globo. Isso, em pequenas doses, evidentemente, sempre rende bons risos.
Depois, o fato de terem atores de verdade e de prestígio no elenco (o que é absolutamente inusitado nesses casos), como Joana Fomm, Gianfrancesco Guarnieri e Lúcia Alves, além de alguns que até bem pouco estavam no segundo time de belos da Vênus Platinada (Vanessa Lóes e o pai da Sasha, por exemplo).
Além disso, eles vão estrear uma novela em pleno domingo.
No mínimo, têm coragem pra jogar alto.
Provavelmente, não vou resistir quando as tais intervenções cirúrgicas com pé no BBB começarem, mas quem resiste a uma sinopse como essa abaixo que apareceu no JB?
"Hoje, às 20h15, estréia na Rede Record a novela Metamorphoses, uma parceria da emissora com a produtora Casablanca. A novela protagonizada por Vanessa Lóes, Luciana (sic!) Szafir e Paulo Betti é centrada em uma clínica de cirurgia plástica e envolve uma complicada trama policial com a Yakuza, a máfia japonesa. No capítulo de hoje, a cirurgiã plástica Circe (Lígia Cortez) casa-se com Takashi Mifume (Kissei Kumamoto). Durante a lua-de-mel no Japão, além de descobrir que o marido é ligado à mafia japonesa, Circe é obrigada a operar um dos chefões. Apavorada, Circe trata de fugir para o Brasil, o que envergonha seu marido, que comete suicídio. Ao saber da morte de Takashi, o chefão ordena a morte de Circe. Antes de escapar, Circe consegue mandar algumas mensagens para o Brasil, o que faz entrar em cena o agente da polícia federal Marcos Ventura, interpretado por Paulo Betti. É Ventura que consegue livrar Circe dos japas e a retira do aeroporto sã e salva. Só que, durante a escapada, Circe acaba sofrendo um trágico acidente de carro com sua meio-irmã Lia (Vanessa Lóes), que fica gravemente ferida. Percebendo que vai morrer, Lia pede ao doutor Lucas (Luciano Szafir) que troque o seu rosto com o da irmã. Ou seja, Circe fica com a cara de Lia e se livra da perseguição dos japoneses. A troca de rosto acontece no capítulo de quinta-feira e, para todos os efeitos quem morreu foi Circe e não Lia. Para facilitar o desenvolvimento da trama, quando recupera a consciência, além de estar com o rosto de Lia, Circe sofre uma amnésia e não se lembra de nada, o que vai facilitar assumir a vida da meio-irmã."
Pode?
Dá pra perder?
De muito mal gosto e desnecessária a capa da Veja esta semana.
Será que foi uma homenagem em estilo reality show ao sangrento A Paixão de Cristo de Mel Gibson?
Ou quem sabe sucumbiram à estética do jornal O Povo?
Dá para registrar o horror da tragédia de um atentado sem ser tão grotescamente explícito.
Cadáver esfacelado na capa? Ora, faça-me o favor!
Será que foi uma homenagem em estilo reality show ao sangrento A Paixão de Cristo de Mel Gibson?
Ou quem sabe sucumbiram à estética do jornal O Povo?
Dá para registrar o horror da tragédia de um atentado sem ser tão grotescamente explícito.
Cadáver esfacelado na capa? Ora, faça-me o favor!
13.3.04
10.3.04
Nem Viradouro, nem Mocidade.
Bom mesmo foi quando a Mangueira entrou.
Bom mesmo foi quando a Mangueira entrou.

Já tentaram explicar sob a ótica jornalística porque o caso foi parar nas primeiras páginas dos maiores e mais sérios jornais do país. Li explicações sociológicas, antropológicas, psicológicas e o escambau. Mas nada disso importa. Estamos diante do grande momento de glória das preteridas e mal-amadas. São elas as mais excitadas com o interesse excusivo da nação.
Afinal, tá pensando o quê? Ninguém pode ser linda, famosa e riquíssima impunemente. Tem mais é que ter o nome enxovalhado. Tá pensando que vai roubar do altar o homem de outra e que vai ficar por isso mesmo? Nananinanão! As desprezadas de todo o país aguardaram treze anos para dizer: "Eu não disse? Bem feito!" Aquelas que aturaram, carnaval após carnaval, seus homens - ou aqueles homens que deveriam ser seus - babando diante da imagem semi-nua e rebolativa, agora finalmente soltam livremente o grito: "Vagabunda!"
E como se não bastasse tudo isso ainda ousa trocar o sonho bilionário de princesa pela fantasia erótica de uniforme. Atrevida!
9.3.04
Fui visitar o Centro Cultural da Justiça Federal que eu ainda não conhecia. Entre algumas exposições bem interessante, uma sobre os direitos civis e sua história no Brasil. Uma das coisas que me chamaram mais atenção foi o acompanhamento da história da dinâmica familiar (amparada pela lei). A mulher não poderia, por exemplo, trabalhar sem ordem expressa do marido ou de um juiz. E para ilustrar situações como essa, alguns textos.
Um deles, contava a história de uma família que não tinha farinha para acompanhar o almoço. Como a mulher sabia que o marido tinha o hábito de comer farinha em todas as refeições, tratou de providenciar a dita cuja para o jantar. Ao ver o alimento na mesa à noite o marido pergunta onde a mulher tinha conseguido dinheiro para aquilo. Ela responde que tinha lavado uma trouxa de roupas. O marido dá-lhe uns catiripapos pra ela aprender a não trabalhar nem sair de casa sem o consentimento dele.
Em outro texto, uma espécie de 10 mandamentos para a esposa e mãe ideal de 1929. Seria para rir, se não fosse trágico.
Mas depois de acompanhar a fartura de ontem, dia internacional da mulher, por todos os cantos, descrevendo o “ser mulher”, cheguei a algumas explicações possíveis:
- Os textos são muito antigos e refletem uma realidade feminina que não existe mais.
- Mesmo em grupos geográficos e sociais que você acha que isso é impensável, tudo o que aconteceu nas últimas décadas parece ter passado ao largo e algumas mulheres continuam em 1929. Elas esperam os maridos em casa com os chinelos em uma mão e o jornal em outra. Estão perfumadíssimas, apavoradas com a idéia de que alguma aventureira lance mão deles. Elas abrem as pernas quando eles querem, porque faz parte de seus deveres de esposa amantíssima, mas sexo para elas é apenas algo que tem que ser tolerado. Elas são as únicas responsáveis pela criação dos filhos e pelo bom andamento dos assuntos domésticos. Seus maridos são provedores e tudo o que possa aborrecê-los deve ser evitado ou sumariamente descartado. Por isso elas sempre os aceitam de volta e nem perguntam porque eles demoraram três meses para comprar um maço de cigarros ali na esquina. Afinal, têm muita sorte por tê-los de volta.
- Eu não sou uma mulher.
Um deles, contava a história de uma família que não tinha farinha para acompanhar o almoço. Como a mulher sabia que o marido tinha o hábito de comer farinha em todas as refeições, tratou de providenciar a dita cuja para o jantar. Ao ver o alimento na mesa à noite o marido pergunta onde a mulher tinha conseguido dinheiro para aquilo. Ela responde que tinha lavado uma trouxa de roupas. O marido dá-lhe uns catiripapos pra ela aprender a não trabalhar nem sair de casa sem o consentimento dele.
Em outro texto, uma espécie de 10 mandamentos para a esposa e mãe ideal de 1929. Seria para rir, se não fosse trágico.
Mas depois de acompanhar a fartura de ontem, dia internacional da mulher, por todos os cantos, descrevendo o “ser mulher”, cheguei a algumas explicações possíveis:
- Os textos são muito antigos e refletem uma realidade feminina que não existe mais.
- Mesmo em grupos geográficos e sociais que você acha que isso é impensável, tudo o que aconteceu nas últimas décadas parece ter passado ao largo e algumas mulheres continuam em 1929. Elas esperam os maridos em casa com os chinelos em uma mão e o jornal em outra. Estão perfumadíssimas, apavoradas com a idéia de que alguma aventureira lance mão deles. Elas abrem as pernas quando eles querem, porque faz parte de seus deveres de esposa amantíssima, mas sexo para elas é apenas algo que tem que ser tolerado. Elas são as únicas responsáveis pela criação dos filhos e pelo bom andamento dos assuntos domésticos. Seus maridos são provedores e tudo o que possa aborrecê-los deve ser evitado ou sumariamente descartado. Por isso elas sempre os aceitam de volta e nem perguntam porque eles demoraram três meses para comprar um maço de cigarros ali na esquina. Afinal, têm muita sorte por tê-los de volta.
- Eu não sou uma mulher.
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